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ND

Fechamento autorizado. Pode ser aberto pela ECT.

Ano 01 | Outubro 2008 | Edição 03

ENTREVISTA Payes fala sobre o futuro da pesquisa

FÓRUM Desafios da Tecnologia da Informação

VINHOS Prazer em qualquer ocasião

Planeje seu fim de ano

Um caderno especial para a sua empresa saber onde e como investir


outubro • Indústria News • 2008

Editorial

Uma boa

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oportunidade ND Indústria News é uma publicação mensal da JT Comunicação em parceria com a Ferrari & Auvray Editora www.industrianews.com.br

•Diretor Jurandir Corrêa

•Marketing William Pires

•Designer Tiago Corrêa

•Editora Rose Ferrari

•Fotógrafo Gilson Hanashiro

•Editora Assistente Katia Auvray

•Ilustradora Gabriela Rezende

•Repórteres Fabiana Yoko, Laura Freitas e Piero Vergílio

Publicidade | vendas@jtcomunicacao.com.br (15) 2102-4700 Fale com a redação | redacao@ferrariauvray.com.br (15) 3227.4327 Para receber seu exemplar | revista@jtcomunicacao.com.br (15) 2102-4700

Estamos a exatos 70 dias úteis do Natal. Começa a contagem regressiva... Quanto mais perto das festas de fim de ano, mais o verbo “comprar” se alastra como pólvora. Resultado: as empresas recebem uma verdadeira avalanche de pedidos de última hora e saem numa alucinada corrida contra o relógio. Para facilitar a sua vida e motivar o planejamento, a revista Indústria News apresenta, nesta edição, o caderno Programe seu Fim de Ano, com sugestões para confraternizações, brindes para clientes e amigos e decoração de fachada, sem esquecer daqueles que, seguramente, abrirão mão de tudo isso para conseguir pagar em dia o 13º salário de seus colaboradores. Dificuldades à parte, o ideal é que essas ações estejam integradas a outras necessárias para compor um amplo programa de relacionamento da empresa, envolvendo não só seus colaboradores, como também os clientes e a comunidade. Afinal, a valorização das pessoas e a retenção do capital intelectual estão no centro das discussões em todos os programas de qualidade e das estratégias para melhoria da competitividade. Não é novidade para empresários e executivos que há uma grande oferta de mão-de-obra no País, no Estado e em Sorocaba. Há também uma enorme demanda por produtos e serviços, ou seja, uma infinidade de clientes a serem conquistados. No entanto, os empresários sabem – especialmente os micro e pequenos – o quanto é difícil manter estáveis uma equipe capacitada, uma boa carteira de clientes e uma imagem positiva na comunidade. Tudo passa por uma palavra mágica: motivação. É importante destacar, ainda, que motivação é um processo, não um evento isolado. Quer motivar as pessoas? Desenvolva programas de reconhecimento. São muitas e simples as maneiras de reconhecer e valorizar o comportamento positivo. Lembre-se, porém, que não se trata de uma campanha para ser adotada só no Natal. Afinal, o ano tem 365 dias...


38 Manutenção de cabines primárias 42 Invasão de privacidade?

Seções

Ferramentas que monitoram e-mails dos funcionários nas empresas

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Sumário

Prevenir é a melhor maneira de reduzir gastos e consumo de energia

50 Walter quer chegar ao topo Com fusão de marcas, empresa quer dobrar seu faturamento

52 Treinamento de segurança

28 Gente 30 Em Dia 34 Giro Rápido 58 Cotidiano: Rose Ferrari

Dana Indústrias promove simulação de um acidente com vítimas

54 Companheiro indispensável Vinho tem requinte e sofisticação para agradar qualquer paladar

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Manuel Payes O economista Manuel Payes aborda aspectos que permeiam o relacionamento entre as pesquisas acadêmicas e as indústrias

Planeje seu fim de ano Nesta edição um caderno especial apresenta sugestões para auxiliar a organização do período festivo de sua empresa

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Tecnologia da Informação Fórum de Gestão Empresarial, promovido pela Indústria News, trata dos desafios gerenciais gerados pela rápida evolução da TI


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Entrevista 08 __


Manuel Payes Economista acredita que indústria e pesquisa devem caminhar lado a lado “A rotina e a postura dos dirigentes empresariais dificultam visualizar que inovação pode ser viabilizada com menos recursos do que se imagina, propiciando ganhos muito mais efetivos e permanentes” Pensar em indústria, atualmente, é imaginar um leque de inovação e tecnologia. Na realidade, porém, o País ainda carece de pesquisas acadêmicas que envolvam o setor industrial. O professor doutor Manuel Antonio Munguia Payes acredita que o relacionamento entre a indústria e os pesquisadores precisa de uma aproximação. Professor titular da Universidade de Sorocaba, o economista levanta a bandeira da importância da inovação como vantagem competitiva dentro das empresas. Em entrevista exclusiva para a Indústria News, Payes aborda os aspectos que rodeiam o cenário das pesquisas acadêmicas em Sorocaba e região. Indústria News - Por que Sorocaba, que tem a indústria na base de sua economia, conta com tão poucos pesquisadores na área industrial?

Creio que este fato está associado a pouca oferta de cursos de graduação e pósgraduação na área de engenharia. Pode-se observar que, até a vinda da Ufscar e da Unesp, essa área era basicamente oferecida pela Facens, ou seja, com oferta restrita de mestres e doutores. Com a vinda dessas e de outras instituições isso deverá mudar bastante, daqui para frente. Mais recursos humanos qualificados com foco na indústria deverão ser inseridos no mercado. Outro fato é que as organizações privadas não costumam contratar pesquisadores. Ao analisar o mapa do emprego dessa classe, se observa que somente 11% estão trabalhando em empresas privadas. Se por um lado as universidades e os centros de pesquisa estariam oferecendo poucos pesquisadores na área de engenharia, por outro lado, as empresas

não têm tido a atitude de contratar pesquisadores, de modo a incentivar a pesquisa dentro delas. Indústria News - Os dirigentes industriais reclamam que a maioria dos estudos acadêmicos brasileiros tem pouca ou nenhuma aplicação prática. O que poderia ser feito para convergir as atuações da pesquisa e da produção? Esse é um tipo de queixa que se observa no mundo todo e, em parte, faz sentido. Nas universidades e centros de pesquisas se desenvolve tanto a pesquisa básica quanto a aplicada. Esses locais são espaços de interação do conhecimento, que não podem ficar restritos apenas a uma necessidade prática e imediata. Também têm que favorecer uma pesquisa básica, cuja aplicabilidade não seja imediata, mas com potencial para orientar pesquisas e inovações futuras.

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Se, por um lado, os empresários fazem esse tipo de observação, por outro, eles precisariam mudar sua postura. É necessário que haja uma mudança no comportamento inovativo das instituições. Como exemplo, em seus orçamentos poucas são as que incluem verbas sistemáticas alocadas para pesquisa. Pelo contrário, esse é um item que ainda muitas consideram supérfluo. Geralmente as empresas esperam que o Estado resolva tudo. Elas precisam ficar mais proativas, tanto quanto as dos países desenvolvidos ou mesmo dos de nível similar ao do Brasil, como os Tigres Asiáticos. Indústria News - Como o senhor avalia atitudes como a da Petrobras, que inaugurou recentemente um novo laboratório de pesquisas dentro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli - USP), com objetivo de criar um corpo de pesquisa dentro da universidade? Esse tipo de atitude deveria ser multiplicado. É o tipo de jogo em que todo mundo ganha. A instituição que financia o laboratório, a construção do grupo de pesquisa que terá gente talentosa trabalhando em projetos do interesse da empresa. Os benefícios, do ponto de vista das inovações que poderiam conseguir alavancando a competitividade, são muito grandes para esse tipo de instituição. Assim como ela, muitas estão fazendo o mesmo. Conheço casos de empresas grandes em Sorocaba que vêm tentando fazer isso e não conseguem, porque tanto as instituições quanto os centros de pesquisas precisam fazer ajustes para motivar essa interação de maneira mais clara e flexível. Há ainda diversos tipos de empecilhos que atrapalham essa interação, que vão desde vaidades pessoais de pesquisadores até entraves burocráticos. Indústria News - Que benefícios as pesquisas acadêmicas poderiam trazer para o parque industrial de Sorocaba? No momento nós temos poucos pesquisadores e o estímulo é pequeno, para que nossa pesquisa seja regional.

