Viver a Rua Press File

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Revista Obscena ID: 30295270

01-05-2010

Tiragem: 3000

PĂĄg: 22

PaĂ­s: Portugal

Cores: Cor

Period.: Quadrimestral

à rea: 21,22 x 27,01 cm²

Ă‚mbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 2

R E P O R TA G E M

FITEI

PORTO CIDADE DO TEATRO, OUTRA VEZ faz parte da descoberta da actiO FITEI vidade cultural como essencial ao ser humanoâ€?, lança MĂĄrio Moutinho, director artĂ­stico do Festival Internacional de Teatro de ExpressĂŁo IbĂŠrica, no activo ininter-ruptamente desde 1978. Quando surgiu no Porto, onde se realiza desde entĂŁo, o pĂşblico estava muito interessado na “descobertaâ€?, principalmente devido Ă ausĂŞncia de referentes na ĂĄrea das artes performativas. Com um nĂ­vel de instrução ainda pequeno, a facilidade de compreensĂŁo do espanhol em Portugal ditou a matriz do FITEI: um festival virado para o teatro que se faz em Espanha e na AmĂŠrica Latina. De acordo com o director o festival teve, no inĂ­cio, “uma ligação muito grande com a cidade, transformou-a, foi uma festaâ€?. A cidade mobilizou-se e naqueles primeiros anos “o FITEI era um grande acontecimento no Portoâ€?. Entretanto, as relaçþes com a cidade mudaram, quer pelas pessoas que a geriram, quer pelo tipo de pĂşblico, que começou a exigir outro gĂŠnero de propostas. Os portuenses passaram a ter acesso a “outras actividades artĂ­sticas e culturais e, Ă medida que iam tendo essa informação, iam obviamente exigindo ao FITEI outro tipo de programaçãoâ€?. No fundo, tem sido uma relação como todas as outras, de “altos e baixosâ€?. Segundo MĂĄrio Moutinho, o festival esteve, durante algum tempo, “muito centrado num pĂşblico que criou na primeira fase e que ainda hoje existeâ€?. Todos os anos hĂĄ um projecto novo e “todos os anos hĂĄ aquele objectivo de fazer um festival cada vez mais interessante, mais inovador, mais arriscado, mais malucoâ€?, diz Moutinho. Sem renunciar a sua matriz ibĂŠrica, o FITEI deste ano alarga as suas fronteiras e

reĂşne no Porto algumas produçþes de companhias de paĂ­ses como a França, o Reino Unido, a ItĂĄlia e o CanadĂĄ. De regresso estĂŁo companhias africanas – o Grupo de Teatro Pesquisa Serpente, de Angola, e a Companhia de Teatro Kadumba, de Moçambique. É neste sentido que surge uma parceria que se “pretende alargar e fortalecerâ€? com o Teatro da Trindade, em Lisboa. “NĂłs colocamos um espectĂĄculo de Ă frica em Lisboa e o Teatro da Trindade coloca no FITEI um dos seus espectĂĄculos, da sua produçãoâ€?, explica. Este ano foi escolhida NĂŁo se Ganha, NĂŁo se Paga, uma criação de Dario Fo, encenada por Maria EmĂ­lia Correia. TambĂŠm o “dĂŠfice de programação de dança na cidadeâ€? levou o FITEI a repensar o seu programa. Na sua origem, a dança aparecia “muito residualmenteâ€?, por norma vinda dos paĂ­ses africanos, que tinham, como ĂŠ tradição, pouco teatro e mais dança. Actualmente, a organização do festival tem-lhe dado mais atenção e apresenta na sua 33.ÂŞ edição um leque de diversas propostas, a começar pelo o espectĂĄculo de abertura, no Teatro Nacional S. JoĂŁo, Hnuy Illa , do PaĂ­s Basco, que entrelaça a dança tradicional com uma linguagem contemporânea. Depois, hĂĄ os nomes incontornĂĄveis da dança em Espanha: Marta Carrasco e Entremans. Com uma escolha de propostas que nĂŁo obedecem exactamente a um conceito artĂ­stico, mas antes a uma vontade de “mostrar o que se estĂĄ a fazer nos vĂĄrios territĂłrios de Espanhaâ€?, vĂŁo ser apresentadas no FITEI “linhas estĂŠticas muito diferentesâ€?, adianta MĂĄrio Moutinho. O FITEI desenrola-se em vĂĄrios espaços da cidade do Porto entre 28 de Maio e 10 de Junho.

