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Nº 9 Ano XXIII - Editor. Juventude Popular da Maia - 17 de Setembro de 2008 - Distribuição Gratuíta

EDUCAÇÃO Juventude Popular da Maia abre ano político com a agenda focalizada na Educação Pag. 3 e 4

Toxicodependência JP Maia volta a alertar a autarquia local para o problema do consumo de drogas Pag. 3

Textos de Opinião Nesta Edição não percas os textos de opinião de Eric Rodrigues, André Ribeiro, Nuno Silva e Tiago Loureiro Pag. 4 e 5


Setembro de 2008

Fresquinhas e boas...

Redução do IMI na Maia... A câmara municipal da Maia reduziu em 0,1% o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) sendo que agora foi fixada a taxa de 0,8% para prédios rústicos e de 0,7% para prédios urbanos, tal como a redução de 0,1% para edifícios avaliados pelo CIMI. Parecendo que não, é uma descida significativa e uma boa noticia para os maiatos.

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Editorial.

Nesta abertura do ano político 2008/2009, a Juventude Popular da Maia vai pegar no tema da Educação, para fazer oposição ao estado em que a educação está no nosso país. Iremos centralizar a nossa acção através da divulgação de uma das suas bandeiras mais inovadoras para o sistema de ensino, o Cheque-Ensino. A Juventude Popular da Maia acha inaceitável que seja o Estado a decidir qual o melhor estabelecimento de ensino para os filhos das famílias portuguesas, e mais propriamente das famílias maiatas. Queremos que seja dado às famílias a liberdade de fazer a melhor opção para o futuro dos seus filhos pois os pais sabem melhor do que o Estado aquilo que querem para os seus filhos. É por isto que sonhamos, é por isto que trabalhamos, é isto que queremos…

Postas Virtuais Conservadores nunosilva@jpmaia.org

Jogos Olímpicos... Não tão fresquinhas, mas boas foram os Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim. A nossa comitiva de bravos atletas deu o seu melhor para competir e alcançar os melhores resultados. Mesmo com toda a controvérsia que despoletou na Comitiva Portuguesa, não deixa de ser nossa obrigação dar os parabéns aos nossos atletas por terem tentado o seu melhor, em particular a Vanessa Fernandes pela sua medalha de prata em Triatlo e a Nelson Évora pela sua medalha de ouro no Triplo Salto. A estes e a todos os atletas portugueses, o nosso muito obrigado!

O Termóme tr o Quente Discurso de Pedro Moutinho

Nuno Moreira da Silva

Eleições Americanas...

Nuno Moreira da Silva Coordenador do Gabinete de Estudos Juventude Popular da Maia

@ jpmaia.blogspot.com

Foram já confirmados oficialmente os candidatos dos dois maiores partidos norteamericanos à corrida presidencial que culminará com a eleição a 4 de Novembro deste ano. Pelo Partido Republicano, o candidato presidencial Senador John McCain sará acompanhado pela candidata a vice-presidente Governadora Sarah Palin. Pelo Partido Democrata, o candidato presidencial Senador Barack Obama será acompanhado pelo Senador Joe Biden. Os vencedores tomaram posse no Capitólio em Washington DC a 20 de Janeiro de 2009.

o jovem

Um dos meus passatempos preferidos é navegar pelo imenso mar de blogs pertencentes à nata da nata desta nossa tão querida JP e ver que esta juv entude e es te parti do foram assaltados…ideologicamente. Estes senhores e senhoras, seguidores de tão honrosos ex. líderes deste partido como Manuel Monteiro ou Ribeiro e Castro ou mesmo, a meu ver, de Paulo Portas versão conservadora (hoje ainda não percebi bem o que ele é, talvez um pouco de tudo e ao mesmo tempo um pouco de nada), parece-me, estão no partido errado. São pessoas que demonstram medo do “bicho papão” liberal que veio para acabar com os costumes e com tudo que é sagrado, mas estes senhores contradizem-se. Manuel Monteiro, à meses no texto publicado no demoliberal “Ser conservador”, dizia ser conservador “é defender a Liberdade Individual, contra qualquer tipo de ditadura”. Os conservadores dizem que sim a isto, dizem-se a favor dos Direitos Individuais, mas são os que ainda não perceberam que um homossexual deve ser perante a lei igual a um heterossexual, portanto têm o direito de casar; dizem-se pela Liberdade e ainda não perceberam que se uma pessoa em fase terminal de uma doença quer dar dignidade a sua morte e deixar de sofrer por algo em vão, deve ter o direito de o fazer. Diz ainda “Ser Conservador é estar na linha da frente, dando continuidade natural à comunidade a que pertencemos”. Senhores, o mundo é globalizado, vamos avançar com ele. O país é um, é Portugal, mas comunidades podem ser várias e o país não perde com isso… “Ser Conservador é ter a seu favor a natureza intrínseca dos Homens, das Comunidades, das Nações. Não é por acaso que os socialismos, bem como toda a plêiade de totalitarismos, pretenderam inventar o homem novo. Eles sabem que só pela destruição da essência do homem é que conseguiriam implantar a sua ideologia.”, continua Manuel Monteiro no seu texto. (ver mais em www.jpmaia.blogspot.com)

