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RUA ANTERO DE QUENTAL, Nº 17 - 3880-146 OVAR

QUARTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO DE 2013 . 0,50€. ANO 13 . Nº 626 QUINZENÁRIO DO CONCELHO DE OVAR . Diretora: SOFIA STOFFEL PUB

Orquestra Mundial seleciona violinista vareiro

Págs. 2 e 3

Carnaval de Ovar: Chegada do Rei cancelada Pág. 11

TERRA-A-TERRA

TERRA-A-TERRA

Hospital de Ovar prestes a passar para as mãos da Misericórdia

Investigação focada no avanço do mar aponta para o elevado risco em que se encontra a frente urbana do Furadouro. Autor do estudo defende que a lixeira de Maceda pode vir a ser descoberta pelo mar

Pág. 4

TERRA-A-TERRA

Governo prepara introdução de mais portagens na A29. Troço entre Maceda e Miramar vai passar a ser pago Pág. 8

Pág. 9

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Temporal deixou marcas em todo o concelho Págs. 12 e 13

Orfeão de Ovar

assinala 92º aniversário Pág. 4 Publicidade Publicidade


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Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

praçapública

DESTAQUE TIAGO SANTOS ENTRE OS MELHORES DO MUNDO

Violinista vareiro selecionado para a Orquestra Mundial Depois de ter marcado presença na mediática Orquestra Sinfónica do Youtube e na Orquestra de Jovens da União Europeia, o violinista vareiro Tiago Santos foi selecionado para a Orquestra Mundial.

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

Natural de Arada, Ovar, Tiago Santos vai estar presente a partir de hoje, dia 30 de janeiro e até ao dia 17 de fevereiro, na África do Sul, onde fará parte da Orquestra Mundial que terá a orientação do maestro Josep Vicent. Composta por músicos oriundos de 54 países, esta orquestra conta com a participação de sete portugueses, quatro deles violinistas, e tem como principal objetivo a promoção da interculturalidade e da solidariedade através da música. Tiago Santos frequenta atualmente o primeiro ano de mestrado em ensino no Instituto Politécnico de Castelo Branco/Escola Superior de Artes Aplicadas, e dá aulas de violino na Academia de Música de Paços de Brandão. Aos 24 anos, o violinista vareiro apresenta um percurso invejável, com presenças na Orquestra de Câmara Portuguesa, na Orquestra Clássica de Espinho, na Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim e na Orquestra da Universidade da Extremadura (Cáceres-Espanha). O PRAÇA PÚBLICA esteve com Tiago Santos antes da partida e hoje dá-lhe a conhecer o percurso de um dos mais promissores violinistas portugueses.

Como aparece o gosto pela música? Eu devia ter uns seis anos e estava a passar um concerto na televisão e num dado momento apareceu um violino no monitor, eu apontei para ele e disse que queria aprender a tocar aquele instrumento. Foi assim que tudo começou. No ano seguinte entrava na escola de música. De fato. Com sete anos entrei para a escola de música e até ao 12º ano frequentei a escola e a música sempre lado a lado. Quando decidiu enveredar pelos estudos académicos na área da música? Curiosamente foi tarde. Até ao 9º ano nunca consegui decidir-me, e foi preciso chegar ao 12º para

realmente traçar o meu caminho na música. Em 2009, sabe-se que o Tiago é o único português a marcar presença na Orquestra do Youtube. Como é que tudo aconteceu? Temos um professor, que é o Augusto Trindade, que tradicionalmente lança alguns desafios aos alunos da classe de violino e este do Youtube aconteceu desta forma. Gravámos a minha prestação, que pusemos online, no youtube, e fomos sujeitos a avaliação de grandes maestros de várias orquestras internacionais. Participaram mais de 3000 concorrentes e um belo dia verifiquei na minha caixa de correio eletrónico que tinha sido um dos cerca de 200 pré-selecionados. Este grupo de mú-

sicos foi votado pelo público e no final eu fui um dos 94 músicos escolhidos, oriundos de 30 países, que foram aos Estados Unidos. Alguma vez acreditou que esta participação era pos-

“... após a primeira seleção passei a olhar para esta participação com um interesse especial e, claro, tinha esperança de ser sele cionado selecionado para a Orquestra”.


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Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

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DR

DESTAQUE

O violinista vareiro, Tiago Santos, foi selecionado para a Orquestra Mundial

sível? Eu só procurei fazer a melhor gravação possível e nunca me preocupei com os resultados. Contudo, após a primeira seleção passei a olhar para esta participação com um interesse especial e, claro, tinha esperança de ser selecionado para a Orquestra. Estava longe de imaginar a projeção que esta participação poderia ter? Claro que sim. Nunca pensei que tivesse tanta importância. Desde logo porque tocámos no Carnegie Hall, em Nova Iorque, num concerto dirigido pelo maestro Michael Tilson Thomas, da Orquestra Sinfónica de S. Francisco. Como descreve essa experiência? Foi única. Tocar em Nova Iorque, ao lado do violinista Gil Shaham ou da pianista Yuja Wang, entre outros foi, de fato, uma experiência fantástica. Depois veio a participação na Orquestra de Jovens

“ Nunca pensei que tivesse tanta im portância. importância. Desde logo porque tocámos no Carnegie Hall, em Nova Iorque, num con certo concerto dirigido pelo maes tro maestro Michael Tilson Tho mas, da Thomas, Orquestra Sinfónica de S. Francisco ”. Francisco”. da União Europeia. Esta foi outra participação curiosa. Comecei a prestar provas para esta Orquestra de jovens entre os 15 e os 25 anos, em 2007, ano em que fiquei pela final. No ano seguinte, voltei a prestar provas e fiquei em reserva. Em 2009, finalmente consegui entrar na Orquestra de Jovens da União Europeia, onde já participei em oito estágios, entre outros projetos. Estes estágios, que já realizámos em países como

a Áustria, a Suíça, o Reino Unido, a Alemanha, a Polónia ou a China, por exemplo, implicam ensaios intensivos de ‘nipe’ (só do mesmo instrumento) e de ‘tutti’ (conjunto), durante duas semanas, seguidos de uma tour com diversos concertos.

Que vão estar onde? Vamos estar na África do Sul, de 30 de janeiro a 17 de fevereiro e depois, durante o ano de 2013, iremos ao México, à Holanda e aos Balcãs.

Agora veio a seleção para uma participação na Orquestra Mundial. Como é que aconteceu? Da mesma forma. Trata-se de um desafio que o professor lançou aos alunos. Fiz as audições, gravei o vídeo e enviei para lá.

Para quem está a frequentar um mestrado, o que pode vir a seguir? Tudo o que eu fiz até aqui foi sempre numa perspetiva particular. Agora pretende-se evoluir para o mercado profissional do trabalho.

Só que desta vez tem companhia de mais portugueses. É verdade. Os violinistas Nuno Santos, Oksana Kurtash e Ana Catarina Pinto são todos da universidade que eu frequento.

Em Portugal, qual é o sonho de um músico? Tocar na orquestra da Casa da Música, por exemplo, ou na Orquestra da Gulbenkian é sempre um sonho.

É uma grande Orquestra que conta com mais portugueses? Sim. A Orquestra Mundial integra músicos de 54 países e sete são portugueses.

E ao nível internacional, onde fica o topo? Na Orquestra Sinfónica de Berlin, na Orquestra Sinfónica de Chicago, entre outras. O Tiago dá aulas de

violino desde a iniciação. Os miúdos sabem que têm um professor famoso? (risos...) Sabem. Eu procuro usar as minhas participações e conquistas para lhes fazer ver que para tudo é necessário muito trabalho e dedicação. Procuro mostrar-lhes que é possível, mas também lhes transmito as dificuldades que se nos colocam e que temos de ultrapassar. Eles têm-me como referência e eu procuro dizer-lhes que tudo é possível, mas que também é necessário ser-se muito

“ o professor Augusto Trindade foi aquela pessoa que me incentivou e que me ajudou a ir em frente numa área onde não há faci lidades. ”. facilidades. lidades.”.

humilde. E onde entra a família? Os meus pais sempre me apoiaram muito. Eles gastaram muito tempo comigo, deixaram-me ir estudar para onde eu queria e, por isso, trabalhei no sentido de eles verem esse trabalho recompensado. Quem é a sua principal referência? De fato, o professor Augusto Trindade foi aquela pessoa que me incentivou e que me ajudou a ir em frente numa área onde não há facilidades. Pode dizer-se que a Academia de Música de Paços de Brandão é um ‘alfobre’ de violinistas de sucesso? Pode dizer-se que é interessante ver a evolução desta academia, onde existe uma forte tradição a esse nível. É notório que exalunos, que hoje são profissionais, são hoje aqui professores e se isso é sinónimo de sucesso, então sim.


TERRA-A-TERRA

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 Foto de arquivo

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OVAR

Ministério da Saúde vai entregar gestão do Hospital de Ovar à Misericórdia

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

O Hospital Dr. Francisco Zagalo, de Ovar, é uma das unidades que estão na eminência de ver alterada a sua realidade

provedor e o administrador da Santa Casa da Misericórdia de Ovar e o presidente da Assembleia Municipal de Ovar, não foi apresentado “qualquer documento ou proposta de protocolo que servisse de base a uma negociação entre o Ministério da Saúde e a Santa Casa da Misericórdia de Ovar”, tendo considerado que essa reunião “foi absolutamente inconclusiva face à ausência de qualquer proposta concreta por parte da ARS Centro”. Ma-

nuel Oliveira destacou que a sua preocupação se refere “à forma como o processo está a ser conduzido e aos propósitos que envolvem o futuro do Hospital de Ovar”, destacando “a necessidade de manutenção das valências do Hospital de Ovar, assim como o reforço das mesmas, no âmbito do hospital de proximidade, que não só impede que situações de menor complexidade congestionem Hospitais Regionais ou Centrais, como garante maior

O Hospital Dr Dr.. Francisco Za galo, de Zagalo, Ovar Ovar,, é um dos cerca de 15 hospitais que estarão na eminência de ver alterada a sua realidade, sendo que só na região centro o mesmo poderá acontecer aos hos pitais hospitais Arcebispo João Crisós tomo Crisóstomo (Cantanhede) e Lucia no de Luciano Castro (Anadia)

proximidade e humanização, além de prevenir situações de efetiva emergência; bem como a necessidade de criação de um SUB (Serviço de Urgência Básico) em Ovar”. O autarca garantiu ainda ter “estranhado o conteúdo da reunião e da anunciada intenção de entregar a gestão do Hospital à Santa Casa”, em virtude de há cerca de dois meses ter reunido com o presidente da ARS Centro, na presença do diretor do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga III e de “nenhuma destas orientações ter sido transmitida aos responsáveis locais, tendo sido garantido o integral respeito pelo protocolado com o Ministério da Saúde, em 2007”. Publicidade

A proposta anunciada por Pedro Passos Coelho, em novembro de 2011, de preparação para a devolução dos hospitais nacionalizados a seguir ao 25 de Abril às respetivas Misericórdias locais, começa agora a conhecer os últimos ‘capítulos’ e, ao que tudo indica, Governo e União das Misericórdias Portuguesas estarão já a ultimar o protocolo final. O Hospital Dr. Francisco Zagalo, de Ovar, é um dos cerca de 15 hospitais que estarão na eminência de ver alterada a sua realidade, sendo que só na região centro o mesmo poderá acontecer aos hospitais Arcebispo João Crisóstomo (Cantanhede) e Luciano de Castro (Anadia). Na reunião do executivo da Câmara Municipal de Ovar, do passado dia 17, Manuel Oliveira deu conta da sua preocupação face à intenção do Ministério da Saúde de passar a gestão do Hospital de Ovar para a Santa Casa da Misericórdia de Ovar e revelou que, na reunião em que participou, na semana anterior, com o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, o

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HALL DE ENTRADA

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

POSTAL DA SEMANA

editorial

Quinzenário Vareiro

Diretor a : Sofia Stoffel (director@pracapublica.com) D i r e t o rr-- a d j u n t o de informação: Dinis Amaral (CP n.º 6198) Redação: Fernando Souteiro

EDUARDO COSTA

Colaborador e s Aníbal Gomes Colaboradores Fotográficos: Tiago Carriola Assinaturas: (assinaturas@pracapublica.com) Propriedade Propriedade:: Globinóplia, Unipessoal, Lda Edição: Notícias Amplas, Unipessoal, Lda, Contribuinte nº 509 158 692 Capital Social: 1 000 Euros Administração Administração: Manuel Domingos da Silva Moreira Detentores de mais de 10% do Capital Social: Gadgetresult SGPS. S.A. Contribuinte n.º 508 950 520 Reg. DGCS nº 123740 Dep. Legal nº 159271/00 Redação: Rua Antero de Quental, nº 17, 3880-148 OVAR Tel: 256 753 044 TM: 917 489 469 e-mail: geral@pracapublica.com Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis Telm.: 910252676 / 910253116 / 914602969 Tiragem média: 3.000 exemplares Assinatura anual: 22,50 euros (nacional); 62,50 euros (estrangeiro). As opiniões publicadas neste semanário, podem não refletir a linha editorial do PRAÇA PÚBLICA. Por isso, os textos de opinião assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, não cabendo qualquer responsabilidade à direção e administração deste jornal.

