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ANO 01 - Nº 01 - JAN/FEV 2012

INFORMATIVO ANUAL DAS AÇÕES DO MANDATO


EXPEDIENTE Deputado Estadual Joseildo Ramos

Um ano de conquistas

Chefe de Gabinete Willadesmon Silva Chefe de Escritório Maria Natalice Assessoria de Comunicação Rogério Rocha Kamilla Chagas Kamila Matos Bárbara Neves Textos e Revisão Rogério Rocha Kamilla Chagas Jornalista Responsável Rogério Rocha - DRT/BA 3991 Projeto Gráfico e Editoração Kamila Matos Fotos ASCOM Impressão GRASB ALBA - ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA Palacio Dep. Luis Eduardo Magalhaes, 1a avenida, 130, CEP: 41.745-001, CAB, Salvador-Bahia. Gabinete do deputado Joseildo Ramos (PT) - 209, Edf. Wilson Lins. Contato: (71) 3115 7157 / 5517 E-mail: imprensa@joseildoramos.com.br

Ao assumir o primeiro mandato como deputado estadual, além de trazer minhas ideias e convicções, estabeleci um compromisso de transparência com os eleitores e com a sociedade baiana em geral. Logo nos primeiros meses percebemos a necessidade de aproximar o parlamento da população e essa foi uma das prioridades no decorrer do ano. Utilizamos diversas ferramentas para que vocês pudessem acompanhar, sugerir e contribuir na construção coletiva deste mandato. Essa interlocução foi fundamental para que agora possamos apresentar algumas das nossas principais ações no ano de 2011. Nas próximas páginas, vocês poderão encontrar um balanço anual do trabalho exercido na Assembleia Legislativa da Bahia. Ideias que se transformaram em projetos, novas lutas, sonhos concretizados e muitos ainda para serem conquistados. Mais do que uma prestação de contas, esta revista quer consolidar a parceria com vocês. Parceria imprenscindível para a construção de uma Bahia mais igual e sustentável. Uma boa leitura.

Escritório Político Rua Luiz Viana, 186, Centro CEP: 48.005-420 / Alagoinhas - BA Tel: (75) 3421-8306

Joseildo Ramos

Índice Desenvolvimento Sustentável p. 04

Inclusão Social

Participação Popular

Projetos de Joseildo contribuem para garantir a reparação social e inclusão de pessoas com deficiência.

Plenárias, redes sociais e conselho político marcam caráter participativo do mandato.

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Desenvolvimento Regional

Atividade Parlamentar

Infraestrutura e educação mudam panorama dos territórios do Sisal e Litoral Norte.

Projetos e relatorias importantes marcam primeiro ano de Joseildo na Assembleia.

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Entrevista p. 08

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Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Sustentável

Sem Abusos Joseildo defende marco regulatório para plantio de monoculturas.

O

uso dos solos de acordo com suas vocações, regras claras para evitar o abuso de monoculturas como a do eucalipto e políticas para melhorar a vida do homem do campo. Neste primeiro ano na Assembleia, Joseildo defendeu a promoção do desenvolvimento com sustentabilidade como uma das principais prioridades do mandato. Um importante aliado nesse processo pode ser incoporado ainda no governo Wagner. Trata-se do Zoneamento Ecológico e Econômico da Bahia, o ZEE, que tem o objetivo de orientar, dentre outras ações, o uso do solo e as condições para sua exploração. A Bahia será o segundo estado do país a implantar esse tipo de planejamento. Apenas o estado do Acre possui regulamentação dessa natureza. No plano, cinco macroregiões serão mapeadas para definição das regras de ocupação. Joseildo vem demonstrando preocupação com a situação do território Litoral Norte que até então não estava entre as regiões prioritárias de estudo do zoneamento. O município de Alagoinhas atingiu o índice

de 14% do seu território ocupado com a silvicultura, mesmo com a lei orgânica local permitindo apenas 10%. A realidade vem causando insatisfação dos sindicatos e produtores rurais, o que pode gerar o tensionamento no campo. Essas preocupações foram levadas pelo deputado até a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF). Representantes foram convidados pela Comissão de Meio Ambiente para esclarecer algumas informações sobre a expansão do plantio de eucalipto em território baiano. De acordo com dados da associação, a Bahia possui 13,3% da plantação de eucalipto do país. As exportações baianas de celulose representam U$ 1,6 bilhão e a Europa é o principal mercado consumidor. São 30 mil postos de trabalho e R$ 39 milhões recolhidos em impostos estaduais. Joseildo tem destacado que a expressão econômica das florestas cultivadas não pode ser trocada pela preservação da biodiversidade e da agricultura familiar nas diversas regiões da Bahia.

