Issuu on Google+

nº 17 / Ano 2 / Novembro 2011

Órgão oficial Juventude Popular de Gondomar alternativa@jpgondomar.com jpgondomar.com

alternativa Natal solidário com a JP Gondomar

No presente mês de Dezembro, a JP Gondomar vai promover uma campanha de recolha de roupa e alimentos que vão ser entregues na totalidade a uma instituição de solidariedade social social.. Se quiseres ajudar, entra em contacto connosco através do nosso e-mail mail.. Todos juntos podemos ter um Natal 2011 mais feliz!

Editorial

Sofia Moreira Vogal da CPC da JP Gondomar

1.

2.

3.

Como o Natal é uma época de solidariedade, é de salientar, no mês de Dezembro, a iniciativa, Natal solidário com a JP Gondomar, que consiste na recolha de roupa e alimentos a fim de serem entregues na íntegra a uma instituição de solidariedade social de Gondomar. Nesta edição, para além de uma breve crónica parlamentar, elaborada pelo Deputado Michael Seufert, presenteamos os nossos leitores com temas como: Fim dos passes Sub-18 e Sub-23, a falência do projecto europeu, o futuro da União Europeia e também o “abandono” da política por partes dos nossos jovens e ainda a usual entrevista-rápida, com Pedro Carvalho, Secretário-Geral da CPC da JP Gondomar. Desejo a todos votos de uma boa leitura. Espero que o nosso jornal seja uma mais valia, todos os meses.

O mês de Novembro foi quase exclusivamente dedicado ao processo orçamental. O Orçamento do Estado é um documento complexo e de conhecida e inegável importância para o pais. Também por isso o debate orçamental é duma enorme importância. O facto de estarmos debaixo de vigilância pelas instituições internacionais que nos garantem os empréstimos de que infelizmente precisamos, aumenta muito a responsabilidade de todos os intervenientes. Durante o debate orçamental o parlamento funciona de forma diferente ao habitual. Normalmente temos três sessões plenárias por semana (quarta e quinta-feira de tarde e sexta-feira de manhã), comissões nos restantes horários e contactos com o eleitorado à segunda-feira. Nesta altura é diferente. A discussão do orçamento começou a 10 e 11 de Novembro com sessões plenárias que duraram o dia todo. No dia 11 foi depois votado o orçamento na generalidade, e como obteve aprovação baixou à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP). A partir daqui seguiu-se o processo de discussão na especialidade. Nesta, cada ministro vem ao Parlamento reunir e debater com a COFAP e a(s) comissão(ões) que acompanha(m) as matérias do seu ministério. Esta discussão começou segundafeira dia 14 e durou toda essa semana, até dia 18, com três sessões diárias (às 09:30, 15:00 e 20:00). Estes dias nunca terminaram antes da meia-noite. Como o distrito do Porto conta com três elementos na COFAP, e como a COFAP participa em todas as reuniões em conjunto com os elementos das respectivas comissões especializadas, houve sempre dois e maioritariamente três deputados do Porto presentes nestas reuniões. Quando se discutiam matérias da Comissão de Educação, Ciência e Cultura (CECC) que é presidida pelo José Ribeiro e Castro estiveram aliás os quatro deputados reunidos. Ouviu-se ainda a ANMP, a ANAFRE e o Conselho Económico e Social.

Foi um trabalho muito forte e intenso. E muito cansativo. Nos dias 25, 29 e 29 foram depois discutidas e votas as propostas de alteração na especialidade para depois de poder proceder à votação final global que concluiu o processo orçamental.

