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Bairros

Quarta-feira, 15 de junho de 2011

A VOZ DOS BAIRROS BETTINA SCHÜNKE

Rua Luiz Milani, no bairro Vila Nova, está esburacada página 3 RAQUEL FRONZA

Devota de Santo Antônio conta os milagres que ele realizou em sua vida página 3 ARQUIVO

Coritiba

Um time de muitos torcedores no Vila Nova página 7

DIVULGAÇÃO

Além da uva e do vinho

Não é só de produtores de uva e vinho que gira a economia do município. Moradores encontram em diferentes profissões o sustento da família páginas 4 e 5

Social Movimentação nos bairros da cidade

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Editorial Turistas e visitantes que chegam em Bento Gonçalves se deparam com enormes parreirais e vinícolas espalhadas nos quatro cantos da cidade. Grande fábricas de móveis também fazem parte do cenário do município, além de destacarse nos setores metalúrgico, plástico e alimentício. Segundo dados do Panorama Socioeconômico de Bento Gonçalves de 2009, a indústria representa 70% da economia da cidade. Serviços fica em segundo lugar, com cerca de 22% e o comércio vem logo depois com pouco mais de 8%. Todos nós sabemos que a roda da economia da capital da uva e vinho gira em torno desses setores, que empregam milhões de moradores e geram riqueza e renda para a população e para a cidade, fazendo com que ela cresça e evolua cada vez mais. Mas não é apenas isso que a faz rodar. Os trabalhadores de garagem também fazem parte deste círculo. Sapateiros, cozinheiros, artesãos e muitas outras profissões que são

Bairros

ARTIGO encontradas na garagem dos moradores dos bairros da cidade oferecem um trabalho simples e digno para muita gente. Gente como seu Heli Dalmolin, sapateiro que está há mais de 30 anos no mesmo ponto, localizado no bairro Licorsul. Empresa familiar, mas tradicional da cidade, que garante a renda e o sustento para ele e toda a sua família. Trabalhar em casa pode ser muito mais cômodo para as pessoas, mas também tem suas dificuldades, como, por exemplo, ganhar o reconhecimento e dar credibilidade ao trabalho desenvolvido. Os trabalhadores desse tipo de profissão fazem o seu dever com amor e prazer e sente muito orgulho da escolha que fizeram. Muitos começaram por acaso, fazendo para a família e vizinhos, mas sem pretensão de virar algo profissional. Os vizinhos se encarregaram de fazer a propagada boca a boca, e o final dessa história você confere nas páginas 4 e 5 do Caderno Bairros. Boa leitura!

Nutrição: assunto de saúde pública A alimentação é uma preocupação constante na rotina das pessoas. Seja para obter um estilo de vida saudável, seja para perder peso, melhorar a saúde ou, simplesmente, satisfazer uma necessidade fisiológica, comer é sempre bom. Contudo, uma nutrição adequada se preocupa com algumas questões importantes: o que, quando, quanto e como consumir os alimentos. O que: as pessoas nunca tiveram tantas opções de cardápio quanto agora. Os avanços na tecnologia da conservação, armazenamento e transportes de alimentos, quebraram as fronteiras distribuindo pelo mundo enlatados, conservas, queijos, refrigerantes, ketchup, hambúrgueres, pizzas etc. Variar os alimentos, não exagerar na quantidade e consumir os nutrientes adequadamente completam as bases de um bom hábito alimentar. Quando: aquela falsa ideia de que “quanto mais tempo ficar sem se alimentar, mais rápido emagrecerá” é uma agressão para o corpo. É comprovado que refeições fracionadas de três em três horas estimulam o metabolismo a gastar energia com o processo de digestão e absorção. Quanto: comer mais vezes no decorrer do dia não significa comer mais que o necessário. O fracionamento das refeições deve buscar a presença de produtos saudáveis e diversificar o consumo, controlando as quantidades.

