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nº 20. 20. Ano 3// Gondomar. Gondomar.Fevereiro. Fevereiro.2012

alternativa. Casa Branca de Gramido. Gramido. JP Gondomar alerta Concelho sobre degradação e abandono através de um comunicado de imprensa. Leia-o na íntegra. //pág. pág. 4 e 5

“Importaria, talvez, a uma comunicação social informada e competente, questionar o líder do Partido Socialista ou o seuSinais líder dos parlamentar sobre Partidoo que prefere” tempos. Aborto. Socialista.

Pedro Carvalho.

“A gravidez não é uma doença, logo quem quiser abortar tem de pagar.” //Pág.3

Luís Pedro Mateus “PS sofre de memória selectiva.”

Análise parlamentar mensal de José Ribeiro e Castro //Pág.11

// Págs. 6 e 7

JP Gondomar marca presença no XIX Congresso


Alternativas: •

// Sim à vida, não ao aborto Opinião de Pedro Carvalho

Editorial //Sofia Moreira ViceVice-presidente da JP Gondomar e editora do alternativa

Pág. 3 •

// //Comunicado Comunicado de Imprensa sobre a Casa Branca de Gramido Págs. 4 e 5

//Os donos do emprego Opinião de João Tomás Santos Pág. 6

//As pessoas estão primeiro? Opinião de Luís Pedro Mateus Págs. 6 e 7

• // //Accountability Accountability na Administração Pública Opinião de Cid Lopes Ferreira Pág. 8

Caros leitores, apresento-vos mais uma edição do Alternativa que conta, este mês de Fevereiro, com a habitual crónica parlamentar de um deputado do círculo do Porto, que este mês foi o deputado José Ribeiro e Castro, ao qual desde já prestamos os maiores agradecimentos pela colaboração. O jornal conta ainda com textos de opinião que abordam os seguintes temas: aborto, emprego, parque escolar, o Partido Socialista, etc. Emitimos também um comunicado de imprensa acerca do abandono e da degradação da Casa Branca de Gramido, situação que a nós, JP Gondomar, nos preocupa e, como tal, convidamo-lo a ler o as nossas considerações. A nível nacional interno, a Juventude Popular teve Congresso, de cariz estatutário, e a JP Gondomar marcou presença com 6 congressistas. Votos de voas leituras. Um óptimo mês.

//JP Gondomar no XIX Congresso Pág. 9

//CDS por um Portugal melhor Opinião de Fábio Vilas Boas Pág. 10

//Crónica Parlamentar Artigo de José Ribeiro e Castro Pág. 11

• // Figuras JP Gondomar Entrevista a Fábio Vilas Boas Págs. 12

// Parque escolar: o desastre! Opinião de Tiago Isidro da Costa Págs. 13

//Reforma administrativa

Comunicado da direcção do Núcleo Rio Tinto/Baguim do Monte da JP Págs. 14

alternativa. Editores: Sofia Moreira e Tiago Isidro da Costa

Gabinete do alternativa alternativa@jpgondomar.com

Órgão oficial JP Gondomar www.jpgondomar.com


Nas últimas semanas, com a apresentação da proposta de alteração da lei do Aborto pelo Governo Espanhol do Partido Popular, que agora decidiu corrigir (e bem) os defeitos que a lei aprovada pelo então Governo Socialista Espanhol continha, este tema voltou a estar na ordem do dia na actualidade política no nosso País. Varias figuras de diversos quadrantes da sociedade portuguesa já reclamam que o Governo Português siga o exemplo dos nossos vizinhos Espanhóis, e corrija uma lei que em meu entender, representou um retrocesso civilizacional em Portugal.

