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Boas Festas! Contexto - Boletim do Agrupamento de Escolas de S. Miguel • Número 4 • Dezembro de 2010 • Esta publicação é parte integrante do jornal O Interior nº 573 de 16/12/2010 e não pode ser vendido separadamente

ditorial Pais cooperativos precisam-se Olá escola, Somos a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de São Miguel. Faz meia dúzia de anos que existimos, participamos e contribuímos activamente na construção da nossa escola. Estamos a tempo inteiro neste processo educativo, na família, quando escutamos, instruímos, responsabilizamos, orientamos e apoiamos os nossos filhos na formação da sua personalidade, bem como, na orgânica e funcionamento da escola, cooperando com os professores, assistentes operacionais e comunidade envolvente na edificação do projecto educativo e consequente vida escolar dos alunos. A qualidade da oferta do serviço de educação prestado constitui a nossa prioridade, já que sem educação e formação dificilmente se pode sobreviver na sociedade actual. Somos todos contribuintes para que a oferta da Educação seja gratuita em Portugal, sendo nossa responsabilidade ensinar culturalmente aos nossos filhos que devem respeitar, preservar e proteger a nossa escola pública, para que os seus descendentes possam continuar a escrever a sua história. Há mais de duas décadas a educar, são milhares os que já serviram e passaram, na nossa escola, e vingaram como cidadãos empreendedores e socialmente activos, cooperantes e interventivos no associativismo. Este empenhamento voluntário ganha expressão quando os seus filhos entram para a escola e um turbilhão de memórias e emoções contrasta com a racionalidade e o formalismo do processo educativo, no qual as pressões e exigências individuais revelam muitas ameaças, debilidades do sistema educativo em contraste com as virtudes e oportunidades de quem nele quer crescer, criar e evoluir. É nesta dialéctica, que convidamos a comunidade a participar na construção de uma escola maior e melhor, na qual o seu contributo pode fazer a diferença. Encontramo-nos, na escola, na primeira quinta-feira de cada mês, “até lá, vale a pena pensar nisto …” Carlos Bombas (Associação de Pais e Encarregados de Educação)

Inauguração do Centro Escolar do Mondego Uma reflexão sobre este novo equipamento O distrito da Guarda é geograficamente (e de facto ) um distrito do interior e, por consequência, manifestamente molestado pela desertificação. Mas, nem por isso os beirões se predispõem a resignações ou desistências. Bem pelo contrário, caracteriza-os uma enorme

capacidade de resistência. O beirão aprende, desde criança, a resistir e a suplantar os rigores climáticos. Aqui, pelo interior tanto queima o frio do inverno como queima o calor do verão. O homem do interior convive, dia a dia, com a austeridade das montanhas ponteadas por enormes aflorações

graníticas. Estas características entrosadas e em perfeito complemento puderam produzir, ao longo dos tempos, um contexto tal, capaz de determinar vontades e de modelar personalidades . Assim, habituámos-nos, nós, os que habitamos o Interior, a que cada vontade suprida, quase sempre cercada por um imenso mar de

contrariedades seja uma vitória e, simultaneamente, uma festa. Estamos, portanto, em festa. Festejamos o facto de termos conseguido dar cumprimento a mais uma das nossas vontades alcançando, assim, mais uma vitória. Aqui, no Porto da Carne, inauguramos um Centro Escolar. É que, apesar de tudo, também ao tal Interior que é Beirão e que é desertificado, podem che-

gar equipamentos públicos de excelência. O Centro Escolar do Mondego será, sem sombra de dúvida, uma mais-valia para a educação dos nossos filhos. Apesar da interioridade e das dificuldades a ela inerentes os nossos filhos não poderão deixar de trilhar os caminhos do futuro, os caminhos de um Portugal que todos desejamos moderno e próspero. Temos consciência, claro, da importância do desenvolvimento regional e julgamos nosso dever colaborar, cada um na medida da suas possibilidades, para a correcção de eventuais desequilíbrios, ainda não sanados, entre esta zona e os grandes centros urbanos. Tenhamos, então, consciência da importância do capital mais precioso e mais reprodutivo que podemos legar aos mais novos e às gerações vindouras que são a educação e a cultura. Sem estes agentes não é possível vencer a batalha da inovação e do desenvolvimento. A construção deste novo equipamento é para todos nós, para além de uma festa, um marco. Grande parte das carências da nossa comunidade escolar, a partir de hoje, apenas pertencerão ao passado. Quadros interactivos, com-

