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Mãe Aparecida no Brasil

Editora Santuário lança o livro “Mãe Aparecida no Brasil: História, Devoção e Missão”, de Ir. Maciel, que faz levantamento histórico dos 300 anos de devoção a Nossa Senhora Aparecida em nosso país

SANTUÁRIO Ano 117 • nº 5.813

Maio de 2018

www.jornalsantuario.com.br

CDM/Santuário Nacional

Diálogos - Pág. 3

JORNAL

Em 16 de maio de 1978, o maior símbolo da fé católica no Brasil sofreu um atentado, que marcou a história da devoção mariana e comoveu nosso país. A Imagem original de Nossa Senhora Aparecida, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, foi quebrada em mais de 200 pedaços por um jovem que invadiu o altar durante uma missa na Basílica Velha, aproveitando-se de um blecaute no local.

Destaques - Pág. 8

Foto histórica datada de 28/06/1978, quando os Missionários redentoristas entregaram ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) a urna com os mais de 200 pedaços da Imagem de Nossa Senhora para restauração. Na imagem estão: (da esquerda para direita) Maria Helena Chartuni (Chefe de Restauração do MASP), padre Antônio Lino Rodrigues, C.Ss.R., Pietro Maria Bardi (Diretor do MASP), padre Isidro de Oliveira Santos, C.Ss.R. (reitor do Santuário Nacional) e Luiz Sadaki Hossaka (fotógrafo). Reprodução

Balanço da 56ª Assembleia da CNBB

“Leigos e leigas na Casa da Mãe” é tema de formação no Santuário Nacional

Direito ao Arrependimento

Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) faz balanço sobre a 56ª Assembleia Geral dos bispos, realizada de 10 a 20 de abril no Santuário Nacional de Aparecida (SP)

Comprou via internet/telefone e não gostou do produto? Não era o que você esperava? Arrependeu-se da compra? Conheça o Direito ao Arrependimento, previsto no Código de Defesa do Consumidor

Igreja - Pág. 4

Sociedade em Foco - Pág. 5

Vida Consagrada

20 anos do Centro de Apoio

De 19 a 20 de maio, o Santuário Nacional realiza encontro de formação para leigos, com o tema “Leigos e Leigas na Casa da Mãe”, visando contribuir com os trabalhos dos leigos na Igreja e na sociedade. O evento também será uma oportunidade para refletir sobre Maria, como modelo para a missão do leigo, e firmar o compromisso do Santuário de promover uma discussão mais ampla sobre o laicato.

Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) realiza no Santuário Nacional o Seminário Nacional da Vida Consagrada, em que são esperados mais de 500 religiosos e religiosas de todo o país

Santuário Nacional celebra duas décadas do Centro de Apoio ao Romeiro (CAR), complexo localizado na área externa, que visa oferecer lazer e conforto ao devoto que visita a Casa da Mãe Aparecida

Destaques - Pág. 9

Igreja - Pág. 4

Santuário em notícia - Pág. 6


FATOS E OPINIÕES

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Jornal Santuário • Maio de 2018

DOM ORLANDO

Teologia do Trabalho

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trabalho tem sete grandes significados: 1. O trabalho proporciona renda, lucro, sobrevivência, esperança. 2. O trabalho determina o status social da pessoa permitindo ao indivíduo ser reconhecido e valorizado. 3. O trabalho estabelece vínculos de convívio, amizade, relação interpessoal com os colegas de trabalho, os clientes e fornecedores. 4. O trabalho organiza o tempo: o tempo livre, o tempo de lazer, o tempo da família, o tempo de férias. 5. O trabalho determina o espaço: lugar de trabalho, lugar para guardar o material, lugar para encontros, lugares exclusivos. 6. O trabalho promove a autoestima: realização pessoal, autovalorização, satisfação pessoal, concretização dos sonhos, valorização de si e dos outros. 7. O trabalho dá sentido à vida, porque transforma a natureza e espiritualiza a pessoa. Precisamos de uma educação para o trabalho e, por outro lado, de uma “reeducação do trabalhador”, não segundo o “evangelho do capital”, mas segundo

a dignidade do trabalhador e do próprio trabalho. Engels, certamente, exagerou quando escreveu que o “trabalho criou o homem”; mas é bem verdade que o trabalho é uma bênção, embora não seja o único nem o mais alto fim do homem. Deus livra seu povo da escravidão, censura a preguiça, elogia o trabalho (Pr 31,10-31), prescreve o justo salário (Dt 24,17; Tg 5,4), exige o descanso. Deus também trabalha (Jo 5,17), e Jesus corrige a obsessão de Marta pelo trabalho (Lc 10,41), como também Deus já havia desaprovado o trabalho-idolatria no caso da torre de Babel. Por fim, o apóstolo Paulo escreve: “Quem não trabalha, que não coma” (2Ts 3,10); é preciso “trabalhar para ajudar os fracos” (At 20,35); ou ainda, “trabalhar para não furtar e partilhar” (Ef 4,28). Santo Tomás vê quatro finalidades no trabalho: 1. Produção de bens necessários à vida; 2. Remédio contra a preguiça; 3. Freio à concupiscência; 4. Possibilidade de partilhar com os necessitados.

Trabalho é uma necessidade, é um direito, é também terapia e realização. Superar a visão escravagista e mercantilista do trabalho é o que precisamos em nossos dias. Em nome da teologia do trabalho é que a Igreja realizou a Campanha da Fraternidade sobre o desemprego. Em nome da dignidade do trabalhador, cabe-nos superar os acidentes no trabalho, a exploração do trabalho infantil, a manipulação da mão de obra barata. A respeito do trabalho, vale aplicar a seguinte regra: ”Conhecer o que fazemos, amar o que fazemos, acreditar no que fazemos”. Com diálogo entre operários e empresários, com a valorização do trabalho não remunerado, como é o caso das donas de casa, dos voluntários que cuidam de idosos, das crianças, de marginalizados, realizamos a missão de colaboradores de Deus por meio do trabalho. Na verdade, somos operários de Deus. Dom Orlando Brandes Arcebispo de Aparecida

Nossa Senhora, uma líder leiga

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pos, padres, diáconos e freiras. Muitos não têm consciência de que a Igreja, cuja finalidade essencial é viver em união de graça com a Trindade santa e em união fraterna entre nós é, primeiramente, o Povo de Deus. Todo o resto, como os ministérios ordenados e não ordenados, existe para ajudar a atingir essa meta. É bom recordar que a Igreja cristã não nasceu no templo de Jerusalém nem nas sinagogas judaicas, mas na casa de Nazaré, onde viviam três Leigos piedosos: José, Maria e Jesus. Nenhum deles era membro da hierarquia, nem exercia qualquer ministério religioso. Maria era uma mulher leiga, dona de casa. Jesus era simplesmente um leigo, conhecido como o filho do carpinteiro. E José era um trabalhador leigo, simples e dedicado a sua família. Foi assim, no espaço simples de uma casa de família, que veio habitar a plenitude da divindade, o Verbo eterno. Pela nossa origem, cremos que, em nossa Igreja, não pode haver disputas de poder, clericalismo, em que os ministros ordenados decidem e fazem tudo sozinhos, e paroquialismo autoreferencial, em que tudo acontece dentro da igreja e de suas dependências. Ela é missionária, principalmente pela presença dos Leigos

Neste mês mariano, peço que Nossa Senhora Aparecida abençoe todas as famílias, em especial todas as mamães do Brasil. E, fazendo memória aos 40 anos do atentado de sua Imagem, que nós possamos também ser restaurados por sua graça, ó querida Mãe! Que nossa Rainha e Padroeira nos cubra com seu manto, proteja-nos e interceda por nós! Maria de Fátima Souza (Planaltina-Go)

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IGREJA E SOCIEDADE

aio é o mês dedicado especialmente a Maria, e, em muitos lugares, continua sendo um tempo de piedade popular extremamente colorido. O povo se reúne nas capelas, entoa o Rosário, canta a Ladainha de Nossa Senhora, manifesta suas intenções e preces, e tudo isso liderado quase sempre por Leigos ou Leigas. Estamos no Ano do Laicato, que se iniciou na festa de Cristo Rei em 2017 e se encerrará no dia 25 de novembro de 2018. Nossos bispos decidiram dedicar um ano todo a celebrar a presença dos Leigos e das Leigas na história e na vida de nossa Igreja, para aprofundar sua identidade de sujeitos eclesiais e para que continuem testemunhando Jesus e seu Reino dentro da sociedade atual. Quando falamos em Leigos, estamos longe daquela acepção popular: desconhecimento ou ignorância de alguma matéria. Na Igreja de Jesus, Leigo indica o cidadão cristão, uma cidadania, que lhe foi conferida no dia do batizado. É uma designação que tem sua origem na palavra grega “laós”, que significa povo cidadão. Dela se origina a palavra liturgia, ou seja, aquela celebração que é ação do povo reunido. Portanto, somos batizados, somos cidadãos da Igreja. Em geral, quando ouvimos falar em Igreja, pensamos apenas em Papa, bis-

