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Zênite Zênite Jornal da Maçonaria de Jundiaí e Região Ano 2 nº. 5 - Setembro/Outubro 2011 Versão Digital

Editorial

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O Jornal Zenite recebeu em 28 de agosto uma homenagem da A \ R \ L \ S \ Barão de Jundiahy. Muito obrigado!

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Agenda

Através do perfil de Walter Luiz De Oliveira Grupo Maçonaria Jundiaí

15/11 às 9h na Praça do Maçom Hasteamento da Bandeira com atividades do Grupo de Escotismo Curuqui. Traga os sobrinhos. Presença do Corpo de Bombeiros e Exército.

twitter@jornalzenite


O que é a NF-e e quais são as suas vantagens?

Artigo Profissional

Um documento digital. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é expedida e armazenada virtualmente, sendo que sua finalidade é documentar uma transação de mercadorias ou uma prestação de serviços. As vantagens são inúmeras para todas as partes envolvidas. O emitente é beneficiado na medida em que os custos com a impressão, com a aquisição de papel e com a armazenagem dos documentos fiscais são reduzidos. Um documento em papel pode ser gerado a partir do arquivo da NF-e (XML): o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE). Este tem por função acompanhar o trajeto da mercadoria ou ainda facilitar a consulta online da respectiva NF-e. Além disso, o emitente obtém vantagens através do Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), pois a organização, a preservação e o gerenciamento são otimizados. A simplificação de obrigações acessórias e o incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com clientes (B2B) também figuram entre os proveitos decorrentes do uso do documento. Para as empresas compradoras, podem-se listar os seguintes benefícios: eliminação da digitação de notas fiscais no ato do recebimento de mercadorias, planejamento logístico antecipado do recebimento do produto, redução de erros de escrituração devido à eliminação de erros de digitação de notas fiscais, Gerenciamento Eletrônico de Documentos otimizado e incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com fornecedores (B2B). Os contabilistas também são favorecidos através da simplificação da escrituração fiscal e contábil, do Gerenciamento Eletrônico de Documentos e das oportunidades de consultoria e serviços relacionados à NF-e. O fisco é contemplado, pois a confiabilidade da nota fiscal é aumentada, o controle fiscal é melhorado, há redução de custos no processo de controle das notas fiscais apreendidas pela fiscalização, a sonegação fiscal é diminuída, o Gerenciamento Eletrônico de Documentos é melhorado e há suporte aos projetos de escrituração eletrônica contábil e fiscal da Secretaria da Receita Federal e demais Secretarias de Fazenda Estaduais (SEFAZ).

Bruno Maia - Ordem DeMolay ProbusNFe Celular: (11) 6375-4444 E-mail: bruno@probusnfe.com.br Skype: probusnfe


Aconteceu na Jantar RitualĂ­stico - 22 de agosto de 2011.


Maรงonaria Ordem DeMolay

Jantar em prol ABCJ


O Início da Ordem DeMolay no Brasil

Ordem DeMolay

Quando pensamos no inicio da Ordem DeMolay no Brasil, logo pensamos em Alberto Mansur. Uma pessoa que batalhou e sonhou durante anos para trazer a Ordem DeMolay para o Brasil, o que o torna um exemplo de perseverança e dedicação. Alberto Mansur iniciou na Maçonaria em 1950, e vinte anos mais tarde, em 1970, teve contato com o livro "The New Age- July 1969", que é um comemorativo de cinquenta anos da Ordem DeMolay, e, com esse livro, Alberto Mansur teve a ideia de trazer a Ordem para o Brasil, pois via um vazio existente na tradicional Maçonaria brasileira, que era a falta de jovens. Nessa época, o Brasil, em tempos de ditadura, passava por momentos difíceis, onde no governo tínhamos a figura de Emílio Garrastazu Médici, considerado o presidente mais duro e repressivo, enquanto no mundo assistíamos à chegada do homem na lua, a divisão do mundo entre o socialismo e capitalismo, e ameaças de uma guerra nuclear. Durante anos, Alberto Mansur tentou contatos frustrados com o Supremo Conselho Internacional na tentativa de iniciar os trabalhos da Ordem DeMolay no Brasil, mas apenas em 1974, na cidade do Rio de Janeiro, Alberto Mansur expôs a sua ideia e sonho ao Soberano Grande Comendador Norte Americano George A. Newbury, que participava da VII Reunião dos Soberanos Grandes Comendadores das Américas. Pouco tempo depois, Alberto recebeu uma carta do Supremo Conselho Internacional, com as primeiras medidas a serem tomadas para trazer a Ordem para o Brasil. Ainda no ano de 1974, Alberto Mansur tornou-se Soberano Grande Comendador A.A.S.R. no Brasil, e uma meta prioritária de sua gestão seria a fundação da Ordem DeMolay no Brasil. No ano de 1979, em Boston (EUA), Alberto se encontrou com o Grão Mestre Internacional e grande entusiasta da Ordem DeMolay, C.C. “Buddy” Falkner, que autorizou Alberto iniciar os trabalhos DeMolay no Brasil. Na época, era claro que o Brasil necessitaria formar líderes para o poder, pois os anos do período militar estavam com os dias contados, e o Brasil navegava com ventos de popa para a democracia. Após dez anos sonhando com a Ordem DeMolay, o sonho de Alberto tornou-se realidade, e foi no dia 16 de Agosto de 1980, na cidade do Rio de Janeiro, com 59 candidatos, que o primeiro Capítulo foi formado e nomeado como Capítulo Rio de Janeiro n° 001. Passaram-se 30 anos desde a criação do primeiro Capítulo no Brasil, e a Ordem DeMolay está cada vez mais viva nos nossos jovens corações DeMolays. Diego Rodrigo Hernandes


