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Associação Beneficente Santo Antônio Uma trajetória de dedicação e benevolência social


Associação Beneficente Santo Antônio

Uma trajetória de dedicação e benevolência social

2011


EXPEDIENTE Associação Beneficente Santo Antônio Diretoria

Flavi Ferreira Lisbôa Filho Editor

Mara Regina Portela Zanon Presidente

Marcos Soares Diretor de Arte e Editor de Layout

Mirian Linck Waihrich Presidente de Honra

Marcos Soares Diagramação

Fátima Trevisan Vice-Presidente

Taís Portela Zanon Revisora de Conteúdo Marcos Soares Fotografia de Capa

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Curso de Produção Editorial Laboratório de Pesquisa, Ensino e Extensão em Produção Editorial Maria Ivete Trevisan Fossá Coordenadora do Curso Ada Cristina Machado da Silveira Chefe do Departamento

Textos e Fotografias Os textos são de responsabilidade dos autores especificados nas seções. As fotografias que não apresentam créditos foram obtidas junto ao arquivo da Associação Beneficente Santo Antônio. Os dados históricos foram obtidos a partir das atas da entidade. A pesquisa histórica foi de responsabilidade do Senhor Firmino Costa. Impressão Gráfica Multipress Tiragem: 500 exemplares; ano 2011

O projeto editorial desta Revista foi aprovado pela Assembléia Geral Extraordinária da Associação Beneficente Santo Antônio, realizada no dia 18 de julho de 2011. Os direitos autorais desta revista foram cedidos à Associação Beneficente Santo Antônio. A distribuição desta publicação é gratuita.


EDITORIAL “Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa.” (Santo Antônio)

A história também é construída por pessoas determinadas que se doam no intuito de fazer o melhor pelo outro. Assim foi edificada a Associação Beneficente Santo Antônio, conhecida como Centro Social, que presta assistência a crianças e jovens no horário inverso ao da escola, oferecendo reforço escolar e oficinas, que contribuem na construção da cidadania. A revista “Associação Beneficente Santo Antônio: uma trajetória de dedicação e benevolência social” tem o propósito de apresentar a história da Instituição e as valorosas pessoas que auxiliaram na estruturação e no funcionamento da Associação. O enfoque da revista recai sobre a importância da Entidade no trabalho de assistência à sociedade castilhense, especialmente a do Centro Baixo, bairro onde está localizada. Os textos foram produzidos com amparo de pesquisa em documentos históricos e relatos de presidentes e integrantes da Instituição, que se dedicaram no trabalho aos menos favorecidos. São muitas as contribuições enviadas. Temos plena convicção que elas oferecem aos leitores um entendimento mais completo desta trajetória marcada por dedicação, respeito e amor.

Podemos dizer que também é objetivo desta obra dar visibilidade ao trabalho silencioso e atento, que vem sendo desenvolvido desde a década de 1940, e ratificar a necessidade de outros senhores e senhoras que topem a empreitada de dirigir tão nobre Associação, dispensando de seu tempo ao trabalho pelo próximo. Disponibilizamos aos nossos leitores frases proferidas por Santo Antônio, no início de algumas seções, com o intuito de propiciar reflexões. É oportuno dizer que esta publicação foi elaborada em parceira com a Universidade Federal de Santa Maria, em especial com o Departamento de Ciências da Comunicação e o Curso de Produção Editorial. Sinto-me lisonjeado por coordenar a organização desta publicação, que resgata uma história de dignidade e entrega, mas também por ter sido a Tia Mimosa a primeira presidente (em 1943) e hoje a Tia Mara estar à frente desta operosa Instituição. Ficam votos de uma profícua leitura! Flavi Ferreira Lisbôa Filho Editor


AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por me confiar tão nobre tarefa. Às crianças da Associação Beneficente Santo Antônio, objetivo maior pelo qual me motivaram a realizar esse trabalho. À nossa generosa comunidade castilhense. A sra. Fátima Trevisan pelo apoio incondicional, durante minha gestão. À diretoria e funcionários pelo companheirismo. As ex-presidentes e todos que forneceram material para a elaboração da revista. Aos festeiros e coordenadores de festas, voluntários e doadores. Ao Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, em especial à Secretaria de Educação, Secretaria da Saúde, Secretaria de Assistência Social, Brigada Militar, Conselho Tutelar, Ministério Público, agências bancárias, comércio em geral. Ao sr. João Vestena, prefeito de nosso município. À rádio 14 de Julho na pessoa da diretora Alessandra Barcelos, extensivo a todos os demais funcionários, pelo apoio

total e gratuito nas divulgações de todas as nossas promoções. Aos clubes de serviço Rotary Clube e Lions Clube. Ao escritório de Contabilidade do sr. Antônio Carlos Pegoraro e seus funcionários. Ao Dr. Firmino Costa, pela participação e colaboração no resgate histórico do Centro Social. Às minhas filhas Bianca, Aline e Taís e meu esposo Reneu, pela compreensão. Ao meu sobrinho Flavi, editor desta revista, que concretizou esta obra. Aos meus irmãos Maria da Graça, Isabel Cristina e Pedro Américo pelo incentivo. A todos que permitiram dentro de suas possibilidades e afazeres que chegássemos até aqui.

Mara Regina Portela Zanon Presidente


PALAVRA DO PREFEITO

Passaram-se anos desde a fundação da então Sociedade Beneficente Santo Antônio e com eles, a certeza de que esta instituição veio para ser uma verdadeira demonstração de amor em nossa sociedade. Como não é possível realizar todas as políticas públicas sozinho, o Governo traduz em auxílios, apoio e admiração, tudo que a entidade representa para famílias castilhenses que são assistidas pelo nosso Centro Social. Diante disso, agradecemos ao voluntariado que sempre esteve e está disposto a ajudar, às diretorias que passaram pela instituição, aos precursores desta linda caminhada que lá na década de 40 reuniram-se visando retirar das ruas menores abandonados e aos que hoje, dedicam parte de seu tempo a auxiliar de forma desinteressada a Associação, na certeza de que, a maior recompensa é ver o amparo e a inclusão social de crianças e jovens socialmente vulneráveis. Hoje, graças ao controle social desenvolvido, no sentido de solucionar problemas e as deficiências sociais com mais eficiência, convivemos com um município com menos desigualdade e já não temos menores pedintes pelas ruas.

Rica é a história da associação, rico é este município em solidariedade, hospitalidade, respeito ao próximo e amor. É emanado de todos estes sentimentos, que dizemos, com orgulho, que nestes 120 anos de emancipação, muito conquistamos, pois além das obras, trouxemos qualidade de vida aos castilhenses. Esta revista vem traduzir com palavras e imagens, uma história de grande reconhecimento e que sempre recebeu da comunidade castilhense tamanha valorização e gestos de solidariedade. Associação Beneficente Santo Antônio: tens um importante papel na sociedade, fez e faz parte da vida de muitas pessoas e é um orgulho para todos nós, castilhenses, pois diante de um Mundo que clama por solidariedade, a Associação é a maior demonstração que por aqui existe muita esperança, união, amizade, hospitalidade e gente solidária.

Prefeito João Vestena Governo Municipal Melhorando a Vida das Pessoas


SUMÁRIO Apresentação A Associação Beneficente Santo Antônio As Irmãs Palotinas Relatos das Presidentes Sobre Santo Antônio O Centro Social Hoje Galeria das Presidentes A Bandeira A Tia Carmem Orações Simpatias para Santo Antônio


APRESENTAÇÃO Inicio com este belo capítulo do extraordinário James V. Praagh. “And I made a rural pen, And I stained the water clear; And I wrote my happy songs Every child may joy to hear.” (Willian Blake, introdução para songs of Innocence)¹ Uma das maneiras mais importantes de transformar nosso mundo é estimulando o crescimento e o desenvolvimento de nossas crianças. Como espíritos, nascemos em famílias com as quais temos muitos laços cármicos. Cada membro escolheu o outro como parte do seu plano de vida. Um por um, escolhemos nossos respectivos papéis de pai, mãe, irmã, filha, filho, tia, tio e assim por diante. Com todos os atores em suas posições, a peça tem início. Criar filhos no mundo tóxico da atualidade é extremamente difícil. As crianças são expostas à violência, às drogas e ao sexo como nunca. Os valores parecem ter sido destruídos. Mas também é verdade que, ao mesmo tempo, embora as coisas pareçam estar fora de controle, vivemos um período de incrível potencial de iluminação e expansão. As crianças podem desenvolver suas capacidades mentais muito mais rápido do que antes. O resultado são seres mais brilhantes e conscientes para construir o futuro. 1

Creio, piamente neste princípio, tenho fé que baseado no amor e compreensão, será possível seguir essas metas. Tendo a honra de dirigir esta tradicional e benemérita instituição, uma certeza tem me acompanhado sempre. A certeza de que tenho uma grande parceria ao meu lado, trazendome o melhor de todos os incentivos. O incentivo silencioso e construtivo feito com dedicação e amor, o estimulo honesto e espontâneo dos que lutam, o incentivo simples e raro dos que têm uma causa, e a ela se entregam. Nossa nobre causa, é a causa da criança menos protegida, carente, é uma causa da mãe castilhense e do seu filho. É a causa da esperança, do trabalho por um mundo melhor. Por um mundo de iguais. “E eu criei uma pena campestre, E manchei a água clara, E escrevi minhas canções felizes que toda criança gostará de ouvir. Em busca da Espiritualidade” (James Van Praagh, págs. 213 e 214)

(E fiz a caneta rústica / E tingi a água clara / E escrevi minhas canções alegres / Para toda criança poder ouvir.) Tradução feita por Aline Portela Zanon.


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APRESENTAÇÃO Este é o incentivo que nos ajuda e sustenta, são esses pensamentos e sentimentos que me impelem e me animam. Sempre que represento esta instituição vem a permanente lembrança de tantos necessitados, que vem ao nosso encontro para aliviar suas aflições ou suavizar a dramática existência, daqueles que pouco têm e que muito precisam. Esta sempre foi à missão e o objetivo de nossas queridas presidentes, lembradas, enaltecidas e hoje homenageadas e reconhecidas neste dossiê, que com amor e o trabalho abnegado de todos continuaremos a honrar. Por isso este encontro de “família” é essencial e importante. É o momento de homenagearmos todos os associados desta casa. É a homenagem nossa, as residentes, diretoria, festeiros, médicos, educadores, comerciantes, funcionários e comunidade voluntária e doadora. Enfim a todos indistintamente, que muito fizeram e fazem, e que quotidianamente contribuem para manter a identidade e a credibilidade da Sociedade Beneficente Santo Antônio, tornando mais nítida e mais marcante a nossa imagem, e mais consciente e penetrante a nossa mensagem de amor e solidariedade. Sem o esforço e a participação dos supracitados jamais teríamos formado esta construtiva legião. Sem estes, tenho plena certeza de que pouco ou nada teríamos conseguido. E por ter esta certeza, é que esta gestão tão tênue, porém tão intensa, afirma e ressalta uma vez mais o reconhecimento e sentimento aqueles que são os mais sólidos símbolos

da união e dedicação desta casa, os “associados”. Os associados, que há mais de 60 anos mantém esta casa, dentro das normas e princípios de suas fundadoras: D. Júlia, D. Doralice e D. Mirian. Sendo a principal preocupação: “os problemas de cada um, são de todos”. E serão sempre enfrentados, se não resolvidos, pelo menos aliviados, com espírito de justiça, solidariedade e companheirismo procurando incessantemente defender e ampliar os direitos de todos. Isto e muito mais é a Associação Beneficente Santo Antônio. Se ela é tudo isso, deve exclusivamente a vocês. Vocês que a construíram, sustentaram e sustentam. Se ela é grande, se ela é forte, se merece o reconhecimento e os triunfos que tem recebido, é por mérito de seus Associados. Desta minha modesta e curta caminhada, eu lhes devia este agradecimento, esta homenagem a todos que generosamente oferecem seu quinhão de luta, sua parcela de sacrifício na árdua missão de proteger e promover socialmente os menos favorecidos. Continuaremos a ser como somos, mas procuraremos fazer, cada vez melhor, o que já fazemos.

Agradeço a todos,

Nilza Vieira de Alcantara Diretora em 2010 Associação Beneficente Santo Antônio


A ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE SANTO ANTÔNIO HISTÓRICO “A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação.” (Santo Antônio) Por: Firmino Costa A notícia mais antiga que se encontrou, visando a assistência a “órfãos e menores desamparados física ou moralmente”, foi quando as senhoras e senhoritas da sociedade castilhense se reuniram na residência do Dr. Luiz Weterllé e Francisca Moreira Weterllé (Dona Chiquita) e foi fundada, em 12 de setembro de 1937, a “Associação Feminina Pró-orfanato Castilhense”. A primeira presidente foi Alveny Appel Pinto. Entre elas estavam: Judith Vargas, Doralice Guimarães, e as senhoritas Maria de Lourdes Weterllé (Leal) e Antonina Messerschmidt (Mascarenhas). Nada ficou registrado e a voragem do tempo apagou a memória dessa entidade. Teria sido iniciada? Quanto tempo durou? Nada se sabe. Mas a semente estava lançada e, seis anos depois, as senhoras de Júlio de Castilhos reúnem-se novamente: Júlia da Silva Rosa, mais conhecida como Dona Mimosa, era casada com Eusébio Ilha da Rosa. Seu Bica Rosa, como era mais conhecido, era uma pessoa alegre, divertida e gostava de música, pois chegou a manter de seu bolso,

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durante algum tempo, a Banda Santa Cecília, a primeira da vila. Durante um baile, seu Bica teve um derrame e ficou muito mal. Contam² que Dona Mimosa teria feito uma promessa à santa de sua devoção, Nossa Senhora da Consolação, que se ele sarasse mandaria buscar uma imagem para por em uma capelinha e criaria um asilo para velhos. Em 1943, Júlio de Castilhos vivia o final da terceira administração do Cel. Aristides de Morais Gomes, sem dúvidas um dos melhores prefeitos do passado. Sua esposa Iria Correa de Barros Gomes, mais conhecida como Dona Nenê, foi uma atuante primeira-dama, pessoa de alto espírito comunitário. Certamente, ela ajudou Dona Mimosa e suas amigas a convocarem uma reunião preparatória visando retirar das ruas menores abandonados que perambulavam pela cidade. O entusiasmo com a meritória campanha teria provocado essa reunião onde nasceu a entidade, orgulho dos castilhenses.

Segundo informações obtidas em entrevista com Clecy Bevilacqua.


HISTÓRICO

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A Fundação da Associação Beneficente Santo Antônio

Em 15 de novembro de 1943, reuniu-se, provavelmente na Casa Paroquial, em Assembléia Geral, um grupo de pessoas, entre as quais: o Prefeito Aristides Gomes e sua esposa Iria, Júlia Silva da Rosa, Octacília Correa de Mello (Dona Cucha, mãe de Wladimir Mello — Milo e Elda de Mello Gomes), Otacília Onófrio (mãe de Teresa Onófrio Oliveira), Pe. Antônio Correa (o pároco de então), Darci Silva, Cyro F. Coelho (primeiro esposo de Marina Waihrich) e o Prof. Ângelo Didonet e sua jovem filha Nair Didonet. O Prefeito Aristides abriu a sessão dando a palavra aos presentes. Foi Dona Nenê quem explicou o motivo da reunião, dizendo que: “se tencionava fundar uma sociedade beneficente que viesse amparar convenientemente a pobreza do nosso município e que viesse, com o esforço de alguns anos por fim ao triste espetáculo da mendicância em nossas ruas. Que a sociedade seria inspirada nos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana”. A idéia foi entusiasticamente aclamada e, na mesma ocasião, escolhido o nome de “Sociedade³ Beneficente Santo Antônio” e eleita sua primeira Diretoria: Presidente: Júlia Silva da Rosa Vice-Presidente: Octacília Correa de Mello 1° Secretário: Cyro F. Coelho 2° Secretário: Darcy Silva 1° Tesoureiro: Ângelo Didonet 2° Tesoureiro: Nair Didonet Assistente Eclesiástico: Pe. Antônio Correa ³

Aclamada e empossada, a Diretoria passou a deliberar sobre os estatutos, previamente elaborados e aprovados nessa eficiente reunião.

O Primeiro Estatuto

A finalidade da sociedade era a “assistência material e moral aos pobres” da cidade que não tivessem outro tipo de assistência. Não auxiliaria andarilhos e, só excepcionalmente, os esmoleiros, mas nunca com dinheiro. Semanalmente seriam distribuídos pelas cooperadoras, vales, gêneros alimentícios, roupas, etc. O bom emprego do numerário angariado seria fiscalizado por um membro da Diretoria. Promoveria, oportunamente, a construção de moradias simples em terrenos de sua propriedade. Manteria, num lugar apropriado, um dispensário para recolher donativos, roupas, gêneros alimentícios, e outros que, periodicamente, seriam distribuídos. Nas próximas reuniões, que seriam no Salão Paroquial, foram escolhidas as quatro senhoritas que seriam as Auxiliares-Cooperadoras para organizarem o quadro de sócios e fixarem as contribuições mensais. Dona Júlia Silva da Rosa, fundadora e primeira presidente, ficou administrando a Sociedade por dois anos e 2 meses, prestando relevantes serviços à população pobre da cidade.

Após reformulação do estatuto em 2011 foi substituído “Sociedade” por

“Associação” no nome da entidade.