FITEI E NEC VĂƒO BAPTIZAR UMA RUA DO PORTO

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Marta Dies Irae Š David Ruano

Os espectĂĄculos de rua tĂŞm, no FITEI, uma interligação muito grande com o pĂşblico e a organização espera que haja algumas surpresas este ano. A começar pelo espectĂĄculo de abertura em plena baixa do Porto, junto Ă estação de S. Bento. O pouco convencional Su-SESO Taladro, do Teatro Gestual do Chile, promete baralhar o trânsito e provocar os transeuntes da cidade. Esta ĂŠ apenas uma das vĂĄrias propostas de teatro de rua apresentado pelo FITEI, gĂŠnero que agrada particularmente o director. “Acho muito interessante que o pĂşblico seja apanhado desprevenido; o teatro de rua tem esta capacidade de surpreender quem ĂŠ apanhado, confrontĂĄ-lo, pĂ´-lo a discutir o que vĂŞâ€?, confessa em entrevista. A reacção

do pĂşblico ĂŠ sempre imprevisĂ­vel e, por isso mesmo, “fascinanteâ€?. Mas se os espectĂĄculos de rua organizados pelo FITEI fazem parte da linha de intervenção urbana habitual, este ano hĂĄ uma nova dinâmica. A estrutura convidada ĂŠ o NĂşcleo de Experimentação CoreogrĂĄfica (NEC), que, segundo MĂĄrio Moutinho fez uma proposta “assustadoramente alicianteâ€?. Viver a Rua, um projecto do inglĂŞs Joshua Sofaer, pretende ser uma intervenção “forte e duradouraâ€?. Deste modo, no inĂ­cio do FITEI começa um concurso nacional que visa escolher um cidadĂŁo anĂłnimo “que mereça um tributo pĂşblicoâ€? – explica o director do NEC, JoclĂŠcio Azevedo – e que venha a dar o seu nome a uma nova rua do Porto.


Revista Obscena ID: 30295458

01-05-2010

Tiragem: 3000

PĂĄg: 23

PaĂ­s: Portugal

Cores: Cor

Period.: Quadrimestral

à rea: 21,00 x 27,62 cm²

Ă‚mbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 2

PERFIL

FITEI 352-(&726 € $/785$ '$6 3(662$6

JOSHUA

SOFAER Sofaer descobriu uma forma inJ oshua teligente de trabalhar: ele cria um tra-

DR

352-(&726 € $/785$ '$6 3(662$6 2 ),7(, UHFHEH SRU VXJHVWÂŁR GR 1ÂşFOHR GH ([SHULPHQWD§£R &RUHRJUÂĄĹšFD R DUWLVWD LQJOÂŞV -RVKXD 6RIDHU TXH VH WHP GLVWLQJXLGR SRU ID]HU GRV SHUIRU PDQFHV LQWHUDFWLYDV PRPHQWRV GH UHĹşH[ÂŁR VREUH D YRODWLOLGDGH GR TXRWLGLD QR H SRU FRQVHTXÂŞQFLD GD FULD§£R FRQWHPSRU¢QHD T E X T O /\QGVH\ :LQVKLS

A inauguração desta nova via terĂĄ lugar na prĂłxima edição do festival. Em entrevista Ă OBSCENA, JoclĂŠcio admite que Sofaer lhes propĂ´s algo “extremamente ambiciosoâ€?. O NEC deu, assim, inĂ­cio a um processo de contacto com o Departamento do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto que recebeu a ideia com agrado. â€œĂ‰ uma pequena estrutura que, de repente, se interessa pela cidade, pelo seu futuroâ€?, revela o director do NEC. Entretanto, o nĂşcleo entrou em contacto com a ComissĂŁo de ToponĂ­mia que tambĂŠm “acolheu o projecto com muito prazerâ€?. A proposta do artista de live art britânico tambĂŠm vai exigir a parceria com outras estruturas, como o Espaço T e o Clube Li-

terĂĄrio do Porto. Para o concurso serĂĄ utilizado um website – www.viverarua.com – como plataforma, para alĂŠm de uma acção performativa de 15 voluntĂĄrios, “uma espĂŠcie de armadaâ€?, que, em alguns momentos especĂ­ficos, se vai espalhar pelas ruas da cidade e falar com as pessoas, explicar-lhes o projecto e motivĂĄ-las a participar, explicaram os organizadores. MĂĄrio Moutinho admite: “Temos a obrigação de fazer algumas intervençþes deste tipoâ€?. “HĂĄ de facto uma forte intervenção da população com implicaçþes no futuro da sua cidade e a arte nĂŁo pode estar alheia a isto, senĂŁo deixa de o serâ€?, adianta, concluindo que ĂŠ preciso “uma certa dose de loucura e paixĂŁo para fazer este tipo de coisasâ€?.

