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Nº 20 | An o X XI V | Ag o st o de 20 0 9

Juventude Popular da Maia

jpmaia.org

Manuel Oliveira em entrevista

O SENHOR QUE SE SEGUE Juventude Popular da Maia em acção | p. 3 Maria João Ribeiro é a nossa convidada de honra | p. 8 Textos de opinião de Carlos Pinto, Liliana Santo | p. 8 e José Tiago Oliveira | p. 9


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p r ime ir a pá gina

post@s virtu@is O Programa do CDS O programa de Governo do CDS-PP é de tal forma positivamente avassalador que ninguém se atreveu a criticar. Nem os habituais críticos. Deve ser por isso que começam a desviar importância das propostas avançadas. Por serem coerentes. Por serem construtivas. Por serem aplicáveis. Por serem inovadoras, sem serem revolucionárias (ou exageradamente reformistas). Por serem em prol de Portugal e dos Portugueses.

Carlos Martins http://ruadireita.blogs.sapo.pt/

apontamentos CDS Maia na internet A caminho das eleições autárquicas, o CDS vai marcando presença na internet. Depois do Blogue Oficial da Campanha, surgem dois novos blogues oficiais de candidaturas a Juntas de Freguesia. Quem quiser acompanhar as novidades de Vermoim pode consultar vermoimpodemudar.blogspot.com, e para saber os pormenores relativos a Gueifães basta ir até ao endereço porquegueifaesmerecemelhor.blogspot.com.

CDS apresenta programa Foi apresentado em Tomar, no final do mês de Agosto, o programa eleitoral do CDS para as próximas legislativas. Sintetizando todos os pontos que têm marcado a acção do partido, Paulo Portas avança assim, definitivamente, até 27 de Setembro.

CDS em pré-campanha Já arrancou no distrito do Porto a pré-campanha do CDS. Na rua todos os dias, Ribeiro e Castro e Michael Seufert, entre outros membros da lista e apoiantes diversos, vão levando a mensagem do partido um pouco por todo o distrito.

Editorial Tiago Loureiro Editor d’O Jovem 1 – Foi este mês publicada a lei a educação sexual nas escolas. Longe de mim questionar os efeitos positivos da disciplina. Sou daqueles que acreditam que uma Educação Sexual clara e sem complexos só traz benefícios. É por isso que, quando questiono a lei, não questiono a sua utilidade, mas sim o valor subjectivo que tal utilidade possui de aluno para aluno e de encarregado de educação para encarregado de educação, e que sai triturada pela obrigatoriedade cega que reina no sistema de escola pública vigente, e que os socialistas, dogmaticamente, tendem a suportar, nomeadamente no caso da lei em causa. O que esta lei faz é dar corpo E assim voltamos, ao princípio bem socialista de como sempre, ao que o indivíduo é parvo para problema base do tomar as suas próprias decisões e precisa da sistema que actualmente omnisciência do Estado para entope a eficiência da decidir por ele o que é melhor para a sua vida, atitude que é escola pública: falta de transversal na educação liberdade. pública em Portugal.

E assim voltamos, como sempre, ao problema base do sistema que actualmente entope a eficiência da escola pública. E, como sempre, não é demais repetir uma possível solução. Aquela em que os alunos, os encarregados de educação e as escolas tenham liberdade de escolha.

2 – Em sentido inverso, Cavaco Silva não promulgou a lei nova das uniões de facto. Pode ser que esta tentativa de equiparar a união de facto ao casamento tenha constituído uma forma dissimulada de atribuir aos homossexuais os direitos inerentes ao casamento civil, ainda não reconhecido para pessoas do mesmo sexo. Se assim foi, o PS dá uma dupla demonstração de irresponsabilidade. Em primeiro lugar, porque leva por arrasto um vasto conjunto de portugueses que optaram por não casar em favor de uma vida em união de facto e que, de repente, vêem a sua liberdade de optar reduzida praticamente a zero. Em segundo lugar, porque prefere um caminho que, embora mais longo, é mais discreto e tranquilo e se faz levantando menos poeira, deixando de lado a coragem que, neste caso, assentaria bem a um partido que enche a boca para falar do seu progressismo. Tivesse o PS tido a coragem de votar favoravelmente a proposta do Bloco sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo há uns meses, e esta manobra sinuosa, que põe em causa o direito dos cidadãos de livremente optar por modos de vida diferentes, seria totalmente desnecessária. 3 – Nesta edição d’O Jovem incluem-se algumas novidades, essencialmente ao nível da imagem. Uma mexida que, espero, traga mais vida ao jornal e uma frescura maior para que o lê. Para que continue uma referência!


