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Nº 10 Ano XXIII - Editor. Juventude Popular da Maia - 17 de Outubro de 2008 - Distribuição Gratuíta

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CHEQUE-ENSINO Juventude Popular da Maia em acção de campanha informativa Pag. 3

JP MAIA VISITA APAV JP Maia reuniu com os responsáveis do Gabinete de Apoio à Vítima no Porto Pag. Pag. 3 3

Textos de Opinião Opinião de Eric Rodrigues, Sara Albuquerque, Nuno Silva, Tiago Loureiro e Karla Brandão Ribeiro Pag. Pag. 4 4 ee 5 5


Outubro de 2008

Fresquinhas e boas...

Orçamento de Estado 2009 O governo socialista apresentou no dia 14 de Outubro o OE2009 na Assembleia da República tendo o grupo parlamentar do CDS/PP criticado o governo por um crescimento económico medíocre que foi revisto para 0,6% para 2009 tendo o deputado Pedro Mota Soares criticado o governo por não ter preparado a Economia portuguesa para o cenário de crise. O grupo parlamentar exigiu ainda um aumento das pensões mínimas.

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Editorial.

o jovem

Nuno Moreira da Silva Coordenador do Gabinete de Estudos Juventude Popular da Maia

Este mês de Outubro foi muito importante e proveitoso tanto para a Juventude Popular como para a JP Maia. Foi a 3,4 e 5 deste mês que se realizaram em Penafiel as Universidades 2008 da Juventude Popular com o tema “O desafio do Desenvolvimento Sustentável”. Este fim-de-semana de trabalho foi também um momento único para que os militantes de todas as zonas do país se pudessem encontrar e conviver, como já é tradição nestes encontros dos jovens populares. A JP Maia esteve representada neste evento tendo comprovado a dedicação e empenho da JP Penafiel que organizou este fimde-semana. À JP Penafiel e em especial ao seu presidente que vai deixar este ano a JP, muitos parabéns pela organização!

Postas Virtuais @ jpmaia.blogspot.com

O Termóme tr o Quente

Rendo-me à força do Humanismo Sara Albuquerque

Universidades JP em Penafiel

sara@jpmaia.org

Casamento Gay Foi chumbada na Assembleia da República o projecto-lei do Bloco de Esquerda e de Os Verdes para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo com os votos contra do PS, PSD e CDS/PP. O tema gerou controvérsia por si mesmo mas também pela imposição da disciplina de voto imposta pelo grupo parlamentar do PS com a excepção do antigo líder da JS Pedro Nuno Santos que teve autorização de votar a favor. É de salientar que o deputado socialista Manuel Alegre quebrou a imposição de voto tendo também ele votado a favor do projecto de lei.

Prémio Nobel da Paz Martti Ahtisaari, antigo diplomata e Presidente da Finlândia foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz de 2008 "pelos importantes esforços, em vários continentes, durante mais de trinta anos a resolver conflitos internacionais". Esteve a pouco tempo na ribalta quando em 2005, Kofi Annan lhe confiou o papel de mandatário da ONU para o Kosovo tendo como objectivo determinar se o Kosovo deveria ou não ser independente da Sérvia.

Uma excelente iniciativa do Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha com uma forte mobilização de militantes. A Juventude Popular de Penafiel está mais uma vez de parabéns!

Concordo com o Dr. Mário Nuno Neves. É pública esta minha posição relativa ao que é egoísmo e libertinagem, e não liberdade de muitos neo-liberais e liberais. Teoricamente parece tudo fantástico, o problema é que algumas pessoas e ideias insistem em provar-me que a degeneração liberal pode ser um monstrinho muito perigoso. Esquecem-se muitos que a liberdade tudo bem que seja individual, mas termina onde começa a dos outros.

Festival de Teatro Cómico O vereador Mário Nuno Neves mostra mais uma vez que o Pelouro da Cultura é dos que trabalha melhor e presenteia ano após ano os cidadãos maiatos com um festival de teatro fantástico! Parabéns!