Memória Maçônica

A Maçonaria Adonhiramita O mais antigo documento conhecido referindo-se ao mestre arquiteto do Templo sob a denominação de Adonhiram é o Cathécisme des Francs Maçons ou Le Secret des Francs Maçons (»Catecismo dos Franco-Maçons» ou «O Segredo dos Franco-Maçons»), editado em 1744, de autoria, possivelmente, de um abade, cujo nome seria Leonardo Gabanon. Em 1730, nasceu Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite (»Compilação Preciosa da Maçonaria Adorinamita»), cuja primeira edição surgiu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do parlamento de sua cidade natal, Metz, França, onde residiu de 1756 a 1765. Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito crítico para baterse contra a proliferação desordenada dos altos graus do Rito de Heredon, do qual derivariam alguns dos ritos atuais, como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy propôs-se a reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e depurando-os de tudo o que não fosse fiel à tradição maçônica. Em 1766, Tschoudy publicou L'Étoile Flamboyante ou La Société des Francs-Maçons (»A Estrela Flamígera» ou «A Sociedade dos Franco-Maçons»), obra em que propôs a criação de uma nova ordem de altos graus, a Ordem da Estrela Flamígera, com três graus: Cavaleiro de Santo André, Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido. Desentendendo-se com os membros do novo Conselho, dedicou-se ao já citado Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite. Alguns autores, porém, atribuem a autoria da Compilação a Louis Guillemain Saint-Vitor. Esta interpretação foi feita por Ragon, que citou este último autor em seu ritual de mestre, na bibliografia nele mencionada. A confusão deve-se à divisão da obra em duas partes, de estilos totalmente diferentes, sendo, a primeira, pródiga em notas e explicações, enquanto a segunda é lacônica e breve. Deduzem os estudiosos que a primeira parte foi escrita por Saint-Vitor e a segunda, por Tschoudy, em data anterior àquela. A Compilação, aceita-se hoje, foi publicada em dois volumes, em 1787, incluindo os graus simbólicos, graças a Saint-Vitor, que os escreveu pouco antes da publicação, ou seja, quase vinte anos depois da morte de Tschoudy. A primeira parte da Compilação era relativa aos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. A segunda, compreendia os graus de perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Segundo Eleito Nomeado de Pérignan, Terceiro Eleito Nomeado eleito dos Quinze, Pequeno Arquiteto, Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês, Mestre Escocês, Cavaleiro da Espada Nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia, Cavaleiro Rosa Cruz e O Noaquita ou Cavaleiro Prussiano. Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal, difundindo-se nas colônias e sendo o preferido da armada napoleônica. Com a difusão do Rito Francês ou Moderno, o Rito Adonhiramita começou a ser abandonado, restringindo a sua prática ao Brasil, onde se encontra a sua Oficina Chefe. Graças a isso, o Rito manteve a sua pureza original, e não sofrendo as influências do teosofismo, ocorrida com os outros ritos no final do século XIX. Em Portugal, a primeira Loja Maçônica se instalou em 1727, sendo regularizada pela Grande Loja de Londres em 1735, denominada Hereges Mercantes. Na Loja de Coimbra, fundada em 1773, encontravam-se os brasileiros Antônio de Morais Silva, Antônio Pereira de Souza Caldas, Francisco de Melo Franco e Joaquim José Cavalcanti. Igualmente, em outras lojas, em Lisboa e no Funchal, existiam irmãos brasileiros. Em 18 de fevereiro de 1722, foi inaugurada a Academia Científica, fundada no ano anterior, com o apoio do então Vice-Rei D. Luiz de Almeida Soares Eça, Marquês de Lavradio. Em 6 de junho, adota o nome de Sociedade Literária Rio de Janeiro, funcionando até 1790, quando a devassa da Inconfidência Mineira suspendeu os seus trabalhos. Essa Academia é tida, hoje, como uma loja maçônica disfarçada, como sugerem alguns textos posteriores como o que se segue, de autoria do Barão de Rio Branco, em Efemérides Brasileiras. "Uma divisão naval francesa, comandada pelo Capitão Landolphe, tendo cruzado alguns dias perto da barra do Rio de Janeiro, fez algumas presas e seguiu, nesta data, para o Norte. Na altura de Porto Seguro, encontrou-se com a esquadra do comodoro inglês Rowley Bulteel, e no combate renderam-se duas fragatas francesas. Os prisioneiros foram entregues no Rio de Janeiro, ao Vice-Rei, Conde de Resende. Refere o Comandante Landolphe, que foi bem tratado, porque era pedreiro-livre. Um dos filhos do vice-rei levou-o a uma festa maçônica - introduzindo-o no recinto do templo - diz ele em suas memórias, ouvi, com muito prazer, o discurso do venerável..."


