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nº 21. 21. Ano 3// Gondomar. Gondomar.Março. Março.2012

alternativa. JP Gondomar presente no II Conselho Distrital do Porto da Juventude Popular págs. 8 e 9

“Importaria, talvez, a uma comunicação social informada e competente, questionar o líder do Partido Socialista ou o seu líder parlamentar sobre o que prefere”

JP Gondomar no terreno: Casa Branca, Polis & ETAR de Gramido

20 de Abril//21h30 Salão Nobre da Junta de Freguesia de Rio Tinto

Cuidar melhor da Cidade de Rio Tinto Por Cid Lopes Ferreira //pág.16

A região Norte Por João Tomás Santos //pág.7

Portugueses de primeira e


Alternativas: •

//Desafios para uma nova estratégia nacional

Editorial //Sofia Moreira ViceVice-Presidente da JP Gondomar e editora do alternativa

Opinião de Luís Pedro Mateus

Pág. 3 •

//Portugueses de primeira e Portugueses de segunda Opinião de Pedro Carvalho

Págs. 4 e 5

//A Região Norte Opinião de João Tomás Santos Pág. 6 e 7

//JP Gondomar no II Conselho Distrital Págs. 8 e 9

//JP Gondomar no terreno: Casa Branca, Polis & ETAR de Gramido

Págs. 10 e 11

Aqui se encontra mais uma edição do alternativa, que antes de mais espero que o leia com gosto. Aqui reunimos, uma vez mais, algumas opiniões dos nossos militantes da JP Gondomar. Esta edição recai essencialmente sobre o concelho de Gondomar bem como a sua envolvente Norte: atente na acção que a JP fez na Casa de Gramido. Este mês, na secção “Figuras Juventude Popular” o entrevistado é José Miguel Lello, Secretário-Geral da Juventude Popular, ao qual agradecemos a amabilidade de nos conceder uma entrevista, bem como ao Deputado Michael Seufert, a quem coube a redacção da habitual Crónica Parlamentar. É com orgulho que nesta edição publicitamos ainda o próximo debate a realizar-se em Gondomar, com 5 Autarcas do Concelho que se encontrarão para um debate sobre a Reforma Administrativa do Território, tema quente do dia, no qual a Juventude Popular de Gondomar tem o maior interesse em ser parte da discussão.

