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Porto

Manuel Pizarro defende obrigação da câmara em entendimento com Manoel de Oliveira 2011-03-31, 13:57

Porto, 31 mar (Lusa) -- O líder do PS/Porto disse quarta-feira ser obrigação da Câmara do Porto conseguir um entendimento com Manoel de Oliveira sobre a Casa do Cinema, considerando que a única solução passa pela mudança da atual gestão autárquica. « margem de um debate organizado pela JS/Porto sobre as políticas culturais naquela cidade e questionado pelos jornalistas sobre o impasse relativo à Casa do Cinema Manoel de Oliveira, Manuel Pizarro afirmou custar-lhe acreditar que não seja possível a autarquia chegar a um entendimento com o cineasta sobre a gestão do equipamento, "devolvendo a casa à sua vocação originária e à cidade". "Percebo que isso exija um entendimento entre a câmara e o Manoel de Oliveira e acho que é obrigação da câmara do Porto conseguir esse entendimento", defendeu. O líder da concelhia do PS/Porto recordou que Manoel de Oliveira é "o mais antigo cineasta vivo em atividade no Mundo" e lembrou a existência de "uma casa projetada para acolher a sua obra, para a tornar suscetível de ser usufruída pelos cidadãos do Porto e do Mundo, que é também uma obra de arquitetura fantástica feita a partir de um projeto do nosso segundo prémio Pritzker". "Não aproveitar isto, em função de uma discussão sobre as condições de administração da casa, classifico como uma visão paroquial daquilo que são as possibilidades da cidade", criticou. Questionado sobre aquilo que o PS/Porto irá fazer sobre esta tema, Manuel Pizarro respondeu que "nessa matéria a única possibilidade" que se pode "imaginar é de chegar a uma gestão autárquica que tenha visão diversa sobre a cidade". "Passaram já sete anos desde que a casa ficou pronta e a verdade é que em sete anos não existiu essa capacidade. Sete anos são um pouco mais de 2 mil dias. Eu acho que já devia ter havido ocasião para que fosse possível esse entendimento", disse. O edifício projetado por Souto Moura para albergar a Casa do Cinema Manoel de Oliveira continua sem destino definido, anos depois de a Câmara do Porto e o cineasta terem rompido negociações sobre a utilização do espaço. Fonte da autarquia disse quarta-feira à agência Lusa que "desde há alguns anos, particularmente desde a altura em que o cineasta Manoel de Oliveira recusou receber a 'Chave da Cidade' por ocasião do seu 100.º aniversário, que não existe nenhum contacto de parte a parte, no sentido da instalação da Casa Cinema no referido edifício". "Não há nada com a Câmara do Porto. É um assunto morto", confirmou à Lusa o filho do realizador, José Manuel Oliveira, criticando a forma como a autarquia conduziu o processo. JF/(FZ).

Pizarro defende obrigatoriedade de entendimento da Câmara com Manoel de Oliveira  

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