Outro fato importante, que poucas obediências de outros países possuem, é o manifesto, como prova de regularidade de origem da Maçonaria Brasileira, através de uma Loja Adonhiramita - A Loja Reunião - que se subordinava ao Grande Oriente de França. Em 1815, foi fundada a Loja Comércio e Artes que, com a divisão do seu quadro, formou outras duas: a Loja União e Tranquilidade e a Loja Esperança de Niterói. Essas lojas adonhiramitas fundaram, em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil. Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente do Brasil e as Grandes Lojas e os Altos Graus jurisdicionados às respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita. O Rito Adonhiramita é o segundo mais praticado no Brasil, com especial concentração nos Estados de São Paulo e Pará. Atualmente, ele é reconhecido pelas potências maçônicas regulares, participantes da Confederação Maçônica Interamericana. Alisson Tanaka

A \ R \ L \ S \ Cavaleiros da Serra do Japy py

Memória MemóriaMaçônica Maçônica

A Maçonaria Adonhiramita

Nutrizan Buffet

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Lowtons

Dá-se o nome de Lowton ao filho do Maçom (em alguns países a filha do Maçom também pode ser adotada como Lowton), com idade entre sete e quatorze anos, adotado por uma Loja Maçônica, a qual contrai para com ele a obrigação de servirlhe de tutor e guia na vida social, de acordo com um ritual especial denominado "Adoção de Lowtons", impropriamente chamado "batismo". Em razão desse venerável empenho, as Lojas não devem conceder esta adoção senão com prudência.

