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Nesta edição Cultura automotiva Edição 171 Junho - 2009

Uma publicação da

Rua Oriente, 753 São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 PABX: (5511) 4227-1016 Fax: (5511) 4229-2563 editorauto@editorauto.com.br http://www.editorauto.com.br Diretor Responsável: Gilberto Gardesani editoria@editorauto.com.br Membro da

Diretora Administrativa: Neusa Colognesi Gardesani Diretor Comercial: Gilberto Gardesani Filho gilberto.filho@editorauto.com.br Cadastro: Gisleine G. Tuvacek cadastro@editorauto.com.br Distribuição/Assinaturas: Daniela Perone Baptista assinatura@editorauto.com.br

A indústria de caminhões vem mantendo um ritmo de vendas, no mercado interno, coerente com as previsões feitas pela maioria dos especialistas do setor, no fim do ano passado, ainda no auge da crise. Segundo eles, se o mercado interno retornasse ao mesmo patamar de 2007, quando as vendas totais atingiram cerca de 100 mil unidades, estava muito bom. Menos, não! Em 2008, esse volume foi em torno de 125 mil, uma loucura, com fila de espera até difícil de ser administrada pelos setores comerciais das montadoras. Para entender melhor o quadro atual, fizemos uma rápida análise com os números oficiais da Anfavea que mostram o licenciamento do período de janeiro a maio: Segmento

Gilberto Gardesani junto à goiabeira plantada na fábrica da Fiat Automóveis - Betim (MG) em 11-12-1998

2007

2008

2009

2009/2007

2009/2008

Leves

8.709

9.903

8.660

- 0,6%

- 12,6%

Produção Gráfica: André luiz vilela gaiteiro arte@editorauto.com.br

Médios

4.316

4.586

4.079

- 5,5%

- 11,1%

Semi-pesados

10.047

13.722

11.542

+14,9%

- 15,9%

Pré-impressão Impressão: Duo Graf

Pesados

9.725

14.409

10.223

+ 5,1%

- 29,1%

Total

32.797

42.620

34.504

+ 5,2%

- 19,9%

Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Carlos Eduardo Biagini (SP) Catarina Carozzi (MG) Cíntia Mazzaro (PR) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Lidianne Andrade - (PE) Mauro César Gueres - (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP)

Circulação:

Frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo do Mercosul. Distribuição dirigida aos empresários e principais executivos que trabalham nos segmentos relacionados acima. Auditada pelo:

Nosso perfil (our profile): www.editorauto.com.br

Conclusão: certamente, vamos vender, em unidades, mais de 100 mil este ano e, também, com um faturamento bem maior do que em 2007. Basta verificar o mix de produtos. Tivemos um aumento de 14,9% e de 5,1% nas categorias semipesados e pesados, respectivamente. Quem se ajustou melhor, será mais beneficiado. Verifique agora os números de produção e exportação, que mostram a gravidade maior provocada pela crise. Segmento

2007

2008

2009

2009/2007

2009/2008

Produção

46.880

59.396

40.777

- 13,0%

- 31,4%

Exportação

15.038

14.381

4.777

- 68,2%

- 66,8%

Nesta edição, também destacamos várias ações de transportadoras que estão expandindo suas atividades por regiões estratégicas no território nacional. São empresas dedicadas a operações de logística dentro do segmento: buscam, estocam e distribuem produtos de seus clientes. O fato merece atenção porque elas estão enxergando o futuro com mais otimismo. Preferem estar prontas para quando a crise passar. A Volvo enxerga nichos de mercado e coloca na rede uma versão dos modelos “F” literalmente carregada de componentes de última geração que oferecem melhor desempenho, segurança, e conforto. A cabina, que já era boa, está ainda melhor, oferecendo mais comodidade ao operador nos modelos FH e FM. Wilson Bricio, maestro que dirige a ZF no Brasil e América do Sul, investe em novas máquinas, mostra uma fábrica com uma linha de produção moderna e anuncia novos e inéditos produtos que agregam tecnologia de ponta. Marcopolo surpreendeu o mercado com o lançamento de sua geração 7 de ônibus rodoviários. Além da beleza do design, incorporou tecnologia inédita neste segmento, fruto de pesquisa e conhecimentos adquiridos em 60 anos de trabalho no desenvolvimento de produtos, genuinamente nacional. A Volkswagen das auto (o carro), mostrou que, na sua linha 2010 os detalhes fazem a diferença. Vendeu, nestes primeiros cinco meses, quase 8% a mais do que no ano passado, enquanto o mercado total cresceu 0,8%. Pura competência!


jornauto


Logística

Gilberto Gardesani São Caetano do Sul, SP

Abrindo caminhos para depois da crise As grandes transportadoras nacionais, que estão estruturadas para operar com sistemas de logística, estão mandando seu recado. Como diz o verso de Paulo Coelho: “enquanto todos estão praguejando contra o frio, elas estão fazendo a cama na varanda”. Estão no sol e na chuva plantando sementes. A seguir, publicamos uma série de iniciativas que as boas transportadoras estão tomando para se preparar para o futuro. Elas sabem que, apesar do momento recomendar cautela, esse período de dificuldades certamente passará e, a partir daí, quem estiver melhor preparado, vai colher os frutos, cada uma em suas especialidades. Notem que elas estão preocupadas em se estabelecer competentemente em regiões estratégicas e isto a Revista Jornauto está acompanhando com matérias recebidas dos seus correspondentes de todo o Brasil. De quem conhece

Segundo o presidente do SETCESP, Francisco Pelucio, “atualmente o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) está em estado de alerta, no que diz respeito a grandes investimentos. Por conta da atual crise econômica, algumas empresas transportadoras tiveram uma queda no volume de frete que varia entre 20% e 30%, e com isso estão mais cautelosas Francisco Pelucio na aquisição de novas filiais, ampliação de sua frota, etc. Porém, nós estamos otimistas com a melhoria da atividade e esperamos que o segundo semestre de 2009 seja, assim como o ano passado, um período produtivo e de crescimento das empresas transportadoras”. “Observamos que a maioria das expansões está ocorrendo no segmento de transporte de carga fracionada que possui características bem específicas. São empresas de transportes que prestam serviços de distribuição que atuam no mercado interno, abastecendo o comércio em geral: supermercados, shopping centers etc. Notamos que o mercado interno sofreu menos com a crise econômica mundial, inclusive em virtude de algumas medidas adotadas pelo governo, como a redução do IPI em vários segmentos e ações para uma melhor distribuição de renda”, diz. “O Brasil, acrescenta, enfrenta este momento econômico, com menos dificuldades do que alguns paises, o que tem gerado interesse de importantes grupos empresariais nos projetos de expansão ou mesmo na aquisição de outras empresas, o que para a economia é bom porque se investe na produção em detrimento de investimentos especulativos”, analisa Flávio Benatti, Flávio Benatti presidente da FETCESP.



Novas fronteiras

As regiões do Norte e Nordeste do Brasil estão despertando a atenção de empresas especializadas nesse segmento de transporte, armazenagem e distribuição de mercadorias. Podemos destacar a Ramos Transportes, empresa que possui mais de 60 unidades instaladas em 25 estados brasileiros, anuncia mais investimentos e espera crescer 20% com a instalação da Tibério Ramos nova filial de Macapá (AP) e expansão das de Manaus e Rio Branco (AM). “Há nove anos a empresa vem investindo na região. Começamos com a unidade Belém, no ano de 2000 e, desde então, não paramos mais de expandir, abrindo novas filiais, ampliando as existentes e contratando mais funcionários”, explica Tibério Ramos, diretor de Desenvolvimento e Expansão da empresa. Mais recentemente anunciou novos aportes em suas instalações de Belo Horizonte onde, em parceria com investidores, aplicou cerca de R$7,5 milhões entre reformas, adequações e melhorias estruturais para preparar o local de 7 mil m2 às suas necessidades. Segundo Aguinaldo Claret, diretor Comercial em BH, “a localização geográfica estratégica contribui para o eficiente trânsito de cargas tanto com origem Sul/Sudeste quanto norte/Nordeste”, detalha. “A maior demanda está em empresas de lubrificantes, tecelagem, confecções, calçados e alimentos”, revela. Jamef amplia atuação na Grande São Paulo

Empresa de transporte especializada em recolher e transportar cargas fracionadas que atua no país há mais de 45 anos, inaugurou um Centro de Distribuição em Barueri, na Grande São Paulo. O espaço é destinado a operação e movimentação de mercadorias e está atrelado à filial da empresa em Pedro Maniscalco São Paulo, região que representa 30% do volume de movimentação da filial. A expectativa é de que cresça ainda mais com o novo CD até o final deste ano que, hoje, conta com 36 docas e área total de 6.500 metros quadrados. “Escolhemos a região porque é responsável por 30% do volume de movimentação da filial São Paulo”, afirma Pedro Maniscalco, diretor

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de Operações da Jamef. “O CD trará uma otimização dos prazos, já que diminuirá as viagens e melhorará o fluxo dos caminhões em Barueri e nas cidades vizinhas”, completa o executivo. Atlas investe mais em Santa Catarina

A transportadora enxerga excelentes possibilidades de crescimento na região, onde está há 35 anos operando por meio de quatro centros de distribuição. Com faturamento de R$ 32,5 milhões no ano passado, a empresa prevê um investimento de R$ 1,5 miFrancisco Megale lhão na construção de um novo prédio para a unidade de Joinville, mesma cidade onde a General Motors está construindo uma nova fábrica de motores. “Com essa iniciativa, pretendemos ampliar e fortalecer ainda mais a participação da Atlas na região onde estamos presentes também nos municípios de Lages, Blumenau e Florianópolis” revela Francisco Martim Megale, presidente da Atlas. Megale acrescenta que essa é uma das estratégias para alavancar os negócios da empresa em 2009. Para Sérgio Milizzkievies, gerente da filial de Joinvile, a previsão de crescimento para 2009, na região, é de 10%. A nova unidade terá 1.500 m2 e localizada a 200 metros da rodovia BR 101. TNT adquire a Expresso Araçatuba

A empresa holandesa considerada como uma das maiores do mundo em logística, anuncia a compra da Expresso Araçatuba, outra grande operadora do segmento. A TNT atende Oswaldo Castro Jr. (à direita) e mais de 200 países e emprega Roberto Rodrigues (à esquerda) mais de 163.000 pessoas, enquanto a Expresso Araçatuba tem mais de 50 anos de atuação, sendo considerada como uma das líderes no transporte rodoviário de cargas nas regiões Centro-Oeste e Norte. Atua em todo o Brasil com 40 filiais, 10 postos avançados, mais de 900 veículos próprios e 3.300 colaboradores diretos e indiretos. A aquisição garantirá, à TNT, o fortalecimento da liderança regional e criação da única rede de atendimento própria e completa, interligando o Brasil ao Chile e Argentina, além de Bolívia, Paraguai e Peru. “Este investimento reforça a posição da TNT no mercado brasileiro e cria a única rede própria e completa de serviços de transporte expresso do País. O Expresso Araçatuba oferece uma plataforma doméstica e regional ideal para a TNT, pois apresenta uma forte cobertura geográfica complementar, oportunidades de vendas conjuntas, sinergias operacionais e valores corporativos similares”, diz Roberto Rodrigues, presidente da TNT no Brasil. “Nos últimos anos, a Expresso Araçatuba construiu uma posição de liderança no mercado de entregas expressas domésticas

nas regiões Norte e Centro-Oeste”, afirma Oswaldo D. Castro Jr., Diretor Geral do Expresso Araçatuba. “A partir de hoje, a TNT nos coloca em um novo patamar, com acesso a uma estrutura multinacional e uma das mais confiáveis e abrangentes redes globais de atendimento”. União da Expresso Mirassol com a LSI Logística