HISTÓRICO A Casa do Asilo A Associação Beneficente Santo Antônio seria, primeiramente, mais conhecida com Asilo Santo Antônio, ou somente Asilo, como passaremos a tratar a entidade filantrópica na primeira fase desse resumo histórico. A solene inauguração da Sociedade ocorreu em 25 de dezembro de 1943. O Asilo teria funcionado, primeiramente, numa casa alugada, a Rua Marechal Deodoro, 1050. Casa essa que ainda existe, na mesma rua, mas seu número foi alterado para, 195. A casa pertencia a Flaubiana Pereira da Silva, residente em Carazinho, e foi comprada pela Sociedade, representada por dona Julia Silva da Rosa, em 10 de novembro de 1944, pela importância de quatro mil cruzeiros (Registro n° 5.792, fls. 36 do Livro 3H). Não se sabe, se a importância foi recolhida pelo grupo de senhoras ou seria inteiramente doada pela Dona Mimosa (como era conhecida a presidente) e seu esposo, um casal abastado, donos de três fazendas. Consta, sem confirmação, que dois terrenos seriam adquiridos da Prefeitura. Esse patrimônio inicial constava de “uma casa de material e dois terrenos de 16,50m de frente por 53 de fundos cada um e terrenos que lhe eram próprios” (Matrícula 2793 L2 do Registro Geral). Quase nada se sabe desse Asilo nos dois anos da gestão de sua operosa primeira presidente. Sabe-se, apenas, que existia uma “zeladora”, Emília Pereira

(Milóca), que passou a receber “uma módica mensalidade” e que na casa estaria a imagem de Nossa Senhora da Consolação, levada pela presidente. A imagem é conhecida como Santa Correia, por ter uma correia de couro na cintura e está preservada, atualmente, na Capela de Santo Antônio, junto ao Centro Social. Consta que, nessa primeira casa, havia uma capela, um depósito de gêneros e, nos fundos um albergue para sete idosos desvalidos, do sexo feminino, entre eles a tia Margarida. Era, portanto, um “asilo de velhos”. Encontrou-se que, em 2 de abril de 1948, foi naquele mesmo local, sede da Sociedade Beneficente Santo Antônio, “solenemente lançada a pedra fundamental do pavilhão para o asilo de velhos e menores desamparados”, a ser construído pela firma Pedro Bay & Cia.. Não se sabe, ao certo, se esse “pavilhão” teria mesmo sido construído. Essa “casa do asilo” pertence hoje a Maria da Conceição da Cunha Dias, residente em Porto Alegre, progenitora do empresário Constantino Dias, com quem se buscou, inutilmente, a respectiva escritura que esclareceria para fins históricos a data da compra e o valor da transação. No Cartório de Registro de Imóveis ela ainda continua como patrimônio da Associação Beneficente Santo Antônio. Com a extinção do Ginásio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o primeiro estabelecimento de segundo grau da cidade, o antigo Asilo, passaria a ocupar, provisoriamente, seus prédios, cedido pelo governo Municipal na segunda administração de Dulcemar Ribas. Era um conjunto de dois

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HISTÓRICO prédios, construídos pela firma Pedro Bay & Cia. ao redor de 1918 que, em 1925 foi a Intendência Municipal (Prefeitura). Eram dois edifícios na atual Rua Santo Antônio. Um em forma de cantoneira com 10,80m e o outro com 17,60 por 9,10, em dois andares. Os terrenos que lhe eram próprios (Livro n° 2 Matrículas n° 2793 e 2794 do Ofício de Registro de Imóveis da Comarca) mediam de frente 67m, com 10m de pátio em toda a extensão do alinhamento dos prédios à linha da rua. Ao Sul por 161m e, ao Norte, por 148m, em uma rua que seria aberta na continuação da Rua Cel. Luiz Azevedo. E mais um terreno de 14 por 28 metros onde seria construída a Capela. Em 6 de janeiro de 1946, foi eleita a segunda Diretoria da Associação Beneficente Santo Antônio e o primeiro Conselho Fiscal: Presidente: Doralice Rosa Guimarães Vice-Presidente: Déa Berbigier 1° Secretário: Mário Villamil de Vargas 2° Secretário: Francisco de A. M. Pereira 1° Tesoureiro: Ângelo Didonet 2° Tesoureiro: Nair Didonet Lau Assistente Eclesiástico: Pe. Antônio Correa Conselho Fiscal: Dr. Darcy Berbigier (o nosso 1° Promotor Público) Dulcemar de Mello Ribas Mário Gomes

Dona Doralice, que ficaria na presidência por cerca de 16 anos, começou a enfrentar dificuldade com a manutenção do Asilo, pois a Legião Brasileira de Assistência deixou de dar o auxílio financeiro e muitos sócios deixaram de pagar suas mensalidades.

Pediu ao Estado a verba de mil cruzeiros mensais e o Prefeito Dulcemar Ribas prometeu votar no orçamento municipal mais mil cruzeiros mensais para a sua manutenção. Recebeu, no entanto, da Cooperativa Castilhense de Carnes e Derivados Ltda. a doação de 40.000 tijolos “para a construção da casa dos asilados”. Crê-se que seriam aumentos realizados na parte posterior dos prédios. Em janeiro de 1947, o Dr. Darcy Berbigier, mostrava a necessidade de ampliar o Asilo de velhos, para um abrigo de menores. Enquanto o Tesoureiro Ângelo Didonet mostrava outra necessidade: criatividade para aumentar a receita da Sociedade. Para tanto foram criados os “Legionários”. Eram vinte pessoas que, de uma só vez, doariam a importância de mil cruzeiros. À Legião Brasileira de Assistência, que voltara a dar seu auxílio, foram pedidos móveis, utensílios escolares, tecidos para uniforme e calçados para 50 crianças e um aumento na dotação para que fosse possível servir refeições diárias aos alunos externos. Foram colocadas, nos estabelecimentos comerciais, umas caixinhas para dar “O troco” ao Asilo. O Pe. Antônio Correa sugeriu também que o novo asilo poderia ter a assistência das irmãs religiosas. Em março houve a posse de Carula Loureiro para Vice-Presidente em virtude da transferência de Déa Barbigier, acompanhando o esposo para Santa Rosa. Foi empossada para assumir o cargo de Diretora do Asilo Santo Antônio, a Profª Izabel Henriques e foram admitidos dois empregados para serviços internos.


HISTÓRICO A nova Diretora estabeleceu um Regulamento Interno a ser incluído nos Estatutos que determinava: “Esta casa de ensino tem por finalidade proteger crianças desamparadas ou aquelas cujos pais, por suas condições precárias, não lhes podem proporcionar meios de instrução, vestuário e alimentação. A casa recebe crianças de sete a doze anos de idade, sendo limitado o número de alunos internos. A parte religiosa será orientada pelo vigário da localidade”. Em 1948, houve novo e grave abalo nas finanças: A LBA cortou pela metade a dotação de dois mil cruzeiros. Foi instituído, então, o “Chá Corrente” e pedido ao Jockey Clube uma percentagem de 10% das paradas ganhas nas corridas de cavalos. Neste ano, começam as tratativas para que as “Irmãs do Apostolado Católico (Palotinas)”, com Casa Regional em Santa Maria, viessem a administrar o Asilo. A Madre Superiora estipulava, em carta, as suas condições, que foram aceitas: a direção do Asilo teria que ser da Ordem, as acomodações separadas para crianças e velhos e a Superiora local e as irmãs ficarem sob a direção da Superiora Regional que poderia, sem aviso prévio, retornar o cargo para a Comissão Diretora da Sociedade. Em abril de 1948, foi lançada a pedra fundamental de um pavilhão, a ser construído pela firma Pedro Bay & Cia., que faria a ligação dos dois prédios cedidos à entidade.

Em 1950, começaram as negociações da Sociedade Beneficente Santo Antônio, com a Prefeitura para a compra dos prédios ocupados por ela. O preço oferecido pela a Sociedade, não foi aceito pela Câmara. Mas o povo, através de um memorial, solicitou que a Câmara de Vereadores reconsiderasse o veto na transferência do imóvel e, finalmente, em 18 de agosto do mesmo ano, foi realizada a compra por 200.000 cruzeiros (Registro n° 8799, fls. 39 Livro 3 J e terreno n° 9809, fls. 226 Livro 3 J). Em 15 de abril, houve modificação da Diretoria, retornando Francisco Salles Pereira ao seu antigo cargo e o Conselho Fiscal sem o nome do Dr. Darcy Berbigier. Em 1951, foi reeleita a Diretoria e contratada a firma Pedro Bay & Cia. para remodelação dos prédios. Uma exigência das Irmãs Palotinas. Em 1952, a Diretoria foi, novamente, reeleita. A Presidente Doralice Guimarães, mandou redigir um ofício, às senhoras Gertrudes Mascarenhas (Dona Mimosa, viúva de Cypriano Mascarenhas) e Antonina Mascarenhas, agradecendo as valiosíssimas doações feitas ao Asilo. Dona Mimosa, além de calçados para as crianças doou um excelente carro que seria usado pelas Irmãs. O cargo de Assistente Eclesiástico passou, de então, a ser exercido pelo Pe. Aparício Menezes de Oliveira que ficou residindo junto ao Asilo. A Diretoria e população aguardavam, para 1° de maio, a chegada das Irmãs que iriam assumir a direção interna do estabelecimento e enviou vários ofícios convidando para a recepção de boas-vindas às religiosas.

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A Chegada Das Freiras

Na data aprazada, chegaram as três Irmãs do Apostolado Católico (Palotinas). Compareceram à Rodoviária, Wladimir Correa de Mello, representante do Prefeito, Dulcemar de Mello Ribas e funcionários da Prefeitura; Maria Salles de Barros, presidenta no Núcleo da LBA; Leon Warren, diretor do Ginásio Estadual; Doralice Guimarães, a Presidente da S.B.S.A.; Ângelo Didonet e Mário Vargas, membros da Diretoria; Maury Braga Langone, Diretor do jornal “Democracia” e Hugo Canfield, cooperador do Asilo. A partir de 1° de maio de 1952, a Direção Interna do Asilo ficou a cargo da Irmã Pacífica Carvalho e a presidência da Sociedade Beneficente Santo Antônio continuou com Doralice Rosa Guimarães. A Festa de Santo Antônio, que era um evento sempre ansiosamente aguardado pelos generosos castilhenses, rendeu nesse ano 12.900 cruzeiros, uma importância altamente significativa para época. Em 1953, o deputado Tarso Dutra pedia a documentação exigida para ser recebido um auxílio de 80.000 cruzeiros do exercício de 1952. Em 19 de abril houve a reeleição da Diretoria anterior, sendo substituídos apenas a Vice-Presidente, que passou a ser Antonina Mascarenhas, Hugo Canfield como 2° Secretário e Mogar Feijó como 2° Tesoureiro. Em seguida, começaram os estudos para a construção de uma Capela ao lado do Asilo num terreno de14m de frente por 28 de fundos. A planta seria feita pelo estudante de Engenharia, Paulo

Holweg. A construção seria administrada pela firma Pedro Bay & Cia., podendo o material ser comprado da firma ou onde houvesse maior vantagem. A Festa de Santo Antônio nesse ano teve um rendimento líquido de 15.000 cruzeiros. Em 15 de agosto, houve o lançamento da pedra fundamental da Capela com a presença do Bispo D. Antônio Reis. Foi orador no ato, que contou com a presença de altas autoridades e grande número de pessoas, o Dr. Paulo Waihrich. Em 22 de fevereiro de 1954, foi reeleita a Diretoria e contratada a firma Pedro Bay & Cia. para uma reforma e adaptação no corpo do edifício, para a residência do Capelão do Asilo. A mesma Diretoria foi reeleita em 1955. Em 28 de dezembro de 1956, foi tratada a possibilidade de transferir o Patrimônio da Sociedade Beneficente Santo Antônio para a Ordem das Irmãs Palotinas desde que a Ordem administrasse e mantivessem o estabelecimento com a parte financeira advinda de auxílios concedidos e donativos. A Congregação receberia 1(Irmãs Palotinas), reunidas com a Diretoria da Sociedade Beneficente Santo Antônio, assumiram a direção da instituição. Compareceram à reunião a Superiora Regional, Madre Felicita Spagnoli e as Madres Margarida Bertoldo, Hercília Bucária, Pacífica Carvalho (Irizity Carvalho), Angélica Girardello e as Irmãs Sibila Zago, Vicentina Tomasi, Luiza Padilha e Angelina Dágios. A primeira Diretoria aclamada foi empossada em 8 de fevereiro de 1963:


HISTÓRICO Diretora: Madre Margarida Bertoldo (Ilba Maria Bertoldo) Secretária: Irmã Luiza Padilha (Doralice Padilha) Tesoureira: Irmã Sibila Zago (Ana Zago)

A Sra. Doralice Rosa Guimarães foi Presidente da Sociedade Beneficente Santo Antônio por 15 anos, dois meses e 29 dias. A Administração das Irmãs Palotinas Em 8 de fevereiro de 1963 foi reeleita a Diretoria para 1963 e, em 31 de julho, houve uma Assembléia Geral da Sociedade para acrescentar mais um artigo ao Estatuto: “Art. 19 — Em caso de dissolução da Sociedade, aprovado por maioria absoluta de votos de no mínimo dois terço dos associados, em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim, através de publicação na imprensa, com quinze dias de antecedência, o patrimônio social será devolvido à Prefeitura Municipal ou destinado à uma Entidade Religiosa que mantenha os fins da Sociedade, segundo decisão da mesma Assembléia Geral”. Em 1964, foram reeleitas a Diretora e a Tesoureira e, para Secretária, foi eleita a Irmã Maria Leonia Bertuol (Olívia Bertuol). Em 1965, foram reeleitas a Secretária e a Tesoureira e eleita a nova Diretora, Madre Maria Querubina Aléssio (Maria Dileta Aléssio). Em 1966, foi reeleita a Madre Maria Querubina e a Tesoureira. A

Secretária eleita foi a Irmã Maria Dositéa Barcarolo (Honorábile Barcarolo). Em 1967, houve troca de toda a diretoria da Sociedade: Diretora — Irmã Maria Ester Roratto (Lucília Cecília Roratto), Secretária — Irmã Maria Fides Brugnera (Leonilda Brugnera) e Tesoureira — Irmã Maria Josefa Segatto (Élia Segatto). Em 1968, a Diretora ou Presidente e a Secretária foram reeleitas e a Irmã Maria Margarida Bertoldo (Ilba M. Bertoldo) foi eleita Tesoureira. Houve eleições em 1969 e 1970, continuando a Ir. Ester Roratto com Presidente, a Irmã Leda Deprá como Secretária e a Irmã Lourdes Migotto como Tesoureira.

A Saída das Irmãs Palotinas

Em 1° de fevereiro de 1971, numa reunião extraordinária presidida pela Irmã Maria Ester Roratto, foi resolvido pela maioria das presentes, comunicar ao Prefeito Municipal a decisão tomada em decorrência da impraticabilidade de continuar mantendo a obra dentro das precárias condições, sistema e princípios em que vinha funcionando. O fato já tinha sido minuciosamente relatado à Prefeitura e representantes da comunidade. Ratificando os termos de um ofício, dirigido ao Prefeito Vicente Mileno Moreira, pela Irmã Superiora Provincial, Tarsila Girardelo, a Congregação resolveu devolver à Prefeitura Municipal os bens pertencentes e transferir-lhe a administração. Com a competente Escritura Pública de devolução e cumpridas as exigências legais, a Congregação do

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HISTÓRICO Apostolado Católico encerraria suas responsabilidades, deixando nos arquivos a documentação do patrimônio e o numerário investido nos estabelecimentos bancários da cidade. Assinaram a Ata n° 79, as Irmãs Maria Ester Roratto, Anita Pegoraro, Célia Joanna Roratto, Maria Gertrude Alléssio, Tarsila Girardello e Maria Leda Deprá. Prefeitura Assume o Patrimônio Durante três anos e oito meses a administração do patrimônio da Associação passou à Municipalidade. A 22 de outubro de 1974, sob a presidência do Vice-Prefeito em exercício, Dr. Sérgio Guimarães, realizouse uma Assembléia Geral da Sociedade Beneficente Santo Antônio, conforme convocação feita pelo jornal “A Notícia”. Foi feita a prestação de contas recebidas das Irmãs que totalizou 134.038 cruzeiros. A Prefeitura realizou durante o recesso reforma do antigo prédio no valor de 125.654 cruzeiros. Deixando um saldo de 8.424 cruzeiros. No final da assembléia, houve a eleição e posse da nova Diretoria do Asilo Santo Antônio que passou a ser chamado, de então, de Centro Social. As Diretorias da Instituição Em 22 de outubro de 1974 foi eleita e empossada a nova Diretoria: Presidente: Miriam Linck Waihrich Vice-presidente: Rita Dambrósio Guimarães 1ª Secretária: Mavys Bastos Costa 2ª Secretária: Laicy Natália Ferigollo Botton

1ª Tesoureira: Maria Helena Messerschmidt Canfield 2° Tesoureiro: Gilberto Amado Bitencourt

Em 30 de março de 1976 foi eleita e empossada a nova Diretoria: Presidente de Honra: Doralice Rosa Guimarães Presidente reeleita: Miram Linck Waihrich 1ª Vice-Presidente reeleita: Rita Guimarães 2ª Vice-Presidente: Lédia Vargas Pimenta 1ª Secretária reeleita: Mavys Bastos Costa 2ª Secretária: Wanda Fleck de Lemos 1ª Tesoureira reeleita: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Marlene Mascarenhas Conselho Fiscal: Francisco de Souza Mascarenhas, Antônio Luiz Krebs, Ouracy Louzada de Abreu, Antônio Roberto Pereira e Hélcio Bañolas Barros. Suplentes: Evaldo Rubin, Noé Sattes de Mello e Arnaldo Sonda. Conselho Social: Dr. Luiz Glênio Bastos Soares, Dr. Sérgio R. Guimarães, Dr. Paulo Waihrich, Dr. Sólon Lemos, José Kabbas, Galeno Puente Barros, Dr. Régis Salles, Dr. Firmino Costa, Paulo Roberto Power de Araújo e Sgt° Percival Bitencourt.

Em 30 de março de 1977 foi eleita a nova Diretoria: Presidente de honra: Doralice Guimarães Presidente: Marlene de Carvalho Mascarenhas 1ª Vice: Elcy Cullau Moreira 2ª Vice: Desirée Dias da Costa 1ª Secretária reeleita: Mavys Costa 2ª Secretária: Miriam Linck Waihrich 1ª Tesoureira reeleita: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Wanda Lemos Oradora: Maria Helena Krebs Imprensa e Divulgação: Dejane Lourenz Conselho Fiscal: Francisco de Paula Salles, Firmino Costa, Elio Salles, Dr. Paulo Waihrich e Francisco José de Salles Barros.


