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Bento Gonçalves :: Sábado :: 6 de julho de 2013

Perda de peso Especial indica a terapia cognitiva comportamental para o emagrecimento

Páginas 4 e 5

Casa de repouso Instituições de longa permanência são uma boa alternativa para os idosos Página 8

REPRODUÇÃO


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Sábado | 6 de julho de 2013

Artigo | Organismo

Os cuidados com o uso de cosméticos REPRODUÇÃO

Dr. Cezar de Moura

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busca da beleza não deve acontecer de modo separado da busca por mais saúde, primeiramente porque gostar de si mesma é fundamental para a autoestima, a qual será o divisor de água em relação à confiança em si mesmo, relação social e familiar, nível de estresse, enfim, o fiel da balança em relação à boa ou má qualidade de vida. Entretanto, a busca da beleza deve acontecer com determinados cuidados, pois antes da beleza temos de pensar em manter e ou melhorar a qualidade da nossa saúde e neste quesito todo o cuidado é pouco quando pensamos em cosméticos. Entenda que ao administrar na sua pele um cosmético, seja ele protetor solar, hidratante, clareador, etc, você não está administrando apenas o princípio ativo (como acontece também com os medicamentos injetáveis e comprimidos), mas sim um “coquetel químico”, pois esse princípio ativo terá de permanecer ali por X tempo (prazo de validade), terá de se distribuir de modo uniforme em relação a base, etc, e para que você possa usufruir da possibilidade de resultados de dado produto na sua pele, terá de se expor aos riscos oferecidos também pelos conservantes, acidulantes, corantes, etc, ou seja toda a gama de aditivos químicos presentes naquele medicamento ou cosmético. Caso você esteja buscando o uso de um cosmético para tratar manchas na pele, cuidado com a possibilidade de estar usando produtos químicos favorecedores de foto

Gostar de si mesma é fundamental para a autoestima sensibilidade e foto toxicidade, situação em que sua pele poderá se tornar mais sensível ao sol e por isso terá de usar protetor solar, infelizmente correndo mais risco, em parte, pois apesar de estar aumentando a proteção solar da sua pele, estará também acarretando outros riscos, pois à medida que usamos diferentes frascos de cosméticos de forma conjunta no dia, estaremos administrando uma gama maior e com dosagem também maior de vários produtos químicos, o que lhe expõe a mais riscos de foto toxicidade e foto sensibilidade, podendo gerar manchas. Trate, a princípio, todo cosmético como um medicamento, pois, apesar de ser passado na pele, mesmo em área pequena, ele pode conter produtos que desequilibram suas funções metabólicas, imunológicas, endócrinas e até câncer, seja de pele ou em outros órgãos. Saiba que o uso em associação de produtos químicos podem gerar outras substâncias e outros problemas ainda desconhecidos, bem como o uso associado pode favorecer a penetração de um terceiro produto ao seu corpo. Por tudo isso é que não podemos usar cosmético com objetivo de simples melhoria estética ou para manter o aspecto jovial, até porque a aparência física externa não acontece de fora para dentro e sim de

dentro para fora, ou seja, sua pele irá espelhar as suas condições de saúde interna. As próprias marcas do tempo, como rugas, sulcos, flacidez, etc, acontecem de modo secundário a disfunções orgânicas, ou pelo menos são favorecidas por elas, sendo assim, quando pensares em manter ou adquirir sua aparência jovial, saiba que isso você não encontrará num “frasco de cosmético”, requerendo sim um repensar, talvez, em relação a muitos conceitos de vida, entre eles, o conceito de saúde. Sempre lembre: Sua aparência será reflexo das suas condições orgânicas, pois beleza se obtém de dentro para fora, pois só assim sua pele terá brilho, viço e elasticidade compatível com um aspecto rejuvenescido. Existem tecnologias liberadas pela Anvisa para melhorar sua aparência sem cosméticos, sem cortes, sem cicatriz e sem lhe afastar do trabalho, porém, mesmo assim, para que você possa usufruir deste efeito se faz necessário o equilíbrio de saúde geral, pois toda beleza externa simplesmente espelha a sua beleza que vem de dentro. Para mais informações busque um profissional de saúde, que pode ser médico, nutricionista, etc, alguém que possa recuperar sua autoestima, intimamente relacionada com a qualidade de sua saúde.


