Page 1

OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 1

de Sambas re Beija-Flo io Grande R A PÁGIN

www.jornalpopulardobrasil.com.br | 21ª EDIÇÃO | ANO 3 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

ALBERTO ELLOBO

R$ 0,50

Zito

n Quase três anos de governo já se passaram e os moradores de Duque de Caxias ainda querem saber por onde anda seu prefeito. Nesse terceiro mandato, o ex-Rei da Baixada deixa a desejar e é uma grande decepção. PÁGINAS 6 e 7

DIVULGAÇÃO

Saúde ruim pra cachorro

Onde está

Confusão na obra da Prefeitura de Belford Roxo ALBERTO ELLOBO

12

?

Estádio em Queimados poderá servir de CT em 2016 PÁGINA 11

PÁGINA 4

n Na Baixada Fluminense, o atendimento médico prestado à população é cada vez pior. Além da falta de médicos, leitos, aparelhagem e medicamentos em hospitais e postos de saúde, como esse de Nilópolis (foto), até mesmo o SAMU deixa a desejar. Muitos doentes e acidentados estão icando a pé. Um tratamento que nem um cachorro merece. PÁGINA 3

O AMIÃ NIR D

Quero ser prefeito e valorizar a vida, o ser humano, em vez de calçada, pracinha...

EXCLUSIVA

E AUD

n O presidente da Câmara de Duque de Caxias, vereador Dalmar Lírio Mazinho, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Popular, onde abordou assuntos que vão ao encontro dos anseios da população. PÁGINA 7

Vereadores de Meriti cobram obras do PAC no Pau Branco PÁGINAS 9 e 10

Menino sequestrado na porta de casa PÁGINA 10

Japeri adere ao “Minha Casa, Minha Vida 2” n

PÁGINA 11

n


2 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

Editorial

OPINIÃO

Seguindo a Nova Era da Comunicação

A

ntes, apenas no formato impresso, o Jornal Popular também passou a chegar até o leitor pela versão on line, pela internet. No início de 2011, o veículo inaugurou seu site (www.jornalpopulardobrasil. com.br) e, com ele, uma maneira mais fácil, prática e confortável de ter acesso a nossas reportagens. Agora, você não precisa mais sair de casa para receber cada nova edição do Popular. Basta entrar no nosso endereço eletrônico para o jornal estar na tela do seu computador. Com apenas uma teclada no enter ou um click no mouse, milhares de leitores conheceram a novidade que preparamos e se acostumaram a buscar novas notícias e outras informações nas nossas páginas virtuais. O número de visitantes não para de aumentar e, além do nosso Muito obrigado!, vai aqui outra mensagem: o Jornal Popular on line ficará ainda mais dinâmico, trazendo um conjunto maior de atualidades para atender melhor quem o procura, em busca de novidades do cotidiano.

Já reconhecido por sua versão virtual, cuja facilidade de acesso permite uma maior participação do leitor, o Popular está se preparando para, muito em breve, estar ainda mais integrado à era moderna do webjornalismo, seguindo o exemplo lançado por grandes jornais do Brasil e do exterior. E no próprio site, como acontece desde o início, os visitantes continuarão podendo visualizar o jornal em formato PDF, tendo, inclusive, a opção de imprimir as páginas. Publicado há quase três anos no formato impresso, o Popular, que, com proissionalismo e seriedade, conquistou espaço e credibilidade na Baixada Fluminense e em outras regiões do Estado do Rio de Janeiro, tem, agora, o objetivo de se consolidar também no mercado dos veículos virtuais de jornalismo. O momento é de acompanhar os novos tempos, a nova era da comunicação e, aproveitando os recursos da alta tecnologia, oferecer ainda mais qualidade ao nosso cliente, que é você, leitor. Por isso, vamos mudar para melhor.

Ah, se o Brasil fosse o Japão! n Um exemplo de honestidade para o Brasil aprender. Assim pode ser considerada a atitude tomada pelo governo da província de Fukushima, no Japão, que, recentemente, devolveu 9 bilhões de ienes – o equivalente a R$ 180 milhões – à Cruz Vermelha. O dinheiro fez parte de um conjunto de doações para socorrer as vítimas do terremoto e do tsunami que devastaram essa e outras 14 províncias em março desse ano. Como, em um novo levantamento, veio a descoberta de que o número de pessoas atingidas é inferior ao que havia sido estimado, não se pensou duas vezes para devolver o valor excedente. Enquanto lá no Oriente há esse respeito e, pelo que ficou demonstrado, utiliza-se somente o necessário para socorrer as vítimas de uma tragédia e reconstruir cidades, aqui o exemplo é outro. Em janeiro, temporais arrasaram cidades da Região Serrana do Estado do Rio, principalmente Nova Friburgo e Teresópolis, deixando um rastro enorme de destruição e mais de 900 mortos. Apesar da catástrofe, uma das maiores da história do Brasil, muito pouco foi feito para ajudar as pessoas que perderam suas casas e seus familiares e também icaram sem sua fonte de sustento. Ao contrário do que ocorreu no Japão, governantes de alguns dos municípios serranos atingidos pelas fortes chuvas foram acusados de cometer irregularidades, principalmente com a verba repassada para ações de socorro e a reconstrução das diversas áreas. O escândalo foi maior em Teresópolis, onde o prefeito Jorge Mário Sedlacek acabou sendo afastado e, depois, cassado. Após a tragédia, que causou pelo menos 392 mortes na cidade, a prefeitura recebeu aproximadamente R$ 7 milhões do Governo Federal, mas, devido a suspeitas de desvio de verba e de superfaturamento em contratos emergenciais para remoção de barreiras e desobstrução de vias, o dinheiro foi bloqueado por determinação da Controladoria Geral da União. Também pesaram contra Jorge Mário denúncias de que ele, estranhamente, teria impedido que equipes da Cruz Vermelha prestassem atendimento a feridos e desabrigados. Com o suposto mau uso do dinheiro público, outras medidas irregulares e até mesmo omissões do Poder Público, não poderia acontecer outra coisa a não ser a população de Teresópolis, Nova Friburgo e de outros municípios atingidos estar até hoje, quase um ano após a catástrofe, esperando ajuda para que suas vidas voltem ao normal e a recuperação de todo o estrago. Mas, nessas horas, somos obrigados a dizer: Que pena que aqui não é o Japão! Ainda temos muito o que aprender. Por GLAUCO RANGEL, Jornalista e Professor de Língua Portuguesa

A O J L CNPJ:10902731/0001-86 E Do Brasil www.jornalpopulardobrasil.com.br

DIRETORA EXECUTIVA: Anne Moreira Contato: 21 8698-0804 JORNALISTA RESPONSÁVEL: Glauco Rangel (RJ 22774 JP) Contato: 21 9485-0045 REPORTAGENS: Anne Moreira Glauco Rangel

A

FOTOGRAFIAS: I D REVISÃO: Glauco Rangel

PROJETO GRÁFICO DIAGRAMAÇÃO E ARTES: A E

COLABORAÇÃO: A B

C O Jornal Popular, de publicação mensal, circula na Baixada Fuminense, no Rio e na Região Sul Fluminense.


OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 3

Mau atendimento do Samu e deiciências de hospitais deixam população em risco

Saúde da Baixada em estado terminal n Em busca de socorro médico, um cidadão que mora em Duque de Caxias telefona para 192. Do outro lado da linha, ninguém atende. Surge apenas uma gravação, em que uma mulher diz: “Você ligou para Samu – 192, urgência médica. Será atendido em instantes. Aguarde.” Mas o tempo passa, nada acontece e ele volta a telefonar.

Novamente aparece a gravação, seguida de toques de chamada que, ao contrário do que diz a mensagem de voz, nunca são atendidos. Os minutos continuam passando e a coniança no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência se transforma em desespero. Ainal, o cidadão precisa que uma ambulância resgate uma pessoa da

sua família e, sem ao menos conseguir pedila, como ele irá vê-la chegando para realizar o salvamento? Assim como aconteceu com esse morador de Caxias, muitas outras pessoas da Baixada Fluminense e de outras regiões do Estado do Rio passam pelo mesmo problema quando necessitam do socorro do Samu. São minutos e até mais de uma hora no telefone e nada de

Muitos outros problemas Mas esse é apenas um dos problemas enfrentados pela população da região na área de saúde. Diariamente, homens, mulheres - incluindo idosos - e crianças deparam-se com alguma diiculdade quando vão em busca de atendimento em hospitais públicos e postos de saúde. Constantemente, faltam médicos ou recursos, como aparelhagem especíica para um exame, vaga para internação e até mesmo medicamentos. Isso acontece em unidades municipais e estaduais. É verdade que o Governo do Estado tem feito investimentos, como na instalação de Unidades de Pronto-Atendimento 24 horas (UPAs), mas não tem conseguido resolver questões básicas, nem evitar erros proissionais e tragédias. Somente em setembro, três casos expuseram deiciências no atendimento do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, mais conhecido

como Hospital de Saracuruna, em Caxias, que se tornou referência em traumatologia e cirurgias de reimplantes. No dia 21, o jovem Gabriel Santos Sales, 21 anos, deu entrada na unidade após cair da laje e bater com a cabeça. Sem ser atendido, ele teve que percorrer outros cinco hospitais – todos do Rio -, até conseguir socorro no Hospital Salgado Filho, no Méier, sete horas depois. Gabriel icou internado, mas morreu dias depois. No dia 25, o aposentado Calistrato Martins, 87, faleceu após esperar, durante mais de 15 minutos, que uma equipe o socorresse na porta da unidade. Segundo sua ilha Maria Rita do Vale, médicos alegaram que não havia maca para transportá-lo. Porém, o caso mais absurdo foi o de Rosa Celestino, 60 anos. Dada como morta pelos médicos, ela foi levada para o necrotério. Mas ainda estava viva e morreu dias depois.

alguém atender para receber a solicitação. E quando inalmente o atendimento por telefone é feito, em muitos casos, ocorre a demora da chegada da ambulância. A explicação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é de que uma Central de Regulação seleciona as prioridades, os casos de maior risco de vida - como um infarto - e o que não for considerado grave – como

uma queda - ica para depois. Mas existe outra explicação. Há um bom tempo, o número de ambulâncias do Samu só vem sendo reduzido na Baixada, diicultando ainda mais o socorro. Na região, tem sido comum vermos muitos desses veículos enguiçados e já praticamente como sucata. Foi o que nossa reportagem constatou no bairro Rocha Sobrinho, em Mesquita, onde mais de dez am-

bulâncias do Samu, que deveriam estar atendendo a população de Nova Iguaçu, encontravam-se encostadas e tomadas pela poeira. Não há como negar que o serviço, idealizado na França e criado pelo Governo Federal há quase dez anos, está precário e deixando a desejar na Baixada. Necessitando do atendimento de emergência, muitos moradores estão sendo deixados a pé.

GABINETE DE CRISE - Esses três fatos levaram o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, a instalar um gabinete de crise no Hospital de Saracuruna. Uma equipe de 15 proissionais icou de plantão na unidade hospitalar para avaliar o atendimento e fazer um levantamento das necessidades. “Tenho tolerância zero para erros com pacientes. O objetivo do gabinete de crise é não apenas punir pessoas, mas rever processos para corrigi-los e melhorar o atendimento.”, airmou o secretário logo após a instalação.

Queda da maca e morte no Moacyr do Carmo n Também não podemos deixar de citar o Hospital Geral da Posse, em Nova Iguaçu, que, há muito tempo, possui problemas como o de superlotação no Setor de Emergência, nem o Hospital Municipal Doutor Moacyr Rodrigues do Carmo, em Caxias. Inaugurada em

2008 para ser referência no estado, a unidade é outra que apresenta falhas no atendimento. Ainda em setembro, Maria de Freitas Guedes, 89 anos, deu entrada no Moacyr do Carmo com dores no peito. Após ser colocada em uma maca, a idosa icou agitada

e acabou caindo. Ela foi levada para o CTI, onde, dias depois, morreu. “Foi negligência. Eu pedi a eles que amarrassem ela, mas eles não amarraram”, conta a ilha da idosa, Marina Guedes. A Secretaria de Saúde de Caxias abriu sindicância para apurar o fato.

Em Nilópolis, posto manda para a UPA e atendentes. Nunca tem n Moradora de Nilópolis, médico e esse problema é a dona de casa Verônica antigo.”, completou Solande Oliveira Ribeiro (foto) ge Cristina de Castro Souto também teve motivos para Maior. reclamar, após levar o ilho Quando é para futebol, Maicon, de dez anos, no Copa do Mundo, o governo Posto de Saúde Rosa Malibera dinheiro. Mas cadê ria Perez, no bairro Nova para a Saúde? Me dá verCidade. “Meu ilho furou o gonha de ser brasileiro.”, pé com prego. Vim procurar lamentou o aposentado um médico e a funcionária Pedro Paulino de Sales, pai falou para eu ir para a UPA do Cabuis. Isso é uma vergonha”, protestou. do jovem Gabriel. Afinal, quando a Saúde da Baixada “Toda vez que venho aqui para veriicar minha pressão, só encontro enfermeiros deixará de correr risco de vida? ALBERTO ELLOBO

POR GLAUCO RANGEL


4 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

Vereador de Belford Roxo aponta ilegalidades na obra da nova sede municipal

Prefeitura não está pronta, mas já dá o que falar FOTOS: ALBERTO ELLOBO

POR GLAUCO RANGEL

n A construção da nova sede da Prefeitura de Belford Roxo, no bairro São Bernardo, está no centro de uma polêmica. Segundo o vereador Gilvan Medeiros (DEM), o prédio vem sendo erguido em um terreno que não possui escritura pública e que foi comprado de forma irregular. A obra foi orçada em R$ 7,4 milhões e os recursos foram repassados pelo Governo do Estado. O vereador acusa o prefeito Alcides Rolim (PT) de improbidade administrativa e pede seu afastamento. Em denúncia a vários órgãos, Gilvan afirma que a administração de Belford Roxo comprou, em maio de 2010, uma área na Avenida Joaquim da Costa Lima, em frente ao 39º BPM, no São Bernardo, para que fosse construída a nova sede. Pelo terreno, de propriedade da Agropecuária Souza Porto, foram pagos R$ 900 mil. Na época, o vereador ocupava o cargo de secretário municipal de Habitação e Urbanismo, mas quem assinou o despacho, sugerindo a aquisição do imóvel, foi a então subsecretária, Drª Ivonete. No mesmo dia, a Procuradoria do município e a Secretaria Municipal de Controle encaminharam parecer favorável ao prefeito, a Secretaria de Fazenda retirou a guia para pagamento e Alcides Rolim efetuou a compra.

