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EGOU A

HORA

DO Na próxima terça-fe;ra, ~~rá realizado em São Paulo, o IV Encontro Nacional dos Estudantes. Todas as universidades e escolas do país, já estão realizando debates sobre os tem que lá serão tratados, pois/o IV ENE assumirá um caráter muito :m ortan~G: le acontecer<Í n In momento em que c "::;::crn os setores descontentes com a situação do país e surgem propostas procurando soluções para os problemas. Os estudantes passaram a desem;J~nhar um importante papel nesse processo porque o crescimento das mobilizações estlJdantis no país fez aumentar o respeito por suas reivindicações e opiniões. E: nesse contexto que se realiza o IV ENE para debater questões rei, cionadas com o n lvel de ensino, a reabertura da União Nacional dos Estudante::: e as eleições de 15 de novembro. TODOS À ASSEMBLEIA GERAL: ••

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NESTA SEXTA FEl RA, AS 11 HORAS NO CCH _.IIIil_r!i~~ ...• _ ••• __ IllI_K1~~nJ;G~

Nesta A.,stlmbléia escolheremos nossos delegados e discutiremos as propostas dlJs estudantes loiidrinen:.cs para o IV ENE. Nós, a ui de Londrina, tam' ém precisamos participar com todos os estudantes brasileiros da reorganização do Movimento Estudantil. PClrt:cipando da assembléia, você estará fazendo com' que as propostas de Londrina, le\'<HJa ara o IV f-f\JE, sejam rr,is repre:;entativas, refletindo a opinião da maioria. . Todos à asc;embléia r


IV E U"1 ENSIN o OS PONTOS

Á

SEREM

MELHOR

Ili

1) PROSSEGUIMENTO 2) REABERTURA 3) COMO VOTAR

DA LUTA POR MELHORES

DA UNIÃO

NACIONAL

CONDIÇOES

DE ENSINO

DOS ESTUDANTES

EM 15 DE NOVEMBRO

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1) Estamos propondo que a luta nacional por Melhores Condições de Ensino prossiga, sob o comando da Comissão Pró-Une, aprofundando o grave problema dos currículos, como forma, também, de fortalecer a idéia da UNE.

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A má qualidade da ~ducação e a necessidade de particpar com outros setores da sociedade da luta por mudanças na realidade, 'Ievam os estudantes

à conclusão:

PRECISAMOS

DA UNE!

O exercício da democracia implicâ a existência e o sadio funcionamento de organismos próprios para cada um dos gru . \tituinte livre, democrática e soberana. pos que compoem a sociedade. Ora, um As eleições surgem como um tema deles é, sem lugar a dúvidas, o dos estue vital interesse para a discussão entre os esdantes Diria, mesmo, ser dos mais exgres. udantes porque o voto é uma forma imporsivos. Daí que o seu desejo de se organizatante de participação na vida pol ítlca naciorem naciolJalmente ,deva ser acolhido coCom.o surgimento da Comissão Nacional. Essas eleições, têm-se configurado como m canal para o descontentamento das amo ;'10 U'Tladas ma is legítimas aspirações da naj Pró.UNE, demos uni grande passo neste período, lutando maciça e nacional~mente .' Ias camadas da população contra o regi e. nação em vias de redemocratização . por um ensino melhor. É tambéll1 ste perí. : ndidatos populares têm surgido, no entan. Dom LUIZ Colussi odo que as camadas populares do país ioteno assumindo bandeiras realmente democrá. caso Assim, programas eleitorais compro me. Bispo Auxiliar,de Lo( HllIo iticam suas mobilizações: greves de professores, operários, médicos e bancários irrom,endo-se a lutar pela melhoria das condições pem por todo o país, anulando na,prática a ]e vida da pop'llaçao, por melhores salários, lei anti greve e obrigand o o re,gi~é' a si~n\fin1stla, amplas liberdades de manifestação e nstitu inte, são discutidos nas associações ca tivos recu ~. . le bairros, sindicatos, entidades estudantis, Neste semestre as discussões sobre o n í,tc ... Estas bandeiras se aproximam bastante vel de ensino se tornaram mais intensas na ias nossas necessidades; as dificuldades que FUEL e em outras escolas do país. Cumprin"Durante muito tempO, criou-se um anfrentamos na universidade, só poderão .serdo a decisão da Comissão Nacional Pró-UNE, tabu em torno da UNE. Sou favorável à uperadas na medida em que crescer a nossa as escolas realizaram um levantamento dos reorganização desta entidade a, concordo ,)articipação nas decisões dentro da escola. E seus principais problemas, procurando iden- que os estudcnte.sdevam se p.nfocy~¥ em iUma ulllversidade aberta ao debate só virá tificar as causas da estagnação do ensino. traçar suas lutas a níl'el nacjoriál/' ' -()~uma abertura maior na sociedade. PenViu-se que a precariedade do ensino só 'assim, como estudante, devemos ter a permanece como está porque há interesses General Eul~r'Ben~es Monteiro', .Candid,a. ocupação de utilizar todos os instrumen- determinando que sejam assim. Busca-se ape- to à Presidência da República.p'-e( MDB.,