balho que sonda ideias sĂŠrias sobre a arte e a existĂŞncia, sob a forma de eventos de arte pĂşblica aparentemente simples, que agarram a atenção e apelam Ă s massas. A Live Art ĂŠ uma forma que por vezes tende para o inescrutĂĄvel, mas nĂŁo hĂĄ nada de difĂ­cil para entender numa competição que quer colocar o nome de um membro do pĂşblico sob o foco de luzes (Name in Lights, 2007), ou em plantar nomes num canteiro de flores (Rooted in the Earth, 2009). E, no entanto, esses projectos nunca resultam em gestos vazios. Pode-se, pelos vistos, ser populista sem ser trivial. Joshua Sofaer nasceu em Cambridge em 1972, mas cresceu em Edimburgo, na EscĂłcia. Por inspiração de um professor de artes da escola que “[lhe] deu a convicção de que a arte pode fazer a diferençaâ€?, quis, inicialmente, ser actor, tendo chegado a estudar teatro. AtĂŠ se aperceber que detestava o teatro e se matriculou na escola de arte. Claramente, o interesse na performance nunca evanesceu. Embora os seus primeiros trabalhos tenham sido performances a solo - incluindo a Bare Buttocked Lecture, e uma outra peça onde acabou por ganhar uma medalha de ouro no concurso de levantamento de pesos de 56 kg do Gay Games -, Sofaer evoluĂ­u como um artista que escolhe nĂŁo se colocar no centro do seu trabalho. Ele contorna o clichĂŠ do intĂŠrprete que chama a atenção e, em vez disso, actua como encenador, curador, instigador ou produtor (assim como escritor, acadĂŠmico e professor), transformando o pĂşblico nos artistas do seu trabalho. Para a edição de 2009 do Festival Wunderbar, em Newcastle, no nordeste de Inglaterra, concebeu Tours of People’s Homes, um trabalho para o qual persuadiu onze moradores locais a abrir as suas casas ao pĂşblico e a desenhar os seus prĂłprios percursos temĂĄticos. Algumas das experiĂŞncias incluĂ­am tomar um banho, participar numa luta de comida e ser insultado durante o jantar. “Ele desenvolveu estas extraordinĂĄrias prĂĄticas participativasâ€?, diz Lois Keiden, directora da Live Art Development Agency, “[SĂŁo] eventos de grande escala que estĂŁo completamente dependentes da acção dos participantes para existir, por isso trata-se de facilitar o potencial criativo de outras pessoasâ€?. Embora muitas performances ofereçam aparentes oportunidades de participação do pĂşblico, o trabalho de Sofaer vai muito alĂŠm de persuadir os participantes inactivos para interacçþes estranhas e humilhaçþes menores. De facto, o pĂşblico nĂŁo ĂŠ apenas uma plateia participante, eles sĂŁo a prĂłpria performance. Sofaer entrega o poder criativo ao pĂşblico; dĂĄ-lhes permissĂŁo para serem os seus prĂłprios directores, os seus prĂłprios artistas.