O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente afirmou recentemente que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em hospitais públicos foi convertida em “método contraceptivo”, deixando o problema humano por resolver. Eu vou mais longe: “método contraceptivo recorrente”. E o problema é de fundo e bem mais grave. Antes de mais, porque o direito à vida não pode ser referendado, o direito à vida é um direito natural. Quem somos nós para decidir quem deve ou não viver? Quem somos nós para decidir quem deve nascer? Há 5 anos atrás, cerca de 43% dos eleitores recenseados responderam a uma pergunta (“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” falaciosa e imoral, visto que a mesma se limitou a responder à questão de se saber “se as pessoas que fazem aborto devem ou não ser punidas, em que circunstâncias, e até onde”. Infelizmente “ganhou” o sim com cerca de 59% dos votos, e perderam até hoje a vida milhares de crianças inocentes. Esta lei que foi aprovada pelo anterior Governo do Partido Socialista, é uma lei que enveredou pelo caminho da desresponsabilização (quer dos cidadãos, quer do estado), que no fundo optou por se decidir demitir das suas funções de apoio aos mais frágeis, preferindo subsidiar gratuitamente a “IVG”, em vez de dar condições às famílias e às mães para que elas possam ter os seus filhos. Entendo que há responsabilidades das quais o estado não se pode demitir, e a protecção e o direito à vida, são apenas algumas delas. Não deixa também de ser paradigmático, que o estado financie e comparticipe na totalidade este tipo de “cirurgias”, quando se exige que os dadores de sangue, ou os pensionistas de baixos recursos suportem qualquer tipo de taxa moderadora. A gravidez não é uma doença, logo quem quiser abortar tem de pagar. O dinheiro que estado usou e usa para subsidiar o assassínio de seres humanos inocentes, devia ter sido usado para salvar vidas e tratar doentes. Não deixa também de ser paradigmático e vergonhoso até, que a taxa de reincidência na prática do aborto tenha aumentado, e que se continuem a praticar na mesma abortos clandestinos. Espero por último, agora que passaram 5 anos da entrada em vigor desta “lei”, se reintroduza de vez o tema na agenda política, se analisem os dados e os factos concretos, se faça uma profunda reflexão sobre as suas consequências, e se corrija o erro e o retrocesso cometido no dia 11 de Fevereiro de 2007.

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Pedro Carvalho ViceVice-Presidente da CPC da JP Gondomar


JP Gondomar emite Comunicado de Imprensa sobre a degradação e abandono da Casa Branca de Gramido


Após notícias vindas a público sobre o facto da Casa Branca de Gramido, encontrar--se degradada e ao abandono, entende a Comissão Política encontrar Concelhia da Juventude Popular de Gondomar emitir o seguinte comunicado:: comunicado

1. A Casa Branca de Gramido é um imóvel que é património histórico e municipal do Concelho, sendo que as recentes notícias vindas a público sobre a degradação, e o abandono evidente deste imóvel nos deixam extremamente preocupados. A JP Gondomar defende que o património municipal tem de ser alvo de uma gestão cuidada e permanente, e não pode nunca ser menosprezado; 2. Este imóvel afirma-se como um edifício histórico e emblemático do Concelho e da Cidade de Valbom, tendo sido recentemente reabilitado. A Juventude Popular não compreende, como é que um edifício que foi alvo de obras de reabilitação recentes no valor de um milhão de euros, já apresente sinais evidentes de degradação; 3. Apesar de actualmente o imóvel supracitado ser de uso exclusivamente privado desde 2009, em virtude de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Gondomar e uma entidade privada, entendemos que a Câmara Municipal não se encontra isenta de responsabilidades em virtude de ser proprietária do imóvel; 4. Sendo este um imóvel que foi reabilitado recentemente no âmbito do programa Polis em Valbom, juntamente com outras infra-estruturas, não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação pelo mau estado de conservação das restantes infra-estruturas no local, nomeadamente os bebedouros e as áreas ajardinadas, para além de que outras infra-estruturas no local também já se encontram vandalizadas; 5. Por último, a Juventude Popular de Gondomar entende que as entidades acima referidas, devem de avançar rapidamente com obras de remodelação e recuperação de todas as infra-estruturas supracitadas.

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Os donos do emprego

As pessoas estão primeiro?