DE M OCR A/T rrl~ sr' '~: ',~

3)

tamos propondo o voto em candidaque defendem programas democrá.ttcos, baseados nos segu intes pontos: IPela Anistia ampla, geral e irrestrita, I,' . r,;.eIO fim de todos os atos e leis de exele uma Cons\ Feção e pela convocação

DEBATIDOS

IÕ", • {;'

Durante a última década, os problemas enfrentados pelos estudantes universitários se agudizaram. A luta que os estudantes travam hoje visam justamente a solução destes 2) problemas. Prova disto é a Luta Nacional por o mê Estamos propondo a convocação do 30? Congresso da UNE para Melhores Condições de Ensino, encaminhada pela Comissão Nacional Pró-UNE, e levada à maio de 1979. Até lá, a idéia da UNE já terá maior sustentação. grande parte das escolas do '3rasil. O encamiparticipam desta comissão. E la rvfletl ~õs que temos em mão para fazer valer a nosnhamento dessa luta se dá a nível nacional porque os problemas enfrentados pelas escoJá no ano passado com o cresci- O crescimento que cada entidael tev . vontade. E .0 v~to é, sem dúvida,. um ins, .. . • ,t. itrumento murto Importante. Por ISSO, faz las são praticamente os mesmos. E são os mento das mobilizações estuuantis no a par~l~ de suas lutas relvmdlcatorlt'tsentido votarmos para reforçar a representames~os porque têm a mesma origem, ou seAgora, ela tende a se for tividade dos programas que defendam os inja: o abandono e a má orientação da Educa- país, aumentou a preocupação dos es- espeCificas. ção por parte do governo que se preocupa a- tudantes com relação á criação de um talecer ainda mais, com a luta unifica! teresses da maioria. de ensino penas em garantir a penl'::tnência da atual si- órgão que centralizasse e desse desdo- da por melhores condições Nesse sentido nós de Londrina es BOLSAS _ CINTOS Ao. tuação. Por isso o debate não se encerra. bramentos à luta por liberdades demo' d' IV E N E ' ~'V f'>,.<::' Nesse sentido, algumas das escolas que parti- crática's, por melhores condições de en- remos _ ' a rea CARTEIRAS £.. ~~v.Y e f en d en o no d cipam da Comissão Pró-UNE - entre as quais zaçao do XXXI Congresso da UNE ç; (c,V ~ Londrina _ levarão a proposta de se encami- sino e mais verbas para a Educação. 'i'ra o mês de maio de 79. Até lá, gan~ ~ <Q ~ nhar discussões em todo o Brasil sobre a ade- Levando adiante estas preocupações, o prossegt A.~ '!?-<::, <v 'vo~Q quação dos currículos de todos os cursos à realizou-se em São Paulo, no ano pas- rá um papel importante menta da luta por melhores condiçõ ,. .L~<:;) ~O)' r~alidade brasileira. Este debate, com conse- sado, O III ENE. Mesmo com a invasão dessa luta todos ~''f;>t:d qüente discussão sobre a realidade brasileira policial ao campus da pue, os estu- de ensino. Através . . _ I d ••.. ~ ')."J e o tipo de profissionais que ela exige, deve-' dantes se reuniram e transformaram a estu d antes d Iscutlrao nas sa as e au ~-, '!(-':J ,....«o~q, rão aprofundar as conclusões $Obre as causas a importância da UNE, fazendo co &." ~ ~J da falência do sistema educacional existente comissão Executiva de DCEs, encarrepor todos. V CJv ,f_,l ~"o"~ no paCs. Só a discussão aberta e o debate amo gada da organ ização do I1I EN E, em que seja reconhocida quando o seu congresso se realizar, , ~O~ "g,"c,<~ BIJOUTERIAS pio, PQssibilitarão o descobrimento das $Olu. Comissão Nacional p'ró-Une. . surgirá forte com capacidade par(l cP~' ções adequadas. A continuidade da luta por A criação da Comissão Nacional . f' ' _ ar as difi~o Melhores Condições de Ensino, ganhará mais Pró.UNE significou um important~ a. SIS Ir as repressoes e super vq,~ força li! for levada por todas as escolas do d~de~ que ~ertarpente, s~rão coloca~. . '<"b' FLOR ES ARTI F ICIAIS, paCs. Da( surge a necessidade de estarmos ar. vanço para a aglutinação das entidades: ganizados nacionalmente em torno de uma hoje mais de 20 DCE's de todo o país para Impedir o seu crescimento.

