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O Jornal Oficial da Juventude Popular de Ponte de Lima Nº1 Ano I | Dezembro de 2011/Janeiro de 2012

Conhecer JP:

Fica a conhecer melhor o Presidente da Comissão Política de Concelhia da Juventude Popular de Ponte de Lima

Plano de Actividades

Opinião

Vê o que a Juventude Popular Vê os artigos de opinião de de Ponte de Lima está a prepa- João Nuno Quintela e Verónica rar para o ano de 2012 Fonte


2 | Primeira Página

“A importância de cada um de nós, enquanto cidadãos e membros de uma comunidade, intervir nas questões que todos os dias surgem no meio político”

Nesta edição: Especial

Conhecer JP p.3

Plano de Actividades

Plano de Actividades da Juventude Popular de Ponte de Lima para o ano de 2012 p.4

Opinião

Indignados e Enrascados João Nuno Quintela p.5 É pena, mas é assim mesmo! - Verónica Fonte p.6

Mensagem do Presidente da Comissão Política de Concelhia (CPC) da Juventude Popular de Ponte de Lima Desde o início do meu mandato que tenho sistematicamente questionado a equipa que agora lidero e a mim próprio sobre qual será a melhor maneira de reaproximar os jovens limianos da política; Qual será a melhor maneira de lhes mostrar o outro lado da política? De os fazer ver que a política não é só uma série de pessoas reunidas numa sala a debater os temas da ordem do dia; A importância de cada um de nós, enquanto cidadãos e membros de uma comunidade, intervir nas questões que todos os dias surgem no meio político. Não que esta falta de interesse esteja presente somente no nosso concelho, até porque a descrença na vida política está evidenciada em todo Portugal. Mas sendo eu limiano e líder de uma estrutura política local, ajudar os jovens a redescobrir a política é uma prioridade. É então com este desafio em mente que criamos este projecto que consiste num jornal electrónico onde poderás encontrar entrevistas, artigos de opinião, e as coberturas dos eventos que formos realizando ao longo do mandato. Espero que os limianos acolham este projecto com o mesmo entusiasmo que nós o redigimos. Abel Francisco Baptista, Presidente da Juventude Popular de Ponte de Lima


3 | Conhecer JP

“A minha presença na assembleia tem feito com que ganhe maturidade na vida politica” Bem haja caros leitores. Chamo-me César Pinheiro, tenho 20 anos, sou Vice-Presidente da JP de Ponte de Lima e estou no 3º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Civil. Em 2007, tinha eu 16 anos, surgiu o interesse e a oportunidade de, juntamente com Abel Baptista, fazermos uma lista para concorrer á Comissão Politica da JP do nosso concelho, e assim começou a minha vida política. Posteriormente em 2009, fui convidado por parte do Dr. Abel Lima Baptista para integrar a sua equipa na qualidade de Deputado Municipal às eleições para a Assembleia Municipal de Ponte de Lima, que aceitei de bom grado e que deixo, mais uma vez um grande obrigado pelo convite. A minha presença na assembleia tem feito com que ganhe maturidade na vida politica e, sobretudo faço a ponte de ligação entre os jovens limianos e a Câmara Municipal, espero que esse trabalho esteja a ser executado da melhor maneira, pois sou a voz dos jovens face á Câmara Municipal. Deixo desde já aqui a minha disponibilidade para ouvir as preocupações dos jovens limianos e transmiti-las ao executivo da Câmara Municipal de Ponte de Lima através do órgão mencionado anteriormente.

