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Jornal Terceira

Visão Valinhos

Edição 1113 - Ano XXII

Fundação: 06 de março de 1993

Valinhos ontem Acervo Haroldo Pazinatto

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Valinhos, quarta-feira, 28 DE MAIO de 2014

Valinhos hoje

Aloysio Moraes | JTV

Desfile de 7 de Setembro na Rua Antonio Carlos. Valinhos, SP, 1971

Alunos do Ginásio Estadual de Valinhos no Desfile de 7 de Setembro na Rua Senador Feijó com Rua 7 de Setembro - cerca de 1958.

Inauguração da Festa do Figo no Parque Municipal de Feiras e Exposições Monsenhor Bruno Nardini. Valinhos, SP, 1976. À esquerda, a Avenida Joaquim Alves Corrêa. A Festa do Figo foi atraindo um número cada vez maior de visitantes ao longo de sua história, levando seus organizadores a buscar novos espaços e atrações.

17 ANOS

Estar presente na historia de Valinhos é motivo de muito orgulho

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Valinhos ontem

Valinhos hoje Acervo Haroldo Pazinatto

Rua 12 de Outubro, à esquerda Nilson Fernando Pazinatto e, à direita, Luiz Eduardo Pazinatto. Valinhos, SP, cerca 1958. Da esquerda à direita, o Armazém de Secos e Molhados da família Cedran, o Pastifício Vesúvio da família Evangelista e as casas da família Moletta.

Aloysio Moraes | JTV

Construção da Rodovia Flávio de Carvalho. Valinhos, SP, déc. 1970. À esquerda, as chaminés da Cerâmica Pessagno.

Inauguração do Viaduto Governador Laudo Natel. Valinhos, SP, 29 jan. 1977.

PARTICIPAR DAS COMEMORAÇÕES DOS 118 ANOS DE VALINHOS, É MOTIVO DE ORGULHO E SATISFAÇÃO. VEJO MINHA CIDADE CONFIANTE NO FUTURO E DETERMINADA A GARANTIR A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO E AS EXPECTATIVAS DAS GERAÇÕES FUTURAS. PARABÉNS A TODAS AS PESSOAS QUE FAZEM PARTE DESSA HISTÓRIA !

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Valinhos ontem

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Valinhos hoje

Julio Melo

Aloysio Moraes | JTV

Parque Portugal Outubro de 1991

Av. Dom Nery (saída para Campinas) - 1965

Av. Dom Nery e Gessy Lever - Julho de 1965


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Acervo Haroldo Pazinatto

Valinhos ontem

Valinhos hoje Aloysio Moraes | JTV

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Rua 7 de Setembro, Valinhos, SP, déc. 1960. Ao centro, entulhos das demolições de edificações para a duplicação da Rua 7 de Setembro, ao fundo, à esquerda, a Igreja Matriz de São Sebastião e, à direita, o antigo prédio da Cia. Gessy Industrial.

Vista parcial da cidade. Valinhos, SP, déc. 1950. À esquerda, observa-se a cerâmica da Família Spadaccia e, acima, a Estação da Cia Paulista de Estradas de Ferro. À direita, a Cia. Gessy Industrial e, acima, a Igreja Matriz de São Sebastião.

Prédio da Prefeitura Municipal. Valinhos, SP, déc. 1960.

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Valinhos ontem

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Valinhos hoje

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Rua 7 de Setembro com Rua Antônio Carlos. Valinhos, SP, 1956. Da direita à esquerda, Antonio Luiz Borin, Haroldo Pazinatto e Reinaldo da Silva na sapataria da família Borin.

Largo de São Sebastião. Ao fundo a Igreja Matriz de São Sebastião no final de sua construção. Valinhos, SP, cerca 1948.A Igreja foi idealizada pelo padre Manoel Guinot Bernat e a engenharia e construção estiveram sob a responsabilidade do engenheiro Lix da Cunha

Festa do Figo na Praça Washington Luiz. Valinhos, SP, cerca 1973. À extrema direita, ao fundo, a Escola Estadual Professor Antonio Alves Aranha.

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Linha do Tempo da Cidade de Valinhos

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Linha do Tempo da Cidade de Valinhos

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Fotos | ACERVO HAROLDO PAZINATTO | ALOYSIO MORAES | REPRODUÇÃO

Valinhos é elevada à categoria de Distrito de Paz

Alexandre Simões Vieira abriu um caminho novo de Jundiaí aos Goiazes, tendo como paragem um ribeirão chamado Pinheiros. É o primeiro marco oficial de uma área dentro de Valinhos

Nasce Adoniran Barbosa

Inauguração do CLT - Centro de Lazer do Trabalhador “Ayrton Senna”

Nasce Bepe Spadaccia, grande idealizador da Santa Casa de Valinhos e do Clube Atlético valinhense. Teve grande participação política na história da cidade. Hoje dá nome à UPA 24h

Inauguração da Santa Casa de Valinhos. Na foto, José Milani Junior ergue a primeira telha no início da obra

É instalada a primeira indústria de papelão de Valinhos por Ferrúcio Celani - Cartonifício Valinhos