Espaço do Leitor

nas famílias e em todos os espaços da vida e das atividades da sociedade. Nossa Senhora é o exemplo da Leiga perfeita, que cumpriu e continua cumprindo sua missão até hoje. Ela ajudou a educar seu Filho e esteve a seu lado nos momentos em que se fazia necessária; principalmente aos pés da cruz. Nunca exigiu privilégios pelo fato de ser a mãe de Jesus, mas ficou ao lado dos discípulos, no Cenáculo, quando eles estavam desorientados, porque Jesus já havia voltado para o Pai. Foi ela que os animou e preparou para que recebessem o Espírito Santo e se transformassem em Missionários evangelizadores. Por isso, a condição de Leigo e Leiga confere uma dignidade e uma missão, que brota do próprio fato de ser batizado. Somos discípulos-missionários, somos Leigos evangelizados e evangelizadores. Nossa participação ativa e nosso mandato missionário não deveriam jamais depender de outros títulos ou delegações. Afinal, como Jesus, Maria e José, somos sujeitos eclesiais e não objetos nem plateia. Padre José Ulysses da Silva, C.Ss.R. Missionário Redentorista e Reitor do Santuário Nossa Senhora da Conceição, em Recife (PE)

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JORNAL

SANTUÁRIO Publicação Mensal dos Missionários Redentoristas R.: Pe. Claro Monteiro, 342 – Centro – Aparecida (SP) Cx. Postal 4 – 12.570-000 www.jornalsantuario.com.br

EXPEDIENTE Diretor editorial: Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R. Conselho editorial: Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R. Pe. Mauro Vilela, C.Ss.R. Editor: André Somensari (MtB 76122/SP) Revisão: Ana Lúcia de C. Leite Bruna Oliveira da Silva Sofia Machado Luana Galvão Projeto Gráfico: Rafael Domiciano Diagramação: Bruno Olivoto Comercial: 0800 16 0004 Tiragem: 12.000 Exemplares

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DIÁLOGOS

Jornal Santuário • Maio de 2018

EDITORA SANTUÁRIO

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ontinuando os festejos do tricentenário do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Editora Santuário lança este mês o livro “Mãe Aparecida no Brasil: História, Devoção e Missão”, do missionário redentorista Ir. José Mauro Maciel. Na obra, Irmão Maciel faz um levantamento histórico dos 300 anos de devoção a Nossa Senhora Aparecida em nosso país, oferecendo dados históricos, religiosos e devocionais, que compõem o cenário eclesial católico, a partir da Devoção à Mãe de Deus. Na obra, destacam-se os capítulos dedicados à descrição do diário de viagem do governador Pedro de Almeida à região do Vale do Paraíba, em 1717, motivo principal da pesca milagrosa, em que foi encontrada a Imagem da Padroeira por três pescadores. Segundo o autor, “a história da Devoção a Nossa Senhora Aparecida se confunde com a história do povo brasileiro, porque ela pontilha no decorrer dos tempos esse vértice de identificação com nossa real brasilidade”. A equipe do Jornal Santuário conversou com Ir. Maciel, que nos deu detalhes sobre “Mãe Aparecida no Brasil: História, Devoção e Missão”: o senhor faz um apanhado dos 300 anos de fé e devoção do povo brasileiro a nossa Senhora Aparecida. o que o motivou a escrever uma obra sobre esse assunto?

Irmão José Mauro Maciel – Este livro, cuja publicação só foi possível este ano, é a soma de um desejo meu e o pedido do Pe. Valdivino Guimarães, na época diretor da Academia Marial de Aparecida, em novembro de 2015. A obra segue os caminhos indicados pela história. São experiências de fé continuadas pela doutrina católica. A saber, toda devoção sadia tem uma missão a cumprir na Comunidade Igreja. O principal motivo de escrever o livro “Mãe Aparecida no Brasil” foi a tentativa de trazer aos devotos maior clareza e uma leitura diferenciada da própria história de Nossa Senhora da Conceição, retirada das águas do Rio Paraíba do Sul, em outubro de 1717. Pois, a devoção à Imaculada Conceição tem raízes profundas na fé católica dos portugueses e brasileiros. Há nas narrações históricas alguns desvios grosseiros como, por exemplo, quando se diz que foi na passagem do “Conde de Assumar”. Ora, quando o governador Pedro de Almeida passou por aqui, ele era o general que veio governar Minas e São Paulo, e recebeu o título de “Conde do Senhorio de Assumar” somente em 24 de fevereiro de 1718. Durante esses 300 anos de devoção a nossa Senhora Aparecida, quais foram os acontecimentos históricos que, em sua opinião, contribuíram para a popularização da devoção à Padroeira?

Irmão Maciel – Nesses 300 anos de devoção a Nossa Senhora Aparecida, há alguns fatos marcantes que podemos pontuá-los: 1) o episódio do encontro da imagenzinha: depois de uma noite sem sucesso, com tensão dos pescadores, foi retirado o corpo e a cabeça, em lugares diferentes, em uma rede de arrastão, o que nos mostra algumas coincidências inéditas. A meu ver, esse foi o primeiro milagre de Nossa Senhora. 2) a pesca milagrosa naquela madrugada, possivelmente de 17 de outubro de 1717, é outro fato marcante, pois a “Câmara Local” havia intimado os muitos pescadores a suprir as necessidades do almoço da Comitiva e dos acompanhantes. Apenas João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso entraram para a história. Naquela época, na região de Guaratinguetá, faltavam alimentos, honestidades, dignidades e justiça social. Havia muita violência! Portanto, a Mãe de Deus e nossa deixou-se ser encontrada, por meio de uma pequena imagem, onde a classe menos favorecida, os ribeirinhos (índios, negros e mestiços), passava por grandes sofrimentos e carências diversas, inclusive de alimentos. 3) Posteriormente, na primeira fase do Império Brasileiro, a partir da “Criação dos Municípios” (1º de outubro de 1828), houve acirramentos maiores com as Leis Municipais, por meio das quais se impunham maiores punições e maus-tratos aos escravos. Aumentaram também os preconceitos com relação aos pobres livres, forros

Reprodução

Irmão Maciel lança livro sobre a história da devoção a Nossa Senhora

Capa de “Mãe Aparecida no Brasil: História, Devoção e Missão”, de Ir. Maciel, lançamento da Editora Santuário

e mestiços, até o final do Império. 4) Na década de 1930, o Brasil passava por uma situação delicada, social e religiosamente, por isso a “Aclamação” de Nossa Senhora como Rainha e Padroeira foi um grito de súplica da sociedade brasileira. Assim, poderemos enredar outros fatos que pontilham Nossa Senhora, que caminha conosco, construindo a história da nação brasileira. Os fatos ligados à imagenzinha de Aparecida são detalhes experenciados pelos devotos. Essa identificação dos devotos com a Mãe, que socorre suas necessidades, ajuda a sedimentar cada vez essa aproximação, que eu diria ser uma dimensão afetiva da fé. Dos devotos Nossa Senhora toma as feições, o rosto! André Somensari


IGREJA

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Jornal Santuário • Maio de 2018

BISPADO

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e 11 a 20 de abril, bispos de todo o Brasil estiveram reunidos no Santuário Nacional para a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na coletiva de encerramento do evento, realizada no dia 19, a presidência da CNBB, dom Sérgio da Rocha (presidente), dom Murilo Krieger (vice-presidente) e dom Jaime Spengler (presidente da comissão do tema central da 56ª AG), fez um balanço sobre a Assembleia e apresentou duas mensagens pela CNBB ao povo de Deus. “Nós não nos reunimos apenas para produzir textos; claro que eles são muito importantes. A Assembleia quer ser, primeiramente, um espaço de convivência fraterna e de colegialidade episcopal, e nessa edição pudemos sentir uma unidade fraterna maior entre os bispos. Nesses dias, tivemos diversos momentos de oração, de reflexão, de retiro, celebrações da Eucaristia a cada manhã no Santuário Nacional; enfim, foi uma assembleia orante”, afirmou dom Sérgio da Rocha.

Tema Geral Dom Jaime Spengler falou dos próximos passos do documento, que trata da formação de presbíteros, aprovado na assembleia. O documento segue para a

aprovação final do Vaticano e, após esse passo, será publicado como um documento da CNBB que vai orientar a formação dos novos padres no Brasil. Mensagens Dom Murilo Krieger leu as mensagens da conferência ao povo de Deus. A primeira fala da Missão da CNBB registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarização nas redes sociais. “Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo, podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários”, trecho da mensagem proferida por dom Murilo.

Thiago Leon/Santuário Nacional

CNBB faz balanço sobre a 56ª Assembleia Geral dos Bispos

56ª Assembleia Geral dos bispos teve como tema a “Formação de Presbíteros”

suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do país exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum”, ponderaram os bispos no segundo parágrafo da mensagem. Em outro trecho, a CNBB apontou os compromissos do eleitor nestas eleições:

Eleições 2018 Em outra mensagem, a CNBB se manifestou sobre as eleições que ocorrerão em outubro. “Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente

“Nas eleições, não se deve abrir mão de princípios éticos e de dispositivos legais, como o valor e a importância do voto, embora este não esgote o exercício da cidadania, o compromisso de acompanhar os eleitos e participar efetivamente da construção de um país justo, ético e igualitário, a lisura do processo eleitoral, fazendo valer as leis que o regem”, enumeraram os bispos.