Investimento de mais de R$ 7 milhões, o prédio está sendo construído ao lado do Fórum e do Ministério Público, no bairro São Bernardo

Denúncia feita ao governador

Segundo o vereador Gilvan (E), o terreno comprado não possui escritura pública

n Gilvan, que aponta outras irregularidades e suspeita de desvio de dinheiro, quer que tudo seja apurado: “Existem várias ilegalidades. Como a subsecretária pôde assinar, sugerindo a aquisição do terreno, se havia o secretário? Os R$ 900 mil foram dados à prefeitura pela construtora Cyrela, que recebeu uma área para investimentos imobiliários em Belford Roxo. Por

lei, o dinheiro teria que ser usado para fazer escola, praça ou área de lazer, não para construir prefeitura. O prefeito também não enviou nenhum projeto sobre o assunto para a Câmara Municipal votar e está construindo a nova sede em uma área que não tem escritura pública, que não tem documento, depois de apresentar ao estado escritura de outro terreno. Além disso, há,

ali, uma rua que tem que ser desafetada pela Câmara e registrada. Estou pedindo o afastamento dele do cargo, por improbidade administrativa, e encaminhei denúncia à presidência da Câmara, ao governador Sérgio Cabral, ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Contas do Estado e à Assembleia Legislativa, para que seja investigado se houve desvio de dinheiro.”

Mudança de terreno n Como os procedimentos não seguiram a lei orgânica do município, principalmente em relação ao artigo 17, que determina que toda aquisição de bens necessita de autorização do Poder Legislativo, a Câmara decidiu abrir uma Comissão Especial de Inquérito para apurar possíveis irregularidades na transação. Após a abertura da CEI, o prefeito acabou mudando o local da construção.

A futura sede da prefeitura passou a ser erguida entre o prédio do Fórum e do MP e o quartel do 39º BPM, em um terreno que havia sido desapropriado para outra inalidade, utilizando ainda uma área que, de acordo com o vereador, é uma rua. A obra de três pavimentos, sob a responsabilidade da RJ Engenharia e Construção Ltda., segue a todo vapor e está prevista para terminar no primeiro semestre de 2012.

A área onde a sede seria erguida abriga um parque


OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 5

“Quero ser prefeito e valorizar a vida, o ser humano. Parar com esse negócio de dar valor à calçada, à pracinha, a prédio de hospital”

n JP: Como presidente da Câmara de Duque de Caxias, o que o senhor tem a dizer sobre o trabalho do Legislativo na atual gestão? MAZINHO: - Essa é uma legislatura que se pautou pela independência do Poder Executivo. Nós temos algumas dificuldades, como todo Poder Legislativo do Brasil. Em geral, as pessoas não dão muito valor e não participam das atividades da Câmara. Essa é uma questão cultural, o que é uma lástima, porque a população tem poder, juntamente com os vereadores, para definir diversas questões importantes para o desenvolvimento da nossa cidade, através de debates e audiências públicas, entre outras ações. n De que forma a Câmara tem contribuído para a administração do município? Como está a relação entre o Legislativo e o Executivo de Duque de Caxias? - A Câmara é composta de vinte e um vereadores, tendo eu – que não voto - como presidente, onze vereadores de situação e nove de oposição. Apesar de me colocar como oposição ao governo atual, não concordando com quase nada que está sendo feito, procuro administrar a Câmara republicanamente. Tem que haver responsabilidade para que o município não fique estagnado. Se nós tivermos somente posturas de oposição, a cidade para e aí é o caos. n Qual a sua análise sobre a atual gestão do prefeito José Camilo Zito? - Caxias se tornou um caos total. Péssimas ações de gerenciamento e planejamento. A cidade está abandonada e parece que isso está sendo feito até de propósito. Não entendo como uma cidade do nosso nível pode ter chegado a esse ponto, principalmente nas questões básicas, como a falta de abastecimento de água em diversos bairros, a carência de leitos, de medicamentos, de atendimento médico e de exames básicos, a irregularidade na limpeza urbana e, ainda, a falta de atendimento a outras demandas que precisam ser discutidas urgentemente, como as do transporte, da segurança e da educação. n Por que o senhor quer ser prefeito de Duque de Caxias? - Quero ser prefeito dessa cidade e valorizar a vida, o

ser humano. Parar com esse negócio de dar valor à calçada, à pracinha, a prédio de hospital. Não preciso construir uma calçada para dar dignidade. Podemos investir no transporte e não preciso construir um hospital para atender melhor a saúde. Podemos investir nos postos de saúde. Tem pessoas passando fome na nossa cidade, precisando de casa para morar com a sua família. Enquanto isso, muitos políticos valorizam prédio para perpetuar seu nome, fazem novas escolas, enquanto as que já existem estão caindo aos pedaços, constroem um novo hospital e fecham o que já existe. Só valorizam as obras e não o que verdadeiramente importa, que é o ser humano. n Como pré-candidato do PDT a prefeito de Duque de Caxias, o senhor espera contar com o apoio de quais outros partidos para se eleger? Há possibilidade de haver uma aliança com quais outros partidos? Quem deverá ser o candidato a vice-prefeito na sua chapa? - Tem vários candidatos a prefeito de Caxias e, com certeza, vai ter segundo turno. Mas nós estamos conversando com o PV, o PT, o PMN, o PTN e com o PSDB, que, com a saída do Zito, se tornou um possível aliado. Vamos deixar as alianças para o segundo turno. Espero ir para o segundo turno e aqueles que querem viver essa cidade que se unam a mim. n O prefeito Zito declarou em uma entrevista que é candidato à reeleição e que “seu adversário é ele próprio”. Ou seja: para ele, não há qualquer adversário capaz de derrotá-lo. Qual a sua opinião sobre isso? - O povo já deu a resposta, quase não elegendo como deputada estadual a sua esposa Claise Maria Zito, que passou raspando, e dando menos da metade dos votos da última eleição para sua ilha, a deputada federal Andreia Zito. Não há o que discutir sobre o primeiro governo do Zito, que foi muito bom. Mas, de lá pra cá, muitas coisas mudaram. Ele não se preparou para retornar à prefeitura, não investiu nele, não estudou. Por isso, a cidade está um caos e o povo está sofrendo. Acho que o Zito já teve o tempo dele e, segundo consta, o prefeito tem 75% de rejeição. n Quais iniciativas são necessárias para que Duque de Caxias se desenvolva plenamente e sua população tenha uma melhor qualidade de vida? - O município está estagnado e isso é culpa desse pingue-pongue entre Zito e Washington Reis, que aconteceu nesses últimos 20 anos. Precisamos