Como: com o objetivo de combater principalmente a obesidade, devemos encorajar as pessoas ao consumo de um maior grupo de alimentos, como vegetais, frutas, leite, cereais, grãos integrais e carnes. O nutricionista pode ajudar a colocar em prática tudo isto, pois desenvolve ações e eventos de promoção da alimentação saudável. Enquanto membro da equipe do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (Nasf) a nutricionista atua, através de atendimentos individuais conforme encaminhamentos do médico da família, formação de grupos de promoção da saúde, prevenção e acompanhamento de doenças e agravos relacionados com a alimentação e nutrição (anemia, desnutrição, excesso de peso, hipertensão arterial, diabetes, entre outras), Visitas à domicílio aos pacientes que necessitam por incapacidade de locomoção (acamados, usuários de sonda, entre outros) e avaliações antropométricas, principalmente das crianças, para acompanhar o estado nutricional das mesmas e planejar uma intervenção nutricional adequada, como incentivar e apoiar o aleitamento materno e à alimentação complementar introduzida em tempo oportuno e de qualidade. Adirene Fiorin Nutriconista Núcleo de Apoio a Saúde da Família

Enquete: Se você pudesse escolher outra profissão, qual seria? FOTOS BETTINA SCHÜNKE

“Sou vendedora, mas sempre quis fazer um curso para ser secretária. Falta oportunidade”

Isabel de Paula, 29 anos Aparecida

“Gostava de jogar futebol e tocar gaita, mas não tive oportunidade” João Salvadori, 68 anos Borgo

Caderno

Bairros Este caderno faz parte da edição 2717, de quarta-feira, 15 de junho de 2011, do Jornal Semanário

Edição: Bettina Schünke bairros@jornalsemanario.com.br Colaboração: Noemir Leitão Diagramação: Maiara Alvarez Supervisão: Rogério Costa Arantes

“Atuo com serviços gerais, mas sempre sonhei em ser médica”

Ines de Borba, 59 anos Juventude

Direção: Henrique Alfredo Caprara jornal.semanario@italnet.com.br SEDE Wolsir A. Antonini, 451 Bairro Fenavinho Bento Gonçalves, RS Fone: 54 3455-4500


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A VOZ DOS BAIRROS

A graça é alcançada pela fé no padroeiro A história da devota que busca em Santo Antônio uma resposta para tudo Bettina Schünke

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esta semana, Bento Gonçalves parou para comemorar o dia do seu padroeiro. Milhares de fiéis estiveram presentes nas missas que ocorreram durante o dia e na procissão realizada pelas ruas do centro da cidade. Uma dessas fiéis chama-se Izolda Longhi. A dona de casa, de 72 anos, moradora do bairro Cidade Alta, conta que sua fé pelo santo casamenteiro iniciou quando tinha 7 anos de idade. Mesmo criança ela já acreditava no menino Jesus, mas o que realmente fazia Dona Izolda sonhar naquela época era uma boneca, que esperava vir como presente

de Natal. Chegada à noite da ceia natalina, ela avistou um embrulho embaixo da árvore de Natal. Porém, o detalhe estava no conteúdo do pacote: seu pai a presenteou com uma imagem de Santo Antônio. Apesar do presente não corresponder com o que esperava, Izolda comemorou. “Meu pai era devoto fervoroso de Santo Antônio, e mesmo depois do seu falecimento, em 1970, continuamos a gostar do santo e ser devoto como ele. Isso vem de gerações”, conta. Dona Izolda conserva, em sua casa, com carinho e muita dedicação as imagens de Santo Antônio que ganhou ao longo de sua vida. Para homenagear o santo, ela plantou

RAQUEL FRONZA

Milagres incomparáveis Izolda conta, com muito louvor, a demonstração do primeiro milagre de Santo Antônio na sua família. Em 1960, seu pai estava enfermo de uma perna e todos da sua família ajoelharam-se diante da imagem do santo e, juntos, realizaram a trezena. Logo depois disso, quando ela foi visitar o seu pai, ele já estava curado e sem nenhum sinal de dores. “Essa cura foi graças as orações que foram à Santo Antônio por todos os familiares naquele momento especial”, afirma. Outro milagre foi quando sua filha havia perdido todo o trabalho de faculdade para uma apresentação que faria. Ela acalmou a filha e rezou o tradicional sequério para o Santo. Resultado: horas depois sua filha encontrou todo o trabalho que havia sido perdido. Além de devota, Izolda está envolvida com o trabalho na igreja. Seguindo os passos do marido, atua como ministra na paróquia Santo Antônio, dá aulas de catequese para as crianças e há mais de 40 anos é zeladora, trabalhando, inclu-

nos fundos de casa diversos pés de rosas brancas para presentear o Santo. Diariamente ela renova o vaso de flores dedicado ao seu padroeiro. Nos momentos em que se faz ausente da residência, ela conta com a ajuda de uma de suas vizinhas, responsável pela troca das rosas. “Desde que casei nunca deixei o santinho sem uma rosa”, explica. Hoje, os três filhos e netos seguem os passos da devota, que também tinha no marido, já falecido, um fiel seguidor de Santo Antônio. “Nunca deixamos de rezar em frente à imagem do santo e temos muita fé em tudo em que pedimos, já que ele faz parte da nossa história e da nossa vida”, ressalta.