Considerando as recentes mudanças ocorridas com a vinda de novos cursos, novas universidades e, com o plano de criação de novos cursos de graduação, além da

“No Brasil, de cada mil trabalhadores ocupados apenas um é pesquisador. Na Argentina a proporção é de 2,2 e, no Japão, de 10,4” Agência de Desenvolvimento e Inovação (Inova), acredito que as pesquisas acadêmicas serão mais aplicadas e que direcionem novas idéias para o setor produtivo. Além do mais, a Inova pode ajudar a mostrar aos empresários quais são os projetos mais viáveis. Falta diálogo entre as indústrias e os pesquisadores. Um diálogo que se iniciou com o Pólo de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba (Podi) e com a Inova, nos quais se condensam empresários, funcionários públicos e pesquisadores. Nesse diálogo se começa a interagir e a visualizar novos projetos. Indústria News - Em que medida a

inclusão de Sorocaba no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos pode contribuir com o aumento das pesquisas? É nisso que estou apostando, porque um dos maiores problemas em Sorocaba é que as demandas das empresas não chegam aos pesquisadores. Há uma separação: as empresas e a pesquisa acadêmica continuam, na maioria, trabalhando isoladamente. À medida que um Parque Tecnológico seja montado, a interação deve ser propiciada. Teremos claramente demandas e ofertas tecnológicas, que acarretarão em programação de novas equipes e na multiplicação do aprendizado. O Parque será um espaço que permitirá aglutinação de competências diferentes, coladas em demandas da indústria. Ele representa, claramente, uma oportunidade de fazermos concretamente uma convergência que nos proporcionará a chance de ficarmos mais próximos, de trabalharmos lado a lado, de dialogarmos mais constantemente e, acima de tudo, de aprendermos juntos. Indústria News - Que revelações o senhor pode adiantar sobre a pesquisa que vem desenvolvendo sobre competências para inovar o setor metal-mecânico de Sorocaba? De modo geral, constatamos que cerca de um terço das indústrias de Sorocaba e região, que realiza algum tipo de inovação, tem suas competências desenvolvidas muito amarradas à inovação por imitação. Nós costumamos dividir as inovações em: radicais, que são aquelas que são novas no mundo, e as incrementares, conhecidas como de imitação, uma inovação já existente, embora a empresa ainda não a possua. As competências que foram desenvolvidas estão mais direcionadas para alavancar e desenvolver as inovações que já deram certo, tanto no Brasil quanto em qualquer outro país no mundo. Precisamos agora avançar, aprofundar essas competências no sentido de trabalhar para desenvolver inovações radicais. As empresas precisam constituir


quadros internos de pesquisas que sejam mais permanentes - pouquíssimas têm um setor fixo de pesquisa e desenvolvimento - e apostar mais na inovação como vantagem competitiva. Falta informação nas empresas. A rotina e a postura de seus dirigentes, pelo menos de boa parte delas, dificultam visualizar que inovação pode ser viabilizada com menos recursos do que se imagina, propiciando ganhos muito mais efetivos e permanentes. Indústria News - O Brasil pode ser considerado um país que valoriza a pesquisa como alavanca de crescimento? Sim e não. Há muitas atitudes claras por parte do governo nessa direção. Nós temos hoje a Lei da Inovação, editais do Ministério da Ciência e Tecnologia, através do CNPq, para que as empresas contratem pesquisadores. Mas ainda há muito a ser feito. No Brasil, de cada mil trabalhadores ocupados. apenas um é pesquisador. Na Argentina a proporção é de 2,2 e, no Japão, de 10,4 - dez vezes mais que nós. É nítido que precisamos avançar muito. O Estado precisa ajudar, mas as empresas também precisam adotar outra postura. É fácil jogar a responsabilidade para o setor público. Sabe-se que a estrutura de investimentos em ciência e tecnologia no Brasil ainda é fraca, mas também é fraca a postura das empresas privadas, no que diz respeito a assumir riscos e adotar inovações. Outra barreira para o avanço da interação entre empresa e pesquisa é a origem do capital. As transnacionais são muito importantes no Brasil e, principalmente, em Sorocaba. São muito expressivas, porém sua origem é determinante na decisão de inovar. Poucas são as filiais que possuem autonomia para desenvolver inovações. Na maioria dos casos, elas adaptam inovações vindas da matriz. É importante que possam contar mais com o apoio das filiais. Já ouvi conversas nesse sentido e acredito que não devemos excluí-las, pelo contrário, se

Fabiana Yoko fabiana@ferrariauvray.com.br


ESPECIAL

Programe seu

Fim de ano

Confraternização Opções de locais para a festa de sua empresa

Decoração Luzes dão espírito de festa às fachadas industriais

Brindes Presenteie amigos e clientes com criatividade

Crédito Bancos têm linhas especiais para o 13º salário

Textos: Fabiana Yoko e Laura Freitas Foto: Gilson Hanashiro Produção: LZ Arte em Vidros Planos


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Especial

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Com chave

A cada dia cresce o número de empresas que Antes da chegada do período das festas, muitas empresas já começam a pensar na comemoração de fim de ano, tão esperada pelos funcionários. Algumas já fizeram dessas confraternizações uma tradição, e contam com departamento próprio que se incumbe de toda a organização. O que é comum desconhecerem é que as empresas que acertam as contas com a Receita

Federal pelo regime do lucro real podem deduzir os gastos com a festa de final de ano e com as cestas de Natal, do Imposto de Renda. A dedução dessas despesas, embora também não esteja expressamente prevista na legislação do Imposto de Renda, vem sendo admitida com base no Parecer Normativo CST nº 322/71, que permite sua dedução, desde que os valores sejam razoáveis. Por exemplo: os gastos com a

Espaço Elite

Com dois ambientes, capacidade para 300 pessoas sentadas, o Espaço Elite possui parcerias com os melhores buffets e decoradores. Oferece também serviços variados como: palco, ar condicionado, pré-decoração inclusa, máquina de bolhas de sabão, local para discoteca, DJ, som, ilu-minação e telão. Endereço: Rua Carlos Eugênio de Siqueira Salerno, nº 222 – Campolim – Sorocaba/SP Contato: (15) 3013.7143 Outras informações: www.espacoelite.com.br

Haras Patas D'Ouro


Locais

de ouro

encerram o ano com confraternizações alimentação devem ser compatíveis com uma refeição normal, ou seja, próximos da realidade. Além disso, todos os funcionários devem ser considerados, não havendo exclusão de nenhum departamento. O que ocorre é que a contabilização de funcionários é feita apenas com os empregados contratados com carteira assinada, ou seja, terceirizados e estagiários não podem contar na

prestação de contas à Receita Federal. Os custos, por sua vez, devem ser comprovados com Nota Fiscal. Desejando deduzir os gastos ou não, a certeza é de que a festa deverá ser impecável e que, acima de tudo, agrade aos funcionários. Para ajudar a sua empresa na escolha dos locais e atrações mais apropriados para sua confraternização, a Indústria News selecionou algumas opções.

Salão Alhambra Comporta eventos de até 600 pessoas nos seus 1.300 m² de área total. Possui gerador, ar condicionado, estacionamento para 200 carros, convênio com o Doctor´s (UTI móvel com médico, acionada quando necessário), telão com data show, mesas e cadeiras. Também oferece a possibilidade de locação apenas do salão, ficando a organização do evento por conta do interessado. Endereço: Rodovia Raposo Tavares, Km 101, nº 10.405 – Pq. Campolim - Sorocaba/SP Contato: (11) 3202.5681 Outras informações: www.alhambraeventos.com.br

Haras com toda a infra-estrutura para o entretenimento de seu evento. Possui 330 mil m² de área verde, paisagismo e ar puro. Animais silvestres como lagartos, patos, bois, vacas, avestruz, carneiros, cavalos, coelhos e aves exóticas integramse à piscina, quadra de futebol, vôlei, playground infantil, salão de jogos, lagos para pesca e trilhas. Endereço: Rodovia Castelo Branco Km 91 - Estrada da Campininha nº 400 - Éden - Sorocaba/SP Contato: (11) 3057.2525 Outras informações: www.hpoecoturismoeeventos.com.br

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Rondello Há mais de 11 anos atua no mercado, sempre em busca da qualidade e satisfação total dos clientes. Oferece equipe especialmente treinada, louças finas e pratarias. Serve de coquetéis a churrascos e de coffeebreak a jantares. Endereço: Rua: 7 de Setembro, 285 – Sorocaba Contato: (15) 3231.3527 Outras informações: www.rondellobuffet.com.br

Atrações musicais Banda Baddini Atuando no cenário musical há mais de 15 anos, a Banda Baddini traz música de qualidade e muita animação para seus eventos. Com repertório variado, oferece desde musica clássica, passando por sucessos nacionais e internacionais, forró, axé, funk, rock, pop, anos 60, 70, 80 e 90, dance até chegar à folia dos sambas carnavalescos. Endereço: Rua Aclimação, 739 – Jardim América – Sorocaba/SP Contato: (15) 3202.8755 Outras informações: www.bandabaddini.com.br

Bartenders

Coquetelaria Freestyle O diferencial da Freestyle, no mercado desde 2000, é a diversidade de coquetéis oferecidos e a grande variedade de frutas naturais, o que proporciona aos convidados dos seus eventos a oportunidade de experimentarem sabores e misturas de frutas diferentes do convencional. Endereço: Av. General Carneiro, 1793 – sl. 11 – Cerrado – Sorocaba/SP Contato: (15) 3202.8880 Outras informações: www.armazemdebandas.com.br


Buffets Egydio's Com experiência de 35 anos, o Egydio's atende a eventos em Sorocaba, região e capital, sempre investindo e se aprimorando para tornar uma simples festa, um grande acontecimento: equipamentos de base, transportes próprios, profissionais competentes, estoque e depósito para atender seu evento com o glamour esperado. Endereço: Av. São Paulo, 1843 - Árvore Grande Sorocaba - SP Contato: (15) 3227.8933 Outras informações: www.egydiosbuffet.com.br

Banda Harmonia O repertório eclético, que se adapta a todo o tipo de evento, deu prova de sucesso ao longo dos 15 anos de sua atuação. Conhecida por sua alegria e descontração, a Banda Harmonia anima todos os tipos de públicos. Endereço: Rua Coronel Nogueira Padilha, 397 – Vila Hortênsia – Sorocaba/SP Contato: (15) 3232.9311 Outras informações: www.bandaharmonia.com

Dicas de etiqueta

Para não fazer feio - Chegue no horário marcado. Atrasos deixam os organizadores ansiosos e são sinais de pouco caso. - Na hora comer, seja respeitoso. Espere as pessoas hierarquicamente superiores servirem-se antes. - Cuidado ao vestir-se. Lembre-se que todos os chefes, diretores e colegas também estarão por lá.

