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MAGAZINE

SAÚDE HUMANA E REABILITAÇÃO | #8 | AGOSTO 2016

Ansiedade - O mal do Século XXI O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança Osteopatia - Capsulite Adesiva/”Ombro Congelado”


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Massagem na Cadeira (Chair Massage) Agora existe uma solução para isso que é uma massagem rápida numa cadeira. Uma massagem na cadeira é uma massagem especial feita numa cadeira própria onde o paciente está sentado e com a cara para baixo. Estas sessões são bastantes cuas, não demorando mais do que 10 a 20 minutos. A vantagem deste po de massagem é que o paciente não necessita de rar a roupa, não existe o constrangimento com a nudez, e não perde tempo a despir-se e a vesr-se no antes e depois da massagem. Este po de massagem atua diretamente nos tecidos musculares para alívio de dores e de stress.

**

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* Sorriso Verdadeiro ** Ombros Relaxados

Joana Caires Massoterapeuta


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Massagem na Cadeira (Chair Massage) Benefícios Como muitas vezes as pessoas não têm disponibilidade para receber uma massagem completa, recorrem a esta po de massagem que tem os seguintes benefícios: •

Alívio das tensões do dia a dia;

Relaxamento muscular;

Combate o stress.

Contra-indicações •

Não é recomendo a pessoas com tensão alta ou baixa;

Ter feito uma refeição à menos de 40 minutos;

Estar com febre;

Ferimentos graves;

Ter realizado uma cirurgia recente (cerca de 3 meses).

As paes do corpo que são masajadas são o pescoço, a cabeça, ombros, braços e mãos.


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Osteopatia - Capsulite Adesiva O que é? A capsulite adesiva ou "ombro congelado" é uma doença que ange com mais frequência o sexo feminino entre os 45 e os 55 anos de idade. Apesar de ser de causa desconhecida, está na sua maioria relacionada com um episódio traumáco do ombro e/ou dores ocasionais no ombro que progressivamente levam a um quadro incapacitante da sua mobilidade.

Como se manifesta? A doença ocorre em 3 fases diferentes, com caracteríscas diferentes:

1) Fase inflamatória: é o início do processo inflamatório da cápsula aicular, a dor pode ser menos intensa no início desta fase, mas tem tendência a aumentar tornando-se totalmente limitante. Esta fase pode durar até 9 meses.

2) Fase de rigidez: Nesta fase prevalece a perda dos movimentos e a rigidez da aiculação, dando ao paciente a sensação de este estar "congelado". A dor é de menor intensidade, embora ainda esteja presente.

Drª Inês Silva Osteopata


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Osteopatia - Capsulite Adesiva O sintoma mais comum é o paciente senr o braço "mais cuo", e não conseguir alcançar locais mais altos. Esta fase pode durar de 12 a 18 meses.

3) Fase de descongelamento: Esta tem uma duração variável. O movimento do ombro melhora ligeiramente e a intensidade de dor diminui, no entanto, haverá sempre perda de alguns graus de movimento do ombro.

Tratamento Cada fase da capsulite requer o seu tratamento específico. Na fase dolorosa apenas deve ser realizado um tratamento que vise a diminuição da inflamação, excluindo o uso de técnicas de alongamento de modo a não piorar e prolongar esta fase. Na fase de rigidez o tratamento é voltado então para o alongamento e ganho de mobilidade. De forma a ter um acompanhamento completo e diminuir o tempo de recuperação, em qualquer das fases o doente deve ser acompanhado por um fisioterapeuta e um osteopata.


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Colesterol É uma substância essencial para o bom funcionamento do organismo, uma vez que é pae integrante das membranas celulares de todos os tecidos do corpo humano e permite a biossíntese hormonal, da vitamina C e dos ácidos biliares. O colesterol é hidrofóbico, isto é, insolúvel na água, por isso não se mistura com o sangue, mas associa-se a várias lipoproteínas. O colesterol do nosso organismo tem duas origens: a) Endógena: o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado. b) Exógena: o colesterol também pode ser adquirido através dos alimentos. Subdivide-se em 3 pos, com ações disntas:

1.