Continua no verso


Arrepiar caminho Em Portugal, todos os partidos da esquerda preocupam-se e focam-se constantemente em afirmar que é preciso combater os grupos económicos e a iniciativa privada, que são precisamente quem cria postos de trabalho e quem gera riqueza. Foi devido a esta mentalidade e a esta visão completamente retrógrada, e devido a opções políticas de carácter socialista que conduziram Portugal ao actual estado de letargia global em que se encontra. Constato que esses partidos ainda não aprenderam com os erros do passado. Só com riqueza, e gerando ainda mais riqueza, e com mais iniciativa privada se poderá colocar a nossa economia a crescer, e assim, fazer descer a taxa de desemprego, reduzindo a pobreza. É este o combate que tem e deve ser feito! Todos os partidos apresentaram e submeteram as suas propostas aos portugueses através dos respectivos programas eleitorais. Realizaram-se eleições e os portugueses escolheram muito claramente qual era o caminho e o rumo que pretendiam seguir nos próximos quatro anos. Os programas eleitorais (as propostas) dos partidos da esquerda foram claramente rejeitados pela grande maioria dos portugueses. Agora esses partidos tentam através das centrais sindicais (CTGP e UGT), e através de outro tipo de “organizações” criar instabilidade, desacatos, que originam actos de violência, e desobediência como aqueles a que assistimos muito recentemente. A bem de Portugal e de todos nós, é bom que os partidos da esquerda arrepiem caminho, tenham noção e consciência da realidade em que o País se encontra, e que deixem o Governo fazer o seu trabalho. Aquilo que agora se pede e se exige a esses partidos, é que deixem governar quem democraticamente foi eleito. Aprendam a viver em democracia pois Portugal não é Cuba, não é a Venezuela, não é a Coreia do Norte, não é a China, nem a antiga URSS!

Pedro Carvalho, Secretário-Geral da CPC da JP Gondomar

Os três deputados do Porto da COFAP intervieram em todos os momentos do debate: na abertura o João Almeida e eu próprio, nas respectivas comissões todos (e destacava a audição ao ministro da Educação e Ciência onde falámos os três num excelente trabalho de equipa) e no debate das propostas de especialidade onde contámos com as intervenções da Vera Rodrigues, do João Almeida e de mim. Foram propostas redigidas e assinadas por nós, em conjunto com os colegas do PSD, que permitiram por exemplo garantir que os esforços de contenção se aplicam também às subvenções vitalícias ou que o IVA nas actividades culturais não é tão agravado. Mas nem só de questões macro se constrói um orçamento. A preocupação com o nosso distrito também aparece e não nos esquecemos do Porto. Destacava duas perguntas que tive oportunidade de fazer. A primeira ao ministro da Saúde sobre o TAFAMIDIS, medicamento de combate à Paramiloidose (doença dos pezinhos) que muito aflige a população das Caxinas em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim. A segunda questão que levantei foi ao ministro da Educação sobre as obras megalómanas da Parque Escolar, quando dei como exemplo o da escola em Rio Tinto cuja luxuosa caixilharia está agora a ser desmontada para que se consigam abrir as janelas. Fica assim feito um relato possível e subjectivo dum mês atípico no Parlamento. Mais haveria que dizer, mas este é um retrato possível. Os vídeos das intervenções do CDS no Parlamento são regularmente publicados em http://vimeo.com/cdspp e os deputados gerem também os conteúdos das suas páginas do Facebook.

Michael Seufert Deputado pelo CDS-PP

Jovens dizem “NÃO” à política Nas últimas décadas, e mais concretamente nos últimos anos, grande parte da nossa classe política tem vindo a desiludir as novas gerações com más formas de governar e de estar na política. Essa postura negativa que boa parte dos nossos políticos tem mantido nos últimos anos, quer a nível político local, quer a nível político nacional tem vindo a afectar negativamente e directamente, ao longo do tempo, as opiniões que os mais jovens têm pela política e pelos políticos no geral. Consequência directa disso mesmo é que actualmente as novas gerações nutrem um total desinteresse pela política e um total descrédito por praticamente toda a classe política portuguesa, comprometendo de forma negativa o nosso país neste sector. Grave, e não menos importante que o desinteresse que os mais jovens têm vindo a demonstrar ao longo dos últimos anos é que também se deixam influenciar por ideologias políticas erradas dos mais velhos, ficando assim com uma imagem distorcida da realidade. Actualmente, e de forma que eu considero errada e negativa, muitos pais também não deixam os filhos ter uma participação activa na vida política, dizendo-lhes que esse é um mau caminho a seguir, preferindo mesmo ver os filhos revoltados, e expondo as suas ideias de forma errada, e nos locais errados, participando muitas das vezes em manifestações que normalmente terminam com actos de vandalismo puro. Para este descrédito, também muito têm contribuído as escolas que não incentivam a participação dos mais jovens na vida política, não incentivam os jovens a expor e debater as suas ideias. Para inverter esta tendência, é necessário não só deixar, mas principalmente incentivar os jovens a participar e contribuir activamente na vida política com ideias e propostas, estimulando o espírito crítico das novas gerações. Este seria, sem sombra de dúvidas, um passo importantíssimo para influenciar positivamente e directamente o futuro da classe política portuguesa!

