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por Alberto João Jardim

Editorial

JUNHO • 2014

“A PALHAÇADA” Nada de novo em relação aos resultados das eleições, a nível nacional, para o Parlamento Europeu. O PS e a Coligação atingiram resultados muito próximos. Na Madeira, o PPD/PSD venceu e elegeu a sua deputada. Tal como se previa, a abstenção atingiu níveis inaceitáveis para uma sociedade democrática que reclama a todo o momento cada vez mais poder, no entanto no momento de escolha abstém-se. Quem percebe os eleitores? Houve freguesias e concelhos onde a abstenção atingiu níveis superiores a 80%. Este facto é preocupante. Tem surgido na comunicação social uma diversidade de análises e interpretações para este fenómeno. Há uma grande certeza, os abstencionistas na sua maioria não votam por estarem descontentes com as medidas que terão sido impostas pela Comissão Europeia e Banco Central Europeu aos Governos. Outro facto é não encontrarem na oposição pessoas com princípios, capacidade e competência para governar. Além desses fatores importantes que desmobilizam os eleitores é preciso considerar o excesso de comunicação, a que hoje assistimos, protagonizada pelas televisões, pelas redes sociais e pela forma como os partidos comunicam com os eleitores. Há uma quase ausência de presença física, de contacto direto, de eu ouvir e interpretar a mensagem. Hoje temos a informação digerida e interpretada inúmeras vezes, comentada, denegrida e equivocada. Uma campanha eleitoral sem participação direta do povo, quando se limita aos sites, aos Blogues, aos Twiters e aos cartazes pouco contribui para que a mensagem seja efetiva. Primeiro, porque nem todos têm acesso às novas tecnologias, nem todos têm a paciência de ler o “mentiroso”, nem todos vêm os debates organizados pela TSF ou RTP/Madeira, pelo que é fundamental que os Partidos contribuam cada um à sua maneira com melhor e mais divulgação dos atos eleitorais. Estratégia e campanha eleitoral é uma necessidade, um dever dos partidos cujo objetivo é informar os eleitores do seu programa político para que o cidadão possa exercer o seu voto livre. Conforme já era previsto, a estratégia da perigosa e sinistra dupla Pereira/Freitas em “arrebanhar” os PAN-PND-BEMPT e PTP para mudar a Câmara do Funchal teve o pior dos desfechos. Em 6 meses acabou a coligação. Ficou demonstrado, que a oposição não possui quadros nem os seus dirigentes qualidades, competência e princípios éticos para serem poder. Esses senhores apenas são bons na oposição a denegrir as pessoas, a prometer o “Céu na Terra” e a fazer aproveitamento do DN e dos seus “mercenários” para divulgar as promessas demagógicas de toda a oposição. Infelizmente, quem sofre e sofrerá com estas atitudes e estratégias falidas são os funchalenses que verão adiadas todas as suas expetativas. Prometeram emprego, nada fizeram nesse sentido. Prometeram crescimento económico que se saiba só perseguiram as Empresas e Comerciantes e pioraram as condições dos Empresários da Restauração.