Uma excelente discurso do Presidente da Juventude Popular em Aveiro na reentré política do CDS-PP. Curto, claro e objectivo!

Junta Metropolitana do Porto analisa a privatização da gestão do aeroposto Francisco Sá Carneiro. A confirmar-se seria uma óptima medida a implementar!

Universidades Juventude Popular Estão quase a chegar mais umas Universidades da JP em Penafiel. Mais umn grande momento de convivio e de aprendizagem. Mais novidades em breve...

Frio Mais um caso de violência! Uma jovem de 17 anos foi violada em S.Pedro Fins. Ao chegar a sua casa foi abordada por um desconhecido que a arrastou para uma zona de mato. Os números de violência continuam a subir na Maia...

Negociações entre a Ryanair e a ANA estão novamente empatadas. A Ryanair já veio dizer que não há nenhuma recusa quanto à instalação de uma base no Porto, sendo que as negociações com a ANA continuam.

PS Maia em crise! Desta vez devido a um texto de opinião do vereador socialista Miguel Ângelo Rodrigues que critica a actual liderança de Mário Gouveia.

A não perder! 20 de Setembro de 2008 Formação política em Valongo - Organizado pelo CDS de Valongo, Maia e Gondomar. Horário. 10.00h 3, 4 e 5 de Outubro de 2008 Universidades da Juventude Popular Local. Penafiel

mais novidades em

www.jpmaia.org


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Primeiro Plano

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o jovem

Educação é a palavra de ordem Juventude Popular da Maia abre o seu ano político com a sua agenda centrada na Educação Numa altura que, um pouco por todo o país, o às aulas vai acontecendo, a Juventude Popular da Maia irá centralizar a sua acção na Educação, através da divulgação de uma das suas bandeiras mais inovadoras para a área: o Cheque-Ensino.

.regresso

O grande objectivo do Cheque-Ensino é o retorno dos impostos pagos pelas famílias portugueses na forma de um vale, que seria aplicado e investido directamente na formação educativa dos elementos mais jovens do agregado familiar, acabando com o financiamento directo de um sistema público de educação que deixa cada vez mais dúvidas. E porque a Juventude Popular da Maia acha inaceitável que seja o Estado a decidir qual o melhor estabelecimento de ensino para os alunos, defende que se transfira o poder de decisão para os encarregados de educação, que poderão escolher para os seus filhos a melhor escola, com os melhores professores e que melhor se enquadra no seu projecto de vida. Assim os conceitos de escola pública e escola privada perdem o seu estatuto, assumindo unicamente a designação de estabelecimento de ensino, e o Cheque-Ensino uma chave para neles entrar mais facilmente, algo que para muitos é hoje uma miragem.

Na verdade, com o actual sistema, o que continuará a acontecer é que os alunos cujos encarregados de educação tiverem as melhores condições socioeconómicas podem frequentar escolas melhores do que as que o Estado lhes atribui e obter um ensino de melhor qualidade, e aqueles que não dispõe das mesmas posses, continuarão obrigados a aceitar a escolha do Estado como sua e a contentarem-se com o nível que ela apresentar, seja ele bom ou mau. O Cheque-Ensino acompanha a ideia de um sistema de autonomia das escolas e de liberdade na educação, que permite conduzir a uma escolha definida pela realidade do “mercado escolar”, onde cada escola é concorrente directo das outras na tarefa de cativar o aluno e o seu “investimento”. Previsivelmente, as melhores escolas conseguiriam sobreviver e as que não conseguiam cativar o investimento do aluno acabariam por fechar, provando as suas insuficiências, culminando assim num processo de auto-selecção de mercado livre das melhores escolas e de um ensino de excelência a todos os níveis. A divulgação do conceito de Cheque-Ensino pela Juventude Popular da Maia terá como ponto alto uma campanha de rua sobre o tema.

