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QUARTA-FEIRA, 18 de julho de 2012 - ED 781

Coleta seletiva é implantada em W. Braz

Com o slogan “O cidadão que cuida bem do seu lixo, recicla” a campanha de coleta seletiva é lançada e a expectativa da atual administração é de que ela seja bem aceita no município REGIANE ROMÃO - JORNAL PARANÁ

REGIANE ROMÃO

Com a coleta seletiva o trabalho dos funcionários será facilitado. Atualmente cerca de 9 toneladas de lixo são descarregados no aterro

Saiba agora o dia em que o BonDe Reciclagem passará perto da sua casa:

A coleta seletiva de lixo vem sendo muito usada por vários municípios da região a fim de reduzir os custos com o tratamento, armazenagem e volume dos resíduos sólidos. Por essa razão a atual administração de Wenceslau Braz incentiva a coleta seletiva. Esse trabalho está sendo realizado há aproximadamente quatro meses e já começa a dar resultados.Após um longo processo de readequação do aterro sanitário, onde foram investidos recursos para a construção de uma nova vala e aplicação de gel membrana para proteção o solo uma nova etapa importante no processo pôde ser iniciada. A estruturação da Associação dos Profissionais de Reciclagem e Resíduos Sólidos – APRES que vem ajudando os trabalhadores que até então trabalhavam de maneira informal a aumentar a renda familiar. De acordo com o chefe de gabinete José Luiz Andraus, a ideia de criar uma associação de catadores e armazenar os rejeitos (parte do lixo que não pode ser reciclado) veio após uma

visita ao município de Tibagi, que fica localizado a 132 km de distancia de Wenceslau Braz. “O armazenamento do lixo é feito em fardos prensados, isso ajuda na liberação de espaço e no tratamento dos resíduos”, explicou José Luiz. Ele explicou que o serviço implantado em Tibagi era parecido com o que está em andamento em Wenceslau Braz. “Eles tinham uma forma de prensar que foi aprimorada para ser usada aqui no município”, disse. Ele disse também que para esse processo ser implantado é necessário que a coleta seletiva seja feita da melhor maneira possível. “Na associação, os funcionários tem que mexer no lixo mesmo, e se tudo estiver separado facilitará e muito a vida deles”, disse. A campanha lançada pela atual administração é bem simples, os agentes comunitários estão divulgando a coleta em todas as casas, para que a população fique consciente da importância da separação do lixo, explicou Andraus.E como a população pode separar o lixo reciclável dos resíduos sólidos? A cor da embalagem definirá o tipo de material encontrado no seu interior. A princípio três cores serão utili-

zadas, azul, branco e preto. Nas embalagens azuis serão depositados os materiais para reciclagem, ou seja, plásticos, papel (que não devem estar molhados ou sujos), vidro e metal. Para evitar que a população gaste mais com sacos de lixo, a prefeitura fechou contrato com todos os supermercados do município e a partir de agora as sacolas plásticas oferecidas pelo estabelecimento serão das cores branca e azul, sendo assim, as famílias brazenses continuarão comprando apenas os sacos de lixo preto.Já o lixo hospitalar DEVE ser armazenado separadamente e entregue em qualquer unidade de saúde, ou seja, postos de saúde, laboratórios, clínicas, hospital ou pronto socorro. Esses rejeitos têm uma coleta especial, e uma empresa especializada fica responsável por recolher esse material. “Já houve vários casos em que os trabalhadores da associação se feriram com materiais perfuro cortantes e isso é extremamente prejudicial à saúde dos trabalhadores”, explicou Andraus. Para finalizar Andraus lança o slogan da campanha “O cidadão que cuida bem do seu lixo, recicla”

Entenda como funciona a Associação dos Profissionais de Reciclagem e Resíduos Sólidos Os funcionários são trabalhadores que eram autônomos e não possuíam renda fixa. Um convênio foi firmado entre a prefeitura e a associação para que nem um trabalhador receba menos de um salário mínimo. Caso a arrecadação tenha sido num valor inferior a R$ 622 a prefeitura completa a renda. A renda da coleta e da triagem é rateada entre os associados, isso faz com que a renda seja igual para todos os funcionários.Com a coleta seletiva, o trabalho dos associados se tornará mais rápido e fácil, já que pela cor será identificado o material.

Segundas – feiras: Região Central da cidade Terças – feiras: Santa Maria e Los Angeles Quartas – feiras: Vila Toiok, Vila Verde, Ney Braga Quintas – feiras: Vila Velha e Santa Madalena Sextas – feiras: Formosa, Vila Nova, Sem Teto e Matadouro

Qualidade do café é valorizado com a chuva

Como o país está em ano de produção alta – determinado pelo ciclo natural da cultura, em que os cafezais apresentam melhor rendimento a cada dois anos –, a estimativa é de 50,4 milhões de sacas na safra 2012/13. CARLOS G. FILHO

As adversidades climáticas registradas nas principais regiões produtoras de café do Brasil, incluindo o Paraná, comprometeram a qualidade dos primeiros lotes da safra 2012/13. Além de atrasar a colheita, as fortes chuvas de junho e início deste mês levaram parte dos grãos ao chão, deixando-os com características inferiores. O café que permanece no pé está úmido, o que pode elevar o índice de fermentação e dificultar a secagem do produto. A queda na qualidade do café atinge os preços. Com menor volume de grão para exportação, as cotações subiram 35% nos últimos 30 dias. Na metade

de junho, a saca (de 60 quilos) do tipo extra era negociada a R$ 320. Hoje, o produto não é encontrado a menos de R$ 430 a saca.“O mercado está ansioso por grão de qualidade. Como os primeiros [lotes] estão ruins e a demanda está forte, o produto bom está mais valorizado”, explica Mauricio Muruci, analista da consultoria Safras & Mercado, de Porto Alegre (RS). “Além disso, os compradores estrangeiros não querem saber do produto da safra passada, apenas da atual.” Como o país está em ano de produção alta – determinado pelo ciclo natural da cultura, em que os cafezais apresentam melhor rendimento a cada dois anos –, a estimativa é de 50,4 milhões de sacas na safra 2012/13. O volume é recorde considerando-se os últimos dez anos e 16% maior em

relação à safra anterior, que foi de 43,5 milhões de sacas. Do total, 38 milhões de sacas serão da variedade arábica e destinadas à exportação. O restante, 12 milhões de toneladas, robusta, voltada para o mercado interno. Maior produtor de café do mundo, o Brasil tradicionalmente exporta 80% da produção. Apesar dos investimentos realizados pelos produtores nos últimos anos em equipamentos para produzir mais e melhor, principalmente focando o mercado internacional, o volume de chuvas nos próximos meses será determinante para a produção. Há previsão de chuvas além do normal também para o segundo semestre.Segundo Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é de clima bom com pou-

ca precipitação, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo, dois dos maiores produtores do país. “O risco está a partir de setembro quando está previsto o retorno do El Niño. Isso significa chuvas acima da média”, ressalta. Na contramão do crescimento nacional, o Paraná registra queda na área destinada ao café e, consequentemente, na produção. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), 69,5 mil hectares são usados atualmente e, um ano atrás, havia 74,8 mil hectares de cafezais. Com diminuição de 7% na extensão cultivada e previsão de queda de 3% na produtividade, a safra deve ser 10% menor, caindo de 1,85 milhão para 1,65 milhão de sacas.

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Depois de insistir no café por duas décadas, Elói Ferri passa a receber mais pela produção

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