HISTÓRICO Suplentes: Lourenço Gomes, Mauro Barros Lopes, Hurben Bañolas. Conselho Social: Vicente de Castro Moreira, Fausto Dias da Costa, Dr. Sergio Guimarães, Mauro Menezes, Dr. Geraldino Rosa dos Santos, Pe. João Ferigollo, Dr. Antônio Roberto Pereira, Luiz Carlos Scherer e José Rachevski. Contador: Antônio Luiz Krebs

Em 30 de março de 1978 houve eleição, ficando assim constituída: Presidente de Honra: Doralice Guimarães Presidente: Neusa Carmem Rocha 1ª Vice: Elcy C. Moreira 2ª Vice: Miriam Waihrich 1ª Secretária: Wanda Lemos 2ª Secretária: Anita Bañolas 1ª Tesoureira: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Lígia Gössling Oradora: Maria Helena Krebs Conselho Fiscal: Orandir Langone, Francisco Mascarenhas, José Carlos Pereira, Dr. Solon Lemos e Dario Lorenzi. Suplentes: Sílvio Ribas, Régis Salles e Lourenço Gomes Conselho Social: Vicente Mileno Moreira, Fausto Dias da Costa, Dr. Renato José Andrade Torres, Sgt° Percival Bittencourt, Francisco José Salles de Barros, Dr. Paulo Waihrich, Benhur Botega, Danilo Gössling e Firmino Costa. Contadores: Antônio Luiz Krebs e José Antônio Fruet

Em 30 de março de 1979, a Diretoria do Centro Social passa a ser o seguinte: Presidente de Honra: Doralice Guimarães Presidente: Wanda Fleck de Lemos 1ª Vice: Elcy Cullau Moreira 2ª Vice: Miriam L. Waihrich 1ª Secretária: Anita Bañolas 2ª Secretária: Circe Menezes 1ª Tesoureira: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Lobélia Waihrich

Oradora: Maria Helena Krebs

Em 30 de março de 1980, houve eleição: Presidente de Honra: Doralice Guimarães Presidente reeleita: Wanda Fleck de Lemos 1ª Vice Presidente: Elcy C. Moreira 2ª Vice: Miriam Linck Waihrich 1ª Secretária: Anita Bañolas 2ª Secretária: Circe Menezes 1ª Tesoureira: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Lobélia Waihrich Oradora: Maria Helena Zasso Krebs

Na eleição de 30 de março de 1981, nova Diretoria: Presidente Honorária: Doralice Guimarães Presidente: Lédia Maria Vargas Pimenta 1ª Vice-Presidente: Elcy Cullau Moreira 2ª Vice-Presidente: Dora Reginatto Fernandes 1ª Secretária: Dejane Lourenzi 2ª Secretária: Suzana Tatit Menegassi. 1ª Tesoureira: Shirlei Figueira 2ª Tesoureira: Salete Vargas Oradora: Maria Helena Krebs

Em 31 de março de 1982, foi eleita a nova Diretoria. Presidente de Honra: Doralice Guimarães Presidente: Myrian Waihrich Queiroz 1ª Vice-Presidente: Anita Waihrich Bañolas 2ª Vice-Presidente: Marlene Mascarenhas 1ª Secretária: Ieda Romagna Lopes 2ª Secretária: Lígia Gössling 1ª Tesoureira: Shirley Figueira 2ª Tesoureira: Eloá Bevilacqua Oradora: Sônia Suzana de Campos Abreu

Em 30 de março de 1983, assumiu uma nova diretoria: Presidente de Honra: Doralice Guimarães e Mirian Linck Waihrich

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HISTÓRICO Presidente: Maria Cristina Feijó Lopes 1ª Vice: Inez Waihrich 2ª Vice: Maria de Lourdes Sonda 1ª Secretária: Terezinha Nascimento 2ª Secretária: Regina Barbosa 1ª Tesoureira: Shirlei da Rocha Figueira 2ª Tesoureira: Izeulde Vargas Scherer Oradora: Irmã Ineida

A Diretora do Centro Social era Therezinha Militz Naquele tempo a Creche Amor Perfeito abrigava 35 crianças e a Creche Dona Cotinha, 52, todas de zero a 6 anos. O Pavilhão Profissionalizante tinha 34 alunos. A horta do Centro Social era cuidada por Francisco Santos sob orientação da Profª Dineva Trentin Fontoura. Foi criado o Núcleo “Sitio do Pica-Pau Amarelo”, anexo a E.E. Theodoro Salles que atendia 30 crianças carentes de 7 a 14 anos com alimentação e estudo-reforço. Houve campanha para aquisição de livros para a Biblioteca do Centro Social e participação na Feira de Artesanato da Casa da Amizade. Através do Projeto CEBEM a Sociedade Beneficente Santo Antônio atinge 372 menores atendidos. Havia vários projetos em execução. Toda a manhã vinha uma cabeleireira para atender as crianças. Em 31 de março de 1984 foi eleita a nova Diretoria: Presidentes de Honra: Doralice Guimarães e Mirian Waihrich Presidente: Maria de Lourdes Mello Sonda 1ª Vice: Moema Tonetto Leal 2ª Vice: Maria Vieira Salles 1ª Secretária: Antonia Salete Chagas

2ª Secretária: Inez Waihrich 1ª Tesoureira: Izeulde Scherer 2ª Tesoureira: Maria da Graça Kurtz Barros

Nesse período o Centro Social recebeu do Dr. Mário Chagas as máquinas de datilografia, que pertenceram à Escola de sua mãe, e a Prefeitura ofereceu 15 hectares de terras para ser desfrutada pelo Centro. A Presidente Maria de Lourdes, mais conhecida como Dinda teve o assessoramento de seu esposo Arnaldo Sonda que reestruturou a entidade dando a cada funcionário seus deveres e horário de trabalho. Aceito o pedido de demissão da antiga Diretora, foi ela substituída por Marlene Chaiser Schroeder. A Presidente enfatizou as necessidades básicas das crianças assistidas como saúde, educação, recreação e segurança afetiva e social. As crianças confeccionaram cabides que foram levados à comunidade para trocar por toalhas que seriam usadas individualmente para evitar a disseminação de piolhos que também foram combatidos com medicamentos. A pedido da Presidente a Secretaria de Saúde foi às vilas da cidade para uma campanha de erradicação de piolhos e sarna. Cada assistido recebeu “kichutes”, um calçado tipo tênis para o desfile da Semana da Pátria. Maria Regina Barros foi voluntária junto a Creche Dona Cotinha. A horta, sob a orientação do Sr. Antônio desenvolveu-se abastecendo o Centro e vendendo para a comunidade. O Centro Social teve sucesso na Feira de Artesanato.


HISTÓRICO A Presidente encerrou seu ótimo mandato oferecendo um churrasco de confraternização aos professores e funcionários do Centro Social e das creches Amor Perfeito e Dona Cotinha. Em 29 de março de 1985 o Centro Social foi presidido por Jalva Saenger Rosa. Presidentes de Honra: Doralice Guimarães e Myrian L. Waihrich 1ª Vice: Maria V. Salles 2ª Vice: Elba Dutra Bay 1ª Secretária: Rosa Júlia Scherer 2ª Secretária: Claudete Lopes 1ª Tesoureira: Izeulde Scherer 2ª Tesoureira: Ligia Campos

Em 16 de agosto de 1985 a Presidente Jalva Rosa pediu demissão e foi substituída por Maria Vieira Salles, a 1ª Vice Presidente que continuou com Associação Beneficente Santo Antônio

os mesmos componentes de sua Diretoria anterior, tendo o Henrique Waihrich como 2° Vice Presidente e Jussara Waihrich Leal como 2ª Tesoureira. Estendeu a homenagem de Presidente de Honra também para Antonina Mascarenhas. Depois de um longo período tendo como Presidente Maria Vieira Salles, em 30 de março de 1992 assumiu a presidência Iêda Romagna Lopes. Em 28 de outubro de 1994, assumiu a presidência Evelise F. Biavaschi. Em 7 de novembro de 1995, reassume Iêda Lopes. Em 27 de novembro de 2002 assume a presidência Vera Quevedo. Em 30 de outubro de 2008 assume a presidência Mara Regina Portela Zanon.

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HISTÓRICO

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A Administração de Dona Miriam

Mirian iniciou com a reforma dos Estatutos que previa como finalidade, juntamente com a colaboração do Poder Público e Entidades Privadas, cooperar no estudo e solução de problemas e no atendimento que visem o progresso e bem estar dos carenciados, promovendo atividades comunitárias, profissionalizantes, cívicas, culturais, esportivas e recreativas. Na presidência de Dona Miriam a entidade passa a ser chamada de “Centro Social”. No início eram oito crianças carentes que estudavam no Grupo Escolar Dolores Paulino. Depois, 15 e, mais tarde mais de 100. Era Diretora do Centro Social, Marivone Varone e o Sgt° Percival Bitencourt, que fazia os trabalhos de rua. Ambos recebiam gratificação. Foram plantadas árvores frutíferas, organizada a criação de porcos e galinhas e iniciada a remoção das casas situadas abaixo da Capela para a construção do pavilhão onde funcionariam os cursos profissionalizantes. Agasalhadas e bem alimentadas, com carteirinhas do Centro Social não eram mais vistas crianças esmolando pela cidade. No fim de outubro, Antonina Mascarenhas substitui a 2ª Secretária. Foi iniciada a construção do pavilhão para a Iniciação do Ensino Profissionalizante pela firma Construções Guarujá Ltda, do Dr. Milton Figueira. Foi firmado com a LBA convênio sobre cursos e atendimento a crianças de 2 a 6 anos.

D. Miriam, em sua segunda gestão, iniciou a construção do pavilhão para a iniciação do Ensino Profissionalizante aos menores. Indo a Porto Alegre, conseguiu com a LBA um convênio para atendimentos de crianças de 2 a 6 anos cujas mães comprovarem trabalhos fora. Os menores foram inscritos no INPS pela FEBEM e todos tiveram o atendimento necessário. As primeiras prestações com a Construtora Guarujá Ltda. foram pagas com a Festa de Santo Antônio, doação de carreiristas, Prefeitura Municipal, Casa da Amizade, mensalidade dos sócios e depósitos bancários existentes e empréstimo para algumas prestações. O Centro Social participou da IVª Feira de Artesanato da Casa da Amizade. Foram iniciados os cursos de corte e costura, auxiliar do lar, tecelagem, cerâmica, cabeleireira, datilografia e trabalhos manuais. Com meninos de 14 a 20 anos, começaram os cursos de marcenaria. Doações que foram recebidas: forno elétrico de Francisco Mascarenhas; 130 capas de chuva de Gilberto Bittencourt; 250 cadernos do Banco do Brasil e publicação gratuita no Jornal O Independente. Dona Miriam encerrou a sua gestão agradecendo a colaboração de todos e dando as boas-vindas a Nova Diretoria. Ela teve seu trabalho à frente do Centro enaltecido. Recebeu, pela mão da Diretora da entidade, Odete A. Silva, um cartão-de-prata oferecido pela Diretoria, em nome das Crianças do Centro Social e um buquê de flores.


AS IRMÃS PALOTINAS

O texto apresentado nesta seção foi enviado pela Irmã Alba Marin, por correspondência datada de 28 de setembro de 2010. Nesta publicação se faz uma transcrição do capítulo intitulado “Asilo Santo Antônio – Júlio de Castilhos – Rio Grande do Sul” da página 103 do livro “Uma caminhada de fé e coragem da Congregação do Apostolado Católico”, editado em comemoração aos 60 anos de missão das Irmãs Palotinas no Brasil.

“No dia 1° de maio de 1952, Madre Pacífica Carvalho, Irmã Jacynta Napolitado e Irmã Bernardete Giongo assumiram a administração interna do “Asilo Santo Antônio”, em Júlio de Castilhos, cuja Diretoria era formada por pessoas leigas, legalmente constituída. O objetivo desta obra era dar assistência a um grupo de vinte pessoas idosas. Acolhiam-se também jovens e meninas pobres que recebiam das Irmãs uma adequada formação humano-cristã. Aprendiam a fazer trabalhos manuais e ajudavam nas atividades da casa. Freqüentavam a Escola Municipal, do bairro mais próximo do Asilo e, durante o mês de maio, rezavam o terço na rádio Castilhense e o povo acompanhava com entusiasmo a reza, em suas residências. O Padre Léo Trevisan celebrava a missa

todas as quartas-feiras e, principalmente aos sábados, todo o povo da redondeza participava, porque a Igreja Matriz ficava bastante longe. Foram nove anos de lutas, durante os quais as Irmãs tiveram sempre a colaboração generosa de muitas pessoas e de famílias que participavam e partilhavam do sofrimento da comunidade, dando-lhes alimentos, roupas e uma boa amizade. A casa não oferecia as condições necessárias para continuar a viver uma vida digna de pessoas humanas. A prefeitura se recusou a atender às reivindicações feitas pela reforma e o governo provincial da época resolveu retirar as irmãs. Isto aconteceu no dia 28 de fevereiro de 1971. O prefeito transferiu a administração do Asilo a uma comissão de sua confiança.”


RELATOS DAS PRESIDENTES “É viva a Palavra quando são as obras que falam.” (Santo Antônio)

Esta seção é dedicada aos relatos das presidentes da Associação Beneficente Santo Antônio. Trata-se do acolhimento das falas e experiências que tiveram durante suas gestões ou de pessoas que as acompanharam durante sua jornada na direção da Entidade. Contudo, por motivos de diversas ordens, não dispomos do relato de todas as presidentes. Esperamos tê-las contemplado na seção intitulada “Histórico da Associação Beneficente Santo Antônio”, escrita pelo Dr. Firmino Costa. Fica nosso reconhecimento e apreço por todas estas senhoras, que com benevolência e amor dedicaram suas vidas para uma causa de tamanha nobreza.

Doralice Guimarães

Gestão 1946-1961

Os acontecimentos do período em que Doralice Guimarães esteve na presidência da Instituição foram relatados pelo pesquisador Firmino Costa. A seguir apresentamos a transcrição da homenagem feito pelo Rotary Clube de Júlio de Castilhos, no ano de 1984, para esta distinta senhora. Para coletar e organizar este material contamos com a colaboração de Rita Guimarães, nora de D. Doralice. “Na realidade, um grande trabalho pode ser resumido em poucas palavras. Mas é difícil, com poucas palavras, transmitir todo o esforço, o sacrifício, o interesse e a dedicação necessários para sua realização.

O Rotary Clube já conferiu títulos justos e merecidos a duas pessoas que demonstraram seu amor ao próximo e à comunidade, dedicando grande parte de seu tempo ao perfeito funcionamento do Centro Social. Todos devem estar lembrados. No entanto, a nossa memória, ás vezes, é bastante curta. Convido os presentes e os companheiros a relembrar a época de nosso antigo Asilo Santo Antônio: uma casa pobre que vivia, com extrema dificuldade, às expensas tão somente da Comunidade. Um asilo sem móveis, com precárias instalações sanitárias e cozinha precária. Um asilo sem pátio calçado, sem oficinas, sem quadra de esportes, sem projetor de cinema e sem conforto maior. Um asilo pobre e sem meias.


RELATOS DAS PRESIDENTES Abrigava crianças órfãs completamente desprotegidas e velhinhos que pacientemente esperavam seu dia final. Não é necessário traçar um paralelo entre o nosso modelar Centro Social de hoje, amparado com boas verbas extra-comunidade, com o antigo Asilo dirigido pela caridade de religiosas e pelo bolso do povo de uma pequena cidade com muita carência no plano social. O que eu apenas quero. É ressaltar o árduo trabalho de uma pessoa, contando apenas com o miúdo sacrifício de muitas almas generosas daquela época, para conseguir fundos, orientar e manter o mínimo necessário para que o Asilo atingisse suas finalidades. Quem de nós, os mais antigos da cidade, não auxiliou, a pedido de Dona Doralice, com um pouco de talento ou de suas possibilidades econômicas e profissionais? Mais de uma vez Dona Doralice evitou que o Asilo fechasse suas portas. Imaginem o trabalho e a preocupação que ela teria tido durante longos anos de constante atividade! As horas preciosas tiradas de sua família, de seu conforto, de seu sono, de seu lazer e dirigidas diretamente a uma causa nobre, por exclusivo e desinteressado amor ao próximo e a comunidade que pertencia! Mas não foi apenas por um ano, nem por dois, nem cinco anos de intenso e continuo trabalho; foram mais de 15 anos de dedicação e amor aos humildes! E se mergulhamos ainda mais no passado, antes mesmo daquele velho asilo abrigar uma ceguinha risonha que mais agradecia do que falava; antes

mesmo de existir essa primeira instituição assistência da cidade, vamos encontrar, em 1937, a jovem senhora Doralice Rosa Guimarães, juntamente com outras altruístas e generosas pessoas da Vila de Júlio de Castilhos, reunida para fundar a “Associação Feminina Pró-Orfanato Castilhense. Na expressão de J. Silvestre: “Ela Estava lê”! e de seu concurso muito se deve para que a idéia, seis anos depois, se tornasse realidade. Por essa razão, senhoras e senhores, por esses 15 anos de dedicação e amor ao Asilo Santo Antônio e pelos anos seguintes, pois seu interesse humanitário jamais cessou, é que o Rotary Clube de Júlio de Castilhos concebe a Dona Doralice Guimarães, o PRÊMIO RATARY CLUBE 1984.”

Miriam Linck Waihrich Gestão 1974-1977

O texto ora apresentado foi produzido por: Laicy N. Ferigollo Botton (registros); Maria Helena Zasso Krebs (registros); Terezinha Militz (Pesquisa e concatenação de textos). Presidente: Miriam Linck Waihrich Vice-presidente: Rita D’Ambrósio Guimarães 1ª Secretária: Mavys Bastos Costa 2ª Secretária: Laicy Natália Ferigollo Botton 1ª Tesoureira: Maria Helena Messerschmidt Canfield 2º Tesoureiro: Gilberto Amado Bitencourt Presidente de Honra: Doralice Rosa Guimarães Diretoras: Bernardete Dalcin Odete Aquino da Silva (posteriormente)

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RELATOS DAS PRESIDENTES

Miriam Linck Waihrich... Ela sonhou e persistiu... E, como se não bastasse, convidou a Comunidade Castilhense para que sonhasse junto... E graças a isso, o CENTRO SOCIAL nasceu. Não! Ela não guardou o seu olhar somente para si. Ao contrário, inundou espaços com seu acalanto solidário. Fez-se grande dama, principalmente, junto aos pequenos desassistidos. Lutou continuadamente por eles, de forma doce, serena, discreta e firme. Sem sombra de dúvidas, uma Mulher que traduz a verdadeira essência da vida e a magnitude profunda de seus incontestáveis e eternos princípios de solidariedade Cristã.