Economia e Segurança no topo das preocupações CDS-PP e Juventude Popular abrem o seu ano político com um grande comício na Praça do Peixe em Aveiro! Na Praça do Peixe aveirense, repleta de militantes de ambas as organizações, Pedro Moutinho e Paulo Portas deram o pontapé de saída para o novo ano político da Juventude Popular e do CDS-PP. O líder da JP, que começou por se congratular com a forte presença de jovens, referiu-se a temas caros à juventude, como a educação, por exemplo. No entanto, foi no plano económico que centrou o seu discurso. Apelando a uma redução da influência do Estado na vida das empresas portuguesas, Pedro Moutinho defendeu abertamente a privatização de diversas entidades como a EDP, a Caixa Geral de Depósitos ou a ANA, culminando com uma recomendação em

em inglês para o Eng. Sócrates: “Privatize it all!” A economia fez também parte do discurso de Paulo Portas, que se mostrou preocupado com os seus crescentes sinais de estagnação. O presidente do CDS-PP referiu que o governo não presta atenção aos dilemas que assolam os portugueses, nomeadamente o dos jovens licenciados que se dividem entre “emigrar ou ficar a marcar passo no desemprego ou em empregos para que não têm vocação”. O outro tema forte no discurso de Paulo Portas foi a escalada da criminalidade, cuja responsabilidade política imputou ao primeiroministro, por considerar que este foi o promotor do cancelamento das admissões na PSP e na

e na GNR, e ter sido cúmplice no Pacto de Justiça que conduziu a “leis penais brandas”. De destacar ainda a forte presença de militantes da Juventude Popular, vindos de todas as partes do país, de Sintra a Vila Real, passando naturalmente pela Maia.

Drogas na Maia - Prevenção em Liberdade Juventude Popular da Maia reage a estudo sobre o consumo de drogas na cidade da Maia e alerta autarquia local! Se não cabe ao Estado proibir ou julgar, a sensibilização contra o consumo de drogas deve estar na linha da frente das suas preocupações. A Juventude Popular é uma estrutura partidária cuja bandeira primordial é a Liberdade, que se transfere obrigatoriamente para a noção de “liberdade de escolha”. Defende e sempre defendeu que recai e recairá em cada cidadão, na sua individualidade, a escolha do seu caminho de vida, sempre na medida em que esse não ponha em causa a liberdade individual dos seus iguais no trilhar das suas próprias vidas. Tendo essa noção, a JP Maia não é e nunca será pelo proibicionismo cego em

em relação ao consumo de drogas. Não obstante, reconhece e apela à sensibilização contra o consumo desse tipo de substâncias, estejamos a falar de cocaína, haxixe, álcool ou tabaco. A JP Maia, que tem alertado a sociedade civil e em particular a comunidade juvenil maiata para os efeitos negativos do consumo de drogas, sente hoje com alguma surpresa que mais nenhuma entidade de responsabilidade pública da Maia se tenha dedicado à sensibilização dos cidadãos para esta problemática. Tanto que, segundo um órgão de comunicação local, foi necessário uma entidade privada lançar um relatório informativo do consumo de drogas pesadas

para que a temática voltasse ao debate político. E, de resto, pouco ou nada se fez para sensibilizar a “população alvo” desse estudo, nomeadamente a população residente do Bairro do Sobreiro. É certo que não cabe ao Estado, neste caso, a uma autarquia, a transmissão e a imposição de uma moral de conduta social. Mesmo assim, o Estado, ainda que sob a forma de autarquia, não se pode demitir do papel de informar, de alertar e de sensibilizar para o não consumo de tais substâncias. A Juventude Popular espera que a autarquia local tome medidas e que de uma vez por todas ponha em prática um plano de intervenção junto dessas comunidades.


