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VI Gicap acontece de 14 a 16 de outubro

Primeiro Passo é premiado no Rio

Literatura, Pensamento & Arte

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Ano XVIII- nº 187 - outubro de 2011 - Saquarema, Araruama, Cabo Frio, Arraial do Cabo, S. Pedro da Aldeia e Petrópolis Camilo Mota

Alexandre Rivero

Que educação estamos construindo?

No mês em que se comemoram os Dias da Criança e do Professor, o Jornal Poiésis coloca a questão da educação em primeiro plano, numa reflexão crítica a partir do texto escrito pela psicóloga e também professora Biancha Mamede. Afinal, qual a educação que estamos vendo ser construída no país? Qual o caminho e o sentido da educação? Segundo a autora, a “meta da educação é o caráter, e a meta do conhecimento é o desenvolvimento da inteligência emocional e criativa”. Página 3.

Segundo a psicóloga Biancha Mamede, a educação real deve prover a preocupação pelo bem estar dos outros e somente por isso deve ser caracterizada.

Mia Couto e os sapatos sujos da sociedade Página 6

Saúde

Artes Plásticas

Economia

Iguaba Grande receberá sala de estabilização no Pronto Socorro

ABD e CACS promovem salão de artes plásticas em Saquarema

Alerj lança este mês Anuário Finanças dos Municípios

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Divulgação Regina Mota

180 mil vão às ruas no Rio em defesa das religiões Página 2

Divulgação / Casa da Poesia

Arraial do Cabo realizou Semana da Poesia Página 3

Banda Natus faz show em Saquarema no dia 21 No repertório, o melhor do rock nacional e internacional Página 3

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nº 187 - outubro de 2011

ESPIRITUALIDADE Caminhada contra a intolerância religiosa reúne 180 mil pessoas em Copacabana Em uma demonstração de que é possível a convivência pacífica entre as religiões, milhares de pessoas de diferentes credos estiveram presentes no dia 18 de setembro na 4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa na Orla de Copacabana, Rio de Janeiro. De acordo com a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), organizadora do evento, cerca de 180 mil pessoas caminharam pela Avenida Atlântica, incluindo judeus, baháís, umbandistas, muçulmanos, candomblecistas, kardecistas, católicos, evangélicos, wiccanos, ciganos, budistas, harekrishnas, seguidores do Santo Daime, maçons, ateus e agnósticos. A Caminhada - organizada desde 2008 pela CCIR – é fruto do empenho de seguidores do Candomblé e da Umbanda para denunciar o avanço da violência contra os praticantes dessas religiões, especialmente após a ocorrência de atos sequenciais de vandalismo e discriminação religiosa na cidade do Rio de Janeiro e em outras partes do país. Desde então, o evento ganhou o apoio das diversas expressões religiosas presentes no Brasil e tornouse parte do calendário nacional, sendo realizado anualmente no terceiro domingo do mês de setembro. O babalorixá Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR, declarou durante a coletiva de imprensa que a aspiração da 4ª Caminhada é unir a sociedade contra a intolerância, mostrar que a diversidade é o maior bem que a sociedade pode ter. Para Ivanir, “a religião não serve para oprimir o indivíduo, mas sim para respeitar a diversidade. Movimentos como este mostram que a intolerância levam ao fascismo e ao nazismo, e quem perde é a sociedade”. Segundo ele, “a manifestação não é religiosa; é um movimento de religiosos que lutam por democracia”. Representantes das diversas religiões citadas, além da Polícia Civil e do Ministério Público expressaram a importância da ocasião durante a coletiva. “Nós, pessoas do povo, é que colocamos a cara na rua e damos o exemplo daquilo que nossas autoridades deveriam ter o cuidado de fazer, de fazer valer o que está escrito em nossa Constituição Federal1”, destacou a liderança umbandista Fátima Damas, fundadora da CCIR. Cerca de 300 baháís vindos de diferentes estados brasileiros distribuíram mil coletes ama-

relos com a frase “Hoje, somos seguidores de todas as religiões”, traduzindo o sentimento compartilhado por seguidores de outras religiões. Durante o discurso de abertura do evento, o interlocutor da CCIR destacou a perseguição contra os baháís no Irã, referindo-se ao “grupo de amarelo” como um dos fortes apoiadores da Caminhada. Os coletes se misturaram a uma exposição itinerante composta por fotos e informações sobre a perseguição, dando destaque à situação das sete lideranças condenadas em 2010 e aos onze educadores presos recentemente por oferecer aulas de nível superior aos estudantes baháís, que são impedidos de cursar as universidades no Irã. O julgamento desses educadores devem ocorrer a partir desta semana. “Defensores de toda e qualquer vítima de opressão – esta é a missão que Baháulláh, fundador da religião baháí, incumbiu a seus seguidores, afirmou o representante da comunidade baháí, o carioca Iradj Eghrari. Ele destacou ainda a situação das centenas de baháís presos no Irã e dos mais de 300 baháís executados desde a Revolução Islâmica, pela única e exclusiva razão de professarem uma religião diferente. “Por meio de manifestações como essa é possível alertar a população contra os malefícios da intolerância e expor a beleza da diversidade”, defendeu Iradj. Sheikh Khaled, representante da comunidade islâmica do Brasil, ressaltou a importância de se “declarar a liberdade de religião e reafirmar os princípios morais de cada uma delas”. Ele reforçou que o Islã não prega o fundamentalismo, mas sim a promoção de uma sociedade mais justa. Disse ainda que “todos os mensageiros vêm com uma mesma missão” e lamentou o fato de que “o fundamentalismo existe” entre os seguidores de todas as religiões. Para o arcebispo da Arquidiocese do Rio, Dom Assis, representante da comunidade católica, “a presença dessa unidade, embora cada um tenha o seu modo de pensar, mostra concretamente que é possível conviver”. Sarita Schaffel, representante da comunidade judaica do Rio de Janeiro, ressaltou a importância da participação na caminhada. “Participamos desde a primeira caminhada em 2008, pois através dessa mobilização da sociedade o mundo deve se tornar mais justo e igual”, afirmou. (Agência Bahá’í de Notícias)

POESIA TRIBUTO AO SILÊNCIO

ESTANTE

Júlio Polidoro

Da poeira de anos acumulados, os livros brotam alheios às traças e ácaros : fazem comentários sobre o mundo de trevas e trovas. Um cupim furou a letra ó : fez ver o mundo lá do lado de lá. Era tudo igual aqui. Cheio de sonhos.