//Crónica Parlamentar Pelo Deputado Michael Seufert Pág. 13

• //Figuras Juventude Popular Entrevista a José Miguel Lello Págs. 14

// JP Gondomar pede reunião ao Vereador da Juventude

//Cuidar melhor da Cidade de Rio Tinto

Págs. 15

Opinião de Cid Lopes Ferreira Págs. 16

alternativa. Editores: Sofia Moreira e Tiago Isidro da Costa

Gabinete do alternativa alternativa@jpgondomar.com

Órgão oficial JP Gondomar www.jpgondomar.com


Opinião

Desafios para uma nova estratégia nacional Por entre casos politiqueiros recorrentes, que de pouco ou nada interessam à definição, premente, do futuro da nação, paira a inquietante sensação de que, nesta secular leitura e escrita da nossa história, nos temos, nas últimas décadas, perdido com notas de rodapé. É certo que toda a dinâmica comercial dos media, aliada a uma lógica de consumo sequioso pelo espectacular, pelo imediato e pelo acessório, claramente associada à ampla maioria da sociedade actual, contribui em larga escala para este estado de espírito. Os políticos vêm-se obrigados a se adaptarem a estas regras do jogo mediático, dependentes que estão dos media e do que os mesmos entendem como matéria transmissível, obedecendo ao que se considera que o público geral quererá ver, ouvir e ler. Todos peões uns dos outros num ciclo que se completa e repete. Independentemente dos partidos que coabitem o espectro partidário nacional, praticamente todos os intervenientes políticos e todos os quadrantes eleitorais parecem ainda não ter abandonado a lógica da “cadeia de comando” (abordada já muitas vezes pelo Professor Adriano Moreira) tradicional e vigente na nação desde a sua fundação. Dos grandes conceitos estratégicos nacionais, fomos do da independência para o da reconquista. Do da reconquista para o do caminho para a Índia e dele para o sonho de Marrocos, gorado, juntamente com a soberania. Depois, a estratégia da restauração, e do Brasil. Perdido esse, África. Este último morre em 1974 e, depois dum breve período de redefinição do alinhamento nacional na Europa e no mundo, nasce a estratégia da plena integração Europeia, alcançada em 1986. Depois, a concentração nacional para o objectivo do Euro, também ele atingido. Nesta dinâmica secular, ambos os lados do pêndulo se acostumaram à praxis: Governantes habituaram-se a traçar grandes planos estratégicos nacionais e governados habituaram-se a segui-los de forma exageradamente distanciada e, não raramente, desinteressada. Aqui mesmo reside o foco de sentimentos latentes de falta de representação ou de eficaz participação da sociedade civil na coisa pública, foco esse que não tem estado na primeira linha do debate político, desde logo no aprofundamento e estudo do sistema eleitoral nacional e vícios que tem perpetuado, e que muito tem contribuído na gradação desse mesmo foco que representa uma instabilidade e incerteza estrutural no sistema democrático. Desde logo num panorama actual em que os próprios conceitos de soberania nacional estão sujeitos a uma constante redefinição, estes focos de incerteza devem ser objecto de análise profunda. Quando passada mais uma de muitas tempestades na longa história da nação, importará aproveitar a vitória do alcance de outro grande objectivo nacional para se lançarem novas bases de uma lógica aparentemente desafiadora. Uma lógica de “cadeia de comando” e de planos nacionais mais longe da restrita esfera de influência das elites governamentais, mais abrangente, mais nas mãos de cada indivíduo e profundamente alicerçada nos seus próprios anseios de realização e intrínseca compreensão da interdependência entre o que o mesmo, como indivíduo, providencia e recebe da sociedade e nação onde se insere, e da mesma como garante final do seu direito à persecução de um projecto de felicidade e sucesso pessoal.

Luís Pedro Mateus //3

Presidente da Mesa do Plenário da JP Gondomar


Opinião

Portugueses de primeira e Portugueses de segunda O CDS/PP defendeu recentemente através do seu Vice-Presidente do Grupo Parlamentar, João Almeida, a igualdade entre o sector público e o privado. De facto esta seria uma medida da mais elementar justiça, dado que não faz qualquer tipo de sentido existir diferenciações entre os dois sectores. Enquanto persistirem diferenças entre os dois regimes, vão continuar haver Portugueses de primeira e Portugueses de segunda, e as discussões sobre a justiça de medidas diferentes para um e para outro sector não vão terminar. Tal como é unânime a igualdade entre homens e mulheres, também me parece ser unânime por termo às desigualdades existentes entre quem trabalha no sector público, e quem trabalha no sector privado. Não me parece ser justo nem fazer sentido, por exemplo que um trabalhador (e restante agregado familiar) do sector público tenha comparticipações especiais no acesso à saúde através da ADSE, quando um trabalhador do sector privado não tem qualquer tipo de comparticipação especial, ou se tem, é porque paga do seu próprio bolso um seguro de saúde. Não me parece ser justo nem fazer sentido, por exemplo que um trabalhador do sector público tenha direito a mais dias de férias do que um trabalhador do sector privado, apenas porque já tem X anos de idade, e X anos de serviço. Não me parece ser justo nem fazer sentido, que um trabalhador do sector público tenha um horário de trabalho diário de 7 horas, e um trabalhador do sector privado tenha um horário de 8. São estas e outras desigualdades que não fazem sentido subsistirem, nem é justo persistirem. Os partidos da extrema-esquerda e da esquerda utilizam sistematicamente de forma falaciosa e imoral o slogan de que é necessário acabar com as desigualdades sociais. Pois bem, têm aqui uma grande oportunidade de terminar com uma das maiores desigualdades sociais que existe no nosso País. Para os caquécticos lenines da esquerda portuguesa sempre que o Governo decide fazer uma reforma na Administração Pública ou em alguma empresa pública que vise uniformizar os dois sectores, pondo cobro às diferenciações existentes, introduzindo mecanismos de avaliação de desempenho, e dando alguma agilidade na mobilidade dos funcionários, aqui del rei que estão a atacar os “direitos” dos trabalhadores. Os contribuintes, esses que continuem a pagar a factura de uma Administração Pública demasiado pesada, burocrática, e lenta.