O objetivo dessas duas empresas altamente especializadas, é oferecer soluções integradas ao mercado nacional, acenando com redução dos custos logísticos. O Expresso Mirassol tem mais de 60 anos de tradição no transporte rodoviário de cargas e se destaca no desenvolvimento de soluções logísticas. A LSI Logística Celso Salgueiro completa o círculo realizando movimentação de materiais, armazenagem, administração de estoques, preparação de kits para abastecimento de linhas de produção e outros serviços in house. “Queremos oferecer ao mercado soluções integradas e este é o objetivo principal da joint venture”, explica Celso Salgueiro Filho, diretor do Expresso Mirassol. “Para 2009, as duas empresas têm uma projeção de faturamento de R$ 250 milhões e esperamos crescer 25% a cada ano até 2012, empregando cerca de cinco mil pessoas e um faturamento conjunto de R$ 500 Adolfo Pimentel milhões.”, diz Adolfo Pimentel Filho, diretor Comercial da LSI Logística. A união das operações das duas empresas contará, no total, com uma frota de 910 equipamentos de transporte rodoviário e cerca de 300 de movimentação interna. Braspress abre seis novas filiais

A Braspress, outra gigante nacional que atua no segmento de distribuição de encomendas expressas, tem 88 filiais distribuídas pelo Brasil. Recentemente, investiu R$ 1 milhão em seis novas filiais instaladas nas cidades de Poços de Caldas e Pouso Alegre (MG); Umuarama e Campo Mourão (PR); Chapecó (SC) e Macaé (RJ). Segundo Urubatan Helou, Diretor-Presidente da ComUrubatan Helou panhia, a criação e ampliação de filiais reforça a malha operacional da Braspress, que é a única transportadora privada brasileira que opera capilarmente por seus próprios meios em todo o território nacional. Atua no segmento há 32 anos, operando hoje com uma frota própria de 980 veículos. As operações envolvem ainda 500 veículos agregados e 4.100 funcionários distribuídos em 88 filiais em todo o território nacional. Seus caminhões rodam, anualmente, cerca de 66.455 milhões de quilômetros, consumindo cerca de 14 milhões de litros de combustíveis. A cada mês emite 800 mil despachos em média, o que significa realizar cerca de 7.000 coletas/dia e 35.000 entregas/dia.




Tecnologia Gilberto Filho Curitiba, PR

Linha F com tecnologia de ponta A Volvo apresentou as novidades para a linha F. Com mudanças externas e internas, garante ter disponível o maior pacote de segurança ativa e passiva do mercado brasileiro. Aliás, segurança recebe grande destaque dentro da montadora que tem o consagrado Programa Volvo de Segurança no Trânsito, com mais de 20 anos de estrada. A nova cabina do FH está mais alta que a atual, cerca de 140 mm, ficando com 2.100 mm no total e do cofre do motor ao teto, 1930 mm. O painel externo, agora, recebe a denominação “Globetrotter XL”. As grades dianteiras, remodeladas, deram um ar mais arrojado ao veículo. O novo conjunto ótico tem lente de policarbonato no principal com faróis duplos, e opção de xenon. Para o auxiliar, lente de vidro. Luzes de direção instaladas na lateral estão equipadas com Led, gerando maior visibilidade e vida útil. Sérgio Gomes Por dentro ocorreram as maiores mudanças. A começar pelos bancos que receberam novos tecidos e com o novo design ficou mais ergonômico, ajudando o motorista a enfrentar melhor as longas viagens. O banco do carona tem uma opção que o faz reclinável e pode girar 90 graus. Com essa opção, acima da janela esquerda está preparado para receber uma televisão de LCD e, assim, o motorista pode usufruir desse benefício traquilamente, depois do trabalho. A cama está mais larga, passando de 70 para 76 cm e também pode receber encosto ajustável, ideal para leitura. Uma mesinha instalada junto a cama pode fazer parte do pacote, e ela pode ser totalmente erguida, melhorando o acesso as caixas de armazenagem e a outros compartimentos externos. Portas objetos e prateleiras estão por toda parte, facilitando a organização das tralhas. Tomadas de 12 e 24 volts, reposicionamento da iluminação interna com novas lâmpadas e luz de leitura e, ainda, um controle de intensidade da luminosidade tornam a cabine mais confortável. O painel foi remodelado, com todos os indicadores partindo da esquerda para a direita, facilitando para uma leitura mais rápida. Novo pré-tensionador do cinto de segurança, combinado com o air-bag, segura e depois solta o motorista até 15 cm, facilitando sua movimentação após uma possível colisão. O motor é o mesmo de 13 litros que já equipava o modelo. Sérgio Gomes, gerente de Planejamento Estratégico da Volvo, afirma: “Todas as melhorias foram feitas para garantir mais comodidade e praticidade durante a operação de transporte e mais conforto para o horário de repouso. Todas as soluções implementadas nesta nova linha são resultado de um grande trabalho de desenvolvimento



dentro da Volvo e de muitas idéias trazidas pelo mercado, por meio de nossos clientes”. Tecnologia para a segurança

Na abertura da coletiva de imprensa, Tommy Svensson, presidente da marca sueca no Brasil, iniciou sua apresentação dizendo: “o que vocês vão ver é a vanguarda da segurança ativa e passiva” e completou, “não existe outro caminhão no Tommy Svensson mercado brasileiro com tecnologia para proteger o motorista e os usuários das nossas estradas iguais a esse que estamos apresentando”. Realmente, o que vimos muda o patamar de segurança dos veículos comerciais no Brasil. Esses equipamentos deveriam ser totalmente isentos de taxações e impostos, porque ajudam a preservar vidas. Na edição 170, da Revista Jornauto, foi feito um excelente trabalho pelo nosso correspondente do Rio de Janeiro, Marcelo Dias, mostrando que por total falta de manutenção das rodovias estatais são jogados no lixo R$ 7,35 bilhões e o Álvaro Menoncin que é pior, perdemos 35 mil vidas em acidentes por ano. Haja programa para diminuir esses números. Com os itens de segurança que já estavam disponíveis e agora com

LCS (Lane Change Support)

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Prateleira Superior

Sensor LKS

Iluminação Interna

Sensor de Ponto Cego

Computador de Bordo

Sensor de Chuva

Banco Giratório Câmbio I Shift

Cama

Mesinha

Geladeira

a introdução do ESP (Controle Eletrônico de Estabilidade), o risco de capotar foi sensivelmente reduzido. Ele atua diretamente no torque do motor e aciona os freios de forma individual, facilitando a retomada de trajetória. “Tudo é feito a partir de informações obtidas por meio de sensores de direção no volante, de aceleração lateral do veículo e da veloFH 440 tanque cidade nas rodas”, esclarece Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia de Vendas da Volvo. Um sensor de chuva liga o limpador, independente de comando, piloto automático inteligente (ACC), estabelece uma distância segura do veículo à frente que pode ser ajustado tanto para trânsitos urbanos, com um espaço menor ou em rodovias, mantendo uma distância maior. Ele utiliza o radar Doppler, que monitora a frente e reduz a velocidade quando necessário até a parada e retoma, quando o fluxo volta a andar, inclusive efetuando mudanças de marcha (esse equipamento está disponível apenas para veículos equipados com o câmbio I-Shift). Evitando o pior

Um sensor denominado LKS (Lane Keeping System), detecta a falta de atenção devido ao cansaço. O dispositivo DAS (Detector de Nível de Atenção) aciona um aviso sonoro quando o motorista muda involuntariamente de faixa, muito comum depois de horas dirigindo e quando o cansaço aperta. Ele pode ser desligado no painel evitando irritar o condutor que anda por rodovias onde o ziguezague é necessário para fugir dos buracos. O LCS (Lane Change Support) detecta, por meio de um radar, objetos no lado direito do caminhão quando esse efetua uma mudança de faixa. Um display instalado na coluna

Kit TV

Regulagens de Banco

interna direita acende alertando o motorista. Mas só acima de 35 km/h e com o indicador de direção ligado, mas o ideal seria que o sensor funcionasse em velocidades menores, principalmente em cidades com ruas estreitas em que o veículo é obrigado a aumentar o ângulo para fazer uma conversão e tem sempre um motorista desavisado que tenta passar por onde não deve. Ainda disponível no pacote, tem faróis auxiliares de conversão que auxiliam em manobras em velocidade inferior a 40 km/h, um espelho lateral duplo e a tecnologia Bluetooth. Tudo isso custa cerca de R$ 50 mil a mais. Mudanças no FM

Com a nova cabina L2H2 (a mesma do Globetrotter), o cavalo ganhou 390 mm a mais na altura interna e alguns atributos tornam o veículo mais confortável para o condutor. Os FM de 11 e 13 litros tem novo painel de instrumentos, redesenho na seção central com novos portas-objeto, tomadas elétricas de 12 e 24 voltz e uma rede para objetos do lado do passageiro. Para a nova linha de caminhões FH e FM de 11 litros, está disponível uma nova suspensão pneumática com controle inteligente. Oferecida para o FM os entre-eixos de 3.000 mm, 3.200 mm, 3.400 mm e 3.700 mm, pode ser aplicada em implementos de 15,5 metros que carregam 30 pallets. A suspensão pneumática 6x2 tem quatro amortecedores e, assegura, é a única a ofeFM 11 litros recer oito bolsas de ar. O acoplamento e desacoplamento é mais rápido e seguro, afirmam, e pode ser executado de dentro ou fora da cabina. A oferta da Volvo inclui, ainda, freios ABS, EBS e ESP (controle Eletrônico de Estabilidade).




