Page 1

BENTO GONÇALVES

sábado

15 DE FEVEREIRO DE 2014 ANO 47 N°3002 R$ 3,00 www.jornalsemanario.com.br

Primeiro homicídio do ano

Comerciante é morto a tiro no Licorsul

Reginaldo Gobatto, o Regi, foi assassinado após perseguir assaltantes que invadiram sua lancheria

Gauchão 2014

Página 25 ANTÔNIO SÉRGIO DE OLIVEIRA/RÁDIO DIFUSORA, DIVULGAÇÃO

Agora é a hora da

virada Esportivo encara o Grêmio precisando da vitória e musa do clube chama o torcedor para incentivar

FABIANO MAZZOTTI, DIVULGAÇÃO

Rodovias

ERS-431 só no mês de março

Página 13

Lar das meninas

Lar de mais ninguém Páginas 14,15 e 16

FERNANDO LEVINSKI

Decisão do prefeito Guilherme Pasin em cancelar projeto de acolhimento de crianças reacende polêmica e desagrada aos doadores da instituição


2

Opinião EXPEDIENTE

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Editorial

Sensação de impunidade SEDE Wolsir A. Antonini, 451 Bairro Fenavinho - Caixa Postal 126 95 700.000 - Bento Gonçalves - RS ESCRITÓRIO CENTRAL Mal. Deodoro, Centro, 101 Galeria Central - Sala 501 DIRETOR PRESIDENTE HENRIQUE ALFREDO CAPRARA DIRETORES ANA INÊS FACCHIN HENRIQUE ANTÔNIO FRANCIO

JORNALISTA RESPONSÁVEL HENRIQUE ALFREDO CAPRARA Registro Prof. DRT 3321 Somos filiados à ADJORI / RS Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados e não devolve originais que não foram publicados.

Muitos não entendem os motivos que levaram o comerA morte do comerciante Reginaldo Gobatto, conhecido ciante a perseguir os ladrões com seu automóvel. Mas é fána comunidade bento-gonçalvense como Regi, nos leva há cil de entender esta indignação toda quando percebemos vários questionamentos: porque ele foi atrás dos assaltanque estamos em um país onde a polícia prende e, horas tes se estava desarmado? porque não ligou para a polícia e depois, o ladrão já está na rua, impune, rindo da cara dos monitorou os ladrões até onde eles iriam estar? porque não policiais. E as vítimas do seu roubo novamente serão atase resignou e foi até o plantão registrar uma ocorrência pocadas, pois ele sabe que o tempo de prisão será curto e logo licial? Verdade seja dita: estamos chegando ao ponto que a mais adiante ele estará livre de novo. sensação da impunidade nos leva a momentos de loucura, Regi cansou de tudo isso. Esta é a impresde ficarmos fora de si. são. Para quem era incansável por alcançar Regi já tinha assistido sem reagir sua lanEstamos chegando seus objetivos, ser alguém na vida e ter sucheria ser assaltada outras três vezes. Como mandam os órgãos de segurança pública, ao ponto que a sen- cesso em seu empreendimento, é inadmisalguém chegar do nada gritando “isso entregou todos os pertences e o dinheiro de sação da impunidade sível é um assalto” e levar aquilo que foi conum dia inteiro de trabalho. Quem o conhecia sabe de sua luta para manter o seu ne- nos leva a momentos quistado. Não vai faltar quem diga: pô, mas gócio, iniciado com uma van de cachorro- de loucura, de ficar- eram apenas R$ 1,6 mil. Porém, pela atitude do comerciante, é -quente. Neste ano, pensava em ampliar a mos fora de controle nítido que não foi pelos pertences roubalancheria onde tantas pessoas iam assistir dos ou pelo dinheiro levado. Foi um ato de jogos da dupla Gre-Nal. Estava preocupado quem estava cansado de ser atacado e não ver nada aconteem dar mais conforto a sua clientela. cer com os ladrões. A sensação de impunidade e indignação Enquanto isso, do outro lado, homens com várias pascrescem de forma extrema e faz com que queiramos fazer a sagens pelo presídio, capazes de qualquer coisa por um tal “justiça com as próprias mãos”. Claro que Regi não fez o trocado. O cidadão que efetuou o disparo, por sinal, recencerto, e acabou morrendo por isso. Mas para os amigos que temente havia saído do regime semiaberto, passando para o conheciam melhor é fácil entender que, se fosse possível prisão domiciliar. Não pensou duas vezes e foi resolver a voltar no tempo, ele faria a mesma coisa novamente. vida da maneira mais fácil (para ele é claro).

Artigo Dermatologia, saúde pública e combate a bactérias FALE COM A GENTE Telefones: Central/Fax: 3455.4500 Escritório Centro: 3452.2186 Rádio - Estúdio: 3455.4530 Rádio - Coordenação: 3455.4535 Atendimento ao assinante: 3055.3073 ou 9971.6364 E-mails: classificados@jornalsemanario.com.br jornal.semanario@italnet.com.br radio@radiorainha.fm.br Sites: www.jornalsemanario.com.br www.radiorainha.fm.br Representante em Porto Alegre Grupo de Diários Rua Garibaldi, 659, Conjunto 102 Centro - POA - Fone: (51) 3272.9595 e-mail: fernanda@grupodediarios.com.br

Semanário na Internet Siga-nos no Twitter: @jsemanario Curta a fan-page: on.fb.me/jsemanario

Leia também no nosso site:

www.jornalsemanario.com.br

A dermatologia é uma importante questão de saúde pública. É certo que, nos dias atuais, a fama dessa especialidade médica está mais ligada à estética do que a problemas de saúde. No entanto, a dermatologia precisa ser encarada mais seriamente pela sociedade. Cerca de 10% dos usuários de unidades básicas de saúde procuram assistência por uma queixa dermatológica e um em cada quatro indivíduos que vão a Centros de Saúde têm uma lesão de pele que requer atenção. Outro exemplo da relevância da dermatologia na saúde coletiva é o uso indiscriminado de antibióticos para tratamento, tópico ou sistêmico, de transtornos cutâneos. Muitas vezes, os problemas tratados são frequentes, como acne, que chega a acometer 80% da população. O uso indiscriminado de produtos à base de antibióticos pode provocar resistência bacteriana. E é papel do dermatologista coibir essa prática e colaborar para que a sociedade receba essa informação. Ocasionado principalmente pelo uso inadequado de antibióticos, a resistência bacteriana pode acarretar a ineficácia desses medicamentos em tratamentos futuros, o que dificulta o controle de infecções o propicia o surgimento das temidas superbactérias. Na dermatologia, o uso de antibióticos para tratar doenças comuns merece atenção redobrada. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Atualmente, entre os medicamentos tópicos utilizados no Brasil para o tratamento da acne, aproximadamente 40% contêm antibióticos. Para a acne, assim como outras doenças, o mercado já disponibiliza opções livres da substância.

E, nesse caso, o tratamento com creme ou pomadas com antibiótico é muito mais relacionado à resistência bacteriana que o tratamento oral, exceto quando o último é usado de forma inadequada. É fundamental que a classe médica esteja bem preparada e constantemente atualizada para utilizar a melhor alternativa. O problema, contudo, vai além: os riscos do uso de antibióticos não afetam somente o paciente, mas também quem convive com ele, até mesmo o médico que trata o problema. Um estudo europeu realizado com dermatologistas e publicado no British Journal of Dermatology mostrou que mais de 60% desses profissionais carregavam em sua pele a bactéria envolvida no surgimento da acne (Propionibacterium acnes), resistente aos antibióticos que o próprio médico prescrevia aos seus pacientes. E esta seleção de bactérias resistentes pode acontecer também com outras pessoas que convivem com quem usa antibióticos, mesmo em cremes, pomadas, ou géis. É importante que todos conheçam melhor os riscos e benefícios dos produtos que utilizam, mesmo por questões estéticas. E assim como todo medicamento, géis, cremes e pomadas também devem ser prescritos por um médico. DR. PAULO VELHO Professor de Dermatologia e especialista em infectologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) O texto para esta seção deve conter aproximadamente 2.500 caracteres, incluindo os espaços, e ser enviado para o endereço de e-mail redacao@jornalsemanario.com.br


3

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Painel A pergunta que não quer calar

Asfalto nas estradas do interior

Semáforo Ônibus queimados em ato público em São Paulo e um jovem de 19 anos morto. Cinegrafista morto em ato público de protesto. Paciente protesta na porta de hospital em Goiânia por adiamento de cirurgia, ato comum por aqui também. Manifestantes voltam a protestar nas ruas do Rio. Lula (Lula?) pede confiança a investidores e minimiza impactos de incertezas no país. Estamos a perigo?

“Apenas São Miguel passará por um processo de recapeamento, pois já possui asfalto. Podemos chamar aquilo de asfalto? Recapeamento? Já foi realizado um que o resultado está aí, para quem quiser ver, pior que estrada de chão! Tem que fazer tudo de novo!”

PARE! A falta de empresas participantes das licitações da prefeitura.

Carol Osmarini

ATENÇÃO

“Que bom para quem mora no Vale dos Vinhedos. Enquanto isso o pessoal do Municipal fica comendo poeira com a rua nova, e quando chove não tem como sair de casa porque o barro vai até os joelhos. Cadê a rua, Lunelli? E cadê o novo prefeito que não continuou a obra?”

Esportivo precisa de vitórias consecutivas para fugir do rebaixamento

SIGA!

Charlene de Souza

A geração de empregos nas indústrias em Bento Gonçalves

“Triste o fato do poder público insistir que “pavimentação” é sinônimo de “asfalto”. A tecnologia dos PAV-S é muito melhor para estradas internas do que asfalto e, com certeza é muito mais barato. Já sofremos as consequências desta tendência ao asfaltamento, com suas elevadas temperaturas e impermeabilidade do solo”.

Envie a sua sugestão de pergunta pelo e-mail redacao@ jornalsemanario.com.br

NOEMIR LEITÃO

Cruzamento perigoso Uma das reclamações de motoristas e pedestres diz respeito ao cruzamento da rua Ângelo Marcon, no bairro São Roque. Falta um semáforo ou pelo menos placas indicativas priorizando as preferenciais. Já ocorreram muitos acidentes neste trecho. O último foi na terça-feira, 11, onde uma moto acabou chocando-se com um veículo, paralisando o trânsito num trecho onde existe muito movimento. Atenção redobrada nesta área que faz ligação com os bairros Zatt e Ouro Verde.

“O Daer está levando o Crema a sério. Quem não está é a empresa que está executando a obra” Silvio Pinheiro Davi, superintendente do Daer

HUMOR

Moacir Arlan

Sérgio Marino Neves Alerta aos navegantes “Em janeiro de 2013, influenciado por promessa de renda maior que a poupança, apliquei um certo valor em um fundo de aplicações do banco Sicredi local. Recomendei que não desejava fundo de ações, por ser de alto risco. Informavam que o fundo seria lastreado em letras do tesouro, preferencialmente. Assinei o termo de adesão, sem ler o contrato, aliás, nem apresentado ou, se foi, dispensada a leitura, dado que certamente prenhe de cláusulas leoninas, como costuma acontecer. Minha surpresa ao fim de um ano, ao colher os resultados, fui informado que tinha perdido por desvalorização de 12,54%, somado aos lucros cessantes de 7%”, chegando a um estrago em torno de 20%. O nome do fundo é IMA-B. Faço um alerta para que outros incautos, como eu, não entrem neste suicídio financeiro. Gentil Pompermayer

s para Estão abertas as inscriçõe eiro mb bo o concurso de soldado va0 40 da Brigada Militar. Serão s. ha úc ga gas para várias cidades os ra pa is Os vencimentos inicia são de R$ os ad rov ap em que for ações pelo 1.864,70. Mais inform damilitar. site: https://www.briga Internet/ rs.gov.br/Multimidea/ 4/EditalConcursos/CBFPM/201 01SdBomb.pdf

Curta e comente na página do Semanário no Facebook. Seu comentário pode ser publicado aqui. www.fb.me/jornalsemanario

Lixo que envergonha DIVULGAÇÃO

“A nossa escola EMI Primeiros Passos, fica localizada na rua Adelaide Basso Pasquali, no bairro Conceição. Ao lado há um morador que transporta lixo de outras localidades e despeja todo no seu terreno. A prefeitura vem fazer a limpeza, mas quando eles se retiram esse morador acaba tendo as mesmas atitudes. A nossa preocupação é que seguidamente vemos ratos, baratas e outros bichos ao redor da escola. Estamos preocupados com a saúde de nossas crianças, pois esses bichos podem transmitir doenças e também a dengue. Muitas vezes esse morador queima esses lixos no seu terreno, ocasionando fumaça forte para nossa escola. Estamos tendo atenção da prefeitura para o recolhimento dos lixo, mas precisaria de alguma atitude punitiva para esse morador”. Professoras Tereza e Rosângela


4 Opinião

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

AntônioFrizzo antoniofrizzo@italnet.com.br

A água mineral na pauta

A crise

O vereador Moisés Scussel protocolou junto a Câmara de Vereadores um projeto de lei que tem como objetivo a aferição da qualidade das águas minerais comercializadas em Bento Gonçalves. O comércio de água mineral, notadamente em bombonas de 5, 10, 20 litros tem crescido muito nos últimos tempos. Mas, nunca tivemos por aqui análises que possibilitem aos consumidores ter a certeza de que “não estão comprando gato por lebre”. Sim, em vários municípios brasileiros essas análises já foram feitas. Estudantes universitários já fizeram monografias sobre o assunto. Uma delas concluiu assim o seu trabalho: “Considerando os padrões para água mineral utilizados nessa pesquisa e o padrão para bactérias heterotróficas estabelecido pela legislação para água de consumo humano, quarenta amostras (58%) de doze marcas (70,6%) podem estar inadequadas para consumo humano”. A autora desse trabalho é a mestranda Maria Fernanda Falcone Dias, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, São Paulo.

