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OS PROFESSORESNA PAREDE PAG.12 ESTADO DE SITIUS NO CAMPUS, PAG.04 UM POUCO DE TIRADENTES PAG.17 1975, O ANO INTERNACIO~AL DA MULHER -.PAG. 20 DIRETORIOS EM NOVA SEDE: DASCCB - PAG. 17 e DATA - PAG. 19

REPROVAÇÕES

ESTORINHAS DO CESULON PAG.11 OS PRIMEIROS JOGOS ENG/MED - PAG. 14 UM STREAKING NO CAMPUS! PAG.08 SEÇÕ~: LITERATURA, C. SOCIAIS e LIVROS - PAG. 9

E DESISTENCIAS NA PAG. 18

INDECISÕES E TRANSFERÊNCIAS

O UNIVERSITÁRIO: SUAS DIFICULDADES: SUA VIA CRUCIS. PAG. 16 . ,

NA PAG. 17

Pro;eto 169: A disciplina dura na Fuel Pag. 6


Poeira - pg. 2

EDITORIAL EXPEDIENTE

Ml1ita gente, 00 receber o POEIRA, pergunto se o TERRA ROXA mudou de nome. Outros perguntam quando voltará o TERRA ROXA. Outros ainda, alunos do Centro dê Estudos Sócio-Aplicados, interessam-se em receber o POEIRA, achando que este é um jornal publicado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) ou por todos os diretórios do Urylversidade. POEIRA NÃOÉ TERRA ROXA Apesar de. toda o equipe responsável pelo "TERRA ROXA" durante o primeiro. gestão do DCE,estar agora no POEIRA, este é publicado agora pelos diretórios: DARP (Diretório Acadêmico Rocha Pombo), DATA (Diretório Acadêmico Três de Agosto - do CESULON), DACE (Diretoria Acadêmico do Centro de Educação), e , o partir deste número, participam também o DACCB (Diretoria Acadêmico do Centro de Ciências Biológicos) e DACCET (Diretório Acadêmico do Centro de .Ciências Exatas e Tecnológicas ). O TERRA ROXA continuo sendo o jornal do DCE que, apes?r de não ser publica-

numero de alunos por e7e representados. Gostarfamos imensamente que todos os universitários pudessem ler o jornal que' elaboramos, mos o ;quesfão.

do desde setembro de 1973 (quando saiu a 1° gestão), ainda é o nome d~ jornal do DCE.

A UNIÃO

econômico ainda nos' impede de editor mais de . 4 mil exemplares.

A união

dos 5 diretórios promotores do POEIRA se deu por vários razões: Iniciativa dos alunos do GElE (Grupo de Estudos de Imprensa Estudantil), que, apesar de ser promoção do DARP, tem como participantes alunos de vários centros. E como alguns diretórios, por sI sós, ainda não possuem condições de publicar um jornal. periodicamente, partiu-se poro a união, com vistas o acumular forças, poro que então, cada diretório no medida de suas condições, faço seu próprio jornal ou boletim.

DASCCS TAMBÉM EDITA JORNAL Com a publicação do jornal do Diretório Acadêmico Setorial do Centro de Ciências do Saúde, a imprensa universItária vai se movimentando e desenvolvendo em Londrina, o que só vem contrl-' buir paro o união dos estudantes do cidade e divulgação de todos as suas atividades. Resto-nos incentivar a criação de jornais no DASCESA, DCE e . no Escola de Educação Ffsica do Norte do Paraná, para, assim, todos as enti,dades representativos dos universiforios londrinenses contarem com órgãos de divulgação. Poro isso, o GElE continua de portos abertas o quem quiser aprender e praticar imprensa estudantil, reunindo-se todos os sábaáos, às 16 horas, na sala X, do Colégio de Aplicação,

PORQUE NÃO PODEMOS DISTRIBUIR A TODOS Poro ter a apresentação gráfico em offset, o POEIRA custo Cr$ 1,00 por exemplar. Tentamos cobrir o despesa com' publicidade, mas ela a;;lda é insuficiente. Assim, o pagamento do jornal é fei'/0 pelos diretórios promotores, cabendo o cada um quantia correspondente 00

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ACSlVliiE.l-ii!:.

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O.USo NOSSO

"Levanto, sacode o POEIRA e dá volta por cimo" - nO 2 abril de 74. - jornal dos estudantes do FUEL e do CESULON - publicação do DACE (Diretório Acadêmico do Centro de Educação, DARP (Diretoria Acadêmico Rocha Pombo). DATA (Diretório Acadêmico Três de Agosto). DASCCB (Diretório Acadêmico Setorial do Centro de Ciências Biológicas) e DASCCET (Diretório Acadêmico do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas) . Composição Fotoletra Fotomecânica Revisão

Mitsuaki Higashi CláudIo da Costa Luiz Gonzoga Assunção Rubens Vergara

Reportagem, Redação, Diagramação e Arte final GE:IE (Grupo de Estudos de Imprensa Estudantil) Ilustração

Arquivo Airton Procápio dos' Santos Carlos Alber!o Verçosa Silva Marcos Antonio Bonatto Marcos Antonio Moreira Edmilson Corre0 Edvaldo

Jacinto

CONTRIBUiÇÕES AO POEIRA Apesa~ de termos ouvido comentários' positivos sobre o primeiro' número do Poeira e recebido sugestões, criticas e contribuições em materias por porte dqs estudantes, algumas dificuldades estão existind~, talvez por falta de comunicação (devido o inexistencia de sedes dos diretórios no Campus). Por isto, providenciaremos para logo as "caixinhas de. sugestões ", que serão colocadas nos pontos es-' tratégicos de cada centro. Antes disso qualquer colaboração poderá ser entregue a:

C"!usa . na biblioteca da CCS e CE, no horária comercial, ou no 4° franco, à noite, no Hugo Simas. Nilson. No 2° ano de Franco, no campus, à noite. Marlene - 2° perfodo de Ciências Sociais, à noite, no campus GElE - todos os sábados, das 14 às 17 horas, np cantina do DARP(Hugo Simas) Aoki - 4° Sociologia - CESULON. Antonio Marcos, Chaves (Presidente do DASCCB), Sérgio Sorgi (Departamento Imprensa do CCf) no 3° ano de Engenharia. NUce (Pedagogia no Cesu/on) Oséas Peçonha 3° perfodo Geografia (CCE) ..

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Poeira . pg. 3 TERMINAL (BOSQUE} CAMPUS UNIVERSrr ARIO Segunda feira 6,40 - 7,25 - 9,25 - 10,20 - 11,15 - 13,25 - 15,25 16,25 - 17,15 - 18,05 - 18,40 - 20,15 - 21,45 - 22,25. CAMPUS (RETORNO) 7,05 - 7,50 - 9,50 - 10,45 - 11,40 - 13,50 - 15,50 16,50 - 17,40 - 18,30 - 19,05 - 20,40 - 22,10 - 22,50. Terça-feira Terntihal (Bosque) 6,40 - 7,25 - 8,00 - 9,25 - 10,25 - 11,15 - 13,25 15,15 - 16,25 - 17,15 - 18,05 - 18,40 - 20,15 - 21,05 21,45 - 22,25. CAMPUS (retorno) 7,05 - 7,50 - 9,50 - 10,50 - 11',40 - 13,50 - 15,40 16,50 - 17,40 - 18,30 - 19,05 - 20,40 - 21,30 22,10 - 22,50. Quarta-feira Terminal (Bosque) 6,40 - 7,25 - 9,20 - 11,15 - 13,25 - 15,15.., 16,15 - 17,15 18,05 - 18,40 - 20,10 - 20,55 - 21,45 - 22,25. CAMPUS (retomo) 7,05 - 7.50 - 9,45 - 11,40 - 13,50 - 15,30 - 16,40 17,40 - 18,30 - 19,05 - 20,35 - 21,20 - 22,10 -'22,50. Quinta feira Terminal (Bosque) 6,40-7,25-8,15-9,25-10,15-11,15-13,25 15,15 - 16,25 - 17,15 - 18,50 - 19,40 - 20,10 21,05 - 21,55 - 22,25. CAMPUS (retorno) 7,05 - 7,50 - 8,40 - 9,50 - 10,40 - 11,40 - 13,50 - 15,40 16.50 - 17,40 - 18,30 - 19,05 - 20,35 - 21,30 - 22,10 22,50. Sexta-feira Terminal (BoSque) 6,40 - .7,25 ..•.9,15 - 10,25 - 11,15 - 13,25 - 15,25 - 16,25 17,15 - 18,05 - 18,40 - 20,10 - 20,55 - 21,45 - 22,25. CAMPUS (retomo) 7,05 - 7,50 - 9,40 - 10,50 - 11,40 - 13,50 - 15,50 - 16,50 17.40 - 18,30 - 19,05 - 20,35 - 21,10 - 22,10 - 22,50. Sábado . (mesmo não havendo aulas aos sábados os ônibus correm normalrnen te) Terminal (Bosque) 6,35 - 10,45 - 11,45. CAMPUS (retorno) 7,00 - 11 .0 - 12,10.

Aqui, os horarios do cata - ossos pro Campus

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Poeira . P9. 4

DECRETADO ESTADO DE "SITIUS" no "Campus" da FUEL

Segunda feira, 4 de março: primeiro dia de aula na Universidade, e mais importante ainda, primeira dia de funcianamento do CCH e CCE na "Campus Universitário ". Os ônibus saíam do largo da Catedral transportando centenas de rostos sarridentes, animados, deno. tando expectativa. Mas as

"emoções da viagem" não Nem por isso os ânimos se sua arquitetura, famoso destes, nenhuma sala foi esfriaram. As Im. planejamento, tardaram a acontecer. restava ao p.revista. provisações, piadinhas, Assim que o ônibus lotado universitário apenas a por um decepção, de gente agarrada em permaneceram depois da fila Ao estudaflte l'ão restava bom tempo, e o "Campus" gente iniciou o percursa de ônibus, jantar adiado, sequer a alternativa de "sifius", "Ma- correria que liga os centros da Uni- tornou-se e da distância. procurar no diretoria versidade, surgiram os ,tus", e até "Pastus". Na Não havia nada que alguma solução ou mera continuava o. compensasse protestos, os pedidos de verdade seus sacri- informação sobre os promesmo Perobal. De toda a fícios. informações: . "Moço; este blemas, pois, quando muiônibus vai pro CCE'? . to, encontraria apenas. "Não"! - "Mas falaram que uma seta indicando sedes ia!" - "Motorista, aqui é o ine.xlstentes como no caso CCB... E o CCH?" O CAMPUS INACABADO E SUAS TRISTES INCONSEQUENCIAS

No CCE o ambiente ainda é dos mais excêntricos: material de construção, alunos e barulho das obras misturam-se, confirmando que ainda há muito por se' fazer.

do Diretório Acadêmico de Ciências Exatas e Tecnológicas (a diretorid do Dascet apresentou um projeto para a construção de sua sede no Campus ainda no ano passado. O projeto demorou três meses para ser aprovado, impedindo assim que a construção fosse feita a tempo).

es;udantes foram lan. çados. Quando foi pro. videnciada a mudança do,

As desvantagens não residem nas salas de aulas (são até bem mais agradáveis que muitas do CCH), mas sim na desorganização em que os'

O motorista desconhecia o que. eram CCH, CCE, ou mesmo o percurso que devedam fazer - não haviam recebido nenhuma instrução. Os alunos, mais desinformados ainda, aca. bavam descendo em locais errados e distantes. Os mais felizes, depais de diversas valtas pelos ,caminhos do Campus, conseguiram enfim chegar aas centros desejados. Estas cenas

foram

comuns'

aos alunos tanto dos cursos diurnos quanto dos noturnos. A noite porém, haveria uma nova "s'urpresa": quem conseguiu chegar aos centros per. cebeu que ainda estávamos no tempo das trevas. Em nenhum local ha. via energia elétrica, mas apenas ridículos lampiões, lamparinas e velas nas: mãos dos diretores, professores e secretários. Foi :imposs{vel. manter qualquer ordem, e o caos surgiu, nas trevas.

Outro P' obl,ema entravando a sede dos diretórios: elas deverão ser provisórias e construfdas com verba dos diretórios, que gastarão inutilmente o dinheiro dos estudantes, pais estas sedes ficam passíveis de demolição à medida que a Uni. versidade resolva construir os sub. centros de vivência, onde tambem funcianarão os restaurantes, definitivamente. CCE: O ambiente

7

excêntrico

Na biblioteca do CCH a situação é um pouco mais grave. Funcionando em sala provisória, ela não dispõe de condições para pesquisas, os livros são muitos e as estantes poucas (já foram solici. tadas estantes, mas a Assessoria de Plane. jamento mandou a metade, sendo preciso que as bibliotecárias improvisassem estantes com tijalos e tábuas). Esta sede da biblioteca, entretanto, é provisória,

e desorganizado

pois deverá ser transferida' poro uma outro, ainda provisório, e depois - não se sabe quando - para a definitiva, no futuro Centro de Vivência. Muitos problemas so foram notados quando' já era tarde demais e os alunas já sofriam as consequ'encias da mudança. A FUEL não demonstrou preocupação com os estudantes, sua alimenta. ção e seus diretórios. , Para o funcionamento

LOCOMOÇÃO: S'TU~ÇAO CAOTlCA Repentinamente maIS de três mil alunos passaram a depender dos ônibus para poderem assistir as aulas no Campus, enfrentando longas esperas e horários desencontrados, além das más condições em que as viagens são feitas, quando uma multidão de pessoas cansadas após um dici de serviço, é transportada em ônibus superlatados.


» Poeira . pg. 5 Entretanto, os que conseguem vIa/ar nos coletivos e chegar à sala de aula, já devem dar-se por satisfeitos. .Insatisfeitos deveriam estar os alunos do 10 período de Ciências Soc;iais (noturno): numa segunda feira, com cinco aulàs programadas, 30 alunos desta turma vieram a pé do Campus até a cio dade. Motivo: não havia mais ônibus.

A mesma turma teve a "felicidade" de, no dia 21. (quinta-feira), não encontrar o professor (que procurava a turma de sala em sala) até que o sinal para a segunda aula fosse dado. Assistiram então 'a' primeira aula do .dia e vieram embora. Nesse dia só estavam programadas duas aulas. Motivo: mudança da sala' onde deveria ser dada a aula e nenhuma comunicação prévia.

. AGLUTlN.I\ÇÃO, NOVO S/NONIMO DE ISOLAMENTO

Os problemas vão se acumulando sem que providências sejam tomadas. Compreendem-se as dificuldades financeiras da Universidade, mas nada justifica o descaso total pelo conforto dos "pioneiros ". É inteiramente possível um bom planejamento, possi. bilitando ambiente de estudo para os estudantes, sem os quaís o Campus não poderia ser implantado.. Da ml'sma

forma não se compreende a aceitação pas'siva do caos pelos estudantes. "Todo pioneirismo .exifle uma dose de sacrifrcios'com o fatalismo de sempre as explicações chegam até os estudantes, que já pagaram a sua dose de sacrifícios (e continuam pagando)' através das anuidades e taxas. Continuam pagando pelas aulas, pelo Campus, e mesmo que o ensino fosse gratuito, teriam ainda o

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PE SSOA

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L Existem também ~s turmas .que caminham da CCH até' o CCE, da CCE ao CCB,: durante as intervalos:" A cóminhada não é o que mais preocupa, mas sim as çonlJições e o tempo em iJu"e ç/a tem de serJeit,o: As: Cfstradinhas de terras, poeirentas, barro' puro ou lagoa, sã" pr.eocupações constantes. Durante o dia, sem o sol, e com tempo para ~e . perder, estas

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> caminhadas serian bastante agradáveis; mas .J problema torna-se mais grave quando são feitas à noite, com péssima iluminação, às vezes nenhuma, e prin. cipalmente em dias de chuva .. Muita gente teve que lavar o.s sapatos nos banheiros, sobrando um pouco para as zeladoras que encontraram as pias coberf.as ..de lama.

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> ambiente nada aluda. Em salas de 130 alunos, apesar das inovações das construções, apenas o professor é utilizado para "transmitir" a matéria, mesmo que sejam ,poucos Apesar . de um grande os que' consigam Torna-sé numero de pe~soas dis- "receptar". postas em um mesmo também praticamente entrosar, i30 local, é quase imposSível o imposs{vel entrosamento, pois o alunos numa mesma sala.

Se o principal objetivo da implantação do Campus losse a aglutinàção dos estudantes, deveriamos concluir que ela' loi totalmente esquecid~.

representante de turma direito de melhores aulas, traga os seus problemas melhorés condições de para serem discutidos e locomoção, restaurante, sua solução ouscada; e o menos confusão. Poeira existe para divulgá. Agora o que importa é não se ficar à espera de que as los. Só participando e exigindo soluções caiam do céu. solução dos probl.~mas Os diretórios existem que se para serem procurados e . existentes conseguirá a "re'vogaÇõa" servirem o interesse dos de Sitius" estudantes, o Depto. Di- do "Estado decreto este ano no dático Pedagógico existe campus da FUEL. para que cada

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Poeira • pg. 6 .. Recentemente, durante a última reunl"6o do Conselho Universitário da FUE#.o reitor apresentou para análise e aprovaçllo o pro/eto de resoluçllo nO 169/74, que trata do regime dlsclpUnar do corpo discente, acresc~ntando pro/blç1Jes além da.s previstas no leglslaçllo federal (decreto 417). Este pro/eto vem causando esfranheza no melo estudantil e até mesmo entre professores, apesar de pouco

o Projeto

divulgado, talvez Isso mesmo nllo

porque o assunto do momento ;, a mudança do reitor. E por está sendo vista suo gravidade, o que poderá resultar na aprovaçllo do pro/e to de resoluçllo 169/74, no prbJdma reUlll"6o do Conselho Universitário, .no dia 4 de mala, quando passará' quCl'.' ' desaper. ceblda, pois na mesma reunl"6o será votada a listo s'xtupla pora o novo reitor.

n2 169/74: a FUEL

aumpasso do obscurantismo ,,» I'

60

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No entanto. estudantes, professores e advogados têm opinado sobre ele; a maioliÍa contra. Enquanto no Brasil inteiro ministros. educadores. intelectuais e estudantes emitem opiniões contrárias às leis que limitem a liberdade do estudante participar da criação cultural e cientifica. aqui na FUEL, tentam ser "mais realistas que o rei •••.•ao fazerem uma resolução que praticamente só não prolbe ao aluno o ato de respirar.

UM 417 INTERNO

o

"famigerado decreto 477", assim chamado pelo ex - ministro Jarbas Passarinho, dentre outros apelidos. tais como "decreto draconiano". "Lei de Newton depravada", com todas as suas proibições e punições que ultrapassam muitas vezes o âmbito p.olltico. vem ,sendo ac.usado de castrador da nossa população universitária. O próprio ministro Passarinho, ao deixar o MEC, declarou que havia pedido ao governo a revogação do decreto 477, desdegue assumiu o cargo de ministro da Educação. A criação de "477 particular". "FUELino". só vem demonstrar que a concepção de universidade e universitário dos dirigentes da FUEL difere.da concepção de conhecidos educadores brasileirós, óproximando _ se mais das formas medievais de universidade e até mesmo das legislações obscurantistas, como o "código de Hamurabr" e a Inquisição. A aprova'ção do projeto de resolução nO 169n4, entrará frontalmente em contradição com os objetivos enunciados no catálogo da Universidade:

NEY BRAGA - JUVENTUDE NÃO É SÓ ESPERANÇA"

O próprio ministro da Educação Ney_Braga. afirmou 'que "os velhos chavões de que a juventude e só esperança. apenas promessa, foram tragados pela irrecorrfvel verdade da História." "Ser jovem. afirma; Ney Braga - não é esperar, e fazer. Ser jovem é ser homem como todos os homens e participar como quem recebeu igual tarefa, exatamente igual à de todos. no mutirão do bem comum". . Jarbas Passarinho, Ney Braga, e muitos dos nossos educadores e intelectuais, como Alceu Amaroso Lima. estão sentindo que não podem prescindir da participação do estudante no desenvolvimento da cultura e da sociedaeie como um todo. O baixo nlvel da nossa educação só pode ser agravado se é cerceada a opinião do estudante ,que é quem mais sente os pro. blemas dentro da escola. Mesmo quando a Universidade e concebida - erradamente - como . uma empresa - pois a cultura não é negócio. uma mercadoria - os seus fregueses - estudantes não podem ter só obrigações e proibições. Quando todos se assustam com a degradação do ensino sup~rior"no Brasil - e a FUEL não e exceção - tenta - se aqui evi. ta' a colaboração,dos universitários, imposslvel sem a liberdade para os estudantes reunirem - se, criticarem e divulgarem seus problemas. opiniões, reivindicações. Já temos dificuldades para solucionar nossos problemas. pois a FUEL.outra ,vez.mais realista que o rei~ não nos permite a representação que a lei 5040 (da Reforma Universitária). autoriza - 20% dos membros dos órgãos das Universidades devem ser estudantes - temos que nos contentar com a representação simbólica de 2 estudantes entre os 35 membros do CU.