Izolda foi presentrada com a imagem do santo quando criança

sive, na cozinha do salão, já que faz parte da equipe administrativa. “Sempre fiz o melhor para ajudar na festa, sob todos os sentidos, mas minha fé está mesmo no Santo Antônio. Acompanho as missas e a procissão há muitos anos,

mesmo sem ter meu marido ao meu lado, que era meu companheiro na devoção ao padroeiro. Quando há possibilidade, minhas filhas e netos também participam”, comenta. bairros@jornalsemanario.com.br

Noemir Leitão

narleitao@gmail.com

Os moradores do bairro Nossa Senhora da Saúde querem uma definição na rua Buarque de Macedo. Existem buracos e irregularidades em todo o prolongamento da rua. Além disso, os quebra-molas que foram colocados não são respeitados pelos motoristas que andam em alta velocidade, podendo causar acidentes, já que muitas crianças residem neste bairro e usam esta rua para deslocar-se até a escola. No bairro Maria Goretti, as ruas Fioravante Pozza e Emilio Pozza necessitam de pintura nas faixas de segurança. Em horário escolar, mesmo com a presença de agentes de trânsito, muitos veículos trafegam pelo local e em alta velocidade. Há um risco grande de acidentes, já que muitas crianças usam o trajeto para ir à escola e retornar para suas casas. A rua Luiz Milani, no bairro Vila Nova, está com um buraco no final do seu prolongamento, onde dá acesso a rua Carlos Dreher Neto. Há um transtorno principalmente nos horários de pico. No bairro São Roque, continua a irritação dos moradores e motoristas com relação a rua Ângelo Marcon. Esta rua é longa, ligando o bairro com as demais localidades da cidade e está em situação péssima para trafegabilidade. Um morador que sofreu um acidente há algumas semanas está mobilizando um processo contra a Prefeitura Municipal com relação ao estado do local. Todos reivindicam asfaltamento para esta rua. No bairro Vila Nova continua interrompida a rua Aurélio Peruffo, em virtude de obras de canalização e ajustes na pavimentação. As obras já iniciaram neste local, e segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação, até o final do mês haverá a liberação da rua. Por enquanto, os ônibus coletivos que fazem o trecho até o bairro Vila Nova II retornam pela rua Carlos Dreher Neto. O trevo de acesso a cidade no bairro Santa Rita, na rua Antônio Michelon, continua necessitando de reforma. No canteiro central, há muitos matos e na parte asfáltica, os buracos estão visíveis. Já houveram solicitações para que o departamento de limpeza da Secretaria Municipal de Meio Ambiente visitasse o trevo. Com as chuvas a situação poderá piorar, pois novos buracos aparecerão. A feira ecológica do bairro São Roque está em pleno andamento, na praça da Igreja Matriz. Serão ao todo sete feirantes que irão nas terças-feiras vender seus produtos orgânicos. Por outro lado, a luta agora da associação é construir a nova escola de ensino fundamental, que irá atender muitas crianças e adolescentes. Eles não precisarão mais deslocar-se para outros estabelecimentos a fim de estudar. Projetos neste sentido já estão em ritmo avançado.