Inauguração da UPA Prefeito José Spadaccia

Construção da Matriz de São Sebastião

Realização da primeira eleição municipal. Jerônymo Alves Corrêa é eleito como primeiro prefeito

Figo Roxo passa a ser produzido em escala comercial com grande ajuda do Padre Bruno Nardini

Nasce o fotógrafo Haroldo Pazinatto, que da nome ao museu de Valinhos, que faleceu em 27 de dezembro de 2001 e deixou viva a memória fotográfica de Valinhos

A estação de Valinhos era a terceira parada na viagem inaugural da linha da Cia. Paulista, no trecho Jundiaí-Campinas

1732

1797

1872

1888

1889

1896

1901

1909

1910

1913

1925

1929

Nasce Vicente Musselli, músico, seresteiro e que hoje dá nome ao Centro Cultural de Valinhos

O município é oficialmente instalado no dia 1º de janeiro, quando tomam posse o prefeito e os 13 vereadores

Inauguração do Viaduto Laudo Natel

Valinhos perdeu um de seus médicos mais influentes. Dr Admar Concon

Primeiro treino no campo do Valinhense

1934 •

1937

1938

1939

1942

1948

1953

1954

1955

1962

1965

1977

1979

1995

2004

Governo do Estado promulga a lei que cria o município de Valinhos

Primeiros imigrantes italianos chegam a Valinhos dando um novo impulso na agricultura

Epidemia de febre amarela arrasa Campinas e a Sexta Secção Eleitoral de Campinas é transferida para a, então, vila de Valinhos, pois muitos dos campineiros buscaram refúgio nessa região

José Milani lançou o sabonete Gessy e conquistou o mercado nacional. Em 1960 um grupo europeu comprou a indústria dos Milani, que passou a se chamar Gessy-Lever

A crise do café levou os cafeicultores a venderem suas terras para saldar as dívidas fazendo com que os imigrantes italianos ocupassem as terras e difundissem a cultura do figo

Figo Roxo é introduzido em terras valinhenses pelo imigrante italianio Lino Busatto

2005

2013

2014

2014

2014

Valinhos é elevada à condição de Comarca, em cerimônia realizada no Fórum Municipal

Construção do Castelo D’Água no Bairro do Castelo

Realizada a 1ª Festa de São Sebastião sob a direção da Igreja Católica. O evento daria origem a tradicional Festa do Figo de Valinhos

Famílias Italianas - “Imigrantes italianos deu início a um povoado. Em 1774, cal. Valinhos estava sofrendo várias o então bairro de Jundiaí foi eleva- epidemias de febre amarela. Embodo à categoria de Distrito e, em 16 ra não tenha sido atingida pela forde novembro de 1794, Campinas te epidemia, que aconteceu em 1889 emancipou-se. A partir daí, não se na região, o município não escapou sabe quando exatamente foi fun- da febre amarela que atingiu uma dada a vila de Valinhos, porém grande proporção de Campinas e já naquele período se constata- alcançou Valinhos, Rebouças (hoje va o desenvolvimento do municí- Sumaré), Santa Bárbara e Boa Vista, pio através de grandes proprieda- entre outras. des. A Fazenda Dois Córregos, hoje Em função dessa doença, a Bairro Dois Córregos, pertenceu ao Sexta Secção Eleitoral de Campinas brigadeiro Luís Antônio de Sousa foi transferida para Valinhos, onde Queirós, tido como o homem mais muitos dos campineiros buscaram rico da capitania. refúgio, desenhando o futuro disHá registros de que, no dia 31 trito. No ano de 1893, foi publicade abril 1889, Valinhos foi palco de do no Diário Oficial do estado do uma importante reunião da Câmara dia 1º de setembro o ato de criação Municipal de Campinas, que cobrou do “Distrito Policial de Valinhos”. do Governo Provincial a convocação O tráfego ferroviário pela Compada Assembleia Legislativa, para que nhia Paulista de Estradas de Ferro se tomasse alguma providência em de Jundiaí a Valinhos teve início em relação ao saneamento básico do lo- 28 de março de 1872.

Entre 1929 e 1938 o artista Flávio de Carvalho idealiza e executa projeto pessoal, uma casa-sede modernista, para a fazenda Capuava

É fundada a Ribeiro Gerin SA, uma pequena fábrica de papel, que tempos depois passou a se chamar Rigesa. Hoje também conhecida como MWV Rigesa.

Campinas torna-se município

Conhecida como a “Terra do Figo Roxo” e atualmente lembrada pela grande produção de goiaba, Valinhos é considerado o oitavo município mais extenso e populoso da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Campinas, aliás, está vinculada à origem valinhense. De acordo com registros, a história de Valinhos teve início no dia 2 de dezembro de 1732, no momento em que foi concedida uma sesmaria a Alexandre Simões Vieira, que abriu um novo trajeto de Jundiaí a Goiás. O bairro Capuava foi o primeiro marco dentro do município. No período em que a sesmaria foi outorgada, Campinas ainda era chamada de bairro de “Mato Grosso das Campinas”, pertencente a Jundiaí. Em 1741, Francisco Barreto Leme fixou-se na região e

Clayton Machado assume a prefeitura de Valinhos

Cine da Paz

Expogoiaba é incorporada à Festa do Figo Faleceu um membro da família JTV, o grande Lindinir Andrade, nosso eterno Lelo

Primeira ligação de água no Jardim Pinheiros

Faleceu o ex vereador Zelão

formam o primeiro povoado de Valinhos”

Distrito da Paz

Crise do Café 1929

Lino Busatto

A chegada dos Imigrantes Italianos

Em 28 de maio de 1896, a pequena Valinhos foi elevada à categoria de ‘Distrito de Paz’, mas somente em 30 de dezembro de 1953 o Governo do Estado promulgou a Lei 2.456, criando o município de Valinhos.