ÃO MI DA

POR ANNE MOREIRA

NIR DE AU

O

presidente da Câmara de Duque de Caxias, vereador Dalmar Lírio Mazinho, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Popular, onde abordou assuntos que vão de encontro aos anseios da população. Ousado e muito determinado, Mazinho, que é pretenso candidato a prefeito pelo PDT, fez duras críticas à atual administração municipal, ponderando os acertos e os erros dos que já ocuparam a cadeira do Executivo caxiense. Ele acrescentou que Duque de Caxias precisa de um gestor sério e comprometido de fato com o desenvolvimento sócioeconômico do município, para que o povo tenha uma vida mais digna. O vereador airmou ainda que essa não é uma tarefa fácil, ainal, estamos falando de uma cidade que, segundo o IBGE, tem quase 900 mil habitantes. Mas, com vontade política, torna-se possível de ser realizada.

de novas alternativas e estou apresentando meu nome como uma opção. Se o povo está satisfeito com o que foi o governo Zito, que vote no Zito. E, se estiver contente com o governo passado, que vote no Washington Reis. Mas, se o povo quiser uma alternativa de modernidade, jovem e de trabalho, me coloco à disposição. Agora, mais do que tudo, é ter transparência com os gastos públicos e chamar a sociedade para discutir as principais questões do município, para melhorar a qualidade de vida da população. Como presidente da Câmara, tenho que ter muito cuidado, saber administrar essa disputa e ser responsável. Quero continuar tendo o respeito dos meus adversários políticos. Não quero falar mal do Zito, do Washington Reis, do Alexandre Cardoso. Acho que todos já tiveram o seu momento. Estou simplesmente apresentando uma alternativa e não tenho nada contra ninguém. Acho que a história vai apresentar de quem é a responsabilidade, quem fez ou não por Caxias. E quero escrever meu nome na história do município. n Caso o senhor venha a se eleger, quais serão suas prioridades para o município? - Caso eu seja eleito, no primeiro dia do meu governo vou garantir que a passagem seja R$ 1. Estou estudando a questão do transporte, elaborando projetos e, com certeza, no processo de transição, já terei conversado com os empresários. Eles vão ter que me mostrar planilha de custo e o lucro da empresa. Caso fique acima de R$1, a prefeitura vai bancar a diferença. Caxias vai ter uma passagem que o povo possa pagar. Em relação ao transporte alternativo, ele vai ser regulamentado e avaliado. Há 30 anos, não é feita uma licitação para as empresas de ônibus. O município cresceu e tem muitos lugares por onde os ônibus não passam. Hoje, algumas linhas são estendidas em mais de 20%, mas isso não pode porque não atende todos os bairros. Tem lugares onde podemos trabalhar com veículos menores para fazer essa interligação. Precisamos ter um sistema de transporte, como vai ser feito no Rio agora, de ônibus articulados. Por que não podemos ter ônibus articulado do Centro de Caxias para Xerém ou para Saracuruna, pegando a antiga Avenida Presidente Kennedy ou a Rodovia Washington Luís toda? Leia a entrevista na íntegra em nosso site: www.jornalpopulardobrasil.com.br


6 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

Zito não é mais “o cara FOTOS: BANCO DE IMAGENS JP

B

meses, todo o trabalho foi in intervenções inacabadas. Um a Avenida Doutor Manoel Tel dos Santos. No local, a terr que ainda espera o piso nov chafariz permanece no cime Aliás, o chafariz se tornou um de Zito. Entre 2009 e 2010, dois no Centro. Se a intenção foi a da cidade, não surtiu efeito. S principalmente dos que sofrem próprio funcionamento dessas Com frequência, elas encontra O projeto “Calçadas da C reforma de calçadas em Caxia intertravados, foi outro que pa para pedestres permanecem oferecendo risco. A população fechamento do Hospital Mun Hospital Duque, inaugurado n do Bonim. A policlínica anun lugar ainda está longe de ica Hospital Municipal Doutor M construído para ser uma ref outro motivo de decepção.

asta andar pelas ruas de Duque de Caxias, como no Centro, para perceber qual é a situação do prefeito José Camilo Zito, que acabou de se transferir do PSDB para o PP (Partido Progressista). Cumprindo seu terceiro mandato à frente da prefeitura do município, Zito - como é chamado por todos – não é mais aquele de anos atrás, quando impôs respeito por governar “com mãos de ferro”. Antes exaltado por muitos moradores, que sempre reconheceram suas realizações para melhorar as condições da cidade, principalmente em relação à pavimentação de ruas, ele, agora, é alvo frequente de críticas. Há pelo menos um ano, grande parte da população caxiense reclama muito do governo municipal. Uma demonstração clara de que os tempos são outros e de que toda aquela popularidade não existe mais. A explicação para essa mudança é simples. Mais de dois anos e meio de gestão já passaram e os moradores viram poucas iniciativas. Claro que há novidades, como a implantação do projeto “Escolas em Tempo Integral”, o desenvolvimento de projetos na área de trabalho, emprego e renda – inclusive com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego –, a redução, pela metade, nos domingos e feriados, do preço da passagem nas linhas de ônibus municipais e investimentos na área da Cultura, mas a falta de ação para solucionar questões fundamentais tem sido o destaque do governo. Em 2009, foi anunciada uma obra para revitalizar o Centro de Caxias. O investimento, em torno de R$ 50 milhões, daria novo visual à região, com reforma dos calçadões, substituição da rede elétrica e telefônica externa por uma rede subterrânea e a colocação de palmeiras imperiais na Avenida Presidente Kennedy (seu novo nome, Governador Leonel de Moura Brizola, ainda não aparece nas placas). Parte da obra foi feita, mas, há alguns

Apenas praci

Microônibus e pirataria

n Quando paralisou as principais obras, Zito declarou como justiicativa que a prefeitura está com uma dívida de mais de R$ 300 milhões e responsabilizou também seu antecessor Washington Reis, que, antes de deixar o cargo, teria pedido a antecipação dos royalties (verba pela instalação da Reinaria Duque de Caxias – Reduc – na região) que a Petrobras pagaria até 2014. Ele também alega que recebeu uma “herança maldita” e que está trabalhando para reconstruir o município. Enquanto a crise não passa e a situação não melhora, o prefeito segue inaugurando pracinhas na cidade que é uma das mais ricas do Brasil

n Outra marca negativa é o não cumprimento de promessas de campanha, como a promessa de acabar com os microônibus. Nada foi feito e, além de os motoristas exercerem a função de cobrador, fazendo dupla função, milhares de passageiros continuam viajando em veículos apertados. A situação piora com a superlotação nos horários de maior movimento. E não se pode esquecer da falta de combate à venda de produtos “piratas” - as ações com a polícia começaram e pararam - e da “cracolândia” em que se transformou o Centro, tamanha é a existência de usuários de crack na região.