Colesterol HDL

Com lipoproteínas de elevada densidade (HDL – High Density Lipoproteins). É também conhecido por “bom colesterol”, porque tem uma ação protetora ao encaminhar os depósitos de gordura no interior das aérias para o fígado, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. O colesterol HDL baixo é perigoso quando se encontra em concentrações menores que 60mg/dl no sangue.

2.

Colesterol LDL

Com lipoproteínas de baixa densidade (LDL – Low Density Lipoproteins). Circula no sangue com o objevo de ser encaminhado para as células e, em quandades excessivas, pode alojar-se nas paredes das aérias e aumentar o risco de doença cardiovascular. É considerado o “mau” colesterol. A sua concentração no sangue deve ser inferior a 130 mg/dl.


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Colesterol 3.

Colesterol VLDL

Com proteĂ­nas de muito baixa densidade (VLDL – Very Low-density Lipoprotein), muito parecido com o Colesterol LDL, mas mais perigoso, o VLDL transpoa triglicerĂ­deos, ĂŠ ainda de mais fĂĄcil deposição nas aĂŠrias, aumentando significavamente o risco de doença cardiovascular. É tambĂŠm um “mau colesterolâ€?. Entende-se por colesterol total, o valor que agrega todas as fraçþes, a soma dos nĂ­veis sanguĂ­neos de HDL + LDL + VLDL. HĂĄ o colesterol mau e o colesterol bom, o que torna pouco eficiente a avaliação conjunta deles. Atualmente o colesterol total ĂŠ menos valorizado do que os nĂ­veis individuais de HDL e LDL. Os valores de referĂŞncia para o colesterol total normal nĂŁo devem exceder os 190mg/dl.

Causas do Colesterol Os níveis de colesterol podem aumentar devido a vårios fatores isolados ou combinados entre si. As principais razþes são: •

Idade;

•

GenÊca (hipercolesterolemia familiar – patologia genÊca em que as pessoas apresentam

níveis de colesterol elevados desde a nascença); •

SĂ­ndromes metabĂłlicos, como o hiporoidismo;

•

Eslo de vida: alimentação desequilibrada, sedentarismo.

Existem ainda outros fatores que acentuam o risco associado ao colesterol elevado: •

Tabaco;

•

Ă lcl;

•

HipeensĂŁo aerial;

•

Diabetes ou intolerância à glicose;

•

Obesidade.


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Colesterol Sintomas do Colesterol Apesar de serem um impoante fator de risco para outras patologias, nomeadamente cardiovasculares, os níveis de colesterol elevado não apresentam sintomatologia. A única forma de conhecer e vigiar os valores consiste na visita regular ao médico assistente e na realização de análises periódicas ao sangue.

Tratamento do Colesterol Seguir um eslo de vida saudável é o primeiro passo para corrigir e manter os níveis de colesterol baixos. Para tal é necessário evitar erros alimentares (dieta rica em gorduras saturadas e pobre em verduras e fruta), combater o sedentarismo e o excesso de peso. Uma dieta equilibrada permite reduzir os níveis de colesterol LDL (prejudicial) e a práca regular de exercício físico diminui o colesterol total, aumentando em simultâneo o colesterol HDL (benéfico). Caso as mudanças de hábitos de vida não sejam suficientes, pode recorrer-se a tratamentos farmacológicos.


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Ansiedade O ‘transtorno de ansiedade generalizada’ designa um conjunto de alterações psíquicas e físicas que se produzem em relação a um medo ou situação real ou imaginário. Nas crises de ansiedade, o indivíduo encontra-se num estado de alea que se revela injusficado ou desproporcionado em termos de intensidade ou durabilidade, em relação àquilo que o suscita. Sempre que um indivíduo se encontra perante uma situação que ameace a sua integridade (física, psicológica e/ou emocional), o organismo responde através da avação de vários mecanismos de alea – reações tanto físicas como psicológicasque permitem uma resposta mais eficaz às situações de stress. A ansiedade caracteriza-se, assim, por uma sensação de intranquilidade ou insegurança e estado de espera penoso. Mobilizando o organismo para dar respostas mais adequadas a situações que considera ameaçadoras, a ansiedade constui um fenómeno normal desde que se manifeste de forma ajustada e no momento correto.