- Procure um visual alegre e que valorize seu estilo, mas que seja adequado na cor, comprimento, transparência, etc. - Confraternizações são uma ótima oportunidade para melhorar seu network. Não perca a oportunidade comportandose como se fosse a última festa de sua vida. Beba modicamente. Afinal, você continua em seu “ambiente” de trabalho.

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R. José Antônio Ferreira Prestes, 66 • Centro • Sorocaba • SP


ANUNCIO buffet Egidios


Decoração

A cada ano, funcionários da CPFL criam um novo projeto para decoração da fachada

Natal de luzes Decoração em empresas iluminam e expandem o espírito natalino O Natal é sempre uma época de alegria e confraternização. Não pode faltar o brilho, as luzes e uma decoração que represente a paz e a alegria. A data mexe com o estado de espírito das pessoas, que ficam mais sensíveis. Quem não se encanta diante de cenários coloridos, com adereços que remetem aos sentimentos mais nobres da humanidade? Empresas que investem em decoração natalina de suas fachadas tornam-se referência, como um cartão postal da cidade. São sempre lembradas,

mesmo com o passar do tempo. Há exatos 20 anos, Sorocaba vê a imensa árvore de Natal montada pela Aço Villares, sempre na segunda semana de dezembro. Seus 55 metros abrigam 1.200 lâmpadas coloridas que dão vida à região. “Representa a organização e sua expansão natalina para a comunidade”, diz Basílio Petri, supervisor de Recursos Humanos da empresa que, desde 19 de agosto, foi incorporada ao Grupo Gerdau. A árvore é referência natalina desde

1988, período de transição da extinta Siderúrgica Nossa Senhora Aparecida para o Grupo Villares. E hoje, como Gerdau, mantém a tradição. Montada pelo setor de manutenção elétrica da unidade, segue os moldes dos anos anteriores. A torre, uma caixa d'água da empresa, é circundada por cabos de aço, do topo até o chão, revestidos com pequenas luzes coloridas que se alternam diante de um acender e apagar programados. O local privilegiado permite que seja


vista, à noite, de vários pontos distantes da cidade. Em janeiro, é desmontada e cuidadosamente guardada para que, no ano seguinte, possa novamente colorir o olhar das pessoas. Luz que encanta A decoração natalina da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) também está incorporada às tradições locais de fim de ano. Há cinco anos, a fachada de sua sede Regional Oeste, no bairro Cerrado, ganha novos ares e estilo pelas mãos de seus funcionários. A preparação começa em novembro, quando cerca de 40 funcionários, representantes de todos os departamentos da Regional, se reúnem para criar um novo projeto natalino. Idéias e figuras ganham forma no papel e, uma vez aprovadas, viram realidade por meio da junção de tubos, arames, barras de ferro e materiais recicláveis. Em dez dias, estrelas, personagens bíblicos e o Bom Velhinho, ganham vida com milhares de luzes aplicadas em seus contornos. “A grande preocupação da equipe é inovar a cada ano, procurando superar o resultado do projeto anterior”, avalia Augusto José Vicente, engenheiro líder de transmissão da CPFL e um dos coordenadores do projeto. E inovação é o que não falta. Presépios estilizados, trenós, renas e até uma árvore feita com escadas, fitas de sinalização e decorada com capacetes e equipamentos de segurança já foram feitas na empresa. Todos os anos, funcionários e populares aguardam, com expectativa, o resultado final e todo o efeito produzido por milhares de pequenas lâmpadas. Em 2007, 90 mil delas representaram toda a magia da época. A inauguração é feita na primeira semana de dezembro, com apresentações musicais, show pirotécnico e a presença do Papai Noel para alegrar a festa.


Brindes

Presente nunca se esquece Prático

Investir em brindes agrada o cliente e promove a empresa O Natal é considerado como a melhor data para as empresas estreitarem, ainda mais, seu relacionamento com os clientes. Uma boa estratégia é oferecer brindes natalinos de bom gosto, personalizados, que se identifiquem com o estilo da empresa e do próprio cliente. Para isso, o mercado oferece produtos de uma variedade incrível. Podem ser criativos, despojados, ecologicamente corretos ou muito sofisticados. O importante é registrar e divulgar a marca e, principalmente, agradar ao cliente. Mas, acredite, antecipar os preparativos é a chave do negócio. Confira algumas opções selecionadas pela Indústria News. Certamente uma delas caberá no orçamento de sua empresa.

No mundo dos negócios, o porta-cartões em alumínio prata ou dourado marca presença. Com gravação a laser e embalagem para presente em cartão Kraft. Na Galante Brindes sai por R$ 7,40, a partir de 100 peças. | Fale: (11) 3621.7843 | Veja: www.galantebrindes.com.br

Artesanal Original

Nada mais criativo do que associar o sabor do chocolate belga à marca da empresa. Na Crismel Chocolaterie, entre tantos modelos, a caixa com oito bombons sai por R$ 24,00 para pedidos mínimos de 50 unidades. Fale: (11) 5052.5524 Veja: www.crismel.com.br

O trabalho artesanal produz itens exclusivos nos conjuntos de escritório em marchetaria. Na BrazilArts vem com risque-rabisque, porta-lápis, clipes e papel. Com personalização a laser opcional, sai por R$ 68,00 para pedidos mínimos de 30 unidades. Fale: (21) 3875-7298 | Veja: www.brazilarts.art.br


e

Sofisticado O Kit Champagne impressiona. A maleta revestida com couro sintético contém uma Moët & Chandon Brut Imperial, taças de cristal Bohemia, champanheira em acrílico e chocolates Walkers Mint Leaves. Na Quality Import, por R$ 649,00. Fale: (11) 3966.4566 Veja: www.qualityimport.com.br

Ecológico

A preocupação com o meio ambiente está em alta e promove a boa imagem da empresa. Na Juta Tudo, a sacola de juta natural engomada, com impressão em uma cor custa R$ 11,00. Para duas cores, nos dois lados, sai por R$ 12,00. Fale: (19) 3807.2105 Veja: www.jutatudo.com.br


Crédito

Em dia com o 13º 20 de dezembro é o prazo máximo para pagamento da segunda parcela da gratificação O dia 20 de dezembro é o prazo máximo paras que as empresas paguem a segunda parcela da gratificação natalina, o 13º salário, aos seus funcionários. Por ser um direito assegurado por lei (Lei nº. 4.090, de 13 de julho de 1962), as conseqüências do não cumprimento são fáceis de imaginar: processos trabalhistas que podem resultar em determinações de pagamento de quantias ainda maiores que a gratificação,

pois podem vir acrescidas de correções ou até multas. Especialistas garantem que o melhor meio de sua empresa não ficar no vermelho e cumprir as obrigações patronais é fazer a provisão, ou seja, retirar antecipadamente uma certa quantia dos lucros previstos para atender a uma eventualidade com gastos de fim de ano. Se sua empresa ainda não fez a provisão

desejada e não há uma verba reservada que assegure o pagamento do 13º, não é preciso se desesperar. Os bancos já estão disponibilizando linhas de créditos específicas para o pagamento das gratificações que garantem fôlego financeiro. A revista Indústria News oferece um *quadro de opções, para que faça suas análises e escolha o melhor negócio para

Banco Real

Banco do Brasil

HSBC

•Linha de Crédito: Capital de Giro 13º Crédito oferecido sob medida, com liberação imediata dos recursos na conta corrente da empresa. Produto sujeito a analise e aprovação de crédito •Taxa de Juros: Varia de acordo com as necessidades dos empresários. •Parcelamento: Pagamento da primeira parcela em até 60 dias e prazo total de até 24 meses •Exigências: Ser cliente pessoa jurídica •Informações: www.bancoreal.com.br

•Linha de Crédito: BB Giro 13º Salário Financiamento de até 100% do valor da Folha de Pagamento, mais os encargos sociais incidentes •Taxa de Juros: Para as empresas que processam a Folha de Pagamento no Banco do Brasil é de TR (taxa referencial) acrescida de 1,55% ao mês •Parcelamento: Pagamento em até 13 meses •Exigências: Ser cliente pessoa jurídica •Informações: www.bb.com.br

•Linha de Crédito: Capital de Giro 13º salário - De acordo com o faturamento da empresa e avaliação, garante o financiamento de até 100%, mais os encargos •Taxa de Juros: Fixadas por subsegmentos, de acordo com o histórico e relacionamento •Parcelamento: Pagamento da primeira parcela em até 90 dias e prazo total de até 12 meses •Exigências: Faturamento anual de até R$ 10 milhões, dos ramos industrial, comercial e de prestação de serviços •Informações: www.hsbc.com.br


Nossa Caixa •Linha de Crédito: Capital de Giro 13º salário - O crédito do valor líquido da operação é depositado automaticamente na conta corrente da empresa. O valor do financiamento pode chegar a 100% do total da Folha de Pagamento da empresa, dependendo da análise cadastral realizada pelo banco •Taxa de Juros: Ainda não fechada •Parcelamento: Pagamento da primeira parcela em até 90 dias e prazo total de até 15 meses •Exigências: Como garantia, exige-se nota promissória avalizada. É necessário ainda que a empresa esteja em operação há, pelo menos, seis meses. Para conseguir o crédito, é preciso ser cliente da Nossa Caixa, mas não há carência de tempo de conta no banco •Informações: www.nossacaixa.com.br

Santander •Linha de Crédito: Super Giro 13º Isenção da última parcela para contratos de 18 meses que estejam com as prestações em dia •Taxa de Juros: Taxa média de 2,30% ao mês •Parcelamento: Prazo e carência adequados à necessidade de cada empresa. •Exigências: Ser cliente pessoa jurídica •Informações: www.santander.com.br

Caixa Econômica Federal •Linha de Crédito:Linha de crédito direcionada prioritariamente às micro e pequenas empresas •Taxa de Juros: Taxas a partir de 0,83% ao mês •Parcelamento: Ainda não estabelecido •Exigências: Ser cliente pessoa jurídica •Informações: www.caixa.gov.br

* Os bancos Bradesco, Unibanco e Mercantil do Brasil também foram consultados e não estão oferecendo esses créditos. Já o Itaú, Safra e Citibank não se pronunciaram até o fechamento desta edição.