(Duque de de R$ 1 b maior arre e uma das deria estar vivendo, as diferente, s água e de s bolsões de

Cenário de lixeira aumenta insatisfação n Na mesma época em que testemunhou a interrupção de diversas obras a cargo da prefeitura – há mais de quatro meses -, o morador de Caxias também foi obrigado a conviver com uma situação bastante incômoda e que colocou em risco a saúde da população em geral: o lixo se acumulou nas

calçadas, chegando até a invadir ruas, durante vários dias, por causa da falta de coleta. Responsável pela limpeza urbana de grande parte da cidade desde o governo Washington Reis, a empresa Delta deixou de prestar serviços ao município e o motivo teria sido falta de pagamento.

O triste cenário de sacos amontoados e de muita sujeira espalhada contribuiu para aumentar a insatisfação e as críticas contra Zito. E sua popularidade, comprovada com sete vitórias em sete eleições – como a de 2008, quando derrotou o então prefeito Washington Reis no 1º turno -, deu lugar a uma grande

rejeição. Nas ruas, as queixas estão por todos os lados e, faltando cerca de um ano para a próxima eleição municipal, o prefeito tenta se recuperar a tempo de conseguir se reeleger. Depois de acidentes e reclamações, ele desistiu de esperar pelo Governo do Estado e, recentemente, deu início a uma “operação

tapa-bu dy, uma começo acabou Mas, d quem d até des mesmo admitem


OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 7

a” em Duque de Caxias

nterrompido, deixando várias m exemplo é o calçadão entre les e a Rua Mariano Sendras ra toma conta de um trecho vo, e o que parece um futuro ento. m dos símbolos desse mandato s chafarizes foram inaugurados agradar moradores e visitantes Surgiram várias reclamações, m com as torneiras secas, e o fontes de água deixa a desejar. am-se desligadas. Cidadania”, responsável pela as, com a colocação de blocos arou. Assim, muitos corredores m em péssimas condições, o também tem se queixado do nicipal, mais conhecido como nos anos 60, no bairro Senhor nciada para funcionar em seu ar pronta. E o atendimento no Moacyr Rodrigues do Carmo, ferência no Estado do Rio, é

inhas

e Caxias arrecada mais bilhão por ano, a segunda cadação do Estado do Rio maiores do País) e que por bem mais desenvolvida, ssim, uma realidade bem sem problemas de falta de saneamento básico e sem e pobreza. PMDC/DIVULGAÇÃO

o

uracos” na Presidente Kennea via estadual (RJ-101) que ou a ser duplicada, porém, u virando uma “pista de rally”. diante do atual quadro, há diga na cidade que ele poderá sistir de concorrer em 2012. E o pessoas ligadas ao prefeito m que “ele está mal”.

Geral está “na bronca” n O JORNAL POPULAR tentou agendar uma entrevista com o prefeito José Camilo Zito, para que ele pudesse responder sobre a atual n situação do município, mas não foi atendido. A população acabou respondendo e a bronca é geral: FOTOS: ALBERTO ELLOBO

“Duque de Caxias era para ser bem mais desenvolvida, com as escolas municipais funcionando melhor e um serviço de saúde de qualidade. O Hospital Duque foi fechado e a carência da população aumentou. Faltam mais investimentos em educação, muitas ruas não são calçadas e ainda tem a violência. Esse governo está muito ruim. Zito não está fazendo nada, só praça e chafariz. O descaso é muito grande.” GREICIELE DIAS, professora, Parque Lafaiete “O prefeito Zito tem que deixar de enfeitar a cidade com chafariz, a população não vive disso Parece obra de fachada. Ele também constroi muita praça, mas o principal, que é investir em saúde, educação, água e saneamento básico, isso a gente não vê. Acho que a verba que a prefeitura recebe da Petrobras é mal administrada.” MÁRCIA MARQUES, professora, Centro

“O Zito começou bem, mas agora não está vendo nada. A cidade precisa muito de um hospital. O fechamento do Duque foi a pior coisa, porque, para chegar ao Moacyr do Carmo, só mesmo de carro. Ou, então, temos que ir para algum hospital do Rio. E aqui ainda tem o problema do lixo.” CARLOS ALBERTO CAMPOS DOS SANTOS, pedreiro, Vila Rosário

“Duque de Caxias é um dos municípios mais ricos do Brasil, mas não vejo essa riqueza ser transformada em benefícios para a cidade, que ainda tem infraestrutura carente e pontos críticos em saúde e educação. Aqui, também é preciso ter mais escolas politécnicas, que iriam preparar os jovens para o mercado de trabalho e atrair mais empresas.” RAFAEL GOMES DA SILVA, biólogo, Sarapuí “Pagamos um imposto caro, mas nem sempre tem gari nas ruas, temos só um hospital, o serviço de ônibus é problemático, muito asfalto é remendado e muitas calçadas são ruins. Perdi um menisco ao cair em uma delas. Também existe a falta de água. O prefeito deveria dar mais assistência à saúde e construir um hospital para portadores de HIV.” SANDRA GOMES, funcionária pública, Vila São Luiz

“Duque de Caxias poderia ser um município desenvolvido em tudo, mas não há investimentos para o seu crescimento. Moro na Avenida Doutor Manoel Teles, em frente à Cedae, e só recebo água por causa da bomba. Faltam empregos, inclusive em lojas, e não há policiamento no Centro. Na Manoel Teles, ocorrem assaltos pela TATIANE PIÃO, estudante manhã, à tarde e à noite. de Enfermagem, Centro”

“Esse mandato do prefeito Zito não está bom. Ele só faz obra onde ganhou mais voto. Em Imbariê, não está fazendo nada. Sofremos com as passagens caras, a demora dos ônibus, a falta de saneamento, de água e de rede de esgoto. Pelo dinheiro que a prefeitura arrecada, não era mais para a gente pisar na lama e ter escolas tão precárias.” WILSON AUGUSTO PEREIRA, aposentado, Imbariê


8 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

ÔNIBUS DA UNIÃO BLOQUEIAM GARAGEM n Não agüento mais a situação. Há bastante tempo, venho sofrendo com a viação União, em Duque de Caxias. A empresa de ônibus faz ponto inal numa rua próxima à minha casa. No entanto, não tem o menor respeito pelos moradores, pois estaciona os veículos em qualquer lugar. Já fui até o ponto inal várias vezes, solicitar que retirassem os ônibus da frente da minha garagem, para que pudesse sair com meu carro para trabalhar. Inúmeras vezes, tentei contato com a UNIÃO e não tive nenhum resultado, ninguém tomou nenhuma providência. Já liguei, inclusive, para a garagem, para o Detro e para a Secretaria de Transportes Públicos. Não me restando outra saída, estou recorrendo aos meios de comunicação para tornar o mais público possível o problema. Numa ocasião, precisei correr até o ponto inal. A avó da minha esposa, de 97 anos, estava sentindo-se mal e, para sair com o carro, tive que pedir para o motorista do ônibus liberar o portão da minha garagem. Ele ainda fez cara feia e demonstrou não gostar da minha atitude. Portanto, fotografei e estou disponibilizando as imagens do total desrespeito a um cidadão cumpridor de seus deveres. Me coloco à disposição para demais esclarecimentos. RICARDO FONSECA, Parque Lafaiete, Duque de Caxias

População de Nilópolis se queixa de abandono n Há mais de cinco meses, a Cedae consertou um antigo vazamento na Rua Marechal Deodoro. A água parou de minar, mas a empresa deixou um buraco grande, que está aberto até hoje. Por causa do problema, um carro quase atropelou uma criança. Enquanto não fecham, nós, moradores, temos que colocar móveis e galhos no local. ECLAIR ORNELAS MACEDO, Nova Cidade, Nilópolis.