Causas de Ansiedade A ansiedade prende-se, normalmente, com preocupações relacionadas com a vida – perdas, separações, estados de saúde, questões financeiras. Na peurbação de ansiedade podem estar presentes situações como: •

Presença de peurbações mentais como

doenças esquizoides e peurbações obsessivo-compulsivas. •

Propensão genéca para o desenvolvimento

do quadro (registam-se formas de agregação familiar da doença).


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Ansiedade •

Peurbação de ansiedade que pode ser provocada por desequilíbrios na quandade ou

na avidade de vários pos de neurotransmissores ou mediadores químicos que paicipam na transmissão dos impulsos nervosos. •

O aumento da quandade ou da avidade da adrenalina e da noradrenalina – neurotrans-

missores que avam o estado de alea e preparam o organismo para a luta ou para a fuga. •

Redução na quandade ou avidade do ácido gama-aminobutírico (ou GABA), um media-

dor químico do sistema nervoso central com um efeito tranquilizante – podem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento das peurbações da ansiedade. •

Alguns traços de personalidade que podem conduzir a uma maior disposição para o

desenvolvimento de crises de ansiedade ao longo da vida.

Sintomas de Ansiedade Na ansiedade generalizada, as manifestações mantêm-se por períodos de tempo mais ou menos prolongados. Os principais sintomas são: •

Ansiedade – senda como uma sensação de intranquilidade, insegurança e de um ceo

receio pelo futuro. •

Palpitações e dores no peito (angúsa).

Sensação de falta de ar.

Secura da boca.

Suor abundante.

Tremor.


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Ansiedade •

Tonturas e instabilidade.

Náuseas.

Tensão e dores musculares.

Tiques.

Dores abdominais.

Diarreia ou obspação.

Agitação psicomotora.

Alterações do sono.

Inibição do impulso sexual.

Dificuldade de ereção.

Diminuição do rendimento intelectual.

Tratamento da Ansiedade Quando não tratadas, as crises de ansiedade, tendem a evoluir para quadros mais complexos. O tratamento passa por: Psicoterapia de apoio: consiste em tentar ajudar o paciente a idenficar os conflitos que movaram o problema, em superar a sua insegurança e em fomentar a sua adaptação ao meio. Administração de medicação tranquilizante ou ansiolíca. Medidas gerais que consistem na aprendizagem de forma imediata nos casos em que for conveniente, é recomendável a aprendizagem de uma série de técnicas de relaxamento.


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança Desde o nascimento, graças à maturação do sistema nervoso e à realização de diversas tarefas com diferentes parceiros e em diferentes ambientes, a criança desenvolve a inteligência e o pensamento, bem como o seu corpo e os movimentos que realiza. No que concerne ao desenvolvimento motor, os mecanismos que a criança usa para orientar e controlar o seu tronco e membros em relação aos estímulos ambientais são complexos e vão sendo acionados à medida que se move, assume diferentes posiçþes, se expressa por gestos e manipula objetos. Jean Piaget, psicólogo e filósofo suíço, que ficou conhecido pelo seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infanl, explica o desenvolvimento da criança em 4 estågios: Sensório-motor: dos 0 meses aos 2 anos; Objetivo simbólico: dos 2 aos 6 ou 7 anos; Operatório concreto: dos 7 aos 11 ou 12 anos; Operacional abstrato: a pair dos 12 anos. No primeiro estågio, o sensório motor, as açþes são baseadas no desenvolvimento da perceção, da linguagem, das sensaçþes e dos movimentos corporais. Como Ê um período de intenso desenvolvimento, Ê dividido em seis sub-estågios.