Os partidos da extrema-esquerda e esquerda (…) têm aqui uma grande oportunidade de terminar com uma das maiores desigualdades sociais que existe no nosso País.

Pedro Carvalho Vice-Presidente da JP Gondomar

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A Regi達o Norte

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Opinião A Região Norte tem, no seu ADN, um espírito empreendedor distintivo, vivo. As empresas são sobretudo pequenas e médias, criam emprego, têm vocação exportadora, são fundamentais para o país. As universidades fizeram uma autêntica revolução na forma de se integrar na economia real que, apesar de não ser perfeita, já deu origem a produtos novos e processos inovadores. Pensar que vamos competir pelo baixo custo puro e duro e produtos de baixo valor acrescentado é negócio perdido. No entanto, o desemprego sobe, o poder de compra é o mais baixo do país, a região está mais pobre… É um problema endémico, vão ser precisas décadas para melhorar substancialmente. Ficaria preocupado se não houvesse sementes que possam frutificar, mas o tecido empresarial tem dado mostras de inovação. Os efeitos aparecerão daqui a sete ou dez anos. Mas serão precisas décadas para ajustar o poder de compra à média nacional, já para não falar da média europeia. Temos um constrangimento histórico: a indústria estava ligada a salários baixos e a migração para o valor acrescentado é progressiva. Mas acredito na capacidade das nossas universidades, na interligação cada vez maior com os empresários e nas indústrias altamente inovadoras, como a Efacec e a Bial. O país padece de excessiva centralização na capital. É fundamental haver cidades médias (Braga, Guimarães, Viseu…) com vivências próprias. Os recursos humanos e os serviços da Administração Central têm de estar mais bem distribuídos. A Função Pública tem um efeito multiplicador absolutamente fundamental para a vivência destas cidades. Infelizmente, temos tido o trajecto oposto, de cada vez maior centralização. Não estou contra a racionalização dos serviços do Estado, a grande questão é a forma como se processa a desconcentração e descentralização das funções do Estado. As regiões fazem sentido. Com líderes eleitos e condicionantes orçamentais claras, para evitar que se cometam certos erros, como os que podem ter posto em xeque, durante muitos anos, uma análise política sérias sobre a descentralização. Claro que estou a falar da situação da Madeira que é um argumento que, infelizmente, é sempre trazido para cima da mesa. Quando se fala de regionalização, as pessoas associam a uma coisa que não é o que está na mente dos que verdadeiramente pretendem a regionalização: estar mais próximo das populações, aplicar melhor os recursos disponíveis, afectando positivamente a gestão do país. As regras do jogo não estão definidas e, infelizmente, as que foram aplicadas tornaram-se péssimos exemplos e facilitam a argumentação: se é para fazer igual a A, B ou C, então é melhor não fazer. O país devia discutir o tema de forma profunda, séria, e política e financeiramente responsável. Não o fazer agora não é uma oportunidade perdida. Em todo o caso, faz sentido uma reorganização das freguesias, não me parece que ponha em causa o Norte e a descentralização. É excessivo chamar-lhe reorganização do território, mas não estou contra mas tenho algumas reservas na forma como está a ser feita. Quanto à regionalização, acho que ela vai ficar adiada, pelo menos, até 2013. O país está focado nas questões orçamentais, na recuperação económica. Não sei se faltam líderes no Norte, como dizem Rebelo de Sousa e Menezes, ou se há líderes a mais que não se entendem. Esse é assunto que, neste momento, não faz sentido porque a regionalização não está em cima da mesa. O Governo está a dar sinais que, neste momento, não é altura para o discutir. No CDS e no PSD há muita gente favorável à regionalização. Mas há momentos em que a discussão faz sentido e outros em que não. Se viesse para cima da mesa, vinha num péssimo momento. O acordo com a Madeira foi feito há pouco tempo, está presente no espírito popular. Não estão reunidas as condições para um diálogo profundo, sólido e verdadeiro sobre as vantagens e inconvenientes da regionalização, temos que aguardar o tempo certo. Nessa altura, os líderes vão aparecer.