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p r ime ir o pl an o

Eleições gerais na JP Maia No passado dia 1 de Agosto, foram realizadas as eleições gerais para os órgãos da Juventude Popular da Maia. Com uma afluência bastante significativa para uma eleição com apenas uma lista concorrente, Manuel Oliveira foi eleito como novo presidente da Juventude Popular da Maia, mantendo como vicepresidentes Nuno Silva e Tiago Loureiro, aos quais se junta Carlos Pinto. A secretaria-geral ficará agora a cargo de José Tiago Oliveira. Esta nova equipa foi responsável pela elaboração de uma moção de

estratégia que acompanhou a candidatura. “Seguir à Direita”, de seu nome, marca as prioridades da nova Comissão Política Concelhia. De referir ainda que o ex-presidente concelhio, Eric Rodrigues, toma agora lugar como presidente da Mesa do Plenário Concelhio, onde terá como vice-presidente André Ribeiro e como secretário Pedro Gomes. No que diz respeito ao Gabinete de Estudos da Juventude Popular da Maia, Carlos Pinto foi eleito coordenador sucedendo a Nuno Silva.

Sempre presentes! O CDS fez a sua reentré política na Praça do Peixe de Aveiro, pelo segundo ano consecutivo. Um convívio sempre apreciado pelos militantes do CDS e da JP, e que foi, este ano, especialmente importante devido às eleições legislativas e autárquicas que pela frente se encontram. O Presidente da Juventude Popular, Michael Seufert, teve a oportunidade de abrir o comício com um discurso para os militantes presentes, e que destacou como especiais visados, a esquerda portuguesa, nomeadamente o governo socialista. Por volta das 20h, o presidente do CDS, Paulo Portos, fez o seu discurso em que atacou o primeiro-ministro José Sócrates pelo trabalho que prometeu e não cumpriu, e por aquele que cumpriu e… fez mal. Passando sobre todos os temas importantes para o país, Paulo Portas

explicou ao país quais são as diferenças do CDS e da esquerda. Previamente ao comício, os militantes da Juventude Popular estiveram reunidos numa reunião de CPN alargada, que contou com a presença do deputado João Rebelo, director de campanha do partido para as eleições legislativas, que deu algumas indicações à Juventude Popular acerca do estado da campanha e os últimos retoques na imagem do CDS para o exterior. Também os responsáveis directivos e de imagem da JP deram as suas dicas para o período eleitoral que se avizinha. A Juventude Popular da Maia esteve presente em força, destacando-se, mais uma vez, como uma das concelhias mais activas de todo o país. Sob o lema “Sempre Presentes!”, a concelhia maiata não passou despercebida.

Comissão Política Concelhia

Juventude Popular da Maia Presidente Manuel Oliveira Vice-Presidentes Carlos Pinto Nuno Silva Tiago Loureiro Secretário-Geral José Tiago Oliveira Vogais Karla Ribeiro Luís Santinhos Ribeiro Liliana Santo Vânia Peres Rinaldo Rodrigues Pedro de Souza-Cardoso