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Artigo | Alergia

Cuidados com a saúde no inverno IMAGENS REPRODUÇÃO

Cassiano Marçal Mescka

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Médico Alergista e Imunologista CRM - 32217 3451-1322

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m épocas de temperaturas baixas, mesmo sem preceber, desenvolvemos hábitos pouco recomendáveis. Para tentar manter os ambientes aquecidos, não abrimos as janelas de casa ou do trabalho de maneira regular, tornando a renovação do ar deficiente, e assim aumentamos a proliferação de ácaros e fungos, intimamente relacionados com doenças alérgicas. A temperatura baixa e a grande umidade do ar auxiliam na proliferação de ácaros. Eles preferem temperaturas em torno de 20 graus e locais escuros e com poeira para se reproduzirem. E quanto mais ácaros, mais alergia teremos. Mas infelizmente, não são apenas as alergias que batem à porta nestes meses. Existe uma prevalência maior de gripes e resfriados, doenças causadas

Confira dicas para fugir das doenças respiratórias por vírus, e que apresentam, como sintomas febre, dores musculares, tosse, coriza, lacrimejamento e mal-estar, além de contribuirem para o desencadear ou agravar crises alérgicas de asma e rinite, sendo por isso recomendada a vaciação para a gripe nestes pacientes. Os idosos, pessoas com baixa imunidade e crianças também podem

se beneficiar com a vacinação, visto que um resfriado pode evoluir para sinusite ou pneumonia, dependendo das condições do paciente. Já o banho quente e o excesso de sabonetes retiram a proteção natural da pele, favorecendo o aparecimento de dermatites, eczemas e coceiras. Outro problema cultural no Brasil é a auto-medicação, que

vêm com força nesta época do ano. Todo mundo conhece uma “receita infalível” para a gripe, tendendo a recomendar para os amigos, vizinhos e colegas de trabaho. Nada pode ser pior, pois existem graves reações alérgicas desencadeadas pelos mais simples medicamentos, tanto para a dor, febre ou simples pastilhas para a garganta. Desta forma, apenas seu médico pode lhe receitar com segurança o tratamento mais adequado para determinada situação, pois o que serve para um, pode fazer mal para outro. Dicas úteis para fugir das doenças respiratórias durante o inverno: Mantenha o organismo hidratado, bebendo água, sucos ou chás; Evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça. Filhos de pais fumantes adoencem mais e tem um número maior de infecções respiratórias; Arejar o ambiente. As bactérias e vírus ficam concentradas em ambientes fechados. Na hora

da limpeza da casa, evite varrer, pois este hábito faz a poeira entrar em suspensão, tornando-se respirável, permanecendo assim por até 10 horas após a varredura. Limpe primeiramento com aspirador de pó e após, basta passar um pano úmido; Antes de usar as roupas e cobertores que estiveram guardados por muito tempo, lave-os e deixe secar ao sol. Assim, diminuímos a proliferação de ácaros; Evite o contato com pessoas gripadas ou com resfriados, e se seu filho estiver doente, não o leve para a escola, pois pode infectar outras crianças; Mantenha a respiração sempre pelo nariz e não pela boca, pois as narinas têm a função de filtrar o ar e aquecê-lo; Pessoas que já possuem problemas respiratórios como rinite e asma devem evitar o contato com bichos de pelúcia, tapetes e produtos que possuem pêlos; A alimentação deve ser balanceada e rica em verduras e legumes. As frutas são essenciais, pela sua grande quantidade de vitaminas.

Vida sexual na adolescência Quase 30% dos estudantes brasileiros na faixa etária entre 13 e 15 anos de idade já tiveram relação sexual alguma vez na vida. De acordo com a última pesquisa do PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), feita em 2012 e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esta semana, foram entrevistados 110 mil alunos do Ensino Fundamental. Desse total, 40% dos garotos e 18% das meninas afirmaram que já iniciaram a vida sexual. Segundo o estudo, a Região Norte apresentou o maior percentual (38,2%) de escolares para esse indicador, seguida da Região Centro-Oeste (32,1%), Região Sudeste (29,1%), Sul

(27,3%) e Nordeste (24,9%).