Sofaer nĂŁo deixa de puxar os fios. Provavelmente, o seu evento mais conhecido seja Scavengers, que teve lugar em Londres, SĂŁo Francisco e Edimburgo. A premissa era uma caçada a necrĂłfagos, onde era dada uma lista de objectos a recolher pelo pĂşblico numa corrida contra o tempo. O tipo de objectos variava entre o simples e o absurdo, por exemplo, um urinol, um cavalo esculpido em cenoura, e “qualquer figura de acção que nĂŁo seja o Super-Homem, mas vestido como o Super-Homemâ€?. Os resultados da caçada eram exibidos numa galeria, tornando os participantes em “artistasâ€? reconhecidos, mas tambĂŠm preparando e posicionando um espaço para questionar directamente o que ĂŠ que faz com que um objecto seja “arteâ€?. Humor e divertimento sĂŁo elementoschave do trabalho de Sofaer. Para quem participa ĂŠ um jogo alegre. “A arte pode ser muito sĂŠria e sonora. Estou aqui pela diversĂŁoâ€?, disse uma vez o artista. Mas o impacto pode ser mais do que entretenimento. Sofaer incentiva seus participantes a perspectivar o mundo (as suas cidades, as suas casas) com olhos de artistas. Dois outros trabalhos de Sofaer criaram uma grande narrativa pĂşblica usando modelos muito diferente. Name in Lights e Rooted in the Earth tinham uma premissa semelhante, pedindo ao pĂşblico para nomear alguĂŠm cujo nome seria exibido em pĂşblico. Em Birmingham, o nome de uma enfermeira natural da Jamaica que se mudou para a GrĂŁ-Bretanha nos anos 60 foi erguido em luzes de nĂŠon de trĂŞs metros e meio. Em Londres, moradores locais tiveram os seus nomes plantados em canteiros de parques pĂşblicos, incluindo um fĂŁ de futebol de 101 anos e uma avĂł que trabalha com mulheres sem-abrigo. Sendo exercĂ­cios que celebravam cidadĂŁos ignorados, ambos os projetos desafiavam os participantes a questionar a natureza da fama e a sua forma volĂĄtil. É uma ideia simples quanto baste mas, na prĂĄtica, ĂŠ uma ideia que ressoa. “SĂŁo ideias complexas, mas ele ĂŠ capaz de articulĂĄ-las de maneiras incrivelmente acessĂ­veisâ€?, diz Keiden. “HĂĄ muito poucas pessoas que tĂŞm aquela capacidade para chegar a essas ideias e realizĂĄ-las tĂŁo profissionalmente. Joshua ĂŠ realmente excepcional a esse respeito.â€? O projecto portuguĂŞs de Sofaer, Living the Street, onde o pĂşblico serĂĄ convidado a nomear alguĂŠm cujo nome deve aparecer numa placa, pode ser visto como uma continuação desta linha. “Eu acho que as questĂľes centrais sĂŁo realmente sobre arte pĂşblica - enquanto arte que estĂĄ em pĂşblico, mas tambĂŠm sobre, e com o pĂşblicoâ€?, diz Keiden. “Algumas prĂĄticas participatĂłrias podem ser extremamente paternalistas, mas Joshua consegue criar projectos Ă altura das pessoas.â€?


ID: 35573594

20-05-2011

Tiragem: 111762

Pág: 25

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,12 x 23,91 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1


portugal

Point 24

rápidas Ensino privado: Cavaco veta diploma

O Presidente da República vetou o diploma do Parlamento que alterava o decreto-lei que regula o apoio do Estado às escolas particulares e cooperativas, anunciou ontem a Presidência no seu site da internet. Segundo a disposição vetada, "até à entrada em vigor" da portaria do Governo as escolas particulares continuariam a receber os montantes acordados "entre Janeiro e Agosto de 2011".

--------------------------------------Infarmed suspende Atarax A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) ordenou ontem a "suspensão imediata" da comercialização de alguns lotes do medicamento Atarax, solução injectável, devido à detecção de fissuras nas ampolas que “podem pôr em causa a sua esterilidade”. O Infarmed recebeu um alerta internacional emitido pela agência belga.

--------------------------------------África discutida em Lisboa Apesar do impacto da crise financeira mundial de 2008, o sector financeiro africano tem perspectivas favoráveis e até optimistas, segundo o relatório do BAD "Finanças em África: Para além da crise”, cujos pontos principais foram apresentados ontem em Lisboa.

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Fundador do FCP dá nome a nova rua do Porto O projecto "Viver a Rua" permitia nomear pessoas de todas as áreas, anónimas ou não, para dar nome a uma rua. O eleito foi o fundador do FCP. É a primeira vez que uma rua do Porto é baptizada assim.O desafio foi lançado pelo Núcleo de Experimentação Coreográfica (NEC) e pelo FITEI ao artista britânico Joshua Sofaer, que organizou um concurso para atribuir o nome de uma pessoa, anónima ou não, a uma rua do

(FOTO: NEC)

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Porto. Além do vencedor, o fundador do FC Porto, António Nicolau D'Almeida, nomeado por um seu sobrinho trineto de 10 anos, havia mais quatro

finalistas: Gisberta Salce Júnior, transexual assassinada no Porto em Fevereiro de 2006, a empregada doméstica Natália Gandra, em homenagem

ao cidadão comum, o gestor cultural David Sobral, num tributo à juventude interrompida, e o actor Jorge Vasques. Fonte do júri disse à Lusa que o nome escolhido por unanimidade foi o de Gisberta, mas a decisão final coube à Comissão de Toponímia da Câmara Municipal do Porto, que optou pelo fundador do FCP. A nova artéria fica no cruzamento da Rua Manuel Pinto de Azevedo com a Rua do Conde da Covilhã, na freguesia de Ramalde. //

Caso Rui Pedro: Arguido vai a julgamento 13 anos depois O tribunal da Lousada decidiu ontem levar a julgamento o alegado raptor de Rui Pedro, a criança que desapareceu há mais de 13 anos. O despacho de juiz de instrução concluiu haver "indícios e sinais objectivos" da prática de um crime de rapto qualificado.