putadores e um refeitório bem equipado são o que me apraz registar como as mais importantes inovações do novo Centro Escolar do Mondego que, assim , se apetrecha concentrando as crianças, para que elas possam obter as melhores condições e, tanto quanto possível, igualdade de oportunidades. Este novo espaço, inovador, portanto, oferecerá diversidade e qualidade de ensino. Estamos, pois, conscientes de que por uma escola de qualidade valerá a pena que os nossos filhos percorram alguns, escassos, quilómetros. Parece-me, então, que este empreendimento, pelo grande alcance social que representa, justifica o seu custo, e o enorme esforço que foi feito para o tornar uma realidade. Os sacrifícios de hoje reverterão, no futuro, em benefícios colectivos, e também a posteridade saberá, certamente, reconhecer um tal esforço. Cumprida a promessa da construção, resta agora, com responsabilidade e muito empenho, dar-lhe vida. Vamos a isso!!! António David Gonçalves (Director do Agrupamento de Escolas de S. Miguel) CONTEXTO | Dezembro | 2010 | 1


Entrevista às cozinheiras

Quem nos dá de comer?... Maria Helena Andrade, Madalena Laires, Olívia Castro, Ana Maria Coelho e Lucília Antunes

Estranho… Quando chegámos andavam a regar a cozinha. Sim, a regar… De facto o que as senhoras faziam era limpar todo o espaço muito bem limpo para que no dia seguinte tudo estivesse a postos para novas refeições. Perante tanta azáfama logo vimos que, como afirmaram, “gostam muito daquilo que fazem”. E fazem-no aqui, na escola, vejam bem, há mais de uma década. Todos os dias, de segunda a sexta, entre as nove e as dezasseis horas, a confeccionar cerca de quatro centenas de refeições. Curioso é o facto de ser sempre a mesma pessoa, a D. Madalena, a elaborar o prato principal. Os outros (sopas, saladas, sobremesas) são elaborados pelas outras senhoras. E só queríamos que vissem o tamanho dos utensílios para dar de comer a tanta gente!… As panelas têm uma capacidade de entre cinquenta e oitenta litros e chegam a pesar, vazias, mais de vinte e cinco quilos!!!... Não admira que as senhoras se queixem. Questionámo-las sobre a qualidade da ementas e ficámos a saber que a s consideram ricas e equilibradas em termos nutricionais, o que não impede que nos revelem alguma tristeza pelo facto de bastantes alunos deixarem muita comida nos tabuleiros, sobretudo quando se trata de sopa… Esperamos que este texto contribua para que a situação se altere e que, no futuro, saibamos respeitar o trabalho árduo destas profissionais que tanto se empenham para bem servir. A nossa saúde agradece… Rafaela, Inês Margarida, 5º A

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Podemos afirmar, pelos relatos e experiências apresentadas que existem boas práticas de inclusão nas nossas escolas. As Unidades de apoio especializadas são um bom exemplo dessa realidade. Estas unidades surgem como um novo conceito inclusivo, um suporte necessário à acção pedagógica e necessidades de uma população nos limites da deficiência. Se na perspectiva da Educação Inclusiva são chamados todos os alunos nos seus direitos, a diferença no seu limite

No passado dia 26 de Novembro nós, alunos das turmas B e E do 6º ano, realizámos uma visita de estudo ao Museu Regional da Guarda e à Casa da Cultura. Esta actividade foi organizada pelos docentes de História e Geografia de Portugal, a professora Lusitana Ricardo e o professor Norberto Gonçalves e acompanhada pela nossa Directora de Turma, a professora Laurinda Veiga. Saímos da escola por volta das 13.30 horas e dirigimo-nos logo ao Museu. Aqui, fomos recebidos e orientados pela Senhora Directora, a Dra. Dulce Helena Borges, que nos explicou a importância da Guarda nos tempos remotos do início do século XX. Ficámos admirados e orgulhosos. Vimos uma exposição relativa a uma das mulheres mais importantes de Portugal, oriunda da nossa cidade, Carolina Beatriz Ângelo. Esta senhora, médica de profissão, foi a primeira mulher a votar no nosso país, em 1911, numa altura em que este direito não lhes estava reconhecido. Ela, mãe e chefe de família, lutou pela igualdade, pela emancipação feminina e conseguiu uma

proeza que a tornou famosa mundialmente. Na maravilhosa exposição estavam aparelhos usados na sua profissão e cartas que escreveu a pedir que fosse declarado o direito ao voto. De seguida, fomos à Casa da Cultura, onde havia muitos jornais antigos com notícias sobre a implantação da República, e ainda vários quadros onde aparecia uma mulher com os seios à mostra, o que nos deixou admirados. Mas logo a professora Lusitana nos explicou que a mulher ali representada é

o símbolo da República e significa a liberdade. Ficámos mais descansados! Terminada a visita, regressámos à escola, todos contentes por uma aula diferente e que muito nos ensinou sobre um assunto importante da disciplina de História e que toda a gente deve conhecer. Obrigado senhores professores por nos ensinarem tantas coisas interessantes! Pedro Manuel Coelho Belizário, 6º B

O Museu veio à nossa escola

O Desafio da Inclusão

Em nome da diferença e da diversidade, a ADOT- Associação Desenvolver o Talento, promoveu no passado dia 22 de Outubro uma conferência sobre o tema – O Desafio da Inclusão – As capacidades de Excelência versus as Necessidades Educativas Especiais, convidando para o debate especialistas e representantes das diferentes estruturas (unidades de apoio especializadas de alunos Surdos, alunos com Multideficiência e Autismo) dos Agrupamentos de Escolas da Guarda.