João Tomás Santos Presidente da JP Gondomar //7


JP Gondomar marca presença no segundo Conselho Distrital do Porto Foi no último dia do mês de Março que se realizou o segundo Conselho Distrital do Porto, sob o mote “somos pela autonomia” em que se procura reafirmar o que a JP tem defendido nos últimos tempos: mais autonomia para salvaguardar o Norte. O Conselho Distrital teve lugar na Junta de Freguesia de Senhora da Hora, Matosinhos e começou com um debate que contou com a participação de dois dirigentes políticos, Vera Rodrigues da Juventude Popular e Tiago Barbosa Ribeiro da Juventude Socialista. O debate foi iniciado com a discussão sobre a possível retirada de autonomia ao Porto de Leixões, a qual foi consensualmente classificada como negativa. A JP tem defendido que tal prática apenas ia mascarar o desempenho dos restantes portos nacionais, à custa do brilhante desempenho do Porto de Leixões.

Vera Rodrigues, Tiago Loureiro, Tiago Barbosa Ribeiro //8


Seguiu-se a Ordem de Trabalhos propriamente dita que durou algumas horas. O Presidente da JP Gondomar, João Tomás Santos, interveio no primeiro ponto da Ordem de Trabalhos, relativo à implementação da JP no distrito, revelando a criação do núcleo de âmbito territorial das freguesias de Rio Tinto e Baguim do Monte, em Gondomar. O Conselho Distrital prosseguiu de acordo com a Ordem de Trabalhos previamente acordada, com especial ênfase na explicação detalhada das alterações aos estatutos, levadas a cabo no XIX Congresso Estatutário.

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JP Gondomar no terreno Casa Branca, Polis & ETAR de Gramido

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No passado dia 17/03/2012 a JP Gondomar deslocou-se a Gramido – Valbom, com o intuito de verificar e documentar in loco a degradação e o abandono em que se encontra o Património Municipal, nomeadamente a Casa Branca de Gramido e as infraestruturas do Polis. Podemos verificar que a porta e a fachada da casa se encontram danificadas em virtude do incêndio ocorrido recentemente, que os vidros da entrada lateral bem como da entrada frontal se encontram partidos, que o átrio lateral e o pátio frontal da habitação se encontram completamente cheios de ervas, fruto da falta de manutenção. A degradação em que se encontra este edifício histórico e emblemático do Concelho, e da Cidade de Valbom é a prova viva que a gestão patrimonial tem de ser cuidada e permanente. Uma vez que ultimamente também nos tem chegado participações de Munícipes que nos relatam descargas recorrentes de águas residuais (esgotos) sem qualquer tipo de tratamento provenientes da ETAR de Gramido directamente no Rio Douro. Infelizmente também podemos constatar e confirmar esses relatos, situação que afigura grave, e que nos preocupa bastante, uma vez que logo ali ao lado temos uma escola de remo, um restaurante, um bar, e que dezenas de Gondomarenses e Valboenses passam naquele local diariamente. Lamentamos que o meio ambiente em Gondomar seja tratado recorrentemente desta forma. Um local como este, que na minha opinião tem um enorme potencial turístico por explorar, nomeadamente ao nível do lazer e da restauração, e que deveria ser um local onde as pessoas pudessem desfrutar da beleza e da tranquilidade do rio e da natureza, onde as pessoas que ali praticam diariamente desporto pudessem desfrutar do ar puro e do belíssimo meio envolvente, é afinal completamente menosprezado e negligenciado.