Buffet bom gosto


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Divulgação Schaeffler

Lucas Munhoz | Colunáveis

Antonio Carlos Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), fez um discurso animador durante a inauguração, em Sorocaba, da segunda unidade da GFT, empresa líder em serviços internacionais de TI. Ele destacou a Política de Desenvolvimento Produtivo do Governo Federal como o primeiro e importante passo para que o Brasil entre para valer na disputa global do segmento. A redução de 20% para 10% da contribuição das empresas ao INSS, aplicável à proporção do seu faturamento com exportações, diminui o custo dos encargos trabalhistas e dá às empresas brasileiras mais competitividade. A expectativa da Brasscom é que até 2011 o setor de TI atinja US$ 5 bilhões em vendas para o exterior. “O Brasil tem o oitavo maior mercado interno de TI no mundo e, com o anúncio da nova política, o governo indicou aos outros países que estamos entrando no jogo”, disse Gil.

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Basquete social

Hélio Paes/GFT

Gente

Brasil: nova potência

As ex-jogadoras da seleção brasileira Vânia e Vanira oficializaram o apoio do Grupo Schaeffler a seu projeto social Centro de Formação de Atletas de Basquetebol. Durante o lançamento, foi realizado um festival de basquete com a participação de convidadas como a ex-jogadora Marta e as colaboradoras da escolinha Alessandra, Cláudia, Juliana, Lara, Raquel, Roberta e Talita. Com o objetivo de oferecer a crianças e adolescentes a oportunidade de ingressar no esporte, há oito anos as irmãs iniciaram o projeto, que já conta com diversos núcleos e soma 150 jovens atletas. No Clube Schaeffler, Vânia e Vanira orientarão os alunos com o apoio de professores e estagiários, todas as terças e quintas, das 14h às 17h.


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Beleza pura A gaúcha Natália Anderle, Miss Brasil 2008, esteve em Sorocaba em agosto para desfilar os modelos da marca Moleca, na oitava edição do Esplanada Collection. No evento, Natália circulou ao lado de beldades como os atores globais Daniel Del Sarto e Carmo Della Vecchia, mas posou feliz ao lado de Odair Daroque, gerente geral do Esplanada Shopping, que faz pinta de sério para não parecer tiete. Afinal, há muito empenho dele no sucesso do Esplanada Collection, que é hoje um dos principais eventos de moda e negócios do interior paulista.

AI Câmara Municipal de Sorocaba

Empresário sorocabano Depois de 17 anos de vida, trabalho e intenso envolvimento com a comunidade de Sorocaba, o empresário paulistano Nelson Tadeu Cancellara tornou-se cidadão sorocabano por iniciativa da Câmara Municipal em agosto. Numa cerimônia que reuniu seus familiares e amigos, Cancellara se emocionou ao ouvir relatos sobre sua carreira profissional, que começou aos 14 anos, como auxiliar de almoxarifado em São Paulo. Graduado em Engenharia Mecânica e Administração de Empresas, ocupou altos postos em empresas multinacionais da capital, mas foi em Sorocaba que se tornou empresário.

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Ricardo Reimer, presidente do Grupo Schaeffler na América do Sul, recebeu as homenagens da Câmara Municipal de Sorocaba pelos 50 anos da companhia no Brasil. Sediado na Alemanha, o Grupo Schaeffler é um dos líderes mundiais em componentes automotivos, industriais e aeroespaciais. Presente em mais de 180 países, tem 66 mil funcionários e faturamento de 8,9 bilhões de euros.

AI Câmara Municipal de Sorocaba

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Jubileu de Ouro

Ao ingressar na sociedade com Alberto Baggiani, foi o responsável pela transferência da Carbim Indústria e Comércio para um lugar melhor: Sorocaba. Na cidade, além evoluir nos negócios, passou a atuar na comunidade, como membro e dirigente de diversas instituições, entre elas o Ciesp, a Assinds, a Câmara Ítalo Brasileira de Comércio e Indústria, o CMDES e a Inova. Vêm do Grupo Amigos para Sempre, porém, suas maiores alegrias, já que se dedica, de forma sistemática, a ações sociais. Rose Ferrari rose@ferrariauvray.com.br


A primeira edição da Feira Internacional de Tecnologia em Máquinas e Equipamentos Industriais reunirá os maiores fabricantes do mundo para apresentar as novidades do setor. Além das nacionais, mais de cem empresas de países como Japão, China, Taiwan, Coréia, República Tcheca, Portugal e Suíça marcarão presença. O evento terá um ciclo de palestras com Joelmir Beting, André Beer e Delfim Netto. Quando: 14 a 18 de outubro Onde: Centro de Exposições Imigrantes São Paulo/SP Informações: www.techmei.com.br

outubro • Indústria News • 2008

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Fesqua 2008 A VII Feira Internacional de Esquadrias, Ferragens e Componentes e Produtos para Serralheria agrega, pela primeira vez, a Feira Nacional do Vidro e Alumínio (Fenavid). O evento apresenta produtos, equipamentos, novas tecnologias e inovações do setor. Na feira serão apresentados o conceito e o protótipo do prédio com vidros inteligentes, que evita a retenção de calor externo e diminui os gastos de energia em empresas. Quando: 15 a 18 de outubro Onde: Centro de Exposições Imigrantes São Paulo/SP Informações: www.fesqua.com.br

Futurecom Ano 10

Fotos: Divulgação

Em dia

Techmei 2008

Evento de Telecomunicações e TI, voltado aos profissionais da área, operadoras nacionais e internacionais, fornecedores de bens e serviços, clientes corporativos e órgãos reguladores. Área de exposição com mais de 200 empresas de 40 países especializadas em serviços, aplicações, soluções, sistemas e tecnologia. Durante o evento, ocorrem um seminário e a apresentação de painéis coordenados por jornalistas e especialistas do setor. Quando: 27 a 30 de outubro Onde: Transamerica Expo Center - São Paulo/SP Informações: www.futurecom.com.br


Cursos Liderança nas Empresas O curso desenvolvido pela Dale Carnegie tem como objetivo promover a mudança de atitude e aumentar a performance dos profissionais, aprimorar suas habilidades, fortalecer competências e promover o aumento da lucratividade das empresas por meio das pessoas. É voltado para profissionais que buscam maior facilidade de comunicação e liderança hábil para motivar e influenciar pessoas. Com carga horária de 48 horas, é realizado em 12 semanas. Inclui todo material didático, reposição gratuita das sessões e certificado de conclusão. Quando: 14 de outubro das 19h às 23h. Onde: auditório do Gpaci – Sorocaba/SP Informações: (15) 3417.4089

Comunicação eficaz O Ciesp Sorocaba promove o curso “Aprimorando a competência da comunicação eficaz”, ministrado pela psicóloga clínica e consultora em RH, Fátima Rizzo. O programa é voltado para líderes empresariais e multiplicadores que necessitam da comunicação como ferramenta básica de trabalho, como gerentes, coordenadores, supervisores e chefes de equipe. Inclui todo material didático e certificado de conclusão. Quando: 27 a 30 de outubro. Onde: Ciesp – Av. Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 3260 – Sorocaba/SP Laura Freitas redacao@ferrariauvray.com.br

30 Anos

3221.1016


Divulgação/Facens

34 __ outubro • Indústria News • 2008

Giro Rápido

Prysmian amplia capacidade

Robô Estepe foi reformulado para o 4º Winter Challenge

Robô da Facens é vice-campeão A Omegabotz, equipe de alunos da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), conquistou o 2º lugar no 4º Winter Challenge, a famosa guerra de robôs, realizado nos dias 26 e 27 de julho, em Amparo/SP. A equipe da Facens vem competindo com um robô estilo hammer (martelo em inglês), semelhante a um pneu, cuja principal característica é a defesa pelo impacto. Apesar de o robô Estepe ser o mesmo do torneio anterior, este ano ele foi aprimorado. Seu sistema de baterias redimensionado o tornou mais ágil e potente. Além disso, a experiência das últimas lutas levou a equipe a reforçar determinados pontos de colisão no equipamento. De acordo com Ivan Luiz Moreira, líder da equipe, o público ficou surpreso com os resultados e com o fato do robô ter ficado praticamente ileso depois da luta com o robô Touro, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), atual vicecampeão mundial, que tem como principal característica a sua estrutura em titânio.

Mais rápido que o Super Homem O leilão de concessão do primeiro trem de alta velocidade do Brasil, o trem-bala, que ligará, inicialmente, o Rio de Janeiro a São Paulo, ocorrerá em março de 2009. A pressa é do Governo Federal, que trabalha com a perspectiva de ter o trem-bala em operação durante a Copa do Mundo de 2014. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o

Banco Interamericano (BID) estruturam o projeto para entregá-lo pronto ao governo para a concessão. A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que será responsável pelo processo de concessão, é a responsável pela divulgação das informações para os grupos interessados em disputar. O projeto tem um custo estimado de R$ 20 bilhões.