Depois da derrota em duas guerras, em que ficou reduzida a zero, a Alemanha ressurgiu com a tradição de disciplina, de competência e da austeridade luterana. A nossa tradição é, antes, a das mercês: os cargos eram hereditários, as prebendas eram concedidas às clientelas.

Da «Europa» vieram rios de dinheiro que não aumentaram, em nada, a nossa capacidade de criar valor, que desde a EFTA tem vindo a decrescer a pique e é hoje uma das mais baixas do continente. O esquerdismo não é já a tomada do poder no Estado mas a tomada do poder nas empresas e atrelar o Orçamento do Estado ao défice galopante. A defesa do emprego significa «direitos adquiridos», isto é, fica-se dono do emprego como se fora uma renda. A ideia básica nos tempos modernos, de que só se deve ganhar o que se produz, ainda não fez curso entre nós. Os que querem trabalhar têm o caminho barrado pelos donos do emprego.

João Tomás Santos Presidente da JP Gondomar

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Ao que parece, o Partido Socialista não concorda com a avaliação positiva que a troika fez da implementação programa de ajustamento a Portugal. Carlos Zorrinho diz que é necessário “estimular o crescimento da economia ao mesmo tempo que se consolidam as contas públicas” e citou o nobel Paul Krugman para insistir na ideia de que “não há mais espaço para austeridade”. Engraçado reparar que o PS sofre de memória selectiva. De facto, Krugman disse considerar que mais austeridade poderá ser fatal para Portugal e atirar o país para uma espiral recessiva. Mas, e este “mas” é gigantesco, convém lembrar o que Krugman disse ainda ontem sobre os salários portugueses: estes, considera o economista favorito da esquerda, devem baixar 30% face aos salários alemães. Importaria, talvez, a uma comunicação social informada e competente, questionar o líder do Partido Socialista ou o seu líder parlamentar sobre o que prefere: se as medidas de austeridade implementadas até agora ou se uma baixa de salários de 30%. Nem importa sequer ser-se demasiado exigente com a comunicação social portuguesa ao achar-se que seria extremamente interessante ter questionado o próprio Paul Krugman sobre se não considerará, ele próprio, que uma baixa de salários de 30% não constitui, também ela, uma medida – esta sim, violentíssima – de austeridade na vida das pessoas. Não é surpresa que economistas na inspiração de Krugman considerem como negativa e prejudicial apenas a austeridade aplicada ao Estado: o congelar dos tais “investimentos públicos”, das tais “políticas de investimento na economia” são causa de repetidas intervenções públicas, de receios e preocupações quanto ao futuro das economias. Já quando se fala da austeridade aplicada às pessoas – por via de impostos ou até por brutos cortes salariais – esta parece assumir, nas mentes destes senhores, uma posição manifestamente lateral e negligenciável, sendo até proposta fácil e imediata (pelo menos da parte de Krugman) como caminho para a resolução dos problemas. Tudo menos a frugalidade do Estado. Tudo menos défices controlados. Tudo menos isso! Tudo para salvar o princípio ideológico, custe o que custar, enquanto sobrar a mais modesta fracção de capital passível de transfusão – qual sangue vital – para as veias do Estado sempre presente, sempre controlador, sempre orientador do futuro económico da Nação.


