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Fotos: Acervo da Câmara

Hoje, dentre os considerados pontos fortes do município leonense, está a sua localização estratégica

Capão do Leão tem muita história para contar No início do século XX, a fruticultura de clima temperado foi outra atividade econômica de destaque e ajudou no progresso e crescimento da vila. Processo que se acelerou com a instalação da Compagnie Française du Port du RGS, em 1909. Daiane Santos com a colaboração do historiador Joaquim Dias Capão do Leão possui a segunda maior serra de granito do mundo. Motivo de orgulho para a localidade, cuja história remonta aos meados do século XVIII sendo seu desenvolvimento influenciado pela prospecção de minérios e pela ferrovia. Ainda na época em que viajantes e tropeiros atravessam a cavalo as Serras dos Tapes, a área atual do município era conhecida como Serranias do Pavão e compreendia cinco sesmarias principais, a do Pavão - que pertenceu ao brigadeiro Rafael Pinto Bandeira a de São Thomé, Sant’Anna, das Pedras e do Padre Doutor, onde por volta de 1790, foi construído o oratório Nossa Senhora da Conceição, primeiro templo

religioso da região. É só em 1809 que aparece a primeira menção ao nome Capão do Leão. Durante a maior parte do século XIX, a localidade foi uma espécie de ponto de parada e descanso no caminho percorrido pelos tropeiros que traziam gado da campanha gaúcha até o núcleo charqueador de Pelotas. Foi em 1884, com a construção da ferrovia Rio Grande/Bagé que a pequena localidade começou a tomar impulso rumo a uma crescente urbanização. Nesta época, Capão do Leão se tornou uma estação de veraneio para a elite de Pelotas. As excursões de trem, bailes e concertos ao ar livre, junto aos piqueniques ao redor das elegantes vivendas e solares de inspiração europeia, passaram a ser constantes. Os maiores símbolos

da suntuosidade desta época romântica foram as visitas da princesa Isabel, e do conde D’Eu, em fevereiro de 1885; e do poeta Olavo Bilac, em 1916. Em 1893, a importância política e econômica do Capão do Leão, já evidentes, converteu-o em um distrito de Pelotas. No início do século XX, a fruticultura de clima temperado foi outra atividade econômica de destaque e ajudou no progresso e crescimento da vila. Processo que se acelerou com a instalação da Compagnie Française du Port du RGS, em 1909, que explorou o granito existente nas pedreiras leonenses até 1914, com a finalidade de construir os molhes da barra do porto de Rio Grande. Logo após a saída da companhia francesa, as pedreiras do Cerro do Estado passaram a ser exploradas por uma companhia norte-americana, até serem assumidas pelo Estado. O tripé veraneio/fruticultura/pedras sustentou o desenvolvimento da vila do Capão do Leão até aproximadamente a década de 1950. Desde então, a proximidade com o pólo regional de Pelotas converteu o lugar em foco de atração de migrantes. Novas áreas urbanas (Jardim América, Parque Fragata, etc.) foram sendo criadas e houve significativo acréscimo populacional. No campo econômico, o arroz, a soja, a pecuária leiteira e os frigoríficos despontaram como pro-

tagonistas, embora a atividade mineradora ainda tivesse alguma importância. Em 1963, ocorreu a primeira tentativa de emancipação do então distrito, mas somente em 1982, em um novo processo emancipatório, surgiu o município de Capão do Leão.

Futuro promissor

Hoje, dentre os considerados pontos fortes do município leonense, está a sua localização estratégica. Com um território de 785 km² e aproximadamente 24.2 mil habitantes - conforme dados do Censo 2010 -, o município é cortado pelas BRs 116 e 293, faz divisa com os municípios de Pelotas, Morro Redondo, Rio Grande, Cerrito, Pedro Osório e Arroio Grande, além de ser banhado pelo canal São Gonçalo. Sua economia é baseada na agropecuária, agroindústria, extrativismo mineral e serviços, que contribuem para que a administração municipal trabalhe com um orçamento de, em média, R$ 37 milhões por ano. “Quem decide investir no município não se arrepende. Temos uma boa infraestrutura e além de tudo, muito interesse no acolhimento de novos investidores, sendo que para isso não medimos esforços para bem atender quem nos visita”, afirmou o prefeito municipal, Claudio Victória.

O tripé veraneio/fruticultura/pedras sustentou o desenvolvimento da vila do Capão do Leão até aproximadamente a década de 1950


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Legislativo Renovado:

Nova gestão inicia pronta para pôr a mão na massa Daiane Santos Além de completar 31 anos de emancipação política em 2013, Capão do Leão também ganhou novos representantes tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo. A renovação trouxe novo fôlego principalmente à Câmara de Vereadores do município que ganhou oito novos parlamentares, sendo que outros três foram reeleitos, e estão prontos para trabalhar pela comunidade, independente de partido. A casa do povo, que antes possuía nove representantes, este ano ganhou mais duas cadeiras. Segundo o atual presidente da Câmara leonense, Valdecir Lima, a união entre a experiência daqueles que foram reeleitos, caso dele, e a vontade de saber mais dos que chegaram agora ao Legislativo, dão qualidade ao trabalho da Câmara. “Renovar sempre é bom quando se respeita o que já foi conquistado e se tem a humildade para aceitar o que

vem para edificar, melhorar, reconstruir, modernizar e qualificar o trabalho realizado”, afirma Lima, destacando o bom clima entre os vereadores, apesar das discussões inerentes ao cargo que ocupam. “Muitos debates são ferrenhos e as vezes as sessões se prolongam até tarde, porém os embates são éticos e levam democraticamente ao consenso, sempre em prol dos bons projetos”, revela. “Eu costumo dizer que este parlamento é uma equipe e como tal tem um único objetivo, sem rixas pessoais, onde a luta no campo das ideias busca grandes e esperadas conquistas para o desenvolvimento de nossa cidade”, diz. O vereador destaca ainda uma série de reuniões e audiências que vem sendo realizadas pela Câmara para discutir temas de interesse da comunidade como a má distribuição de água no município e as carências no transporte urbano e intermunicipal. “Nunca aconteceram três audiências públicas com a Foto: Divulgação

Desde janeiro, Câmara conta com 11 vereadores, dois a mais do que nas últimas gestões.