A Prysmian Cabos e Energia, empresa de capital italiano fabricante de cabos e fibras óticas, anunciou investimentos da ordem de R$ 20 milhões na planta de Sorocaba, para a ampliação da linha de produção de cabos de energia e criação de 60 novas vagas de trabalho. O principal objetivo é aumentar, em pelo menos 5%, a capacidade produtiva da unidade, que atualmente chega à soma de 60 mil toneladas por ano. A ampliação foi motivada pelo recente aquecimento no mercado da construção civil, principal cliente desse segmento, que tem demandado a expansão das redes de linhas de transmissão de energia. O grupo já investiu, no início deste ano, parte dos recursos para a implantação de uma nova linha de produção de compostos termoplásticos, utilizados no isolamento dos cabos.

Neway Valve em Votorantim A Neway Valve, maior fabricante chinesa de válvulas industriais, investiu US$ 2 milhões para a implantação da sua primeira unidade brasileira, em Votorantim. A indústria está instalada em um galpão alugado, mas há previsão de que até o final de 2009 começarão as obras para a construção de sua sede própria. A meta da empresa, que possui capacidade de produção de 3 mil válvulas/mês, é de que, no prazo de três a cinco anos, amplie suas bases e se estabeleça como principal fornecedora para os setores de energia, óleo e gás para diversos países da América Latina. Com faturamento anual de US$ 200 milhões e 3 mil empregados, a Neway já possui unidades na Holanda, na Arábia Saudita, no Irã, no México e nos Estados Unidos.


Em favor do meio ambiente

Pesquisadores da Unesp na Europa

Com o objetivo de conscientizar a população sobre o problema do lixo nos mares e rios, a Sorocaba Refrescos participou, pelo terceiro ano consecutivo, do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, em 20 de setembro, no Parque das Águas. Com o apoio da Prefeitura Municipal e do SAAE, estiveram no local voluntários da Sorocaba Refrescos e da Cooperativa de Materiais Recicláveis de Itu (Comarei), alunos do curso de Engenharia Ambiental da Unesp e comunidade. Munidos de luvas e sacolas, percorreram a pé as margens do Rio Sorocaba para recolher todo o lixo das imediações, como pontas de cigarro, plásticos, madeira e papel. Os resíduos foram separados e serão doados para a Comarei.

Uma dupla de pesquisadores do Laboratório de Plasmas Tecnológicos da Unesp de Sorocaba apresentou, em agosto, na Europa, os resultados de dois trabalhos de uma linha de pesquisa associada a plasmas. Os trabalhos dos professores Nilson Cristino da Cruz e Elidiane Cipriano Rangel, propõem a utilização de

plasma (gás ionizado constituído de elétrons livres, íons e átomos neutros em proporções variadas) para revestir materiais metálicos e poliméricos, além de outras aplicações. Segundo a pesquisa, é possível utilizar a nova tecnologia para melhorar o tratamento superficial dos compostos poliméricos, desenvolvidos para substituir tecidos danificados como próteses, marca-passos e válvulas cardíacas.

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O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, no mês de setembro, o ranking das cidades mais geradoras de emprego formal no interior do Brasil. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempenhos (Caged) classificaram Sorocaba como a quinta cidade que mais gerou empregos formais nos sete primeiros meses de 2008. De janeiro a julho deste ano foram criadas 9.284 vagas, com aumento de 6,83%. O setor industrial foi responsável por 44,5% das novas ofertas de trabalho com carteira assinada, acumulando, no ano, 4.132 empregos. Em segundo lugar ficou o setor de prestação de serviços (35,1%), com 3.263 novos postos. O comércio compareceu com um total de 1.168 postos a mais no mercado.

Divulgação/Iharabras

Sorocaba em boa colocação Diretores comerciais José Amaral e Edson Narita com o Diploma

Iharabras entre as melhores Pela terceira vez, a Iharabras, fabricante de defensivos agrícolas com sede em Sorocaba, foi eleita uma das 150 melhores empresas para se trabalhar. A classificação foi feita pelo Guia “As Melhores Empresas Para Você Trabalhar 2008”, da Editora Abril, em homenagem às empresas modelo em gestão de pessoas. A premiação aconteceu no dia 8 de setembro, em São Paulo. Alguns dos aspectos destacados pela pesquisa como critérios de eleição da empresa foram: a difusão de princípios

orientais entre colaboradores, a educação pelo exemplo, o tratamento humanizado e a generosidade nas relações, conceitos transmitidos em treinamentos, além da missão de transformar capital humano em capital intelectual. A classificação das empresas se dá por uma nota final, composta por três índices: a percepção do colaborador, o questionário respondido pela empresa e a nota dada pelo jornalista após a visita ao local. Neste ano, 550 empresas brasileiras disputaram um lugar na lista e 142.913 pessoas foram ouvidas.


Divulgação/GM

36 __ outubro • Indústria News • 2008

Giro Rápido

Schaeffler e a roda gigante

Movimentação de cargas no Centro Distribuidor de Peças da GM

GM é 6ª empresa mais eficiente A General Motors, grupo que mantém em Sorocaba o maior centro de distribuição de peças da América Latina, destacou-se no ranking Valor 1000, anuário produzido pelo jornal Valor Econômico, em parceria com a Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-FGV). Segundo a classificação geral, a GM conquistou o 6º lugar entre as empresas mais eficiente do País. Em sua 8ª edição, o ranking das mil melhores empresas em atividade no Brasil é feito com base na receita líquida do empreendimento. O Centro Distribuidor de Peças de Sorocaba, localizado na zona industrial, é considerado um dos mais avançados da corporação. Inaugurado em 1996, vem ganhando importância, na medida em que a General Motors amplia sua atuação no País. Já somou mais de 300 milhões de peças despachadas e é considerado internacionalmente um centro de excelência na área de logística.

Gigante do ramo A ZF anunciou seu plano para ampliar as vendas na região em mais de 65% e superar os R$ 2,5 bilhões em faturamento. Nos próximos cinco anos, a empresa quer um crescimento anual médio de 12% e investirá R$ 753 milhões. O montante é o maior já investido em toda a história da ZF no Brasil e, também, de todo o setor nacional de autopeças. Até 2012, a empresa pretende ser a maior fabricante em quase todos os seus segmentos de atuação na América do Sul. Nos próximos anos, o crescimento virá

do lançamento de produtos inéditos, em segmentos em ascensão, como o de veículos comerciais leves, e a ampliação da produção em todas as suas divisões. De acordo com Wilson Brício, presidente da ZF América do Sul, o programa de investimentos envolve a ampliação da capacidade produtiva de suas unidades atuais, programas de qualidade e novos projetos para veículos de passeio, comerciais leves e pesados e máquinas agrícolas. Também permitirá a ampliação de sua atuação no mercado de exportação.

Rolamentos da FAG, uma das marcas do Grupo Schaeffler, movimentarão a maior roda-gigante panorâmica do mundo, localizada em Pequim, na China. Ela terá uma altura de 208 metros e foi projetada para acomodar 1.920 pessoas. Uma volta completa oferecerá 20 minutos de visão deslumbrante da cidade. Para sua execução foram necessários dois enormes rolamentos de dimensões incomuns: diâmetro externo 3.200 mm, furo do anel interno 2.600 mm, largura do anel 630 mm. Cada rolamento incorpora 118 rolos com cerca de 20 kg por peça. Há mais de onze toneladas de aço em cada rolamento, o suficiente para construir quase cinco rodas-gigantes comuns.

GE Water amplia instalações A GE Water Process Technologies, empresa do Grupo General Electric no segmento de Tratamento e Processamento de Água, anunciou a expansão de 1.600 metros quadrados em suas instalações de Sorocaba. Trata-se de investimento estratégico de longo prazo. A empresa espera crescer 25% nos próximos três anos no mercado latinoamericano.

Fabiana Yoko fabiana@ferrariauvray.com.br


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Infra-estrutura

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Prevenir é melhor Manutenção preventiva reduz gastos inesperados e consumo de energia Com a grande aceleração da economia, as indústrias se inserem num mercado cada vez mais competitivo, no qual têm que utilizar toda a sua capacidade produtiva. Nesse contexto, a manutenção em subestações e cabines primárias visa a aumentar a rentabilidade dos clientes de média e alta tensão com ações proativas no gerenciamento de seus ativos e na performance dos equipamentos, melhorando o desempenho a um custo adequado. Um bom planejamento se torna um fator decisivo. A manutenção preventiva – além de ser mais barata – elimina a necessidade da corretiva, evita a interrupção de energia e impede a ocorrência de danos mais sérios como, por exemplo,

curtos-circuitos com risco de incêndio. O gerente de Serviços e Distribuição da CPFL Piratininga, Onofre Rodrigues Prince, explica que a manutenção é programada para ocorrer antes da data provável do aparecimento de uma falha, pois, durante a revisão do equipamento, alguns componentes são substituídos, mesmo antes do prazo de validade, por apresentarem defeitos prematuros ou de montagem. Para garantir o máximo aproveitamento e assegurar que os problemas sejam eliminados, o equipamento é submetido a várias simulações, nas quais trabalha fora de suas condições normais. Além disso, várias inspeções sistemáticas são executadas. A partir dos resultados, são

realizados os ajustes necessários. Responsabilidade A responsabilidade pela manutenção preventiva é do proprietário e os custos variam conforme a complexidade e o tamanho da cabine. “O empresário deverá recorrer a um profissional para que, em conjunto, possam elaborar o plano de manutenção. Quando necessário, deve solicitar um desligamento programado da cabine junto à CPFL, que poderá ser agendado para a data de interesse do cliente”, orienta Prince. A demanda por manutenção é maior no período de férias coletivas de final de ano. Para isso, a CPFL realiza, neste mês, o agendamento com vistas a dezembro. O procedimento deve ser realizado por


