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.: VIOLÊNCIA

3ª Romaria da Família Campanha dos Devotos

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Conflitos no campo intensificam-se, revela relatório da CPT 4

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J O R N A L

ANO 111 • Nº 5.592 • 13 DE MAIO DE 2012 • WWW.JORNALSANTUARIO.COM.BR

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HAITIANOS

VIDA DIGITAL

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Igreja Católica é uma das protagonistas na acolhida dos imigrantes no Brasil

Arquivo / Agência Brasil

Confira dicas de especialistas para usufruir melhor as redes sociais

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Arquivo Pessoal

Rotina de mãe, esposa e trabalhadora é difícil, mas não impossível

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Da Redação

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 DE maio de 2012

.: Editorial

.: Espaço do leitor

Terras de ninguém

O leitor Marcos José Marques Machado, de Itajubá (MG), enviou para o JS uma bela correspondência com uma mensagem para o dia das mães. Marcos incluiu também algumas poesias de sua autoria, com recitação em voz e violão contidas em uma fita cassete. Confira as poesias em nosso blog, no endereço http://bit.ly/js_poesiasmarcos Eduardo Gois / JS

A condenação dos militares comandantes da operação que resultou na morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA), em 1996, demorou a sair, mas finalmente aconteceu. O episódio é um ícone da selvageria que insiste em reinar nas relações agrícolas brasileiras, propagando um modelo que finca suas raízes nas épocas da escravidão e dos grandes senhores de terras. Como uma espécie de bem bolada arquitetura da história, o veredito aconteceu no mesmo dia da divulgação do relatório que apresenta o cenário dos conflitos no campo no país. O estudo elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) não deixa dúvidas: o campo brasileiro é terra de ninguém e continua a servir a interesses escusos dos poderosos, em detrimento dos pequenos agricultores. Enquanto no Brasil Colônia prevaleceu a monocultura da cana-de-açúcar e no Brasil Império dominou a produção de café, o Brasil do século XXI abre espaço para o domínio absoluto do latifúndio como ferramenta de exclusão. Apesar de o direito agrário deixar claro que não basta a mera detenção física para a titularidade da terra, os “senhores” continuam imperando e tornando letra morta a defesa constitucional da “função social da propriedade”, que implica a garantia do desenvolvimento social e econômico e a subsistência do ocupante daquela porção do território brasileiro. Esperemos que os governantes tomem atitudes mais claras no que diz respeito à política agrária e coloquem no centro do critério de desenvolvimento o ser humano, e não o lucro a qualquer custo.

O Jornal Santuário de Aparecida é uma publicação semanal dos Missionários Redentoristas

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mais de Nacional. O evento, promovido pela Academia Marial, teve como foco a intercessão mariana.

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Confira a programação da Semana Santa 5

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Diretor-Geral: Pe. Marcelo Conceição Araújo, C.Ss.R.

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O número de ameaçados de morte em conflitos no campo cresceu 178% entre 2010 e 2011. Na sua opinião, o que falta para que a situação seja revertida?

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OPINIÃO / DEBATE

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 DE MAIO DE 2012

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ACOLHIDA HUMANITÁRIA | ATUAÇÃO INCISIVA DE ORGANISMOS ECLESIAIS É FATOR CRUCIAL

Leonardo Meira leonardo.jornal@editorasantuario.com.br

A Igreja Católica assumiu a linha de frente no processo de acolhida humanitária dos imigrantes haitianos. Logo após o terremoto que devastou o país, em janeiro de 2010, houve um êxodo de habitantes do Haiti em busca de reconstruir suas vidas em outros países. O Brasil foi um dos destinos escolhidos por uma legião de pessoas esperançosas em dar uma guinada no próprio destino. A diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e membro da Pastoral para a Mobilidade Humana da CNBB, a religiosa scalabriniana Rosita Milesi, é uma das vozes que trabalham para garantir condições de vida digna aos haitianos que chegam a nosso país. Em entrevista ao JS, irmã Rosita fala sobre as condições perigosas enfrentadas por esses imigrantes, que já foram alvos até mesmo de agentes de redes de tráfico de pessoas. Agora, o foco principal das ações é garantir condições de trabalho, moradia e estudo, visando uma futura reintegração das famílias. “A evangelização, a missão efetiva parte exatamente desse ponto de acolher a pessoa como ser humano. Portanto, acolher esses haitianos que saem de uma situação extremamente precária para tentar reconstruir a própria vida”, destaca. Jornal Santuário de Aparecida – Quais foram as principais fases da relação entre governo brasileiro e imigrantes haitianos após o terremoto que devastou esse pequeno país da América Central? Irmã Rosita Milesi – Em 2010, o governo não agiu muito, e os haitianos começaram a entrar no Brasil em busca de uma oportunidade, como têm feito em outros países. Já em 2011, quando já havia aqui um número significativo de haitianos, é que o Governo Federal começou a se envolver mais com a causa e a refletir sobre qual solução poderia ser dada sob o ponto de vista jurídico. Isso porque, ao chegarem ao Brasil sem visto, eles se valiam de uma alternativa que não é aplicável ao caso deles – pediam refúgio, como se fossem perseguidos. Diante dessa situação, o governo analisou o caso e resolveu transferi-los dessa condição de solicitantes de refúgio para pessoas que necessitam de uma solução humanitária. Mas o número de entradas aumentou muito, e também se constatou que essas entradas ocorriam por um sistema de redes de tráfico e de coiotes (agenciadores dessas redes ilegais) que, para trazê-los, cobravam altos valores. Nós temos informações quase sistemáticas dos haitianos de que, para chegarem

Irmã Rosita salienta que acolhimento é ponto fundamental da evangelização junto aos imigrantes

Eduardo Gois / JS

Imigrantes haitianos recebem pleno apoio da Igreja Católica no Brasil que muita gente da sociedade civil e também alguns estados e órgãos governamentais têm se envolvido, como é o caso do Acre, onde o governo apoia, acolhe e encaminha essas pessoas ao trabalho. Essa é uma fase emergencial, que já estamos praticamente superando. Todos que tinham de entrar em grande massa já entraram. Há muitos ainda em Manaus que estão recebendo total apoio das paróquias de lá e também de outras organizações da sociedade civil e da Igreja. Nós estamos fazendo um levantamento e já temos mais de 40 empresas identificadas, em todas as partes do Brasil, que buscam mão de obra ou oferecem vagas de trabalho para os haitianos. JS – Que cuidados é preciso ter nessa nova fase?

ao país, eles pagavam de US$ 2 a US$ 3,5 mil. E essa questão começou a ser combatida pelo governo brasileiro e também pelos governos dos países vizinhos, de maneira conjunta, para evitar que se continuasse essa rede de tráfico de imigrantes. JS – A situação sofreu um revés neste ano. O que aconteceu exatamente? Irmã Rosita – No início de 2012, já havia entrado no país entre cinco e seis mil pessoas. Para combater a ação dos coiotes, não foi mais permitida a entrada no Brasil através da modalidade de solução humanitária. Foi criada uma resolução específica, segundo a qual os haitianos podem pedir a residência por razões humanitárias já lá no Haiti, na embaixada brasileira, e então virem diretamente para nosso país. Essa norma foi implementada no dia 12 de janeiro e prevê a concessão de até 1.200 vistos por ano. Temos de fazer uma análise crítica. Combateu-se efetivamente o modo precário como eles vinham para o Brasil, mas a resolução cria um caminho, eu diria, bastante seletivo. São poucos os que conseguem cumprir todas as etapas do processo, quase sempre somente as pessoas mais bem qualificadas, com estudo. Isso gera uma migração altamente seletiva. É preciso analisar isso com muita seriedade para se verificar se não se constitui uma porta muito estreita para que os mais necessitados, de fato, possam vir ao Brasil. Nesse intermédio de mudanças na forma de entrar no Brasil, houve um número significativo de haitianos que

estavam a caminho e acabaram ficando nas fronteiras. Mais de 200 pessoas ficaram retidas em Apari, no Peru, bem na fronteira com o Brasil; em torno de 360 ficaram em Tabatinga porque o governo suspendeu a concessão do pedido de refúgio; com isso, não se conseguiu mais entrar e os que estavam em Tabatinga não conseguiram sair de lá. Após praticamente dois meses de discussões, no início de abril, houve uma decisão formal do governo brasileiro, com participação muito forte da Igreja e da sociedade civil, de acolher também esses imigrantes. JS – Quais são as principais contribuições da Igreja nesse cenário? Irmã Rosita – Em primeiro lugar, na fase de acolhida humanitária, atendimento emergencial, alimentação, hospedagem, encaminhamento para o trabalho; enfim, a maior atuação foi a da Igreja. Também há de se reconhecer