Da Redação

RELIGIOSOS

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om o objetivo de fortalecer a integração entre mística, profecia e de congregar os religiosos de todo o país, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) realiza de 4 a 8 de maio, no Centro de Eventos “Padre Vítor Coelho de Almeida”, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), o Seminário Nacional da Vida Consagrada. O encontro terá como tema “Mística e Profecia na missão comunitária” e lema “Saiamos, às pressas, com Maria, aonde clama a vida”. São esperados cerca de 550 religiosos e religiosas, representando Casas Gerais, Províncias, Regionais e comunidades de todo o país. “Um evento como este leva os religosos e as religiosas a recuperar a mística e a profecia de seus carismas congregacionais, como leitura própria do Evangelho e resposta específica aos clamores de hoje. Para tanto, haverá momentos de reflexão, oficinas e testemunhos de mística e profecia de religiosos em diversas áreas da missão: periferia, educação entre os indígenas, saúde e migrantes”, afirma Ir. Patrícia Silva, fsp, assessora de comunicação da CRB Nacional. Irmã Patrícia dá mais detalhes sobre a temática escolhida para o Seminário: “A mística acontece mediante um

processo de enamoramento de Deus e apaixonamento por Ele e por sua causa; é deixar-se cativar, amar, seduzir por Deus. A oração nutre a mística. Viver a profecia nada mais é do que testemunhar a fé e levar a boa notícia experimentada diante de Deus, que nos impulsiona a sair de nós mesmos. Somos convidados para seguir Jesus. Seus passos com suas marcas estão na realidade que interpela e convida a criar um clima de Reino de Deus, ou seja, de paz, de confiança, de justiça social, de vida com dignidade de filhos e filhas de Deus para todos. Não se pode entender a mística na Vida Religiosa Consagrada e sua vivência, na Igreja e no mundo, sem tocar a dimensão profética da missão. Consagramo-nos para os outros e não para nós mesmos. Quanto mais se vive de Cristo tanto melhor se pode servi-lo nos outros. Quem coloca Cristo no centro de sua vida descentraliza-se. Como diz o cardeal Dom João Braz de Aviz: “não estamos no centro. Estamos, por assim dizer, deslocados, estamos a serviço de Cristo e da Igreja” (Aviz, 2014)”. A presidente do CRB Nacional, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, ressalta a importância da integração entre Mística e Profecia na missão dos consagrados:

Reprodução

Santuário sedia Seminário Nacional da Vida Consagrada

São esperados para o evento mais de quinhentos religiosos de diversas Casas Gerais, Províncias, Regionais e comunidades de todo o país

“Na alegria e em comunhão com toda a Igreja, abraçamos a caminhada mariana no jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, empenhando-nos na busca sincera de integração entre Mística e Profecia, com projetos concretos na Formação Permanente e no resgate da Espiritualidade Mariana”.

Consagrados no Brasil Das congregações cadastradas na CRB Nacional, atualmente são 32.810 religiosos e religiosas em nosso país, sendo 24.200 religiosas e 8.610 religiosos.

André Somensari


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SOCIEDADE EM FOCO

Jornal Santuário • Maio de 2018

CONSUMO

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uantas vezes por dia somos tentados a fazer compras pela Internet ou por telefone, certo? Seja aquela promoção irresistível que você viu em um banner de um site qualquer ou daquele produto que você viu em uma propaganda em um programa de TV, somos movidos pela necessidade ou desejo de adquirir algum produto ou serviço. Só que nem sempre as coisas dão certo! Por exemplo, a encomenda de seu produto chega a sua casa, e, ao abrir a embalagem, você se depara com algo que não era o que você imaginava, que não supre suas necessidades ou você se arrepende da própria compra por fazê-la por impulso, sem precisar do produto no momento, comprando apenas pela sedução de adquiri-lo por um preço promocional. E agora, o que fazer? O Código do Consumidor, em seu artigo 49, ajuda-o se isso acontecer. Dá-se o nome de Direito ao Arrependimento, o direito de o cliente/consumidor devolver, em até sete dias, o produto recebido à empresa, em que o adquiriu, com devolução do valor pago, correção e despesas de logística reversa (devolução do produto) custeadas pela empresa. Nesse período, o consumidor tem a oportunidade de pensar melhor na compra feita e decidir

se ficará com o produto/serviço ou não. Isso vale somente para as compras feitas fora de um estabelecimento físico, como pela Internet, telefone ou em domicílio. Isso se dá, pois via Internet ou telefone, o consumidor não tem contato direto com o produto, confiando plenamente na descrição feita na propaganda. Nos casos de venda em domicílio, o vendedor pode se aproveitar de um momento de tranquilidade do consumidor e incentivá-lo a comprar por impulso. Em compras feitas em estabelecimentos comerciais (lojas), não há Direito ao arrependimento, pois o cliente tem acesso ao produto e presume-se que ele refletiu antes de efetuar a compra. “Muitas empresas já estão preparadas para isso, e, geralmente, todo o trâmite ocorre sem problemas para o consumidor. Esse é um dos inúmeros direitos de que a população não tem conhecimento e que, em tempo de fácil acesso e avanço da tecnologia, as pessoas precisam exercê-lo, para não serem prejudicadas por um momento de impulso ou por uma propaganda que não condiz com o produto”, afirma a advogada Patrícia Militão de Oliveira Pereira. Apesar do Direito ao Arrependimento ser um direito do consumidor, o bom senso do cliente e da empresa é fundamental.

Reprodução

Comprou e se arrependeu? Conheça o Direito ao arrependimento

O Direito ao Arrependimento se dá para compras feitas fora de estabelecimentos comerciais, como Internet, telefone e vendas em domicílio

“Importante informar que o arrependimento deve ser tratado como exceção e não como uma regra para o consumidor, embora seja um direito, o uso do bom senso será fundamental para o desfazimento do negócio, pois existem limites para as devoluções e, em muitos casos, será necessário que ocorra uma negociação entre fornecedor e consumidor para organizar a retirada do ob-

jeto da compra. Trata-se de um direito previsto em lei no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, mas há de se considerar a boa-fé dos consumidores; se comprovado que os requisitos para devolução da compra não foram observados e atendidos, o consumidor perderá seu direito”, explica Patrícia.

André Somensari


SANTUÁRIO EM NOTÍCIA

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Jornal Santuário • Maio de 2018

INFRAESTRUTURA

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m maio, o Santuário Nacional comemora 20 anos de uma de suas maiores instalações, destinadas ao acolhimento de quem visita a Casa da Mãe Aparecida. Trata-se do Centro de Apoio ao Romeiro (CAR), complexo instalado na área externa do Santuário, que visa oferecer ao romeiro/devoto que está em Aparecida (SP) um momento de lazer antes e depois das missas e da visita à Padroeira. No local, de 8.200 metros quadrados estão localizadas 380 lojas (boxes), 45 restaurantes/lanchonetes, fraldários, sanitários (adaptados para pessoas com deficiência), bebedouros, caixas eletrônicos, ponto de encontro, além de parque de diversões, aquário e museu de cera. Sua praça de alimentação comporta 3.432 pessoas sentadas. É grande também o número de trabalhadores no Centro de Apoio: somando colaboradores do Santuário, terceiros e empreendedores, são mais de mil pessoas que trabalham diariamente no local. “Eu destaco a importância do Centro de Apoio pelo acolhimento com qualidade, sempre buscando um atendimento dentro da cultura do Santuário que é ‘Acolher bem também é evangelizar!’, e proporcionando aos

devotos um serviço que supra suas necessidades, desde fazer uma refeição, comprar uma lembrança a ter acesso a caixas eletrônicos, atividades de lazer. Desse modo, o devoto, ao vir ao Santuário Nacional, tem seu momento de espiritualidade e sai de Aparecida tranquilo, sem estresse, aproveitando ao máximo, com conforto e segurança, enquanto estiver na Casa da Mãe Aparecida”, afirma Márcio Balieiro, gerente administrativo do Centro de Apoio ao Romeiro do Santuário Nacional de Aparecida. Com obras iniciadas em agosto de 1996, o Centro de Apoio ao Romeiro foi inaugurado em 30 de maio de 1998, em cerimônia que contou com a presença do presidente da república e do arcebispo de Aparecida da época, Fernando Henrique Cardoso e dom Aloísio Lorscheider, respectivamente. Suporte Além de atender os devotos que estão no Santuário Nacional, o Centro de Apoio ao Romeiro também dá suporte aos frequentadores do Centro de Eventos “Padre Vítor Coelho de Almeida”, que, desde sua inauguração em 2012, vem sediando os principais eventos católicos do país. A importân-

Thiago Leon/Santuário Nacional

20 anos do Centro de Apoio ao Romeiro no Santuário Nacional

Cerca de 8 milhões de pessoas frequentam anualmente o Centro de Apoio aos Romeiros

cia do Centro de Apoio ao Romeiro é tanta que estimativas do Santuário Nacional apontam que, dos mais de 12 milhões de visitantes ao ano que a Casa da Mãe Aparecida recebe, cerca de 60% a 70% deles frequentam o Centro de Apoio. Arredondando esses números, da cada três visitantes, dois utilizam o CAR. Ampliações Ao longo dessas duas décadas, o Centro de Apoio foi se adaptando ao aumento de devotos do Santuário e realizou ampliações para melhor servir quem vem visitar a Padroeira.