Diálogo Enquanto o ZEE não é aplicado, o diálogo é um importante aliado na viablização de uma saída. Mesmo ressaltando a importância econômica do setor de celulose e condenando a demonização da atividade, Joseildo vem defendendo um pacto entre as empresas de base florestal e as organizações dos municípios onde elas se instalam. O objetivo é iniciar um acordo, assim como está sendo construído no extremo sul do estado, para disciplinar o uso do solo em outras regiões. Com a participação de pesquisadores da UFBA, membros da ABAF, da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, além de sindicatos e técnicos das secretarias estaduais de Planejamento (Seplan) e de Meio Ambiente (Sema), uma jornada de discussões será realizada em Alagoinhas. O objetivo é pensar o desenvolvimento territorial considerando as vocacionalidades locais. A iniciativa do deputado tem o aval dos secretários Zezéu Ribeiro (Seplan) e Eugênio Spengler (Sema), que alerta para um possível estrangulamento da produção de outras atividades no estado e dos arranjos produtivos locais.

Agricultura Familiar é prioridade

Deputado quer conter a ocupação desenfreada do plantio de eucalipto 4

O fortalecimento da agricultura familiar também é um precioso parceiro na busca do desenvolvimento sustentável. A atividade ganha atenção especial de Joseildo. Além de sua importância no processo de inclusão social e a contribuição na redução das desigualdades regionais, a atividade possui perfeita harmonia com a diversidade dos biomas do território baiano. Políticas especiais de crédito, sistemas de captação de água voltados para produção e ações de incentivo à implantação de sistemas produtivos adaptados foram objetos de indicação do deputado. Joseildo participou das discussões sobre o PL que institui a Política do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Peater e Proater), aprovado recentemente na Assembleia. O programa pretende melhorar a vida no campo, estabelecendo prioridades como a segurança alimentar e a convivência com o semiárido. O objetivo é atingir 400 mil famílias, tendo cobertura de 75% da agricultura familiar em todo o estado até 2014.

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Sob outro olhar Desenvolvimento Regional

Infraestrutura e educação mudam panorama dos territórios do Sisal e Litoral Norte

Desenvolvimento Regional

A

s políticas públicas de desenvolvimento, o acesso à saúde, educação e cultura estavam concentradas nas regiões Sul e Sudeste do país até 2003, quando Lula assumiu a presidência da República. Se esse foi o panorama encontrado pelo ex-presidente ao assumir o primeiro mandato, no qual encontrou um Nordeste historicamente preterido de atenção, nada foi diferente para o governador Jaques Wagner. Dentre todos os problemas encontrados em 2007, a nítida desigualdade de desenvolvimento entre as regiões da Bahia ainda se apresenta como um grande desafio. As perspectivas de uma nova realidade vão se transformando com a chegada de novas universidades, escolas técnicas, com a construção da Ferrovia Oeste-Leste, novas rodovias, a inauguração de hospitais regionais e obras que permitem a interiorização do desenvolvimento. Neste primeiro ano de parlamento, esse ponto foi uma das bandeiras de Joseildo na Assembleia. A concretização de um antigo sonho da região de Alagoinhas é um bom exemplo. No imaginário do território Litoral Norte há mais

Ao lado do deputado federal Rui Costa, Joseildo intermediou a concretização das unidades de escolas técnicas de Serrinha e Alagoinhas

de 50 anos, a ligação rodoviária entre Alagoinhas e a Linha Verde está na segunda etapa de construção. O trecho que liga o município de Araçás a Itanagra, que passa a sair do isolamento viário, está com as obras adiantadas. O terceiro trecho já tem o projeto executivo aprovado pelo Derba, estando apto a ser licitado. Essa etapa receberá a importante parceria da Petrobras na sua construção. Ao todo, serão beneficiados cerca de 20 municípios em 73 Km de rodovia ligando Alagoinhas a Massarandupió. Além de integrar o semiárido ao litoral baiano, a rodovia estimula o ecoturismo e viabiliza o desenvolvimento de vários municípios que integram os territórios do Litoral Norte e Agreste Baiano, do Sisal e do Portal do Sertão. A luta de Joseildo pela construção da rodovia vem desde sua passagem na prefeitura, ainda quando foi assessor da Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin), e hoje na condição de deputado estadual. Essa iniciativa foi apoiada pelo governador Jaques Wagner e pelo exsecretário e atual deputado federal Rui Costa (PT).