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Consequências do mau tempo

SOFIA STOFFEL

O Cubano O rapaz cubano a trabalhar num restaurante do Porto, explicou-me o que é ser trabalhador no estrangeiro: todos os meses paga ao governo de Cuba o equivalente a um salário dum licenciado no seu país (300 euros por ano). Naquele país, a educação é completamente gratuita, nenhuma criança pode faltar à escola e só aos 16 anos lhe é atribuído o equivalente ao Cartão de Cidadão, com o qual pode já desempenhar uma profissão. A saúde é completamente gratuita e tem ainda outros benefícios como aconselhamento jurídico também gratuito. Portanto, estamos perante um Estado que de facto, investe nos seus cidadãos. Mesmo que uma maioria seja pobre, não vivem em estado de miséria. Até os “vulgares arrumadores”, que dessa forma pedincham nas nossas cidades, são ali “parqueadores estatais” com direito a salário! Um outro facto a merecer uma palavra: o cidadão cubano que emigra, não anda “por aí” a mendigar ou a roubar para sobreviver. O seu país sente-se responsável por ele e acompanha-o: todos os três meses, tem que se apresentar à Embaixada para comprovar que tem trabalho e meios de subsistência. Por tudo isto, é interessante e talvez correto que o cidadão que quer e consegue trabalho no estrangeiro, pague uma contribuição para o seu país. Alguém me lembrou: “se o governo português fizesse o mesmo, tínhamos uma enorme fonte de receita!” Se com esse valor recolhido, o mesmo garantisse ensino e saúde de facto gratuitos, acredito que quem trabalha no estrangeiro concordasse em pagar uma contribuição!

O concelho de Ovar foi vítima, no passado dia 19 de janeiro, do mau tempo e de ventos superiores a 100 km/h, fenómeno que se tem vindo a tornar recorrente no nosso país. Este fenómeno que afetou quase todo o território nacional, deixou também marcas um pouco por todo o nosso concelho, tendo derrubado árvores, postes de iluminação e outdoors de publicidade, levantando telhados de habitações e fazendo subir as águas do Mar, da Ria e do Rio Cáster, que transbordaram provocando inundações no Furadouro e na Ribeira de Ovar. Por seu turno, também os Parques de Campismo de Esmoriz e de Cortegaça foram os muito afetados, com estragos que poderão ascender a centenas de milhares de euros. Parte do concelho esteve ainda várias horas sem iluminação elétrica, na sequência dos danos provocados nas infraestruturas elétricas. Os Bombeiros Voluntários de Ovar e de Esmoriz foram, mais uma vez, incansáveis no apoio e socorro prestado à população, nos dias 19 e 20, e durante cerca de 26,45 horas. Na verdade, foram muitos os particulares que necessitaram da intervenção dos bombeiros, que acorreram ainda a diversos outros alertas, e que, apenas com o intenso trabalho prestado durante os dois dias de intempérie, foram capazes de minorar os prejuízos e dificuldades causadas pelo intenso temporal que se fez sentir.

“ Os Bombeiros Voluntários de Ovar e de Esmoriz foram, mais uma vez, incansáveis no apoio e socorro prestado à população, nos dias 19 e 20 20””

DIRECTOR@PRACAPUBLICA.COM

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TERRA-A-TERRA

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

GRANDE ENTREVISTA – ALCINO ANDRADE

A Banda Filarmónica Ovarense, vulgarmente conhecida por “Música Velha”, é uma instituição bicentenária e muito prestigiada ao nível do concelho de Ovar, do distrito de Aveiro e até do país. No entanto, como qualquer outra coletividade, ao longo destes 201 anos de existência, já passou por momentos bons e outros menos felizes, mas presentemente está a atravessar um dos períodos mais marcantes da sua história. Para conhecer as razões deste sucesso, nada melhor do que falar com o atual presidente, Alcino Andrade, que já está ligado à Banda há mais de quatro décadas. FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

Como é que surge a sua ligação à Banda Filarmónica Ovarense? Eu não sou natural de Ovar, sou de Baião e vim para esta cidade em 1970, porque já tinha aqui um primo, o José Azevedo Pinto, falecido há muito pouco tempo, e que já estava a tocar na Banda Ovarense. Desde logo me convidou para fazer parte caso eu quisesse tocar música. Essa foi sempre uma ambição minha, porque desde pequenino que gostava de tocar. O meu pai tocava violino, embora não soubesse

música, e a minha família já era um bocado ligada à música. Foi sempre uma paixão que trazia desde pequeno e como na nossa aldeia não havia essa possibilidade, mal ele me fez esse convite, foi com imensa alegria que ingressei na Banda Ovarense. Comecei a aprender clarinete e em finais de 1971 toquei na banda durante alguns anos. Mas depois a saúde não permitiu que tocasse por muito mais tempo, dada a minha dificuldade. Mas ainda era músico quando entrei na direção e aqui estou até hoje. Já lá vão quarenta e poucos anos. Lá vou estando com muita alegria. Quais são os momentos mais marcantes destes 201 anos de existência da conhecida Música Velha? O momento mais marcante, desde que eu faço parte e se calhar de toda esta instituição, foi quando decidimos comprar a nossa sede. Acho que foi o momento mais alto, porque todos nós sonhávamos ter uma sede própria, porque ensaiávamos numa sede sem condições. Ainda me recorda que, já no meu tempo íamos para lá à noite para fazer divisões, de modo a fazer uma sala para reuniões, que nem isso tínhamos. Aquilo era um salão e então na altura, a Toyota ofereceu-nos caixotes e dividimos para termos uma sala da direção, um bar e a sala de ensaio. Hoje era impossível, da maneira que a banda está, estarmos lá. Já a atual é pequena. Então, isso foi quando me convidaram para presidente da banda. Aceitei na condição de comprarmos uma sede e em bom momento o fiz. Todos se agarraram à minha ideia e me acompanharam. Hoje temos a sede que temos. O momento mais alto é sem dúvida, a aquisição da sede. Quantos elementos compõem a Banda atualmente? A Banda Filarmónica Ovarense tem 66 músicos,

sendo todos músicos da própria banda, porque por vezes há bandas que têm músicos convidados, a ganhar dinheiro. Há quem diga que a Banda Filarmónica Ovarense é a maior instituição musical do concelho. Partilha dessa opinião? Claramente. Há aí outras instituições que têm também muito valor. Acho que as bandas são as coletividades que estão mais ligadas ao povo, porque ensinam gratuitamente. Chamam-lhe os conservatórios do povo, porque nós vamos para a banda e aprendemos gratuitamente. Saem dali grandes músicos, grandes profissionais. Depois, alguns deles vão para os conservatórios e para as academias e por aí fora. Temos exemplos disso na nossa banda. Acho que a Banda Ovarense e as bandas de uma forma geral são as instituições que mais deviam ser apoiadas. Os instrumentos são caríssimos e ainda conseguimos ensinar gratuitamente e fazer grandes homens, grandes músicos e grandes artistas. Tem que se dar também esse valor. Ali ninguém ganha dinheiro. Às vezes, as pessoas pensam, eles ganham dinheiro, já que aquilo que vão ganhar numa festa, se calhar não dá para o dinheiro que têm que pagar para comer, já que vamos de manhã e chegamos à noite. O pouco dinheiro que se ganha, lá fica, porque é preciso comer, transporte, etc. As pessoas andam ali, simplesmente porque gostam daquilo. Por dinheiro não andaria lá ninguém, a não ser os profissionais. Ali não há profissionais. São só amadores. Existe rivalidade com a outra banda da cidade? Já houve noutros tempos. Rivalidade sã. Cada um puxa a brasa para a sua sardinha e isso é normal. Ainda bem que assim é, porque senão, cada um punha-se à sua maneira. Havendo

rivalidade também há maneira de cada um ser melhor que o outro. Quem vai ganhar é a terra, porque, de certeza, existindo só uma banda, a coisa ia andando por ali. Assim, uma vai segurando a outra e uma quer fazer melhor do que a outra. Isso só beneficia em todos os aspetos. Os mais velhos contam que antigamente existia uma rivalidade muito grande. Um músico que saísse de uma banda, não podia ir para a outra. Hoje não. Sai-se de uma banda e vai-se para a outra. Nós temos alguns que já lá estiveram. Se calhar, eles têm alguns que já foram da nossa. Já há mais colaboração. Há uns anos era impensável, um músico ir ajudar a outra. Hoje já não. A rivalidade que hoje existe é uma rivalidade sã, para melhoria das bandas e da cidade em si.

“O António Covas foi um grande maestro”

A mudança de maestro, de António Covas para Ascendino Silva, foi uma situação pacífica ou houve algumas alterações em termos de reportório e até do modo de funcionamento da própria banda? Ora muito bem, a mudança de maestro foi muito pacífica e eu já há uns anos que estou na direção e o Covas já há 25 anos que era maestro e nunca passou pela cabeça que o maestro António Covas quisesse abandonar. No entanto, tudo tem o seu tempo e a pessoa, se calhar, começa a cansar-se, e o António Covas pôs o problema que queria sair. Não houve litígios com ninguém, não houve problemas com ninguém. Ele é que achou que seria a altura para dar a oportunidade a outras pessoas. Ainda tentei que ele

Fernando Souteiro

“O momento mais marcante da Banda foi a compra da sede”

Alcino Andrade

ficasse, porque nós gostávamos muito do António Covas. Foi um grande maestro, um homem que ajudou muito a banda e continua a ajudar. Ele continua a dar aulas, sinal de que gosta muito daquilo. Se fosse outro, abandonaria e nunca mais lá poria os pés. Não é o caso. O Covas continua a ajudar, a acompanhar a banda. Tem muitas festas que vai com a banda. O cansaço às vezes chega, não só dos músicos, é dos diretores, dos maestros e então o Covas decidiu fazer os 25 anos e, no aniversário dos 200 anos, por iniciativa própria, decidiu sair. Achou que seria a altura ideal. E depois? Tentámos escolher um maestro, em primeiro lugar, que fosse da banda, se fosse possível. Isso acontece em poucas bandas. Nestes últimos anos temos tido maestros que tocam na banda. Chegámos a um acordo com o Ascendino, dado que era ele que era o maestro da

orquestra. Tinha uma certa prática e tentámos apostar no Ascendino. Em boa hora isso aconteceu, porque é sangue novo, tem vários conhecimentos e tem a sua maneira de dirigir. Cada um tem a sua. O Ascendino está a dar uma dinâmica fantástica à banda. Para mim tem sido uma surpresa. Nunca me passou pela cabeça que o Ascendino fosse capaz de fazer aquilo que está a fazer. Para mim e para os restantes elementos da direção, o Ascendino tem dado uma dinâmica muito grande à escola de música. Ele trabalha com outros métodos. Ensaia muito mais. Esta mudança está a dar bons resultados. A criação da Orquestra Ligeira da Banda Ovarense foi uma aposta ganha desta direção? Foi uma aposta ganha da direção e também do Ascendino Silva, porque na altura foi uma aposta dele e a direção sempre o apoiou.


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TERRA-A-TERRA um jovem de 55 anos, o que é muito difícil acontecer. Estão alguns preparados para sair brevemente, se calhar nas Procissões Quaresmais. No aniversário tivemos a entrada do senhor João. A banda, presentemente tem uma meia dúzia com uma certa idade e eu acho que isso é bom. É um exemplo para a juventude termos pessoas quase com 80 anos a tocar. O senhor Silva queria ir este ano embora, mas ainda vai aguentar mais uma época.

“Uma festa popular que não tenha uma banda de música não é festa”

A Orquestra tem um reportório mais moderno, mais ligeiro, o que faz com que a banda cresça, pois como são géneros um bocadinho diferente, faz com que a banda evolua mais. A banda tem muita juventude. Qual é o número de elementos que frequenta a escola de música da banda? Atualmente temos uma média que oscila entre os 50 e os 60 elementos, a aprender vários instrumentos. A maior parte são instrumentos de integração e este ano abrimos mais uma classe, que foi a guitarra, que não é ligada à banda, mas é uma fonte de receita. Também temos a classe do piano e os “lirinhas”, que é uma aprendizagem para os miúdos mais pequeninos, dos cinco, seis anos, em que já vão aprendendo alguma coisa de música, que depois tem o seu seguimento. A escola de música fica-nos muito cara,

porque as pessoas só pagam as quotas e é irrisório. Não dá para pagar aos professores. No meu tempo de músico quem ensinava os jovens era um músico que sabia mais. Ensinava clarinete, já que eu era clarinete e quem percebia de trompete, ensinava conhecimentos acerca deste instrumento, e era assim. Hoje temos professores formados, além daqueles que têm andado nos conservatórios e na Academia do Orfeão, que também tem dado uma ajuda grande, no sentido de melhorar a qualidade dos músicos. É uma escola que tem contribuído para que as bandas tenham melhorado. A integração de músicos jovens no seio da banda tem sido um dos propósitos desta direção? Sim, sempre foi. Ainda bem que, quase todos anos, pelo aniversário, entra juventude. Neste último aniversário, por acaso, entrou

A banda teve muitas atuações no ano transato? Claro que cada ano que passa são menos, porque as festas, como tudo no país, têm muitas dificuldades e havendo poucas festas há poucos serviços. Por outro lado, cada vez há mais e melhores bandas. Hoje em dia vê-se bandas de grande qualidade. Antigamente haviam aquelas bandas que só iam por um determinado preço. Hoje, sujeitam-se a preços baratos, porque a concorrência é muito grande e as festas são poucas. As bandas foram criadas para andar nessas festas populares. Não quer dizer que façam outros concertos, como nós temos feito. Já se está a ver no Europarque (Santa Maria da Feira) e no nosso Centro de Arte, as bandas também optaram um pouco por isso e o intercâmbio que temos feito com outras bandas. A banda chama a atenção e toda a gente gosta de ouvir a banda. Nós não temos muita razão de queixa. O ano passado tivemos um ano bastante bom, para aquilo que vemos por aí fora e para o que se ouve das outras bandas, tivemos um ano muito bom. Este ano ainda está a começar e já temos um rol de festas igual ao do ano anterior. Quer dizer que onde nós fomos agradámos, porque até houve festas em que fomos contratados de um ano para o outro. Nesse aspeto não nos podemos queixar muito. Quanto é que gasta anualmente a

Banda Filarmónica Ovarense? A Banda Filarmónica Ovarense tem um orçamento bastante grande, de 80 mil euros. Às vezes, as pessoas põem-se a perguntar onde é que se consegue tanto dinheiro. Uma banda tem muita despesa e nós temos uma despesa maior, porque estamos a pagar a sede. E de que forma a direção liderada por si consegue essa verba? Vão-se fazendo alguns milagres (risos), porque os apoios são muito poucos. É a Câmara Municipal de Ovar e a Junta de Freguesia de Ovar e pouco mais, que têm sido fantásticos. Têm colaborado. Nós dizemos sempre que é pouco, mas reconhecemos que a Câmara tem as suas limitações e depois não existe só uma coletividade. Há terras que têm duas ou três coletividades, em que fazem maravilhas, porque podem fazer. Reconhecemos que Ovar tem muitas coletividades e a Câmara faz a distribuição que entende. Com esta questão dos protocolos que foi sempre uma coisa que eu defendi, acho que é justo. No geral, acho que a Câmara tem estado bem nesse sentido. No resto são as festas, os músicos, que no final do ano oferecem sempre uma verba, deixam uma festa para pagar o almoço. Isto é uma coisa que se deve dizer, porque se calhar poucas bandas farão isso. O aniversário tem sido pago pelos músicos. Além do pouco que eles ganham, ainda no final do ano pensam em deixar dinheiro para irmos almoçar todos juntos. É assim, com a nossa simplicidade, a nossa maneira de ser, que conseguimos angariar alguns fundos. Vamos tendo com os nossos amigos, as quotizações são poucas, mas somos nós que vamos ter com as pessoas. Antigamente havia cobradores, hoje não há.

