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nº 26. 26. Ano 3//Gondomar //Gondomar. Gondomar.Setembro/Outubro Setembro/Outubro. /Outubro.2012

alternativa. //PÁG. 6

OPINIÃO //Pedro Carvalho //PÁG. 5

//Vera Rodrigues Crónica Parlamentar //PÁG. 9

//PÁGS. 10 e 11

“Anda comigo ver os aviões…” Pág.3


Alternativas:

Editorial O céu é o limite

//Anda comigo ver os aviões… Opinião de João Tomás Santos

Pág. 3 •

//Ciclo Invertido Opinião de Teresa Poças

Págs. 4

//Orçamento de Estado Opinião de Pedro Carvalho Pág. 5

//Prémio Adelino Amaro da Costa Págs. 6 e 7

//Medidas simples de combate aos incêndios Págs. 8

//Crónica Parlamentar Pela deputada Vera Rodrigues Pág. 9

• // Universidades JP Análise de Tiago Loureiro Págs. 12

• // Figuras JP Gondomar Entrevista a Luís Pedro Mateus Págs. 12

//Tiago Isidro da Costa ViceVice-presidente da JP Gondomar e editor do alternativa

Num espaço de duas semanas muito aconteceu na minha vida enquanto militante da Juventude Popular. O prémio Adelino Amaro da Costa e as Universidades JP. Começando pela última, confesso que foi a experiência mais rica que a militância na JP me concedeu. Aprendi imenso e constatei que a política não tem de ter sempre demagogia, que é possível substituir a demagogia pela ideologia, as exaltações de quem luta por um lugar pelos argumentos apurados de quem luta por mais justiça e mais liberdade. É nisto que a JP se distingue e orgulhoso me sinto que mesmo quem não concorde com os nossos princípios, admite a nossa elevação de discursos, de argumentos e de pensamentos. Por outro lado, o prémio Adelino Amaro da Costa. O prémio concedido à melhor concelhia do país. Sabendo do crescimento da JP Gondomar, estava longe de imaginar que seria possível ganhar o prémio. Mas assim foi. E que fantástico é pertencer a uma equipa que com os poucos recursos que tem, com a pouca história que leva, já é uma das grandes concelhias do país. Em situações normais, o prémio não me saberia tão bem, confesso, mas a grave crise económica que Portugal atravessa proporcionou-me um especial prazer. E porquê? Porque talvez seja mesmo o céu o limite! A lição que tiro é que mesmo quando tudo nos corre mal, principalmente aos jovens que se vêem com um futuro complicado, com a emigração como saída, de facto é que a História não fica por aqui! Com luta, com entrega, seriedade e honestidade tudo é possível e a juventude tem não o direito, mas o dever de que Portugal seja possível. Basta encontrarmos nas nossas mãos a solução pois é lá que ela se encontra.

alternativa. Editores: Sofia Moreira e Tiago Isidro da Costa

Gabinete do alternativa alternativa@jpgondomar.com

Órgão oficial JP Gondomar www.jpgondomar.com


Opinião

Anda comigo ver os aviões… Não, não vou fazer nenhuma declaração de amor nem tão pouco comentar o concerto dos “Azeitonas” nas Festas do Concelho, aliás estou a escrever uns dias antes desse concerto e ainda não sei se vou. No passado dia 26 de Setembro na Assembleia Municipal apresentei uma moção sobre o processo de privatização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em representação do CDS, questão que me preocupa depois de conhecida a intenção do Governo de avançar com a privatização da ANA num modelo em que os três aeroportos do continente são vendidos em bloco a uma única entidade privada. Estou convicto de que esse modelo constitui uma formidável ameaça para o nosso aeroporto, com graves prejuízos para a região e para o país. Receio que um modelo de monopólio privado conduza à concentração no maior aeroporto nacional com prejuízos sérios para o crescimento do nosso aeroporto. Mas, nessa noite, essa moção foi rejeitada por todas as outras forças políticas representadas na Assembleia Municipal. Não sei, confesso, se essa moção teria força para alterar o rumo da privatização. Não tenho a certeza de que, no Parlamento, os deputados eleitos pelos círculos eleitorais do Norte sejam capazes de defender, em uníssono, a mesma posição. Infelizmente, não tem sido essa a tradição, e a isso se deve a perda de influência de que tanto nos queixamos. Claro que estava na expectativa, que quer a CDU quer o Bloco de Esquerda votassem contra qualquer modelo de privatização, o que se compreende pela ideologia das duas forças políticas. Mas louvo a tentativa da CDU para que houvesse algum consenso. Mas a minha admiração vai para o sentido de voto do PSD, PS e VALENTIM. Será por a proposta ter sido apresentada pelo CDS? Naquela noite regressei a casa com muita tristeza pelos gondomarenses: por testemunhar que os nossos representantes políticos são incapazes de apostar no essencial, de assumir as suas responsabilidades, de esquecer o que nos separa quando o que está em jogo é o futuro da região e do país. E é isso que se joga neste momento, com a privatização do nosso aeroporto: a perda da nossa maior porta de entrada, e do nosso maior factor de competitividade. Enquanto for assim, o Norte continuará a ser uma região diferente. É uma questão de carácter, e é também essa razão pela qual os poderes centrais temem a sua afirmação no todo nacional. Temo que quando alguns dos nossos representantes políticos convidem alguém para ver os aviões tenham que fazer uma viagem de 300 km para os poder ver.