Há 6 meses que não respondem a privados que apresentaram projetos para construir na Cidade do Funchal. Prometeram medicamentos gratuitos, nada fizeram ou fazem nesse sentido, pois quem tem ajudado e contribuído com apoio para a aquisição de medicamentos é o Governo e não a Câmara Municipal. Perante este quadro patético dos tais que prometeram mudar para melhor, o que se verifica é que a Mudança foi para pior. O Povo do Funchal, da Madeira e do Porto Santo, tem agora a possibilidade de comparar o que foi feito pelo PPD/PSD/ Madeira e o vazio da oposição. O PPD/PSD/Madeira não promete o que não pode executar, o PPD/PSD/Madeira fez, faz e fará tudo pelo Povo, mas de acordo com a realidade financeira. Na oposição é fácil prometer, mas ser poder é difícil realizar. A diferença entre a social-democracia e a oposição é que o PPD/PSD faz o que não promete e a oposição promete e não faz. A experiência falida da Câmara Municipal servirá de exemplo para as futuras eleições de 2015, onde o Povo tem de ter a serenidade e a inteligência de separar o “trigo do joio”. Nós, social-democratas, mudamos a Madeira, nós socialdemocratas vamos continuar a mudar a Madeira e o Porto Santo, com a nossa capacidade de liderança, pois disso estamos certos que somos capazes e já o demonstramos. As eleições internas do nosso Partido, que se realizarão em Dezembro próximo levará a encontrar no Partido ou na sociedade civil, pessoas capazes e competentes para gerir os destinos da Região no período de 2015/2019. Os nossos militantes saberão nas urnas, escolher e rejeitar aqueles que mais se preocupam com os seus problemas pessoais e com interesses poucos claros que todos nós conhecemos. Temos de rejeitar aqueles que são aliados dos nossos inimigos do DN, da TSF e da RTP/Madeira, Órgãos da Comunicação Social que pretendem destruir o PPD/PSD/Madeira. Os militantes têm de votar de uma forma consciente e livre. Vamos, com seriedade, encontrar pessoas certas para os lugares certos, sejam elas no Partido, no Governo ou nas Autarquias. A nossa FESTA DO CHÃO DA LAGOA no dia 27 de Julho (Domingo) será e estamos certos, o grande encontro dos militantes e simpatizantes do PPD/PSD/Madeira e será o início de um processo de reforço do Partido. Junto do Povo para uma GRANDE VITÓRIA SOCIAL- DEMOCRATA em 2015.

Jaime Ramos Director

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Este ano, o PSD/Madeira perfaz quarenta anos de vida.

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m Agosto de 1974, a Frente Centrista da Madeira, constituída em Maio, no escritório do Dr. Henrique Pontes Leça, assinava um acordo com o representante do então PPD nacional, o dirigente Dr. Sá Borges, acordo pelo qual se extinguia e passava a integrar, com autonomia, o Partido Popular Democrático, depois Partido Social Democrata. Aliás, nos truques próprios dessa época, uns espertinhos haviam se antecipado a registar o nome partidário de «socialdemocrata», para sabotar esse propósito a Francisco Sá Carneiro. O que depois foi corrigido. Assim, o PSD/Madeira nasce em Agosto de 1974, precisamente há quarenta anos. É importante registar que o PSD/Madeira resulta de um contrato com uma organização partidária nacional, a qual reconhece a autonomia do partido madeirense, estatutos próprios, congresso próprio, decisões próprias em matéria regional e representação por direito próprio em órgãos nacionais do Partido Social Democrata. Sá Carneiro via a necessidade de um partido dotado de autonomia, numa Região onde cujo propósito era instituir constitucionalmente uma Autonomia Política, em consequência titular de Poder Legislativo. Mas Sá Carneiro, por razões de coesão nacional e partidária, reservou lugares cativos nos órgãos nacionais aos Açores e à Madeira, para que os partidos regionais também tomassem parte nas principais decisões nacionais, corresponsabilizando-se assim nas grandes opções para o País. Estava-se ainda longe das eleições para a Assembleia Constituinte que, no meio dos inadmissíveis incidentes anti-democráticos posteriormente acontecidos, acabou por dar à luz uma Constituição inconcebível e não referendada, misto incoerente de marxismo, liberalismo e corporativismo. Constituição que, também anti-democraticamente, proíbe «partidos regionais». Como se alguém que queria fazer um «partido regional», não o faça, bastandolhe tal não mencionar no seu documento constitutivo e dado que a lei não obriga qualquer cidade para sede partidária!... Mas a ideia que presidiu à fundação do PSD/Madeira não era a de se integrar pura e simplesmente no partido nacional, mas sim assumir aí uma autonomia como até hoje.Também não apontando para um partido regional, visto entender que para os objectivos programáticos amplamente autonomistas do arquipélago, tornados antes já públicos pela Frente Centrista da Madeira – modelo semelhante ao dos Estados Federados norte-americanos – tal tornava indispensável a cobertura de um grande partido nacional, sendo o isolamento partidário um contra para o que se pretendia. Mais a mais que o atraso da Madeira, para ser recuperado como foi, exigia importantes apoios e cumplicidades em Lisboa. E Sá Carneiro era profundamente autonomista. Temos assim o quadro em que se formou há quarenta anos o nosso PSD/Madeira, sendo a próxima Festa da Autonomia e da Liberdade, a 27 de Julho na Herdade

Madeira Livre | Nº78  

Madeira Livre | Nº78 - 1 a 30 de Junho de 2014