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p r ime ir o pl an o

Juventude Popular apresenta candidatos

Na passada terça-feira, 25 de Agosto, decorreu na sede concelhia da Juventude Popular da Maia a apresentação dos candidatos da

concelhia maiata da JP nas listas do CDS às freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, juntamente com a apresentação de Michael Seufert, Presidente da Comissão Política Nacional da Juventude Popular como 4º candidato na lista do CDS no Porto para as eleições legislativas de 27 de Setembro, encabeçada por José Ribeiro e Castro, na qual se incluem ainda os militantes da Juventude Popular, António Rocha, de Penafiel e Ana Castro, do Porto. A apresentação dos candidatos começou com uma intervenção do presidente concelhio da JP Maia, Manuel Oliveira, à comunicação social e aos militantes e amigos presentes, tanto do CDS como da Juventude Popular, falando um pouco sobre as autárquicas na Maia,

da candidatura do CDS e do apoio da Juventude Popular ao partido nesta hora de campanha. Michael Seufert, Presidente da CPN da Juventude Popular, dirigiu-se aos presentes falando da candidatura do CDS às legislativa a nível nacional, destacando o papel da Juventude Popular que, segundo o próprio, será muito importante. Falou ainda do convite que o presidente do partido, Paulo Portas, lhe fez para integrar o 4º lugar na lista do círculo eleitoral do Porto onde, para além dos já citados, surgem os nomes de João Almeida, secretário-geral do partido e antigo presidente da Juventude Popular, e de Cecília Meireles, assessora do vicepresidente da Câmara Municipal do Porto e Presidente da Comissão Política Distrital do Porto do CDS, Álvaro Castelo Branco, em destaque.

Autárquicas na Maia

A Juventude Popular da Maia tem-se feito representar nas várias deslocações de campanha para as quais é solicitada pelos candidatos das diferentes listas que representarão o CDS na Maia. Neste mês de Agosto, destacam-se a visita de Álvaro Braga Júnior ao Aeródromo de Vilar de Luz, em Folgosa, onde o candidato do CDS ao executivo camarário viu e

ouviu as queixas e os problemas do Aeródromo e dos seus utentes, muito em especial as potencialidades que o Aeródromo poderia trazer ao concelho e não o faz por falta de meios. Sempre ressalvando que a Câmara não tem dinheiro para lá investir, Braga Júnior, no entanto, atacou o executivo camarário por não procurar fundos, nomeadamente

europeus, para investir no Aeródromo que seria sempre uma mais-valia para o concelho. Também presente na campanha do candidato do CDS à Junta de Freguesia de Pedrouços que se deslocou ao Pedrouços Atlético Clube, mantendo assim a sua filosofia de ouvir e dar voz as colectividades da freguesia que, para a candidatura do CDS, são muito importante para o seu desenvolvimento. Após uma visita ao estádio e as suas instalações, decorreu uma reunião entre o Director do Clube e membros do CDS e da JP Maia. Ainda por Pedrouços, ao lado de José António Martins, um grupo de militantes da JP Maia teve a oportunidade de conhecer o complexo habitacional de Teibas, bem como a Associação Recreativa e Cultural que lhe dá vida, ouvindo os seus protagonistas, e os seus problemas e dificuldades.


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ent rev ist a manuel oliveira presidente da comissão política concelhia da juventude popular da maia

É inequívoco que a JP Maia cresceu nos últimos anos a olhos vistos e goza hoje de um reconhecimento notório. Mas também é verdade que ainda há muito a fazer e a construir para que a marca “JP Maia”

perdure e cative sempre mais os jovens.

Manuel Oliveira O senhor que se segue! Perante o anúncio do abandono da presidência da JP Maia do Eric Rodrigues, decidiste avançar com a tua própria candidatura para lhe suceder. O que te motivou a avançar? Vários factores. O principal foi de facto considerar que, após alguns anos de experiência e activismo partidário, tinha chegado o momento certo de comandar uma estrutura concelhia com a certeza de que tenho algo de valor a acrescentar. A JP Maia é uma concelhia muito especial, com uma história muito rica e feita por pessoas de enorme valor. Reconheço nela militantes com verdadeiro amor à camisola, que se batem por ideias e não por individualismos obscuros, coisa rara no panorama político actual.