Campanha do Cheque-Ensino Óptima iniciativa levada a cabo pela Comissão Política da JP Maia, desta vez apresentado o modelo do “ChequeEnsino” aos cidadãos maiatos.

Frio FC Maia termina futebol sénior! E assim termina desastrosamente uma das maiores bandeiras identificativas do desporto maiato. Esperamos que no próximo ano possamos contar com um FC Maia renascido das cinzas.

Concordo e por isso acrescento para quem queira entender. O humanismo tem como objectivo: A transformação do sistema de valores acomodados. A perspectiva humanista afirma também a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples igualdade de direitos formal perante a lei para avançar para um mundo de oportunidades para todos. Sustenta-se num conhecimento, que deve ser acima das limitações de pensamento geradas por preconceitos ou aceites como verdades absolutas ou imutáveis; e afirma a liberdade de ideias e de crenças. Condena qualquer forma de discriminação que se realize em função das raciais, étnicas e culturais. Mas: Não esquece valores. Como a solidariedade, liberdade, justiça e fomenta a responsabilidade para com qualquer ser humano (não apenas individual). Condena qualquer forma de discriminação que se realize em função de diferenças económicas e intelectuais. Defende a ética e o respeito como fundamental nas relações humanas sendo o único caminho para a liberdade e felicidade individual. "Freedom is in your head" - Alexander Sutherland Neill (ver mais em www.jpmaia.blogspot.com)

Metro do Porto Continua o impasse no Metro do Porto. Mais uma vez este governo demonstra que virou as costas ao distrito do Porto.

Professora Agredida Algo vai terrivelmente mal na relação entre professores e encarregados de educação. Desta vez foi na Maia que se assistiu a mais uma agressão a um professor, na EB 1 do Padrão de Moreira.

A não perder! 23 de Outubro de 2008 Debate promovido pela Comissão Política Concelhia da Juventude Popular da Maia sobre Educação com a presença do Dr. Diogo Feio. Nao faltes! Horário. 21.00h Fórum da Maia

mais novidades em

www.jpmaia.org


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Primeiro Plano

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o jovem

Campanha “Cheque-Ensino” Juventude Popular da Maia voltou à rua numa acção de campanha informativa! N o s e g u i m e n t o d a c a m p a n h a s o b r e concorrente directo da outra na tarefa de cativar o aluno e o seu “investimento”. à rua a sua proposta de "Cheque-Ensino", Resultado deste processo: As melhores intervindo assim junto da população maiata escolas com os melhores professores e os numa acção de esclarecimento e de melhores resultados educativos conseguiriam sensibilização para um modelo alternativo de sobreviver e melhorar constantemente as suas encarar a educação em Portugal. A condições e as que não conseguiam cativar o campanha foi realizada por cinco elementos investimento do aluno, acabariam por fechar, da JP Maia, incluindo o seu presidente e culminando assim num processo de autoobteve por parte dos cidadãos uma enorme selecção de mercado livre das melhores escolas e de um ensino de excelência a todos receptividade. Ao longo da manhã e da tarde foi possível os níveis. explicar à população o modelo de funcionamento do cheque-ensino e as suas A Juventude Popular da Maia, consciente principais vantagens. Segundo as declarações dessa realidade, irá trabalhar no sentido de de Eric Rodrigues, a médio prazo, as escolas sensibilizar a população para este problema, tornavam-se auto-suficientes do estado para apresentando a solução do Cheque-Ensino se conseguirem governar e modernizar, e o como forma inicial de transformar a maneira fundamental de todo este conceito é a certeza, de pensar o sistema de ensino e a educação que transferindo o poder de decisão para os na Maia e em Portugal. encarregados de educação o elo de atracção era o aluno, que O ponto alto da está, no entanto, agendado agora assumiria um papel fundamental na para a noite de 23 de Outubro, na qual se sobrevivência do estabelecimento de ensino realizará um debate sobre o tema que em causa. Todo este processo iria resultar contará com o Deputado e Líder Parlamentar numa escolha definida pela realidade do do CDS-PP Diogo Feio.Não percas mais uma “mercado escolar”, onde cada escola é grande iniciativa da JP Maia!