Em agosto de 2015, foi inaugurada a Praça de Alimentação II, com 14 novos espaços comerciais que se somam à Praça de Alimentação I. Sua estrutura possui 2.500 metros quadrados e mais de 500 novos lugares. Em 2016, foram construídos, na Asa Oeste do complexo, fraldário, banheiro família e banheiro com acessibilidade para cadeirantes; tudo para acolher bem e dar ao Romeiro a melhor experiência possível de uma boa visita, a fim de que ele sempre retorne à Casa da Mãe Aparecida. André Somensari

Reze pela sua Mãe

O Dia Oracional deste mês será especial! No dia 12, às 8h, vamos rezar por todas as mães no Terço de Aparecida - Jovens de Maria e oferecer os pedidos de orações após a Missa da manhã, na Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Envie o nome de sua mãe pelo site jovensdemaria.com e acompanhe pela TV Aparecida jornalsantuario-anunciomai18.indd 1

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ACONTECE EM APARECIDA

Jornal Santuário • Maio de 2018

EVENTOS

Confira a agenda do mês do Santuário Nacional 26/05 – Missa da Juventude. Às 20h no Altar Central. Após a Missa, haverá Lual no pátio do Santuário. Dias 26 e 27/05 – 10ª Peregrinação e 8º Simpósio nacional da Família.

1/05 – Missa em ação de graças pelo Jubileu de Ouro Sacerdotal do Arcebispo emérito de Aparecida, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Às 18h no Altar Central. De 4 a 8/05 – Encontro Nacional da CRB (informações e programação na pág. 4). 06/05 – Missa da Arquidiocese de São Paulo (SP), presidida pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer. Às 10h no Altar Central. De 16 a 19/05 – Congresso Mariológico (informações e programação na pág. 9). De 19 a 20/05 – encontro formativo “Leigos e leigas na Casa da Mãe” (informações e programação na pág. 9). 20/05 – Missa Vocacional dos religiosos da Arquidiocese de Aparecida. Às 8h no Altar Central.

Programação: Dia 26 7h30 – Recepção e animação – Pe. Wesley (Leste 02). 7h45 – Oração inicial – Pe. Edson (Sul 03). 8h00 – Composição de mesa de abertura e Hino Nacional. 8h05 – Acolhida. – Dom João Bosco. 8h15 – Conferência: “A vivência do amor na família” – Família Parreira. 9h15 – Animação. 9h20 – Testemunho de jovem dependente químico, e a importância da fé e da família no processo de cura. 9h55 – Animação. 10h00 – Conferência: “O Evangelho da família, alegria para o mundo!” – Pe. Chrystian Shankar. 11h20 – Animação. 11h25 – Plenária com peregrinos: Pe. Chrystian Shankar e Família Parreira. 12h00 – Oração do Ângelus – Dom Wilson Jonk. 12h05 – Intervalo 13h05 - Momento de animação e espiritualidade – Pe. João Carlos.

13h20 – Conferência: “O Amor e a espiritualidade na família” – Pe. João Carlos. 14h10 – Conferência: “Fica Conosco, Senhor”, Grupo de apoio à pessoa que passou por processo de separação, perda ou pela dor da morte! – Célia (Sul 01). 14h50 – “A missão formadora da Pastoral Familiar no Brasil” – Pe. Jorge Filho. 15h10 – Avisos e sorteio de brindes. 15h20 – Procissão de deslocamento para o Santuário – Pe. Pedro (Sul 01). 16h00 – Santo Terço na Basílica, transmitido pela TV Aparecida – Pe. João Carlos. 17h30 – Término do Santo Terço na Basílica. 18h00 – Santa Missa de abertura da Peregrinação Nacional das Famílias – Dom João Bosco. 19h00 – Procissão luminosa – “O Evangelho da família, alegria para o mundo!” 19h20 – Bênção de encerramento da procissão luminosa – Pe. João Carlos. Dia 27 8h00 – 2ª Santa Missa da peregrinação – Presidente: Dom Orlando Brandes. 10h00 – 3ª Santa Missa da peregrinação – Presidente: Dom Wilson Jonk.

De 28 a 30/05 – Tríduo de Corpus Christi. Missa às 9h no Altar Central. 31/05 – Solenidade de Corpus Christi. Missa às 9h no Altar Central. Após a Missa, haverá procissão em volta do Santuário. Romarias: 1/05 – Diocese de Osasco (SP). 1/05 – Catedral Santo Antônio (Guaratinguetá-SP). 03/05 – Três Pontas (MG). 05/05 – Diocese de Nova Friburgo (RJ). 05/05 – Diocese de Jacarezinho (PR). 05/05 – Arquidiocese de São Paulo (SP). 06/05 – Diocese de Bragança Paulista (SP). 06/05 – Paróquia Bom Jesus do Brás (São Paulo-SP). 12/05 – Santuário Nossa Senhora Aparecida (Jundiaí – SP). 19/05 – Colégio Olivetano (São Paulo-SP). 19/05 – Romaria das Equipes de Nossa Senhora. 20/05 – Joanópolis (SP). 20/05 – Rio Grande da Serra (SP). 26/05 – Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida (Uberlândia-MG). 27/05 – Diocese de Ourinhos (SP).

Horários do Santuário Nacional de Aparecida MISSAS

Segunda a sexta: 7h / 9h (TV) / 10h30 / 12h / 16h / 18h Sábado: 6h30 / 9h (TV) / 10h30 / 12h / 16h / 18h (TV) / 20h Domingo: 5h30 / 8h (TV) / 10h / 12h / 14h / 16h / 18h (TV)

BÊNÇÃOS PARA IMAGENS E OUTROS OBJETOS

Ao final de todas as missas

CONFISSÕES

Segunda a sexta: das 8h às 11h / das 14h às 16h Sábado: das 6h30 às 16h45 Domingo: das 6h30 às 16h

BATIZADOS

Segunda a sexta: 10h30 e 15h Sábado: 9h / 10h / 11h / 14h / 15h Domingo: 8h / 9h / 10h / 11h / 14h / 15h

PIEDADE POPULAR

Consagração: Segunda a sexta, às 11h45 (TV) Segunda a sábado, às 15h (RA) Hora Mariana (Terço): Segunda a sábado, às 14h Novena Perpétua: Quarta, às 15h15 e às 19h30 Procissão Eucarística: Quinta, às 10h Procissão Mariana: Sábado, às 19h, e domingo, às 6h30

MISSAS NA MATRIZ - BASÍLICA VELHA Segunda, Terça, Quarta e Quinta: 8h e 18h10 (TV) Sexta: 8h, 18h10 (TV) e 19h30 Sábado e Domingo: 9h, 15h, 19h Bênçãos e Acolhida das Romarias: diariamente das 8 às 11h e das 14 às 17h

ENCONTROS ESPECIAIS

Coordenadores de Romarias: Sábado, às 10h / Domingo, às 8h Local: Salão Três Pescadores, no subsolo do Santuário

MEMORIAL REDENTORISTA Visite o Memorial e o túmulo do Servo de Deus, Pe. Vítor Coelho, ao lado da Matriz Basílica. Segunda a Sexta-feira: 08h às 11h20/ 13h30 às 16h50 Sábado: 08h00 às 17h50 Domingo e feriado: 08h00 às 16:50


DESTAQUES

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PADROEIRA

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CDM Santuário Nacional

Atentado à Imagem de Nossa Senhora Aparecida completa 40 anos

À esquerda, urna com pedaços da Imagem de Nossa Senhora entregues ao MASP. À direita, a artista plástica Maria Helena Chartuni na fase final de restauração da Imagem

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de maio de 1978. Essa data marca um acontecimento que causou comoção nacional, pois envolve o maior símbolo da fé católica no Brasil, a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul por três pescadores, em 1717. Nesse dia, na cidade de Aparecida, atingida por chuva e ventos fortes, houve um blecaute, que apagou toda a Basílica Velha, durante a missa das 20h, no momento da distribuição da Comunhão. Relatos de publicações da época e diversos livros sobre o assunto contam que o blecaute durou pouco tempo, cerca de dois minutos. Entretanto foi o tempo suficiente para um jovem de 19 anos se dirigir ao altar, pular no nicho, em que estava exposta a Imagem de Nossa Senhora, quebrar o vidro de proteção e apropriar-se da Imagem. Ao retirá-la, a coroa se prendeu, inicialmente, ao vidro estilhaçado, caiu no chão e foi amassada; a cabeça se desprendeu e também caiu, estilhaçando-se em inúmeros pedaços. Durante a fuga, já fora da Basílica Velha, o jovem, com o corpo da Imagem nas mãos, foi alcançado pelo guarda João Batista. Nesse momento, o jovem deixou a Imagem cair e saiu em disparada pelas ruas de Aparecida, sendo capturado, a pouco mais de um quilômetro da Basílica, e encaminhado ao Sanatório.