O trabalho que o Eric Rodrigues e a sua equipa deixam é uma herança pesada. Achas que vais estar à altura? Deixemos as avaliações para o final do mandato. O importante é percebermos que é sempre possível fazer mais e ainda melhor. É isso que nos deve mover, e de outra forma eu não me teria candidatado. É inequívoco que a JP Maia cresceu nos últimos anos a olhos vistos e goza hoje de um reconhecimento notório. Mas também é verdade que ainda há muito a fazer e a construir para que a marca “JP Maia” perdure e cative sempre mais os jovens. A tua comissão política vem, em grande parte, da anterior. A

estabilidade é um dos factores que pretendes valorizar daqui em diante? Sem dúvida. A JP Maia tem nos seus quadros elementos extremamente valiosos e isso deve ser protegido e rentabilizado. Quando pensei na minha CPC ideal procurei harmonizar elementos com experiência e provas dadas com outros que mostraram interesse em colaborar com a JP Maia há pouco tempo, mas que a sua força de vontade e entrega são visíveis. Tenho a certeza que lidero uma CPC equilibrada e que fará um trabalho notável. Agora que estás eleito, que presidente te propões ser? Quais as tuas principais ideias e propostas? Repudio lideranças egocêntricas e que sem perceberem destruam aquilo que julgam estar a construir. Às pessoas que pedi apoio quando me decidi candidatar prometi uma liderança descontraída e envolvente, mas sempre responsável. Temos muito trabalho pela frente. É importante encontrar e fidelizar elementos de todo o concelho, estarmos verdadeiramente activos em cada uma das dezassete freguesias e assim conseguir um nível de representação que mais nenhuma juventude partidária na Maia consegue.


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ent rev ist a Queremos estar junto de todos os

vitais para a cidade, este absolutismo

Todos juntos somos mais fortes, todos juntos a remar na mesma direcção atingiremos os nossos objectivos que passarão sempre por servir e elevar o nome da Maia cada vez mais alto. jovens maiatos, conhecer todos os problemas, participar em todas as decisões, construir a apresentar soluções. Estamos bem lançados para esse objectivo e vamos conseguir. Temos mais ideias e muitas propostas, mas também em política, o segredo é a alma do negócio! Que papel terá a JP Maia nas futuras eleições Autárquicas? Sabemos que a JP Maia estará representada nas listas do partido na Maia. Que apreciação fazes dessa representação e dos candidatos por ela abrangidos? A JP Maia tradicionalmente sempre apoiou exemplarmente o CDS-PP em todos os combates. Agora não será excepção. Vamos ter uma JP Maia representada ao mais alto nível no processo autárquico e exemplos disso são o quarto lugar da Assembleia Municipal da Maia do Eric Rodrigues, o segundo lugar do Tiago Oliveira à Assembleia Municipal de Vermoim e o segundo lugar à Assembleia Municipal de Gueifães, e sétimo à Câmara Municipal, do Carlos Pinto. Temos ainda nomes valiosos, só para citar alguns, como o Nuno Silva, a Vânia Peres, o Rinaldo Rodrigues, o Luís Santinhos Ribeiro, a Liliana Santo, o Tiago Loureiro e o Igor Vieira que, mesmo em lugares de menos destaque, comprometeram-se com as suas ideias e empenho a ajudar a JP Maia e o CDS-PP Maia. Mas além destes temos muitos mais, todas as listas que o CDS-PP Maia apresentou estão recheadas de quadros da JP Maia que assim demonstram um apoio total nesta luta difícil que é contrariar, com ideias necessárias e

reinante no executivo camarário e em algumas freguesias. Atrevo-me a dizer que somos a estrutura juvenil do concelho com mais representação neste processo autárquico e também muito por isso tenho a certeza absoluta que o CDS-PP Maia reconhece à JP Maia um papel importante para o sucesso destas jornadas eleitorais. Estamos unidos e conscientes de que é importante o CDS-PP recuperar muita da alma que perdeu a nível autárquico. Todos juntos somos mais fortes, todos juntos a remar na mesma direcção atingiremos os nossos objectivos que passarão sempre por servir e elevar o nome da Maia cada vez mais alto. Avançando para um plano mais alargado, e uns meses após o último congresso, que apreciação fazes da nova CPN da Juventude Popular? É uma CPN com pessoas que estimo bastante e reconheço francas capacidades para um grande mandato. Desde já não posso deixar de apontar (e perdoem-me se sou