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Bairros

Profissões

Os trabalhos que movem Be

Transformar o passatempo em geração de renda é o sonho de muitas pessoas. Alguns moradores fizeram isso e, trabalhando com o q Bettina Schünke

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ão são somente produtores de uva, vinícolas e fábricas de móveis que movem a cidade de Bento Gonçalves. Os moradores do município encontraram em outras profissões um caminho para ganhar e garantir a renda da família. Circulando pelos bairros da cidade, encontramos moradores que, com o trabalho simples, humilde e digno, tiram a renda necessária para sobreviver na capital brasileira da uva e do vinho. É o caso de dona Zelide Nunes. A moradora do bairro Ouro Verde, de 78 anos, encontrou nas frutas e na arte de cozinhar uma forma de ganhar um dinheiro extra. Há mais de 10 anos, Zelide transformou a garagem de casa em uma fábrica de chimias. Fazendo doces de diversos sabores como uva, pêssego e goiaba, a aposentada vende para amigos, familiares e vizinhos. “Aprendi a fazer chi-

FOTOS BETTINA SCHÜNKE

mia com a minha mãe. Como a família era grande, éramos em 13 pessoas, fazíamos para consumo próprio e sempre ajudei ela a fazer”, comenta. Só nesse ano, a moradora disse que já produziu mais de 120 quilos de chimia. “Faço porque gosto. Não posso me ver parada, sentada, sempre tenho que estar fazendo alguma coisa para me mexer e me manter ocupada”, explica. Mãe de três filhos, ela orgulha-se da profissão em que atua no momento. Natural de André da Rocha, quando era jovem ajudava os pais na agricultura, plantando e colhendo frutas e verduras. O gosto pela culinária é herança de família. O filho mais novo também sabe fazer os doces e ajuda ela quando há muita encomenda. “A minha mãe dizia que para casar tínhamos que aprender a fazer de tudo. Minha irmã faz tortas e doces, e eu faço chimias”, orgulha-se.

Ildes Foreste capricha na hora de produzir os capelettis, prato tradicional em Bento Gonçalves

Herança de família

Famíla Dalmolin segue consertando sapatos desde 1984

No bairro Licorsul, encontramos uma família inteira envolvida na mesma profissão: o de consertar sapatos. O patriarca é seu Heli Dalmolin. Com 80 anos de idade, ele conta, todo orgulhoso, que nunca pensou em trabalhar em outra profissão. “Meu pai era sapateiro e quando eu tinha uns seis, sete anos, comecei a ajudar ele na oficina, consertando pequenas coisas”, lembra-se. Natural da cidade de Muçum, seu Dalmolin chegou em Bento Gonçalves em 1984, quando abriu a sapataria que funciona no mesmo endereço até hoje, na rua Marechal Castelo Bran-

co. “Sempre gostei de trabalhar com calçados. Tinha uma fábrica de chinelos em São Valentim de Sul, que tive que fechar por causa da inflação. Foi aí que decidi vir para Bento abrir uma loja apenas para fazer consertos de sapatos”, explica. O aposentado é pai de três filhas, duas delas aprenderam com ela a profissão e o ajudam na pequena sapataria até hoje. “Trabalhei por cinco anos em outro local, mas voltei para ajudar o pai na loja. Tenho muito orgulho da profissão que eu exerço”, disse a filha Marilene Dalmolin, de 56 anos. Trabalhando de segunda a

sábado, conforme conta pai e filha, o inverno é a época de mais trabalho na loja. “Consertamos de tudo, desde pequenos detalhes até grandes reformas nos sapatos”, disse Dalmolin, que recebe clientes oriundos de todos os bairros da cidade e até de cidades vizinhas, como Garibaldi. “Esse é o nosso ganha pão. É uma profissão muito digna, dá para viver muito bem”, comenta Marilene. A arte de fazer o que gosta A dona de casa Vanessa Zarsche, de 37 anos, uniu o útil ao agradável. O gosto pelo


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ento Gonçalves

que gostam, encontraram no lazer e no prazer o sustento da família artesanato virou fonte de renda para a família moradora do bairro Maria Goretti. Trabalhando com biscuit há nove anos, Vanessa encontrou na arte de modelar mais do que um passatempo, um refúgio para ocupar a mente e uma fonte de renda para auxiliar nas despesas da casa. “Eu sempre gostei de artesanato. Quando entrei em depressão, há nove anos, eu vi que precisava fazer alguma coisa para ocupar a mente. Foi então que passei por uma banca de revistas e vi várias de artesanato e uma delas ensinava a

trabalhar com biscuit”, lembra-se Vanessa. Fazendo diversos objetos como ímãs de geladeira, potes, lembrancinhas e até bolos decorativos para aniversário, a dona de casa aprendeu sozinha a modelar a massa de biscuit e o passatempo virou em geração de renda. “Comecei fazendo pequenos potes. A notícia de que eu trabalhava com o material foi se espalhando rapidamente no bairro, sem que fizesse algum tipo de propaganda, e em três meses eu já estava ganhando 500 reais por mês”, comenta. Com o

