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“Espatódea”, uma árvore que é tóxica para as abelhas, principalmente para as nossas abelhas nativas sem ferrão (Meliponas).

“Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.” Albert Einstein (1879/1955)

Ana Paula Lima Deputada Estadual


“ESPATÓDEA“ A Espatódea, nome científico "Spathodea Campanulata", também conhecida como “Bisnagueira", ”Tulipeira-do-Gabão”, “Xixi-de-Macaco” ou “Chama-daFloresta”, é uma árvore exótica, seu local de origem é a África, onde pode-se observar exemplares com até 30 metros de altura. O tronco apresenta um diâmetro de 30 a 50 cm. As folhas são grandes, opostas e são compostas por numerosos folíolos alongados e oval-lanceolados. A primeira floração ocorre quando a árvore apresenta entre 3 e 4 anos. As flores são vermelho-alaranjadas. O período de floração varia com a localidade onde a planta se encontra. Os frutos se assemelham a vagens e contém numerosas sementes aladas, que se dispersam com o vento, árvore de copa densa e muito rústica. Não devem ser plantadas em calçadas ou próximas à construções e tubulações, pois suas raízes são muito agressivas. Árvore tipicamente tropical, não se adapta a países de clima frio.


É prejudicial às abelhas Esta árvore produz flores que possuem uma substância altamente tóxica aos insetos que a frequentam, como as abelhas, causando a morte por intoxicação, principlamente as nossas abelhas nativas sem ferrão (Melipona). Isso causa um grande desequilíbrio ecológico na região na época da florada desta árvore, pois as abelhas e outras espécies de insetos são os principais polinizadores da nossa flora, sem contar os prejuízos às pessoas que dependem da apicultura e meliponicultura como fonte de renda. Em 2014, foi registrado no município de Marília – SP, a morte de mais de 15 mil abelhas de um apicultor, por causa de aproximadamente cinco árvores desta espécie na região onde ele criava as abelhas. Elas vão até as flores e morrem, não voltando para o ninho com a matéria prima para a fabricação do mel, deixando o ninho sem alimento e consequentemente causando a morte da colônia. http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/03/substancia-toxica-deflor-provoca-morte-de-15-mil-abelhas-em-marilia.html


Solução Até que melhores estudos sobre a espécie forem publicados, a melhor solução para o problema é promover a substituição desta árvore por uma outra espécie nativa, que não cause problemas ao meio ambiente, aplicando-se o Princípio da Precaução. Em linhas gerais pode-se afirmar que o Princípio da Precaução deve ser lido como ” In dúbio pro natura” ou “In dúbio pro ambiente”. Ou seja, se diante da tecnologia disponível pelo órgão técnico-ambiental em um determinado momento da história não conseguir se antevir os danos ambientais que determinada atividade ou empreendimento poderão originar, deve-se dar prevalência ao meio ambiente, não permitindo que a atividade ou empreendimento venham a se desenvolver até que se disponha de elementos suficientes para aferir as conseqüências que poderão ser geradas. Quando houver perigo de dano grave ou irreversível, a falta de certeza científica absoluta não deverá ser utilizada como razão para se adiar a adoção de medidas eficazes em função dos custos para impedir a degradação do meio ambiente. PL./0066.8/2018 A Deputada Estadual Ana Paula Lima, preocupada com os efeitos nocivos desta planta sobre as nossas abelhas nativas sem ferrão (Meliponas), as maiores polinizadoras da nossa fauna, apresentou este projeto de lei que proíbe a produção de mudas e o plantio da Espatódea e incentiva a substituição das existentes no Estado de Santa Catarina. Tais fatos são comprovados por pesquisadores brasileiros (http://apacame.org.br/site/revista/mensagem-doce-n-143-setembro-de2017/artigo/) acreditam que uma mucilagem presente no botão floral ao se misturar com o néctar da flor; tal mucilagem é tóxica para as abelhas, que acabam morrendo quando ingerem o néctar. A morte de abelhas nativas pode trazer problemas para o ambiente natural por comprometer a polinização de outras espécies nativas.

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