Rodovia beneficiará território do Sisal Além do território Litoral Norte/Agreste Baiano, a região sisaleira, em especial os municípios de Serrinha e Ichu, também tem motivos para comemorar. Depois de solicitação de Joseildo, o governador Jaques Wagner anunciou a pavimentação asfáltica do trecho de 20 Km da BA 411, entre a sede da cidade de Ichu e o entroncamento da BA 409. Com orçamento de R$ 4,2 milhões de reais, a rodovia entre Serrinha e Ichu já tem o projeto pronto e será licitada nos próximos meses. A obra vai facilitar a circulação de mercadorias da agricultura familiar e melhorar a segurança de trafegabilidade na região.

Educação reduz desigualdades

Sonho de 50 anos, rodovia que ligará Alagoinhas à Linha Verde já está na segunda etapa de construção.

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Muito além das obras de infraestrutura, tão importantes na descentralização do desenvolvimento da Bahia, os investimentos que marcam um novo olhar para as diversas regiões do estado podem ser constatados com a nova geografia da educação. A Bahia, que durante muito tempo possuia apenas uma universidade federal, ganhou mais quatro instituições e diversos campus espalhados por seu território. A mesma transformação pode ser vista com o ensino profissionalizante. Mais nove escolas técnicas serão inauguradas, duas delas com participação decisiva de Joseildo que, ao lado de Rui Costa, intermediou, junto ao MEC, a concretização das unidades de Serrinha e Alagoinhas. O acesso ao ensino profissionalizante e universitário abre novas oportunidades para a juventude e ajuda na redução do déficit histórico dos territórios do Litoral Norte/Agreste Baiano e do Sisal.

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Entrevista

Entrevista

Tenho a feliz impressão de que o mandato tem dado conta daquilo a que se propôs

Qual o balanço que o senhor faz deste primeiro ano de mandato? O primeiro ano, para mim, é um ano de aprendizagem. É um ano para entender como funcionam as coisas no parlamento, principalmente porque nunca fui membro do poder legislativo. Nunca exerci nenhum mandato como legislador. Hoje, apesar de ser um deputado de primeiro mandato, considero que os encaminhamentos dados foram proveitosos. As indicações, os projetos, as articulações para encaminhamento de obras, que foram e estão sendo executadas pelo governo estadual, estão me dando a feliz impressão de que o mandato tem dado conta daquilo a que se propôs. Na qualidade de membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Meio Ambiente, tenho encaminhado várias discussões que considero importantes. Nesta legislatura, estou testemunhando que, de fato, as diversas comissões trabalham. Coisa que não vinha acontecendo na Assembleia do Estado da Bahia. Essa mudança está compatível com o pensamento, principalmente, dos novos deputados – quase metade – que entraram nessa atual legislatura. Eu acho que essa renovação foi benéfica e os novos mandatos têm dado uma contribuição importante no encaminhamento dos trabalhos da Casa.

Você tem apontado a necessidade de mudança no regimento da Casa. Quais são as maiores dificuldades encontradas na Assembleia? O regimento interno é anacrônico, desatualizado e não cumpre o papel de instituir as regras das diversas relações que se estabelecem na Assembleia e do encaminhamento das matérias que chegam à Casa. Às vezes, o texto é omisso e lacônico. Em cada caso, no confronto dos seus diversos artigos, há sempre a presença de dúvidas. Quando existem dúvidas neste poder, que talvez seja o mais importante por fazer as leis e fiscalizar o executivo, o caminho do improviso e dos acordos é perigoso e faz mal à democracia. Portanto, atualizar o regimento interno, na minha opinião, deve ser a pedra de toque do início do próximo ano para todos os deputados que têm interesse em ver o poder legislativo operando tal qual a necessidade da nossa jovem democracia. Outro ponto que deve ser observado é uma grande discussão que se deve fazer em torno da Constituição Estadual, que restringe muito mais a capacidade de legislar da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Depois da promulgação da Constituição de 1988, estabeleceu-se uma restrição para o trabalho legislativo, mas no caso da Bahia, em especial, o texto da constituição é muito mais restritivo do que o dos outros estados. Esse ponto também deve ser olhado a fim de que matérias, cuja origem seja do legislativo, possam efetivamente estar contribuindo para modelar uma relação mais equilibrada entre os poderes do estado.