O primeiro sub-estågio corresponde à avidade puramente reflexa, correspondendo ao primeiro mês de vida. O segundo sub-estågio, que compreende o período dos 2 aos 4 meses, a criança realiza reaçþes circulares primårias e descrdendas que são os primeiros håbitos de todo o humano.

DrÂŞ Ana Almeida Fisioterapeuta


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança O terceiro sub-estågio, que dura atÊ aos 8 meses, as açþes tornam-se mais complexas e são realizadas intencionalmente. O quao sub-estågio, o da crdenação dos esquemas secundårios, que vai atÊ por volta dos 11 meses, a criança busca objevos, por exemplo, acender a luz. O quinto sub-estågio, o período de diferenciação dos esquemas de ação, em que a criança, entre os 12 e os 18 meses, descobre e procura novos meios de realizar açþes, por exemplo, como pedir comida.

O sexto sub-estågio começa o período de interiorização dos esquemas e solução de alguns problemas. Primeiramente, a criança observa e em seguida tenta resolver as situaçþes. Esta fase vai atÊ por volta dos 2 anos, quando começa o estågio seguinte proposto por Piaget. Este, entre os 18 e os 48 meses, serå talvez o estågio mais impoante do desenvolvimento da vida humana, por se tratar de uma fase em que o indivíduo conhece e compreende o mundo e durante o qual hå um desenvolvimento intenso do seu aparato biológico (o seu corpo) e da compreensão das funçþes do mesmo. No estågio objetivo simbólico, a criança entra numa fase em que os jogos de faz de conta e de imitação se tornam atravos. É neste

momento

que

se

iniciam

as

representaçþes/imitaçþes e que se dĂĄ a aquisição da linguagem, da fala e das relaçþes atravĂŠs da linguagem. A criança começa a elaborar prĂŠ-conceitos e a organizĂĄ-los para servir as suas necessidades. Aos quatro anos, a criança busca explicaçþes, ĂŠ a chamada “idade dos porquĂŞsâ€?.


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança O raciocínio Ê, nesta altura, intuivo e baseado na perceção. Esta fase Ê tambÊm caracterizada pelo egocentrismo, que gera o animismo (dar vida às coisas), o aificialismo (atribuir origem humana às coisas) e o finalismo (finalidade das coisas). No estågio operatório concreto, muda a forma de perceber o mundo. Agora as açþes são sempre baseadas num propósito. AlÊm disso, a criança desenvolve as relaçþes de cperação entre iguais e o pensamento lógico. Por exemplo, nesta fase, a criança jå não se interessa pela forma, cor ou textura do objeto, mas sim pela sua ulização/ulidade e pela sua decomposição. A pair dos doze anos, no estågio operatório abstrato, a criança entra numa fase em que Ê capaz de disnguir o real do possível. O adolescente tem a capacidade de imaginar, sem que precise de um objeto concreto para o entendimento. Nessa fase, a criança uliza o mÊtodo hipotÊco deduvo para descobrir o real. Num leque de vårias hipóteses, elas são confirmadas ou refutadas. Esse Ê o momento em que, segundo Piaget, o indivíduo estå mais propenso a entender e a interessar-se pelo processo científico e pela busca de conhecimento.


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança Brincar na praia, uma ferramenta para estimular o desenvolvimento cognitivo e motor da criança O “brincarâ€? ĂŠ a melhor ferramenta para esmular e potenciar o desenvolvimento da criança. A brincar, a criança desenvolve o afeto, a motricidade, a perceção

e

representação.

a

linguagem, A

a

brincadeira

memĂłria exige

e

a

formas

complexas de relacionamento com os objetos e com os outros, contribuindo para a aprendizagem, consciência e capacidade de adaptação ao mundo.