Quanto mais tagarelo me confundo tanto mais confundido me atrapalho, minha língua é refém de ato falho e eu falho falando a todo mundo a rota do desejo mais profundo que fulgura em meus olhos , feito atalho e permite que os outros, sem trabalho mais que eu me conheçam, e mais fundo. Me abster do discurso? Sofro e calo. Mas calado mais sofro, então eu falo, mas falando também não me contento. Eu queria dizer, bem, o que sinto, quando digo, porém, eu sei que minto, misturando razão com sentimento. Júlio Polidoro é poeta, reside em Juiz de Fora-MG.

Cabelos loiros e longos e esvoaçantes Jorge Antunes Você não é uma simples mulher. Você é fêmea! Fêmea, Fêmea, Fêmea, Fêmea. Você não é efêmera! Você é fêmea! Fêmea, Fêmea, Fêmea, Fêmea.

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Oia Matheus José oia

o tamanduá oia o tamanduá aliás deixa o tamanduá pra lá

Jorge Antunes é maestro e compositor, professor da Universidade de Brasília.

MINAS Hugo Pontes Pastos de pedra aboio do ouro

e oia o tamanho do A desse amor o tamanho do A desse amar é o tamanho do A , não o tamanduá.

raízes ruínas restos do nada que restou. Hugo Pontes reside em Poços de Caldas-MG, autor de “Poemas visuais e poesias” (Dix Editorial, 2007).

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EXPEDIENTE O Jornal Poiésis - Literatura, Pensamento & Arte é uma publicação da Mota e Marin Editora e Comunicação Ltda. Editor: Camilo Mota. Diretora Comercial: Regina Mota. Conselho Editorial: Camilo Mota, Regina Mota, Fernando Py, Sylvio Adalberto, Gerson Valle, Marcelo J. Fernandes, Marco Aureh, Celso Caciano Brito, Francisco Pontes de Miranda Ferreira, Charles O. Soares. Jornalista Responsável: Francisco Pontes de Miranda Ferreira, Reg. Prof. 18.152 MTb. Diagramação: Camilo Mota. CAIXA POSTAL 110.912 BACAXÁ - SAQUAREMA - RJ CEP 28993-970 ( (22) 2653-3597 ( (22) 9201-3349 ( (22) 8818-6164 ( (22) 9982-4039 E-mail: jornalpoiesis@gmail.com Site: www.jornalpoiesis.com.

Distribuição dirigida em: Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Petrópolis. Fotolito e Impressão: Tribuna de Petrópolis. Colaborações devem ser enviadas preferencialmente digitalizadas, em formato A4, espaço simples, fonte Times New Roman ou Arial, com dados sobre vida e obra do autor. Os originais serão avaliados pelo conselho editorial e não serão devolvidos. Colaborações enviadas por e-mail devem ser anexadas como arquivo do Word (.doc ou .docx). Os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal Poiésis.


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nº 187 - outubro de 2011

CAPA

O verdadeiro sentido da educação Biancha Mamede A primeira e mais importante tarefa do homem é entender o valor da educação, visto que o primeiro grupo social de que fazemos parte ao nascer é a família, portanto a base para estarmos, mais tarde, inseridos nos demais grupos sociais. A educação está sendo confundida nos dias atuais com a aquisição de escolaridade, formação acadêmica, quantidades de diplomas e as pilhas de livros lidos ao longo da vida. Não que isso não seja importante, contudo o simples conhecimento teórico não é educação. A educação real deve prover a preocupação pelo bem estar dos outros e somente por isso deve ser caracterizada. A educação consiste no cultivo do coração, afetividade e seus valores, pois é entendido que dificilmente o ser humano destroi aquilo pelo qual sente afeto. Até o pior dos animais não elimina o que ama, pois esbarra no instinto de preservação do que lhe é bom. Penso que não podemos ser indiferentes diante de um sistema educacio-

nal que está confinado à aquisição acadêmica tão somente. Ele necessita fornecer também virtudes humanas. A verdadeira educação deve abranger o ser humano como um todo e não mantê-la egocentrada de mente estreita e individualizada, pois o ser humano é um ser social e precisa aprender a conviver em grupo. O conhecimento acadêmico, por si só, não apresenta grande valor; pode ajudar a pessoa a ganhar a vida, mas educação é muito mais. Deve ir além, deve preparar a pessoa para a vida e suas limitações, desenvolvendo o caráter profundamente; deve ampliar seus sentimentos de plenitude, despertando seu autoconhecimento, purificando os instrumentos internos da consciência, da mente, do ego, da razão e dos sentidos. Não é a cabeça que deve ser preenchida com a educação primeiramente, mas o coração. A cura da sociedade não está na medicina, mas no desenvolvimento da verdadeira educação. Hoje o que percebemos são as autoridades educacionais iludidas de que a

LITERATURA

Divulgação / Casa da Poesia

A bonequeira Fernanda Machado durante apresentação na feira livre: diversão e cultura para adultos e crianças