Entrevista Carlos Eduardo Biagini Sorocaba, SP

Brício, o homem que mudou a ZF Em 2009, a ZF completa 25 anos de sua mudança fabril de São Caetano do Sul (SP), para Sorocaba, interior do mesmo estado. Além disso, na mesma fábrica uma moderna linha de produção vai confeccionar a caixa de 6 marchas para a picape Amarok da Volkswagen. E a Jornauto foi a primeira revista a visitá-la. Wilson Bricio é o tipo do executivo que costuma topar qualquer desafio. Seja na vida pessoal, entre suas paixões estão o automobilismo, o rappel e o mergulho, seja no lado profissional, em que não mede esforços para atingir a excelência de serviços da empresa em que trabalha. Desde abril de 2005 na presidência da ZF na América do Sul, o engenheiro mecânico de formação, mudou muito o perfil da operação sul-americana dentro do Grupo ZF. Deu continuidade aos projetos de modernização iniciados pelo seu antecessor, Konstantin Sauer. Como bom amante da velocidade, acelerou o processo de prestígio da excelência dos profissionais brasileiros dentro do Grupo; escalou o topo de sua satisfação como presidente ao atingir um nível de credibilidade da ZF que foi merecidamente reconhecido por clientes, empregados e acionistas; além de mergulhar fundo nas águas da modernização dos produtos e da fábrica de Sorocaba (SP). Além dessas paixões, Brício adora ouvir boa música. E não cansa de saborear as melodias de outros dois de seus feitos: ter conquistado, por suas idéias e dinamismo, o respeito da diretoria mundial da ZF e de ter tornado a filial brasileira, a primeira fora da Europa e que completou 50 anos em 2008, promotora e fornecedora de novas tecnologias. Jornauto – Neste ano, a mudança de São Caetano para Sorocaba completa 25 anos.O que essa transferência significou? Bricio – Chegamos aqui em 1984 e essa mudança foi muito importante para podermos expandir nossos negócios. Passamos por momentos bons e ruins, como a indústria. Nos



últimos oito anos trouxemos a maturidade das operações e a integração com a comunidade, por meio de programas de responsabilidade social. Sorocaba está num ponto ideal de qualidade de vida e qualificação de mão-de-obra. J – Como está a integração da planta de Sorocaba com o Grupo? B – Conseguimos, nos últimos anos, integrar a ZF da América do Sul com os outros países onde o Grupo atua, como por exemplo, Estados Unidos, China, Turquia, Rússia e México. Isso faz com que se abram experiências multiculturais entre os colaboradores. Nossa nova caixa de seis marchas, por exemplo, foi desenvolvida em conjunto com a área de transmissões da Hungria. Nossos engenheiros ficaram dois anos lá. Envolvemos 10 pessoas no projeto. J – O senhor se refere à caixa de transmissões que será usada na picape VW Amarok, de 1 tonelada, que será fabricada na Argentina e lançada no final deste ano? B – Sim. A América do Sul está se tornando a terceira maior produtora de picapes e queremos participar deste mercado. A inovação tecnológica é necessária e essa caixa é eficiente, leve e possui um escalonamento de marchas que permite economia de combustível. É o que chamamos de “estado da arte” e ela terá carcaça de alumínio. Alguns donos usam as picapes para passeio e também no transporte de pequenas cargas e essa transmissão oferece um conforto acima da média. Conheci a caixa na Alemanha e fiquei impressionado. Desde então, já foram feitas melhorias que a tornaram inigualável.

Wilson Bricio

J – Quais melhorias? B – Basicamente refinamentos do produto. Pequenos ajustes no conforto do engate e nos níveis de ruído, que já eram baixos. Esse produto vai praticamente dobrar nossa produção de transmissões na região e isso é sempre um desafio. Mas, não queremos parar por ai. Achamos que ela vai se tornar a referência da categoria. Ela será feita pela primeira vez e no Brasil. Para isso, construímos uma linha específica que se tornou uma das mais modernas do mundo. Não se trata de um projeto adaptado, mas de um novo sistema de produção. J – A caixa de seis marchas já está sendo produzida aqui? B – Sim, a pré-serie. É uma linha de montagem das mais modernas que eu já vi na vida. A produção entra oficialmente em pleno vapor no final do ano. J – O que mudou para a ZF? B – Antes, copiávamos ou tínhamos projetos da Alemanha como base. Agora, somos os responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia e ela sai daqui para o mundo. É uma mudança grande. Nesses 25 anos, nosso perfil se alterou. Mudamos de fornecedores de novas tecnologias para promotores de novas tecnologias. J – E a nova fábrica brasileira? B – Ainda está em pauta porque será um importante canal no Cone Sul, pois temos um novo cliente na Argentina. Com a chegada da crise, tivemos que transferir a produção para Sorocaba e esse projeto passou de

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curto-prazo para médio-longo-prazo. Porém, continuamos achando, estrategicamente, que é interessante ter uma nova fábrica. J – Voltando a falar de Sorocaba, como anda a modernização da unidade? B – Fechamos no ano passado um ciclo de investimentos de R$ 15 milhões em melhorias de instalações e de fluxo, sem contar maquinário. E ela se tornou uma fábrica referência dentro da marca. Costumamos receber visitas de outros profissionais do Grupo ZF e eles aprendem conosco. Antes, só a gente aprendia com eles. Instalamos o processo de solda E-beam e só existem três máquinas como ela em toda a América Latina. Nossos níveis de qualidade e competitividade atingiram patamares globais e obtivemos o reconhecimento dos clientes. Com alguns parceiros, entre eles a Volkswagen Caminhões e Ônibus, estamos há cinco anos com 0 ppm/ 0 km. Ou seja, nenhum defeito neste período foi achado em qualquer peça nossa. J – Há novidades de produtos? B – Em todos os segmentos que atuamos. A área de transmissões de comerciais leves receberá a caixa de 6 marchas para picapes que já citei. Teremos todas as caixas dentro das últimas tecnologias lançadas pela ZF, inclusive a de 6 e 9 velocidades. Sendo que a de 6 é automatizada e a de 9 também será. Lançamos em agosto, a caixa para os ônibus urbanos VW, a V-Tronic.Uma aplicação única no mundo, que é automatizada e específica aos mercados emergentes... J – ...como está a participação da automatizada no total de vendas? B – No Brasil ainda é pequena, comercializamos apenas nos ônibus urbanos VW. Mas, as aplicações estão se multiplicando e até outubro teremos outros veículos com a caixa automatizada. Vendemos 300 caixas deste agosto e há outras 250 em testes. É uma tecnologia que terá um mercado crescente. É uma solução fantástica de conforto e economia (até 5% de redução) e mais do que dobra a vida útil da embreagem e dos freios... J – ... e novidades para o mercado de caminhões? B – Estamos trabalhando em testes con-

sa nós consideramos como despesa. Tradicionalmente, quando algumas montadoras anunciam montantes, elas colocam tudo isso na mesma cifra. Se fosse assim, então no caso da ZF, esse valor dobraria.

Fechamos no ano passado um ciclo de investimentos de R$ 15 milhões.

cretos com caixas automatizadas para caminhões pesados e até o final do ano teremos lançamentos. E espero que em breve nos caminhões médios também. J – Como está a estratégia do lançamento do retardador ZF-Intarder? B – Sabemos que ele traz uma série de vantagens. Estamos fazendo testes concretos com algumas transmissões automatizadas e manuais e em breve teremos lançamentos, mas que dependem dos clientes. A nossa parte estamos fazendo. Em regiões de relevo acidentado é uma solução adequada. Além de aumentar a segurança. Nosso DNA é o desenvolvimento de tecnologias e qualidade. J – Para isso, é preciso investimentos... B – Exato. Investimos nos últimos cinco anos quase R$ 500 milhões na América do Sul. É importante ressaltar que quando falo em investimentos, estou me referindo a meios de produção, que são máquinas e ferramental. Todas as horas de desenvolvimento de produtos da engenharia e pesqui-

J – Onde foram alocados esses investimentos? B – Focamos em novos produtos, em esforços de melhoria da qualidade para termos um patamar global e podermos competir internacionalmente e na capacidade de produção, que foi um tema mais agudo a partir de 2007. Este ano, com a crise, não está em foco investimentos nessa área. Para se ter uma ideia, tivemos que aumentar consideravelmente nossa capacidade, porque enquanto a América do Sul cresceu em unidades, mais ou menos 90%, nós crescemos 100%. Pulamos de um faturamento de R$ 892,2 milhões (em 2003) para quase R$ 1,8 bilhão no ano passado. J – E para o futuro? B – Temos um plano agressivo. Nossa intenção é investir outros R$ 500 milhões nos próximos cinco anos. A área de novos produtos está tendo uma participação expressiva. Continuamos com a projeção de faturar em 2013, perto de R$ 2,5 bilhões. Será um aumento de 38% a partir deste ano, que deve faturar R$ 1,4 bilhão. J – Então, a aposta continua forte na América do Sul? B – Com certeza. Temos investimentos importantes e nada disso parou, mesmo com a crise.

Visita exclusiva Este repórter foi o primeiro jornalista automotivo de uma revista especializada a conhecer a moderníssima linha de produção da caixa de 6 marchas da ZF. Num ambiente claro e bem distribuído, a primeira impressão é a proposta de limpeza e organização que a fabricante pretende ditar na linha quando ela estiver em pleno vapor no final do ano. O que mais chama a atenção é o sistema de reconhecimento ótico que não deixa que uma peça seja montada num lugar errado. Por meio de uma câmara filmadora instalada em cima das mãos do montador, o aparelho grava as operações e sabe todos os passos da fabricação. Em caso de distração, um sinal o alerta do erro. Com isso, a ZF pretende eliminar a operação de conserto de peças depois que elas estejam montadas. O funcionamento da máquina, que possui tecnologia fornecida por uma empresa húngara, trabalha com uma série de dispositivos pokayokes. “Eles são fantásticos”, se orgulha Bricio. 


Passageiros Gilberto Gardesani Caxias do Sul, RS

Marcopolo Geração 7: padrão internacional A nova geração de ônibus desenvolvida pela Marcopolo alcança níveis que atendem aos mais rígidos padrões mundiais de conforto e segurança. Em 1982, foi lançada a Geração 4, em 1992 a G5, em 2000, a G6 e agora chegou a vez de dar um pulo maior, conseqüência da experiência acumulada. A empresa tem 60 anos de tradição e re��ne, com sucesso, uma mescla de técnicos e engenheiros experientes com novos que, juntos, harmonizam conhecimentos acumulados com ousadia e conseguem chegar a soluções às vezes inéditas, haja visto as dezenas de patentes requeridas. Na ânsia de querer surpreender clientes e usuários, a engenharia da Marcopolo chegou a um produto inovador para um mercado emergente, emanador de tecnologia, estabelecendo novos padrões de segurança, conforto e economia. Bate de frente com produto de qualquer mercado do planeta. Foram três anos de Ruben Bisi trabalho e R$ 30 milhões de investimentos. A Geração 7 que chegará ao mercado em agosto próximo, conviverá com a Geração 6 até onde o mercado quiser. “Quem tira um produto do mercado é o cliente, diz Ruben Bisi, diretor de Operações Internacionais, e esta linha atual possui muitas qualidades e vantagens que nossos clientes brasileiros e de muitos países admiram e respeitam”. A Marcopolo tem fábricas na Índia, Argentina, México, Portugal, Colômbia, África do Sul e Rússia, mas está presente, com seus produtos, em cerca de 100 países. Em 2007, a Marcopolo produziu 4.341 unidades de modelos rodoviários e 4.972 em 2008. Neste ano foram exportados 2.184 ônibus e 2.788 vendidos no mercado interno. Tudo novo

José Rubens

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José Rubens de la Rosa, diretor-geral da Marcopolo explica que os modelos da Geração 7 vão muito além de um design bonito e futurista. “Nossos projetistas e engenheiros trabalharam para que todas as mudanças e novidades se traduzissem em benefícios para