Irmã Rosita – Em primeiro lugar, ver se essas pessoas não serão exploradas devido às condições mais precárias em que se encontram. Em segundo lugar, acompanhar mais de perto e provocar o governo no que diz respeito ao atendimento, para que as demandas não fiquem só nas mãos da sociedade civil. Há também a questão da moradia. São pessoas que, com o tempo, recebem a residência permanente e, como tal, têm de começar a organizar a própria vida no país. Morar aqui não é só ter um visto, o que é um grande benefício, mas há todo um conjunto de demandas. Em terceiro lugar, como poderão estudar? E também favorecer a reunião familiar daqueles que deixaram filhos e esposas no país de origem. Há também a importância da integração cultural, que é um aspecto muitas vezes descuidado, mas fundamental. Eles têm uma cultura muito típica. Agora é preciso fazer uma integração, tanto deles quanto nossa.

Confira a entrevista na íntegra. Acesse http://bit.ly/js_entrevistahaiti


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ATUALIDADES

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 DE MAIO DE 2012

DIREITO AMEAÇADO | PARA ASSESSOR DA PASTORAL, MORTES PODERIAM SER EVITADAS

Deniele Simões deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Aumentou o número de conflitos no campo, assim como a quantidade de ameaças a trabalhadores rurais. É isso que revela o relatório Conflitos no Campo Brasil 2011. A publicação anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta o aumento de 177,6% no número de ameaças. Porém, houve queda no número de assassinatos, com registro de 29 trabalhadores rurais mortos. Em 2010 houve cinco homicídios a mais. O estudo foi lançado no dia 7, na sede da CNBB, em Brasília. Na avaliação do membro da Coordenação Nacional da CPT, padre Flávio Lazzarin, as mortes e ameaças a trabalhadores rurais poderiam ser evitadas. Ele acredita que essas ações normalmente se concretizam devido ao fato de o Estado não propiciar garantias mínimas ao cidadão. “Hoje, na capa do caderno de conflitos, está o retrato de dois extrativistas que foram assassinados. No passado, nós apresentamos os dados que diziam respeito à ameaça de morte deles e nada foi feito”, destaca o sacerdote, fazendo referência ao assassinato de

José Cláudio e Maria do Espírito Santo, que aconteceu em maio do ano passado, no Pará. Segundo Lazzarin, mais de 60% das agressões à vida dos camponeses são provocadas pelo poder privado, ou seja, por pistoleiros, jagunços, madeireiros e grileiros. Outro problema que ameaça ainda mais a vida no campo são os investimentos privados no setor, como na área da mineração, por exemplo. “São impactos cada vez mais acelerados e violentos nas comunidades tradicionais, que viviam tranquilas.” Responsabilidade civil A CPT fez a entrega do relatório à ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O material também foi protocolado nos ministérios do Meio Ambiente, Minas e Energia e na Secretaria Geral da Presidência da República. Padre Lazzarin reforça que o objetivo é responsabilizar o poder público com relação a esses dados. “É um alerta para estimular as autoridades a tomar providências e a pensar em políticas públicas de segurança eficazes, que

Relatório aponta que número de ameaças a trabalhadores rurais aumentou 177,6%

possam garantir que no Brasil exista um Estado de Direito pleno e não um Estado de Direito tão ameaçado, tão parcial e classista”, declara. O relatório está na 27ª edição e concentra dados sobre conflitos, sobre a violência sofrida por trabalhadores rurais, suas comunidades e os povos tradicionais em todo o território nacional. Há também informações sobre as ações de homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos.

Para 2012, as projeções não são nada boas. O ano começou com o assassinato de 12 trabalhadores rurais, apenas nos primeiros quatro meses. No mesmo período do ano passado, haviam sido oito assassinatos.

Confira a íntegra do relatório. Acesse http://bit.ly/Cpt_2011

Curtas • Os militares que comandaram a ação da PM durante o massacre de Eldorado dos Carajás foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Pará. A ação aconteceu em 17 de abril de 1996, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. Os policiais atiraram contra os manifestantes e 19 sem-terra foram mortos. Os comandantes da operação, coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, foram condenados a 228 e a 158 anos de prisão, respectivamente. • Bento XVI recebeu em audiência os novos recrutas da Guarda Suíça. Os novos integrantes do corpo militar – responsável pela segurança pessoal do Papa – fizeram seu juramento no domingo, 6. Os recrutas da Guarda Suíça devem: ter no mínimo 1,74m de altura; ser católicos; não ser casados; ter idade entre 18 e 30 anos; ser de origem suíça. • As Pontifícias Obras Missionárias (POM) realizaram sua Assembleia Geral anual entre os dias 7 e 12 de maio. O encontro aconteceu em Roma e reuniu diretores nacionais das POM provenientes de todos os continentes. • A CNBB promove Seminário sobre saúde pública. O evento aconte-

ce nos dias 17 e 18 de maio no Centro Cultural de Brasília (CCB) e inspira-se no tema da Campanha da Fraternidade deste ano. • O Vaticano organizou simpósio sobre tráfico de seres humanos. O Pontifício Conselho Justiça e Paz foi o promotor da iniciativa, que aconteceu no dia 8. “No mundo, os católicos são 1,1 bilhão, e a Igreja Católica pode contar com suas redes globais para lutar contra a chaga do tráfico de seres humanos”, afirma o Conselho em um comunicado. • A Arquidiocese do Rio de Janeiro recebe um novo bispo-auxiliar. O Papa Bento XVI fez a nomeação de monsenhor Roque Costa Souza para o posto. Ele tem 45 anos e era reitor do Seminário Maior. A sagração episcopal está marcada para o dia 23 de junho, na Catedral Metropolitana. • O novo arcebispo de Teresina (PI), Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, tomou posse no domingo, 6. Ele foi nomeado por Bento XVI em fevereiro e torna-se o sétimo arcebispo metropolitano. Teresina é a capital brasileira com o maior número de pessoas que se dizem católicas, o equivalente a 80% da população. • A arquidiocese de Goiânia celebrou os 25 anos de episcopado do arcebispo, Dom Washington Cruz. A celebração aconteceu no sábado, 5, na catedral metropolitana.

Centenário festivo Os missionários redentoristas da Província de São Paulo decidiram proclamar 2012 como o Ano Centenário de - Bento. Esse religioso foi Irmão uma personalidade histórica de presença marcante entre os primeiros missionários vindos da Baviera para assumir os cuidados do Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Irmão Bento chegou ao Brasil em 1897, quando já estava com 60 anos de idade. Ele fez parte da comunidade missionária até sua morte, em 1912. O religioso redentorista colocou seu talento artístico a serviço da evangelização do povo brasileiro e deixou um patrimônio significativo de quadros e imagens que estão espalhados em várias regiões do

CNBB

Conflitos e ameaças no campo aumentam no Brasil, revela relatório da Comissão Pastoral da Terra

país. Várias peças que sua piedade e arte nos legaram são até hoje admiradas e veneradas em igrejas, capelas e comunidades religiosas. É muito justo que este Ano Centenário de sua passagem para a eternidade seja um tempo de reconhecimento e de oração, agradecendo a Deus, que deu a irmão Bento essa missão generosa em favor do povo brasileiro.

