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crata como o nosso. A verdade é que esta geração foi aquela que aguentou firme, porque em 74, 75 e até mesmo em 76 nós éramos muito mal tratados. É por isso que esta gente merece um carinho muito especial porque foram um suporte do PSD.

Teresa Valério: Há 40 anos, foi muito difícil convencer o meu marido, porque ele não queria que eu me metesse em nada, mas quando vi o nome do Sá Carneiro, decidi avançar sem qualquer medo. Eu era muito aventureira na altura…e também, no meu caso, já se tinha dado o 25 de Abril, o que para mim era alguma segurança.Valeu a pena, e hoje estarmos aqui é prova disso. Não há dúvidas que a história da Madeira está intrinsecamente ligada à história do PSD, porque todo este desenvolvimento que se deu na nossa Região deve-se ao PSD/Madeira e ao seu governo. Frederico Sousa: Claro que é com muita alegria que estamos aqui a comemorar os 40 anos do PSD/Madeira. Quando eu nasci, ninguém imaginava que iríamos ter o que temos agora. A crise passava-se há 50 anos. E hoje em dia é graças ao PSD que a Madeira tem todo este desenvolvimento e esta qualidade de vida. Almada Cardoso: Há 40 anos vivia eu em Coimbra e fui dos primeiros filiados do PPD. O PPD na altura era uma minoria muito pequena e eu com muito orgulho fazia parte desse partido. Vi nascer o PPD também aqui na Madeira e sei que as lutas aqui também não foram fáceis, por isso tenho uma grande admiração pelas pessoas que viviam aqui nessa altura. Reconheço que fizemos coisas de verdadeiros inconscientes. Se hoje em dia eu tinha a mesma garra que tinha na altura? Cá nada! Eu tinha mais juízo. João José Castro: Sou um militante de Maio de 74 e na altura já um bichinho me chamava para a política. Ainda me recordo de grandes lutas e de, por exemplo, termos ido à noite para o cais do Funchal, para pintálo de ponta a ponta com o

Filipe Malheiro: Na altura, eu estava a acabar o Liceu e senti uma certa atracção pelo discurso e pelas ideias de Sá Carneiro. Tomei a opção de me inscrever no PSD, e até hoje. Por isso, acho que hoje em dia não vale a pena olhar para trás, porque o que interessa é recolocar o PSD na sua posição: um partido ligado ao povo, que trabalha para o povo, que ouve e fala com as pessoas e sobretudo tem de ir ao encontro das novas gerações, porque, na minha opinião, não se pode fazer uma mudança com as mesmas pessoas e as mesmas caras. Jaime Ramos: Comemorar esta data importante na vida do partido também nos dá oportunidade de encontrar pessoas amigas que já não vemos há muitos anos. E hoje vemos a mesma amizade, o mesmo espírito que nos levou à fundação deste partido. Na altura, não havia perspectiva nenhuma de poder. O que nos movia era mesmo o gosto, a alma, o espírito ideológico da social-democracia europeia nórdica, que era a liberdade, o desenvolvimento social, a igualdade de distribuição. Tínhamos esse conceito na nossa geração, daí pertencermos ao Partido Social Democrata, que tem essa ideologia, e fomos andando até chegarmos aonde chegamos hoje. Na altura, o partido não tinha esta organização. Não havia dinheiro. Se era preciso, tirávamos do nosso bolso, e quem não tinha, pedia ao pai ou à mãe ou então emprestado. Mas tudo isso valeu a pena. Foi um projecto que se desenvolveu sem qualquer objectivo, até chegar a este grande partido que é hoje. Esta era uma Madeira atrasada, colonizada, subdesenvolvida, analfabeta e, com a nossa dedicação, o nosso esforço, que muitos hoje não reconhecem, transformou-se naquilo que é hoje: uma Região com qualidade de vida, com escolas, centros de saúde, estradas, universidade, hotéis, acessibilidades, com turismo, com instrução, que em nada deve a outras Regiões por essa Europa fora.

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JUNHO • 2014

António Freitas Candelária: Comecei aos 18 anos na política, precisamente no PPD. Apesar dos momentos conturbados que marcaram o início do PSD, hoje vemos que o PPD/PSD foi um projecto de vitória.Valeram a pena os sacrifícios que fizemos ao longo destes 40 anos e a população madeirense já se deu conta que o PSD foi o único partido que nunca faltou à verdade; um partido que andou sempre junto do povo. E hoje é um orgulho, estarmos a comemorar 40 anos não só de partido como também de desenvolvimento, paz social e democracia.

símbolo do partido. Corremos grandes riscos mas hoje em dia faria o mesmo, desde que fosse em defesa do partido, porque a Madeira deve muito ao PSD.

Madeira Livre | Nº78  

Madeira Livre | Nº78 - 1 a 30 de Junho de 2014

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