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Inclusão Social

Entrevista governador de que tomaria essa atitude nas seleções e nos concursos públicos que vierem a ser executados pelo governo estadual. O seu mandato é trabalhado em cima de diretrizes básicas. Qual é a área que o mandato mais atuou? O mandato tem atuado contra o preconceito, em favor das liberdades, do desenvolvimento sustentável, da afirmação dos territórios e também tem trabalhado bastante junto à agricultura familiar. Destaco essas áreas, embora haja outros encaminhamentos, e considero que essas diretrizes estão sendo cumpridas satisfatoriamente.

Você apresentou um projeto que estabelece cotas em concursos públicos. Qual a necessidade dele para a Bahia? Às vezes, colocamos esta questão da discriminação e do preconceito nas mídias sociais, por onde a gente passa e nas discussões que fazemos e, para nossa surpresa, somos interpelados por gente consciente, que fala como se entre nós essa realidade não existisse. Na verdade, o projeto de cotas vai na direção de repor o tempo perdido dos negros e dos índios, que não tiveram as mesmas oportunidades durante esses 500 anos. Na Constituição de 1988, as políticas afirmativas estão claras quanto à busca da igualdade e da dignidade humana. Isso é um ato de reposição. Se tudo fosse ficar ao sabor das políticas universalistas, quanto tempo se gastaria para que os negros, os índios e outros que sofreram com perseguição e preconceito, tivessem oportunidades iguais? É preciso tratar os desiguais de forma desigual. Não adianta tratar com igualdade, com políticas universalistas, aqueles que têm oportunidades distintas.

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Como está o andamento do projeto? Wagner anunciou o nosso projeto que foi transformado em uma indicação por conta de um questionamento de ordem legal. Nós articulamos com o governador, que prontamente acatou através de Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade. A gente ouviu, de forma muito gratificante, o anúncio por parte do

E quanto ao caráter participativo do mandato? Essa é outra escolha que fizemos para compartilhar internamente a reflexão sobre tudo que fazemos. Temos um conselho político que se reúne ordinariamente durante o ano para avaliar, refletir, trabalhar a perspectiva do mandato e o papel que ele está cumprindo. É uma instância de aconselhamento importante porque a gente tem condição de refletir junto com pessoas que estão comprometidas com o mandato, e que exercitam olhares diferenciados acerca daquilo que fazemos. No gabinete, a gente estabeleceu rotinas compartilhadas onde todos os colaboradores participam das discussões e ajudam na implementação das nossas escolhas, dos nossos encaminhamentos, das nossas práticas. Eu considero isso importante, assim como o diálogo que a gente tem através das mídias sociais, através dos boletins e informativos eletrônicos, abrindo o mandato para que todos possam opinar, deixar as impressões, aprofundando o diálogo, o que eu acho fundamental.

OPORTUNIDADES PARA TODOS Projetos de Joseildo contribuem para garantir a reparação social e inclusão de pessoas com deficiência.

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ela primeira vez na história dos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria da população brasileira se classificou como negra e parda. A Bahia é o estado que tem a maior população que se declara afrodescendente no Brasil, com mais de 3 milhões de pessoas. É onde também a desigualdade apresenta números mais alarmantes. Em Salvador, por exemplo, um branco tem rendimento 3,2 vezes superior à pessoa que se declara negra. Foi com base nessa realidade que Joseildo apresentou um projeto propondo cotas para negros e índios em concursos e seleções públicas na Bahia. A proposta é reservar 20% das vagas para candidatos com este perfil e que tenham estudado em escolas públicas. A ideia foi abraçada pelo governador Jaques Wagner e com apoio da Secreataria estadual de Promoção da Igualdade (Sepromi), o projeto de Joseildo foi transformado em indicação e será encaminhado pelo executivo à Assembleia Legislativa O objetivo é garantir a reparação histórica. A