Confira a série completa de artigos. Acesse http://bit.ly/js_irmaobento

* os textos sobre a vida e a obra de Irmão Bento são de responsabilidade da Comissão de Patrimônio Histórico da Província Redentorista de São Paulo


3ª Romaria da Família Campanha dos Devotos O Santuário Nacional acolhe a 3ª Romaria da Família Campanha dos Devotos no próximo dia 7 de julho. Pessoas de todo o Brasil vão se reunir para rezar, se confraternizar e pedir as bênçãos de Nossa Senhora aos que ajudam a construir e manter a Casa da Mãe Aparecida, além de seus projetos sociais e de comunicação. A programação terá início às 9h, com a Santa Missa.

Entre 11h e 12h acontecerá o 2º Encontro dos Representantes da Campanha dos Devotos no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo da Basílica. O momento servirá para partilha das experiências vividas com o trabalho dedicado à evangelização e divulgação da Campanha dos Devotos. Às 14h, os presentes se reunirão no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, onde um grande show de Jair Rodrigues e família encerrará o encontro.

FIQUE LIGADO

Missas Segunda a sexta: 7h – 9h (TV) – 10h30 – 12h - 16h Sábado: 6h30 – 9h (TV) – 10h30 – 12h – 16h – 18h (TV) Domingo: 5h30 – 8h (TV) – 10h – 12h – 14h – 16h – 18h (TV) Bênçãos (ao final de todas as missas) Confissões Segunda a sexta: 7h30 às 11h – 14h às 16h Sábado: 6h30 às 11h15 – 13h30 às 16h45 Domingo: 6h30 às 11h15 – 13h30 às 16h Batismo Segunda a sexta: 10h e 15h Sábado: 9h – 10h – 11h – 14h – 15h Domingo: 8h – 9h – 10h – 11h – 14h – 15h

Romarias Sábado (12)

Piedade Popular Consagração a Nossa Senhora Segunda a sexta: 11h (TV) e 15h – Sábado: 15h Hora Mariana (Terço) – Segunda a sábado: 14h Novena Perpétua – Quarta: 15h15 e 19h30

Missa das 9h – Participação da Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, pelo jubileu de prata de vida religiosa da Irmã Antonia Cacilda dos Santos. Participa também a romaria da Congregação Servas de Maria, em ação de graças pelos 95 anos de presença no Brasil, e a romaria da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Lourenço, da cidade de São Lourenço da Serra (SP). A celebração é presidida pelo bispo Dom João Alves dos Santos, de Paranaguá(PR).

Procissão Eucarística – Quinta: 10h Procissão Luminosa do Terço – Sábado: 19h Procissão Mariana – Domingo: 6h30 Encontros Especiais Coordenadores de Romarias: Sábado: após missa das 9h Domingo: após missa das 8h Local: Sala dos Coordenadores de Romarias (ao lado da Sala de Confissões)

Domingo (13) Missa das 8h – Participação da romaria do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil. A Eucaristia é presidida pelo arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis.

Plantão Religioso Segunda a sexta: das 17h às 18h Telefone para informações: (12) 3104 1000 Horários de Missa - Matriz Basílica

Para agendar sua romaria, entre em contato com a Secretaria de Pastoral do Santuário Nacional pelo e-mail pastoral@santuarionacional.com ou pelo telefone (12) 3104-1694

Segunda, Quarta e Quinta: 7h – 18h (TV) Terça: 7h – 16h (missa dos doentes) – 18h (TV) Sexta: 7h – 18h (TV) – 19h30 Sábado: 15h – 19h Domingo: 19h30 Bênçãos (ao final de todas as missas) Telefone para informações: (12) 3105 1517

Orientações para Batismos no Santuário Nacional Confira as orientações e os documentos necessários para celebrar o Sacramento do Batismo no Santuário Nacional. • Batismo de crianças – Autorização (transferência) por escrito do pároco responsável pela paróquia dos pais da criança para que ela seja batizada no Santuário Nacional. Deve conter o nome dos pais, assinatura do pároco e carimbo da paróquia. – Atestado do curso de preparação para o batismo dos pais e padrinhos, que deve ser feito em suas respectivas cidades. – Certidão de nascimento da criança.

• Batismo de adultos (É considerado adulto quem já possui idade superior a 7 anos de idade) – A própria pessoa que será batizada deverá apresentar comprovante de participação na Catequese para o Batismo, a 1ª Comunhão e o Crisma. Essa preparação deve ser realizada em sua cidade, com o catequista responsável. – Autorização (transferência) por escrito do pároco, contendo a assinatura e o carimbo da paróquia a que pertence, constando que o interessado está devidamente preparado. – Certidão de nascimento ou documento de identidade (RG).

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– Atestado dos padrinhos do curso de preparação para o batismo, que deve ser feito em suas respectivas cidades. No Santuário Nacional não é realizado curso de batismo. • Orientações Gerais Não é necessário marcar o batismo. Basta chegar uma hora antes do horário escolhido, trazendo os documentos necessários, e se dirigir ao Setor de Batismo, localizado no subsolo do Santuário. Informações através do telefone (12) 3104-1560


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OPORTUNIDADES

Jornal Santuário de Aparecida • 13 DE maio DE 2012

CENÁRIO ATUAL | EMPRESAS BUSCAM PROFISSIONAIS COM MATURIDADE E RESILIÊNCIA

Descubra o perfil profissional ideal e garanta sua vaga no mercado de trabalho

O Brasil passa por um período marcante de crescimento econômico, aumento do número de pessoas com carteira assinada e uma grande diversidade de oportunidades de trabalho. No entanto, o fator qualificação ainda é o grande vilão na hora de se conseguir uma vaga. Qual seria a melhor maneira de garantir um emprego? Cada vez mais essa pergunta é discutida por especialistas da área de gestão de carreira. Quando a questão é empregos e oportunidades a resposta não é uma só. Tudo depende do conjunto de ações que podem garantir ou não uma posição em um processo de recrutamento que começa pela formação, passa pela competência e chega até mesmo ao mérito comportamental. As empresas buscam profissionais com boas qualificações, domínio de tecnologias e vivência profissional em culturas diversificadas. Essas são as referências mais procuradas em um processo seletivo. Além disso, conceitos como integridade, conhecimentos específicos na área de atuação e visão de futuro também são altamente relevantes na hora de conquistar uma vaga. Na opinião do gestor de recursos humanos e professor Milton Marinho Nogueira Júnior, a maior dificuldade é a de angariar profissionais tecnicamente competentes e estratégicos. “Profissionais assim possibilitam resultados imediatos.”

O primeiro passo Segundo o consultor em carreiras Marcos Tonin, fazer um bom currículo é o primeiro desafio do candidato. Tentar sintetizar somente em uma folha as experiências é quase um crime. Já faz algum tempo que bons recrutadores, consultorias especializadas em seleção e RHs defendem outra prática – a capacidade de o candidato colocar de forma resumida e ordenada sua trajetória profissional. “Não importa se terá duas ou três páginas. Um bom currículo, com uma boa apresentação, é sempre atrativo.” Em um segundo momento, quando o profissional é chamado para uma entrevista, é preciso ter cuidado com a aparência. Muitos profissionais perdem oportunidades em consequência de sua apresentação pessoal ser incoerente com a vaga. Uma apresentação pessoal má pode gerar desconforto e dúvidas quanto à postura do candidato dentro da empresa. “Tudo é uma questão de bom senso. Se a pessoa está se candidatando para uma vaga de gerente de fazenda, não tem nada de coerente ele aparecer de terno e gravata. Porém, não é por trabalhar no campo que não é preciso fazer a barba, arrumar o cabelo, limpar as unhas e vestir roupas limpas”, ensina o consultor. Tonin aponta ainda que as mulheres pecam no excesso de maquiagem, decotes, roupas provocantes e perfumes fortes. “Se a roupa e a aparência chamam mais a atenção do que todo o conjunto, significa que o entrevistador vai lembrar mais da imagem do que do conteúdo.”