Registro na Potência Ao Lowton, após a cerimônia de adoção, deverá ser entregue um diploma da Loja em que se declare que o mesmo foi adotado por ela, o qual deverá ser previamente, registrado na Grande Loja. Poderá ser entregue, também, juntamente com o diploma, uma pequena medalha decorada com emblemas maçônicos, nome da Loja, bem como o nome do Lowton e a data de sua adoção. Jovem Lobo A denominação Lowton tem uma origem muito antiga e significa "jovem lobo", designação esta que se dava, entre os mistérios de Ísis, ao filho de um iniciado, que respondia por "chacal" ou "lobo", já que a máscara que um iniciado usava, mesmo em público, tinha a forma simbólica deste animal. Proteção Maçônica O Lowton, entre outras coisas, tem direito à assistência e proteção maçônicas e o de ser iniciado aos 18 anos, desde que o consinta o pai ou tutor, satisfeitas as condições exigidas pela legislação maçônica, dispensando, entre si, o tratamento de "Primos" e recebendo, por parte dos Maçons, o tratamento de "Sobrinhos". Os Maçons, por sua vez, recebem, por parte dos Lowtons, o tratamento de "Tios". Oficinas de Lowtons As Lojas Maçônicas reúnem seus Lowtons em Oficinas, por elas patrocinadas, com o objetivo de formar-lhes o caráter e a personalidade, encaminhando-os na senda das virtudes, da moral e dos bons costumes e preparando-os para, no futuro, tornarem-se Maçons, se este for o seu desejo. As supervisão e coordenação das atividades gerais de uma Oficina de Lowtons cabem a um Conselho Preceptor composto por, no mínimo, três Mestres Maçons nomeados pelo Venerável Mestre da Loja patrocinadora. Uma Oficina é dirigida pelos próprios Lowtons que a compõem, os quais tomam a denominação de Lowtons Condutores, dando-se ao local de suas reuniões o nome de Câmara. Para que as reuniões de uma Oficina possam ser realizadas, é necessária à presença de pelo menos, sete Lowtons Condutores, assistidos por um Preceptor. Ornamentação do Templo Tanto na adoção quanto nas reuniões de uma Oficina, os Lowtons devem se revestir com roupa branca, uma vez que o branco é o símbolo da pureza do infante, que compete à Loja adotiva preservar, e a cor predominante na decoração do Templo Maçônico preparado para a Sessão de Adoção de Lowtons, o qual deve ter as paredes guarnecidas por um estofo branco, recamado de abelhas e ornado de folhagens e grinaldas de flores, símbolo da infância. O próprio Ritual de Adoção de Lowtons revela esse apelo à pureza: a água nas mãos, para que elas permaneçam puras; o sal na fronte, para inspirar ideias sãs e justas;: o mel sobre os lábios, para que a boca só profira palavras meigas e doces; o vinho, símbolo da força vivificante, para inspirar o desejo do bem e da sabedoria; e o fogo, para purificar todo o seu ser. Fonte: http://www.templariosdemolay.com.br/ Read more: http://www.lowtons.com.br/conceito/


Curiosidades

A Maçonaria: uma estrela que brilha no silêncio Sem sombra de dúvida, nenhuma organização é tão fascinante e ímpar quanto a gloriosa Maçonaria. Com a missão de tornar homens bons, melhores, ela conseguiu a proeza de permanecer intacta às intempéries da vida, mantendo-se firme como os preceitos que a impulsionam. A trilogia Igualdade, Fraternidade e Liberdade é digna de atenção, pois apresenta conceitos modernos e indispensáveis para um convívio melhor na sociedade. Há séculos, esses são conceitos conhecidos, praticados e divulgados por seus integrantes. Hoje, fala-se muito em ecumenismo como forma de resposta aos conflitos religiosos. Contudo, a Maçonaria foi a primeira entidade em que a fé individual foi utilizada como instrumento de integração, e não como combustível para sangrentas guerras, provando que todos somos filhos do mesmo criador, ou seja, irmãos, e podemos viver realmente em harmonia, independente da religião a que pertençamos. Atualmente, percebemos que o racismo é uma patologia temível, que coloca em risco a humanidade, então, notamos o valor do exemplo da fraternidade maçônica, pois esta abomina todas as formas de racismo. A filantropia, um de seus estandartes, tem uma característica própria que deixa esse gesto mais nobre: o silêncio, em que, na grande maioria das vezes, nem o próprio beneficiado tem conhecimento de seu benfeitor. Esse condimento não só deixa caracterizada a verdadeira caridade, como nos ensina que não devemos fazer as coisas boas, se podemos fazê-las perfeitas. Num universo tão eclético, seus congregados aprendem a honrar três grandiosos pontos, que são sagrados em todos os lugares: Deus, Pátria e Família. Independente da cultura, esses tópicos são unanimidade os mais valiosos que um povo pode possuir. Percebemos que, quando tais ícones são desonrados, as consequências são enormes. Porém, investida de tais predicados, foi sempre alvo constante de perseguições, injúrias e preconceitos, pois jamais se alienou perante as mudanças globais, mostrando-se como obstáculo para caprichos de déspotas, prova disso é que há, até os nossos dias, histórias “fantásticas” pulverizadas nas mentes férteis das massas, associando maçonaria a elementos malignos. Ideias como “os maçons praticam magia negra” estão presentes e geram relatos tão absurdos quanto a maldade de quem os criou. Certamente, a razão fundamental para que a Maçonaria não se tornasse apenas uma mera coadjuvante na história da humanidade foi a dedicação e a disciplina de seus integrantes, pois apesar das lutas, não se inclinou diante dos problemas; ao contrário, a cada obstáculo se fortaleceu. Privilegiando os excluídos, defendendo a ética, respeitando as autoridades, incentivando a paz, lutando contra vícios e cultivando a moral, ela segue firme em sua jornada que é a disseminação desses valores, que são tão grandiosos e estão além do nosso plano material, pois a certeza da imortalidade da alma e a crença na existência de um Ser Supremo são os geradores de tanta energia positiva, e, com toda certeza, são companheiras dos maçons em qualquer trajeto, seja no cotidiano ou na esperança de uma vida posterior. Fonte: Cristyano Ayres Machado, M.·. M.·. http://www.maconariaportugal.com/