FIOS BAIXOS - Os ios da rede elétrica da Rua Antônio Cardoso Leal, onde moro, são muito baixos. Muitas vezes, quando um caminhão passa, ele arrebenta tudo e icamos sem luz e sem telefone. O problema é antigo. Eu e outros moradores já izemos várias reclamações, mas ninguém veio aqui para colocar esses ios mais altos. SÉRGIO ALONSO, Centro de Nilópolis.

Calçadão em Éden pra quê? n A prefeitura começou a construir um calçadão na Avenida Délio Guaraná, em Éden, e passou a causar vários transtornos para motoristas, usuários de ônibus e pedestres, já que a área em obras está cercada por tapumes. Esse calçadão é desnecessário. Enquanto isso, as praças do bairro, como a Praça Goiás, estão abandonadas. ANTÔNIO ROBERTO, Éden, S. J. Meriti Av. Délio Guaraná, em São João de Meriti

O im da classe dos professores n Hoje, mais ninguém sonha em ser professor. Os governos estão desvalorizando a classe com salários de miséria e os alunos já não os respeitam, nem querem estudar. Muitos só pensam em brigas, namoro, bebidas, drogas e sexo. Há, inclusive, casos de agressão física e moral a professores. Falta segurança para eles e para o povo. Justiça no Brasil só vale para quem não paga pensão alimentícia. Não vale para os políticos corruptos, assassinos, estupradores e grandes traicantes. Juntos, professores, médicos, bombeiros e policiais civis e militares devem lutar por melhores salários e melhores condições de trabalho. WALDEIR FRANETA, Centro de Duque de Caxias


OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 9

Dr. João Ferreira Neto no PR

Doca Brazão comanda o PMDB em Meriti Principal opositor de Sandro Matos na Câmara de Meriti, ANNE MOREIRA

ele não poupa críticas à administração do prefeito ANNE MOREIRA

POR ARY DE BARROS

n Batizado com o nome de João Dantas de Mello, no entanto, mais conhecido como Doca Brazão, vereador em três legislaturas em São João de Meriti, ele agora tem uma responsabilidade a mais. Como presidente do diretório municipal do PMDB, Doca terá de escolher um nome para lançar uma candidatura peemedebista para concorrer ao cargo do Executivo em 2012, segundo seus correligionários. Nascido e criado em Meriti, ele reuniria todas as qualidades políticas como um dos pretensos candidatos. No entanto, acha que ainda é muito cedo para discutir a questão.

Como vereador tem dado mostras de sua capacidade, achando que está na hora de reconstruir o município. Ele sucede Denoziro Afonso, que, durante muitos anos, esteve à frente do partido. Dono de uma crítica lúcida e cuidadosa, Doca Brazão vê a saúde como prioridade, especialmente na área materno-infantil, a considerar o número de crianças que residem na cidade. Como político, reconhece que existem também outras necessidades, assuntos a serem discutidos no futuro, com a chegada do ano eleitoral. Doca Brazão é divorciado, tem dois ilhos e diz que se tornou político por vocação.

n Hoje, conhecendo a política bem mais de perto, o vereador João Ferreira Neto, de São João de Meriti, tece suas considerações a respeito da administração meritiense e fala do caos que se instalou no município. Sem papas na língua, ele diz que a prefeitura está sucateada e loteada de comissionados, com vistas a dar suporte eleitoral para o pleito de 2012. Recémchegado ao Partido da República (PR), o mesmo que fez den Sandro Matos prefeito da cidade, Dr. João garante que não tem receio de perder o mandato legislativo – ele deixou o PMN e seria pretenso candidato ao Executivo -, apesar de considerar que ainda é prematura qualquer airmação. Cauteloso em suas colocações, o vereador procura se resguardar, também em respeito à legislação eleitoral, airmando: “Há tempo para tudo, senhor jornalista.” Médico cirurgião, legista e bacharel em Direito, além de vereador, Dr. João tem uma extensa formação acadêmica. Mas é na área médica que domina tudo. Ainal, já

foi secretário de Saúde do município por duas vezes. Idealizador, ele fala de projetos reestruturais, como um grande mercado popular, o Hospital da Mulher funcionando a todo vapor, a criação de uma maternidade municipal e outras prioridades que ainda não aconteceram. Lamenta que o governo Sandro Matos tenha gerado uma expectativa muito grande para a população, mas não tenha realizado quase nada. Ele acha um absurdo fecharem o Hospital Infantil, que era referência na região pelo atendimento especializado, e o descredenciamento de 90% dos laboratórios credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O vereador também denuncia outras ações do atual governo: “Mexeram com os camelôs e os taxistas de uma forma esdrúxula e gastaram cerca de R$ 26 milhões para fazer uma reforma de faz-deconta na Praça da Matriz. E tem mais: o que me causa estranheza é a terceirização da Secretaria de Fazenda para a empresa chamada Advance, por quase R$ 28 milhões. A merenda escolar está sendo investigada pelo Ministério Público, devido a suspeitas de irregularidades na licitação e no fornecimento de produtos. Nem a prestação de contas, que deve ser realizada em todo quadrimestre, Sandro Matos não faz. O povo precisa ter o direito de saber onde está sendo gasto o dinheiro público.” – disse o parlamentar.

Morro do Pau Branco chora as promessas Para o Dr. João Ferreira Neto, é uma covardia o que o governo de Meriti está fazendo com os moradores do Morro do Pau Branco, em Vilar dos Teles. As obras ainda não aconteceram e ninguém sabe quanto foi gasto até agora com a drenagem feita no seu entorno. A população convive com o lixo e a lama. Em dias de chuva, as ruas se tornam intransitáveis para carros e pedestres. Na opinião do vereador, isso é um desrespeito à comunidade.

Em tom irônico, Dr. João airma: “O pior de tudo é que Sandro Matos até agora não cumpriu a obra que prometeu, mas insiste em afirmar que o serviço já foi concluído no local, o que é uma mentira. Podemos dizer que a obra nem começou.” O vereador pede que os governantes tenham mais respeito com o povo, porque, ainal, mentira também tem limite. Diante dessa forma de governar Meriti com falsas

promessas e obras duvidosas, ele ainda acrescenta: “A população merece ter um governante sério, com a proposta de tirar São João de Meriti das estatísticas negativas nas áreas da Saúde e da Educação e que faça com que ique para trás o título de ‘cidade do buraco e do lixo’. Está na hora de dar um im a esses políticos tradicionais com peril de bom moço, mas que não tem qualquer compromisso com o povo.”