A V Semana da Poesia, realização da Casa da Poesia, conseguiu finalmente envolver toda a cidade de Arraial do Cabo. Aos poucos, e nenhum evento cultural nesse nosso país desperta interesse nas primeiras edições, vem recebendo o reconhecimento do povo e tornando-se referencia em cultura. Esta edição contou com muita audácia e criatividade dos organizadores. No sábado, 17 de setembro, a trupe, liderada pela atriz e bonequeira Fernanda Machado, montou barraca na Feira Livre Municipal. Foi um dia inteiro de pura diversão para todas as idades. Teve desde Literatura de Cordel, manifestação muito comum nas feiras nordestinas, apresentação da atriz, com a sua inseparável boneca falante Lilica e poetas locais. Elencar aqui toda a programação seria o mesmo que copiar e colar o folder, mas toda ela estava bem elaborada, muito atraente e conseguiu envolver diversos segmentos culturais, como o musical, o poético, o cênico e atividades voltadas para o fazer cultural,

Cena do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. A educação não deve ter por meta apenas seu efeito utilitarista, mas antes deve prover sustentação e formação para o coração do homem.

educação está progredindo através de pequenos projetos que vislumbram um resultado aparente através de índices que não refletem a verdadeira condição dos nossos jovens e crianças, que estão se destruindo e sendo consumidos pelo ódio, refletindo em comportamentos agressivos e autodestrutivos. Não se perguntam como estes jovens estarão estruturados daqui a 20 anos, que adultos serão... Equilibrados? Saudáveis? E a sociedade? O aumento de escolas e faculdades não é verdadeiro indicador de crescimento da educação. O real progresso não está na quantidade e sim na qua-

lidade e nos padrões de ensino. Há um falso pensamento de que há mais oportunidade para se entrar em universidades e de que o que é ensinado realmente prepara os alunos para a vida, garantindo a aquisição de seus desejos. Na realidade o número de estudantes passando e se mantendo nas escolas tem crescido, mas estes não estão se beneficiando diretamente. Este progresso que por vezes nos encantamos, na verdade, é o testemunho da decadência. Não é raro escutarmos: ”Como a condição do mundo pode estar melhor?” O crescimento das instituições particulares ou pú-

blicas de ensino é mais um índice de uma doença no desenvolvimento. Percebemos faculdades surgindo em todos os lugares numa rapidez vertiginosa. Contudo esta rapidez não condiz com a qualidade de ensino acadêmico oferecido. Algumas são verdadeiros shoppings. Observamos um grande número de alunos que serão profissionais mal preparados, o que vem a refletir no atendimento à sociedade. O sistema educacional de nível fundamental e médio está acossado com muitos problemas. Falha em promover nos jovens qualidades como tolerância, amor, disciplina e firmeza. Ao contrário. Encoraja a natureza que em muitos momentos é de desrespeito, insatisfação e baixa autoestima. Ele não desenvolve o senso de humildade a partir do momento em que é omisso em relação a comportamentos inadequados, permitindo que aquele que deveria ser orientado, oriente a instituição e seus profissionais. Enquanto a educação, de alguma forma, estiver vinculada aos processos políticos e for lucrativa na máquina eleitoral como meio

de se propor promessas de mudanças infundadas, o verdadeiro problema não será encarado. O real objetivo básico da educação é construir homens de caráter e virtuosos. Seus profissionais precisam estar saudáveis emocionalmente para servirem de modelo afetivo, pois é pelo afeto que o processo educacional começa a acontecer. O professor que estiver atuando precisa amar não só o que faz, mas necessita se amar e amar o próximo. A meta da educação é o caráter e a meta do conhecimento é o desenvolvimento da inteligência emocional e criativa de forma amorosa e não somente a intelectualidade. O dia em que o homem buscar o verdadeiro sistema da educação, haverá paz e prosperidade, uma sociedade mais saudável, um povo consciente e um ser humano menos corrompido.

Biancha Mamede é psicóloga e professora da rede municipal de ensino em Saquarema-RJ, pós graduada em Educação Inclusiva e Orientação Educacional.

MÚSICA

E a poesia envolveu Arraial do Cabo

Luiz Vidal

Reprodução

como oficinas literárias e de contação de histórias. Aliás, o propósito primeiro de Paulo Ribeiro e Maria Luisa Barretto, gestores da Casa da Poesia, é resgatar a cultura local; segundo, realizar um evento com visibilidade nacional. Utopia? A arte, em parte, vive utopicamente, mas se depender da disposição do grupo que hoje trabalha no evento, o céu será o limite, basta outros órgãos, outros empresários acreditarem para se ter aqui uma feira literária sem dever nada às demais que acontecem pelo país. A cidade tem charme, tem história, tem talentos locais e, o mais importante, é atraente, qualquer grande escritor sentir-seia à vontade palestrando ao pôr do sol na orla da Praia Grande, seja ela com que nome for, Flávia Alessandra ou Brigite Bardot; numa pousada no Pontal do Atalaia e até mesmo na Praia do Anjos, marco de nossa história, com o nordeste desgrenhando os seus cabelos, daqueles que tiverem, claro. Luiz Vidal é poeta, escritor e advogado.

O rock da Banda Natus está de volta ao teatro em Saquarema O velho e bom Rock and Roll estará de volta ao palco do Teatro Municipal Mario Lago, em Saquarema, no dia 21 de outubro, às 21 horas. A Banda Natus, que já conquistou um público cativo em apresentações feitas em toda a Região dos Lagos, levará músicas próprias e de bandas consagradas como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Rita Lee. Como o repertório foi todo trabalhado com músicas dos anos 80, alguns ícones não poderiam ser deixados de lado, como Peter Frampton, que mesmo tendo estourado nas rádios ainda em 1977, continuou a ser muito solicitado nos anos 80. Led Zeppelin e Gun’s and

Regina Mota

Roses também irão compor o cenário que promete levar muito Rock and Roll de uma maneira bastante melódica e de uma execução ímpar na guitarra de Daiane Pitaluga, que no final do show sempre toca o instrumento de costas, levando o

público ao delírio. Com isso, grandes sucessos do rock nacional e internacional desfilarão no palco do Teatro Mario Lago e marcarão mais uma noite de surpresas e alegria. A Banda Natus é composta por Lorraine Pitaluga