A lentidão do processo judicial que envolve Afonso Dias, o alegado raptor de Rui Pedro, "demonstra o que a justiça tem de pior e de melhor", lamentou ontem o advogado da família, Ricardo Sá Fernandes. //

E. Coli: Portugal pede apoio à UE

Ossadas de Sagres são de criança

O ministro da Agricultura vai formalizar esta terçafeira o pedido de apoio aos produtores portugueses afectados pela crise provocada pelo surto de bactéria E.coli, durante a reunião extraordinária de

As ossadas encontradas em Março em Sagres pertencem à criança de 21 meses alegadamente morta pelo pai, um cidadão alemão suspeito de também ter assassinado a companheira e mãe da cri-

ministros da Agricultura europeus, convocada para debater estes problemas. António Serrano vai apresentar um "levantamento exaustivo" do impacto da crise alimentar nos agricultores portugueses. //

ança numa praia de Lagos, em 2010, confirmou ontem à Lusa a Polícia Judiciária (PJ). Os ossos foram descobertos por dois pescadores numa falésia de difícil acesso na Praia do Beliche, em Sagres. //


ID: 35861153

06-06-2011 | Público Porto

Tiragem: 48379

Pág: 37

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,82 x 17,84 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Fundador do FC Porto dá nome a rua da cidade a O projecto artístico Viver a Rua, do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), culminou ontem com a atribuição do nome do fundador do FC Porto, António Nicolau d’Almeida, a uma nova rua da cidade. A nova artéria localiza-se no cruzamento da Rua Manuel Pinto de Azevedo com a Rua do Conde da Covilhã, na freguesia de Ramalde. O desafio foi lançado pelo Núcleo de Experimentação Coreográfica (NEC) e pelo FITEI ao artista britânico Joshua Sofaer na edição de 2010, mas o desfecho do Viver a Rua só agora foi conhecido com a divulgação do vencedor, entre cinco finalistas. O objectivo era que Joshua Sofaer, a partir da sua experiência em arte participativa e em criações para o contexto urbano, propusesse um projecto que pudesse envolver cidadãos e instituições locais. Foi, assim, lançado o desafio à comunidade para atribuir o nome de uma rua do Porto a uma pessoa, anónima ou não, tendo recebido 253 propostas. Entre os cinco finalistas, além de Nicolau d’Almeida, que foi sugerido por um seu sobrinho trineto, de 10 anos, constavam Gisberta Salce Júnior (transexual assassinada no Porto em Fevereiro de 2006), o gestor cultural David Sobral, a empregada doméstica Natália Gandra, em homenagem ao cidadão comum, e o actor Jorge Vasques. Lusa





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Edição Nº57, Junho, 2010

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SE ESTA RUA FOSSE MINHA

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O artista britânico Joshua Sofaer quer dar o nome de um cidadão desconhecido a uma rua do Porto.

Lindstrom & Prins Thomas Ao vivo em Lisboa e Porto. Disco Sucks!?

Joshua Sofaer é o criador do projecto Viver a Rua. A ideia é simples mas revolucionária: dar o nome de um desconhecido a uma rua do Porto. O artista britânico foi convidado pelo Núcleo de Experimentação Coreográfica (NEC) para idealizar este projecto para o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica 2010. Conhecido por intervenções que envolvem o público, este artista de 38 anos questiona o poder instituído e convida as pessoas a pensar e a agir. É contra a produção de celebridades instantâneas. Os seus projectos mais conhecidos trazem cidadãos anónimos para a ribalta: em Birmingham, prestou homenagem a uma enfermeira escrevendo o seu nome num letreiro luminoso; em Londres, o projecto ”Rooted in the Earth” (”Enraizado na Terra”) imortalizou o nome de cinco desconhecidos em arbustos de jardim. Em cada iniciativa, Joshua Sofaer lança a questão que serve de premissa ao projecto que desenvolve actualmente no Porto: quem queremos como modelos nas nossas vidas? E o que faz as pessoas serem merecedoras de uma homenagem pública?