Foto: Daiane Santos/JTR

Trabalho na Câmara de Capão do Leão vai além das siglas partidárias

Metroplan, além de uma audiência com a Agergs. Queríamos itinerários, horários e paradas mais adequadas, além de ônibus para pessoas deficientes e corujão. Esperamos que a Metroplan, que não pode atender tudo, cumpra o que prometeu”, deseja Lima, afirmando que houve um grande avanço nas negociações com a empresa, algo que há muitos anos os vereadores das outras legislaturas vinham buscando. Valdecir Lima falou ainda da liberação, através do PAC, de R$ 8.5 milhões para a construção da ETA São Gonçalo, anunciada durante audiência na Câmara com a Corsan. “É a realização de um sonho para todos os leonenses, pois sofremos há muito tempo com a falta e má qualidade da água”, considera. Sobre os 31 anos de Capão do Leão, o presidente da Câmara, afir-

ma ser este um momento de grande reflexão. “Temos que refletir e ter compromisso com aquilo que deve ser feito para melhorar as condições de vida de quem nos colocou na história do município, dando-nos o privilégio de saudarmos os 31 anos na sagrada e honrosa função do parlamento. É momento ímpar, de grande alegria para todos nós e vamos poder contar por aí que nesta data feliz éramos vereadores”, finaliza.

Vereadores atuais Valdecir Lima (PMDB); Aílton Miranda (PTB); Emerson Britto (PTB); Luís Fernando (PTB); Jane Gomes (PDT); Francisco Silveira (PDT); Hugo Alexandre (PDT); Nazi Medeiros (PDT); Antonio Matias (PDT); Marco Aurélio (PT); Helio Bicca (PT)

Diretor Geral: Adilson K. Cruz; Projeto Gráfico: Fernanda

Expediente

Fersula;

Diagramação: Fernanda

Caderno Especial 31 Aniversário de Capão do Leão o

ADILSON KEMS CRUZ M.E. CNPJ: 08.007.848/0001.54 Av. Imperador Dom Pedro I, 1886 sala 1 - Bairro Fragata - Pelotas Fone/Fax: (53) 3281.1514

Fersula e Luana Jahnke; Jornalista: Daiane Santos e Gersom Baldassari;

Jornalista Responsável:

Adilson Kems Cruz - DRT/RS 13240; Impressão: Jornal do Povo Ltda;

E-mails: Redação:

jornaltradicao@jornaltradicao.com.br

Comercial:

comercial@ jornaltradicao. com.br

Web:

atendimento@ jornaltradicao.com.br

Site: Departamento Administrativo: Nathália K. Cruz www.jornaltradicao.com.br

- (53) 3281.1514

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Capão do Leão: Terra de gente forte como o granito Na década de 1980, Capão do Leão chegou a ter 500 cortadores, a maioria jovens. Agora, apenas 200 trabalham nas jazidas e grande parte tem mais de 40 anos. Daiane Santos Foto: JTR

Ao completar 30 anos de emancipação política, Capão do Leão relembra uma das profissões que ajudaram a moldar o município - transformando-o em uma terra de pessoas fortes e trabalhadoras - o graniteiro. O granito é uma pedra abundante em Capão do Leão, e até hoje serve como fonte de renda para uma parte da população leonense, através de produtos manufaturados para a construção civil como os paralelepípedos (aduquinhos), pedras de alicerce, construção ou ainda de obra, molões, cortes para meio-fio, moirões e, ocasionalmente, blocos graníticos destinados a empresas de fora do município que, normalmente, trabalham com exportação de rocha. De um passado artesanal, passando por uma fase mais técnica - na época das grandes companhias extrativistas até o retorno, em parte, ao modo artesanal de lidar com a pedra, contando com algumas facilidades tecnológicas, o graniteiro enfrenta até hoje muitas dificuldades para realizar o seu trabalho que exige força física, mas, antes de tudo, muita paciência. Hoje, a maioria dos graniteiros leonenses sobrevivem da exploração de pequenas pedreiras, que abundam na encosta da Serra do Granito, no Cerro das Almas, no Descanso e no Passo das Pedras. No entanto, o trabalho exaustivo e pouco valorizado – o milheiro dos aduquinhos é vendido, em média, a R$ 600,00 - acaba por desmotivar os mais jovens a assumir o lugar dos pais, fazendo com que as técnicas

futuro, já que, por exercerem profissão autônoma, acabam não tendo acesso a direitos trabalhistas em caso de doença e velhice. Que o diga Ibraim Campos, de 66 anos, que há mais de 20 anos trabalha em pedreiras – fora o período que atuou como funcionário municipal, o que permitiu a sua aposentadoria. “Se eu fosse depender da pedra pra viver não dava. Antes se ganhava dinheiro, mas hoje o que pagam é muito pouco, a gente trabalha muito e tem muita responsabilidade”, afirma o aposentado, lembrando as leis e exigências ambientais que devem ser cumpridas para obter a licença de exploração.