Voltando ao Partido Socialista. Ignore-se o facto de até hoje ainda não se conhecer qualquer proposta concreta sobre como “estimular o crescimento da economia ao mesmo tempo que se consolidam as contas públicas”. Partindo do princípio óbvio de que o PS se refere a estímulos do Estado, importaria perguntar se os estímulos custam dinheiro e, se sim, onde o iria buscar, onde cortaria, onde o aplicaria e se seriam essas políticas expansionistas compatíveis com a consolidação urgente e imediata das contas públicas. Finalmente, e tentando não ser demasiado exigente com estes senhores, importaria saber que caminho é que o Partido Socialista considera como prioritário: o da preocupação com o Estado, ou o da preocupação com as pessoas. Sem surpresas, o caminho até agora descortinado é o de sempre. A lógica que o Partido Socialista advoga é a de que o Estado, mesmo estando sob o financiamento externo da troika, gaste verbas que não tem nem consegue obter por financiamento, em políticas expansionistas (quiçá de Obras Públicas) que iriam por sua vez criar emprego (artificial) e fazer crescer (hopefully) a economia. Secundariamente, limitar-se-ia a gerir, da melhor maneira, os défices que forem existindo e, dessa forma, talvez ignorando o memorando que estabelece metas ao mesmo, compensando derrapagens exageradas com a eterna salvaguarda de que haverá sempre capital extra a sugar de uma qualquer parte que o tenha a mais ou, caso essa parte não exista ou o seu capital disponível seja insuficiente, salvaguardando-se com os sempre disponíveis aumentos de receita por via, adivinhe-se, de aumentos de impostos às pessoas. Esta lógica deverá ser-nos familiar. Afinal de contas, durante 3 anos e meio de crise europeia e nacional, foi sempre este o modus operandi do Partido Socialista de resposta à crise. Os resultados, esses, foram os conhecidos: 10% de défice, dívida recorde e, em desespero, de PEC em PEC até ao Plano de Resgate final. Toda esta resposta socialista é reflexo ao pânico: Deus nos livre de ter um Estado que se resuma, prioritariamente, a consolidar as suas contas e a se redimensionar convenientemente na Economia para que não volte, no futuro, a ter de recorrer novamente aos bolsos das pessoas para corrigir derrapagens orçamentais que são apenas suas! Deus nos livre de ter um Estado que tente caminhar no sentido de libertar as pessoas, nem que seja uma décima, dos exagerados encargos fiscais em que ele próprio as colocou! Deus nos livre de se tirar poder ao Estado para o devolver às pessoas! Pela cegueira ideológica, o recente slogan do Partido Socialista – As Pessoas Estão Primeiro – parece assumir uma caricata contradição, ficando a sensação de falta de uma qualquer adenda digna da história do Partido Socialista e que faça Krugman babar de orgulho. O Estado Está Primeiro, As Pessoas Depois assentaria como uma luva.

Luís Pedro Mateus Presidente da Mesa do Plenário da JP Gondomar //7


Accountability na Administração Pública Accountability ou responsabilização é um termo que remete a obrigação dos membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias superiores ou aos

Juventude Popular

seus representados. Os organismos da Administração Pública devem regularmente explicar o que andam a fazer, como fazem, por que o fazem, quanto gastam e o que pretendem fazer a seguir. Não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos mas também em termos qualitativos, isto é de auto-avaliar a obra feita, de dar a conhecer os objectivos que foram atingidos e de justificar aquilo em que se falhou. Na Administração Pública, a “Accountability” deveria ser considerado o aspecto central da boa Administração dos dinheiros públicos, isto dos nossos impostos. Impostos estes que não tem rosto, sendo que os trabalhadores em funções públicas também são eles contribuintes, algo que na sociedade Portuguesa em geral passa de forma despercebida, para tal contestação basta analisar os muitos programas de opinião pública, para se ver a enorme leviandade com que muitas das vezes os “Opinion Makers” se dirigem aos trabalhadores da Administração Pública como se fossem o lixo da sociedade e que só os trabalhadores do privado é que pagam impostos. Sempre fui um defensor de um modelo de Administração Púbica mais eficiente e eficaz, eficiência que passa em muito pela reestruturação dos organismos da Administração Directa e Indirecta do Estado, bem como pela valorização das carreiras dos trabalhadores em funções públicas. A méritocracia, um termo que tem sido muito usado pelos nossos políticos, é um termo esquecido na hora de nomear os principais impulsionadores da mudança dentro da Administração Pública, basta para isso consultar diariamente as publicações no Diário da República para se ver a quantidade de nomeados para cargos de dirigentes, em que as suas designações, supostamente fundamentam-se na experiência profissional dos designados, competência técnica e na reconhecida aptidão para o desempenho das funções inerentes ao cargo, bem como o currículo académico e profissional. É de estranhar que muitos sejam nomeados dirigentes em regime de substituição, sendo esta uma forma de contornar a lei e de se não abrir um concurso puro e duro para os cargos de dirigentes, aonde sim os melhores e os mais capacitados, poderiam disputar os lugares. Assim continua a perpetuar-se as nomeações de pessoas que nenhum contacto com a Administração Pública, tiveram no seu passado bem como não detêm o Know-How adequado para desempenhar os cargos para os quais foram designados. Para se poder reformar algo tem que se conhecer o sistema por dentro. Tal como qualquer entidade ou organização há bons e maus funcionários, mas como é possível que num universo tão vasto como a Administração Pública Portuguesa, se continue a cair no mesmo erro de se nomear pessoas que por muita boa vontade que tenham ou por representarem a vontade política de quem ganhou as eleições, vai dirigir um organismo público, em que não conhece a sua missão, visão, tradições, atribuições, “Stakeholders” e acima de tudo os vícios do sistema. Quando começarem a perceber como funciona a organização que dirigem, a legislatura já irá a meio e o “Timing” para as verdadeiras reformas já passou. Aqui é que entra o Accountability, os nossos representantes políticos e dirigentes da Administração Pública, devem de ser responsabilizados pelos seus actos, quem vive pela espada deve morrer pela espada não nos podemos escudar atrás dos resultados das eleições como purga dos nossos erros, a responsabilização criminal e cível deveria ser uma prática recorrente na nossa democracia. O exemplo deve de vir sempre de cima.