Cabina G7

passageiros, motoristas e frotistas. O resultado são veículos mais confortáveis, seguros e que geram redução de cerca de 10% no custo de combustível, além de menor gasto de pneus e freios e uma manutenção facilitada”, enfatiza de la Rosa. E para saber onde mexer, a própria equipe de técnicos da empresa realizou uma pesquisa no mercado nacional e internacional, viajando como passageiros comuns, ouvindo reclamos e sugestões de mais de 500 pessoas. Chegaram a detalhar em desenho, todos os pontos críticos de uma poltrona para verificar o que, onde e como deveria ser alterada. Descobriram idade, sexo, altura média e costumes de quem viaja constantemente de ônibus. Uma pesquisa inédita que eles denominam de etnográfica. Enfim, a ordem era para se chegar a um produto desafiador, que oferecesse o máximo de conforto e segurança aos passageiros e, aos operadores, mais durabilidade e economia. Resultado: um design surpreendente em formato de gota, uma aerodinâmica com cx de 0,42, próximo dos automóveis. Nos detalhes

A frente tem uma identificação nova, com um conjunto de peças de

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Finalmente, chegamos ao lugar do operador que mereceu atenção especial: foi replanejado e dotado de recursos utilizados em automóveis. Parede de separação dos passageiros com vidros curvos e portas deslizantes. Painel de instrumentos móveis, tipo satélite que incorpora novo sistema Multiplex que controla facilmente toda a eletrônica do ônibus. Produtos e estrutura Viaggio 1050

grande fluidez, formado por um grupo ótico de linhas arrojadas, com faróis e lanternas que utilizam leds, mais visíveis e duráveis. O teto foi rebaixado e a frente aumentou, permitindo a utilização de um pára-brisa menor. No teto, o aparelho de ar condicionado foi embutido com uma forma aerodinâmica que reduz sensivelmente o arrasto. O desenho dos espelhos externos foram otimizados com o mesmo objetivo. “O resultado obtido cria um novo referencial no Edson Mainieri mercado brasileiro. O inédito desenho e formato das luzes dianteiras e traseiras de sinalização farão com que os modelos da Geração 7 sejam facilmente identificados à distância, mesmo durante a noite”, explica Edson Mainieri, diretor de Engenharia. Uma porta maior com acesso bem facilitado, laterais em peças únicas estampadas, de alumínio, novas portas de bagageiros maiores e com puxadores modernos e dotadas de mecanismos de abertura mais eficientes. A traseira também em alumínio, tem pára-choque e jogos de lanternas de leds que formam linhas harmônicas como o resto do veículo. A entrada de ar do motor foi recolocada na coluna lateral, no alto, buscando mais eficiência. Ambiente interno

Por fora, como vimos, surpreendeu, mas por dentro a engenharia da Marcopolo se superou com soluções que vão proporcionar aos passageiros a sensação de que estão embarcando em uma aeronave, e na classe executiva. As poltronas são totalmente novas, desde o mecanismo interno, como no formato que atende, segundo a pesquisa feita, pessoas de até 1,84 de altura com total conforto. Possuem, internamente, 1.060mm de largura e 1.930mm de altura máxima. Novos tecidos e espumas especiais, mais macias, com orelhas e apoios maiores para os braços. Os porta pacotes foram totalmente redesenhados e têm maior capacidade, são mais largos e mais profundos, também atendendo dados da pesquisa feita. Janelas maiores, novo projeto de iluminação e identificação dos bancos, teto solar exclusivo, tornando o ambiente aconchegante. Sistema de áudio e vídeo melhorados, luzes, som e entrada de ar individuais, porta copos no braço de cada banco, monitores de LCD fixos ou escamoteáveis e tomada para laptop entre os bancos.

Além dos tradicionais modelos Paradiso 1200 e Viaggio 1050, a família conta agora com mais duas opções: Paradiso 1050 e Viaggio 900. “Os dois veículos ampliam as opções da linha de rodoviários e nasceram com o mesmo foco dos demais modelos da Geração 7: atender às novas características do transporte de passageiros – menor volume de bagagens no compartimento inferior – e proporcionar vantagens operacionais para os frotistas. O Viaggio 900 tem como aplicação o fretamento e o Paradiso 1050, o transporte rodoviário”, salienta Rubens de la Rosa A Geração 7 já atende a nova resolução 316 do Contran no que se refere a itens de segurança como estabilidade, resistência da estrutura do veículo, cintos de segurança e ancoragem dos bancos, entre outras. A Marcopolo, inclusive já se adiantou às demais normas de segurança que entrarão em vigor em futuro próximo. Desenvolveu equipamentos e submeteu a nova geração a testes que ainda não são exigidos por lei. Com as novas soluções, e utilizando materiais mais nobres, a empresa conseguiu não só aumentar a segurança de seus produtos como reduzir em até 500 kg no peso, de acordo com as características de cada modelo, resultando em maior capacidade de carga e redução de até 10% de consumo de combustíveis, garante. O modelo Paradiso, por exemplo, versão 4x2, teve uma redução de 100mm no comprimento total, medindo agora 13.100m. O Viaggio 900/1050 sofreram a mesma redução e medem 12.500m. Ganhos de espaço devido aos motores traseiros posicionados em níveis mais baixos, WC reposicionado e outros, é possível adicionar mais poltronas, sem ferir a lei. O Paradiso 1200 versão 6x2 continua com 14 metros.

Viaggio 1050

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Autos

Ford Fusion 2010. Tecnologia com elegância José Roberto Nasser Salvador, BA

A família Fusion duplicou opções: quatro cilindros em linha, um evoluído motor com 2.500 cm3, 172 cv, e a novidade do seis cilindros em V, 3.000 cm3, com 243 cv de potência. Ambos com maior amplitude na palheta de cores e mudanças no interior com decoração sóbria e novos mostradores no painel. E mais: porta o sistema SYNC, de interação eletrônica com som, telefone celular, GPS, e sistema de som desenvolvido pela Sony. O V6 se apresenta completo com tração nas 4 rodas on demand, ou seja, entra em ação quando o automóvel sentir necessidade de tração e controle; sistema de interação eletrônica Sync; uma transmissão hidráulica seqüencial com seis velocidades. Será fácil identificá-los: houve mudança estética na frente, para choques, grade, tomadas de ar, grupo óptico. Os pára-lamas posteriores assumiram desenho mais europeizado, e a traseira, antes de aparência massuda, foi ”O novo Ford Fusion foi concebido para ter o melhor amenizada, especialmente pela substituição custo-benefício do segmento, das lanternas, agora mais sóbrias. Rodas em receita responsável pelo liga leve e aro 17” auxiliam o realce. seu sucesso desde o lançamento. Agora traz A aparência sugere disposição, agilidatambém alta tecnologia e de, elegância, e a globalização empregou preço acessível”, diz Marcos designers brasileiros no retoque, liderados de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul. por João Marcos Ramos, chefe da área. A clientela brasileira exigiu, e o Fusion apresenta enorme ganho de capacidade de giro, caindo a 11,4m, área de manobra de automóvel menor. Conjunto preciso

Atração maior, a versão V6 com tração total é extremamente agradável ao uso pela harmonia mecânica. O motor em alumínio, 24 válvulas, é sonso. Funciona suave, silenciosa e mansamente, desloca o automóvel com conforto. Desliza. Mas, se o usuário resolver exigir retorno, comprar briga, peitar a tropa, muda de personalidade, rasga a fantasia norteamericana, e responde com estamina. Rompe o silencio, expele decibéis, e surpreende como sedã executivo ao ascender até 7.000 rpm no limite da troca das marchas. Estas podem passar automaticamente, sem tran-

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cos, ou podem ser mudadas através da alavanca no console central. Quando comandadas pelo motorista, as reduções de marcha lembram o tempo do punta-taco, manobra em transmissões não sincronizadas, exigiam dupla debreagem para a troca e, na passagem pelo ponto morto, os motoristas pisavam no freio com o salto do sapato e acionando o acelerador com o bico, achando a rotação do motor igual à da velocidade. Havia um sinal auditivo com a aceleração e, em seguida, o engate da marcha e a elevação das rotações com o uso do motor como freio. Há tempos que isto é desnecessário, mas quando o motorista do Fusion V6 demanda, a transmissão faz o serviço, elevando o giro do motor junto com a marcha engrenada. Conjunto agrada

O implemento da eletrônica para os sistemas de segurança ampliam as boas sensações. A transmissão nas 4 rodas e o sensoriamento eletrônico preparam imediatamente o automóvel para as curvas. A suspensão frontal com duplo “A” e traseira com diferencial articulado e cinco braços de ancoragem formam o conjunto que surpreende a quem está dentro ou fora pela capacidade de curvar sem adernar, escorregar ou patinar as rodas. O Fusion, apesar de freqüentar o quintal dos EUA exibe impecável rodar europeu. Nos últimos anos a Ford, desde o Focus, desenvolveu invejável capacidade de projetar plataformas agradáveis ao uso. O Fusion é desta turma. Andei pouco, num pequeno circuito de corridas. Gostei muito. Quanto custará? Preço incômodo à concorrência: V6 a R$ 99.500 e L4 a R$ 84.000,00.

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Pneus

Ricardo Conte São Paulo, SP

Pirelli em compasso de espera A Pirelli Pneus quer esquecer o ano de 2008, abruptamente abalado pela crise originada nos Estados Unidos que afetou, além da Europa, os países situados ao Sul, a partir de outubro, quando surgiram os primeiros sinais de quedas nas vendas para toda a indústria de pneumáticos. Quando a crise veio à tona, o Brasil também mostrou forte retração no transporte que, segundo o executivo, já dá indícios de uma retomada de mercado para o segundo semestre. Não nos mesmos níveis dos primeiros dez meses do ano passado. “Saímos de uma economia acelerada que foi interrompida por uma crise mundial e ficamos à espera de ver como os mercados se comportariam”, comentou. Sinais de melhora

Flavio Bettiol

O México, por exemplo, reduziu suas importações em 50%. A Argentina, outro importante mercado comprador, ainda somou problemas da seca e da taxação no campo. “Estamos fazendo avaliações quinzenais dos mercados externos”, afirmou Flavio Bettiol, diretor de Negócios de Caminhões e Agrobusiness. As exportações representam metade do faturamento da marca. Sem tocar em números, o executivo informou que as perdas foram significativas na virada do ano (-30%). “O mercado latino quase parou”, disse. Apesar disso, os negócios da sua unidade representaram 4,5% do faturamento latinoamericano da Pirelli, que mantém pólos industriais na Argentina, Venezuela e escritórios comerciais no Chile, Colômbia e México. A subsidiária brasileira é uma das mais importantes Unidades de Negócios do Grupo Pirelli no mundo. A empresa italiana, na América Latina, registrou faturamento de R$ 4,16 bilhões em 2007, incluindo todos os tipos de pneus. Em termos mundiais, faturou 4,1 bilhões de Euros.

