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Agrupamento de Escolas Verde Horizonte

http://joomla.esec-macao.rcts.pt

Homenagem aos Professores e Funcionários Aposentados e Jantar Convívio pág.3

Recuperar??!! Alunos ou Professores? pág.13

Biodiversidade pág.16

Cimeira de Copenhaga pág.17

Passos do Senhor pág.19

Não à Violência pág.20

(Des)Acordo Ortográfico pág.24

A importância do pequeno-almoço para as crianças pág.28

Aproxi Mação pág.32

com os s a t s i v e Entr utados... Dep

rtas o P o l u Dr. Pa e unha C o c s Dr. Va pag. 15 Av Dr Sá Carneiro, S/N 6120-724 MAÇÃO - PORTUGAL - Tel: 241519030 e Fax: 241519038 EMail geral: secret-eb23smacao@mailtelepac.pt

Horizontes

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Agrupamento de Escolas Verde Horizonte

Todos os manuais de Ciências Humanas nos ensinam que o Homem é um animal gregário dado que os elementos desta espécie têm necessidade de se juntar para conseguir sobreviver. As últimas três décadas do séc. XX mostraram, no entanto, um caminho de dissolução dos laços comunitários, dando origem a sociedades cada vez mais individualizadas e famílias cada vez mais pequenas. Como facilmente se vê este caminho levaria (ou levará) ao insucesso das sociedades ocidentais, pelo que neste início do séc. XXI, assistimos a um interesse renovado pela ideia de comunidade. Hoje fala-se em recuperar o espírito de comunidade, em investir numa comunidade com significados mais adaptados ao nosso tempo e às novas exigências. Hoje fala-se em comunidade no sentido de nos reconhecermos em “associações” com o fim de actuar juntos na esfera extra pessoal. A comunidade (ou comunidades) aparece agora como laço social que se tece para defender bens e valores comuns. Uma comunidade que aparece hoje com significações, motivações e composições distintas daquelas que historicamente lhe estavam reservadas é a Comunidade Educativa. Hoje a interacção das escolas com o meio envolvente é muito mais estreita e consequentemente mais complexa; os pais, a administração local e a comunidade no sentido lato, têm hoje uma legitimiFICHA TÉCNICA

s e t n o z i Hor

Nº 2

Março de 2010

Coordenação: - Anabela Ferreira; - Luísa Morgado; - Maria José Mendes; - Maria da Luz Faria. Concepção Gráfica: - Sónia Mendes Dias. Redacção: - Professores e - Alunos do Agrupamento.

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dade legal de interferir na gestão das escolas que até há bem pouco tempo lhe estava vedada. Como facilmente se vê, hoje, a Comunidade Educativa tem uma amplitude muito distinta, obrigando os seus membros a novas dinâmicas, a novas partilhas, a novas responsabilidades. Foi dentro deste novo espírito de partilha e de responsabilidade que no final do primeiro período aconteceu no Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, o nosso Agrupamento, uma cerimónia muito simples mas repleta de significado. A Comunidade Educativa, alargada, agradeceu de forma simbólica o contributo que todos os professores e funcionários, aposentados desde que o Agrupamento funciona nas actuais instalações, entregando um Testemunho de Apreço pelos serviços prestados a todos os homenageados; testemunhos assinados pelo principal responsável do Agrupamento e pelo principal responsável da Autarquia. Foi com muita emoção que as mais de três dezenas de Professores e Auxiliares de Acção Educativa se encontraram com antigos e novos colegas e ouviram dizer que as instalações do Agrupamento continuam a ser a sua casa, dado que foi aqui que passaram grande parte, se não a maior, da sua vida. Em simultâneo esta Comunidade Educativa, alargada, teve ainda possibilidade de homenagear o aluno Gonçalo Matos pelo feito de dimensão nacional – vencer as Olimpíadas da Matemática. O Jantar que a equipa de brilhantes cozinheiras do Agrupamento confeccionaram e que banqueteou os, quase duzentos, comensais, numa sala magnificamente decorada, encerrou um período lectivo complexo mas extremamente motivante. O Jornal “Horizontes” que chegou às nossas mãos, pela primeira vez, também no final do período veio dar uma nova visibilidade, interna e externa, às dinâmicas desta nova Comunidade Educativa. Estes “Horizontes” chegam mais uma vez às nossas mãos mostrando, ainda que de forma sumária, aquilo que foi acontecendo nos últimos três meses nesta nossa Comunidade e, não menos im-

portante, projectando aquilo que vai acontecer num futuro próximo. Neste sentido chamo a atenção para o que vai aconte-

cer na primeira semana de aulas do 3º período - a Semana Cultural. Os dias catorze, quinze e dezasseis de Abril serão três dias repletos de manifestações culturais, com complexidades e amplitudes distintas e para as quais chamamos a atenção e presença de toda a Comunidade porque esta Semana Cultural é de toda a Comunidade Maçaense e para toda a Comunidade Maçaense. Boa leitura e uma Páscoa Feliz para todos. José António Almeida


Agrupamento de Escolas Verde Horizonte

HOMENAGEM

AOS

PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS APOSENT ADOS POSENTADOS JANT AR CONVÍVIO ANTAR

O nosso Agrupamento de escolas encerrou com Chave de Ouro o Primeiro Período. Com efeito, no dia 21 de Dezembro de 2009, todo o pessoal do Agrupamento foi convidado a reunir-se na Escola Sede para realizar uma homenagem a todos os funcionários e professores do mesmo já aposentados. O critério de selecção, explicado pelo Senhor Director do Agrupamento, durante a cerimónia, e aquando do seu discurso, foi a barreira temporal que delimitou o início da constituição do Agrupamento, visto existir a impossibilidade de realizar esta homenagem sem a balizar, isto é, recolhendo “ad aeternum” (desde sempre) todos os que deram os melhores anos das suas vidas ao projecto comum de formar crianças e jovens neste Agrupamento. Este evento contou igualmente com a presença de várias figuras eminentes do concelho, o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Mação, que nos vem habituando com a sua presença sempre agradável nas várias actividades escolares, o Senhor Vereador da Cultura, entre

outras. Distinguiu-se, nesta ocasião, igualmente um ex-aluno da escola, Gonçalo Simões de Matos, pelo acto meritório, que deverá servir de inspiração e exemplo a todos os nossos alunos, de ter sido galardoado com a Medalha de Ouro – Categoria B do 10º ao 12º ano de escolaridade – nas XXVII Olimpíadas Portuguesas da Matemática. Todos estavam visivelmente emocionados, não só os que recebiam um reconhecimento merecido, mas também aqueles que no seu dia-a-dia confirmam que é minuto a minuto que se constrói o amanhã e que sabem que o seu esforço geralmente não é visível e muito menos dignamente recompensado, alimentando-se de pequenas alegrias como uma palavra de simpatia ou uma evolução sentida. Distribuíram-se certificados, devidamente emoldurados, que materializaram aqui-