.Educação, a Juventude Popular da Maia levou

Juventude Popular da Maia reúne com APAV No seguimento da campanha de sensibilização sobre a “Violência Doméstica” a JP Maia reuniu com o GAV Porto. A Juventude Popular da Maia realizou no passado dia 9 de Outubro uma visita às instalações da APAV, sendo a comitiva representada pelo seu presidente, vicepresidente e secretária-geral. Ao longo da reunião com os responsáveis do GAV Porto foi possível discutir o problema e a sua magnitude junto das comunidades jovens e procurar, em conjunto com os responsáveis do gabinete, soluções viáveis e realistas para colmatar o problema. A JP Maia, certa de que é urgente encontrar soluções para um problema que infelizmente afecta muitos lares portugueses, contou assim com a ajuda de pessoas especializadas na busca de soluções. Como resultado, a concelhia maiata divulgará em breve uma lista de dez medidas que entende serem essenciais para debelar este problema. Numa visão mais

concentrada na cidade da Maia, foi demonstrado à JP Maia um aumento bastante significativo de incidências, mas sendo a violência doméstica “um crime camuflado pela vergonha” uma grande parte dos casos

nunca chegam a ser denunciados, dando a certeza que é através de um trabalho de “alteração de mentalidades” que se conseguirá colmatar e por travão ao aumento deste crime. O facto de a “violência doméstica” ser hoje felizmente considerado crime público é por vezes um travão à denuncia, pelo facto da vítima mais tarde ou mais cedo ter que dar a cara perante o criminoso, que na maioria dos casos impõe a ameaça e o medo sobre a vítima. Os mecanismos de protecção e de defesa da vítima são vitais para salvaguardar o “elo mais fraco” e vulnerável nestas situações. A Juventude Popular da Maia, portanto, não irá abandonar a sua luta pela dignidade do ser humano e pela defesa da sua liberdade e segurança!

Universidades JP 2008 em Penafiel Mais uma grande edição de um evento que tem vindo a ganhar um lugar de destaque no calendário anual da JP! No primeiro fim-de-semana de Outubro realizou-se em Penafiel mais uma edição das Universidades JP, este ano dedicadas a um tema cada vez mais actual: o desenvolvimento sustentável. O tema foi abordado sob várias perspectivas, permitindo avaliar, por exemplo, o papel das autarquias e da cultura no mesmo. Não faltaram temas quentes – dos quais se destaca a energia nuclear – e as novidades – com o comércio justo á cabeça. Para ajudar ao debate e à exposição dos assuntos, as Universidades JP contaram com um conjunto de oradores de uma excepcional qualidade, que incluiu nomes como Pedro Passos Coelho, António Lobo Xavier,

Pedro Sampaio Nunes ou Álvaro CastelloBranco. Os presentes tiverem também a oportunidade de visitar o parque eólico da Serra da Boneca e a Barragem do Torrão. Seguiram-se depois momentos inesquecíveis de convívio entre militantes da JP. De destacar a homenágem mais que justa ao António Rocha por tudo o que deu à Juventude Popular. A belíssima organização da CPC de Penafiel da JP, em estreita articulação com o Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha, que permitiu um sucesso em toda a linha de mais uma iniciativa da Juventude Popular.


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Página. 4 Os textos de opinião seguidamente publicados são de inteira responsabilidade dos autores