João Tomás Santos Presidente da JP Gondomar

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Opinião

Ciclo Invertido Nos últimos tempos, a sociedade tem caminhado à procura de uma vida digna de o ser. O marketing entrou em força nas nossas vidas e obrigou-nos indirectamente a querer ser mais para ter mais. Logo aí podemos verificar a inversão da ordem natural das coisas. Não deveríamos querer ser mais, simplesmente, e sermos recompensados se o conseguíssemos? Acontece que as pessoas perceberam que a vida funciona quase ciclicamente e pensaram que poderiam chegar ao meio começando pelo fim. Não posso dizer que estavam enganadas de todo, porque na verdade um ciclo é um ciclo e por isso não tem princípio, meio nem fim. Na verdade, o que temos tentado fazer é inverter o ciclo, como uma criança que resolve um labirinto ao contrário. Porquê? É mais fácil. Prevemos os obstáculos. Temos mais conhecimentos. Não parece existir a possibilidade de perder e por isso, sentimo-nos superiores ao próprio jogo! Reparem bem, muitas vezes... 1. Em vez de elogiarmos os outros por eles serem nossos amigos, elogiamos os outros para eles se aproximarem de nós. 2. Em vez de percebermos que para termos poder de compra, temos de produzir, achamos que só conseguimos produzir se houver poder de compra. 3. Em vez de balançarmos os extremos, caímos no extremo do equilíbrio. 4. Em vez de a fama ser atingida graças ao dom de cantar, só se consegue mostrar ao mundo esse dote, que muitas vezes não é considerável, se formos famosos. 5. Em vez de ganharmos dinheiro por trabalharmos, só arranjamos esse trabalho se a nossa família tiver dinheiro. Ora, parece-me que estamos perante um grave problema, porque quem fica de fora do ciclo quando merece um lugar no pódio acaba por se posicionar e tirar o lugar a todos estes falsos atores. 1. Uma amizade proveniente de elogios falsos nunca poderá ser verdadeira. 2. O poder de compra necessita de algo que o sustente, porque comprar pagando com nada implica deixar de comprar, porque o vendedor não irá conseguir produzir. 3. Viver em busca do equilíbrio extremo obriga-nos a recuar para compensar demasiados avanços e a estagnação retira valor à vida. 4. Se esse dom for apenas exposto devido à fama, acaba por destruí-la. 5. Não conseguimos o respeito de quem nos contrata e acabamos por seres meros objetos de troca. Não vejo nenhuma solução a não ser questionar os nossos próprios passos e certificarmo-nos de que para além de nos pertencerem, fazem parte dos nossos sonhos, mesmo que sejam errados. Basta amar por amar e não querer mais amor do que aquele que se ama, por não ser possível alcançá-lo!