António José Ribeiro

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lo que as palavras, ainda que muito enaltecedoras, não conseguiram expressar, o agradecimento imenso devido a uma vida de dedicação ao outro, quase que uma missão. Para finalizar, e dentro do espírito de amizade intensa que se viveu, prosseguiu-se com um jantar convívio de Natal, cuja confecção provou, mais uma vez, de que cariz as pessoas que aqui trabalham se revestem, pela sua excelente qualidade, tendo as sobremesas sido trazidas pelos presentes, reforçando a partilha, e encerrando-se com a troca de presentes natalícios. Todos, independentemente de se encontrarem no activo ou de já terem trabalhado na educação, das várias faixas etárias, se sentaram, lado a lado, e confraternizaram entre sorrisos e boa disposição. Quem participou jamais esquecerá. Neste dia também foi Natal. Professora Anabela Ferreira

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Ser Cidadão é..... Ser cidadão responsável consiste em conhecer os seus direitos e os seus deveres no sei da sociedade. Ser cidadão é…saber expor as suas ideias. Ser cidadão é…discordar ou concordar. Ser cidadão é …respeitar as opiniões dos outros. ○ ○ ○ Ser cidadão é…ser educado. Ser cidadão é…recusar fazer uma coisa que não é correcta. Ser cidadão é …saber o que se passa à nossa volta. Ser cidadão é …tomar as suas próprias decisões. Ser cidadão é…saber viver em comunidade. Ser cidadão é…não ofender nem deixar que te ofendam. Ser cidadão é…expressar -se livremente. Ser cidadão é …saber escutar.

Ser cidadão é ser pessoa, é ter direitos e deveres, é assumir as suas liberdades e responsabilidades no meio da comunidade democrática. O ser cidadão é sem dúvida, uma expressão que precisa de ser mais utilizada pelos Portugueses. Se todos os Portugueses soubessem o

que é ser cidadão, viveríamos num pais melhor, menos injusto, e a nossa qualidade de vida teria outra importância. Infelizmente, são poucas as iniciativas para a criação de consciência na sociedade. Leonor Castanho, n.º14 do 5.ºA

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Jornal Digital Verde Horizonte on-line Leia, colabore e divulgue!!! http://verdehorizonteonline.blogspot.com/

Mónica Giblote, n.º 17 do 5.ºA Horizontes

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EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS A Professora da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica realizou, com os seus alunos do 2º ciclo, uma exposição de presépios que esteve exposta na E. B. 2,3/S de Mação, desde a última semana do 1º período até ao Dia de Reis. A Professora agradece, não só aos alunos pela sua participação, empenho e interesse, mas também aos respectivos pais/familiares que foram cooperantes com os seus educandos. Os alunos vencedores foram: 1º Prémio: - Ana Rita Lopes – nº3- 6ºAno - turma A. 2º Prémio - Gonçalo Rei – nº6 - 6ºAno – Turma A; - Edgar Pereira – nº5 – 5º Ano –Turma B; - Luís Oliveira – nº11 – 5º Ano –Turma B: Parabéns aos vencedores!

CONCURSO PORTAS DE NATAL Porta A14: 1º Escalão

Ao chegar ao final do primeiro período lectivo lembramo-nos do Natal, época que assinala uma das festas católicas mais importantes. A comunidade educativa não quis deixar de passar esta época festiva sem dar o seu contributo, entre inúmeras actividades também participou com grande entusiasmo no concurso intitulado “Portas de

Camila do Rosário Fernandes

Natal

6ºC

Porta A13: 2º Escalão

Natal”, onde deu largas à sua imaginação e criatividade, através de um design original equilibrando o espaço com materiais e técnicas diversas. Como coordenadora do concurso agradeço a todos os participantes que directamente ou indirectamente participaram na decoração das portas.

Velho Menino-Deus que me vens ver Quando o ano passou e as dores passaram: Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter, Mas quando as minhas dores o desejaram...

Porta C4: 3º Escalão

Agora, outras quimeras me tentaram Em reinos onde tu não tens poder... Outras mãos mentirosas me acenaram A chamar, a mostrar e a prometer... Vem, apesar de tudo, se queres vir. Vem com neve nos ombros, a sorrir A quem nunca doiraste a solidão... Mas o brinquedo... quebra-o no caminho.

CEF 1A

Horizontes

12ºB

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Assistentes Operacionais

O que eu chorei por ele! Era de arminho E batia-lhe dentro um coração... Miguel Torga


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No dia 6 de Janeiro, os alunos da Escola do 1ºCiclo e Jardim-deInfância de Ortiga comemoraram as Janeiras de forma original. Os alunos ouviram a história dos Reis Magos e alguns alunos vestiram o papel de actores, dramatizando-a. Também realizaram a coroa de Reis com cores e enfeites relembrando este dia. Por fim saíram para a rua para cantar as Janeiras, no Centro de Solidariedade Social “Nossa Senhora das Dores” de Ortiga, na Junta de Freguesia de Ortiga e em algumas casas de comércio, percorrendo grande parte da aldeia. Na continuidade das actividades propostas os professores da Educação Especial do Agrupamento Verde Horizonte de Mação, realizaram uma exposição para comemorar o “Dia da Não Violência nas Escolas”. Este foi assinalado pelos alunos da Escola e do Jardim de Infância, com a elaboração de cartazes alusivos ao tema. Realizou-se ainda uma actividade proposta pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, para assinalar os «20 anos da Convenção dos Direitos da Criança». Estiveram presentes na nossa escola a Professora Margarida Castanho

No dia 11 de Fevereiro de 2010 os alunos do 7ºA,7ºB e 7ºC deslocaram-se ao Centro de Ciência Viva de Constância, no âmbito das disciplinas Ciências FísicoQuímicas e Ciências Naturais.

A tarde começou bem animada ainda na viagem. À saída da auto-estrada começamos a avistar a vegetação que rodeava o destino final: Centro de Ciência Viva de Constância. Estávamos muito ansiosos por começar esta visita que esperávamos há muito…

O primeiro espaço a visitar foi o planetário, a sala subterrânea onde se pode simular o céu: dia e noite (constelações…). Aqui foi-nos explicado a origem dos nomes das constelações (lendas associadas…) Após o planetário, seguimos para o Observatório solar, laboratório que no seu terraço tem uma cúpula móvel que abriga um telescópio que capta imagens do sol.