As brincadeiras/avidades entre pais e filhos, num ambiente descontraído e sem pressão, como uma praia, ajudam a criança a crescer num ambiente diveido e promovem o seu saudåvel desenvolvimento cognivo e motor. Quanto menor seja a criança, mais ela aprende atravÊs dos seus sendos. O aroma e o tato são sendos que devem ser esmulados nas crianças que estão no segundo ano de vida. Tanto a ågua como a areia são elementos que esmulam o desenvolvimento dos sendos e da crdenação motora das crianças. Construir um castelo, por exemplo, Ê uma avidade que ajuda na interação com outras crianças

atravĂŠs

da

linguagem

e

da

aprendizagem do vocabulårio, alÊm de que os torna mais criavos no planeamento da forma que querem dar à areia, sendo assim criadores das suas próprias brincadeiras. Brincar com a ågua e areia permite que as crianças expressem a sua criavidade e se sintam movadas a planear.


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança Aos quatro ou cinco anos, a idade em que a imaginação começa a desenvolver-se, é opouno agregar acessórios às brincadeiras com água e areia. Camiões, tratores, moldes de animais, de construções, carros e inúmeros outros brinquedos vão animar a criança e esmulá-la na criação de histórias e contos. Brincar com a água e a areia pode ser interessante e esmulante até para uma criança tímida ou que tenha dificuldades para relacionar-se com as demais. No caso oposto, uma criança muito agitada, a brincadeira com água e areia pode ter um efeito tranquilizador, no sendo em que promove a concentração e uma cea calma.

Além da água e da areia, a praia possui um ambiente envolvente extremamente atravo para a criança, de qualquer idade. Para o bebé de 2 anos, as gaivotas, o som da rebentação das ondas, o simples toque do pé na areia provocam sensações agradáveis e surpreendentes. A criança entre os 4-6 anos irá adorar interpretar a forma das nuvens ou fazer desenhos na areia, dando aso à imaginação. A pair dos 6-7 anos, a criança vai ceamente interessar-se mais por jogos lógicos, por exemplo, jogos de ro ao alvo desenhado na areia ou de pontaria, arando uma bola para um buraco previamente escavado na areia. Também é nesta fase que poderão aprender a ulizar papagaios de papel, raquetes de praia, jogar futebol e andebol e fazer corridas na areia.


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O Desenvolvimento

Cognitivo e Motor da Criança Transversal a todas as idades estå a natação. A pråca da natação Ê das mais eficientes avidades no que concerne ao desenvolvimento da crdenação motora e da disciplina, uma vez que Ê um exercício caracterizado pelos movimentos contínuos, sincronizados e simÊtricos, envolvendo uma rona. Nos dois primeiros anos de vida, a matronatação Ê uma avidade muito enriquecedora. Esta procura a esmulação aquåca do bebÊ, atravÊs de uma sÊrie de jogos que lhe permitem aprender a flutuar e a mexer-se na ågua com a ajuda dos seus pais. Esta interação reforçarå o vínculo inicial entre os progenitores e os bebÊs.

Entre os 4 e os 6 anos, a criança começa a aprender os eslos e a aprimorå-los, para, por volta dos 7 anos os pracar de forma correta, uma vez que jå tem a crdenação e consciência motora necessårias para tal. A pair dos 11 anos, a criança que aprendeu a nadar bem, tornar-se-å compeva e quererå começar a paicipar em torneios e provas de natação. A compeção esmula a disciplina e a concentração, alÊm de esmular a criança a aprender a angir metas e objevos.


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Tendinite O que é a Tendinite A tendinite é a inflamação, lesão, inchaço ou degeneração de um tendão – uma estrutura fibrosa que une o músculo aos ossos. Alguns tendões estão cobeos por uma bainha protetora (cordas fibrosas de tecido resistente que ligam os músculos aos ossos), que inflama.