Uma Aula Diferente

constitui um verdadeiro desafio. No caso dos alunos surdos, o Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda é referência de uma unidade de apoio especializada a esta população. Designada por lei, a “Escola de Referencia da Educação Bilingue de Alunos Surdos” proporciona uma resposta pedagógica adequada às necessidades dos alunos surdos das escolas referenciadas, do jardim de infância do Bairro do Pinheiro, da escola do 1º Ciclo do Bairro do Pinheiro e da Escola Básica do 2º e 3º Ciclo do ensino básico. Porque incluir não significa apenas colocar o aluno com deficiência no mesmo espaço físico, mas sim dar condições favoráveis à aprendizagem e à instrução compatíveis com as suas capacidades de execução, o contrário dá lugar à estigmatização, à alienação e em vez de inclusão há discriminação. Salete Bento Professora de Educação Especial

Hoje, dia 26 de Novembro, tivemos a visita da Drª Ângela, do Museu da Guarda. Ela mostrou-nos um powerpoint muito interessante sobre a história da nossa cidade, desde a sua formação até aos nossos dias. Vimos que a cidade nasceu junto de uma torre, que tinha o nome “Uarda”, porque protegia os seus habitantes dos ataques dos inimigos. Daqui talvez tenha vindo o nome à cidade.

Ela foi fundada em 1199, através do Foral concedido pelo Rei D. Sancho I. Este documento concedia muitas regalias aos seus habitantes, para os atrair a morar na cidade. Bem lá no alto, a cidade era muito pequena e foi aumentando ao longo dos anos. As muralhas alargaram-se à volta das casas. Vimos fotografias antigas dos principais monumentos,

tais como: Sé Catedral, igreja da Misericórdia, Torre de Menagem, Capela do Mileu, sanatório Sousa Martins, parte ainda visível das muralhas, portas… Depois daquilo que vimos, ficámos a gostar muito mais da nossa cidade, a GUARDA! Texto colectivo – 1º e 2º ano Escola Básica do Bairro do Pinheiro


Clube de escalada

Desporto Escolar A Escola de São Miguel tem vindo a dar continuidade ao seu projecto de Desporto Escolar, ano após ano. No presente ano lectivo a escola oferece ao nível da Actividade Externa as seguintes modalidades: Andebol, Iniciados Femininos; Futsal, Infantis Masculinos; Escalada, Masculinos; Escalada, Femininos; Actividades Rítmicas Expressivas; Ténisde-mesa. Quanto ás actividades de índole interna irão realizar-se as

seguintes: Corta-mato fase escola; Formação de Juízes/árbitros; BTT; Orientação; “Megaspinter”; “Compal Basket 3X3”; Multiactividades de Ar livre; e Torneios Inter-turmas de final de período. Talvez fruto da continuidade do projecto, a adesão aos diversos grupos-equipa tem superado o número de inscrições registadas no ano anterior. Os treinos têm decorrido conforme o planeado, estando para breve

a entrada em competição. Para breve também, estão marcados os primeiros Inter-turmas. Os 5ºs e 6ºs anos na modalidade de basquetebol, os 7ºs e 8ºs na modalidade de Futsal e os 9ºs na de Voleibol. Para todas as turmas e para todos os grupos o desejo de uma boa participação desportiva. O Professor Coordenador do Desporto Escolar Fernando Badana

Clube de Xadrez Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia Tinha não sei qual guerra, Quando a invasão ardia na Cidade E as mulheres gritavam, Dois jogadores de xadrez jogavam O seu jogo contínuo. Ode de Ricardo Reis Concentração, imaginação, estratégia, táctica, cálculo, devaneio, arte, raciocínio, lógica, capacidade de abstracção. Não admira que o mundo fique lá fora quando se joga Xadrez. A Guarda tem tradição no Xadrez. E a Escola de São Miguel também. Marino Ferreira foi o grande mestre que semeou o bichinho do Jogo em milhares de

alunos da cidade e do distrito. Mais tarde foi Vítor Leal quem impulsionou o Xadrez na Escola C+S de São Miguel, com diversos títulos nos nacionais de Jovens. A Guarda já foi campeão nacional absoluto de xadrez. E é na Guarda que reside um dos maiores talentos de sempre do xadrez mundial, Kevin Spragett. É pois num quadro de excelência que nasce um novo projecto, o Clube de Xadrez do Agrupamento de Escolas de S. Miguel. A porta está aberta a todos os que queiram aprender ou pôr à prova as suas capacidades xadrezistas. Para já, o Clube de Xadrez funciona às Segundas-feiras, das 12h45 às 14h15, na sala de Informática “Tic1”. Os Responsáveis são os professores Fernando Badana e Paulo Monteiro.