A união faz a força

Hoje, dentre os considerados pontos fortes do município leonense, está a sua localização estratégica

envolvidas no processo sejam conhecidas por poucos. Prova disto, é que na década de 1980, Capão do Leão chegou a ter 500

cortadores, a maioria jovens. Agora, apenas 200 trabalham nas jazidas e grande parte tem mais de 40 anos. O motivo é a falta de perspectivas para o

Foi pensando em fortalecer o setor em Capão do Leão que foi criada há cerca de nove anos a Associação de Minérios e Granito de Capão do Leão (Asmigra), que reúne hoje cerca de 16 graniteiros e ajuda os associados a conseguir uma área para trabalhar, facilitando a liberação das licenças. Juntos eles tentam pressionar o poder público para a realização de mais investimentos no setor como a liberação de máquinas para a escavação das pedreiras. Conforme os associados, a profissão exige muitos gastos, pois o Governo Estadual solicita do graniteiro a adequação a uma série de normas para trabalhar. Dentre elas, o reflorestamento ambiental, depois do esgotamento da pedreira explorada. “De onde nós tiramos terra, temos que tapar o buraco e plantar mudas nativas na área. Só que cada muda custa R$ 2,50, o que acaba encarecendo o trabalho”, explica o graniteiro Valdemar Coelho Latorre, ressaltando que não é contra o reflorestamento, só acha que deveria haver mais apoio por parte das autoridades públicas. Com relação ao rendimento, Latorre informa que, dependendo do ritmo de trabalho e das condições climáticas, é possível retirar até 200 aduquinhos por dia, sendo que cada um é vendido por cerca de R$ 0,06.


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Expansão do biodiesel no RG contempla Capão do Leão Novas fábricas de biodiesel irão incrementar a produção gaúcha de etanol utilizando o arroz, produto típico da agricultura gaúcha. Gerson Baldassari As cidades de Capão do Leão e Rio Grande possuem históricos de desenvolvimento interligados. Rio Grande precisava de matéria-prima - no caso a pedra - de boa qualidade, encontrada em Capão do Leão, para alavancar o desenvolvimento do Superporto. Por sua vez, Capão do Leão ganhava o impulso da Companhia Francesa, responsável pela extração de pedras que abasteceria o Rio Grande na construção dos molhes da barra e de outras obras importantíssimas para o desenvolvimento do transporte marítimo da região.

Foto: Reprodução

As novas usinas irão incrementar a produção gaúcha de etanol utilizando o arroz, produto típico da agricultura gaúcha.

Foi assim a origem dos primeiros habitantes. Com terras férteis, foram surgindo às pequenas propriedades rurais da região, baseando sua economia em atividades da agropecuária e extração mineral, por possuir o segundo maior bloco de pedra do mundo, perdendo apenas para a Rússia, dona do maior bloco de pedras do planeta. A luta pela emancipação de Capão do Leão foi vista de forma positiva pela maioria das lideranças políticas, empresariais, e principalmente, pela população do então distrito de Pelotas, fato comprovado através de dados fornecidos por órgãos de pesquisas, que apontam o aumento extraordinário da

população do município. Mas cada cidadão leonense tem uma missão e um trabalho a fazer; seja ele o mais simples que possa existir, mas todos querem desenvolver e progredir o lugar onde moramos. Aos 31 anos, o município trás grandes desafios aos seus gestores; transformar tudo isso em desenvolvimento. Desenvolvimento que passa obrigatoriamente por qualidade de vida, que se expressa em saúde, educação, meio ambiente, segurança, transporte e cidadania. Auxiliar e criar condições para novos empreendimentos, dando transparência as projeções futuras, é o grande desafio dos atuais e futuros administradores públicos.

Boas novas Sendo assim, na primeira quinzena de abril, durante solenidade entre o governo do Estado, governo municipal e a empresa Vinema, realizada na capital gaúcha, aconteceram assinaturas do protocolo de intenções para a instalação de seis novas biorrefinarias no Rio Grande do Sul. Os municípios beneficiados seriam Cristal, Dom Pedrito, Itaqui, Santo Antonio da Patrulha, Cachoeira do Sul e Capão do Leão. A primeira cidade a receber a usina é Cristal, com previsão de funcionamento no primeiro semestre de 2014. A cidade vai receber investimentos de R$ 120 milhões dos R$ 720 milhões previstos na totalidade do projeto. As outras cidades tem previsão de oito anos para entrar em operação. O prefeito Claudio Vitória disse que a vinda da empresa Vinema para Capão do Leão representa muito em termos de progresso e desenvolvimento, não só para o município, mas para a região. A Vinema também usará tecnologia para processar outras culturas, como sorgo e cevada. Em princípio, a área para construção da unidade de Capão do Leão será nas proximidades da BR116, acesso ao distrito do Pavão, zona produtora de arroz. De acordo com o sócio da Vinema, Vilson Machado, as novas unidades irão incrementar a produção gaúcha de etanol utilizando o arroz, produto típico da agricultura gaúcha. O Rio Grande do Sul traz de outros Estados, 98% do etanol que consome. Com as fábricas, a capacidade de produção anual será de aproximadamente 600 mil m³ de etanol, 475 mil toneladas de óleo de CO2 e 21 mil toneladas de óleo fúsel, produzido de cereais, além de produção de energia elétrica através da casca do arroz.


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Capão do Leão, lugar de oportunidades Após duas décadas de dificuldades e pouco crescimento, os últimos 11 anos colocaram o pequeno município gaúcho, com pouco mais de 24 mil habitantes, no mapa rio-grandense. Daiane Santos O dia 03 de maio de 1982 marca a data em que Capão do Leão obteve a emancipação político-administrativa, tornando- se o primeiro distrito a ganhar a independência de Pelotas. Após duas décadas de dificuldades e pouco crescimento, os últimos 11 anos colocaram o pequeno município gaúcho, com pouco mais de 24 mil habitantes, no mapa riograndense, devido ao desenvolvimento e visibilidade que ganhou, transformandoo em foco de investimentos e aposta para o futuro. Para se ter uma ideia, desde 2000, o PIB per capita anual de Capão do Leão pulou dos R$ 4.884,00 para mais de R$ 13 mil, em 2009, conforme a Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Estado. Já o PIB anual passou dos pouco mais de R$ 117 mil, em 2000, para quase R$ 320 mil, em 2009. Ainda em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município já tinha alcançado os 0,770 - contra os 0,711, de 1991, com destaque para Educação - um dos índices avaliados - de acordo com dados do Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD, de 2000. Por isso, ao completar 31 anos de