Com a Imagem esfacelada, as freiras Efigênia e Êgide, com a ajuda dos fiéis presentes na missa, começaram a juntar os pedaços da Imagem. Ao terminarem, perceberam que a Imagem da Santa havia sido destruída em mais de 200 pedaços. Restauração O Santuário Nacional, na figura de seu reitor à época, padre Isidro de Oliveira Santos, C.Ss.R., encaminhou as peças da Imagem ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Professor Pietro Maria Bardi, diretor do museu, designou a artista plástica Maria Helena Chartuni, à época chefe do departamento de Restauração do museu, para a missão de restaurar a Imagem da Padroeira. A Imagem foi encaminhada ao MASP em 28 de junho e em 31 de julho do mesmo ano a restauração foi concluída, em um total de 33 dias de trabalho intenso. “Na manhã do dia 28 de junho de 1978, vieram ao Masp o então arcebispo de Aparecida, dom Geraldo Maria de Morais Penido, o padre Isidro de Oliveira Santos, C.Ss.R., reitor do Santuário de Aparecida, e padre Antônio Lino Rodrigues, C.Ss.R., trazendo uma caixa de madeira, revestida de fórmica branca e forrada internamente de ce-

tim branco acolchoado, contendo os fragmentos da imagem destruída. Foi assim minha apresentação a Nossa Senhora, que eu via, pela primeira vez, em minha vida. Imediatamente, percebi o tamanho do problema que tinha nas mãos. Muitas pessoas sempre me perguntam o que senti diante da imagem de Aparecida. Não consigo descrever exatamente, mas foi um misto de medo, responsabilidade e receio de não conseguir realizar o que tinha pela frente”, afirma a restauradora Maria Helena Chartuni, em um trecho de seu livro “A História de dois restauros”, lançado em 2016 pela Editora Santuário. A volta da Imagem ao Santuário foi feita em um emocionante cortejo de São Paulo (SP) a Aparecida (SP), em um carro de bombeiros. A Imagem percorreu a Rodovia Presidente Dutra, sendo acompanhada em toda a sua extensão por milhares de devotos, que aguardavam sua passagem. Eventos marcarão 40 anos do restauro da Imagem E para celebrar as quatro décadas de restauração da Imagem da Mãe Aparecida, o Santuário Nacional realizará diversos eventos. O primeiro deles será a Celebração da Restauração, que será realizada de 19 de maio

a 18 de agosto, aos sábados, às 15h na Basílica Velha, tendo como celebrante padre Alberto Pasquoto, C.Ss.R. “Vamos celebrar os 40 anos da restauração da Imagem, pois a Imagem restaurada trouxe mais força, vitalidade e maior engajamento do povo brasileiro na devoção a Nossa Senhora Aparecida. A partir da restauração, em 1978, o Santuário Nacional, a construção de seu prédio, ganhou uma força muito grande. E de lá para cá, o Santuário se tornou um grande centro referencial de evangelização, não só no Brasil como na América Latina também. Essa é a razão pela qual nós vamos destacar a restauração da Imagem, celebrando esses 40 anos, que é também uma maneira de lembrar que nada diante de Deus está perdido. Uma Imagem, que estava esfacelada, totalmente quebrada, foi restaurada e continua sendo o referencial de fé para o povo brasileiro”, afirma padre João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Aparecida (SP). Outro grande evento está previsto para o dia 19 de agosto, em que se completam 40 anos da chegada da Imagem restaurada a Aparecida. Será realizada a Carreata da Restauração, que repetirá o cortejo São Paulo/Aparecida feito na época. André Somensari


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DESTAQUES

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LAICATO

Santuário Nacional realiza Encontro de Formação para leigos Tema: As lições de uma leiga chamada Maria – Identidade missão do leigo na Igreja. Animação Musical: padre Joãozinho, scj – doutor em teologia, coordenador da pós-graduação em mariologia e professor na Faculdade Dehoniana. Das 15 às 17h no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida (Santuário Nacional).

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o Ano do Laicato, o Santuário Nacional de Aparecida realiza o encontro formativo “Leigos e Leigas na Casa da Mãe”, entre 19 e 20 de maio, visando contribuir com os trabalhos dos leigos na Igreja e na sociedade. O encontro contará com a presença do secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida em Roma, padre Alexandre Awi Mello, ISch, e de lideranças católicas, como padre Joãozinho, scj, Ana Paula Guimarães (Com. Canção Nova) e Hugo Santos (Com. Colo de Deus), entre outros, as quais estarão diretamente envolvidas com as temáticas apresentadas nas oficinas e colocarão as suas vivências em cada realidade discutida. O evento também será uma oportunidade para refletir sobre Maria, como modelo para a missão do leigo, e firmar o compromisso do Santuário de promover uma discussão, mais ampla, sobre a atuação do leigo na Igreja e na sociedade. “O objetivo é estarmos em comunhão com a Igreja do Brasil, neste ano em que ela volta sua atenção para a missão, a identidade do leigo na Igreja. Nós queremos, com esse encontro de formação, oferecer para os leigos essa oportu-

“Leigos e Leigas na Casa da Mãe” é uma oportunidade para refletir sobre Maria como modelo para a missão do leigo

nidade de refletir sobre sua identidade, sua missão e contribuir para que a missão do leigo aconteça de forma bastante favorável na Igreja”, afirma padre João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Aparecida. Programação: 19 de Maio (Sábado) Palestra com padre Alexandre Awi Melo, Incha.

20 de Maio (Domingo) 7h – Apresentação sobre o Ano do Laicato – Altar Central Com padre Alexandre Awi Melo. 8h – Santa Missa – Altar Central Com Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida – e padre João Batista de Almeida – reitor do Santuário de Aparecida. Das 10h às 12h – Oficinas – Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida Temas: – Família, com Ana Paula Guimarães – Catequese, com Alexandre Varela – Líderes na Igreja, com Aristides Madureira – Defesa da Vida, com Mônica Guarnieri

– Fé e Política, com Dr. Rafael Cannizza, padre Joãozinho, Dep. Federal Givaldo Carimbão e Roberto Bastos (Totô) – Católicos Empreendedores, com Izabel Cristina Lara e Cyrille Schneider – Deus é Jovem, com Hugo Santos 12h – Plenária 14h – Encerramento Investimento: R$ 20,00 Inscrição em www.a12.com/santuario/congressos/congresso-leigos/ formulario Forma de pagamento: Cartão de Crédito Obs.: Os inscritos no XII Congresso Mariológico estão isentos da taxa do encontro “Leigos e Leigas na Casa da Mãe”. Os congressistas deverão apenas confirmar o interesse no evento e escolher a oficina de que desejarão participar. Outras informações pelos telefones (12) 3104-1690 ou 3104-1697 ou pelo e-mail pastoral@santuarionacional.com.

Da Redação

MARIOLOGIA

Congresso Mariológico abordará leigos como “rosto mariano da Igreja” Padre César comenta também as novidades deste ano no Congresso: “O Congresso deste ano reunirá representantes de muçulmanos, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Evangélica Luterana. São outras religiões que estarão participando do Congresso Mariológico. Vai ser de uma riqueza muito grande, pois representantes dessas outras igrejas vão falar de Nossa Senhora. Pode parecer estranho que um muçulmano faça culto a Nossa Senhora; se não escutarmos alguém falar e não estudarmos, não ficamos saben-

Reprodução

N

o mês mariano, o Santuário Nacional de Aparecida sedia, de 16 a 19 de maio no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, o tradicional Congresso Mariológico, que, em 2018, chega a sua 12ª edição. O evento é realizado pela Academia Marial de Aparecida, em parceria com a Faculdade Dehoniana, de Taubaté (SP). Neste ano, em virtude do Ano Nacional do Laicato, o tema será “O Rosto Mariano da Igreja”, tendo a figura de Maria, Mãe de Jesus, como modelo e exemplo para os leigos. “Nós estamos vivendo, no Brasil, o Ano Nacional do Laicato. Quem é o leigo? É aquele cristão que não é nem padre, nem religioso. E a maioria dos cristãos são leigos. E os leigos, que vivem e trabalham na sociedade, têm um campo enorme de ação, muito diferente do campo dos sacerdotes e dos religiosos. Por isso a Igreja se dedicou intensamente aos leigos, tanto que temos agora o Ano Nacional do Laicato. O Congresso Mariológico este ano convida os leigos, de modo especial, para conhe-

Congresso deste ano, cujo tema será “O Rosto Mariano da Igreja”, terá a figura de Maria, Mãe de Jesus, como modelo e exemplo para os leigos

cer Nossa Senhora. Por quê? Porque Nossa Senhora também é uma leiga. Ela não foi sacerdote, por ser mulher, e não foi uma religiosa no sentido de ter feito profissão religiosa. Ela é uma leiga, uma dona de casa, uma mãe que ensinou Jesus, casada com José; tem todas as descrições de uma leiga”, afirma padre César Moreira, C.Ss.R., diretor da Academia Marial de Aparecida.

do. Nossa Senhora é muito conhecida em outras religiões”, revela o diretor da Academia Marial. Dentre os palestrantes do Congresso, destaca-se Dom Murilo Krieger, scj, Arcebispo de Salvador, Primaz do Brasil, vice-presidente da CNBB, um dos maiores mariólogos e escritores do tema, no país. Seu livro “Com Maria, a Mãe de Jesus”, publicado pela Editora Santuário, é referência no segmento. André Somensari

XII Congresso Mariológico De 16/05 a 19/05, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional de Aparecida. Programação completa e inscrições em www.a12.com/academia (inscrições até o dia 06/05/18). Valor das inscrições: R$ 275,00 (para sacerdote, religioso ou leigo) / R$ 250,00 (para associados da Aca-

demia Marial) / R$ 140,00 (para Seminaristas e alunos da pós-graduação em mariologia). Formas de pagamento: Cartão, depósito bancário ou pessoalmente na Academia Marial de Aparecida, na Torre Brasília do Santuário Nacional. Outras informações pelo telefone (12) 3104-1549 ou pelo e-mail academia@santuarionacional.com