Teresa Poças //4

Militante da JP Gondomar


Opinião

Orçamento de Estado Não posso, em consciência com o programa eleitoral que sufraguei, e com aquilo que sempre defendi, deixar de discordar com a posição do Presidente do meu Partido relativamente ao sentido de voto do CDS/PP no que diz respeito à aprovação do (OE) orçamento de estado, pelo menos, senão houverem alterações significativas no documento final, nomeadamente que diz respeito à redução concreta do aparelho do estado, e a redução efectiva da despesa. Pessoalmente, não posso dar o meu aval a um documento que praticamente só apresenta medidas extraordinárias do lado da receita através do aumento massivo dos impostos, e quase não apresenta medidas de contenção de custos e de cortes na despesa. Sempre defendi publicamente que o Estado deve funcionar como um regulador, e não como um empresário, da mesma forma que sempre defendi que o Estado não pode continuar a ser o maior empregador do Pais. Este não é nem pode ser o papel do estado, esse papel é da competência dos privados (empresários) que tem como função dinamizar a economia e criar postos de trabalhos. Também continuo sem perceber as diferenças salariais e contractuais existentes entre o sector público e o sector privado. Não consigo entender a lógica dos funcionários públicos trabalharem apenas 7 horas diárias, terem direito a mais dias de férias por ano, e um sistema de saúde próprio, e a não poderem ser despedidos. Já nem vou falar sequer na questão da produtividade... Se de facto há Autarquias a mais (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias), então que se extingam ou se agreguem. Se efectivamente há funcionários públicos a mais, então que se rescindam contractos mediante rescisões amigáveis. Se existem empresas públicas a ser mal geridas e a dar prejuízos aos contribuintes ano após ano, então que se privatizem, deixando a tarefa de as gerir aos privados que o fazem de uma forma bem mais eficiente que o estado, e a um custo bem menor para o erário público. Se continuam a existir empresas municipais, intermunicipais, e regionais a dar milhões de euros de prejuízos às Autarquias, e que apenas servem para dar emprego ao Boys do PSD e do PS, então que se extingam. Se existem fundações, observatórios, e institutos que tem exactamente a mesma função que as empresas municipais, que é dar emprego aos Boys dos Partidos Políticos, então que estas instituições sejam todas extintas. Se existe pessoal a mais nos Ministérios e nas Secretarias de Estado (Assessores, Motoristas, etc), então que se reduza ao mínimo a nomeação deste tipo de “colaboradores”. E o mesmo que se aplique às nomeações para os Grupos Parlamentares dos Partidos. Se o orçamento anual para a manutenção da Frota Automóvel do Estado é demasiadamente pesado, então que se reduza ao mínimo a aquisição de automóveis topo de gama, e se adquiram apenas viaturas de gama média, e quem não estiver satisfeito e não as quiser conduzir, que utilize a sua viatura pessoal para se deslocar. São este tipo de propostas que os Portugueses querem ver contempladas no documento final do orçamento de estado. O Governo não pode continuar a exigir esforços e sacrifícios sucessivos aos contribuintes e às empresas, quando o próprio estado é incapaz de o fazer. Está na hora de passar das palavras aos actos e de deixar de Governar em função das sondagens, mas sim governar em função do Pais e dos cidadãos. Para o bem de todos, haja coragem e vontade política para fazer o que é necessário fazer.