emancipação, cada munícipe tem muito que comemorar tendo em vista o crescimento socioeconômico que Capão do Leão está vivenciando, apesar das dificuldades. “A palavra de ordem hoje, é esperança. Sei que temos muito a melhorar, mas também sei que estamos fazendo todo o possível para ver Capão do Leão crescer”, afirma o prefeito Claudio Vitória. “Tivemos um início de gestão difícil, com poucos recursos para garantir os serviços básicos à população, mas estamos indo em busca de oportunidades para mudar essa realidade e ver o povo leonense sorrir”, diz. O prefeito revela que no fim de 2012, Capão do Leão perdeu mais de R$ 1 milhão do orçamento em repasses da União, devido à diminuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo ele, as iniciativas adotadas pela administração para reduzir gastos com pessoal – que por lei não podem ultrapassar 54% do orçamento municipal – como corte de horas extras e de cargos de confiança, gerou certo desconforto junto aos funcionários, no entanto, foi necessário para a manutenção da máquina pública. “Não podíamos aumentar ainda mais as despe-

Foto: Reprodução

sas com pessoal, pois já trabalhamos no limite da lei de responsabilidade fiscal. Por isso tivemos que fazer alguns ajustes que geraram descontentamento, mas impediram que o município fos-

Emancipação Capão do Leão foi emancipado em 1982 após plebiscito realizado no dia 28 de março daquele ano. Votaram 3.041 eleitores, dos quais 1.750 foram favoráveis à emancipação, contra 1.291 que não queriam a separação do 4º distrito de Pelotas. Ainda em 1982, Elberto Madruga foi eleito o primeiro prefeito do município. Ele morreu em 1985 e o vice, Getúlio Vitória, completou o manda-

se punido juridicamente e que a população ficasse sem serviços básicos”, explica. Conforme Vitória, ainda este ano o município deve receber cerca de R$ 12 milhões para investimentos em pavimentação na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), além de inaugurar o novo pronto atendimento municipal. Recentemente, o município recebeu uma retroescavadeira e uma motoniveladora também pelo PAC 2. “Estamos buscando formas de aumentar a receita e diminuir as despesas para investir mais nas necessidades da população”, garante. Ele falou ainda da intenção de terceirizar a coleta de lixo, problema antigo no município, e confirmou a vinda de uma usina de bicombustível para Capão do Leão. “Após a construção da usina de Cristal, a próxima a ser feita é a de Capão, e isso vai trazer renda e gerar empregos para os leonenses”, diz.

to. Também passaram pela prefeitura, Manoel Nei Neves (duas vezes), Getúlio Vitória e Vilmar Schmitt (duas vezes), João Quevedo e agora Claudio Vitória, completando o quadro de prefeitos destes 31 anos. A lei estadual 7.647/82, que criou o município, foi sancionada no dia 3 de maio de 1982 pelo então governador José Augusto Amaral de Souza.


07 Foto: Divulgação

Programação de aniversário do município Seis jovens dão voz e vez ao Batidão Universitário, banda faz shows por diversos municípios da região

Sexta 03/05

Domingo 05/05

8h: 8ª Calvagada Conhecendo

15h: Show Alemão Preto. Projeto Casa da Cultura. Banda Expresso da Vaneira. Local: Praça João Gomes. 15h: Café Colonial da Apae de Capão do Leão. Local: Escola Dario Tavares. 17h: Chegada da 8ª Cavalgada Conhecendo Capão do Leão. Exposição Para Doação de Cães e Brechó da Ong A4. (Convênio C/Município de Capão do Leão).

Capão do Leão.

Destaque:

Local: Concentração no

Batidão Universitário ganha a região e o Estado

Parque Carvalho. 15h: Baile dos Grupos de Convivência da Melhor Idade Smcas. Animação da Banda Balanço Novo. Local: CTG Tropeiros do Sul.

No início de 2013, o grupo lançou o primeiro CD, com 16 músicas próprias. Daiane Santos Com apenas dois anos de estrada a banda Batidão Universitário vem ganhando fãs por todo o Estado, incluindo a capital gaúcha. Formada em junho de 2010, o grupo formado por cinco jovens pelotenses e um leonense já é sucesso na região e tem lotado os shows por onde se apresenta com um repertório 100% sertanejo universitário, mas que não deixa de tocar os últimos sucessos do momento, indo do rock ao forró, dependendo dos pedidos da galera. Em toda zona sul, a banda é referência de boa música e profissionalismo. Tudo começou quando quatro integrantes que tocavam em outra banda resolveram juntar-se para formar um grupo próprio. O primeiro show aconteceu no dia 07 de agosto de 2010, no Arena Bier, em Cerrito, e recebeu um público superior a mil pessoas. Desde então, o grupo já se apresentou em

várias cidades da região e até na capital, Porto Alegre, ganhando o reconhecimento dos contratantes e o carinho dos fãs. Em Capão do Leão, a banda já é conhecida e agitou as comemorações do aniversário da cidade, com show no bairro Jardim América, realizado no dia 1º de maio. Segundo um dos vocalistas da banda, David Martins, hoje a maior dificuldade enfrentada pelo grupo é a falta de apoio dos empresários locais. “O Batidão Universitário já é uma marca forte, mas ainda é difícil conquistar o apoio dos empresários locais. Precisamos que a iniciativa privada aposte na gente para que possamos crescer, e meios para isso nós temos, só nos faltam recursos”, afirma. Conforme ele, hoje a banda possui grande expressão nas redes sociais, além de um site onde é divulgado o trabalho do grupo. “Colocamos toda essa estrutura a disposição de apoiadores. Todos saem ganhando”, garante Martins.