Nessas imagens conseguimos ver as manchas solares, as protuberâncias… Foi - nos também explicado as consequências que o Sol tem para a nossa visão e como é constituído. Conseguimos visualizar um fenómeno que não se vê todos os dias,

e José Francisco que apresentaram em Power-point a história “Uma Aventura na Terra dos Direitos” que mencionou os Direitos e Deveres das Crianças, salientando que todas as crianças merecem atenção, carinho e o respeito de todos os adultos. A propósito do Carnaval, no dia 12 de Fevereiro os alunos deram outro colorido e entusiasmo à localidade, com o tradicional desfile de Carnaval. Visitaram várias instituições do seu meio, contactando de perto com diferentes gerações, e reviveram uma das tradições mais antigas da região. Foram bem acolhidos por todos, que se mostraram receptivos a esta actividade. Esta iniciativa, decorreu com grande entusiasmo e alegria de toda a comunidade escolar. Estas foram algumas actividades que contribuíram para fomentar e intensificar a relação Escola/Família/ Comunidade, promovendo e estimulando a imaginação e a criatividade dos nossos alunos. Os Professores da Escola Básica e Jardim Infância de Ortiga Helena Martins Miguel Ângelo Lopes

vimos no computador o avião a passar em frente do Sol!!!!!... Finalmente saímos ao exterior para nos situarmos e percebermos como se descobriu que a Terra não é o centro do Universo…

Para nós esta visita serviu para entender o que nos foi explicado na aula e para aprofundarmos conhecimentos. De um modo geral foi muito benéfica. 7ºC Mariana Silva nº17 e Rita Marques nº22 Horizontes

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.R.. E. B. E.C.R Neste segundo período foram comemoradas várias efemérides e realizadas várias actividades das quais destacamos as seguintes: nos meses de Janeiro, comemoração Dia Mundial de Braille, de Fevereiro, comemoração do Dia de S. Valentim

e de Março, comemoração do Dia da Mulher e do Dia do Pai. As actividades foram: a “Escrita Criativa”, em que foram dados temas mensalmente, tendo os alunos escrito vários textos de vários géneros, ilustrados ou não. Os temas propostos: no mês de Janeiro – “As Janeiras”; Fevereiro –” Workshop de Cartas “e em Março – “Ser Jovem é”. Foram divulgadas as Novidades, divulgação semanal/mensal de autores portugueses/estrangeiros com obras na Biblioteca, tendo sido divulgados neste período os seguintes: Miguel Sousa Tavares, Stephenie Meyer, Jorge Sampaio, Jaime Cortesão, Vitorino Nemésio, Fernando Pessoa, José Fanha e José Jorge Letria, Eça de Queirós, entre outros. Na semana de 8 a 12 de Março de 2010, decorreu no Agrupamento de Escolas, sede, Jardim de Infância, Iº Ciclo, de Mação, EB1 de Penhascoso, Ortiga, Envendos e Cardigos a Semana da Leitura, inserida no Plano Nacional de Leitura. Estas iniciativas destinaram-se a celebrar e incentivar o prazer de ler. A biblioteca da nossa escola em colaboração, com a Directoria, convidados como é o caso do Drº Saldanha Rocha, Presidente da Câmara Municipal de Mação, Drº Vasco Estrela, Vereador da Cultura, Arquitecto, Ricardo Cabrita, Paula Aparício, Representante dos Encarregados de Educação, Horizontes

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Drº Francisco Piçarra, Conservador da Conservatória de Mação, Padre Amândio Mateus, Director do Jornal Voz da Minha Terra, Drª Rosário Wanhon Bibliotecária da Biblioteca Municipal de Mação, Professoras, Helena Antunes, Ana Neves e Luísa Gonçalves, professor, José Maia, funcionários, José Casimiro, Glória Silva e Alice, equipa de alunos da biblioteca professores, alunos, agrupamento de Língua Portuguesa, funcionários, encarregados de educação, professores reformados, dinamizaram estas iniciativas, com várias actividades diversificadas, com o intuito de motivar e criar hábitos de leitura, bem como aprender que a leitura deve ser encarada numa perspectiva essencial para a formação individual e profissional, mas assumindo, antes de mais, um perfil cultural e lúdico. Os alunos das turmas, A,B,C do 8º e A e B do 9º ano e a professora Anabela Martins, elaboraram e distribuíram marcadores durante a semana. Destaca-se, ainda, a acção do Agrupamento de Língua Portuguesa que contribuíu para que a efeméride decorresse com sucesso. É inquestionável que a leitura tem um papel importante no crescimento e no desenvolvimento intelectual e afectivo dos alunos e das pessoas em geral. “O verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler e não lê.” (Mário Quintano) A Equipa da Biblioteca Escolar António Bento

“Escrever um conto” O Agrupamento de Língua Portuguesa realizou, na nossa escola, a primeira edição do concurso “Escrever um conto” destinado aos alunos do 2º e 3º Ciclos. Este concurso visou dar a conhecer os géneros textuais e as técnicas de correcção e aperfeiçoamento dos produtos do processo de escrita e desenvolver a capacidade para usar multifuncionalmente a escrita, com a consciência das escolhas decorrentes da função, forma e destinatário.

Para participar no Concurso, os alunos escreveram um conto literário subordinado, este ano, ao tema CONTO DE NATAL. Os textos foram redigidos individualmente, na aula de Língua Portuguesa, sendo originais e inéditos, em folhas de formato A4, entregues às professoras da disciplina de Língua Portuguesa que procederam à sua correcção. Posteriormente, os contos foram devolvidos aos alunos, para serem processados a computador tendo como limite uma página de tamanho A4. A selecção foi organizada pelo 2º Ciclo, 5º e 6º anos, e 3º Ciclo, 7º, 8º e 9º anos. Havendo 1º, 2º e 3º prémios para cada nível de ensino (ano escolar). O Júri foi constituído pelas docentes de Língua Portuguesa. A selecção fez-se em três fases, a saber: 1ª selecção realizada pela docente da disciplina e da respectiva turma do aluno(a); 2ª selecção realizada pelo grupo de docentes de Língua Portuguesa a leccionar o mesmo ano e 3ª selecção realizada pelas mesmas para distribuição hierárquica dos três prémios. A participação, neste concurso, implicou a plena aceitação do Regulamento. A atribuição dos prémios já ocorreu e a entrega dos mesmos aconteceu no dia 18 de Fevereiro, na B.E./C.R.E. (Biblioteca da escola), pelas 12 horas e 30 minutos, conforme previsto e antecipando a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna (21 de Fevereiro). Foram atribuídos os seguintes prémios: 5ºano: - 1º prémio - Inês Pereirinha 5ºA - 2º prémio – Micaela Coelho 5ºA - 3º prémio – Mª Leonor Bento 5ºA 6ºano: - 1º prémio – Vanessa Lopes 6ºB - 2º prémio – Raquel Cabrita 6ºB 7ºano: -1º prémio – Patrícia Esteves 7ºB -2º prémio – Alison Coluna 7ºC -3º prémio – Carolina Gonçalves 7ºA 8ºano: - 1º prémio – Ana Martins 8ºC - 2º prémio – Cláudia Gaspar 8ºB - 3º prémio – Teresa Rosa 8ºA 9ºano: - 1º prémio – André Ribeiro 9ºB Agradecemos a todos a participação! Parabéns a todos! Anabela Ferreira