Causas Gestos repevos (como tocar um instrumento musical muitas horas seguidas, escrever ao computador) acabam por desgastar um tendão, provocando a inflamação. Uma vez que com o desgaste, os tendões se tornam mais propensos às lesões, a maior pae das tendinites surgem em pessoas de meia-idade ou idade avançada. Jovens despoistas que pracam exercício de

forma

suscetíveis

intensiva ao

são

igualmente

desenvolvimento

de

tendinites. Ceos tendões, especialmente os da mão, são paicularmente propensos a inflamar. As doenças aiculares, como é o caso da arite reumatoide, a esclerodermia, a gota e a síndroma de Reiter, também podem afetar as bainhas tendinosas. Nos adultos jovens que contraem gonorreia, especialmente em mulheres, a bactéria (gonococo) pode causar tenosinovite, afetando habitualmente os tendões dos ombros, pulsos, dedos, ancas, tornozelos e pés.

Sintomas Os tendões inflamados causam dor ao movimento ou quando se tocam – (mover as aiculações próximas do tendão, ainda que seja ligeiramente, pode causar uma dor intensa). As bainhas dos tendões podem inchar, devido à acumulação de líquido e presença de inflamação, ou podem secar, roçando contra os tendões, provocando uma sensação áspera que se pode senr, ou um som audível durante a auscultação, quando a aiculação se move.


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Tendinite Em geral, os sintomas da tendinite são: •

Dor localizada no tendão afetado, que piora com o

movimento. •

Dificuldade em realizar movimentos com o membro

afetado. •

Diminuição da força no membro afetado.

Leve vermelhidão e inchaço local.

Diminuição da flexibilidade no membro afetado.

Tratamento Quando tratada atempadamente a tendinite poderá ter cura. O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade da lesão do tendão. Quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais rápida será a cura. • Para que o tratamento seja eficaz é necessário evitar ou, caso possível, parar a avidade que deu origem à lesão. •

O tratamento para a tendinite faz-se à base de an-inflamatórios, aplicação de gelo ou

compressas quentes (mediante o que for mais adequado à circunstância) e fisioterapia. •

A aplicação de quente ou frio na zona afetada produz, normalmente, bons resultados.

Por vezes são injetados coicosteroides e anestésicos locais na bainha do tendão

(infiltrações). •

O tratamento deve ser repedo periodicamente (semanalmente ou com a periodicidade

adequada à situação concreta), até que a inflamação desapareça. •

Em alguns casos são recomendados exercícios terapêucos (fisioterapia).

Se o tendão não recuperar em absoluto pode produzir-se uma lesão crónica (tendinose),

com um maior compromisso do tendão, podendo mesmo levar à sua rutura.


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Tendinite •

Uma tendinite crónica e persistente pode requerer intervenção cirúrgica, sendo a

fisioterapia necessária nestes casos. A cirugia encontra-se frequentemente indicada para tratar o dedo em galho crónico ou para extrair as acumulações de cálcio das zonas de uma tendinite de longa duração, como a zona que circunda a aiculação do ombro. Para prevenir a tendinite recomenda-se evitar esforços repevos diariamente. Se estes forem necessários para a avidade laboral, recomenda-se fazer alongamentos antes e depois de iniciar a avidade profissional, beber bastante água e foalecer o grupo muscular envolvido através da práca de exercícios físicos (como a natação). Quando os músculos e os tendões estão devidamente hidratados e foalecidos, a hipótese de desenvolver uma tendinite é muito menor.


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Actividade

Fisiomadeira Trail Team

a r i e d a m Fisio TRail Team

Trail Longo - TLPCN 22km 1400mD+ Gonรงalo Gonรงalves


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Atividade

Porto da Cruz Trail Natura


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Atividade

Porto da Cruz Trail Natura


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Epicondilite A epicondilite é uma das famosas dores que surgem ao nível do cotovelo. De forma mais explícita, é uma disfunção musculotendinosa degenerava da origem dos músculos extensores do punho.

Quaisquer avidades físicas ou laborais que impliquem movimentos repevos do punho e dedos em extensão (ou seja, com o punho para cima), podem ser fatores de risco para o desenvolvimento da epicondilite. Surgem 4 a 7 novos casos de epicondilite em 1000 indivíduos, das quais 15% estão relacionados com a avidade laboral. É uma lesão muito frequente para pracantes da modalidade de ténis, entre 75 a 80% dos tenistas sofrem com dor no cotovelo.