Antonio de Queiroz Teles foi o primeiro Barão de Jundiahy (na época, com grafia antiga). Nascido na Vila de Jundiaí em 1º de fevereiro de 1789, o filho de lavradores dedicou-se também à lavoura, ingressando mais tarde na política com o intuito de apenas bem servir a sua terra. Ocupou vários cargos: foi juiz de paz, vereador, membro da Assembléia Provincial, juiz municipal, juiz de órfãos e delegado de polícia. Como lavrador foi um dos defensores da construção de estradas de rodagem e, por isso, confiou-lhe o governo provincial a incumbência de fiscalização da estrada entre São Paulo e Campinas. O sufrágio popular deu-lhe invariavelmente o primeiro lugar nas eleições e, por conta de sua popularidade, em 1848, quando o Imperador Don Pedro II visitou Jundiahy, hospedou-se em sua residência.

Barão de Jundiahy

Teles foi condecorado Comendador da Ordem da Rosa e, posteriormente reconhecidos seus serviços, foi intitulado agraciando-o com o título de “Barão de Jundiaí”. Antonio de Queiroz Telles foi sempre incansável em propugnar quer na Assembléia, quer perante o Governo pela construção de uma boa estrada entre Jundiaí e Santos. Durante quase toda sua vida, foi encarregado pelo Governo Provincial de inspecionar e fiscalizar parte da estrada entre São Paulo e Campinas. Queiróz Teles teve 8 filhos, entre eles, Joaquim Benedito de Queirós Teles (Barão do Japi), Ana Joaquina do Prado Fonseca (a Segunda Baroneza do Japi) e Antonio de Queiróz Teles Filho, o Conde do Parnaíba. Era casado com D. Anna Liduina de Moraes e faleceu em 11 de Outubro de 1870. Importante dizer que, na época, ainda não existia uma Loja Maçônica em Jundiaí e, por isso talvez, não haja registros históricos de ter sido o Barão um Maçom. Entre as homenagens a seu nome, estão diversas ruas, praças e monumentos por todo o Estado de São Paulo. Das mais importantes, a Rua Barão de Jundiaí (conhecido como Calçadão da Barão), o Museu Solar do Barão (que tem como tema a história da cidade na época do império) e o Grupo Militar Barão de Jundiahy (no 12º GAC). Na cidade de São Paulo, mais especificamente no bairro da Lapa, a Rua Barão de Jundiaí é um importante corredor e calçada de comércio.