suspeito!) a presença do nosso Eric. Todos concordamos que a Maia está muitíssimo bem representada por ele e que juntamente com a restante equipa irão fazer um bom trabalho neste ano particularmente difícil. Num ano com três actos eleitorais a JP deve aproveitar para mostrar aquilo que realmente vale. Não há desculpas para não estar na rua nem para deixar de passar a nossa mensagem. Com nomes como o Michael Seufert, o Patrique Alves, o Eric Rodrigues, o João Ribeirinho, a Raquel Paradela Lopes, o Manuel Aranha e a Vera Rodrigues acredito piamente que esta actual CPN fará um bom mandato e que deixará a sua marca. A JP Maia cá estará para ajudar a construir porque estamos e estaremos sempre presentes. Também o trabalho da CPN estará, por enquanto, mais vocacionado para o trabalho eleitoral. Com que força vês a JP para desempenhar essa função e, nomeadamente, ajudar o seu presidente a ser eleito no distrito do Porto? Pelo que tenho vindo a constatar, a actual CPN está a fazer um bom esforço na união da JP em torno desta campanha. É óbvio que uma estrutura tão grande como a JP traz as dificuldades inerentes a uma total mobilização e participação de todos, mas mesmo assim considero que tem sido feito um bom trabalho. Pareceme que as concelhias estão mais próximas da CPN e isso era necessário porque elas são a chave de toda a mobilização eleitoral da JP e as bases que estão próximas do real “militante JP”. Pessoalmente acredito num excelente resultado do CDS no Porto e isso fará com que o Michael seja eleito e represente exemplarmente a JP no Parlamento. O CDS precisa de um jovem como ele que defenda objectivamente políticas de direita

Acredito num excelente resultado do CDS no Porto e isso fará com que o Michael Seufert seja eleito e represente exemplarmente a JP no Parlamento.


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ent rev ist a do dinheiro de cada um de nós, que é incompetente, injusto socialmente e que apoia uma Constituição que repudia a Liberdade. É verdade que a política demagógica dos partidos de extrema-esquerda é atractiva junto dos jovens, mensagens com crítica fácil e sem soluções são de fácil interpretação e passíveis de seguidismo cego. É responsabilidade nossa contrapor com ideias claras, mas com conteúdo sustentado em conceitos como a liberdade, a responsabilidade, ética e democracia. Isto o BE e o PCP nunca conseguirão, seria contranatura.

Perguntamos e explicamos a cada um o que é a política, o que é uma juventude partidária, a importância do voto e a participação activa da cidadania. Não temos medo nem vergonha de dizer que somos de direita e que acreditamos na liberdade individual. democrática para um país melhor, mais livre e mais justo. A Juventude Popular orgulha-se de ser, inequivocamente, uma organização política de direita. No entanto, a mensagem da direita parece ter sempre mais dificuldade em chegar junto dos jovens. Achas que tal facto se deve à atractividade demagógica da esquerda ou ao falhanço de certas abordagens por parte da direita? Portugal é um país admirável e apaixonante pelos seus costumes e história. A nossa história política é recheada de momentos de tensão, grandes avanços e recuos. A história

também já demonstrou que essa esquerda que falas sempre foi derrotada na hora da verdade. O povo português conhece perfeitamente os partidos que lutam pela democracia e aqueles que de uma forma perfeitamente maquilhada se proclamam como os defensores da liberdade e da justiça. Para sermos coerentes, partidos como o BE e como o PCP de cariz antidemocrático deviam ser proibidos à luz do que se passa com a inconstitucionalidade de existirem partidos da extrema-direita. Mas os portugueses sabem disto e não se deixam ludibriar por quem todos os dias quer um Estado mais usurpador