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o jovem

coluna livre É só Fumaça Os recentes dados relativos aos resultados educativos do ano transacto mostram clara e inequivocamente que o plano educativo da actual Ministra da Educação e do nosso PrimeiroMinistro funcionou por inteiro. Temos hoje, de uma forma gradual, menos chumbos e retenções, culminando assim numa estatística cor-de-rosa que galvaniza a mensagem demagógica e populista das políticas socialistas. É de acordo geral, que os números não enganam. Temos hoje a maior taxa de sucesso escolar de que há memória em Portugal e nem mesmo a voz de protesto de milhares de professores pode abalar a caminhada ascendente do ego de um dos maiores sonhadores políticos de que eu tenho memória. José Sócrates tem uma ideia para Portugal, e isso é claro. Diferente da minha, mas é igualmente objectiva e concreta nas suas aspirações. José Sócrates quer para Portugal uma geração formada com o nível de exigência que ele próprio exigiu de si aquando da sua formação académica, e de nada adianta duzentos mil docentes manifestarem o seu descontentamento com as suas políticas, já dizia Pinheiro de Azevedo que “o povo é sereno”, mas não é cego, e no caso do nosso primeiro-ministro tomo a liberdade de lhe dizer que tudo o que atira descaradamente para a comunicação social “é só fumaça” e nada mais que isso. Temos um número de retenções no ensino secundário 22,4 por cento inferiores ao ano escolar transacto e no 9º ano um número de chumbos que desceu 7,5 por cento, fruto da inqualificável falta de exigência e qualidade do actual sistema de ensino. Que ninguém tome por mal as minhas afirmações, mas tomo a liberdade de as qualificar como fiáveis, porque são o reflexo da opinião da maioria dos professores portugueses. Não será certamente ao atirar computadores para sala de aula, tirando autoridade aos professores na sua tarefa

Eric Rodrigues Presidente da Juventude Popular da Maia eric@jpmaia.org

educativa e dando-lhes mais competências para além da que lhes já são inerentes, reduzindo a exigência das provas de exame e dando diplomas “expresso” através do programa das Novas Oportunidades que se conseguirá em Portugal a classe de excelência profissional e intelectual que para ele desejamos. Com certeza que a maioria dos quadrantes ideológicos credíveis em Portugal nisto estão de acordo, e se não estão é da minha opinião que deveriam obrigatoriamente estar. O que o estado ainda não entendeu, é que enquanto continuar a deliberar as suas mega reformas estruturais do seu ministério em Lisboa, descartando completamente a opinião dos professores, dos encarregados de educação e principalmente dos que têm a clara noção das realidades locais, nada por muita pompa e circunstância que tenha alterará positivamente o sistema educativo português. É por isso, que apesar de não ser a autonomia que desejava, sou claramente a favor da transferência de competências das escolas para as autarquias sempre que isso seja possível e realmente concretizável. Apesar de considerar que a medida da transferência de autoridade é meramente teatral, dava oportunidade às nossas autarquias de adaptar o ensino à realidade local, fiscalizando e moderando positivamente o funcionamento dos estabelecimentos de ensino. Mas no fundo, não é mais que passar a “batata quente” para o que estiver mais próximo, podendo existir agora, numa visão mais folclórica a transmissão de culpa para os responsáveis autárquicos. rSe analisarmos a questão com a profundidade que ela merece, chegamos à conclusão que os fundos virão necessariamente do mesmo sítio de onde sempre vieram, só que agora virão com maior dificuldade e racionalização, tal como a própria gestão de professores e das infraestruturas escolares. Apesar de considerar que a transferência de competências é um belíssimo primeiro passo para a autonomia educativa, não é nem será uma medida realmente

transformadora do conceito geral que ainda reina no sistema educativo em Portugal. A lição poderá ser dada de uma forma clara e sintética por Milton Friedman, economista americano e vencedor do Prémio Nobel da Economia. Falo como é obvio do “ChequeEnsino”. O Cheque-Ensino poderá ser encarado como um caminho viável e aconselhável para a educação em Portugal, na medida em que transfere a liberdade de escolha para o aluno e para o encarregado de educação. Tendo em consciência que este governo mantém uma linha orientadora de obtenção de receita através do aumento de carga fiscal, nada melhor que um correcto aproveitamento orçamental através da reposição de uma fatia desses impostos às famílias na forma de um cheque destinado à educação dos seus filhos. Dessa forma, o estado sairia do processo de colocação dos alunos, dando assim liberdade de escolha das famílias pela melhor escola, com as melhores condições e os melhores professores, tal como a própria gestão dos espaços e dos recursos humanos, agora geridos por fundos próprios pelos professores desses mesmos estabelecimentos de ensino. Poderão dizer que isso seria privatizar o ensino, não o é, é simplesmente acabar com esse conceito de escola pública e escola privada, sendo agora substituídos pelo conceito único de estabelecimento de ensino, onde reinaria finalmente uma saudável concorrência pela sobrevivência dos estabelecimentos de ensino, onde são os professores que decidem, em conjunto com os encarregados de educação, qual o melhor caminho para o futuro dos seus filhos alicerçado pela clara noção que as escolas que não se conseguissem modernizar, que não conseguíssem cativar os seus alunos pela excelência do seu ensino, teriam obrigatoriamente que encerrar, ao contrário do que acontece hoje, que ano após ano atirarão areia para os olhos dos portugueses, com estatísticas e gráficos que são nada mais que uma obra de ficção, num terrível filme que ameaça uma sequela em 2009.