O cultivo de figo se expande a partir da crise do café em 1929, quando os grandes fazendeiros começavam a vender suas terras já que a cafeicultura não dava mais lucros e eles tinham dívidas a pagar. Assim os imigrantes italianos conseguiram comprar suas próprias terras e ampliar, em inúmeras pequenas chácaras, a área plantada com figo roxo. É curioso que a Igreja Católica foi decisiva na cultura do figo e na criação da Festa do Figo. Isto porque na década de 1930, a comunidade italiana decidiu construir uma nova igreja de São Sebastião, mas o dinheiro era escasso.

Antes mesmo de se tornar município, a cultura do figo já tinha grande importância econômica. A primeira plantação de figo, na Chácara Santa Cruz, é de 1901 e a iniciativa foi do imigrante italiano Lino Busatto. As mudas de figo tipo “San Pietro”, o figo roxo, foram trazidas da Itália e se adaptaram ao solo valinhense, produzindo um fruto de boa qualidade. Lino Bussatto com o sucesso de sua empreitada cedia mudas de figo para outras famílias de imigrantes italianos plantarem nas terras que aos poucos conseguiam comprar e a partir de 1910, a produção atinge escala comercial, embora o consumo ainda não fosse significativo. Em 1938 o padre Bruno Nardini assumiu a igreja, aceitou o desafio da construção e teve a ideia de usar o figo como atrativo da festa beneficente para a igreja. Buscou ajuda dos engenheiros agrônomos da Casa da Cultura de Campinas para orientar os agricultores de Valinhos a produzirem um figo de melhor qualidade e em maior quantidade.

Conforme relato do historiador Benedito Otávio, em 1907, quando foi inaugurada a Cia. Paulista, o tráfego ainda era pequeno na Vila de Valinhos. E foi o café que motivou a construção da antiga estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, inaugurada em março de 1872, que recebia a produção de fazendas da região de Campinas para embarque na estação Valinhos. E os trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro corriam ao longo do Ribeirão do Pinheiro, que corta toda Valinhos. Após a abolição dos escravos, havia falta de mão-de-obra e os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar em 1888, dando um novo impulso à agricultura. Dessa forma, surgiram inúmeras fazendas cafeeiras, que proliferavam em toda a região. Os imigrantes, em sua grande maioria de italianos, acabariam por mudar o perfil agrícola do município, com a introdução de novas culturas e mudaram as relações trabalhistas e até mesmo o traçado urbano. Ao contrário do que previram os construtores da estação ferroviária, a cidade não cresceu para chamada “além porteira”, mas sim na parte dos “fundos”. Os italianos preferiram construir suas casas, estabelecimentos comerciais e industriais (dentre eles a Gessy, hoje Unilever) e até mesmo uma igreja nos “fundos” da estação. Assim, os católicos italianos, em 1895, começavam a construção da antiga Igreja de São Sebastião, padroeiro de Valinhos.

Primeira Eleição A primeira eleição aconteceu dia 3 de outubro de 1954, sendo eleito Jerônymo Alves Corrêa o primeiro prefeito, com 1.832 votos. O município foi oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1955, quando tomaram posse o prefeito e os 13 vereadores.


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Valinhos ontem

Acervo Haroldo Pazinatto

Valinhos hoje

Aloysio Moraes | JTV

Demonstração de acrobacias automobilísticas na Avenida dos Esportes. Valinhos, SP, cerca 1980. À direita, o edifício Ypê.

Desfile em comemoração ao Dia do Trabalho e ao Centenário de Elevação de Valinhos à Categoria de Distrito de Paz, na Avenida dos Esportes. Valinhos, SP, 1996.

Antiga Adutora de Rocinha e, ao centro, a Avenida 11 de Agosto. Valinhos, SP, 1968. Sistema adutor concebido para atender a cidade de Campinas e, em parte, a cidade de Valinhos. À esquerda, parte do vestiário do Clube Atlético Valinhense.