Fundação

O Estandarte O Estandarte é uma importante insígnia de uma Loja Maçônica. De fundamental importância simbólica e esotérica, as suas cores, símbolos e dizeres, identificam a filosofia, o objetivo e a finalidade de uma instituição, entidade ou organização. Este, por exemplo, foi desenvolvido para a A\R\L\S\ BARÃO DE JUNDIAHY pelo Professor José Antonio Galego e pelo Designer Marcello Azzolini, ambos membros ativos da Loja. Considerando a simbologia que sempre norteou a Loja mãe, segue uma breve expressão de seus elementos: Sobre um escudo peninsular Português de fundo branco, com bordas verdes significando a paz e a esperança, onze símbolos foram empregados. Ao alto, dividindo o firmamento, estão os três pontos, símbolos de identificação dos maçons; no interior deles as três Lojas que dividem o mesmo templo na Vila Hortolândia: a Lua crescente em amarelo da Loja Barão de Jundiahy nº 733, a Estrela em amarelo e azul da Loja Estrela de Jundiaí, nº 325, e o Sol em amarelo da Loja Filhos do Sol, nº 470. Ladeando o Estandarte garantindo força e beleza, estão as Colunas em amarelo ocre ornadas com ramos de Acácia em tons de verde, imortalizando e protegendo os trabalhos executados sob a vista do Brasão. Entre colunas, foi dividido em quatro quadrantes e adornado pela Espada Flamígera vermelha voltada para cima. No quadrante superior esquerdo, dividido pela força do fogo, o Leão Rompante vermelho, símbolo emprestado do “brasão de armas” da família Queiroz, ao seio da qual nasceu Antonio de Queiroz Telles, o primeiro Barão de Jundiahy, “o mais ilustre filho do passado, da cidade de Jundiaí”. No quadrante superior direito, sobre o fundo branco, estão representados Esquadro e o Compasso em preto, símbolos da Maçonaria Universal, que garantem a retidão das condutas e medidas exatas no emprego da força e da justiça. No quadrante inferior esquerdo, tem lugar o Pavimento Mosaico em branco e preto, retratando os antagonismos da vida. No quadrante inferior direito, a Serra do Japy, em tons de verde, símbolo maior de nossa cidade, aos pés da qual registra-se o Rio Jundiaí em azul com seus bagres Jundiás em preto, peixes característicos da Bacia Hidrográfica da região, que deu origem ao nome do Município. Unindo todos os elementos, a faixa vermelha tal qual a do brasão do Município de Jundiaí, com os dizeres “A\R\L\S\ BARÃO DE JUNDIAHY Nº 733” e abaixo, a data de sua fundação, sob os auspícios da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. A A\R\L\S\ BARÃO DE JUNDIAHY 733 reúne-se todas as segundas-feiras, às 20 horas, a Rua Ovidio Zambon, 273, Vila Hortolândia, Or\ Jundiaí-SP. Extraído do blog: http://baraodejundiahy.blogspot.com com fontes Prefeitura Municipal de São Paulo, Jornal de Jundiaí e Wikipedia.


A Maçonaria e a Política

ou: do limão a limonada. Entre fatos, hipóteses e mitos: o processo de independência