Links Externos

À Rua de Baixo, o artista lamentou o divórcio entre a política e os cidadãos e convidou-os a agir: “A cidade é vossa”. Nos seus projectos anteriores, “Name in Lights” (”Nome em Luzes”) e “Rooted in the Earth” (”Enraizado na Terra”), pôs nomes de cidadãos desconhecidos eleitos por outros cidadãos em letreiros luminosos ou esculpidos em arbustos. Como surgiu essa ideia? Não houve um plano definido desde o início, de uma certa forma um levou ao outro. Estava interessado em conseguir alguma distância desta cultura de celebridades que agora está em todo o lado, especialmente no Reino Unido. No Reino Unido, quando perguntam às crianças nas escolas o que querem ser quando forem grandes, a resposta deixou de ser maquinistas ou enfermeiras para dizerem que querem ser uma celebridade, uma profissão sem significado. Para mim isto era muito mau, e quis lançar a discussão sobre quem queremos que os nossos cidadãos sejam, quem queremos que sejam os nossos modelos, e o que significa ser um cidadão. E foi assim que surgiu “Name in Lights”, para oferecer esta espécie de mística de Hollywood a um cidadão desconhecido. Resultou muito bem em termos de obtenção de ambos os objectivos: na altura, mais de dois milhões de pessoas visitaram o website durante o concurso, um número absolutamente descomunal. Conseguimos realmente lançar um debate, mas ao mesmo tempo havia este mistério sobre este nome, este nome em luzes que parecia pairar ali; as pessoas não sabiam realmente quem ela era e tinham de investigar um pouco para descobrir.

Viver a Rua www.viverarua.com FITEI 2010 www.fitei.com

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Está a falar do letreiro luminoso com o nome de Una White por cima de um edifício, em Birmingham. E quem era ela? Tinha sido nomeada pela filha. Veio para o Reino Unido nos anos 60 e trabalhava como enfermeira, trabalhou de forma incansável pela sua comunidade. E depois “Rooted in the Earth”, que foi o projecto seguinte, funcionou de uma forma muito parecida, mas acabou por ser muito diferente. Enquanto “Name in Lights” se focou em pessoas dos 16 aos 25 anos (foram essas as pessoas que fizeram as nomeações), o “Rooted in the Earth” era sobretudo para famílias e pessoas mais velhas. Era o mesmo conceito, mas envolvia plantar arbustos e flores, e escolhemos cinco desses nomes [para podar nos arbustos], por isso passou de uma visão algo Hollywoodesca para uma visão de jardinagem quase folclórica. Quando vim fazer um workshop em Novembro [de 2009], o Núcleo de Experimentação Coreográfica (NEC) disse-me que queriam comissionar-me para desenvolver uma ideia para o FITEI 2010. Queriam algo que tivesse uma consciência social e que causasse um grande impacto público, mas que não custasse quase nada, porque eles têm muito pouco dinheiro. Isto foi um grande desafio para mim, porque os outros projectos tinham um orçamento pelo menos dez vezes maior. Mudar o nome de uma rua não custa dinheiro nenhum, num certo sentido – claro que a campanha de marketing, o tempo das pessoas, tudo isso custa dinheiro –, mas a ideia é tentar cativar a imaginação das pessoas e iniciar uma discussão sobre o assunto. Por isso, mesmo que as pessoas não estejam a participar, apenas o facto de estarem a pensar nisso, no que significa viver numa cidade em que as ruas têm nomes de cidadãos, e o que justifica termos o nosso nome como um legado permanente da cidade – estas são as coisas em que eu quero que as pessoas pensem. Ficarei contente se conseguirmos algumas centenas de nomeações. É algo bastante difícil de nomear, estamos a pedir às pessoas que escrevam uma pequena exposição. Mas quer nomeiem ou não, não se pode julgar o sucesso ou o fracasso apenas pela quantidade de nomeações. A não nomeação de alguém também é um sucesso, de certa forma, porque pensamos “bem, não consigo justificar isto, não sinto que seja merecedor, ou não sinto que conheça alguém merecedor disto”, e é-se forçado a fazer esta avaliação. Como explicaria o projecto às pessoas que trabalham e vivem no Porto? Explicaria simplesmente o que o projecto oferece: uma oportunidade para se nomear a si mesmo ou nomear alguém que considere importante para si e oferecer-lhe um tributo. E a razão pela qual faço isto é porque quero que todos nós pensemos nas pessoas que valorizamos e de que forma a sociedade como um todo valoriza as pessoas. Qual é a rua que vai ser nomeada? É uma decisão que faz parte do projecto ou vai ser decidido mais tarde? Vai ser decidido mais tarde. Estamos a ver várias opções. Uma é escolher uma rua nova no Porto. Outra opção é que há algumas ruas que não têm nome, e uma terceira é que seja algo maior do que uma rua, como um parque. Eu gostaria muito que fosse uma rua, mas vamos ver. Mudar o nome a uma rua já existente é uma possibilidade? Provavelmente não uma rua já estabelecida, mas algumas ruas no Porto têm nomes algo informais ou não estão registadas, como pequenas vielas e outras. De momento estamos a tentar iniciar o diálogo [com a Câmara Municipal do Porto] e mantê-lo activo. Mas as opções estão em aberto. A placa da rua vai ser especial, vai ser diferente das outras? A longo-prazo, o legado do projecto vai ser o mapa da cidade – com o novo nome da rua, todos os mapas terão obviamente de mudar, e isso é algo com bastante impacto. É apenas uma placa normal, sem explicação – o que também é muito importante para mim. Quando fiz o “Name in Lights” e o “Rooted in the Earth”, uma das contingências das autoridades locais era que queriam uma placa que explicasse o que era o projecto. Sou muito resistente a isso, porque acho que quando explicamos uma coisa, podemos torná-la desinteressante por excesso de explicações. Por isso, quero que a informação esteja disponível se as pessoas a procurarem, e que ao descobrir digam: “Ah, então era isso!”; mas na verdade prefiro que haja muitas perguntas, “quem diabo é a Una White, o que é isto?, quem é a Lorna Jones, o que é isto?”, e na rua no Porto, “porque é que deram a esta rua o nome desta pessoa?”. Não quero que seja imediatamente explicado, porque assim as pessoas tendem a desligar.