o jovem

coluna livre Estado Social Implantado As últimas sondagens da Universidade Católica provocaram uma enorme onda de choque na direita portuguesa. Por muito que alguns possam tentar demonstrar o contrário através ou do silencio ou da mera desvalorização dos factos, o que é certo e inegável é que algo vai extremamente mal no centro-direita português. Confesso que fiquei indignado, não apenas pelo parco resultado da direita, mas principalmente pela cavalgada ascendente que a esquerda e principalmente a extrema-esquerda têm vindo a assumir ano após ano. Se o futuro assim o confirmar, e segundo a dita sondagem, o conjunto dos votos do centrodireita português totaliza 37% das intenções de voto, ficando o Partido Socialista muito perto da maioria absoluta e uma extrema-esquerda com 18%. O que me assusta é não ter a noção dos limites que o Partido Socialista a si impõe para garantir poder, podendo até segundo uma lógica imediata assumir um projecto de governo com o Bloco de Esquerda para assim garantir a maioria parlamentar. É importante referir que não existe semelhante na Europa civilizada, onde florescem os governos de centro/centro-direita que têm conseguido (uns melhor que outros) impor um ritmo de crescimento económico e social bastante assinalável. Se acontecer o que as sondagens nos indicam, e eu espero que não, Portugal assume um cenário político somente visto na América Latina ou em países subdesenvolvidos. O que é um facto, é que o sistema partidário português é ainda um sistema pós-revolucionário e ainda não atingiu uma fórmula mágica para se demarcar dessa conotação que insiste em ser cultivada e mantida pela generalidade do povo português, que assiste impávido e sereno a uma autêntica e possivelmente irremediável instalação de uma colónia de esquerda em Portugal. Tal como em outros momentos da nossa história, o conformismo e afastamento foram sempre palavras de ordem no que diz respeito a

alterações estruturais de governação, fruto talvez de uma eterna insatisfação da alma lusa. Quanto a isto, creio que a própria história consiga sustentar a minha afirmação. Portugal sempre acolheu positivamente governos autoritários e unipessoais, nada contra, é perfeitamente admissível que um povo que ao longo dos anos se conformou com um lugar cimeiro do fim da lista, veja num líder autoritário a ilusão de estabilidade. O que é urgente desmascarar hoje, é a clara diferença entre autoritarismo e teimosia, que é a grande base de sustentação do governo do Eng.º José Sócrates, competência essa que infelizmente a direita tem falhado redondamente. Mas também é um facto que o Estado de Providência é talvez a melhor arma que a esquerda encontra em Portugal para garantir muitos e longos anos de sobrevivência, contra isto, os argumentos da direita “esbarram” contra uma cortina de ferro intransponível até ao dia em que o fim da linha esteja demasiado próximo. Basta para isso analisar o número de funcionários públicos deste Estado faraónico, que hoje são aproximadamente 750.000,o número de pessoas que beneficiam actualmente do RSI (Rendimento Social de Inserção) está muito perto dos dois milhões (só no distrito do Porto o número ascende a 638.000) e adivinhem quem paga toda esta avareza? Sim, é você mesmo que está a ler!

Tal como tudo, existe sempre algo de irónico em qualquer drama, e de certeza que daqui a menos de um ano a frase chave que estará impressa em milhares de cartazes espalhados um pouco por todo o país é “Menos Impostos”, como se isso fosse algum dia possível com esta enorme máquina a consumir recursos dos contribuintes e principalmente da já pouca classe média que possuímos em Portugal, que será irremediavelmente arrasada com o continuar deste cenário. A direita contesta, porque é por principio ideologicamente contra o estado providencialista, e apresenta um discurso sustentado no mérito, na iniciativa privada, num estado leve com uma gradual descida de impostos até ao mínimo para o florescimento das economias privadas e com isso a criação de riqueza, com uma base de liberdade individual acima do Estado. Começo a acreditar que é esse o problema da direita. O problema da direita é sonhar com um Portugal mais justo e mais livre para todos, porque a liberdade assusta uma grande parte dos portugueses, principalmente aqueles cuja vida é totalmente estruturada na dependência da providência que o Estado lhes fornece. Falar de liberdade aos que não a querem, além de ser inútil é ineficaz. Quem quererá uma cana quando lhe fornecem o peixe? Quem irá defender uma mentalidade empreendedora se está acomodada debaixo da asa protectora do Estado? É contra este cenário que a direita terá de reformular a sua forma de trabalhar. Fiel aos seus princípios mas com uma dinâmica necessariamente diferente. É na transformação de ideias consolidadas na maioria da mentalidade dos portugueses que o caminha se traçará, e temo por Portugal quando penso que quando essa transformação chegará possa ser tarde demais.