Métodos contraceptivos Em relação ao uso de métodos contraceptivos, 75% disseram que usaram preservativo/camisinha na última relação sexual. A pesquisa considera ações educacionais nas escolas,

campanhas do governo e envolvimento da família como fatores que ajudaram no esclarecimento em relação a temas como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. No levantamento, 89% dos jovens disseram que receberam informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e Aids na escola. A proporção dos alunos entrevistados que receberam orientação na escola de como adquirir preservativos gratuitamente foi de 69%. Cerca de 82% dos alunos responderam ter recebido orientação na escola sobre prevenção de gravidez. Fonte: drauziovarella.com.br

Fonte: noticias.uol.com.br


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Especial

Terapia ajuda no Psicóloga Tuani Bertamoni, da Clínica Equiliibrium, indica

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ocê já fez inúmeras dietas para eliminar o sobrepeso, mas sempre volta a engordar mais do que antes? Saiba que uma solução para o seu problema pode estar em uma terapia cognitiva comportamental. De acordo com a psicóloga Tuani Bertamoni, que possui especialização em Psicoterapia Cognitiva Comportamental, o método ajuda pessoas que tiveram um longo histórico de dietas mal sucedidas e que acabam ficando com o efeito sanfona. “Através de técnicas comportamentais é possível apreender a agir melhor diante de eventos em que emoções como estresse, ansiedade, irritabilidade e tristeza estejam mais afloradas – geralmente são as emoções as quais mais predominam, quando as pessoas tendem a comer para compensar momentos desagradáveis que vieram a acontecer no seu dia. Além disso, o tratamento pode proporcionar a exercer melhor o autocontrole diante das situações e o autoconhecimento”, explica Tuani. Vivemos em uma época em que a busca por um corpo perfeito se intensifica cada dia mais. Seja com a mídia conceituando padrões de “beleza” através de modelos esqueléticas ou até mesmo por uma questão de saúde, que se faz necessária nos dias de hoje. Para a especialista, a falta de tempo e o uso da comida para compensar sentimentos são fatores agravantes para o aumento de peso. “As pessoas estão com suas rotinas cada vez mais preenchidas com trabalho, estudos,

Tuani Bertamoni apresenta os principais benefícios da terapia cognitiva comportament filhos, sobrando pouco tempo para exercitar-se e conseguir preparar uma refeição adequada, com calma, para ser saboreada com prazer. A correria do dia a dia faz com que almoços sejam preparados muitas vezes de modo mais rápido, e nem sempre com opções mais saudáveis. Outras vezes a comida adquire outra função em nossas vidas

que não a de nutrir, mas sim de compensação por determinados sentimentos”, afirma. Hoje há inúmeras variedades de comida industrializada, rápidas e práticas de se preparar, mas nem sempre essa é uma opção mais saudável para uma refeição. A escolha pela opção mais saudável também é difícil em restaurantes, quando variedade de

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emagrecimento a terapia cognitiva comportamental para a perda de peso ARQUIVO PESSOAL

tal e as vantagens para o corpo e mente comida é muito grande. E como optar pela opção mais saudável e conseguir aderir à reeducação alimentar? “Várias pessoas relatam ter dificuldade em seguirem o plano alimentar, não conseguirem emagrecer somente com o acompanhamento nutricional, ou seguem por um tempo uma dieta rígida privando-se de várias coisas que desejam

comer, e depois ganham todo peso que emagreceram de volta – o famoso efeito sanfona. Compulsão alimentar, ansiedade, depressão, estresse, além de outros problemas podem influenciar no processo de emagrecimento também. Assim o tratamento psicológico pode ser a peça chave no processo de emagrecimento. Quando não tratados, esses fatores podem vir a evoluir o quadro, podendo não comprometer apenas a perca de peso do indivíduo, mas também a qualidade de vida”, explica Tuani. Segundo Tuani, a psicologia ajuda a identificar quais são os fatores que levam uma pessoa a comer de maneira compulsiva, viabilizando o resgate da autoestima, abalada pela questão da obesidade. “Com a Terapia Cognitiva Comportamental a pessoa aprende a pensar de uma forma diferente, superando pensamentos sabotadores. Através de técnicas comportamentais consegue ressignificar o pensamento, reformulando seus hábitos alimentares, armazenando memórias boas relacionadas a perca de peso e dieta. Aprende também a se manter no controle da situação e a treinar habilidades sociais, para não comprometer a dieta em festas de aniversá-

rio e demais eventos sociais”, complementa. A psicoterapia ajuda também a não criar expectativas irreais referentes a perca de peso, além de estimular constantemente a motivação para o seguimento do plano alimentar. “A meta é que o paciente desenvolva a confiança em si de que possa seguir um planejamento saudável que combine dieta e exercícios, além de aprender a permanecer motivado para manter a perca de peso durante toda vida”, finaliza.