Mais JP Nome completo: Abel Francisco do Vale Lima Baptista Idade: 20 Formação académica: A estudar Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Cargos políticos que ocupa: Presidente da Comissão Política de Concelhia da Juventude Popular de Ponte de Lima; Vogal na Comissão Política Nacional da Juventude Popular Outras actividades: Com os estudos, todo o trabalho que gerir uma concelhia implica e o facto de só estar com a família ao fim-de-semana fazem com que não seja muito o tempo livre. Já cheguei a praticar judo, mas tornou-se impossível de conciliar com todas as outras actividades. O que fez com que se interessa-se pela vida política? Sendo que o meu pai (Abel Lima Baptista) esteve sempre ligado à política e ao CDS, eu sempre estive, de certo modo, ligado à vida política, o que naturalmente me estimulou o interesse por esta área. O que o levou a candidatar-se a Presidente da Juventude Popular de Ponte de Lima? Foi um desafio lançado pelo meu pai. Então eu juntei alguns amigos e partimos juntos neste projecto. Era bastante novo quando me candidatei pela primeira vez, e a equipa que eu formei tinha pouca experiência, mas entretanto já vou no meu terceiro mandato. Pelo meio alguns abandonaram o projecto e outros abraçaram-no, pelo que agora temos uma equipa muito mais madura em termos políticos, e é isso que torna esta estrutura tão forte e dinâmica. Qual o seu maior vício? O mundo automóvel. Sou espectador assíduo de alguns programas relacionados com a área e gosto bastante de conduzir. Defeito? Teimosia, sei que sou bastante teimoso. Virtude? Persistência. Quando acredito numa coisa, luto por ela. Um conselho/convite que deixa aos jovens em especial aos limianos: Gostava de convidar todos os limianos a falarem connosco, a exporem as suas preocupações e opiniões, pois não é através de conversas de café entre amigos que vão conseguir fazer-se ouvir. A política é um meio privilegiado para os jovens defenderem as suas posições e convicções ideológicas e de apresentarem soluções para os problemas de Hoje. Gostaria de relembrar que os jovens de Hoje são o futuro de Amanhã.


4 | Plano de Actividades

Plano de Actividades da Juventude Popular de Ponte de Lima para 2012 Aqui vamos-te apresentar o plano de actividades que a JP de Ponte de Lima preparou para o ano de 2012, sendo que as actividades não se vão cingir às abaixo descritas, devendo este plano de actividades ser visto como o que já está encaminhado para se realizar em 2012. Porém, muitas outras actividades e novidades irão surgir ao longo dos próximos tempos. 

Organização de uma visita à Assembleia da República, o que permitirá aos jovens ficarem a conhecer melhor o funcionamento deste Órgão de Soberania;

Projecto “A Universidade e Eu” onde convidados irão expor as experiências da sua vida académica, na esperança de elucidar os futuros jovens universitários sobre o que esperar, mas também saber através de relatos na primeira pessoa o que esperar dos diversos cursos, e com isso ajudar quem esteja indeciso quanto ao curso a seguir ;

Campanhas de sensibilização sobre diversos temas, como, a título de exemplo, a importância do sector primário e de “comprar o que é nosso”; ser solidário; ser civicamente activo;

Sessões de esclarecimento/debates sobre os temas que marcam a actualidade


5 | Opinião

Se estás filiado na JP, o teu artigo de opinião pode ser publicado aqui Os teus artigos de opinião podem aparecer nesta secção. Para isso só tens que ser membro filiado da JP ou militante do CDS. Manda-nos os teus artigos para juventudepopular.pontedelima@gmail.com e poderás vê-los publicados em futuras edições da “Ala Direita”.

João Nuno Quintela Vogal na CPC da Juventude Popular de Ponte de Lima

Indignados e enrascados Cada vez mais os jovens tomam consciência da crise que vivemos e manifestam as suas opiniões de formas cada vez mais veementes. É certo que ninguém está satisfeito com as medidas austeras que a tríplice europeia acordou com os nossos governantes, e certo também será dizer que não existem formas correctas e formas erradas de manifestar as nossas indignações, afinal vivemos em clima de liberdade de expressão. O que existe sim, são formas responsáveis e formas irresponsáveis de nos manifestarmos. Será uma atitude consciente paralisar um país? Será razoável não deixar trabalhar os outros só para nos fazermos ouvir? Será plausível recorrer a violência para se ter visibilidade? Não me parece. Não se pode condenar (excepto a violência), quem faz greve e se manifeste ordeiramente, mas também não se pode condenar quem questiona a sensatez de tais atitudes. Afinal de contas, o que se ganha em fazer uma greve geral? Eu penso que nada, já que o que se perde suplanta tudo o resto. É um dia de salário perdido para quem faz greve, horas trabalho perdidas por aqueles a quem não “deixam trabalhar”, quebras de produção por parte das empresas e consequente perda da, tão badalada, competitividade. Na verdade todas estas perdas, não implicam o principal objectivo de uma greve, a atenção dos governantes. Em alternativa existem abaixo assinados, que com 4 mil assinaturas obriga a discussão na AR, uma atitude em tudo muito mais sensata. Não atravessamos momentos de facilidades, no entanto não nos podemos deixar levar pelas massas e pelos facilitismos irresponsáveis. Vivemos tempos de trabalho, muito trabalho. Finalizando, salvo que todos temos a liberdade de nos expressar como entendermos, jamais esse direito nos será roubado, no entanto julgar a razoabilidade das atitudes alheias também é um direito conquistado que nos assiste.