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Eram seis horas da tarde de dia vinte e três de Dezembro, e o Miguel entrava em casa vindo do parque, onde sozinho fora brincar, já que eram muito poucos os amigos que tinha. Espreitando através da fisga da porta, o rapaz de olhos castanhos como o chocolate, observou os seus pais, que conversavam com ar sério e ao mesmo tempo triste: - A nossa situação está mesmo muito complicada. Coitadas das crianças. Nós nunca tivemos um Natal recheado de prendas para os meninos, ou uma Consoada com peru e bacalhau, mas este ano vai ser o pior de todos. - Tens toda a razão, mas podemos tentar resolver isto, ou pelo menos disfarçar à frente dos miúdos. Miguel, ouvindo isto, não conseguiu conter que uma gota de água salgada escorresse pela sua face, lembrando-se dos seus colegas de escola, que falaram o mês inteiro sobre caros presentes e a sua grande família à volta de uma mesa

Um sorriso

requintadamente decorada para a ocasião. Na manhã seguinte, o céu estava muito nublado, impedindo o sol de espreitar, e o vento gritava sem descanso. O rapaz levantou-se num pulo, ainda cedo, e foi dar um passeio pelo bairro, deixando o resto da família a dormir. No caminho, Miguel encontrou Jeremias, seu conhecido e amigo de seu pai, um velhote simpático de uma sabedoria imensa, que todos os dias sorria às criancinhas que passavam em frente ao prédio, cuja entrada era o seu abrigo. Miguel nunca tinha percebido bem como é que uma pessoa sem um tecto, agasalhos ou uma família, conseguia encarar a realidade com aquele sorriso na cara, mas não achou que o momento fosse o mais indicado para fazer tal pergunta. No entanto, Jeremias respondeu-lhe: - Sabes, Miguel, a vida nem sempre é um mar de rosas e muitas vezes tenta deitar-nos abaixo, mas ela é muita curta e não podemos deixar que isso aconteça. Todas as pessoas se perguntam como é que al-

guém como eu consegue viver assim e continuar alegre?! A mim, o que me mantém vivo por dentro, são os sorrisos que aquelas crianças retribuem todos os dias e o brilho de felicidade que os seus pequenos olhos me transmitem. Nunca te esqueças disto: o amor e o carinho são o mais importante de tudo. Miguel, sem encontrar palavras para responder a tão sábia afirmação, simplesmente sorriu e continuou o seu caminho. Chegou a casa, já os pais e os irmãos estavam de pé, à sua espera para almoçar. Durante toda a tarde, não conseguiu deixar de pensar no que o velho Jeremias lhe tinha dito, concluindo sem demora que ele tinha razão. Chegada a hora da Consoada, a família reuniu-se à volta de uma pequena mesa, que suportava uma travessa com pescada. Todos estavam tristes, excepto Miguel, que rematou: - Não importa aquilo que hoje comemos ou onde comemos, mas sim com quem o fazemos. Tal como alguém me disse: o amor e o carinho são o mais importante de tudo. Ana Martins – 8º C

Um Natal Feliz Era uma vez uma aldeia que estava junto à costa portuguesa. Era uma aldeia pequena, bonita e tinha muitos pinhais e uma praia. Nessa aldeia viviam duas crianças, dos seus nove anos. Eram ambas meninas uma chamava-se Alice e a outra chamava-se Filipa. As duas meninas andavam juntas na escola. No recreio, falavam recordando os Natais passados. A Alice era uma menina rica, mas a Filipa era uma menina pobre. A Alice morava numa grande casa, com um jardim e um lago. Enquanto, que a Filipa vivia numa cabana no pinhal. No dia 24 de Dezembro, a Alice e a sua Mãe preparavam as coisas para o jantar de Natal, quando a Alice perguntou à sua Mãe: - Mãe, podemos convidar a Filipa para vir cá jantar? - Não, filha, a Filipa é pobre e, além disso, ela não é da nossa família. - Mas, Mãe, os pobres também têm Natal, pois têm? - Não, Alice, os pobres não têm Natal.

Embora não concordando com sua Mãe, Alice calou-se e foi preparar a mesa. Depois, voltou outra vez a perguntar à sua Mãe: - Mãe, posso ir visitar a Filipa, à sua cabana ao pinhal? - Não, está muito frio, e os lobos devem de andar por perto. Alice foi-se deitar e já quando todos dormiam, levantou-se da cama e foi ao pinhal. De repente, ouviu uivar os lobos, mas correu tão depressa que chegou à cabana da Filipa. Quando lá chegou, viu a cabana coberta de anjos e, lá dentro, a Filipa e a sua Mãe conversavam alegremente. A partir daí a Alice compreendeu que o Natal é: - PAZ - ALEGRIA - SAÚDE - FELICIDADE - TEMPO DE FESTA... para todos.

Sou alguém muito… Activo! Um ser com muito poder auditivo! Livre mas responsável… Enérgica mas nada alérgica, Xenófoba não sou nem quero ser, Artista nem por sombras, Namoradeira e Divertida … Rancorosa, nunca !!! Amorosa sempre que posso e quero. Madrugadora e sempre Atrasada! Rapariga muito e pouco Trabalhadora, Inteligente, ou não… e quando estou Nervosa, nunca visto a minha camisola Sedosa. Alexandra Martins 10.ºC , n.º1

Patrícia Esteves 7ºB

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A Sorte do Pai Natal Um dia, o pai Natal ia no ar com o seu trenó cheio de prendas e com as suas renas voadoras.