Pedro Carvalho //5

Vice-Presidente da JP Gondomar


JP Gondomar vence PrĂŠmio Adelino Amaro da Costa

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Porque merecemos! Recebemos a notícia no passado dia 28 de Setembro, no Conselho Nacional da Juventude Popular (JP), realizado em Tomar, que fomos vencedores do Prémio Adelino Amaro da Costa, prémio atribuído à melhor concelhia da JP a nível nacional. Claro que temos que estar orgulhosos, exultantes, alegres e outros adjectivos que podemos referir neste tipo de situações mas - e há sempre um mas – não podemos desistir das nossas lutas, das nossas causas, deixarmos de ter os pés bem assentes na terra e ficarmos à sombra do prémio. Este prémio não é o fim da linha, tem que ser encarado como um incentivo à continuação do nosso trabalho com empenho e dedicação. A conquista deste prémio não foi obra do acaso, não foi sorte nem foi devido ao trabalho só da actual Comissão Política Concelhia (CPC) mas de muitos outros militantes que pertenceram ou colaboraram com antigas CPC’s ,que abdicaram de momentos da sua vida para se dedicarem a causas muitos vezes incompreendidos pelas famílias e amigos, a esses os mais sinceros agradecimentos. Um agradecimento muito especial aos nossos valorosos militantes que formaram o Núcleo de Rio Tinto/Baguim do Monte, que foi um grande acontecimento para a JP Gondomar, um importante instrumento para estarmos perto dos nossos militantes e das pessoas. A JP Gondomar foi-se construindo e cimentando passo a passo. E vários e difíceis foram esses passos: a fundação do “alternativa”; a participação em debates; a realização de tertúlias; a realização de debates; a realização do Congresso Distrital no nosso concelho; os comunicados de imprensa; a participação e intervenção de nossos militantes no Conselho Nacional e nos Congressos Nacional e Distrital; a integração e o bom trabalho realizado por nossos militantes em órgãos nacionais e distritais da JP; a participação nas redes sociais; a actualização dos dados dos nossos militantes; e muitas outras coisas podiam ser referidas neste artigo. Nunca fomos uma “jota da bandeirinha” , apesar da nossa bandeira e do nosso símbolo não nos envergonhar e a participação em campanhas não nos repugna, aliás se há algum tipo de medo que não temos é o medo da rua, de escutar os eleitores, sejam elogios ou criticas. Depois de reconhecidos pelos cidadãos apartidários de nosso concelho, pelos dirigentes do CDS e de outras forças políticas é muito bom sermos reconhecidos pelos nossos pares que também se esforçam de norte a sul deste país por boas causas. Não podia terminar este artigo sem dar especial relevo a muitos jovens que se filiam na JP Gondomar não por “amiguismo” ou “tachismo” mas por convicção, que sempre foram bem recebidos e escutados na nossa casa sem sobranceria ou paternalismo, mas tratados com respeito e como agentes da mudança na nossa sociedade. É algo que não podemos nem devemos deixar de o continuar a fazer. Espero que este artigo sirva de alento aos leitores sejam militantes ou não da JP Gondomar a ter uma participação activa na vida cívica e política na sociedade que os rodeia, porque sim, ainda podemos mudar o mundo. Novas batalhas se avizinham e porque “a juventude não é instalada”, ainda precisamos da inconformidade, da inconveniência, irreverência e da inteligência das novas gerações para um dos nossos desideratos desde os inícios desta agora premiada JP Gondomar: “Libertar Gondomar do Major Valentim e dos seus e das suas majoretes”. E nos já demos provas suficientes que não há impossíveis.

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João Tomás Santos, Presidente da CPC da JP Gondomar


Medidas simples de combate aos Incêndios Com a grande vaga de incêndios que se abateu sobre Portugal neste último Verão, começou-se novamente a especular e a opinar sobre os meios operacionais e humanos que os bombeiros dispõe para o combate às chamas, e fazer face a um problema que já se começa a tornar num flagelo. Mas uma coisa que para mim neste momento não devia ser especulado, são os números de homens operacionais para combater os fogos, mas infelizmente esta questão ainda é explorada e criticada. Ora muito recentemente o Governo através do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social liderado por Pedro Mota Soares, fez aprovar uma lei em que os cidadãos que recebam o RSI (Rendimento Social de Inserção – “Rendimento Mínimo”) dediquem 15h por semana a trabalhos comunitários. Assim, e a meu ver, o problema de número de homens operacionais disponíveis para o combate aos incêndios poderia ser solucionado, bastando para isso colocar uma boa parte destes mesmos cidadãos a apoiar os bombeiros no terreno. Como é óbvio e evidente, será necessário formar devidamente estas pessoas, e posteriormente coloca-las a combater incêndios durante o próximo Verão. Seria também muito útil e importante que outra parte destes cidadãos já durante a próxima época de chuvas, se dedicassem exclusivamente à limpeza e à desmatação das matas e das florestas sobe orientação e coordenação dos técnicos das Autarquias Locais e das diversas Corporações de Bombeiros. Estas medidas contribuiriam não só para aumentar o número de operacionais efectivos ao serviço das corporações de bombeiros, e também iria permitir apostar muito mais na prevenção, e ajudar assim a aumentar a segurança das populações e dos seus bens. Esta também seria uma forma de enriquecimento pessoal dos cidadãos que recebem o RSI, que desta forma estariam a retribuir à comunidade e ao Estado, o apoio de que usufruem, contribuindo para o bem-estar geral das populações. O gráfico à direita mostra o número de benificiários do RSI:

Assim, como pode-se ver no gráfico, em Portugal há cerca de quase 300mil benificiários em idade activa, e que na minha opinião poderiam muito bem ser úteis às Corporações de Bombeiros e às Autarquias, dedicando e despendendo estas 15h semanais em exclusivo ao serviço das populações. Esta seria uma medida que não custaria nem mais 1 cêntimo aos contribuintes e ao Estado Português.