Fábio Vilas-Boas Militante da JP Gondomar


A falência do projecto europeu. Haverá solução? O projecto europeu foi o grande exemplo de paz e cooperação que o velho continente quis mostrar ao Mundo, nas últimas décadas. Hoje é possível a um europeu viajar livremente pelo continente, trabalhar onde quiser, estudar um semestre inteiro numa faculdade europeia, ter uma profissão acreditada em qualquer lado na Europa e muito, muito mais. Mas tudo isto está em vias de se auto-destruir. Criámos um modelo social deveras exigente do ponto de vista financeiro e acreditámos mesmo que era possível mantê-lo, estando nas nossas barbas que os orçamentos que aprovavamos eram deficitários. Ano após ano.

O grande azar foi ter o socialismo democrático como motor deste sonho europeu, que na realidade foi apoiado por todos. Até mesmo outros quadrantes políticos apoiaram esta doutrina. Ou seja, preocupamo-nos em dividir uma riqueza, que no início do projecto existia: a economia crescia, mas que ano após ano abrandava. Mas continuámos na distribuição da riqueza que não produzíamos que se traduziu em dívida. Dívida que não poderemos honrar nos muitos anos que se seguirão. Criámos um verdadeiro cancro.

“Mas nós, europeus, somos muito humanos: criámos o salário mínimo, mas temos um telemóvel que temos foi feito por pessoas que trabalham por um saco de arroz”

As asneiras não ficam por aqui. A Europa desenvolveu outra doença: “a carga fiscal”. Criou-se uma carga fiscal cada vez maior e não se reparou que isso fez com que a capacidade produtiva se deslocasse para mercados asiáticos. Hoje, 90% do que compramos vem desses mercados. Desde roupa, computadores, TV’s, o nosso telemóvel e ficamos na Europa com a logística e com o comércio. Resultado: desemprego. Mas nós, europeus, somos muito humanos(!): criámos o salário mínimo, mas o telemóvel que temos foi feito por pessoas que trabalham por um saco de arroz; abolimos o trabalho infantil, mas nem sequer sabemos quem coseu os ténis que calçamos. Ou seja, é impossível competirmos com os mercados asiáticos. Impossível. Mas também não é possível apenas vivermos do comércio e da logística. E agora? Agora, apesar de não ser novo aquilo que falo, de toda a gente conhecer ao pormenor todas as entrelinhas que até agora escrevi, que este texto bem poderia ter sido escrito por qualquer europeu, quando ligamos as nossas televisões ouvimos falar em troika, em rating, na Grécia, em Portugal, mas nenhum dirigente europeu opinou sobre este problema, ninguém apresentou nenhuma solução. Nem BCE, nem Merkel, nem Sarkozy, nem Barroso… É urgente voltar a produzir na Europa. Enquanto não resolvermos o problema Ásia, é impossível voltarmos a ter uma economia próspera, umas finanças saudáveis e não haverá salvação possível.