         Ano de 1974. O antigo Asilo Santo Antônio encontrava-se, fechado, após haver sido como tal, administrado pelas Irmãs Palotinas, as quais deixaram o mesmo frente à precariedade do prédio e à impossibilidade de sua manutenção.           Paulo Rosa Waihrich era o atual Prefeito do Município de Júlio de Castilhos. A 1ª Dama, Miriam Linck Waihrich, uma Professora que, logo de início, já deu mostras acerca do nível de sensibilidade que possuía. Assim sendo, projetou o sonho de ver o antigo asilo transformado em um abrigo para menores, que, cotidianamente, perambulavam pelas ruas castilhenses, pedindo esmolas.           E foi assim que Miriam, assessorada então pelo Órgão Municipal de Educação,

o qual, na época tinha como titular, a Profª Maria Helena Zasso Krebs, parte para a luta em prol da idealizada casa para menores.          Mas era preciso que alguém do referido Órgão, assessorasse de perto a árdua e gratificante caminhada que se iniciava, daí o nome de Laicy N. Ferigollo Botton, responsável na época pela LBA e FEPLAN, a qual entabulou juntamente com Miriam o início de tudo. Afinal, não havia tempo a perder, pois o número de crianças pedintes proliferava a cada dia, o que, aliás, angustiava a 1ª Dama.           Um Grupo de Senhoras Voluntárias foi convidado e, desta forma, compuseram a 1ª Diretoria, conforme já citada anteriormente. Agora, era preciso elaborar a documentação necessária para que a autorização do funcionamento do Centro Social, legalmente, se efetivasse.           E enquanto o lado burocrático ia sendo vencido, era providenciado junto com o Executivo, a reforma e ampliação do antigo prédio do asilo Santo Antônio. Observe-se que o mesmo encontravase em estado precário devido ao longo tempo em que aguardou por reformas.           Buscas junto a Órgãos competentes. Infinitas visitas a Entidades afins que já existiam em outros municípios. Anotações. Observações. Era preciso que o Centro de Menores também tivesse um Estatuto...           Após a consolidação de tudo, era preciso, agora, buscar recursos para a manutenção da Casa. E isso foi feito junto a vários órgãos do Município, do Estado e em nível Federal. Ressalta-se aqui a LBA – Legião Brasileira de Assistência – uma Entidade que teve crucial importância nesse começo de história.


RELATOS DAS PRESIDENTES          Os componentes da Diretoria contavam as horas para que tudo estivesse devidamente estruturado para abrir as portas do tão sonhado Centro Social. Mas... E os recursos humanos?           Mais uma vez, Miriam recorre ao seu Eterno Companheiro, o Prefeito Paulo Rosa Waihrich. Este providencia, com a anuência de sua Equipe Executiva, a cedência de funcionários como: Diretora, Secretária, Serventes e Cozinheira.           No início, o processo foi bastante complexo, quando uma mesma pessoa tinha que desempenhar várias funções para poder dar conta de tanto trabalho. Mas havia algo que impulsionava, que contagiava a todos: o otimismo, o entusiasmo e o incansável espírito de luta dos envolvidos.           E assim foram equipados todos os cômodos: cozinha, lavanderia, salas de aula, banheiros, secretaria. Laicy Botton continuava firme. Atuava como Secretária e na Contabilidade.           O trabalho era intenso... Mas a persistência maior ainda, pois o espírito solidário de Miriam, o qual sempre esteve voltado para os pequeninos desassistidos, contagiava mais e mais.           Casas... Famílias... Muitas e muitas foram visitadas, pois aí estava um dos maiores desafios: o de cercear o vício de pedir livremente pelas ruas. E mais ainda, fazer com que acreditassem no Centro Social, como forma de proteção, educação e crescimento.           Várias reuniões foram feitas com os pais, principalmente, das Comunidades próximas. Tudo para convencer os mesmos de que o melhor para os seus filhos era que freqüentassem o Centro.

Muitos foram os que relutaram, pois já estavam habituados a ficar em casa e a mandar os filhos pedir ajuda nas ruas. Os quais, muitas vezes apanhavam, caso voltassem de mãos vazias. Com o Centro, eles perderiam o seu sustento.          E não foram poucas as vezes em que Miriam deixou transparecer a angústia. Muita pena era o que ela sentia ao presenciar tantas cenas tristes envolvendo pequeninos. Mas, ela não desistiu.           O tempo foi passando... Agora, além de roupa, alimento e educação, também já era possível receber atendimento médico e odontológico através do Centro Social. E, pouco a pouco, os pais foram se rendendo...           Meses... dias foram transcorrendo e com eles, gradativamente, o número de crianças foi aumentando. Enfim, o objetivo de Miriam Waihrich parecia ter chegado ao seu termo. Parecia, pois ela, mesmo mostrando-se realizada, queria mais. Sim! Ela concluiu que precisava oferecer aos seus pequeninos, atividades que os mantivessem ocupados nos horários em que não estavam na escola. Assim foi que, com a ajuda da Diretoria e de Entidades do Município, conseguiu trazer vários cursos como: corte e costura, bordado, pintura, crochê, marcenaria, cerâmica, sapataria, tecelagem, música e até práticas esportivas  orientadas, como futebol. E o mais interessante, é que vários desses cursos eram também extensivos às Mães dos Menores, cujo objetivo era o de integrá-las na casa. Uma horta também passou a ser cultivada pelos Menores, a qual produzia muita verdura e legumes que auxiliavam na alimentação dos mesmos.

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RELATOS DAS PRESIDENTES A Capela Santo Antônio que também precisava de reformas, não foi deixada de lado. Os responsáveis pelo Centro Social “deram um jeito” para que a mesma também fosse renovada. Aliás, o que trouxe grande alegria e emoção para a Tia Carmelina, uma fiel escudeira do Tonico, denominação carinhosa com que a antiga funcionária tratava o Santo Padroeiro.         Vale observar ainda a excelente infraestrutura do prédio onde funcionava a Marcenaria e a Cerâmica, cujos maquinários condiziam com as necessidades básicas exigidas.           Conforme o tempo passava, mais o Centro Social se enquadrava em seus fins específicos: educar através da segurança afetiva, da acolhida e da disciplina. Tanto, que os Menores, assim que atingiam certa idade e se mostravam responsáveis, bem como interessados pelo estudo, eram encaminhados para trabalhar no comércio, bancos, mercados, restaurantes, etc.            O trabalho realizado mostra seus frutos quando, no Hotel Laje de Pedra, em Canela, Derli Telles, castilhense que freqüentou o Centro Social, é destaque como funcionário. Outro profissional,  Sergio Oliveira, grande colaborador desta entidade, realiza trabalhos de marcenaria ainda hoje,  na casa onde foi assistido, tendo freqüentado cursos dirigidos pelo dedicado instrutor Joely Trindade de Oliveira.

Miriam Linck Waihrich encerra a sua gestão           Aos 30 dias do mês de março de 1977, Miriam, juntamente com a

sua Diretoria, encerra a sua gestão. Destacamos aqui, na íntegra, o seu pronunciamento. Publicado no Jornal “A Notícia”, edição nº 386, de 02 de abril de 1977.          “Depois de 4 anos de trabalhos, os quais começaram com a reorganização da Sociedade Beneficente Santo Antônio, passando pela total e geral reforma do Asilo Santo Antônio, até a construção do prédio recém concluído e destinado ao ensino profissionalizante, estamos hoje, minhas Companheiras e eu, encerrando nossas atividades. Encerrando seria força de expressão, por quanto pretendemos nos colocar ao lado daquelas que tão prontamente aceitaram a incumbência e o pesado encargo de dirigir os destinos do Centro Social, que almejamos e esperamos possa, cada vez mais, com mais acerto e mais organização cuidar do importante problema do menor em nossa cidade.           Sentimos que valeu a pena trabalhar, pois a comunidade esteve constantemente ao nosso lado, colaborando, apoiando e estimulando, fazendo com que em despretensioso começo possa realmente se constituir nos alicerces que já estão lançados em real e importante programa assistencial e educacional do menor carente.           Foi realmente um trabalho de equipe e de soma de esforços. Pudemos contar com extraordinárias amigas e companheiras de Diretoria, e com a dedicação exemplar da Diretora, Profª Odete, demais Professoras e Funcionárias do Centro Social; com a colaboração da Prefeitura Municipal e Funcionários que estiveram sempre ao nosso lado, do


RELATOS DAS PRESIDENTES Poder Judiciário e Ministério Público, com o Destacamento Militar sempre pronto a nos atender, com o Rotary Club, Casa da Amizade, com as Cooperativas Tritícola e de Carnes, enfim, foram órgãos e entidades formando a generosa comunidade de nossa terra, a quem realmente se deve o trabalho até aqui realizado. Portanto, muito obrigada a todos, em nome de minhas Companheiras e meu. Por certo, a nova diretoria, a quem saudamos e desejamos que também continue a receber o mesmo apoio firme e decidido, para que possa levar adiante este grande trabalho. Encerro tendo em mente o seguinte pensamento: ‘Bendito aquele que faz do filho alheio, o filho do seu coração’.” O Poder Público Municipal, através da Profª Maria Helena Zasso Krebs, também expressou o seu agradecimento, publicado no Jornal “O Independente”, edição nº 93, de 08 de abril de 1977, de cuja íntegra destacamos as seguintes passagens:           “(...) Com enorme responsabilidade e muito agradecidos, desejamos no momento deixar algumas palavras, que talvez não consigam transmitir o muito que foi realizado por aquela que fez alguém sorrir, que fez alguém ter esperança novamente, que fez alguém prosseguir, que amou, que conviveu, que escolheu os outros, enfim, que partilhou felicidade, pois a felicidade vem de alguém, por causa de alguém e vai para alguém. Ninguém é feliz sozinho. Felicidade é partilha e Dona Miriam partilha felicidade, ama, constrói, renasce a cada dia com otimismo, sorri e

faz alguém sorrir com seu amor, procura no seu caminho encontrar só rosas e em cada uma delas um novo mundo a explorar, compreendendo que a esperança vale mais que o desespero, que uma flor ainda tem sentido e que a alegria de viver feliz depende grandemente de nós. D. Miriam, o seu trabalho é difícil de ser continuado. A crença que deposita nos olhares vazios das crianças nos torna fracos para prosseguir, mas, acompanhadas por Deus, protegidas por Santo Antônio, como muitas vezes ouvimos da senhora, nossos corações, por certo, não desanimarão e com seu constante apoio e colaboração que nunca serão dispensados, recomeçamos novamente a jornada... (...). E nas flores que lhe oferecemos, depositamos o agradecimento, o amor, o reconhecimento da Comunidade Castilhense, a qual, com certeza, não esquecerá jamais a obra social que a senhora projetou e realizou, fazendo com que renascesse a alegria e a esperança no coração daqueles menos felizes”. Importantes observações Em reunião festiva do Rotary Club de Júlio de Castilhos (25 de maio de 1975), Miriam Linck Waihrich recebeu o “Prêmio Rotary Club 75”, pela sua obra social em favor do menor abandonado de nossa cidade. No ano de 1977, a Rádio Gaúcha de Porto Alegre lançou um desafio aos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul: “NENHUM MENOR PEDINDO NAS RUAS DA CIDADE”. Miriam Linck Waihrich, juntamente com as suas Companheiras de Diretoria aceitaram e venceram o desafio.

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RELATOS DAS PRESIDENTES

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Em solenidade realizada no Palácio Piratini (1977), Miriam Linck Waihrich recebeu o Troféu Padre Cacique, pelo excelente trabalho realizado em favor do Menor Carente.

Marlene Mascarenhas Gestão 1977-1978

“Todo o bem que eu puder fazer, a ternura que eu puder demonstrar, a qualquer ser humano, que eu faça agora. Que não adie ou esqueça, porque não passará duas vezes pelo mesmo caminho”. (Michel Quoist) Conhecedora da brilhante caminhada da amiga Miriam, primeira presidente da Associação Beneficente Santo Antônio, não poderia deixar de atender o convite para continuar seu trabalho como presidente no período de 1977 e 1978. Preocupada, temorosa, sentindo a grande responsabilidade, com poucas experiências como primeiro membro de uma diretoria, mas com muito carinho e reconhecida de que este era o momento de demonstrar o meu amor pelas crianças assistidas, escolhi o grupo de participantes diretos que enriqueceram minha equipe de trabalho. Em período anterior a minha posse, ainda na gestão de Miriam, fui com ela convidada para assinatura do convênio junto ao Governo do Estado, com o então Governador, senhor Sinval Guazzelli, para que houvesse já uma experiência dos contatos necessários e indispensáveis para a manutenção do centro.

Presença nas campanhas e atividades comunitárias realizadas, conhecedora de que o funcionamento da casa era plenamente satisfatório, de que a equipe de trabalho (diretora, professores e funcionários) eram familiares comprometidos com a educação das crianças, procurei dar continuidade à proposta assistencial e pedagógica já tão bem experimentada. Como aspecto muito positivo e de grande apoio ao nosso trabalho, tivemos sempre da comunidade castilhense a resposta significativa para todas as campanhas realizadas. O Centro Social foi durante anos prioridade para ajudas financeiras e dedicação de voluntários, graças aos resultados apresentados. “Como é bom iluminar-se apenas de luzes que ascendemos nos outros, recebendo no rosto do coração reflexos de paz que repartimos com os outros”. (Pe. Vasconcelos) Gratificada sou quando ao realizar o trabalho a mim proposto, na crença de estar a serviço das crianças agradecidas no seu sorriso inocente, descobri lados claros da vida, convivi, partilhei felicidade, revisei a ordem de valores que me norteavam, acrescentei momentos de alegria, vivi dias de muita paz, agradecendo a Deus por ter me oferecido a oportunidade de percorrer o belo caminho do Amor. Marlene Mascarenhas


RELATOS DAS PRESIDENTES Neusa Carmen Scherer Rocha Gestão 1978-1979 Fui informada pela Sra. Mara Zanon, que estava sendo criado um livro de “Memórias do Centro Social” da Associação Beneficente Santo Antônio, o qual conteria o relato das pessoas envolvidas na missão de colaborar com os menos assistidos. Imediatamente entrei em contato com o Dr. Firmino Costa, pessoa que sempre esteve atento e participativo as coisas ligadas ao município de Júlio de Castilhos. Ele comunicou-me que estava de posse da ata datada de 30 de março de 1978, ocasião em que foi eleita a nova diretoria, que iria reger os destinos daquela entidade social, no período de abril de 1978 a março de 1979, e cuja nominata abaixo descrevo: Presidente: Neusa Carmen Scherer Rocha Vice-Presidente: Nelcy Culau Moreira 1ª Tesoureira: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Lígia Goosling 1ª Secretária: Vanda Lemos 2ª Secretária: Anita Bañolas Oradora: Maria Helena Krebs Diretora: Profª. Odete Silva

Recordo que recebi com surpresa a indicação da minha pessoa para presidir aquela sociedade. Aceitei imediatamente, pois era a oportunidade de contribuir para a cidade e realizar os meus propósitos de desenvolver uma ação social, ligada aos menores desassistidos, conseqüentemente fora das escolas. No dia seguinte, ou seja, no dia 31 de março daquele ano, houve a primeira reunião com integrantes da diretoria e colaboradores, para formar as comissões e

designar as tarefas a serem desenvolvidas. Foi unanimidade, a escolha da comissão ligada à parte financeira cuja incumbência coube a 1° tesoureira, Sra. Maria Helena Canfield, cotando também com os Srs. Jayme Rocha, Henrique Waihrich Filho e Hugo Canfield. Os aludidos senhores começaram visitando as empresas de Adubos Fertilizantes e as revendas de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas, assim como as cooperativas e aos agropecuaristas de nossa cidade. Enfim todos que estivessem ligados à estruturação do Centro Social, contribuindo de alguma forma para torná-lo próspero. Assim, com a anuência do Prefeito Municipal, Sr. Vicente Mileno de Castro Moreira, que não mediu esforços, a Sociedade Beneficente Santo Antônio foi considerada de utilidade pública em 6 de junho de 1978. Assim o Centro Social foi credenciado e inscrito no Cadastro da Receita Federal, com CNPJ, podendo fornecer comprovantes de doações em numerários, depositadas no Banrisul, onde possuía conta corrente (iniciando com uma doação do Governador do Estado, Sr. Sinval Guazzelli, no valor de CR$ 20.000,00). Na época foram doadas pela Prefeitura Municipal ao Centro Social a sede e as demais dependências. Resolvida as questões administrativo-financeiras, foi possível direcionar os trabalhos das outras comissões já definidas. Foram iniciadas as reformas do Pavilhão Principal e da Capela (pintura) e do Refeitório e da Cozinha (colocação de um fogão industrial) assim como pavimentação da área em frente ao prédio, o cercamento com tela de todo o complexo, e da quadra de esporte/lazer e

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RELATOS DAS PRESIDENTES da área da futura creche, já em processo de estudo. A obra da Creche Amor Perfeito foi realizada com a cedência de uma casa na frente da sede, com autorização da Prefeitura Municipal, porém as despesas das reformas necessárias, pois o prédio se encontrava em mau estado de conservação, ficaram por conta do Centro Social. O Pavilhão Profissionalizante encontrava-se em condições plenas de realizar tarefas ligadas a marcenaria, ou seja, execução e reforma de móveis escolares diversos e também os destinados às salas de estudos, rouparia, cozinha, etc. faltando apenas madeiras, colas, pregos, ferragens diversas, que foram adquiridos pelo Centro Social. A direção do Pavilhão coube as Sr. Joeli, funcionário da Prefeitura Municipal cedido ao Centro social, além das tarefas de dirigir os trabalhos e ministrar as aulas aos menores. Deu-se também início a construção da churrasqueira para a então abençoada Festa de Santo Antônio, uma grande fonte de renda da instituição, que envolve sempre pessoas que estão prontas a contribuírem aos menos assistidos. Concluindo esta reorganização, foram incrementadas outras melhorias, tais como o uso de fardamentos, comprados também com doações; e a compra de arame, ferros planos e tubulares para confecção de telas para fechamento dos prédios do complexo, a cargo da Serralheria Canfield. Quando em meados de setembro de 1978, meu esposo foi designado para trabalhar em Brasília, tive que renunciar ao meu mandato, passando o cargo a VicePresidente, Nelcy Culau Moreira, que iria

completar nossa missão. Porém, Deus me proporcionou a alegria maior, que foi ver desfilando na Semana da Pátria, os 121 menores da Sociedade Beneficente Santo Antônio, felizes, devidamente fardados e bem dirigidos pela aquela que foi uma das principais responsáveis pelo sucesso da reestruturação do nosso Centro Social, Professora Odete Silva, meu braço direito. Agradecendo a todas as pessoas que me ajudaram nesta gestão, e me sentindo gratificada de contribuir com a cidade de Júlio de Castilhos, um abraço, Neusa Carmen Scherer Rocha

Wanda Fleck De Lemos Gestão 1979-1981 O presente relato contou com dados da Presidente em referência, registros contidos no Livro de Atas da entidade e de Firmino Costa. O texto foi organizado por Terezinha dos Santos Militz. Diretoria Presidente de Honra: Doralice Guimarães Presidente: Wanda Fleck de Lemos 1ª Vice: Elcy Cullau Moreira 2ª Vice: Miriam Linck Waihrich 1ª Secretária: Anita Bañolas 2ª Secretária: Circe Menezes 1ª Tesoureira: Maria Helena Canfield 2ª Tesoureira: Lobélia Waihrich Oradora: Maria Helena Krebs

“Uma causa envolvente... apaixonante” Assim se pronunciou Wanda Lemos ao fazer referência ao tempo em que esteve, com as Suas Companheiras de Diretoria, diretamente ligada ao Centro Social.