10 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

Morro do Pau Branco exige conclusão do PAC POR ARY DE BARROS

n Clássico nas palavras, o vereador Jabes Mocotó, de São João de Meriti, é suscinto quando diz: “Tenho plena convicção de que o Programa de Aceleração do Crescimento será concluído no Morro do Pau Branco, pois hoje conio na palavra do prefeito Sandro Matos, que tem lutado pela realização das obras, não somente do PAC, que contempla essa área especíica, mas em todo o município de São João de Meriti. Na condição de vereador, farei a minha parte, cobrando a execução de um trabalho para o bem-estar da população

e iscalizando o Executivo em tudo que diz respeito ao gasto do dinheiro público.” Após ter sido procurado por diversos moradores na Câmara Municipal, Jabes Mocotó foi buscar informações detalhadas junto aos moradores da região. Ele ouviu depoimentos, tirou fotos das ruas e preparou um dossiê técnico para entregar ao prefeito – naturalmente, buscando uma resposta sobre o PAC, que seria repassada à população. Até hoje, segundo informações, foi feita apenas a canalização da água pluvial e o asfaltamento das vias públicas principais, com ruas secundárias ficando completamente destruídas.

DIVULGAÇÃO

Em 2007, Uzias Mocotó assina o convênio do PAC, ao lado do ministro das Cidades, Márcio Fortes (centro), e de Jabes Mocotó

São exemplos as ruas do Catete, Gávea, Laranjeiras, Cosme Velho e da Glória, entre outras. Elas estavam sendo utilizadas para desafogar o trânsito pesado das avenidas Comendador Teles e Automóvel Clube.

Menino sequestrado na porta de casa em Mesquita DIVULGAÇÃO

n Yure Melo, de 2 anos, desapareceu em Mesquita, no dia 22 de outubro. Ele estava brincando na rua, em frente à sua casa, na comun i d a d e V i l a N ova , no bairro Santo Elias. O caso foi r e gi s t r a d o na 5 3 ª DP (Mesquita) e a suspeita é de sequestro. Em depoimento na d e l e g a c i a , o u t ro s

moradores da comunidade contaram que, depois do desaparecimento, viram Yure com um homem moreno e de aproximadamente 1,70 m , qu e c a r r e g ava um velocípede. Dias antes, um homem com as mesmas características e com o mesmo brinquedo foi visto nas proximidades da casa da criança. A polícia espera que imagens de

câmeras de segurança da rua auxiliem a investigação. A mãe de Yure, Rosângela Melo, que tem outros f ilhos, também procurou a Fundação para Infância e Adolescência (FIA), onde o menino foi registrado n o p ro g r a m a S O S Criança Desaparecida. Informações sobre seu paradeiro: 2286-8337.

Assinado em 2007 pelo então ministro das Cidades, Márcio Fortes, por um representante da Caixa Econômica Federal e pelo então prefeito Uzias Mocotó, o PAC de São João de Meriti, com orçamento estimado em

R$ 66 milhões, teve início somente em 2009, já no governo Sandro Matos. De lá para cá, a obra deveria contemplar a comunidade do Pau Branco e seu entorno, com abrangência dos bairros Vilar do Teles, Jardim Botânico, Jardim Íris, Venda Velha e Vale Simpatia. No entanto, por diversas vezes sofreu um processo de descontinuidade. Isso causou uma problemática para os moradores e principalmente para o comércio local, causando transtornos aos pedestres e veículos. Sem falar nos problemas respiratórios que a poeira excessiva ocasionou, afetando a saúde de crianças e idosos.

Tiago ainda à espera de medula óssea n Também morador de Mesquita, Tiago Prado Santos, de 4 anos, por tador de leucemia, continua necessitando, com urgência, de transplante de medula óssea para sobreviver. Nesse ano, aconteceram várias ações com o objetivo de encontrar um doador compatível com o menino. Mais de 20 mil coletas foram realizadas, porém, não houve sucesso. Além de milhares de voluntários, no Rio e em outros estados, o Hemorio e o Instituto do Câncer (Inca) estão mobilizados na cam-

DIVULGAÇÃO

panha, recebendo doadores. Tiago, que encontra-se em tratamento no Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins e Vasconcelos, no Rio, também precisa de doares de sangue, que podem procurar diretamente a unidade hospitalar. Cerca de 1.300 pes-

soas estão à espera de transplante de medula óssea no Brasil e a probabilidade é de um doador compatível para cada 100 mil coletas. Para contato com a família do menino, o telefone é 80632796 (Vanderson/ pai).


OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011 | 11

O prefeito Timor foi elogiado pelo governador Sérgio Cabral durante o evento n O prefeito de Japeri, Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, assinou (foto), no dia 17 de novembro, o Termo de Adesão ao Programa “Minha Casa, Minha Vida 2”, do Governo do Estado. A assinatura aconteceu durante a inauguração de 144 apartamentos do Empreendimento Roldão Gonçalves, no bairro Chatuba, em Mesquita. Timor airmou: “Vamos nos empenhar para cumprir as orientações dadas pela representante do Ministério das Cidades

e também pela Caixa Econômica Federal. Japeri precisa desse projeto.” O Termo de Adesão é o instrumento irmado entre o Estado do Rio de Janeiro, o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para a construção de unidades habitacionais através do Programa “Minha Casa, Minha Vida 2”. Cerca de 50 cidades assinaram o termo. “Através do PAC 2, vamos construir muitos empreendimentos. A Baixada pode esperar

porque muitas coisas boas vão acontecer. Esta inauguração é o resultado da parceria entre as prefeituras, o Governo do Estado e a União.” - destacou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Durante a inauguração do Empreendimento Roldão Gonçalves, o prefeito de Japeri foi elogiado pelo governador do Rio: “Ministro, esse é o prefeito mais popular que tem.” - disse Sérgio Cabral, ao apresentar o prefeito Timor ao ministro de

Queimados terá estádio de futebol n Com investimento de R$ 15 milhões, através de parceria entre a prefeitura e o Governo Federal, está sendo construído desde o início de outubro o Estádio Municipal de Queimados. O empreendimento esportivo terá uma área de 60 mil metros quadrados e ficará situado na Estrada Campo Alegre, s/n°, no Jardim da Fonte. O objetivo do projeto, que será executado em um total de três fases, é dar à cidade condições de sediar jogos de campeonatos municipais, intermunicipais e estaduais, como o Campeonato Estadual das séries A e B. Há ainda o desejo de o local servir como Centro de Treinamento (CT) para equipes

PMQ/DIVULGAÇÃO

Em visita ao local da obra, Max (centro) observa o projeto da praça esportiva, que icará no Jardim da Fonte

que disputarão as Olimpíadas de 2016. A primeira fase será a da construção de um campo, seguindo as dimensões oiciais regulamentadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de um alambrado, de sistemas de drenagem e irrigação do gramado e de um reservatório que vai reutilizar toda a água destinada à irriga-

ção. Na segunda fase, ocorrerá a instalação da arquibancada para cinco mil pessoas. Já na terceira fase, a capacidade de público da praça esportiva poderá ser ampliada. Pelo cronograma das obras, a previsão é de que a primeira etapa do Estádio Municipal de Queimados seja concluída até agosto de 2012.