profissionais qualificados, habilitados a emitir laudos. De acordo com a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), cabines com até 750 KW podem ser inspecionadas por um técnico em eletricidade. Para aquelas cuja potência está acima desse patamar, por um engenheiro eletricista. Outra opção é contratar os serviços de uma empresa especializada que deve, obrigatoriamente, ter registro no conselho de classe. A Engelight, localizada em Sorocaba, oferece todo o suporte necessário para manutenção e gerenciamento de instalações elétricas. Fundada em 1993, a empresa acumula know how e atualiza a tecnologia empregada constantemente. O engenheiro Márcio Jamas, coordenador técnico da Engelight, explica que alguns fatores interferem na realização do procedimento, pois a periodicidade se fundamenta em alguns atributos-chave, como a vida útil esperada dos equipamentos, a atuação sobre pontos identificados durante a manutenção preditiva e o regime de utilização dos equipamentos de energia elétrica e ambiente no qual estão instalados. O cliente cuja cabine não estiver de acordo com os padrões de funcionamento e segurança poderá ter o fornecimento de energia interrompido, segundo a Resolução 456 da Aneel. À medida que se investe em manutenção preventiva, diminuem as perdas na produção. O cliente cuja cabine não estiver de acordo com os padrões de funcionamento e segurança poderá ter o fornecimento de energia interrompido, segundo a Piero Vergílio redacao@ferrariauvray.com.br

(15) 3221-3822


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RH

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E-mail corporativo Ferramenta de trabalho é tema de discussão quanto ao direito à privacidade Com o advento da informática, novas ferramentas tecnológicas foram inseridas no cotidiano das empresas. Atualmente, a maior parte das relações de trabalho é feita por e-mail e mensagens instantâneas. Não é para menos: estima-se que no Brasil, diariamente, 1,5 bilhão de e-mails é enviado. Em busca de agilidade no cotidiano empresarial, muitas empresas fornecem emails com o seu próprio domínio aos funcionários, aqueles do tipo “funcionario@empresa.com.br”. O grande dilema dos empresários é oferecer acesso à rede mundial de computadores, sem favorecer aos funcionários outras práticas, como o desvio dos afazeres diários para uso

pessoal, e não sua utilização exclusiva para uso da empresa. A utilização indevida do correio eletrônico corporativo ganhou repercussão quando, em 2000, o Tribunal Superior do Trabalho decidiu a legalidade da demissão, por justa causa, de um empregado que utilizou o e-mail corporativo para envio de fotos pornográficas a amigos. O e-mail só foi descoberto porque a empresa já fazia seu monitoramento. De lá para cá, as opiniões divergem sobre os direitos que o empregador tem de fiscalizar os e-mails fornecidos por ele. A maioria dos empregados defende que essa atitude contraria os princípios da privacidade. Afinal, quais são os direitos e

os deveres quanto ao uso do correio eletrônico empresarial? Segundo o advogado Domingos Sávio Zainaghi, o mau uso dos e-mails corporativos pode gerar conseqüências legais, tanto para o empregado quanto para o empregador, como processos por danos morais, no caso de um funcionário utilizar esse endereço para ofender um terceiro. “O conteúdo do e-mail corporativo é responsabilidade da empresa, e seu mau uso pode ocasionar demissão por justa causa. Além disso, o e-mail é uma ferramenta de trabalho, que deve ser utilizada somente para esse fim”. Uma das opções para diminuir o tempo desperdiçado por seus colaboradores com acesso


Gilson Hanashiro/OAB

indevido da web e o mau emprego do email da empresa - ressaltada por Zainaghi é a elaboração de uma política de uso da internet, dos equipamentos e das informações corporativas, que contemple práticas para o uso do correio eletrônico, navegação na web e transmissão, acesso e armazenamento de dados. Deve-se atualizar o contrato de trabalho com cláusulas específicas sobre uso de ferramentas de trabalho tecnológicas, manifestação de opiniões associadas ao cargo ou a empresa em ambientes eletrônicos, cessão de direitos autorais e proteção de propriedade intelectual,

Zainaghi fala do uso indevido dos e-mails corporativos segurança da informação e confidencialidade. Se houver um acordo entre empregador e empregados no sentido de permitir, sem restrições, a utilização do e-mail corporativo para usos particulares, os empregados não podem ser surpreendidos com um eventual controle do conteúdo de sua correspondência eletrônica, enviada ou recebida. Tal prática seria ilegal, por desrespeitar um acordo firmado entre as partes. Nesse caso, a privacidade do empregado estaria sendo violada e os meios judiciais podem ser utilizados a fim de que os danos, moral e/ou material, sejam indenizados. Fabiana Yoko fabiana@ferrariauvray.com.br


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Fórum de Gestão

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Novos desafios da TI

Fórum da Indústria News mostra a evolução da Tecnologia de Informação, problemas e soluções Nos últimos anos, as empresas têm enfrentado uma série de desafios gerenciais, criados pela rápida evolução da Tecnologia da Informação (TI). Como solução, novos departamentos foram criados, a oferta de mão-de-obra qualificada cresceu e grandes investimentos em hardware e software foram feitos. A corrida pela implantação de sistemas de informação afetou profundamente as formas de gestão e competitividade empresarial. Esse impacto não é privilégio apenas das grandes corporações. Influencia, também, médias e pequenas empresas que, atualmente, enfrentam alguns problemas muito mais complexos que no passado. Afinal, o que já foi adequado e deu certo ontem é, hoje, muitas vezes, insuficiente. Os atuais desafios da TI foram debatidos na terceira edição do Fórum de Gestão Empresarial promovido pela revista Indústria News, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em setembro. O evento teve como convidados: Jefferson Blaitt, professor e chefe do Departamento de Tecnologia de Informação da Faculdade de Tecnologia de

Sorocaba (Fatec); Paulo Baddini, diretor do Núcleo de Sorocaba da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) e Josep Ramon Freixanet i Casas, diretor da GFT, empresa multinacional de TI. Confira alguns dos desafios abordados pelos convidados durante o Fórum: Estratégia Há alguns anos, a TI apenas recebia os requisitos e tentava atendê-los mantendo distância da área de negócios. Hoje a TI é o negócio. Empresas que a utilizavam apenas como um suporte para suas operações passaram a empregá-la como serviços para seus clientes. É preciso adotar um alinhamento estratégico, já que a TI está diretamente envolvida com o negócio, a par dos objetivos da organização e compartilhando de suas atividades. Mais do que alinhar, é preciso integrar. Gestor e provedor de soluções devem compartilhar custos e riscos, tomar decisões juntos, pois essa relação de interdependência leva ao sucesso empresarial. “Muitas empresas não percebem que a TI agrega valor a seus produtos e serviços”, avalia Jefferson Blaitt,


da Fatec. Evolução da tecnologia Há 10 anos, a preocupação era acompanhar as consecutivas versões de programas utilizados; agora, a dificuldade maior está na integração tecnológica. Qualquer dispositivo possui três ou quatro tecnologias convergentes. Um celular, por exemplo, integra tecnologias de telefonia móvel, Internet, TV, e-mails - um verdadeiro banco de dados. Capacitação adequada A maior dificuldade entre as empresas é a gestão de pessoas. A atual capacitação especializada, em nível crítico, está sendo considerada por especialistas como um “apagão” de TI, com diversas vagas abertas e não preenchidas. Faltam profissionais

capacitados, que entendam de negócios e dominem outros idiomas. A tendência é a situação se agravar ainda mais nos próximos anos. Conforme Blaitt, trata-se de um problema mundial mas, no Brasil, a situação é mais crítica. “Muitos projetos globais são direcionados para o nosso mercado, já que somos, culturalmente, muito semelhantes aos europeus e estadunidenses, portanto, mais fáceis de lidar do que o povo asiático”. Mercado atual de TI A globalização provoca um grande impacto no mercado de TI. Estima-se que, em 2015, 15% do trabalho de TI dos países em desenvolvimento serão feitos através de offshore (terceirização). Atualmente, menos de 5% dos trabalhos são feitos dessa forma. “As pessoas podem estar em suas

cidades de origem, mas ligadas ao mundo, trabalhando em conjunto com outros profissionais sediados em qualquer outro país”, diz Josep Freixanet, diretor da GFT. A subcontratação de serviços de TI cresce com a promessa de aumentar a competitividade das empresas, com redução de custos e ganho de qualidade. Salários globalizados Globalização e externalização não implicam, necessariamente, em salários mais baixos, apesar de serem comumente associadas a essa condição. A estratégia baseada em salários baixos não é sustentável a longo prazo, nem mesmo em países como a Índia, cujas universidades colocam no mercado de trabalho mais de 75 mil engenheiros a cada ano. A pressão da demanda de offshore

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“Muitas empresas não percebem que a TI agrega valor a seus produtos” Jefferson Blaitt Chefe do Departamento de Tecnologia de Informação da Fatec

“As empresas buscam soluções que resolvam seus problemas”

“A pressão da demanda de offshore força o aumento de salários”

Paulo Baddini Diretor do Núcleo de Sorocaba da Assespro

Josep Ramon Freixanet i Casas Diretor da GFT Brasil, empresa multinacional de TI

(Processo de Segurança e TI)

Nível de Maturidade da Empresa Básica

Padronizada

Racionalizada

Dinâmica

Gerenciamento de identidade e acesso

- Sem serviço de diretório - Múltiplos diretórios

- Serviço de diretório unificado usando Active Directory

- Configuração padrão aplicada por política

- Configuração de contas automatizada - Acesso seguro à rede para parceiros e clientes