É devido a más decisões e opções políticas como esta (e outras semelhantes) que infelizmente Gondomar é hoje apenas e somente um mero dormitório da Cidade do Porto.

Pedro Carvalho Vice-Presidente da CPC da JP Gondomar

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Tem estado constantemente na ordem do dia a discussão sobre a extinção de algumas freguesias, bem como manifestações, locais ou nacionais sobre o assunto. Como tal, a JP Gondomar reuniu autarcas das diferentes forças políticas com assento parlamentar e preparou um debate sobre a “Reforma Administrativa do Território” e convida-te a estares presente neste que poderá ajudar a esclarecer o que pode ou não ser Gondomar de amanhã. O debate realizar-se-á no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Rio Tinto, no dia 20 de Abril pelas 21h30 e contamos com a tua presença.


Crónica Parlamentar Março 2012 Pelo Deputado Michael Seufert Círculo do Porto

O mês de Março começou, parlamentarmente, com a discussão inicial da polémica proposta do governo para a proposta reorganização administrativa, logo no dia 1. Foi uma discussão acalorada que incluiu também a proposta concreta do CDS para a reorganização de Lisboa. No início da semana seguinte, os deputados do Porto estiveram em Lousada. Visitámos um centro social, a Misericórdia local com hospital e uma exploração agrícola. Após o jantar houve a habitual reunião com os militantes do concelho e vizinhos. No final dessa semana, na sexta-feira dia 9, a sede distrital do Porto recebeu o deputado Telmo Correia, e o “nosso” Álvaro Castelo-Branco para a volta das bases com uma participada sessão de esclarecimento. No sábado dia 10 houve o lançamento da primeira pedra do Centro Social de S. Martinho de Aldoar, onde marcaram presença a Vera Rodrigues e eu. Já na segunda-feira dia 12, a Juventude Popular da Maia recebeu-me – e muito bem, como de costume! - para uma sessão sobre as bases ideológicas do CDS e da JP num debate muito interessante, onde estiveram militantes de vários concelhos do distrito. Na quarta dia 14 discutimos na Comissão de Orçamento e Finanças a revisão do IVA na Madeira na sequência do programa de ajuda à Madeira. Na sexta-feira, 16, estive com a Vera em Coimbra numa mesa redonda com a JP local sobre os primeiros oito meses de governo. Na segunda-feira estive com o João Almeida e a Vera numa iniciativa da distrital da JP no Porto de Leixões a reunir com o seu presidente do Conselho de Administração. Falámos da gestão dos portos nacionais e da importância de manter uma autonomia para Leixões. Na terça-feira dia 20 fui fazer um debate sobre migrações na Europa na Escola Secundária de Mem Martins. Nesse dia à tarde recebemos na Comissão de Educação o Secretário de Estado da Cultura. No dia 22 o Adolfo Mesquita Nunes apresentou um projecto para que o governo disponibilize aos candidatos ao Ensino Superior uma série de informação sobre os cursos a que se podem candidatar. É um projecto que foi aprovado entretanto e nos parece da maior utilidade. Na sexta-feira, devido ao congresso do PSD, não houve trabalhos parlamentares. Sábado e Domingo estive em Nápoles com o presidente da JP a representar a nossa organização no Congresso do DEMYC – Democratic Youth of Europe – organização onde a JP elegeu o seu presidente como vice-chairman. Na segunda-feira dia 26 estive numa reunião na Baixa do Porto com o Teatro do Bolhão que funciona num lindíssimo palacete na Rua Formosa. Falou-se de questões de financiamento gerais e em concreto no que diz respeito à recuperação do edifício do teatro. A semana acabaria por terminar na sexta-feira com o Conselho Nacional do CDS onde, dos deputados do Porto, só faltou o João Almeida que entretanto estava a representar o parlamento nacional numa reunião da União Interparlamentar no Uganda, onde interveio na Comissão de Paz e Segurança Internacional.