Tiago Isidro da Costa Vice-Presidente da JP Gondomar


A União Europeia que Futuro? "A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro futuro.." Miguel Cervantes A crise da União Europeia é uma crise a três dimensões. Uma crise bancária, uma crise de crescimento económico e de competitividade, e uma crise das dívidas soberanas, cada uma delas mais letal do que as outras, visto que se alimentam mutuamente. A extensão da crise bancária na União Europeia continua a ser largamente negada. Raramente é mencionado, que os bancos Alemães estão super alavancados, tendo passivos que são 32 vezes superiores ao seu capital de base, sendo logo seguidos pelos bancos Franceses com passivos 26 vezes superiores. Em comparação, os passivos dos bancos Americanos são, só e apenas, 10 vezes o seu capital de base. Os bancos da União Europeia têm 40 triliões de euros de passivos, facto que vai originar um longo processo de desalavancagem, tendo como consequência a iminência de uma onda de insolvências. Milhares de empresas perderão financiamento e entrarão em falência, uma vez que, apesar de muitas empresas poderem ser viáveis economicamente, com o estrangulamento financeiro terão que fechar as suas portas, por não terem acesso a recursos monetários para colmatar eventuais quebras de tesouraria ou financiar investimentos prementes. A União Europeia está estagnada num recorrente baixo crescimento económico para o qual não se perspectiva uma retoma imediata e o impacto que a crescente população de pensionistas irá ter num futuro próximo, fará atrasar ainda mais esse tão desejado crescimento económico na UE. A dificuldade de crescimento da Europa está a pôr a nu, as suas fragilidades estruturais e a dificuldade de mudança de papéis da União Europeia no Mundo. O continente Europeu como um todo está a debater-se com a necessidade vital de encontrar no futuro nichos nos mercados de exportação. Só 2 % das exportações da União Europeia são para a China, 1% para a Índia e menos de 1% para o Brasil. No total só 7,5% das exportações da União Europeia vão para países que contam com 70% para o crescimento mundial. Num mundo cada vez mais globalizado, e fazendo um diagnóstico simplista, o que se pode constatar é que a economia do século XXI vai estar cada vez mais concentrada em blocos económicos: EUA, Canadá, Brasil, União Europeia, Rússia, Índia, China, Japão e Austrália. Se a UE, e os seus líderes não acordarem para a solução derradeira que passa pelo Federalismo Fiscal, a UE e o Euro, estão condenados ao fracasso e caindo cada vez mais numa espiral de “Soma Zero” (a utilidade obtida por cada combinação de estratégias é sempre igual a zero, assim o ganho de um país, é directamente proporcional ao que os demais países perdem). Nos anos dourados da globalização, dizia-se que todos os países ganhavam com ela, mas agora detecta-se que entrámos num "mundo de soma zero", em que uns ganham porque os outros perdem.

A última das três dimensões é da crise das dívidas soberanas. O colapso financeiro de 2008 foi derivado a uma sobreexposição dos bancos e seguradoras aos denominados activos tóxicos. Nessa altura todos os estados afectados pela crise financeira, em maior ou menor escala, entraram nos capitais dessas instituições financeiras para evitar a sua falência. Ao nível da União Europeia, o caso mais flagrante foi o caso da Irlanda. O sector bancário Irlandês foi severamente atingido pela crise financeira declarada no final de 2008, e só tem sobrevivido à custa de injecções maciças de capital por parte do Estado. Essa intervenção estatal elevou o défice público do país para mais de 32 por cento do PIB em 2010. A Irlanda é um caso paradigmático, em que a intervenção do Estado para salvar o sector financeiro da bancarrota, originou um aumento exponencial do seu défice e consequentemente da sua dívida pública. Em 2008, todo o sector financeiro e analistas económicos gritavam para que os Estados interviessem no sector financeiro para evitar o seu colapso e consequente contágio para a economia. Os Estados assim o fizeram. Dois anos volvidos, os “Mercados”, essa figura sem rosto que em 2008 os Estados salvaram com a sua intervenção, são os mesmos que especulam sobre as dívidas desses mesmos Estados, tendo como argumento a excessiva divida pública dos países.


