Page 1

PORTFÓLIO JENIFER RUFINO *DESENHOS, IMAGENS,MAQUETES, FOTOS E TEXTOS PRODUZIDOS PELO AUTOR


CASA CUBO A proposta inicial nesse trabalho foi de fazer uma habitação com 6,00 x 6,00 metros. Partindo dessa premissa inicia-se o processo de desconstrução do cubo, com a base em 6,00x6,00 mais os 3 planos laterais inclinados a partir da cobertura, criando assim uma amplitude visual interna e uma dinâmica na paisagem urbana. Todas as 4 faces possuem translucidez seja através do policarbonato alveolar ou mesmo pela amarração intercalada dos tijolos, com a intenção de permitir ao morador que perceba as mudanças de luz ao longo do dia e durante a noite a casa ilumina também o espaço urbano . Os materiais utilizados foram a cerâmica, sendo um material em grande disponibilidade no brasil, além de ser termicamente eficiente, o policarbonato alveolar, material leve, translúcido e com estruturas entre placas facilitando a montagem, as placas osb que são recicláveis, resistentes e ótimas para uso interno, a chapa metálica perfurada para algumas vedações e a estrutura metálica para uma construção mais rápida e limpa.


6,00

CORTE

CORTE CORTE

CORTE

AA

A

6,00

A

01

CASA CUBO TÉRREO

ESC. 1:50

01

CASA CUBO

1 PAVIMENTO ESC. 1:50


MAQUETE FISICA


QUADRACASA CUBO


CIRCULAÇÃO VERTICAL - QUADRA


APROPRIAÇÕES DOS VAZIOS VILA MATILDE O reconhecimento da Vila Matilde como território, revela sua constituição, suas redes, uma trama complexa, que a cidade possui. Dentre essa trama o traçado viário desempenha um papel fundamental, dando origem às redes de transporte coletivo, delimitando onde vai ser ocupado e até determinando fluxos, mas, a rede que despertou interesse foi a constituída pelos rios e córregos, ocultos ou não, porém sempre reconhecidos. A partir das investigações sobre os rios e córregos da Vila Matilde, foi identificado que existe um certo reconhecimento dessa rede pela ocupação, a linha da água resulta em vazios. Bartalini afirma que o curso d’água que compõe a trama mais fina, os capilares da rede hídrica, podem ser encontrados em qualquer cidade, mesmo que ocultos. Seja por meio do interior das quadras, ou até coincidindo com vielas estreitas como na Vila Matilde : “São passagens públicas, sem qualquer atrativo, mas públicas e, por isso, potencialmente reveladoras do que a produção material das cidades recalcou.” ( BARTALINI, 2004, p. 87-88)

Outra reflexão importante que surgiu pela experiência de caminhar pela vila Matilde, foi a do tempo. A Vila Matilde abriga vários tempos, tanto o tempo relacionado às velocidades que compõem a cidade, o tempo da metrópole presente na radial - leste e o tempo do bairro, presente no miolo da Vila Matilde e da Vila Esperança. Mas o que mais despertou atenção foi os tempos da vida, o tempo dos idosos, das crianças e dos adultos e tempo do lazer, de caminhar, brincar e trabalhar. Como o tempo daqueles moradores sobre o lugar articula as apropriação espontânea de sociabilidade e vida pública. Milton Santos (2012) diz que esse tempo seria o tempo dos homens lentos, que são aqueles que verdadeiramente conhecem e usufruem a cidade. Portanto, a ideia central do projeto constitui o reconhecimento linha da água como uma linha de privilégio, que segundo Cullen (2006) são linhas potenciais de ocupação pela qualidade imediata da vista que proporcionam sobre a paisagem, e com base nisso, propõe-se um percurso com adequações de rua (alargamento de calçada, fechamento de vielas para carros, drenagem), jardins de chuva e mobiliário urbano a cada 50,00 metros com o mesmo desenho de piso que percorre os 3 tipos de rua, de pedestres, mão dupla e mão única, incorporado também nas arquiteturas que serão suportes para dinâmicas já existentes. Entendo esses espaços como continuidades da calçada, como cidade. A área residual escolhida, entre os quatro notáveis vazios ao longo do percurso para desenvolver a hipótese projetual foi a quadra em frente ao Rincão, entre as ruas Demini, Angelina Fernandes e Mirandinha. O vazio existente cruza as ruas, mas não as conecta, além do muro, há a topografia acidentada. São 16 metros de desnível, que embora seja um complicador ao caminhar, é um potencializador de mirantes e de diversas paisagens, em cada cota uma vista da vila Matilde diferente. O entorno e as apropriações norteiam as intenções de projeto. Na rua Angelina, na cota mais baixa as crianças se reúnem para andar de bicicleta, na rua Mirandinha na cota mais alta em frente ao terreno existe uma escola do ensino fundamental de 5 á 11 anos. Além de uma confecção de bonecas na mesma quadra e de uma grande floricultura na rua Demini que se apropria da calçada como vitrine.