De acordo com o outro vocalista do Batidão, Vinny Grecco, no início de 2013, o grupo lançou o primeiro trabalho, um CD com 16 músicas próprias, incluindo os sucessos “Te Esculacho”, “To Te Querendo” e “Chevette 1.0”, que estão entre os ritmos mais pedidos nas rádios da metade sul. Com uma média de dez shows por mês, o Batidão Universitário é formando por Vinny Grecco (voz), David Martins (voz e violão), Enilton Hartwig (baixo), Donavan Frolech (bateria), Mateus Peter (voz e guitarra) e Leandro Perleberg (acordion, teclado e voz).

Mais informações e contato para shows podem ser feitos através do e-mail batidaouniver sitario@hotmail.com e pelos telefones (53) 3223.3734, 9992. 4050, 9139.8981, 8106.9499 ou 8442.6037. Você também encontra noticias sobre a banda no site www.batidaouniversitario.com. br ou na página do Facebook do grupo.

Sábado 04/05 13h30: Jogos de Futsal

Categorias de Base(Sub 7 a Sub 17). Capão do Leão X Esporte Clube Souza (Pelotas). Local: Ginásio Municipal de Esportes.

Traga sua família e venha se divertir!

Terça 07/05 13h30: Compromisso a Bandeira Concentração dos Dispensados e Entrega de Certificados. 15h30: Solenidade com a participação da Banda da 8ª Bda. de Infantaria (a confirmar). Local: Praça João Gomes (em caso de mau tempo no Ginásio de esportes). 17h: Arreamento dos Pavilhões.


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Relato histórico sobre a Pedreira do Cerro do Estado em seus primórdios Joaquim Dias Historiador http://capaodoleaohistoriaecultura.blogspot. com Nota: Convém salientar ao leitor que extraí este trecho de uma publicação política de esquerda dos anos 60, por isso era normal eles darem um tratamento nas expressões, tornando-as mais legíveis. Por isso, é bem provável que o entrevistado tenha se utilizado de outras palavras, mas que acabaram sendo polidas na redação final. A entrevista em si trata mais dos problemas dos estivadores em Santos, São Paulo. Todavia, a preciosidade consiste em que o italiano entrevistado trabalhou na Pedreira do Capão do Leão em seu início. Fantástico! Extraído de: Cadernos do Centro Popular de Cultura. Gráfica Independente, São Paulo, março 1966, p. 12-14.

“José Maria Vitola nasceu em Nápoles, Itália, em 1881, migrou para o Brasil em 1910. De profissão canteiro, veio para trabalhar nas obras da Barra do Porto do Rio Grande do Sul, contratado pela empresa francesa responsável pelo projeto. (...) A seguir, transcrevemos a entrevista concedida por Vitola ao nosso camarada Pinhão Arruda, recentemente em Santos.

Arruda: O camarada veio para o Brasil para trabalhar no porto de Rio Grande? Vitola: Eu queria ir para Buenos Aires, onde lá tinha familiares envolvidos com comércio de tintas. Porém antes já tinha exercido o ofício de canteiro na Itália. Trabalhei também no porto de Alexandria, Egito britânico. Mas não queria saber de trabalhar em portos. Não vim para trabalhar no porto de Rio Grande. Foi a possibilidade de juntar certo montante que me atraiu para desembarcar no Brasil. À época, a obra necessitava dos mais diferentes tipos de artífices. Esperava ser empregado na construção, mas virei canteiro na pedreira de Monte Bonito. Desembarquei no porto de Rio Grande sem conhecer nada nem ninguém.

Arruda: O camarada iniciou no movimento operário neste ofício? Vitola: Não foi bem assim. Eu não conhecia nada. Não fiquei muito tempo lá. Precisavam de mais gente na pedreira do Capão do Leão. Fui transferido rápido. As obras atrasaram muito. Havia muito homem que não conhecia o ofício. Quem conhecia ali, a maioria era italiano. Fizeram mal os planejamentos tanto das obras da barra, do porto e da exploração das pedreiras de Monte Bonito e Capão do Leão. Os chefes não se entendiam, ocorria seguidamente acidentes e as autoridades brasileiras tinham rivalidade com a francesada. Os jornais alardeavam os problemas e a companhia arrastava os trabalhos até não poder mais.

Não se tinha idéia na época a dimensão das obras pretendidas. O operário pagava pelo mau humor e pela cobrança dos patrões. Contratavam gente num dia e uma semana depois mais da metade já tinha ido embora. Por volta de 12, a coisa engrenou. Daí começou a insatisfação da massa proletária local: mal paga e mal assistida. Companheiro meu morreu por ter a perna esmagada e não ser atendido. O batente era pesado e longo. Teve época que proibiram os domingos de folga. Eram injustos também. Esperavam dos empregados cumprimento de prazos, mas atrasavam pagamentos. E o inverno daquela terra era horrível, muito úmido, coisa que não via na Itália. Dividia o alojamento com mais oito: dois italianos como eu, um russo e os demais brasileiros. A ração era frugal e a fuga para os canteiros era a aguardente – causa de muitos conflitos e brigas. Em 14, a pedreira do Capão do Leão se tornou a majoritária na expedição de pedras para as obras da barra. Daí a coisa melhorou um pouco. Mas já tínhamos o sindicato. Coisa muito boa sabe. A população local de Pelotas nos apoiava.

Arruda: Como era o quotidiano dos operários? Vitola: Acordávamos as cinco e por volta das sete iniciavam-se os ofícios. Os brasileiros tinham por hábito fazer o pequeno almoço às nove. Onze horas era outro intervalo. Porém, ao retornar, o trabalho durava até mais que o crepúsculo. O sábado quase sempre

era dia de trabalho até tarde também. Em 13, os domingos também eram quase todos preenchidos. A pedreira foi escavada numa área de muito mato cerrado. À noite, os sons das feras nos assustavam.

