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Sábado, 8 de fevereiro de 2014

AssuntaDeParis IRENE DE FIGUEIREDO SANTOS, REPRODUÇÃO

Casa de madeira – Cozinha separada. Detalhe em lambrequim

Período das edificações de madeira As edificações com estrutura e paredes de madeira enquadraram-se em diversos períodos da arquitetura da imigração italiana, com algumas peculiaridades. As construções provisórias foram erguidas com troncos, galhos e folhagens empregadas no mínimo, ou de madeiras macias rachadas grosseiramente. No período primitivo utilizou-se madeira rachada ou serrada à mão. Apesar do emprego generalizado de pregos, às vezes usou-se exclusivamente madeira, até mesmo os fixadores: cepos de fundações, cobertura em tabuinhas, portas e janelas com dobradiças, tábuas fixadas com cavilhas, cunhas e chavetas de cabriúva, guajuvira e outras madeiras de lei. “Para se fazer pregos em madeira, primeiro serrava-se uma árvore de lei, cortava-se em pedaços de dez a quinze centímetros, depois secava-se ao sol. Com a “brítola” (canivete em forma oval) polia-se as madeiras e com o “trivelin” (pua) fazia-se um buraco na madeira. Cada agricultor era um engenheiro”. O período de apogeu empregando a madeira ora artesanal, ora processada industrialmente. O aspecto prático se reduzia ao essencial, sem ornamentação. Neste período foram construídas as maiores obras de madeira de maior porte de todo o ciclo da imigração italiana. Na linguagem decorativa há uma riqueza de trabalhos singelos de serra-de-fita, especialmente lambrequins, onde a madeira é trabalhada em onda e bico alternados, muito numerosos e aparecendo com variantes como: torneados, entalhados, chanfraduras, fresados e pilastras. As residências mostraram a presença de um corredor coberto ligando um compartimento ao outro da casa. Convém lembrar que a casa rural, engloba uma série de edificações isoladas, bem como outros espaços organizados, destinados às diversas atividades de habitação e produção. O costume de fazer duas casas, bem espaçosas, onde dormiam e outra onde faziam as refeições, causou certa curiosidade. Muitos agricultores, a quem perguntamos as razões, respondiam que era para evitar o incêndio. No caso de queimar a cozinha, não ia a casa, construída com tanta dedicação e sacrifício.

Governo Municipal fez um ano Desde que se dispôs candidatar-se ao cargo máximo do Município, o Prefeito Darcy Pozza declarou insistentemente em sua campanha eleitoral que, caso eleito, se propunha a realizar uma administração voltada exclusivamente para os interesses da comunidade bento-gonçalvense. Não fez nenhuma promessa de ordem pesso-

al ou de cunho estritamente político-partidário. Prometeu, apenas trabalhar incessantemente com os meios de que iria dispor – com honestidade e dentro dos princípios legais – para a valorização do homem e o consequente progresso dessa terra que é, insdiscutivelmente, um orgulho para o Estado e Nação.

08/02/2014 - Jornal Semanário - Edição 3000  
08/02/2014 - Jornal Semanário - Edição 3000  

08/02/2014 - Jornal Semanário - Edição 3000 - Bento Gonçalves/RS

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