Para Bettiol, o mercado interno de reposição para caminhões e ônibus começa a tomar fôlego, enquanto o das montadoras, nem tanto. O primeiro trimestre de 2009 mostrou uma acomodação em função da realidade de mercado: a falta de crédito. “O Brasil acompanhou esse trading”, disse. Abril e maio já contaram com mais oferta de crédito para o final dessa ponta, por exemplo, uma safra que começou a ser colhida. Como consequência, movimenta os serviços atrelhados ao segmento agrícola. Transferindo esse vínculo à indústria automobilística, a coisa fica mais complicada por se tratar de um bem de alto valor agregado. Mesmo porque transportadores renovaram suas frotas no biênio 2007/2008, aproveitando o boom econômico. “Estão revendo suas necessidades, mas a passos lentos”, disse. Segundo o executivo, a Pirelli acompanhou

MC85

o desempenho das montadoras, que sofreram quedas nas suas vendas no final de 2008. Adormecida até bem pouco tempo. “Vejo o segundo semestre com otimismo”. Disputa equilibrada

Os quatros principais players nesse mercado – Brigdestone/Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli – dividiram, ainda por cima, fatias disputadas pelos asiáticos que, em alguns momentos, abocanharam 30% do bolo. Mais precisamente chineses e coreanos. Segundo Bettiol, em média, participavam com índices acima de 20%, que poderá cair ou não, dependendo das oscilações do Real com relação ao dolar. A disputa interna é equilibrada com percentuais variando, respectivamente, entre 21% e 23% para Goodyear e Pirelli; 18% e 19% Brigdestone/Firestone e Michelin no segmento de pneus radiais para veículos pesados. Considerando as duas tecnologias – radiais e convencionais – a Pirelli é líder com 30%. Dados do executivo. Para manter essa estratégia de liderança, aposta no recente lançamento de pneus com perfis mais baixos: 275/70R 22.5 na linha FR85, para caminhões e ônibus rodoviários, e na MC85, destinada ao transporte urbano e intermunicipal, com o objetivo de ampliar o leque de opções para frotistas.

Mercado de pneus, produção dúbia Em 2008, a indústria brasileira de pneus produziu 61,5 milhões de unidades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As oito associadas à Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) produziram 59,7 milhões de unidades, 97% do total. Desse total, caminhões e ônibus representaram 10,2 milhões (IBGE) e 7,3 milhões (ANIP). Enquanto o IBGE registra queda de -1,39%, comparando 2008 com 2007, a ANIP aponta um desempenho positivo de 4,3% no mesmo período. 13


Autos

Gilberto Gardesani Guarujá, SP

Cuidando dos mínimos detalhes

Novo Gol 2010

A Volkswagen cresceu 8,3% nos quatro primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008. Exatamente 7,5% acima do total da indústria. Ninguém faz milagre nesse segmento, é resultado de ações competentes mesmo! Em um ano de vacas magras que não estão tão magras assim, afinal, navegando em uma terrível crise mundial, com grandes montadoras à beira da falência, lá fora, o Brasil consegue fazer seu mercado interno crescer, graças a três fatores: demanda reprimida, redução da maior carga tributária do mundo e de eficientes ações promocionais das montadoras. Neste ano, os lançamentos de grandes novidades em relação a novos produtos serão poucos. Praticamente todos receberão motores menos Flávio Padovan poluentes, mais potentes e mais econômicos para atender a nova legislação. Bom para os usuários. Em 2008, a VW promoveu 14 lançamentos, entre eles o novo Gol e o Voyage. Para este ano, a promessa é de 16 e sete já foram efetuados, entre novos produtos e versões especiais. Ficamos na expectativa dos demais. A grande novidade deverá ser a picape média Amarok, mais no final do ano. Veja matéria da ZF nas páginas 12 e 13. Sobre o lançamento da linha 2010, segundo Flávio Padovan, vicepresidente de Marketing da Volkswagen do Brasil, “os produtos incorporam mais tecnologia e novos itens de série e opcionais valorizados pelos usuários. A linha 2010 também chega com uma redução média nos preços da ordem de 1%, além de pacotes opcionais mais completos e atraentes”.

setor de pós-vendas e mesmo pelo departamento comercial. Todos os modelos receberam modificações visando obtenção de melhorias no aspecto técnico, de design, conforto e segurança. Nenhum modelo disponível na linha Volkswagen deixou de ser beneficiado e a maioria sem custos nenhum para o comprador. São tantos detalhes que não haveria espaço suficiente nessa edição, mas a Revista Jornauto disponibilizou tudo no seu site. Visite www.jornauto.com.br na página “Últimas Notícias”. Destaque maior

Nesta página, além dos excelentes números mostrados pelo Padovan, o destaque maior fica com a edição especial do Fox Sunrise, uma oferta interessante para os jovens amantes da marca e que desejam se destacar no seu meio social.

Pesquisas mostram tudo

Na apresentação da linha 2010, executivos da montadora mostraram interessante trabalho feito entre os usuários de seus produtos onde conseguem detectar detalhes das necessidades e desejos deles. As pesquisas foram coordeFabricio Biondo e Herlander Zola nadas e analisadas por Fabricio Biondo, gerente Executivo de Planejamento de Marketing e Herlander Zola, gerente de Propaganda e Estratégias de Marketing. Os resultados provocam ações objetivas e pontuais no conteúdo, onde as questões são resolvidas pela engenharia de produtos, pelo

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Fox Sunrise 2010

Ele vem equipado com motor Total Flex VHT 1.0 e uma série de acessórios como rack e antena de teto, aerofólio, lanternas traseiras escurecidas, aplique preto no suporte da placa e no pára-choque traseiro, adesivo preto nas colunas “B”, rodas de liga leve de aro 14” com pneus de uso misto, estribos laterais, faróis duplos escurecidos, molduras nas caixas de roda e o logotipo “Sunrise” nas colunas traseiras e na carcaça dos retrovisores, entre outros pacotes opcionais. Os bancos têm forração que combina couro e tecido de cor Antracite, que contrasta com os detalhes internos pintados de branco, causando um efeito apreciado pelos consumidores de espírito jovem. O preço público do veículo é R$ 32.785,00.


Polo Sportline 2010

Há que se mencionar também o lançamento do Pólo E-Flex com novo dispositivo que elimina a necessidade do tanque auxiliar de gasolina, para partida em dias frios e o BlueMotion, o Polo certo para quem busca redução de consumo e emissões. A fábrica garante uma redução de até 15% nos níveis de consumo de combustível e de emissões de CO2.

em automóveis e comerciais leves vendidos no País. “O crescimento da Volkswagen está diretamente ligado à renovação de produtos e participação em novos segmentos, como é o caso do Voyage, que já é um dos sedãs mais vendidos do mercado, em um segmento no qual a marca não participava até o início deste ano”, destaca Flávio Padovan, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen do Brasil. Em maio deste ano as vendas do Voyage foram de 7.071 unidades com participação de 3,6% no mês e de janeiro a maio, totalizaram 30.169 unidades, com 3,3% de participação no segmento de sedans. Segundo Padovan, o Gol, líder de vendas há 23 anos consecutivos, comprova o sucesso da sua renovação realizada há um ano e acumula nos cinco primeiros meses 113.171 unidades, o que representa 12,5% de participação no mercado total de automóveis.

Participação - Vendas nacionais Período: janeiro a maio

Fabricante

2008

2009

Fiat

25,0%

24,6%

Disputa acirrada

Volkswagen

21,9%

23,5%

Disputando acirradamente a liderança com a Fiat, a VW emplacou 260.027 veículos até o fim de maio, com uma participação de 23,5%

General Motors

21,5%

19,9%

Ford

9,3%

10,9%


Distribuição Gilberto Filho São Paulo, SP

Pellegrino sempre em busca da excelência Desde 1941, quando foi fundada comercializando produtos importados, a Pellegrino vem inovando na forma de trabalhar com os parceiros, sejam Nilton Rocha de Oliveira eles fornecedores representados ou varejistas do setor de autopeças. Treinamentos e reuniões são constantes na busca pela excelência. Duas vezes por ano os diretores e gerentes se reúnem para discutir os problemas e encontrar soluções específicas para cada mercado, traçando metas e objetivos. “No final do ano, planejamos o ano seguinte e, na metade do ano, fazemos uma revisão” relata Nilton Rocha de Oliveira, Diretor Comercial da Pellegrino. “A realidade de São Paulo, por exemplo, é bem diferente de um varejista ou aplicador de Araguaína no Tocantins, por isso a troca de experiências e informações é fundamental para o sucesso do nosso negócio. Em São Paulo, só para dar um exemplo, um varejista pode ser especialista em injeção eletrônica só da linha Fiat que ele terá mercado para trabalhar, mas em uma cidade pequena não, ele certamente não teria sucesso” avalia. Cursos são disponibilizados para mecânicos e balconistas ficarem por dentro das novidades do mercado. “O PPTA proporciona maiores conhecimentos sobre produtos e aplicações, para saber mais é só visitar uma unidade Pellegrino mais próxima e verificar a agenda dos cursos disponíveis para a sua região”. Premiados

“Um dos nossos maiores orgulho é figurar entre as 100 melhores empresas para se trabalhar, conforme o Prêmio Maiores e Melhores da Revista Exame. Isso nos enche de felicidade, porque significa que, se o ambiente interno é bom, os resultados fora também serão”, diz Oliveira. As 18 filiais trabalham em conjunto, para sempre oferecer aos clientes pontualidade e rapidez na entrega. São 21 mil m2 para armazenar os produtos dos 32 fornecedores que compõem o catálogo de 22.700 itens disponíveis para o setor varejista. “Os 454 colaboradores da Pellegrino fazem realmente a história da empresa acontecer”, ressalta o executivo. Mercado

O mercado da linha pesada caiu em alguns produtos entre 25 e 30%, mas Oliveira acredita que no geral irá, incluindo a linha leve, crescer em torno de 5% até o final do ano. “O mercado já está retomando, não na mesma euforia do passado recente, mas está caminhando”.

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A grande diversificação de veículos hoje do mercado nacional fez com que os donos de loja aumentassem a diversidade de estoque, por isso ele acredita que a parceria distribuidora e varejista hoje seja muito mais importante do que no passado. Outra observação é com relação ao aumento da concorrência no varejo que diminuiu e muito a margem de lucro, obrigando os lojistas a vender o dobro para ter a mesma rentabilidade de antes. Para fazer frente aos concessionários que estão buscando, na reposição, aumento de ganho, é necessário que o mercado independente realize planejamento estratégico junto aos distribuidores, mas ele acredita que os fornecedores não utilizam, por exemplo, toda a capilaridade e capacidade de comunicação que a Pellegrino tem junto ao mercado de reposição em nível nacional. Novo Site

Recentemente, a Pellegrino colocou na rede um novo site interativo, com muitas informações técnicas, para poder ajudar tanto balconistas e lojistas assim como mecânicos. “Muitas vezes um balconista vende uma peça, sabe como ela é, mas nunca viu onde é aplicada. Então, se ele fizer uma visita no nosso site e, por exemplo, quiser saber aonde vai uma cruzeta do eixo cardan ele entra em “Downloads”, mala direta e encontrará um item que mostra um eixo cardan completamente desmontado, com todas as partes. Interessante também são os novos vídeos e livros eletrônicos com conteúdo informativo para o diadia do mercado, vale a pena conferir. Em breve, o site ganhará um novo catálogo, muito mais completo”, finaliza Nilton Oliveira.