'SÓ NÃO PROrSE RESPIRA 11

n

"1.2 FINALIDADES. "Cônscia da responsabilidade cultural e social de que é investido. o Universidade Estadual de Londrino entende como tese de real Importância suo integração com o comunidade em geral e de formo particular os relações com o Empresa e o Governo. Desta maneiro, definido em função do polltlca educacional e desenvolvlmentlsta formulado pelo Governo Federal e alustada em suas diretrizes 00 contexto econômico - social paranaense. suas flnali. dades são:" "I Promover o pesquiso e o desenvolvlmentcP dos ciências, cios letras e dos artes: 11- Habilitar pessoas poro a Investigação cientifico e literário, no exerclcio das profissões liberais. técnico ciêntiflcas, técnico - artlstlcas e de magistério; IIJ Prestar -serviços b comunidade, devendo:

a) - aplicar. se ao estudo da realidade brasileira, em busca de soluções para os problemas relacionados com o desenvolvimento econômico e social: b) constituir - se em fator de Integração da cultura regional e nacional: c) proporcionar b luventude universitária, educação flsica e, complementar sua formação moral e clvica; d) assessorar as entidades públicas e privados no campo de estudos e pesquisas; e) assegurar plena IIberda~e de e.tudo, pe.qulsa, ensino e expressão, permanecendo aberta a toda. os correntes de pensamento, sem participar de grupos ou movimentos partidário.; f) cooperar com universidades e outras Instituições científicas nacionais e e.trangelra. de cultura. e de educação. \'

O QUE É CUl TURA Segundo o pensador católico: Alceu de Amoroso Lima , "só se pode fazer cultura, realmente, tendo como base o sentido da liberdade e o sentido da responsabilidade". E a cultura. continua 'ele. "é a conjunção do que nos e dado pelo passado ou pelos mestres com aquilo que contribulmos para transformar o que recebemos no que podemos criar ... Dentro de um regime de p~sos e contrapesos, de • temor e meditação sobre o que vai resultar da interpretação disto ou daquilo. não podemos. de modo nenhum. ter a liberdade e a responsabilidade suficientes para criar realmente uma obra de cultura nacionaL" E, transportando a criação cultural para dentro das escolas." o que temos o poder concentrado, isolado, paternalista e uma educação que vem de uma organização pedagógica em que o estudante -não tem a menor liberdade de participoção, em que as associações estudantis são eliminadas e esmagadas, e

?

qualquer diretório estudantil que procure ter alguma lJarticipaçqo na obra de edificação da c~ltura nacional e imediatamente.posto de lado ... A 'impossibilidade de fazer qualquer trabalho está contaminando essa mocidade num sentido puramente pragmatista: já que não se pode colaborar, passa - se a receber passivamente o que os professores nos dizem. O importante e tirar o diploma e receber o mais depressa os frutos de uma educação puramente interessada. interesseira e pragmatista. Isto significa a corrupção da mocidade... Nos 500 mil jovens que pretendem matriculas nas escolas, superior, há uma aspiração de cultura e se nós cerceamos e reduzimos isso a uni imperialismo cultural em que só se -pode ensinar ou só se pode criar ou só se poder organizar ou só se pode manifestar aquilo que. esteja de acordo com os donos do poder no momento. isto é, a meu ver, o maior pecado que se está cometendo contra o futuro do BrasiL"

e

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I

As proibições do projeto de resolução n 169 4. da letra "a" até "z", vão desde o modo de vestir - se ate a revelação de qualquer fato ql./e o estudante souber. por sua condiçcio de discente. Assim só resta 00 aluno o direito de respirar. isto e, o direito de ficar sentadinho na sua carteira engolindo a "sabedoria". transmitida por tantos dos nossos professores. Esta resolução é um prêmio ao mau professor que poderá qualificar qualquer critica, pergunta 'ou sugestão co'mo ofensa ou desrespeito, e assim, evitar que os alunos exijam um bom nlvel de ensino. Assim, de acordo com o conteúdo vago da resol ução, críticas. reivindicações. abaixo -; assinados, opiniões, declarações~poderão ser quali. ficadas de ofensa, animosidade, desrespeito, pro. vocação, desobedi ência, ameaça. constrangimento, perturbaç㺠contestação e outros crimes que. como estes - nOo especificados pela resolução - e serem passlveis de penas que vão desde a adverUmcia. repreensão, até a suspensão e exclusão da Universidade. Bastará para isso o julgament~ que um professor ou outra autoridade arbitrária faça de qualquer atitude ou até mesmo INTENCÃO do aluno, pois a suspensão de três diasindependEl!de:inquérito disciplinar; portanto. fem direito de detesa. E todas essas penas constarão do .currículo do aluno quands> ele deixar (] uniwtrsidade. O conteúdo essencialmente proibitivo do projeto levou' alguns professores a considerá - lo de caráter 'fascistizanreP que se dirá da opinião dos próprios alunos. que são quem vão sofrer as punições. Como o POEIRA, felizmente. ficou 00 par do projeto antes de sua aprovação - coso contrário este jornal já estaria sob censura previa e proibido de comentar a resolução. sentimos. nos no dever de ale,rtar os 35 membros do ~onselho Universitário sobre a gravidade de tal projeto. Este, se aprovado, acabará de alheiar da participação construtivp na cultura uni. versitária os 5 mil alunos da FUEL, e, consequentemente, toda a Universidade. pois não se concebe criação cultural sob o medo ou criada apenas pelos que impõem o medo.

...•


I Poeira . pg. 7 Como vêem, a aprovação desta resoluçõo significará um gope contra as atividades dos diretórios e contra a liberdade do aluno de criticar, reivindicar e divulgar seus problemas e opiniões.

Sé ~ proibido ao estu ante "revelar. sem autorização 'de quem de direito. fato de que tenha conhecimento. em decorrência da condição de discente, salvo as comunicações impostas por lei", será criada na FUEL a situação surrealista de alunos, para não ficarem mudos. ficarem a recitar as comunicações impostas por lei. ta1s como a resolução 169/74. Isto porque tudo que acontece na Universidade é foto. até as conversas entre os próprios alunos; neste caso. quem é de direito paro autorizar um estudante o revelar a outro a conversa mantida com um terceiro estudante? O reitor •. talvez •... ? '

Apresentamos

abaixo

extratos

PROJETO DE RESOLUÇAO ......

Dispoe

sobre

o regime

disciplinar

do corpo

... "CON~IDERANDO que o Regime,:,to Geral da Universidade. ao disp'0r sobre o regi!"e dlscipl~or do corpo dlscenie.otem-se morS' às infrações de caráter politicl"previstos no legislação federal; ... CONSIDERANDO que. pelo dispositivo no Art. 95 do Estatuto. os R••gim ••ntos ,dos Unidades tombem deverão conter disposições sobr •• o r••gim •• disciplinar do corpo discente: ... CONSIDERANDO a conveniência do ••stobelecimento dessas disposições. como antecipação aos Regimentos das Unidades. que se acham ••m fase d •• elaboração. . . ,Propomos o seguinte Resolução:'''

V -

e

o seu obl.tlva

"10

~E~MtDÁ

Uc.EtKR DE IR FAZER Pipi ??

meritório.

ART. AO A t.ntotivo é sempre punlveL ART. 5° ... ART.6° ... ART. 7°_ Tombem ficá .ujeita b punição a aluna que colaborar na infração, a acobertar. Cqn1 ••lá solidarizar •••• ou cansci.nt ••mente concarr ••r para p sua prático. . ART. 8° -", As p ••nahdod •• podem s ••r aplicad\lS .m carlíter'coletiva, com individualização ap.nosd •• 'turmas. cursos, ou Ciuira. agrupam ••ntos, r ••ssolvado a qu •••.• comprovadament •• não t.nho participado da infra çâo o dir ••it.a de Pedir a sua .xclusãa. ART. 9° - É facultado o imp ••dim ••nto imediata, ••m corb.r:pre. ventiva, do ingresso na á ••••• da Univ ••rsidade ou nas atividad.s' acaditmicas, de aluno, turmas ou outras agNpamentos, aos quaiS se olribua a autoria de infração di~ciplinar. ou qu" ••st ••jam' in. bur'dos da intenção ou na iminência d •• pt1Iticá - lo.

Se esta resolução já tiv'esse sido aprovada. o próprio fato de estarmos divulgando um projeto de resolução. ou seja. um fato universitário, já seria motivo poro' s~rmos enquadrados na resolução 169 4 ..

n

INTENCIOMETRO

Par. (jnico: A disposição d••ste artigo aplica .. se Igualmen. a outros pr ••tendentes ao ingr ••sso ou continuação de ••studos na Uni. versidade. ART. 11 As penas são: I - Advertencia. 11 - R••preensão,1II Suspensão, IV - Exclusão. J ART. 12 - Na escolha ou aplicação das penas d ••v••m - se ter em vista o caráter do infrator.os motivos. circunstâncias •. grovidode e cons ••quencias da infração bem como a int ••nsidad •• do 9,1e;" ••nto subj ••tivo. ART. 13 - A pena d •• susp ••nsãa não e inf ••rior a 3.(tres) dias n ••m superior a 30 (trinta), e. quando de 3 (tres). dias. Ind ••p ••nd •• de inquérito disciplinar. ART. lAO direito d ••d ••fesa s ••rá ex ••rcida: I - ant ••s da imposição da p ••na. nos casos ••mquefor obrigatório o inquérito di.c1phnar: 11 • após a imposição da p ••na •• s ••m ef ••ito susp ••nsiv •.• delo, nos demois casas. Par. Unico - A defesa, no casa do inciso 11 dest •• artigo, s ••rá apresentada na prazo d •• 3 tres. dias. da dato da imposição da p ••na à mesma autoridade:que a aplicou, de cuia d ••cisão cabe o recurso d •• qu •• trota a art. 173. -lo Re!lim ••nto Geral da Universidade. ' ART. 15 - Nas r••inciãencias. específicas ou generica., e aphcado pena d •• graduação superiar. .

.rlisciplina.r: q) praticar atos que caracterizem crime ou contravenção nos lermas das legislações respectivas. qu" influam na vida acadêmica: r) dirigir veículo. no recinto da Univ ••rsldade ou suas imediaçães. de lorma perigosa. em velocidade excessiva ou com ru icIo d ••s' n<!'ce~s.tHiõ.~ntC'ndi~ó como -to"1 o. que for superior ao produzido por \Ieí.culo nova , em estado original: s) "Itifozar' se de coisasben's ou s••rviços da Univ ••rsldade paro lins particulares:

DO

Abaixo transcrevemos vogado Ronaldo Gomes resolução nO 169 4:

Grave também será .0 situÇlção dos jornais estudantis. que serão submetidos a censura prévio. pois tudo ou quase tudo que é publicado noticia de fatos que temos conheciménto "em decorrência da condição de discel'tes",

ART. 3° "- Verifica. Se o infração ainda quando: ,1- com~lda contra p.ssoas, órgãos,.mpresas ou entldadeslunto as quaIS o aluna estiv ••! •• stagionda. praticando ata ou de.en . volvendo atividades decorrenfei da sua condição de dlscem.' 11- praticada contra outros alunos ou visitantes' ' 11I-0 intenção dooluno não s.ja a deab.r vanta~em ou pravelto própria ou alheio:

ART. 1°É d ••ver do aluno contribuir paro a ordem disciplinar. ART. 20 - Constitui infração disciplinar da corpo discente todo oção ou omissão. no âmbito universitário. reprovável pelo cons ••nso comum. ou in compativel, com a ordem do vida acadêmica. "x,!mpliflcadamente: o) desrespeitar ou provocar dirlg ••nte.membro do corpo docente . ••stagiáriõ ou rú"ciontlrio da Univ-ersldade: b)' desobed ••cer determinação não manlf ••stamente ilegal ou Infrigir a ord ••m estab ••l••cida', . c) atentar fisicam ••nt •• contra p ••ssoas. am ••açá - las ou por qualqu ••r.:forma submete - las a inlusto ou ilegal constrangimento: d), o,f';';der a honra d •• dirlg ••nt ••. m ••mbro do corpo doc ••nt •• ou luncion~rio. o proprla Univ"rsidad •• ou qualqu ••r dós s ••us órgãos: e) imPJ'dir.,dificultar ou perturbar a r••alizaçãa d •• qualCjuer ato ou o normal funciOnam ••nto, d •• atividades' administrativa's. d •••• nsino. pesquisa e extensão; , I) olentar,de qualquer forma.contra o patrimonio da Univ ••rsidad ••. ou de membros do comunidade universitária; suprimir papéis ou docum ••ntas: g) praticar atos contrários à l••i. à moral. aos bons castum ••s. às normas legitimam ••nte ••stab ••l••cidas .•• à tranquilidade int ••rna: h) expor a perigo a int ••gridad •• d •• p ••ssaas e coisas: i) pramov ••r ou participar d •• r ••união não a'utorizada. no r••cinta da Univ ••rsidad ••. com finalidades cont ••statórias, i1••gitinas ou ••stran~as a vida academica: j) indísi'ior. por qualquer lorma ou meio. a Univ ••rsldad ••• s ••us orgã0't' dlrlg,entes. docentes, ou luncianárias, p ••rante autoridad ••s ou a <1.pinião pública; I) revelar; Sem autorização de quem .de direito. lato de qu •• tenha conhecimento em decorrencia da condição de disc ••nt ••• salvo as comunicações impostas por lei; m) ~gir- com improbidade -ou utilizar-se de meio fr.audulento na realizâção 11•• trabalhos escolares ou em qualquer ato da vida ocademita. 11) uCiLrpor funções ou usor indevidC?m'ente o nome da Uni~ersidade: o) incenlivar a J1rotica de qualquer inlração legal. regimental ou

a

N° 16917A

t) retirar ou fornec.r ClÓplos de p.apeis dé uÍD in.rno sem .xpre.a autorização d •• quem d. direito; u) usar, s ••m autorização I.gitima. qualquer melo de'comunicação contrário à ord •••.• da vida aCll!dêmica ou' danoso. 00 polrinMlnlo da , Universidade. V) trajar- se ;,U apres ••ntar-s •••• m d.iacardo com OI normas eslabelecidas: X) insuflar 011 d•• qualqu.r forma incentivar o animosidade .ntr< membros da 'comunidade uniye~sitária:

discente.

PARECEIi

do' "477 interno".:

ADVOGADO

trechos dei p..:lrecer do adNeves sovre o proieto de

...... Ré.peitando nossa tradição d ••mocrática, nossa prápria carta . magna. no parcigrafo único do artigo 1°, eincisiva quando afirma que todoo poder emana do povo e em seu nome e exercido. .. O poder. então. contrário a vontade popular, qu" não representa a.legitima manifestação da povo e. ant ••s d ••tuda. i1egaJ. .. C;abe aos dirigentes então, como prima pr ••ocupação, sorver as ma"itestaçães, as representaçães. os prot ••stos, as r••ivindicaçães illstps, para poder. na esfera de sua compef'encia. elaborar a narma real. eletiva concretização da vontade do povo. .. E,e desse principio constitucional, regra máxima de coord ••nação ," dit.cipliJ1açõn ,~os livros legais,e o são as resoluções, que deve o dirigenJe partir na elaboração de seus estatuos.' '. ...... Par outro lado, causa preocupação o inscrito na letra "I". do artigo segundo que trata das reuniães. . . Considera - se, a priori, que o diretiro de reunlao e assegurado pela Constituição Federal, em seu artigo 153, paragralo 27. As reuniões, dit!Js em termos universitários. são frequentes, necessarios e sempre utei5. não 50 pelos resultados concretos alcançados mas. principalmente. pelas experiências olertadas aos que participam. de extremo utilidade quando na vida prolissional. .• ~ , Pflrc! o:!erol dt..•tcrmino que os reunlocs serão havidos in~ dependenlemente de autorizações, nõo intervinda a autoridade ~enõo po~a manter a ordem. E assegurado. assim, 00 universitário. visto o problema sob este nn4utoo direi'n dco uniroc,C". otl ... mesmo poro contestar, porque e _________ •.cr::~_.,_~~..,

da essencia da democracia e.ta r••galia inalienável. .. Dev ••, ••ntão a autoridade d •••••• ino. ao invés de pr.ocupar' se com as mencionada. r••uniães, s"lam de cunho cont ••státários e/ou reivindicant.i, determinar normas orientando ao universitários Quais a que devero~ requerer, com anterioridod-e, na for~â inserta na Magna Carta. Entend ••mos, no mais q'ue foi ••x posto, qu" r••ferlda Mensagem, num ••rada em I 6817A, ÍI. ant ••s d •• tudo. repetitiva. s ••m caraclerístico diferencial. ". por isso m ••smo. d.sneces.ári\l . _ .Os dir ••itos •• garantias. individuais •• col ••tivas, da m ••ia uni. versitário, na r••alidade, em nado d ' •••• nciom d'outros núcleos. . .Assim é qu ••, as normas que disciplinam e caord ••nam são imo perativas, sempr •• r ••strita e Iimitaóa ,no ••• paço. .. As inovaçõ ••s introduzidas são insensiv ••is, jurldicom ••nte • causando preocupação a c•• sura p",via estatuído ••m lornais d. circulação interna, tal como e a interpretação válida da I••tra "l". artlga segundo. b ••m coma o ••spirito colonial da letra "V". m ••smo artigo, que dita p ••na sem definir a norma. .. Ent••ndemos, lace ao resta. da int ••ira impraticabllidade da proieto d •• resolução, uma norma menor, quos •• resolutiva, preocupoda em punir. sem definir cancelos. lJeve. t:'m . ':lz«tO di~so. sofrer severas censuras dos comissões que deverão melhor analis. - la. .. E o nossa parec ••r. S.M.J. Ronaldo Gom,,' Neves ---------•• --

N

T

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C O ;'tl

C T Q.

o Para a aplicação colocar uma célula que seja munida de o aluno está com permitir ou impedir versidade. '

do artigo 9° a FUEL terá que foto - elétrica na sua entrada, e um intenciórnetro. para medir se boas ou más intenções. e então sua entrada no recinto da uni.

APELO Finalizando. reafirmamos que nossa concepc:ão de atividade universitária não é aquela em que o aluno e mero ouvinte, dentro do sala de aula. O próprio nome "Universidade" já implico em atuação em todos os setores. O estudante de nivel superior deve inter'essar se por tudo que se possa em seu redor - na escola. na com'unidade ..no pais. e no mundo - e manifestar se e atuar dentro desse meio, . poiS só assim estará se forjândo poro ser um bom profissional técnico e participante - quando sair da escola. Assim. esperamos que a Fundação. Universidad~ Estadual de Londrina, que dá seus primeiros passos para se firmar como a irradiadora da cultura em 'nossa região, 00 invés de cercear a liberdade de seus alunos. incentive - os a se manifestarem - pondo em prótica o prometido no contrato da matriculaauscult~ os seus anseios e aspiraçÕes. sem' proibir de antemão. o que só crio prevenção, medo. apatia. Acreditamos que entre os 35 membros do Conselho Universitário. o nosso apelo encontrará eco e será impedida a aprovação do 'projeto de resolução n 169/7 4, simbolo de uma universidade antidemocrático.