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Valinhos: cidade privilegiada

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Figo roxo: quanto mais escuro, melhor

Arquivo | JTV

Arquivo | JTV

Desde a década de 1920, quando o então prefeito de Campinas Orozimbo Maia se torna proprietário da Fazenda Cachoeira e que, em 12 de julho de 1921, inaugura a Fazenda Hotel Fonte Sônia, é que Valinhos persegue sua vocação turística. Diz a história que Orozimbo Maia mandou proceder a análise da água, para saber se a mesma era radioativa, depois de ter ouvido a história de que um colono que sofria dos rins foi curado após ter tomado, durante certo tempo, a água da fonte da fazenda. O resultado foi positivo, mostrando que a água era de fato radioativa e suas propriedades eram benéficas para os males dos rins, bexiga e outros órgãos. A água da fonte da Fazenda Cachoeira era diurética, mais forte que a de Lindóia. Pensando no sucesso financeiro da descoberta, Orozimbo Maia transforma metade da casa da fazenda em hotel e dá início à produção comercial do líquido. A Fonte Sônia também ficou famosa pela produção de doces como figada e a goiabada e por suas belezas naturais, como as cascatas e matas nativas, que ainda hoje atraem inúmeros turistas.

Em vários momentos da história a imprensa valinhense levantou a questão de Valinhos e sua vocação para o turismo. O primeiro jornal de Valinhos, editado no ano de 1939 por Gedeão Menegaldo, traz um artigo com o título “Valinhos enquanto estância termoclimática”, que fala mais diretamente sobre esta vocação. Porém, em nenhum momento da história como neste final de século, o turismo foi tão debatido e tão almejado. A concretização deste sonho começou a ser efetivada no ano de 1996, quando a EMBRATUR concedeu a Valinhos o Selo de Cidade com Potencial Turístico. Desde então, um trabalho de planejamento vem sendo realizado para concretizar esta vocação, através de um projeto que garanta a Valinhos infraestrutura para promover o turismo receptivo e condições de mostrar aos visitantes as principais atrações da cidade, seus eventos e sua principal riqueza, que são as frutas. Próximo da Capital do Estado e da cidade de Campinas, o Município de Valinhos distingue-se no panorama paulista por seu parque manufatureiro e pela produção de

figos em grande escala. A atividade agrícola do município, aliás, está quase que inteiramente voltada para a fruticultura. Além da produção de figos, que lhe permite com grande vantagem a posição de primeiro produtos do País, Valinhos relaciona, em suas culturas agrícolas, uva, maçã, pera, banana, laranja, limão, manga, abacaxi e abacate. A produção brasileira de figos é de cerca de quatro milhões de centos, dos quais 1 milhão é proveniente de Valinhos. A exportação do fruto obedece a modernas técnicas de seleção e embalagem e atinge uma área que cobre diversas unidades da federação. O parque industrial do município é dos mais expressivos do Estado e reúne na classe de Indústrias de transformação 94 estabelecimentos. Na produção desses estabelecimentos destacam-se, com nítida vantagem, os gêneros produtos de perfumaria, sabões e velas, mecânica e papelão. Os principais produtos industriais de Valinhos incluem sabões e sabonetes, pás, carregadeiras e peças de reposição, papel Kraft, caixas de papelão e outros produtos de celulose.

Valinhos 118 anos Nossa cidade está em festa! E comemorar seu aniversário é motivo de orgulho para todos nós. Aos 118 anos Valinhos se mostra jovem e vigorosa. Uma cidade com futuro promissor, pois estamos lutando para o presente com muito amor e responsabilidade. Por isso, Parabéns Valinhos!

Quanto mais “roxo” for um figo, maior o fornecimento de nutrientes. É com esta coloração que os níveis de polifenóis, carotenos, luteína, taninos, ácido clorogênico e de flavonoides estão tão alto, que pode ser comparado ao poder antioxidante de uma maçã. Concentra as vitaminas K, E e A, combatentes incansáveis dos radicais livres. Este conjunto de vitaminas é indicado para quem quer prevenir infecções, diabetes, doenças degenerativas e o temido câncer. Os figos cumprem papel fundamental para o metabolismo das proteínas, gorduras e carboidratos, pois reúne o essencial para este processo. São algumas das vitaminas do Complexo B, como a piridoxina, a niacina, os folatos e o ácido pantoténico. Quando secos, passam a

ser mais ricos em minerais, tor- to com pele, e que tenham um nando-se uma fonte incrível de aroma adocicado. São esses os cobre, cálcio, manganês, selê- que detêm maior potencial de nio, zinco e potássio. 100 gra- nutrição. Deverão ser conservamas de figos secos chegam a ter dos na geladeira, e consumidos, mais de 230 miligramas de po- no máximo, em 3 dias. Já secos, tássio, de grande importância podem ser guardados por até para equilibrar os fluídos nas oito meses. células e no organismo. Manter Um detalhe acerca dos os fluídos “sob controle” aju- figos frescos é que seu sabor da a regular as pressões cardí- fica muito mais acentuado aca e sanguínea. O cobre é pri- quando na temperatura ammordial para a produção de cé- biente. Poderá retirá-los da gelulas vermelhas, e o ferro para ladeira e mantê-los num recia boa formação destas células. piente com água até que pasEm conjunto, inibem a oxida- sem a temperatura normal. É ção celular. sempre delicioso desfrutar um Esta fruta pode ser en- figo bem maduro. Ou, coloquecontrada o ano inteiro nos su- -os cortados em metades numa permercados, mas sua melhor salada com espinafres frescos, época é de maio a novembro. azeitonas pretas e queijo parQuando for comprá-los, descar- mesão ralado, tempere com te aqueles com fungos na su- azeite de oliva extra virgem, e perfície, machucados, ou ver- terá a oportunidade de provar des. Escolha os frutos maduros uma salada saborosa e muito que estejam suaves no conta- nutritiva.