Ironizar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Se fala tanto em “investir em educação” no Brasil. Acho ironia. Ouço isso desde que tinha 8 anos de idade. Naquele tempo não havia “transporte escolar gratuito”. Havia só o “expresso canela” (andar a pé, mesmo) e era muito comum se ver crianças e adolescentes andando de sandálias (tipo franciscanas) e chinelos de dedo, mesmo no inverno, com geada. Merenda escolar? Era a que levávamos de casa. Mas, havia uma coisa importantíssima: a professora era “autoridade” e ensinava, não tinha medo de delinquentes infantis ou juvenis; os pais eram “autoridades”; as pessoas de mais idade eram “autoridades”; os policiais eram “autoridades”. Todos eram respeitados. Agora, qualquer fedelho aí de 10, 12, 15 ou 17 anos se julga no direito de desrespeitar, de ofender a quem bem entender, inclusive seus próprios pais. Essa “crise” aí é real, palpável, notória, insofismável. É a “crise da falta de respeito”, a “crise da falta de educação vinda de casa”.

É direito de todos ÉA mestranda Maria Fernanda concluiu um trabalho de amplitude considerável. Foram analisadas sessenta e nove amostras de dezessete marcas, de embalagens de 330 a 600 ml, comercializadas em supermercados da cidade. Como se vê, as amostras foram as de maior preço, não sendo consideradas as de 5, 10 ou 20 litros. Sem dúvidas, o consumo de água mineral deixou de ser algo elitizado. O crescimento notório do poder aquisitivo da população fez com que a água mineral tivesse um aumento muito grande no consumo. Daí a necessidade premente da população saber, realmente, o que está comprando, o que está pagando e o que está bebendo. O vereador Moisés Scussel apresenta seu projeto em muito boa hora. Vamos torcer para que seus pares lhe deem a devida atenção e cobertura para que o projeto seja aprovado e o prefeito Guilherme Pasin o sancione tornando-o lei. Saber, exatamente, o que se está comprando é um direito de todos nós.

A crise II Mas há outra “crise”. Essa é fruto da ânsia de destruir o Brasil, de detonar as instituições. É a ânsia de chegar ao poder a qualquer custo. Há algum tempo, os “donos do Brasil” (grandes empresários, banqueiros, empreiteiros, usineiros, ruralistas) que financiam campanhas políticas no intuito de ter esses vendilhões, que se elegem, sob controle, a exemplo de setores da chamada “grande imprensa”, manipulada, servil, não raramente suja, desinformativa, deflagraram um campanha fantástica. Querem porque querem destruir a imagem do Brasil no exterior; querem aumento na taxa básica de juros (claro, são eles os beneficiados); querem recessão, desemprego. Querem o “quanto pior melhor”. Encheram tanto o saco que o governo cedeu. Aumento a taxa de juros. E os preços começaram a ser remarcados. Sem motivos concretos, apenas pela pressão da imprensa e seus pit bulls comentaristas que insistem na “inflação descontrolada”. A inflação é menor, em média, do que foi nos governos de fhc e de Lula. Mas, precisam aporrinhar, detonar. Querem ver a “crise” virar CRISE, mesmo. O povo? Bem, o povo que se dane.

A dívida Quem ainda não ouviu falar que a “dívida pública está altíssima”? Todos, certamente, porque “eles” adoram fazer isso. Mas, será, mesmo, que ela está “altíssima”? Em valor nominal está maior, bem maior do que era. Mas, há que se fazer comparações para melhor avaliar. Tudo na vida é relativo, não é mesmo? Até a própria “relatividade” é relativa. Vejamos: o PIB médio do governo fhc foi de 2,5% no primeiro mandato e 2,1% no segundo; o PIB médio do governo Lula foi de 3,5% no primeiro mandato e 4,6% no segundo; nos três anos de Dilma foi de 1,8%. Pois bem, a divida pública foi de 1995 a 2002, de 146,3% do PIB; de 2003 a 2013, chega a menos 41,1%. Esses números podem ser contestados. Qualquer leitor poderá enviar outros para o meu e-mail. Terei prazer em publicar.

ÚLTIMAS Primeira: O pagamento de tapioca com cartão corporativo por um ex-ministro (algo em torno de dez pilas) virou manchete nacional por vários dias, praticamente em toda a imprensa; Segunda: Um processo de sonegação que supera um bilhão de reais, sequer é mencionado. Essa é a “imprensa informativa” brasileira; Terceira: A “Crise” chegou ao campo. A produção de grãos chegou ao recorde histórico de 193,6 toneladas. A continuar assim o Brasil irá “quebrar”; Quarta: Não se tem ouvido comentários sobre a Rua Coberta (verba federal já liberada) e sobre a conclusão da Via Del Vino. E segundo ouvi, o dinheiro para a nova biblioteca já foi pro espaço. Fatos ou boatos? Quinta: Aliás, as minorias barulhentas, aproveitando o espaço imenso deixado pelos omissos, conseguiu detonar o projeto do novo presídio; Sexta: Obviamente por falta de pulso das administrações públicas. O que mais essas minorias conseguirão obstruir, causando males irreversíveis para toda a população? Sétima: O Lago da Fasolo está cheio de “marrequinhas”, vegetação que poderá exterminar os peixes. O que está sendo feito para evitar isso? Respostas para os leitores que me questionaram; Oitava: Estamos prestes a retomar o ano letivo. E isso significa incremento considerável no trânsito. Significa abusos nas contumazes infrações de trânsito; Nona: Mas, antes de tudo, significa tomada de posição firme por parte das autoridades responsáveis no sentido de coibir o “tô na minha, danem-se” usado por muitos motoristas; Décima: O Grêmio venceu o Nacional pela Libertadores. Resultado de muito significado. Tomara que sirva de motivação para conquistar a classificação para as oitavas de final; Décima-primeira: Amanhã, às 16 h, na Montanha dos Vinhedos, o Esportivo enfrentará o Grêmio. Jogo vital para o Esportivo, onde vencer é a única coisa a fazer. Vou torcer, sim, para o nosso Esportivo. E o Estádio deverá estar lotado. O Esportivo precisa dos bento-gonçalvenses.


Sรกbado, 15 de fevereiro de 2014

5


6

Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Câmara de Vereadores

Fim do assédio moral em votação Projeto foi criado pela vereadora Neilene Lunelli (PT) em 2011. Preposição passou por dois arquivamentos feitos pela autora FERNANDO LEVINSKI/ARQUIVO

Fernando Levinski geral1@jornalsemanario.com.br

U

m dos projetos de lei que estão na pauta de votação para a sessão ordinária da próxima segunda-feira, 17, na Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves tem como objetivo proibir ações de assédio moral nas dependências dos órgãos públicos. O projeto de autoria da vereadora Neilene Lunelli (PT) foi criado em dezembro de 2011. A parlamentar explica que realizou dois arquivamentos desde a criação do projeto de lei para procurar mais embasamento para encaminhá-lo para votação. “Eu realizei alguns cursos de formação para ter mais fundamentos, por isso realizei os dois arquivamentos”, explica. O projeto de lei foi desarquivado no final do

Outros seis projetos estão na pauta de votação da próxima sessão mês de janeiro para ser encaminhado à votação. Neilene afirma que decidiu desenvolver esse proje-

to de lei por ter presenciado muitas situações de assédio moral durante a carreira de professora.

De acordo com os detalhes do projeto, é considerado assédio moral “toda ação, gesto ou palavra praticada de forma repetitiva por agente, servidor, empregado, estagiário ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe conferem suas funções...”. O projeto determina que qualquer tipo de funcionário está sujeito a sanções. As punições variam de advertência escrita, suspensão, demissão (para cargos de confiança) ou destituição de cargo ou função de confiança para funcionários concursados.

A pauta de votação Além deste, há outros seis projetos incluídos na pauta de votação da próxima sessão. Destes, quatro são de autoria do Executivo bento-gonçalvense.

Um destes é a etapa de segunda e terceira votação da abertura de crédito de R$ 3 milhões que será utilizado para o asfaltamento de pouco mais de cinco quilômetros em algumas localidades do interior do município. Os outros projetos do executivo são a aberturas de crédito, duas no valor de R$ 100 mil e outro de R$ 3.640. O vereador Moacir Camerini (PT) apresenta um projeto de resolução que altera a maneira como acontece o arquivamento de projetos de lei. Atualmente, quando um item é arquivado pelo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e da Assessoria Jurídica o plenário não pode realizar a votação. Há também um projeto de resolução para conceder a medalha do mérito cultural Oscar Bertholdo a Velcy Soutier.


Sรกbado, 15 de fevereiro de 2014

7


8 Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mais Médicos

Bento vai receber mais estrangeiros Médico Luís Enrique Rodriguez Rodriguez, que já estava na cidade, será transferido para trabalhar em outro município Da Redação redação@jornalsemanario.com.br

A

prefeitura de Bento Gonçalves deve receber mais quatro profissionais do programa Mais Médicos do Governo Federal. A chegada deve acontecer no mês de março, junto com a nova leva de 2.890 médi-

cos estrangeiros que virão para o Brasil. No Rio Grande do Sul, que já dispõe de 400 profissionais do programa, 229 novos médicos começarão a atuar a partir do próximo mês. De acordo com o coordenador médico da Secretaria Municipal da Saúde, Marco Antonio Ebert, a prefeitura já

foi comunicada extraoficialmente da recepção dos novos profissionais. Eles irão atuar no programa de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Ebert não soube informar se os novos médicos serão brasileiros, cubanos ou oriundos de outro país. O coordenador médico da

SMS explica que os novos médicos irão suprir as necessidades existentes nos postos de saúde dos bairros Vila Nova, Municipal, Conceição e Aparecida. No Aparecida a colocação só será confirmada após o profissional que hoje atua na unidade solicitar afastamento das suas atividades, devido ao

ingresso na residência médica. “Com estes profissionais, resolveremos as carências do município para o trabalho de atendimento básico às famílias nos bairros da cidade, ficando com o número de médicos considerado ideal para a realização deste tipo de procedimento”, destaca Ebert.

Médico cubano está mudando de cidade CARLOS QUADROS/PREFEITURA MUNICIPAL, DIVULGAÇÃO

Médico Luís Enrique Rodriguez Rodriguez irá atuar em outro município O médico cubano Luís Enrique Rodriguez Rodriguez não está mais realizando atendimentos na Unidade de Estratégia da Família do bairro Vila Nova. Ele foi deslocado da atividade devido a problemas com a comunicação e também com procedimentos técnicos realizados. Segundo Marco Antônio Ebert, foram realizadas pelo menos três reuniões com a comunidade para se ter uma noção de como estava o trabalho do médico no bairro. Ele revela que houve algumas reclamações dos moradores por não entenderem o que o médico falava. Além disso, o profissional apresentava dificuldade em fazer os registros das informações nos prontuários, além de ter uma maneira muito diferente no atendimento médico. “Pre-

cisávamos que ele tomasse mais conhecimento de como são os procedimentos por aqui. Ele precisa aprender mais sobre o trabalho médico brasileiro, que é muito diferente do cubano”.

Visitas paradas Com a ausência do médico cubano, as visitas domiciliares estão temporariamente suspensas. De acordo com Ebert, os atendimento estão sendo realizados apenas na ESF. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde está disponibilizando dois médicos, com carga horária de 20 horas cada um, para o atendimento da população. Este procedimento deve continuar até a chegada dos novos profissionais de saúde, provavelmente no mês de março.


Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

9

Licitações públicas

Onde foram parar as empresas? Prefeitura não consegue participações nos processos para obras da UPA, Cozinhas Comunitárias e Praça do PEC Da Redação redação@jornalsemanario.com.br

A

prefeitura municipal vem enfrentando problemas para realizar a licitação de obras importantes na cidade. Neste ano, a maioria das licitações não teve empresas interessadas em participar. A burocracia no processo de contratação e o cronograma completo de algumas empresas da cidade são apontados como um dos problemas enfrentados. Na quarta-feira, 12, a prefeitura sofreu um revés com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nenhuma empresa apareceu na abertura de envelopes. As obras, que começaram ainda na administração passada, foram interrompidas em outubro de 2012 por problemas financeiros da prefeitura. Após terem sido retomadas no último ano, a atual administração rompeu o contrato com a construtora Engeporto em novembro passado por pro-

blemas na execução dos trabalhos. O prédio estava 95% concluído, mas há reparos a serem feitos mesmo na parte já pronta da estrutura. Duas licitações para a conclusão das obras teriam os envelopes abertos ontem, mas nenhuma empresa mostrou interesse. Um dos processos previa R$ 509,8 mil para conclusão do prédio e construção de uma fossa e outro, R$ 165 mil para finalizar as unidades de internação. O prefeito Guilherme Pasin garante que, nos próximos dias, o poder público vai analisar o porquê da falta de interessados na licitação: há várias questões. Primeiro, é o boom da construção civil. Mas precisamos analisar dentro da planilha de orçamento dessas obras se não estamos implantando todas as condições que a iniciativa privada necessita. A tabela que rege é nacional, chamada Sinapi, que possui preços já programados, nacionais. Temos que entender se a falta

de empresas interessadas é por uma realidade local ou questão de mercado. Pasin diz que novos editais serão lançados para a conclusão das obras nos próximos dias. Um terceiro processo, para instalação de uma subestação elétrica na UPA, foi alterado e terá os envelopes abertos no dia 17 de março. A prefeitura pretende que a UPA esteja funcionando ainda neste primeiro semestre. Para o presidente da Ascon Vinhedos, Diego Panazzolo, a maioria das construtoras de Bento não executa obras públicas. As que fazem são poucas e, normalmente, enfrentam processos burocráticos o que, muitas vezes, inviabilizam o serviço. Além disso, como já há algum tempo não vinham sendo feitas obras no município, essas empresas passaram a atender outras cidades e, com isso, têm seus cronogramas comprometidos com outras obras.