Inicialmente considerava-se ser uma patologia inflamatória, contudo na atualidade é consensual de que a epicondilite tem origem num microtrauma originando um processo degeneravo. Ao nível dos sintomas, pode-se destacar: dor intensa na face lateral do cotovelo que pode irradiar para o antebraço e agrava-se com a realização de esforços; dificuldade em segurar objetos na mão, como uma chávena de café; ardor na zona lateral do cotovelo; e perda de força.

Drª Cleo Fernandes Fisioterapeuta


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Epicondilite Ao nível dos fatores de risco destacam-se: •

Género feminino;

Idades entre os 40 a 60 anos;

Más posturas;

Trabalhos que envolvam movimentos repevos de extensão do punho, de elevada

intensidade, ou trabalhos que impliquem a ulização de ferramentas que reproduzam vibrações no braço e mão; •

Jogar ténis, ou ter uma má técnica, bem como um tamanho da raquete desadequado.

Avidades laborais que têm maior probabilidade de desenvolver epicondilite: •

Operador de caixa em supermercados;

Construção civil;

Fábricas têxteis;

Cirurgiões pláscos;

Fábricas de sapatos;

Professores da pré-escola;

Costureiras;

Fábricas de automóveis;

Talhantes;

Como prevenir? É impoante adotar posturas adequadas para a realização de quaisquer avidades, seja em casa ou no trabalho. Também as pausas durante as jornadas de trabalho, aproveitando para fazer alguns alongamentos durante a realização de tarefas, também são válidas.

Qual o papel da fisioterapia? Quando uma pessoa está com sintomas semelhantes à epicondilite, inicialmente deve ser afastada de qualquer avidade que agrave os sintomas. Posteriormente, terá que incluir o tratamento com fisioterapia, que oferece exercícios específicos de alongamento, esmulação elétrica dos músculos, entre outras técnicas, com a finalidade de diminuir a dor, melhorar a inflamação e evitar lesões mais graves. O ensino que o fisioterapeuta dá ao utente é também crucial no tratamento, sejam exercícios de alongamentos para fazer em casa ou corrigir o posicionamento na execução da avidade laboral, de forma a prevenir recidivas para que não voltem a surgir sintomas de epicondilite.


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Patrocínios 2016

Entrevista Miguel Ângelo Gouveia Rodrigues 09/02/1983 (33 anos) 1.

Sempre praticou desporto ao longo da sua

vida? Se sim, quais foram as modalidades? R.: SIM. Ciclismo e BTT 2.

Nomeadamente,

na

sua

modalidade,

a

preparação antes das provas, é muito exigente? R.:

A preparação é muito física e rigorosa, a

alimentação e o descanso são fatores fundamentais.

3.

Qual foi o maior palmarés da sua carreira, até ao momento?

R.: 3º Lugar no Campeonato Nacional de Juniores em ciclismo de estrada. 4.

Quais são os seus objetivos desportivos para o

futuro? R.: Os objetivos futuros são continuar a disfrutar da bicicleta e continuar com a minha equipa o Ciclismo Club Sport Marítimo. 5.

Já teve lesões graves? Se já, consegui recuperar bem?

R.: Em 2003 tive um acidente muito grave que me atirou para o hospital durante 3 meses e tive a recuperar durante 2 anos. Graças a deus recuperei bem e pude voltar a fazer o que mais gosto na vida que é andar de bicicleta.

A Manutenção dos nossos atletas é com o Cartão ViVA MAIS!


Daqui a alguns anos estarĂĄ mais arrependido pelas coisas que nĂŁo fez do que pelas que fez. Solte as amarras! Afaste-se do porto seguro! Agarre o vento em suas velas! Explore! Sonhe! Descubra!

Fisiomadeira Magazine #8 AGOSTO  

O mês de Agosto para muitos significa férias! Nós este mesmo iremos abordar assuntos importantes nos meses de férias tais como: Os Benefíci...

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