“Estou decidido a ir embora no final do ano” Quantos sócios é que possui a Ban-

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da? A Banda Ovarense, atualmente tem uma média de trezentos e poucos sócios. Eu e os diretores andamos sempre com quotas no bolso. Encontro este amigo e vou falando. Se não for assim, quase ninguém vai lá. As pessoas pagam. Só quem passa pela direção de uma banda de música é que pode ver o que custa, já que um instrumento, por pequeno que seja é um dinheirão. Depois, a reparação e a manutenção. Os fardamentos e os jovens estão sempre a crescer. Ainda agora compramos um fardamento que custou 11 mil euros, por altura dos 200 anos, e já tivemos que comprar mais uma série de fardamentos, porque os miúdos vão crescendo e deixam de lhes servir, embora esses fiquem para outros que entrem. Vamos tentando equilibrar a situação. É, sem dúvida, muito difícil gerir uma coletividade como a Banda Ovarense.

É muito tempo à frente de uma instituição? São muitos anos e eu gosto muito daquilo, mas há outras pessoas com capacidade, até mais do que eu, que podem dar outra vida àquilo, como há agora um maestro novo. Com o presidente é mesma coisa. Só que é assim, não é fácil arranjar elementos que queiram ir para a direção da banda. O meu mandato termina no final deste ano e a minha ideia, e o que eu tenho previsto, é que me quero ir embora. Lá para meados do próximo ano a sede estará paga. Entre maio e junho do próximo ano está paga. Eu não queria ficar mais um mandato, porque são três anos. Se fosse um ano, ainda… Estou decidido em ir embora no final do ano. Quero gente nova lá. Nós temos andado a preparar alguém. Ainda este mandato tivemos ali uns jovens, mas é claro tem de ter gente com experiência, porque orientar uma coisa daquelas não pode ser de qualquer maneira.

“As pessoas de Ovar gostam da nossa banda”

Na sua opinião, a população de Ovar vê com bons olhos a Banda Filarmónica Ovarense? Acho que vê e também não é por acaso que, quando nós fazemos o nosso espetáculo no Centro de Arte, por altura do nosso aniversário, a casa esgota 15 dias antes, ou quase um mês, como aconteceu em dezembro. No aniversário dos 200 anos foi diferente, porque até existiram pessoas que não ficaram muito satisfeitas, porque queriam ver o espetáculo e não havia bilhetes. Foi um ano em que até tive de pedir desculpa a algumas pessoas amigas, que sempre acompanham a banda, foram lá e não conseguiram ver o espetáculo. O certo é que, neste aniversário, quase um mês antes do espetáculo acontecer, estava a casa esgotada, sinal de que as pessoas gostam da Banda Ovarense, porque há por aí espetáculos em que as casas estão meias, ou com pouca gente, e o nosso até andam com antecedência a comprar bilhete. Há um carinho grande pela Banda Ovarense. Vê-se quando a banda anda na rua. As pessoas de Ovar gostam da nossa banda.

Até quando é que teremos o Alcino Andrade como presidente da Banda Filarmónica Ovarense? Ora bem, o Alcino Andrade tem prometido há muitos anos e tem falhado, porque quando aceitei a vinda para ser presidente da Banda Filarmónica Ovarense foi com a intenção de comprarmos a sede e mal ela estivesse paga ir-me embora. Quando isso aconteceu quis ir-me embora, mas alguém que já não está cá entre nós, o José Azevedo Pinto, deu-me a volta e disse: então vamos agora deixar a sede cair, não vamos fazer obras? Vamos deixar que outros venham aqui inaugurar. Conseguiu dar-me a volta, mas eu estava realmente decidido a ir-me embora. Lá aceitei mais esse desafio, mas dizendo a mim próprio e a eles que, quando a sede estivesse realmente restaurada seria a altura de me vir embora.


Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

praçapública

TERRA-A-TERRA

DR

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A Câmara Municipal de Ovar já reagiu a esta medida que considera “inaceitável e inadmissível” pelo seu caráter “penalizador para o concelho e para a região”

TROÇO ENTRE MIRAMAR E MACEDA VAI SER PAGO

Governo prepara-se para introduzir mais portagens na A29 O Governo está a preparar a introdução de novos pórticos e praças de portagens nas auto-estradas portuguesas. Apesar da posição ainda não ser oficial, uma das medidas que está em cima da mesa passa pela introdução de três novos pórticos na A29, nomeadamente no troço que liga Maceda a Mira o que, a acontecer, colocará um ponto final neste troço até agora gratuito. A Câmara Municipal de Ovar já reagiu a esta medida que considera “inaceitável e inadmissível” pelo seu caráter “penalizador para o concelho e para a região”. O presidente da autarquia vareira diz estar “preocupado com as consequências” desta medida, que diz vir “agravar a situação económico-financeira das famílias e das empresas”, locais. Manuel Oliveira destaca que, tendo em conta a real e atual situação dos portugueses se exige “a adoção e reforço de medidas que

minimizem os impactos da austeridade” e salienta que “devem ser estudadas e implementadas estratégias de crescimento e emprego, de que a região e o país necessitam, e não a criação de medidas mais penalizadoras”. O presidente da autarquia ovarense critica a proposta do Governo porque diz não ter “em conta as especi-

ficidades da região de Aveiro e do concelho de Ovar”, nomeadamente porque “no território de Ovar não existem alternativas rodoviárias de ligação ao Porto e Aveiro”, defende. Manuel Oliveira alerta que “no território de Ovar, a EN 109 está claramente saturada de tráfego automóvel, com os consequentes riscos de segurança

quer para os automobilistas quer para os peões” e lembra que “a EN 109, porque há troços que foram eliminados e absorvidos pela A29 e A25, não permite o acesso às cidades de Porto e Aveiro”. O autarca lembra que “o fim das dez isenções e a entrada em vigor, em outubro de 2012, do novo regime de redução das taxas de porta-

gem na utilização das SCUT é já, por si só, um prejuízo real para os munícipes e o tecido empresarial do nosso concelho”, considerando, por isso, que “esta proposta de introdução de novos pórticos a norte do concelho só vem agravar essa situação”. Manuel Oliveira frisa que “esta medida desajustada e lamentável”, se vai refletir “a nível económico,

De palmatória

Ainda o Cantar os Reis Na nossa edição de 16 de janeiro publicámos, nas páginas 6 e 7, uma reportagem sobre a Noite de Reis, que ilustrámos com fotografias das 16 troupes do Município de Ovar, contudo, por lapso, onde deveríamos ter colocado uma fotografia da Troupe de Reis da Associação Cultural e Atlética de Guilhovai repetimos a foto da Troupe de Reis do Grupo Folclórico “Os Fogueteiros de Arada”. Nesse sentido, procedemos aqui à respetiva retificação, apresentando, aos lesados, o nosso pedido de desculpas.

Fotos: Tiago Carriola

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA

Troupe de Reis da Associação Cultural e Atlética de Guilhovai

prejudica o turismo e o desenvolvimento local” e alerta que “pode mesmo condicionar e agravar o acesso urgente a cuidados de saúde”, tudo porque “o Hospital de referência para o encaminhamento de casos urgentes e emergentes é o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira”, diz.


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TERRA-A-TERRA

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DR

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

TESE DE MESTRADO FOI DEFENDIDA NA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

Investigador aponta para recuo de 13 metros da linha da costa entre Maceda e o Furadouro até 2017 Investigação sobre a erosão costeira aponta para elevado risco da frente urbana do Furadouro. Autor do estudo defende que a lixeira de Maceda pode vir a ser descoberta pelo mar. Paulo Correia Silva defendeu o estudo em dezembro de 2012 DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

A investigação foi efetuada por Paulo Correia Silva para conclusão do Mestrado em Ciências do Mar e das Zonas Costeiras. O estudante de 23 anos defendeu uma tese sobre “A Tendência da Linha de Costa entre as Praias de Maceda e S. Jacinto”, onde as praias do concelho de Ovar aparecem com particular revelo. O autor do estudo, cuja fonte inicial de informação foi “um conjunto de linhas de costa referentes aos anos de 1958, 1970 e 1998, obtidas pela United States Air Force (USAF – 1958), pela Força Aérea Portuguesa (FAP1970) e Estereofoto (1998), sendo o Instituto Geográfico do Exército (IGeoE) o fornecedor dos dois primeiros voos e o Instituto Português de Cartografia e Cadastro (IPCC) o fornecedor do terceiro”, e referentes ao ano de 2010, “obtidas através de fotografias aéreas cedidas pelo INAG”, defendeu que o território analisado “possui

caraterísticas muito particulares”, nomeadamente a linha de costa entre Maceda e o Furadouro. O investigador garante que esta linha de costa tem recuado de forma significativa, “atingindo taxas de erosão na ordem dos quatro metros por ano” nos últimos 52 anos, uma realidade que sofreu uma forte alteração a norte do Furadouro, nomeadamente nos últimos dois anos (2011-2012), onde se atingiu “um aumento da taxa de erosão na ordem dos 8 metros ano”. Paulo Correia Silva prevê que “a linha de costa entre Maceda e Furadouro deve recuar, até 2017, mais de 13 metros” e defende que até 2032, na mesma zona se possa vir a verificar “um recuo da linha da costa na ordem dos 54 metros”. Segundo o investigador, que esteve no terreno durante todo o ano de 2012, as conclusões do seu estudo, apesar de “pouco animadoras”, devem ser encaradas frontalmente. É que, “só a Praia de São Pedro de Maceda perdeu, desde 1958, cerca de 180 metros de areal e a flo-

resta que a rodeia foi reduzida, nos últimos 54 anos, em 86 hectares”. Na praia do Furadouro, o futuro parece ser igualmente negro, com Paulo Correia Silva a defender que “recuos na linha de costa na ordem dos três metros ao ano, ou mais, em alguns pontos podem colocar a frente urbana da praia em elevado risco”. Entre Maceda e São Jacinto as praias que se encontram em melhor estado situam-se entre a Torreira e S. Jacinto, onde o investigador prevê mesmo “um avanço da linha de costa em relação ao mar”. O autor do estudo justifica esta situação com “o molho norte do Porto de Aveiro”, que garante “favorecer a concentração de sedimentos nesta extensão e a consequente ampliação do seu areal”. No estudo agora dado a conhecer, Paulo Correia Silva identificou, no Município de Ovar, problemas como, o risco da presença humana e de infraestruturas na frente urbana do Furadouro; o avanço da linha de costa em

“... recuos na linha de costa na ordem dos três metros ao ano, ou mais, em alguns pon tos, podem pontos, colocar a frente urbana da praia do Furadouro em elevado risco”. direção à lixeira de Maceda; a elevada perda de área florestal na Mata de Maceda e a desvalorização da praia de S. Pedro de Maceda”. No caso da frente urbana do Furadouro, o investigador aponta para uma “aumento do índice de risco que se poderá agravar no futuro”, adverte. A lixeira de Maceda deve ser olhada, segundo o investigador, “com um risco ambiental”, dada a “atual ausência de monitorização por parte das entidades competentes”, e é neste capítulo que Paulo Correia Silva alerta para o fato de ser “indispen-

sável um acompanhamento da lixeira de Maceda, principalmente no que se refere às águas subterrâneas, devido ao perigo que essa pode representar no futuro”. O investigador afirma que a situação da lixeira de Maceda se “agrava ainda mais com a elevada perda de floresta”, o que o investigador atribui “à forte erosão” que também assegura contribuir “para a desvalorização geral da praia, devido à queda de árvores no areal, às dificuldades de acesso motivadas pela escarpa cada vez mais acentuada e à possibilidade de se verificarem deslizamentos em massa, sem que o local disponha da respetiva sinalização de segurança”, defende. Paulo Correia Silva afirma que “desde os anos 70 que os investigadores estão a avisar que isto iria acontecer” e defende que “não se devia ter construído habitação tão perto da costa”. O investigador exemplifica com o caso de Cortegaça, onde “o imobiliário atingiu o ponto de estragar a paisagem recreativa e balnear”, diz, alertando que

“a médio/longo prazo, o Furadouro vai ficar igual”, isto é “uma espécie de promontório”, diz. O autor do estudo defende que “a monitorização da costa deverá contemplar não só a praia emersa, mas também a submersa, pois são muitos escassos os dados de campo sobre esta zona, que é fundamental para compreensão dos processos costeiros”, diz. Paulo Correia Silva aponta para novas alternativas de combate ao avanço do mar, como a utilização de “volumes de dragados das áreas portuárias, na alimentação das praias; a transposição artificial das areias a barlamar dos molhes portuários para sotomar; o recurso à alimentação artificial para a recuperação de praias com elevado interesse turístico”, isto para além de ter de se “evitar a construção de novas estruturas que interfiram com a deriva litoral e conservar e/ou reconstruir as frentes do cordão dunar”, mas reconhece que ainda há muito trabalho a fazer neste domínio.