RELATOS DAS PRESIDENTES E é dessa forma que queremos registrar um pouco do que ouvimos dessa Presidente que permaneceu por duas Gestões frente à Sociedade Beneficente Santo Antônio. Segundo ela, um tempo em que a Entidade era considerada como a “Menina dos Olhos” do Município de Júlio de Castilhos. E que, talvez, nenhuma outra tenha despertado tamanha sensibilidade e solidariedade no Povo Castilhense e de tantos outros lugares. Wanda Lemos, assim que chega de Porto Alegre, juntamente com o seu Esposo, o Médico Solon Lemos, logo é convidada a fazer parte da grande luta de Miriam Linck Waihrich: transformar o antigo Asilo Santo Antônio em um abrigo para Menores de rua. E, assim, aconteceu o início de seu vínculo com a referida Sociedade e a qual ela viria, mais tarde, presidir por duas gestões consecutivas. Foram dias gratificantes, árduos, de renúncia, às vezes, pois aquela grande meta de amor tinha que, não somente continuar, mas, sobretudo, crescer e expandir-se pela causa dos Menores desassistidos. As Festas de Santo Antônio continuavam, como sempre, trazendo valiosos resultados financeiros para o Centro Social. Começavam de madrugada e iam até o entardecer. A generosa população acorria entusiasticamente, demonstrando seu amor à Obra Assistencial, orgulho dos castilhenses. A cooperação era geral. Todo o povo ajudava. (Firmino Costa). Wanda Lemos e suas Companheiras de Diretoria se encantavam com o envolvimento de tanta gente, o que lhes

dava muito estímulo para continuarem engajadas na causa. Nessa época, o prédio do Centro Social não tinha a sua área avarandada frontal, o que fazia com que as crianças que chegavam mais cedo, ficassem ao relento e muito molhadas nos dias de chuva. A construção aconteceu, como sugestão de Adão Barcellos, o que veio também a beneficiar a adaptação de tendas para os dias da tradicional festa. A horta também foi grandemente ampliada, o que veio a aumentar o seu retorno em termos de alimentação para os internos. Destaca-se, nessa época, o brilhantismo do trabalho da Diretora, Profª Odete Aquino da Silva, a qual se revelou sempre como uma Gestora ímpar, tal a dedicação, competência e seriedade com que conduzia a Casa. E tamanha foi a repercussão de seu trabalho que foi, merecidamente, contemplada com o Prêmio Rotary Club. De igual forma, Wanda também fez questão de destacar a atuação de Joely Trindade de Oliveira, o Funcionário que trabalhava junto aos Adolescentes na Marcenaria e Sapataria, além de também acompanhá-los como treinador de futebol. Joely, segundo Wanda, atuou sempre como um verdadeiro educador, pois sabia como dialogar com os menores, sem deixar de ser firme quando necessário fosse. Nessa época foi também adquirido um Projetor de Filmes, momentos em que os menores se deliciavam com o seu cinema particular. A Quadra de Esportes foi toda fechada com tela. A mesma ganhou arquibancadas.

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RELATOS DAS PRESIDENTES Foram adquiridos 600 abrigos na Ughine, em Porto Alegre. Adotou-se, nessa época, a modalidade de premiar os menores que tivessem bom rendimento escolar, como forma de incentivar a importância do estudo e comportamento. Foi construída uma sala especial para a Secretaria. Calçadas. Tanques. Praça de brinquedos para a Creche. Fogão grande para a cozinha, aparelhagem de som, TV grande que foi colocada no Salão maior. Lixadeira para a serralheria... Torna-se impossível enumerar todas as doações. Elas vinham de todos os lados. Algumas pequenas, mas outras que envolviam milhares de cruzeiros (unidade monetária da época). Destaca-se aqui, o nome de Moisés Lopes, um Advogado castilhense que, na época, residia em Porto Alegre e que muito contribuiu com o Centro Social na Gestão de Wanda Lemos. A “Noite Brasileira”, por exemplo, foi um dos tantos eventos promovidos pelo Advogado e que gerou grande retorno para o Centro Social, nessa época. Há um tempo para tudo na vida. E, segundo Wanda Lemos, esse foi um tempo de muita luta e de muito trabalho, mas a causa era nobre e isso ninguém pode negar. Por isso, esse foi um tempo, acima de tudo, muito gratificante e de profundo aprendizado, não somente para as centenas de crianças e adolescentes que cresceram em valores, que aprenderam a ter esperança em um mundo melhor, mas também e, principalmente, para quem teve a oportunidade de fazer parte de suas histórias.

Wanda Fleck de Lemos atuou, também, anos depois, como Presidente Adjunta da Creche D. Cotinha, a qual recebeu esta denominação como uma sugestão sua, uma vez que muito a admirava pelo seu espírito de doação e companheirismo. “Cotinha”, este era o carinhoso apelido de Maria Helena Canfield. Esta Creche, na época, era vinculada à Associação Beneficente Santo Antônio.

Lédia Maria Vargas Pimenta Gestão 1981-1982 Em 30 de março de 1981 eu fui eleita Presidente do Centro Social. A Presidente Honorária era Dona Doralice Guimarães. A 1ª Vice era Dona Elcy Cullau Moreira e a 2ª Dora Reginatto Fernandes. A 1ª Secretária era a Dejane Lorenzi e a 2ª, a Suzana Tatit Menegassi. As Tesoureiras eram: a 1ª, Shirlei Figueira e a 2ª, Salete Vargas. Maria Helena Krebs era a Oradora. Não lembro o nome dos participantes do Conselho Fiscal Social. Iniciei minha gestão com uma homenagem póstuma à Dona Cotinha Canfield, que dedicou grande parte de sua vida ao menor carente. Minha Diretora do Centro Social foi a Odete Silva, mais tarde substituída pela Terezinha Militz. Ambas foram ótimas em suas funções. Além da Diretora do Centro Social, havia uma Secretária, quatro professoras, sendo uma para cada turno, uma auxiliar de cozinha, uma costureira, uma lavadeira e uma auxiliar de enfermagem.


RELATOS DAS PRESIDENTES O Centro Social era mantido com verbas estaduais e federais firmadas através de convênios. Havia a mensalidade dos sócios. A LBA mantinha as 50 crianças da Creche, para alimentação e vestuário, bem como cinco vagas para escolares de 7 a 14 anos. Outra fonte de dinheiro era o produto da tradicional Festa de Santo Antônio que rendia uma apreciável importância. Para a Creche Dona Doralice, em casa separada, havia uma cozinheira, uma professora e uma atendente. No Pavilhão havia um instrutor. A Quadra de Esporte foi concluída. Fizemos o calçamento da Creche, reforma de tanque e assoalho da mesma, bem como a sua pintura externa e reforma de armários para roupa. Fizemos o plantio de grama ao redor da Quadra. Fizemos uma seguro do prédio no valor de 8 milhões no Banco Sul Brasileiro. Havia a Festa das Mães, com chá e tortas doadas pela comunidade. Procedemos a inauguração e implementação de um novo núcleo, a Creche Dona Cotinha; o treinamento e seleção de pessoal e confeccionamos vestuários. Fizemos levantamento de clientela, matrículas e organização geral. Houve uma excursão-prêmio aos alunos mais destacados na melhora de atitudes. Durante nossa gestão houve a visita de uma Comissão da Tv Gaúcha à Creche Dona Cotinha e Centro Social. Dia 27 de março, encerramos o período com um coquetel na Boate do Clube Félix da Cunha. Tivemos sempre a cooperação da Prefeitura e das Cooperativas Tritícola

e de Carnes pela manutenção dos funcionários para Creche Dona Cotinha e o trabalho de Wanda Lemos e Suzana Menegassi na implantação da mesma. Eu considero que nossa gestão contribuiu perfeitamente para boa manutenção do nosso querido Centro Social e soube manter o amor às crianças do Centro Social. Devo isso ao maravilhoso espírito de doação da Diretoria e funcionários naquele período. É o que posso dizer de memória. Muito Obrigada. Lédia Maria Vargas Pimenta

Myrian Waihrich Queiroz Gestão 1982-1983 Em 31 de março de 1982, a Presidente de Honra do Centro Social era Dona Doralice Guimarães. Eu, Myrian Waihrich Queiroz, fui eleita a Presidente do Centro Social nessa data. A 1ª Vice-Presidente era minha irmã, Anita Waihrich Bañolas; a 2ª Marlene Mascarenhas: a 1ª Secretária, Ieda Romagna Lopes; a 2ª Ligia Gössling, a 1ª tesoureira Shirley Figueira, a 2ª Eloá Bevilacqua e a Oradora era Sônia Suzana de Campos Abreu. Ótimas e atuantes companheiras de Diretoria. Não lembro os nomes dos conselheiros que havia naquele ano. Para distribuir as tarefas havia uma Diretora Interna da Creche Dona Cotinha, especificamente para administrarem a mesma: Presidente: Wanda Fleck de Lemos, Vice Dejane Lourenzi, 1ª Secretária

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RELATOS DAS PRESIDENTES Mavys Bastos Costa e a 2ª, Maria Helena Zasso Krebs. Colaboradoras: Ignez Ribas, Salete Vargas, Julia Teixeira, Jussara Finamor e Suzana Menegassi. A Diretora do Centro Social era a Therezinha Militz, quem me representava nos momentos necessários. Lembro do momento emocionante de minha vida primeira reunião: a Therezinha Militz leu um poema do Pe. André Carbonara que teve como fundo a falecida Suzana Menegassi ao violão. Foi uma reunião de confraternização com um chá e torta. As Colaboradoras foram ótimas com a cobrança das cadernetas de contribuição dos sócios do Centro. Lembro mais alguma coisa dessa maravilhosa equipe: a Diretora Executiva da Creche Dona Cotinha era a Marivone Varone dos Santos. Criamos o segundo núcleo do pré-escolar: a Creche Amor Perfeito, atendida pela Marília Lopes. Essas professoras foram a Porto Alegre para um estágio de treinamento, visando o perfeito atendimento às crianças em convênio com a Prefeitura Municipal e a 8ª Delegacia de Ensino de Santa Maria. A atendente da cozinha da Creche Dona Cotinha era remunerada pela Cooperativa Tritícola. A Diretora Marivone recebia 22 horas semanais remuneração da Prefeitura e o Centro Social completava as outras 22 horas necessárias. Havia um Clubinho de Assistência ao Menor, dirigido àquelas crianças que necessitavam de um atendimento especial de comportamento. Como a FEBEM oferecia 210

vagas, sobravam para o estabelecimento de outro Núcleo na Vila Santo Antônio, uma extensão do Centro Social que passou a beneficiar 302 crianças. Wanda Lemos iniciou uma arborização na Creche Dona Cotinha. O Dr. Getúlio de Barros Vargas prestava um elogiável atendimento. Foi muito aproveitado também o trabalho de um Grupo de Jovens da Escola Júlio Prates de Castilhos. O Diretor da Corsan foi visitar-nos e ficou impressionado com a organização do Centro Social e concedeu 30% de abatimento nas contas de água. A Cooperativa Tritícola nos fornecia de 15 em 15 dias uma bolsa de arroz, bem como mudas de árvores nativas e adubo. Melhoramos os produtos da nossa horta, que eram vendidos. Foram feitas as calçadas, a casa do risoto, reparo no telhado e a ampliação da padaria. O Centro chegou a beneficiar 316 crianças e Festa de Santo Antônio cobria 70% das despesas. Contratamos uma diarista para a Creche Dona Cotinha, para auxiliar de limpeza e lavagem de fraldas e roupas. Houve um belo trabalho do voluntariado dando catequese e orientação educacional aos jovens do Pavilhão. A Profª Arima dava duas horas semanais de orientação. Conseguimos dar 40% de aumento aos funcionários. Tia Dineva dava curso de coperagem e culinária. No Jubileu de Prata do G.E. Dolores Paulino, cujas crianças eram


RELATOS DAS PRESIDENTES atendidas pelo Centro Social, foi dada uma caneta folhada a ouro para a Diretora Berenice Messerschmidt. Ela era uma Diretora excelente. Doou anos de sua vida àquele colégio. Enfim, a nossa equipe desenvolveu um ótimo trabalho e, apesar de dias difíceis, conseguimos deixar para a próxima Diretoria, um bom saldo em caixa. É o que eu posso contar da minha gestão no Centro Social, essa casa que é o orgulho do todo o Castilhense. Agradecida pelo convite para que não se perca a história do Centro Social. Myriam Waihrich

Maria de Lourdes Mello Sonda Gestão 1984-1985 Durante sua gestão, Dinda coordenou a: - organização do almoxarifado com os produtos alimentícios e produtos de limpezas com fichas de controle de consumo e estoque; - implantação de uma horta no terreno do centro social, tornando as refeições mais saudáveis e economizando as compras no supermercado; - modernização da carpintaria, obteve junto ao  vizinho da antiga fábrica de móveis Lípolo de Santa Maria, grande quantidade de máquinas e equipamentos para conferir melhores condições aos cursos de marcenaria e carpintaria; - instalação de cursos de datilografia com equipamentos doados pelo Dr. Mário Chagas. Ao encerrar esta página quero aproveitar  a oportunidade para agradecer

a todos que e demonstraram o seu afeto e carinho por aquelas crianças que passaram, que serão o futuro do país. Maria de Lourdes de Mello Sonda (Dinda)

Maria Salles Vieira Gestão 1985-1992 Ensinar para a vida é abrir horizontes. Tarefa complicada que muitas senhoras se empenham em realizar quando decidem assumir o Centro Social. Apesar das dificuldades, muitos são os aspectos positivos da trajetória percorrida, alegres são os momentos das boas lembranças de nossa vida com as crianças. É muito difícil para mim, após tanto tempo, contar tudo o que aconteceu durante cerca de sete anos que dirigi o nosso Centro Social. No entanto o faço com o maior prazer e com muito orgulho também. Eu tenho consciência que muito pouco, ou quase nada, realizei sozinha. O Centro Social deve à Diretoria que mencionarei abaixo, às suas Diretoras, aos funcionários, aos professores, aos Prefeitos, ao Rotary Clube e Casa da Amizade e, principalmente à generosa Comunidade Castilhense, a manutenção de nossa entidade durante a minha gestão. Foram sete anos de buscas constantes de soluções para manter esta instituição que orgulha a nossa cidade e dignifica o homem castilhense. Sempre com verbas reduzidas vindas do Estado, mas com as melhores doações do nosso povo, tanto particulares como através das

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RELATOS DAS PRESIDENTES tradicionais Festas de Santo Antônio foi que levamos nossa missão a bom termo. Ressaltamos o apoio inestimável do Prefeito Romeu Martins Ribeiro e Dr. José Antônio Razia que nunca estiveram ausentes nos momentos mais angustiosos. Sei que vencemos e aí está justificado o orgulho com que ofereço este resumo para a publicação a que se refere o ofício que recebemos da atual direção do Centro Social: Em 16 de agosto de 1985, a Sra. Jalva Saenger Rosa pediu demissão e, cumprindo os estatutos da Sociedade Beneficente Santo Antônio tive, como 1ª Vice-Presidente, de assumir a presidência da mesma. Em 30 do mesmo mês, o Conselho Fiscal reunido em minha residência, resolveu que para dar andamento aos projetos existentes e continuação aos trabalhos iniciados eu, com os demais membros daquela Diretoria, deveria continuar atuando por um ano. A Diretoria em 1985 ficou assim constituída: Presidentes de Honra: Doralice Guimarães, Miriam Linck Waihrich e Antonina Mascarenhas Presidente: eu, Maria Vieira Salles 1ª Vice-Presidente, nomeada por mim: Elba Dutra Bay 2° Vice-Presidente: Tereza Onófrio Oliveira 1ª Secretária: Rosa Júlia Scherer 2ª Secretaria: Claudete Lopes 1ª Tesoureira: Izeulde Scherer e 2ª Tesoureira: Moema Tonetto Leal

Existiam ainda os conselhos Fiscal e Social com inúmeras pessoas de nossa sociedade, sendo essa mesma Diretoria reeleita outras vezes. Naquela época, a Creche Dona