(voz e guitarra), Daiane Pitaluga (guitarra solo), Eder Rios (baixo), Denilson Canno (teclados) e Daniel (bateria). Os ingressos, a R$ 5, já estão à venda na Livraria Templar, em Bacaxá e na Tabacaria do Lake’s Shopping, em Saquarema. Além do ingresso a banda solicita que o público leve um quilo de alimento não perecível que será doado posteriormente a uma instituição carente. Os interessados em conhecer o trabalho da Banda Natus podem procurar no Facebook pelo nome da banda ou adicioná-la no Orkut, ou ainda, acessar o site www.bandanatus. com.br

AGENDA

Música, teatro e dança na programação do Teatro Mario Lago O Teatro Municipal Mario está com vasta programação cultural em outubro. No dia 8, às 19 horas, acontece homenagem ao poeta e professor Latuf Isaías Mucci, falecido em setembro de 2010. Sob coordenação de Maria José de Oliveira e Nelson dos Santos, e promoção da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, o evento pretende contar a trajetória de vida e obra do escritor através de encenação teatral. A entrada é franca. A Cia Paulista de Teatro promete animar as crianças no dia 9, às 17 horas, a peça “Smurfs”. Já no dia 15, é a vez da Cia de Atores Os Notáveis trazer o espetáculo “George, o macaco louco. E no dia 22, será realizada a I Mostra de Te-

Regina Mota

Bernardo Roberto / 20-04-2005

No dia 8, uma peça teatral fará homenagem ao professor e poeta Latuf Mucci, falecido em setembro de 2010

atro Infantil, às 14 horas. O ator Raphael Tavares dirige o espetáculo “Princesas”, nos dias 29 e 30, às 17 horas, com seus alunos do curso de teatro CTEC. A música estará presente no dia 13 com o show do

A Faces Cia de Dança volta ao palco no dia 16

cantos Lucas Santana, às 20 horas, e com a Banda Natus, dia 21, às 21 horas (veja matéria acima). A Faces Cia de Dança volta a se apresentar no dia 16, às 19 horas, com o espetáculo “Amor,

Dança e Gênero”, com coreografias de Pedro Paulo Bravo. A programação encerra-se no dia 30, com o desfile do curso de modelo e manequim de Miriam Grizzi, às 19h30.


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nº 187 - outubro de 2011

SAÚDE

NA INTERNET

Iguaba Grande vai receber sala de estabilização no Pronto Socorro Municipal Solicitação foi feita pelo deputado estadual Miguel Jeovani O deputado estadual Miguel Jeovani (PR) logo no início de sua gestão parlamentar solicitou ao governo estadual a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) no município de Iguaba Grande, tendo em vista a necessidade de suprir a demanda dos pacientes que procuram o Pronto Socorro Municipal. Em resposta à Indicação nº 286, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, assegurou que essas unidades hospitalares só podem ser implantadas em cidades com mais de 50 mil habitantes e não descartou a possibilidade de melhor atender à população iguabense. Há dois meses, durante audiência com o secretário, o deputado Miguel Jeovani sugeriu inclusive a criação de uma UPA de menor por-

Divulgação

te (UPINHA). Essa demanda pelo atendimento de emergência de pacientes em estado grave sensibilizou o governo estadual, que anunciou na semana passada a criação das “salas de estabilização”. “Defendo a gestão eficiente da saúde pública com programas que efetivamente aten-

Vidraçaria Recanto do Sol

Aceitamos

dam à população. Não faltam recursos para investimentos no setor e essa iniciativa da sala de estabilização pode minimizar a carência de atendimento médico nessas unidades de saúde”, destacou o deputado Miguel Jeovani. Trata-se de uma sala de socorro, que funcionará nos moldes das “salas vermelhas” das UPAs, onde o paciente com diagnóstico de infarto ou quadro de dor torácica será atendido imediatamente. Ela será equipada com maca, cama elétrica, cardioscópio, respirador, desfibrilador e todos os equipamentos usados numa UTI. Além do Pronto Socorro Municipal de Iguaba Grande, mais 54 municípios do estado do Rio de Janeiro receberão as salas de estabilização. (Arlindo Junior)

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Gerson Valle “Deus pode escrever esta música, e eu também”. A frase de Giacomo Puccini em meio a seu entusiasmo nos ensaios para a estreia de “Tosca” (janeiro de 1900) pode parecer de uma pretensão desmesurada. Mas, na verdade, a intenção músico-dramática dele estava na descrição deste mundo criado por Deus. Talvez isto que ele quisesse dizer. E o público parece aprovar, fascinado há 111 anos com a mescla de encenação e vida de “Tosca”. Aliás, a própria peça de Victorien Sardou (18311908), de onde foi elaborado o libreto para a ópera, trata de uma atriz, Floria Tosca, e suas falas estão repletas de dramaticidade alusiva à sensibilidade da representação, que entra, inclusive, na ideia de um “fuzilamento simulado”, que Mario Cavaradossi deve representar, caindo “naturalmente”, “come la Tosca in teatro”... LEIA O ARTIGO COMPLETO NO SITE bit.ly/tosca_carlacamurati

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MÚSICA Aumenta que o Villa é rock n’ roll Renato Barcelos

Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro em 1887 e é sem dúvida o maior nome da música brasileira e um dos maiores do século XX. Sua obra consiste numa produção de mais de mil peças dentre as quais se encontram as Nove Bachianas Brasileiras, os Doze Choros, dezessete quartetos de cordas e obras orquestrais como Uirapuru e Amazonas. Especificamente para o violão, Villa-Lobos compôs a Suíte Popular Brasileira, Cinco Prelúdios, Doze Estudos, o primeiro dos Doze Choros e um Concerto para violão e orquestra. Villa era um visionário. Compunha obras com uma linguagem bem diferente do que acontecia no seu tempo, mesclando a música popular e folclórica à música clássica e à mais alguma coisa que era apenas dele. Ouso até dizer que ele foi o primeiro roqueiro da história, pois ao ouvir peças para violão como o Estudo X e o Estudo XII, fica difícil dar uma classificação que não seja rock n’ roll. Vou ainda mais além: muito antes do Steppenwolf inaugurar oficialmente o heavy metal em 1968, Villa já explorava, há aproximadamente duas décadas, o que viria a ser a sonoridade mais característica do rock, os famosos Power Chords (intervalos harmônicos de quinta justa ou oitava ou os dois juntos em vários tipos de combinações). Basta ouvir o Prelúdio II para conferir. Quando Dave Murray (guitarrista do Iron Maiden desde as primeiras formações) nem sonhava em nascer, Villa-Lobos já desafiava a perícia e a capacidade de tocar rápido dos violonistas com o Estudo II (estudo de arpejos). Esta conexão de algumas obras dele com o estilo musical que veio a ser o mais conhecido e executado no mundo é apenas um pequeno reflexo da genialidade de um brasileiro que não teve medo de transpor os limites impostos pelo seu tempo. Heitor Villa-Lobos morreu em 1959. Os Doze Estudos foram compostos na década de 1920 e os Cinco Prelúdios na década de 1940.

Renato Barcelos é professor de violão e teclado em Saquarema (www. cursodemusicabarcelos.com.br).


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nº 187 - outubro de 2011

ECONOMIA

ESPORTE

ACORDÃO!?

VI Gicap: Encontro de Capoeira acontece de 14 a 16 de outubro Com realização do ContraMestre Canela e supervisão do Mestre Cavalo, será realizado de 14 a 16 de outubro o VI Saquá Gicap, encontro de capoeira que contará com batizado e troca de cordas. Também serão realizadas rodas de capoeira e um curso com o Mestre Cavalo. O evento começa no dia 14/10, sexta-feira, às 20 horas, com roda de capoeira na Praça Santo Antonio, em Bacaxá. No sábado, o Mestre Cavalo realiza curso a partir das 16 horas, no ginásio do Colégio Washington Luis. No domingo, a partir das 9h,

Camilo Mota / 16-10-2010

neste mesmo local, acontece o batizado e as trocas de corda. Para maiores informações,

basta ligar para (22) 98515730 e falar com o ContraMestre Canela.

Jiu Jitsu tem aulas em Jaconé O Jiu-Jitsu, arte marcial japonesa, mas de origem indiana, foi o esporte escolhido por muitos jovens que preferem praticá-la e, assim, ocuparem o tempo de uma forma saudável e dinâmica. Foi assim que o grupo, coordenado por Valdemar Alves resolveu se reunir em Jaconé, Saquarema. Cerca de trinta alunos recebem aulas semanais nas proximidades das ruas 13 e 96, quase em frente ao Sorvetão. O empresário e atleta conhecido como Valdemar Bombas há quatro meses abriu as portas do seu comércio para abrigar os jovens que, apesar de pouco tempo de treino, já receberam medalhas por terem competido recentemente em Grajaú, Rio. Em Saquarema eles também participaram do campeonato que aconteceu no Lake’s Shopping e reuniu cerca de 100 atletas, onde se sagraram campeões. Por uma vida mais saudável, distante das drogas, inclusive da

Pedro Pinho

mais utilizada, o álcool, o empresário buscou essa alternativa e a ofereceu aos jovens da comunidade. Afiliado a GF Team, do mestre Renato Veras (Perninha), do Bo-

DANÇA CACS promove sábado dançante

ARTES PLÁSTICAS

O Círculo Artístico e Cultural de Saquarema (CACS) promove no dia 8 de outubro, a partir das 20 horas, o “Dança Comigo - Sábado Dançante”. O evento, dirigido pela instrutora de dança de salão Márcia Amorim, tem por objetivo oferecer aos alunos e interessados aperfeiçoarem seus conhecimentos na dança de salão, na socialização e na descontração com amigos e familiares. O ingresso antecipado custa R$ 10 e pode ser adquirido no Lake’s Shopping, segundo piso, loja 51. Mais informações pelos fones (22) 9251-3398 e 25618042.

Com tema livre, a Associação Brasileira de Artes Visuais (ABD) e o Círculo Artístico e Cultural de Saquarema (CACS) estão com inscrições abertas de 10 a 17/10 para o I Salão de Artes Plásticas e Literatura, nas categorias pintura, desenho, escultura, gravura, arte digital, pastel, porcelana em quadros, criatividade, aquarela, naif, fotografia e arte decorativa. As premiações serão para todas as categorias, julgadas separadamente (medalhas e trofeus) acompanhadas dos respectivos diplomas. A visitação às obras será no período de 23 de outubro a 4 de novembro, e a premiação

Camilo Mota

queirão, equipe mundialmente conhecida, o grupo é formado por Valdemar Alves, Rodrigo Renz, Jorge Matos, Filipe Galhardo e Denis Souza.

Onde está John Wayne? Onde está Woody Strode (o imenso Sergeant Rutledge)? Onde está John Ford? onde estão todos êles? estão todos dormindo. Estão todos deitados, dormindo profundamente (com licença, Manuel Bandeira) Na coluna de 31/07/2011, no The New York Times, Paul Krugman conclui: “how can American democracy work if whichever party is most prepared to be ruthless, to threaten the nation’s economic security, gets to dictate policy? And the answer is, maybe it can’t.” Há um enorme problema econômico a ser resolvido pelos USA, mas esta crise atual é uma manifestação de despreparo do atual Presidente e uma inacreditável significativa parcela de congressistas, isto é: pessoas eleitas pelos americanos, que propugnam uma sociedade medieval, ou seja: sem Estado e com muita religião. Fiquemos na economia. Os USA ainda são a maior economia do planeta e deverão continuar assim, enquanto tiverem a moeda de referência mundial. Sua depressão atual resulta, a meu ver, da arrogância e da avidez financeira que se seguiu à queda do regime comunista na URSS e seus satélites. Aliado à liquidez e ausência de regulamentação, o capital deixou o investimento produtivo e foi especular, promover ativos feitos de ar, sem descuidar do crédito ao consumo, cada vez mais intenso de produtos chineses e asiáticos. O que restou para os USA? Desemprego e recessão. E qual foi a resposta Obama, já em plena crise de 2008? Mais capital para os bancos, compra de ativos podres pelo governo, enfim: mais liquidez neste sistema. Incrível, mas verdadeiro. Mas, não se incline totalmente para o lado contrário. Lembro-me, no Governo Figueiredo, de ter, muitas vezes, o único carro nas pistas duplas da Rio-Teresópolis. Neste fim de semana, comentando com um amigo português a crise europeia, ele citou a magnífica estrada, em