Prof. Milton: “Uma espontaneidade que permita um debate e não apenas uma entrevista formal denotam desinibição e interesse, o que marca pontos a favor de uma primeira boa impressão sobre o candidato”

Novos tempos, novo perfil de profissionais O mercado de trabalho passa por uma época cibernética em que as informações circulam mais rápido. O contexto atual faz com que o perfil dos profissionais também mude. Antigamente, um profissional entrava na empresa para fazer carreira e passava longos períodos na mesma organização. Hoje o tempo é outro. Os profissionais entram com uma visão mais acelerada do processo, ou seja, se levar mais de dois ou três anos para serem reconhecidos, eles mudam de empresa. “Os profissionais não possuem tanta fidelidade ao negócio, e sim à própria carreira. As empresas devem investir na retenção dos talentos”, cita Tonin. O especialista comenta que muitas empresas de consultoria, recrutamento e seleção estão abarrotadas de vagas. “Isso é um círculo vicioso e significa que as empresas não estão retendo os talentos, ou seja, não estão fazendo a lição de casa”, alerta. Dessa forma, o mercado passa a ser de candidatos, e não mais de vagas. Em um cenário com muitas opções, os profissionais vão para onde o trabalho

Fotos: Arquivo Pessoal

Eduardo Gois eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

tiver mais a ver com o seu perfil e lhe dê mais condições de crescimento profissional. Outro grande desafio são os jovens da chamada geração Y, injustiçados por serem caricaturados como pessoas que não vestem a camisa da empresa, estão o tempo todo buscando novos trabalhos, não querem trabalhar e, contudo, buscam receber um bom salário, avalia Tonin. Para ele, é justamente o contrário. Esse tipo de profissional quer ter uma participação ativa na organização onde trabalha, construindo novos projetos, mas busca também ser recompensado pelos esforços e principalmente por colaborar com a cultura e o clima organizacional. “Muitas organizações não estão prontas para esse tipo de profissional. As empresas não entenderam ainda que precisam modificar alguns padrões e crenças para continuar a crescer.”

Empresas buscam profissionais que tragam soluções e não parem diante dos problemas, ensina Tonin

Inteligência e competência comportamental Uma pesquisa realizada pela Apoema Inteligência em Pessoas, com 140 profissionais de recursos humanos de médias e grandes empresas da região de CampinasSP, revelou as competências eleitas como as mais procuradas pelas organizações. A maioria está atrelada ao comportamento, o que leva a entender que os indivíduos com melhor inteligência emocional e desenvolvimento de competências comportamentais realmente são os mais solicitados. A pesquisa também revela que experiência e formação são itens mais fáceis de serem resolvidos do que o desenvolvimento comportamental. Dessa forma, o candidato que tem muitos cursos, certificações e formações pode não ficar no emprego por falta de flexibilidade e resiliência. “Relações com as pessoas, situações de liderança, problemas, foco e metas acabam se revertendo em muita pressão para os profissionais. Nesse caso, acredito que tanto a experiência quanto a maturidade do profissional são fundamentais para o êxito”, salienta Tonin. Confira a ordem em que as competências foram listadas Pressão – 32% dos gestores apontaram que os profissionais aptos

a lidar com a pressão por resultados são bem vistos, pois admitem cobranças e entendem que as instituições buscam resultados e retornos. Flexibilidade – 21% apontam que esse é um item de muita importância. Isso faz sentido pelo fato de as corporações precisarem ter no seu quadro de funcionários profissionais preparados para lidar tanto com imprevistos quanto com crises. Relacionamento interpessoal – Apareceu em 3º lugar, com 20%. Trabalhar em equipe e ter um bom convívio no trabalho é fundamental para o andamento das atividades. Consistência – Ocupa a quarta posição, com 16% da preferência dos RHs. As empresas preferem o profissional que cresce aos poucos, mas que se desenvolve de forma linear, consistente e frequente, sabendo manter o ritmo. Não adianta dar grandes saltos nos primeiros meses e depois não sustentá-los. Visão de futuro – Com 11% na pesquisa, o profissional com visão de futuro é necessário por possuir habilidades para enxergar situações, soluções e ações futuras que possam ser realizadas para que se alcancem bons resultados.


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Dicas para elaborar um bom currículo Em primeiro lugar, um bom currículo precisa ter uma clara linha de raciocínio. Não existe fórmula mágica, mas algumas dicas sobre como elaborar o currículo podem ser importantes. 1º – Identificação pessoal Nome, idade, estado civil, endereço, telefone, e-mail. 2º – Formação acadêmica Colocar sempre na ordem da última para a primeira.

3º – Experiências profissionais Colocar em primeiro lugar o nome da empresa em que trabalhou, o porte e a área de atuação no mercado, o cargo que ocupou, o período em que ficou na posição, descrever o cargo, mostrando o que fazia e que responsabilidades tinha naquele cargo. Caso tenha ocupado outros cargos na mesma empresa, ordenar do último para o primeiro. 4º – Idiomas Mencionar os idiomas que fala e

Como apresentar-se bem em uma entrevista de trabalho

• Vista-se de acordo com a posição que vai ocupar. • Cabelos, barba e bigode bem aparados. • Unhas limpas. • Batons, perfumes e maquiagem suaves contam pontos. • Saiba utilizar bem o português, empregar as palavras, comunicar-se com clareza. • Saias curtas e decotes grandes são proibidos. • Camisa para fora da calça, para os homens, não pega bem. • Sapatos são melhores que tênis. Em geral, um traje social, calça, camisa, cinto e sapato, com gel no cabelo, unhas limpas e barba feita é um truque para não errar. Para cargos mais executivos, o terno preto, azul marinho ou cinza são os mais indicados. Outra dica importante é na hora de falar:

sxc.hu

• Saber comunicar-se com clareza. • Ter uma linha de raciocínio sobre seu histórico profissional. • Não utilizar gírias em hipótese alguma.

• Focar nos resultados que obteve em cada uma das experiências. • Contar o que aprendeu. • Contar quais foram seus principais desafios e mostrar como você conseguiu superá-los. Isso é muito importante. • Caso coloque em seu currículo que fala alguma língua estrangeira, procure ser sincero quanto ao seu nível na língua. Nada mais desagradável e certamente reprovador do que os candidatos que colocam inglês fluente e na hora da entrevista nesse idioma não conseguem se comunicar. • Seja sincero sobre o que fez. Um RH profissional sabe que não existem super-homens e nem mulheres-maravilhas. Empresas que estão esperando esse tipo de profissional são imaturas, tome cuidado com elas. • Seja positivo, não fale mal dos antigos empregadores. Caso tenha algum ponto de atenção que acredita ser de extrema importância, diga com sobriedade e tranquilamente, sem trazer emoções para o problema. Traga o que aprendeu com isso também.

Tanto para homens quanto para mulheres, os trajes sociais nunca falham na hora da entrevista de emprego

o nível correto de cada um deles. Por exemplo: inglês intermediário, espanhol avançado, alemão básico. 5º – Cursos Neste campo informe sobre os cursos que acredita que farão a diferença. Coloque o nome do curso, a instituição onde estudou, o mês e o ano em que foi realizado. 6º – Observação Nunca coloque sua foto em currículo. As empresas devem lhe contratar pelas suas competências e não pela

sua aparência. As fotos só são indicadas para algumas profissões, como modelo, atores e garotos propagandas.