Entrevista a Margarida Fonseca Santos

Depois de um início atribulado em que, estranhamente, alguém retirou todas as presas e parafusos da parede de escalada do Pavilhão de S. Miguel, sem autorização e sem uma justificação aceitável, o Clube de Escalada de S. Miguel iniciou as suas actividades. Neste momento, já estão inscritos e a frequentar os treinos mais de quarenta jovens. Alguns destes jovens vêm de propósito de outras escolas para escalar connosco. Há treinos de segunda a sexta-feira, das 17 às 18 horas e ainda à hora

de almoço às quartas e às sextas feira das 14H00 às 15Horas. O Clube conseguiu, por iniciativa dos professores responsáveis, com a colaboração de alguns dos jovens escaladores e uma pequena contribuição da Direcção da Escola, arranjar o material suficiente para ter sete vias abertas ao mesmo tempo, ou seja, ter 14 alunos a trabalhar ao mesmo tempo (o que é óptimo!). Ao longo dos últimos anos, os nossos alunos, mercê das suas qualidades, do seu empenhamento e do treino, têm

vindo a conseguir muito bons resultados nas competições regionais e nacionais, estando em competição com atletas federados. Assim, se gostam de praticar desporto, se gostam de actividades de aventura, se gostam de ultrapassar os vossos limites, apareçam e tragam o vosso equipamento desportivo (sapatilhas ou pés de gato, fato de treino ou calças folgadas e uma t-shirt). Teremos muito prazer em os ajudar a evoluir e a ultrapassar os vossos limites!

Sensei Abe (Instrutor chefe da JSKA), Sensei Nagaki (Assistente do Instrutor Chefe) e outros instrutores seniores da JSKA. A competição era para todos os competidores, femininos ou masculinos, dos 8 aos 65 anos. As provas do campeonato realizaram-se sobre oito tatamis (áreas onde os karatecas competem), numa prova regida pelo Regulamento de Competição da JSKA. Da cidade da Guarda estiveram presentes 14 atletas. Estes 14 karatecas trouxeram para casa 10 medalhas: 3 medalhas de ouro, 6 medalhas de prata e 1 medalha de bronze. Entre os 3 campeões mundiais, houve duas bicampeãs mundiais. Da escola de S. Miguel esteve presente pela primeira vez, Inês Ramos, que teve óptimas prestações, conseguindo ficar em 7º lugar. Saliente-se que Inês competiu com atletas

de alta-competição e com muita mais prática nesta modalidade. Com três medalhas de ouro na edição anterior (Manchester 2008), Portugal foi um dos favoritos deste campeonato, a par com as potências mundiais Japão, Suíça, África do Sul, Inglaterra e Espanha, entre outros. Em Portugal existem cerca de 16.000 praticantes de Karaté sendo a 6ª modalidade mais praticada. Não só isto foi uma competição, como também foi um convívio, pois no fim da competição houve uma festa de despedida, a Sayonara Party, em que estiveram presentes os vários atletas de diversos países. Relembre-se que os egitanienses presentes neste campeonato, medalhados ou não medalhados, estão de parabéns, pois competiram com atletas do mais alto nível.

Carla Ferreira, Professora

Karate

Escritora, esteve na escola sede do agrupamento, numa acção promovida pela Biblioteca Escolar destinada a promover hábitos de leitura. Não quisemos deixar passar a oportunidade de poder falar com ela. Simpaticamente acedeu a passar um tempo connosco. Sobre o escrever afirmou que “ os contos sempre fizeram parte de mim, sempre gostei de ouvir contar e de inventar histórias. Comecei a escrevê-las tarde, sim, mas agora acho que nunca mais vou parar! Mais tarde acrescentaria que a sua vida tinha mudado após se dedicar a esta paixão de escrever… Em jeito de pergunta/resposta, aqui vai a nossa conversa: Qual foi o primeiro livro que escreveu? -“O Pirilampo sem luz”. Há quantos anos começou a escrever? -Há dezassete anos. Quantas canções já escreveu?