Camilo Mota

acontecerá em solenidade no dia 05/11, às 16 horas, na sede do CACS. Mais informações podem ser obtidas com Telma Cavalcanti através dos fones (22) 99557732 e 2651-8409, pelo e-mail telmapinceladasetons@hotmail. com ou ainda acessando o blog do CACS (www.cacs-saquarema. blogspot.com).

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que sozinho, se dirigia, para visitar parentes, à Serra da Estrela. Em entrevista à imprensa, Joesley Batista, presidente do Conselho de Administração do Grupo JBS-Friboi, com muita competência, afirmava que não via sentido em investir em portos e estradas para ficarem ociosos, a hora de investir era quando houvesse demanda para dar retorno aos investimentos. O que se fez, nestes últimos anos, no Brasil, foi gerar demanda, investir na promoção social e na redução das desigualdades regionais, resultando numa necessidade de investir em infraestrutura, que as empresas privatizadas de ferrovias, de energia (tampões voadores no Rio, apagões em São Paulo) até agora não o fizeram. Mas esta é uma missão de governo, como também incentivar as empresas privadas a colaborar, com melhores e mais aperfeiçoados produtos e serviços, com regulamentações que evitem deformações como as que hoje se defronta os USA. Não vivemos descolados das questões internacionais, sendo a mais grave a cambial. Tudo que está sendo feito e ainda poderá ser feito para dar competitividade ao real não escapará do derretimento do dólar. Até que os capitais especulativos ou um Governo de maior autoridade empurrem as taxas de juros nos USA, só restará medidas pontuais de dificultar a tramitação do dólar pelos mercados brasileiros. Vamos torcer para que, no mais breve tempo possível, volte a racionalidade dos empresários, incluindo os banqueiros, dos eleitores americanos e, se possível, dos políticos, para que esta curva descendente se modifique e tenhamos épocas melhores. Hoje, não vejo melhores oportunidades para meu dinheiro do que aplicá-lo no Brasil.

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6 CONTO MÁQUINA DO TEMPO Antonio Francisco Alves Neto O ano era de 2051... Entrei em uma máquina do tempo Máquina de ilusões de cor prateada Como um sonho, retornei ao passado Noite de lua cheia De inverno, no começo do século Agosto era o mês A fazenda de café dormia quase por completo Um homem, porém, caminhava banhado pelo clarão da lua Esgueirou-se pela parede esquerda da Casa de Farinha até alcançar a porta principal Havia no ar cheiro de goma de farinha No balaio mandioca picada, raspada, moída, prensada Aquela seria a noite derradeira em um cenário de dar medo Com a espingarda de carregar pela boca municiada com bala de prata e sal o homem aguardava o momento fatal Postou-se quieto atrás do moinho Posicionou a arma de frente para a porta principal quase sem respirar, para não chamar a atenção Foi quando ouviu um barulho Pegadas de bicho grande nas folhagens Vinha em direção do engenho O coração do homem disparou O suor jorrava pelas têmporas A mão tremia Sentiu um desconforto na barriga Um nó nas tripas Não havia tempo para correr Estava ali para desvendar o mistério Que bicho era aquele que invadia o engenho nas noites de lua cheia comia a farinha ensacada, a sola, o biju? Tinha fome voraz Escutou ao longe a cachorrada latindo como se pressentisse o perigo A porta rangeu nos gonzos A tramela foi partida em duas pela força do bicho Tinha olhos de cão danado orelhas de burro acuado focinho de lobo selvagem pelo de urso crispado Era um homem em forma de bicho ou talvez Um bicho em forma de homem Não hesitou Atirou com sua espingarda de carregar pela boca com bala de prata e sal O medo fez com que errasse o tiro - mas isso jamais confessouO lobisomem conseguiU fugir Não foi dessa vez que o meu avô conseguiu matar a fera Homem com jeito de bicho ou talvez bicho com jeito de homem Para consolo, muitas luas cheias virão e quando ficar novamente cara a cara com o bicho a arma não irá falhar - nem os seus nervos. Essa história chegou aos netos, bisnetos, tataranetos... Graças à máquina do tempo de cor prateada. Antonio Francisco Alves Neto (Chico Peres) é advogado, poeta, contista e livre pensador

nº 187 - outubro de 2011

CULTURA

OS SETE SAPATOS SUJOS DE MIA COUTO

Gerson Valle

“O Brasil vai bem porque a economia vai bem. Mas, e nós, o povo? Nós estamos bem? Estamos seguros, respeitados? Estamos dignamente humanos? Temos uma escola boa, uma saúde boa? Temos uma segurança boa? O Brasil vai bem porque a economia vai bem. Mas e eu não conto? Sou apenas um número?” (Bartolomeu Campos Queirós em entrevista ao jornal literário curitibano “Rascunho” de julho de 2011) Tratando de uma realidade aparentemente longínqua da nossa, o escritor moçambicano Mia Couto tece algumas reflexões que eu diria afins às do escritor mineiro em epígrafe. O texto (uma “oração de sapiência” proferida em Maputo em 2006), “Os sete sapatos sujos”, está incluído em seu excelente livro de ensaios “E se Obama fosse africano?”, Companhia das Letras, 2011 – e qualificar um texto de Mia Couto de excelente é um pleonasmo que me permito, tal a “excelência” de seu lugar dentre os escritores contemporâneos em língua portuguesa. Aí é colocado “o apelo exaltante de combate à pobreza”, lembrando, entretanto, existirem várias formas de pobreza. “E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nos pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho”. Assim, “o maior fator de atraso em Moçambique não se localiza na economia, mas na incapacidade de gerarmos um pensamento produtivo, ousado e inovador. Um pensamento que não resulte da repetição de lugares-comuns, de fórmulas e de receitas já pensadas pelos outros.” A realidade é, de fato, aparentemente longínqua entre o Brasil e Moçambique, e nossas economias estão em níveis distantes. Mas, os fatores de atraso comuns