Cotinha era dirigida pela Profª Mara Manzoni Vielmo. A Diretora do Centro Social era Marlene Chaiser Schroeder e, além delas, trabalhavam lá o Prof. Jueli e Lígia Campos, como Psicóloga. Inicialmente foram feitas visitas nas vilas do Lagoão, Pró-Morar, Castelo Branco e Pedreira onde viviam crianças carentes ausentes no Centro Social. Em conseqüência disso fundamos os Clubes de Mães nessas vilas, que iniciaram confeccionando colchões, acolchoados, etc. Oferecíamos chá com bolo para estimular suas presenças, aprender novos trabalhos e acompanhar mais de perto a vida de seus filhos. O Centro Social atendia naquele tempo em média 165 menores por mês, de 7 a 14 anos. O Núcleo Profissionalizante, com 15 menores de 14 a 18. A Creche Amor Perfeito, 70, de zero a 6 anos. O Núcleo Santo Antônio (da Escola Mauá), 80 menores de 7 a 14 anos. E o Núcleo do Pica-pau (EE. Theodoro Ribas Salles e Vila Santa Isabel) 30 menores de 7 a l4 anos. Eram desenvolvidas várias atividades como: treinamento e encontros para os professores e funcionários. E, para menores: Educação, Recreação e Segurança Afetiva tanto a eles como à sua família). Construímos os fornos dentro de casa e as churrasqueiras de fora. Foram colocadas grades de ferro no Pavilhão e Capela para evitar quebra de vidros e consertadas várias janelas. E sempre se comprou abrigos para todas as crianças. Contratou-se uma Professora de Educação Física e um profissional para a Marcenaria. Desenvolveu-se a horticultura no próprio Centro. Criamos


RELATOS DAS PRESIDENTES vários cursos, como o de criador de aves, o de culinária e o de reciclagem de materiais. Procuramos, também, cuidar da saúde dos beneficiados. Conseguimos, semanalmente, o atendimento odontológico por dois profissionais. Mais de 100 menores, de 10 em 10, foram atendidos gratuitamente pelo oculista, Dr. Antoninho Noal. Que Deus o tenha em sua glória! Sendo o transporte de ônibus oferecido pela Empresa. Quatro crianças tinham problemas de locomoção e foram solucionados pelo Dr. Ernani d´Angeli. Um deles, atropelado pelo trem, havia perdido uma perna. Para este, com criatividade, foi executada, em nossa marcenaria uma perna de madeira, com tênis, que, protegida com panos era adaptada à coxa e atada na cintura, permitindo que ele conseguisse caminhar. Mais tarde, conseguimos para ele, também uma cadeira de rodas. A perna mecânica só estava indicada depois dos 21 anos. Mas nem só de alegria viveu o Centro Social durante o meu tempo. Não posso deixar de narrar um fato muito triste acontecido com uma de nossas crianças. Após uma Festa de Santo Antônio, fazendo a formatura dos menores uniformizados, notamos a falta de apenas um deles, com 6 anos de idade. Fomos até a casa onde vivia com seus irmãos e vimos que ele estava com queimaduras da cabeça aos pés, principalmente no rosto e pernas. Sozinho e com fome, ele fora fazer um açúcar queimado e aconteceu o acidente. Some-se o fato de que sua mãe havia sido assassinada pelo pai e sinta-se a tragédia da vida dessa pobre criança. Ele se recusou absolutamente de

entrar no Hospital, pois lá vira sua mãe sem vida e, chorando, tivemos de leválo à nossa casa para que uma enfermeira procedesse diariamente ao tratamento adequado. Durante o inverno, lá ficou por dez dias, em frente à lareira até recuperarse e voltar à família que o adotou. Casado com uma professora, ele é muito reconhecido pelo que o Centro Social fez por ele. Mas, voltemos à alegria. Durante minha gestão conseguimos que o Pe. Lauro Trevisan nos recebesse gratuitamente no Balneário Oásis de Itaara. Lá foram todos os maiores, em dois ônibus pagos pela Prefeitura, num inesquecível piquenique que durou todo o dia. Para melhorar a integração com a Presidente, Diretoria e funcionários, organizamos uma festa de aniversário para 150 crianças e serventes e a formatura de duas turmas do Curso de Manicure, onde houve uma exposição dos trabalhos feitos pelas crianças da Casa: restauração de bonecas, acolchoados, tricô e trabalhos com sucata. A Creche Amor Perfeito (hoje Dona Doralice), funcionava provisoriamente dentro do Centro Social quando atendia, em 1988, 146 crianças de zero a 6 anos. A construção de uma sede própria já iniciada estava parada e, com muito esforço, conseguimos concluí-la e mobiliá-la, sendo transferida para o local onde hoje está. Nos últimos anos de minha gestão, a Prefeitura mantinha, por convênio, cerca de 50 funcionários cedidos ao Centro Social e mantínhamos convênios também com a LBA e a FEBEM. Marivone Varone dos Santos foi também uma das ótimas Diretoras

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RELATOS DAS PRESIDENTES que governou o Centro Social no fim da minha gestão. Enfim, em 8 de abril de 1992, após cerca de 7 anos, passamos a presidência para Iêda Romagna Lopes. Pessoalmente, não me envaidecem títulos, mas tenho de agradecer e citar estes gestos de reconhecimento da comunidade castilhense a um trabalho que não foi só meu, mas principalmente da maravilhosa Diretoria e componentes de minha equipe de 85 a 92: Cidadã Honorária de Júlio de Castilhos, pelo Poder Público; Troféu Mulher pelo Rotary e Casa da Amizade; Troféu Mulher de Valor pela Câmara Municipal e Menção Honrosa pela Sociedade Beneficente Santo Antônio. Lamento não poder ter feito mais pelos menores carentes de nossa terra, mas fiz o que pude, envidando o melhor de meus esforços para manter a saúde e o bem estar daqueles menores e dedicandolhes atenção e carinho constantemente durante todos aqueles memoráveis anos que lá estive. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa, mas a precariedade das palavras não me permite traduzir. É o amor e a paixão que tenho pelo nosso querido Centro Social. Obrigada Centro Social por fazer parte da minha vida tão sofrida, mas através do convívio de sete anos, lutei, levantei a cabeça e hoje agradeço a Deus pela rica experiência vivenciada. “A alegria é como uma pérola bem rara e preciosa, todos a procuram e poucos a encontram. A fonte da alegria esta dentro de nós, no íntimo de nosso ser.” Muito obrigada, Maria Vieira Salles

Evelise Biavaschi Gestão 1994-1995 A riqueza de partilhar

Memórias. Falar sobre nossas memórias é sempre falar com o coração. Escrever sobre elas apresenta-se como um desafio. Ao aceitar o desafio espero estar contribuindo para a preservação da história do nosso querido “Centro Social”. Minha ligação com a Sociedade Beneficente Santo Antônio (SBSA) iniciou-se no ano de 1993, quando meu marido e eu aceitamos ser festeiros da tradicional Festa de Santo Antônio. Fiquei encantada com o que conheci. Descobri o importante trabalho realizado pela entidade com as crianças das comunidades em que atuava. Foi grande a satisfação em poder participar e dar nossa contribuição. Na primavera do ano seguinte recebi, entre surpresa e assustada, uma visita e um convite. Iêda Lopes e Maria Cristina Pereira eram as visitantes e o convite era para assumir a presidência da SBSA. Meu primeiro pensamento foi que eu não poderia recusar. Senti que era impossível dizer não para aquela causa. Apesar do medo de não estar qualificada para a tarefa, participar como voluntária em projetos assistenciais era um desejo antigo. O convite foi aceito e o próximo passo foi montar a nova diretoria. Em 28 de outubro de 1994 tomamos posse. Assumiram como vice-presidentes Martha Lemos e Maria Leonor Mascarenhas, como tesoureiras Cláudia Dalcin e Luciane Nietsche, na qualidade


RELATOS DAS PRESIDENTES de secretárias Dulce Rubin e Ana Alzira Staub. Naquele ano o Brasil passava ainda por muitas turbulências, resquícios do impedimento do presidente Collor. O ano de 1994 foi marcado pela inoperância das medidas previstas na Lei Orgânica da Assistência Social. (LOAS), fato que afetou diretamente na condução da SBSA. A extinta Fundação Legião Brasileira de Assistência (LBA) passava por investigações de desvios e irregularidades. As verbas não chegavam e a situação financeira da SBSA era preocupante. Nos mobilizamos, mobilizamos a comunidade, fizemos parcerias e recebemos donativos de pessoas, de clubes, de instituições, de empresas. Contamos com o apoio das diretoras, dos professores e dos funcionários das creches e do Centro Social, enfrentamos as dificuldades juntos e conseguimos manter o atendimento das nossas crianças nas três casas. Ao final da minha gestão, em novembro de 1995, reassumiu como presidente a Iêda Lopes. Fui convidada por ela a permanecer na diretoria como vice-presidente. Nos anos seguintes continuei fazendo parte da diretoria, ora como membro do conselho, ora como secretária, até o ano de 2004. Assim como eu, outras presidentes aceitaram o desafio e emprestaram suas habilidades, dedicaram seu tempo, e entregaram seu amor à causa da criança e desta entidade. Estou certa de que em seus corações ainda permanece a alegria das lembranças, não importando o tempo passado, pois esta é uma experiência da qual não se sai “imune”, ficamos contagiados e nunca mais poderemos

esquecer. Descobrimos a riqueza que existe no partilhar. Agradeço a Iêda que me presenteou com um convite e a oportunidade de fazer parte deste lindo trabalho, em prol das crianças da nossa cidade. Aos amigos e companheiros de gestão, com quem tive o privilégio de conviver, Cláudia Dalcin, Ana Staub, Dulce Rubin, Maria Leonor Mascarenhas, Martha Lemos, Ildo e Luciane Nietsche, a eles minha estima e gratidão. Agradecimento especial às diretoras, Margarete Marques, Suzana Senne, Loreni Filipin e Carmem Salles, aos professores e funcionários, ao Sr. Didi Langone, ao Sr. Oswaldo Borges, a tia Carmem, Carmelina Soares da Silva, ao Zéca e a Neli Zasso. Não poderia finalizar de outra forma a não ser dando graças ao nosso querido padroeiro Santo Antônio.

Evelise F. Biavaschi

Iêda Teresinha Romagna Lopes Gestão 1992-1994 Gestão 1995-2002 A Felicidade está ligada a pequenos prazeres. O que nos faz gostar de uma coisa é que esta por trás dela, suma ESSÊNCIA. Então eu estou feliz em poder falar sobre o período que estive participando da vida da Associação Beneficente Santo Antônio. “As crianças são pequenos profetas que nos convocam a solidariedade e à fraternidade”, diz Leonardo Boff. A criança derruba a dureza de nossos corações pela simples força de sua ternura.

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RELATOS DAS PRESIDENTES Estive na presidência da Diretoria da Entidade durante praticamente dez anos. Assumi em março de 1992 e fui reeleita até o ano de 1995. Em 1995 assumiu como presidente Evelise Biavaschi, e eu continuei na diretoria. Na eleição de 1996 assumi novamente e permaneci até 2002, quando assumiu nova diretoria presidida por Vera Quevedo. O que posso dizer desses anos? Foram maravilhosos. Eu aprendi a viver no convívio com as crianças. Minha fé até então era pequena. Mas, Santo Antônio com seu exemplo de vida amoleceu meu coração. Aos poucos foi crescendo minha fé em Santo Antônio e o meu amor pelas crianças. Conseguimos com a permissão do Padre Arnaldo Pivoto que se realizassem todas as primeiras terçasfeiras de cada mês uma missa na Capela de Santo Antônio, anexa à Entidade com distribuição de pães abençoados para os presentes na Santa Missa. Organizamos momentos de recolhimento de oração de profunda concentração, momentos preciosos onde tentamos escutar o coração, sentir o corpo e os desejos. Esses momentos auxiliam a fala com Deus. Notamos que após, as raivas e ódios tornavam-se menores. As crianças na sua vida diária são comumente submetidas a situações de violência, agressão, tristeza, carência e abandono. Quando elas estão valorizadas e sentem-se menos abandonadas, mais valorizadas. O carinho alimenta. Na nossa administração de 1992 até 2002 a Sociedade Beneficente Santo Antônio era mantenedora de três casas: a creche Dona Cotinha com cem crianças, a Creche Dona Doralice com

cem crianças e o Centro Social com cem crianças. As Creches recebiam e atendiam as crianças de zero a seis anos de idade e o Centro Social crianças de seis a 14 anos de idade. Cabe aqui ressaltar que eu nunca trabalhei sozinha que sempre tive ao meu lado trabalhando até mais do que eu as professoras, funcionárias das três casas, suas diretoras e a diretoria que se fizeram presente sempre. Contamos sempre com o apoio da comunidade Castilhense. O meu agradecimento a todos. São Francisco de Assis, Santo Antônio, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce despertaram energias escondidas em nos para que façamos a nossa parte e engrossemos essa procissão fraterna que nos resgata o Sentido Verdadeiro de Viver, não como degradados filhos de Eva, mas como Filhos da Alegria e das Bem-Aventuranças, pois a Vida é uma grande celebração da qual todos tem direito de desfrutar. Iêda Teresinha Romagna Lopes

Vera Maria dos Santos Quevedo

Gestão 2002-2008 Assumimos a diretoria da Sociedade Beneficente Santo Antônio, mantenedora na época, do Centro Social Santo Antônio, da Creche Dona Doralice e da Creche Dona Cotinha. Já quando assumimos estava decidido que a Creche Dona Cotinha seria entregue ao município a partir do dia primeiro de janeiro de 2003, pois a mesma


RELATOS DAS PRESIDENTES sempre pertenceu a este município, porém era administrada pela Entidade e assim foi feito. A partir de março de 2003 realmente começamos a tomar algumas providências, necessárias a nosso ver, para melhoria do andamento das atividades das casas de atendimento às crianças, pois, sendo um patrimônio muito grande de vez em quando necessita de reparos. Realizamos reforma nas abas do prédio do Centro Social, troca de pisos e pintura em algumas dependências mais necessárias, sendo utilizados recursos deixados pela Presidente anterior, Professora Iêda. Em seguida tomamos as providências com vistas à realização da tradicional Festa Beneficente da entidade e assim, ano a ano, sempre no mês de junho, continuamos a realizá-la com o apoio dos funcionários, professores, diretoria e festeiros. Gostaríamos de ressaltar a importância da contribuição de nossa fantástica comunidade, tanto nas doações, no trabalho voluntário, no companheirismo, enfim na união pela causa da criança carente de nossa comunidade a quem jamais poderemos agradecer à altura pela bondade, desprendimento, pelo trabalho realizado. Fizemos também ao longo do período de seis anos em que estivemos à frente da diretoria da Entidade, sempre procurando cuidar da manutenção da mesma, como adquirir equipamentos necessários para o melhor andamento das atividades das mesmas, como aparelhos de som para as duas casas, reformas na Creche Dona Doralice, solicitadas pelo Conselho Estadual de Educação,

para a transformação da mesma em Escola de Educação Infantil. Para tanto, adaptamos os banheiros, construímos rampas de acesso, cortinas para todas as salas e algumas pinturas internas, além de substituição de fogão industrial, freezer, mesas e bancos de fórmica para o refeitório, etc. Ainda em nossa gestão ativamos o funcionamento da horta para, desta forma, além de aproveitar o espaço físico e reduzir a despesa com verduras, tão importantes na alimentação das crianças. Reformamos a padaria, os portões, colocamos portas de grades de ferro para dificultar os arrombamentos que eram freqüentes, mandamos fazer móveis também para o refeitório do Centro Social, assim como retocamos a pintura externa e fizemos por três vezes reparos no telhado do mesmo. Adquirimos computador, impressora e demais equipamentos de informática para a secretaria. Plantamos mais mudas de árvores frutíferas, adquirimos um forno a gás para a padaria e reformamos por duas vezes os fornos à lenha, assim como os fogões à lenha da cozinha e das dependências dos trabalhos nas festas; assim como adquirimos tantos outros utensílios que é quase impossível enumerá-los. Ao longo de nossa estada à frente da diretoria sempre procuramos cuidar da parte pedagógica, especialmente da Escola Dona Doralice, pois já não era mais somente uma Creche e sim uma “Escola”, além de manter o material necessário aos alunos e professores que realizavam Reforço Escolar no Centro Social com as crianças maiores.