RUA MIRANDINHA

RUA ANGELINA CORTE C-

RUA MIRANDINHA E RUA ANGELINA

Os desenhos, como o da imagem acima, possibilitam pensar em como conectar essas três ruas, como criar espacialidades que sejam recintos de brincadeiras para essas crianças e de como articular o percurso e o recinto. Desenhando as linhas como percurso, os planos como recintos. Nesse estágio a teoria dá suporte para pensar esses dois tempos, de transpor e de brincar, buscando por meio do desenho que os vazios sejam os responsáveis por uma integração e pela qualificação das espacialidades. Segundo Carlos Teixeira, o vazio é simples e introduz uma produtividade diferente. É por meio dele que da arquibancada central, as crianças conseguem ver o céu, e subindo alguns poucos degraus estarão em outra cobertura, a quadra que é recinto de brincar, mas também mirante e permite observar o outro lado da rua. Também é por meio do vazio que as crianças conseguem tomar sol na cobertura e brincar na piscina, a parte mais alta do terreno, mas que ainda assim acompanha o gabarito existente. Buscando sempre que a memória da água se revele, seja por meio da piscina ou jatos d’água para as crianças nos recintos.


A

B

R. Angelina Fernandes

R. Sebastião Mariano

C

+13,00

R.

+ 4,00

SOLO

00,00

COM O METRÔ VILA MATILDE

8,3%

8,3%

8,3%

8,3%

+4,00

+4,00

B A

IMPLANTAÇÃO TÉRREO RUA ANGELINA E RUA DEMININI ESC. 1:500

PLANTA DE VAZIOS EXISTENTES

M

ira

nd

8,3%

R. Demini

in

ha

C

R. Graciano Xavier


CORTE C


CORTE A

CORTE B


ADENSAMENTO + INSTITUCIONAL = HABITAÇÃO+ ETEC DE ARTES ( EM DESENVOLVIMENTO)


PLANO URBANO TATUAPÉ A proposta do componente curricular Urbanismo 7 foi atuar no raio aio abstrato no plano diretor da linha vermelha do metrô. Eixo centro- leste. E a partir das análises, delimitar as quadras de atuação, conceituar projeto urbano com interfaces entre macro infraestruturas ( como o metrô) e as dimensões de sociabilidade , usos e vida pública na escala metropolitana. E assim, realizar leituras do território, interpretar situações de fronteiras urbanas, eixos viários, redes de saneamento, identificar conflitos e realizar proposições para compatibilizar o tempo e fluxos, sistemas de mobilidades e permanências na cidade e considerar o adensamento dessa área.


EXECUTIVO - BANHEIRO Executivo desenvolvido em estágio, na empresa AH SIM. A seleção desse executivo deve-se ao seu tamanho, permitindo inserir o maior número de desenhos para sua compreensão.


Profile for jrufino.contato

TRABALHOS  

TRABALHOS  

Advertisement