assim as pessoas tendem a desligar. Então não haverá qualquer informação sob o nome? Não. Há muitas ruas no Porto, incluindo a rua em que estou a viver enquanto estou cá, sobre as quais não consigo encontrar qualquer informação, quem a pessoa era; e quando se procura no Google é super irritante, porque tudo o que encontramos é a referência geográfica, não encontramos a biografia. Ao passo que desta vez, se procurarem, vão de certeza obter a biografia desta pessoa, porque será publicitada e estará disponível. Está a falar dos sites que já existem, como o do Viver a Rua e o seu, por exemplo? Sabe, no caso da Una White, há agora uma entrada na Wikipédia sobre ela que não existia antes. Não há uma sobre mim, curiosamente. Apareço na página da Wikipédia da Una White como o artista, mas estou a vermelho, o que quer dizer que não há uma entrada na Wikipédia sobre mim. De certa forma, isso também é muito interessante, que a Una White tenha ultrapassado o meu conceito para se tornar a parte visível para o público. Quando se fazem projectos destes, o projecto é disseminado largamente, e não temos qualquer controlo sobre isso. Estará por aí – e se se transformar num mito, isso também será interessante. Imagina poder fazer um projecto assim noutra cidade? Honestamente, pensei que fosse impossível aqui. O que o torna difícil de concretizar é a flexibilidade das autarquias. Aqui foi-me dado a entender que a Câmara Municipal era bastante conservadora, por isso fiquei absolutamente deliciado e encorajado por eles reconhecerem o valor do projecto. O Porto também dá a sensação de viver muito das ruas. Querem ter coisas na rua. Reparei que a Feira do Livro está a acontecer na principal praça da cidade [Avenida dos Aliados]. Não me lembro de nenhuma outra cidade que conheça que pusesse a feira do livro na principal praça da cidade. Parece-me que uma parte importante da cidade gira em torno das ruas: há alguns centros comerciais, mas as ruas parecem ser muito mais importantes, e os centros comerciais são relativamente pequenos. E é interessante ver como no último andar do Via Catarina, por exemplo, reproduziram as ruas e as fachadas das casas dentro do centro comercial; é muito kitsch, uma espécie de Porto Disneyficado. Está-se dentro, num local fechado, mas é como estar no exterior, na rua, ou pelo menos numa fantasia do exterior. É uma cidade de ruas, para cima e para baixo, para cima e para baixo… O que acha do Porto? Acho que é incrivelmente bonito. Dá a sensação de estar num ponto de viragem. De que forma? Bem, vê-se que tem uma teia de História apertada e que traja a sua história à superfície. Isso é visível na estratografia dos edifícios: alguns azulejos caíram das fachadas, há estuque novo por cima do antigo, a superfície é velha e desgastada, por isso vê-se a história da cidade por todo o lado, mas ao mesmo tempo dá a sensação de ser surpreendentemente jovem. A primeira vez que cá vim era Inverno, e não me apercebi tanto desse lado: pensei que era uma cidade antiga, com uma população envelhecida. Mas na verdade dá a sensação de ser muito juvenil, e tenho a impressão de que são os estudantes, a cultura de vida universitária, que a mantém jovem. E culturalmente parece ser muito activa. Para ser sincero, eu não sabia nada de Portugal antes de cá vir. Foi este projecto que me trouxe cá pela primeira vez, e estou muito contente por ter descoberto o país. Tive um amigo na escola cuja mãe era portuguesa. Para mim Portugal era esta língua estranha que ele falava com a mãe, era tudo o que eu associava a Portugal até aqui… Qual vai ser o impacto do Viver a Rua no Porto, na sua opinião? Uma característica de todos os projectos que faço é que terminam a um dado momento – e este, potencialmente, existirá depois de eu morrer, de uma forma real. E as pessoas vão viver nesta rua e as coisas continuarão a acontecer, as pessoas terão desavenças nela e darão abraços nela e talvez até sejam concebidas nela. Por isso, de uma certa forma, o mundo inteiro, tudo é potencialmente possível, o que é muito entusiasmante, conceptualmente. Claro que não é uma virtude artística em si, não é algo que eu vou criar, mas é algo que este projecto vai pôr em acção. O que espero realmente é que isto aconteça. Não posso evitar sentir-me nervoso até que aconteça. A minha esperança é apenas que aconteça, que realmente aconteça.