Como tornar, então, os jovens mais sensíveis à nossa mensagem? É fácil, bastam duas coisas: uma mensagem com um conteúdo claro e uma vontade da nossa parte em querer passar essa mensagem directamente a cada jovem. Porque sabemos que tradicionalmente a direita democrática não gosta muito de andar na rua a apregoar a sua mensagem, temos de perceber que hoje temos de fazer diferente e a JP Maia é um exemplo claro disso mesmo. Todos ficam admirados do nosso crescimento diário e percebe-se porquê. Nós fazemos este trabalho de rua, saímos da sede e estamos com os jovens da Maia, vamos às escolas, vamos às instituições, vamos aos espaços de lazer e falamos com eles. Perguntamos e explicamos a cada um o que é a política, o que é uma juventude partidária, a importância do voto e a participação activa da cidadania. Não temos medo nem vergonha de dizer que somos de direita e que acreditamos na liberdade individual. Temos uma imagem atractiva, descomplexada e, acima de tudo, verdadeira. As mais de 80 filiações na JP de jovens maiatos, na última Feira das Oportunidades, são só uma das provas. Para que a Direita seja mais forte tem de se abrir e desmistificar a ela própria em primeiro lugar. Para finalizar, que mensagem gostarias de deixar aos leitores d’O Jovem? Que acreditem que é possível um futuro melhor, com mais oportunidades e liberdade. Arrisquem, o primeiro passo tem de ser nosso. Um passo livre sempre consciente da sua decisão e das responsabilidades.


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c o nv ida da de h on ra

Os esquecidos squecidos do costume Maria João Ribeiro Militante da Juventude Popular de Mirandela

Em vésperas das eleições legislativas vamos conhecendo algumas das propostas dos partidos, seja através dos programas, de debates ou acções de campanha. Perante a crise, algumas das soluções do governo e restante esquerda continuam a passar pelo investimento público, nomeadamente as grandes obras. Feita esta introdução, paremos para pensar. Afinal, em termos regionais, quem fica abrangido por estas medidas? Os do costume. Aeroporto em Lisboa, nova ponte sobre o Tejo, TGV que atravessa o litoral e apenas corta o interior para chegar a Espanha. O interior do país continua no fundo das prioridades políticas. Este crescente desinvestimento e desinteresse pelo interior tem deixado marca na vida das suas populações. Se fizermos um esforço de memória, concluímos que os maiores acontecimentos se dão no litoral – salvo honrosas excepções como o Campeonato Europeu de Jet Ski realizado aqui em Mirandela. As infraestruturas, como já referi, também abundam mais nas grandes malhas urbanas do litoral. Se tal não fosse suficiente, o dito Estado Social em que vivemos vai esquecendo muitos dos que dele supostamente mais deveriam beneficiar – ora são hospitais que fecham, ora escolas são encerradas. No entanto, esta mentalidade de menosprezo pelas terras e populações do interior, não bate certo com algo

que é evidente: também nós temos enormes potencialidades que devem ser exploradas. explora Basta que nos ouçam e que não se esqueçam de nós. Mas se quiserem continuar a não olhar para nós, nós deixem-nos pelo menos tratar de vida. Devem ser dadas às regiões interiores a possibilidade de, elas próprias, arregaçarem as mangas e colocarem no terreno os mecanismos para se desenvolverem e concretizarem o seu potencial. Em vez de nos darem migalhas, o que se pretende é que nos dêem condições para semear as nossas próprias soluções. Uma autonomia

que nos torne responsáveis pelas nossas decisões e pelos nossos projectos, sem estarmos à espera de um pouco de atenção aten e caridade dos donos do estado central. Uma ressalva para o CDS pela preocupação demonstrada por uma área que abrange ainda muita gente no interior, interior a agricultura. Não fosse Paulo Portas e o seu grupo parlamentar a insistir insi no tema e a pedir responsabilidades a quem de direito, e os direitos dos agricultores continuariam também com completamente esquecidos.

Em vez de nos darem migalhas, o que se pretende é que nos dêem condições para semear as nossas próprias soluções. Uma a autonomia que nos torne responsáveis pelas nossas decisões e pelos nossos projectos, sem estarmos à espera de um pouco de atenção ção e caridade dos donos do estado central.