Mais à frente, deixou cair um saco com prendas mas não reparou que o saco tinha caído. No dia seguinte, passaram lá dois meninos: o Luís e o Pedro, viram o saco e foram logo a correr para ver o que lá estava dentro. Quando viram os brinquedos o Luís quis ficar com eles, mas o Pedro disse: - Mas as prendas não são nossas! -o Luís concordou e respondeu: - Tens razão Pedro, as prendas não são nossas mas elas são tão bonitas por isso è que eu disse que queria ficar com elas. Então vamos à cidade ver se encontramos lá o Pai Natal! Decidiram então ir à cidade ver se apanhavam o pai natal mas disseram-lhes que o pai natal só vinha no dia seguinte. -Bem, sendo assim a única coisa a fazer é esperar! – Disse o Pedro. Mal o dia começou, voltaram à cidade e esperaram que o Pai Natal chegasse. Quando o Pai Natal chegou para perguntar às pessoas o que queriam receber neste Natal, o Luís, com a ajuda do Pedro entregou-lhe o saco com as prendas e ficaram contentes pelo facto de o Pai Natal lhes ter agradecido. No Natal, o Luís e o Pedro receberam todas as prendas que tinham encontrado no saco. Essa, foi a forma de o Pai Natal os recompensar por terem entregue as prendas que ele tinha perdido no passeio do dia anterior. Edgar Pereira, Nº5 5ºB Era uma vez, num dia frio e chuvoso no País dos Sonhos. Nesse País vivia uma família muito pobre… Passaram dias, semanas e meses, até que chegou o Natal. As ruas estavam enfeitadas de luzes, tudo estava muito bonito e perfeito. Todos os dias das semanas de Dezembro, um menino vestido com farrapos chamado Miguel, sabia que em Dezembro, havia algo de mágico! Todas as noites uma coisa brilhante passava no céu. Um dia, Miguel ao deitar-se na Horizontes

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O Espírito de Natal Estamos em 2009. As pessoas começam os preparativos para a mais linda e colorida festa do ano: o Natal. Luís vai às compras com os pais. A família reúne-se sempre no Natal para trocar as prendas. Eles apressam-se para terem todas as prendas, pois o Supermercado está a ficar cheio. Quando acabam de as comprar, dirigem-se à caixa para as pagar. Eram, ao todo, 25 prendas embrulhadas e, juntos, dirigem-se para o carro. -Temos prendas para todos, mãe? - pergunta o Luís. -Temos filho. Uma para cada membro da família. – responde-lhe a mãe, enquanto carrega o carro com as compras. Faltavam dois dias para o Natal e o Luís estava muito contente porque ia passar uma semana com a sua família. A família entra no carro e logo arrancam para o Norte. Quando chegam a casa do avô da família, são recebidos de braços abertos e logo conversam uns com os outros. Luís vai ter com os primos e brincam todos juntos. À noite, a família reúne-se à mesa e comem o que querem. Perto da meia-noite, os meninos vão para a cama e os adultos conversam mais um pouco e depois vão deitar-se. De manhã, toda a gente se levanta e prepara as coisas enquanto as crianças conversam e brincam. Vai ser uma noite extraordinária! Entretanto: -Abram alas para o príncipe da família. Era o primo mais chato que Luís tivera. O Daniel era o mais rico da família e tratavam-no como um príncipe. Todos os primos do Luís foram para ao pé dele.

-Pois é, os meus pais não vieram, porque estão a tratar de negócios. – disse orgulhoso o Daniel aos primos. Entretanto, os primos foram almoçar e depois foram ao parque. Luís não quis brincar, pois viu um mendigo e foi-lhe dar algum dinheiro e o mendigo segredou-lhe ao ouvido: -Vais ter muitas prendas, alegria e felicidade neste Natal, rapaz. Pouco depois, o mendigo foi falar com o Daniel. -Então tu é que és o Daniel. Sou amigo do teu avô. És rico, não és? -Vai-te embora! Não dou dinheiro aos pobres! -Não vais ter nenhuma prenda este ano e vais ser triste como ninguém! – disse o mendigo ao afastar-se. O Luís foi para casa a pensar nas palavras do mendigo. À noite, depois do jantar, as crianças e os adultos reuniram-se e trocaram prendas. E as palavras do mendigo concretizaram-se. -Por que é que eu não recebi prendas? – perguntou o Daniel muito admirado. -Bem…És tão rico que podes comprálas tu mesmo. – volveu o avô. Lá para a uma da manhã, toda a gente se foi deitar menos o Luís. -Avô, quem era o mendigo que falou connosco no parque? – perguntou Luís. -Um velho amigo meu. – respondeu o avô – Chamamo-lo de Espírito de Natal. -Porquê? -Porque é ele que vê quem merece receber prendas e quem não merece. Raquel Cabrita, Nº 15 6º B

Uma Estrela Cadente neve fria, olhou para o céu escuro, onde brilhava pequenas estrelas que pareciam dizer-lhe “espera um pouco”… e ele, coitado ficava à espera que algo acontecesse. Uma, duas, três, quatro, cinco… Contava as estrelas do céu, de repente uma estrela cadente passava a toda a velocidade no céu. Miguel fechou os olhos, cruzou os dedos e pediu baixinho um desejo para a Noite de Natal. Um desejo só dele. Chegou o dia 24 de Dezembro. Miguel não estava contente como nos ou-

tros anos. Nesse dia estava muito nervoso, pois já deveria ter recebido o que tinha pedido à estrela. Olhou para o relógio e viu que já era 11:30 da noite, hora de já estar a dormir e de ter chegado tudo o que pedira ‘a estrela cadente. Ele não sabia que as prendas só eram entregues à meia-noite, no dia de Natal, e então disse: - Nunca mais acredito numa estrela cadente, que realiza os sonhos. Acredito sim que um dia serei a melhor pessoa do mundo. Vencedora 2º Prémio Micaela Coelho, 5º B


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O Menino Jesus fugiu da cabana No cimo de uma montanha, um senhor com barbas longas, via com uns binóculos o menino Jesus e tudo o que ele fazia. Um dia, ele reparou, que o menino Jesus ia fugir e foi atrás dele. Na manhã seguinte, Maria e José repararam que o Menino Jesus não estava em casa, e ficaram muito aflitos. Passados dias José disse a Maria: - Vai chegar o Natal e o Menino Jesus não está cá! Maria continuava muito triste, porque faltavam três semanas para esse dia tão especial e nada sabia do Menino Jesus. E o tempo foi passando. Dois ou três dias antes do Natal o Menino Jesus apareceu na companhia do Pai Natal.

José pensou que o Pai Natal o tinha raptado para fazer estátuas. Então disse-lhe: -Olha lá, desaparece daqui e dá-me o meu filho! - Porquê? – perguntou o Pai Natal. - Porque o raptaste! - Não, não o raptei. – respondeu o Pai Natal. - Não acredito em ti, vai-te mas é embora. – disse José. Maria, que ouvia a conversa, pensava para que quereria o Pai Natal o Menino Jesus, e falou assim: - Para que quereria o Pai NATAL o nosso filho?