A dívida pública não é um mal em si mesmo. Esta tem um papel fundamental no desenvolvimento económico e na equidade intergeracional, visto que a dívida pública deve de ser usada para financiar investimentos que se consomem durante várias gerações. O mal está em gerar dívida pública para pagar consumos actuais, que serão pagos com impostos futuros, penalizando as gerações futuras que não beneficiarão desses consumos As dívidas soberanas devem de ser vistas de forma relativa, uma vez que, o que as torna tão críticas é o baixo crescimento económico dos estados e a subida do seu custo de financiamento nos mercados internacionais. É aqui que entram as denominadas “Eurobonds”. As “Eurobonds” assentam na premissa de que os membros do Euro Grupo passariam a vender obrigações em conjunto aos investidores, garantindo-as colectivamente. O dinheiro angariado seria dividido pelos membros para cobrir as necessidades de financiamento de cada país, o que teria de ser aprovado colectivamente. Os países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Irlanda, os denominados PIIGS, conseguiriam desta forma financiar-se com taxas de juro mais competitivas do que se fossem aos mercados isoladamente, havendo aqui um trade off entre estes países e os países como Alemanha e França, que passariam a ter que pagar a mesma taxa que os outros, taxa de juro essa superior à qual se financiam actualmente. Cabe-nos esperar que os nossos líderes políticos comecem a ter mais uma visão estratégica a médio/longo do que querem para a UE, em vez de terem uma intervenção reaccionária às circunstâncias do momento.

"Temos tempo bastante para pensar no futuro quando já não temos futuro em que pensar." Bernard Shaw Cid Lopes Ferreira Presidente da Mesa do Plenário da JP Gondomar

Figuras JP Gondomar: Pedro Carvalho 1.

Decidi juntar-me à Juventude Popular porque …?

Entendi que estava na altura de ter um papel mais activo e participativo na vida política. Portugal enfrenta actualmente um momento extremamente difícil que nos atinge e afecta a todos, como tal entendo que os jovens têm um contributo muito importante a dar para mudar o rumo de Portugal. Esse contributo passa por uma maior participação dos jovens na vida política e na vida cívica. Apesar de me ter filiado bastante tarde na JP, dado que me filei com 27 anos (actualmente tenho 29), curiosamente filiei-me primeiro no CDS, e só posteriormente é que me filiei na JP. A minha filiação foi por minha livre e espontânea decisão, por convicção. Na altura não tinha qualquer tipo de ligação à JP nem ao CDS/PP. Recordo-me de na minha adolescência seguir com alguma regularidade a actividade parlamentar em Portugal. Desde essa altura que comecei a seguir com atenção a bancada parlamentar do CDS/PP pela forma como se debatia política, pela forma como se apresentavam e defendiam as propostas. Apesar de ter um grupo parlamentar bem mais pequeno que o PS e o PSD, o CDS já na altura se distinguia dos restantes partidos pela qualidade do seu grupo parlamentar. 2. A JP Gondomar é….? A JP Gondomar é para mim antes de mais, um grupo de amigos. Desde o primeiro dia que entrei activamente para a JP Gondomar que criei algumas boas amizades, que actualmente já vão para além da JP. A par disso, somos um grupo de jovens irreverentes e inconformados com a actual situação do País, que não se resigna, nem opta por ficar de braços cruzados sentados no sofá em casa, à espera que alguém resolva os problemas por nós, fazendo de conta que está tudo bem. 3. Os meus passatempos são….? Os meus principais passatempos são a minha vida profissional, a minha vida familiar, e os meus amigos. Então, depois o pouco tempo livre que me resta, é canalizado para a prática do desporto (gosto de correr e de jogar futsal). Também gosto de política, de ler, caminhar, navegar pela internet, de conviver, e por último, adoro automóveis, e especialmente de os conduzir! 4. A minha perspectiva para o futuro de Portugal é que….? A minha perspectiva para o futuro é que Portugal honre os compromissos que assumiu com quem as instituições internacionais que nos financiaram, evitando que entrássemos na banca-rota, que coloquemos quanto antes a nossa economia a crescer de forma sustentada para que possamos reduzir a elevada taxa de desemprego que temos. Por último e não menos importante, é que os portugueses, e principalmente os mais jovens, percebam que o CDS é de facto uma alternativa credível aos Governos liderados sucessivamente pelo PS e pelo PSD, que nos (des)governaram nas últimas 3 décadas de forma irresponsável, hipotecando o futuro das novas gerações!