O presente texto serve apenas como uma coletânea de temas, e não encerra qualquer pretensão acadêmica. Seu objetivo é o de ressaltar alguns tópicos importantes que devem ser levados em conta para a compreensão do complexo conjunto de fatos que desaguou na independência do Brasil, durante a primeira metade do século XIX. Um período conturbado. O processo político-social que deu causa à independência da então América Portuguesa insere-se em um período pródigo em revoluções. As profundas mudanças econômicas fomentadas pela Revolução Industrial, capitaneada pela Inglaterra a partir de meados do século XVIII, inicia o momento histórico denominado por Eric Hobsbauwm como o da “Era das Revoluções”. Ele antecede em poucos anos a independência dos Estados Unidos em relação à dominação inglesa. Mas se a Revolução Industrial caracterizou-se sobretudo pelas profundas mudanças no cenário econômico, as revoluções que se seguiram encontram seu cerne no aspecto político-social (malgrado o evidente impacto das questões econômicas nas novas demandas político-sociais). Há, de fato, um fio condutor que entrelaça a Revolução Francesa (1789), a ascensão e queda de Napoleão, o período dos levantes de independência nas Américas na década de 20, a Revolução Liberal em 1830, a Primavera dos Povos, em 1848 e, por fim, a Comuna de Paris, em 1871. Cada qual por seus anseios, inimigos e motivações, todos esses levantes demonstram que alguma coisa havia mudado na Europa, e que, por isso, o mundo não seria nunca mais o mesmo. Portugal e sua colônia. A lógica mercantilista que Portugal impôs às terras sob seu domínio na América, sistematizada principalmente a partir do século XVII, consistia em uma prática que por muito tempo gerou divisas notáveis à Metrópole, enquanto garantia a estagnação do mercado interno deste lado do Atlântico, além de outros efeitos nocivos do ponto de vista econômico e social. Ocorre que as riquezas brasileiras acabaram por financiar em grande parte as pretensões de expansão econômica da Inglaterra, que consolidou sua posição de principal parceiro comercial de Portugal. O Tratado de Methuen (1703) é emblemático nesse sentido: um acordo “fechado” de fornecimento de produtos têxteis da Inglaterra para Portugal, e de vinho português para os ingleses. Evidentemente as vantagens obtidas por parte da Inglaterra nesse acordo garantiram mais tarde um mercado para as indústrias em franca expansão, enquanto Portugal amargava a atrofia de sua produção nacional, situação que traria sérias consequências, sentidas intensamente décadas mais tarde. A família real no Brasil. Com a ascensão de Napoleão e o bloqueio continental imposto à Inglaterra, a Coroa Portuguesa viu-se em uma situação pouco confortável: era obrigada a abrir mão do comércio com a Inglaterra ou confrontar o poderoso exército francês. A política de “jogo duplo” levada a efeito pela Coroa Portuguesa acabou rendendo a Portugal a hostilidade da França, que culminou na invasão de seu território pelas tropas francesas comandadas por Androche Junot. Restou à família real portuguesa, bem como a parte considerável de sua corte, o refúgio em terras americanas. É nesse cenário conturbado que o Brasil recebe pela primeira vez a Casa Real e a nobreza portuguesa, em 1808. A vinda da família real, em si, já seria um fato de grande impacto político nas terras brasileiras, mas duas outras decorrências dessa novidade são ainda mais notáveis: a abertura dos portos às nações amigas e, em 1815, a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves. A reação conservadora. Se é a partir da ascensão e domínio de Napoleão que o Brasil é alçado a um novo patamar no que diz respeito a seu papel no concerto das nações, a derrota de Napoleão e a consequente reação das forças conservadoras (em que o Pacto da Santa Aliança é talvez o marco mais notável) far-se-iam sentir também entre os lusos e luso-brasileiros deste e daquele lado do Atlântico. Esse fator, aliado à revolução do Porto de 1820 (que estabelece o constitucionalismo em Portugal), são motivadores do retorno da família real para Portugal em 1821, só restando no Brasil Pedro I, o príncipe regente. A pressão política para o retorno da lógica mercantilista como norte para as relações entre Brasil e Portugal serve como combustível para o acirramento dos ânimos em ambos os países. A independência. Os fatos que culminaram na proclamação da independência, bem como toda a mística que se agrega ao episódio histórico (construída, de modo mais intenso, durante o Segundo Reinado), são bem conhecidos. O clamor dos brasileiros para a permanência do príncipe e o Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, a expulsão das tropas portuguesas do Rio de Janeiro, as cartas de Portugal, a comitiva de Pedro I interceptada às margens do Ipiranga, a imediata decisão de proclamar a independência, são fatos por demais explorados e repetidos para nos atermos a eles em maiores detalhes. Nesse sentido, procuraremos traçar algumas considerações menos usuais.