Valinhos em números - 2013 População estimada 2013 - 116.308 mil / População 2010 - 106.793 Área da unidade territorial (km²) 148,591 Densidade demográfica (hab./km²) 718,70 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – 2013 - 0,819 População residente - Homens - 52.676 / Mulheres - 54.117 População residente alfabetizada 96.442 Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


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E os imigrantes foram trazendo o progresso para Valinhos... Primeira Festa do Figo

Gessy Lever (Unilever)

Cartonifício Valinhos

Em 1939, realizou-se a primeira Festa do Figo, com o objetivo era escoar a produção e aumentar o consumo de figo, bem como divulgar Valinhos como estância turística, além de conseguir recursos para construir uma nova igreja. Dentre os primeiros organizadores, destacam-se, ao lado do padre Bruno Nardini, Luiz Bissoto e Luiz Antoniazzi (que permaneceu na comissão organizadora até a sua morte em 1978). Assim nos primeiros anos, a festa era realizada na praça da Igreja Matriz, cuja pedra fundamental foi lançada em 4 de junho de 1939. Com o dinheiro da Festa do Figo, a Igreja de São Sebastião foi inaugurada em 19 de março de 1944. Até 1949, a festa era organizada pela igreja e pela comunidade. Em 1949 e 1950, a Secretaria Estadual da Agricultura assumiu a organização e depois passou para a Prefeitura Municipal. A Festa do Figo é realizada até hoje em janeiro, superando a festividade do padroeiro São Sebastião, deixou o largo da Matriz e agora está no Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini.

Como outros tantos imigrantes italianos, José Milani, em 1897, começou a produzir sabão em tachos de cobre, em seu armazém, na região dos “fundos” da estação de trem, fundado a José Milani & Cia. Aos poucos, com sua experiência, foi ampliando e melhorando o barracão e diversificando a produção como perfumaria e sabonetes. Em 1909, José Milani lançou o sabonete Gessy, que se tornou sinônimo para sabonete e com as restrições às importações impostas pela I Guerra Mundial (1914-1918), os produtos da indústria valinhense conquistaram o mercado nacional. Da produção artesanal do fundo de armazém, com boa aceitação no mercado consumidor, a Gessy transformou-se numa indústria de grande porte, empregando inúmeras pessoas e estimulando o desenvolvimento urbano próximo a indústria. Em 1932, a indústria passou a se chamar Cia Gessy Industrial e em 1960, para conquistar o mercado consumidor brasileiro o grupo europeu Unilever comprou a indústria de Valinhos, mas o nome Gessy era tão forte junto ao público, que para não perder esta identificação, passou a se chamar Gessy-Lever.

Já o Cartonifício Valinhos, instalada em 1934, pelo imigrante italiano Ferrucio Celani, foi uma das primeiras indústrias de papelão da cidade, que já estava no setor papeleiro do Brasil desde 1920. Naquele ano Ferruccio, projetou a fábrica de papelão reciclado em Valinhos, numa antiga cerâmica que havia adquirido. Desativada a cerâmica, deu início a fábrica de papelão compacto que a época era secada ao sol e depois calandrada, para seguir para as revendas ou consumidores. Em 1944, a primeira máquina produtora de papel da região foi montada. Eram papéis também totalmente reciclados. Em 1972, Ferruccio Celani faleceu. Seu filho Dino Celani tomou a frente da empresa. Em 1975, iniciou-se a montagem de uma nova máquina para fabricar papel, hoje totalmente reformada e modificada para produzir papel miolo e papel capa, papéis que vêm sendo fabricados desde 1984. Em 1995, começa a produção de chapas de papelão com a aquisição de uma onduladeira. A fábrica de papel é incorporada a moderna tecnologia de scanner para controle de gramatura e umidade dos papéis fabricados levando a empresa a um novo patamar de qualidade no mercado. Hoje, liderada por Dino e Fernando Celani, a empresa é referencia em fabricação de papel, aquecendo e fomentando a economia valinhense, e principalmente, sendo ponto importante da história da cidade. A Cartonifício esta presente em 86 dos 118 anos de Valinhos.

Nossos Frutos e novas culturas Até hoje o figo é produzido pelos descendentes de italianos, em inúmeras chácaras, ao lado de outras culturas como caqui, goiaba. A goiaba vem conquistando espaço nos últimos anos, chegando em 1997, a ter 250 hectares plantados contra 230 do figo, tornando Valinhos o maior produtor nacional da goiaba “in natura”. A produção da goiaba branca é destinada ao mercado externo, enquanto a goiaba vermelha é para o mercado interno.

Desenvolvimento sócio-econômico Deve-se destacar a importância os imigrantes italianos no desenvolvimento sócio-econômico de Valinhos, já que atuaram na lavoura, no comércio, na industrialização da cidade e no perfil urbano.