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Figuras Juventude Popular Quais foram as tuas razões para a tua filiação na JP? Desde sempre que o mundo político foi uma vivência constante em minha casa, situação que desde cedo fez despertar o meu interesse como também levou a que desejasse possuir uma voz mais activa e participativa junto da sociedade. Percebi rapidamente que me identificava com as tomadas de posição políticas promovidas não só pela Juventude Popular como também pelo CDSPP.

José Miguel Lello Secretário--Geral da JP Secretário

O que mudou depois desse momento? De facto, desde os meus dezasseis anos, idade com que me filiei na Concelhia do Porto, muitas coisas mudaram. Entre 2004 e 2005 decidi, juntamente com um amigo, ingressar um projecto na Concelhia da Régua, o que me levou na altura, a Vice-Presidente da Concelhia da Régua. Findo este projecto, regressei às minhas origens políticas, adoptando sempre uma postura levemente activa. Esta postura veio alterar-se radicalmente quando a convite de uns grandes amigos fui eleito VicePresidente da Concelhia do Porto, e, posteriormente, para ingressar a actual Direcção Nacional com o cargo de Secretário-Geral.

O que melhor recebeste enquanto militante? Torna-se difícil conseguir fazer uma relação dos momentos e vivências por mim experienciadas ao longo da minha militância. Acresce o facto de o meu processo enquanto militante da Juventude Popular ainda não ter terminado e encontrar-se em constataste construção.

Quais são as tuas referências políticas Existem, obviamente, da minha parte bastantes referências a nível político. Confesso que tenho alguma dificuldade em as catalogar. Mas desde logo, e de forma absolutamente inquestionável, Adelino Amaro da Costa.

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COMUNICADO DE COMUNICADO DEIMPRENSA IMPRENSA CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE JUVENTUDE

CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE JUVENTUDE

Dado que a Comissão Política Concelhia (CPC) da Juventude Popular (JP) de Gondomar entende ser de extrema importância a criação do Conselho Municipal de Juventude (CMJ) no nosso Conselho, requeremos ontem o agendamento de uma reunião com o Sr. Vereador da Juventude, sobre a criação do CMJ. Requerimento esse que abaixo transcrevemos na íntegra:: “Exmo. Sr. Vereador da Juventude, Dr. Fernando Paulo Ribeiro de Sousa, A Comissão Política Concelhia (CPC) da Juventude Popular (JP) de Gondomar vem por este meio requerer a V.Exc o agendamento de uma reunião com o objectivo de transmitirmos as nossas preocupações por ainda não haver Conselho Municipal de Juventude (CMJ) em Gondomar. Entendemos que a promoção da participação cívica dos jovens na vida pública e política, têm e deve ser um dos objectivos das democracias modernas. Com base nesse objectivo, entendemos que a criação do CMJ vinha de encontro a essa premissa. Os jovens têm de ter a possibilidade de participar activamente na elaboração das políticas junto dos órgãos legislativos, e junto do poder constituído, e serem eles também sujeitos activos do processo político e legislativo. Contar com o envolvimento dos jovens na intervenção cívica da vida pública, permitiria e garantiria a construção de uma melhor sociedade, como também garantiria modernidade e inovação nas soluções e nos caminhos políticos a apontar no futuro. Portugal enfrenta actualmente um momento extremamente difícil que nos atinge e afecta directamente a todos. Como tal, entendemos que os jovens têm um contributo muito importante a dar para mudar o rumo de Portugal. Esse contributo passa obviamente, por uma maior participação e envolvimento dos jovens na vida política e na vida cívica. Hoje mais do que nunca, entendemos que os jovens têm de ser chamados a agir. Hoje mais do que nunca, entendemos que os jovens devem de estar na base das preocupações sociais.