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RELATOS DAS PRESIDENTES

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Nesse longo período de gestão tivemos a felicidade de coordenar a comemoração dos 60 anos da Entidade com a presença de Convidados, Autoridades e Forças Vivas de nossa cidade o que foi muito marcante. Ano a ano, durante o período em que estivemos na Presidência da Entidade sempre procuramos ser presença, dar apoio total e irrestrito à Diretora Professora Salete Salles Rubin, que foi um elemento incansável que se dedicou de corpo e alma a todos que freqüentavam aquelas casas a quem devo louvores pela seriedade com que assumiu o referido cargo e a todos os funcionários e professores, aos membros das diretorias, aos voluntários que sempre lembravam dos pequenos necessitados de manutenção, amor e carinho, enfim, aquele grupo durante o tempo em que lá estive sempre formou uma verdadeira família. Encerrando esse relato generalizado de nossa gestão, deixo meus agradecimentos a todos que me acompanharam com boa vontade, sinceridade, desprendimento, às autoridades municipais e à comunidade que nunca me disse um “não”, quando era procurada para suprir alguma necessidade da Associação Beneficente Santo Antônio. Muito Obrigada pela oportunidade de tentar dar o melhor de mim pelas crianças carentes de nossa querida Júlio de Castilhos. Vera Maria dos Santos Quevedo 27/06/2011

Mara Regina Portela Zanon Gestão 2008-2011 Inicio meu relato apresentando aqueles que me acompanham/acompanharam na minha jornada, pois sem a contribuição deles, seria impossível a realização do trabalho. Presidente de honra: Myrian Linck Waihrich Presidente: Mara Regina Portela Zanon (30/out/08 – 30/out/09) 1° Vice-presidente: Ana Lúcia Gomes Chaiser 2° Vice-presidente: Salete Cadó Waihrich 1° Secretária: Cenira Ana Zanon de Souza 2° Secretária: Mariliana Lopes Marques 1° Tesoureira: Olga Sartóri Bonini 2° Tesoureira: Osmilda Ceolin Salvagni Conselho fiscal: Vera Maria do Santos Quevedo, Paulo César Turra, Fátima Trevisan, Solange Salles Mello, Marina Aquino. Suplentes: Odete Trevisan, Neiva Bertagnolli, Sonia Barros, Élia Fumagalli de Lima Conselho social: Altair Fumagalli e esposa, Haroldo Salles e esposa, Joeli Rigo e esposa, Álvaro Guimarães e esposa, Domingos Ruviaro e esposa, José Luiz Rubin e esposa, Jardeli Neves e esposa, Paulo Geovani Pippi e esposa, Ricardo Romagna e esposa, Pedro Pinheiro e esposa, Carlos Rubins e esposa. Presidente de honra: Myrian Linck Waihrich Presidente: Mara Regina Portela Zanon (30/out/09 – 03/nov/10) 1° Vice-presidente: Fátima Trevisan 2° Vice-presidente: Salete Cadó Waihrich 1° Secretária: Cenira Ana Zanon de Souza 2° Secretária: Mariliana Lopes Marques 1° Tesoureira: Olga Sartóri Bonini 2° Tesoureira: Osmilda Ceolin Salvagni Conselho fiscal: Oli Facco, Paulo César Turra, Marina Aquino, Élia Fumagalli de Lima


RELATOS DAS PRESIDENTES Suplentes: Odete Trevisan, Albertina Pinheiro, Solange Salles Mello Conselho social: Altair Fumagalli e esposa, Joeli Rigo e esposa, Álvaro Guimarães e esposa, José Luiz Rubin e esposa, Jardeli Neves e esposa, Paulo Geovani Pippi e esposa, Ricardo Romagna e esposa, Carlos Rubin e esposa. Presidente de honra: Myrian Linck Waihrich (03/nov/10 – 29/jul/11) Presidente: Mara Regina Portela Zanon 1° Vice-presidente: Fátima Trevisan 2° Vice-presidente: Salete Cadó Waihrich 1° Secretária: Mariliana Lopes Marques 2° Secretária: Cenira Ana Zanon de Souza 1° Tesoureira: Olga Sartóri Bonini 2° Tesoureira: Osmilda Ceolin Salvagni Conselho fiscal: Maria Elaine Carloto Fruett, Élia Fumagalli de Lima, Joeli e Maria do Carmo Rigo, Marina Aquino, Altair Fumgalli, Giovani e Eliane Pippi Suplentes: César Galera e esposa, Danilo e esposa, Aristóteles e esposa, Odete Trevisan. Conselho social: Altair Fumagalli e esposa, Joeli Rigo e esposa, Álvaro Guimarães e esposa, José Luiz Rubin e esposa, Jardeli Neves e esposa, Paulo Geovani Pippie esposa, Ricardo Romagna e esposa.

Quando, corajosamente, assumi a presidência desta entidade para dar continuidade às atividades desempenhadas pelos que a honraram ao longo desses anos, senti que seria o momento de doação ao próximo e à sociedade. Entreguei-me sem medir esforços e, movida apenas pelo sentimento fraterno, não me dava conta da proporção de responsabilidade e dos desafios que seguiriam. Confiante no Patrono Santo Antônio, pedi sua interseção por acreditar que Jesus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos no projeto que tem para cada um de nós. Com o

apoio da sociedade e fé em Deus, dei prosseguimento às atividades que me competia na gestão desta entidade. Com a meta de ir além do assistencialismo e proporcionar o melhor para as crianças e adolescentes, com projetos educativos, atendimento diferenciado com profissionais especializados para envolver também os pais e na busca de recursos junto aos órgãos competentes e afins. Em muitos empreendimentos logramos êxito em outros ficou a promessa para o futuro. Em 2009 contei com o auxílio de Salete Rubin na direção da Entidade. No ano de 2010 foi a vez de aproveitarmos parte dos recursos que tínhamos em caixa para atender as necessidades urgentes de condições precárias da parte de alvenaria que comprometiam a segurança dos que ali se encontravam. Com recursos insuficientes, recorremos a quem desejasse ajudar. Então solicitei auxílio ao deputado Paulo Pimenta, que conseguiu recursos federais. Contudo, não foi nada fácil pelos entraves burocráticos que não permitem destinação de verbas públicas para instituições particulares. A instituição conta com o apoio do poder público municipal, através de um convênio interno que mantém a folha de pagamento dos funcionários. Para partilharmos a responsabilidade de manutenção realizamos várias reuniões com a nossa diretoria e segmentos da sociedade, para em Assembléia decidirmos o futuro da Escola de Educação Infantil Dona Doralice. O que ficou estabelecido no dia 21 de fevereiro de 2010 em ato oficial e solene no gabinete do Prefeito, Sr. João Vestena. Compareceram a Primeira Dama Sra. Nair Vestena, Sra. Myrian Linck Waihrich, Professora e Secretaria da Educação e Cultura Jussara Canfield Finamor, Vice-Prefeita Sra. Vera Dalcin,

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RELATOS DAS PRESIDENTES Presidente da Câmara de Vereadores Sr. Paulo Turra, Secretário da Fazenda Sr. Antônio Gonçalves Bezerra, o Procurador Jurídico do Município Sr. Adílio Ribeiro, Presidente do Conselho Municipal de Educação Lusecler Dalla Nona, Diretora da E.E.I. Dona Doralice Suzana Mello, em que foi assinada a escritura e a mesma passou a ser de total responsabilidade do município, dando a ela o apoio para acolher as crianças oriundas da comunidade. Contamos com o respaldo da presidente de honra, Sra. Mirian Linck Waihrich, que sempre nos ensina com seu testemunho de generosidade que transcende da sua dedicação a essa casa por muitas décadas. No ano de 2010 a Diretora foi a professora Nilza Vieira de Alcântara, que deixou suas marcas de competência administrativa e testemunho de amor ao próximo. Atualmente, a diretora é a Zuleica Pereira, que com esforço e dedicação se propõe a dar continuidade as que lhe antecederam. As obras realizadas no período da minha gestão, de forma sucinta posso dizer: reboco, contra piso, piso da churrasqueira, balcões do açougue, revestimento da armação, calhas, abas, pinturas, restauração do salão baixo, construção de um banheiro, restauração de alguns móveis, forro de PVC no salão de entrada e cozinha, que está aberto para visitação nos horários de funcionamento ou previamente agendado na instituição. Entre as melhorias, encontra-se a colocação de piso em cinco salas, construção de muro com portão de ferro, restauração da parede externa do prédio, com pintura externa e interna das aberturas e do muro, a reformulação do Estatuto da Sociedade Beneficente Santo Antônio para a adequação ao

atual Código Civil Brasileiro, e passou a chamar-se Associação Beneficente Santo Antônio, sob acessória jurídica do Dr. Adílio Ribeiro, agilização do testamento de Carmelina Soares da Silva junto ao Dr. Elton Engres. O Centro Social atualmente acolhe 107 crianças em turno inverso a escola. É servido café da manhã, lanche manhã e tarde, almoço e janta. É desenvolvido um projeto de dança e esporte, pinturas, revitalização da horta, o projeto Cultivando Saberes, embelezamento do pátio, apoio pedagógico com o projeto Reforço Escolar, projeto Reciclagem, jardinagem com o projeto Aprender a Semear, cultivar e cuidar das flores e oficinas de artesanatos (bordados, pinturas, etc.). O zelo pela educação, desenvolvimento humano e intelectual das crianças é buscado de maneira intensa e com a comunidade. Realiza-se atividade religiosa católica com respeito às outras religiões, por ser o padroeiro da casa um santo venerado pela igreja católica, “Santo Antônio”, com missas todas as primeiras terças-feiras do mês dedicada a essa devoção, às 18h e no segundo domingo, às 8h da manhã. Pensamos que com essas metas possamos atingir os fins da Associação. Obrigada a todos que contribuíram no meu aprendizado durante este período em que estive presidente desta honrosa Entidade. Espero, com toda sinceridade, ter contribuído na emancipação de pessoas e auxiliado na construção da cidadania. Mara Regina Portela Zanon


SOBRE SANTO ANTÔNIO “Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós.” (Santo Antônio)

Nesta seção temos contribuições do padre Joselino Serafini, da Irmã Elaine de Paula e da senhora Edith Mello Souza, afilhada de Santo Antônio.

Por: Padre Joselino Serafini Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal em 1195. Por isso, os portugueses o chamam de Santo Antônio de Lisboa. Santo Antônio, já como sacerdote, mudou-se para Itália, onde trabalhou como grande pregador. Morreu em Pádua em 13 de junho de 1231, com 64 anos de idade. Está sepultado em Pádua, na Basílica que leva seu nome. Por isso, os italianos o invocam com o nome de Santo Antônio de Pádua. Em Portugal ele havia entrado na Ordem dos Cônegos de Santo Agostinho em Coimbra, onde foi ordenado Sacerdote.

Sentindo forte vocação de ser missionário, e conhecendo Frades Menores de São Francisco de Assis, que vieram trabalhar em Portugal, transferiuse para essa Ordem e foi enviado a trabalhar em Marrocos, na África. Por um capricho da Providência, Deus levou-o a encontrar-se com São Francisco em Assis, na Itália. Fixouse depois em Pádua, de onde percorreu a Itália com suas pregações muito concorridas. Santo Antônio de Lisboa – rogai por nós! Santo Antônio de Pádua – rogai por nós!


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SOBRE SANTO ANTÔNIO

Por: Edith Mello Souza Eu, Edith Mello Souza, sou muito devota de Santo Antônio. Vou explicar: desde criança, sempre ouvi minha mãe dizer que Santo Antônio era meu padrinho. Tinha eu apenas dois meses de vida e morávamos lá fora, na casa do meu avô José. Minha mãe deixou uma tia, irmã do meu pai, me cuidando. Eu estava dormindo, mas tinha coqueluche e me afogava fácil, porque era muito novinha. A minha avó materna estava nos visitando e tinha também a outra avó que era dona da casa. A tia foi no quarto me ver e saiu gritando, eu estava quase sem vida. Uma das minhas avós me pegou no colo e disse: “se esta menina se salvar, Santo Antônio vai ser padrinho dela”. A outra avó chupou no meu nariz, e eu voltei a respirar, recuperei a cor normal e deram jeito de eu ser batizada, pois como morávamos para fora, ainda não era batizada. Trataram de arrumar os padrinhos para realizar o batismo. Um tio representou o Santo, mas o nome que ficou no registro do batismo foi o de Santo Antônio. Sempre ouvi esta história, considero o Santo Antônio como meu padrinho. Sou devota de coração, recebo sempre muitas graças até hoje.

Por: Irmã Elaine de Paula Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio) nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados. A profundidade dos textos doutrinários de Santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.


O CENTRO SOCIAL HOJE “Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo.” (Santo Antônio) Por: Taís Portela Zanon, acadêmica do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa A Associação Beneficente Santo Antônio, conhecida também por Centro Social, foi fundada em 1974. Desde então, seu maior objetivo é dar assistência às crianças carentes de nossa sociedade. Hoje, o Centro Social acolhe aproximadamente 90 crianças de 7 a 14 anos, no turno inverso a escola. Conta com doze funcionários em convênio com a Prefeitura Municipal de Júlio de Castilhos. São oferecidas às crianças cinco refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço, lanche e janta. As crianças são beneficiadas com oficinas, dadas pelos funcionários do Centro. São projetos de artesanatos em geral, bordados e pinturas, no qual as crianças aprendem a fazer macramê, bordados em panos de pratos, pintura, tapetes de retalhos, que são vendidos na tradicional festa da Associação. Este projeto é comandado por Magda Silva Dias.

As atividades esportivas são realizadas pelo professor de educação física Cristian Batista. O professor trabalha com organização e com treinamento de equipes, das diferentes modalidades esportivas: atletismo, futsal, futebol de campo, e voleibol com os alunos. Cada professor é responsável por suas turmas em relação às peças teatrais. Os teatros são realizados durante algum evento promovido pelo Centro Social ou da comunidade. São repassados para as crianças valores cristãos e familiares, como o respeito, responsabilidade, amizade, companheirismo, dentre outros tão importantes para a construção da sua cidadania. As crianças podem dispor de vários ambientes dentro do Centro, como a ludoteca, com brinquedos e jogos, e a biblioteca com livros doados pela comunidade.


Ludoteca, equipada com os brinquedos comprados pela Entidade e doados pela comunidade.

Existe o ateliê de costura para voluntários ou funcionários da casa fazer alguma reforma necessária nas roupas doadas ou das que são utilizadas pelas crianças. Foi organizado um “brechó”, conforme imagem a seguir, onde são vendidas as roupas e calçados arrecadados por doações.


Com o passar dos anos, a estrutura do prédio foi sofrendo deteriorações, exigindo algumas reformas. Nesta gestão foram feitas pintura, manutenção de calhas, e refeita a instalação elétrica, pois a mesma era muito antiga, garantindo assim maior segurança às crianças e aos funcionários. É interessante dizer que na pintura recuperaram-se as cores originais da Entidade, o azul e o amarelo, que também estão presentes na bandeira. Também houve a revitalização da horta, atividade relacionada ao projeto “Cultivando Saberes”, onde os alunos cultivam e produzem. Com isso, diminuíramse gastos, pois o que é produzido na horta é consumido pelos alunos durante suas refeições no Centro Social. O projeto “Patrulha Ambiental” faz com que as crianças cuidem do embelezamento do pátio. É produzido pelos alunos um boneco ecológico e plantações de sementes de flores nos pneus da frente da entidade.

Os bonecos ecológicos feitos pelas crianças no Projeto Patrulha Ambiental. Existe também o projeto “Reforço Escolar”, que presta apoio pedagógico aos alunos que encontram dificuldades escolares. As crianças são auxiliadas nas tarefas de casa, e recebem reforço nas matérias nas quais encontram maior dificuldade. O projeto “A Maravilha da Reciclagem”, incentiva as crianças a reciclar. São confeccionadas cadeiras, pufs, brinquedos, porta papel higiênico, dentre outros objetos com materiais recicláveis. A produção é vendida no Artesanato da Entidade, principalmente no período que antecede a principal Festa do Centro Social.

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O projeto de “Dança”, coordenado pela professora de dança Lia Mello, é mais voltado para o Ballet, a pedido das meninas, porém desenvolve-se para os meninos o Street Dance. As apresentações são realizadas em eventos promovidos pela comunidade e pela Entidade. As imagens desta página foram feitas durante apresentaçãodos alunos da oficina de dança na 20° Feira do Livro de Júlio de Castilhos.


Dentro do projeto “Brincando Também se Aprende”, realiza-se em grupo ou individual um trabalho entre professor e alunos. A proposta recai na construção do conhecimento a partir dos acontecimentos do dia-a-dia, lendo, escrevendo, contando e realizando operações, buscando entender e interpretar a realidade. Há também uma participação intensa da comunidade dentro da Associação Beneficente Santo Antônio. A festa, que é realizada no meio do ano, tem o objetivo de arrecadar fundos para a casa, pois esta se mantém com o dinheiro obtido por esta festa e doações da comunidade em geral. A realização da festa conta com um grande número de voluntários, que se dividem em festeiros, coordenadores e doadores.

Festeiras e voluntárias da Festa de Santo Antônio, no ano de 2010.

Associação Beneficente Santo Antônio vem a anos dedicando-se inteiramente às crianças. Durante toda sua atuação o Centro Social beneficia não só crianças, mas também famílias, que de alguma forma necessitam de apoio. Este é o objetivo maior da Entidade. São muitas pessoas por trás deste belo trabalho, que sonham e mais, realizam cada projeto. Ao olhar nos olhos de cada criança, é possível enxergar um futuro mais próspero e digno!

Mais informações no site www.centrosocialjc.blogspot.com

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GALERIA DAS PRESIDENTES

Júlia Silva da Rosa Gestão 1943-1946

Doralice Guimarães Gestão 1946-1961

Miriam Linck Waihrich Gestão 1974-1977

Marlene Mascarenhas Gestão 1977-1978


GALERIA DAS PRESIDENTES

Neusa Carmen Scherer Rocha Gestão 1978-1979

Wanda Fleck de Lemos Gestão 1979-1981

Lédia Maria Vargas Pimenta Gestão 1981-1982

Myrian Waihrich Queiroz Gestão 1982-1983

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GALERIA DAS PRESIDENTES

Maria Cristina Lopes Gest達o 1983-1984

Maria de Lourdes Sonda Gest達o 1984-1985

Maria Salles Vieira Gest達o 1985-1992

Evelise F. Biavaschi Gest達o 1994-1995


GALERIA DAS PRESIDENTES

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Iêda Teresinha Romagna Lopes Gestão 1992-1994 Gestão 1995-2002

Vera Maria dos Santos Quevedo Gestão 2002-2008

Mara Regina Portela Zanon Gestão 2008-2011


A BANDEIRA Estas informações foram fornecidas por Laicy N. Ferigollo Botton, Maria Helena Zasso Krebs e Terezinha Militz, pois a bandeira foi desenvolvida na gestão de Miriam Linck Waihrich.

Pela necessidade da entidade ter um símbolo que a identificasse, a secretária Mavys Maria Bastos Costa, sensível a solicitação das suas companheiras de Diretoria, criou a bandeira da Associação Beneficente Santo Antônio. Na bandeira oficial do Centro Social, o desenho representa a mão de um adulto que oferece segurança no caminho de uma criança. A cor branca representa a paz, que queremos vivenciar; a cor amarela, a luz, a luminosidade necessária para com Deus administrar; e a azul o sorriso, a alegria, a espontaneidade da criança, a nós confiada.   

Esta imagem foi editada por Juliana Segalla, acadêmica do Curso de Produção Editorial da UFSM.