José viu que tinha procedido mal com o Pai Natal e correu atrás dele para lhe pedir perdão. Caminhou toda a tarde, até que o encontrou e disse-lhe, muito arrependido: - Peço-lhe imensa desculpa, por tudo o que disse. - Não faz mal. – disse o Pai Natal. - Podes vir jantar à minha cabana nesta noite de Natal? – perguntou José. - Obrigado, mas não posso, tenho de distribuir presentes toda a noite, para todas as crianças do mundo. - Está bem, então Feliz Natal para ti! - Muito obrigado, Boas Festas para vocês! Nessa Noite de Natal todos ficaram felizes. Vanessa 5º B

Um Natal quase perfeito Era uma vez uma menina chamada Joana. Joana tinha apenas onze anos e vivia num bairro de Lisboa muito rico. Ao lado desse Bairro, existia um bastante pobre, que Joana conseguia ver da janela. Nos Natais anteriores, ela punha-se à janela a ver os meninos que tinham a roupa suja e que, com certeza, também não iam receber presente neste. Natal e muito menos uma ceia de Natal como a sua. Ela ia comer peru, bacalhau e muitas outras coisas muito boas e deliciosas. Quando começava a Época Natalícia, a Joana ia comprar os presentes e às vezes, ficava parada a olhar para os brinquedos, bastante usados e muitas vezes improvisados, com que aqueles meninos, que não conhecia, brincavam na rua. Joana tinha medo deles, que lhe fizessem mal mas, ao mesmo tempo, gostaria muito de os tentar ajudar, mas nunca teve coragem. Tudo isso mudou, numa tarde de sábado quando Joana ia a correr e caiu. Uma menina pobrezinha ajudou-a a levantar-se. A menina levou-a a casa e a mãe de Joana colocou-lhe um penso. Joana queria ter coragem para falar com a menina, mas não conseguiu dizer nada. Passados uns minutos, teve coragem de falar com ela e perguntou- lhe. - Como te chamas? - Chamo-me Mafalda. - Obrigado por me teres ajudado a levantar!

- De nada. - Olha Mafalda, tu gostas de ser pobre? - Gosto! - Como gostas, se nem no Natal recebes presentes, e não tens aquela ceia de Natal, em família, e o pior é que não tens dinheiro! - Posso não ter dinheiro, mas sou feliz como sou, e posso não ter presentes, e ceia de Natal, mas tenho uma família que me adora! Ouvindo aquilo, a mãe de Joana teve uma grande ideia, e essa ideia foi: nos Natais seguintes reunirem-se com os mais necessitados e dar-lhes um Natal como nunca tiveram. E assim foi. No dia vinte e quatro de Dezembro, Véspera de Natal lá estavam todos os convidados para a ceia de Natal e, claro, não podia faltar a Mafalda e a sua família. O que aquela gente toda não sabia era que, à meianoite em ponto, iam receber os presentes que tanto desejavam. Terminada a Ceia de Natal, às onze horas em ponto, foram todos para a sala de estar conversar. É claro que os mais novos foram todos brincar em conjunto. A Cláudia, que era uma criada da casa

da Joana disse: - É meia-noite em ponto, hora de abrir os presentes! - Boas Festas! – responderam todos. O João, que era um senhor muito simpático, lá do bairro, ofereceu-se para mascarar-se de Pai Natal, e distribuir os presentes para aquelas pessoas. Todos gostaram dos presentes e agradeceram ao pai e à mãe de Joana. E os Natais seguintes foram sempre muito animados. Inês Isabel Ribeiro Pereirinha, 5ºB

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Visita de Estudo Fábrica de P or celana da V ista Alegr e Por orcelana Vista Alegre No dia quinze de Janeiro, as turmas (2º CEF, 10º B/ D) efectuaram uma visita de estudo à fábrica Vista Alegre. As professoras que conceberam esta visita foram

movidas pelo objectivo primordial de proporcionar novas vivências/experiências aos alunos, contribuindo para o seu processo de formação pessoal. Nas instalações da Vista Alegre, os alunos foram recebidos pelo Drº Pratas, de seguida iniciaram a visita pelas diversas áreas de produção das inúmeras peças que aí são produzidas, podendo assim perceber o seu processo de fabrico. Ao longo da visita guiada, foram conhecendo a História da fábrica. Os alunos ficaram a saber que esta empresa foi fruto do sonho de um típico homem moderno do século XIX: José Ferreira Pinto Basto. Influenciado pelo sucesso da fábrica de vidro da Marinha Grande, Pinto Basto decidiu criar uma fábrica de “porcelanas, vidro e processos químicos”. O Fundador, casado com uma Inglesa, foi pai de quinze filhos. Os rapazes trabalhavam na fábrica ao lado dos empregados, e as filhas faziam as roupas para os trabalhadores da empresa. José Basto foi uma personalidade ímpar do seu tempo, multifacetado: negociante, industrial, lavrador e político. Este homem destacouse em várias áreas, nomeadamente na protecção das artes, com a criação de um Museu, inaugurado no ano de 1964. O Museu Histórico da Vista Alegre foi a concretização de um projecto que vinha sendo delineado desde o início da laboração da Fábrica Vista Alegre. Foi, contudo, sob a orientação do referido empresário, administrador entre 1881 e 1921, que se deu início a um movimento de recolha sistemática de objectos que se encontravam dispersos pelas dependências da empresa, procedendo à Horizontes

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sua organização sumária. Por volta de 1920, surgem as primeiras instalações, contudo o Museu enquanto espaço físico e intelectual organizado e aberto ao público apenas surge na década de 60, do século XX. Em 2001, o mesmo foi sujeito a uma remodelação profunda de modernização dos espaços e conteúdos, num esforço de aproximar a colecção aos seus públicos. Homem de visão muito além do seu tempo, pois desde cedo procurou proteger a fábrica dotando-a de um Corpo de Bombeiros Privativo (01/10/1880), que é o mais antigo do país, vocacionado não só para a segurança da fábrica, bem como para a Vila de Ílhavo. A componente social, cultural e a saúde dos trabalhadores foi também uma das suas preocupações, tendo criado uma creche, um teatro e um centro de atendimento de saúde para os trabalhadores. A Capela da Nª Srª da Penha de França foi mandada edificar em finais do séc. XVII pelo Bispo de Miranda, D. Manuel de Moura Manuel. Esta Capela é um dos pontos de interesse da Quinta da Vista Alegre, que foi adquirida em hasta pública a 26 de Outubro de 1816 por José Ferreira Pinto Basto e classificada Monumento Nacional no ano de 1910. Curiosidades acerca da Vista Alegre: Uma das histórias curiosas da vida da Fábrica da Vista Alegre é a história do Pato e da Pata. Consta que um dia houve uma importante encomenda de um pato em porcelana. O artista, incumbido de executar essa encomenda disse que, para fazer a obra na perfeição, precisava de ter como modelo um pato de verdade. Os seus aprendizes depressa foram buscar o pato mais bonito da Quinta. Porém, passados uns dias, o pato começou a perder penas e a ficar mirrado e feio. Preocupado com o seu modelo, o mestre pediu aos aprendizes que trouxessem um veterinário para ver o que se passava com o animal. Quando o veterinário chegou, fez um breve exame ao pato, depressa concluindo que o pato estava a ficar doente por falta de companhia: precisava de ter uma pata por perto. Lá foram os aprendizes buscar uma bela pata para acompanhar o