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entidade representativa.

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nas dirigir os conhecimentos limitadam~nte, para que .os ~studantes çon~eçam e ?oml~e~ apenas tecnlcas e tecnologia que so servlrao às grandes empresas estrangeiras. Para esta educação não interessa uma formação univer sitária crítica e participante. Para ela, comO se pode constatar no dia a dia, estudantes é mesmo para estudar e ficar calado.

''. serva O' regime, no entanto, cO'1 ín,tacta \lda a estrutura repressiva quê -rnb'ntou e, vez por outr<t, como v'imos na concentração do Movimento, do Custq de Vida, parte ~ara revidar os golf>es do moviménto' ~emocrático. Com estas dificuldades sempre presentes no dia todqs.nós, é pr.ecl$Omais ue • a dlqde • • . - • C om a U NE , a f orça cresce nunca demonstrar firmeza para-buscar no\(as formas de participação. ~ nessa ç:~nru{:l~ra -------------que os estudant,es debatem hój~ a retorno da _ F~i compreende~do a necessidad~ de l1NE. Ao longo destes~nQs,.todo's" á~l'ende. nao se Isolar das demaiS parcela~ da soclf~~a-,mos a 'Iutar p,!r urrl~ unt~e.rsl~a •a mais aberde que lutam por melhores cond lções de Vida .ta, o~de possamos discutir Idálas novas, ques. e de trabalho que demonstramos nossa capa. tionar valores. cidade de re'sistência lutando por melhores condições de ensino e pelo fim do ensino pa. Nesse sentido, a reabertura da UNE é go. E o resultado foi o crescimento do Movi- um importante passo para que nossa contrimento Estudantil, No entanto, essas lutas se buição seja mais eficiente na transformação davam de maneira desarticulada, porque ca- da realidade. Através da UNE, estaremos re. da escola agia isoladamente. Só no ano passa- tomando com maior peso nossas reivindica. do ganharam força as primeiras tentativas de ções e ocupando um lugar no país que nos nos aglutinarmos nacionalmente. foi tirado à força.


PROPOSTA NACIONAL:

IEAIRIIA

U E

cações: Abo lição rle todas as taxas esco lares, franqueamento do acesso a Universidade a todos os brasileiros, Universidades populares para que o povo recebesse noções de Ciência e Cultura. "No me4 tempo de escola, as coisas Durante toda sua história, mais de eram diferentes: debatíamos os g~ndes uma vez a enti mde esteve à frente das luproblemas nacionais e'procurávamos fazer tas que se traVaram no Brasil em defesa' valer a nossa voz pela UNE. A discu~o ms Iioordade~ e dos interesse~ populares. da Campan~~ pela Petrobrás e a redemo.1 Fqi em torno da 'UNE que os estudantes cratização ,do, pais animava a todos n6s brasileiro's ~ mooilizaram na década de nas salas de aulas." (Declaração do P~ofes- 40, para, opor-i~ à expari~o Nazi-fascista sor de Economia ..da FUEL', Hélio Lemos, na Europa. A entidade comprometeu-se ao lembr,ar de 'seu passado est,udantil no' firmemente com ~,criação da FEB (F;orça recente debate sobre n Ivel de ensino pro- Expedicionária Brasileira), atuando junto movido pelo DCE). à seleção d~s tropas que lutariam na Itália. , A UNE é uma necessidade, Sua imDortância, como organização unificado~a e péirticipante da situação nac(onal, pode ser medida pelo seu passado. Ela' estaria a: gOfa completando 41 anos se as suas propostas democráticas e seu espírito vigoroso de combate não a tornasse alvo p.referidó dos grupos de extrema direita e da re~ pressão oficial instalàda após 64. Lutando pela democratização das Universidades, por um ensino melhor, pela criação da Petrobrás, pelo fim da ditadura Vargas, por uma cultura autenticamente popular e contra a espoliação do país por grupos estrangeiros, a ~n'tidade assumiu um papel de destaque na história recente do país, influindo fortemente em muitos de seus momentos críticos.