Psicologia no emagrecimento Troque o regime por orientação nutricional; Não tenha pressa: cada pessoa tem um ritmo de emagrecimento; Faça atividade física: o melhor exercício físico é aquele que, mesmo cansado hoje, a pessoa tem vontade de fazer amanhã; Faça da comida um prazer, mas não o prazer da comida. Desenvolva outras fontes de gratificação; Encare os erros como oportunidades de aprendizado e não como catástrofes; Como estão suas emoções? Não se cura ansiedade e tristeza com comida; Desenvolva a assertividade, capacidade de reivindicar seus direitos adequadamente.


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As tecnologias e a educação infantil

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ma criança nascida no ano 2000 tem hoje 13 anos e não faz a menor ideia de como era o mundo sem a internet. Quando ela chegou aqui, os e-mails eram uma das principais formas de comunicação, e a banda larga já havia ocupado boa parte dos computadores domésticos. Para acompanhar os avanços das tecnologias da comunicação e da informação, o uso de tablets e notebooks em sala de aula vem crescendo consideravelmente. Muitas instituições de ensino incluem o equipamento entre os itens permitidos, e até incentivados, dentro do ambiente escolar. Mas, como lembra o presidente do Instituto Inovar para Educar, Thiago Chaer, a tecnologia é apenas uma ferramenta: “Ela tem potencial para auxiliar em quase todas as demandas do ser humano. Só precisamos saber como utilizá-la para gerar bem-estar individual e coletivo”. Isso quer dizer que tablets e computadores não podem se tornar apenas distração. “Um projeto pedagógico é fundamental para que a tecnologia seja utilizada com coerência. Os educadores precisam participar ativamente no planejamento de sua aplicação nas atividades de ensino”, afirma. E essa ideia também deve se refletir em casa. É igualmente importante que os pais avaliem o tipo de conteúdo adequado à idade da criança. Muitos aplicativos educativos e jogos trazem essa informação na descrição disponibilizada pelo desenvolvedor, mas não custa estar por dentro do que o seu filho precisa. Cada coisa ao seu tempo “Até os seis anos a criança passa pelo período da criatividade, da espontaneidade, da imaginação, da descoberta – momento de construção de padrões de linguagem, estruturas mentais e emocionais. É preciso que as tecnologias proporcionem interação, desenvolvimento afetivo e corporal, estimulem o lúdico e incentivem o erro e a experimentação”, explica Thiago. No entanto, é bom tomar cuidado com o tempo que a criança passa ligada a esse tipo de tecnologia. “Alguns

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Para acompanhar os avanços das tecnologias, o uso de tablets em sala de aula vem crescendo estudos indicam que é preciso muita cautela ao se utilizar tablets e computadores em excesso na infância, pois corre-se o risco de potencializar ou estimular perdas de capacidades fisiológicas e habilidades de relacionamento e socialização”, alerta. A partir dos sete anos, a criança pode começar a usar aplicativos de comunicação com amigos da escola ou de outros grupos. Mas isso não quer dizer que o seu processo de socialização está sendo beneficiado. Para o educador, “Tornou-se possível interagir e comunicar-se mais, mas nem sempre quantidade implica qualidade. É possível ocorrer uma interação entre pessoas, e não uma conexão. Dependendo do contexto, isso pode ser um problema, como é o caso das escolas”. A escolha dos aplicativos A dificuldade de encontrar apps interessantes para o seu filho fez com que o publicitário e especialista em mídias interativas Michel Lent Schwartzman criasse um site sobre o assunto. Há quatro anos, Michael idealizou o Apps 4 Kids, com indicações de programas para crianças de todas as idades. “Não era fácil achar apps para o Gabriel, meu filho que, na época, tinha três anos. Ao começar a encontrar alguns, resolvi montar um site para recomendar os meus favoritos para outros pais. Fiz em inglês, pois a oferta de apps em português era praticamente zero”, comenta. A partir daí, o mercado de desenvolvimento de aplicativos para crianças cresceu