Que sorte Sócrates! Veio mesmo a calhar! A crise surgida nos Estados Unidos da América parece que foi encomendada pelo nosso primeiro-ministro para poder fazer um Orçamento de Estado à sua maneira. Se isto não é possível acreditar que seja verdade, lá que lhe deu muito jeito, isso deu. Por todo mundo o Estado foi obrigado a intervir financeiramente nos sistemas económicos para evitar um descalabro. Os juros subiram e os Portugueses esqueceram do aperto de cinto que este governo exigiu. O que agora é o fundo da questão é a crise financeira dos Estados Unidos, do capitalismo, dos bancos e das bolsas. Acontece que, se alguns ultraliberais estavam a ir longe demais ao tentar “tornar o Estado tão pequeno que possa ser afogado numa banheira”, depois deste colapso e autoflagelação, será certamente imprescindível rever as formas de regulação do mercado para que possamos explicar e justificar o capitalismo

Eric Rodrigues Presidente da Juventude Popular da Maia eric@jpmaia.org

Sara Albuquerque Secretária-Geral da Juventude Popular da Maia sara@jpmaia.org

como o menos falível dos sistemas e não continuemos, no nosso pequeno país da Europa a ser dos últimos a viver numa nação com um sistema marxista falhado e obsoleto. Então, por outro lado, para Sócrates e uma grande parte dos portugueses esta crise veio mesmo a calhar! O Orçamento de Estado que era potencialmente eleitoralista e de caça ao voto passou a ser um magnífico Orçamento de combate às “fatalidades do sistema capitalista”. O mesmo orçamento mas com a desculpa da crise financeira. Um cenário perfeito para relançar a corrida à maioria absoluta, para além de ser desculpa para quase todos os problemas financeiros que possam estar a acontecer ou vir a suceder. Já se previa a descida dos impostos e aqui vai: “Aqueles que mais sofreram com a crise são os que precisão de acesso ao crédito para os

seus negócios, por isso descemos os impostos”disse Sócrates na apresentação do OE2009. E claro, os ordenados dos funcionários públicos que estavam congelados vão ser aumentados em 2,9%. 2009 é também o ano que promete o inicio de grandes obras públicas e do reinvestimento do Governo socialista na Policia Judiciaria com cerca de 8 milhões de euros. Diz o Sr. Ministro Teixeira dos Santos que “A redução do défice, o mais baixo dos últimos 30 anos, permite que possamos fazer estes aumentos e retribuir o esforço desenvolvido, ao longo dos últimos anos, pelos trabalhadores da Função Pública.” E digo eu… Porque será que coincide exactamente com um ano de eleições? Estranho… Portugueses abram os olhos!


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o jovem

coluna livre Uma questão de mentalidade

Tiago Loureiro Militante da Juventude Popular da Maia tiagoloureiro@jpmaia.org

Já vimos todos, muitas vezes em directo, cenas dramáticas à porta de fábricas que fecham, com um aglomerado de trabalhadores visivelmente desesperados. Percebe-se. Parte de um sistema laboral (assente numa legislação implacável) que privilegia a ideia taylorista de trabalho mecânico e para a vida, muitos trabalhadores vêm-se, de repente, desempregados, demasiado novos para a reforma e demasiado velhos para o nosso mercado, e sem saber fazer na vida nada mais do que fizeram durante anos a fio, normalmente funções que o mercado cada vez menos pede e valoriza. É quando esse tipo de situações acontece que devemos lembrar que o papel que os sindicatos são chamados a desempenhar no mercado de trabalho pode ser importantíssimo. E que nos levará a concluir que, no nosso país, têm andado a desempenhar um papel errado. A constante tomada de posição contra certas medidas que promoveriam a dinamização do mercado laboral – todas elas sempre potenciais e abstractas porque em Portugal, valha a verdade, um sindicato tacanho e submerso em socialismo barato não tem nada a temer – mostra que os nossos sindicatos são organizações que acreditam