Rigesa Em 1942 era fundada em Valinhos a Ribeiro Gerin SA uma pequena fábrica de papel. Tempos depois reduziria o seu nome para Rigesa (união das duas primeiras letras de cada nome, mais o SA de sociedade anônima) e conquistaria o mercado interno. Na década de 1960 é comprada pela empresa norte-americana Westvaco, mas não mudou o nome da Rigesa. Hoje são diversas unidades pelo país, sendo que a de Valinhos é a maior do que grupo. Além de produzir embalagens de papelão, desenvolve projetos de reflorestamento para fornecimento de matéria prima para as suas indústrias. A MeadWestvaco Corporation (MWV) tem 125 instalações e 16 mil funcionários ao redor do mundo. A empresa tem sido reconhecida pelo seu desempenho financeiro e sua gestão ambiental, ocupando um lugar de destaque no Índice Dow Jones de Sustentabilidade desde 2005. No Brasil, o grupo MWV atua nas unidades de negócio de SpecialtyChemicals, e soluções de embalagens de plásticas primárias.

Olarias Outros italianos dedicaram-se ao comércio e a produção de telhas e tijolos, instalando suas olarias as margens do Ribeirão Pinheirinhos e que atendiam a necessidade de se construir novas casas para as pessoas que se mudavam para Valinhos. Até hoje é significativa a presença das olarias na economia municipal. Neste início do século XXI, Valinhos tem a sua economia baseada nos diferentes segmentos industriais, em cerca de 292 empresas de pequeno, médio e grande porte, e na produção agrícola de figo roxo e goiaba nas quase de 410 chácaras, bem próximas do perímetro urbano.

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Valinhos, quarta-feira, 28 DE MAIO de 2014 Edição 1113 - Ano XXII

Fundação: 06 de março de 1993

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Valinhos, um celeiro de cultura

A cidade do figo roxo possui grandes locais para eventos e shows. Um deles e o mais antigo é o Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini, onde é realizado anualmente a Festa do Figo e Expogoiaba. O parque oferece infra-estrutura para comportar grandes shows. Um dos últimos shows da Banda Mamonas Assassinas foi realizado nesse local com a presença de 80 mil espectadores. Outro local utilizado para eventos culturais da cidade é o CACC (Centro de Artes Cultura e Comércio) “Adoniran Barbosa”, que fica ao lado da rodoviária. O CACC foi inaugurado em 16 de Agosto de 2008 , após a recuperação da estrutura metálica existente ao lado da rodoviária, que ficou por mais de 10 anos abandonada. O local conta com palco e camarins e é destinado a atividades culturais, religiosas, feiras e exposições.Há também na cidade o Auditório Municipal de Valinhos, no antigo "Cine Saturno" Igreja Matriz de São Sebastião

Patrimônio histórico-cultural de grande importância na cidade. A Igreja foi idealizada pelo padre Manuel Guinault, concebida pelo engenheiro Lix da Cunha, e viabilizada pela luta e vontade do Padre Bruno Nardini. Sua ar-

Monumento aos 100 Anos de al. O destaque vai para os preços Museu de Arte João do Monte especiais. A feira foi fundada em A galeria foi idealizada e Valinhos 1983, e é organizada pela União construída pelo artista plástico dos Artesãos de Valinhos. português João do Monte. AbriPortal de Valinhos ga grande parte das obras deiCLT – Centro de Lazer do Trabaxadas por ele, sendo um imporlhador Ayrton Senna tante espaço para exposições de arte e cultura. É gerida e administrada pela Secretaria de Cultura e Turismo. Foi transformada em Museu de Arte no ano de 2005. Endereço: Rua Rui Barbosa, 130. Tel: (19) 3871-3419 Horário de Funcionamento: de 3ª a Linda obra do artista plás6ª das 14h00 às 18h00. Sábados tico português Santos Lopes. A das 09h00 às 13h00 Bela construção arquitetôescultura homenageia os 100 nica localizada na entrada prin- Museu Municipal "Fotógrafo anos da cidade de Valinhos, cocipal da cidade. Seu entorno é Haroldo Ângelo Pazinatto memorados em 1996, e sua eleadornado por diversas plantas vação à condição de Distrito de Belo parque com grande ree palmeiras imperiais. EnderePaz. Endereço: Paço Municipal, presa, área verde, pássaros, floço: Rua Comendador Guilherme Rua Antonio Carlos, 301. res e arborização. Possui pista Mamprim Serviços de Informade cooper e caminhada, ciclovia, ção: funciona diariamente das Monumento ao Imigrante churrasqueiras, quiosques, play07h00 às 18h00. Tel:(19) 3881Bela homenagem feita aos ground, e quadras poliesportivas 3367. imigrantes italianos e aos seus e de tênis. Endereço: Av. Altino descendentes, que ajudaram a Gouveia, s/nº - Jardim Pinheiros. Centro de Convivência Brasil construir e desenvolver a cidade. Tel: (19) 3929-5649 Horário de 500 anos São três figuras de bronze, que Funcionamento: Aberto de 2ª a 2ª simbolizam uma família de imi- das 06h00 às 21h30. grantes italianos. Endereço: Praça José Ferraro, ao lado da antiga CACC – Centro de Artes, Cultura Estação da Fepasa. e Comércio) "Adoniran Barbosa O Museu foi inaugurado em 1996 e abriga mais Paróquia de Sant'Ana Antiga igreja construída a de 1200 peças que contam a história da cidade desde seu partir de 1953. No dia 21 de deinício. O destaque fica para zembro de 1958, a igreja realizou a forte presença do imigran- sua primeira missa, e em 2 de Jute italiano na constituição e lho de 1961, foi instituída canoA praça é um dos princi- formação do município de Va- nicamente. Endereço: Rua Mato pais cartões postais da cidade. linhos. Localizada nas proxi- Grosso, Vila Sant´Ana. Conta com pistas de cooper, lo- midades de uma histórica escais para a caminhada, play- trada de ferro dos tempos do Feira de Artesanato Promovida às sextas-feiground, ciclovias, e áreas de in- café, desativada pela famosa tegração. Seu projeto paisagísti- Companhia Paulista de Estra- ras, das 09h00 às 17h00, e aos co é belíssimo; e como o próprio das de Ferro em 1913. Ende- sábados, das 09h00 às 13h00, Espaço ao ar livre inaugunome sugere, trás um grande reço: Rua 12 de Outubro, s/ no Largo São Sebastião. Dispo- rado pela prefeitura em 16 de monumento em homenagem aos n°. Telefone: (19) 3849-7557. nibiliza produtos variados para Agosto de 2008. Encontra-se em 500 anos do Brasil . Endereço: Funcionamento: de 2ª a 6ª a casa, artigos esotéricos origi- frente à Rodoviária da cidade e das 8h00 às 17h30. nais, e artesanatos de uso pesso- ao lado da Praça dos 500 anos. Av. dos Esportes. quitetura gótico-romana e seu estilo imponente fazem dela uma das Igrejas mais bonitas da região.