- Ao longo dos anos escrevi quarenta e uma canções. Quantos livros já escreveu? -Mais de seis dezenas. -Qual foi o livro que gostou mais de escrever? -“O aprendiz de guerreiro”. Qual é o seu maior sonho? -Que a minha família seja sempre unida. É mais difícil escrever para crianças ou para adultos? -Para crianças tenho de ter mais cuidado. Quando era pequena que profissão queria? -Queria ser professora. Quantos livros de crianças escreveu? -Escrevi à volta de dezoito. Qual é o livro ou peça de teatro que está agora a escrever? -É o “Canta Histórias 2”.

Nunca perdeu a vontade de escrever por preguiça ou cansaço? -Não. Porque faço o que gosto. Conseguirá chegar aos 100 livros escritos? -Espero chegar lá… Porque é que decidiu ser escritora? -Comecei a escrever para os meus filhos e apaixonei-me. Quando era professora leccionava que disciplina? E quantos anos deu aulas? -Dei aulas de Música durante 22 anos. Quantos livros escreveu para pessoas que necessitam de ajuda, e para quem? -Já nem sei, foram muitos, por exemplo para a “Ajuda de Berço” . Qual foi a primeira canção que escreveu? -Foi “O Inverno está a chegar”. Alunos do Clube de Jornalismo do 5º B

Nos passados dias 22 a 24 de Outubro, Portimão recebeu o Campeonato Mundial da Japan Shotokan Karaté Association (JSKA). A JSKA é uma associação japonesa de Karaté do estilo Shotokan, fundada pelo Sensei Abe Keigo em 1999. As filosofias da JSKA são: melhorar a técnica como um desporto; aproveitar a prática do Karaté como um meio para o desenvolvimento de um corpo saudável e mente e aprender a autodefesa como uma arte marcial. O representante da JSKA-Portugal é o Sensei Vilaça Pinto. Neste campeonato estiveram presentes cerca de 700 atletas de 30 países, e cerca de 100 árbitros. Além da competição, os karatecas também tiveram a oportunidade de treino com os mais competentes instrutores de Karaté Shotokan do Mundo:

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Simulacro 2010

No dia 16 de Novembro de 2010, pelas 10.46 horas, tocou o alarme na Escola Básica de S. Miguel. Estava a iniciar-se um simulacro para testar a preparação da comunidade escolar e das entidades exteriores para uma situação de emergência. Todos demonstraram empenho e sentido de responsabilidade no cumprimento das normas e regras estabelecidas no Plano de Prevenção e Emergência. Em menos de 4 minutos já toda a população da escola se encontrava no campo de jogos de forma organizada. Este ano tivemos connosco os novos alunos das turmas do 4º ano, que por serem os mais novos, exigiam maior atenção. Também estes demonstraram grande comprometimento na realização da actividade fazendo-o de forma ordenada. Neste ano também foi novidade a criação de um novo caminho de

100 anos depois, a República! Na Escola não deixámos passar em claro os 100 anos da revolução republicana. Preparámos um encontro de todos os alunos, juntámo-nos no Polivalente e assistimos a uma representação teatral. Os actores eram bem nossos conhecidos. Eram alunos da escola, com uns bigodes bem farfalhudos, cartola e casaco de grilo a condizer… No fim ecoou por toda a escola a musicalidade de “A Portuguesa” cantada a plenos pulmões por centenas de vozes. Está bem, poderia ter havido maior sintonia musical, mas não era disso que se tratava. Antes se procurava a sintonia de sentimentos e essa parece que houve. 4 | CONTEXTO | Dezembro | 2010

evacuação para os ocupantes do Bloco 1, que se portaram escrupulosamente as instruções. Especial atenção foi dada aos alunos que se deslocam em cadeira de rodas. Foram criadas rampas de acesso ao ponto de encontro que se revelaram eficientes. Nesta actividade houve a participação de entidades exteriores à escola. Estiveram presentes representantes da Autoridade Nacional de Protecção Civil/Coordenação Distrital de Operações de Socorro da Guarda, bem como do Serviço Municipal de Protecção Civil. Os Bombeiros Voluntários da Guarda participaram no exercício com diversos operacionais, duas ambulâncias, uma viatura de combate a incêndios urbanos e um carro de comando, os quais chegaram à escola em simultâneo às dez horas e cinquenta e oito minutos. Houve a simulação de um

incêndio, através de um «fumo falso» e duas vítimas fictícias (alunos do 6ºE), que foram evacuadas às onze horas e quatro minutos, hora em que terminou o simulacro. A Polícia de Segurança Pública também participou na iniciativa através da equipa “Escola Segura”, tendo efectuado o controlo das vias de acesso à escola. Findo o simulacro, procedeu-se a um exercício de demonstração de extinção de fogo real controlado dentro de tinas metálicas que contou com a participação de dez alunos que, heroicamente, também foram bombeiros neste dia. No fim desta actividade onde todos participaram, apenas resta acrescentar que a escola está de parabéns! Carlos Santos (delegado de segurança)