""0 PETROLEO E NOSSO"

cria o Centro Popular de Cultura (CPC) um dos mais significativa; movimentos culturais ocorridos na História 00 país. Em rnterminado período, chegou a dispor de uma entidade volanlE para percorrer tocbsosesEdos rrasileiros, levando deba. tes so bre a necessi mde de uma melhoria edJcacional e os problemas que afligiam a grande ma ioria do povo. A UN E volante passo,u a significar taml:ém um instrumento seguro para que o CPC pudesse contri'ruir'para o enriquecimento'da cultura brasileira. No períodà 61/64, o CPC reunia inúmeros intele'ctuais e artistas de porte, tais como Paulo Pontes, Oduvaldo Viana Filho, Ferreira Gullar e outros. I

A UNE TERMINA POR AQUI?

, A campanha popular pela criação Com o golpe militar de 1964,aenti. da Petrobrás,também teve a UNE'à sua da de foi posta na ilegalidade e a sua sede, frente. O' slogan "O Petróleo 'é No~o" en- no Rio, saqueada e incendiada por memço~trou, apo i,o,de amplos setores da 'popu- bros do CCC (Comando de Caça aos Colaça0' que, co nsagrariam a campanha, al- munistas). Era o inicio da escalada represgl,Jn's meses 'depois;, com a criação d'a Pe- siva. Os estudantes, porém, nã9 se intimi. t~obrás' e 'a instituição do monopólio esta- daram e se transformavam numa das printal do petró leo. Com bàses em todo o cipais peças da resistência democrática ao país, a UNE era eleita anualmente por mi- regime. Mesmo na semi clandestinidade, a lhares de estudantes capazes de poderosas UNE tinha a cada ano seus dirigentes eleimobilizações. tos por quase mil delegados que, por sua Em 1957, a enti da de passa a se pre 0- vez, representavam cerca de 200 mil cupar com a cbminação estrangeira no estudantes. país e enceta uma campanha para a defesa O dia 12 de outubro de 1968, podos nossos recursos na lurais erguend o seus rém reservar ia um violento golpe para o prolEstos'contra a instalação de uma ba~ Movimento Estudantil: os quase mil dirimIli1ar norte americana no território de gentes que participaram do X X X Congres1910 - PRIMEIRO CONGR,ESSO~ Fernando de Noronha e a implantação de so em Ibiúna, sul de São Paulo, viram-se empresas estrangeiras que ameaçavam des- cercados por batalhões militares. Todos Embora tenha sido criada em 1937, truir a indústria nacional de latarias. foram presos, fichados e muitos processajá em 1910 os estudantes falavam em umõ dos. organização que coordenasse as forças do A repressão se intensificou: vieram movimento estudantil e r8forç~sse a influos decretos 477 e 228, os códigos interência dos estudantes rio processo político nos, as polícias especializadas das univerque se refletia duramente nas Universida','. PARTICIPAÇÃO sidades, a ~ei de Segura.nça Nacio.nal e o des. Naquele ano, realizava-se em São Pau" . _ .; AI 5. As lideranças mais combativas folo o I Congresso Nacional de Estudantes ,NA CULTURA ram perseguidas, mortas, presas, torturae, junto com ele, surgiam as primeiras vo, .:~.. das. e exiladas. Em 1969, quase rodas as zes pàdin'(io a UNE. No dia 7 de agosto de .', ':. POPULAR. entidades estavam fechadas e falar em U. flnSl(] n I.f. 111 '1 1937, em plena o I adura Vargas, represen: :.2Ib'~.. NE já era algo temerário. ta tErsijoe~u dimtls de 'divelrsos estados' reu: ~.. Os problemas da escola, entretanto, . ta I' é é ')r,'b 9 nl m-se no RIO de Janeiro para mals,um assim como os principais problemas da po. C ngresso Nacional. Nos salões da Casa pulação, não foram resolvidos, pelo con. d I Estudante do Brasil, onde, o Congresso 'Mas é em 1961 que a UNE cresce trário, o regime tratou de torná.los mais fo ir,ealizado:foram travadàs grandes dis- em suas pre ocupações. Entenden do que o agudàs. cussõesrsobre a conturbada situação polI'. conhecimento e a difusão da realidade cul. Em contra partida os estudantes t ica .da 'épo ca' e as crescentes restr ições às t~ral, e social era determinante 'para defi'j não silenciaram e nem esqueceram sua en. liberd~des'democrática's. f"" n1r melhor o seu papel; para se ter claro tidade combativa. Dez anos após ter sido E a UNE foi criada. Na aeclaração que interesses defenrnr e ao lado de qJais fechada os estudantes sentem que a rea. oficial da Entidade às primeiras reivindi- setores da população se colocar, a UNE bertura da UNE está próxima.

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Jornal Poeira (Especial - Setembro/78)