Poeira . pg. 8 (cont. da pg. anterior) NOSSO REPRESENTANTE: NÃO VIU NADA DE MAIS

Oprineiro Streakq na RJEL

Entrevistado sobr~ o projeto de resolução nO 169/74, o represent.ante dos alunos da FUEL, no Conselho de Administração'e Conselho Universitário, Pedro Dellamagiora dos Santos, quartanista. de Administração, declarou: "Não vi nada que um bom aluno possa temer; entendendo ai como bom aluno aquele que vai à escola só para estudar". Sobre o artigo 2°, letra "I", que prolbe a divulgação de qualquer noticia sobre a universidade' sem .autorização, o Sr. Pedro, ignorava - o. POEIRA: NÃO ACHA O SENHOR QUE O DECRETO FE. DERAL 477 BASTA E É ATÉ DEMAIS PARA MANTER A "DIS.CIPLlNA" DENTRO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS? Pedro: "O que diz esse decreto?" (... ) POEIRA: NÃO ACHA0 SENHOR INTERESSANTE A IDÉIA DE SUBMETER O TEXTO DO PROJETO EM PAUTA

A APRECIAÇÃO DE UM ADVOGADO? Pedro': "Não acho necessário, mesmo porque entre os 35 membros do CU. já existem vários advogados". POEIRA: E QUANTO A PUNIÇÃO DE 3 DIAS SEM DIREI. TO DE DEFESA. OU SEJA, SEM NECESSIDADE DE IN. QUÉRITO DISCIPLINAR? Pedro:"Estranho que não possa o aluno se defender pois que eu saiba, a propria lei dá direito de defesa a todo indivIduo".

EROSAO

A.corrida

dos'nus (Luis Martins) De aâJrdo

com o P"9/eto

de resolução '69174 . se ele punisse não só: dis. centes

- a própria

FUEL

estaria enquadrada no 'item' "H" do arllgo 20: "Expor' a perigo a in. tegridade de pessoas e coisas". Isto por permitir bem na entrada do ca"l'US . colada ao asfalto •. a formação de uma eromo de tal tamanho. Vamos ver quem será o a cair no. "buraco" ...

A moda do "chispada pelado" inventada pelos estudantes norte-americanos e que Ih se esth espalhando entre os seus colegas europeus, é sem dúvida um divertlmentl> melo tolo e, como manifestação de protesto, se tem esta intenção, perfeitamente inocuo e pueril. A nudez; em si. não .slgnifica nada a não ser a quebra de uma convenção social que em' nossos dias vem sendo . cadci vez menos observada pela

'o

luventude. como o provam os espeta"culos oferecidos pelas praias e os bailes de carnaval. A contemplação de .".... c~rpo despido pode despertar reasõ.s de diversei natureza (erÓtica, moral, estitica, etc.). mas seria necessaria uma. imaginação fora do comum para se ver num "striptease" um ato de inconformismo politico, uma reprovação ao escandalo de Watergate; uma manifestação contra a alta do petrolea, ou um protesto contra a guerra. Tratar-se-h, talvez. de uma reação contra os costumes da cio vllização, simbolizados pela indumentdria? Se for isto, devemos admitir uma certa letglca nesse nudismo, pois seria a radicalização de um movimento !Iue se vem processando gradativamente, como disse hh pouco, lembrando as praias e o carnaval. (Bem mais t1mlda, todavia, que os campos de nudismo anteriores à Segunda Guerra Mundial).

Quanto a questão da nudez, em si, digam. o -que :qulserem os moralistas conservadores, a estrita verdade é que o pudor do corpo é uma convenção social, que

varia

enormemente

observação

muito

curiosa:

em

certa tribo do Xingu homens e mulheres andavam inteiramente nus, sem vergonha nenhuma. Mas sentiam pe~o de outra coisa: . de comor em publico. E Von Oen Steine" comenta: "Imaginamos os (ridlos nus como uma socie-' dade indecente e, se nos transportassemos para a alma de um Bakairi, acharlamos vergonhoso ver reunidos num banquete os europeus, horrlvelmente Indecentes". Como se vê. tudo é relativo. Exu-aido do Estado de São Paulo

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no

tempo e no espaço. O etnôgrafo alemão Karl von Oen Stelnen, que visitou o Brasil Central duas vezes, no século passado, registra em seu livro c';lebre uma

23-


Poeira • pg. 9

Nome:Grupo Base de Literotura.ldade:6 meses.Prof/ssão:no seu trabalho o GBL viso suprir os folhas encontrados no ensino curricular do Literatura (que ocorrem por falto de maior tempo do professor' ou por ignorbncla ou por preguiço do mesmo), encontrar maior motivação poro o próprio Literatura e poro aqueles que fazem dela um ofício, proporcionar momentos de agradáveis discussões (ou debates) em relação 00 temo proposto - Literatura. Filiação: Diretoria Acadêmico Rocha Pombo e Todos os Elementos que se Interessam por Literatura. Local de trabalho: antigo sede do DARP, localizado à ruo Pernambuco. Horário: oos sábados, dos 17h30m em diante. Principais atividades: elaboração de ensaIos sobre Literatura, folhetos de obras dos componentes e de escritores do regIão e tudo aquilo que for sugerido pelos Interessados. Caracter/stlcas: O GBL é aberto o qualquer pessoa, seio unlversltórla ou não, não existe taxo alguma o ser pago; nem certificados de conclusão de curso e outros babados barbados; O GBL é formado pelo número de pessoas que comparecem aos sábados no ex-CCH, sem qualquer compromisso formal (chamado, mensalidade, etc, etc), poro discutir e debater temos propostos pelo próprio Grupo. Até então foram analisados os temos: "Realismo em Portugal e seus reflexos no Brasil", "Chuva" (pediu-se aos componentes do GBL que escrevessem algo sobre), "Crônico e Conto"; "Poesia e Conto"; "Poemas de Drummond" e vórios outros. No mais, vem aí o primeiro resultado concreto do Grupo Base de Literatura' o I Concurso Norte-Paranaense de Contos e Poesias. Até sábado I11

INCIDENTE EM ANTARES. Verissima . Editora Globo Impressão, 1974). Cr$ 34,00 paginas.

Erica (l00 . 485

Durante toda a primeira parte da livra, a leitor fica conhecendo a historio dessa lacalidade,bem como a5 duas oligarquias rivais que o dominaram política. e economicamente por mois de cem onos. Trata-se em sumo. duma especie de apresentação da palco, da cenaria, bem cama das personagens principais e da num.erosa companaria que. atraves -dos seus descendentes. serão envolvidos • no dramotico "incidente" de sexta.feira, 13 de dezembro de 1963.

A segunda parte da livra mastro a incidente propriamente dita e suas consequencias. Trato-se dum romonce em que predominam a ação e a diolaga. Problemas políticos. econSmicos e sociais são nele tratados com uma franquez.a e uma objetividade jamais atingidas pela autor em obras anteriores. Como a prõpria Erlca diz: "Desta' vez abri a veia da satira e deixei seu sangue escorrer livre e abundantemente".

o HOMEM Erico Verissimo começo ;; o narrativo do livro com referêncios 'o pre-histária. 00 Pleistacena. com seus gliptodantes e megaterias. Depois, dando um salta na tempo traz a ação para 1831, ils origens da futura cidade de Antares.

POLíTICO

Incidente em Antares. alem de se constituir num marco da literatura brasileira de bons tempos para ca, e tombem 01. tamente significativo poro a prapria totalidade da abra de Erico Veflssimo: e, sem dúvida alguma, a seu melhor livra, aquele' que vai marcor o seu nome na história da literatura

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brasileira junta com a trilogia "O Tempo e a Venta". Dizem que este seu livro causou estranhela par causa da sua preocupação pai itica. Entretanto, foi. se a tempo em que. por sua própria vontade, a ficção se reduzia a de. terminados assuntos. rejeitando inumeros: uns por in~ conveniências políticas. outros porque atacavam D moral convencionaI. Teoricamente. tudo esta o disposição do fie cio nisto. A cano cretizaçãa da inventa depende, e evidente, de fatores pessoais e da regime sob a qual vive a artista. Assim. o crítico Macedo Dantas, da jornal "O Estada de São paula" justifica a livro Incidente em Antares da seguinte forma: "Tolice a horror ao palitico. resquício do esteticivismo ultrapassodo. que vemos em ,certos intelectuais brasileiros.

Essa orientação errônea leva-nos a fugir cada vez mais da povo, a desprezar aspeclas fundamentais da vida hodierna. A opção e da escritor e não veio nada de f"Stranhovel num romance do tipo . Incidente em Antares, pois Erico Veríssimo simplesmente. seguiu o seu temperamenfo".-e conclui: "O homem contemporâneo respira diariamente problemas políticos. sociais e econômicos. Uma literatura feita dentro de um contexto

COrDa

esse,

deve.

neces'ioriamente, abordar de alguma forma, direta ou indiretamente. contra ou a favor. todas esses problemas".

o

GECS. desde sua primeira reunião dia 9 de março. se propôs a estudar a mercado de trabalha para as profissões de nível superior A ideio surgiu tendo em visto que o objetivo do grupo e c.omplementor o ensino recebido no faculdade, '.orica e protlcomE>nte.

Afroy.s. das di,cussàes constotou - se o ignoràncio que existe em torno, não 50 do mercado de trabalho paro as profissões .$' I olhidos, como tombem incertelo quanto ao curso desejado. Uma prova disto e o alto numero de transferencias d. um curso paro outro

e muitos

vezes

continua

Q

insatisfação.

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pode aparecer em todo a suo plenitude, normalmente sob formo de massudos documentos e pacientes ligações de fatos. O que Frondsco Buarque de Hallanda e Ruy Guerra fizeram foi justamente aproveitar as minuciosas cesquisas historicos, e transformo. las em arte. Uma arte que detem todos esses estudos numo poesia e numo drama. ticidade que a suavilam.

CALA BAR. O ÚOGIO DA TRAI. ,ÇAO. Chica 8uarque Ruy Guerra . Editora Civilização Brasileira. 1973.Cr5 15,00-97 paginas,Chica conta - disco.

A traição os avessos: em sintos., 'assim e a peça Calabar, O Elogia da Traiçãa,que a Civilização Brasileira lançou com sucesso em fins da ano passada. Calabar, que teve o sua sofrida montagem frustrada, pode ser alcançada em texto e disco. embora não traga a grandiasidade plostica que so a cena oferece. e deixo en'rever toda a força de uma abra literaria madura, completa e acabada.

E as fotos que precedem e sucedem a execução de Domingas Fernandes Calabar vem muita mais do que simplesmente dramatilodos poeticamente: vem interpretados, pelos mais diversos ângulos, atraves da boca das personagens de opinioes conflitantes. Talvel originem-se nessa interpretação os graves problemas que redundaram no suspensão da montagem.

Calçadas em dadas históricas exatos. baseados numa bibliografia autorizada, as autores de Calabar recriam a própria historio, tendo como personagens os vultos que vi. veram o invasõo holandesa. nos anos da graça da decada de 1630 .

E a publica. que acaba de perder um espetaculo cenico de Fernado Peixoto que era o diretor da peca). ganha para a sua biblioteca muito mais do que uma peça de teatro historica e polemica: um livro de poesia. Em tempo: Calabar e a quinta li. vro mais vendido no 'pais, segundo a revISta Veja de 10 de abril de 1974 Comprando o livro é O disco. você poderá acompanhar no primeiro, os varias musicas do segundo. que foram gravados sem .05 respectivos letras. que, en. tretanto, constam no livro.

E troz.em a tona umo novo versão que derruba as aprendizagens da 'ensino primaria e secundário: '.Colabar traiu os portugueses e lutou ao lado das invasores". A serie de fatos condicionantes dessa "traição" e sempre omitida pela Histaria de consuma di. datica. Isto sa aos pesquisadores

PSICOLOGIA

SOCIOLOGIA

DIREITO LITERATURA

o mais imporlante

••

Assim. a estuda da CECS vai partir da pesquisa das aspirações e da situaçào s .•'cio . econbmica do ostudante, a fim d. sobe r em que meodida es.'=J situaçào condiciono a escolha. do curso, o concepçào de educação universitaria e o nlv,,1 da profissional ilação. ,Em seguida. sera feita a estuda propriamente dita do mercado de trabalho principalmente na região. E os resultados serão publica. das nesta seçõa da POEIRA. Nota: As reuniões do GECS sõo abertos a quem interessar • s. realizam todas as sabadas. as 14 haras na sala X da Calegia de Aplicação (Quarteirôa da Hugo Simas).

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Poeira . pg. 10

Educador ou Administrador? Apesar de contarmos com apenas dois dos 35 votos que escolherão a lista sêxtupla , e importante que os estudantes definam uma opinião a respeito dessa eleição. Nós somos a parcela mais interessada. na escolha do próximo reitor porque as suas atitudes

EDUCAÇÃO E POLlTICA

Queremos um reitor que seja eminentemente um educador, conhecedor dos problemas da universidade e dos alunos, isento de compromissos com o politica. Esperamos que os 35 membros do Conselho Universitário queiram o mesmo, e não votem em partidos politicos, em conchavos, pensando que a mais imporfante qualidade de um reitor são suas ligações políticos. Ate agora não há candidatos oficiais para a lista sêxtuplo. Só boatos. Isto sá da margem pro especulações. e os estudantes, que são os que deveriam ser os mais interessados no assunto, não tomarão parte mais do que simbólico nesta eleição - dois votos apenas.

COMPROMISSO COM QUEM? HOSKEN DE NOVAES Membro

da Arena

Assim. quando alunos dizem que querem que se. ja escolhido reitor o medico e professor Oscar Alvez - pois seu parentesco com Ney Braga traria o ensino gratuitq, ou então um militar - pois assim viriam mais verbos - estão se iludindo. Se o politica do governo e implantar o ensino pago em todas as universidCldes, por que fazer o inverso em Londrina? A gratuidade do ensino na FUEL só abriria precedentes para outras unrversidades reivindicarem o mesmo. A federalização da FUEL pode significar mais verbas. mas estas não se des-. tinarão aos alunos, mas sim para a construção de hospital e outras obras no campus.

O IMPORTANTE PARA NÓS

OSCAR ALVES genro de Ney Braga

Técnico?

COMO É A ELEiÇÃO

IRAN M. SANCHES SECRETARIO DA EDUCAÇÃO DE LONDRINA

DIRETORIOS VÃO OPINAR Pedro Dellamagiara dos Santos, representante discente no Conselho Universitário, quartanista de administração e presidente do Canadá Country Clube declarou 00 "POEIRA" que seu voto poro o novo reitor provavelmente será resultado de uma reunião com o DCE e Diretorias Setoriais, sendo assim mais representativo. Afirmou ainda que ate agora ninguem o procurou par'a conchavo (por incrível que' pareça) e que, não tem compromisso com ninguem, apesar de considerar que os dois votos dos estudantes pouco. significarão no computo geral dos votos.

FEDERALlZAÇÃO NÃOÉ ENSINO GRATUITO

OU

em órgãos universitários (o que nos dá maior direito de reivindicá - la) podese avaliar a nossa atual debilidade nas atuais decisões da Universidade: no Consélho Universitário a nossa participação permitida atualmente é de 1/161

APELO AOS 35

Como o cargo de reitor não deixa de ser um cargo polltico ainda mais quando o ministro da Educação, alem de militar reformado e, principalmente um polftico, e já afirmou que a educação e parte importante da politica - a escolha do proximo reitor da FUEL tem implicado em conchavos e politicagem. O que aumenta ainda mais as maquinações dos partidos polrticos que ambicionam abaéanhar o cargo de reitor e o foto deste ano ser um ano "político", isto e, ano de eleições; atraves de um reitor podem se conseguir muitos votos.

E poro nós, alunos, que influência pode ter o politicagem na escolho do rei-o tor? Implico. em primeiro lugar, que o compromisso primeiro do reitor não será com o Universidade, com o educação, e muito menos com os alunos - já que estes só têm dois eleitores - mos seu compromisso será maior com os partidos polrticos que promoveram suo eleição.

Político

influirão diretamente na qualidade do ensino que vamos receber. Nós somos a parte mais numerosa da Universidade (quase 5 mil alunos) e com direito a apenas DOIS VOTOS. Assim é que dos aproximadamente 6 mil interessados (estudantes,

Para nós, estudantes, o importante é que o .próximo Reitor dê priori. dade aos assuntos da educação. Que não coloque a educação a serviço da construção do Campus Universitário, mas encare a própria construção da Universidade como uma consequência das necessi. dades educacionais, sem prejuizo para os alunos.

Para a escolha dos seis nomes que comporão a lista sêxtupla, são feitas seis votações por vez, pelo Conselho Universitário. Dos seis, o governador do Estado retira o reitor e o vice - reitor. As pessoas que deverão votar para escolher os seis nomes da lista são: Ascêncio Garcia Lopes (reitor), Theobaldo Cioci NavaIar (vice - reitor), Donato Parizotto (diretor do CCH), Carlos Antonio Cardoso Harmath (diretor do CCB)Rui Sergio dos Santos Ferreira da Silva (diretor do CCE), Nilo Ferraz de Carvalho (diretor do CESE), Nelson Rodrigues dos Santos (diretor do CCS), Oswaldo Rubens Canizares (diretor ,do CE). E mais os coordenadores dos colegiados de cursos: Olympio Luiz Westphalen. Joaquim Carvalho da Silva, Marcolina Narzira Tomazini, Dione de Rezende, Anna Candida Maia Foizler, Esio Dolci, Elias Plácido Vieira Cezar, -

Yoshia Nakagawara, Nilton Bussi, Odésio Franciscon, Paulo Rubens Mandarino, Aldo Luiz' Hille, los é Luiz de Oliveiro Camargo, Aercio Iferminio Pinheiro, Zenite Terezinha Ribas Cezar, Reyna/qo Ramon e Juarez Estevan Xavier Tavares. E ainda os representantes: dos professores titulares, Luiz Emilio Ferreira Bueno; dos professores adjuntos, Ernst Eckehardt Mul/er; dos professores assistentes, Altair Jacob Mocelin; dos auxiliares de ensino, Sabatlni Lalli; do comunidade de Londrina, Manoel Campinha. Cifl (pecuarista e um dos proprietários da Viação Garcia Ltda) e Olavo Ferrreira da Silva (deputado pela Arena e um dos diretores da Fipar); do governo do EstaJo do Paraná, Oscar Alves e dos estudantes: MIl. TON' DE CASTRO E PEDRO DEUAMAGIORA DOS SANTOS.

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Poeira - pg. 11 JANElAS

MINI-PROTESTO"

ESTOR INHAS DO CESULON MINI

O 40 semestre noturno de Ciências Sociais se recusou a assistir as oulas por 2 dias. porque' m'udaram sua sala de aula do térreo para o 2° andar. Logo após a anunciada transferência, foram os alunos saber o "porquê" da mudança, e protestar contra tal foto. Justificando o protesto, argumentaram da presença de 4 gestantes na turma. E como resposta veio o seguinte: "Se elas não podem subir escado,

- PROTESTO I

o

4° semestre matutina de Ciências Sociais se recusou a comparecer às aulas du rante ,3 diaJ seguiqos, por exigir uma reorganização do currículo de ci'ências sociais, pois ninguém sabia quais seriam matérias a'serem ministradas para aquele periodó. O 3° semestre matutino apoiou o movimento, mas não faltou às aulas.

as

N,b..O

S~I

porque não ficam em casa?" Alegou a diretoria posteriormente que a mudança de sala ocorreu porque um cursinho ql/e funciona no local, necessitava de mais uma sala, e que não era interessante a mistura de alunos. Convém lembrar que o cursinho não tem ligação nenhuma com o Cesulon ou Instituto Filadélfia, somente este empresta

as salas de aula.

PO;:SSOAl..

DE. FRE.\lEHLl-OO:

I.. I (,A

.p,~ A,

NÃO!