Fernando Souteiro

10 Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

praçapública

INICIATIVAS

INTERPRETAÇÕES DE MÚSICA E DE DANÇA MARCARAM O ESPETÁCULO

92º Aniversário do Orfeão de Ovar festejado com vitalidade

A edição deste ano lotou a sala, sem surpresa, e contou com espetáculos de dança e interpretações musicais, marcados por um grande rigor artístico FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

O auditório do Centro de Arte de Ovar acolheu, no passado dia 19, o espetáculo comemorativo dos 92 anos de existência do Orfeão de Ovar. A edição deste ano lotou a sala, sem surpresa, e contou com espetáculos de dança e interpretações musicais, marcados por um grande rigor artístico, que cativou, literalmente, a plateia. Se na primeira parte esteve em evidência o ballet e a dança contemporânea, através da classe avançada, que apresentaram os temas “Todos diferentes todos iguais…” e “Lady dances the blues”, na segunda atuou a Orquestra de Cordas da Academia de Música, que executou temas como “The untitled phantom of the opera

medley”, “The lord of the rings”, “Pirates of the caribbean”, entre outros. Domingos Silva, presidente do Orfeão de Ovar, destacou que a coletividade está a assinalar os 92 anos de existência “da forma que gostamos de fazer”, tendo o espetáculo comemorativo tido como principais objetivos “dar a conhecer aquilo que foi feito ao longo do ano” e, por outro lado, “homenagear Américo Oliveira”. O responsável máximo da instituição recordou que o Orfeão de Ovar “já possuiu um grupo cénico que apresentou teatro de revista, já teve secções de filatelia e de ténis de mesa” e destacou que a instituição “foi evoluindo ao longo dos tempos”. Por sua vez, Manuel Catalão, membro do executivo da Junta de Freguesia de

Ovar, saudou toda a família da instituição aniversariante, coralistas, músicos e respetivos pais dos alunos, considerando que são estes que “dão vida e corpo ao Orfeão de Ovar”, destacando que esta é uma coletividade “repleta de sucesso”. O autarca salientou que a Junta de Freguesia de Ovar apoia todas as associações da freguesia, referindo que a autarquia “não faz mais do que a sua obrigação”.

Vítor Ferreira, vicepresidente da Câmara Municipal de Ovar, frisou que o Orfeão de Ovar “reflete a dinâmica cultural do concelho”, e destacou as suas diversas valências, como “a dança contemporânea, o ballet, a academia de música, o grupo coral”, entre outros. UM POUCO DA HISTÓRIA DO ORFEÃO DE OVAR Fundado a 16 de janeiro de 1921, o Orfeão de Ovar

nasceu com o objetivo de desenvolver o canto coral. Durante três décadas a “Arte de Talma” foi a atividade principal desta coletividade, tendo sido apresentadas diversas peças teatrais, mais concretamente teatro de revista e operetas, como por exemplo: “Pão de Ló de Ovar”, “Aqui Ovar”, “Agora sim”, “Areias doiradas”, entre outras, que percorreram muitas localidades deste país. O Orfeão de Ovar também ficou conhecido através do seu grupo sacro que habitualmente acompanha as procissões quaresmais e canta nas diversas capelas. Em termos desportivos e recreativos, o ténis de mesa, a filatelia e a numismática assumiram igualmente papel fulcral na instituição, com a conquista de diversos prémios e troféus, sendo considerado

Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em julho de 1982. As secções de ballet e dança contemporânea e a sua inconfundível Troupe de Reis assumem, presentemente, um papel vital na instituição, que tem uma nova sede desde 25 de julho de 1997. Criou a sua própria Academia de Música, que teve como “suporte” o Ministério da Educação. Atualmente, frequentam a academia mais de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, que se juntam às duas centenas que praticam o ballet e a dança contemporânea, mais os elementos do grupo coral e do grupo sacro. Ao todo são cerca de meio milhar de jovens, adolescentes e adultos que dão vida, corpo e alma a uma das maiores instituições culturais do concelho de Ovar e uma das maiores do distrito de Aveiro.


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INICIATIVAS

INICIATIVA IRÁ ACONTECER APÓS O DESFILE DO CARNAVAL INFANTIL

DR

Chuva impede chegada do Casal Real do Carnaval de Ovar

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

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VÁLEGA

Festa da Senhora de Entreáguas promete atrair muita gente FERNANDO SOUTEIRO

A Praça da República ainda recebeu a presença de alguns foliões DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

de todos os participantes inscritos. “Eu contactei todos os grupos que estavam inscritos e todos perceberam e concordaram que não estavam reunidas as condições para avançar” com a Chegada do Rei, disse José Américo. O responsável pelo Carnaval de Ovar adiantou que

organização está agora “a ponderar colocar as piadas coletivas após o Cortejo das Crianças”, algo que a acontecer terá lugar já no próximo domingo, dia 3 de fevereiro, numa iniciativa que deverá ainda contar com a primeira aparição pública d’l Rei D. Ronca, o Urtigas e D. Ana, a Divertida.

VÁLEGA

Antiga funcionária Escola Oliveira Lopes comemorou cem anos FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

Festejar um século de vida é uma proeza que um reduzido número de pessoas se podem orgulhar de o ter feito, mas algumas mulheres valeguenses têm conseguido atingir tal desiderato. A última foi uma ex-funcionária da Escola Primária Oliveira Lopes (Válega), Leonia Augusta de Oliveira, que durante mais de 35 anos exerceu funções de funcionária neste estabelecimento de ensino.

A senhora Leonia, como era carinhosamente conhecida, foi mãe de seis filhos, e a efeméride foi comemorada durante um jantar que teve lugar no hotel Sandini (Sandim - Gaia), onde estiveram

presentes os filhos, noras, genro, netos e bisneto. Atualmente, a carinhosa senhora Leonia encontra-se no Lar do Calvário, no Carvalhido, no Porto que teve como grande responsável um ilustre desta terra, o padre Pinho Amaral. Leonia Augusta de Oliveira viveu em Válega até ano 2000 e neste momento, segundo o seu filho, Agostinho Santos, ainda tem “uma memória impressionante, mas tem limitação em termos de mobilidade”, tendo acres-

centado que a sua mãe “era uma pessoa frontal, sincera que não gostava da hipocrisia. Era amiga do seu amigo. Era uma mulher humilde, revoltada, uma mulher de trabalho”, frisou. Registe-se que todos os professores que com ela lidaram viam nela uma pessoa dedicada, bem como inúmeros jovens valeguenses, de várias gerações, que com ela privaram momentos da sua infância admitem que a escola lhe absorvia o tempo quase todo.

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A chuva impediu, no último domingo, a realização da tradicional Chegada do Rei do Carnaval de Ovar. Algumas pessoas ainda saíram à rua, mas o céu cinzento acabou por afastar os foliões e

obrigou a organização a cancelar o evento. Contactado pelo nosso jornal, José Américo, vereador da Câmara Municipal de Ovar, adiantou que “a decisão teve de ser tomada num dado momento em que estava a chover” e que tal aconteceu com o conhecimento e aval

Devido à crise que tem assolado o nosso país nos últimos anos e à elevada taxa de desemprego, são muitas as festas que se deixam de realizar, já que não aparecem elementos para formar as respetivas comissões de festas. Contrariando esta tendência, a festa de Nossa Senhora de Entreáguas, na vila de Válega ocorre já no próximo fim de semana. No sábado (dia 2 Fevereiro), a partir das 11h00 será celebrada uma missa. Já da parte da tarde atua o agrupamento musical “Estrelas da madrugada”. No domingo, igualmente a partir das 11h00 realiza-se a missa solene e a respetiva procissão. Por sua vez, o conjunto “Trovão” vai animar a tarde a partir das 15h00. Tendo em conta que esta festa é já tradicional, a comissão de festas espera que as condições atmosféricas ajudem e tal com nos anos anteriores visitem a capela de Nossa Senhora de Entreáguas e assistam aos dois dias de festejos, alguns milhares de pessoas. Ainda no âmbito dos festejos de cariz popular, os mordomos da festa de São Miguel (Válega) estão a realizar o habitual peditório para a recolha de donativos aos fins de semana. Esta comissão de festas é formada por seis elementos, Armando da Fina, Abel Cunha, Carlos Cunha, Elias Peres, Ilídio Costa e Paulo Pinheiro.


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OCORRÊNCIAS

12 Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 Foto de arquivo da GNR

FENÓMENO METEOROLÓGICO AFETOU TODO O PAÍS

DR

Ventos superiores a 100 km/h varrer

OVAR

GNR apreende 868 quilos de amêijoa no Furadouro

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O Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro da GNR apreendeu, no passado dia 15, no Furadouro, em Ovar, 868 quilos de amêijoa, com um valor comercial de 8.680 euros. Segundo a GNR “o condutor da viatura, de 56 anos, não possuía os documentos necessários que comprovassem a origem dos bivalves” pelo que foi identificado. Segundo a mesma fonte, “os bivalves foram devolvidos ao meio natural, mediante o auxílio de meios navais”, por ainda “se encontrarem vivos”, garantiu a GNR.

Intenso temporal deixou marcas um pouco por todo o concelho. Parques de Campismo de Esmoriz e de Cortegaça foram os mais afetados. A chuva e os ventos fortes que se fizeram sentir arrancaram árvores, derrubaram postes de iluminação, outdoors de publicidade, telhados de habitações e fizeram subir as águas do Mar, da Ria e do Rio Cáster, que transbordaram provocando inundações no Furadouro e na Ribeira de Ovar.

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

Ovar acordou, no passado dia 19, debaixo do mau tempo que varreu todo o país, deixando um rasto de destruição em todas as freguesias do município. A situação mais preocupante aconteceu nos Parques de Campismo de Esmoriz e de Cortegaça, onde os estragos poderão ascender a centenas de milhares de euros, em virtude dos danos causados por um fenómeno que não se regis-

tava no local “desde há várias dezenas de anos”, declarou Miguel Gomes. O comandante dos Bombeiros Voluntários (BV) de Esmoriz destacou ao PRAÇA PÚBLICA que, nos dois parques o mau tempo “derrubou centenas de árvores”, que acabaram por “causar danos em dezenas de roulotes, caravanas e tendas”, contudo, “sem causar vítimas”, disse. O responsável pelos BV de Esmoriz referiu ainda “o cenário desolador em que ficaram dois bairros sociais”, um em Es-

moriz e outro em Cortegaça, cujas “coberturas foram completamente afetadas pelo vento”, que soprou no concelho a mais de 100 Km/h. Quem também teve muito trabalho nos passados dias 19 e 20 foram os Bombeiros Voluntários de Ovar. Os ventos ciclónicos que se abateram na freguesia começaram cedo a provocar a destruição, nomeadamente a queda de árvores de grande porte na EN 109, na Avenida Sá Carneiro, no centro da cidade, na Avenida do Emigrante, no Furadouro, nos Lugares da Marinha e da Ribeira, entre outros, acabando por danificar infraestruturas elétricas em diversos

As corporações de bombeiros do concelho tiveram muito traba

pontos, que levaram ao corte de energia em parte da freguesia, durante seis horas. O caso mais grave, provocado pela intempérie, aconteceu na

sequência de uma queda de árvore, que se abateu sobre uma viatura e que resultou num ferido ligeiro. O mau tempo acabou


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OCORRÊNCIAS

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

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am o concelho de Ovar Aveiro. A atividade dos Bombeiros Voluntários de Ovar teve início às 00h59 do dia 19 e só terminou pelas 22h25 do dia 20, num total de 38 alertas recebidos que envolveram a saída de 41 viaturas e a mobilização de 154 homens, para um total de 335 quilómetros percorridos nas 26,45 horas de intenso trabalho registado.

Felizmente tudo aconteceu num fim de semana

ainda por provocar estragos nas outras freguesias do concelho e o naufrágio de um navio na zona da Torreira, que levou o CDOS de Aveiro

a solicitar a ajuda dos BV de Ovar, no sentido de prestarem socorro às vítimas, nomeadamente ao transporte de uma para o Hospital de

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lho desde as primeiras horas da madrugada do dia 19

Para bem de toda a comunidade escolar e educativa, tudo aconteceu, felizmente, num fim de semana, onde o violento mau tempo acabou por derrubar os pesados pinheiros que estavam dentro do espaço escolar da EB 2/3 António Dias Simões, desde a construção. Os estragos, que se podem traduzir em algumas telhas de amianto partidas, não deixaram de impressionar quem ali passou, tal é o cenário proporcionado pelos vários pinheiros caídos sobre pavilhões de aulas da escola.


14 Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CORREIO DO LEITOR

praçapública

DICIONÁRIO DA Com a língua nos dentes! HISTÓRIA DE OVAR Tudo se perdeu...

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CARLOS NUNO GRANJA

DR. ALBERTO DE SOUSA LAMY

continuação...