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Tecnologia

Gilberto Filho São Paulo, SP

Tecnologia verde da Eaton

E/D: Moacyr Lacerda, Wilson Marques, Adilson Dividino, Dimitri Kazarinoff, Patrick Randrianarison, Ricardo Dantas e Vishal Singh

Hoje existem duas tecnologias sendo desenvolvidas para atender as normatizações de emissões que, no Brasil, entrarão em vigor a parir de 2012. O SCR que utiliza uréia no tratamento dos gases e o EGR, que alguns especialistas dizem que ainda não tem condições técnicas de atender as futuras exigências. Para utilizar o SCR será necessário ter no veículo um reservatório para a uréia, além de toda infra-estrutura para sua distribuição e armazenamento. A Eaton está a sete anos desenvolvendo um sistema mais avançado, deixando pata trás a utilização dessa substância. Mas, para essa tecnolgia chegar ao Brasil, exige apenas um requisito: um diesel com 50 ppm de enxofre, no máximo. O ideal é ter ainda menos, por volta de 10/15 ppm para alcançar resultados ainda melhores, segundo a fabricante. Hoje, a situação não é nada animadora. No Brasil, nos grandes centros, como São Paulo, o combustível está em torno de 500 ppm e nas estradas, não muito longe da capital paulista, pode-se encontrar com até 2000 ppm. O que gera uma grande propagação de gases tóxicos.

nologies and BD (Gerente Geral - Tecnologias Emergentes e BD) da Eaton e afirma: “conseguimos uma redução de mais de 80% na maioria das condições de uso com combustíveis com 50 ppm de enxofre”.

Desenvolvimento Funcionamento

Em dois mil e quatro, a empresa americana associou-se a um fabricante de catalizadores e no ano seguinte, teve início o desenvolvimento. A Eaton garante que em dois mil e doze já estará disponível, ou um ano antes, para aplicações rodoviárias e, em dois mil e treze, será a vez das aplicações fora-de-estrada. Inicialmente, em mercados mais desenvolvidos, como Europa, Estados Unidos e Canadá. Mas, China, Índia e Brasil também estão na mira do fabricante. “Já testamos em temperaturas de 40 graus negativos a 51 graus positivos, e fomos até 3.400 metros acima do nível do mar, somando aproximadamente 40 mil quilômetros em testes e não tivemos problemas”, garante Dimitri Kazarinoff - General Manager - Emerging Tech-

A Eaton explica que: o NOx gerado na combustão é reduzido pelos catalizadores presentes no acumulador de óxidos de nitrogênio (LNT) e catalisador de redução seletiva (SCR). O LNT armazena NOx e passa por uma regeneração periódica controlada, liberando o NOx retido como nitrogênio e amônia. O SCR coleta a amônia produzida pela LNT e a utiliza para tratar continuamente o NOx ainda remanescente nos gases de combustão. O filtro de partículas para diesel (DPF) captura partículas sólidas (PM) e passa por regeneração periódica. “Mas, o motorista não interfere em nada, tudo é feito automaticamente” informa Ricardo Dantas, Ricardo Dantas - Diretor de Marketing e Vendas da Eaton.

Sistemas híbridos estão sendo desenvolvidos por fabricantes de veículos em parceria com fornecedores por considerarem as questões ambientais. A Eaton acredita que terão sucesso os fabricantes dessas tecnologias que tiverem o melhor custo-benefício e transmitirem confiabilidade. A empresa americana trabalha a mais de 20 anos desenvolvendo sistemas híbridos (hidráulicos e elétricos). “Depende muito a aplicação exigida para que um ou outro sistema tenha um bom custo-benefício. Ainda o investimento inicial é muito alto, mas acreditamos que o aumento de demanda faça o preço baixar” avalia Dantas. Hoje, nos Estados Unidos, ele custa cerca de 30/40% a mais e dependendo da aplicação e o custo do combustível garamtem, ele se paga em um período de 5 a 8 anos, em média. 17


Panorama Gilberto Filho São Paulo, SP

Reação do mercado gera otimismo Em entrevista exclusiva para a Revista Jornauto, o presidente do Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo), Francisco Wagner de La Tôrre, explica as dificuldades e as expectativas do setor. Segundo o presidente, a falta de crédito - apesar do governo afirmar que tem, é um grande entrave para os varejistas de autopeças. “Nosso setor ainda tem muita dificuldade em oferecer crédito para o consumidor final, devido às características dos produtos”. Mesmo assim, a expectativa é de aumento de 5% para o ano em relação a dois mil e oito. Contrariando pesquisa da Federação do Comércio, de que as vendas estão em queda, Francisco explica: “janeiro e fevereiro foi muito bom, em março tivemos uma queda e abril as vendas se estabilizaram iniciando uma recuperação em maio. Eu questiono em parte esse resultado porque eles somam as vendas de peças dos concessionários com a dos varejistas, por isso acontece essa distorção”. Outra preocupação é em relação ao aumento do preço de peças, que desde o inicio do ano variou entre 10 e 15% em produtos que são importantes dentro do portfólio de faturamento. “É estranho porque a China está vendendo aço aqui abaixo do custo da produção brasileira”, questiona. Novas tendências

Os distribuidores estão sentindo na pele a desaceleração do mercado. Em parte, devido à crise onde os lojistas administraram melhor o estoque no começo do ano diminuindo as compras e, por outro lado, e isso preocupa o sindicato, são as promoções dos concessionários que estão ficando mais freqüentes fazendo com que até os varejistas comprem deles. “Hoje existe uma preocupação muito grande no sindicato com relação aos preços que as conces-

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sionárias estão praticando em alguns itens. Antes, o leque de ofertas eram pontuais e agora estão se tornando perenes e isso preocupa e muito. E ninguém pode culpar o varejo porque nós estamos falando de oportunidades de negócio. Mas a solução, eu confesso, não sei”. Dois mercados

Para a entidade existem dois mercados com características distintas. Um da grande São

Ele está certo que a inspeção veio para ficar e que agora será questão de tempo para que outras cidades e estados a adotem. “O apelo é muito grande, seja por causa da saúde pública ou ecológica. O grande problema não são os carros velhos e sim os sem manutenção. O presidente do Sindicato Varejista de Autopeças do Rio Grande do Sul quer estudar o modelo da Controlar, porque a prefeitura de Porto Alegre já está querendo implantar a inspeção”. O presidente acredita que para o ano que vem 100% da frota já tenha que passar por vistoria. A expectativa fica em relação à inspeção de segurança, que deve ser o próximo e importante passo para alavancar o setor. Cursos e treinamento

Francisco Wagner de La Tôrre

Paulo e outro do interior. Com a entrada em vigor da inspeção ambiental na capital, apesar da grande imprensa estar divulgando a baixa adesão dos paulistanos, esse elemento ajudou a incrementar as vendas do setor. No interior, como as lojas são mais dependentes do agronegócio, as vendas estão menores que no ano passado. “No segundo semestre acredito que o interior terá uma melhora de desempenho”, prevê de La Tôrre.

Uma enquete no site da entidade mostra que os internautas do varejo estão dispostos a aprimorar seus conhecimentos em recursos humanos 22%, administração 19% e contabilidade 15%. Isso se explica porque em relação à parte técnica, os fabricantes de autopeças abastecem suficientemente o mercado, segundo ele. “O que os fabricantes não conseguem e nem é negócio deles, é a parte de gestão e isso cabe ao Sindicato oferecer e disponibilizar. Fizemos uma parceria com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva) e teremos 17 cursos no segundo semestre para a capital e o interior”. Além de São Paulo as cidades de Campinas, São José do Rio Preto , Presidente Prudente e Ribeirão Preto estão com as inscrições abertas. Para os interessados basta procurar a entidade ou verificar a agenda dos cursos no site: www.sincopecas.org.br.

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Varejo

Guilherme Ragepo Salvador, BA

Megatork reclama, mas está otimista para 2009 A Megatork traçou suas metas para 2009, um ano com boas expectativas para o mercado de venda de peças e serviços. Mas, para que esses bons resultados se concretizem, são esperados incentivos do governo e respeito dos grandes empresários. Atualmente são quatro colaboradores que se dividem no atendimento, estocagem e entrega das peças em Salvador e Região Metropolitana. No mercado concorrido do bairro de Pirajá, o sócio-proprietário destaca os diferenciais além do atendimento. De acordo com ele, as empresas devem oferecer qualidade e preço e, para isso, o executivo tem uma fórmula: “negociamos com fábricas e distribuidoras para fazer uma composição que satisfaça nossos clientes e fornecedores”. Carlos César Neves Neto

Fundada em 2005, a Megatork atua no mercado baiano e sergipano com peças de suspensão, freio e manutenção elétrica. No estoque, composto por mais de dois mil itens, os clientes têm a oportunidade de escolher diferentes marcas de um mesmo produto, segundo Carlos César Neves Neto, sócio-proprietário, esta é uma forma de oferecer opções a clientela. Para encarar 2009, o sócio-proprietário se diz tecnologicamente preparado. “Informatizamos todo nosso sistema, mas não abrimos mão de trabalhar com a psicologia. É uma forma de transformar clientes em amigos”, revelando a atenção especial que tem com o atendimento. No quadro de funcionários da Megatork, muitos são jovens que buscam as primeiras oportunidades. “É uma forma que contribuo com o mercado. Ao agir dessa maneira, formo uma mão de obra especializada e dedicada”, justifica César Neto.

Para o empresário a situação vai melhorar, basta apenas melhores incentivos do governo às micro e pequenas empresas: “os impostos são altos e a administração pública deveria criar mecanismos para favorecer o estabelecimento de novas lojas no mercado”. E sugere: “poderiam ajudar a fazer a organização administrativa dessas empresas, nos primeiros anos, que são os mais difíceis”. César completa dizendo que os únicos que conseguem superar esse período são os que, neste prazo, jogaram melhor com a versatilidade.

Futuro não assusta Comércio predatório

A crise financeira internacional parece não assustar Carlos César Neves Neto. O sócioproprietário da Megatork afirma que nos 23 anos de experiência já enfrentou, e superou, outros momentos de recessão e que, com otimismo, esse instante ruim passará logo. “Estão dando muita ênfase a esta crise, acho que devemos encará-la apresentando bom trabalho e não deixando de movimentar a economia”, prega.

“Outro problema que enfrentamos é a falta de consciência dos donos de grandes distribuidoras”. O empresário centraliza a queixa no que chama de comércio predatório. “As distribuidoras hoje vendem para lojas e para clientes avulsos, fazendo um mesmo preço, distorcendo o processo. Agindo deste modo vão acabar com o mercado, inclusive com os clientes: nós micro e pequenos empresários”, reclama. Para ele, deveria haver uma fiscalização mais forte no mercado. “Isso já compensaria os altos impostos pagos ao governo e defenderia os micros e pequenos empresasários”. Este aperto dificulta a movimentação de caixa, o que contribui para a falência de muitas lojas do setor. “Deveriam, ao menos, facilitar o crédito, lançando linhas mais eficientes, sobretudo, com juros mais baixos”.