BEM-ESTAR

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mais do que momentos felizes, a felicidade tem a ver com viver uma vida feliz, ir vivendo uma vida feliz. Em nossa sociedade, as pílulas receitadas por psiquiatras são apresentadas e vendidas como “pílulas da felicidade”; a busca do corpo perfeito se tornou obsessão, e o sucesso econômico se tornou sinônimo de vida feliz. Entretanto, a felicidade e a plenitude de vida são muito mais do que isso. A felicidade real tem a ver com a vida “biográfica”, a vida em sua totalidade. Em grego, há duas palavras – ou duas famílias de palavras – para se referir à felicidade. A primeira é eudaimonía e significa ter sorte, prosperidade, que costuma ser traduzido para o latim como felicitas, para o português como felicidade e para o inglês como happiness. A segunda é makários, que tem uma conotação mais espiritual, com um elemento de dom, e costuma ser traduzida para latim como beatitudo e para o português como bem-aventurado. Na noção de makários, encontramos a ideia de que a felicidade não depende só do ser humano e tem uma relação com a vida religiosa ou espiritual. As famosas “bem-aven-

SAÚDE

turanças”, ditas por Jesus no Sermão da Montanha, por exemplo, usam o termo makáriose não eudaimonía. Nos dias de hoje, a busca da felicidade é reduzida à “prosperidade”, à riqueza. Assim, a felicidade humana é falsamente reduzida ao egoísmo, como se este fosse o caminho da felicidade. Esse é o pecado capital mais propagado em nosso tempo. Contra esse erro e pecado, o Papa Francisco (“Alegrai-vos e exultai”, n.1) nos ensina que Deus nos “oferece a vida

verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados”. O caminho da felicidade que buscamos é o da santidade ao qual todos nós somos chamados: o caminho de amor e solidariedade, o caminho espiritual, que supera o egoísmo da morte e reafirma o Amor de Deus entre nós. Jung Mo Sung Professor de Teologia e de Ciências da Religião. Autor de inúmeros livros, entre eles, “O caminho espiritual para a felicidade” (a sair pela Ed. Santuário)

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Acupuntura pode aliviar sintomas da menopausa, dizem especialistas

A felicidade tem a ver com a realização de nosso ser, com o viver a vida de uma forma integral e unitária

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esejamos a felicidade, mas nem sempre sabemos o que é isso. Julian Marías, um filósofo espanhol do século XX, diz que a felicidade tem a ver com aquilo que nos faz dizer: “sim, é isto!” É a descoberta de que somos felizes, mesmo quando a situação em que vivemos seja difícil ou penosa. É a descoberta de que sua vida é maior, a convicção de dizer “sim” para além das dificuldades. Quando nos falta esta convicção, “sim, é isto!”, quando não nos sentimos identificados com o que estamos sendo, com o que estamos fazendo, com o que estamos vivendo, nossa vida parece ser marcada por uma espécie de vazio, que nos incomoda profundamente; mesmo que as condições econômicas sejam boas. Pesquisas com pessoas que ganharam loterias mostram que, após mais ou menos 60 dias do recebimento do prêmio, a satisfação com sua vida volta ao nível que estava antes da “sorte grande”. O conforto aumenta com o dinheiro, mas não a satisfação de viver. A felicidade tem a ver com a realização de nosso ser, com o viver a vida de uma forma integral e unitária. Por isso,

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A felicidade e a santidade espiritual

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oi publicado, no final de março, pelo Journal of Alternative and Complementary Medicine, um artigo que apresenta uma completa revisão realizada por especialistas do Instituto de Pesquisa Duke (EUA), que descobriram a eficácia da acupuntura no combate a sintomas vasomotores e quaisquer efeitos secundários de tratamento em pré-menopausa e pós-menopausa em mulheres e verificaram que as diferenças, estatisticamente significativas encontradas entre acupuntura e ausência de acupuntura, podem ser devido, pelo menos em parte, aos efeitos não específicos do tratamento. Os autores ficaram impressionados “com as notáveis melhorias na frequência de sintomas vasomotores, gravidade e várias medidas de qualidade de vida com acupuntura, em compara-

ção com nenhuma acupuntura”. A evidência do benefício da acupuntura para sintomas vasomotores é convincente, de acordo com os especialistas. “A acupuntura pode ser um tratamento interessante para mulheres com menopausa, devido às alterações hormonais e aos sintomas comuns que elas sofrem, por exemplo, ondas de calor, ansiedade e insônia. Ela pode estimular a liberação de endorfinas e outros neurotransmissores, que podem ajudar a diminuir a intensidade dos sintomas, trazendo mais conforto para as mulheres”, explica o médico Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor e acupuntura e doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Da Redação

Berinjela de forno Ingredientes

• 2 berinjelas médias • 3 colheres de sopa de azeite • 4 dentes de alho amassados • Orégano e sal a gosto • 1 colher de café de vinagre • Tomates • Cebola • Muçarela

Modo de preparo

Corte as berinjelas em fatias no sentido do comprimento.

Faça um tempero com o azeite, o alho amassado, orégano, sal e 1 colher café de vinagre. Coloque em um recipiente refratário camadas de berinjela, tomates e cebolas em rodelas. Jogue o tempero e ponha uma camada de muçarela. Repita até acabar, colocando por último a muçarela. Deixe no forno por 20 minutos, ou um pouco mais, até a muçarela estar um pouco dourada.


O NOVO LIVRO DE

PAPA FRANCISCO Uma mensagem de força, sabedoria e esperança aos jovens de coração

Disponível nas livrarias


JUVENTUDE

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JM

Como eu posso ser um Jovem de Maria? quem pensa que isso é uma coisa impossível. É nas atitudes do dia a dia, na escola, no trabalho, entre os amigos que nos tornamos, a cada dia, mais parecidos com Nossa Senhora. E para ajudá-lo a colocar em prática nossa espiritualidade e se tornar um Jovem de Maria, todos os dias temos um conteúdo especial no site com textos, vídeos, testes, podcasts, além da Revista JM e nossos eventos. Tudo para que juntos possamos viver e compartilhar essa alegria de ser um Jovem de Maria!

Laura Galvão/A12-Jovens de Maria

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ala, Jovem de Maria! Estamos felizes em compartilhar com você um pouco do projeto e de como a Casa da Mãe Aparecida tem se preparado, carinhosamente, para acolher a juventude. Em maio, mês de Maria, trazemos como proposta o aprofundamento na espiritualidade do projeto, que traz em sua essência Maria como modelo para a juventude. Não poderíamos ter outra patrona que não fosse Nossa Senhora Aparecida, é claro. Maria foi a primeira que acolheu, ofereceu Jesus e acreditou nele. Assim, o “Jovens de Maria” tem em Nossa Senhora uma referência do caminho que deve ser percorrido na fé, para também acreditar em Cristo, acolhê-lo e testemunhá-lo no mundo. Ao lado da Virgem Maria, temos também como patrono um de seus maiores amigos, o jovem São Geraldo Majela. Encontramos nesse santo a identidade daquele que, rezando com Maria, fez em tudo a Vontade de Deus em sua vida, assim como Ela. E com essas referências para nossa espiritualidade, querendo que o Cristo seja o centro da vida de cada um, trazemos o lema: “Aqui se faz a vontade de Deus”. Ele contempla o “Seja

LUAU JOVENS DE MARIA “Jovens de Maria” tem em Nossa Senhora uma referência do caminho que deve ser percorrido na fé, para também acreditar em Cristo, acolhê-lo e testemunhá-lo no mundo

feita a vossa vontade”, da oração do Pai-Nosso, que Jesus ensinou a seus discípulos; o “Faça-se a vontade de Deus”, que Maria rezou no momento da anunciação; e o “Aqui se faz a Vontade de Deus”, da prática vivida por São Geraldo Majela, o jovem santo redentorista. Para fortalecimento da espiritualidade, o “Jovens de Maria” propõe algumas práticas essenciais: a vivência

VOCAÇÕES

O chamado de Deus é um mistério Há quem resista ao chamado de Deus e quem persista em fazer sua vontade. Não vá pensando que todo mundo ouve esse chamado da mesma forma. Para cada um, esse convite do Pai para segui-lo chega de uma forma diferente. Deus fala de muitas maneiras: na comunidade, no silêncio, no dia a dia. Só é preciso estar com o coração aberto para acolhê-lo. Esse é um mistério divino! O desejo de todo pai é que os filhos vivam em harmonia como verdadeiros irmãos. Esse é também o desejo de Deus para nós. Para que toda a humanidade possa viver como verdadeiros irmãos e verdadeiras irmãs, Deus continua chamando pessoas dispostas a proclamar em sua palavra e anunciar em seu Reino de Amor. Acolher a vocação é deixar-se guiar por este Deus, que nos chama. É permitir o encontro de duas liberdades,

humana e divina, que buscam a felicidade. Todo homem e toda mulher são chamados a serem felizes. Todos são convocados a estar em comunhão com Deus. São chamados a consagrar sua vida, a construir e anunciar o Reino de Deus na terra. Portanto, vocação é compreender Deus na vida e, em cada passo, assumir o propósito da missão. A disponibilidade de cada um que assume sua vocação, seja ela religiosa, sacerdotal, matrimonial ou leiga, mostra que Deus não se cansa de chamar novos operários e enviá-los a sua messe! Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, todo cristão é convidado a escutar, discernir e viver esse chamado. O “vem e segue-me” de Jesus Cristo continua a ressoar no coração de jovens corajosos, capazes de dizer SIM com alegria. Você está disposto a dar seu SIM a Deus? Secretariado Vocacional Redentorista www.a12.com/vocacional

dos Sacramentos, a oração do terço, a Consagração da juventude a Maria e também a oração mais antiga dedicada a Nossa Senhora “À Vossa proteção recorremos...”, que faz parte de nossa identidade. Além de tudo isso, propomos a vivência das virtudes marianas, como a fé, a disponibilidade, o silêncio, o serviço, a solidariedade. Maria é um modelo que devemos buscar a todo momento. E se engana