Geleias e doces artesanais de fruta são opção de renda financeira

dinheiro arrecadado na venda dos objetos, ela auxilia com as contas de casa. Para Vanessa, o dom da arte vem de família. “Sempre gostei de artes plásticas. Na época de colégio desenhava muito bem e adorava fazer colagens”, disse. Seu filho, de 10 anos, herdou o talento da mãe e também adora desenhar. “Meu avó tinha habilidades com as mãos e trabalhava com o entalhe de madeira. Minha mãe pintava telas de quadro e tenho um tio que trabalha fazendo bijuterias. Acho que é genético”, questiona-se. A tradição que vira renda A tradicional sopa de capeletti é prato principal na casa da dona Ildes Foreste. Moradora do bairro Ouro Verde, ela aproveita o dom de cozinhar para vender capeletti na vizinhança e ganhar um dinheiro e ajudar com as despesas de casa. A cozinheira aposentada já trabalhou em grandes empresas, fazendo refeições para os trabalhadores. “Eu tinha meu pai doente e tive que ficar em casa para ajudá-lo. Sempre fiz para consumo da família e as vizinhas descobriram que eu fazia e foram encomendando. Nunca pensei em ganhar dinheiro com isso. Foi uma coisa que aconteceu naturalmente”,

Biscuit somado à criatividade pode render belos trabalhos

explica Ildes. A dona de cada conta que aprendeu a preparar a massa com a mãe quando ainda era criança. “Preparo tudo, desde a massa até o recheio. Tudo é feito com o maior cuidado, em relação à higiene, na minha cozinha”, disse. A arte de cozinhar também

pertence aos filhos de dona Ildes, que a auxiliam na cozinha quando as encomendas são muitas. “Nunca parei para contar a quantidade de capeletti que eu vendo, mas acho que gira em torno de uns 15 quilos por semana”, finaliza. bairros@jornalsemanario.com.br


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Bairros

Barracão Bairro livre do hábito de fumar Trabalhadores de reciclagem participaram DIVULGAÇÃO

Mais de 20 pessoas assistiram ao encontro antifumo

Bettina Schünke

Os trabalhadores da reciclagem localizada no bairro Barracão tiverem um encontro livre do cigarro no dia 27 de maio. O evento realizado pela unidade da estratégia saúde da família da localidade organizou um encontro para orientar os trabalhadores fumantes da cooperativa sobre os males causados pelo tabaco. Cerca de 20 pessoas parti-

ciparam da conversa que teve orientação do médico do posto, Daniel Francio, da enfermeira coordenadora Fabiane Conzatti e da agente comunitária de saúde Tuane Luchese. Segundo Fabiane, este foi o primeiro encontro do grupo. A proposta é seguir com os encontros até o fim do ano, sendo realizados quinzenalmente. bairros@jornalsemanario.com.br

APARECIDA

Inscrições abertas para feira solidária A Associação do Artesanato do Bairro Aparecida (Aaba) está com inscrições abertas para os interessados em participar da 1ª Feira Espaço Solidário realizada pela instituição. A programação ocorrerá no mês de setembro, na praça Darcy G. Ramos, localizada no bairro Aparecida. Com o propósito de auxiliar as entidades e projetos sociais do município na busca de sua auto-sustentabilidade, através do comércio

beneficente de produtos, artesãos de toda a cidade podem participar. Entidades e pessoas físicas podem participar como expositores. Os interessados devem se inscrever na Instituição Pequeno Grande Campeão, situada na rua Júlio de Castilhos, 251, sala 22, bairro Centro, das 13h30min às 16h. A taxa de inscrição é de R$ 20. Informações com a coordenadora Isaura pelo telefone: 9999.1619.