reserva de vagas nos concursos do estado complementa toda uma política afirmativa e de reparação em andamento na Bahia e no Brasil. Embora encontre resistência em grande parte da sociedade, e argumentos como o racismo às avessas ou o questionamento sobre a qualidade da educação, esse tipo de política encontra reforço nos números. Uma recente pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que mesmo com os avanços no campo educacional se estes brasileiros e baianos esperarem pela melhoria do ensino básico público terão que aguardar de 20 a 30 anos para alcançar a igualdade escolar ou as mesmas oportunidades no mercado de trabalho. A proposta é que a lei de cotas vigore por dez anos, cabendo à Sepromi promover o acompanhamento permanente dos seus resultados a cada dois anos. Após aprovação dos deputados, o poder executivo terá sessenta dias para regulamentar as normas necessárias para operacionalização. As regras não se aplicam aos concursos e seleções públicas cujos editais tiverem sido publicados anteriormente.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA das vagas % 0 2 a in t s e Projeto d estado para o d s o s r u c n em co s que tenham io d ín e s o r g e n . olas públicas c s e m e o d a estud No ano que vem, o que a população pode esperar do mandato? Um mandato ainda mais atuante, mais maduro e mais interativo. Acho que devemos aprofundar, com mais maturidade, os encaminhamentos que temos feito até então. Vamos focar na articulação com os governos estadual e federal, utilizando os mandatos dos deputados federais que tem articulação conosco, para poder trazer oportunidades, e através da nossa relação com o poder executivo, melhorar os nossos territórios: Litoral Norte e Agreste Baiano, a região do Sisal, e parte do território do Portal do Sertão.

Um outro projeto do deputado acrescenta um importante artigo na Lei n° 9.433/2005, que rege o processo licitatório no estado. De acordo com o texto do artigo, as empresas participantes de licitações públicas terão que comprovar o cumprimento de legislação federal que obriga o contratante a preencher seu quadro de funcionários com percentual minímo de pessoas com algum tipo de deficiência. O objetivo é garantir o exercício da lei e assegurar a participação do estado no processo de inclusão das pessoas com deficiência. O projeto prevê a inclusão de uma declaração de cumprimento dessa orientação dentre os documentos requeridos para habilitação de participação do processo licitatório. A empresa que quiser participar das licitações do estado da Bahia terá que declarar, por documento, que obedece as determinações da lei federal. O texto ainda altera o artigo 167 da Lei de Licitações e inclui a ausência do percentual minímo como um dos motivos para rescisão contratual. Caso a empresa seja vencedora da licitação e, ao ser fiscalizada, não esteja cumprindo a legislação, o projeto prevê rescisão do contrato. Caberá ao executivo regulamentar a lei e fiscalizar as empresas.

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Atividade Parlamentar

Atividade Parlamentar

Projeto assegura direitos do consumidor Assegurar os direitos do consumidor baiano foi uma constante tarefa de Joseildo em suas iniciativas de projetos de lei. Mesmo com o obstáculo constitucional que impede os parlamentares de apresentar projetos que possam gerar despesas ao poder executivo, o deputado não abdicou do papel de legislador. Além do projeto de cotas e o PL que garante direitos de pessoas com deficiência através do processo de licitação, Joseildo apresentou um projeto de lei que obriga os proprietários de postos de combustíveis a fixar placa em seus estabelecimentos informando aos consumidores a diferença por litro entre os preços da gasolina e do álcool. O objetivo é facilitar a escolha pela opção mais econômica. o projeto deve ser apreciado nas comissões temáticas da Casa para depois ir ao plenário para votação. Ao ser aprovado e sancionado pelo governador Jaques Wagner, os postos terão o prazo de sessenta dias para se adequarem. A fiscalização caberá ao poder executivo, através do órgão de defesa do consumidor.