Já deixe marcado aí em sua agenda que, no próximo dia 26 de maio, você não pode perder o Luau Jovens de Maria, no Santuário Nacional. Ao som do violão e com muita boa música, o céu será o cenário dessa grande experiência que a Casa da Mãe Aparecida oferece à juventude neste mês dedicado a Maria. O evento começa com a Missa da Juventude, às 20h, e, logo após, o Luau. Da Redação


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DEUS CONOSCO

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06/05/2018 | 6º DOMINGO DA PÁSCOA (At 10,25-26.34-35.44-48/ Sl 97/ 1Jo 4,7-10, Jo 15,9-17) No capítulo décimo dos Atos dos Apóstolos, vemos Pedro e seus companheiros surpresos porque aqueles não judeus eram chamados à salvação. Tanto que recebiam o dom do Espírito. Para eles aquilo foi uma revelação divina. A Comunidade de Jesus abriu-se assim também para nós e para todos os povos. Todos nós, seres humanos, somos favorecidos pela graça de Deus, chamados a participar da vida divina por nossa união de vida com Jesus, o Filho de Deus, que veio viver nossa vida.

Na primeira Carta de João, capítulo quarto, encontramos reafirmado que Deus nos amou primeiro, antes que nós o amássemos. Ele nos salva, gratuitamente, por puro favor. E ele nos salva modificando nosso coração, fazendo-nos capazes de amá-lo, e também de amar nosso próximo. Isso é importante: só podemos amar porque Deus nos dá essa capacidade. Antes, então, de ser obrigação, amar é privilégio, favor divino. Só podemos amar se somos salvos, e sabemos que somos salvos se amamos.

Nós, homens e mulheres, fomos criados por amor e para o amor. Só podemos ser felizes amando e sendo amados. Foi para nos dar essa felicidade que o Filho de Deus, que nos amava com amor divino, quis também nos amar com amor humano, igual ao nosso, mas muito mais generoso. No Evangelho de João (15,9-17), diz Jesus: “Eu vos disse estas coisas para que minha alegria esteja em vós, e vossa alegria seja plena”. Ensinando-nos a amar, ou melhor, fazendo-

-nos capazes de amar, Jesus dá-nos sua alegria, a única bastante para nos satisfazer. E ele continua dizendo que seu mandamento, seu ensinamento de vida para nós é que devemos amar sem medida e que, amando assim, seremos felizes sem medida, porque seremos seus amigos. Fomos escolhidos por amor e para o amor. Se aceitamos seu favor, ele poderá enviar-nos, e seremos fatores de salvação e felicidade para todos.

13/05/2018 | ASCENÇÃO DO SENHOR (At 1,1-11/ Sl 46/ Ef 4,1-13/ Mc 16,15-20) Depois da ressurreição, várias vezes Jesus mostrou-se aos Apóstolos. Não como se viesse de fora, mas como quem, estando entre eles, se deixasse ver. E, quando já não o viam, mesmo então não se afastava deles. O mesmo podemos dizer de sua glorificação e de sua subida aos céus. Não os deixou, não se afastou, não foi embora. Já não estava visível entre eles. Tendo vencido a morte, continuou entre eles – e continua entre nós – já agora como

Senhor, o vencedor do mal e da morte. Não estava preso às estradas poeirentas, nem às horas no barco. Agora está junto de todos, falando em todos os cantos da Terra, agindo em todos os corações. Agora, no tempo novo, está agindo na pessoa de cada um de seus enviados, na pessoa de cada discípulo mergulhado nele e na Trindade pelo batismo. Neles continua fazendo o que fez na última ceia, na distribuição de pães e peixes no deserto, no perdão à pecadora. Por meio

deles, suas palavras continuam ressoando hoje das mais diversas formas. Não, ele não nos deixou! Até parece que está mais presente do que antes. Lucas escreveu: “E, enquanto ele ia, ficaram olhando para o céu. Nisso apareceram junto deles dois homens vestidos de branco e disseram-lhes: ‘Homens da Galileia, por que ficais olhando para o céu?’” Eles deviam estar mesmo sem saber o que pensar, sem projetos para o

futuro. Mas não deviam ficar olhando na saudade para um ausente. Tinham de descer do monte, tomar as estradas, entrar nas vilas e cidades e ensinar a viver como Jesus tinha vivido e continuava a viver com eles. Nunca vimos Jesus entre nós. Ele, porém, é alguém real em nossa vida, mais íntimo que os mais próximos. Ele nos faz viver como vivemos, na esperança alegre: age e fala em nós para a salvação de todos. Ele está entre nós!

20/05/2018 | PENTECOSTES (At 2,1-11/ Sl 103/ 1Cor 12,3b-7.12-13 ou Gl 5,16-25/ Jo 20,19-23 ou Jo 15,26-27:16,12-15) Assim estavam os discípulos na tarde daquele dia, cheios de incertezas e surpresas. Trancados e medrosos, de repente, viram Jesus entre eles. “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20). Não lhes cobrava a fuga, nem sua demora em crer. Como se nada tivesse acontecido, confiava neles e tinha coragem de os enviar como continuadores de sua própria missão. “E eles ficaram cheios de alegria.” Tudo estava recomeçando. Como na Criação, veio sobre eles o sopro de

Deus (Gn 2,7): “Depois dessas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo”. Tudo começou a ganhar novo sentido, tantas coisas ouvidas tornavam-se claras. Estavam prontos para as estradas do mundo. Cada um de seu jeito, com sua missão pessoal. “Os dons são diferentes, mas o Espírito é o mesmo. Os serviços são diversos, mas o Senhor é o mesmo. As atividades são distintas, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em to-

dos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para a utilidade de todos” (1Cor 12,4-7). Poderosos pela presença viva de Jesus, iluminados e impulsionados pelo Espírito, o Sopro de vida da Trindade, vamos para a missão que nos confia. Cada um de nós, no serviço que nos foi confiado, com os dons que recebemos, podemos e devemos ser salvadores, anunciadores da misericórdia e da verdade, que libertam do pecado.

Os primeiros enviados de Jesus tiveram a coragem de abandonar seu ambiente de vida e suas tradições. Não foi fácil. Mas, levados pelo Espírito, aos poucos o conseguiram e com linguagens novas souberam encontrar respostas para novas perguntas. Temos de enfrentar o mesmo desafio em um mundo diferente, não para conservar o passado, mas para garantir o futuro. As palavras dele continuam as mesmas: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

27/05/2018 | SANTÍSSIMA TRINDADE (Dt 4,32-34.39-40/ Sl 32/ Rm 8,14-17/ Mt 28,16-20) Sempre repetimos que Deus é amor. É verdade, porque Deus é Comunidade, plena partilha de vida, amor, felicidade e alegria entre o Pai, o Filho e o Espírito. Cada um, em seu modo de ser, faz a felicidade dos outros e neles encontram a sua. A Trindade é amor por isto: quis partilhar sua vida e alegria com o ser humano, criado para que não fosse apenas humano, mas, de certo modo, divino. Nossa união vital com a Trindade é a salvação, a felicidade que o Filho de Deus encarnado veio dar-nos.

Enviando seus discípulos (Mt 28,16-20), Jesus mandou que fizessem todos seus seguidores, batizando-os – isto é: mergulhando-os – no Pai, no Filho e no Espírito. Somos salvos e encontramos a vida, para a qual fomos criados, quando estamos totalmente envolvidos e penetrados pela vida da Trindade, no amor e na misericórdia. Somos filhos e filhas, e isso faz toda a diferença em nossa vida. Como disse Paulo (Rm 8,14-17) “são filhos de Deus todos os que se

deixam conduzir pelo Espírito de Deus. Pois não recebestes um espírito de escravos para recairdes no medo; mas recebestes um Espírito de filhos adotivos, que nos permite exclamar: ‘Abbá, Papai!’” Continuamos enfrentando a sedução do mal; temos, porém, dentro de nós, um impulso mais forte, a força do Espírito, que nos ampara sempre que o deixamos agir em nós. “O próprio Espírito atesta a nosso espírito que somos filhos de Deus” (v. 16). A vida da Trindade leva-nos

para o bem, a verdade, o amor. Já não somos escravos do mal e do medo, podemos viver a alegre liberdade de filhos e filhas. Podemos dizer que, pela nossa participação na vida da Trindade, damos sentido a todos no imenso universo. Nós é que poderemos dar-lhe voz para que louve a alegre bondade de nosso Deus.

*Textos: Pe. Flávio Cavalca de Castro, C.Ss.R.