O ENGANO"

I

Nos

duas primeiras semanas, muita gente praticamente não teve aula, pois era um tal de troco de professores e matérias que não tinha fim. Numa determinado classe, o professor entrou, opresentou-se, disse o nome do matéria, escreveu a bibliografia no quadro negro, encomendou livros e largou matéria em cima .da molecada ou mulherada durante duas aulas seguintes. Após, . r~.tirau:se, anunciando'mais aula poro os próximos dias .. Os.mais interessados correram a comprar os livros indicados e ficaram. o espero do professor, que nunca mais apareceu. Ao tentarem saber a causo disso, os alunos foram informados que o professor havia se enganado e entrado em sala errada.

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EPílOGO

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Nestes mesmos primeiros ou segundos ou terceiros ou ... dias de aula, chegou um 'professor acompanhado do secretário. Foi apre.sentado a classe, com odes'crição completo .do seu currfculo. Seria um professor especial, que '.'iria uma vez por semana a Londrino, poro dàr aquela, matéria exclusivamente áquela turma. A. clas~,e se sentiu toda honrado e encheu o peito. Feito a apresentação o secretária se retirou. O professor continuou a desempenhar o seu papel. Disse o que seria suo cadeira, os livros recomendados, as aplicações e importância da, matéria, respondeu perguntas etc. Todo aquele blá-blá de 1° dia de aula. Uma s,emana depois ... o professor não apareceu. Foise informar a respeito e o resposta veio: "Estamos mudando o curriculo, por isso vocês não terão essa . matéria

neste .semestre".

E AS CARONAS, COMO VÃO?

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E. A <:,ko:>,vID;J-

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O ENGANO

Muita gente reclamando das aulas aos sábados no Cesulon. Algumas das queixas não têm procedência, p~is ocorreu aumento de carga horária, prinCIpalmente no Curso de Psicologia. O que é de estranhar é ter aula no sábado e ter janelas nos dias normais de aula. Outra queixa comum, é a 5° aula. É que inúmeras vezes. têm-se as famosas janelas, ou aulas livres, que se fos~em preenchidos, poder-se-ia suprimir os aulas neste horário.

Uma aluna do periado diurno do CCH, nos procurou para que colocassemos uma nota no "POEIRA" falando das caronas. Que não estão n-ada fáceis. É, tem gente dando uma de sacana ...{'aram e perguntam se a pessoa vai pro Campus. Dionte da resposta, quase sempre afirmativa, dão uma arrancada no seu motor envenenado e não .querem nem saber de coleguismo ou solidariedade. É mais uma demonstração do espírito universitário da FUEL. Ó minha gente vamo ser solidários senão não vai dar pé! .•.

Como todos as boas histórias, estns também têm seus. epílogos. Os enganos ..... ficarum nos enganos'. Os mini-protestos ... Bem, um deles foi'resolvido no base da sabedoria salomônica. O 4° semestre noturno de 'Ciências Sociais acabou indo para o , ° andor, senõo teria que se conformar com o que determinasse o diretoria da escola. Isso ocorreu porque o diretoria apresentou outra opção ..que' era uma solo no 1° andar. Após muita brigc ~ discussão, e.uma acirrado votação (J 7x 15) a favor do permanência 'no andar térreo. Enfim, ficaram turma do deix,a-disso)

no meio (como com o protesto

o virtud~ oulO' de quase me-

tade da classe. o. Mini-Prot.esto I. levou o uma reorganizaçõo total do curriculo de ciências sociais. De tudo isso chego-se o uma c'onclusão: essa empresa (Cesulon) não va(befTI. Está faltando planejamento e, consequente'menle organização e administração. Dentro do nosso awtil contexto, onde o educação é mercadoria de consumo. e as escolas são empresas fornecedor:as. um bom planejamento, e uma boa organização resolveriamporte dos problemas. Portanto, já que somo~ consumidores, e pagamos pelo mercadoria (o ensino) à empresa fornecedora (o escola), creio que é nasso direito exigir uma boa mercadoria, paro gue p'ropicie uma boa formação profissional.

VOCE CONHECE' O CEGEL? É o Circulo de Estudos Geográ. ficas de londrino. do qual fazem porte professores e alunos. Suo diretoria está composto por 'alunos de geografia do Fuel: 0 Oseos Peçonha, do 3 perrodo', Rogério e Liceio Cianca do 4° 01\0, Yorika Hino, Silvio Marcon;, Coutinho e Clirisson. As finalidades do Cegel são os seguintes: adquirir livros, bole: tins geográficos por um preço mais ocessivel, no Universidade de São Paulo ou em outras edi. toras, promoção " de palestras, jornadas, etc, como tombem

intensificar o intercâmbio com alunos d" outra univ"rsidad". O CEGEL está r"lnicianda suas atividades, e planejando muita coisa interessante para os alunos de geografia ou de outros cursas. Houve uma r"união na dia 06 de abril, para traçar os primeiros planos. Como estas outras serõo ieitas todos as primeiros sábados de cada mês, na cantina da DARP (ex-CCH). e a Cegel espera poder contar com a suo par. ticipação e sugestões.

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Poeira . pg. 12

Os ProFessores, seus Problemas Como em qualquer empresa. onde o cliente tem mais 'direito de reclamar do que o empregado - na FUEL e CESUlON ocorre a mesma coisa. Quando resolvemos fazer uma reportagem abordando os problemas ios professores já esperávamos que boa parte de es (principalmente os q!Je.confessol'9 terem problemas). se recusassem- sE!ret,frevistados temendo represálias

por parte da direção das .• scolas. Se entre os alunos - c1ienttts já registramos esse medo de fazer qualquer critica assinada. entre os professoresempregados essa reação tem. tâlvez. ainda mais ,..azões para existir. Assim. das entrevistas abaixo. algumas saem assina-

Quais as dificuldades que enfrentam no desempenho

das. outras não. e outras ainda foram result~o de. papo informal com professores. que se negara,..,' a ser 'entrevistados. mesmo que a matéria não ••alsse assinada. Mas julgamos interessante serem p",~lIcadas. para que se vela também o outro lado da moeda. As perguntas foram padronizadas para profe,llores de vários centros da FUEL e do CESUlON: .

profissional

noS

ca"1los econômico, de pesquisas e ambiente de trabalho? No tocante ao. a'mbiente de trabalho. é estridente o carência não sb de 'locais mais adequadas', como de CIÊNCIAS HUMANAS material bibliografico. mais abundante e atualizado e de ins1 - Quanto 00 aspecto trumentai eficiente. econômico, são inúmeros Comporem - se por os prablemas. Fixemonos por exemplo. em exemplo. os nossos canditorno do que se refere 00 ções de trabalho cam os de Universidades salário em si. Se o prof. algumas ...• No Unicontar somente com o que brasileiros versidade Federal de Curipercebe no magistério. tiba. muitas. prafessares serão necessários muitos trabalham em seus gaanos de arrocho econômico poro alcançar o binetes privativas cam ar candicionado. geladeira. que qualquer cidadão safá - como e outros camum aspiro. "milangas" praparNão se pode esquecer que além dos compromissas do cianadas pelo nassa saciedade de cansumo. Mos não. esfera familiar. ele deve é este a nassa prol?lema atender C1' compromissos maior . Par ocaso. não de ordem 'profissianal: lograram alguns pesviagens o outros unifranceses versidades. nacionais ou quisadores descobertos. em estrangeiros. cursos de grandes especial no campo do aperfeiçoamento. compro químico. embora trade livros. etc... Dopado balhando em .verdadeiras pelo esprrito de pequeno choupanas. sem contar. burguês. quase sempre portanto. com o aparato canalizo os escassos ambiental. dos pesrecursas de que dispõe quisadores americanos? poro os necessidades que mais urdomesticas. ficando o O de gentemente se preciso. desempenho magisterial porém é um ambiente com os eventuais "sobras". psicolbgico melhor. Não. Há inclusive. colegas somos um grupo nosso que se decidem por comunitariamente enoutros opções lucrativos. ,trosados. Há, pelõ conSe reforçados trário. "ghetos" tentando' econômicamente nelas. crescer os custos de fazem então do magistério outros. Há professores uni "bico". e ate um "stabuscando c1aque entre. tus". Não há engenheiros colegas, e estagiários que civis lecionando no Curso de alguma maneiro de Geografia? Fazendependem deles. Em boa deiros lecionando no Curso de Direito? A dono - hora o Universidade decide . coso, que leciana no diu que os estagiários não serão mais caudatários do Curso de Pedagogia? Não tal professor, mos há medicas que usam o faoo ,to de lecianar no Curso de ,s u b o r d i n o dos Departamento. Ciências Médicos. como E com respeito à pesquiso? veiculo de propagando de Muito do que se rotulo suo capacitação pracomo pesquiso não posso fissional. Em sintese .há de mero palhada. Há professores que também inclusive. teses. lecionam ... mestrado e ate doutoramento de colegas nossos. cujo con.teúdo, se alardeio ter sido pesquisado dentro do mais apurado rigor científico, que não são mais' do que fogo fátuo. Não e raro. em materia de pesquisas, os montanhas se agitarem poro parir um minusculo camundongo..... como ironizava o poeta. Poro o pesquiso a~têntica. é necessário o humildade e o perseverançó' de um perdigueiro. Sem dispensar. e bbvio, boa dose de inteligência. recursos materiais e tempo disponrvel. PROFESSOR N° 1

e

MARIA LUCIA VITOR

BARBOSA

J. a) Aspectos

econômicos - Quando se atribui um salário a um professor de nível universitário. deveria se ter em conta que seu trabalho não se resume na aula em si,' Significa toda uma vida de estudos e quem sabe. de sacrifícios, de dedicação. Nesse caso. os salários do professor em geral não corres. 'P0ndem ao '!Ialor de .seu trabalho. não cobrem as despesas necessárias para mantê-lo dentro de' um status compativel com seu nivel de universidade. O que acontece ent'Qo. é que o professor é obrigado a lecionar em .varlos lugares. em vlirios cursos. o que leva a um desgaste físico. mental e profissional. baixando o nfvel das aulas.

Do ponto de vista humano. o ambiente de trabalho entre os docentes é bom. Há multo entrosamento. multa solidariedade. multa vontade de se fazer o melhor, ainda que se err.e multo. Entre professor e aluno. bem .•. o ambiente de trabalho ainda é a sala de 'aula.

, Depende' de cada professor dinamlza?lo através da aula. Depende' do grau d, consciência universitarla. de cada aluno aproveitá-lo através da aula.. '

ENTREVIST A COM O PRO. FESSOR JUAREZ TAVAREZ. Centro de estudos sociais aplicados (Cadeira de dlrelt~ Penal) .. R - Economicamente. o vencimento do professor não é satisfatorlo: primeiro porque em comparação com.as Universldades estrangeiras o prof. é mal remunerado e recebe um salário fixo. sem possibilidades de aumentar em relação ao:' trabalho por ele realizado. laurea unlversltarla ou p r o g r e s s o d e conhecimento e ensino demonstrados. Segundo. em relação às Unive.rsldades Federais~. o vencimento pago pela Unlversldade de londrina. se apresenta ~m desvantagem. No tocante às pesquisas é dificil a realização dentro

'da Universidade porque não há nem Instalação adequadas e nem ~I. bliograflas atualizadas dlsponivels. Quanto às instalações. podem etas melhorarem no futuro tendo em vista o fato de que a Universidade se encontra em implantação. Quanto à bibliografia. é um mal geral no Brasil. pela dificuldade de Importações. pela escassez de traduções e de Edições nacionais: e. no campo exclusivo do Direito. ainda pela atual "inércia doutrinária". ligada à reforma da legislação que, embora promulgada. não entra em vigor e ninguém sabe quando entrará.

c>,PesqiJisa. Na minha cod.elra, Sociologia. a pesquisa seria Indlspensavel. pois à Sociologia de cátedra. de. veria se adicionar uma PROF.JOÃO sociologia mais empirlca. BATISTAFilHO: . ,Faltam porém. recursos materiais e humanos. E R - De um modo geral no nada ainda foi aventado Paraná o saládo do prof. Ambiente de trabalho neste sentido. Uni ver s it 'a r I o n -a o Do ponto de vista. fiílco. o orresponde as necessiambiente de trabalho na dades; compras de livros. nossa Universidade está viãgens para esem fase de implantação. o pecialização e .m.aterlal que é normal numa Unitécnico adequacso. O prof. versidade tão nova. A bi- Fica a sugestão. da criação (prá valer) de um és. tem que dar uma monblioteca não contém ainda critório de Pesquisa e toeira de aulas para os livros necessários. Não Planejamento. dentro da ganhar . micharia. As existem salas de perque con- condições de trabalho são manência adequadas on'dlfl Universidade. gregaria alunos de vários precárias e pesquisas m'als os professores possam cursos. cléncias sociais. ainda. estudar e receber alunos administração. economia. para orientações extraetc.. Sob a orientação de aula. No CCH. ainda Inacaprofessores. estes alunos CONO ENCARA A QUESTÃO bado. pedreiros martelam teriam a possibilidade' de e pregam. num barulho entre 'que se mistura às vozes. faz'er a. integração DEDICAÇÃO EXaUSIVA? pesquisa. unlverslda~e. dos professores que estão, comunidade. através de lecionando. Isto tudo programas realistas e 'porém é uma questão de MARIA LUCIA VITOR BARBOSA obletivo.s. tempo.

b)

~ dedicação ~x~luslva é o .deal. É'o meio de f9zer' do' magistério uma 'profissão e não um "bico". No meu caso. faço apenas 24 horas por semana. As outras .24 horas são de de. JOÃO BATISTA FILHO

PROFESSOR N° 2 CIÊNCIAS HUMANAS 1 - Não tenho tido muito dificuldade nesses três setores. apesar de lecionar em três loca.is - F~El, CESUlON e MandaQuari,

ainda encontro tempo de 'preparar bem os aulas. _ o aspecto 'econômico' um professor universitário preciso dor 36 aulas em Londrino, poro ganhar o' equivalente o ~ aulas no Estado de São Pal,Jlo.

R - Se dedicação Exclusiva propiciar um maior encontro entre prof. e aluno com chances para melhor orientação nos estudos e acompanhamento do aluno, ao mesmo tempo que possa haver um clima de estudo para o prof. vale. a pena. salientando-se contudo a problemática da remunera ão.

DA.

dlcação exclusiva em casá. mesmo. A mulher que tra'bolha numa profl5Sã~. trabalhá como hOITle'm e como mulher. ~s 'vezes l1ão é .facll conciliar as' duas coisas. JUÁREZ TAVAR~~ R - Entendo a dedjca,ção exclusiva como a., '11l"lho maneira de reallzéJr o trabalho cientifico. Só através da dedicação e,xcluslva. se". as preocupações de ordem econômicas ou psicológica decorrentes do exercício profissional, é que se. pode realmente pensar em termos uni. ver


Poeira - pg. 13

o QUE ACHA DA ESTRUTURADA UNIVERSIDADE PROFESSORN° - Talvez por viver num mundo em que 06 aparências audio - visuais importam mais do que a própria realidade, a Universidade enfatiza (ou hipertrofia?) a função burócrótica e regencial em detrimento da funçõo ensino - aprendizagem que é afinal, a própria espinha dorsal de 'qualquer sistema universitório. Além disso, em qualquer comunidade empresarial sabe - se que a in. tervenção .horizontal deve - prevalecer sobre a vertical, desde que se objetive, explorar as vantagens da dinâmica de 9rupo. O distanciamento burocrático, verificável entre os diversos escalões da hierarquia uni. versit'aria dificulta enormemente a concretizaçõo do maior objetivo de uma universidade: transformar - se numa comunidade de trabalho, modelo. de promoçõo de

1 -

E SEU RELACIONAN\ENTO COM O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS?

CI£NCIAS HUMANAS

todos os valores sadios dr cultura. Ou t r a i n c o e r"e n c i a observável na Universidade é a diferença entre (] meticulosidade com que se exige qualificaçõo do quadro docente antes de reconhecer determinado curso junto ao Conselho Federal de Educaçõo e a facilitaçõo em contratar docentes sem h a b i I i t a ç -a o suficientes para tal, após o reconhecimento oficial do referido curso. Passa. se de oito a oitenta com a tranquilidade do instinto ... A estruturação dos departamentos, colegia. dos, etc ... Parece. nos fundamentada em termos racionais. O mesmo nõo ocorre, todavia, relativamente à sua fu'ncionçrlidade. Os' problemas a serem debatidos pelos Depart.amentos já vem condimentados e ate mastigados de outras

. JOÃO BATISTA FILHO R • Não conheço;

MARIA LÚCIA

pois os

esferas. O Departamento, t o r na - s e o n se _ quentemente, simples caixa de ressonância. Recebe, recolhe, mas nõo cria. E dizer - se que em discursos de encerramento

contatos são vagos e passageiros, não muito sólido. É a aula e fim de papo. Temos ótimos companheiros como prof. com os quais inter'ogi,,,,,,

de congressos, seminários, simpósios em que se debate a implantaçõo da re.

PROFESSORN0 2 _ ••. • ClENCIAS HUMANAS

c

forma universitária, o Departamento e considerado a "célula-mater" .do sistema universitário... Ainda com respeito à chefia do Departamento, veri. fica - se em muitos casos um verdad.eiro cio do po. der. Há professores fazendo da chefia departamental 'uma. sinecura ou um modo fhcil de reivindicar maior cota .de horas-depermanência em virtude do cargo que ocupam. Até quando teremos quem pense que. Departamento, 'Centro ou Universidade é ,feudo privativo?

'Destaco a estrutura aõ CESULON como a melhor, tanto por parte da direçõo quanto do seu funcionamento, apesar de nõo existir em nenhuma das faculdades em que leciono o entrosamento entre os professores, nas diversas materias. _ JUAREZ TAVARES R . A Universidade sendo nova, resultado da agregação de varias faculdades isoladas, ainda não -se estabilizou no campo funcional, isto é, no seu corpo docente.

Não entrarei no mérito da hierarquia sob o ponto de vista administrativo. Claro, há ainda, neste setor, uma série de dis. funções burocráticas, pro. blemas de chefia, de controle, de organização. O Assunto é por demais técnico e tomaria mais espaço do "POEIRA" do que disponho. Poderia porem,' ligeiramente, lembrar aspectos da distri. 'buição de trabalho que é feita entre professores e que não está ainda bem ajustada. a) Muitos professores classificados como auxiliares de ensino ou assistentes, estão na verdade, desempenhando a função de titulares das cadeiras. Recebendo. como' auxiliares 'ou assistentes, eles se desgastam em funçães .que abrangem muito mais que suas ca. tegorias. Elaboram os

YITOR BARBOSA programas, dão todas as aulas, corrigem todas as provas (às vezes 'as turmas. contem mais de 120 alunos). b) • Estabeleceu-se uma "mentalidade in. terdisciplinar". Assim, um professor é obrigado a lecionar várias cadeiras. Sem tempo para se preparar devidamente, tendo que comprar livros' de diversas especialidades, com grande ônus econômico; e desgastado o professor, mal servidos os alunos, numa 'frustração generalizada. Resta ainda lembrar que' vários cursos ainda não esrao perfeitamente estruturados. Ainda assim, sei: é questõ.o de t~mpo. Nossa Universidade poderá ser, se quisermos, a melhor de todo o Paraná. E do que ela é, com todas as falhas, já é motivo de orgulho pelo muito que já foi feito ..