O poder das redes sociais De acordo com o gestor de RH e professor Milton Marinho Nogueira Júnior, inegavelmente as redes sociais permitem um reconhecimento ou um teste entre o que o candidato fala e o modo como vive, com seus hábitos, crenças, estilo e padrão de vida. Naturalmente, esse confronto serve como um bom medidor de comportamento. Se um candidato que diz ter bom domínio de língua inglesa “posta” tópicos em inglês na sua rede de relacionamento, então o selecionador pode passar a entender que a informação prestada em entrevista deve ser verdadeira. “Vida social em sintonia com o apresentado em entrevista

garante importante consonância ao selecionador.” Uma dica dos recrutadores é fazer uma conta na rede social LinkedIn, voltada para o preenchimento de informações profissionais e troca de experiências nas áreas afins. É importante ter um perfil bem detalhado, com informações sobre a carreira, prêmios e principais experiências. Também é possível integrá-la com outras redes, como o Twitter ou um blog. Os grupos de discussão também são espaços valiosos para construir uma cadeia de contatos e contribuir com informações sobre mercado de trabalho. Além disso, há ferramentas específicas para postar vagas e procurar profissionais.

Sou líder? O médico e terapeuta do Núcleo Ser, empresa especialista em Leader Training e desenvolvimento pessoal, Gilberto Katayama, diz que existem dois tipos de líder: o Grande Líder e o Bom Líder. Ele indica que o Bom Líder atua a partir de um núcleo altruísta que se estrutura em quatro pilares, expressos pela competência de tomar a iniciativa, poder de decisão e o seu conhecimento pessoal, profissional e relacional. Os quatro pilares são: amor desinteressado, não violência, verdade e serenidade. O Grande líder, por sua vez, atua a partir de um núcleo egoísta que se fundamenta em ciúme, raiva, egoísmo e violência. A competência e o conhecimento são aplicados em beneficio de si mesmo. O Bom líder, em contrapartida, utiliza sua competência em prol do bem comum.

Todo mundo precisa ser líder? A ideia de que todos precisam ser líderes parece meio clichê, não é mesmo? De fato, funciona muito bem para a venda de cursos de liderança e livros, mas a realidade é outra. De acordo com Marcos Tonin, nem todas as pessoas precisam ser líderes em uma organização, porque, assim como toda equipe precisa de um líder, todo líder precisa de uma equipe. “O fato de não ser líder não significa fracasso. Essa imagem é ridícula”, opina Tonin. Ele relata que cada tipo de perfil possui uma forma característica de entender o mundo e de agir. Alguns são mais focados para resultados, outros em relacionamento, estabilidade e detalhes. “Não temos a cultura e o hábito de reconhecer um bom funcionário pelo fato de ele ser um assistente administrativo, um analista de RH ou analista sênior de contabilidade. Parece que essas pessoas não são reconhecidas até virarem líderes”, denuncia.


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ARTIGOS

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 de maio de 2012

DIALOGANDO E ESCLARECENDO (PADRE CIDO PEREIRA)

“Sou religiosa e ministra da eucaristia. Fui dar comunhão numa colônia no Mato Grosso do Sul e notei que, no sacrário, algumas partículas estavam começando a embolorar. O que fazer com elas?” (Irmã Anita Costa, São Paulo – SP)

Irmã Anita, com sua pergunta a senhora coloca uma questão muito séria, que é a conservação das hóstias consagradas no sacrário. Um descuido neste particular significa uma falta de respeito com Jesus sacramentado. A Igreja nos pede que, na medida do possível, os fiéis que participam de uma missa comunguem Jesus nas hóstias consagradas nesta missa. No sacrário deve ser conservado apenas um pouco de partículas necessárias à comunhão dos doentes e à visitação e adoração dos fiéis. Conservar, portanto, muitas partículas, particularmente onde o padre demora ir, pode levar àquilo que a senhora notou: partículas se embolorando, se estragando. E agora? Agora preste atenção no que disse a Igreja no Concílio de Trento e que foi retomado pelo Catecismo da Igreja Católica e pelo Papa João Paulo II na encíclica chamada “A Igreja vive da Eucaristia”. Depois de afirmar que “o culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico”, continua João Paulo II citando o Concílio de Trento: “A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a missa – presença essa que perdura

enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Veja, querida irmã, se a decomposição das hóstias consagradas foi tanta, a presença de Jesus nelas ficou comprometida. O que fazer então? Em muitas igrejas, no passado, havia um pequeno fosso, geralmente atrás do altar, onde se derramava a água usada pelo padre para lavar as mãos, onde se colocavam os chumaços de algodão embebidos nos santos óleos. Ali se colocava também a água em que se dissolviam as partículas estragadas pelo bolor e que perderam sua função de alimentar. Pão que perde seu poder nutritivo, porque se estragou, porque apodreceu, não é mais pão. E pão consagrado que se estragou e não serve mais para alimentação nele não está mais a presença de Jesus. Vale a pena recuperar esse espaço onde se colocar aquilo que está marcado pelo sagrado. Digo, porém, que o cuidado com as sagradas espécies deve ser grande porque estamos lidando com o Santíssimo Sacramento, que nos garante a presença real de Jesus em seu corpo, sangue, alma e divindade. É isso aí, irmã. Fique com Deus e que Ele abençoe muito o seu apostolado.

VIDA EM FAMÍLIA (ROBERTO GIROLA – PSICANALISTA)

O ser e o ter Dias atrás, estava no carro esperando o farol abrir. Um mendigo atravessou a rua na minha frente, o andar cansado, arrastando os pés. De repente percebi como esses habitantes espectrais da paisagem urbana passam despercebidos diante dos olhos de grande parte da população. A maioria das vezes o que chama a atenção é o seu mau cheiro, que convida o transeunte a torcer o nariz e apressar o passo. Naquele momento, porém, quis olhar para aquele mendigo de outra maneira, não mais como um elemento anônimo da paisagem urbana, e sim como um “ser” humano. Sua magreza extrema me chamou a atenção. Tentei por um momento me colocar em seu lugar: imaginar o que seria passar despercebido, sentir aquele extremo desamparo, viver a mais radical privação do “ter”. Percebi então o quanto o ter condiciona nosso “ser”. Por sermos seres que habitam um corpo, o nosso ser não pode prescindir do ter. A primeira posse é o nosso próprio corpo, a nossa porta de entrada para o mundo dos objetos concretos. Não podemos prescindir do ter porque o nosso ser é um ser corpóreo. Isso comporta que nos relacionemos com “objetos” que pertencem ao mundo externo. A apropriação desses objetos responde de alguma forma a uma continuação do nosso ser no corpo. Dessa relação primordial com nosso corpo brotam algumas necessidades que nos levam a ter uma casa, roupa para vestir, comida para comer, condições para nos locomover etc. Por mais que nos identifiquemos com a proposta da pobreza franciscana, não podemos prescindir do ter. Existe de fato uma profunda ligação entre o nosso Eu profundo e os objetos dos quais nos apropriamos no mundo

externo. Eles são continuações do nosso Eu, podem ser expressões de suas formas, tornando-se assim “objetos cintilantes”, extensões de nosso ser. Privar o ser humano de toda posse é uma violência que tende a privá-lo, de alguma forma, de si mesmo. Foi essa a terrível experiência dos prisioneiros dos campos de concentração nazistas e stalinistas. Eles deixaram de ter um nome e passaram a ser identificados apenas com um número. Paradoxalmente, essa privação pode acontecer por falta da possibilidade de ter, como no caso do mendigo, ou por uma inflação do ter, como no caso de muitos que se acham “bem de vida”, mas que, como o mendigo, foram privados de si mesmos. A sociedade do consumo nos leva de fato a viver essa privação, ao “impor” a necessidade de ter “objetos” que não são expressão do nosso Eu profundo e sim da necessidade do próprio mercado de vender produtos. Para que isso seja possível a propaganda precisa insuflar “necessidades” que não são filtradas pelo nosso Eu, mas que se tornam promessas de “criar” um Eu, ali onde ele está oculto ou enfraquecido. Quanto menor for o contato com esse núcleo central de nossa personalidade, o Eu profundo de onde flui o “ser”, mais o humano fica exposto à sedução de substitutos, máscaras de personalidade que são vendidas nas prateleiras dos supermercados. Trata-se da promessa do mercado que nos garante, mediante a posse de um produto, ter acesso ao cortejo dos “bem-sucedidos”, dos que “venceram”, dos que “fazem diferença”, dos que “marcam”. Trata-se, contudo, de máscaras intercambiáveis, pois precisam ser trocadas com extrema frequência para que não fiquemos “por fora”, desatualizados, empurrados para as margens do cortejo dos bem-sucedidos.