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Distribuição Gilberto Filho São Paulo, SP

Roles comemora 40 anos Tudo começou em abril de 1969, no bairro da Aclimação e com apenas um item, rolamentos. Daí a origem da marca: “Rol” de rolamentos, “E” de Eduardo e “S” de Sidnei, seus fundadores. De lá para cá muita coisa mudou. Hoje, são mais de oito mil itens para veículos da linha leve, pesada e motos. São 16 pontos de vendas com estoque próprio, para atender a aproximadamente 20 mil clientes em todo território nacional. Em dois mil, deu-se início a comercialização de uma marca própria, a Roles Auto Produtos e em dois mil e cinco, passou a se chamar Autho Mix, que está completando quatro anos de atuação. Marcos Seixas, gerente de Marketing da Car Central, empresa controladora da marca, revela: “estamos investindo forte no segmento de motos, porque é o mercado que mais cresce no segmento de veículos, com muito potencial para explorar e estamos nos estruturando para atuar também no segmento de veículos comerciais, que é bem diferente dos outros”. Para ele, a compra feita por um usuário de caminhão ou ônibus é bem mais racional. O fator preço não importa muito, se o produto trouxer maior rentabilidade. “Tudo é feito na ponta do lápis. Se o frotista ou o autônomo entender que uma peça mais cara tem possibilidade de rodar muito mais, ele vai optar por essa peça”, afirma Seixas. Ponto de vendas

São 16 unidades de venda com estoque

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próprio para atender todo o mercado nacional. São Paulo, Bauru, Campinas, São Vicente, São José do Rio Preto no estado de São Paulo. Maringá e Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (MT), Cuiabá (MT) e recentemente foi inaugurada a unidade de Salvador, na Bahia. São 200 representantes regionais e mais o telemarketing para atender o mercado. Um catálogo eletrônico desenvolvido pela própria Roles, que levou cerca de quatro anos para ficar pronto, auxilia a equipe de vendas interna oferecendo todas as informações necessárias como: identificação do produto, ano de fabricação, aplicação, estoque, quantidade e onde ele está disponível. Além de um sistema de busca com a foto do produto para facilitar a identificação. Tudo constantemente atualizado. Para o vendedor externo, é oferecido o Roles Speed, que não é tão completo como o catálogo interno, mas é suficiente para atender o mercado. Crise e oportunidade

“Existe uma mentalidade cômoda do mercado que culpa a crise pela falta de resultados” diz Seixas. Segundo ele, a Roles está aproveitando o momento para crescer.

A Roles não vende produto, vende serviços. Não vendemos peças, quem vende são os nossos fornecedores. Nós vendemos uma entrega pontual, cobertura nacional, qualidade dos nossos fornecedores, atendimento e relacionamento.

No começo do ano, a distribuidora fez um evento com todos os fabricantes representados para falar sobre o momento do mercado e o que eles estavam pensando da crise, o que foi muito bem aceito pelos executivos que estiveram presente. Como a maioria das empresas são globais, o sentimento era de que a queda de demanda seria muito grande. A Roles mostrou que era o momento adequado para investir ainda mais na reposição. O resultado mostra que eles estavam certos. “Algumas empresas vão perder com a crise e têm outras que ganharão, nós certamente iremos ganhar participação”, afirma. Marcos ainda falou da excelente iniciativa do GMA com a campanha Carro e Caminhão 100%. Inclusive a Car Central é patrocinadora do projeto. Na sua opinião, e compartilhada pela maioria dos envolvidos, esse processo é lento, de longo prazo, mas que deve continuar, porque a conscientização está aumentando e essa é a melhor forma para que os usuários mantenham seus veículos em bom estado de conservação.

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Panorama

Lidianne Andrade Recife, PE

Empresários unidos por melhoria Fato comum pelas ruas do Recife é encontrar uma loja de peças ou oficina de reparação. O número ultrapassa 20 mil entre pequenas, médias e grandes empresas. Com um segmento tão forte, a posição de um sindicato é não apenas importante, mas crucial para o bom relacionamento da categoria. O órgão conta atualmente com 5.300 empresas associadas de diversas categorias como acessórios, oficinas, lojas de peças de auto, moto, caminhão, trator e peças e serviços, além das distribuidoras em geral. Apesar de número significativo, a entidade sente falta de boa parte do mercado local. “Não há interesse dos patronais em sindicalizar-se. Falta consciência que a união é importante para as conquistas em coletivo”, declara Antonio. Mercado estável

Antonio Lins

O Sincopeças/PE - Sindicato do Comércio de Auto Peças do Estado de Pernambuco, surgiu em 1984 para unir os patronais do ramo de autopeças. O carro chefe ainda é a informação. Com tantos estabelecimentos, fica difícil permanecer no “boca a boca” e problemas acontecem como em abril, quando motoqueiros visitaram lojas cobrando taxa por haver motoqueiro no quadro de empregados. “Um absurdo e nossos associados foram notificados”, comenta Antonio Lins, presidente do Sincopeças e proprietário da Antônio Soluções Automotivas.

É notório o volume de lojas no setor de autopeças nas grandes cidades pernambucanas. A explicação? Aumento de 20% de automóveis nos últimos dois anos, segundo pesquisas de mercado. Estudo realizado pelo Sindipeças mostra uma frota total de 25,6 milhões de veículos no país. Com tanto veículo rodando o ramo de autopeças tornouse um bom negócio. O Estado ainda é referência e ponto de fechamento de negócios. Com a migração de grandes marcas como Sadia e Perdigão e recente nomeação de pólo petroquímico da região, diversos setores foram beneficiados. “O mercado está passando por acomodação e ainda tende a melhorar”, comenta Antonio Lins. É um consenso entre muitos vendedores

SINCOPEÇAS-PE

Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, 2785, Imbiribeira - Recife /PE CEP: 51.150.003. Fone/ Fax: (81) 3334-8901 E-mail: sincopeças_pe@yahoo.com.br Antonio Lins, presidente

que a recente crise econômica mundial não trouxe grandes perdas ao setor. Ao contrário, mais trabalho para o sindicato de conscientização dos membros. “Mostramos o caminho do futuro. A união traz benefícios como ajuda para investimentos em momentos como a crise econômica, uma realidade para todos”, explica. Conquistas e dificuldades

Com a formação do Sincopeças a categoria patronal só tem a comemorar. Em mais de 20 anos de trabalho, grandes conquistas vieram como piso salarial diferenciado, esclarecimento sobre o pagamento indevido do PIS e COFINS, entre outras. Importantes convênios foram fechados. A maior de todas sem dúvida é a união patronal. “Éramos vara solta, cada um por si. Hoje somos feixe de vara querendo virar tronco”, cita poeticamente o presidente da entidade. Um dos grandes problemas enfrentados pelos patronais ainda são os desmanches. Em Pernambuco não há leis que proíbam os vendedores de peças roubadas. “É preciso a criação de uma lei como a existente em outros estados, onde há um controle maior nos desmanches”, desabafa. Outro problema citado por ele é que os atacadistas resolvem vender direto para os aplicadores, causando uma quebra na relação de vendas e perdas para varejistas. Para Antonio Lins, o problema é a conscientização das leis de mercado. “Conversamos com nossos sindicalizados a respeito e instruímos a agirem da melhor forma”, explica.

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Passageiros Adriana Lampert Canoas, RS

Conforto e qualidade nas linhas urbanas de Canoas O transporte público da cidade de Canoas e região (RS) está mais moderno e confortável. A Sogal, empresa de transportes coletivo do município vizinho à capital gaúcha, acaba de investir R$ 16 milhões na compra de 64 ônibus. Os veículos foram entregues em março e já estão circulando. São 34 ônibus urbanos com carroçaria Marcopolo Torino montada sobre chassis Volkswagen e devidamente adaptadas para portadores de necessidades especiais, 10 veículos executivos Sênior - Midi, utilizando chassis Mercedes-Benz  com caAlexandre Biazus pacidade para 36 lugares e 20 Sênior-Microônibus, também sobre chassis Mercedes-Benz - pequenos seletivos de poltronas altas, janelas panorâmicas e ar condicionado, com motor eletrônico. “Os novos veículos fazem parte das perspectivas da empresa para a excelência operacional, contando com uma equipe dinâmica e eficiente, utilizando experiência no segmento e a capacidade de quem busca o bem coletivo”, diz o diretor da Sogal, Alexandre Biazus. Longa parceria

Segundo o executivo, esta aquisição significa uma nova etapa na prestação de serviços pela Sogal com investimento em tecnologia visando mais conforto e segurança para os usuários. “Com esta última licitação, foi possível reestruturar o sistema de transporte em Canoas”. O diretor da empresa ressalta que a compra dos veículos é também a continuidade de uma parceria de longa data. “Iniciamos a fazer negócios com a Marcopolo há mais de 40 anos”, lembra Biazus. E esta parceria é celebrada também pela fabricante. Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro da Marcopolo, os novos modelos escolhidos (Torino, Sênior e

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Sênior - Midi), proporcionam menor custo operacional, maior valor de revenda e baixa manutenção. “Estas características são fundamentais para os empresários do setor de transporte urbano de passageiros, além de maior conforto ao usuário”, avalia. Situada em uma área de 67.570 m² na Av. Armando Fajardo, 301 (Bairro São Luis), a Sogal é das principais viações do Rio Grande do Sul, com 42 anos de atuação no mercado. Hoje, sua frota total é de 139 unidades nos modelos Mercedes-Benz, Volkswagen e Iveco para atuação em transporte urbano e seletivo que circulam no município de Canoas exclusivamente na linha urbana. Qualidade certificada

“A Sogal foi constituída em fevereiro de 1967, por cinco empresários de sucesso na área de transportes, com o propósito de consolidar sua atuação oferecendo conforto, segurança e pontualidade, através do aprimoramento de suas atividades e especialização de seu quadro funcional”, conta Alenxandre Biazus, que trabalha na empresa há quatro anos. “Fomos a primeira empresa da Região Metropolitana a receber a Certificação ISO 9000, em dezembro de 2000, e aderimos ao PGQPPrograma Gaúcho de Qualidade e Produtividade em 1999. Com isso, a Sogal somou interesses que privilegiam a qualidade dos serviços prestados, considerando seus diferenciais, que ajustam prioridades entre o poder concedente e usuários”. Segundo Biazus, hoje a empresa conta com

680 colaboradores, entre administrativo, operacional e manutenção. “Para garantir boa qualidade, a Sogal também possui um programa permanente de capacitação de seus colaboradores, contando com ônibus-escola e recursos audiovisuais e lúdicos como fatores de desenvolvimento dos colaboradores”. Em 2008 o faturamento da empresa foi de R$ 30 milhões.”Gerar investimentos que mantenham a frota atualizada e acompanhando o crescimento da demanda, aliados a oferta de horários/itinerários, infra-estrutura no município que favorece a mobilidade e a execução do serviço é uma de nossas metas a longo prazo”, revela o executivo. ”Tanto a inserção de novos ônibus na frota, como um sistema de integração, fazem parte da visão estratégica voltada aos desafios para o transporte coletivo da região”, afirma.