Arruda: Como o camarada iniciou no sindicato? Vitola: Eu tinha conhecido os anarquistas em Roma. Quando vim para o Brasil encontrei uns anarcos espanhóis. Integrei-me ao sindicato porque não havia outra saída. Conseguimos unir os canteiros da região.

Arruda: Qual sindicato? Vitola: Sindicato dos Canteiros.

Arruda: Quais eram as suas principais bandeiras de luta? Vitola: Inicialmente, a turma brigava por causa do atraso de pagamentos e por causa dos acidentes freqüentes. Em 16, chegamos a organizar uma barricada em Pelotas, mas houveram vários demitidos. O sindicato sabia que a demissão era algo que atormentava os operários e os impedia de organizar-se.

Teve época que proibiram os domingos de folga. Eram injustos também. Esperavam dos empregados cumprimento de prazos, mas atrasavam pagamentos O jeito era organizar movimentos de paralisação geral e para os “fura-greves” era o cacête mesmo. Não podíamos deixar o movimento ser prejudicado.

Eu mesmo participei de uma confusão danada. Seis camaradas não aderiram à greve e os impedimos de trabalhar. Teve socos e pontapés. Daí aparecia a polícia e todos se dispersavam. A francesada nos odiava. Em 17, mais da metade dos que estavam no início da obra, não estava mais empregado. Mas eram obrigados a nos recontratar. Faltava pessoal e os salários que eles pagavam não eram atrativos para ninguém.

Arruda: Eram comuns confrontos com a polícia? Vitola: Mais comuns eram os confrontos com os “fura-greves”. A polícia intervia para restaurar a ordem pública. É que a companhia fazia o seguinte: aliciava um grupo de operários mais suscetíveis de retornar ao trabalho, pois muitos eram miseráveis, com a promessa de um abono na ocasião. Além disso, à época, logo depois que estourou as coisas na Rússia, chamar grevista de baderneiro era a mesma coisa. Mas mesmo que alguns voltassem ao trabalho, a companhia tinha problemas, pois alguns do trabalho especializado eram insubstituíveis. Empregaram um castelhano como foguista e o sujeito não sabia lidar com o ofício e teve um acidente horrível: a caldeira explodiu e ele ficou com o rosto desfigurado. Além disso, muitos postos de trabalho ficavam inoperantes, o que dificultava todos os planejamentos de produção da companhia. Todavia, a polícia também era um problema. Como alguns eram suspeitos de agitação política, bastava qualquer movimento mais brusco e a guarda acionava o capitão do posto. Isso enfraqueceu o movimento, pois se agia com violência desmedida em alguns casos. O Giusepe Borda foi morto porque invadiu o escritório da companhia e ameaçou o diretor da companhia com um cinzel. Aquilo marcou profundamente os mineiros. O Pepe era pessoa serena e tenaz e estava reclamando o roubo de suas ferramentas. Fora uma grande revolta entre todos. (...).


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Mulher Leonense tem mais de cem anos Nem mesmo o tempo tirou dos irmãos Mendes a força de viver e a alegria de lembranças guardadas para contar a quem quiser ouvi-los. Foto: Gerson Baldassari

Gerson Baldassari O Jornal Tradição Regional descobriu uma das pessoas mais velhas do município de Capão do Leão. Brenda Mendes, de 101 anos. Documentos revelam como data de nascimento o dia 26 de outubro de 1912. Mas seus irmãos Loiva Mendes, 83 anos, e Elói Mendes, 79 anos, garantem que ela tem mais idade, cerca de 105 anos, e que a data que consta em documentação, não é a correta. Segundo eles, ela foi registrada atrasada, pois naquela época, não existia cartório de registro de pessoas. Descendentes de escravos, dona Brena veio de trem da localidade denominada Basílio, acompanhada da família, para trabalhar no mato dos nascentes (que ficava em outra localidade denominada Quatorze). Após, o marido João Valêncio veio para o território de Capão do Leão, para trabalhar na derrubada de mato-virgem, preparação da terra, plantio de eucalipto e arroz. Ele era capataz de turma, responsável pelo corte de ár-

Documentos estariam incorretos sobre a data de nascimento da centenária

Dona Brenda Mendes, a leonense de 101 anos

vores no mato dos Oliveira em Capão do Leão. Entre saudades daqueles tempos, seu Elói destaca o trem de passageiros, onde ele e seus irmãos vendiam frutas na estação. “O exemplo de amor familiar, a luta pela sobrevivência em tem-

pos difíceis, nos faz refletir, quando nos dias atuais, muitos jovens não tem amor, nem pela própria vida”, disse. Nem mesmo o tempo tirou dos irmãos Mendes a força de viver e a alegria de lembranças guardadas para contar a quem quiser ouvi-los.

Comdica prepara eleição para Conselheiro Tutelar Gerson Baldassari O Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Capão do Leão (Comdica) está recebendo inscrições a candidatos ao Conselho Tutelar do município. Às inscrições começaram no dia 29 de abril e vão até o dia 10 de maio na Secretaria Municipal de Finanças – setor de Arrecadação de ISSQN, na avenida Narciso Silva nº 1195, de segunda a sextas-feiras, das 8h até o meio-dia. Serão eleitos cinco titulares e cinco suplentes. É necessário que o candidato resida e tenha domicílio em Capão do Leão. A taxa de inscrição é de R$ 31,70. A ficha de inscrição deve ser preenchida e entregue no local da inscrição. Os candidatos devem ficar atentos aos documentos previstos

no edital, e que deverá ser apresentado para conferência no ato de inscrição. As etapas de seleção serão duas: primeiramente o candidato passará pela prova escrita: Nela responderão 10 questões da Língua Portuguesa, valendo como nota final 20 pontos. 20 questões sobre conhecimentos específicos, valendo 80 pontos. Os candidatos também passarão pelo processo de escolha da comunidade com eleição definida para o dia 23 de junho, das 8 da manhã até às 17 horas. O edital por inteiro contendo todas as etapas do processo seletivo encontra-se no painel de publicações da Secretaria Municipal de Administração de Capão do Leão e no site oficial www.capaodoleao.rs.gov.br. Mais informações através dos telefones (53) 3275-1109 ou (53) 3275-1865.