Licitações sem interesse

Construção da Praça do Esporte e da Cultura (PEC), no bairro Ouro Verde; Construção do novo Ceacri Carrossel da Esperança, no Municipal (teve uma empresa que apresentou proposta, mas com valor superior ao previsto no edital da prefeitura); Conclusão da Unidade de Pronto Atendimento 3 (UPA 3), no Botafogo; Reboco, fechamento provisório das janelas e cobertura do prédio de internação, atrás da UPA; Instalação da cozinha comunitária, no São Roque; Construção dos camarins no anfiteatro da Fundação Casa das Artes; Instalação de elevador monta-cargas também no anfiteatro; Construção de muro de contenção na Escola Maria Margarida Zambom Benini, no Vila Nova 2; Canalização da rede coletora de esgoto misto na rua José Mário Mônaco, no Centro, entre a Saldanha Marinho e a Júlio de Castilhos; Execução de reformas estruturais em seis escolas municipais; Consertos e trocas de telhados, calhas, condutores pluviais e forros de madeira externos, em diversos órgãos da prefeitura. FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL


10 Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Municípios emancipados

Pinto Bandeira recebe prefeitos Representantes dos 30 distritos que viraram cidades em 1996 vão se encontrar em novembro ou dezembro na Serra

U

ma reunião entre os prefeitos de Pinto Bandeira, João Pizzio, e de Aceguá, Julio Cezar Pintos, definiu a realização de uma confraternização entre os prefeitos dos últimos 30 municípios emancipados no Rio Grande do Sul, em 1996. A ideia de Pizzio foi acolhida por Pintos, durante uma visita realizada na terça-

-feira, 11, ao município que faz fronteira seca com o Uruguai. Durante o encontro, os gestores discutiram a atual situação dos dois municípios, avaliaram o momento econômico e político do estado e comentaram sobre a redução dos recursos que vêm dos governos estadual e federal, entre outros temas da pauta

municipalista. Eles também trocaram experiências de governo nos dois municípios, que têm, em comum, o fato de terem sido emancipados na mesma data, em 16 de abril de 1996. Pintos lembrou das reuniões de trabalho que foram realizadas pelos 30 prefeitos, entre os anos de 2001, quando os mu-

nicípios foram instalados, e 2008. Fato este que referendou a intenção de João Pizzio em convidar os demais 29 atuais administradores desse grupo para uma confraternização, em Pinto Bandeira, no final deste ano, depois do período eleitoral. Pizzio acertou com o prefeito de Aceguá que será convidada uma

autoridade de nível estadual para participar do encontro. A partir de agora, os dois prefeitos vão ficar em contato permanente para a articulação do evento, principalmente, na mobilização dos demais 28 gestores para estarem presentes à confraternização, que será em novembro ou dezembro, na Serra Gaúcha.


Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

11

Imóveis na planta

Investimento é o mais procurado A compra na fase de construção é a opção mais vantajosa pelo baixo valor de entrada e bom prazo de pagamento JOSIANE RIBEIRO

Corretor de imóveis, Nestor Manzoni, avalia vantagens da compra e fala da valorização dos imóveis na planta

Josiane Ribeiro geral4@jornalsemanario.com.br

A

traído pelos preços baixos e boas condições de pagamento, o garçom Luis Henrique dos Santos, 24 anos, comprou recentemente um apartamento na planta. O imóvel de dois quartos, localizado no bairro Ouro Verde, ainda está com as obras em fase inicial e levará tempo para ficar pronto. Mas pra Santos isso não é problema. “O prazo para entrega do apartamento é maior, o que me dá mais tempo também para pagar”, afirma. Antes de fechar o negócio, Santos analisou outras propostas de compra e procurou saber mais sobre a construtora responsável pelo empreendimento. “Encontrei muitos apartamentos menores e com o preço maior do que direto na planta. A entrada que precisei dar não foi muito alta e ainda tenho a possibilidade de financiar o restante do valor”, destaca. Assim como Santos, centenas de pessoas buscam por imóveis nessa modalidade justamente pelas facilidades e vantagens para quem está investindo. De acordo com Nestor Mário Manzoni, corretor de imóveis, os imóveis na planta são os mais procurados pelos clientes e correspondem a maior parte dos negócios fechados

pela imobiliária. “Comprar na planta sempre vai ser vantajoso, com retorno de 30% a 40% até o momento de finalização da obra”, afirma. Segundo Manzoni, a grande procura está relacionada ao valor da entrada que tende a ser mais baixo do que para outros tipos de compra. Seguindo esse comportamento, o valor da prestação também tende a ser menor, se encaixando no orçamento do cliente. “A compra na planta se encaixa em vários perfis de comprador sem definição de classe média ou alta. As vantagens chamam a atenção de todos. Quando o imóvel estiver pronto a pessoa poderá realizar um financiamento bancário para pagar o restante das parcelas, podendo estender o prazo de pagamento em até 35 anos”, explica. Depois de acertadas as parcelas que serão pagas durante a construção, Manzoni afirma que o cliente deve ter consciência de que todos os valores serão reajustados de acordo com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) que irá influenciar na evolução dos custos de construções habitacionais até a entrega das chaves. “O aumento da correção é normal e pode chegar a 8% ao ano. Em dois anos, tempo em média para construção de um prédio, a correção pode chegar a 20%”, complementa.

Avalie antes de comprar Antes de concluir a compra na planta, Manzoni chama atenção para algumas questões que o comprador deve observar. Optar por um empreendimento ainda em fase de lançamento é a principal dica. “Assim a pessoa terá mais tempo para pagar e terá um rendimento melhor”. O comprador deve levar em conta o tipo da construção e se o que está sendo ofertado se encaixa com suas necessidades. “Geralmente a procura maior fica em apartamentos de um dormitório pela facilidade também de alugar após a compra. Mas grande fatia opta também por dois quartos, principalmente se for a primeira compra. O importante é que a pessoa analise seus rendimentos, localização e estrutura do imóvel a ser adquirido na planta”, alerta. Segundo o corretor de imóveis, os riscos para a compra são mínimos. “As maioria das construtoras de Bento são confiáveis e não apresentaram problemas de falta de entrega, por exemplo. As pessoas compram imóveis uma ou duas vezes na vida, por isso não podem ir no impulso. É preciso conhecer bem o negócio que está fechando”, finaliza.

Riscos são mínimos para quem deseja comprar O maior receio das pessoas que optam pela compra na planta é sofrer com a demora da entrega ou até mesmo não receber o imóvel. Conforme Leandra Michelon, corretora de imóveis, os riscos de mercado sempre irão existir, mas hoje são mínimos. “O corretor bem preparado vai ofertar um imóvel de uma construtora que ele conhece e confia, afinal o compromisso com o cliente é até o ato da escritura do imóvel. Se o cliente se sentir lesado deve procurar seus direitos de consumidor”, orienta. Bento Gonçalves se caracteriza por construtoras profissionais e confiáveis, apresentando poucos casos de reclamação. Mesmo assim, o cliente deve se munir de

informações. “É importante que ele busque referências da construtora como tempo de mercado, obras executadas e entregues”, destaca. Além de saber mais sobre a construtora, Leandra afirma que a pessoa precisa analisar a área útil do imóvel, acabamentos, posição solar e visitar a obra. Prazo de entrega, memorial descritivo da obra e multa em caso de atraso também são questões a serem levantadas. “Geralmente quem compra na planta é o investidor. Pelo fato do empreendimento estar sendo construído o cliente paga com mais flexibilidade. Tanto consumidor quanto construtora têm direitos e deveres e devem cumprir o combinado no contrato”, ressalta.

Facilidade em linhas de crédito para fechar negócio Para quem deseja comprar um imóvel na planta ou em construção, os bancos oferecem diversas modalidades de financiamento. A Caixa Econômica Federal também dispõe de opções para facilitar a aquisição do apartamento ou casa. Com recurso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é possível fi-

nanciar o imóvel, com até 30 anos para pagar. Se o interessado deseja comprar um imóvel na planta e faz parte de um condomínio, sindicato, cooperativa ou associação, a Caixa oferece uma linha de crédito vinculada ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com prazo estendido.

Procom dá dicas para um bom negócio

Escolha bem o local: conheça bem o bairro, se o empreendimento está bem localizado e se atende suas necessidades; Pesquise sobre a construtora: para evitar aborrecimentos, é importante fazer uma pesquisa sobre o histórico da construtora. É possível checar se a obra está regularizada junto à prefeitura com alvará, registros e projetos anteriores; Negocie: quando se compra um apartamento na planta é possível negociar a forma de pagamento da parte da construção; Se proteja em caso de atraso: no contrato consta a data de entrega do imóvel, com uma margem de erro de 180 dias para mais ou para menos. O comprador pode exigir o cumprimento forçado da obrigação da construtora, aceitar um produto ou serviço equivalente ou rescindir o contrato com direito a restituição do valor.


12 Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crema/Serra

Empresa e Daer não se entendem Superintendente regional do departamento em Bento diz que cronograma não foi entregue. Penalizações podem acontecer FERNANDO LEVINSKI/ARQUIVO

Fernando Levinski geral1@jornalsemanario.com.br

N

a novela do Crema/Serra nas rodovias RSC-470 e ERS-431 ninguém consegue se entender. O superintendente regional do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Silvio Pinheiro David, afirma que a empresa responsável pelas obras não cumpriu com o prazo de entregar o cronograma de obras na quarta-feira, 12. A partir disso, o superintendente revela que o secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, João Victor Domingues, realizou uma reunião com a empreiteira na quinta-feira, 13, para cobrar o retorno da empresa aos trabalhos no máximo até segunda-feira, 17. O superintendente acredita que possivelmente a construtora deverá

João Domingues (ao centro) teria cobrado a empresa pelo retorno das obras ter algum tipo de penalidade prevista em contrato. Porém, o gerente de contratos da empreiteira, o engenheiro Tiago Borto, revela que o cronograma de obras foi

protocolado no Daer na quinta-feira. Perguntado sobre os detalhes do documento, Borto afirmou que não poderia divulgar os detalhes. Sobre a reunião que teria

acontecido com o secretário Domingues, o engenheiro afirma que nada aconteceu. A respeito de possíveis atrasos nos pagamentos do Daer à empresa, Borto se negou a responder. Um dos motivos que teriam sido alegados pela demora no retorno aos trabalhos teria sido um atraso no pagamento. Porém, o superintendente regional afirma que os vencimentos estão sendo quitado de maneira regular com a empreiteira. Entretanto, o gerente de contratos garante que as obras de conservação foram retomadas no dia 3 de janeiro. A empresa possui dois contratos com o governo do Estado, um para conservação e outro para restauração do pavimento asfáltico. A assessoria de imprensa do Daer informou que não seria possível fazer a divul-

gação dos detalhes do cronograma pois ele está passando por uma avaliação interna. O diretor geral de projetos da autarquia, Miguel Molina, foi procurado para falar sobre o assunto, mas ele não foi encontrado até o fechamento desta edição.

Relembre Após uma série de adiamentos do início das obras nas rodovias RSC-470 e ERS-324, a empresa iniciou os trabalhos de recuperação asfáltica no início do mês de dezembro, porém, no dia 20 do mesmo mês tudo foi interrompido por causa das férias coletivas. Algumas ações de tapa-buracos foram realizadas, a primeira aconteceu no mês de agosto. Desde janeiro, segundo a empresa, essa é a única medida feita pela empresa.


Geral 13

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

ERS-431

Prazo de entrega muda novamente Daer alega que atraso aconteceu por causa das condições do terreno. Finalização da obra pode acontecer em março FERNANDO LEVINSKI/ARQUIVO

Fernando Levinski geral1@jornalsemanario.com.br

O

prazo final para a reconstrução do quilômetro 13,5 da ERS-431 fornecido pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) era 25 deste mês, porém, o anúncio nunca alimentou as esperanças de quem precisa passar pelo local. E, nesta semana, as expectativas terminaram quando o Daer anunciou que o prazo para a finalização da obra ficará para a primeira quinzena do mês de março. A justificativa apresentada pelo departamento é que o processo de sondagem está atrasado por causa das características do terreno, com muitas rochas. A sondagem no local será com cinco furos,

Relembre o cronograma do desabamento Na manhã do dia 22 de novembro do ano passado houve um demoronamento no quilômetro 13,5 da ERS-431. No mesmo dia a Polícia Rodoviária Estadual realizou o bloqueio do trecho e alertou os motoristas que precisavam seguir para os municípios de Guaporé e São Valentim do Sul para que buscassem rotas alternativas a partir de Veranópolis. O secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, João Victor Domingues, veio a Bento no dia 25 para anunciar que obras seriam feitas no local em caráter emergencial. Na época, Domingues comunicou que os trabalhos iniciariam em até 30 dias. Nos primeiros dias de dezembro o Daer apresentou o cronograma de obras para o local. Porém, no início de janeiro a autarquia alegou atrasos pelo fato de ações terem sido planejadas no final do mês de dezembro e, em virtude disso, muitas empresas se encontravam no período de férias coletivas. Em janeiro o local chegou a ser interrompido algumas vezes, porém, sempre foi desbloqueado pelos motoristas.