Gerenciamento de desktop, dispositivo e servidor

- Patching ad-hoc - Múltiplas configs de estações de trabalho - Sem gerenciamento de dispositivos móveis

- Patching de desktops - Padrões de imagens de desktops - 2 sistemas operacionais clientes - Aplicações desktops padrões - Gerenciamento móvel limitado

- Patching de servidores - Implantação de SO automatiz. - Imagens por camadas - Virtualização - SO único e atual - Gerenciamento móvel com SLAs

- Modelagem da capacidade da infra-estrutura - Gerenciamento e segurança de dispositivos móveis igual a PCs - Carga de trabalho dinâmica mudando para infra virtual

Segurança e rede

- Sem firewall dedicado - Infra-estrutura de rede limitada - Sem antivírus padrão - Monitoramento manual de servidores

- Antivírus padronizado - Firewall centralizado - Serviços básicos de rede - Monitoramento de servidores críticos

- Firewall gerenciado - Firewall baseados em hosts - Acesso remoto seguro - Rede sem fio segura - Monitoramento de servidores com SLAs - WAN gerenciada

- Gerenciamento e mitigação de ameaças entre clientes e servidores - Monitoramento de nível de serviço baseado em modelo - Quarentena automatizada de PCs não conformes ou infectados

Proteção e recuperação de dados

- Backups ad-hoc - Sem testes de recuperação

- Backups e recuperação de servidores críticos

- Backup e recuperação para todos os servidores com SLAs - Backup centralizado de filiais

- Backup e recuperação de clientes com SLAs

Gerenciam baseado em ITIL/CobIT Processo/Governança

- Sem processo formal - Sem compromisso com níveis de serviço - Gerenciamento ad-hoc de suporte/problemas/incid

- Serviço de suporte definido - Estratégia de resposta a incidente documentada - Gerenciamento limitado de problemas/alteração/configuração

- Gerenciamento de versão definido - Operações documentadas - Níveis de serviço definidos - Gerenc. configuração avançado

- Pró ativo e ágil - Otimização da Entrega de Serviços - Melhoria de níveis de serviços, continuidade e disponibilidade dos negócios

Processo de Segurança

- Contabilidade de segurança limitado - Sem resposta a incidentes formal - Controle de acesso limitado

- Contabilidade para segurança de dados - Proteção de dados com senhas - Ferramentas e automação de políticas de conformidade limitadas

- Ferramentas de conformidade de segurança definidas e automatizada de auditorias - Ameaças e vulnerabil. document. - Padrões de segurança definidos para aquisições de softwares

- Avaliação de Riscos Automatizada - Processos Gerenciados de Segurança de Dados e Rede - Verificação automatizada da política de segurança


força o aumento de salários. “Isto já está acontecendo, fazendo com que empresas indianas subcontratem trabalho da China, Malásia ou Brasil, para serem mais competitivas”, afirma Freixanet. Idioma O principal problema do trabalho offshore é o idioma, já que a comunicação entre equipes de diferentes nacionalidades exige a adoção de um idioma único, ter processos formais e metodologias bem definidas e claras. Países latinos como Brasil, Argentina, Costa Rica e Chile são considerados ideais para o deslocamento de serviços procedentes do Sul da Europa (pelo idioma) e dos Estados Unidos (pelo mesmo fuso horário). “O Brasil não deve tentar competir com fábricas de softwares, mas com produção de conhecimento e inovação, para transformar este conhecimento em produtos e serviços que possam ser vendidos”, conclui Freixanet. Soluções e crescimento Se antes a dificuldade era integrar software e hardware, agora a tecnologia está longe disto. A busca empresarial é por soluções que resolvam seus problemas. O uso da tecnologia proporciona o crescimento da empresa, que começa a usála como ferramenta, passando para serviço e negócio. “É a visão de inovação da qualidade, pensando no futuro. Não tem como fugir dessa evolução”, considera Paulo Baddini, diretor do Núcleo de Sorocaba da Assespro. Baddini ressalta a importância das empresas tomarem conhecimento e entenderem qual o seu desempenho em relação à questão técnica de segurança. Fatores como o uso de senha de acessos aos serviços internos oferecidos, segurança de dados e backup regular de conteúdo, não podem ser desconsiderados. Quanto à maturidade, as empresa estão dividas entre: Básica, Padronizada, Racionalizada

Laura Freitas redacao@ferrariauvray.com.br


outubro • Indústria News • 2008

Destaque

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Um bilhão de e Grupo Walter, fabricante de ferramentas, quer dobrar seu faturamento global até 2010

Uma marca significa mais que apenas nomear. Ao desenvolver uma identidade corporativa, um conjunto de valores é agregado àquele nome. Embasado nesse conceito o Grupo Walter, companhia de capital alemão e fabricante de ferramentas de alta precisão, anunciou a nova era da empresa. Prestes a completar 90 anos em 2009, a empresa promoveu, já em 2007, a fusão de

três grandes forças do segmento de ferramentas para usinagem.: Walter, Titex e Prototyp. Juntas, elas somam mais de 280 anos de experiência no mercado e são consideradas uma referência mundial em tecnologia de produtos. No total, a empresa passa a contar com cerca de 50 mil itens standard, comercializados em 60 países. A marca Walter Titex será dedicada a ferramentas de furação e a Walter

Prototyp sinônimo de ferramentas rotativas para rosqueamento e fresamento. Essa união é parte integrante de uma estratégia para ocupar a liderança no mercado como fornecedor global. As três marcas alemãs foram mantidas devido à força e reputação que possuem. “Uma empresa só atinge um lugar no topo quando ela oferece aos seus clientes produtos altamente inovadores em grande volume, numa escala global. Nós queremos chegar ao topo”, afirma o diretor presidente da Walter da América do Sul, Carlos Eduardo Baptista. A junção, segundo Baptista, além de proporcionar um salto de qualidade no atendimento ao cliente, faz do grupo um


dos mais completos fornecedores de ferramentas de corte, capaz de atender às demandas de maneira integrada e eficiente, no Brasil, América do Sul ou qualquer outro país em que o cliente necessitar. 1B10 Novas políticas foram adotas para atender as novas exigências mercadológicas. Preços e prazos fazem parte do passado. Além desses itens, considerados hoje em dia como obrigação de qualquer empreendimento, a política da Walter para agradar seus clientes está em oferecer produtos inovadores em grande volume e em escala global. “Nossa responsabilidade

Divulgação | Walter

euros

vai além das peças produzidas. Está também no custo do componente produzido pelo nosso cliente”, revela Baptista. Com esse foco, a companhia pretende chegar ao faturamento global anual de um bilhão de euros, o equivalente a R$ 2,6 bilhões, até 2010, numa campanha que batizou de 1B10 (one B ten). Em 2007, foram 550 milhões de euros. Na América do Sul, no mesmo ano, o faturamento atingiu R$ 78 milhões. A expectativa é de chegar R$ 100 milhões/ano até 2010, num salto de 25% em três anos. Serão investidos R$ 12 milhões nos negócios localizados na América do Sul, sendo que, cerca de 90% deles serão destinados à planta de Sorocaba, que produz ferramentas especiais sob encomenda. O vice-presidente executivo do Grupo Walter, Mirko Merlo, afirma que este investimento gerará novos postos de emprego, pois a fusão das marcas

aumentará o número de ferramentas especiais produzidas. “É a possibilidade de o cliente encontrar tudo o que precisa em um único fornecedor”. Qualificação Preocupados com a educação dos usuários desses tipos de ferramentas, a companhia realiza mais de mil treinamentos técnicos por ano em todo o País. “Posso dizer que a Walter do Brasil é a empresa que, dentro do seu segmento, atua mais fortemente na capacitação tecnológica não só de seus colaboradores, mas também do mercado. Entendemos que, capacitado, nosso cliente terá uma compreensão mais adequada do que é o nosso produto”, conclui Baptista. Fabiana Yoko fabiana@ferrariauvray.com.br


outubro • Indústria News • 2008

Segurança

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Simulação na Dana envolveu mais de 70 pessoas

Treinamento é fundamental Dana realiza sua primeira simulação emergencial de grandes proporções Como parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (Sipat 2008), a Dana Indústrias realizou, em setembro, em Sorocaba, sua primeira simulação de grandes proporções. Em uma ação inédita, o exercício reuniu os principais órgãos de segurança, defesa e saúde da região, como o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Ambiental, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). “Os simulados servem para avaliar a atuação interna de nossa brigada e treinar a equipe para emergências como vazamentos de produtos químicos, pequenos incêndios e acidentes com funcionários”, explicou Paulo Mendonça, coordenador do Sistema de Gestão Ambiental da Dana. A ação simulou um incêndio causado por uma explosão na Central de Inflamá-

veis, que possui dois tanques com capacidades para 10 mil litros de metanol, além de um galpão para armazenagem de produtos como óleo e tíner. No cenário, um caminhão carregado de produtos inflamáveis estava posicionado ao lado de um dos tanques. A explosão atingiu quatro pessoas, deixando três em estado grave. Sete minutos após soar o alarme de emergência, chegava a primeira ambulância. Os “feridos” receberam os primeiros socorros no local e foram transportados em ambulâncias com as sirenes ligadas até o Hospital Regional. Ao mesmo tempo, o Corpo de Bombeiros e brigada da empresa tentavam conter os riscos de novas explosões. Durante a simulação, a Polícia Militar isolou as áreas próximas e escoltou as ambulâncias até o hospital. Já a Polícia Ambiental acompanhou o trabalho dos

bombeiros e simulou o rescaldo. A Cetesb foi responsável pela avaliação da contaminação ambiental. O coordenador da Defesa Civil sorocabana, Roberto Montgomery, destacou a importância das simulações que, apesar de ainda não serem freqüentes entre as empresas locais, auxiliam na correção de possíveis falhas e oferecem a base para os procedimentos reais. A simulação envolveu mais de 70 pessoas. Na Dana, cerca de 30 integrantes da Brigada e funcionários dos departamentos de Gestão Ambiental, Qualidade, Saúde e Segurança fizeram parte dos procedimentos emergenciais e acompanharam toda a ação.