QUAL A SUA OPINIÃO QUANTO AO NIVEL DOS ESTUDANTES,DAS REPROVAÇÕES E DESISTÉNOAS EM MASSA? JUAREZ TAVARES.

fizéssemos uma análise dialética do problema, poderíamos resumí - lo na conclusão do' "PODER", isto é, enquanto a possi. bilidade de alcançar o conhecimento não puder igualar a necessidade desse conhecimento, haverá sempre um déficit de conhecimento. E evidente que a contradição entre o não conhecimento e a necessidade de conhecêlo é a mola mestra do desenvolvimento ciên. tífico, mas para que realmente haja desenvolvimento é preciso que a possibilidade de conhecimento tente sempre alcançar a Reprovações necessidade. No Brasil • Há várias explicações, parece que há uma es. entre elas o desnível tagnação) a possibilidade cultural entre o professor continua sempre a mesma e o aluno, ou entre a e a necessidade aumenta p o s si b i I i d a de de incessantemente. Daí, conhecimento da média surgirem as reprovações, dos alunos e a necessi. quando se deseja levar a, dade desse conhecimento. sério a necessidade. No ~s vezes, entra o sadismo fundo, a estagnação deri. do professor e outros fa. va de uma contradição tores subjetivos, que social e politica no plano constituem a excessão. Se. do desenvolvimento. . - O nível intelectual se situa em plano elementar. No aspecto politico. social, em plano de total alienação, onde os in. teresses em jogo são exclusivamente individuais e orientados no sentido de um futuro sucesso financeiro, sem consideração alguma por qualquer motivação comunitária. Ha excessões, é evidente, mas infelizmente são poucas. Tudo isso é aliás uma consequência do sub. desenvolvimento. Não acredito em cultura com alienação' política.

JOÃO BATISTA FILHO R - Há ótimos e bons estudantes em Londrina como os há em q'ualquer parte do Brasil, assim como há gente que não quer nada com nad:J e isto também existe em lon. drina.

PROFESSORN0 2 ClÉNClAS HUMANAS - O n/vel dos alunos e relativamente bom, sem diferenças nas tres faculdades.

MARIA LÚCIA .VITOR BAf<BOSA

Reprovações R - Problema de estrutura. Ed. brasileira em geral. desde o primário até o curso superior não prepara o aluno.

De uma forma bastante simplificada, sem entrár em análises mais pro. fundas, poder. se-ia apontar, assim, algumas

-HAEG

das causas' da reprovação. a) - falta de tempo para o estudo (alguns alunos tra. balham em dois horários e estudam à noite). b) - falta de base em de. terminadas disciplinas, a qual vem de cursos anteriores ao curso universitário. c) . falta .de bibliografia adequada d) - deficiênCia didática do professor e) - baixo nível cultural do aluno f) - estudo inadequado ou nulo da" disciplina por parte do aluno que confia na sua "capacidade" de "engabelar" o professor. Quanto à desistência, duas causas parecem fun. damentais: a) falta de poder econômico para cursar a universidade até o fim. b) - falta de consciência profissional. Faz-se um curso sem se saber bem porque se faz. Neste caso, a "interiorização" e insuficiente e qualquer motivo pode causar a desistência.

GRAVAÇÕES ELETRÓNICAS DE

Edificio Centro Comercial

NA

Salas 17 e 18

.

O despreparo do aluno, em virtude de o ensino medio ser excessivamente tolerante. O exame vestibular e meramente c1assificatário com o que se oportuniza o ingresso mesmo de alunos pouco capazes em razão do que, algumas vezes, são obrigados a desistir posteriormente por não terem condições . de acompanhar o desdobramento do curso. A conscientização do alunado, durante o curso, acerca da pouca utilidade de se graduar em determinada área, em termos de oferta de mercado de trabalho. Há ainda desistências em razão da impossibilidade de arcar com despesas inerentes às anuidades. O excesso de barreiras burocráticas, se. não pode ser considerado como causo exclusiva de eventuais desistências, ao .menos ajuda a engrossar o cordão das amarguras ...

COPIAS

CÓPIAS XEROX, MIMEOGRAFADAS,

. TUDO

.

PROFESSORN° 1 CIENClAS HUMANAS

ENCADERNAÇÕES,

STENCILS E HELlOGRAFIA, HORA.

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Poeira . pg. 14

QUAL O SEU NtTODO DE AULA?

\

JUAREZ TAVARES

Aplico o metodo simplemente expositivo devido a falta de tempo e falta de interesse dos alunos. E impossivel dentro da atual estrutura (caso específico do Direi. to), pretender-se sair da exposição. Se tivéssemos uma estrutura diferente poderíamos aplicar o ensino "CASE ME. THODE" (estudo de caso), com a participação em seminários. Particularmente não acre. dito em dinãmica de grupo como método fun. damental, mos somente como auxiliar. Por outro 'odo, o foto de nos aulas empregarem.se às vezes, processos coletivos ~e interpretação (e eu mesmo vou explicar no terceiro ano), elo não deixo de ser expositivo. Poro o aplicação do "CASE METHODE", necessi. taríomos de um livro onde houvesse o relato de fotos concretos o serem analiso. dos e solucionados pelo aluno. No Brasil não hb. Há no Direito estrangeiro, p r i n ci p a I m e.n t • no

Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Além disso necessito. se também de um maior número de professores pois no análise dos cosas cada professor deve se responsabilizar por 15 alunos. Esse sistema, aplicado junto com o exposição. levo o aluno o praticar o teoria e o raciocinar em termos jurídicos. Poro os trabalhos de pesquisas restaria o seminario. Pergunto como se pode aplicar o seminário no Universidade com quatro aulas por semana, com um programo rígido e 80 alunos por turma? Poro melhorar, deveríamos contar com o aluno profissional. pago poro estudar, e ainda com tempo integral. A di. ficuldade econômico, contudo, aliada à não existência de bolsos de estudo. conduz à atual estruturo, onde os aulas são dados à noite e assistidos por quem havia antes trabalhado cerca de oito horas. Isto é simplesmente a anti. Universidade.

PROFESSOR N° 2 -

MENSAGEM DO - PROFESSOR JOÃO BATISTA FILHO

CIÊNCIAS HUMANA~ 5 . O metodo que mois uso e a dialogação. no' qual constato bastante apro. veitamento por parte dos alunos,

,Acho que o "POEIRA" tem uma mensagem muito grande o dizer aos es. tudantes e mais ainda quando este ano já se encontro realizando no seu meio um verdadeiro despertar poro uma mentalidade universitário aqui em Londrino. A estilo do que se posso com os grupos de estudos e pesquisas do sociedade Londrinense bem como o

JOÃO BATISTA FILHO . Estou reformulando.as tentando criar do porte o despertar do criatividade nos estudos. MARIA

LÚCIA

VI'TOR BARBOSA . Uma aula é umOlõrmõ de expressar "cultura". E ciência e técnico. mos de. via também ser uma formo de arte; o arte de comunicar e transmitir, pois aula é transmissão de, novos idéias. E participação dos alunos. E desbravar de horizontes intelectuais antes in. terditos. Metodos de aula? Aula bem preparado, aula bem comunicado, aula bem entrosado. Critério de Avaliação? Justiça. Se coincidem com o que .julgo melhor? Não. o melhor é inatingível.

grupo teatral. grupo de cinema, grupo de jor. nalismo e outros realizando verdadeiros trabalhos de base isto é de foto um trabalho que merece aplausos. E uma meto imprescindível criar uma mentalidade do Uni. versitário. O universitário preciso se encontrar mais conviver mais, distrair-se mais. lutar 'mais ainda poro que Londrino sempre tenha melhores condiçães de estudo, pesquiso e tra. bolha sério.

CURSO DE PEDAGOGIA .mdemos entrevistar vênias pro~essores e alunas de Pedag. 'gia das várias faculdades da regi 10, a fim de ir propor. cione.. ndo uma visào mais amplo da sil uaçãa deste cursa e das di. feren"os entre as escolas e" alun~s. Em I opas informais com alguns prof usores, todos consideram o amb ente psicalágica e de tra. boi" da cursa de Pedagogia da FUE como ,o menos propicio. , endu elogiadas a. faculdades de C.ornelio. Jandaia e CESULON. >esundo alguns docentes, eles se sentem valorizados e. canse. q lentamente, se dedicam mais, or, de existe o amplo diálogo entre a direção. professores de Pret

todGls os niveis,

e 01un05.

Concluíram o curso porque. no otuol ensino superior, como de resto no ensino medio e primário. tudo o que cai no rede e peixe ... Dir.se-ia que ossim se procede em força de todo uma crise conjuntural. Se apenos 05 bons alunos forem aprovadas. dar-se.á o esvaziamento do curso, oportunizando a outras ins~ tituiçães, ávidas de clientela. fazerem o que a nossa Uni. versidade não faz. Alem disso, há o professar que facilita 05 coisas. garantindo assim o leitinho poro os crion,ças ... Ja imaginaram a pressão' exercida poralguem que alem de', mediocre como docente exigisse dos outros o que ele mesmo nõo

Quanto aos olunos. as opiniões divergem. Alguns acham que não voria.Outros acham que os alunas da Faculdade de Cornelia e do CESULON são mais dedicadas. alme;am mois uma boa pro. fissionalizaçãa do que as da FUEL. -Para outra. que respondeu par escrito. mos não quis se iden. tificar, o n(vel dos cursos de Pe. dagogia não " diferente dos demais: O Curso de Pedagogia não pode ser considerado nem pior e nem melhor do que muitos outros que a Universidade of~rece. O que se percebe

e

que

ho inumeros

pe-

dagogos muita mal prepa~ados. Deficitarios no enesimo potência.

tem poro dor? Por isso, se nõo fizer media. cairo fatalmente do poleiro, onde est~ nem sempre graças o meritos reais.

\ >

Todavia, a bem da verdade e. portanto. sem demagogismos. poro o aluno que realmente queira sacudir a roseira. tornando~se um "coxpert" em pro~ blemas educacionais. o Curso de Pedagogia, não obstante todos os períodos ainda ri o melhor 01. ternativo. Em muitos situações se afirmo que não e a democracia. como estilo de governo. que e falha, mas. sim. os democratas. Sero que o mesmo nõo vale em relação ao Curso de Pedagogia?

125 JOGOS ENG. MED. DE LONDRINA Os jogos entre estudantes de engenharia e medicina são tradicionais em todas as universidades. Para não fugir à regra, a FUEL tambem vai ter os seus: a principal atividade do mês de abril dentro da nossa universidade vão ser os 10 Jogos Eng-Med. previstos para os dias 20 e 21.

HORA RIOS

Ex t ra- of i c i a I m en teo horário dos jogos serão: Ao

dia 20 - sábado 8hOO - natação - CCC 10hOO judo - CCC 14hOO tênis de mesa

JUI>O NATA,"AO

CCC

Estarão em disputa as seguintes modalidades: futebol. futebol de salão, 'basquete. volei. tênis de, mesa, judô, xadrez. natação e atletismo. Os locais de encontro serão o "Moringão", o Canado Country Clube e o Estádio Vitorino Gonçalves Dias.

VOLEY

17hOO xadrez - CCC 14hOO tênis de- mesa CCC 17hOO xadrez - CCC 19hOO- volei - moringão. basquete - moringão. futebol de salão - moringão. Dia 21 - domingo 8hOO - atletismo - Estádio Vitorino Gonçalves Dias 15h30m . futebol - Estádio Vitorino Gonçolves Dias 18hOO. encerramento com chopada,

XAbRez' F. SAL.AO

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MOR''';GAO. C.•••. NA ~A. ""'-0 ~~ 'NO

OBS: E5ta programação poderá ser alterada ate 48 horas antes dos jogos. As seguintes pessoas se comprometeram a doar os trofeus: Junker de Assis. TREINOS Elias P. Cezar. Rui Sergio. Nelson Fujita. Ezio Oolei e Academia Okano. A .comissão organizadora agradece aos colegas Sergio Russo e Ditinho, que colaborararr' na confecção e patrocínio do Visando uma participação cartaz dos jogos. satisfatária nos jogos EngMed, os acadêmicos de engenharia est-ao treinando nos seguintes locais: Ipolon (futebol de salão). Estádio da Curva em Cambe (futebol de campo). Estádio Vitorino Gonçalves Dias (otletismo) e Academia Okano (judo). Para as outras modalidades não existem locais fixos. mas o pessoal não esta se aescuidando.


Poeira . pg. 15 A polêmica em torno do Restaurante Universitário continua e até agora não surgiu nenhuma medida .efetiva para solucionar o problema, que se agravou ainda mais com a impossibilidade do funcionamento do restaurante do DARP (Diretório Acadêmico Rocha Pombo) por falta de verbas.

A SETE ou A CINCO É DEMAIS

o

único restaurante uni. versitario em fun. cionamento e o do Pensionato Filadélfia, que cobra Cr$ 5 por refeição. O restaurante do DARP não reabriu este ano: vinha funcionando com o próprio dinheiro do diretório, com a refeição a Cr$ 4; mas, para poder funcionar sem déficit, terá que cobrar agora pelo menos Cr$ 7. Mesmo :assim, só depois do fim da crise do óleo. Neste caso, a reabertura do restaurante não compensa. Nas universidades federais existem fundações para fornec-er alimentação acessível ao estudante onde, além do ensino ser gratuito, cobram. se em torno de Cr$ 3 por refeição. Ainda no mês passado o aumento de Cr$ 3 pàra Cr$ 3,50 no preço da refeição na USP provocou protestos por parte dos estudantes.

NOS PRECISAMOS SOBREVIVER, ENTENDE? ~

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OR ..... ANbO.

TRATA. CASO

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Coordenadoria de Serviço Social e Assistência - entidade que deveria fornecer bolsas de estudo, assistência a s a 'u de, o ri e n t a ç -a o educacional, mas, que, na pratica limita-se quase que só ao exame dos pedidos de financiamento, para o qual exigem dois avalistas e correção monetária).

SANDUlCHE NÃO É SOLUÇÃO A FUEL, como' fundaçãoempresa, concebida nos moldes da reforma universitaria, esta mais "avançada" em. relação as univ.ersidades federais, pois nessas ainda não se conseguiu implantar completamente a lei 5040. Este "avanço" significa o ensino pago e o princfpio do lucro regendo a ad. ministração. As verbas que a FUEL recebe do Estado mal dão para as despesas ina. 'é/ióveis, obrigando a uni.versidade a apelar cada vez mais para o bolso do universitario. O reitor, interpelado sobre o restaurante, nada mais pode propor além da ,riacão dI;: uma cantina no campus, que forneceria refrigerantes e sano duiches. O seu lu-:ro reverteria em ajuda de custo aos es. tudantes carentes, que co. da vez mais, em maior número, saem da COS,A,SS com uma mão na frente outra atrás.

VERBA - SOLUÇÃO A CURTO E MEDIO PRAZO

ARL.INOO?

COSASS':

se

COMIDA NÃOÉ FUNÇÃO DE DIRETÓRIO Sustentar o resta rante com a verba dos diretórios é impossivel: ela mal dá para a realização de um minimo de atividades. E com um agravante: nos primeiros meses do ano, essas atividades têm que ser auto-custeadas, pois à reitoria retém a verba dos diretórios até abril (o que ela faz com o dinheiro nesses três meses e mistério), só entregando-a mediante o cumprimento de uma infinidade de normas burocráticas. Cada diretório terá que contratar um contador, tal. o aumento exagerado da fiscalização de 'suas despesas e atividades pela reitoria.

tor solucionam adequadamente o problema da sobrevivência do universitario londrinense. Finalmente, não é solução passar o encargo do restaurante para outro ou outros diretórios que tenham mais verbas d i s P o n ív e i s . D e s ta maneira, a sua manutenção continuaria sendo feita apenas pelo estudante, impedindo os diretórios de cumprir seu verdadeiro papel, usando o dinheiro para promover cultura, esporte e defesa das reivindicações e interesses dos alunos. Se .aceitarmos essa solução estaremos ainda isentando as instituições públicas de uma obrigação internaciona(mente reconhecida, que e proporcionar condições de sobrevivência para que o estudante possa estudar.

Quando finalmente a verba sai (que é dinheiro pago pelo estudante) ficam na reitoria 20 % para custear os festivais de.teatro e música e os iogos universitarios, para os quais a FUEL não dá um Instão. DARP: O DINHEIRO NÃO DÁ PRA NADA No caso de um diretório se propor a dinamizar suas atividades - que' é o caso do DARP - elas têm que ser auto.custeadas. Assim, seus quatro grupos de estudos em funcionamento . O GElE, GECS, GBL e TURP . seus deportamento.~ - didático pedagógico, cu(tural e social tiveram que tirar" o dinheiro necessário do bolso .dos proprios integrantes. E há ainda a urgência em se construir uma sede no campus. pois lá se en. contram agora a maioria dos alunos do CCH. Para isso será gasta toda a verba, e ainda deixando dividas para a gestão seguinte. Como vimos,. nem o Fila. délfid,.nem o DARP, nem a cantina' s.ugerida pelo rei.

Bàseados em todos os argumentos expostos .propomos a solução em duas medidas: A curto prazo, ou seio, imediatamente - a concessão de verba, ou pela prefeitura, universidade, Estado ou Governo Fe. deral, para que o DARP possa ser reaberto com a refeição a Cr$ 3,50 no máximo. A médio prazo. ou seja, ainda este semestre, o In'CIO da construçãó do restaurante universitário (no campus ou onde for mais conveniente). que sera custeado com verbas do governo, cobrando o preço padrão das demais uni. versidades brasileiras. UNIÃO DOS DIRETÓRIOS PARA REIVINDICAR Para que o restaurante universitario possa se tornar realidade e necessária a união dos diretórios da FUEL, par:à reivindicar verbas as autoridades. Para isso,. o DARP promoverá uma reunião conjunta para a qual será convidado o prefeito, que prometeu aos universitários O' res. taurante, isto em agosto. de 1973 ..

"O POEIRft:' NO DASCCET PROPAGANDA

o Diretorio

Acadêmico Setorial do Centro de Ciênçla~ Exatos é Tecnol<)già, visando o propdganda do curso, mondou. fabricar bolsas, pasteis, pranchetas e plásticos, com os nomes de cada curso que fazem parte do centro. Estes ma. teriais deveriam estar sendo vendidos no sede do diretorio. ~ão logo chegassem de Curitiba. Entretanto. devido as di. ficuldades que encontramos com a Uni.

versidade na construção da sede do diretorio, pe. dimos aos colegas que se encaminhem o secrêtaria do DASCCET para obterem informações em relação os vendas. Avisamos tombem que o preço vai ser o mais acessível que pudermos fazer. Se você puder e. quiser, colabore com. prando.

bre uma possível indicação do engenheiro Elias Vieira Cezar para a lista sextupla que vai indicar o novo reitoro Segundo eles, "na atual fase de implantação da Universidade, nada mais justo do que termos um reitor engenheiro".

SEDE, CADÊ A SEDE

.Universidade procuramos descobrir o local que co. beria a nosso sede no êampus, e depois de tres meses conseguimos a autorização para iniciar a construção. Entretanto. estranhamente. logo depois fomos vetádos. Pela quarto vez consecuti. va estamos tendo que mo. dificar o projeto que deverá ser aprovado ate fins de abril.

REITOR ENGENHEIRO

Os academicos de genhoria comentam "zum.zum que corre

A atual diretoria do DASCCET. desde a sua en. posse, está lutando para o construir a sede do diresO.. toria. Dentro do plano da

COMISSÕES

A atual gestào CET criou tres

do DASC. comissões

poro trotar dos seguintes assuntos: a elaboração do estatuto do diretorio (que já se arrasta por duas gestões); motivação do comercio local poro fazer doações à. construção da nossa sede e uma terceiro que prq.curou o fotoclube da cidade poro tentar trazer um curso de fo. tografia para o nosso centro, o que rão foi possível pois os diretores daquela entidade acharam q'Je um curso na DASCCET traria prejuizos para o clube em termos de socios.já que quem mais participa do fotoclube são universitarios.

JORNAL "Enquanto os coes ladram, o caravana passa". Tal como a ditado diz, cá estamos nos do DASCCET no jornal Poeira. A partir deste número estaremos sempre presente, informando o pessoal do centro, para o que der e vier. Nesse sentido. pedimos aos colegas que enviem seus trabalhos. críticas e sugestões ao departamento de Im. prensa do diretorio. Os responsáveis são o Sergio Sorgi (3° engenharia) e Jussara Pinto (3° Matemática.' noturno). Ate.