viver nos inícios do século XX, e que em nada acrescentam ao desenvolvimento dos trabalhadores que dizem defender. A propósito disso, lembrei-me de um caso curioso com que me deparei enquanto me ia perdendo entre as páginas e páginas de pesquisa que tenho enfrentado recentemente por motivos académicos, e que julgo valer a pena partilhar. Da revista Time de 26 de Novembro de 2007, consta um artigo que aborda o mercado laboral dinamarquês, no qual se faz referência a um caso particular: em 2006, perante as dificuldades, a Lego deslocalizou a maior parte da sua produção para a Europa de Leste e para o México, reduzindo os postos de trabalho na Dinamarca de 1.200 para 300 (uma redução de 75%, portanto). “Pensamos que foi a melhor maneira de manter o maior número de postos de trabalho possível”. Se o leitor pensa que estas palavras vieram da administração, desengane-se e deixe o seu espírito “tuga” espantar-se: estas declarações foram feitas pelos responsáveis sindicais, que acrescentaram não estar contra a direcção mas sim do seu lado pois, se eles conseguissem garantir lucro, então todos ficariam a lucrar.

Partido Eleitoral Socialista

Se o espírito “tuga” do leitor sobreviveu a este primeiro espanto, ponha-o novamente à prova: os mesmos sindicalistas reconheceram que a situação tinha um lado bastante positivo, pois nos locais onde a produção da empresa se ia instalar, o nível de vida aumentaria, permitindo às pessoas de lá beneficiar de uma vida melhor. Muitos dirão que a qualidade do funcionamento do mercado laboral dinamarquês permite e fomenta a existência deste tipo de mentalidade dos sindicatos. Mas, neste caso, a ordem dos factores interessa e é… a contrária. Na verdade, foi aquela mentalidade culturalmente enraizada que permitiu que os passos que conduziram ao actual cenário fossem dados com sucesso. Uma mentalidade transversal a toda a sociedade dinamarquesa, desde o governo até aos patrões e trabalhadores e respectivas organizações, nomeadamente, os sindicatos. Por cá continuamos com uma maioria de trabalhadores com baixos níveis de qualificação que, habituados que estão à ideia do “até que a morte vos separe” na relação laboral, enfrentam divórcios inesperados e dolorosos. Um processo e um resultado que encontram os seus principais promotores naqueles que os deveriam evitar: os Carvalhos da Silva desta vida!

Nuno Moreira da Silva

Coordenador do Gabinete de Estudos da Juventude Popular da Maia nunosilva@jpmaia.org

Definitivamente começou a campanha eleitoral. José Sócrates lançou a campanha do PS primeiro com aquele folclore todo à volta do “português” Magalhães e o show-off de andar pelo país a distribuir os computadores aos miúdos. Era ver Sócrates e os Secretários de Estado todos por este país fora a ensinar os miúdos a mexer no Magalhães. Depois foi a votação da lei dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo já que o Primeiro-ministro não quer perder a oportunidade de fazer campanha em 2009 com esta causa fracturante não fosse os louros ficarem todos para o Bloco de Esquerda e para Os Verdes. Logo depois, aproveitou para ir aos Açores, fazer uma campanha legítima e mandar umas boquitas para o Funchal e para o PSD, mas esta até lhe desculpo! Agora temos este soberbo Orçamento de Estado. Ora bem, em ano de eleições temos que fazer um Orçamento de Estado para quem??? Para a