PMJ/GUTEMBERG LUCINDA

Japeri assina termo de adesão ao “Minha Casa, Minha Vida 2”

das Cidades, Mário Negromonte. O “Minha Casa, Minha Vida” é um programa do Governo Federal, gerido pelo Ministério das Cidades e operacionalizado pela Caixa. Ele consiste na aqui-

sição de terreno e na construção ou requalificação de imóveis contratados como empreendimentos habitacionais em regime de condomínio ou loteamento, constituídos de apartamentos ou casas.

Além do governador do Rio e do seu vice, Luiz Fernando Pezão, participaram da inauguração dos apartamentos deputados, vários prefeitos, vereadores e líderes comunitários de diversas cidades luminenses.

CVT de São João de Meriti recebe certiicado internacional de qualidade n Mais uma unidade de ensino da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) recebeu o certificado internacional de qualidade ISO 9001. Desta vez, foi o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) São João de Meriti, na Baixada Fluminense, voltado para a formação de mão de obra na área da construção civil. A sigla ISO signiica Organização Internacional de Padronização. Trata-se de uma organização nãogovernamental presente em cerca de 120 países e que promove a normalização de produtos e serviços. Para isso, utiliza normas, condutas e procedimentos na busca pela qualidade plena de produtos e serviços. O coordenador do CVT São João de Meriti, Pedro Ernesto, destacou a importância da união na conquista da certiicação: “Muito obrigado a vo-

cês, servidores, colaboradores, familiares e alunos, que foram decisivos para essa conquista. Vocês, meus irmãos de caminhada, que estiveram presentes em todos os passos para que essa certiicação acontecesse. A entrega da ISO 9001 ocorreu no dia 27 de outubro, durante a Semana de Ciência e Tecnologia da escola, que recebeu três novos espaços: o Laboratório de Pesquisa Interdisciplinar, homenagem à Ana Cristina do Amaral, o Laboratório de Reciclagem de Materiais, dedicado ao instrutor Noel Alves, e uma área de convivência. O evento reuniu coordenadores de outras unidades de ensino, gestores da coordenação de Certiicações do Sistema de Gestão da Qualidade da Rede Faetec e autoridades locais.

OUTRAS UNIDADES A entrega da ISO 9001 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade certiicadora, aconteceu no mês de outubro, no Instituto Superior de Tecnologia (IST-Rio), em Quintino Bocaiúva, Zona Norte do Rio, e no CVT Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 19 de outubro. No dia 21 do mesmo mês, a certiicação foi entregue ao CVT Saracuruna, em Duque de Caxias, também na Baixada. A outra unidade foi o Centro de Apoio Especializado (Caep) Favo de Mel, no dia 24, durante a comemoração pelos seus 15 anos de atividade. Além dessas unidades certificadas em outubro, o Centro de Informática, do Campus Quintino, também possui a ISO 9001 (desde 1998) e a ISO 14001 (desde junho de 2010).


12 | OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2011

Beija-Flor e Grande Rio já têm samba-enredo

FOTOS: MARCELO FARIA

POR GLAUCO RANGEL

n Da fusão das duas obras finalistas nasceu o samba-enredo que a Beija-Flor vai levar para a Marquês de Sapucaí em 2012. A grande final aconteceu no dia 21 de outubro e, com a decisão tomada pela azule-branco de Nilópolis, os autores do hino são Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR BeijaFlor, Ricardo Lucena, Thiago Alves, Romulo Presidente, J. Veloso, Adilson China, Carlinhos do Detran, Silvio

Romai e Hugo Legal. “Os dois sambas são muito bons e uni-los foi o melhor para a escola. Já iz isso outras cinco vezes e fomos campeões.”, explicou o diretor de carnaval e harmonia, Laíla. Sexta escola a desfilar no domingo, 19 de fevereiro, a Beija-Flor vai homenagear os 400 anos da cidade de São Luís com o enredo “São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”. E aposta nessa união para conquistar o bicampeonato do Grupo Especial.

Escola que vai fechar o Carnaval, na segunda-feira, 20 de fevereiro, a Acadêmicos do Grande Rio levará para a avenida, pelo segundo ano consecutivo, um samba-enredo composto por Edispuma, Licinho Jr., Marcelinho Santos e Foca. Mais uma vez, a parceria venceu a disputa na tricolor de Duque de Caxias, superando os outros três sambas inalistas, no dia 16 de outubro. “Esse samba é o mais completo e o que mais se enquadrou com enredo.”, desta-

cou o presidente da Grande Rio, Helinho Oliveira. Na mesma noite, a apresentadora de TV Ana Furtado foi coroada como a nova rainha da bateria. Para falar de histórias de superação, como a da própria escola, que, a poucos dias do desile desse ano, teve que reconstruir alegorias e fantasias destruídas por um incêndio, a Grande Rio vai apresentar o enredo “Eu acredito em você. E você?”, esperando superar as concorrentes e ser finalmente campeã.

SAMBA-ENREDO DA GRANDE RIO:

SAMBA-ENREDO DA BEIJA-FLOR:

A luz que vem do céu Brilhou no meu olhar Trazendo a esperança Que os anjos vêm anunciar Lutar sem desistir Das cinzas renascer Eu encontrei na fé A força pra vencer A felicidade mandou avisar É preciso superar

Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão O homem nativo da terra Resiste em bravura A dor da invasão Do mar vêm três coroas Irmão seu olhar mareja No balanço da maré A maldade não tem fé sangrando os mares Mensageiro da dor Liberdade roubou dos meus lugares Rompendo grilhões, em busca da paz A força dos meus ancestrais

Derrubar o “gigante” eu vou É lição de coragem e amor Eu sou “guerreiro do bem”, vou caminhar A minha história vai te emocionar A arte de viver É aprender no dia a dia Usando a imaginação Ao som da melodia Posso enxergar...

Na casa nagô a luz de Xangô axé Mina Jêje um ritual de fé Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá Toda magia do vodun e do orixá

Sei que meu coração vai me guiar Eu sigo em frente sem desanimar Faço da vida um grande “festival” Acreditar que pra sonhar não há limitações A “roda gira” e traz a solução Me dê a sua mão por liberdade Sou brasileiro, mandei a tristeza embora Eu “to” sentindo que chegou a nossa hora

Ê rainha o bumba-meu-boi vem de lá Eu quero ver o cazumbá, sem a serpente acordar Hoje a minha lágrima transborda todo mar Fonte que a saudade não secou Ó Ana assombração na carruagem Os casarões são a imagem Da história que o tempo guardou No rádio o reggae do bom Marrom é o tom da canção Na terra da encantaria a arte do gênio João

Quem me viu chorar...vai me ver sorrir Eu acredito em você...pro desaio E abro meu coração, cantando a minha emoção Superação é o carnaval da Grande Rio

Meu São Luís do Maranhão Poema encantado de amor Onde canta o sabiá Hoje canta a Beija-Flor

Edição Nº 21 (OUT-NOV 2011)  

Jornal Popular do Brasil - ANO 03 - Edição Nº 21 (OUT-NOV 2011)

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you