evidenciados em certas atitudes aparecem em se lendo o referido texto. Mia Couto considera que, para Moçambique adentrar “as portas da modernidade”, precisa deixar na soleira sete sapatos velhos. Vejamos se não temos de descalçar os mesmos tipos de sapatos: Primeiro sapato: a ideia de que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas. Reconhece Mia Couto que, dada a história recente da independência (e a nossa não é tão recente assim, mas a memória do passado ainda parece querer justificar-nos) outros tiveram culpa do sofrimento moçambicano. “Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa”. Uma elite africana deseja desresponsabilizarse, jogando culpas para os outros, outra etnia, outra raça, outra geografia... E dizem as desculpas: “ – que alguém rouba porque, coitado, é pobre (esquecendo que há milhares de outros pobres que não roubam); - que o funcionário ou o polícia são corruptos porque, coitados, têm um salário insuficiente (esquecendo que ninguém, neste mundo, tem salário suficiente); - que o político abusou do poder porque, coitado, na tal África profunda, essas práticas são antropologicamente legítimas”. Segundo sapato: a ideia de que o sucesso não nasce do trabalho. Para o africano o sucesso, seja em que ramo for, deve-se à boa sorte, que quer dizer duas coisas: “a proteção dos antepassados mortos e a proteção dos padrinhos vivos”. Em duas palavras: superstição e corrupção. Um povo de consumidores. “Mas já poucos também aceitarão que os africanos possam ser produtores de ideias, de ética e de modernidade”. Terceiro sapato: o

preconceito de que quem critica é um inimigo. “Herdamos da sociedade rural uma noção de lealdade que é demasiado paroquial”; “Toda essa herança não ajuda a que se crie uma cultura de discussão frontal e aberta. Muito do debate de ideias é assim substituído pela agressão pessoal. Basta diabolizar quem pensa de modo diverso. Existe uma variedade de demônios à disposição: uma cor política, uma cor de alma, uma cor de pele, uma origem

social ou religiosa diversa”. Quarto sapato: a ideia de que mudar as palavras muda a realidade. Há uma preocupação em se usar termos que não sejam politicamente incorretos (“Hoje assistimos, por exemplo, a hesitação sobre se devemos dizer “negro” ou “preto”. Como se o problema estivesse nas palavras, em si mesmas”). E “há toda uma geração que está aprendendo uma língua – a língua dos workshops”, que fica entre o português e o inglês. E mais não me estendo sobre palavras politicamente corretas, sobre as expressões da moda e de macaquear a língua inglesa, pois aí a identidade aparece fácil com o Brasil. Quinto sapato: a vergonha de ser pobre e o culto das aparências. “Recordo-me que certa vez entendi comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “mas esse, senhor Mia?! Ora, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”. “Compatível com o quê?”, pergunto eu.” Por outro

lado há, tanto lá como cá, a tentativa de ocultação da pobreza, quando “quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria a pobreza.” Sexto sapato: a passividade perante a injustiça. Deixo aqui os exemplos moçambicanos da violência doméstica “(40% dos crimes resultam de agressão doméstica contra mulheres)”, da violência contra as viúvas, da “forma aviltante como, muitas vezes, são tratados os trabalhadores”, e “aos maus tratos infligidos às crianças”, para lembrar do conformismo brasileiro que, fora algumas exceções, aceita passivamente as injustiças sociais e políticas sem se manifestar, a grande maioria se indignando, a l g u m a s vezes, pelas manifestações públicas de rua e não pelas razões que elas são promovidas (exceções foram a campanha cívica pelas “diretas já” e pelo afastamento de Collor. Mas, quanto desenvolvimento de corrupção e injustiças não se assiste passivamente, como se o assunto não dissesse respeito a nenhum público?) Sétimo sapato: a ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros. “Todos os dias recebemos estranhas visitas em nossa casa. Entram por uma caixa mágica chamada televisão. Criam uma relação de virtual familiaridade. Aos poucos passamos a ser nós quem acredita estar vivendo fora, dançando nos braços de Janet Jackson. O que os vídeos e toda subindústria televisiva nos vêm dizer não é apenas “comprem”. Há todo um outro convite que é este: sejam como nós”. A “marcha coletiva” seria o desenvolvimento integrado de posturas culturais. No Brasil pode-se estar numa economia que aparente um bem estar da nação. Mas esta, como lembra a frase citada em epígrafe,