Construtora

Batizada com o nome do cantor e compositor Adoniram Barbosa, o mais famoso artista nascido em Valinhos. Seu palco possui 18,30 metros de comprimento por 13,30 metros de largura, com camarins e sanitários instalados. O local é utilizado constantemente para a realização de diversas atividades artísticas, culturais, religiosas, e comerciais. Serviço Av. dos Esportes s/nº - Centro - Valinhos Tel: (19) 3929-6086 Estação das Artes Feira de Artesanato que acontece no terceiro Domingo de cada mês, das 09h00 às 13h00, no Museu Municipal. Conta com a presença de 70 artistas e artesãos que expõem suas obras e trabalhos. Endereço: Museu Municipal "Fotógrafo Haroldo Ângelo Pazinatto" (endereço acima). Tel: (19) 3849-7557 Casa de Flávio de Carvalho (ACESA – CAPUAVA)

A casa recebe o nome do renomado artista e arquiteto Flávio de Carvalho, que residiu em Valinhos entre os anos de 1938 e 1973. Trata-se de marco da arquitetura moderna, por ser uma das primeiras construções arquitetônicas de estilo modernista em nosso país. Hoje é utilizada para a realização de eventos culturais e projetos sociais.

Valinhos terra de gente hospitaleira e trabalhadora que lutam sempre por uma cidade cada vez melhor. Parabéns Valinhos pelos seus 118 anos. Rua Irio Giardelli nº 47 – 7º andar - Torre Jequitibá - Paiquerê Valinhos – SP – CEP: 13271-600 | Telefones: 3869-1088 / 3515-7188


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Valinhos, quarta-feira, 28 DE MAIO de 2014 Edição 1113 - Ano XXI

Fundação: 06 de março de 1993

Porque Adoniran Barbosa é tão requisitado, culturalmente?

Reprodução

inspirou-se no grande sucesso que “Saudosa maloca” alcançou em 1955 interpretada pelos Demônios da Garoa. Era povoado por tipos populares que tentavam, das mais diversas formas, sobreviver à miséria e à cidade. Entre eles, destacava-se Charutinho, um “crioulo malandrinho” morador da Favela do Piolho, protagonista do programa e interpretado por Adoniran. Assim, nos sambas de Adoniran, as relações entre causa e consequência aparecem sempre truncadas: uma coisa não leva necessária nem logicamente à outra, as causas apresentadas não levam à consequência esperada. Tudo aparece travado, apresentando resultados que frustram as expectativas quando não caminham diretamente para o absurdo, para o non-sense, para sentenças meio sem pé nem cabeça, configuradas por uma linguagem que o tempo todo afirma e nega, diz e desdiz, valorizando no mesmo movimento que desmerece o que diz.