Poeira.

pg. 16

o Universitário

que sal de suo cidade natafpara estudar em outro, enfrento mui. tos,problemas: a vida em repúblicas, os altos preços dos aluguéis, comido cara,' faculdades particulares, livros coros, transportes e diversões. E esses obstáculos são, às vezes, os principais motivos que o Impedem de Ingressar numa Facu/. dade. A separação dos familiares e as dificuldades financeiras criam um verdadeiro drama para ele. Nem sempre consegue financiar os estudos, e as oportunidades de trabalho estão diminuindo cada vez mais com o progresso e aumento demográfico das cidades.

o

estudante universitário tem, segundo cálculos aproximados um goste mlnimo mensal de 700 cruzeiros. E. pelo que se

observo, aqueles que recebem ajudo dos pois, geralmente saem com diploma de curso superior Mas os que precisam trabalhar poro

A BATALHA DO

estudar. dificilmente concluem um curso, pois o salário ganho por eles, na maioria das vezes, é transformado em ajuda. familiar.

NÃOHATEMPO PARA NADA A vida do estudante que trabalho é mesmo uma luto. Poro ele se formar numa Faculdade, é necessário que tenho muita disposlçõo, forço de vontade e dinheiro. Isso se comprova com a próprio palavra dos estudantes, que não fazem segredo: Amilton Pachet:o, um dos entrevistados pelo "POEIRA', faz o tercelre periodo de Administração de Empresas e trabalho de encarregado de cobrança numa 1010 comercio/ onde recebe 860 cruzeiros por mês: "Do trabalho vou direto poro o Faculdade, e são raros os vezes que poro num bar poro tomar

ERA VALORIZADA

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um lanche. Mas me conformo com Isso, porque já estou tõo acostumado que nem mais sinto vontade de jantar". Pacheco tem vários despesas, podendo ser assim relacionados: 180 cruzeiros por mês de mensalidade de Faculdade e alguns livros, 60 de ônibus e o restante de seu ordenado gasta com o famaia: "A vida do estudante que. trabalho' é mesmo desgraçada, pois não temos tempo poro fazer nada. E os sábados e domingos que nos sobram, de tão cansados que nos sentimos, reservamo-los paro dormir e esquecer o mundo do batalha".

o estudante Derlei Cézar Bruder, de Direito, considero Co vida do es~.udante bastante irregular porque nunca se pode jantar no horário certo e cada vez mais se distancio do famnla". Ele trabalho de encarregado jurfdico numa loja de comércio, onde ganho mil cruzeiros por mês: "Saio às 18 horas do trabalho e lá vou direto paro o Faculdade, porque moro num bairro afastado do centro. Com isso, o gente nunca tomo banho no horário certo e evl-

DEVEMOS ACEITAR

VIDA SACRIFICADA são todos \:)s asp~ tr: tudantes que têm a vantagem de morar com o ':l..m famUia. Por exemplo, Lourdes Poloni, que faz o segundo semestre de Ciências Sociais no CESULON e que mora num pensionato: Ela é escriturária numa loja de com ércio, onde ganha 350 cruzeiros mensais. Afirma que essa quantia fico durante pouco' tempo nas suas mãos, pois só de aluguel pago 350 cruzeiros por mês: "Ganho 230 cruzeiros de mesada de meus pois. que moram em Martinópolis, no Estado de São Paulo; mos não dó poro nado. porque só com o Faculdade gosto 180 cruzeIros por mês, além de uns 50 cruzeiros

Não

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t

de gostos pessoais". Lourdes afirmo que poro vencer no vida é preciso muito' sacrifício: "No final do semana, quando não estudo, lavo e posso minhas roupas, Com essa vida sacrificada, o gente aprende muito coisa. principalmente o viver e conhecer os dificuldades. Contudo, entendo muito bem que, se fizer um balanço econômico do minha vida. verificaria que ganho mensalmente 580 • cruzeiros, paralelamente às. despesas que também seriam 580, Resultado disso, não é nem preciso mostrar. Mos, mesmo com isso ainda estou otimista e já estou até pensando em fazer outro Faculdade"

"Mos} poro vencermos no vida, precisamos nos sacrificar e, se pensarmos somente nos dificuldades, jamais serlamos alguém". E o oplnlôo de Ester Sanches Mo tlns, que foz o terceiro período de Letras, Anglo e Português, Ester tral1alha de auxiliar administrativa, ganhando um pouco mais de 600 cruzeiros mensais:. "meu ordenado é praticamente dividido em 169 mensais para o Faculdade, uns 50 lins 15 de ônibus (Perobal) (porque pego caron" caIt'l uma colega paro voltar paro cosa). alem de quantia indeterminada para a familia". Elo afirmo que "o vida do . estudante que luto com sacrlfíélo nôo é fácil",

dentemente quase morro de sono, quando estou no sala poro assistir as aulas" Bruder gasto com ônibus mais de 60 cruzeiros por mês e mais de 400 por ano com o Faculdade: "pago essa pequeno quantia no Faculdade porque tenho o vantagem de ser veterano r:natriculado naque/~ epO,ca que éramos valorizados, pagando somente uma taxo por ano poro fazer um curso superior".

!iA TRANQUILlDADE TAMBÉM Mos não vamos pensar que todos os estudantes têm os mesmos sacrlfíélos. Multas ainda não sobem o que significo trabalho. E isto se observo entre os que fazem os cursos de período integral. A maioria deles recebe uma mesada médio de mil e duzentos cruzeiros por mês, têm corro e visitam os parentes. que moram foro, uma ou duas vezes 00 mês. ''Viver em república é bom até certo ponto, pois saindo de coso. onde a gente tinha tudo, começamos o entender que o mundo era diferente e que os dificuldades exisl/am ", E o que diz Lairton AntÔnio Ribeiro, quartanista de medicina e que moro numa república.

Lairton recebe uma mesada de mil e quinhentos cruzeiros mensais e segundo ele, no fim d~ ~ês não sobra nado: gosto 350 cruzeiros por mês de mensalidade no Faculdade de Medicina uns 80 em livros, 150 d~ aluguel, 400 de alimentação, 200 poro empregado, que lavo e posso minha roupa. e o restante reservamos póra cigarros e diversões ",

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E as Carteirinhas?

o

Temos notado certo preocupação por porte dos nossos colegas, principalmente calouros. em relação às carteirlnhas. Nos classes, pelos corredores é comum o pergunto: E' o carteirinha? Gostaríamos então. de adiantar alguma coisa sobre esta preocupação dos estudantes. Estiveramos em contato. dia 8 último com o professor Nelson Sperandio que no ocasião informounos: iria viajar paro São Paulo a fim de buscar o

material nec!,!ssélrio poro confecção dos carfeirinhas. e 'lue isto não havia sido feito antes. unicamente pelo falto 'de material plastico no mercado. Estando de posse do material os alunos com~ parecerão b reitoria munidos do carteira de identidade. ou outro documento. e a carteiro será feito no hora. não sendo n'ecessario o comparecimento aos diretórios poro preenchimento dos cartões. como nos anos anteriçres.


Poeira . pg. 17 CONSCIENTIZAÇÃO, A V,(L VULA MOTORA Um curso ilustrativo, u curso complementar com o de Filosofia pura, não daria para ninguem

Transferencias Transferências de curso para curso, de Universidades para Universidades são fatos normais. O que é anormal é a atual incidência de transferidos em nosso meio estudantil. Dentro da FUEL a cada semestre que se passa o número de pedidos de vagas para outros tursos cresce de forma espantosa. A maior Incidência ocorre nos cursos da área de ciências humanas, repletos de "desorientados", "indefinid~s", "de gente em busca de vocação" • daí a arriscarmos uma in. dagação válida, como "Teríamos tido uma orientação neste sentido?", a distância é curtíssima, a resposta paira no ar, em busca de reflexão.

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TURMA DE FILOSOFIA PURA: EXEMPLO TíPICO

MUITAS OPÇÕES, UM INCONVENIENTE

Vimos agora em principio Um item muito importante de março um exemplo e que pode acarretar mais chegado e mais serias consequências: palpovel de que os opção. Alguem pode Inumeros casos isolados! arriscar um argumento: foram as transferências "mas o estudante a essa em massa dos quase 'altura, já e bem cresfilosofos do cidinho, consciente, e se p'rimeiros não conseguiu entrar nem norte do Paraná. O que se passou com a la turma de na primeira nem na Filosofia Pura? Essa segunda opção, er:tão espere o próximo' exame turma iniciou o ano letivo vestibular". Só resta o de 73 com um número exame de consciência. O aproximado de 35 alunos, vestibulando que passou o que de certa forma animou e em opção, de mão no incentivou. bolso já quase vazio, entre impressionou os proo cursinho de novo e a fessores desta cadeira. Por opção não desejada, fica quê? - Em São Paulo, Rio com a.opção, sonhando ser' de Janeirc, quem já teve a transferido depois. Assim oportunidade de ler alnão perde dinheiro, nem guma coisa a respeito, ou tempo; não pode perder, e ouvir Caetano Veloso, que. a verdade. Se vê ma- e formado na material sa. triculado, e logo em seguibe que nestes grandes da assinando o 10 pedido centros, as turmas de de vaga. A primeira opção, Filosofia terminarp sempre suponhamos seja Adcom uma minoria de 2 a 3 ministração, ele não formandós. Pois bem, em consegue, então ele vai agõsto do mesmo ano, a tentando de curso em classe iniciou o 20 período curso e sentindo cada vez com uma turma reduzida à mais longínquo o utópico metade. Naquela epoca mercado de trabalho. E foi fez-se um levantamento ai 'neste ponto que a 'entre os próprios alunos, turma de Filosofia chegou constatando uma das em março deste ano. Eram principais causas para as então, oito alunos re- buscas de novos campos: quisitando transferência, 99% eram vItimas de muitos deles já trans- opção (epoca em que feridos de outros cursos, permitiam-se 5 oportunidades ao calouro). como Pedagogia.

sobreviver se fos~e manter com a profissão Fala-se muito na necessidade de formação filosófica e oferecese um campo por demais restrito para aplicação de tanto conhecimento. A realidóde e que a Turma de Filosofia e uma minoria de universitorios sem orientação, que preenche as salas e os bastidores do Centro de Ciências Humanas. Ninguem sabe ao certo se o curso que faz, lhe do algum direito: ninguem tem incentivo'e nem se satisfaz ao dizer que faz este ou aquele curso. - Onde estaria a causa' desta estagnação? Desta insatisfação? De tão pouca certeza? De onde viria esta ducha fria? Seria moda transferir? OBS: ALÉM DO MAIS, TRANSFERENClA CUSTA DINHEIRO. AQUI, Cr$

DE MAIS TROPEIROS (do poema "Romanceiro de Cecilia

da Inconfidência",

Meire/es).

POR AQUI passava um homem - e como o povo se ria! que

r e ~ormava este munc!o

de cima da montaria.

Tinha um machinho rosilho. Tinha um machinho castanho. Dizia: "Não se conhece pais tamanho! ".

1

alunos, fora das salas de aula, e atraI-los para atividades extra-curriculares culturais e científicas. Para muitos, a construção da sede seria realização para um ano. Entretanto" UlT)aserie de condições favoráveis aliadas ao espirito de trabalho da gestão atual trouxe o resultado cedo: a sede está pronta funcionando (e modestia à parte, e o maior diretório em área, da Universidade).

Nova vida com nova sede

248,00. TRANSFERENCIA: SOLUÇÃO EM PROBLEMA

A SEDEDO DASCCB" NO CAMPUS

'Certo e que, pura teoria e HISTÓRIA .estagnação. E certo e tombem que sem teoria não há prática. Pois bem, O Diretório Acadêmico Setomada a consciência do torial do Centro de curso que.se faz, seja ele Ciências Biologicas foi qual for, e preciso buscar criado em 1972, quando todas oportunidades, e surgiram os cursos de preciso se dedicar, reBiologia e Psicologia, que quisitando todos os direijuntos com o curso de tos apos uma visão Bacharelado em Ciências panorâmica do que o curso Biológicas formaram o oferece. Qual seria então CCB. O diretório nasceu a solução mais imediata? prâticamente, sem sede: Tomar conhecimento do nos primeiros meses dacurrículo, ver se este quele ano, o CCB funcondiz com o exigido pela cionou junto com o básico lei. Para melhor esdo CCS, em termos de clarecimento a' lei que diretorio, sendo desainda vigora e a de 1965. membrado em julho, Feito isso buscar orienaproximadamente. . tação junto aos proQuando a atual gestão fessores, aos coorassumiu, o diretório não . denadores dos deparpossuia nenhum local adetamentos, junto aos quado para funcionar, colegiados. Enfim sendo que a Coordemonstrar de forma denadoria de Assuntos convicta to~o o nosso Educacionais havia eminteresse. Em si'ntese e prestado uma sala para a preciso agir, e preciso diretoria anterior, mas que buscar o melhor, e preciso era 'utilizada tombem por não nos deixarmos outros órgãos internos da frustrar. pois provado está Universidade, criando uma que se a montanha não vai serie de problemas para o ate a Maome e preciso que normal das Maome vá ate a mon- 'andamento ,tanha,. atividades' do diret6rio.

Lembrando 21 de abril de 1792 - morte de Tiradentes. ROMANCE XJ(XI OU

.Em setembro passado a chapa Novavida concorria às eleições para o setorial CCB, com o slogan "O CCB tem Cura: chapa NovaVida ': e vencia. A campanha foi desenvolvida baseada num programa de trabalho que tinha como objetivo principal da gestão a construção de uma sede para o diretório, ate então conhecido como "diretório ambulante". Só uma sede conseguiria concentrar os '. ANTONIO MARCO~ CHAVES: PRESIDENTE DO DASCCB

"Do Caete a Vila Rica, tudo ouro e cobre! O que e nosso, vão levando ... E o povo aqui sempre pobre I "

COMPRA DA SEDE Em outubro de 73, quando a NovaVida assumiu, imediatamente foram iniciadas as conversações com a diretoria do DASCCS, que havia constru1do uma sede na cidade e se mostrava disposta a negociar sua sede do campus. Em novembro do mesmo ano, chegava.se a \,Im acordo: o DASCCS venderia a sede ao DASCCB por Cr$ 5 mil cruzeiros, sob condição de que os alunos do CCS tivessem livre acesso a ela e que, em caso de mudança do CCS ao campus, a sede fosse dividida para servir de instalações provisórias ao segundo. A compra foi acertada em dois pagamentos. A primeira já está paga, graças a um emprestimo (quando a NovaVida recebeu o DASCCB, não havia lá um tostão em caixa) feito pelo DASCESE. A segunda parcela deverá ser paga brevemente, quando recebermos as verbas re.' ferentes ao 10 semestre de 74.

Por aqui passava um homem e como o povo se ria "Liberdade ainda que tarde'" nos prometia. E cavalgava o machinho. E a marcha era tão segura que uns diziam: "Que coragem!" E outros: "Que loucura!"

Por aqui passava um homp.m e como o povo se ria! que não passava de Alferes de cavalaria!

Lá se foi por esses montes, o homem de olhos espantados, a derramar esperanças por todos os lados.

"Quando eu voltar afirmavaoutro haveró que comande. Tudo isto vai levar volta, e eu serei grande!"

Por aqui passava um homem ... e como o povo se ria! Ele, na frente, falava, e, atrás, a sorte corria ...

"Faremos a mesma coisa que fez a America Inglesa!" E bradava: "Há de ser nossa tanta riqueza! ".

Dizem que agora foi preso, não se sabe onde. (Por umas cartas entreges . ao Vice Rei e DO Vi~conde.)

REFORMAS Já em janeiro, as reformas das instalações da sede foram iniciadas: o diretório recebeu uma pintura nova, foram feitas divisões internas (com secretaria, sala de estudos e biblioteca, salão de jogos, farmácia e sala da atletica) e colocados os móveis necessários. Hoje, você pode éontar comtudo isso e mais os serviços de dois livreiros que estarão trabalhando lá. Em suma: não somos mais o "diretório ambulante". CULTURA Não pretendemos parar por aqui: a inauguração do DASCCB e a recepção aos calouros comemorados com os filmes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e apenas uma amostra do que está por vir. Estamos organizando uma Jornada Gent(fico para os cursos de Biologio e Psicologia, alem de uma serie de outras atividades culturais.

Pois parecia loucura, mas era mesmo verdade. Quem pode ser verdadeiro, sem que desagrade? Mas ninguem mais se-está rindo pois talvez ainda aconteça q<1é ele por aqui não volte, ou que ~olte sem cabeça ... (Pobre daquele que sonha fazer bem grande ousadia .quando não passa de Alferes de cavalaria!)

Por aqui passava um homem. e como o povo se ria! N~ entanto, à sua passagem, tudo era como alegria. Por aqui passava um homem ... e o povo todo se ria.


Poeira . pg. 18 A Universidade é o 'sonho de porte do populaçõo brasileira~ sonho-se que com um curso superior muitos mudanças ocorrerão no vida de uma pessoa. A idéio corrente é de que quando alguém ingresso no Universidade. seu status se elevara. o cultura (tão pouco que temos!) aumentara. todas as portas se' abrirão e como por encanto. todos os horizontes serão ampliados.

REPROVACOES, Depois de um ensino secundaria falho. que nõo capacita ninguém poro uma Universidade. foz-se um cursinho (os que podem!) onde se aprende alguns macetes e algumas colocações de cruzinhas. Enfim. chega o vestibular. onde são colocados em pratico os macetes ou jogo-se no bicho. O conhecimento necessario •... da-se um jeito de aprender depois.

DESISTÊNCIAS: No Universidade surgem os problemas: entre eles desistências e reprovações. No Fuel estes fotos são constantes. Um exemplo e o reprovação de 18 alunos. num total de 40, do 4° ano de Anglo. em J 973, Os alunos, no inicio do ano, sentiram que nõo poderiam acompanhar o professor de Didático de Inglês. porque. alem de não concordarem com seu metodo de aula. não sabiam falar correntemente o linguo, o que os levava o ,n -o o e n t e n d e r absolutamente nado. Resultado: não sabiam como usar o didático no. pratico. O professor costumava tombem repreender os alunos durante os aulas-estágio que ministravam no Colegio de Aplicação. Os alunos tentaram tirar o professor. o que procuraram fazer recorrendo o todos os canais competentes do Fuel. mos nem eles sobem explicar porque não o ..:onseguiram. É um mis-

QUANTIDADE ENÃO QUALIDADE

terio. Mos afinal, quem e o verdadeiro culpado? O professor ou o aluno? Torno-se necessário uma verificação de todos os implicações existentes no coso. Os alunos não estavam bem preparados: talvez pelos proprias folhas do curso secundário. E. 00 ingressar no Universidade, pode ser que os professores anteriores não fossem muito exigentes. tornando-se fácil "passar de ano". E 00 encontrarem um professor mais exigente, surgiram os reciprocas "barreiros". Existe porém 'um pormenor: e justo que esta turma de 4° ano. em vias de se formar, pague pelos erros do estruturo educacional? Certo, era hora de os alunos se esforçarem mais,' mos tombem era hora do professor procurar ajudá-los e tentar entender que não tinham tempo ou condição (de aprender em um ano o que não aprenderam, em quatro ou oito).

reprovando os nãocÇlpacitados. Mos existe o problema do perda de álunos. o que significo São muitos os v.ag,?s diminuição de capital do oferecidos (com o crlaçao empresa. Com o criação de do universidade-empresa. tontos faculdades. se o existe muito conestudante e reprovado corrência). cursos em numa. ele se. transfere demasia. os opções em poro outro. número de cinco: e fácil se Com tontos cursos e optranspor o muro do vesções à disposição. o aluno. tibular com conhecimento distante do realidade ou noo. O professor do (pelo práprio alheamento USP, Roque Spencer Maciel em que e quase obrigado o de Barros. se manifestou ficar). não sobe o que sobre o assunto no jornal fazer .e porque fazer. "O Estado de São Paulo", Inscreve-se no que lhe do dia 24/3/74: "No área parece mais simpatico de • Ciências Humanos (como tombem no que dá principalmente (e tombem mais prestígio). A prinno área de Ciências Exatos cipio. tudo e euforia e e Biolágicas) o problema e' curiosidade. Depois o alarmante. p.ois alunos realidade concreto e semi-analfabetos indecepcionante do vida do gressam hoje. em nosso universitário: professores universidade. no suo santo ruins. com métodos de ignorancia. cada vez em aulas antiquodos. Isto levo maior quantidade, graças. o aluno o um desanimo 00 dispositivo do lei nO muito grande. Diante disso 5540". ou ele reage. mudo de As escolas superiores curso. ou sai do unipagos poderiam, desde o versidade. ou o que e pior; inicio de um curso, ir como se acomodo. Reclamo muique "peneirando". isto e, to tombem. mos só.