pato durante os seus tempos de modelo. O pato recuperou rapidamente a sua penugem e dizem que a peça ficou belíssima. Este pato ainda é vivo, encontrando-se ao cuidado de um dos guias da visita. Actualmente, um outro animal serve de modelo, todos nós o vimos na área da pintura, o pobre animal estava só e quiça triste por estar sem companhia. Coitada daquela bela perdiz. Nos primórdios desta fábrica, os seus caminhos de acesso eram bastante lamacentos e acidentados no Inverno, pelo que as delicadas peças de porcelana, ao serem transportadas em primitivos carros de bois, acabavam por se partir em grande número. O fundador da VA, José Ferreira Pinto Basto, não se deixou impressionar por tal dificuldade e rapidamente encontrou uma solução: mandou vir de Angola dois camelos que passaram a transportar em segurança as peças de porcelana através das praias planas e arenosas, até à estação de caminho de ferro. Os camelos, animais até aí desconhecidos na região, causavam tão grande sensação entre a população local que, segundo se diz, até os fiéis abandonavam a missa a meio para admirar tão estranhas bestas. Para além de pioneira no fabrico de porcelanas, a Família Pinto Basto teve um papel fundamental na introdução do futebol em Portugal. Foram os bisnetos do fundador da Vista Alegre que introduziram a prática deste desporto no nosso país, Guilherme, Eduardo e Frederico Pinto Basto estudaram em Inglaterra, país que desenvolveu a modalidade, como hoje a conhecemos, em meados do séc. XIX. De regresso a Portugal, trouxeram este desporto consigo e que organizaram em Outubro de 1888 o primeiro jogo de futebol, em Cascais. O balanço final da visita de Estudo foi muito positivo, pois contribuiu para um enriquecimento cultural de todos os intervenientes, fomentando laços de amizade e convívio. As Professoras organizadoras: Augusta Estrela Luísa Morgado Maria José Cavaco


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Do seu Património Cultural Monumental e Artístico invejável, destaca-se a Igreja Matriz de Mação, dedicada a Nossa Senhora da Conceição que data do Séc. XVI terá sido construída em 1597 e onde no seu interior se podem admirar as três naves, os arcos redondos, os azulejos seiscentistas e os altares de talha dourada. Alguns dos altares ostentam retábulos de talha dourada do século XVIII. Capelamor coberta por uma abóbada de berço. Apresenta retábulos em talha dourada

Parque Carlos Miguel Granja Jerónimo, mais conhecido por Parque do Brejo, fundado a 10 de Julho de 2000, veio acrescentar ao Concelho de Mação (Castelo), um local paradisíaco. Para os amantes da natureza, este é sem dúvida o melhor lugar para passar um fim-de-semana com a sua família. O ar puro que se respira na mina do Ti Guilherme encanta qualquer cidadão que por ali passe. O espaço circundante foi criado e adequado ao ser humano, desde grelhadores, lavatórios para a loiça, três tanques lindíssimos de pura água corrente da nascente, bancos e mesas de madeira rústicas para um almoço de família….é sem dúvida um espaço com características brilhantes para os mais desejosos de

e fundo marmoreado, em estilo nacional, na capela-mor, os altares colaterais e laterais na nave. Azulejos de padrão, polícromos, seiscentistas, (recuperados nos anos 80 do século passado) cobrem as paredes na zona dos altares colaterais e laterais e o interior da nave central, enquadrando pequenos quadros devocionais com temas da vida de Cristo e da Virgem; sobre o altar colateral da Epístola uma representação do tema da Árvore de Jessé (imagem à direita); no topo do alçado lateuma vida ao ar livre…. A mina do Ti Guilherme como é chamada vem de uma nascente desconhecida, ninguém sabe onde esta começa…… O parque está situado num belíssimo local, embora em 2003 um terrível incêndio, tenha destruído o lindíssimo pinhal que o envolvia. Presentemente, com a renovação natural da floresta, este não deixa de estar num local de ar puro. Não foi por acaso que a Câmara Municipal de Mação em parceria com a Junta de Freguesia, fizeram nesta zona este parque, que entre montes e vales nos deliciamos com paisagens lindíssimas, como por exemplo a dos 15 Moinhos, que se situam junto ao Bando e de onde podemos avistar, como outrora, vales e montes verdejantes. As pessoas, naquela época, viviam nas suas casas feitas de pedra, perfeitamen-

ral da nave do mesmo lado, sobre o altar lateral, um painel com a representação de S. João Baptista, datado de 1644; pequenos painéis azulejares com a representação de cruzes, feitos de recortes dos azulejos da nave, revestem as paredes nuas da nave. Frontal do altar-mor representando a última ceia de Ghirlandaio, adaptação de Battistini, datado de 1931. Púlpito em forma de cálice sobre coluna, sem escada de acesso. Guarda-vento em madeira e coro-alto com balaustrada também em madeira. Texto adaptado da Internet por Maria José Cavaco te enquadradas na natureza como algumas que ainda se avistam do local. Aproveito, mais uma vez, para salientar que este é um parque lindíssimo e por experiência própria, recomendo-o para um passeio num dia soalheiro. João Condeixa, 9º C

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Uma viagem no tempo

ov Política vistaa ppelos ovens AP olítica vist elos JJov ens Culpaa é dos Carrosséis!! A Culp 20h:53min, 4 de Fevereiro de 2010. Não passam ainda quinze minutos das declarações do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos sobre a alteração da lei do endividamento das regiões autónomas, quando dou por mim a dissertar sobre este assunto que tem feito manchetes na última semana, e vendido, como se bilhetes de uma nova obra cinematográfica de James Cameron se tratasse. O circo montado em volta desta que apelidaram como “grave crise política nacional”, parece frágil como aquele em Lisboa que há dias viu as suas bancadas colapsarem, a diferença é que neste, armado pela comunicação social, não se paga bilhete, e nem existe o risco de nos magoarmos realmente (infelizmente as estações de televisão pública tiram todos os extras divertidos). O que na realidade existe, é nada mais, nada menos, que uma irresponsabilidade tremenda dos partidos da oposição, que nos continuam a oferecer aquilo com que deles sempre pudemos contar: uma mão cheia de nada. Fiquei de pé atrás com a comemoração dos cem dias de governabilidade, pois apercebi-me, que aqueles cem dias não tinham oferecido tempo suficiente para a oposição nos presentear com toda a sua má vontade e sofreguidão de poder, que chega agora por altura de Carnaval, época que faz jus aos partidos políticos que proclamam fazer parte de uma oposição séria, mas que não conhecem na realidade o significado da dita cuja expressão. A lei do endividamento das regiões autónomas vem de si demonstrar o quão ressabiada é esta camada política que não consegue admitir que perdeu o ciclo eleitoral, e que por isso, deveria remeter-se ao seu devido lugar, que explicado em termos leigos se trata apenas de não estragar a boa governação dos outros. Numa altura em que o défice nas contas públicas toma proporções avassaladoras, é impensável sequer aumentar a despesa com leis como esta, que não passam de joguinhos políticos, feitos a pensar em encher o bolso a mais alguns. Não percebo como partidos de nobres vaHorizontes