Bairros Memória Esportiva

ESPORTES

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FOTOS ARQUIVO

O orgulho do Vila Nova Coritiba tinha a admiração dos moradores Noemir Leitão

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futebol amador era muito prestigiado em Bento Gonçalves. Aristides Di Bernardo, mais conhecido como “Titi”, foi o fundador do Coritiba e presidiu o clube por diversas vezes, sempre com dedicação e amor ao esporte. Titi ressalta que, “não ganhávamos nada para trabalhar e sim por amor ao clube, sempre na busca para melhorar a agremiação como um todo”, disse. O Coritiba tinha seu campo de futebol próximo ao Parque da Fenavinho, onde hoje é o atual Kartódromo Aristides Bertuol.

a década de 1980, mais precisamente em 1985 nasceu o Coritiba Futebol Clube, irmão do famoso time do Paraná. O clube se chamava anteriormente Vila Nova Futebol Clube, em homenagem ao bairro e os fanáticos torcedores que gostavam de futebol na região. Durante sua existência, o Vila Nova jogou muitos amistosos com este nome, mas foi com o Coritiba que atuou em torneios, bem como, disputou, durante dois anos consecutivos, o camAtletas destaque peonato municipal. O torneio Durante sua existência, o Codisputado na cidade e no interior levava centenas de torcedores ritiba sempre teve bons atletas, aos campos, numa época que o que agradavam os torcedores,

Um dia de confraternização entre os atletas e suas famílias

Uma das equipes do Coritiba que alegrava os torcedores do bairro Vila Nova

e ainda tinham um grande nível técnico. Atletas como Gelson e Nelson Schenatto, que eram muito conhecidos na cidade, faziam parte da escalação. A rivalidade era diante do time do Barracão, o Rosário de Pinto Bandeira, Canarinho de São Valentim, entre outros. Titi lembra que os jogos eram muito disputados e com times realmente qualificados daquela época. “Nosso torcedor sempre prestigiava os jogos. Íamos com dois a três ônibus para as partidas, quando era dentro e também fora do município”, salienta. O Coritiba sempre teve um time formado por atletas do próprio bairro e de outros locais da cidade. A união da equipe era sempre fundamental, já que não

havia discussão com relação a os dias de hoje, o clube não teve quem jogaria nas partidas amisto- esse sonho realizado. O Coritisas e nos torneios e campeonatos. ba atuou em partidas no estádio Municipal e em outros campos, Campo destruído pois segundo o fundador da Quando o Coritiba atuava equipe, essa foi uma mágoa que em Bento Gonçalves, os jogos ficou para os atletas e dirigentes sempre eram disputados em seu e também para os torcedores do campo, que ficava no Parque da clube do bairro Vila Nova. Fenavinho. Hoje, o local possui o O Coritiba teve suas atividades Kartódromo, já que houve uma esportivas encerradas no final permuta para que o clube cons- dos anos 1990 e muitos dirigentruísse seu novo campo em outro tes ainda lembram com saudade lugar. Di Bernardi afirma que a os grandes jogos nas tardes de ideia de conceder o atual campo domingo que fez desta equipe do Coritiba para a construção do uma das mais tradicionais da cinovo empreendimento de corri- dade. Alguns dirigentes pensam da de kart foi aceita por todos os na ideia de reunir boa parte dos dirigentes e atletas na época, mas atletas e técnicos que passaram o time recebeu como promessa pelo time durante duas décadas. de ter seu novo campo construnarleitao@gmail.com ído imediatamente. Porém, até


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Sociais

Bairros DIVULGAÇÃO

Crianças festeiras

Crianças de diversos bairros marcaram presença na festa de Santo Antônio da Linha Paulina, realizada no dia 5 de junho, no distrito de Faria Lemos. FOTOS NOEMIR LEITÃO

Fernando Poletto e família, comemorando seu aniversário de 10 anos

Saúde em ação

A equipe da unidade de Estratégia de Saúde da Família, localizada no bairro Aparecida, em evento de Páscoa realizado no mês de abril, em parceria do Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente Balão Mágico. DIVULGAÇÃO

Guilherme Bortolini, de um ano de idade, do bairro Licorsul

Comemoração

O grupo de idosos Tia Luiza, do bairro Aparecida, comemorou 17 anos de fundação no final do mês de maio. Com uma missa seguida de um almoço e muita música, os idosos se divertiram e tiveram momentos de lazer e descontração. O grupo foi fundado em 1994 por Altair Fernandes. A festa foi realizada no ginásio da Associação dos Moradores do bairro São Roque. Rian Rossatto, de apenas 2 meses, morador do bairro Aparecida

15/06/2011 - Bairros - Jornal Semanário  

Bairros - Jornal Semanário - Edição 2729 - 15/06/2011 - Bento Gonçalves

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