de Bartolomeu Campos Queirós, não é obrigatória, pois não é obrigatório que o desenvolvimento econômico do país represente o bem estar de seus cidadãos. No complexo mundo “globalizado” sob a égide dos Estados Unidos, então, certas “modernidades” podem andar atreladas ainda, em países emergentes como o Brasil, a tradições terceiromundistas que não sejam compatíveis com a própria modernidade, uma vez que a economia se desenvolveu dentro de modelos importados de um país cuja História reflete outras realidades culturais. Algumas dificuldades se encontram nas tradições que carregam as diferenças sociais, desde a escravidão e o coronelismo, a submissão ao poder do povo sem voz, a mesquinhez das elites e o desejo simplesmente de imitar modelos externos que não representam o nosso próprio percurso, criando uma cultura de dependência com a possibilidade econômica que não consegue se realizar plenamente no campo das satisfações individuais. Os “sete sapatos sujos”, que Mia Couto aponta em Moçambique e que também calçávamos antes da economia do país entrar em ascensão mais acentuada, não foram tirados. Vale refletir sobre o texto em questão (como sempre vale a leitura de qualquer texto do excelente Mia Couto), analisando o paralelo do atraso de posturas comuns em alguns países de certa tradição nascida de colonização (e as nossas são de mesma origem portuguesa) e em dependência às grandes potências. Vale ainda pensarmos bem no conselho com que Mia Couto encerra seu discurso realista: “antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.” Gerson Valle é poeta e escritor, membro da Academia Brasileira de Poesia, autor de “Pela internet: novelas de uma nova era” (Entrelivros / Thesaurus, 2006), entre outros.


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DANÇA

ECONOMIA Anuário Finanças dos Municípios Fluminenses será lançado na ALERJ

Primeiro Passo ganha prêmios no Rio A participação dos alunos do Projeto Primeiro Passo, de Saquarema, no 1º Festival Nacional de Dança Aprendendo com Ballet, uma realização do Ballet Comunitário da Beija Flor de Nilópolis, rendeu quatro troféus para o grupo que existe há apenas dois anos. O evento aconteceu na Cidade do Samba, centro do Rio de Janeiro, dia 17 de setembro. A coreografia de maculelê, “Dança de Guerreiros”, tirou primeiro lugar; a salsa com a coreografia “Você só quer dançar?” foi a segunda colocada. O grupo conseguiu ainda dois terceiros lugares, um com

Regina Mota

a coreografia “Índios”, um clássico, em Pas de Deux, e “Fogo”, no estilo dança moderna. Vale a pena ressaltar que os prêmios foram conseguidos pelos alunos que, em sua maioria, tiveram apenas dois meses de ensaios. A competição foi acirrada,

Cia Intercap é destaque no festival internacional de dança de Cabo Frio Os irmãos Edson e Ricardo Coelho, da Cia Intercap de Dança Contemporânea, de Saquarema, mais uma vez brilharam no Festival Internacional de Dança em Cabo Frio. Na mostra deste ano, a coreografia “Insetos”, assinada por Ricardo, ficou em 3º lugar e a dupla conquistou o prêmio de Destaque dos Jurados.

Cia Intercap de Dança Direção: Ricardo Coelho

com a participação de academias veteranas na dança. Os dias que antecederam o festival foram de muita luta por parte dos jovens do projeto, que dançaram nas principais ruas de Saquarema, fazendo pedágios para arrecadarem dinheiro para participarem do mesmo. Divulgação / Reginaldo Azevedo

O ano de 2010 foi de retomada do crescimento das receitas das prefeituras, com expansão real de 17% em comparação com o ano anterior. O resultado está na quarta edição do Anuário Finanças dos Municípios Fluminenses, que será lançada no próximo dia 4, das 14h às 15h30m, no Saguão Getúlio Vargas, na sede da Alerj. Organizado pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro Jornalista Roberto Marinho em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, o lançamento reunirá autoridades, gestores públicos e professores das universidades que compõem o Fórum. “Já é o segundo ano que lançamos este anuário na Alerj. Entendemos que ele é um importante instrumento de gestão por conter dados e indicadores que revelam o crescimento econômico pelo qual passa o nosso estado, refletindo o impacto dos investimen-

ELABORAÇÃO

Regina Mota

Segundo o presidente da Alerj, Paulo Melo, o anuário reflete o impacto dos investimentos públicos e privados nos municípios

tos públicos e privados nos municípios”, ressalta o presidente da Alerj e do Fórum, deputado Paulo Melo. O anuário aponta os principais dados das contas, como gastos com pessoal, educação, investimentos, repasse de ICMS, ISS e arrecadação de IPTU, além de artigos de especialistas. A publicação, parceria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços com a editora Aequus, revela ainda que 40 municípios fizeram investimento recorde no período. Segundo o secretário estadual de Desenvolvi-

Terapias e Cursos

mento Econômico, Julio Bueno, o anuário contém boas notícias. “Finanças dos Municípios Fluminenses chega a sua quarta edição com boas notícias das administrações municipais. Após uma queda de 3,7% da receita total em 2009, devido à crise financeira internacional, o ano de 2010 foi de retomada do crescimento, e o total das receitas cresceu 17,6% em termos reais”, comemora o secretário. A expansão foi puxada pelas transferências de ICMS, além da arrecadação maior do ISS e do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Inter Vivos (ITBI). “Esse comportamento de alta da receita tributária reflete o crescimento da atividade econômica no estado. Com a melhora nas contas, as prefeituras encontraram espaço para elevar a parcela de recursos direcionados a investimentos. Quarenta cidades registraram investimento recorde”, revela Bueno.

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Alves

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Em Foco regina@netterra.com.br

Vida Reluz

Dando valor aos músicos locais com Regina Mota

A Venerável Irmandade de Nossa Senhora de Nazareth promoveu mais uma vez uma grande valorização da cultura saquaremense ao realizar os shows com bandas locais du-

Banda Protocolo

rante o Círio de Nazareth, além de trazer à cidade o belo espetáculo proporcionado pela banda Vida Reluz. Com apoio da Secretaria de Turismo, coube à equipe do Jornal Poiésis a

organização junto aos grupos musicais e de dança. A todos que participaram direta ou indiretamente do evento queremos deixar aqui nossos sinceros agradecimentos.

Xamego Bom

Érica Vidal e banda

Irmãs Dias Regina Mota apresentou os grupos

O público lotou a praça todas as noites

Thiago do Rap e grupo

Luna Raja e Elisângela Pablo Reis e banda

Epidemia Rock Band

Banda Tripse Banda Natus

Rock N Road Band

Banda Fugga

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