Monte Belo e Santa Tereza ainda aguardam o convênio com o Daer o tempo de duração de cada furo deveria ser de aproximadamente dois dias, porém, alguns chegaram a durar mais de cinco dias. Este já é o segundo atraso

no percurso da obra, inicialmente a Secretaria de Infraestrutura e Logística e o Daer informaram que o trânsito estaria liberado na primeira metade de fevereiro, o prazo

seguinte ficou para o dia 25 e, agora será na primeira metade de março. Apesar de somente o problema no quilômetro 13,5 parecer estar perto do fim, a rodovia ERS-431 ainda precisa de vários outros reparos. Em suas passagens por Bento, o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, João Victor Domingues, afirmou que o governo preparava ações para recompor todos os pontos críticos da rodovia, incluindo a conclusão da ponte que não possui as cabeceiras. Porém, Domingues não apresentou prazos para estas ações.

Ainda na bronca Quando o diretor-geral do Daer, Carlos Eduardo Vieira, esteve em janeiro no local

desmoronado da ERS-431, ele comunicou que o Daer realizaria uma parceria com os municípios de Monte Belo do Sul e Santa Tereza para que as estradas que fossem ser utilizadas como desvios à ERS-431 pudessem passar por melhorias. Entretanto, os prefeitos das duas cidades, Lírio Turri e Diogo Siqueira, estão insatisfeitos pois nada saiu do papel. Inicialmente o Daer forneceria verbas para que os municípios realizassem as reformas, entretanto, a autarquia afirmou que assumiria a responsabilidade das estradas. Porém, cansados de esperar um contato do Daer para formalizar o convênio, os prefeitos estão realizando os consertos das estradas com o dinheiro dos municípios.


14

Especial

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Lar das Meninas

Prefeito cancela acolhimento de crianças e reacende a polêmica Costura de um ano de reuniões de César Gabardo com a comunidade para uma equação harmônica não valeu de nada FELIPE MACHADO/RÁDIO DIFUSORA, DIVULGAÇÃO

Facchin Editora redacao@jornalsemanario.com.br

T

raição, falta de palavra, interesses escusos... Esses estão sendo os principais termos usados por lideranças da comunidade, envolvidas com a causa, para definir seu sentimento ante a decisão da prefeitura, esta semana, em cancelar o projeto de acolhimento institucional que finalmente seria feito naquele prédio a partir de 2014, com o consequente cancelamento da licitação para as obras de adequação às novas normas de acolhimento. A notícia pegou de surpresa até mesmo o Secretário de Administração, César Gabardo, que desde o início de 2013, havia sido designado pelo Prefeito Pasin para estar à frente do projeto que tinha como objetivo realizar uma simples reforma no prédio do Lar das Meninas

Secretário Gabardo, que comandou o projeto, não foi ouvido na decisão para adequá-lo às novas normas de acolhimento a menores em situação de risco, que atualmente são albergados de forma provisória e precária junto à Casa Azaléia. O que mais impressionou os envolvidos neste comodato foi que a decisão do cancelamento acabou sendo tomada ao final de uma reunião

-que tratava sobre outro assunto- pelo Prefeito Guilherme Pasin, sua Secretária de Assistência Social Roseli Fornasier e o Promotor Élcio Resmini de Menezes, à revelia e sem a consulta aos demais envolvidos, como o próprio Secretário Gabardo. Quanto a quem tomou a iniciativa de introduzir o assunto acolhimento institucional nessa reunião e de ser o mentor dos fundamentos que levaram ao cancelamento, o nome ainda é uma incógnita, pois o Promotor diz que foi a secretaria Roseli Fornasier, que diz que nem abriu a boca e passa a responsabilidade ao Promotor e ao Prefeito. Solicitado através do assessor de comunicação Carlos Quadros a emitir uma nota oficial a respeito, o Prefeito Pasin, que estava essa semana em Brasília numa agenda que ninguém na prefeitura soube

Promotor diz que questão é interna administração para que o MP se posicionasse sobre o local. “Eu evitei fazer essa solicitação ao DAT até então, pois acreditava num consenso. Como veio à tona de novo a discussão, vou pedir para que a equipe venha a Bento Gonçalves para fazer uma verificação da conveniência, dentro da legalidade, do acolhimento naquele local. Também já vou pedir para que os profissionais façam essa verificação na Casa Azaléia e ver se o local é ou não condizente para o acolhimento”, garantiu. Indagado sobre qual o local adequado ou não para o acolhimento de menores que estão vulneráveis e em situação de riscos, Élcio Resmini de Menezes diz que não compete ao MP decidir se o acolhimento vai ser aqui ou ali. “Essa decisão não me compete. Cabe ao prefeito decidir, tanto que ele já determinou o cancelamento das obras de adequações. A minha questão está vinculada ao melhor atendimento à criança e ao adolescente”. Para finalizar, o Promotor garantiu que o assunto foi tratado de forma colateral entre

ARQUIVO

Em entrevista ao Jornal Semanário, o Promotor Élcio Resmini de Menezes afirmou que, no final daquela reunião, a decisão de cancelar a licitação foi do Prefeito Pasin em comum acordo com a Secretária Roseli. “A questão é mais interna, é administrativa. Há o entendimento da secretária de Assistência Social que o local não seja adequado, de que não caiba o acolhimento no Lar das Meninas. Por mim já estava tudo sendo encaminhado, sem outras necessidades de análises, mas, como nesta reunião o Prefeito e a Secretária abordaram de surpresa o assunto e me pediram novamente um parecer sobre o local, considerei então pedir à Divisão de Assessoramento Técnico do MP, para que a equipe de assistência social venha a Bento Gonçalves e elabore um parecer técnico sobre o aspecto do atendimento para embasar a decisão da promotoria. O parecer conclusivo desta equipe técnica será o meu posicionamento final” destacou o Promotor, acrescentando que esta decisão só foi tomada pela insistência da

Promotor diz que foi supreendido com o assunto na reunião a Secretária e o Prefeito ao final da reunião e que, na oportunidade, disse que já havia afirmado ao Secretario César Gabardo, que “desde o início deixei claro que eu não me opunha que fosse construída essa parceria prefeitura/comunidade, pois havia perspectivas de fazer ajustes e reformas, mas que eu não podia me manifestar sobre a questão da conveniência administrativa da casa de acolhimento ser lá ou noutro lugar”.

informar, determinou que a secretária Roseli Fornasier falaria em seu nome. Segundo o Promotor Élcio Resmini de Menezes, a decisão de cancelar tudo foi tomada ao final de uma reunião onde o assunto era outro -Justiça Restaurativa- e estavam presentes o Prefeito Guilherme Pasin, a Secretária Roseli Fornasier e a Professora Bernardete Capra-

ra, da Escola de Gestão, quando, segundo o Promotor, a questão do acolhimento foi levantada ao final e tratada rapidamente, pegando-o também de surpresa. “Eu nem havia me preparado para falar sobre o tema naquele momento, visto que o processo de reforma para adequação ao acolhimento estava em andamento”, diz o Promotor.

Secretária diz que pareceres contrários foram dados pelo Promotor e Comdica Falando em nome do Prefeito Pasin, a Secretária Roseli Fornasier, disse que não será mais feito o acolhimento institucional de menores em condição de risco no prédio do Lar das Meninas e que será feito um reordenamento de serviços a serem prestados no local. Segundo a secretária o assunto foi levantado pelo Prefeito Pasin na reunião e foi dele a decisão de cancelar a licitação e o acolhimento de menores em situação de risco no Lar das Meninas. Roseli Fornasier disse que a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), Patrícia Giuriatti também estava presente. “Antes de fazer qualquer coisa nós nos aconselhamos com o Comdica e com o Ministério Público. Quem deu parecer na reunião foi o Promotor Élcio, a presidente do Comdica e o professor Décio”. Questionada sobre qual teria sido a posição do Promotor sobre o projeto de acolhimento no prédio do Lar das Meninas na reunião, a secretária disse: “Ele não concorda”. E completou: “o parecer técnico das assistentes sociais do município também é contrário à instalação de acolhimento no Lar das Meninas. Na reunião, eu nem dei meu parecer, porque todos já sabem o que eu penso sobre esse assunto” ar-

gumenta. A Secretária garantiu que enviaria uma cópia deste parecer técnico para o jornal, mas até o fechamento da edição não enviou. Ainda, segundo a secretária Roseli Fornasier, “enquanto se desenvolvia a licitação para adequações nos moldes que tinha sido proposto e aprovado, recebemos do Governo Federal o novo modelo para acolhimento de menores, segundo o qual fica bem claro que não é possível ter outras atividades sendo desenvolvidas no mesmo local” destaca a secretária. Questionada sobre o porquê de não cancelar as outras atividades e manter apenas o acolhimento no Lar das Meninas, que foi o compromisso assumido pelo secretário César Gabardo, também presidente de seu partido (PMDB), durante as reuniões em que este novo modelo foi abordado com a comunidade, a Secretária primeiro disse que se fosse feito só o acolhimento lá, este serviço não iria ocupar todo o espaço disponível no prédio do Lar das Meninas, embora construído com mais de R$ 1,5 milhão de recursos de doadores da comunidade para tal, e depois foi categórica ao afirmar que “não iria assumir um custo de R$ 90 mil para atender só 20 crianças em situação de risco, que é a média de acolhimento”.


Especial 15

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

“A comunidade foi enganada em seu anseio social” É a ponderação de Ana Inês Facchin, que representou a presidente da Comissão de Doadores do Lar das Meninas, Maristela Cusin Longhi, nas diversas reuniões que o Secretário de Governo Cesar Gabardo conduziu em nome do prefeito Pasin, no decorrer de 2013, em torno do assunto, com a comunidade. “Hoje as crianças em condição de risco de Bento Gonçalves são empilhadas no albergue Casa Lar Azaleia, onde já visitei pessoalmente e constatei que crianças, bebês e adolescentes chegam a dividir o mesmo quarto-cubículo, o que é totalmente inadequado, pra não falar que presenciam as lamentações de mulheres vitimadas pela violência e lá acolhidas pela Lei Maria da Penha” destaca. Segundo ela, é uma situação absurda que não condiz com a pujança de Bento Gonçalves. “Tanto que ainda quando prefeito, Darcy Pozza foi quem solicitou à então presidente do Rotary Club, Inês Pompermayer, que a entidade construísse com a comunidade um local adequado ao acolhimento institucional. Se há décadas já havia esta necessidade, por que ralo esta necessidade fluiu atualmente para que o Lar não tenha acolhimento?” Ana Inês Facchin diz que, por outro lado, acompanhou e gravou todas as reuniões

conduzidas pelo secretário Cesar Gabardo em 2013. “Ele teve paciência e coragem para costurar com harmonia uma solução ouvindo todas as partes envolvidas e principalmente resgatando um respeito aos mais de 300 doadores da comunidade, a maioria empresários e lideranças, que tornaram possível a construção daquele prédio e não estavam até então tendo voz junto ao colegiado do Lar das Meninas”. E acrescenta: “em todos os momentos das reuniões, o secretário Cesar sempre deixou bem claro que no prédio do Lar das Meninas seria feito prioritariamente o acolhimento institucional e que, se a lei não permitisse outras atividades concomitantes no prédio, ele teria apenas o acolhimento institucional e não as outras atividades. Durante todas as reuniões, inclusive, foram feitos ajustes na proposta de comodato, ajustes que depois, na câmara, quando da aprovação do comodato, não foram mantidos. Mesmo assim, o secretário Cesar Gabardo garantiu à comissão de doadores que o acolhimento institucional de menores em condição de risco seria feito no prédio do Lar das Meninas, sim, questão de honra. E todas aquelas reuniões sempre tiveram a presença do promotor Elcio Resmini de Menezes que

era sistematicamente consultado a cada novo passo e nunca se opôs ao que estava sendo decidido, dizendo que por ele estava tudo bem, a decisão cabia à prefeitura. Entretanto, apesar de todos os esforços do secretário Cesar Gabardo em conduzir a questão com equilíbrio e bom senso, também fui surpreendida esta semana ao saber que a decisão de cancelar a licitação e o início do acolhimento institucional no Lar das Meninas tenha sido tomada no final de uma reunião que nem era pra isso e da qual participaram prefeito, secretária Roseli Fornazier e Promotor, sem que o secretário Cesar Gabardo tenha sido sequer chamado antes de tomar a decisão o que denota, no meu modesto entendimento, uma condução de certa forma superficial para uma decisão tão importante. Entendo que ao fazer a declaração que faz a secretária Roseli Fornasier, em nome do prefeito Pasin, expõe negativamente a palavra e compromisso assumido pelo secretário Cesar Gabardo que, inclusive, preside o partido do qual a secretária é membro. Dá até a impressão de que a intenção disso tudo pudesse ter sido política no sentido de expor o secretário, ou talvez que haja algum interesse escuso nesta comunidade em não dar um atendimento adequado