Bem à vontade Projetos e relatorias importantes marcam primeiro ano de Joseildo na Assembleia 12

Após oito anos administrando a cidade de Alagoinhas, Joseildo iniciou em 2011 seu primeiro desafio no legislativo. Eleito com mais de 55 mil votos, o deputado fez parte da renovação de quase 50% dos parlamentares nas eleições de 2010. Mesmo no primeiro mandato, Joseildo foi escolhido para compor a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa, por onde passa todos os projetos de lei, a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, além de ter sido membro da comissão especial que tratou do projeto de privatização dos cartórios baianos. Como membro da CCJ, coube ao deputado relatar projetos como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), importantes matérias do executivo.

Joseildo foi indicado ainda pela Comissão de Meio Ambiente para representar a Casa nas discussões que irão culminar na Conferência sobre o bioma caatinga na Rio+20. Vice-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) e bem à vontade no parlamento, Joseildo vem defendendo a reforma do defasado regimento interno da Assembleia. O motivo é o texto dúbio que dificulta o trabalho dos parlamentares no plenário e nas comissões. O deputado recolheu quase trinta assinaturas de seus pares para entrar com requerimento solicitando ao presidente Marcelo Nilo (PDT) a formação de uma comissão suprapartidária que possa reformular as regras da casa. Na Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação, onde é suplente, Joseildo sugeriu, logo no início dos trabalhos na Assembleia, a resolução do impasse entre Catu e Pojuca como piloto para outras situações de conflitos de divisas entre municípios do estado. Existe uma imprecisão das referências documentais registradas há 98 anos e relacionadas à toponímia do território. A situação de Catu e Pojuca ainda é mais complicada por envolver direitos econômicos sobre royalties e ICMS de atividades de siderurgia, petróleo e gás.

Vice líder do Partido dos Trabalhadores (PT) e bem à vontade no parlamento, Joseildo vem defendendo a reforma do defasado regimento interno da Assembleia

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Participação Popular

Construção Coletiva

Plenárias, redes sociais e conselho político marcam caráter participativo do mandato

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A participação popular foi umas das principais características da administração de Joseildo em Alagoinhas. No mandato de deputado estadual, não poderia ser diferente. Ao longo do ano, diversas ações foram realizadas com o objetivo de fortalecer a participação da sociedade na construção do mandato. Convicto da importância desse processo no enriquecimento de seu papel como parlamentar, Joseildo estabeleceu um conselho político, realizou plenárias, seminários com gestores públicos, audiências públicas e abriu seu mandato às novas tecnologias, com o uso intenso das redes sociais. O uso das novas mídias já faz parte do cotidiano do deputado, facilitando a interatividade e aproximando a população das discussões da casa. As novas ferramentas, como o Twitter e o Facebook, estão se apresentando como uma grande novidade que reforça o conceito de que hoje a presença na política também passa por essa relação interativa e vai além dos instrumentos clássicos de participação popular. Prova disso é que em seu projeto de cotas para negros e índios nos concursos públicos do estado, uma sugestão de um estudante da UFBA foi incorporada e será um importante adendo ao PL que será enviado pelo governador Jaques Wagner.

Com um trabalho focado prioritariamente nos territórios Litoral Norte/Agreste Baiano, Sisal, Metropolitano e parte do Portal do Sertão, o deputado mantém uma presença constante nos municípios de atuação. Esplanada, Catu, Biritinga, Água Fria, Inhambupe, Rio Real, Serrinha, Alagoinhas, Entre Rios, Conceição do Coité, Aramari, Teixeira de Freitas, Irará e Cardeal da Silva receberam a visita de Joseildo para discutir e defender o projeto de reforma política ou tratar de temas como agricultura familiar, segurança pública e meio ambiente, além de trabalhar a organização comunitária e as relações politicas locais. Através de oficinas para capacitação de organizações da sociedade, Joseildo buscou familiarizar as necessidades dos municípios e da população com a capilaridade dos programas de políticas públicas disponíveis no executivo. Assim foi o “Escuta Municípios” evento realizado em parceria com a SEDES e as presenças da EBDA, CERB, CAR, SETRE, ADAB, SUAF e SEDUR, com representação de mais de 20 cidades. Desde sua passagem na prefeitura de Alagoinhas, Joseildo tenta até aqui estabelecer um processo de construção coletiva dos rumos de um mandato de participação popular.


Revista Balanço Anual do Mandato - Janeiro de 2012  

Revista com balanço do primeiro ano de mandato

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