Função Pública, essa classe que já tem muito poucas regalias e são muito poucochinhos. Aumentos salariais de 2,9%, 0,4% acima da Inflação de 2,5%. Quanto ao contribuinte que tiver um aumento salarial superior à inflação, prepare-se por os senhores do IRS vão retirar uns números à sua conta bancária…sabe como é caro leitores, último Orçamento antes de 3 eleições, temos de ajudar os senhores da Função Pública que eles precisam. Já os Sindicatos, a Frente Comum (CGTP) pedia ao governo um aumento de 5% e a FESAP (UGT) pedia 3,5%, eles estão a pedir portanto o céu é o limite. São os Sindicatos em Portugal! Quanto as PME's, até há propostas razoáveis no Orçamentos mas alem de pecarem por atraso, de notar que Manuel Pinho disse que a crise tinha acabado ainda a procissão ia no adro…Rui Pereira fez o mesmo com a Segurança, já está no ADN deste governo. Além disso, parece-me que se para o ano não houvesse eleições, nem as PME's se

A diferença dos sexos

Mas deixando os números, e voltando ao eleitoralismo, como digo preparem-se para ver mais coisas bonitas do nosso governo daqui para a frente. Até quero ver como vai ser agora com o pedido da Associação de Bioética em ter um referendo sobre a Eutanásia até 2011. Não me parece que José Sócrates queira dizer já que sim, embora o próprio tenha já dito que era a favor (mas não se esqueçam que também é a favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo!!!). Sócrates deve pensar “bolas, há gente que não sabe estar calada, só incomoda!” Falta cerca de um ano até às ultimas eleições em 2009 portanto, ainda vamos poder ver a máquina eleitoralista que é o nosso Primeiro-ministro (sabem como é, ele agora anda muito amigo do Chávez!).

Karla Brandão Ribeiro Tesoureira da Juventude Popular da Maia karla@jpmaia.org

Porque é que ainda existe esta diferença dos sexos? Segundo um estudo, a mulher continua a ser discriminada, por exemplo ao nível do seu salário, por uma diferença de perto de (-) 2% do salário do sexo oposto. Possuindo o mesmo cargo, mesmo horário ou até mais horas de trabalho nas mesmas tarefas, porque é que a mulher é discriminada? tempo de dizer que a mulher é o sexo fraco já passou há muito. Agora é do nosso dever mulheres, de levantar a cabeça e deixarmonos de nos rebaixar. Pois nós mulheres, passamos a ter os mesmos direitos que os homens já há alguns anos, nós mulheres temos que agarrar esse nosso poder de persuasão, essa nossa força de ultrapassar barreiras, essa nossa capacidade de resolver problemas, essa nossa capacidade

de ser mulher de trabalho e ao mesmo tempo de ser mãe e mulher, tratar da nossa casinha e família sem nunca perder as forças de lutar para os mesmos direitos de igualdade, pois nós mulheres se bem pensarmos temos mais que um trabalho, temos o nosso emprego, temos que cuidar e tratar do nosso marido e filhos todos os dias, e temos a nossa casa para tratar e arranjar, e não é isso que nos impede todos os dias de nos levantar a horas e ir trabalhar, pois não?! Daí faço um apelo a todas as mulheres do nosso país e do Mundo, continuem sempre a lutar pelos nossos direitos e sempre de cabeça levantada com orgulho e honra sem nunca nos deixar enfraquecer por nada nem ninguém todos os dias, e temos a nossa casa para tratar e arranjar, e não é isso que nos impede

todos os dias de nos levantar a horas e ir trabalhar, pois não?! Daí faço um apelo a todas as mulheres do nosso país e do Mundo, continuem sempre a lutar pelos nossos direitos e sempre de cabeça levantada com orgulho e honra sem nunca nos deixar enfraquecer por nada nem ninguém e sem nunca rebaixar a cabeça, bem pelo contrário. Esse governo precisava de pôr uma mulher como primeiraministra para ver o que uma mulher é capaz de fazer pelo nosso País. A maioria dos homens sem as mulheres não sobreviviam, e vice-versa. Por isso é tempo de dizer chega à discriminação e ao rebaixamento feminino por parte das mesmas!


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A Juventude Popular da Maia existe para lutar pelos direitos dos jovens maiatos. É essa a nossa maior ambição e o nosso maior objectivo.

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R E S QUERO


10 O JOVEM [Outubro2008]