“Afinal de contas, o que se ganha em fazer uma greve geral? Eu penso que nada, já que o que se perde suplanta tudo o resto”

“Não atravessamos momentos de facilidades, no entanto não nos podemos deixar levar pelas massas e pelos facilitismos irresponsáveis”


6 | Opinião

Verónica Fonte Vogal na CPC da Juventude Popular de Ponte de Lima

É pena, mas é assim mesmo! Unem-se no campo. Cada equipa no seu lado e os árbitros ao meio. Enfrentam a bancada, cheia ou vazia, e por toda aquela mística sabem que é altura de pensar na camisola que trazem vestida. Podia ser o início de qualquer jogo, em qualquer campo de qualquer parte do mundo, mas claro que o que nos vem à ideia é logo um encontro entre duas equipas de futebol.

“Podia ser o início de qualquer jogo, em qualquer campo de qualquer parte do mundo”

Mas será que é normal, que quando se fale em desporto só nos ocorra um no meio de tantos que existem? Pois, mas provavelmente a culpa não seja totalmente nossa. A verdade é que quando abrimos um jornal e vamos à secção de desporto... Bem, se for Domingo ou Sábado e nesse dia se realizar um “clássico” (conceito que nem necessita de apresentações, porque toda a gente tem conhecimento do que é), há quase como que uma reportagem para tentar prever o que se vai passar nesse dia à noite. E depois do jogo se ter realizado há um resumo de quase todos os segundos da partida. Se for um dia „normal‟ de semana, provavelmente das 20 páginas dedicadas aos acontecimentos desportivos, 15 serão inteiramente para falar sobre futebol. E em lojas de roupa desportiva? Há uma zona a que chamam “Desportos Colectivos”, mas podia bem chamar-se “Futebol”, porque procurar uns calções de basquetebol ou voleibol no meio de todos aqueles artigos é digno de uma missão verdadeiramente impossível. Talvez o voleibol e o basquetebol se tenham tornado desportos individuais e só aquela loja se tenha apercebido disso. Claro que é inevitável não falar das transmissões televisivas. Quem não gosta de futebol e não tenha os canais por cabo, bem que pode esquecer assistir outro desporto. E a tarde em que à noite há jogo, obviamente que é tarde de futebol! Os jogadores, os treinadores, os analistas desportivos, os adeptos, os velhas-guardas dos clubes, os dirigentes, as crianças e até o cão podem comentar quem vai ganhar naquele dia. E ainda têm o direito de dizer quem marca os golos e a partir do passe de quem é que o fizeram. Realmente, tudo opiniões muito interessantes, principalmente quando nada do que se prevê é o que acontece. Não quero com isto dizer que não gosto de futebol; pelo contrário, gosto e muito. Mas tenho muita pena que só se fale da glória da nossa selecção de futebol com tanta pompa e circunstância. E o rugby? E o hóquei em patins? E a natação? E o andebol? E o judo? E o atletismo? E todos os outros desportos que precisam de tanto ou até mais apoio que o futebol? É verdade que o interesse noutros desportos é menor, mas também a sua divulgação é completamente insuficiente. Uma coisa leva à outra, e é preciso criar um equilíbrio. Talvez nos enriquecêssemos mais com alguma cultura e solidariedade para com aqueles que nos representam, do que vendendo mais alguns jornais ou peças de roupa. Talvez se criassem outros ídolos que apesar das autênticas dificuldades que têm continuam a suar as estoupinhas por amor a um clube ou a uma pátria que por vezes lhes fecha os olhos e se deixa embalar por ideias feitas. Talvez nos pudéssemos inspirar em verdadeiros exemplos de pessoas, que apesar do pouco reconhecimento que têm continuam a trabalhar para tentar alcançar uma glória que nem sabem se existe na realidade. Talvez este entupimento de futebol seja culpa nossa. Ou talvez não. O importante é que haja um empenho na mudança, porque em tudo a desigualdade ofende e prejudica. E no desporto, não é excepção.

“Talvez nos enriquecêssemos mais com alguma cultura e solidariedade para com aqueles que nos representam”

“O importante é que haja um empenho na mudança, porque em tudo a desigualdade ofende e prejudica”


Ala Direita - nº1