O Halloween e as Abóboras

A imaginação era enorme. Havia imensas abóboras de todos os tamanhos e feitios. Mas afinal, porquê tantas abóboras? É fácil: estava a chegar o Halloween e, as nossas queridas Professoras de Inglês decidiram (e muito bem) organizar um concurso de abóboras originais. No dia de Halloween imensas abóboras preencheram um espaço no polivalente. Havia abóboras com os mais bizarros

adereços: chinelos, óculos de sol, chapéus de bruxa, cabeleiras e com tudo o que possas imaginar. Eu concorri, e a minha abóbora foi uma das três premiadas, como não poderia deixar de ser eu fiquei muito contente. Adorei a iniciativa e espero que no próximo ano se concretize um concurso tão ou mais espectacular que este. Inês Lopes Nº11 6ºB


Cavadoude É uma Freguesia muito antiga e começou por ser chamada “Cabedoudi”. Aqui terá existido uma albergaria de viajantes, já no tempo da nossa nacionalidade. Em 1250 foi doada pelo cónego da Guarda ao Mosteiro de S. João de Tarouca, mas a sua existência é muito mais antiga, a julgar pelo texto de doação. “O culto relacionado com as hospedarias, situadas junto das vias de comunicação – diz Adriano Vasco Rodrigues na Monografia Artística da Guarda – foi introduzido em Portugal no tempo de D. Sancho I, em 1192, com concessões feitas por aquele monarca à confraria hospitaleira dos peregrinos de Notre Dame de Roc-Amador”. A freguesia de Cavadoude situa-

se na zona do Mondego, fazendo fronteira com as freguesias de Alvendre, Rocamonde, Sobral da Serra, Porto da Carne, Vila Cortês do Mondego, Aldeia Viçosa e Faia. Esta freguesia, com uma área total de 6,4 km2, dista 13 km da sede de concelho, Guarda. Património Arquitectónico e Arqueológico: Lugar do Tintinolho - neste lugar existiu um antigo castro defensivo, do período castrejo. Aqui foram encontrados vestígios de “casas redondas”, que existem desde o tempo de Viriato. Esse reduto foi romanizado após a derrota dos lusitanos. Os romanos também aqui deixaram a sua marca, ainda hoje presente em vestígios como é

Caracterização da Escola de Cavadoude O edifício é do tipo PR3 e encontra-se em mau estado de conservação. É formado por duas salas, estando uma a ser utilizada por algumas Actividades de Enriquecimento Curricular. Cada sala tem três janelas, um vestiário, uma entrada, duas casas de banho e aquecimento central a lenha. O mobiliário encontra-se em mau estado de conservação e o material didáctico é insuficiente, assim como o material audiovisual.

o caso de uma estrada e ponte romanas. Igreja Matriz - fica numa extremidade da aldeia, tem três bonitos altares renascentistas, sendo o altar-mor de Nª. Sr.ª. da Assunção, e os laterais de Nª. Sr.ª das Neves e outro do Sagrado Coração de Jesus. Existe também uma capela de construção antiga. A Escola Básica do 1.º Ciclo fica situada no meio da povoação, num lugar airoso, onde se avista uma paisagem encantadora. De um lado a encosta do Tintinolho, e do outro o vale do Mondego. É a azinheira que hoje predomina nas encostas desta freguesia, uma das mais altas do concelho em relação ao Vale

do Mondego. Os cursos de águas têm águas relativamente limpas, pelo que são uma mais-valia paisagística para a Freguesia. Trabalho elaborado: pelos alunos da escola EB de Cavadoude e orientado pela professora Mª Albertina

Património Natural: Paisagem: A mancha de pinheiros existente nos terrenos desta freguesia era densa e de grande amplitude. No entanto, os sucessivos incêndios foram-na dizimando.

Ecologia: Ribeira de Cavadoude, que passa pelo meio da freguesia. Nela se Juntam dois cursos de água. Dá um ar fresco à freguesia e o marulhar das águas é uma melodia que adormece e acorda os seus habitantes. O Rio Mondego, lá ao fundo no vale, convida à pesca desportiva, à sombra de árvores frondosas.

A escola tem um grande pátio de recreio com árvores mas não possui nenhum pátio coberto. Nas traseiras existe uma pequena arrecadação para lenha e dois alpendres. Há apenas um lugar a funcionar em regime normal. A população escolar é constituída por nove alunos, dos três anos de escolaridade, com idades compreendidas entre os sete e os dez anos. O corpo docente é constituído apenas por um professor. O serviço não docente é assegurado por duas tarefeira do ATL. PUB

No âmbito das comemorações do 811º aniversário da concessão de carta de foral à Guarda, a Biblioteca escolar planificou uma iniciativa que pudesse dar uma visão diferente da cidade. Para tal convidou o Arqº António Saraiva, responsável pela Agência de Promoção da Guarda que, em várias sessões, mostrou a Guarda de um ponto de vista diferente. A avaliar pelo empenho dos participantes e pelas muitas questões colocadas a iniciativa parece ter sido um sucesso.