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o p in iã o

A oportunidade do (des)emprego Carlos Pinto Vice-Presidente Presidente da Juventude Popular da Maia

Divulgados os números do desemprego do segundo trimestre deste ano, confirmou-se o pior cenário: a mais alta taxa de desemprego desde 1987 (9,1%), ou seja, o flagelo que é o desemprego atingiu já 507 mil pessoas. A ultrapassagem da barreira psicológica do meio milhão de pessoas desempregadas apenas reflecte as consequências de uma política económica desastrosa e de uma política social impotente para as reais necessidades. Estes números mostram que este Governo anda cada vez mais afastado da realidade do País, cada vez mais desinteressado ou incompetente no que toca a satisfazer o direito a ter um emprego, o direito a dispor de uma oportunidade, o direito de crescer e aprender.

O Governo que tão bem manipula os números tentou camuflar ao máximo este indicador ao longo destes últimos quatro anos através de uma série de medidas pouco felizes. São bem conhec conhecidos os cursos do IEFP e as reais oportunidades que despoletam mas o ponto alto de todo este artifício acabou por acontecer com a promulgação por parte do Sr. Presidente da República da Lei que estende a escolaridade obrigatória para o 12º ano. Um dia, teremos ter os desempregados mais novos a situarem situarem-se na faixa etária dos 35/40 anos. Agora pergunto: onde o estão as 900 mil oportunidades alegadamente criadas pelo PS, de acordo com a actual propaganda para as legislativas? A nova Lei da escolaridade obrigatória traz o problema

A nova lei da escolaridade obrigatória traz o problema consequente da redução da exigência programática. Com estes moldes, qual o ganho pessoal e para o mercado de trabalho na formação do indivíduo? O que é feito da liberdade de escolha entre o mercado do trabalho ou os estudos?

consequente da redução da exigência programática. Inevitavelmente isto terá que acontecer. Com estes moldes, qual o ganho pessoal e para o mercado de trabalho na formação do indivíduo? O que é feito da liberdade de escolha entre o mercado do trabalho ou os estudos? Se a escolaridade obrigatória até ao 9º ano, pela política de facilitismo entranhada na sociedade, permite elevada permissividade na hora de decidir a passagem de ano dos alunos, que dizer da extensão desta situação até ao 12º ano…Voltamos an a aprofundar a política do facilitismo que este Governo tão bem praticou. Para contrapor esta lacuna ao nível da educação, o PS afirma, através dos seus “outdoors” que todas as crianças estão a aprender inglês. Ora, ainda que esta língua estrangeira estr seja importante, porque não apostar em ensinar realmente a língua portuguesa de modo a que esta seja realmente conhecida e aplicada por todos os alunos à saída da escolaridade obrigatória. Se calhar, o PS, por perceber esse défice, propôs mais 3 anos os de escolaridade obrigatória… É capaz de resolver o problema! Ainda uma nota a propósito dos “outdoors” do PS. Estes congratulamcongratulam se pelo aumento do salário mínimo como se fosse uma espécie de acto louvável e bondoso, bondo como se mais ninguém o tivesse feito antes desta legislatura. Pior do que isso é aplicar a regra dos objectivos mínimos também ao vencimento, ao regozijar-se regozijar por existir um salário mínimo. Que tal um salário justo, compatível com a competência, o esforço esfor e o mérito de cada um?


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o p in iã o

O desmaio da Cultura Liliana Santo Vogal da Juventude Popular da Maia

Há algum tempo que o debate político em torno das questões culturais praticamente não existe. Tal é o desprezo que um dia haverá debates sobre o porquê da ausência de uma forte política cultural! Porque é tão difícil iniciar um debate público genuíno sobre este tema? Quais são as razões que tornam a cultura num tema tão pouco valorizado do ponto de vista político, quando a questão principal da cultura, no sentido dos valores partilhados numa sociedade, nunca foi assim tão urgente de abordar, motivado pelo período de confusão antropológica em que vivemos? Porque é que a política parece o “impensado das nossas sociedades”? Obviamente, as razões são inúmeras. No entanto, aposto num pressuposto fundamental: de facto a verdade é que a palavra “cultura” deixou gradualmente de ter significado na nossa sociedade. Desde a arte, ao cultural, à diversidade, à excepção… Da indústria à anarquia mais viva, da democratização à democracia, entre outros, o termo é hoje tão polissémico, as concepções e interpretações tão díspares, que quem quer que seja que tente usar a palavra “cultura” no seu discurso corre o risco de deixar a mensagem mal transmitida. Tragicamente, a escolha do político fica limitada, entre o silêncio absoluto e uma generalidade de ideias mais banal. Ainda recentemente, o primeiroministro José Sócrates admitia numa entrevista, numa fase de transformação progressiva de animal .