12 Foto: Daiane Santos/JTR

Educação é destaque em Capão do Leão Município tem alcançado bons índices no IDEB, atingindo metas de 2019, muito antes do tempo. Daiane Santos A educação é um desafio constante. Muitas vezes tão importante quanto uma nova abordagem é conseguir dar sequência a um projeto que está dando certo. Em Capão do Leão isso não é diferente e o foco é o ensino de qualidade que priorize o

aluno, através de investimentos na capacitação dos professores e na valorização dos profissionais da educação, dando condições de acesso à rede municipal. Segundo o secretário de Educação, Cultura e Desporto do município, Gelsimar Lourençon, em 2012 mais de 3.7 mil alunos estavam matriculados na rede de ensino do município, sendo que destes, 86% foram aprovados. Em relação a 2013, ele releva que o início do ano letivo foi conturbado devido à falta de recursos e pessoal. “Apesar dos nossos esforços, algumas questões que independem da

Secretaria interferiram na montagem dos quadros. Afastamentos por licenças saúde e exonerações ou aposentadorias que se deram na montagem dos quadros acabaram prejudicando a comunidade escolar”, explica. Mesmo assim, cerca de 95% das turmas começaram o ano com professores, conforme dados da Secretaria. Para Lourençon outro fator que atrapalha o trabalho no setor é a burocracia. “Os processos de contratação e nomeação não dependem apenas da Secretaria, há um rito extremamente burocrático que precisa ser obedecido e isto

impede soluções mais rápidas. Atualmente, para que não se precisasse de convocações de professores e horas extras para os demais servidores, seriam necessárias uma média de 42 nomeações imediatas nas mais diversas áreas de atuação”, destaca.

Inclusão Capão do Leão, apesar das dificuldades, tem uma das melhores políticas de educação inclusiva dos municípios da zona sul. Através de convênio mantido com a Apae de Capão do

Leão, a Secretaria presta serviços de qualidade, inclusive no turno inverso, com investimento financeiro, merenda escolar e transporte gratuito. “Nossa rede municipal conta com salas de recursos multifuncionais, material e suporte adequados, avaliações técnicas e psicológicas mantidas pela Secretaria e profissionais da rede com grande capacidade e formação pedagógica para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem dos alunos especiais”, garante o secretário.


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Educação de qualidade O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), avaliado pelo Governo Federal através da Prova Brasil, aponta o cumprimento das metas projetadas para Capão do Leão. Prova disso, é que o IDEB nas séries finais do ensino fundamental, que em 2005 era de 2.6, chegou a 4.0 em 2011, alcançando com dois anos de antecedência o índice previsto para 2013, que era de 3.8. Já nas séries iniciais, em 2013 o município alcançou um índice de 5.1 atingindo as metas municipais para 2019, fato comemorado pela administração pública. “Em termos gerais o ensino fundamental no município é muito bom. Não há falta de vagas na rede e quase todos os professores tem nível superior ou especialização”, garante. Conforme o secretário, hoje um dos grandes desafios é a qualificação das estruturas físicas das escolas, que hoje tem dificuldades para implantarem novos projetos ou desenvolver adequadamente os existentes, porém há muitos pontos positivos na sua avaliação. “Temos várias ações na Secretaria municipal que contribuem decisivamente para o sucesso do aluno em nossa rede. A merenda escolar é de ótima qualidade, pois o município investe recursos próprios para complementar o recurso federal para este fim”, diz. Ele também destaca o transporte escolar urbano oferecido de maneira gratuita, tanto para o ensino fundamental como para o médio, e os investimentos na formação dos professores, o que qualifica a educação municipal, além dos vários projetos como aulas de teatro, dança, DTG’s, de capoeira,

passeios educativos, dentre outros, que são fomentados e mantidos com recursos da Secretaria de Educação.

Educação Infantil Na educação infantil, o município atende, em média, 300 crianças, entre 4 e 6 anos, divididas em três escolas do município, mas, segundo Lourençon, ainda há muito o que se fazer nesta modalidade. “Trabalhamos com a meta de, através do Programa Federal Pró-Infância, oferecermos mais duas escolas de educação infantil à comunidade com a capacidade de atender 240 novos alunos cada. As dificuldades não serão poucas para alcançarmos este objetivo, mas se trata de uma dívida com os leonenses”, afirma.

Plano de carreira para o professor O secretário de Educação de Capão do Leão, Gelsimar Lourençon, explica que o plano de carreira do magistério municipal é de 1993 e por isto está defasado. Ele explica que ao longo dos anos algumas conquistas importantes para a categoria foram alcançadas, como o vale-refeição que hoje é de R$ 280,00, no entanto, as dificuldades de acesso dos educadores e servidores da zona rural e o não cumprimento do pagamento do piso nacional ainda são uma realidade em Capão do Leão. “Há um comitê com representação de todos os segmentos educacionais trabalhando numa nova proposta de plano de carreira. A ideia é concluirmos esta fase até o final do ano. Um plano que, de forma responsável, valorize os profissionais do ma-

gistério leonense”, promete.