O fim dos passes subsub-18 e sub sub--23 Recentemente foi noticiado na comunicação social que a partir de Janeiro os passes sub-18 e sub-23 vão terminar, o que se traduz num aumento de cerca de 50% para todos os jovens estudantes que teoricamente não têm rendimentos, e quem vai suster esse aumento (ou fim do desconto de 50%, como quiserem chamar) vão ser os Pais, o que significa um maior esforço por parte das famílias portuguesas, numa altura em que já estão asfixiadas pelo aumento da carga fiscal. Ora se em tempo de crise se exige um esforço de toda a população portuguesa, acho que essa “toda” devia de ter apenas em conta quem trabalha e não aqueles que à partida não possuem rendimentos para poder cobrir despesas, o fim dos descontos nos passes para estudantes é um ataque feroz da parte do Governo à educação, pois aquelas famílias com menos rendimentos em que os filhos estão a estudar longe de casa porque os pais não têm dinheiro para pagar alojamento no local de estudo, o passe de estudante é de certa forma uma ajuda para que o jovem se mantenha a estudar, pois de certeza que o que gasta em passe (com o actual desconto) é muito inferior ao que gastaria num alojamento permanente durante o tempo lectivo. Assim, com o fim do desconto, o que se gasta nos passes vai traduzir-se em igual valor (em muitos casos, não todos) ao valor se o jovem arranja-se residência no seu local de estudo, e isto pode trazer consequências graves para a educação em Portugal, estou a falar do abandono dos jovens das suas licenciaturas, porque os pais não têm recursos para pagar os passes e assim os jovens não têm como ir para o seu local de estudo, por isso das duas uma, ou arranjam emprego tipo part-time para cobrir as despesas (toda a gente sabe que na actual conjuntura económica portuguesa não está fácil para o jovem português arranjar trabalho), ou então deixar definitivamente o ensino superior.

Vou dar um exemplo concreto, para mostrar que o que eu referi em cima, em relação ao preço do passe sem desconto, é quase igual (às vezes até superior) ao preço de uma residência permanente próximo do local de estudo. Eu sou estudante na Universidade do Minho e resido em Rio Tinto, faço todos os dias a viagem Porto-Braga e Braga-Porto de comboio e o preço do passe sub-23 da CP é de 30€, tenho de tirar também o passe sub-23 de autocarro da TUB (Transportes Urbanos de Braga), pois desde a estação de comboios de Braga até à UM ainda é uma longa distância. O passe da TUB fica cerca de 11,40€, portanto com o fim do desconto ficará por 22,80€ e o passe da CP ficará por 60€, fazendo as contas mensalmente gastarei 82.80€ só em passes. Arranjar um quarto em Braga fica mais ao menos entre 70 a 100€. Agora é só tirar ilações, pois a minha acho que neste texto esta bem explícita, sou completamente contra o fim dos passes sub-18 e sub23, pois é um retrocesso na educação portuguesa, um retrocesso para o desenvolvimento de Portugal, e pior ainda, um ataque aos estudantes que são o futuro de Portugal.

Nuno Sousa Vogal da CPC da JP Gondomar

Recordar é fixe! Mário Soares, que deixou passar em claro as “as políticas de direita” dos últimos seis anos, lançou para a praça pública, em vésperas da greve geral, num momento escolhido que tresanda a oportunismo político, um manifesto. O texto surpreende pela fraca qualidade. Esquece, é claro, que numa situação menos grave, teve de meter o socialismo na gaveta, pediu todos os sacrifícios e indignou-se com quem tentou levantar-lhe problemas. Fico admirado pelos subscritores que congregou à volta do seu manifesto, Pedro Adão e Silva, um dos mais argumentativos defensores das políticas do anterior Governo que, recorde-se, assinou os termos da submissão à troika, e ainda Vasco Vieira de Almeida, que tem sido um dos advogados do regime, dos grandes bancos e dos grupos e interesses dominantes, o que diz bem do seu entendimento sobre a missão patriótica da esquerda.

alternativa.jpgondomar.com

João Tomás Santos Presidente da JP Gondomar

O alternativa segue o antigo acordo ortográfico.


Edição de Novembro de 2011 do Alternativa