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Cid Lopes Ferreira Vogal do Conselho Nacional da Juventude Popular


JP Gondomar presente no XIX Congresso Nacional da Juventude Popular No passado dia 25 de Fevereiro, realizou-se no auditório do Conservatório de Música de Coimbra o XIX Congresso Nacional (Estatutário) da Juventude Popular, sobre o lema “Pensar o Futuro”. A JP Gondomar marcou presença com 6 Congressistas: João Tomas Santos, Tiago Isidro da Costa, Pedro Carvalho, Sofia Moreira, Nuno Sousa, e Fábio Vilas Boas. Ao longo do Congresso foram apresentadas várias propostas de alterações aos estatutos da Juventude Popular, que foram debatidas, discutidas, e votadas. Das propostas que foram apresentadas a discussão focou-se essencialmente sobre a necessidade de se promover mais internamente o debate ideológico, sobre a formação dos militantes, e o funcionamento interno da Juventude Popular, como por exemplo, o processo de filiação, ou a necessidade de se promover mais a implantação da Juventude Popular através dos núcleos de âmbito territorial e dos núcleos estudantis, entre os assuntos de carácter regulamentares e estatutários internos. Durante o debate, 3 militantes da JP Gondomar intervieram na discussão: Pedro Carvalho, Nuno Sousa, e Tiago Isidro da Costa. A sessão de encerramento contou com a presença de António Carlos Monteiro, Secretário-Geral do CDS/PP, com João Serpa Oliva e Hélder Amaral, Deputados do CDS/PP eleitos por Coimbra e Viseu, respectivamente, bem como Paulo Almeida, Presidente da Comissão Política Distrital de Coimbra do CDS/PP.