feroz num “português suave”, que um dos seus erros foi esquecer a cultura. De facto, olhando para estes quatro anos e meio, o único momento em que o primeiro-ministro primeiro parece ter-se lembrado da cultura, foi no momento em que precisou de “dispensar” o seu ministro da saúde e, por motivos de cosmética e necessidade de lhe dar um tom de eufemismo, trocou de ministro da cultura sem que, até hoje, se tenha percebido ao certo porquê. Retomando o raciocínio, ra partilho da ideia de que não é a cultura que está em causa, nem em colapso, mas o discurso que se tem sobre a mesma. É a maneira de conceber (colectivamente) o processo indispensável de produção e de apropriação das linguagens

simbólicas que deve dev ser revisto, reformulado e reavivado à luz das nossas políticas públicas anteriores às mutações deste novo mundo e das suas tecnologias. E porque a concepção da cultura e os valores morais andam a par na importância que assumem nos comportamentos das sociedades, soc deve então ser adicionada a necessidade de uma transformação na cadeia de valores que, geração após geração, foram incutidos na sociedade e que hoje se têm vindo a perder. Num orgulhoso conservadorismo, lamento esta lacuna dos dias de hoje. Mais entristecido ntristecido fico quando há cada vez mais gente a sentir o mesmo mas todos esses o ignoram. ignoram

A concepção da cultura e os valores morais andam a par na importância que assumem nos comportamentos das sociedades. Deve então ser adicionada a necessidade de uma transformação na cadeia de valores que foram incutidos na sociedade cadeia e que hoje se têm vindo a perder.


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Aproveitar a oportunidade José Tiago Oliveira Secretário-Geral Geral da Juventude Popular da Maia

Aquando da visita ao Aeródromo de Vilar de Luz inserida nas acções de campanha levadas a cabo pelo CDS-PP da Maia constatou-se que este estava numa situação de completa degradação e subaproveitamento. Dos mil e oitocentos metros de pista, apenas setecentos destes se encontram legalizados e

aproveitados; o terminal, provido de torre de controlo, está completamente vazio e sem qualquer utilização; a degradação da pista é bem evidente, notando-se inclusive o crescimento de ervas que provocam o levantamento do alcatrão. É e st e o est a d o a c t ua l de uma i n fra est r ut ura q ue p o de ri a se r

Tratando-se de uma infra--estrutura camarária que poderá trazer benefícios para a Maia, não seria uma mais-valia ia proceder ao seu aproveitamento e desviar do Aeroporto Internacional para Vilar de Luz estes novos voos?

de i mp ort â n c i a n o concelho. Uma semana após esta visita, a comunicação social, noticiou que uma empresa de voos lowcost iria criar uma base própria no Aeroporto Internaciona nternacional do Porto. Com a criação desta base, está prevista a existência de vinte e duas novas rotas a partir do Porto para vários países europeus, o que se traduzirá num aumento de passageiros na ordem dos dois milhões por ano. Com um melhor aproveitamento do Aeródromo Ae e, deslocando-se estes dois milhões de pessoas para esta zona da Maia, por sinal a menos desenvolvida do concelho, haveria um desenvolvimento inevitável e significativo, pois proporcionaria a criação de zonas tanto habitacionais como comerciais, uma ma maior concentração de turismo no concelho com consequente aproveitamento dos hotéis, comércio e sobretudo com a criação de postos de trabalho. Tratando Tratando-se de uma infraestrutura camarária que poderá trazer benefícios para a Maia, não seria uma mais mais-valia proceder ao seu aproveitamento e desviar do Aeroporto Internacional para Vilar de Luz estes novos voos?


20 O JOVEM [Agosto2009]