a crianças em condição de risco. A secretária Roseli volta ao velho argumento, alegando que o prédio do Lar das Meninas é grande demais para o acolhimento de 20 crianças... mas grande demais é problema? Eu sempre pensei que pequeno demais fosse problema, como aliás o é o atual Albergue onde as crianças estão sendo empilhadas. Quanto aos 90 mil reais que serviriam para adequar o prédio e a secretária deu a entender que não valeria à pena investir para atender somente 20 crianças (!!). Ora, francamente, a comissão de doadores SEMPRE se colocou à disposição para buscar estes recursos, afinal, foram mais de um milhão de reais que essa comissão levantou ao longo dos anos com este objetivo na construção do prédio, portanto não seriam os últimos 90 mil o problema, tanto que a comissão solicitou varias vezes à secretária uma listagem de necessidades para tanto que jamais foi apresentada. Por outro lado, quanto a prefeitura paga pelo aluguel da casa Azáleia? Quanto à afirmação de o prédio lar das meninas não ser adequado às novas leis federais de acolhimento é uma inverdade. Se fosse verdade, o prédio da casa Lar Oscar Bertholdo em Farroupilha que é um case de referência nacional sobre o assunto, conforme relata-

do inclusive em reportagem da revista NOI, estaria fechado. Ele não tem o formato de “residência” que a secretária defende e tampouco é pequeno ou próximo de qualquer coisa, que seriam também seus argumentos. Pelo contrário, ele está bem afastado do Centro, num local tranquilo, a caminho do santuário Caravaggio. Portanto, se não vamos ter acolhimento institucional no prédio do Lar das Meninas, só posso concluir que a comunidade foi enganada pois colocou muito dinheiro na construção do prédio, depois acreditou no novo governo Pasin, mas não vai ser atendida nos seus anseios e os membros da comissão de doadores já estão afirmando que tamanha é sua decepção que nunca mais doarão nada para causa alguma em nossa comunidade, muito menos à causa Lar das Meninas. Que situação. E a pergunta que não quer calar fica no ar: a quem interessa que as crianças e menores em condição de risco de Bento continuem sem Lar? Porque uma situação como esta em que a comunidade quer e bota dinheiro para fazer um acolhimento digno e legal mas autoridades não querem, só está acontecendo em Bento Gonçalves! Ao contrário de todo o resto do pais”. Entenda o caso na próxima página


16 Especial Entenda o caso

Acompanhe, em tópicos, síntese dos principais fatos que marcaram a trajetória do Lar das Meninas desde sua concepção: Em 2000, a então presidente do Rotary Club, Inês Pompermayer, apresentou em reunião de diretoria sua ideia de constituir o Lar das Meninas e buscou ajuda na Prefeitura, administração Darcy Pozza, que já possuía um anteprojeto com este fim. Em 11 de setembro de 2001, o então Secretário de Ação Social, Fernando Ferrari, lhe pediu a implantação da casa Lar das Meninas em parceria com a prefeitura, argumentando a emergência de uma instituição assim já naquela época. Seis meses depois, Inês conversa com o então Prefeito Darci Pozza que imediatamente define a doação de terreno para a construção. Sob liderança de Inês Pompermayer, uma comitiva visita o Lar de Novo Hamburgo, considerado modelo no Estado, que viria a ser a inspiração para formar uma noção concreta de como funciona uma Casa Lar e formular o projeto Lar das Meninas condizente com a realidade local. Ou seja, o Patronato nunca foi a fonte de inspiração e, sim, o Lar de Novo Hamburgo, completamente diferente e adequado à legislação vigente. Segue-se a Formulação do Estatuto e Ata de fundação do Lar das Meninas, autorização do Prefeito, escolha do terreno e comodato com a Prefeitura. - Iniciam-se as arrecadações da doadores da comunidade para a construção do Lar. Inês tomou a frente nas arrecadações, mobilizando a comunidade, clubes de serviços e grandes empresários da cidade. A Movergs (presidida por Maristela Longhi) foi fator determinante no processo, assim como a Vinícola Salton, grande colaboradora por acreditar na causa. Centenas de pessoas voluntárias mobilizaram-se, por nove anos, doando desde cargas de concreto, acabamentos e esquadrias até potes de mel e doações de festas de aniversário, resaltando as doações da saudosa Ana Variani. Todas as doações aconteceram porque as pessoas acreditaram na causa e também na idoneidade da presidente do Lar das Meninas e idealizadora do projeto, Inês Pompermayer. - Em 2004 o Comdica deu parecer favorável ao sistema de acolhimento institucional para o Lar das Meninas, concedendo uma inscrição na ação social. - Em 18 de abril de 2005 o então Prefeito, Alcindo Gabrieli, estabeleceu a Lei do Prazo para a construção do prédio, até 2007. Com este prazo não cumprido, porque a edificação terminou em 2009, o imóvel passaria imediatamente (por Lei) para a Prefeitura de Bento Gonçalves. E os rotarianos sabiam disso. - Em 2007, Paulo Rocca, Ana Passaia e Daiane Predebom (representantes do Comdica e Parceiros Voluntários) comunicaram oficialmente que não seria permitido o acolhimento institucional, o que não convenceu a então Presidente do Lar, Inês Pompermayer. Naquele momento, Inês procurou a então Juíza da Infância e Adolescência, Fernanda Guiringhelli, que

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

garantiu não haver problema algum em fazer o acolhimento, muito pelo contrário, apoiando que o sistema fosse adotado. Depois deste fato esclarecido, o Comdica passou a afirmar que não havia demanda para o projeto de acolhimento do Lar e permaneceram os boatos errôneos de que a lei não permitia. - O projeto de acolhimento foi feito e remodelado pelos voluntários Carolina Silva Dias e Dr.Rogério Schultz até chegar ao acolhimento temporário provisório de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal, as novas normas federais e as normas previstas pelo Comdica. Este projeto foi simplesmente desaprovado pelo Comdica durante a gestão de Patrícia Giuriatti, alegando sem qualquer base de dados que Bento Gonçalves não possuía demanda e que o órgão apenas aprovaria no prédio um contraturno escolar. - Como não acontecia o projeto, Inês, que então fora estranhamente destituída à revelia da presidência do Lar das Meninas em 2010, logo após a inauguração, continuou lutando com o apoio unânime das centenas de doadores voluntários do projeto. Mas a partir deste momento imperou a ideia errônea de que a Lei não permitiria o acolhimento institucional temporário, previsto em lei. Porém, a entidade, sob nova presidência e com a obra inaugurada, continuou arrecadando doações na comunidade desinformada, sem prestar nenhum tipo de serviço para a comunidade. - Não acontecendo o projeto de acolhimento institucional prometido e, a rigor nenhum outro projeto, Inês Pompermayer encaminhou carta ao Rotary Bento Gonçalves e ao Lar das Meninas propondo-se a retomar a administração da entidade, assegurando os recursos necessários de doadores para viabilizar o acolhimento institucional. Esta carta jamais foi sequer respondida pelo Rotary e nem pela nova diretoria do Lar das Meninas. - A Diretora do Semanário, Ana Inês Facchin, ciente da situação, propôs-se em Reunião do Rotary Bento Gonçalves a colaborar significativamente com o Lar desde que houvesse o acolhimento institucional, mas o Rotary respondeu que este acolhimento não aconteceria, que era ilegal e que seria feito um comodato com o então Prefeito Roberto Lunelli para implantar um contraturno, que foi por ela contestado por ser totalmente inviável e sem demanda. O comodato não aconteceu e o Rotary também manifestou na ocasião que queria alugar o prédio do Lar das Meninas para um Sindicato que ministraria cursos pagos de padeiros e confeiteiros para alunos com mais de 17 anos, conforme rege a Lei, o que fugia completamente ao propósito do Lar que é de atendimento ao público menor de 17 anos. - Em todo este período desde que a obra do Lar foi inaugurada em 2009, suas instalações serviram unicamente e indevidamente como sede para as reuniões/jantares do Rotary Club Bento Gonçalves, que chegou a intitular o prédio como “nossa se-

de própria” em seu jornal interno, com despesas de luz, água, etc de sua utilização sendo escancaradamente debitadas para a Associação Beneficente Lar das Meninas. - Uma Comissão formada por Carolina Silva Dias, Inês Pompermayer e Ana Inês Facchin encaminhou então denúncia ao Governador do Rotary, ao Promotor da Infância e da Juventude, ao Juiz da Infância e da Juventude e foi à Promotoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul (Dr. Veiga) com anexo de abaixo assinado de mais de 300 doadores solicitando que o Lar das Meninas tivesse efetivamente acolhimento institucional. Na ocasião, Dr. Veiga chamou Dra. Regina, da Infância e Adolescência, a quem a comissão colocou a premência de ser feito o acolhimento uma vez que até então chegou-se a 22 crianças sendo acolhidas simultaneamente pelo Albergue em condições precárias. E a Dra. Regina constatou que este acolhimento de crianças em Bento não estava sendo relatado à justiça em Porto Alegre. - O Promotor Élcio Resmini de Menezes convocou depois uma audiência pública para tratar do acolhimento institucional em Bento, na Câmara de Vereadores que se resumiria num debate apenas. Neste debate, a diretoria do Lar das Meninas, confrontada por doadores e lideranças da comunidade, disse que aceitaria de bom grado todos quantos quisessem se associar ao Lar das Meninas. Ato continuo, em quatro dias 32 doadores do Lar das Meninas encaminharam oficialmente solicitação para serem filiados e também participar de chapa da diretoria que seria eleita nos próximos dias. A resposta veio num réles email assinado pelo preposto do Lar das Meninas, argumentando que nenhum dos nomes seria aceito por se tratarem de desconhecidos e ainda acusando-os de mal intencionados. - Promotor e Juiz da Infância e Adolescência promovem reunião com Rotary nas dependências do Lar das Meninas e na ocasião o juiz Rudolf afirma que o prédio era grande e poderia ser melhor aproveitado como contraturno escolar. Argumento questionado pela representante dos doadores, Ana Facchin, na reunião, alegando que a era para resolver o acolhimento institucional e não o aproveitamento melhor de um prédio de Bento. Se fosse para aproveitamento de um prédio, havia vários prédios na comunidade para aproveitar melhor. E que não havia demanda para um contraturno ali, muito menos professores. Infelizmente, mesmo assim, ficou definido que seria feito o contraturno com até 300 crianças, sendo que jamais foi conseguida uma criança sequer para o tal contraturno, nem sequer professores. Mesmo assim, a entidade recebeu verbas e alimentos da Prefeitura Municipal para tal. - Rotary Bento Gonçalves tenta assinatura do comodato para Ceacri com o então prefeito Lunelli no último dia de sua gestão, ato que foi frustrado e não aconteceu. - Na gestão Guilherme Pasin, Rotary tenta um novo acordo para comodato de Ceacri com a nova Secretária de Ação

Social. A Comissão de doadores reúne-se com atual Prefeito para conversa sobre o futuro do Lar das Meninas. - Por iniciativa do Secretário Cesar Gabardo, foram ouvidas todas as partes, desde a Comissão de Doadores que não concordava com a transformação em Ceacri, o colegiado, o Rotary, que queriam transformar em Ceacri, e o Promotor que nunca disse que era contra a lei e que se a prefeitura entendesse de colocar o acolhimento lá seria uma decisão da prefeitura. Por varias vezes a secretaria de Assistência Social insistiu que não fosse feito acolhimento lá, mas o Secretário de Governo foi categórico em não abrir mão do acolhimento por entender que a Comissão de Doadores tinha sido muito propositiva ao aceitar a proposta dos demais de fazer lá não só o acolhimento como também as oficinas e até a Justiça Restaurativa. - Foi feito um termo de comodato em conjunto com todas as partes, porém quando o termo chegou à Câmara de Vereadores para aprovação, não continha as alterações definidas em reunião, ou seja, o comodato ficou nos termos iniciais propostos pelo colegiado do Lar das Meninas sem as alterações feitas em conjunto nas reuniões. Mesmo assim, a ideia foi adiante com o apoio da Comissão de Doadores porque o Secretário de Governo sempre garantiu que lá seria feito o acolhimento prioritariamente e começaria no início de 2014. - Na ultima reunião de 2013 com o Secretário Cesar Gabardo, a Secretária Roseli Fornasier ficou de apresentar um anteprojeto das reformas, que foi apresentado, e que a partir de então iria precisar da ajuda dos rotaryanos e da Comissão de Doadores para viabilizar as reformas. Os rotaryanos não foram à reunião seguinte na secretaria de Assistência Social. A Comissão de Doadores compareceu e propôs que buscaria os recursos bastando que a secretária disponibilizasse a lista de materiais e necessidades, o que nunca aconteceu. A comissão, através da voluntária Carolina Dias, conseguiu todos os computadores em Brasília para equipar o local, até para as oficinas, mas só seriam instalados quando a entidade entrasse em funcionamento. - Nesse ano veio a notícia de que a Prefeitura tinha aprovado licitação de R$120 mil para as reformas e tudo estava andando, para fazer finalmente no Lar o acolhimento. Na ultima terça de manhã o Secretário Cesar Gabardo entra em contato com os membros da Comissão de Doadores informando que o Prefeito Pasin, o Promotor Élcio de Menezes e Secretária Roseli Fornasier haviam se reunido, sem a sua presença, decidindo cancelar a licitação e não fazer mais o acolhimento no Lar das Meninas. Todo um trabalho de anos de lideranças da comunidade e a dedicação de meses do Secretário foram descartados literalmente em uma reunião de três pessoas que nem era sobre o assunto.


Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

17

Simuladores

Nada muda nas aulas no Estado Contran emitiu parecer adiando obrigatoriedade do uso do aparelho. Detran/RS afirma que aparelho está consolidado no RS ESTEFANIA V. LINHARES/ARQUIVO

Fernando Levinski geral1@jornalsemanario.com.br

A

pesar do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiar a obrigatoriedade do uso dos simuladores que auxiliarão a formar novos condutores no dia 30 de junho de 2014, o Detran do Rio Grande do Sul publicou uma nota oficial em seu site na quarta-feira, 12, afirmando que nada mudará no estado. De acordo com o texto, o Rio Grande do Sul é o pioneiro no Brasil com os simuladores. O departamento afirma que os Centros de Formação de Condutores (CFC) do estado possuem 47 simuladores e que o sistema já está em uso desde o dia 1º de janeiro e duas mil aulas já foram ministradas. Para quem está inscrito nos CFCs de Bento nada será alterado, as aulas continuarão a acontecer com o auxílio de si-

Alunos da categoria B tem que passar por cinco aulas no simulador, ao final de cada é emitido um relatório muladores. Na cidade todos os CFCs já possuem o simulador. A determinação inicial do

Contran exigia que todos os locais tivessem o simulador desde o início de janeiro, porém,

foi constatado que em alguns estados seria necessário mais algum tempo para a adaptação

das escolas, além de questões técnicas, como internet, criação de unidades itinerantes ou móveis, e a criação de centro de simuladores compartilhados entre os CFCs.

Como acontece? Os alunos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria B, ou fizerem a alteração para esta, precisam realizar cinco aulas com duração de 30 minutos. Cada uma das lições custa R$ 47,06, totalizando R$ 235,30. Ao final de cada aula o equipamento emitirá um relatório de desempenho. O documento indicará erros e acertos nas situações da aula, que poderá ser chuva, neblina ou obstáculos nas vias. Na primeira aula o aluno será ensinado sobre pedais, faróis e limpadores de parabrisa.


18 Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Educação infantil

Déficit em Bento é de 400 vagas Principal dificuldade do ensino municipal é a falta de profissionais qualificados, especialmente para atender o berçário CARINA FURLANETTO/PREFEITURA, DIVULGAÇÃO

Josiane Ribeiro geral4@jornalsemanario.com.br

A

rede de ensino municipal iniciou o ano letivo de 2014 com um déficit de 600 vagas para educação infantil. Segundo dados da Secretaria de Educação, dois meses depois, ainda 400 crianças esperam pelo acesso ao ensino. A falta de profissionais qualificados, especialmente para atender os berçários, é uma das principais dificuldades apontadas pela secretaria. De acordo com a secretária de Educação, Iraci Luchese Vasques, o ajuste das vagas na educação infantil está sendo feito desde novembro, momento em que a secretaria abriu o período de inscrições da rede. “O fluxo de entradas e saídas de alunos é sempre grande, mas estamos otimistas e essa situação já está sendo solucionada”, afirma. Conforme Iraci, a medida encontrada para contornar o cenário é a compra de vagas em todas as escolas do município. Do déficit de 600 vagas, 200 já foram sanadas. Os alunos foram distribuídos em quatro turmas de Jardim A e B, de idades entre 4 e 5 anos, em uma escola de Ensino Fundamental. “Fizemos um chamamento público para que essas escolas participem abrindo vagas, inclusive instituições particulares. Até a metade de

Profissionais passarão por cursos de qualificação. Concurso público para preencher vagas acontece em junho março devemos reverter esse quadro. Caso o número de vagas abertas não atinja a meta, podemos realizar um termo aditivo, solicitando mais vagas ao longo do ano”, explica. De acordo com a secretária, a construção de uma escola infantil localizada no bairro São João, com capacidade para atender cerca de 120 crianças, será uma peça importante para suprir essa grande demanda. “Estamos em proces-

Qualificação

Vagas abertas para curso de atendente na rede infantil Com o objetivo de qualificar e capacitar pessoas para atuar como atendentes nas Escolas de Educação Infantil, a prefeitura, através da Escola de Gestão Pública e Secretaria de Educação (SMED) promovem o curso gratuito “Educação Infantil: Uma (re) construção de ideias e experiências”. Com carga horária de 160h, a atividade acontece de 21 de março até 19 de julho. Podem participar pessoas interessadas em atuar na Educação Infantil e que possuam o Ensino Médio. As inscrições devem

ser realizadas na Coordenadoria de Tecnologia de Informação (CTEC), de 24 de fevereiro até 14 de março. As vagas são limitadas. Serviço: Curso de qualificação Período: 21 de março até 19 de julho de 2014 Horário: sexta-feira: 18h às 22h10 | sábado: 8h às 13h Local: Auditório do Ctec Pré-requisito: Ensino Médio Inscrições: 24 de fevereiro até 14 de março na Ctec Fone: 3055.7248

so de licitação para construção da escola. Sabemos que esse momento de dificuldade é passageiro”, avalia.

Falta de profissionais Para a secretária, a principal dificuldade da educação infantil está em encontrar profissionais qualificados para atender os berçários. “Para cada seis bebês, precisamos de um profissional para dar

suporte. Infelizmente faltam candidatos”, destaca. Neste sentido, a secretaria busca oferecer cursos de qualificação para pessoas interessadas em atuar nessa área. Além disso, Iraci afirma que o município irá abrir um concurso público em junho para suprir a falta desses profissionais. “Nosso objetivo, sem dúvida, é oferecer educação a todas as crianças e inseri-lás na rede de ensino infantil”, afirma a secretária.

Documentos para inscrição na educação infantil

Cópia de certidão de nascimento da criança inscrita e dos demais filhos dependentes, como comprovante; Comprovação de renda (pai, mãe e/ou filho trabalhador) – Declaração da empresa e contracheque; Autônomos: declaração com autenticação ou reconhecimento de firma em tabelionato e cópia da contribuição INSS; Diaristas: declaração com autenticação ou reconhecimento de firma em tabelionato e recibo; Pensão: cópia do recibo; Observação: as declarações deverão ser atualizadas e nelas deve constar o horário de trabalho, o valor recebido, o endereço completo e o telefone do local de trabalho; Comprovante de aluguel/financiamento – Cópia do contrato com autenticação ou reconhecimento de firma em tabelionato; Comprovação de residência – Cópia de conta de água ou luz atualizada.

Denúncia de matrículas irregulares Conforme Iraci Luchese, a Secretaria de Educação recebe constantemente denúncias de irregularidades nas matrículas na rede municipal de ensino. A maioria das denúncias indica que famílias com boas condições financeiras mantém seus filhos matriculados no ensino público. Um dos critérios para o preenchimento da vaga é que a família, incluindo todos membros, somem uma baixa renda. “A queixa é constante, mas é referente às administrações anteriores. Desde 2013 estamos administrando uma política rígida quanto ao ingresso dos alunos”, explica a secretária. Para controle, todas as fichas cadastrais estão sendo analisadas antes da confirmação da vaga. “Ligamos para as empresas para confirmar a renda dos requerentes. Se verificamos irregularidade, contatamos os pais e pedimos a regularização”. No entanto, Iraci explica que não pode negar a rematrícula de alunos que, eventualmente, estejam em desacordo. “Não podemos impedir que esses alunos realizem a rematrícula, pois eles já garantiram a vaga. Todos possuem o direito à educação e isso não podemos negar”, explica. Iraci destaca ainda que a população deve denunciar casos de eventuais irregularidades. “Acredito que não tenhamos nenhuma criança matriculada de forma incorreta a partir dessa administração. Caso aconteça algum problema, os pais devem entrar em contato para denunciar que tomaremos as medidas necessárias. Temos muitas famílias que têm renda muitíssimo baixa e precisamos atender essas pessoas de forma plena”, finaliza.


Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

E

mpolgado, o pequeno Lorenzo busca a mochila ainda vazia. “Vou pra escola amanhã?”, pergunta para a mãe. A ansiedade para começar as aulas na rede infantil do município é visível. Mas o menino, de dois anos e três meses, vai ter que aguardar um pouco mais para iniciar os estudos. Ele faz parte das crianças que aguardam pela abertura de novas vagas na rede infantil de ensino. O município precisaria, hoje, ofertar mais 400 vagas para berçário e maternal. A situação preocupa a mãe Berenice Fonseca Ribas, 30 anos, que tenta pelo segundo ano uma vaga para o filho no turno da tarde. Em 2013, quando Lorenzo tinha um ano e meio, a inscrição foi em vão. “A diretora da escola me informou que não havia vagas e que minha renda não era compatível. Nossa renda é baixa, não temos condições financeiras de pagar uma escola particular”, declara. Ela, que é diarista, não consegue ficar em casa durante

todo o dia para cuidar do filho em função dos horários de trabalho: a saída é deixar Lorenzo com a mãe. “Minha mãe é doente e não pode se desgastar tanto. Ela já perdeu várias consultas e exames para poder cuidar do Lorenzo. Até quando vamos precisar esperar uma solução?”, questiona. Segundo Berenice, tanto ela quanto outras famílias não receberam nenhuma resposta ou definição de quando a vaga vai ser liberada. Inscrita desde novembro para a vaga, ela espera que até o final do mês a questão seja resolvida. A primeira previsão para resposta era 14 de janeiro. O segundo prazo também encerrou no dia 3 deste mês. “Nos informaram apenas que faltam profissionais para atuar, principalmente para atender os bebês. Estamos esperando um posicionamento da escola ou Secretaria. Minha mãe me ajuda, mas penso nas pessoas que não conseguem essa mesma ajuda. Lorenzo sempre me pergunta quando vai poder começar as aulas na escolinha”, afirma.

JOSIANE RIBEIRO

Dois anos de espera sem solução Irregularidade nas matrículas No histórico da dificuldade para garantir a vaga, Berenice questiona o processo para seleção dos alunos. Segundo ela, muitas famílias possuem uma renda alta e não precisariam se beneficiar do ensino público. “Não é apenas uma família, são várias. Essas pessoas acabam tirando a vaga de outras crianças que não têm as mesmas condições”, diz. Para inscrição, é preciso informar os rendimentos de todos os integrantes da família. A vaga é destinada para candidatos com baixa renda. “Entreguei os comprovantes e os valores corretos dos salários. Sei que muitas pessoas falsificam documentos e informam salários muito mais baixos e conseguem garantir uma vaga”, complementa. Se não conseguir uma vaga, Berenice dará continuidade às denúncias. “Não quero prejudicar ninguém, apenas desejo uma vaga”.

19

Berenice aguarda uma vaga na educação infantil para o filho Lorenzo


20 Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Horário de verão

Município registra boa economia Consumo de energia elétrica corresponde a 23.690 megawatts, volume suficiente para atender Bento por 22 dias JOSIANE RIBEIRO

Josiane Ribeiro geral4@jornalsemanario.com.br

À

meia-noite de domingo, 16, termina o horário de verão. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal. Para o vendedor Roberto Giuliano, 48 anos, o fim do horário diferenciado é um alívio. “Não gosto, sou contra esse horário. Para quem realiza trabalho externo, como eu, só dificulta”, avalia. Ele também questiona a eficácia do programa. “Não sei se existe mesmo uma redução apenas pelo horário de verão. É preciso avaliar também que o consumo de energia com ele-

Assim como Giuliano, brasileiros devem atrasar o relógio em uma hora

trodomésticos reduzem bastante nessa época como chuveiro elétrico, ferro de passar ou máquina de lavar. Na minha conta de luz não vi nenhuma redução no período”, comenta. Após 119 dias, desde o início do horário especial, a Rio Grande Energia (RGE), distribuidora de energia elétrica que atende 262 cidades do estado do Rio Grande do Sul, registrou uma redução de 0,63% no consumo de energia elétrica na sua área de concessão, e ainda uma diminuição de 5,25% na demanda no horário de pico. Essa economia no consumo de energia elétrica corresponde a 23.690 MWh, volume suficiente para

atender uma cidade como Bento Gonçalves por 22 dias. O índice supera a expectativa da empresa, que estabeleceu 18 dias antes do início do horário de verão. A economia é possível em razão do melhor aproveitamento da luz natural, já que essa defasagem de uma hora torna os dias “mais longos”. Segundo a RGE, o registro de consumo de energia elétrica neste verão foi alto, com pico de 2,067 megawatts. Apesar da rede fortalecida, a empresa trabalha com ações voltadas para o uso racional da energia elétrica e dá dicas para que os clientes mantenham um consumo equilibrado.