Clube de Rádio

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10 Perguntas a...

O Contexto em Cartoon...

Maria Graciana Gaspar Ferreira da Cruz, 58 anos. Oriunda de Sorval, Pinhel. Professora de Educação Visual e Tecnológica. Casada, mãe de dois filhos e avó de outros tantos netos. Como diz, “ser avó é ser mãe duas vezes”… 1- Se fosse pó, onde se esconderia para não ser limpo? R: Dentro de um pote pintado por mim.

Isto de haver um clube de jornalismo tem destas coisas. Metemos o nariz em todo o lado. Inventamos e inventamosnos a todo o momento. Desta vez inventámos pedir ao professor Fernando Costa uns cartoons para o jornal. Ei-los. E que bonitos eles estão!... Por nós, gostámos tanto que decidimos editá-los em t shirts que agora podem ser adquiridas na escola-sede. O preço é uma agradável surpresa...

7- Quando toca o despertador apetece-lhe… R: Parti-lo… 8- Qual é o seu último pensamento antes de adormecer? R: Penso na família que engloba toda a gente.

2- Se fosse uma flor seria… R: Uma rosa.

9- Se trabalhasse no circo o que seria? R: Gostava de ser bailarina.

3- se fosse um filme… R: Seria um filme musical, “Música no coração”.

10- Em poucas palavras conte-nos uma história gira que tenha vivido. R: Estava eu com outras amigas num balcão que tinha uns degraus e comecei a medi-los. Achei engraçado e decidi saltar. Eram uns 10 degraus e eu saltei. Fiquei de pé, orgulhosa, e decidi saltar outra vez, convicta de que me sairia bem de novo. Saltei… mas… quando abri os olhos já tinha caído com o rabo no chão!!!... Joana Pereira e Ana Lima, 6º D

4- Com quem não iria para uma ilha deserta? R: Com a ministra da educação. 5- Quando se zanga… R: Isolo-me. 6- Se fosse um insecto… R: Seria borboleta e andaria de flor em flor.

Poemas Magia

Guarda!

Se todos quisermos Conseguimos Sempre haverá Algo no ar Dentro de nós um mundo mágico Em que nunca se acordará. Magia, magia Das mãos aos pés E todo o corpo sabe o que sente, Magia! Pelos cantos Nos recantos Cidades encantadas Princesas Reis Príncipes Não há-de faltar No reino da fantasia Onde existe magia. Duendes, fadas e companhia Venham para cá Precisamos de alegria E só vocês a podem dar Porque vêm do mundo Do Reino da fantasia Onde existe magia! Joana Pereira 6ºD 6 | CONTEXTO | Dezembro | 2010

Guarda, A nossa linda Guarda! A grande cidade dos 5 F’s, A cidade mais alta do país, A cidade mais bela, A cidade de um petiz! Um petiz que cresce na neve! FRIA, esta terra … Um petiz que cresce com glamour! FORMOSA, esta cidade … Um petiz que cresce com saber! FARTA, esta comunidade … Um petiz que cresce sem mentir! FIEL, este lugar … Um petiz que cresce na força e união! FORTE, esta muralha …

Um petiz com paladar, Neste lugar de gastronomia, Tem sempre muito para dar, Sem os problemas da economia! Uma cidade de tradição, Com os seus jogos tradicionais, E claro, não é excepção, O seu artesanato de eleição! Há muito mais p’ra contar, Mas não posso demorar, Talvez um dia, aquele petiz, Conte uma história de pasmar! Uma cidade tão bela, Não cabe num simples papel, A ela nos devemos unir, Com um brilhante anel! Matilde Andrade 8ºD Nº12

Um petiz com cultura, Numa terra com história, Agradecido a D. Sancho, Pela nossa grande vitória!

...Também disponível em t-shirt. Informa-te!


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Línguajar...

