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Outro dia conversava com um grande amigo sobre as grandes transportadoras que foram exemplos em sua época, e hoje já não estão mais no cenário do TRC. Nomes como Tresmaiense, Don Vital, Di Gregório, Transfarma, Transpampa e muitas outras que fomos lembrando. A grande dúvida foi: Por que elas não estão mais no cenário do TRC? O que será que aconteceu para que gigantes fossem encolhendo até sumirem? Uma parte delas sem dúvidas sumiram em virtude do despreparo dos herdeiros, que não souberam, ou não quiseram dar continuidade ao negócio. Outras não tiveram interesse em operar em um País que, além de continental, ainda as obrigava a conviver com uma inflação absurda. A maior parte, porém, imagino que não foram capazes de controlar seus custos de uma forma eficiente, ou seja, não conseguiram custear de forma efetiva os valores de seus fretes. Não é preciso ser gênio para imaginar que muitas vezes estas transportadoras transportaram com margens negativas, o que na prática significa um “tiro no pé”. O frete deve cobrir uma série de despesas e de custos, e ainda oferecer lucro. Os grandes transportadores sabem fazer isso muito bem, mas os pequenos normalmente deixam de computar uma série de custos, muitas vezes por medo de perderem o cliente, e outras por não se atentarem a todas as variáveis envolvidas, que no final, fazem a diferença. A maior parte dos pequenos transportadores convivem com despesas pequenas, portanto, elas não influenciam de forma ampla o resultado, sendo assim, deixemo-nas para o final. O grande problema então passa a ser os custos, tanto os fixos como os variáveis. A diferença entre custos fixos e variáveis é que, os variáveis deixam de existir quando os veículos param e os fixos continuam existindo independentemente de quanto os veículos rodam. Existe uma série de fatores que precisam ser levados em conta na hora de apurar os custos, para os variáveis, podemos citar, combustível, pneus, peças e manutenção, lubrificantes da transmissão, do diferencial e do motor, bem como graxas e lavagens. Os dois maiores são respectivamente combustíveis e pneus, portanto, atenção dobrada aos dois. Para os custos fixos, podemos citar, salários e encargos, reposição do veículo, remuneração mensal sobre o capital empatado, IPVA, DPVAT e licenciamento, seguro do equipamento e seguro de responsabilidade civil facultativo. Seguro do veículo e equipamentos e salários e encargos normalmente são os maiores. Somando-se todos estes itens, chegaremos ao total de custos gerados. As despesas normalmente são representadas por aluguel de imóveis, energia elétrica, água, IPTU, telefone, e outras que não estão ligadas diretamente aos veículos ou à produção do serviço. Somando-se então os custos fixos, com os variáveis e com as despesas, apuramos o total gasto, que deverá ser acrescido da margem de lucro pretendida. Atenção, seguro da carga e pedágios são de responsabilidade do embarcador, portanto, cobre dele.


Outro dia conversava com um grande amigo