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Logística

Carlos Eduardo Biagini São Bernardo do Campo, SP

Em 2009, a Tegma aposta em novos ares Para fugir da crise, vale ficar de olho aberto nos segmentos de telecomunicações e combustíveis. Em 2008, a transportadora cresceu 31,4% e obteve uma receita líquida de quase R$ 1 bilhão. A atuação da Tegma no transporte de veículos novos, o famoso serviço de cegonheira, é impactante. Em 2008, a empresa transportou 1 milhão de automóveis, ou um terço da frota licenciada no país no ano. Números, que segundo a transportadora, contemplam a liderança num segmento tão disputado. Ainda falando no ano passado, a empresa conquistou uma receita líquida de R$ 978,9 milhões, um crescimento de 31,4% em relação a 2007. Mesmo assim, por conta da crise econômica mundial, que afeta de forma mais agressiva o setor automotivo, os executivos da Tegma pensam cada vez mais em apostar em novos mercados. A contagem regressiva começou. “Temos consciência que apesar do quarto trimestre de 2008 ter sido bastante preocupante, foi um ano positivo para a indústria automobilística. Foram alcançados recordes históricos de licenciamentos e produção. Nossa estratégia de diversificar a plataforma de negócios tem se mostrado cada vez mais adequada”, revela Gennaro Oddone, presidente da Tegma Gestão Logística. De acordo com Oddone, o lucro líquido acumulado em 2008 foi de R$ 53 milhões, valor equivalente a 5,4% da receita líquida. Por outro lado, a Tegma investiu R$ 88,4 mi-

lhões – montante que priorizou a compra de equipamentos e renovação de frota. Expansão na mira

O presidente afirma que a Tegma estuda a ampliação de sua atuação no país. Atualmente, a empresa demarca território por 54 filiais, que somam uma área total de 1.571 mil metros quadrados. Colaboradores diretos são 3.146. A frota é composta por 3.924 equipamentos próprios e de terceiros. Apesar das quedas do setor automotivo, este nicho é a principal fonte de renda da Tegma. A empresa não transporta apenas veículos, mas também peças e carrocerias. Além de serviços logísticos. Esses quatro braços de atuação foram responsáveis pela maior parte da receita líquida total, ou R$ 794,7 milhões. Alta de 29,2% sobre 2007. “Apesar do clima de incertezas do setor, acredito que olhando a médio e longo prazo, há condições de desenvolvimento e crescimento de uma forma bastante importante”, acredita. Segmento por segmento

Nos outros mercados de atuação, que re-

Gennaro Oddone

presentam 20% do faturamento, a receita bruta atingida foi de R$ 145 milhões. Na comparação com 2007, ano em que a empresa passou a abrir seu leque de atuação, o aumento chegou a 72,2%. Entre esses nichos estão o transporte de suco de laranja, de combustíveis (principal cliente é a Shell) e de papel e celulose. Além deles, os segmentos químico, de cosméticos, refrigerados, cavaco de madeira, telecomunicações (clientes do porte de Embratel e Claro), eletroeletrônicos e informática (HP e Xerox), são os alvos da transportadora para não depender apenas do mercado automotivo, neste ano. “Nosso mix de atuação é diversificado. Temos registrado crescimentos nesses outros setores. Nossa política de expansão é agressiva nesses nichos. Os que mais apostamos são o de telecomunicações – que tem uma projeção de futuro muito forte – e de combustíveis”, revela. “Pode ser um ano de oportunidades para nós. Prioritariamente dos mercados que já temos em mãos ou eventualmente algum em que poderemos entrar no decorrer do ano”, deixa no ar, Oddone, que começou na empresa em 1999 e assumiu a presidência em 2003. A contagem regressiva, realmente, já começou.

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Estatística

Informações sempre atualizadas em nosso site

Acumulado - Janeiro a Maio de 2009 / 2008

www.jornauto.com.br

Produção por segmento de mercado Vendas de caminhões no atacado Tipo de veículo......... 2009........ 2008................Var % Automóveis........................... 937.539.............1.049.668....................... -10,7 Comerciais Leves................... 157.402.............178.177.......................... -11,7 Cam. Semileves......................... 1.711.............3.424.............................. -50,0 Cam. Leves............................. 10.367.............11.505.............................. -9,9 Cam. Médios............................. 4.362.............5.684.............................. -23,3 Cam. Semipesados.................. 14.317.............19.832............................ -27,8 Cam. Pesados.......................... 11.731.............22.375............................ -47,6 Ônibus.................................... 11.485.............16.965............................ -32,3 Total..................1.148.914........ 1.307.630...........-12,1

Tipo de veículo......... 2009........ 2008................Var % Automóveis........................... 800.661.............817.244............................ -2,0 Comerciais Leves................... 135.390.............137.120............................ -1,3 Cam. Semileves......................... 1.705.............2.423.............................. -29,6 Cam. Leves............................... 8.660.............9.903.............................. -12,6 Cam. Médios............................. 4.079.............4.586.............................. -11,1 Cam. Semipesados.................. 11.542.............13.722.... .........................-15,9 Cam. Pesados.......................... 10.223.............14.409............................ -29,1 Ônibus...................................... 8.297.............9.397.............................. -11,7 Total.................. 980.557........ 1.008.804........... -2,8

Exportação (Veículos + CKD) Tipo de veículo......... 2009........ 2008................Var % Automóveis........................... 128.362.............238.151.......................... -46,1 Comerciais Leves..................... 25.481.............49.406............................ -48,4 Cam. Semileves............................ 154.............753 ................................ -79,5 Cam. Leves............................... 1.173.............1.843.............................. -36,4 Cam. Médios................................ 516.............941 ................................ -45,2 Cam. Semipesados.................... 1.466.............4.226 ............................. -65,3 Cam. Pesados............................ 1.622.............7.371.............................. -78,0 Ônibus...................................... 3.673.............5.936.............................. -38,1 Total................... 162.447........ 308.627........... -47,4

Automóveis

Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Ford............................... 1.050.............. 38,5............ 1.139............29,4.............-7,8 Mercedes.......................... 820.............. 30,1............ 1.218............31,5...........-32,7 Iveco................................. 573.............. 21,0............... 967............25,0...........-40,7 Volkswagen...................... 284.............. 10,4............... 545............14,1...........-47,9 Agrale.................................. 0 . ............. 0,0 . ................ 0 .............0,0.............. 0,0 Total............... 2.727...................3.869..................-29,5

Leves (6 / 10 - Ton./PBT)

Licenciamentos

Veículos Licenciados

Semileves (3,5 / 6 - Ton./PBT)

Utilitários

Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Volkswagen................... 3.512.............. 35,7............ 3.919............37,8...........-10,4 Mercedes....................... 2.952.............. 30,0............ 3.622............35,0...........-18,5 Ford............................... 2.845.............. 29,0............ 2.360............22,8............ 20,6 Iveco................................. 354................ 3,6............... 203..............2,0............ 74,4 Agrale . ............................ 164................ 1,7............... 258..............2,5 ......... -36,8 Total............... 9.827..................10.362....................-5,2

Médios (10 / 15 - Ton./PBT) Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Volkswagen................... 2.115.............. 51,6............ 2.176............45,3.............-2,8 Mercedes-Benz.............. 1.023.............. 25,0............ 1.777............37,0...........-42,4 Ford.................................. 905.............. 22,1............... 788............16,4............ 14,8 Agrale................................. 53................ 1,3................. 66..............1,4 ..........-19,7 Total............... 4.096 ..................4.807...................-14,8

Semipesados (acima de 15 Ton./PBT) Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Volkswagen................... 4.389 . . ..........37,0............ 5.334............35,9...........-17,7 Mercedes....................... 3.634.............. 30,6............ 4.772............32,1...........-23,8 Ford............................... 2.477.............. 20,9............ 3.229............21,7...........-23,3 Volvo................................ 731................ 6,2............ 1.175..............7,9...........-37,8 Iveco................................. 628................ 5,3............... 367..............2,5............ 71,1 Scania . ................................ 1................ 0,0 . ................ 1..............0,0.............. 0,0 Total...............11.860..................14.878..................-20,3

Pesados (acima de 15 Ton./PBT/PBTC/CMT) 1. Gol............................... 113.176........... 1.Strada.................... 33.550 2. Palio............................... 76.069........... 2. EcoSport................ 18.444 3. Uno................................ 65.946........... 3. S-10....................... 13.023 4. Fox/Cross Fox.......................52.876............4. Saveiro....................... 10.871 5. Corsa Sedan.........................50.069............5. Montana.................... 10.818 6. Celta................................... 48.577............6. Kombi........................ 10.622 7. Siena...................................36.838............7. Hilux.......................... 10.267 8. Ka........................................30.915............8. Tucson......................... 8.208 9. Voyage.................................30.171............9. L200............................ 8.169 10. Fiesta.................................29.492 ...........10. Fiorino....................... 6.096 11. Prisma................................22.648............11. CRV........................... 6.041 12. Civic...................................22.079............12. Pajero........................ 5.699 13. Fit......................................19.986............13. Captiva...................... 5.689 14. Corolla...............................19.416............14. Ranger....................... 4.365 15. Weekend............................18.869............15. Hyundai HR................ 3.509 16. Fiesta Sedan.......................17.697............16. Tracker....................... 3.432 17. Sandero.............................15.427............17. Courier...................... 3.122 18. Corsa.................................15.063............18. Ducato....................... 2.899 19. C3.....................................12.202............19. Sportage.................... 2.518 20. Space Fox...........................11.158............20. Hyundai SW4............. 2.138 Fonte: Anfavea / Fenabrave

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Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Mercedes....................... 2.895.............. 26,6............ 4.303............27,5...........-32,7 Scania............................ 2.718.............. 24,5............ 3.009............19,2.............-9,7 Volvo............................. 2.166.............. 19,5............ 2.793............17,9...........-22,4 Volks............................. 2.015.............. 18,1............ 2.731............17,5...........-26,2 Iveco.............................. 1,062................ 9,6............ 2.170............13,9...........-51,1 Ford.................................. 260................ 2,3............... 641..............4,1...........-59,4 Total................ 11.116..................15.647..................-29,0

Vendas de ônibus no atacado Fabricantes.......2009...Part. %..... 2008.. Part. %....Var. % Mercedes....................... 4.372.............. 46,2............ 6.426............50,7...........-32,0 Volkswagen................... 2.739.............. 28,9............ 3.554............28,0...........-22,9 Agrale............................ 1.823.............. 19,3............ 2.110............16,6...........-13,6 Iveco................................. 267................ 2,8................. 12..............0,1....... 2.125,0 Scania............................... 202................ 2,1............... 436..............3,4...........-53,7 Volvo ................................. 62 . ............. 0,7 . ............ 135 .............1,1...........-54,1 Total............... 9.465 .................12.673.................. -25,3



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