ESPECIAL – DIA DAS MÃES

Jornal Santuário de Aparecida • 13 DE maio DE 2012

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COMPORTAMENTO | CUIDAR DOS FILHOS, DA FAMÍLIA E TRABALHAR FORA EXIGE DEDICAÇÃO E MUITO APOIO

Mães em tempo integral

Fotos: Arquivo Pessoal

todas essas atribuições. “Trabalho e profissão podem caminhar paralelamente nos tempos atuais, desde que a mulher tenha no âmbito da família e matrimônio a maturidade para tanto e a colaboração do companheiro, do esposo”, alerta.

Rosângela Lovato é médica, esposa e mãe de seis filhos

Deniele Simões deniele.jornal@editorasantuario.com.br

Até meados do século XX, as famílias eram bastante parecidas. Enquanto os pais tinham a responsabilidade de sustentar o lar, as mães cumpriam a função de cuidar da casa, dos filhos e do marido. Com o passar dos anos, as mulheres foram estudando mais e inserindo-se no mercado de trabalho, passando a ter mais autonomia financeira com relação aos maridos e, consequentemente, maior poder de decisão no contexto doméstico. “Como passaram a ter parte considerável de seu tempo trabalhando fora de casa, tiveram que compartilhar o cuidado dos filhos com terceiros, como as avós ou não familiares, como as babás e empregadas domésticas”, explica a doutora em psicologia e docente do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica de Salvador (UCSal), Lúcia Vaz de Campos Moreira. Além dessa mudança na estrutura familiar, as famílias começaram a se transferir para a cidade, e, devido à

explosão demográfica, os casais passaram a limitar o tamanho da prole e até mesmo a deixar o nascimento do primeiro filho para mais tarde. Todas essas transformações provocaram mudanças no papel da mãe contemporânea, que hoje precisa desempenhar muito mais funções do que no passado. “A mãe de hoje está dividindo o seu tempo entre as atividades profissionais e as relacionadas ao ambiente familiar. Está muito mais atarefada e precisa compartilhar com terceiros o cuidado e a educação de seus filhos”, complementa Lúcia. Por outro lado, a Igreja defende que o casal dedique um tempo adequado para organizar a vida matrimonial e ter o devido cuidado para bem acolher os filhos, levando em conta a casa, o trabalho e a preparação humana e psicológica. Para o pós-doutor em Teologia da Família e Matrimônio, padre Francisco de Barros Barbosa, isso ocorreu especialmente a partir do pontificado de Paulo VI, através da encíclica Humanae Vitae. Diante dessa nova realidade, o ser mãe deve continuar em primeiro lugar, sem, contudo, negligenciar a importância da carreira profissional da mulher. Segundo padre Francisco, é perfeitamente possível conciliar

Mãe, esposa e profissional A médica pediatra Rosângela Marramarco Lovato, de 50 anos, é mãe de seis filhos e prova de que é possível conciliar as funções de mãe, profissional, esposa e dona de casa. Os nascimentos de Giovanni (21 anos), Pietro (19), Tobias (18), Maria Clara (15), Lorenzo (11) e Mariana (7) foram programados. “Sempre fomos adeptos do Método Billings. Nossos filhos foram todos planejados, desejados e muito bem-vindos”, afirma. Quando Giovanni nasceu, Rosângela passou um ano sem trabalhar e dedicou-se integralmente à missão de ser mãe. Na segunda gravidez, voltou ao trabalho após seis meses. “Em todas as gestações, eu já reduzia o ritmo e, no retorno, sempre abria mão de mais horários de trabalho, até que eles completassem dois anos.” Essas atitudes reduziram o orçamento doméstico em todas as gestações, mas proporcionaram um ganho enorme nas relações familiares. A médica define a rotina de mãe, esposa e profissional como algo complicado, porém possível. “Conto especialmente com a Providência Divina em muitos momentos do dia a dia”, destaca. Rosângela diz que, além do apoio do marido, o segredo para conciliar tudo isso é estabelecer prioridades na hora de executar as funções e contar com a ajuda de uma auxiliar nas tarefas domésticas. Maternidade tardia Grande parte das mulheres está adiando o sonho da maternidade. Na avaliação da psicóloga Cláudia Nogueira, isso acontece porque o sexo feminino tem se posicionado de acordo com seus recursos, necessidades e aspirações. Porém, o que se deve levar em consideração é a qualidade da rela-

Para Lúcia Moreira, mães devem dedicar tempo aos filhos com qualidade

ção entre a mãe, o filho e a família, independentemente da idade em que ocorrer a gestação. “Amor, amizade, carinho, respeito e limites são imprescindíveis para o desenvolvimento da criança e para a construção dessa relação, que se estenderá por toda a vida”, explica. Como pediatra, Rosângela acompanha muitas mães e percebe que adiar a vinda do primeiro filho é muito comum. “Acho que ser mãe não pode ser a segunda ou terceira escolha numa escala de prioridades, mas sim a primeira, pois isso vai refletir-se depois na atenção dada aos filhos.” Apesar de ser uma escolha que compete apenas à mãe, a médica – que teve o primeiro filho com 28 anos e o último com 42 – diz que é mais difícil e cansativo ser mãe de primeira viagem após os 35 anos. “A falta de paciência, vigor físico, disposição a aceitar contrariedades e falta de sono costumam ser mais frequentes.” Se, por um lado, a maternidade vem mais tarde, boa parte das mulheres que optam por adiar a gravidez faz isso por priorizar a carreira, ou mesmo por necessidade – já que muitas delas são arrimos de família. Isso pode fazer com que a função primordial da mulher, que é ser mãe, fique consideravelmente prejudicada. Afinal, se ela cria os filhos sozinha, estará mais sobrecarregada e poderá ter menos disponibilidade para um relacionamento com eles. “Assim, é essencial que outras pessoas possam apoiá-la em suas necessidades”, aponta Lúcia Moreira. Para que não haja desgastes nas relações familiares, a docente da UCSal aconselha as mães que trabalham a “gastarem” com os filhos o maior tempo possível. “É importante a qualidade do tempo que passam juntos, mas a quantidade também, pois é no dia a dia que transmitimos orientações, valores e podemos compartilhar a vida.”

Cláudia Nogueira diz que qualidade da relação familiar está acima de tudo


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SE LIGA AÍ

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 DE MAIO DE 2012

MUNDO DIGITAL | ATITUDES CORRETAS CONTRIBUEM PARA BOA IMAGEM NA INTERNET

Redes sociais: aprenda a usar

Eduardo Gois eduardo.jornal@editorasantuario.com.br

É notório o sucesso e a relevância das redes sociais no cotidiano de milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Prova disso é que o Facebook foi o site mais acessado no Brasil em finais de semana e feriados do mês de abril, ultrapassando o Google, como revela uma pesquisa divulgada recentemente pela Experian Hitwise. Por aqui, já são 46 milhões de perfis na rede social, enquanto no resto do mundo a soma já atinge cerca de 900 milhões. Mas por quais motivos a rede é tão acessada? O porquê de tantos usuários e acessos se dá pelas quase infinitas possibilidades de uso. Em uma rede social, é possível desde postar uma simples mensagem para um amigo, publicar