FRAGATEIRO Família distinta ovarense, de negociantes e políticos, a Família Fragateiro (Pinho Branco) aportou à Régua, nas primeiras décadas do século XIX, e daí foi estabelecer-se no Pinhão e na freguesia de Cambres, no concelho de Lamego (João Araújo Correia, Há sal na Régua, 1958, e Palavras fora da boca, 1972). A Família Fragateiro descende de João de Pinho Branco, cujo filho Manuel de Pinho Branco casou com Agostinha Gomes. Filhos do Casal Manuel/Agostinha: - Manuel de Pinho Branco, que casou (1775) com Josefa Rodrigues, da Rua Nova do Outeiro. - José de Pinho Branco, Arrais da companha do Guerra, de 1791 a 1815, da Rua da Oliveirinha, casou, em 1776, com Maria Ferreira Regalado, e, com Tomásia Lopes, filha de Dionísio de Oliveira Dicho e de Ana Lopes, da Rua dos Lavradores. O filho do casal José/Tomásia, Manuel de Pinho Branco, negociante, natural da Régua, casou (1816) com Maria Gomes Fragateiro, que também usava o nome de Maria de Oliveira Gomes, negociante, filha de António Ferreira da Silva Fragateiro e de Teresa de Oliveira Gomes, da Rua Nova do outeiro (em 1891, faleceu em Vila Nova de Gaia Rosa Sacramento Ferreira da Silva Fragateiro, irmã do dr. José Ferreira da Silva Fragateiro, Juiz Desembargador da Relação do Porto, desde 1890, e de António Ferreira da Silva Fragateiro. Filhos do casal Manuel/Maria: - Ana Gomes Fragateiro (1817-1905), que casou com Francisco da Silva Bonifácio (falecido em 1889, com 80 anos, na Rua da Oliveirinha), filho de Bonifácio da Silva e de Maria da Silva Biscais. Filhos do casal Ana/Francisco: - Bernardo Fragateiro da Silva Bonifácio, residente no lugar de Pinhão, freguesia de Gouvães, concelho de Sabrosa, que casou com Helena dos Anjos Fonseca Fragateiro; José da Silva Bonifácio, residente no lugar de Favaios, Alijó; Manuel Fragateiro da Silva Bonifácio, que casou com Maria Ferreira da Graça, da Rua dos Ferradores da Ruela, e faleceu em 1864; Maria Gomes Fragateiro, do Pinhão, Alijó, que casou com Francisco de Oliveira; e Nicolau da Silva Bonifácio, que casou com Maria José do Amor Divino, da Rua das Ribas.

Q

uando olho para o abandonado marco do correio, penso na agitação de outrora que ele vivenciava. Um intenso burburinho à sua volta, com as cartas que nele eram depositadas, com o carteiro que as levantava sempre à hora certa, em todos os dias certos da semana. Como era certo o tempo que todas as cartas levavam até aos seus destinatários. Os remetentes conheciam as regras. A pressa vinha em cores azuis, daí que chamassem de correio azul em contraponto com o vermelho do correio normal. Nesses tempos, em que não havia internet, talvez a calma reinasse e as horas fossem bem aproveitadas. Hoje vive-se ao segundo, mas sem qualidade. E caiu em desuso enviar cartas ou postais. Vai tudo pela rede. É mais rápido, mas nem sempre mais eficaz. Por vezes, até traz mais constrangimentos, porque a distância de um clique é tão rápida quanto a possibilidade de um engano. Como hoje se comunica desta forma tão efémera, quase que se perdeu o encanto de viver a recepção de uma carta ou de um postal, de sentir a alegria, a euforia, a saudade e a nostalgia. E os selos comemorativos? Embelezavam as cartas e os postais, bem como anunciavam as figuras da nossa história e da nossa cultura. Tudo se perdeu... Até a forma de escrever, o gosto por escrever, por explicar em palavras os acontecimentos diários, os problemas e as soluções para eles, se tornou uma raridade. Em carta se pediam conselhos e opiniões. Por cada carta se tirava um sorriso ou uma lágrima. Mas já dizia a canção “o carteiro não tem culpa/é a sua profissão”. Tantas vezes se esperava o carteiro, à mesma hora de todos os dias úteis, até porque o carteiro também tinha o direito ao descanso. E as cartas precisavam do fim-de-semana para cultivar a ansiedade nas pessoas. Era a romaria perfeita na porta de cada casa de todas estas ruas. Aguardavam as novidades. E se ela não aparecesse, lá estariam no dia seguinte à espera do carteiro, este sempre em passo de corrida ou de bicicleta, que não eram tempos de grande modernismo. “Vou levar a carta ao correio!”. Se fosse possível desligar os computadores e passar uma temporada em que o único meio de comunicação fosse a carta, talvez compreendêssemos perfeitamente o encanto que é receber novidades de alguém... Assim como ter uma letra bonita, bem legível e passar uns minutos a ler! DR

continua... Publicidade


praçadesportiva 2 3

SV Pereira

Ovarense

17ª JORNADA – CAMPEONATO DISTRITAL IIª DIVISÃO – SÉRIE B

Ovarense arranca vitória fora de portas Ovarense bate Pinheirense (2-3) e cimenta primeiro lugar no campeonato. David Joel, Tiago Barroqueiro e Jony apontaram os golos vareiros.

A Ovarense conquistou mais três pontos na deslocação ao Pinheirense e tem agora a possibilidade para alargar a vantagem para os seus mais diretos adversários, no topo da tabela classificativa. Os vareiros entraram bem no encontro e só tiveram de esperar 21 minutos para se adiantarem no marcador, através de um lance concluído por David Joel. A equipa de João Rodrigues esteve por cima na partida, contudo os donos da casa não entregaram os pontos e perto do intervalo restabeleceram a igualdade, por intermédio de Pardal. No regresso dos balneários os alvi-negros entraram decididos e em apenas quatro minutos decidiram o desfecho do jogo. Primeiro, por intermédio de Tiago Barroqueiro, que converteu uma grande penalidade e colocou a Ovarense na frente. Dois minutos depois foi a vez de Jony alargar a vantagem e praticamente sentenciar a partida. A Ovarense liderou o

Bom-Sucesso

O SV de Pereira esteve a vencer, mas não segurou a vantagem

2ª DIVISÃO – SÉRIE B - 16ª JORNADA

Tiago Carriola - Foto de arquivo

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

1 1

Fernando Souteiro

Pinheirense

Vicentinos consentiram empate caseiro FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

A Ovarense é cada vez mais líder isolado

marcador durante toda a segunda parte, mas o Pinheirense voltou a carregar no ataque e já perto do final do encontro viria a reduzir a des-

vantagem por intermédio de Pardal, que bisou no encontro e fixou o resultado final. Com este triunfo os vareiros seguraram a primeira

posição da tabela classificativa, com menos um jogo do que os seus mais diretos adversários, que ainda não folgaram nesta segunda volta.

O São Vicente de Pereira empatou (1-1), no passado dia 20, em casa, frente ao Bom-Sucesso, em jogo a contar para a 16ª jornada do Campeonato Distrital de Aveiro - 2ª Divisão - Série B. Os vicentinos, que vinham de uma derrota frente ao Valonguense, entraram neste desafio dispostos a provar que o desaire do último encontro foi um mero acidente de percurso e logo nos primeiros 15 minutos poderiam ter-se adiantado no marcador, já que Fábio bombeou uma bola para a área contrária e isolou Mike, mas este não conseguiu desfeitear o guardião visitante. Contudo, só aos 25 minutos é que o São Vicente de Pereira se colocou em vantagem, por intermédio de Terra. O Bom-Sucesso respondeu com um meiocampo muito forte e combativo, e ainda antes do intervalo restabeleceu a igualdade, através do dianteiro Dani.

Na segunda parte a equipa técnica da turma vicentina tentou dar profundidade ao seu ataque, com as entradas de Toni e Teko. O primeiro obrigou o guardião contrário a defender para fora, mas, pouco depois, foram os forasteiros que enviaram uma bola à trave. Seguiu-se um período mais morno, e só na reta final do encontro é que os vicentinos voltaram a criar perigo, por intermédio de Túlio, que rematou forte mas ao lado da baliza contrária. No final da partida Arlindo Reis destacou que a sua equipa “marcou cedo” e que esteve perto de “aumentar a vantagem”, contudo o técnico vicentino referiu que o adversário acabou por empatar fruto de “um falhanço da nossa defesa”. SV Pereira: André, Fonseca, Mendes, Toninho, Fábio, Paivinha, Diogo, Túlio, Terra (Ricardo), Mike (Teko) e Vasco Godinho (Toni). Publicidade


praçapública

ATLETISMO

Os jogadores da ARC da Ponte Nova

DR

Valdágua arranca 3º lugar no Campeonato Distrital de Pista de Inverno

Fernando Souteiro

DESPORTO

16 Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

POOL PORTUGUÊS

Ponte Nova representada por duas equipas FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

A Associação Cultural e Recreativa de Valdágua classificou-se em 3º lugar no Campeonato Distrital de Pista de Inverno quer no escalão de absolutos quer no escalão de sub-23. É a primeira vez que a Associação valdaguense sobe ao pódio em campeonatos de pista de inverno. Em 2012, o emblema do facho olímpico tinha sido 4º classificado. Ana Garrido, Ana Teresa Coelho, Cátia Coelho, Marta Granja, Rosário Silva, Tatiana Teixeira e Teresa Paulo pontuaram para o campeonato sub-23 e absoluto e Ana Gonçalo, Ana Pinho, Isabel Silva e Clara Silva juntaramse às citadas para somar pontos para o campeonato absoluto. No setor masculino o veterano Manuel Pereira e o sub-23 Fábio Fonseca também pontuaram. A nível individual Nuno Valente atleta que representa o Campismo de S. João da Madeira, mas treina em Valdágua subiu ao lugar mais alto do pódio nos 5km em marcha atlética. Ana Garrido arremessou o peso de 4kg a 10,19m e foi vice-campeã em sub-23 e absolutos. No mesmo lugar do pódio ficou a estafeta de 4x400M constituída por Isabel Silva, Ana Pinho, Ana Gonçalo e Clara Silva no escalão absoluto. No lugar do bronze ficou Ana Teresa Coelho no lançamento de peso com 9,48m e Teresa Paulo no salto

em comprimento com um pulo de 4,77m, ambas em absolutos e sub-23. Em 4º lugar ficou Marta Granja no salto em altura em ambos os campeonatos. Em 5º lugar classificaram-se Rosário Silva no lançamento de peso e Cátia Coelho nos 60m com barreiras, igualmente em ambos os campeonatos. Em 6º lugar pontuaram Cátia Coelho nos 200m em sub-23 e Manuel Pereira no salto com vara em absolutos. Em 7º ficaram Tatiana Teixeira no lançamento de peso e Fábio Fonseca nos 800m em absolutos e sub-23. O 8º lugar no lançamento de peso foi conquistado por Manuel Pereira. Uma última nota para Clara Silva, velha glória do atletismo valeguense, quase pontuava nos 800m, 9ª com 2min e 51,13seg, aos 49 anos, e Sara Magina, também 9ª nos 3000m, na sua primeira experiência na distância. Carmo Marinho, Ariana Teixeira, Joana Guimarães, José Paulo Silva, Luís Pereira e Sara Cruz completaram a equipa valeguense. O Campeonato Distrital de Inverno de Aveiro de Sub23 e Absolutos disputou-se sob condições atmosféricas adversas na pista da Universidade de Aveiro, nos passados dias 12 e 13 de janeiro. VALDÁGUA EM AVEIRO E MOZELOS A Associação Cultural e Recreativa de Valdágua fez-

se representar por dois atletas no Triatlo Técnico Distrital: Patrícia Silva, iniciada e Marta Granja, juvenil. Patrícia Silva foi segunda no triatlo opcional do seu escalão e a Marta Granja a quarta no triatlo para juvenis. Ambas lançaram o peso de 3kg, correram os 60m com barreiras e saltaram altura. Coletivamente a Associação de Valdágua classificou-se em 6º lugar. Ao mesmo tempo a Associação de Atletismo de Aveiro organizou o Torneio dos Reis. Ana Pinho, juvenil, arremessou o dardo de 500gr a 26,55m. Na mesma especialidade Ariana Teixeira, sub-23, bateu o seu recorde pessoal com um arremesso de 21.91m. O juvenil Luís Pereira correu os 200m. Os sub-23 Fábio Fonseca e Sara Magina correram os 800m. Estes dois torneios aconteceram na pista da Universidade de Aveiro, a 5 de janeiro. No dia seguinte, de manhã, outra equipa valdaguense, comandada por António Sá, competiu em Mozelos, no Campeonato Distrital de Corta Mato. Patrícia Silva foi a 10ª nos 2,5km do escalão de iniciadas. Ana Rita Pinto, infantil, foi a 14ª nos 1500m, entre as da sua idade. Nos 4 km do escalão de sub-23 competiram por Valdágua, Ana Gonçalo e Fábio Fonseca. A equipa foi completada pelos benjamins Inês Silva e Pedro Pinheiro que percorreram 1km.

Rui Ferreira, Bruno Valente, Fernando Silva e Miguel Ramos. Já a ARC da Ponte Nova (B) perdeu contra a AJ Saliências, por 9-3. César Resende, Manuel Oliveira, António Ferreira, Mário Teixeira e Eurico Mendes são os jogadores que representam esta formação. De salientar que também integram o grupo da Ponte Nova (B), as equipas do Poolfiction, Graac e o Beira-Mar.

BULLSHOOTER

Bairro da Misericórdia com boa atitude competitiva DR

A equipa de Valdágua no pódio

Tal como na época transata, a Associação Recreativa e Cultural (ARC) da Ponte Nova volta a estar presente no campeonato de equipas da modalidade com duas equipas. A ARC da Ponte Nova (A) foi derrotada pelo Clube de Bilhar de São João da Madeira (A) e pelo CB Café Social (A), por 9-3, tendo vencido o Sport Clube Beira-

Mar, no reduto da formação aveirense, por 9-6. Esta equipa tem ainda como adversários, o AB New York/Pérola Cambra , o AJ Saliências, o AB New York/ Bricocerejo e o AC SJ Madeira II. Para a Taça de Portugal, a Ponte Nova perdeu por 96 e venceu no dia seguinte, igualmente na sua sala, o AB New York/Bricocerejo, por idêntico resultado. Esta equipa é formada pelos jogadores Américo Pinho, Paulo Pinto,

A equipa vareira tem obtido bons resultados FERNANDO SOUTEIRO

A equipa do Centro Desportivo, Cultural e Recreativo do Bairro da Misericórdia de Ovar está a participar no Campeonato Distrital de Bullshooter. A turma ovarense venceu o Pedal Bar, de Rio Meão, por 9-3, e empatou contra o Coyote Bar (6-6). Já na deslocação ao reduto do Pool Fiction perdeu por 7-5, voltando a empatar frente à turma do Lucky Darts e, mais tarde, contra o Coyote Bar, ambos a seis pontos. Por sua vez, a equipa do Tertúlia Bar, de São

João da Madeira derrotou a equipa de Ovar por 7-5, que voltou a averbar duas derrotas frente ao café Ipanema de Válega e contra o Binoteca (5-7). Seguiram-se mais dois encontros, com os vareiros a assegurarem um triunfo frente à equipa do Mercado (SJ Madeira), por 10-2, e a encaixarem novo desaire frente ao Cups Bar, por idêntico resultado. A formação do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo do Bairro da Misericórdia de Ovar é constituída pelos jogadores: Toninho, Ricardo, Rubeche, Fernando Cláudio Maciel e João.