A TIA CARMEM “Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs.” (Santo Antônio)

Esta seção é dedicada à Tia Carmem. Os motivos, embora óbvios, são esclarecidos nos textos que ora apresentamos. Rosane Padilha realizou pesquisa sobre a biografia de Tia Carmem para homenagem realizada na Câmara de Vereadores de Júlio de Castilhos, alusiva à entrega do Troféu Mulher de Valor de 2008, através do projeto, apresentado pelo vereador Dartagnan da Silva Portella. Este reconhecimento se deu em função da participação e trabalho de relevância junto à Associação Beneficente Santo Antônio desenvolvido pela homenageada. Segue transcrição do texto lido na solenidade. “Carmelina Soares da Silva, “Tia Carmem”, como é conhecida e chamada carinhosamente por todos de seu convívio, hoje com 78 anos de idade, sendo filha de Manoela Soares e pai desconhecido, Carmelina já veio ao mundo demonstrando sua missão, afinal nasceu no dia 25 de dezembro de 1929, a data reflete sua garra, sua luta e demonstração de fé.

Criada pela sua avó até aos seis anos de idade na localidade do Passo dos Buracos, neste município. Residiu dos sete aos 14 anos de idade na Rua Marechal Deodoro, Centro-Baixo, sendo estudante assídua do então “Ginásio de Freiras”, hoje Escola Maria Rainha. Sua mãe trabalhava para o seu sustento, e Carmelina era uma criança que passava seu dia nas ruas com as outras crianças, dito por ela mesma: -“Quando eu não estava na aula eu tava saracoteando na rua”. Com 14 anos de idade teve Paralisia Infantil, ficando por mais ou menos três anos sem caminhar, hospitalizada. Tia Carmelina lembra que como não havendo alguém para lhe cuidar em casa, ficou morando no Hospital Bernardina Salles de Barros e quando apresentou uma saúde recuperada passou a trabalhar por mais um ano no referido hospital. Em 1° de março de 1947, Carmelina foi convidada pelo Monsenhor Antônio Correa e senhora Doralice


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A TIA CARMEM Guimarães para trabalhar no Asilo Santo Antônio que recebia idosos e menores abandonados, a instituição fundada para uma melhor qualidade de vida a clientela infantil e idosa, recebeu “Tia Carmem” juntamente com 30 crianças e 16 idosos em um dos pavimentos. Seu trabalho iniciava de manhã e ia à noite, cuidava das crianças como seus filhos, tratava da saúde levando-os ao médico, realizava curativos, injeções, etc. Saber o que é ter dificuldades e passar por tais dificuldades, fez com que Tia Carmelina tivesse maior conhecimento social e soubesse tratar das crianças carentes. Hoje, após 50 anos de trabalho da Sociedade Beneficente Santo Antônio, esta mulher tem uma história de vida naquela casa, não ficando um dia sem ir até lá, adquiriu um terreno e uma casinha em frente a Instituição, os quais já doou para a Sociedade Beneficente que lhe abrigou nestes 61 anos atrás. Conhecida por sua religiosidade, sempre foi responsável pelas “chaves” da Capela Santo Antônio, bem como, as histórias que consuma relatar do seu grande amigo “Tonico”- referência que faz a Santo Antônio, Padroeiro da instituição e da comunidade do Centro-Baixo. Solteira, por opção de vida, Carmelina tornou-se uma Leiga voluntária “mãe”. De coração enorme e de inumeráveis filhos adotivos, hoje é reconhecida por sua grandiosidade de Mulher-Exemplo de doação e amor.” Este outro texto, que fala sobre a Tia Carmem, foi elaborado por Terezinha

dos Santos Militz e lido na Missa de Ação de Graça, no segundo ano de falecimento da Tia Carmelina, em 07 de setembro de 2010. “Lembranças podem ser tristes ou alegres... inclusive... podem ter nomes... Assim como a lembrança de hoje, a qual leva o nome de: Carmelina Soares da Silva... Tia Carmem! Alguém que divinamente “pegou carona” por entre os raios de Natal, já que nasceu no dia 25 de dezembro. E não precisamos nos esforçar muito para visualizarmos, através de nossa imaginação e saudade, a sua pequena figura percorrendo os vários espaços desta Casa-abrigo e, principalmente, nesta capela. Dedicada por anos a fio às crianças? Dizer que fez deste local, a sua própria morada de coração por quase 60 anos? Afirmar sobre a intimidade com que dialogava com o seu amado Tonico, Santo Antônio? Tudo isto ainda seria apenas pequenos detalhes frente à grandiosidade das marcas de ternura e dedicação com que abraçou a causa da Associação Beneficente Santo Antônio. Sem sombra de dúvidas foi uma pequena grande mulher na luta incansável pela defesa dos menores que com ela conviveram. Sim! Pequena na estatura, mas grande e verdadeira na ação de acalentar centenas de seres, em sua maioria, desprovidos de conforto e proteção. Silenciosa caminhava observando atentamente o que acontecia com cada um. Em tempos mais felizes e de relativa fartura ou em tempos tristes e difíceis


A TIA CARMEM não importava: levava... trazia... quantas vezes fosse preciso em busca de médico, remédios... socorro... Olhar por cima dos óculos... cantar... cantar... rezar... xingar e amar o Tonico e suas crianças. Crianças, das quais sabia o nome e proveniência de cada uma... contar-lhes histórias com sua voz rouca, às vezes cansada e sonolenta... Amar e amar... na sua inquietude constante... assim ela viveu... Tia Carmem... uma lenda viva que começou num dia de Natal do ano de 1929...

Associação Beneficente Santo Antônio

Alguém que, com certeza, cumpriu com sua missão e que deixou a sua história gravada como um dos maiores exemplos de dedicação às crianças carentes. Obrigada Senhor! Pela graça tão especial de sua existência.” Carmelina Soares da Silva morava na sua casa, em um terreno, quase em frente à Capela do Centro Social. Viveu longos anos neste local, seu único bem material. Antes de falecer fez a doação de sua casa e terreno para a entidade, que trabalhou e amou durante toda sua existência.

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ORAÇÕES “Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus.” (Santo Antônio) Cinco Minutos diante de Santo Antônio Há quanto tempo eu te esperava, pois que bom que conheço as graças de que necessitas e que queres que eu peça ao Senhor! Estou disposto a fazer tudo por ti; mais candura, dize-me de uma a uma todas as tuas necessidades, não me queiras esconder nenhuma, porque tu sabes quanto posso perante Deus e quanto desejo eu tenho de suavizar as misérias humanas. Pobre amigo meu, eu vejo a aflição de teu coração e tomo parte em todas as tuas amarguras. Queres o meu auxílio naquele negócio... queres a minha proteção para restituir a paz na tua família... tens o desejo de conseguir algum emprego... queres ajudar alguns pobres... alguma pessoa necessitada... queres que cesse alguma tribulação... queres a tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem que tudo obterás. Agrada-me também as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como si fossem as suas próprias. Mas sobre todas as outras coisas eu bem vejo como tu desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes.

Não tardará a hora em que há obtêla; tem fé e obterás. Uma coisa, porém, eu desejo a ti. Quero que sejas mais assíduo ao SS. Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe Rainha Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes os meus pobres. Oh! Quanto isto me agrada o coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor e bem sabes quantos favores são obtidos por esse meio. Quantos com viva fé têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão, são atendidos por mim! Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus, e, eu, por amor dos meus pobres, cuja miséria está a meu cargo, obtive de Deus tudo o que me pediram e ainda mais coisas. E tu temes que eu não faça outro tanto por ti? Não penses nisso, porque prezo muito as prerrogativas concedidas por Deus de ser o Santo dos milagres. Muitos como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me pensando que me importunam.


ORAÇÕES Quanto és tímido meu bom amigo! Leio tudo no fundo do teu coração e a tudo darei remédio; hei de obter todas as graças, não temas. Agora volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei: vem sempre procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas hão de ser-me sempre agradáveis; porque amigo afeiçoado como eu, não acharás. Deixo-te no Sagrado Coração de Jesus e assim também no de Maria. Amém. Oração de Santo Antônio Santo Antônio, defendei-me de todos os perigos; afastai de mim e de meu lar todas as tribulações; protegei-me de todas as minhas empresas; inspirai-me na prática da caridade e consegui-me vida eterna. As 13 terças-feiras em honra de Santo Antônio (Esta oração foi enviada pela Irmã Elaine de Paula) Em 1617, uma senhora de Bolonha (Itália), cujo casamento não tinha sido até ali abençoado com filhos, ouvindo falar nas numerosas graças obtidas por intercessão do Taumaturgo (termo usado para “aquele que faz milagres”) de Pádua, imploroulhe que tivesse dó dela e lhe concedesse o intenso desejo do seu coração, que era ter descendência. Uma noite, o Santo apareceu-lhe num misterioso sonho e disse-lhe: “Vai durante nove terças-feiras consecutivas visitar a capela dos Frades Menores e receber a Sagrada Comunhão, e a tua súplica será atendida. Seguiu a senhora fielmente esta direção e o Santo cumpriu a sua promessa. Mas o desejado recém-nascido era aleijado e disforme.

Cheia de confiança, a mãe mandou levá-lo ao altar de Santo Antônio, e mal o nenê tocou na ara sagrada, logo se transformou numa linda criança. Foi este milagre que deu princípio à devoção das Nove Terças-feiras em honra de Santo Antônio; mais tarde elevou-se o número de terças-feiras para comemorar a data de sua morte.

Súplica Meu querido Santo Antônio, Santo dos mais carinhosos, o vosso ardente amor de Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para com o próximo vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a graça especial que neste momento pedimos. Ó bondoso e Santo Taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá as mercês que pedimos. (Segue-se a meditação do dia competente) 1ª Terça-feira Oração - Invencível Santo Antônio, mártir pelo desejo, pelo fervor do amor que vos inflamou com o ardente anseio de derramar o vosso sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o vosso auxílio para que nos assistais a nós e a todos os agonizantes na hora da nossa morte, e para que obtenhais o eterno descanso para as almas do purgatório. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...)

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ORAÇÕES

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2ª Terça-feira Oração - Ó Santo Antônio, grande Doutor da Igreja, que ilustrastes a eterna e imutável verdade tanto pela palavra como pelo exemplo, nós vos imploramos que nos conserveis na fé católica, que convertais os que estão fora da nossa Igreja e que extirpeis todos os erros e falsidades. Obtende também que os Governantes e os Magistrados exerçam a justiça com eqüidade e para o bem do povo. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...) 3ª Terça-feira Oração - Ó bondoso consolador Santo Antônio! Nunca quem procurou o vosso auxílio deixou de ser atendido. Humildemente vos suplicamos que nos auxilieis, a nós e a todo o mundo, nas calamidades e aflições; preservai-nos da falta de arrependimento, da covardia e do desespero; afastai de nós toda a intolerância e toda a discórdia. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...) 4ª Terça-feira Oração - Santo Antônio, fervoroso adorador de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ateastes em toda a parte o fogo da caridade perante o qual os demônios fugiam, guardai as nossas almas e os nossos corpos, e defendei-os contra as tentações de Satanás, para que ele não tenha o poder de nos molestar em pensamentos, palavras e obras, e afastai de nós todos os vãos receios e imaginações. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)

5ª Terça-feira Oração - Ó maravilhoso pregador Santo Antônio, a cujas poderosas palavras nenhum pecador podia resistir, humildemente vos suplicamos que preserveis os nossos corpos de febres, feridas e doenças infecciosas, e as nossas almas da lepra do pecado. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 6ª Terça-feira Oração Ó milagroso Taumaturgo Santo Antônio, em quem Deus manifestou o seu poder, livrai-nos de todas as fraquezas e enfermidades para que possamos sempre glorificar Deus Todo Poderoso, sãos de espírito e de corpo, e fortes de alma. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 7ª Terça-feira Oração - Santo Antônio, fiel guia dos viajantes, a quem Deus deu o poder de dominar as tempestades e de acalmar as ondas do mar, preservai-nos a nós e a todos os viajantes dos perigos do mar e da terra, e do naufrágio das nossas almas. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


ORAÇÕES 8ª Terça-feira Oração - Ó valente confessor Santo Antônio, que libertastes das cadeias temporais os corpos dos homens, e das cadeias espirituais as suas almas, libertai os pobres cativos das prisões que não mereceram, e as almas que o pecado escraviza, das trevas dos seus cárceres espirituais, e auxiliai todos os que estão condenados à morte. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 9ª Terça-feira Oração - Ó branca Flor da Pureza, Santo Antônio, que tivestes nos vossos braços virginais Jesus, o Filho de Deus, nós vos suplicamos que nos preserveis a nós, e a todos os que nos pertencem, dos males corporais; auxiliai também os surdos, os mudos, os cegos, os coxos, os disformes, e alcançai para eles a paciência necessária para suportarem as suas aflições. Ajudai também a preservar o corpo místico da Igreja, e fazei com que todas as nações, com os seus governantes e príncipes, se conservem fiéis ao seu chefe. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 10ª Terça-feira Oração - Fidelíssimo Santo Antônio, que desprezastes os bens deste mundo para poderes obter as riquezas de Cristo, ajudai-nos a nunca desejar nada que nos seja prejudicial, preservai-nos de todas as ambições mundanas e obtendenos que procuremos sempre a graça, e, se a perdermos, não descansemos até recuperá-la. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)

11ª Terça-feira Oração - Santo Antônio, poderoso auxiliar, em quem o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo obra tão grandes maravilhas, invocamos o vosso auxílio em todos os perigos, visíveis e invisíveis. Preservai-nos, pela vossa intercessão, dos nossos inimigos, dos raios, das tempestades, do incêndio e da guerra, e livrai-nos fielmente de todos os perigos da alma e do corpo. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 12ª Terça-feira Oração - Santo Antônio, refúgio universal, nós vos suplicamos que nos socorrais em todas as aflições, na pobreza e na enfermidade; que consoleis as viúvas e os órfãos, e todos aqueles que vos invocam nas suas necessidades. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 13ª Terça-feira Oração - Ó Glorioso Santo Antônio, honra de Portugal, Apóstolo de todas as nações, manifestai-nos o poder milagroso que tem ganho vitórias tão maravilhosas sobre o erro e a descrença, e acendei nos nossos corações a chama da divina caridade e do amor fraterno, a fim de que, unidos no aprisco verdadeiro do Divino Pastor, possamos glorificar Aquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina eternamente. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)

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SIMPATIAS PARA SANTO ANTONIO

Embora Santo Antônio seja um santo católico, a crendice popular lhe atribui milagres casamenteiros. Neste sentido, são muitas as simpatias divulgadas, que se referem ao Santo. Selecionamos algumas para mostrar aos nossos leitores.

Para arrumar um(a) namorado(a)

Para que o seu amor volte

Logo na manhã do Dia dos Namorados, véspera de Santo Antônio, compre um metro de fita azul de qualquer largura e escreva nela o nome completo da pessoa amada. À noite, conte sete estrelas no céu, sem apontar, e faça um pedido ao santo para que ele ajude você a conquistar o coração dessa pessoa. No dia seguinte, amarre a fita nos pés da imagem de Santo Antônio e deixe lá, até conseguir arranjar uma pessoa para namorar.

Compre um pedaço de papel vermelho, escreva nele o nome da pessoa que você ama e quer que volte. Pegue uma foto dela e a cole no papel. Num vaso transparente, coloque meio litro de água benta e sete botões de rosa vermelha. Vá até uma igreja que tenha a imagem de Santo Antônio, coloque o vaso no altar. Em sua casa, acenda sete velas brancas, juntamente com a fita vermelha de papel com a foto, ofertando-as ao santo e pedindo pela volta do seu amor.


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SIMPATIAS PARA SANTO ANTONIO

Para nunca perder a pessoa amada

Para saber se irá se casar

Quem ama deseja prender a pessoa amada na prisão de seus braços e subjugá-la com seu amor, impedindo-a de se afastar de si para sempre. Essa possessividade, característica da paixão, independente de sexo, idade ou qualquer outro fator, podendo se manifestar indiscriminadamente. Basta amar para querer prender. Se você se sente assim e quer se assegurar de que a pessoa amada não vai deixá-la(o) por outra, faça a seguinte simpatia: pegue fotografias sua e da pessoa amada, de corpo inteiro, passe cola nas faces das duas e coloqueas uma de frente para a outra, enrolando um retrós de linha vermelha, em cruz, até o final. Cole-as, em seguida, no verso do quadro com a imagem de Santo Antônio, colocando-o na parede do seu quarto, acima da cabeceira de sua cama. Tome na manhã, quando se levantar, e à noite, quando for se deitar, olhe para os olhos do Santo e mentalize seu amor e você, unidos para sempre pela influência de Santo Antônio.

Essa é uma curiosidade de toda mulher que atinge a idade de se preocupar com relacionamentos, amor e paixão. Saber se vai se casar logo ou não é uma expectativa muito interessante. Se você tem essa curiosidade, faça a seguinte simpatia, uma das mais tradicionais para o assunto. Na véspera do dia de Santo Antônio, compre um copo branco e, à meia noite, coloque água. Quebre um ovo galado dentro do copo, com cuidado, para não arrebentar a gema. Deixe no sereno por toda noite. No outro dia, antes do sol nascer, pegue o copo e observe. Se estiver coberto por uma névoa branca você se casara antes do dia de Santo Antônio do próximo ano.


“Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua alma.” (Santo Antônio) O Centro Social para mim é a casa que apóia crianças e adolescentes, onde muitos não têm com quem ficar quando seus pais saem para trabalhar ou até mesmo por falta de alimentação. Quando adolescente, já com a intenção de ter uma profissão, freqüentei o “Pavilhão”, oficina onde ofereciam cursos profissionalizantes. Comecei os primeiros passos da profissão de marceneiro, com o apoio de Joeli Trindade de Oliveira, nosso instrutor, que muito fez pelos jovens da época. O que falta hoje é esse apoio para os jovens aprenderem uma profissão, mais devido o cumprimento de leis, se torna muito difícil realizar seus sonhos. Graças a esse apoio é que hoje sou um profissional bem conhecido na comunidade onde realizo meu trabalho. Em agradecimento nossa família faz parte da Diretoria desta casa. E esperamos que não falte auxílio da comunidade para que esse trabalho de apoio aos jovens e crianças não acabe, e que todos tenham a mesma oportunidade de escolher sua profissão. Obrigado!

Sergio Luis Silveira Marques Marcenaria (Ex-aluno)

Associação Beneficente Santo Antônio: Uma trajetória de dedicação e benevolência social  

A revista “Associação Beneficente Santo Antônio: uma trajetória de dedicação e benevolência social” tem o propósito de apresentar a história...

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