e se tornou uma das maiores vitrines das principais lojas destinadas ao assunto - iTunes Store e Google Play. “Os desenvolvedores imediatamente descobriram o site e começaram a enviar as suas produções para a minha análise. Recebo uma média de 10 pedidos de resenhas por dia, dos quais aproveito, em média, menos de 5%. Quanto mais apps vejo, mais exigente vou me tornando”, conta. Os principais critérios de Michel na hora de fazer uma indicação são três: Qualidade visual (“precisam ser lindos”); Qualidade de produção - o que inclui som, estabilidade e programação; Conteúdo original ou mais bem produzido que os demais. A partir daí, a idade da criança volta a aparecer como fator relevante. “Para as crianças nos primeiros anos de vida, apps de música, de primeiras palavras (nomes de bichos, cores etc.) são bons candidatos. A partir dos dois, memória, nome das letras, música e lógica básica. De três a quatro, entram todos os anteriores, acrescidos dos de soletrar, formar palavras e básicos de matemática. Os de cenários e de montar histórias começam a funcionar nessa idade também. A partir dos cinco, além de todos os já citados, podem ser incluídos os de produção, palavras (mais complexos), desenhar e montar histórias. Aqueles sobre dinossauro, universo e outros de ciência e biologia são igualmente indicados”, enumera. Fonte: portalvital.com.br


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Entenda a reprodução assistida A

reprodução assistida é o conjunto de uma série de métodos que auxiliam os casais a conseguirem realizar o sonho de terem filhos. Esses métodos de reprodução assistida (ou RA) podem ser relativamente simples ou altamente complexos, mas todos, em algum nível, terão a presença e a interferência do médico especialista em um processo que antes competia apenas ao casal. “A infertilidade pode atingir entre 10% e 15% dos casais que querem ter filhos.

Em 40% desses quadros os dois parceiros podem ter problemas”, explica Carlos Alberto Petta, coordenador do Centro de Reprodução Assistida do Hospital Sírio Libanês em São Paulo. O padrão, explica o especialista, é que esses casais, com relações sexuais regulares (no mínimo duas vezes na semana) tenha sucesso em engravidar no período máximo de um ano. “Caso não consigam pode haver um problema com um dos dois e é possível que seja necessária uma intervenção médica, desde as mais simples – que envolvem medicação – até as mais complexas, como as fertilizações in vitro”, completa.

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Principais problemas que podem levar à infertilidade do casal Vários fatores podem contribuir para a infertilidade. O tabagismo é um deles: casais fumantes têm menores chances de conseguir engravidar, afirma Petta. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), também podem comprometer a saúde dos órgãos reprodutores. “Outra questão é a idade. Esse fator afeta mais as mulheres do que os homens. Os óvulos são mais sensíveis à passagem do tempo

do que os espermatozóides, por exemplo”, diz o especialista. A endometriose, algum tipo de má-formação ou doenças que atinjam os ovários ou as trompas são outras condições que também impactam as mulheres com problemas de fertilidade. “Já por parte dos homens, estar em tratamento farmacológico também é um risco para a fertilidade. Tudo isso deve ser avaliado”, indica Petta. “A partir da avaliação desses problemas citados e em quais níveis eles se encontram, ou seja, se é possível revertê-los ou não, o médico responsável vai então sugerir os tratamentos disponíveis. Eles podem ser de alta ou baixa complexidade e cada um é indicado para determinadas situações pelo qual o casal está passando”, explica o médico do Hospital Sírio Libanês. Reprodução Assistida de Baixa Complexidade As técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade é recomendada para casais cuja mulher tenha problemas com baixa ovulação ou cujo homem tenha leves alterações em seus espermatozoides. Ocorre, de alguma forma, dentro do corpo da mulher e inclui técnicas como o “coito programado”, quando a mulher ovula de forma natural ou com o auxílio de medicamentos. “As fases de ovulação são