A equipa do Lucky Darts, ligada à Associação Cultural e Recreativa de Sande, Salgueiral e Cimo de Vila, tem feito um bom campeonato. Esta formação disputa a Liga Prime, tendo perdido frente ao Pedal Bar, por 8-5 e vencido o dérbi concelhio, frente ao Bairro da Misericórdia, por 8-4. Seguiu-se um desaire contra o café Ipanema (2-10) e duas vitórias frente ao Mercado (8-4) e ao Coyotte Bar (11-1). De momento, a equipa constituída por João Silva, André Queirós, Costinha, João Paulo Dias, Gil Melindra e Cristiano Andrade ocupa o 4º lugar. Por sua vez, a turma da Associação Cultural e Recreativa de Sande, Salgueiral e Cimo de Vila, que disputa a Liga Amadora, perdeu dois jogos frente aos Desconhecidos e contra o Espero por Ti, ambos por 1-5, tendo empatado (3-3) frente à equipa Mancos e ao Clube Recreativo de Arada.


praçapública Fernando Souteiro

DESPORTO

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

FUTEBOL

FUTEBOL FORMAÇÃO

SÉNIOR

RESULTADOS 16ª

jornada

Cortegaça 1 - 3 Alvarenga SV Pereira 1 - 1 Bom-Sucesso Esmoriz - Nogueirense (adiado)

O São Vicente de Pereira não conseguiu travar o ímpeto ofensivo dos visitantes

Ovarense (folgou)

FUTEBOL FORMAÇÃO - JUNIORES

17ª

SV Pereira 1 - 5 Valecambrense FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

A equipa de juniores do São Vicente de Pereira, treinada por Arlindo Reis, não entrou da melhor forma nesta segunda fase da competição e averbou uma derrota pesada frente ao Valecambrense (1-5). Os visitantes acabaram por marcar cedo e a partir daí conseguiram controlar melhor a partida, isto apesar dos vicentinos nunca terem baixado os braços. O Valecambrense foi sempre superior na primeira parte e através de perigosos contra-

ataques acabou por marcar mais dois golos, fixando o resultado ao intervalo (0-3). No regresso dos balneários os visitantes voltaram a entrar mais fortes e demoraram pouco a aumentar a contagem, contudo, na resposta, o São Vicente de Pereira reduziu por intermédio de Henrique e mais tarde os vicentinos poderiam ter voltado a marcar, contudo Samuel desperdiçou a conversão de uma grande penalidade e permitiu que os visitantes voltassem a marcar, fixando o resultado final (1-5). No final da partida, Arlindo Reis admitiu que foi um

jogo onde a sua equipa “não conseguiu segurar o meiocampo” tendo acabado por sofrer três golos “nas três vezes que o Valecambrense veio à nossa baliza”, disse. Na segunda parte o técnico destacou que a equipa “arriscou tudo”, mas “no contraataque sofremos mais dois golos”, rematou. SV Pereira: João, FF, André Vilaça, Samuel, Dani, Artur, Terra, Miguel, Flávio, Carriço e Henrique. Jogaram ainda: Rui Gonçalo, Rui Silva e Xavi.

FUTEBOL - CAMPEONATO POPULAR REGIONAL

FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

O Furadouro perdeu (23), frente ao Pedroso, em jogo a contar para o Campeonato Popular Regional. O Furadouro entrou na partida com uma soberana ocasião para marcar, contudo o guardião do Pedroso desviou para canto. As duas equipas desenvolveram jogadas de bons recortes técnicos, pois ambas são constituídas por antigos jogadores com passado na formação futebolística, mas só perto do intervalo houve lances de perigo, com os visitantes a inaugurarem o marcador, contudo o Furadouro restabeleceu a igualdade pouco depois, por intermédio de João. Na segunda parte o Pedroso voltou a adiantar-se no marcador na sequência da marcação de um pontapé de canto, mas a resposta dos vareiros não demorou e Xuxa

Fernando Souteiro

Furadouro 2 - 3 Pedroso

jornada

Nogueirense 3 - 0 Cortegaça Pinheirense 2 - 3 Ovarense Beira-Vouga 2 - 1 S.V. Pereira Esmoriz (folgou)

DISTRITAL SÉRIE Equipa J Soutense 16 Esmoriz 14 Caldas S. Jorge 16 Real Nogueirense 14 Macieirense 16 Argoncilhe 16 Lobão 15 Rio Meão 15 Sanguêdo 16 Alvarenga 15 Mosteirô 15 ACRD Mosteirô 16 Cortegaça 16

2ª V 12 11 10 9 7 7 7 6 5 4 3 2 0

16 16 16 16 14 16

10 10 10 9 8 6

DIVISÃO A E D P 1 3 37 1 2 34 3 2 33 1 4 28 5 4 26 3 6 24 2 6 23 2 7 20 5 6 20 5 6 17 4 8 13 2 12 08 0 16 00

4 3 2 3 0 5

2 3 4 4 6 5

34 33 32 30 24 23

7 20

Pinheirense

15 6

2

Gafanha Rocas do Vouga Macinhatense Santiais Palmaz

16 16 15 15 16

6 7 15 5 8 14 2 10 11 2 12 05 2 13 05

3 3 3 1 1

BASQUETEBOL O jogo foi bastante equilibrado

restabeleceu a igualdade, contudo, novamente através da conversão de um pontapé de canto, os visitantes garantiram a vitória e fixaram o resultado final. No final do jogo Manuel Cruz admitiu que foi “um jogo bem disputado”, onde o Furadouro “dispôs de várias oportunidades de golo para

ganhar”, disse. Furadouro: João Paulo, Daniel, Hélder, José Almeida, Micael, Bruno, Adriano, Hugo, Bruno Silva, Fábio e Tiago. Jogaram ainda: Fábio Silva, Mário e Teófilo.

LIGA DE Equipa CAB Madeira Benfica Ovarense Académica Guimarães Barcelos Sampaense Lusitânia Física Algés Galitos

JUNIORES - 2ª DIVISÃO 2ª Fase - SÉRIE 1ºs

INFANTIS “A” 2ª Fase - Últimos - Série F

Resultados: 1ª jornada Ovarense 5 - 5 Furadouro 2ª jornada Furadouro 5 - 2 Paivense Avanca 0 - 0 Ovarense

Resultados: 1ª jornada Avanca 2 - 1 Válega “B”

CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E CD Furadouro 4 2 1 1 Avanca 4 2 1 1 P. Brandão 3 2 1 0 Cesarense 3 1 1 0 Paivense 3 2 1 0 Gafanha 3 1 1 0 Espinho B 3 2 1 0 Ovarense 2 2 0 2 Aerouca 0 2 0 0 LAAC 0 2 0 0

D 0 0 1 0 1 0 1 2 2 2

JUVENIS - 2ª DIVISÃO 2ª Fase - Últimos - Série B

DISTRITAL - 2ª DIVISÃO SÉRIE B Equipa J V E D P Ovarense 15 12 2 1 38 AD Valonguense Beira-Vouga SV Pereira M. Cambra Avanca B Bom-Sucesso

17

PORTUGUESA BASQUETETBOL J V D P 12 10 2 22 11 10 1 21 12 9 3 21 12 8 4 20 12 6 6 18 12 5 7 17 11 5 6 16 12 4 8 16 12 4 8 16 12 2 10 14 12 2 10 14

Resultados: 1ª jornada Esmoriz 3 - 2 Cesarense Arada 3 - 2 Cucujães Nogueirense - SV Pereira (adiado) 2ª jornada SV Pereira 0 - 0 Esmoriz Rio Meão 0 - 0 Arada SV Pereira (folgou) CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Esmoriz 4 2 1 1 Arada 4 2 1 1 Cesarense 3 2 1 0 Cucujães 3 2 1 0 Arouca 3 2 1 0 SV Pereira 1 1 0 1 Rio Meão 1 2 0 1 Nogueirense 0 1 0 0

D 0 0 1 1 1 0 1 1

INICIADOS - 2ª DIVISÃO 2ª Fase - SÉRIE 1ºs

Resultados: 1ª jornada Avanca - Ovarense (adiado) 2ª jornada Ovarense 2 - 2 Anadia CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Vilamaiorense 6 2 0 0 SJ Ver 4 1 1 0 Oiã 4 1 1 0 Anadia 4 1 1 0 Calvão 3 1 0 1 Alba 3 1 0 1 Ovarense 1 0 1 0 Avanca 0 0 0 1 Tarei 0 0 0 1 Pessegueirense 0 0 0 1

D 0 0 0 0 0 1 1 1

BENJAMINS “A” 2ª Fase - Últimos - Série B

Resultados: 1ª jornada Rio Meão 7 - 4 Cortegaça SJ Ver 1 - 1 Esmoriz CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E P. Brandão 3 1 1 0 Rio Meão 3 1 1 0 U. Lamas 1 1 0 1 Paramos 1 1 0 1 SJ Ver 1 1 0 1 Esmoriz 1 1 0 1 Cortegaça 0 1 0 0 Fermedo 0 1 0 0

D 0 0 0 0 0 0 1 1

BENJAMINS “A” 2ª Fase - Últimos - Série D

Resultados: 1ª jornada Cucujães 4 - 3 Válega Ovarense (folgou) CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Cucujães 3 1 1 0 Oliveirense B 3 1 1 0 Carregosense 0 0 0 0 Valecambrense 0 0 0 0 Ovarense 0 0 0 0 Válega 0 1 0 0 M. Cambra 0 1 0 0

D 0 0 0 0 0 1 1

TRAQUINAS 2ª Fase - Últimos - Série C D 0 0 1 0 1 0 1 2 2 2

INFANTIS “A” - 2ª DIVISÃO 2ª Fase - Últimos - Série E

Resultados: 1ª jornada Furadouro 3 - 1 Ovarense CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Cesarense 3 1 1 0 M. Cambra 3 1 1 0 Milheiroense 3 1 1 0 Furadouro 3 1 1 0 Ovarense 0 1 0 0 Cucujães 0 1 0 0 Oliveirense B 0 1 0 0 Valecambrense 0 1 0 0

D 0 0 0 0 1 1 1 1

TRAQUINAS 2ª Fase - Últimos - Série D

Resultados: 1ª jornada Furadouro 3 - 8 Válega Oliveirense 1 - 3 Ovarense CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Válega 3 1 1 0 Loureiro 3 1 1 0 Ovarense 3 1 1 0 Bustelo 0 0 0 0 M. Cambra 0 1 0 0 Oliveirense 0 1 0 0 Furadouro 0 1 0 0

CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Alba 3 1 1 0 Murtoense 3 1 1 0 Avanca 3 1 1 0 Estarreja 0 1 0 1 Bustelo 0 1 0 1 Soutelo 1 1 0 0 Válega 1 1 0 0 Mini Foot Clube 1 1 0 0

Resultados: jornada Mini Foot Clube 4 - 3 Válega 1ª D 0 0 0 0 1 1 1

CLASSIFICAÇÃO Equipa PtsJ V E Taboeira B 3 1 1 0 Lourreiro 3 1 1 0 Mini Foot Clube 3 1 1 0 Avanca 1 1 0 1 Estarreja 1 1 0 1 Válega 0 1 0 0 Alba 0 1 0 0 Soutelo 0 1 0 0

D 0 0 0 0 0 1 1 1


praçapública

DESPORTO

18 Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

BASQUETEBOL - SUB-20 MASCULINOS

Fernando Neves ‘vingou’ derrota da primeira volta

Ovarense sagra-se bicampeã distrital em Aveiro

A Ovarense recebeu e venceu a Académica (66-63), em jogo a contar para a 13ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol, num encontro marcado pelo equilíbrio entre as duas equipas. Com este triunfo os vareiros ‘vingaram’ a derrota amarga da primeira volta e garantiram a terceira posição isolada na tabela classificativa. Os estudantes até entraram melhor no encontro e durante os primeiros 10 minutos colocaram muitos problemas à defesa da Ovarense, alcançando uma vantagem de quatro pontos (14-17) no final

12ª JORNADA

Ovarense 66 Académica 63 Gonçalo Stringfellow nj Cristóvão Cordeiro 05 José Barbosa 11 Júlio Silva 00 Sergi Coll 10 Nuno Morais 00 Fernando Neves 17 Miguel Miranda 11 Mário Gonçalves 04 Pedro Costa nj Renato Fião nj Emanuel Sá 08 Treinador: Carlos Pinto

TAÇA HUGO DOS SANTOS 1/2 FINAL

Benfica 68 Ovarense 58 Gonçalo Stringfellow nj Cristóvão Cordeiro 10 José Barbosa 07 Júlio Silva 01 Sergi Coll 02 Nuno Morais 01 Fernando Neves 09 Miguel Miranda 21 Mário Gonçalves 04 Pedro Costa nj Renato Fião nj Emanuel Sá 03 Treinador: Carlos Pinto

Os vareiros festejaram a conquista do título em Aveiro DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

O extremo da Ovarense apontou 17 pontos

do primeiro ‘quarto’. Contudo, a equipa de Carlos Pinto não demorou a reagir e com a entrada vital de Emanuel Sá (dois triplos consecutivos) tratou de acertar as ‘agulhas’ rumo a um parcial de 17-13 que colocou os vareiros na frente do marcador na saída para o intervalo. No regresso dos balneários a Ovarense abrandou a pressão defensiva e só equilibrou o marcador na parte inicial da segunda parte fruto da prestação ofensiva de Miguel Miranda (seis pontos consecutivos) que permitiu ao conjunto alvi-negro manter-se colado ao adversário, adiando tudo para os derradeiros dez minutos. Aí, a equipa de Carlos Pinto foi mais forte e, fruto de uma defesa eficiente e de um triplo providencial de Fernando Neves, acabou por aniquilar todas as tentativas de reação dos estudantes, garantindo a conquista de uma vitória justa, que colocou os vareiros no caminho do Benfica, na meia-final da Taça Hugo dos Santos. VAREIROS RESISTIRAM A TÉ AO ÚL TIMO PERÍODO ÚLTIMO O Benfica eliminou a Ovarense na primeira meiafinal da Taça Hugo dos Santos, mas teve de suar para afastar os vareiros. A equipa

encarnada acabou por construir um resultado final (6858) que não espelha o que se passou ao longo da partida, assegurando a passagem à final apenas no derradeiro período, com um parcial fortíssimo (27-12), que espelha bem as diferenças de profundidade do plantel às disposição dos dois treinadores. Fruto de uma defesa aguerrida, a Ovarense susteve o ímpeto ofensivo dos encarnados durante 30 minutos, e à entrada do último ‘quarto’ os vareiros defendiam uma vantagem de cinco pontos (41-46). Com apenas dez minutos para jogar o Benfica apostou tudo e acabou por ganhar a aposta, construindo um parcial desnivelado (27-12) que lhe garantiu a vitória, e que ajudou a esconder as muitas dificuldades que a equipa de Carlos Pinto colocou à formação encarnada durante a primeira meia-hora de jogo. Se na luta entre os dois ‘cinco iniciais’ os vareiros levaram a melhor (32 pontos encarnados contra os 42 da Ovarense), o Benfica acabou por beneficiar do contributo dos jogadores que ‘saltaram’ do banco (36 pontos do Benfica contra 16 da Ovarense), que acabaram por fazer toda a diferença.