Bonifácio, ícone de uma época. Por vezes, alguns personagens históricos encarnam sua época. Certamente podemos atribuir essa característica a uma figura destacada no cenário que se desenha no Brasil a partir de 1820: José Bonifácio de Andrada e Silva. Brasileiro natural de Santos, ele materializa - quer em sua vida, em seu pensamento ou em suas posturas - uma série de aspectos controversos, a exemplo dos fatos que vivenciou e ajudou a construir. Membro destacado do grupo conhecido como “a elite coimbrã” brasileira – constituída, em sua grande maioria, por conservadores oriundos dos bancos da Universidade de Coimbra, e, a priori, pouco afetos aos ideais de independência – Bonifácio mostrou-se um estadista pragmático, que apesar de monarquista e leal ao trono português, acabou por articular o processo de independência, tendo posteriormente recebido a alcunha de seu verdadeiro patriarca. Mas assim como teve papel de destaque no processo de independência e no fortalecimento dos primeiros momentos da vida política do novo império, sua atuação na Constituinte lhe rendeu a inimizade do Imperador, a prisão e o exílio, pouco mais de um ano após a declaração de independência, em um inesperado e vertiginoso processo de ascensão e queda. Com a abdicação do imperador em 1831, a nomeação de José Bonifácio como tutor dos herdeiros da Casa Real pode ser vista como uma vitória e um reconhecimento, ainda que tardio, à sua inteligência e capacidade. O fato de grande parte dos personagens envolvidos direta e indiretamente nesses acontecimentos serem maçons não deixa de ser um aspecto que torna essas contendas ainda mais interessantes. Uma “independência” diferente. Mas voltemos aos fatos. O processo de independência no Brasil é sui generis, porque ao contrário das Américas inglesa e espanhola, a independência ocorre de modo pacífico, sem derramamento de sangue. Ao final de contas, soa mais como um golpe que como uma revolução. Trata-se de um episódio tão incomum que sequer a figura do governante muda – governante este que, mais tarde, assumiria o trono de Portugal após abdicar em favor de Pedro II, seu filho. Mas uma transição tão pacífica cobraria seu preço em pouco tempo. Preço, aliás, que veio tanto em forma de compensações financeiras a Portugal como requisito para o reconhecimento internacional quanto ao novo governo (um último ato de expropriação da antiga Metrópole), quanto de levantes internos que se intensificaram principalmente no período regencial. As elites regionais brasileiras, desde sempre abandonadas à própria sorte (mas invariavelmente lembradas em questões tributárias), acabam por encontrar um modo de fazer valer seus interesses, em face de um governo ainda desarticulado, diante de um território de tamanha magnitude. A Revolução Farroupilha é certamente o evento mais característico desse momento de enfrentamento entre o poder central e elites regionais. Assim, se o processo de independência em si foi uma aberração, surpresa ainda maior foi a manutenção da unidade nacional, que seria consolidada no Segundo Reinado tanto por uma política partidária dirigida por Pedro II, quanto por um esforço diplomático notável, em que se destaca a figura do Barão do Rio Branco. Maçonaria e independência. E quanto ao papel da Maçonaria nesses eventos? Não pretendo realizar aqui uma perquirição historiográfica, mas apenas suscitar algumas hipóteses fundadas, acima de tudo, no bom senso. Logo, acredito que a melhor postura a ser adotada é a da prudência. Creio, realmente, que a tese de que “a independência no Brasil foi construída pela Maçonaria” parece tão exagerada quanto algumas teorias conspiratórias das quais os maçons são alvos preferenciais. A Maçonaria, ou melhor, os maçons, tiveram um papel destacado não apenas no processo de independência do Brasil, mas também em outros rincões da América, e acerca disso não deve prosperar o menor rastro de dúvida. Todavia, a bem da verdade, esse envolvimento de membros da Ordem não pode soar, como frequentemente soa, um plano minucioso elaborado “pela Maçonaria”. Os próprios desencontros, incertezas e contratempos tão presentes nesse momento histórico conturbado dão conta disso. As lojas maçônicas congregavam parte substancial dos atores políticos do cenário brasileiro, o que as tornava naturalmente espaços de debate em relação aos destinos do país. Os maçons viviam o seu tempo, com todas as paixões e urgências características de um período revolucionário, que testemunhou a ascensão das bandeiras em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Nesse contexto, se há uma importância notável na ação de maçons durante o processo de independência, esse status quo parece decorrer muito mais de posturas pessoais do que propriamente de uma ação harmoniosa e articulada com vistas a um objetivo comum. Tal sugestão é pretensamente corroborada pelos fatores históricos que encontram no processo de independência um efeito, e não uma causa. E essa talvez possa ser a grande lição do episódio para cada um de nós. Marx criticava os filósofos por procurarem apenas compreender o mundo, quando o que importa é modificá-lo. Isso nossos irmãos da primeira metade do século XIX fizeram, e o fizeram com propriedade. Com seus princípios, tenacidade e coragem, ofereceram sua contribuição para grandes obras. Que essa inegável prova da solidez de seus princípios sirva como exemplo de coragem e esperança para a construção de um futuro melhor. E que nós também saibamos dar nossa parcela de contribuição. Afinal, é isso se espera de um maçon. Jacintho Del Vecchio Junior A\R\L\S\ Amor e Concórdia


Jornal da Comunidade Maçônica de Jundiaí e Região.

Sobre rimas e rumos Gosto das palavras. De escrevê-las, Dando sentidos diversos Na interpretação de quem as ouve. Porém, não gosto de rimas, Da forma organizada de pensar mundos, Por meio de combinações, Previsíveis. Rima não é poesia. É tentativa de ordenar letras, De expor linguagens enquadradas, Que nem sempre explicam Ou desejam ser explicadas. É combinar o final de cada termo, Dando a eles Um padrão supostamente racional, Previsível, E fácil de ser desvendado. De achar a função Interminável do significado de cada palavra, Deixando-a amarrada Ao poder do som.

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Rimar é tentar dar rumos certos A palavras incertas, Na busca ilógica, Da lógica, de cada um. Luiz Trientini – 07.2010 A\R\L\S\ BARÃO DE JUNDIAHY

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