Nuno Sousa //8

Secretário-Geral da JP Gondomar


Crónica Parlamentar Outubro 2012 Pela deputada Vera Rodrigues Círculo do Porto

Setembro e Outubro. Dois meses de abundante debate no parlamento…

O regresso aos trabalhos no parlamento, foi marcado nestes dois primeiros meses por debates de extrema relevância. Destacaria aqui apenas dois: a discussão sobre o processo de privatizações em curso, e claro, o Orçamento de Estado para 2013. No que respeita às privatizações, importa destacar que o trabalho que este governo está a fazer, resulta do seu próprio programa de governação, mas resulta também do Memorando de Entendimento, negociado pelo PS e depois assinado pelo CDS e pelo PSD. Quando se fala de privatizações, surgem logo discussões apaixonadas sobre os chamados sectores estratégicos. Mas sobre isto, importa neste âmbito, dizer quatro coisas. É um erro confundir nacionalidade com propriedade do capital. Por outro lado, não foi o facto de o Estado deter determinadas empresas que evitou a débil situação de muitas delas e da nossa economia como um todo. Adicionalmente, o Estado não tem necessariamente que ser acionista, para defender melhor os interesses dos cidadãos e dos contribuintes, em geral. Por fim, o que é verdadeiramente determinante, neste âmbito, é que o Estado possa ter verdadeiros mecanismos de regulação. Numa pequena economia aberta como é o caso da nossa, o Estado deve sobretudo supervisionar, deve regular, deve promover a concorrência, em suma: deve deixar a economia funcionar. O processo de privatizações em curso, permite a abertura a capital estrangeiro, a atracção de mais investimento, o acesso a novas fontes de financiamento, o aumento da competitividade dessas mesmas empresas, e a ainda a partilha e transferência de know-how. E finalmente, de forma muito pragmática, permite ter dinheiro hoje, para podermos abater à nossa dívida e fazer um encaixe financeiro de acordo com as metas estabelecidas com os nossos credores. Em relação ao OE 2013, deu entrada no Parlamento dia 15 de Outubro e teve já o primeiro debate na generalidade, em plenário. Sendo certo que a sua versão final só será aprovada dia 27, muita água ainda vai correr sobre a ponte… Mas, da parte do CDS, o que podemos dizer, nesta fase, sobre este Orçamento? Pode haver mil opiniões distintas, sobre a forma como este documento foi concebido. Mas, sobre um facto não haverá dúvidas: este é o orçamento mais difícil, mais exigente e mais arriscado dos últimos anos. Se quando fizemos o orçamento do ano passado já estávamos sobre assistência financeira, é certo que, hoje, o caminho é ainda mais estreito. Se há um ano já havia incertezas, é certo que, recentemente, essas incertezas foram agravadas. A economia está mais débil, o desemprego é maior e a dívida pública também cresceu. A pressão sobre as receitas fiscais cresceu e a urgência de racionalizar a despesa do Estado é premente. Mas, se esta realidade tem que ser admitida, também não podemos ignorar que o esforço de consolidação está a ter resultados num da corte da despes sem precedentes na história do nosso país e está a ter resultados efectivos, no nível de credibilidade de Portugal, junto dos nossos credores. Se assim não fosse, estaríamos a trabalhar para um objectivo do défice, para o próximo ano, de 3% e não de 4.5% do PIB. E isto quer dizer que, esforço seria ainda mais significativo, e os sacrifícios pedidos a todos nós, seriam ainda maiores. O país não podia ficar sem orçamento, mas isso também não significa que a versão que chegou no dia 15 ao Parlamento, seja inalterável. É justamente nessa alteração e nessa melhoria que estaremos a trabalhar até dia 27… //9