A Ovarense arrasou a concorrência na fase final concentrada que se disputou em Aveiro e revalidou a conquista do título de Sub20 Masculinos. A equipa alvinegra, treinada por Nuno Manarte, jogou à imagem do que foi o seu treinador enquanto jogador, e nos três encontros demonstrou grande coesão defensiva, uma ‘arma’ que garantiu o sucesso nos

três encontros. Os vareiros entraram nesta fase final com uma vitória folgada frente ao Illiabum (70-51), a que se seguiu um novo triunfo, desta vez frente ao Sangalhos (67-51), adiando a decisão do título para o último dia da competição, onde defrontou e venceu o Galitos (49-61), em mais um encontro onde a equipa de Nuno Manarte deixou patente a arte de bem defender. Apesar de jogar em casa

do adversário os vareiros foram mais fortes e ‘puxaram’ pelos galões do título alcançado na temporada passada e que agora revalidaram. Resultados: Galitos 98 - Sangalhos 43 Ovarense 70 - Illiabum 51 Galitos 70 - Illiabum 63 Ovarense 67 - Sangalhos 51 Sangalhos 55 - Illiabum 61 Galitos 49 - Ovarense 61

BASQUETEBOL - SUB19-FEMININOS

Vareiras conquistam título distrital Cortesia: Associação de Basquetebol de Aveiro

DINIS AMARAL DINISAMARAL@PRACAPUBLICA.COM

Tiago Carriola

Extremo da Ovarense marcou 17 pontos e apontou o caminho para a vitória. Vareiros isolaram-se no terceiro lugar da competição.

Cortesia: Associação de Basquetebol de Aveiro

BASQUETEBOL

As vareiras com o troféu, em São João da Madeira

A Ovarense reconquistou o título distrital de Sub19 femininos e garantiu a presença no Campeonato Nacional onde tentará, agora, defender o troféu conquistado na última época. A equipa orientada por Jorge Maia apresentou-se em São João da Madeira com o objetivo de trazer para Ovar um título que lhe escapava

desde a época 2009/2010 e acabou por o conseguir no último dia da competição. Depois de terem averbado nas duas primeiras jornadas uma derrota e uma vitória, no derradeiro encontro as vareiras bateram a equipa da casa, por 42-37, mas tiveram de esperar pelo resultado do último encontro da competição, que colocou frente a

frente o Gafanha e o Vagos, que resultou num surpreendente 63-65 que permitiu às alvi-negras festejar a conquista do título. Classificação final 1º - Ovarense 2º - Gafanha 3º - Vagos 4º - Sanjoanense


praçapública

DESPORTO

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

SV Pereira 0 - 0 Esmoriz

Furadouro 3 - 1 Ovarense

FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

O São Vicente de Pereira e o Esmoriz empataram a zero, num encontro emotivo e agradável de seguir. A primeira parte foi muito equilibrada, mas logo aos nove minutos os visitantes estiveram perto de marcar, contudo Edgar efetuou uma excelente defesa e negou o golo a Fábio. A equipa da casa respondeu, mas só perto da meia-hora de jogo é que Ima conseguiu criar perigo, mas não evitou o nulo que se registou ao intervalo. Na segunda parte o Esmoriz teve mais posse de bola e Alexandre criou o primeiro sinal de perigo, enviando a bola ao travessão da baliza do SV de Pereira. A equipa da casa equilibrou o jogo a meio-campo, contudo

As duas equipas proporcionaram um jogo equilibrado

nenhuma das duas formações conseguiu evitar o empate a zero com que atingiram o final da partida. Nicolau Santos, treinador do Esmoriz admitiu que a sua equipa realizou “uma boa exibição”, mas destacou a “má finalização” dos esmorizenses. A equipa técnica do São Vicente, à semelhança do que tem acontecido esta temporada, não prestou declarações ao jornal PRAÇA PÚBLICA.

SV Pereira: Edgar, Ima, Vinicius, Micael, Victor, Tiago Pereira, Abelhinha, Pedro Pinho, Tiago Silva e Miguel. Jogou ainda: André Barge. Esmoriz: Clemente, Rodrigo, Daniel, Tiago Guerra, Santos, Rui Nunes, Alexandre, Nuno Costa, Ruben, Maia e Fábio. Jogou ainda: Cristiano.

O Furadouro bateu a Ovarense (3-1), num grande jogo de futebol, onde Rodrigo acabou por apontar um ‘hattrick’. Este jogador colocou o Furadouro em vantagem à passagem dos 13 minutos e, pouco depois, aumentou a contagem, após uma boa combinação com Gabi. O Furadouro dominou a primeira parte e ainda antes do intervalo Rodrigo voltou a ‘faturar’, colocando o marcador em 3-0, na saída para os balneários. A segunda parte foi mais equilibrada e a equipa orientada por Daniel Cruz e Sérgio acabou por reduzir a desvantagem ainda cedo, por intermédio de Filipe Oliveira, contudo nenhuma das duas equipas voltou a criar perigo e o

Fernando Souteiro

FUTEBOL FORMAÇÃO – TRAQUINAS

Fernando Souteiro

FUTEBOL FORMAÇÃO – JUVENIS

O Furadouro justificou a vitória

resultado não sofreu mais qualquer alteração. Hugo Malheiro, treinador do Furadouro, admitiu que “foi um bom jogo”, onde a sua equipa “foi superior à Ovarense”, disse. Já Daniel Cruz, técnico da Ovarense, referiu que o jogo “foi bem disputado por ambas as equipas” e aproveitou para dar “os parabéns ao Furadouro”.

FUTEBOL FORMAÇÃO - JUNIORES

FUTEBOL FORMAÇÃO - INFANTIS

Ovarense 5 - 5 Furadouro

Furadouro 3 - 8 Válega

Furadouro: Jorginho, Renato, Pedro Pinto, André, Rodrigo, Gabi e Villas. Jogaram ainda: Telmo, Tomás, Miguel e Gui. Ovarense: João Paulo, Diogo Vieira, João Graça, Pedro Oliveira, Rodrigo, Filipe Oliveira e João Pedro. Jogaram ainda: Carolina, Tomás e Teles.

Fernando Souteiro

Fernando Souteiro

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A Ovarense ‘virou’ o resultado, mas não segurou a vantagem FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

A Ovarense empatou frente ao Furadouro (5-5), no arranque da segunda fase do campeonato. O Furadouro colocou-se em vantagem no marcador à passagem dos 15 minutos de jogo, por intermédio de Óscar, e a Ovarense poderia ter igualado no minuto seguinte, contudo Pedro Azevedo não aproveitou a conversão de uma grande penalidade. Os visitantes estiveram outra vez perto de marcar, em dois lances que tiveram Miguel como protagonista, mas só à beira do intervalo alargaram a vantagem, por intermédio de Rendilheiro. Na segunda parte os alvi-

negros entraram melhor, e Samuel aproveitou para reduzir a desvantagem, contudo o Furadouro respondeu e Óscar bisou no encontro, alargando, de novo, a vantagem num dérbi emotivo. Os alvi-negros apostaram tudo no ataque e acabaram por voltar a reduzir, por intermédio de Tiago Simão, mas o Furadouro voltou a carregar e aos 67 minutos ‘Levezinho’ apontou o 4-2 e colocou a equipa da casa em alerta. A jogar perante o seu público, os ovarenses protagonizaram uma ponta final de partida emocionante e em apenas três minutos igualaram o marcador, através de dois golos apontados por Pedro Azevedo, que já dentro dos últimos dez minutos da

partida haveria de apontar o ‘hat-trick’ que colocou os alvinegros na frente do marcador, contudo o Furadouro acreditou até ao fim e, já em tempo de descontos, foi feliz, com Pardal apontar o 5-5 final. Ovarense: Miguel, Laru, Marco, Martins, Rui Silva, Borges, Samuel, Costinha, Cris, Tiago Simão e Pedro Azevedo. Jogaram ainda: João Valente, Hugo e Manaca. Furadouro: Ruben, Fred, Pardal, Rui, Areias, Micael, Levezinho, Miguel, Óscar, Rendelheiro e Fabinho. Jogaram ainda: Zé e Reis.

Os valeguenses foram superiores à equipa da casa FERNANDO SOUTEIRO E PAULO SANTOS

O Válega goleou o Furadouro, num encontro dominado pelos valeguenses, nomeadamente na primeira parte, onde os visitantes lograram apontar três golos sem resposta, apontados por Roberto (1) e Valter (2). O Furadouro, comandado por Manuel Cruz e João Costa, reentrou melhor na segunda parte, e Tiaguinho reduziu para 1-3, contudo, Roberto bisaria minutos mais tarde e aumentava a conta-

gem para 1-4. O Centro de Válega, treinado por Paulo Dias e Manuel Lopes, demonstrou ser superior ao seu opositor e, através de um livre direto, Roberto aumentou a contagem. Os visitantes continuaram a carregar no ataque e João Sousa acabou por apontar mais dois golos, a que se seguiu mais um, desta vez apontado por Ivo. Pedro ainda haveria de marcar o oitavo golo valeguense, mas os donos da casa não entregaram os pontos e reduziram a desvantagem, já nos minu-

tos finais da partida, por intermédio de Tiago Oliveira e João Costa, que fixaram o resultado final. Furadouro: Franklin, Tomás, Leandro, Tiago Cunha, Fábio, João Costa e Tiago Oliveira. Jogaram ainda: Flávio e Daniel. Válega: Tiago, Bruno, Filipe Morais, Ivo, Roberto, João Sousa e Valter. Jogaram ainda: Rui Sousa, Mário, Pedro e César.


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CLASSIFICADOS

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PRAÇA AUTOMÓVEL

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ARGUMENTOS REFORÇADOS

Citroën C3 1.2 VTi 82cv Com o objetivo de tornar o modelo mais apelativo, a Citroën introduziu recentemente no C3 o moderno motor 1.2 VTi. Mais potente e económico é um trunfo de peso para o utilitário francês. FERNANDO CORREIA

Tendo em conta que neste segmento os motores a gasolina representam uma fatia importante das vendas, o C3 não apresentava até aqui proposta capaz de concorrer com os seus adversários mais diretos pois tanto o 1.1 como o 1.4 estavam desajustados dos tempos atuais, a tecnologia era já muito antiga e tinham performances limitadas e consumos demasiado altos. Com a introdução deste 1.2 VTi (construído em alumínio), a gama C3 recebe um reforço importante para enfrentar um ano de 2013 que se adivinha particularmente difícil para o setor automóvel. Assim que nos fazemos à estrada, a primeira nota vai, de imediato, para o silêncio do novo motor, apesar de ser um três cilindros raramente sentimos o ruído e as vibra-

ções caraterísticas deste tipo de motorizações. Os 82 cv às 5.750 rpm e um binário máximo de 118 Nm às 2.750 rpm, permitem a este C3 uma velocidade máxima de 174 km/h e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 12,3 segundos, valores perfeitamente à altura do que se pode exigir de um veículo com estas caraterísticas. Em estrada, o condutor pode contar com uma resposta progressiva do motor, sem reações demasiado bruscas, o que se traduz numa condução bastante agradável em percursos citadinos, o território de eleição do C3. As recuperações também são convincentes e chegam para permitir uma boa desenvoltura em estrada aberta, poupando um recurso intenso à bem escalonada caixa manual de cinco velocidades que surge associada a esta

motorização. Os consumos são outro dos trunfos deste motor, conseguimos uma média de 5,6 l/100 km no final do ensaio, embora tenhamos

rodado muitas vezes perto dos 5 l/100 km com os devidos cuidados na condução. No capítulo das emissões de CO2 , a marca anuncia apenas 107 g/km (com jantes de liga leve de 16 polegadas), valor que desce para as 104 g/km nas variantes equipadas com jantes de ação de 15 polegadas. No capítulo dinâmico, revela-se um automóvel fácil de conduzir e confortável, a carroçaria adorna q.b. e desde que não se abuse do pé direito o C3 é muito pre-

visível. Apenas a direção elétrica nos pareceu demasiado leve, retirando alguma sensibilidade à condução. Em termos de preços, o Citroën C3 1.2 VTi está disponível desde 12.634 euros. O Pack City & Zenith custa mais 700 euros, mas na nossa opinião é um investimento que se justifica devido à inclusão do enorme (1,35m de comprimento) pára-brisas Zenith, proposto juntamente com a ajuda ao estacionamento traseiro e o apoio de braço dianteiro. Curioso, no

entanto. o fato de os vidros traseiros elétricos não estarem disponíveis nem como opção. Com este novo motor o C3 é mais agradável que muitos concorrentes com motores de quatro cilindros, sendo na nossa opinião um excelente automóvel para quem procura um carro bem construído, confortável, fácil de conduzir e económico. A Citroën é representada pelo concessionário Lércio Pinto, com instalações em Espinho e Santa Maria da Feira.