Novo ano escolar... ou continuação do mesmo? Mais umas férias de verão passadas e de novo a época escolar a arrancar… Mas é mais sobre dois assuntos em particular que este texto pretende incidir, um tem sido ultimamente comentado nos média portugueses que é a fuga dos estudantes Portugueses para Espanha que pretendem tirar o curso de medicina, e o outro é a adopção do cheque ensino. Num país que procura evoluir em todas as áreas e acompanhar as grandes potências internacionais, será possível que se deixe escapar para o país vizinho possíveis grandes médicos?! É triste ver estudantes, que demonstram a vontade de trabalhar e ajudar as pessoas e ter o sonho de serem médicos um dia a chegar á lista de colocações nas universidades Portuguesas e verem que, por

André Ribeiro Vice-Presidente da Juventude Popular da Maia andre@jpmaia.org

vezes devido a milésimas, não conseguiram entrar. Com certeza não são os únicos a ficarem tristes por não terem entrado no curso ou local que pretendiam pois em muitos outros cursos o mesmo acontece, mas nos restantes cursos existe a possibilidade de concorrer a privadas, algo que não acontece em medicina… Então só uma saída existe, emigrar para Espanha e tentar concretizar um sonho que em Portugal não foi possível… Porquê não abrir o curso de medicina em algumas universidades privadas preparadas para tal? Além de achar necessário a abertura do curso de medicina em universidades privadas sou a favor também do cheque ensino, pois por vezes um sonho necessita de apoios financeiros. No cheque ensino o dinheiro que o Estado atribuiria ás escolas seria distribuído por

igual a todos os alunos, em forma de vale, que pretendessem seguir o ensino superior. Este vale serviria para pagar serviços de ensino em escolas públicas ou privadas colocando no aluno o poder de escolha para a instituição onde queria ir, com este vale a competitividade das escolas seria maior e todas procurariam melhorar os seus serviços na procura de cativar, “chamar”, e até manter os alunos. Além de beneficiar as instituições, também o aluno seria beneficiado pois teria a certeza que iria para um local que lhe dava garantias de sucesso, e hoje em dia é o que é necessário para o país avançar, competitividade e sucesso. Uma pergunta fica no ar agora: Será tão difícil querer inovar e cumprir um sonho em Portugal?


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o jovem

coluna livre Corporativismo crónico

Tiago Loureiro Militante da Juventude Popular da Maia tiagoloureiro@jpmaia.org

Numa altura em que muitos alunos se perfilam para enfrentar a segunda fase de candidatura ao Ensino Superior, e quando, segundo o Ministério da Saúde, são necessários mais 2000 médicos por ano, constatamos que foram abertas um total de pouco mais de 1400 vagas para medicina, divididas por sete universidades. Mais uma vez, tomamos consciência das exuberantes médias de entrada em cada uma delas. A saber, a nota mínima de entrada num curso de medicina em Portugal foi de 17,92, na Universidade da Beira Interior. Apesar de Portugal precisar de médicos, a verdade é que ser médico por cá continua a ser um privilégio apenas ao alcance daqueles que consigam notas muito acima da média, tenham ou não verdadeira vocação para a função. Se não se pede tal coisa, nem nada que se pareça, a futuros advogados, engenheiros e gestores, fica difícil perceber o porquê de ser médico estar apenas ao alcance de “super-alunos”. Será assim tão difícil perceber os meandros da prática médica que só alguns “iluminados” o conseguem fazer? Será que o acerto de um diagnóstico médico está dependente de uma média de 18? Será que a precisão de um cirurgião é tanto maior quanto maior for a sua nota de acesso à universidade? A verdade é que a explicação até pode ser mais simples do que parece. É que exercer a prática médica em Portugal está dependente da Ordem dos Médicos. E se as Ordens promovem, regra geral,