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A mudança de escola Este ano mudámos de escola. Viemos da escola básica da Guarda Gare para esta. A mudança foi feita para podermos ter um horário em regime normal. Alguns já conheciam esta escola, outros não. De início a mudança parecia boa por um lado e má por outro. Tínhamos um bocado de receio por vir para uma escola onde nunca tínhamos andado, para junto de alunos mais crescidos, por ter de usar cartões…por outro lado, agradava-nos o horário e o vir para uma escola maior. Agora que já andamos há mais de dois meses podemos dizer que não gostamos muito do barulho da cantina, embora nós também o façamos. Também não gostamos de, nos intervalos, não podermos andar à frente das outras salas, porque estão em aulas. Estamos a gostar muito da sala de aula porque é grande, da nova professora, do bar da escola, da papelaria, mas sobretudo do espaço enorme de que podemos desfrutar. Além disso o horário é simpático porque nos permite levantar mais tarde… Em conclusão podemos dizer que a experiência está a ser muito positiva. Alunos do 4º A

No ano lectivo 2010/2011 aconteceu um caso inédito. Os alunos do quarto ano da Guarda-Gare vieram para a escola – sede. Até pensámos que era uma brincadeira… Gostámos muito da ideia. Realmente esta escola é muito “fixe”. Uns acharam que sim, outros nem por isso. Porque há cá meninos muito crescidos. Assim aprendemos mais depressa a “saber estar” na escola dos maiores. Mas, é preciso estar atento e saber o que devemos fazer. Estar atento é um dever a cumprir. Nós não podemos falhar. Trabalhamos com muita vontade de vencer. O ano vai ser em cheio: Horas de estudo e de recreio. Daremos sempre o nosso melhor. Estudar e ter muita força para continuar. Só no fim iremos parar. Até lá temos muito que andar. O ano vai ser para ganhar. Mais e mais há para saber. Isto é muito divertido. Gostamos mesmo de escrever. Um acróstico pensámos fazer. E acreditem que é só começar. Letra a letra, ponto a ponto, o texto vai acabar. Alunos do 4º B

A visita da Giraletra Hoje, sexta-feira, dia 5 de Novembro, a nossa Giraletra encontrou-nos na Escola de S. Miguel e… quando a vimos na biblioteca, ficámos tão contentes que começámos logo a gritar e a fazer perguntas todos ao mesmo tempo. - Olha, é a girafa Giraletra! - É tão gira! - O que estás aqui a fazer? - É verdade que vens do Quénia? Fala-nos do teu país. - Calma meninos! Eu vou responder a todas as vossas perguntas, mas tem de ser um de cada vez – disse a Giraletra. Sim, é verdade, vim do Quénia. É um país muito bonito, cheio de cor e de sol. Vivo perto do Lago Vitória. Já viajei muito, mas esse lugar é o meu preferido. - E onde fica o Quénia? – perguntou o Rafael Pinto. - Fica na África Central. - E há lá muitos animais selvagens? – quis saber o Ângelo. - Sim, imensos. Há leões, rinocerontes, leopardos, bisontes, elefantes, zebras… - Também lá há pinguins? – perguntou uma menina. Começámos todos a rir e Giraletra respondeu: - Não, minha linda. Os pinguins gostam de países muito frios e o Quénia é demasiado quente para eles – disse sorrindo. - Gostas de estar aqui, na Guarda? - perguntou a Alexandra. - Claro que sim, vocês são todos muito simpáticos e a vossa cidade é muito bonita. Mas é um pouco fria para mim, eu não estou habituada e por isso tive de trazer um cachecol para não me constipar. - E o que vieste cá fazer? – perguntou a Joana. _ Eu vim a Portugal para conhecer os meninos que cá vivem e para vos falar sobre a importância da leitura. Alguém me sabe dizer porque é tão importante ler? - Sim - respondi eu. Faz-nos crescer. - Muito bem! Eu, quando leio, cresço muito e consigo chegar às árvores mais altas. Convosco acontece o mesmo. Não crescem em altura, mas sim em conhecimentos. A leitura desenvolve a nossa imaginação e faz-nos chegar muito longe. Através dos livros conseguimos sonhar, viajar e chegar até países muito distantes, como por exemplo o Quénia. Podemos ainda viver mil e uma aventuras. E tudo isto sem sairmos do nosso lugar. Não é maravilhoso? Por isso meninos, quero que me prometam que vão ler muitos e muitos livros. Não deve ser muito difícil pois já vi que aqui, na vossa biblioteca, têm muito por onde escolher. Está combinado? - Sim! – gritámos todos em coro. - Quem sabe, um dia, alguns de vocês não possam vir visitar-me no meu país. - Adeus e boas leituras. Alunos do 4º C 8 | CONTEXTO | Dezembro | 2010

Ficha Técnica CONTEXTO | Dezembro 2010 | Número 4 Edição: Jorinterior, Jornal O Interior, Lda. / Agrupamento de Escolas de S. Miguel Direcção: Luís Baptista-Martins Coordenação: Lusitana Ricardo e Norberto Gonçalves Paginação: Jorge Coragem / Jornal O INTERIOR www.eb23-s-miguel.rcts.pt http://jornalismosaomiguel.blogspot.com/ jornalsaomiguel@gmail.com

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Contexto 1º Período 2010/2011