Economia relativa em dias de abastecimento Cidade Bento Gonçalves Caxias do Sul Erechim Frederico Westphalen Gramado Gravataí Nova Prata Palmeira das Missões Passo Fundo Santa Rosa Santo Ângelo Soledade Três Passos Vacaria

Região Serra Serra Alto Uruguai Produção Hortênsias Metropolitana Nordeste Produção Planalto Noroeste Missões Planalto Celeiro Campos

Dias 22 7 35 126 69 15 169 115 21 54 74 228 234 66

FONTE: RGE

Medidas básicas para economizar o ano inteiro Para quem quer economizar não só no período do Verão, a RGE dá dicas para usar a energia de modo adequado e seguro na sua residência sem abrir mão do conforto. 1) Nos dias quentes, coloque o chuveiro na posição “verão” (o consumo será cerca de 30% menor); 2) Dose o uso do ar-condicionado e feche bem os ambientes ao liga-lo; 3) Não durma com a televisão ligada; 4) Instale a geladeira em local bem ventilado, não encostada em paredes ou móveis;

5) Não deixe a porta da geladeira aberta por muito tempo e não se esqueça de manter as borrachas de vedação da porta em bom estado; 6) Acumule roupas para lavar e também para passar; 7) Nos banheiros, cozinhas, lavanderia e garagem, instale lâmpadas fluorescentes. Elas iluminam melhor, duram mais e gastam menos energia; 8) Apagar a luz ao sair de um ambiente; 9) Não use benjamins (peça para ligar vários aparelhos a uma só tomada).


Geral

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

21

Temporal

Dois mil ficaram sem energia elétrica FOTOS ANTÔNIO SÉRGIO DE OLVEIRA/RÁDIO DIFUSORA, DIVULGAÇÃO

Chuva caiu no final da tarde de quarta-feira no município e na região

Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar nas ocorrências

Noemir Leitão policia@jornalsemanario.com.br

O

temporal que caiu em Bento Gonçalves na quarta-feira, 12, causou muitos prejuízos em vários bairros da cidade. A RGE informou que cerca de duas mil pessoas ficaram sem energia elétrica em Bento Gonçalves. A empresa também afirmou que o serviço foi reestabelecido até o final da quarta-feira. Segundo informações da RGE, muitas residências ficaram com meia fase de energia, com um fornecimento de apenas 40% de energia.

Árvores

SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE/DIVULGAÇÃO

Galhos de árvores foram recolhidos em algumas regiões da cidade

SMMAM identificou 21 árvores de grande porte danificadas em Bento

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMAM) registrou que pelo menos 21 árvores de grande porte sofreram algum tipo de dano com o temporal e ventanias que atingiram a cidade durante a semana. A SMMAM afirma que não aconteceu nenhum prejuízo ao patrimônio público ou privado na cidade. Os técnicos da secretaria estão realizando um trabalho nas árvores do município, o objetivo é identificar como está a situação das plantas, principalmente dos galhos, para evitar que nada caia durante os próximos temporais ou com condições normais de tempo. A ação também visa evitar que os galhos caiam na fiação da rede elétrica. A Secretaria de Meio Ambiente alerta que quem identificar uma árvore que apresente algum risco de queda, pode solicitar uma avaliação da SMMAM pelo telefone 3055.7190.


22

Obituário

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Faleceram em Bento

LOUDINA POLACHINI, no dia 05 de Fevereiro de 2014. Natural de Veranópolis, RS, era filha de Francisco Zorzi e Ernesta Sartori Zorzi e tinha 82 anos. ELLIAS PELEGRINI, no dia 06 de Fevereiro de 2014. Natural de Guaporé, RS, era filho de Severino Pelegrini e Maria Bechi Pelegrini e tinha 78 anos. ARMELINDO ANTONIO TRIACCA, no dia 07 de Fevereiro de 2014. Natural de Anta Gorda, RS, era filho de Angelo Triacca e Letícia Schenatto e tinha 81 anos. TÂNIA REGINA DE MELO LANES, no dia 07 de Fevereiro de 2014. Natural de São Luiz Gonzaga, RS, era filha de João Lanes da Silva e Terezinha de Melo Lanes e tinha 48 anos. ERNESTA CANOSSA PANIZZI, no dia 07 de Fevereiro de 2014. Natural de Monte Belo do Sul, RS, era filha de Faustino Canossa e Adelina Benatti e tinha 86 anos. LEDA PASQUALI DAUDT, no dia 07 de Fevereiro de 2014. Natural de Bento Gonçalves, RS, era filha de Augusto Pasquali e Josephina Allegretti Pasquali e tinha 93 anos. ELISA ANTUNES DOS SANTOS, no dia 08 de Fevereiro de 2014. Natural de Ametista do Sul, RS, era filha de Adolfo Antunes dos Santos e Ibraina Marcelina dos Santos e tinha 76 anos. MARIA DE ARAUJO MASUTTI, no dia 09 de Fevereiro de 2014. Natural de Soledade, RS, era filha de Laurentino Lopes Rodrigues e Joana Lourenço de Araujo e tinha 78 anos. ANDRÉA LARA DE OLIVEIRA, no dia 09 de Fevereiro de 2014. Natural de Novo Hamburgo, RS, era filha de Marcílio Naldi de Oliveira e Lúcia Alves Lara de Oliveira e tinha 36 anos. DIVA SOMENSI ROMIO, no dia 11 de Fevereiro de 2014 . Natural de Coronel Pilar/Garibaldi, RS, era filha de Luiz Somensi e Victória Cettolin Somensi e tinha 70 anos. NEBRIDIO BONALUME, no dia 11 de Fevereiro de 2014. Natural de Farroupílha, RS, era filho de Francisco Bonalume e Angelina Pirola Bonalume e tinha 80 anos. JOÃO PAULO MORAZ, no dia 11 de Fevereiro de 2014. Natural de Bento Gonçalves, RS, era filho de Carlos Moraz e Marilde Lando e tinha 1 dia. TATIANE DOLARES, no dia 11 de Fevereiro de 2014. Natural de Bento Gonçalves, RS, era filha de Marilene de Fátima Dolares e tinha 1 dia.


Sábado, 15/02/2014

Publicações Legais

23


24

Segurança

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

Agressão

RSC-470 FOTOS ANTÔNIO SÉRGIO DE OLIVEIRA/RÁDIO DIFUSORA, DIVULGAÇÃO

Foragido da justiça é esfaqueado na rua Homem tentou assaltar uma casa e morador lhe feriu com facadas NOEMIR LEITÃO

Noemir Leitão policia@jornalsemanario.com.br

U

m homem de 32 anos, foragido da justiça, acabou sendo agredido com golpes de faca na manhã de quinta-feira, 13, na rua Lajeadense, no bairro Municipal, em Bento Gonçalves. Segundo informações, o homem teria tentado assaltar uma casa no local e foi surpreendido por um morador que puxou uma faca. Ele teve parte do seu corpo lesionado, como braços, pernas e altura das costas. O homem foi socorrido pelo Samu e pela Brigada Militar e conduzido até o Plantão 24 horas para exames. Após, o homem foi encaminhado ao Presídio Estadual de nossa cidade, já que se trata de uma pessoa que estava foragida da justiça. Além disso, ele também tinha antecedentes criminais dos mais variados tipos.

Um dos automóveis foi parar fora da pista com o impacto da batida

Acidente envolvendo dois veículos deixa feridos Dois motoristas sofreram ferimentos leves após uma colisão na RSC-470, no quilômetro 218, nas conhecidas curvas da morte, no final da tarde de quarta-feira, 12, em Bento Gonçalves. Uma caminhoneta S-10, com placas de Caxias do Sul, que vinha no sentido Garibaldi/Bento Gonçalves, perdeu o

Botafogo O Samu socorreu o indíviduo que depois foi encaminhado ao Presídio

controle do carro e invadiu a pista contrária onde atingiu a caminhoneta D-40, com placas de Bento Gonçalves. A rodovia ficou trancada, gerando congestionamento, e só foi liberada depois que os automóveis foram retirados e que o Corpo de Bombeiros compareceu para fazer a lavagem da pista.

Trânsito

Caminhão fica trancado ao fazer conversão

Tanto a motocicleta quanto o carro tiveram danos materiais

O veículo precisou ser retirado com a ajuda de um guincho Um caminhão ficou trancado em um cruzamento do bairro Botafogo, na tarde desta quarta-feira, 12, por volta das 13h30min. O motorista transitava na rua Fortaleza com a Goiânia e ao tentar fazer a conversão o caminhão puxou muito para a esquerda e ficou parado na rua, atrapalhando o trânsito de veículos no local. O Departamento Municipal de Trânsito (DMT) esteve no local para orientar os motoristas. Guinchos retiraram o caminhão da via.

Colisão entre carro e moto deixa um ferido Uma motocicleta e um automóvel Saveiro colidiram na noite de terça-feira, 11, na rua Vitória Carraro, no bairro Botafogo, em Bento Gonçalves. O condutor da moto, de 23 anos, teve ferimentos leves e foi socorrido pelo Samu e encaminhado para o Hospital Tacchini para atendimento. O motorista do carro nada sofreu. Os dois veículos apresentaram danos materiais, e foram recolhidos para o depósito do Detran.


Segurança

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

25

Homicídio

Comerciante é morto após assalto Reginaldo José Gobatto, 37, teria entrado em luta corporal com os assaltantes e acabou sendo morto em seguida REPRODUÇÃO

Noemir Leitão policia@jornalsemanario.com.br

E

m uma ação rápida cometida por três elementos, o comerciante Reginaldo José Gobatto, 37 anos, acabou morrendo, após o seu estabelecimento comercial ter sido assaltado na madrugada desta sexta-feira, 14, em Bento Gonçalves. Passava de meia noite quando os indivíduos entraram na lancheria, Regi Lanches, que fica na rua Marques de Souza, no bairro São Francisco e anunciaram o roubo. No momento da ação haviam clientes dentro do local. Os assaltantes levaram cerca de R$ 1.600, além de 8 dólares e 19 pesos. Também foram levados um notebook, máquinas fotográficas e cerca de R$ 120 em moedas, entre outros objetos. Os assaltantes utilizaram um veículo Gol, com placas

Há quatro anos Reginaldo tinha sua lancheria no bairro São Francisco

de Bento Gonçalves, para fugir do local. Indignado com o roubo, o comerciante saiu em perseguição aos assaltantes, com seu automóvel Focus, e nas proximidades do Daer, no Licorsul, acabou batendo no carro dos bandidos. A vítima entrou em luta corporal com os assaltantes e acabou sendo baleado, com um tiro na cabeça. Não resistindo aos ferimentos veio a falecer. O veículo Gol, com os assaltantes, foi interceptado no bairro Botafogo pela Brigada Militar. Eles trocaram tiros com os policiais e dois deles foram capturados. Ismael Guedes (Quedinho), 37 e Claudinei Gobbi, 31, foram presos e encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e depois de serem ouvidos foram levados para o Presídio Estadual de Bento Gonçalves. Guedes estava em regime

Amigos falam sobre o comerciante Regi

Delegado alerta para os perigos da perseguição

Miriam Sessi, 30 anos, comerciante, disse emocionada que, “ele era uma pessoa maravilhosa, trabalhador e sempre honesto e competente em tudo que fazia. Fará falta. Foi uma perda lamentável, e espero justiça acima de tudo”, destacou.

Moacir Arlan, 36 anos, relata que Reginaldo “foi uma pessoa com a qual tive a honra de conviver no período que morei no São Francisco. Ajudei a desenvolver alguns materiais gráficos para a lancheria, acompanhei o crescimento do estabelecimento desde que atendia em uma Tauner em frente a um mercado. Um grande amigo/irmão, trabalhador e extremamente honesto, sempre pensando não só em ter clientes e sim fazer amigos. Tinha planos e projetos para disponibilizar um espaço maior e mais confortável agora em março e infelizmente o sonho foi interrompido. Ficarão na memória as boas recordações. Que se faça justiça e o amigo/irmão que descanse em paz”, concluiu.

REPRODUÇÃO

O comerciante Reginaldo Gobatto será sepultado na localidade de Arco Verde, interior de Carlos Barbosa, de onde era natural. Ele tinha seu estabelecimento em Bento Gonçalves há quatro anos e era bem conhecido na cidade.

ANTÔNIO SÉRGIO DE OLIVEIRA/DIFUSORA, DIVULGAÇÃO

Ana Paula Capoani, 33 anos, também comerciante, destaca a amizade que tinha e o bom vizinho que era Gobatto. “Ele era nosso cliente e uma pessoa espetacular, estamos muito abalado com tudo isso”, ressaltou.

Marcelo Cousandier, 50 anos, disse estar triste com o que ocorreu. “O Gobatto sempre foi um excelente cliente, sério e responsável, espero que a justiça possa ser feita, porque perdi um grande amigo e um dos melhores clientes, porque como vendedor ele sempre me tratou bem e com respeito”, disse.

Reginaldo

FOTOS NOEMIR LEITÃO

Lenara de Araújo Janisch, 25 anos, diz que o estabelecimento de Regi “já havia sido assaltado outras vezes, mesmo assim ele continuava a ser um guerreiro, uma pessoa trabalhadora e honesta. Para nós perdemos um grande amigo, mais do que um irmão”, salienta.

domiciliar e já possuía antecedentes por roubos, furtos e até homicídios, enquanto que Gobbi também já tem passagem pela polícia. Ambos os assaltantes são de nossa cidade. O terceiro elemento não foi identificado e localizado. A polícia também apreendeu uma arma pistola 380 que estava de poder de um dos assaltantes, que será periciada. Ela possivelmente foi usada para matar o comerciante. Este foi o primeiro homicídio de 2014 registrado em Bento Gonçalves.