CAUSAS E CONSEQUENCIAS --~

am_

TRABALHAR E ESTUDAR

Resultado: aulas cacetes, só teóricos e monotonas. Os alunos não reagem. foram' condicionados o não reagirem. e permanecem como que "num limbo eterno".

Muitos vezes os alunos não sentem ânimo nem poro tentar aprender alguma coisa. principalmente os que estudam à noite. depois de uma jornada de oito horas de trabalho. Foi o que aconteceu com Jacira de Nado se renovo, dinamizo ou melhora. Os alunos Oliveira Venâncio: "A necessitam de aulas mais gente chego no faculdade interessantes. mos se cansado e ainda encontro professores chatos, ruins acomodam com os maus Quando mesmo. e aquelas aulas professores. surge um mais exigente ou monotonas. So do muitos vezes mesmo pro dormir. Então renoyador. en~ontra resistência po~ eu preferi desistir do que dos alunos. AI continuar fazendo o curso porte existem dois lodos o de Franco. que não estava observados: os me agradando e no qual serem alunos precisam se eu não estava aprendendo conscientizar de que estão nado". numa Universidade, serão futuros professores, e não deverão repetir os erros O professor tombem tem dos atuais. Os professores, seus calos-: e mal por suo vez, têm que remunerado e preciso, analisar o assunto. desde muitos vezes. fazer de suas suas causas mais alllas apenas "um bico" o prima'rias e num processo mais. Não preparo, nem gradativo. ir motivando os planejo suas aulas, e alunos. dinamizando os "enrolo" os alunos. aulas.

UM EXEMPLO Sandro Raquel. aluno do 10 per iodo de Pedagogia em 1973, não suportou o curso porque os professores so utilizavam apostilas: "leiam e discutam". e porque os donas-de-casa (muitos que deixam de estudar uns 10 anos e depois voltam( viviam o falar em prqblemas domesticos: filho, - marido e empregado:, Resolveu mudar poro ô curso de Ciências Sociais. que pelo menos tem gente onimado e menos bitolado. Houve tombem, em 1973, grande reprovação no 10 ano de Pedagogia, em Filosofia. As alunos assim se manifestaram: - Porque tonto gente foi reprovado? Ah!. burrice do turma! ... - 'Ele era um bom professor. Explicava bem, quantos vezes o gente pedisse. - Ah., mos o explicação dele era muito elevado ... .Alem do reprovação. existe também no Fuel. um

índice considerbvel de desistências. Neste coso o fator determinante é o econômico. Ser universitário custo coro e não são todos (ou melhor, e uma minoria) que podem pagar suo mensalidade e todos os toxas (o de transfer-encia. por exemplo. custo Cr$ 250.00). sem uma grande dose de sacrificio, poro si e poro suo familia. Com o mudança poro o Compus, Jornou-se mais oneroso ainda: quem moro nos bciirros gosto mais um pouco com passagens de onibus. Segundo o deputado Alvoro Dias, houve cerco de 400 rlp.sistências no /-uel em I 'J / J. A maioria por problemas financeiros. E o coso de urna aluno de Psicologia que pcecisa fazer dos tripas, coração poro .poder custear seus estudos. No ano passado não conseguiu trabalho (o periodo poro este curso e integral) e precisou desistir.


Poeira - pg. 19 Faculdade de Educação do USP. diz que os escolas foram abertas poro atender ao interesse de empresários. avolumando os estatísticos. mas sem se vincular 00 papel social que deviam ter e que as necessidades reais do Pais. cederam lugar aos interesses comerciais.

SÓ PARA AQUIETAR Poro João Eduardo Vil/alobos (Faculdade Educação

USP): "A novo palavra de ardem do MEC foi apenas a forma que o governo ehcontrou para aquietar'a classe estudantil, que grilava por mais vogas e que se fossem fechados 80% dos escolas superiores não seria afetado o progresso. econômico do PaIs".

mercadoria que não preciso: são os opções. causo de muitas desistÊ!ncias. O que queria ser professor de português entro em Pedagogia. O que queria ser engenheiro, entro em Veterinário. E assim por diante ...

O vestibular se identifico com um grande supermercado, onde o consumidor acabo comprando

O secundário não habilito alunos o seguirem um curso superior. O superior, por folta de planejamento

e seguindo interesses particulares, causo todo uma serie de crises; forma maus profissionais e poro um mercado de trabalhc aparentemente saturado

Os prof~ssores estão descontentes. Os alunos tombem. De quem e o culpo?

UNj'VE6,s4IMDE

QUEM É O CULPADO?

de haver seis mil candidatos, disputando 100 vagas na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo".

O ex-ministro tenta demonstrar o exito de sua gestão atraves de altas estatfsticas e a dizer do grande numero de faculdades abertas e o aumento de vagas, de alguns anos para co.

Este crescimento desorganizado do ensino não obedeceu a planejamento algum. Não houve criação de uma infra-estrutura que suportasse esta expansão.

Afirma ainda que o nosso ensino deixou de pertencer a uma elite. Na verdade, a expansão das escolas superiores brasileiras apresenta toda esta serie de distorções., que hoje sentimos e observamos. A contradição do ex.ministro em dizer que o ensino tornouse democrático e 'evidente ao se deparar com o fato

Não se fez nenhum estudo sobre mercado-de. trabalho: Agora. o mercado de muitas profissões está saturado. o n(vel do ensino baixou. e nenhum aluno sabe que direitos seu curso lhe permite. No entanto, continuam a ser fornecidos diplomas pelas faculdades que engrossaram as estat(sticas do Ministerio. Roberto Moreira. da

CONSCIENTIZAÇÃO

poemas de Carlos Verçosa/Psicologia

O estudante acordou

ESCLARE CIMENTO atual gestão do D.A.R.P. em reunião extraordinaria efeJuqda contando cdm as presenças da antigo presidente. Dr. Ari e de seu teso'Jreiro, Jose Ney Sta-

.l>,.

I

oportunidade que deIxaria apenas 10% em forma de bolsas e outros materiais. tendo isto sido registrado em posterior ata de passe. A atuol diretoria reconhecendo ter sido infeliz, a charge apresentaaa no Rodape da re. ferida materia (tem mais aves de rapina por af) quer deixar clara

O calor dmete ~ cabeça do estudante na SlIU na da classe.

Um ponto de exclamação no corredor um ponto de interrogação na classe um ponto e vfrgula e novo ano letivo começa.

O MELHOR O jovem ontem tinha a boca cheia de verdade e costuraram, maldade.

Um ponto final nas férias.

NEGOCIO O jovem hoje tem a boca cheia de maconha e deixam, vergonha.

Data em casa nova O Diretório Acadêmico Três de Agosto • DATA • do Cesulon, está terminando a construção de sua sede. Nela h~verá sala de r~creação (xadrez, ping-pong, etc) de Imprensa, de musico e de leitura, onde os uni. versitárlos poderão .e reunir à vontade.

E dormiu. financeiros encontrados por suo gestão. inclusive dividas assumidos pela gestão anterior. que foram supridas em parte por uma verba recebida do M.E.C. Ficou acertado na mesma

VOL TA ÀS AULAS

Por fora como por dentro.

universitário e viu que estava em classe e pagava alto salário. que"i, resolveu prestar alguns escl;)recimentos, sobre a materia '''D.A.R.P. entregue sem satisfações" do último número da "POEIRA". O antigo presidente esclareceu na referida reunião. que recebeu apenas uma convocação oficial por parte do "Conselho Departamental". Tendo atendido a mesmo, explicou os motivos que levou sua gestão à não deixar os. 20% reclamados. Por outro lado na mesma reunião do "Conselho Departamental" apresentou ele os problemas

VERÃO

nesta oportunidade que não era intenção desta diretorio ofender ou prejudicar os referidos colegas. Ainda sabre a referida prestação de contas. gostariamos de esclarecer que a atual gestão (valendo. se da ~ltimo resolução da universidade) reconheceu-a como valida evitando desta maneiro maiores complicações de ordem legal. tendo a mesmo sido encaminhada 00 Conselho Departamental.

A Diretoria do Dorp


------, Poeira Nesta página abordaremos os problemas da mulher atuais ou não, dentro e fora do Brasil. Mas seguindo os conselhos da ONU, esta seção feminina será di'l ferente daquelas publicadas na imprensa comumente, onde constatamos o pouco interesse e a quase nula atenção que se dedicam, em gera/,. aos assuntos sérios da mulher. . . As revistas femininas e páginas femininas dos JornaIs, afirma documento da ONU, "tendem a se concentrar em atividades tradicionalmente associadas com as mulheres, e, assim, alentam um papel puramente

1975

A "Comissõo Sobre o Posiçõo do Mulher" . foi for. modo em fevereiro deste ano, quando rep,:esentantes de todos os países, do mundo se reuniro'm no ONU,

discutindo três assuntos principais:: (2). I - o dificuldade do mulher em obter igualdade no que se refere o empregos e o poderes dentro e foro do fami/ia. 2 . o uso indevido do mulher, como apelo, poro vendas, através do publicidade. 3 - o resoluçõo de realiza~" em 1975, o _"ANO IN. TERNACIONAL DA MULHER, e o preparaçao de uma convençõo sobre os direitos do mulher.

doméstico, obstruindo a promoção dos direitos femininos." Este assunto deVI! interessar particularmente . as mulheres, que constituem a grande maioria dos uni. versitários que leêm o POEIRA. No entanto, os assuntos relacionados com os problemas da mulher não deixam de ter interesse também para os homens, já que "sendo hQmens e mulheres seres com. plementares na produção e reprodução da vida, fatos básicos da convivência social, nenhum fenômeno há que afete a um deixando de atingir o outro sexo" (I).

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EMPREGO

PARA MULHERES

PUBLICIDADE, PROST/ru/ÇÃO E PATRIARCALlSMO

AS TR~S MARIAS A ONU

A mulher ainda necessito do consentimento do mari. do poro trabalhar em: Burundi, Jordânia, Tunísia, Equador, Mali. Turquia, Tailândia, México, Etiópia, Costa do Marfim. e Irõ. E, embora os direitos do mulher seiam reconhecidos, "de iure" (nos leis), em grande número de países, sõo desfrutados "de facto" apenas em alguns poucos. No Brasil só foi permitido à mulher o trabalho nos construções quando faltou mõo . de - obro, do sexo masculino. Ultimamente tem sido contratados mulheres poro certos funções tidos como reservados aos homens, tais como lixeiros, Mos neste coso e em outros atividades, (principalmente os braçais e manuais no lavoura por exemplo), os mulheres quase sempre ganham pelo mesmo trabalho, menos que os homens, Assim este foto não represento o reconhecimento de igualdade, mos, o contrário pois o mulher recebe menos, Embora o nosso lei garanto iguais direitos de trabalho poro o mulher e poro o homem, o brasileiro, principalmente o casado, sofre discriminaçõo 00 procurar um trabalho, "Nõo deveria caber 00 empresário pagar pelos meses que o mulher nõo trabalho poro ter um filho. Se o sociedade preciso de novos seres poro continuar existindo. à sociedade cabe pagar poro que os mulheres exerçam esta funçõo social de procriar".

Também longe estará o igualdade entre os sexos , enquanto houver prisões poro' quem defendo os direitos do mulher, (5), como ocorreu em Portugal, com os, "três Marias" Mario Isabel Barreno, Mario Velho do Costa e Mario Tereza Horto, que escreveram os "Novos Cortas Portugesas ", presos desde o ano passado acusados de escrever um livro considerado pornográfico e atentatório à moral" pelas autoridades portuguesas. Mos elos estão sendo vístas ao lado de lá e de cá do Atlântico como "mártires do machismo lusitano e libertadoros dos mulheres portuguesas, pois se~ livro é considerado uma crítica contundente b opressõo da mulher no sociedade lusitano, no formo de ensaios, contos, poemas e cortas ". Já se criou até a Associaçõo dos Novos Cartas Portuguesas, que promoveu demonstrações de protesto em vários cidades do mundo - uma passeata à luz de tochas em Paris, liderada por Simone de Beauvoir, Ul"'l" 'eitura públicO de trachos dos cortas ,em Nova forque e outra em Hol/ywood.

recomenda que se observam as tendências de se usar o corpo feminino como melo para estimular '0 venda de mercadorias. "Em inúmeros filmes transmitidos pelo televisão, os mulheres interpretam estereotipados papéis de sedutoras esposos fastidiosas"

O corpo do mulher usaao para ve!nder - ama0, em 1930

( 3).

VOTANDO

MAS DE ROSTO COBERTO

Contradição marcante entre o direito político e o social é notado no foto, onde se vêem as mulheres indus, votando, mos tendo seu rosto coberto, denunciando o estágio medieval dos relações sociais. E essa contradiçõo torna. se ainda mais aberrante, quando lembramos que é uma mulher Indir,!, Ghandi., o 10 ministra da India.

PODERES PARA MULHERES ,Enquanto houver chefes de Estado como Rezo Pahlevi, o xá do Irõ. encarando o mulher como inferior, o questõo do igualdade de poderes, entre o mulher e o homem estará longe de se tornar realidade. Eis o que disse o Xá (4): _ ..... eu nõo seria sincero se afirmasse ter sido influenciado por qualquer mulher. Ninguém pode me influenciar. e muito menos uma mulher, No vida de um homem. os mulheres só contam quando sõo belos. graciosos, quando montem o suo femintlidade .. , acho Que os mulheres são i9.,uois aos homens perante o lei, mos desculpe-me. nao pelo capaCIdade ... As mulheres sõo intrigantes, maldosos. Todos.

"Outras vezes, as mülheres sOo quase sempre donas de casa. Representam, habitualmente, Incapacidade em pensar por si mesmas, deixando Invariavelmente para os homens a decisão". Provavelmente como consequênclas dessas posições da ONU e da crescente conscientização dos direitos da mulher, foi criada em Paris o "Liga dos Direitos das Mulheres", que tem à sua frente um presidente de envergadura, Simone de Beauvoir (6), De tendência radical, o seu manifesto anuncia um combate sem tréguas às relações sociais, a fim de abolir a civilização patriarcal. '(oltam . se ainda, aos temas iá conhecidos, como o direito 00 aborto, e vão mais longe na sua escalada, propondo. se o abolir a prostituição. A Ligo se lança c~ntra a publicidade do sexo: "Nosso corpo,em pedaços,e exibido sobre o~ mur.o.s ~as ci-, 'dades,para a glória de uma sociedade que S9 VISO 00, lucro". Vo longo, manifesto da Ligo, citamos ainda outro trecho: "Torno. se necessário abolir a moral masculino, que reserva o si o direito 00 prazer, à iniciativa sexual e nos classifico no papel de' virgem e depois mãe ou de prostituta".

.ANO INTERNACIONAL

do Ano Internacional do Mulher, em 1975, viso dese~volver o consciência do papel que cabe à mulher no sociedade, poro construir, juntc;Jmente com . o homem, essa. mesma sociedade em igualdade de direitos, E também poro incentivar os medidos que tornem o igualdade uma realidade, não só no âmbito dos leis, mos dos fotos" Os meios de comunicação sbo considerados o veículo ideal poro promover novos atitudes do sociedade frente 00 movimento em prol de uma participaçõo maior da mulher. nos campos políticos, econâmico e sodal.

A criaçõo

MUlHERES EM FILA PARA "VOT AR" EM UH AR PRADESH - íNDIA

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DA MULHER


j!!

Poeira • pg. 21 "NÃO SOU FEMINISTA, MAS PELA IGUALDADE ENTRE OS SEXOS

Quem afirma é a socióloga Heleieth Safiioti, professora na Faculdade de Filosofia de Araraquara, autora de uma tese e um livro sobre a mulher na sociedade de classes. No Brasil, nos Estados Unidos, ou na França - locais onde viveu com sua família - o marido, doutor em fisico - química, e o filho de 13 anos - Heleieth afirma que sempre conseguiu unir a vida profissional, os estudos e os afazeres de dona de casa: - Consi go isto porque eu e meu marido rezamos o mesmo credo e acreditamos no igualdade dos sexos. Ele não se recusa a lavar pratos quando é necessário e o homem que se recusa a isto é idiota. BETTY FRIEDAN

CASOS INDIVIDUAIS

NÃO CONTAM

Entretanto - continua Heleieth Saffioti - casos . individuais ou de pequenas grupos, onde a mulher consegue igualdade social, não querem dizer nada, sociologicamente. Através da História, todas as sociedades de classes nunca tiveram número de empregos suficientes para todos os seus membros adultos e ativas trabalharem. Assim a sociedade precisa marginalizar algumas minorias, e, evidentemente, escolhe as categorias mais fracas, ou seja, as minorias raciais e as mulheres. E essa marginalização implica um desemprego ou salários ainda inferiores aos dos outros trabalhadores. O homem também precisa ser conscientizado "No Brasil também existe o problema do desemprego, que afeta tanto homens como mulheres. Por isto é necessário conscientizar tanto o homem como a mulher. O homem latino - americano se deixa mistificar pelo mito do machismo. Ele só se percebe como dominador e se esquece que em outras situações ele é dominado. '

E no campo sexual realmente o homem é dominador nas .sociedade~ patriarcais - onde a mulher é considerada como objeto de sua propriedade. Diante dessa realidade, Heleieth Safiioti está convencida de que o problema da liberdade da mulher é secundário: Em seu livro ela denuncia as condições precárias de funcionamento da instituição familial nas sociedades de classes em decorrência de uma opressão que tão somente do ponto de vista da aparência atinge apenas a mulher".

( 1) Safiioti,

Heleieth, em "A' mulher na Sociedade de Classes - mito e realidode Ed. 4 Artes, /969 pg 13114. (2) Folha de São Paulo, de 312/74. (3) Entrevista com Heleieth Safiioti, no Jornal do. Brasil de 25/3/ /972. (4) Entrevista com o Xá do Irã, na Veja, de 19/12/73. (5) O Estado de São Pau/o, âe 20102/74. (6) O Estado de São Paulo, de 1013/74. (Simone de Beauvoir é autora do livro "O Segundo Sexo ". que trata da História e analise dos problemas da mulher ). [7) Entrevista com Heleieth Saf(ioti, J.B. de 2513/74.

SÓ PREJUDICA

- Não sou feminista e sou contra essa história de dizer que as mulheres são superiores aos homens. Na minha vida sou encarada e encaro os homens como iguais e me comporto como um membro qualquer da sociedade. Mas são poucas as mulheres que têm consciência e vivem esta realidade-afirma Heleieth Saffioti - por isto acho fundamental a conscientização da mulher: Mulheres como Betty Friedan, com seus feminísmos exagerados, não têm nada a oferecer e s6 prejudicam os movimentos de igualdade entre os sexos.

Todtov•• que Ii mulhe••••• 1Aoquo•• no. conv.ncendo do quo 110 IntlloclUllmonto IguII. ao. homen•• vim CltI doogrllÇOdoldoe o_r.l.o. Intornocl_l •• lmp60m ••••• moi. uml do•••• rldloul•• mod•• qUI •• tngom tudo.