Laura Freitas redacao@ferrariauvray.com.br


54 __ outubro • Indústria News • 2008

Bem Viver

O fabuloso mundos dos

vinhos

Um conjunto de aromas e sabores se mistura no prazer de apreciar a bebida Uma bebida para qualquer ocasião. Para comemorar, conquistar ou, simplesmente, para degustar com um bom prato, o vinho sempre pode ser considerado como o melhor companheiro. É por este motivo que, a cada dia, aumentam seus admiradores ao redor do mundo. Hoje sua presença tornou-se comum na maioria das confraternizações, mas, mesmo assim, sua apreciação é sinônimo de requinte e sofisticação. No Brasil, há milhares de pessoas que se dispõem a aprender um pouco mais sobre a bebida que encantou até os deuses mitológicos Baco e Dionísio. É o caso do médico cardiologista e de segurança do trabalho, José Carlos Ferreira. De apreciador, gosto que aprendeu com seus pais, tornou-se um conhecedor técnico. “De tanto apreciar, tive vontade conhecer tecnicamente as misturas de sabores que o vinho proporciona”. Hoje, o enófilo possui a certificação Wine & Spirit Education Trust (WSET) Nível 3. No Brasil, não chega a 30 o número de pessoas com essa qualificação. O curso WSET é referência na formação de

produtores, técnicos, jornalistas, enólogos (profissionais responsáveis pela elaboração da bebida), sommeliers (profissionais que desempenham funções em restaurantes) e demais profissionais da área. É considerado um requisito para quem quer obter o prestigioso título de Master of Wine. Harmonizar paladares Atualmente existe no mercado uma infinidade de marcas e tipos da bebida. Como saber qual é a ideal para acompanhar uma pizza ou uma mesa de frios? Harmonizar os paladares é um dos grandes temores de quem está iniciando na arte da degustação, porém, não há grandes mistérios. Se a refeição for peixe e frutos do mar grelhados, prefira um espumante ou um branco seco. Já ao saborear aquela boa macarronada ao sugo, o ideal é utilizar o vinho tinto. Ao planejar uma noite de queijos e vinho, logo vêm à mente lindas fotos de taças com vinho tinto. Não tem como errar, certo? Errado. “A maior parte dos queijos combinam melhor com vinho branco.

Saboreá-los com tinto não está errado, mas com o branco é mais harmonioso”, afirma Ferreira, que também é presidente da Confraria dos Enófilos de Sorocaba, associação existente desde 2003. O mesmo vale para as pizzas cujo principal ingrediente é o queijo, mas, de um modo geral, elas têm o seu sabor mais delineado quando acompanhadas por um vinho tinto. Ida às compras Devido à grande oferta de vinhos nas prateleiras, é muito difícil não encontrar um que agrade ao paladar. Antes de comprá-lo, porém, o lugar deve ser escolhido a dedo. Optar por locais que ofereçam uma boa variedade de rótulos e, o mais importante, que tenham uma boa rotatividade, é a grande dica dos especialistas. Os rótulos também devem ser analisados. Eles são o principal meio de que um produtor dispõe para informar aos consumidores. Cada país adota critérios legais específicos sobre o que deve constar nos rótulos de seus vinhos. Há, porém, alguns dados que costumam sempre


aparecer, como: país de origem, conteúdo da garrafa em mililitros, teor alcoólico, nome do produtor ou do negociante e a safra. Outra dica do enófilo é que, na maioria das vezes, o preço elevado não significa qualidade. A variedade de marcas e produtores é grande, o que possibilita preços bem melhores. “Em uma degustação que participei recentemente em São Paulo, às escuras, provamos diversos vinhos. O mais delicioso entre eles era um dos mais baratos”. Promoções são sempre bem-vindas, porém Ferreira aconselha aos iniciantes que não comprem vinho aos montes para estocar e que o famoso ditado “quanto mais velho, melhor” sempre lançado quando o assunto é vinho, não é uma verdade absoluta. São raros os vinhos centenários que podem ser consumidos após tanto tempo. “Só vinhos como o Bordeaux ou o Vinho do Porto podem seguir o dito à risca. São raríssimas exceções”. Zelo Depois de comprar a bebida, vários cuidados ainda precisam ser tomados. Quanto à armazenagem, o ideal é que seja numa adega climatizada, uma espécie de geladeira onde é possível manter os vinhos em condições ideais (15º C). Se não dispuser de uma, deixe-o em um local da casa que seja fresco, arejado, sem odores estranhos. De preferência escuro, sem trepidação e com pouca variação de temperatura. As garrafas devem ser colocadas deitadas, de tal forma que se evite o ressecamento das rolhas e a conseqüente invasão de oxigênio nas garrafas, o que oxidaria o vinho. Os vinhos brancos são colocados na parte inferior e os tintos, na superior, pois resistem melhor às temperaturas mais altas. Ferreira diz que é preciso ficar atento às condições da rolha. Se estiver estragada, conseqüentemente a bebida também estará. Dependo do armazenamento ou da qualidade da cortiça, é possível que ela desenvolva uma bactéria que provoca o ácido tricloroanisol (TCA). Essa substância a faz apodrecer e lhe confere um odor repulsivo que, ao tirar a rolha,

Da festa à conquista, o vinho acompanha qualquer ocasião

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sente-se imediatamente. Em conseqüência disso, surgiu a tradição de cheirar o vinho e examinar a rolha cada vez que se abre uma garrafa. Prazer e saúde Além de ser uma bebida que atrai o paladar, os bons efeitos do vinho são amplamente difundidos. Recentemente, pesquisas na área de Saúde indicaram uma nova propriedade benéfica, na prevenção da obstrução arterial. Seu consumo moderado, no máximo 250 ml diários, pode ser responsável pela prevenção de resfriados, controle de hipertensão, redução de riscos de problemas cardíacos e de desenvolver problemas mentais. O vinho pode até ser uma bebida

Acima, posição adequada para armazenagem. Ao lado, o enófilo José Carlos Ferreira

Para ler O assunto é vinho – uma conversa com Carlos Alberto Sardenberg e Renato Machado. Editora Letras & Lucros e Editora Saraiva. O livro é destinado tanto para os amantes do vinho, quanto para o público leigo. Com linguagem acessível, traz várias informações curiosas sobre o tema e uma grande variedade de informações.

refrescante, mas não é hidratante. Pelo contrário, o álcool que ele contém é um diurético, ou seja, provoca a eliminação da água do organismo e a conseqüente quebra do balanço de líquidos do corpo, principal causa da dor de cabeça e da ressaca. Como conseqüência, recomenda-se que a bebida seja ingerida alternadamente com água, espaçadamente e ao longo da refeição. Fabiana Yoko fabiana@ferrariauvray.com.br


outubro • Indústria News • 2008

Cotidiano

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Bom dia,

com alegria Deparei-me, outro dia, com um advogado muito diferente. Certamente diferente de todos os que você já viu. Não é pomposo nem sisudo, como de costume aos nobres causídicos. Nosso primeiro contato foi, no mínimo, sui generis. Pedi à secretária que telefonasse a seu escritório. Ao recebê-lo na linha, ele exclamou: “Bom dia, com alegria!”. Confesso que pensei tratar-se de uma gravação, mas, logo em seguida, ele prosseguiu identificandose. Minutos depois, o “Bom dia com alegria” transformou-se no assunto mais comentado

na roda de funcionários da editora, já que a secretária, antes de mim, também havia recebido o mesmo tratamento. Com o passar do tempo, descobrimos que ele só cumprimenta assim: bom dia, boa tarde, boa noite sempre “com alegria”. Pensei com meus botões: que homem alegre! Não o conheço o suficiente para certificar o motivo de sua permanente alegria. Talvez uma postura movida por questões espirituais... Ou seria uma estratégia de marketing pessoal? Quem sabe uma técnica de neurolingüística? Sua alegria é incomodativa num primeiro momento. Acostumados ao mau humor típico do cotidiano, estranhamos alguém eternamente bem-humorado. Convenhamos: a vida às vezes traz coisas tão desagradáveis... Como alguém pode ser feliz todo o tempo? Já pensou se atendo a operadora de telemarketing assim? É capaz de conseguir me arrancar dinheiro por telefone mesmo. E os atendentes do call center do cartão de crédito, que a gente tem vontade de esganar? Como posso cumprimentá-los com tanto entusiasmo, se eles me irritam a cada frase? Outras situações em que meu bom humor desaparece imediatamente são as em que prevalecem a má vontade, o descaso, a injustiça, a irresponsabilidade, a arrogância... O “doutor alegria” deve ver as pessoas de uma maneira diferente, como se elas estivessem além da humanidade que nos estraçalha diariamente. Talvez ele tenha conseguido transpor o espaço que nos separa de uma outra realidade, bem mais feliz que este vale de lágrimas. Nada como ter fé. Rose Ferrari rose@ferrariauvray.com.br



Revista Indústria News Edição 3