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Centro de Ciências Sociais Licenciatura em Ensino Básico – 1º Ciclo Disciplina: Estágio 4º Ano/ 1º Semestre Docente: Mestre Helena Paula 2009/2010

Diário da semana de estágio 4 e 5 /1/10 Nesta aula, falámos sobre as reflexões, onde a professora disse que notava claramente que todos nós temos melhorado bastante os nossos trabalhos. Depois a professora abordou novamente um tema já discutido anteriormente e que estava relacionado com o “modelo tradicional”. Com esta abordagem, a professora quis clarificar alguns assuntos que à partida tinham ficado mal entendidos, relativamente ao conceito de modelo tradicional. Referiu ainda que o seu papel ali, era o de nos proporcionar um contacto com um modelo diferente, com o intuito de nos fornecer mais hipóteses de escolha na altura de entrarmos no mercado de trabalho. Posteriormente foi-nos distribuida uma folha com os critérios de avaliação, segundo os quais íamos ser avaliados. Este documento vem ao encontro daquilo que temos discutido em outras aulas, ou seja, a justiça dos itens de avaliação. Por isso todos lemos o documento e discutimo-lo para que não haja discordâncias. Penso que este é um documento justo e concordo com a cotação atribuida a cada item. Outro item que ficou esclarecido, diz respeito à pessoa que nos vai avaliar. Então ficou assente que os professores cooperantes vão ter um peso maior na avaliação, visto serem eles que esão permanentemente a acompanhar-nos no estágio, mas que a nota final será o somatório dos dois semestres e esta será o resultado de um consenso entre os dois professores. Posteriormente, foi-nos distribuida uma lista de verificação, segundo o uso do modelo pedagógico do MEM no desenvolvimento do currículo. Esta lista serve para que nós, durante o nosso percurso, vamos controlando as nossas acções, verificando o que já fizemos e o que falta fazer. Na aula seguinte, ou seja, no dia 5 de Janeiro, lemos a página 57 do documento “MEM-Oficina de iniciação ao modelo”, onde pudemos ler um texto sobre o Trabalho de Texto. Desta leitura pude retirar algumas ideias, como por exemplo que no “MEM, entende-se a escrita e a leitura como um processo que 1


começa antes das aprendizagens formais”, ou seja a criança que tem uma boa preparação no pré-escolar, está mais apta à aprendizagem da leitura. Neste modelo de ensino, “a escrita representa a fala e que tal como esta serve para comunicar. Niza diz que entrar na escrita pela leitura não permite que as crianças compreendam que a linguagem escrita representa a linguagem moral.” Segundo (Charmeux, 1998, pág.84), “não se separa a fala da escrita. Considerando-se desde o início como actividades simultâneas, que em interacção, se reforçam e através das quais as crianças criam e desenvolvem comportamentos activos de construção inteligente de significados”. Outra ideia que gostaria aqui de referir, é a de que o verdadeiro trabalho de leitura situa-se

na escrita. Como nesta aula falámos da leitura e da escrita, a colega Rute, que encontra-se a estagiar numa turma de 1º ano, foi convidada a explicar à turma o modo como os alunos aprendem a ler e a escrever. Sendo assim, começam por escrever os seus nomes e o professor aproveita para lhes perguntar que letras conhecem do seu nome que vai encontrar, através de descobertas, nos outros nomes. Depois, aos poucos, vão conhecendo outros bocadinhos de nomes e juntando-os vai descobrindo outros nomes. No Ler, Mostrar e Contar, lêem uma frase, depois exploram a palavra e depois os bocadinhos das palavras e as sílabas. Como por exemplo, o aluno pode descobrir que a palavra Margarida tem dentro a palavra Mar. Deste exercício, até podem surgir listas de palavras, que são afixadas na sala. Depois de a professora ler a frase e de falar sobre a palavra, a professora distribui a frase recortada em papel, para os alunos colarem no caderno e fazerem a respectiva ilustração. Depois os alunos vão fazer as suas descobertas, ou seja, vão assinalar as letras que conhecem. Na escrita, os alunos começam maioritariamente por escrever com o tipo de letra script. Outra norma importante no trabalho de texto, é que nunca se vai à letra, começa-se pela frase, depois para a palavra e por fim para a sílaba. Em tom de conclusão destes dois dias de aulas, gostaria de dizer que temos falado sobre vários temas, sobre diversos instrumentos de pilotagem e como estes funcionam, temos falado sobre como planificar sobre o modo como vamos cooperar durante o nosso estágio do 2º semestre, que sinceramente, acho que vai ser muito gratificante esta passagem por um modelo diferente. Por

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outro lado, penso que já dispomos de armas suficientes para encararmos este desafio que nos espera que é o estágio do 2º semestre. José João Pereira Fernandes Aluno nº2074906

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