-chuva de opções, o mais importante é saber o que se pretende com cada uma das redes na internet. Se a busca é por um trabalho, por exemplo, não será o Orkut a melhor ferramenta para se conseguir uma oportunidade, e sim o LinkedIn. Escrever com o português minimamente correto, sem abreviações e gírias, também é uma boa dica, pois se mostrar sempre de forma desleixada passará uma imagem negativa. Segundo especialistas, tagarelar a qualquer preço nem sempre é bom. A internet é livre, porém exige cautela no que é expresso. Para a especialista em Social Content, Ana Victorazzi, a melhor dica sempre é o bom senso. Se por acaso você falhar, seja humilde e diga que sente muito. “Retrate-se e aprenda com seu erro”, ensina. O estrategista de marketing político e digital, Gabriel Rossi, cita outro ponto

importante: o cuidado com a privacidade e o compartilhamento de informações profissionais ou pessoais. “Leve em consideração as pessoas que poderão ler, inclusive seu chefe, colega ou mesmo um cliente. Evite publicar opiniões quando está nervoso ou chateado.” O especialista também ressalta que o respeito é algo incondicional. “Respeite opiniões, credos, filosofias, raças e todos os tipos de diferença.” Rossi também afirma que as redes sociais, obviamente, não dizem tudo sobre uma pessoa, mas a postura que ela assume na internet diz muito sobre ela.

mações rápidas; isso colabora para que seja uma grande disseminadora de informação. O uso dessa rede depende muito do foco do usuário, existindo perfis mais profissionais e corporativos e, ao mesmo tempo, usuários “comuns”. Marcas vêm usando a rede para criar uma imagem mais “humana” para o público, responder dúvidas e até mesmo realizar atendimento. Criar listas para separar perfis por interesses é um bom modo de absorver melhor o conteúdo. É preciso aproveitar bem os 140 caracteres para atrair quem segue.

LinkedIn – É uma rede voltada exclusivamente para o meio profissional. É importante ter um perfil bem detalhado, com informações sobre a carreira, prêmios e principais experiências. Os grupos de discussão são espaços valiosos para construir uma cadeia de contatos e contribuir com informações sobre o seu mercado. Além disso, há ferramentas específicas para postar vagas e procurar profissionais.

My Space – É uma rede que encolheu nos últimos anos e se mantém com mais força no nicho musical. É bastante usada por novos músicos que desejam divulgar seu trabalho.

Orkut – Até pouco tempo, era a rede mais popular no país. Sofre um grande êxodo de seus usuários para o Facebook, mas ainda possui relevância para o público brasileiro. As comunidades são o ponto alto da rede. Usuários que buscam sucesso no Orkut devem ser relevantes nas comunidades mais ativas.

Badoo – É mais voltada para conhecer pessoas. O foco maior é em quem busca conhecer possíveis pares amorosos, mas também pode ser usada na busca de amizades. Nessa plataforma, é preciso ter certo cuidado com as informações pessoais e o tipo de fotos que se compartilha.

fotos, compartilhar links até mesmo fazer negócios, jogar, comprar, acompanhar o seu artista favorito, conferir vídeos e muito mais. Para muitos, isso tudo ainda é tido como novidade, o que eleva a curiosidade e a permanência de conexão do usuário nessas plataformas. De compartilhamento em compartilhamento, é possível encontrar desaparecidos e transformar anônimos em pessoas famosas – quem não se lembra da Luiza que está no Canadá ou do hit Para nossa alegria? Além disso, também dá para conseguir oportunidades de trabalho. Mas, para isso, é necessário um uso adequado, seguindo sempre a linha da autenticidade, reconhecendo enganos e procurando agregar valores e o compartilhamento de conteúdos interessantes. Dentro de um verdadeiro guarda-

Acesse o blog do JS e veja como nasceu o conceito de rede social. Acesse http://bit.ly/rede_social

Use corretamente Facebook – É a rede social mais popular no mundo. Grande parte desse sucesso se dá por conta da abrangência e diversidade de recursos. É uma rede para se relacionar com os amigos e conhecer novas pessoas, mas é usada cada vez mais para fins profissionais. O ideal para construir uma boa imagem nessa rede é saber separar os contatos por listas e adequar as ferramentas de privacidade de acordo com o conteúdo que está sendo compartilhado. Participar de grupos no Facebook, postar opiniões e colaborar em discussões é um meio interessante para ampliar a rede de contatos e a visibilidade no campo profissional. Twitter – Caracteriza-se principalmente por ser uma plataforma mais dinâmica, focada em troca de infor-

Google+ – É o mais novo concorrente do Facebook. A estratégia do Google ao criar o Google Plus consiste em tratá-lo como uma plataforma social integrada aos outros serviços da empresa, inclusive a busca. Há alguns recursos diferenciados, como vídeo-chamadas e hashtags, que funcionam de modo semelhante ao Twitter. Também possui páginas para empresas, mas ainda falta apresentar-se de forma diferenciada para atrair a atenção dos internautas e criar valor mais efetivo como ferramenta de marketing digital.


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JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 DE maio de 2012

NOSSA SENHORA

LITURGIA

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ano 111 • nº 5.592 • 13 de maio DE 2012

JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 1º DE MAIO de 2011

Nossa Senhora das Alegrias Pascais (Ir. JOSÉ MAURO MACIEL, C.Ss.R.)

sUPLEMENTO LITÚRGICO-PASTORAL

17.6.2012 – Ano B

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM O presente e o futuro da Palavra Semeada! PRIMEIRA LEITURA (Ez 17,22-24) Leitura da Profecia de Ezequiel: 22 Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus! SALMO RESPONSORIAL (Sl 91) — Como é bom agradecermos ao Senhor! — Como é bom agradecermos ao Senhor! — Como é bom agradecermos ao Senhor/ e cantar salmos de louvor/ ao Deus altíssimo!/ Anunciar pela manhã vossa bondade,/ e o vosso amor fiel,/ a noite inteira. — O justo crescerá como a palmeira,/ florirá igual ao cedro que há no Líbano;/ na casa do Senhor estão plantados,/ nos átrios de meu Deus florescerão. — Mesmo no tempo da velhice darão frutos,/ cheios de seiva/ e de folhas verdejantes; e dirão:/ “É justo mesmo o Senhor Deus:/ meu rochedo,/ não existe nele o mal!”

Marco Funchal

Ascensão de Jesus No tempo pascal do calendário cristão, rezamos: “Alegremo-nos e exultemos, ó Virgem Maria, Aleluia! Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!”. Ora, a ressurreição implica a ascensão do corpo humano de Jesus à glória de Deus. Um corpo que foi concebido e gerado no seio puríssimo da Virgem Maria. O Papa Paulo VI ensina-nos na Marialis Cultus: em Maria tudo se refere a Cristo e dele depende. Conclui-se que a alegria vitoriosa do Filho na

ascensão é também a da sua mãe. É a chamada quinta alegria de Nossa Senhora. A ascensão do corpo humano ressuscitado de Jesus nos convida a cuidar do nosso corpo e a cultivar nele a saúde espiritual. Assim, a maturidade espiritual vai integrando o corpo, o psíquico e o espírito, numa harmonia conjunta. A inteligência potencializada pela fé cristã adquire mais sabedoria, da qual vamos tirando benefícios para nosso bem-estar pessoal e a paz social. A paz cristã é inquieta por sua própria característica. Ela se preocupa com o bem e o progresso da pessoa humana em toda a sua plenitude. Mas a inquietação da paz cristã é sem queixas nem imposições. Ela se nutre na pedagogia do Mestre que, ressuscitado, é para nós o Cristo da fé. Alegremo-nos então com Maria! Com Ela cremos que Jesus Cristo subiu aos Céus e está sentado à direita de Deus Pai, como nosso Salvador. Reprodução

Ressurreição de Jesus Dentre as sete alegrias de Nossa Senhora está a ressurreição de Jesus. Maria de Nazaré, a Mãe de Deus e nossa, foi a primeira pessoa iluminada pela gloriosa ressurreição de seu Filho Jesus, tendo sido a primeira redimida por Ele. Fato real e ao mesmo tempo mistério insondável, a vitória de Cristo sobre a morte, o fruto amargo do pecado, impulsiona a todos os que O conhecem e nele creem como Salvador do mundo. Com Ele, nele e por Ele ficou recuperada nossa imagem e semelhança com Deus e de novo garantida a felicidade da salvação. Logo, essa inefável graça dos mistérios do Deus de Jesus é dom e princípio da nova criação, inaugurada na Páscoa do Senhor. O Deus uno e trino fez aí a sua revelação maior e final e nos surpreendeu com a ressurreição do seu Unigênito. “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 117, 24). Movidos por tão grande exultação, comungamos da esperançosa alegria que nos reúne na comunidade cristã. Na verdade, iluminados pelo fulgor eterno do Senhor ressuscitado, os seus discípulos no mundo inteiro podem louvar, bendizer e proclamar o seu Evangelho, formando um novo povo eleito. A Igreja é hoje a nação santa do Senhor! E, na Igreja, a figura de Maria Santíssima é o ícone da graça realizada. Sua fé e obediência à Palavra nos ensinam a testemunhar as alegrias da ressurreição de Jesus, caminho, verdade e vida!