ESPIRITUALIDADE

Jornal Santuário • Maio de 2018

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ESPÍRITO SANTO

A

maternidade divina da Virgem é um dado real de nossa salvação. Ser a mãe do Salvador originou nela um vínculo necessário com toda a humanidade redimida só por seu Filho. Maria é nossa Mãe espiritual, primeiro porque, entregando-se a Deus na acolhida humilde e total a sua Palavra, colaborou para recuperar nossa comunhão com Ele. Sob a ação do Espírito Santo ofereceu o seio virginal para a concepção do Cristo, cabeça da Igreja, da qual ela foi e é o primeiro membro. Tornou-se a criatura mais conforme a Jesus Cristo. Logo, participou do mistério pascal antes de todos nós e de um modo inigualável. Assim é apropriado chamá-la: “a mulher do 3º dia”, ou seja, o dia da Páscoa! Após a morte e ressurreição de Jesus, reuniu-se a primeira comunidade em oração à espera do Espírito Santo prometido pelo Senhor. Ela, Maria, personificou a expectativa do grupo. Em Pentecostes, apóstolos e discípulos aguardaram com Maria a vinda do mesmo Espírito, do qual ela fora o santuário na Anunciação (Lc 1,35). Na condição de mãe e discípula, ela acalentou as demais pessoas do pequeno grupo de Jesus. Recolhidos e ocultos na sala do Cenáculo, esperaram o que iria acontecer. Tiveram medo, incertezas e vacilações. Ela rezou com eles, repassando-lhes conforto, dando-lhes seu testemunho pessoal, comunicando a coragem para abrirem as portas

Reprodução

Pentecostes: Maria conforta os apóstolos e discípulos

e começarem a ser a “igreja em saída”, em partida para anunciar a Boa Notícia. Pentecostes assinala esse momento da ação divina extraordinária, após Jesus ressuscitado deixar a convivência com eles. O Espírito Santo fortaleceu e transformou aquele frágil grupo. Ficaram todos intimamente possuídos pela força do alto! Nasceu a Igreja! E até hoje a espiritualidade mariana mostra-se na devoção, na reflexão e em quem se deixa guiar pelo Espírito como Maria. O Espírito Santo conferiu a Maria um papel eclesial substancial e integrador. Os estudiosos falam de um princípio mariano da Igreja. Por isso, a Bíblia, a Tradição e a História veem em Maria aquela pessoa que sustentou o medroso grupo inicial dos discípulos após a ressurreição do Senhor (At 1,12-14). Ela es-

teve lá no coração da comunidade cristã em gestação entre o medo e a esperança. Lá ela exerceu sua maternidade espiritual confortando Pedro, os outros e incentivando as mulheres seguidoras a confiarem e abraçarem a missão do Filho. A mulher do Calvário comunicou ao grupo sua fortaleza d’alma e, ao mesmo tempo, tornou-se o ícone da Igreja na transição da fé em Jesus, ausente na carne para a presença do Espírito em seu nome. Com os irmãos dos primeiros séculos, nós cremos que a Virgem forma Jesus em nós! Junto dele no céu, ela continua sua missão para a humanidade em todos os tempos. “Não há Igreja sem Pentecostes. Não há Pentecostes sem a Virgem Maria” (Papa Bento XVI). Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R.

ACADEMIA MARIAL

A Virgem Maria envolvida pelo Mistério da Santíssima Trindade

Q

uando chegamos aos relatos da Paixão e Morte de Jesus, a Virgem Maria aparece com seu amor de mãe, do mesmo modo em que ela esteve no nascimento de seu Menino. Chamada de a “Nova Eva” ao lado do “Novo Adão”, foi o instrumento primordial para a Encarnação, tendo também um papel primário na Crucifixão, Morte e Ressurreição e na descida do Espírito Santo no Pentecostes. Descobrimos assim que a Escritura faz a ligação da “Mãe de Jesus” (Jo 19,25) com esses três momentos da mediação absoluta de Cristo. Um dado material e biológico que não podemos perder de vista: a carne e o sangue humanos de Maria foram necessários tanto para Encarnação, quanto para Morte de Cristo, tornando assim “cooperação” dela na ação redentora realizada pelo Filho de Deus. Se analisarmos com a ótica da teologia trinitária, entenderemos a profecia de Simeão; “movido pelo Espírito Santo” foi ao Templo, tomou Jesus nos braços, fruto do ventre da esposa de José, e orou ao Pai Criador: “Agora, Senhor, já podes

deixar...” (Lc 2,29-32). O velho servo do Senhor decretou o que viu e, nessa visão, estava presente ativamente a Mãe, e, reclamando dela a consciência de sua cooperação, assim lhe disse: “Uma espada de dor lhe atravessaria a alma” (cf. Lc 2,53). Encontramos a figura materna de Maria sendo preparada para o futuro! Não sabia ao certo o que Deus lhe reservara, mesmo assim não duvidou; aquilo que não podia entender “guardava todas essas coisas em seu coração” (Lc 2,48) com grande respeito. Resumindo, para entendermos a participação ativa de Nossa Senhora na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, temos de voltar exatamente ao episódio da apresentação do menino no Templo. [...] Maria não se torna mãe da Igreja por afinidade dos cristãos, mas por dom de Deus, dado aos novos membros de Jesus Cristo por meio do Batismo. É aqui que entendemos com toda a sua força o testamento material e espiritual do Senhor no alto da Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho, filho eis aí tua mãe! Daquela hora em diante, o

discípulo a recebeu em sua família” (cf. Jo 19,27-28). Concluo dizendo: “A multifacetada missão de Maria, em relação ao povo de Deus, é, efetivamente, realidade sobrenatural, operante e fecunda no organismo da Igreja”. Em nossa vida cristã, devemos estar dispostos a seguir o exemplo de vida, que nos mostrou o Senhor, mas também podemos seguir o exemplo que nos deixou Maria quando amou, bendisse a Deus, protegeu, cuidou, seguiu e obedeceu a Jesus Cristo, nosso Messias, na aceitação dos homens redimidos como seus filhos adotivos, desde o evento da Cruz. Imploro a Nossa Senhora da Conceição Aparecida a graça de ver sempre a Igreja no Brasil incessantemente impelida a ser uma Comunidade eucarística, missionária e conhecedora da mensagem de vida contida nas Escrituras. Cônego José Wilson Fabrício da Silva, crl Membro da Academia Marial de Aparecida


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FORMAÇÃO CRISTÃ

Jornal Santuário • Maio de 2018

PORQUE SIM NÃO É RESPOSTA!

O que é a Ascensão do Senhor? Pergunta de Bruna, de Vitória-ES

a culminância da filiação divina, o selo final do projeto do Verbo, que se fez carne para nos salvar e que retorna a suas origens, de onde segue sendo nosso companheiro fiel. O convite feito a nós, mais do que ficar mirando o Céu à procura do Ressuscitado, é seguir em missão e reencontrá-lo em cada irmão e irmã que sofre a nosso lado. Por isso mesmo, a Ascensão de Jesus sinaliza o começo da vida missionária de seus discípulos. Jesus sobe aos Céus, mas a missão de construir o Reino de Deus é deixada como herança àqueles que Nele encontraram a razão para viver. Jesus é a cabeça da obra redentora do Pai, e nós somos parte fundamental desse projeto que irá restaurar a dignidade de toda criatura em Cristo!

Reprodução

H

á muitas definições dogmáticas e teológicas que nosso povo aprendeu a conhecer com a catequese da Igreja, mas nem sempre consegue entender muito bem. A Ascensão do Senhor é uma dessas verdades teológicas, que celebramos, mas nem sempre compreendemos com toda a intensidade. Todos nós sabemos que Cristo está ao lado de Deus na glória, que Ressuscitou dos Mortos e subiu aos Céus, mas qual o sentido espiritual dessas palavras? Comecemos com a passagem bíblica da Ascensão do Senhor. Segundo as Escrituras (At 1,6-11), Jesus, após sua Ressurreição, conviveu um período com seus apóstolos e, logo depois, ascendeu aos céus para o lado do Pai Celeste. A palavra Ascensão remetenos a uma imagem clara: Jesus mesmo eleva-se ao Céu. O Cristo Ressuscitado é introduzido, definitivamente, no Reino Celeste, onde, segundo imagem humana, ele está sentado à direita do Pai. Com isso, queremos dizer que para o Cristo não há mais barreiras temporais ou espaciais, Ele é tudo em todos, Alfa e Ômega, princípio e fim de tudo! Em poucas palavras, dizer que

A Ascensão do Senhor é a culminância da filiação divina, o selo final do projeto do Verbo, que se fez carne para nos salvar

Jesus Ascendeu aos Céus é professar a fé na eternidade do Filho de Deus, que, historicamente encarnado em um momento do tempo, depois de Ressuscitado, retoma sua dimensão de Eternidade ao lado do Pai e do Espírito Santo.

Ou seja, cumprida fielmente sua missão, Jesus Ressuscitado finaliza sua estadia entre nós, retorna aos Céus e senta-se ao lado direito do Pai. Como já dissemos, essa imagem é humana, para significar que Jesus vive na Trindade Santa. A Ascensão do Senhor é

Padre evaldo César de Souza, C.Ss.R.

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JORNAL SANTUÁRIO (Nº 5813 | MAIO/2018)  

Criado em 1900, é o mais antigo jornal católico existente no Brasil, considerado Órgão Oficial do Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Edit...

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