Estátua do cantor em Valinhos Arquivo | JTV

Adoniran Barbosa nasceu listas, até o ingênuo palhaço a em 06 de agosto de 1910, em repetir sem reflexão certas ideValinhos/SP foi um coleciona- ologias do progresso à paulisdor nato de apelidos. Seu ver- ta; sua imagem oscila entre o dadeiro nome era João Rubi- estereótipo do pobre ingênuo, nato - mas cada situação por malandro, descompromissado ele vivida o transformava num e desinteressado em dinheiro novo personagem numa nova ou poder e a figura do cantor história.Ele nos conta a vida e ator de rádio que, submetido de um típico paulistano, filho aos ditames da incipiente inde imigrantes italianos, a so- dústria cultural de São Paulo brevivência do paulistano co- dos anos 1950, escorregava, às mum numa metrópole que cor- vezes, em soluções facilmente re, range e solta fumaça por assimiláveis, pouco compromesuas ventas. Através de suas tedoras em relação à ideologia músicas, canta passagens des- dominante e prontas a agradar sa vida sofrida, miserável, jun- a audiência. tando o paradoxo bom humor / Os sambas de Adoniran realidade - para quê lamúrias? parecem sempre visar a certa Tirou de seu dia a dia a exemplaridade, sendo algo coideia e os personagens de su- mocausos musicados, olhanasmúsicas. Iracema nasceu de do a cidade e seu progresso da uma notícia de jornal - quando perspectiva daqueles que ficauma mulher havia sido atrope- ram à margem, na contramão lada na Avenida São João.Ado- do processo.Nos sambas de niran nasceu e morreu pobre Adoniran Barbosa, as relações - todo o dinheiro que ganhou entre causa e consequência gastou ajudando ou comemo- aparecem truncadas: uma coirando sucessos com os amigos sa não leva necessária nem lo- seu combustível era a realida- gicamente à outra, apresentande - porque então querer viver do resultados que frustram as fora dela? Talvez soubesse que expectativas do ouvinte quano valor maior de suas canções do não caminham diretamente eram interpretações como a de para o absurdo. A análise deElis ou Clara Nunes. tida das letras de algumas de Foi um grande coleciona- suas composições revela uma dor de amigos, com seu jeito linguagem que o tempo todo simples de fala rouca, conta- afirma e nega, diz e desdiz, dor nato de histórias, conquis- valorizando no mesmo movitava o pessoal do bairro, dos mento em que desmerece o que frequentadores dos botecos afirma. Esse travamento, além onde se sentava para compor o de recurso cômico, liga-se inque os cariocas reverenciaram trinsecamente às vicissitudes como o único verdadeiro sam- do processo histórico do qual ba de São Paulo. Mais do que emerge, em que o “pogréssio” sambista, Adoniran foi o can- se realizou, a cada momento, por meio da reprodução de ditor da integridade. Adoniran Barbosa é que- ferentes formas do atraso. De 1955 a meados dos rido e admirado por muitos. Por isso mesmo, as considerações anos 60, Adoniran atuou como a seu respeito são muitas e, ator num programa humoríspor vezes, bastantes díspares. tico da rádio Record chamaDe expoente máximo do sam- do “História das Malocas”, que ba paulistano a gênio da cul- marcou profundamente a identura popular e outras formas tidade que o músico forjou de valorização bem intenciona- para si. Esse programa, escrito das e frequentemente paterna- e dirigido por Oswaldo Moles,

A entrega do monumento em homenagem ao para apreciação, fotos ou filmagens. artista ocorreu em novembro de 2008 com soleniGuimarães conta que vem trabalhando na dade realizada no CACC (Centrode Artes Cultura e escultura há dois meses. Após analisar fotos de Comércio) “Adoniran Barbosa”,que fica ao lado da Adoniran em diversos ângulos, o busto foi moderodoviária. Confeccionada pelo artista plástico Mar- lado em argila e depois fundido em bronze. Marcos Guimarães, a obra em bronze é em tamanho na- cos Guimarães é de Campinas, sendo um pintor e tural e pesa 120 quilos. A entrega da escultura de escultor brasileiro. Iniciou aos 15 anos de idade Adoniran ocorreu na semana comemorativa ao ar- na pintura a óleo. Aos 18 anos ingressa na Unitista, compositor, cantor, humorista e ator. Segun- versidade Estadual de Campinas (Unicamp), grado o artista plástico Marcos Guimarães,a ideia foi duando-se em Economia. Apesar da disparidade, criar um monumento interativo com o público, já é ai que amadurece seu aspecto social, filosófico que ele está instalado em um espaço aberto. A peça e humanístico. Paralelamente desenvolve suas atié Adoniran sentado em uma mesa, que tem também vidades artísticas estimulado pelo grande artista uma cadeira vazia,onde as pessoas podem se sentar, Aldo Cardarelli.

Há 118 anos nascia as margens do Ribeirão Pinheiros Valinhos. Uma historia construída pela união de esforços de brasileiros, italianos e japoneses. Valinhos, capital do 'Figo Roxo', sinônimo de qualidade de vida.

Que Deus abençoe sempre nossa cidade e que ela continue a crescer para o bem de nossa população.

Parabéns Valinhos! w w w. d i r e c t d e s i g n . c o

R: Ângelo Botura, 64 - São Jorge - Valinhos

Parabéns Valinhos, pelos 118 anos!

Franklin

Parabéns Valinhos

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Parabéns a nossa gente que dia a dia trabalha incansavelmente para viver a certeza que o futuro pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.

Cidinha Freire

(INPS)

Jornal Terceira Visão - ED 1113 - 28/05/2014 - Caderno Especial 3  

Caderno 3 Especial do Aniversário de Valinhos publicado no Jornal Terceira Visão de Valinhos/SP.

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