Delegado Eduardo do Amaral Segundo o delegado Eduardo Limberger do Amaral, responsável pelo inquérito policial, a atitude tomada pelo comerciante, de perseguir os bandidos, foi arriscada pois ele não estava nem armado. “Neste tipo de situação, é necessário tomar todos os cuidados. A polícia sempre será a melhor maneira de realizar essas buscas e tomar as providências, pois em estado de desespero, tanto dos assaltantes que querem fugir do local, como de vítimas que buscam recuperar seus pertences, o pior sempre poderá ocorrer e isso é preciso evitar”, afirmou.


26

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

IGVariedades

DenisedaRé

Itacyr Luiz Giacomello | italugi@yahoo.com.br | n° 1.911

denisedarebg@gmail.com

Espírito altruístico...

Expobento 2014– grande expectativa

INSPIRADO no amor fraterno e o desejo de abrir o coração na profundeza de sua humildade e o propósito de fazer o bem e ao próximo pode-se dizer que pessoas iluminadas merecem distinção especial. Com esta pequena introdução e recheada de reconhecimentos, estamos nos referindo a pessoa do profissional João Carlos Pompermayer engenheiro e diretor da Construtora Bento Gonçalves, 48 anos de profícua existência, ao lado de Elcio Caron e equipe. De uma trajetória atuante e participativa o Engº João Carlos Pompermayer destaca-se em nosso meio social, cultural e comunitário com elevado espírito altruístico. Como profissional da engenharia civil e em meio a participação junto a comunidade João Carlos Pompermayer nos mostra seu carinho e preocupação com Bento Gonçalves, com o Hospital Tacchini e sua laboriosa gente. Colaborando e auxiliando diferentes entidades e instituições com projetos marcantes Pompermayer vem contribuindo para a grandeza desta abençoada terra.

A maior feira Multisetorial do Brasil continua acelerando os preparativos! A 24ª EXPOBENTO – Uma Feira Sem Limites e com as cores da Copa do Mundo – vai surpreender em todos os aspectos. Liderada pelo presidente Rafael De Toni, a EXPOBENTO – a Vitrine da Serra Gaúcha – será realizada no Parque de Eventos em Bento Gonçalves – RS de 05 a 15 de junho 2014 com a expectativa de gerar bons negócios. Segundo o diretor de comercialização José Carlos Zortéa mais de 70% dos espaços já foram colocados. A feira deverá reunir mais de 450 expositores, 30 mil itens em produtos e mais de 200 mil visitantes. Para o presidente da EXPOBENTO 2014 Rafael De Toni e equipe e presidente do CIC/BG Leonardo Giordani, entidade promotora, na expectativa de um acontecimento marcante e de pleno sucesso. Fique ligado!

Trajetória de trabalho ASSIM, pelos relevantes serviços prestados à comunidade e em especial nos projetos, nas obras de construção, de ampliação e investimentos do Hospital Tacchini. Além de participar ativamente ao longo de 50 anos como membro do Conselho de Administração do Tacchini onde também foi presidente, no período de 1969 a 1971. Uma estrutura hospitalar com o aval e responsabilidade do engenheiro João Carlos Pompermayer cuja trajetória dedicada voluntariamente ao Tacchini é digna de reconhecimento. Justo reconhecimento e homenagem prestadas a um homem simples e abnegado.

Tacchini presta homenagem PELA feliz iniciativa em distinguir o mais antigo conselheiro, grande mestre e colaborador Pompermayer com uma placa metálica que aconteceu em 29/01/2014, cumprimentos aos membros diretivos do Tacchini na pessoa do presidente do Conselho de Administração Antonio Carlos Stringhini, Armando Piletti Superintendente Geral e Hilton Mancio, Superintendente Executivo. Parabéns João Carlos Pompermayer ao afirmar que o que fez até hoje não representa um trabalho e sim um prazer. E isto é tão verdade que ele continua fazendo por amor à causa. Amigo João: Que Deus ilumine o seu caminho e de sua carismática família, com muita paz, saúde e amor. Parabéns! Bento agradece!

SIMMME – seguem as obras... E continuam, conforme cronograma as obras de construção da nova e ampla Sede do SIMMME – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico – de Bento Gonçalves junto a Rua Domingos Rubechini, Bairro Fenavinho. Com uma trajetória de lutas e conquistas ao longo de seus 37 anos de destacada atuação, 350 indústrias associadas integrando os setores de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Santa Tereza o SIMMME liderado pelo presidente Juarez José Piva e membros diretivos seguem um trabalho de constantes inovações.

Nova e moderna sede TENDO em vista o seu crescimento, avanços na qualificação e tecnologia, participação expressiva no mercado e buscando novos horizontes aos associados o SIMMME com a construção de sua nova Sede, numa área de 1.705 m² com cinco pavimentos abre caminhos para cursos profissionalizantes e uma série de atividades. Para o presidente do SIMMME empresário Juarez José Piva, a vice-presidente e coordenadora da Comissão de Obras empresária Fabiana Geremia Bucco o investimento representa mais qualificação de profissionais ligados ao setor. Sucesso gente amiga!

A FRASE A virtude de fazer o bem é um dom e benção de Deus! (.)

Tomara-que-caia A história da moda diz que foi o cinema quem lançou a tendência do vestido sem alças, com a personagem do filme Gilda, Rita Hayworth, em 1946. Estou aqui para desmentir o registro. Na verdade, o primeiro modelito surgiu em Bento Gonçalves, antes dos anos quarenta, com a estilista por vocação e intuição, “vó Delfina”. Ela criou e costurou para sua filha um vestido roxo furta-cor que deixava o colo e os ombros totalmente livres, numa época em que a parte feminina mais cobiçada ainda era o tornozelo. Leonor estreou-o num baile do Clube Aliança, provocando um verdadeiro frenesi no meio social da cidade. O tititi chegou aos ouvidos do padre, que inquiriu a “despudorada” no confessionário, dias depois do evento. E olha que, naquele tempo, nem havia face-book... Retornando ao Aristocrático... Ao deslizar pelo tapete vermelho que cobria os degraus rumo ao salão, Leonor roubou todos os olhares. De queixo caído, os homens babavam, e as mulheres condenavam a ousadia da moça, possivelmente numa inveja disfarçada. Afinal era preciso ser muito mulher para encarar a sociedade de frente... e de costas também, é claro. Em meio ao puritanismo da época, surgiu um belo doutor de Garibaldi, que ficou encantado com tamanha leveza. O jovem tratou de se infiltrar na família, pediu licença e enlaçou a moça numa inesquecível valsa, e outra, mais outra, até o fim da noite. Foi amor à primeira dança, que não acabou com o casamento... nem com a despedida inexorável do companheiro, há alguns anos atrás. Coisa rara.

PS: A jovem Leonor, do texto acima, completou no dia 12/02, oitenta e sete anos. Parabéns!

Por Falar de Amor... Minhas primeiras lágrimas de amor foram para o espanhol Antonio Prieto, no longa “La Novia”, de 1961. Na época, a principal característica do cinema era fazer chorar... ou fazer rir. Não tinha o meio termo, ao menos não que eu me lembre. Muitos filmes depois, ainda carrego viva na memória o enredo do memorável “La Novia”: a mocinha, que era disputada pelo jovem cantor e por um médico, teve de escolher o segundo, embora amasse o primeiro, por causa de seu grave estado de saúde. Ela precisava de cuidados ininterruptos, o que só um mago do coração como marido poderia lhe oferecer. As músicas mais marcantes foram “El Reloj” e “La Novia”, obviamente. Aliás elas, e não o personagem de Prieto, é que me prenderam, com a linguagem universal do amor. Música é assim: quando nos toca, estamos fadados à entrega... “Detén el tempo em tus manos/ Haz esta noche perpetua/ Para que nunca se vaya de mi/ Para que nunca amanezca...”


27

Sábado, 15 de fevereiro de 2014

AssuntaDeParis REPRODUÇÃO

Faria Lemos movimentada com grande festa

Máquina manual de costura para costurar roupas e chapéus

A máquina de costura e a roupa do imigrante italiano Toda a roupa para uso da família era confeccionada pelas mulheres (mães e filhas) costurada a mão ou a máquina de costura movida à mão. A máquina de costura geralmente era a peça do enxoval obrigatória da mulher e ocupava lugar de destaque na casa. Colocada sobre uma mesinha (de cedro) servia para costurar roupas e chapéus de palha. O tecido era comprado em peças, pelo casal e geralmente eram tecidos grossos e resistentes: algodão, para lençóis; riscados para calças, camisas, vestidos (mesmo padrão para toda família). Faziam também os colchões e os acolchoados com tecidos de brim listrado. Era pratica, entre os imigrantes, que todas as mulheres aprendessem a costurar e bordar. As vezes era a mãe que ensinava as filhas nos dias de chuva, à noite ou no período de entressafra, quando havia pouco trabalho na lavoura. Aprendiam a costurar camisas, calças, cuecas (mudande), vestidos, saias, spartilhos, corpetes... desmanchavam uma peça de roupa velha, e sobre ela cortavam as roupas novas. Quando era possível, aprendiam a costurar com costureiras ou alfaiates... Mesmo em desuso, hoje a máquina manual é ainda objeto decorativo na maioria das casas dos italianos e constituí-se em objeto de trabalho e, até de submissão da mulher. Bordado a mão, crochê, macramé... eram aprendidos da mãe ou de amigas que trabalhavam à noite, à luz dos pequenos lumes a querosene e as noites de filó. A marca da efetividade presente nos objetos domésticos comentados concretiza-se no encontro que permite a troca de vivências e experiências. O imigrante e seus dependentes vivenciaram essa experiência em reuniões que remontam a seus antepassados. Contam os primeiros imigrantes que, como na Itália fazia muito frio durante os três ou quatro meses de inverno rigoroso, as famílias que não dispunham de aquecimento nas casas ou recursos para o vestuário suficiente para se proteger do frio, viam-se obrigados a permanecer em recintos fechados. Assim, reuniam-se nos estábulos (das vacas) a fim de aproveitar o calor que delas se desprendia. Para não permanecer estáticos. Aproveitavam para tecer o linho, faziam os fios de linho, de onde o termo “ filó” , usual entre os italianos. A prática foi trazida para o Brasil. Como o frio não era tão itenso, não havia necessidade de permanecer em abrigos fechados. Mas para estas pessoas, era importante o convívio com os vizinhos, parentes e amigos. Por isso, o costume de se reunirem à noite, cada vez, na casa de um dos participantes.

Hoje e amanhã, acontecerá, em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, grande festa em louvor de Nossa Senhora de Lurdes. As tradicionais festividades terão como organizadores os Fabriqueiros da Matriz e as Senhoras Zeladoras do Apostolado da Oração. Sobre o sucesso da Festa, o Pe. Sady Covolan disse que “geralmente, quando esta festa é organizada, muita gente comparece, pois o ambiente é acolhedor e serve muito bem para passar horas divertidas. Além

O novo preço do trigo O Conselho Monetário Nacional teve, na última segunda-feira, uma reunião no Rio de Janeiro, quando fixou o novo preço mínimo para o trigo em Cr$ 80,00 a saca, representando um aumento de 78 por cento, sobre o preço alcançado na última safra (45,00). A Federação Brasileira das Cooperativas de Trigo e Soja (FECOTRIGO), no mês de janeiro, através de seu Presidente, Sr Ari Dionísio Dalmolin, apresentou seu estudos de custo de produção e solicitou que o preço do trigo fosse fixado em Cr$ 83,00 para a próxima safra.

disso, nós temos a praça ao lado da Matriz, uma praça magnífica, para a gente de deliciar”. Para os interessados em participar da festa o Pe. Sady disse que “haverá ônibus para o local, hoje, às 19 horas e amanhã, em todas as horas saindo de frente do Bar da Bolsa”. Portanto, quem ainda não planejou seu fim-de-semana, tem aí uma ótima dica, que é ir a Faria Lemos e participar da tradicional festa de Nossa Senhora de Lourdes.

A São Vendelino vai receber sinalização O trecho da estrada São Vendelino, compreendido entre Bento Gonçalves e Adolorata da estrada estadual RS-26/99, passará a ter sinalização vertical (sinalização de placas e postes, ao longo da estrada), dentro do prazo de 30 dias, contados a partir da homologação da concorrência pública aberta pelo DAER, para execução daquele serviço. Na última quinta-feira, as firmas concorrentes apresentaram suas propostas, na sala do Conselho de Tráfego do DAER, em Porto Alegre.


A Edição

www.jornalsemanario.com.br

56 páginas

Primeiro caderno .................. 28 páginas Esportes ................................. 4 páginas Empresas & Empresários ......... 8 páginas Saúde & Beleza ........................ 8 páginas Caderno S ................................ 8 páginas

BENTO GONÇALVES

Sábado

15 DE FEVEREIRO DE 2014 ANO 47

N°3002

R$ 3,00

JOSIANE RIBEIRO

Educação infantil

Uma espera de dois anos

Artigo

Estética é ou não tratamento de saúde? Saúde&Beleza

A diarista Berenice Fonseca Ribas, 30 anos, segue em busca de uma vaga para o seu filho Lorenzo, de apenas dois anos Páginas 18 e 19

15/02/2014 - Jornal Semanário - Edição 3002  

15/02/2014 - Jornal Semanário - Edição 3002 - Bento Gonçalves/RS

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you