uJP’12

Universidades Juventude Popular 2 a 4 de Novembro, Vila Real


Uma análise à importância das Universidades JP Refundar é a palavra da moda no léxico político português. Prezo-me de não ser um homem resistente a tendências, nem que seja por teimosia, mas, desta vez, vou aproveitar o conceito mil vezes repetido por outras tantas figuras, e aproveitá-lo para falar das recentes Universidades JP. Lembro-me bem da primeira vez que participei numas Universidades JP. A militância recente e o cepticismo crónico com que olhava a participação partidária, levaram-me a encarar sem grandes expectativas a minha ida àquele evento. Três dias depois, dava por mim a concluir que tinha acabado de experimentar uma das melhores memórias que guardaria no livro da minha vida. Por isso, para além de cumprir a tarefa de levar aos militantes da JP uma formação política de qualidade, principio fundamental e que lhes dá sentido, bem como o convívio saudável e alegre que se torna inevitável, a edição de 2012 das Universidades JP teve a grande missão de tentar refundar um espírito JP que, tal como o país - tomado por um cinzentismo de crise e desespero - parecia adormecido. Essa missão tornava-se ainda mais premente perante o crescimento do número de militantes desde a última edição do momento alto da formação na JP, há mais de dois anos. Militantes que, para além de formação política que os ajudasse a evoluir e lhes desse os instrumentos correctos para um debate e troca de ideias, precisavam sentir o espírito único que só sente quem está na JP de corpo e alma. Os três dias passados em Vila Real dificilmente podiam ter sido melhores: um conjunto de oradores fantástico, que muitas e boas reflexões proporcionou aos participantes; uma organização extraordinárias das gentes de Vila Real, sempre acompanhada pelo sorriso acolhedor tipicamente transmontano; um conjunto de jovens que deu corpo a uma JP interessada, activa e com um espírito de união e camaradagem notáveis. As Universidades JP devem, por isso, ser encaradas como ponto obrigatório no calendário anual da JP. Os militantes devem estar na primeira linha de uma exigência por formação política de excelência, algo que é um direito seu. A formação política na Juventude Popular, representada ao mais alto nível nas Universidades JP, são um instrumento relevante para a JP. E são algo de fundamental para um CDS que se quer de futuro e com quadros de excelência. Afinal, basta olhar para o governo para descobrir um ministro e secretários de estado que fizeram história na JP. Basta olhar para o grupo parlamentar do partido para descobrir, em grande número, deputados que percorreram os caminhos da ‘jota’, com destaque para dois ex-presidentes. E os exemplos não ficam por aqui. Porque a JP é - e deve ser - uma escola de quadros de referência, vital para o futuro de um CDS renovado em nomes mas perene em qualidade. Por tudo isto, e porque a Juventude Popular deve privilegiar a qualidade dos seus militantes e, assim, melhorar o seu contributo para o país, as Universidades JP devem ser encaradas como o melhor investimento a fazer. Porque, como disse Benjamin Franklin, ‘investir em conhecimento rende sempre os melhores juros’. Fico muito satisfeito que as Universidades JP 2012 se tenham encarregado de o provar. Tiago Loureiro Coordenador do Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha


Figuras do Universo

Decidiste juntar-te à JP Gondomar porque…? Decidi filiar-me na JP por um sentimento de dever cívico. Considerando que tinha um interesse claro por política e ideias claras sobre o que queria para o país, o passo natural para mim foi o de procurar um meio onde essas ideias pudessem ser colocadas em prática. O que mudou depois desse momento? O que mudou foi que me senti mais realizado do ponto de vista cívico e político, onde a oportunidade de me ter rodeado de pessoas profundamente politizadas me motivou ainda mais. A JP Gondomar é? A JP Gondomar deixou de ser um projecto em evolução e é já uma certeza de futuro com qualidade. Sempre foi, desde o início, uma reunião de pessoas unidas pela vontade de fazer algo novo no concelho que, além de partilharem uma profunda afinidade ideológica, convivem entre si num espírito descontraído próprio da juventude o que, por sua vez, acaba por ser garante de chegada de novos jovens. Os meus passatempos são….? De tudo um pouco. Viajar (quando posso), ler, fazer política, conviver com amigos, ouvir música e escrever serão provavelmente os principais. A minha perspectiva para o futuro de Portugal é que….? Que Portugal, sendo ainda um sonho possível, se cumpra. Sendo que és dirigente da Juventude Popular (JP), nomeadamente Presidente da Mesa do Plenário Concelhio de Gondomar, que mensagem gostarias de deixar aos militantes da JP de Gondomar? A minha mensagem aos militantes da JP é que continuem o excelente trabalho que têm vindo a desenvolver e que a luz de sucessos recentes sirva para alumiar caminhos futuros elevando sempre a fasquia.

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Luís Pedro Mateus nasceu a 30 de Maio de 1987 e é Natural do Bonfim, Porto. Actualmente reside em Baguim do Monte, Gondomar. Portista de gema, é Estudante de Engenharia Electrotécnica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Filiado na JP desde 2009, é desde Janeiro de 2012 o Presidente da Mesa do Plenário Concelhio de Gondomar, sendo ainda Vogal da Comissão Política Distrital do Porto da JP, e Vice-Coordenador do Gabinete de Estudos da JP.

O alternativa segue o antigo acordo ortográfico.


Edição de Setembro e Outubro do Alternativa