Poeira .

pg. 22

A Triste Conivência dos Alunos Os cursos do Centro de Ciências Humanos. mais precisamente. História e Letras. que ainda obedecem 00 sistema seriado. são cursos de licenciatura com o duração de 4 anos. Ao cabo desse tempo. o aluno recebe o diplomo que lhe dará o direito de lecionar. Daqui nasce uma velho interrogação: Estará esse novo professor em condições de lecionar? Poro responder o essa questão há uma serie de fatores o analisar. Fatores que vão desde o aluno no fase pre-vestibular. à suo integração. ou melhor. acomodação dentro do novo ambiente. Quem já prestou vestibular, pode perceber que entre os vestibulandos ali em filo. munidos de carteiro de identificação. lápis. borrachos. etc .. são poucos os que estão conscientes quanto à suo vocação. Todos que procuraram analisar já ouviram essas frases: - "Vou tentar Direito em 1 a. opção. depois Franco e depois História". - "Bem. eu já escolhi Geografia; sempre fui bom aluno nessa materia". - "Pô. vou tentar História ó meu. num tem ,matemático". - "Não. sobe. papai e advogado. Já fui vê-lo vários vezes fazer defesos no tribunal do Júri. Sempre fico empolgado com suo maneiro de falar". E assim por diante. Como se vê. os criterios poro se proceder à escolho do curso são de caráter subjetivo. Sempre procurando o lodo estetico, agradável. Sem dúvida esses devem existir. Mos e preciso se levar em cônta que todo atividade não e essencialmente diletante. Todavia. infelizmente. e possível passar os quatro ou cinco anos dentro de um Centro. lá comparecendo o fim de encontrar colegas. assistir - mos não participar dos aulas - estudar em vesperas de provo durante o horário escolar. - "Ah! vocês vão ter provo no próximo aula? Tadinhos! Vou ceder minhas duas aulas poro que possam estudar". E o professor se acomodo tranquilamente em suo cadeira e aproveito o tempo: 90 minutos. durante os quais. se fosse dor aula. olharia impiedosam'ente o Seiko. apavorando seus frios ponteiros que nado têm, o ver com o inesponsa,bilidade e incapacidade daquele "anjo de professor". E. coso não houvesse provo no 30 aula. daria aos seus alunos textos mi"!1eografados. poro "es-

- , -_

-' .

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tudarem" sem depois eXigir debates. (Felizmente. alguns professores realmente idealistas. promovem esses debates). Daí nasce o outro aspecto que vai sedimentando. cristalizando o calouro no suo fase de pseudointelectual. A princípio esta fase dá uma certo segurança. e se processo do seguinte formo: O aluno chego e foz o suo provo no qual foi mal "prá burro". (Foi mal porque não exigiu do professor. que por suo vez não motivou o aluno. que por suo vez não está tão interessado. É o circulo vicioso: Professor incapacitado não pode motivar o aluno; aluno em solo de aula levado pelo inercia e sem vocação). O aluno sobe que foi mal no provo e não a receberá tão já. o não ser com "o trabalho". e esse oi que ... "quebra o galho". Quer dizer,'tirou 2 no provo. O professor. poro não desistimular o aluno (e nem o si próprio). retem o provo e mais alguns "trabalhinhos" acessórios e marco "o' trabalho". Recebe "o trabalho" (tudo copiado de livros. excelente bibliografia). Então. o professor. após "infatigável" leitura de todos os trabalhos. (o que não seria necessário) procede o avaliação assim: 00 aluno que tirou 1. no provo. merecerá 9 no trabalho. Ao que tirou 4. 8; 3. 9. sempre possibilitando notas em torno de 6. A princípio. o aluf')o se ilude: "Pô. que professor legal!" No realidade o estudante fico mal acostumado. Não mais estudará poro os "provas. As aulas serão eternos e agradáveis bate-pap'os sobre atualidades: modos. futebol e deixo prá lá. os trabalhos equilibrarão sufjcientemente os notas poro que posso conseguir passar. Aliás. passar e receber o diplomo não e o mais importante? "E agora Jose" terminou o universidade. cadê os amigos. os professores sempre o sorrirem o "tudo bom" diário?! O anel. o diplomo. o casaco. o chapelão. o televisão. os fotógrafos., Quantos anos Jose. de esforço ... de engodo. Não se iludo Jose-aluno que o Jose-professor está tranquilo. enquanto você. se conseguir ficar sem ter de ir vender cachorro quente. irá iludir seus futuros alunos em ginásios e colegios. 'Você não fico com vergonha Jose? Mos. ainda e tempo de aC,ordar Jose. Acendo o luz. desperte. estude. pesquise. exijo dos professores. Faço isso durante os próximos meses pelo menos poro um desencargo de consciência. Certo?

ALUNO DE GEOGRAFIA

CENCIAS SOCIAIS - CESULON,:CURSO REESTRUTURADO Um debate co", .lins de melhoria . curricular e fixação de horários. provocou um pequeno tumulto na, segundo semona. letivo no CESULON, com as iurm,!s do curso de Ciêncios Sociais. Tudo começou como a to'modo de consciência de que 05 4 anos d. estudo sá dariam direito a uma habilitação paro o magisterio pois. segundo a lei em vigor desde 1965. uma materio sá daria direito o ser lecionada se

o

dura.nte o curso tivessem sido a.s.p.B .• EI~me"tos de' Economia ministrados 160 horas-aulas o e Geografia Humana. " cargo horária mín~má. Ora, a Paralela o essa insatisfação. haúnica m,ote-rfa a pre.nch~r esse via o da "não-aula". Alunos tempo seria Sociologia. 'materia esperando professores horas e básica do curso. Levando-se em horas e depois O aviso de que não; conta que pelo menos 2/3 dos viriam. Os primeiros 10 dias de alunos tenderão para o magisaula foram uma sucessão de t.rio. seria uma incoerência a tempo perdido. O pessoal bateu obtenção de um sá registro. já pe. requerell mudança de qüe a prápria lei garante três 'currlCulo e decidiu não, voltar 'às opções entre as cinco materias: aulas enquanto não houye~.~. 01 Sociol,ogia. Estudos Sociais; fixação de um horário ver-'

dodeiro. que funcionasse .. A questão do currículo; levado ao conhecimento das turmas diurnas de Ciências Sociais. foi discutida .com professores e.com o próprio diretor do estabelecimento. Sr. Antonio Godoy Sobrinho. Levando-se em conta que o CESULON e uma faculdade ainda em vias de implantação e que ,já conto com uma relativa força educacional em vista da sua tão recente formação 2 anos in-

completos de funcionamento o Dirétor. constatando oabietividade e validade da rei~ vindicação. que afinal só viria beneficiar o aproveitamento dos alunos e. consequentemente, do próprio' curso. viu por bem o mudança. Sendo assim. foi ajudado pela intervenção. colaboração e orientação da professora Yoshiya Nakagawara.da cadeira de Geografia Humano (ela faz ~orte tambem do Departamento

de Geografia da FUEL e do ""inoria de professor ••s b ••in Informa.' dos. interessados •• realm ••nte conscientes da importância do atuação dos alunas ilentro d •• uma escola). Foi feita are. tificação do currículo. dando este. agora. chance do preenchimento da cargo horária prevista pela lei em todas as matérias opcionais. podendo-se. dessa maneira,. obter-se os registros o que dá direito um curso bem elaborado e' programado.

AL.UNA DO C.FSULON

:---MausLencois-O 2°.. Período do curso de Cienclas Sociais está em maus lençáis em decorrência de um lapso (frequentes últimamente) cometido pela Coordenadoria de Assuntos Educacionais da FUEL. O pessoal de Ciências Sociais 2°. reclamo v.ementemente do seguinte: "bem elaborado" horário de aulas não incluiu o co.deira de Ciências Políticas.' par falto de espaço. Todas as matriculas foram recebidas. então. sem incluir a matéria. Posteriormente. com o mudança do horário. a cadeira foi incluída. com autorização e promessa do coordenador de Assuntos Educacionais, Nelson Sperandio. de que os carnês de pagamentos seriam novamente confeccionados incluindo o reajuste parcelado d" ",ateria.

Aluno

de Ciências

Mas como "sai" acontecer bastante neste imenso Brasi/. quando o assumo (ou processa) chegou às mãos do Sr. Hami/ Adum Filho ele foi simplesmente recusado. sob o seguinte alegação: "Aqui o Nelson não manda nada". Resultado: os alunos do 2° Periodo de Ciências Sociais simplesmente tiveram que pagar li vista e adiantado. os seis meses da moteria. O que. convenhamos. " um absurdo. Que culpa nás temas se a auniversidade está desorganizada?" e "Quando a gente atrasa dois meses no pagamento eles ficam f••itos urubus em cima da .gente" e "o duro pagar adiantado; "nás temos o nosso direito; e uma vez que pagamos a Universidade. ela tem o obrigação d.. dar explicoçõ •••..•.

e

Sociais

VAMOS AO • TEATRO? ~ROGRAMA DA CAC Dia 21 os 10 n~ros no Teatro Uni. versitário o peço de Roberto Freire "TRA. rrVEll NDEPRAGLUTI F1TOTINQUE QUELUX" nome assim muito parecido com alguns de "ossos deparfomentos como o de Gostropneumocordiologio e o de Otorrinoioringoesfomotologio, enfim uma peço poro o coroçõo, o garganta. os pulmoes, o ouvido. o boca e o esfomogo. o visto onda cansade ver televisão e cinema. O grupo e o do Teatro Paulo Eiro de São Jose do Rio Preto e o direção e do Miguel Forfunoto o'quele

do Ubu-Rei do ano passado. Dias 26: 27 e 28 o melhor come. dia dos últimos fempos no Brasil "Oesgraços de uma criança" um Marfins Peno bem atual. porem um seculo depois, Anfonio Pedro (Prêmio Molier 74 pelo direção do peço) evidencio o estrufuro social de 1800 cheio de repressões liberando o fantasio sexual dos' personagens. O Roteiro Musical " do conhecida de nossos festivais Aylton Escobar. Dino Sfot opino: Um grande e 'morovilhoso trabalho teatral. Todo mundo esta senso.ci:>n,,1. O';sgraças de uma CrRlnça e ulWl' dos comedias ""OIS gostosClS tios últimos anos.

VAMOS AO TEATRO?

VAMOS'

AO T~TRO?

Dia 20 no Teatro Universitário. os 20,30 horas o peço "Os Fisicos" de Friedrich Durrenmott pelo Grupo de Teatro do Sindicato dos Empregados do Comercio de São Jose do Rio Preto. Peça de grande si,9nificodo que abordo agro,vlssimo problema moral de fado o cientista. Nenhum aluno de ciência deve perder esta peço. O temo gira em forno do con. froste dramático entre os f1sicos que' tem em vista os interesses superiores da humanidade e 0'que se submetem aos interesses pol;'ricos e militares de seus polses.


I' I

Poeira . pg. 23

ENSINO PAGO Questionado a respeito do ensino pago. o professor Edvald O la. batut, diretor da Superintendência do Ensino Superior do Paraná. não piscou: foi rapido: "O unico Estado em que o ensino pago_ conseguiu ser imposto sem reações foi o Parano". E a instituição de ensino pago nas escolas superiores do Estado apresenta atualmente o seguinte quadro: Normalmente o Estado participa com SO% das responsabilidades financeiros. e.O$ outros 50°0 ficam a cargo dos alunos. 'As vez.es iambem as prefeituras colaboram. mos com verbas insignificantes. .... A grande porte fico mesmo é com os anuidades dos estudantes". reconhece

Fora

A VER8A DO ESTADO É POUCA No ano passado •. o reitor confessou que a verba que o Estado fornece b FUEl, alem de ser insuficiente. tem que ser reivindicado ardu~mente de mios em mios, pois senão atraso ou não vem. Vários c1utor~dades. em educação, do Estado já declararam que a melhor s?luçaa seroa o federa.lI~ação de todos os universidades, propor; clon~~d? assim uma d,vlSão dos encargos educada'nals. ficando o munlC'~'o com, o educação primária, o Estado com o antigo ginásio e coleg,al, e o governo federal com a educação superior.

labatut.

os salários

,dos professores

nomeados.

tamente do Estlclo. o situação é: A Universidade de POTlta Grosso. com do 6.5 milhões de cnnelros por ano. com 3 mil alunos, recebe, 8.5 milhões Ê a Universidade de londrino. com 5

que

recebem

FEDERAlIZAÇÃO: POSSIBILIDADE DE MAIS VER8AS

dire.

7

2.600 alunos. recebe do Esta. A Universidade de Marlngá. de cruzeiros. mil alunos. recebe 14 milhões

A vinda da Secretário de Educação b londrina demonstrou o quantas anda a federalização da Fuel.. Não se sabe P!'J'"m em que termos será feita esta federalização. porque mesmo 'se tornando o UEl. Unlversldode Federol. e se, mantendo o ensino eago, será criada o prlnielra unlversldaáe fe' deral paga, o que provav.elmente. não vai agradar os alunos das ,outras. pois poderá ser o prenúncio da Imposição do ensino pago em todas as .• scalas sllp.riores do poli.

de cruzeiros anualm~"te. Além dessas tr.s unlv'ersldades, existem mais 11 escolas superiores. todas dentro do sistema de ensino pago, que recebem aotações estaduais. De •• as, as duas maiores são o Guarapuava, cem 1400 alunos e a de Corn"lio Procáplo, com 1900 alunos.

Curso de Criminologia A Universidade pretende implantar a partir de julho deste ano um curso de e s p e c i a I i z a ç-a o de crirrlinologia. O programa compreende ainda a implantação a partir do ano que vem de pósg r a d u a ç -a o d e criminologia, em nível, primeiramente de mestraelo e depois doutorado.

O curso está sendo estruturado por um colegia. do especialmente convocado para esse fim e do qual participam' professores de quase todas as áreas de ensino da Universidade. A estrutura básica parte do programa da Universidade' de Louvain na Belgica complementado por ma-

terias, sugestões e planos das Universidades de Montreal, Berkley e Fri. b u r a o . (Alemanha). O curso compreende exposições teóricas, trabalho prático, seminário, discussões e estágio em estabelecimento especializado. Conta ainda com a colab.oração do

Instituto Oscar Freyre de São Paulo. A vantagem da criação desse curso e que ele se destina a muitas áreas de. ensino, Direito, Medicina, Sociologia, Psicologia, Serviço Social e Administração.1 O cor"po docente devera ser composto com professor'e.s locais especializados e convidados nacionais e

estrangeiros. Ainda nestes meses de preparação'o colegiado irá se reunir para justamente modificar as emendas e formular propostàs a cerca dos professores. No campo especifico da materia de criminologia estão sendo cogitados os professores Kaise'r da Alemanha, Beristain da Espanha eLevene da Argentina, este

último o único professor catedr'atico de criminologia na America Latina. As vagas e as condições de ingresso serão ainda disciplinadas pela comissão de seleção e orientação da Universidade. O. curso tem como coordenador, o prof. Juarez Tavares e como vice-coorderlador, o Dr. s ar as .

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começamos o curso de cinema 1. O Cine Clube de Londrina - DARP e o DATA promoveram no Vai ser dado pelo Carlos Eduardo dia 16 de março último o filme Lourenço Jorge que já estudou a Tchaikovsky, que foi a primeira materia em São Paulo. O material promoção do Cine Clube neste (tela Et projetor serão cedidos anO e segunda da atual gestão. pelo Cesulon) e 05 filmes virão, 2. Promovemos também, nos dias alugados, do Museu de Arte de 27.e 28 (junto com o DARP,DATA SãoPaulo e Rio de Janeiro. Quem e DASCCB) o filme O Lago dos não estive'r interessado no curso, mas quiser a-ssistir grandes Cisnes (Balé Bolshoi). 3. Quando vocês estiverem lendo clássicos do cinema (entre eles, esta edição do POEIRA, pro- Cidadão Kane) e 50 fazer a inscrivavelmente já teremos promo- ção: custa apenas 15 cruzeiros. vido o primeiro circuito uni- O curso terá. uma duração de um versitário de cinema de arte com mês com tres aulas semanais. A os filmes Klaxon, Viramundo, formação será historica, crítica e Cachoeira, e Eu sou a vida: não técnica (inclusive pode ser que sou a. morte (todos curte;- me- saia muito cineasta aí). As instragens brasileiros, com trilhas crições podem&er feitas com o sonoras de Gilberto Gil, Caetano Marcelo, telefone 22-3636, reVeloso e Carlos Capinam). Assim, dação da FOLHA DE LONORINA. terminamos o mês de março com Detalhes: o curso, com certeza, um saldo bastante favorável: será dado na parte da manhã. O Londrina começa a ver o local ainda está para ser decirenascimento de uma atividade dido: no campus ou no centro da quase. esquecida: o cine- cidade. Depende do número de inscritos e da vontade deles. Em !:Iubismo. tempo: são apenas 100 vagas. 4. Dia 16 de abril, terça-feira. r

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Muitos estudantes reclamam pelos cantos da Universidade, dos maus professores, das elevadas taxas, dos onibus da Vul com seus apertões e horários desencontrados. Criticam muitas vezes os Diretorios por não resolverem estes problemas que perturbam o dia nosso de cada dia. Não estão satisfeitos (e com razão), mas apesar'de sentirem o chão queimando seus pes, continuam a esperar uns pelos outros.


Assim como nascem milhares de crianças. Umas talhados poro o continuidade do especie, outros poro serem presi, dente, advogados, dentistas, medicos, etc. Tombem assim nasceu um barzinho, como milhares que já existem. Simples, descalço e travesso. Suo compostura e agradável poro os que lá frequentam. Foi criado com personalidades diferentes, E poro personalidades diferentes. Isto e, projeto-se como centro universitário. Sabemos que estudar e bom e necessário, porem às vezes há necessidade de voce 'sent i r- se voce mesmo.

Aos sábados - pratos do dia

- Então

indicamos o barzinho". CHIC-NIN, poro encontrô com seus amigos,

,

- Sopa de cebola - Bacalhoada - Cania o Isto é feito porque seu estômago é sensível e ~rece atenção N'"aodeixe o estômago vazio no final da noite. As contrações peristálticas poderão acarretar problemas digestivos mais tarde.

Ch.IC/ 'namorado(as).

o

11.ENGANA EST6MAGO

In

PONTO DE ENCONTRO ESTUDANTIL

. ESPETINHOS QUEIJO PRESUNTO . PORÇÃO DE CHURRASQUINHO - BATATINHA FRITA - NO INVERNO QUEIJO QUENTE 111.BATIDAS - COCO - AMENOOIN

. CAJU Os que passaram aqui o carnaval, puderam presenciar (e provar) a deliciosa cania, que o Q-IIC-NIN fez. Afinal de contas, cania após o carnaval, depois de tomor 1 drink (ou vários) e pular, suar, gritar. A mesma não é sofisticação ou moda como dizem alguns. Ela é necessidade (sem piada) ouvi dizer que ela é boa até prô coração)

- ABACAXI . IV\ARACUJÂ . GOIABA - Vodka COM LIMÃO .. PINGA COM LIMÃO

IV. DRlNKS

. Whisky - J.B.

o que

beber ou comer lá no CHIC-NIN:

I. SANDUíCHES ~CHIC-NIN ESPECIAL- lombinho / filé, .. CHEESE-SAlADA - CHEESE-BACON - AMERICANO DE QUEIJO E MOLHO BAURU DE CARNE

Como vemos atraves dos fotos, CHIC-NIN (o ponto de encontro estudantil). comemorando com alunos do faculdade de medicina uma confraternização presemana santo, haja visto o intenso trabalho e' estudo e árduo luto universitário, pois dentro algumas horas iniciar-se-iam alguns dias de descanso (que foi o semana santo). CHIC-NIN e o unico barzinho que apresento todos os semanas uma rodo de sambo, com uns meninos geniais no batuque (Sergio Russo, Breno, Paulào e Cio.). Integre-se com VOCE! mesmo fr'equentando um ambiente que e só seu. "Bom som, e o importante é que você sentir-se à vontade.

No inverno VINHO QUENTE QUEIJO QUENTE o.tlC- NIN (Paranaguá - 1.131)

L

BAlANTINES TlllERS PASSPORT VAT 69 OlD EIGHT DRURYS

enfim, qualquer whisky, seio nacional ou estrangeiro. logicamente, faz parte do quadro a cerveia bem geladinha (para esta onda quente)que refresca o verão

(Reportagem

de- Mauricio

e Fotos de Marina)


Jornal Poeira (2º Edição - Abril/74)