a redução de certas liberdades em favor da promoção de um corporativismo quase fundamentalista, o caso da medicina é exemplar: os “numerus clausus” apertados, as médias de entrada elevadas e a inibição da oferta privada de cursos de medicina, são normalmente aplaudidos pelo respectivo bastonário, seja ele qual for. Um caso de corporativismo crónico, arrisco dizer. A questão da (falta de) oferta privada de cursos de medicina parece-me particularmente relevante, e sofre em Portugal de um tabu preocupante e um preconceito inaceitável. Afinal, o que se perderia em ter oferta de cursos privados que, naturalmente, se comprometessem com os requisitos mínimos exigidos aos públicos, e que funcionassem nos mesmos moldes que as outras instituições privadas? Nada. Nomeadamente os estudantes que têm de procurar alternativa no estrangeiro e que, não raras vezes, ficam a trabalhar lá por fora (segundo o Público, só em Santiago de Compostela estão mais de 100 alunos portugueses em medicina). Mais do que ser uma arma contra a pretensa falta de médicos ou para esbater o mesquinho sentimento corporativista, a possibilidade de abertura de cursos de medicina no privado configura uma simples questão de lógica, uma vez que na área da saúde existe oferta privada para lá do SNS, e em termos universitários, a generalidade dos cursos vive bem com a concorrência entre instituições públicas e privadas.

O bom, o mau e o vício

Nuno Moreira da Silva Coordenador do Gabinete de Estudos da Juventude Popular da Maia nunosilva@jpmaia.org

A gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro continua a ser um tópico de discussão em Portugal, quando toda a gente já percebeu que a privatização da gestão já devia ser um facto consumado. Mas, como envolve o Estado português e empresas públicas, é mais do mesmo…o jogo do empata. Já várias empresas entre elas a Sonae e a Mota Engil declararam publicamente o interesse em gerir o Aeroporto Sá Carneiro mas nem assim o Estado português abre os olhos e aceita a iniciativa privada, alicerce de uma economia de mercado em que supostamente vivemos. No entanto, no meio desta confusão toda há bom, há mau e há vícios permanentes. O bom é que finalmente a Junta Metropolitana do Porto parece que vai levar a sério o tema da gestão do aeroporto e fazer pressão para que aconteça de facto. Rui Rio, agora rendido às virtudes da Regionalização, mantém o discurso da descentralização e que sejam os privados a gerir o aeroporto de modo a zelar pelos interesses da região (coisa que é verdade, basta ver o desprezo com o qual a ANA trata a proposta da RyanAir em criar uma base no Sá Carneiro, pois à ANA doí pouco que a RyanAir tenha melhor condições nos aeroportos da Galiza e saia do Porto de vez…não é a eles que esta brincadeira vai

custar, mas no entanto são eles que brincam com a economia do norte permitindo que a RyanAir vá para Barcelona…desculpem lá o desabafo, mas estas empresas públicas cansam). É de notar que não é a primeira vez este assunto está na mesa da Junta, esperemos que desta vez seja a última e que passe a facto consumado. O mau é que o Estado português personificado em José Sócrates e no seu “CEO” Teixeira dos Santos, perdão Ministro das Finanças, continua a jogar monopólio com o dinheiro do erário público, alimentando empresas públicas atrasando cada vez mais a economia portuguesa…exemplo disso é a ANA ainda existir. O vício é a posição da Câmara Municipal da Maia e do seu presidente Bragança Fernandes, que embora achem que o aeroporto deva ser privatizado (e ainda bem!) cai no erro de dizer que as autarquias do Porto devem estar envolvidas na gestão. Pergunto eu, para que??? Mais do mesmo??? Deixemse lá de quererem mais “tachos” e deixem os privados gerirem o Sá Carneiro, sem autarquias ao barulho que isso dá sempre barracada. O vício é o Estado português continuar a deter posições e “golden shares”

em empresas em que nem sequer deveriam ter uma acção. Vício é os “tachos” que as autarquias querem com esta descentralização vazia de soluções. Isto só vem provar que o centrão português PSD/PS, além de pouco inteligente no que toca à dinamização da economia portuguesa, opta sempre pela política do parece que é…parece que é descentralização mas não é…é tirar os tachos de Lisboa e dá-los às autarquias. Viva o centrão…viva o poder local…viva mais do mesmo!


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R E S QUERO


09 O JOVEM [Setembro2008]