João Tomas Santos Presidente da CPC da JP Gondomar //9


CDS por um Portugal melhor Os tempos estão difíceis, os impostos aumentam cada vez mais, as dificuldades surgem atrás umas das outras, o desemprego aumenta todos os dias, a taxa de pobreza também, o clima de incerteza instalou-se, poucos são os que arriscam investir, e o "travão" deve ser metido pelo CDS/PP. Como Partido de uma coligação governamental que somos, temos o direito de intervir, e dar o nosso melhor contributo para tirar Portugal desta crise, e dizer aos Portugueses que depositaram a confiança no CDS nas últimas eleições, que estamos a fazer tudo ao nosso alcance para que Portugal volte logo que possível, ao caminho do crescimento económico. Num eventual cenário de agravamento da crise à escala Mundial, Portugal vai precisar de alguém que garanta o equilíbrio, e esse alguém temos de ser nos, o CDS/PP. Não podemos permitir que as forças políticas de esquerda ganhem terreno, virando o eleitorado Português a seu favor. Devemos e temos de continuar a trabalhar, e fazer tudo para que os compromissos que assinamos com a Troika para salvar Portugal, sejam honrados. A governação não tem sido fácil. Os desafios têm sido inúmeros e tremendos, e pelo meio tem havido algumas falhas. Uma das maiores falhas do Governo, e que sobressaiu e se manifestou com alguma intensidade em determinados Ministros, foi a falta de comunicação, foi a falta de capacidade para explicar a necessidade e inevitabilidade da adopção de medidas que embora sejam impopulares, são imprescindíveis e fundamentais para o equilíbrio imediato das contas públicas e para o controlo do deficit. Contudo a adopção dessas medidas, nomeadamente o aumento de impostos, e os cortes salariais deveriam ter sido mais bem fundamentados e explicados junto dos Portugueses. Essa falta de capacidade de comunicação manifestou-se várias vezes, e também foi visível no Primeiro-Ministro, por exemplo. O Governo não pode nem deve passar a imagem de inimigo, mas sim passar a imagem que está a trabalhar para tirar Portugal da crise, e deve funcionar sempre como um elemento que quer garantir um clima sustentável de paz social. Todos queremos um Portugal melhor e um Portugal mais prospero. Então trabalhemos e lutemos todos juntos para isso.

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Fábio Vilas Boas Vogal da CPC da JP Gondomar


Crónica Parlamentar Fevereiro 2012 Pelo deputado José Ribeiro e Castro Círculo do Porto

Troika e fracturas – sinais dos tempos O mês parlamentar de Fevereiro teve vários momentos altos, abrindo logo com legislação matricial sobre Ambiente e debates em torno da difícil situação dos estaleiros de Viana do Castelo. Destaco, sobretudo, cinco matérias: - a terceira reavaliação pela troika; - mais uma tentativa de legislação fracturante, agora pretendendo consagrar a adopção por uniões homossexuais; - a reforma da legislação do arrendamento; - os esforços da oposição para entorpecer as reformas na área da Educação; - e a comissão de inquérito ao BPN. Começando por esta, penso que o PSD reagiu precipitadamente. Melhor teria feito se, falando com o CDS, tivesse proposto uma alternativa, em lugar de avançar para o chumbo da proposta do BE. Agora, lá vamos ter que ir a reboque… O escândalo do BPN não pode merecer a menor tergiversação na sua denúncia e exposição, bem como na responsabilização de todos os culpados e dos oportunistas adjacentes. Não é o único – mas é um que não pode escapar. O CDS fez bem em não se associar ao erro do PSD e abster-se. Ouvi Marques Mendes na TVI acusar o CDS de “deslealdade” por este facto. Não tem razão. “Desleal” seria o CDS se tivesse dito publicamente do seu parceiro aquilo que Marques Mendes disse, ele próprio, na TVI, do seu partido e bancada parlamentar… Na Educação, a oposição perdeu visivelmente o norte. A última demonstração está nas tentativas de suspender, bloquear, entorpecer, confundir… tudo o que mexe. Agora, é a reorganização da estrutura curricular do básico e do secundário. O Ministério esvaziou, à cabeça, muitas das críticas antecipadas e tem conduzido um processo de diálogo exemplar. Resta à oposição procurar adiar e travar. Houve novo round em Fevereiro. Perderam outra vez. Quanto à revisão da legislação do arrendamento urbano, é uma grande reforma estrutural a que fica ligada o nome de uma ministra do CDS. É muito importante andar para a frente e normalizar plenamente as relações contratuais, dando fôlego a um verdadeiro e dinâmico mercado de arrendamento em Portugal. Porém, eu prefiro – e ainda vou defender – um pouco mais de sentido humano e social quanto a arrendatários mais idosos e economicamente débeis. Quando tanto se esperou, bem se pode esperar um pouco mais quanto àqueles que não estão em tempo de vida de reagir e para que não haja alternativa efectiva.