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JORNAL SANTUÁRIO DE APARECIDA • 13 de maio de 2012

LITURGIA

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Refletindo a Palavra (Pe. José Luiz gonzaga do prado)

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,6-10) Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7 pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8 Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus! EVANGELHO (Mc 4,26-34) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam

compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor! ORAÇÃO DA COMUNIDADE (*) — É preciso agradar a Deus pela prática do bem e da caridade. Na certeza de que o Senhor fará germinar em seu povo sua verdade, façamos nossas súplicas, clamando: — Senhor, fazei-nos construtores do vosso Reino. 1. POR TODA a Igreja, para que, fiel a sua missão, semeie no mundo, com abundância, a verdade de Cristo, roguemos ao Senhor. 2. PARA QUE nossos ouvidos não se tornem surdos aos apelos divinos, e nosso coração seja acolhedor de sua Palavra salvadora, roguemos ao Senhor. 3. PARA QUE a verdade do Reino tire nossos absolutismos humanos e nos faça crer na verdade de Cristo que não morre jamais, roguemos ao Senhor. 4. PARA QUE os pequenos gestos de bondade e de caridade e os trabalhos carregados de amor realizados no silêncio façam germinar a vida e a paz no mundo, roguemos ao Senhor. 5. PARA QUE redescubramos a alegria de pertencer ao Reino do Céu, vivendo em Comunidade, sendo cristãos comprometidos no mundo, roguemos ao Senhor. (Intenções próprias da Comunidade.) — Pai de bondade, vossa Palavra, que nos ensinou a grandeza do vosso Reino, desperte-nos para a prática dos vossos mandamentos. Acolhendo o dom de uma fé operosa possamos merecer a vida plena e eterna como herança. Por Cristo, nosso Senhor. — Amém. LEITURAS DA SEMANA: SEGUNDA: 1Rs 21,1-16 / Sl 5 / Mt 5,38-42. TERÇA: 1Rs 21,17-29 / Sl 50 / Mt 5,43-48. QUARTA: 2Rs 2,1.6-14 / Sl 30 / Mt 6,1-6.16-18. QUINTA: Eclo 48,1-15 / Sl 96 / Mt 6,7-15. SEXTA: 2Rs 11,1-4.9-18.20 / Sl 131 / Mt 6,19-23. SÁBADO: 2Cr 24,17-25 / Sl 88 / Mt 6,24-34. DOMINGO: Is 49,1-6 / Sl 138 / At 13,22-26 / Lc 1,57-66.80.

A realidade As Diretrizes da Ação Evangelizadora da CNBB apontam para uma realidade que está frequentemente diante dos nossos olhos. Várias emissoras de TV, algumas delas pertencentes a Igrejas de diversas confissões e movimentos, em busca de programas para atingir o público e dar-lhe maior audiência, apresentam celebrações religiosas. Frequentemente acontece aí uma verdadeira inversão de sentido da experiência religiosa, que passa a ser vista como algo que oferece bem-estar interior, cura de males, sucesso e principalmente diversão, espetáculo. Dizem também que ninguém se sente responsável por corrigir o que está errado na sociedade, na qual podem conviver muita religiosidade e muita criminalidade, busca de Deus ao lado da injustiça.

e frutificar. Não fala, como na primeira leitura, em broto cortado da ponta do cedro e plantado no alto da montanha. Fala da semente humilde jogada na terra, que brota, nasce e cresce sem que o lavrador se preocupe ou faça força. Não há espetáculo, ninguém vê. Deus faz crescer lentamente por noites e dias. Com a força que vem de Deus, que vem de dentro – depois ele diz –, a menor de todas as sementes pode tornar-se um arbusto que dá abrigo para as aves do céu. Aí o cristão, aí a Igreja, a comunidade cristã, vai agir na sociedade, fora do âmbito religioso. Com a força do seu compromisso de fé, que cresceu alimentado por Deus no silêncio da noite, pode abrigar as aves do céu, pode transformar o mundo.

A Palavra Jesus fala às multidões. Não usa discursos espetaculares nem palavreado cheio de sabedoria ou de beleza literária. Fala das coisas do dia a dia de uma pessoa das aldeias da Galileia. Primeiro, com a comparação da semente que morre na terra, brota, cresce e frutifica, ele diz que a coisa tem de vir de dentro para fora e não depende do esforço pessoal. É Deus quem faz brotar, crescer

O mistério Eucaristia não pode ser show, não pode ser espetáculo. É celebrar e alimentar-se da entrega que Jesus faz de si mesmo à morte maldita. É, junto dele, na humildade dos pequenos sinais do pão e do vinho, reviver a entrega dele e reforçar a entrega que fazemos de nós mesmos a serviço de todos, na obscuridade do dia a dia, sustentados por aquele que nos faz brotar, crescer, frutificar e dar abrigo.

GENTE SANTA (Pe. Eugênio Antônio Bisinoto, C.Ss.R.)

São João Batista de Rossi São João Batista de Rossi foi sacerdote dedicado. Viveu nos séculos XVII e XVIII, na Itália. João nasceu aos 22 de fevereiro de 1698, em Voltaggio, na província de Gênova. Era filho de Carlos de Rossi e Francisca Anfossi. João era epilético. Aos 13 anos, estabeleceu-se em Roma, com um primo padre, Cônego de Santa Maria em Cosmedin, para estudar o liceu clássico com os jesuítas do Colégio Romano. Em 1714, João Batista se encaminhou às ordens sacras. Recebeu a tonsura e completou os estudos teológicos em Minerva junto com os dominicanos. João Batista foi ordenado sacerdote a 8 de março de 1721. Fez o

voto de não aceitar nenhum benefício eclesiástico. Pe. João iniciou seu ministério no Albergue dos Homens de Santa Galla, que fora criado por Marcos Antônio Anastácio Odescalchi, primo de Inocêncio XI. Fundou o Albergue das Mulheres, dedicado a São Luis Gonzaga, seu santo predileto. Pe. João criou e dirigiu a Pia União de Sacerdotes Seculares de Santa Galla, anexa ao Albergue dos Homens. Durante dois séculos, até 1935, a Pia União agrupou nomes importantes do clero romano, inclusive alguns deles foram canonizados. Apesar da saúde frágil, Pe. João, que era orientado pelo servo de

Deus Francisco Maria Galluzzi, foi um sacerdote generoso, atencioso e caridoso. Foi destacado evangelizador e catequista de pessoas simples. Confortava, instruía, socorria e confessava a todos que o procuravam. Pe. João era um mestre exímio de espiritualidade. Foi eleito cônego de Santa Maria em Cosmedin, no ano de 1737. Pe. João faleceu aos 23 de maio de 1764, na pobreza total. Em 13 maio de 1860, foi beatificado por Pio IX, que tinha sido seu sucessor na Pia União dos Sacerdotes Seculares. Leão XIII o canonizou em 8 de dezembro de 1881. Sua festa é comemorada no dia 23 de maio.

Jornal Santuário de Aparecida [Ed. 5592 - 13 maio 2012]  

Edição 5592 - 13 de maio de 2012. Saiba mais em http://www.jornalsantuario.com.br

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