aconteça. A minha esperança é apenas que aconteça, que realmente aconteça. Há uma mensagem política nos seus projectos? Acho que todo o trabalho é político na medida em que é contextualizado na sociedade, mas sim, diria que o meu trabalho é político. Mas com um P pequeno, não é de todo político de forma partidária. Interesso-me por activar a cidadania, penso que a prática da arte, no seu melhor, oferece uma espécie de permissão às pessoas para pensarem ou agirem de uma forma que de outro modo não lhes ocorreria. Para mim o pior lado da arte é a faceta comercial do mercado da arte visual, mas o seu melhor lado é que pode ser transformativa. Acho isso incrivelmente poderoso. Não tenho pretensões de transformar a sociedade com este trabalho, mas penso que de uma certa forma ele pode desafiar as pessoas para reflectirem e também para darem um passo em frente e desempenharem um papel na comunidade. É nisso que estou verdadeiramente interessado, em construir comunidades. Diz no seu blogue que um dos problemas que enfrenta no projecto é as pessoas não acreditarem realmente que isto vai acontecer. Isso é mesmo verdade! E é uma coisa que eu não esperava e que tem sido um desafio. Até o NEC, quando falou sobre o projecto aos amigos, ouvia “ah, isso é óptimo, mas não vai mesmo acontecer, pois não?”; e eles, “sim, nós vamos mesmo mudar o nome de uma rua, vamos mesmo fazer isto”. Suponho que as pessoas não acreditem que é possível, e isso é porque estão desligadas politicamente como cidadãos, não acreditam que possam ter voz activa. Isto prova o propósito e a necessidade do projecto, de certa forma, porque mostra que as pessoas não sentem que têm poder na formação da sua própria cidade – e isso é trágico! É por isso que penso que este projecto é pertinente no Porto neste momento. A segunda questão que as pessoas põem é: “a Câmara concordou com isto?”, ou “o que é que a Câmara pensa disto?”. Acho que as pessoas não sentem que a cidade lhes pertença. Talvez este projecto possa, de alguma maneira, dar-lhes a noção de que podem fazer as coisas mudar. Como artista, esta é a sua forma de reclamar as ruas para as pessoas? Em parte, sim. Não quero parecer muito grandioso, mas acho que as pessoas devem sentir que têm poder, é a cidade delas. Os burocratas daqui, eleitos ou não, devem trabalhar em nome dos cidadãos. No Reino Unido a retórica é esta (ainda muito recentemente, porque tivemos eleições): estes são membros eleitos do Parlamento que devem servir os cidadãos, não são os cidadãos que devem servi-los a eles. Tem uma mensagem para as pessoas do Porto e para as suas autoridades? A mensagem seria a mesma. É uma mensagem para os cidadãos, que eu pediria à Câmara Municipal para ouvir: esta cidade é vossa. Façam a vossa parte e podem mudá-la. ——————————————————————————————————————Conhecem alguém que mereça ter o nome numa rua? Conhecem alguém que mereça uma homenagem pública? “Viver a Rua” é a oportunidade de nomear alguém para ser homenageado com o nome de uma rua do Porto. Qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, pode sugerir um nome. Até 10 de Junho, podem participar no concurso, enviando o nome da pessoa que desejam nomear e explicando o motivo pelo qual a pessoa em questão merece uma homenagem pública. Após o encerramento do concurso, o júri escolherá o nome para ser homenageado. Esse nome será revelado oficialmente até à edição do FITEI 2011. Para participarem, consultem o site do projecto (ver link externo) Esta iniciativa vai ser divulgada em vários locais do Porto por um grupo de alunos de escolas artísticas: dia 2 de Junho, das 15h às 18h - Foz (zona esplanadas); 5 de Junho, das 16h às 19h Inaugurações de galerias na Miguel Bombarda; 6 de Junho, das 15h às 18h - Serralves em Festa.

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POR JOANA TELO ALVES