Fevereiro foi também o mês em que voltou a romaria fracturante: desta feita, querendo introduzir a adopção por uniões homossexuais. As propostas legislativas foram chumbadas, mas provocaram “fracturas” em todo o lado menos no BE (a favor) e no PCP (contra): houve votações divergentes nas bancadas do PS, do PSD, do CDS e do bloco CDU – PCP para um lado, Verdes para outro. É também por isto que o Bloco insiste nesta agenda: “fracturar” é dinheiro em caixa. O tema, em si, poderia merecer vastas considerações, mas basta atentar nisto: a adopção é definida, conceptualmente e na lei, com referência à filiação natural – isto é, procura atribuir uma família natural a quem dela foi privado. O Direito não pode fixar a alguém que teve dois pais (ou três ou quatro) ou duas mães, em vez de um pai e uma mãe como é a filiação natural. A engenharia jurídica tem limites na sua arbitrariedade. E a adopção não tem sequer a ver com “quem cuida de quem”; tem a ver com a definição de relações de filiação, isto é, de pai e mãe. Por último, a terceira avaliação da troika. Não decorreu só na Assembleia da República, mas o acompanhamento parlamentar ganha evidência e tem sido um dos ingredientes do sucesso. A avaliação feita do desempenho de Portugal foi de novo positiva, embora todo o quadro seja muito duro e ainda muito exigente. Resta o consolo de que os sacrifícios façam sentido e as metas propostas sejam efectivamente atingidas. É essa perseverança tenaz que permitirá darmos a volta. Em 2013. Trabalhamos para isso. //11


Figuras JP Gondomar Decidi juntar-me à Juventude Popular porque…

Fábio Vilas Boas

Juntei-me à JP porque queria expor ideias e debatê-las activamente perante a vida pública, representando uma ideologia. Sempre gostei de política e, com o crescer, comecei a ficar alertado para algumas situações que se passavam à minha volta, sem poder nelas intervir directa ou indirectamente. A vontade de me filiar sempre partiu da minha vontade, fazendo esta, parte de um objectivo de vida de querer construir um caminho político saudável.

A JP Gondomar é…. JP Gondomar não é só um grupo político mas também um grupo de amigos. Somos um conjunto de várias forças com um único objectivo, fazer de Gondomar uma cidade melhor e Portugal um país melhor e mais próspero. Somos também um grupo dinâmico: unido e solidário.

A minha perspectiva para o futuro de Portugal é que…. Portugal, para muitos nos últimos anos, foi um grande país a desenvolver, mas a nível da dívida claro, mas passando isso, espero que Portugal cumpra os compromissos que assumiu perante a troika e que volte a reconquistar a confiança da europa. Espero também que Portugal não se desenvolva só a nível económico mas também a nível do sentido de bem estar social dos cidadãos portugueses. Espero que Portugal passe usar mais o seu território, cultura e as suas políticas. No fundo quero que o nosso país passe a ser o verdadeiro Portugal que todos nos conhecemos da nossa história, mas também não quero um Portugal perfeito, pois se isso vier acontecer não será muito bom sinal.