acompanhadas por ultrassom e o profissional médico que acompanha o casal indica quais são os melhores dias para se ter relações sexuais, aumentando as chances de gravidez”, diz Petta. “Outra técnica é a chamada “inseminação artificial”, em que os espermatozoides do marido (a chamada técnica homóloga) ou de um doador (técnica “heteróloga”) são introduzidos no colo do útero no momento aproximado da ovulação”, completa. As taxas de sucesso na baixa complexidade, completa o especialista, são de 15% a 20% por ciclo de tentativa. Reprodução Assistida de Alta Complexidade “São recomendadas para casais cuja mulher possa ter problemas anatômicos – como falhas nas trompas ou então tenha passado por alguma cirurgia anterior nos órgãos reprodutivos – ou cujo marido tenha alterações moderadas nos espermatozoides”, aponta o médico. Ocorre fora do organismo feminino. Umas das técnicas mais famosas é a “fertilização in vitro clássica”, em que os óvulos são fertilizados pelos espermatozoides em um ambiente de laboratório. Uma variação da fertilização in vitro clássica é a chamada ICSI. Nesse método, o espermatozoide do marido é introduzido no óvulo usando-se um método mecânico e microscópico. Em ambas as técnicas (alta ou baixa complexidade) as alterações dos espermatozoides e não a idade dos homens é o determinante para a

escolha do melhor método. Técnicas mais modernas Há ainda técnicas mais modernas para os problemas de infertilidade. Entre elas a chamada super-ICSI e a autocriopreservação dos óvulos: “Na Super-ICSI , que é sugerida quando os espermatozoides do pai têm alguma alteração morfológica grave, os espermatozoides passam por uma seleção, em que os mais resistentes são utilizados para fecundar o óvulo. Já uma outra técnica, mais específica e com características distintas das que apontamos, é a autocriopreservação de óvulos, onde mulheres com idades próximas aos 38 anos podem congelar seus óvulos para uma futura fertilização em idades mais avançadas”, detalha Carlos Alberto Petta. Apoio psicológico A RA, é bom lembrar, não é um método “mágico”. Há taxas de sucesso altas em determinados perfis de casais, mas em outros pode ser necessário várias tentativas. Os métodos de RA podem precisar de tempo – é preciso decidir qual o mais indicado, e para isso são necessários diversos exames antes do início das tentativas de fertilizações – e de preparação para a possibilidade de não se conseguir engravidar na primeira tentativa. Tudo isso pode gerar grande ansiedade nos casais. Por Enio Rodrigo


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Instituições de longa permanência para idosos

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olocar um idoso em uma casa de repouso não deve ser visto como um abandono, mas sim como um meio de assistência adequada aos idosos e uma alternativa para as famílias onde o cuidado pode se tornar um processo dificultoso, não por falta de interesse, mas sim, por muitas vezes não saber atender as necessidades de um idoso pela sua idade ou ainda por sua doença, onde hoje é a preocupação das famílias, não a idade em si, mas sim as doenças que vem com a vivência. As dificuldades nas relações intergeracionais e desgaste emocional entre os familiares e o idoso estão mais relacionados às situações onde ocorrem as doenças e as delimitações físicas do que todo o processo de envelhecimento em si. A família ou acompanhante acabam que vivenciando as dificuldades da pessoa idosa e muitas vezes passam a sofrer e ou adoecer juntamente com o idoso, isso decorrente do inesperado, das dificuldades não aguardadas que vem acompanhando a idade. Hoje através das ILPI’S adequadas às normas e com acompanhamento do devidos conselhos, bem como uma equipe de profissionais especializada para atender as necessidades do idoso; a família tem como um meio de melhorar a atenção a aquele familiar que necessita de cuidados individualizados dentro do seu contexto da doença e suas delimitações. Na família o cuidado necessário é falho muitas vezes não pela falta de inter-