Cultura e Desporto Os Departamentos de Cultura e Desporto também são vinculados à Secretaria de Educação. Embora mantidos exclusivamente com recursos próprios, as ações e investimentos passam pelo secretário de Educação. “Temos projetos como a escolinha de futsal Bem-Te-Vi, no Ginásio de Esportes, que conta com professores de educação física e que atende uma média

de 100 crianças. Há também os jogos escolares, municipais e estaduais, entre escolas que é mantido pela SMEC. Na Casa de Cultura, temos profes-

sor de música, onde oferecemos aulas de canto e violão à comunidade”, conta Lourençon. De acordo com ele, recentemente a Biblioteca Municipal ganhou uma bibliotecônoma, para gerenciar e qualificar os serviços oferecidos no local. “Também incentivamos, através de auxílios com transporte, clubes de futebol e entidades culturais que tenham por objeto a divulgação da cultura e história de nosso município”, finaliza.


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Reivindicações para fortalecimento da Segurança Pública Foto: Divulgação

Gerson Baldassari Em recente viagem a Porto Alegre, os vereadores Hélio Bicca e Valdecir Lima mantiveram audiência pública com o secretário Adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Juarez Pinheiro. Na pauta de conversação, solicitação de aumento do efetivo da Brigada Militar em Capão do Leão, uma viatura para reforçar os trabalhos de campo e busca da Brigada Militar, além da solicitação de um Delegado de Polícia, presente, nos finais de semana e feriados no município. Por sua vez, o vereador Hélio Bicca, atendendo solicitação da vereadora Nazi Medeiros, entregou convite ao SASP, Juarez Pinheiro, para participar da Ronda da Cidadania, que acontecerá em setembro no município. No encontro, presença do atual assessor do deputado estadual Edgar Preto, que disponibilizou seu gabinete para atender as reivindicações da população leonense.

Reunião discutiu segurança pública

Funcionalismo terá reajuste salarial Gerson Baldassari O funcionalismo municipal aceitou proposta de reajuste salarial de 6,59% a partir de primeiro de maio e R$ 30,00 no vale-refeição. Os encontros entre Comissão de Negociação, formada por integrantes do Sindicato dos Municipários (SMCL), representantes das escolas e secretarias municipais, tiveram início em março. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria realizada a partir da segunda quinzena de abril, no salão de

eventos do SMCL. O prefeito Claudio Vitória foi comunicado logo em seguida da decisão dos funcionários. A lei concedendo reajuste salarial está na Câmara de Vereadores, e após aprovação dos edis, aguarda sanção do Executivo. De acordo com a equipe técnica da prefeitura municipal, o reajuste dado ao funcionalismo obrigará gestores públicos reduzir gastos como redução de cargos de confiança, funções gratificadas e hora extra. Atualmente, são 52 Ccs. e o impacto financeiro com hora extra é de R$ 60 mil mensais.

Solenidade de juramento à bandeira e entrega de certificados no município Assessoria de Imprensa Acontecerá no dia 07 de maio a solenidade de compromisso à bandeira e entrega de certificados de dispensa de incorporação aos jovens de Capão do Leão dispensados em 2012. O ato acontecerá na praça João Gomes e em caso

de mau tempo, a cerimônia será o ginásio de esportes municipal. A concentração dos dispensados será às 11h30 e o ato solene iniciará às 15h30. A junta de serviço militar convida a comunidade para a atividade que integra-se aos festejos de aniversário do município.


15 Foto: Divulgação

Hino de Capão do Leão Enraizado no pampa gaúcho sob as bênçãos sagradas de Deus do vigor da alma leonense o teu nome imortal acendeu Braços fortes te constroem valorosos como a pedra da bandeira altaneiros escrevem teu futuro gente ordeira, gentil e hospitaleira Com orgulho e destemor a ti leguei ser meu chão reverência às tuas cores e aos bravos da emancipação Evento reunião educadores de toda a região

Gestor é foco de Conferência Municipal de Educação Assessoria de Imprensa O dia 30 de abril foi o escolhido para discutir a educação em Capão do Leão. Nas dependências do Sindicato dos Municipários, durante todo o dia, conselheiros municipais, secretário municipal, gestores, supervisores pedagógicos e coordenadores das escolas municipais participaram da Conferência Municipal de Educação, evento organizado pela Secretaria de Educação e Conselho Municipal de

Educação (CME), previsto no Plano Municipal de Educação (PME), devendo acontecer, no mínimo, uma vez a cada decênio. A Conferência teve como foco principal o papel do gestor e para discorrer sobre o tema foi convidado o professor José Capsa, diretor da Base 10 Oficinas Pedagógicas, que abordou três eixos principais: o papel do gestor, a construção de identidade da escola e a comunicação escolar. Segundo a presidente do CME,

Carla Pertuzatti, os assuntos foram escolhidos devido ao aumento das demandas que o gestor deve atender, prestando contas não só para os órgãos públicos como também para a comunidade. “Devido a maior participação e exigências frente a uma gestão democrática, os papéis tem mudado muito nos últimos anos”, disse. O secretário municipal de Educação, Gelsimar Lourençon, afirmou que o papel do gestor ampliou-se significati-

vamente, mudando, inclusive, de foco. “As obrigações legais atualmente devem ser assumidas por todos. Hoje gerir uma escola significa possuir uma responsabilidade mais sistemática, e isso exige constante atualização”, destacou. Além dos profissionais das 14 escolas municipais, participaram do evento conselheiros municipais de educação dos municípios de Piratini, Pelotas, Pinheiro Machado e Arroio do Padre.

Em teu verde aprazíveis matas do amarelo e cinza a fartura brota povo forte, como a pedra, riqueza inata do labor do campo, se ergue, um patriota Com orgulho e destemor a ti leguei ser meu chão reverência às tuas cores e aos bravos da emancipação


Especial 31o Aniversário de Capão do Leão

www.jornaltradicao.com.br Maio de 2013


Aniversário de Capão do Leão