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DIVERSOS Manuel da Silva Antunes (Viteleira) 70 anos Rua Ferreira de Castro - Ovar

A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Maria Bernardina Ferreira de Oliveira 65 anos Rua Tenente Coronel Canossa - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

1º Aniversário Lutuoso Daniel Silva Monteiro 3 de fevereiro 2013

Palmira Oliveira Gomes 84 anos Rua Visconde de Ovar - Ovar

Pessoas especiais deixam mais que saudade e lembranças, pois elas levam mais do que os nossos pensamentos... levam uma parte do nosso coração. Com eterno amor de tua esposa e filhas. Irá realizar-se a missa de primeiro aniversário na Igreja Matriz de Ovar, no próximo dia 3 de fevereiro, pelas 18h00.

A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Élio Manuel Soares Santa 92 anos Rua Ferreira Meneres - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Armando Regalado Gonçalo 65 anos Rua dr. António Pereira Zagalo - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Manuel Pereira Marques 77 anos Rua Pedro Homem de Melo - Marinha - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

farmáciasdeserviço Ovar

Hoje, dia 30 Farmácia Manuel Castro ................ 256 574 606 Amanhã, 31 Farmácia Lamy ............................... 256 572 185 Sexta, dia 1 de fev. Farmácia Central ................. 256 572 594 Sábado, dia 2 Farmácia Rodrigues ..................... 256 572 145 Domingo, dia 3 Instituto Pereira Zagalo .............. 256 572 226 Segunda, dia 4Farmácia Manuel Castro ............. 256 574 606 Terça, dia 5 Farmácia Lamy ................................ 256 572 185 Quarta, dia 6 Farmácia Central ........................... 256 572 594 Quinta, dia 7 Farmácia Rodrigues ...................... 256 572 145 Sexta, dia 8 Instituto Pereira Zagalo ................... 256 572 226 Sábado, dia 9 Farmácia Manuel Castro .............. 256 574 606 Domingo, dia 10 Farmácia Lamy ........................ 256 572 185 Segunda, dia 11 Farmácia Central ...................... 256 572 594 Terça, dia 12 Farmácia Rodrigues ...................... 256 572 145

Válega

De 31 jan a 4 fev Farmácia Lopes Rodrigues..... 256 502 215 De 5 a 9 Farmácia Resende ................................ 256 502 152 De 10 a 14 Farmácia Lopes Rodrigues............... 256 502 215

Esmoriz Vitor Manuel Pinho e Silva 55 anos Rua dr. Francisco A. Pinto - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Manuel de Oliveira Jarrais 83 anos Rua Escrivães das Companhas, Furadouro - Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Eugénia Oliveira da Silva 81 anos Rua de Sande - São João de Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Maria José Oliveira Pacheco 88 anos Rua dos Moleiros, Ponte Nova - S. João de Ovar A Família agradece a todos os que acompanharam a cerimónia fúnebre, e que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

De 31 jan a 4 fev Farmácia Barbosa .................. 256 751 090 De 5 a 9 Farmácia Moderna ................................ 256 752 150 De 10 a 14 Farmácia Farmácia Central ............. 256 758 117

telefonesúteis

Hospital de Ovar ............................................. 256 579 200 Unidade de Saúde Familiar João Semana ........ 256 590 050 Unidade de Saúde Familiar da Barrinha ........... 256 785 170 Unidade de Saúde Familiar de S. João ............. 256 509 060 Extensão de Saúde Furadouro ......................... 256 591 114 Extensão de Saúde Maceda ............................. 256 791 351 Extensão de Saúde Arada ................................ 256 793 440 Extensão de Saúde Cortegaça ......................... 256 752 233 USF Alpha - Pólo de S. Vicente de Pereira ....... 256 890 406 USF Alpha - Pólo de Válega ............................. 256 502 260 Bombeiros Voluntários de Ovar ....................... 256 572 122 Bombeiros Voluntários de Esmoriz .................. 256 752 122 Segurança Social de Ovar ............................... 256 572 031 Serviço Social ................................................. 256 573 240 PSP ................................................................. 256 580 890 GNR Ovar ....................................................... 256 572 629 GNR Esmoriz .................................................. 256 750 240 Central Táxis ................................................... 256 573 369 Táxis Ovar ....................................................... 256 573 111 Táxis S. João de Ovar ...................................... 964 220 615 Táxi Carlos da Ponte ........................................ 917 571 909 Táxis Esmoriz .................................................. 256 754 650 Táxis Cortegaça .............................................. 256 753 305 Táxis S. Vicente de Pereira .............................. 256 890 657 Táxis Maceda .................................................. 917 540 236 CP Informações .............................................. 808 208 208 CP de Esmoriz ................................................. 256 752 999


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DIVERSOS

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A.D.O. Basquetebol da Associação Desportiva Ovarense, SAD Matriculada na C.R.C. de Ovar sob o número 1865 NIPC 504 765 442 CAPITAL SOCIAL: 250.000 Euros

Edital nº 5/2013 Doutor Manuel Alves de Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Ovar: FAZ PÚBLICO que, Jorge Vitor Teles, António Alberto Soares Teles Glória, Marília Abreu Rodrigues Valente, Cr~istina Margarida Rodrigues Valente, Luis Miguel Rodrigues Valente, João Ferreira dos Santos, Armindo Ferreira dos Santos, Augusto Ferreira dos Santos, Maria dos Anjos Ferreira dos Santos Duarte, Maria do Carmo Ferreira dos Santos, Angelina Ferreira dos Santos Vieira, Joaquim Gomes dos Santos, Maria Esperança Gomes dos Santos, Maria do Céu Gomes dos Santos, Francisco Gomes dos Santos e Maria Cidália Gomes dos Santos Silva, apresentaram um requerimento no sentido de ser averbada a sepultura com o antigo nº 14, fileira nº 4 do segundo quarteirão, atual nº 245, talhão nº 2 do Cemitério Municipal de Ovar, que veio à posse por herança, aberta por óbito de Joana da Silva, que foi moradora na Rua Visconde de Ovar, freguesia e concelho de Ovar. Nestes termos, ouvidas as testemunhas de acordo com a deliberação de 23 de junho de 1987, publica-se o presente edital convidando todos os interessados para aduzirem no prazo de 30 dias seguidos, a contar da sua publicação, a oposição que tiverem por conveniente ao averbamento da sepultura conforme é requerido, a qual deverá ser formulada por escrito no Serviço Administrativo e de Atendimento da Câmara Municipal de Ovar. Para constar e legais efeitos se torna público este Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de estilo. E eu, Susana Cristina Teixeira Pinto, Diretora do Departamento Administrativo, Jurídico e Financeiro da Câmara Municipal de Ovar, o subscrevi.

Praça Pública N.º 626, 30 de janeiro de 2013

Ovar, 18 de janeiro de 2013 O Presidente da Câmara, Doutor Manuel Alves de Oliveira

ASSEMBLEIA - GERAL CONVOCATÓRIA Ao abrigo da lei e do Pacto Social, convoco os senhores accionistas da sociedade “A.D.O. - BASQUETEBOL DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA OVARENSE, S.A.D.” para reunirem em Assembleia-Geral no próximo dia 15 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21:00 horas, numa das salas da Arena Dolce Vita, a fim de deliberarem sobre a seguinte ORDEM DE TRABALHOS: 1. Apreciar e deliberar sobre o Relatório de Gestão, Balanço e Contas relativas ao exercício 2011/2012. 2. Apreciar e deliberar sobre uma proposta de aplicação dos resultados. 3. Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade. São postas à disposição dos senhores accionistas, na sede social e no prazo legal, as propostas a submeter pelo Conselho de Administração à Assembleia-Geral e os demais elementos de informação preparatória. São requisitos para a participação e exercício do direito de voto na assembleia-geral: a) A cada dez (10) acções corresponde um voto. b) Para efeitos de participação na assembleia-geral, a qualidade de accionista comprova-se pela inscrição das acções na conta respectiva, devendo essa inscrição mostrar-se efectuada com a antecedência mínima de dez dias antes da data designada para a reunião da assembleia-geral. c) Aos accionistas possuidores de menos de dez (10) acções poderão agrupar-se para perfazer aquele número, devendo fazer-se representar por um deles. d) O prazo para a recepção dos instrumentos de representação de accionistas e, bem assim, da indicação dos representantes de pessoas colectivas, termina em 8 de Fevereiro de 2013. Ovar, 16 de Janeiro de 2013 O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL CARLOS MANUEL DOS REIS MENDONÇA

Praça Pública N.º 626, 30 de janeiro de 2013

AVISO Dra. Susana Cristina Teixeira Pinto, Diretora do Departamento Administrativo, Jurídico e Financeiro da Câmara Municipal de Ovar, com competências delegadas: Faz público que, por despacho do Senhor Vereador Dr. José Américo Oliveira Sá Pinto, com competências delegadas, datado de 16 de Janeiro de 2013, foram autorizados os cortes de trânsito abaixo mencionados, para a realização dos festejos do Carnaval/2013.A realização da atividade prevista impõe as restrições e alternativas à circulação nos seguintes termos: Artérias Condicionadas (com cortes de trânsito) 1 - Dia 27.01.2013, das 14:00 horas às 18:00 horas, para a chegada do Rei, no Largo Santa Camarão (Arruela), das 14:30 horas até às 18:00 horas, no restante percurso; 2 - Dia 03.02.2013, para o Carnaval Infantil, nas ruas Gomes Freire, Ferreira de Castro, Alexandre Herculano, Mártires da República, Cândido dos Reis, Praça da República e Elias Garcia, das 13:30 às 18:00 horas; 3 - Dia 07.02.2013, para o espetáculo musical de Quim Barreiros, na Praça da República, em Ovar, das 19:30 horas às 00.30 horas; 4 - Dia 09.02.2013, para desfile noturno das escolas de samba, na Avenida Sá Carneiro, Ruas Dr. António Manarte e Dr. José Amador, das 19:00 horas às 24:00 horas; 5 - Dias 10 e 12.02.2013, para o Corso Carnavalesco, nas Avenidas Sá Carneiro e Bom Reitor e nas Ruas Gomes Freire e de Timor, das 7:00 horas às 20:00 horas; 6 - Dia 11.02.2013, para noite mágica, na Rua Cândido dos Reis das 17:00 horas às 6:00 horas, e no centro da Cidade das 20:00 horas às 6:00 horas. Circulação Alternativa: Face à amplitude e natureza das alterações temporárias a introduzir, a informação quanto às alternativas de circulação do trânsito será implementado, atempadamente, mediante a colocação de sinalização indicativa na via pública, devidamente esclarecedora das artérias a realizar, sem constrangimentos para os cidadãos.

Qui.31 JAN Carnaval Sénior 14h30 | Espaço Tenda | Entrada Livre Dom. 3 FEV Carnaval das Crianças 15h00 | Centro da Cidade | Acesso gratuito Qui. 7 FEV Noite do Dominó Centro da Cidade | Acesso gratuito Quim Barreiros Praça da República | Acesso gratuito Sex. 8 FEV Grande Noite Reis (Axu Mal) Centro Cidade

Sáb. 9 FEV Desfile Nocturno Escolas de Samba 22h00 | Av. Sá Carneiro | Bancada € 7,50 Dom.10 FEV Desfile do Grande Corso Carnavalesco 14h30 | Av. Sá Carneiro | Bancada € 13.00 / Peão € 6.00 Seg. 11 FEV Noite Mágica Centro da Cidade de Ovar de Ovar Ter. 12 FEV Desfile Grande Corso Carnavalesco 14h30 | Av. Sá Carneiro | Bancada € 11.00 / Peão € 6.00

Para constar e legais efeitos se torna público este aviso e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de estilo. E eu, Dra. Susana Cristina Teixeira Pinto, Diretora de Departamento Administrativo Jurídico e Financeiro, o subscrevi. Ovar, 23 de janeiro de 2013 A Diretora de Departamento Administrativo Jurídico e Financeiro Dra. Susana Pinto Praça Pública N.º 626, 30 de janeiro de 2013

AVISO Nos termos do artigo 27º. Do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de dezembro, com a nova redação que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 26/2010, de 30 de março, é emitido a presente alteração ao Alvará de Loteamento nº 24/2006 em nome de GUIMARÃES, LUCAS & GARRILHA, LDA, situado no Lugar das Amieiras, freguesia de S. João, concelho de Ovar, que consta da alteração das áreas de implementação e construção do lote 5, passando a ter as seguintes características: Lote 5, com área de 713,00 m2, destinado a habitação unifamiliar de cave r/chão e andar, com área de implementação de 102,00 m2, área de construção de 189,00 m2 e área de construção de anexos de 61,50 m2. A alteração ao alvará de loteamento foi solicitada por António Joel Pereira Oliveira através do requerimento nº 1903, de 19/01/2011 e autorizada por despacho de 18 de outubro de 2011. Mantêm-se as restantes condicionantes do licenciamento da operação de loteamento. Ovar, 13 de dezembro de 2012 Praça Pública N.º 626, 30 de janeiro de 2013

O Presidente da Câmara Prof. Dr. Manuel Alves de Oliveira


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