Neste momento delicado e difícil que atinge toda a sociedade portuguesa, ao qual as famílias, e consequentemente os jovens não ficam ilesos, a criação do CMJ parece-nos fulcral. Face ao acima exposto, e de forma a aprofundar-mos e expor-mos melhor as nossas preocupações, aguardamos o agendamento de uma reunião com V.Exc. Estamos ao seu dispor para qualquer esclarecimento adicional que entenda necessário através dos contactos supramencionados. Subscrevemo-nos com elevada estima e consideração. Com os melhores cumprimentos, Nuno Sousa (Secretário-Geral) P’la Comissão Política Concelhia da JP Gondomar”

Comissão Política Concelhia de Gondomar da Juventude Popular Gondomar, 22 de Março de 2012 gondomar@juventudepopular.org www.jpgondomar.com

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Cuidar melhor da Cidade de Rio Tinto Sou habitante da cidade de Rio Tinto desde que nasci, pelo que é natural, para mim, meditar sobre todos os seus encantos e vicissitudes. Penso que um dos elementos mais relevantes desta cidade é a Quinta das Freiras, cuja história remonta ao ano 1052, com a existência do Convento de Agostinhas, que terá recebido protecção de D. Afonso Henriques através da atribuição do foro de couto, em 20 de Maio de 1141. Este convento foi extinto em 1535, para séculos mais tarde dar lugar ao emblemático parque arbóreo que hoje conhecemos. Protagonista de dias frescos de Verão, na Quinta das Freiras é incontável o número de pessoas que levam consigo as suas raquetas de ténis ou as suas sapatilhas de running, todos os dias. Existe um belíssimo parque infantil, onde as gargalhadas das crianças se libertam e contagiam, um pequeno lago por baixo de uma linda ponte de madeira, um campo de basquete e de futebol, onde pessoas de todas as idades investem energias e um vasto relvado, palco de inúmeros piqueniques e de passeios ao fim da tarde, envoltos num ar puríssimo, que rejuvenesce o espírito.

Quinta das Freiras - Rio Tinto

No entanto, é de salientar os comportamentos de vandalismo que neste histórico local se verificam, que em nada respeitam o significado que este parque tem para a Cidade e os seus habitantes. Acredito que vários projectos poderiam ser aplicados para aproveitar toda a potencialidade deste local nas áreas do lazer, incentivando também à protecção e respeito pela natureza. Não posso aludir à natureza sem mencionar o Rio que corre pelos caminhos desta cidade que, durante séculos, foi fonte de água e alimento para a população. Pelas suas margens predominavam moinhos, lavradores e lavadeiras, que ganhavam a vida graças às suas águas. É possível, portanto, imaginar a dimensão deste afluente do Rio Douro, que nos últimos anos tem sido alvo de verdadeiros atentados ambientais. O que preserva a identidade de uma comunidade é o seu passado histórico, pelo que o Rio que dá nome à cidade não deve ser menosprezado nem negligenciado. Da mesma forma, o que potencia a qualidade de vida de uma população reside no meio ambiente e no estado de conservação da natureza nessa mesma cidade. Quero acreditar que avanços serão feitos nessa área e que as gerações vindouras poderão presenciar um Rio Tinto mais fresco e verdejante. Para concluir, desejo salientar que todos nós somos natureza e que a ela devemos os simples actos de respirar, de andar, de comer, de viver. Depende de todos respeitá-la e contribuir para o seu desenvolvimento. Ser ecológico é ter carácter e ter carácter é sinal de inteligência…porque ninguém gosta de ser tomado como néscio, nem destrói a casa onde vive.

Cid Lopes Ferreira Vogal do Conselho Nacional da Juventude Popular

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O alternativa segue o antigo acordo ortográfico.


Edição de Março de 2012 do Alternativa