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Opinião

O Desastre! Recentemente, na perfeitamente legítima, em prol de encerrar. Portanto, este argumento Assembleia da República, veio a qualquer barbaridade ou ideal que do relançamento da rede escolar público, por intermédio do ministro desconheço. não é completamente verdadeiro. Nuno Crato, uma das conclusões da auditoria da Inspecção Geral de As contas são fáceis de O primeiro é: criar emprego. Finanças (IGF) à empresa pública fazer, mas o estômago é fraco para Parque Escolar: o custo unitário digerir tal desperdício. Mais uma vez, o estado usou as estimado de cada obra, que se lições do nosso amigo Keynes, A ideia inicial, uma bandeira amigo porque parece que não nos estimava custar 2,82 milhões de euros, aumentou mais de 400 por de Sócrates, já de si foi má: tinha larga desde o 25 de Abril. E é aqui cento desde 2007, chegando hoje a como objectivos criar emprego e que temos de romper com o 15,45 milhões de euros. relançar a rede escolar. Quanto ao passado! Os socialistas têm prazer segundo argumento, relançar a em cantar aos portugueses palavras O texto poderia terminar rede escolar é precipitada. É certo como Justiça ou Liberdade, palavras aqui, dada a brutalidade dos que muitas escolas precisavam de essas que eles pensam estar números apresentados, e a gota de obras, a escola EB 2/3 de patenteadas e as usam como suas, água aparece se pensarmos que Gondomar, da qual fui aluno, mas têm definições agudas sobre estavam previstas ser recuperadas precisava; mas a Secundária de elas. Pergunto: é justo a uma 327 escolas. Gondomar, garantidamente não. empresa do sector têxtil, por Fazendo umas contas muito Admito uns retoques sem exemplo, ver os seus impostos rapidamente, e se pensarmos que, significado, mas convém relembrar agravados para que seja pago este em cada escola, a Parque que foram os jovens do meu ano, e investimento, sublinhando a não Escolar/nós terá de pagar a mais eu tenho 21 anos, que necessidade de muitíssimas das 12,63 milhões de euros e, claro, “inauguraram” o novo ginásio, por escolas? Será ser livre ter alguém, assumindo que serão recuperadas exemplo; mais ainda, a parte nova algum governo, algum ministro ou as 327 escolas, a diferença total da escola tinha sido construída secretário de estado que decida será 4,130 mil milhões de euros. poucos anos antes de eu entrar… e onde o nosso dinheiro deva ser Ou seja, alguém ousou decidir que a escola está a ser completamente investido? um aumento de tal ordem seria remodelada, penso até que as uma flutuação natural e obras se não encerraram estão para

Tiago Isidro da Costa Vice-Presidente e editor do alternativa


Ao cair do pano…

Coluna do núcleo Rio Tinto/Baguim do Monte

Parque Escolar: o desastre! Reforma Administrativa

Em relação à reforma administrativa, o núcleo de Rio Tinto/Baguim do Monte não poderá ficar insensível à aglutinação destas duas freguesias, por isso, emitimos aqui a nossa opinião sobre este assunto, pois são duas freguesias urbanas e que neste caso consideramo-nos mais liberais.

1- Achamos que a aglutinação destas duas freguesias é um bem essencial na actual conjuntura económica em que Portugal se encontra, pois com aglutinação de duas grandes freguesias do concelho de Gondomar, poderá assim reduzir-se custos a nível de pessoal, a nível de infra-estruturas e a nível burocrático. 2-Depois teremos que ver que, a junção não terá problemas de acesso da população para ir tratar de assuntos na sua junta, pois quer Rio Tinto quer Baguim do Monte estão munidos de bons transportes públicos para facilitar a circulação, pois são freguesias urbanas e assim não corremos o risco de abandono da população.

3- Esta situação a ir para frente dará mais escala a Rio Tinto, e poderá descentralizar o poder que neste momento esta mais concentrado no Município de Gondomar. Num plano mais abrangente, temos a noção que esta reforma já peca pela demora embora venha da pior forma possível, ( o facto de termos a troika em Portugal que nos torna quase como uns "pausmandados") poderia ter sido feita mais cedo , porque não se trata apenas de reduzir custos, tratase também de evoluir o país a nível administrativo e aproximarmo-nos mais dos nossos parceiros europeus nesta temática.

Comissão Executiva do Núcleo da Juventude Popular de Rio Tinto/ Baguim do Monte

Consulta este e outros jornais em:

issuu.com/jpgondomar issuu.com/ jpgondomar O alternativa segue o antigo acordo ortográfico.

Edição de Fevereiro de 2012 do Alternativa  

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