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Entidades assistenciais privadas são uma alternativa de cuidado e moradia para idosos esse, mas gerado pelo cansaço ou pelo estresse do cuidado diário ao idoso e a necessidade de atendê-lo conforme as suas condições físicas como emocionais, já nas instituições as responsabilidades pelo cuidado com a pessoa idosa se dividem entre os profissionais de saúde, cada um atendendo dentro de seu conhecimento, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, psicólogo, psicopedagoga, nutricionista, médico e dentre outros profissionais qualificados. A opção desejada de viver com a família não é uma garantia de conforto e cuidados adequados as necessidades individuais, isso porque o mundo globalizado de hoje faz com que as pessoas tenham uma vida de muitas responsabilidades dentro e fora do trabalho, aonde chegam em suas casas cansados sem condições físicas ou psíquicas de atender as necessidades

do idoso, muitas vezes não se tem condições até de ouvir seus desabafos ou o contar de suas carências afetivas. As entidades assistenciais privadas surgem como um meio de alternativa de cuidado e moradia para os idosos, dividindo assim as responsabilidades, facilitando a vida da família, as casas de repouso atuais disponibilizam de serviços essenciais para a manutenção da saúde do idoso, favorecendo a convivência e participação em atividades de integração com pessoas de diferentes níveis de idade e conhecimento em diversificadas áreas, propiciando conforto, carinho e respeito ao idoso, dispondo de clareza para a família. Convidamos você e sua família para vir conhecer nossa área física, nossa equipe e o trabalho que desenvolvemos com respeito e dignidade ao idoso e a sua família.

Melhore sua saúde bebendo água Estamos passando por dias de um intenso frio e, sempre, depois dos meses de frio, chegam os meses quentes. É a época em que os episódios de cólica renal começam a se manifestar em muita gente. Algumas pessoas têm muita dificuldade em tomar líquidos, mesmo quando estão sendo solicitados a ingerirem mais água. Isto se torna mais evidente quando se trata de pessoas de idade. Lógico, uma pessoa é diferente da outra. Agora, na medida em que o calor começar a se manifestar, a ingestão de líquidos tornasse fundamental para a conservação da saúde. A cólica renal é uma das formas de dor mais intensas que se pode ter. Sabe-se que metade das pessoas que já a tiveram, tem possibilidade de repetirem este quadro. Como em tantas outras situações, parece haver épocas do ano em que a cólica nefrética se manifesta mais. Durante o inverno há uma tendência em se tomar menos líquidos e o resultado aparece no começo do verão, quando aumenta significativamente a eliminação de cálculos urinários. Entre 3% e 12% de todas as pessoas já passaram por esta experiência. Em mais de 96% dos casos ocorre a eliminação espontânea deste cálculo e apenas em 3% a 4% dos casos é necessário a interferência cirúrgica. O quadro também é bem mais comum em homens do que nas mulheres. A realização de exercícios físicos diminui a possibilidade de se desenvolverem os cálculos renais. Pode-se observar que indivíduos de vida sedentária têm uma maior propensão para o problema.

O consumo de frutas cítricas com laranja, limão, etc, dificulta a ação formadora de cálculos. Também o sal, o grande vilão de tantas outras doenças, favorece a eliminação do cálcio pela urina, aumentando a formação de cálculos. A carne vermelha também aqui, como em tantas outras ocasiões, é prejudicial ao nosso organismo, estimula a eliminação de cálcio pela urina. O leite e seus derivados também são conhecidos por conterem muito cálcio. Entretanto, a sua retirada da dieta pode levar ao aumento da absorção intestinal de outra substância, o oxalato, o que favorece a formação de cálculos de oxalato. E agora, vejamos a água. O líquido irá diminuir a chance das partículas se encontrarem dentro dos rins, diminuindo a formação de cálculos. Devemos ingerir líquidos em quantidade suficiente para produzir mais de dois litros de urina ao dia. No inverno, algumas cuias de chimarrão já vão resolver o problema. Mas, no verão, pessoas com uma sudorese muito intensa, que trabalham ao sol, talvez tenham que tomar de cinco a seis litros de água ao dia para poderem produzir mais de dois litros de urina. O negócio é tomar copos e mais copos de água na época de calor, controlar a cerne vermelha e o sal para poder evitar estes dolorosos cálculos renais. E se não estiver adiantando, o jeito é conversar com o seu médico. Por fim, vale o lembrete: vamos melhorar nossa saúde, tomando muito mais água. Fonte: Ivan Seibel Folha do Mate


06/07/2013 - Saúde & Beleza - Jornal Semanário - Edição 2940