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lores (diria mais, próprios paladinos da moral e da verdade!) como o CDS e PSD, que lutaram afincadamente numa guerra de sinónimos para o casamento homossexual, venham agora conjuntamente com a restante esquerda da oposição querer fazer aprovar uma lei que prejudica todo o povo português, em detrimento dos habitantes das regiões autónomas que já se encontram beneficiados como por exemplo no caso da Madeira, que possui IVA reduzido relativamente ao restante continente. O que realmente interessa é fazer aprovar uma lei que provocará o aumento da despesa pública, numa altura em que Portugal é comparado à Grécia, sofrendo quedas na Bolsa vistas apenas na altura do inicio da crise económica mundial. Estou seguro de que estes partidos estarão apenas a ter em conta o supremo interesse da nação. Quem não percebe isso? Amanhã esta lei será votada, mais que provavelmente aprovada com a irresponsabilidade conivente dos líderes partidários que constitui esta sábia oposição, que parece não ter entendido o recado do conselho de estado. Enquanto isto, o mundo gira e os carrosséis estão parados, o país abana e o Cavaquinho na pacatez do costume, passeia-se por Penamancor e come uma fatiazita de bolo-rei, enquanto diz: “Eu tenho esperança!” (Que ainda haja mais bolo-rei guardado para o fim da viagem?). É um Presidente da República que apenas demonstra as aptidões natas de uma pessoa que representa bem a cor do seu partido. Como diz uma grande amiga minha: São coisas da life. Feliz ou infelizmente, o meu voto já contará nas presidenciais. Pode ser que nessa altura a Alegria surja. João Coelho, 12ºB

O Palácio Nacional da Pena foi inundado pelo verde da esperança dos alunos das turmas do 5.º Ano do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte. No dia 26 de Janeiro, partimos rumo à descoberta do nosso passado! Depois de duas horas de viagem chegámos a Sintra. A paisagem que nos envolvia era maravilhosa e no meio de tanto verde sobressaía, no cimo de um monte, o Palácio Nacional da Pena. “Demos corda aos sapatos” e ofegantes aproveitámos para respirar o oxigénio que a natureza nos oferecia. Rapidamente conseguimos alcançar o primeiro objectivo da viagem, a chegada ao palácio. Quando lá entrámos pudemos ver e sentir como viviam os reis e as rainhas que lá habitaram. Sem dúvida que àqueles monarcas não faltava nada, só achámos que as camas eram demasiado pequenas. O luxo e a riqueza estava em cada um dos lugares pelos quais passámos, reconhecendo que os monarcas tinham boas ideias, sendo depois aproveitadas para que o nosso presente e a nossa vida diária se tornasse melhor. Naquele dia aprendemos a dar valor ao nosso passado. Ficámos muito contentes, porque os nossos professores tiveram a preocupação de nos mostrar o que existe de belo no nosso Portugal. A chegada a Mação foi de emoção, mas queremos rapidamente repetir a experiência! Leonor Castanho, n.º14

“Apr ender” “Aprender” Para a Pena fomos A brincar e a aprender Nela pudemos O passado conhecer E assim muito aprender. Para lá chegar Pela Serra de Sintra tivemos de passar Embora não fosse fácil Bom ar puro pudemos respirar. Morada de reis e rainhas Pudemos observar Junto com os seus pertences Que costumavam usar. Boa maneira de aprender E Portugal conhecer. E com orgulho dizer Que muito nos ajuda a crescer. Ana Catarina, 5.ºA


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Recuperar???!!!... alunos ou professores? Confesso que não “morro de amores” pela palavra recuperar; é mesmo das palavras que menos gosto - utiliza-se quando se está a perder, quando se está em desvantagem, quando se está por baixo, quando urge inverter a situação. A palavra recuperar anda sempre, intimamente, ligada com uma situação pouco positiva. Nesta altura do ano, antes do Carnaval, as escolas (a nossa não é excepção) andam atarefadas a preparar os chamados “planos de recuperação” aplicados a todos os alunos que até ao Carnaval apresentem indícios de que no final do ano lectivo a “raposa” aparecerá como “prémio” escolar. Portanto todos os alunos que indiciem dificuldades são “vacinados” com um “plano de recuperação”, com este instrumento de luta contra o insucesso escolar, tão do agrado do Ministério da Educação. Em 2007/08 foram pouco menos de duzentos mil (um quarto da população escolar do ensino básico) a beneficiar desta medida. Pelo que conheço nem professores, nem pais, nem alunos e muito menos os directores de escola estão seduzidos pela medida e já reclamam para que a nova Ministra da Educação, Isabel Alçada, faça uma avaliação rigorosa da sua eficácia. Os “planos de recuperação” “nasceram”, como o Menino Jesus, em Dezembro, só que 2005 anos mais tarde. Para contemplar esta recente “divindade” são chamados os alunos que apresentem “sintomas” de “chumbo” eminente; são identificados no final do primeiro período (se tiverem classificação “negativa” a três ou mais disciplinas) ou, então, nesta altura do ano, após os primeiros testes do 2º período, antes desta paragem do Carnaval. O objectivo dos “planos de recuperação” é dar às crianças “contempladas” um tratamento especial e individualizado que inclui medidas a desenvolver pela escola (como “acções de pedagogia diferenciada em sala de aula”, actividades de compensação ou aulas extra) e implicam o envolvimento do próprio aluno (que se compromete a fazer os trabalhos de casa ou a estar atento nas aulas, por exemplo) e dos

pais (a quem é pedido que se assegurem de aspectos como a assiduidade e a pontualidade dos filhos ou que vão observando os cadernos diários, os trabalhos de casa, o estudo, etc.). Tendo por base os dados mais recentes que o Ministério da Educação disponibilizou, referentes ao ano lectivo 2007/2008, os resultados não têm sido animadores. Foram aplicados, naquele ano, 187.638 “planos de recuperação”, números que surpreenderam o próprio Secretário de Estado que assinou o despacho, Valter Lemos. “Seria de esperar que não houvesse tantos alunos com tantas dificuldades”, comentou, na altura. O “plano de recuperação” não conseguiu “salvar” cerca de um quarto dos alunos. O presidente da Confederação das Associações de Pais e Encarregados de Educação considera que “a falha” resulta do facto de os planos assentarem “num tripé - escola, aluno e família - com dois pés de duvidosa sustentabilidade”. “A legislação manda que se envolva a família mas, na maior parte dos casos, os pais destas crianças estudaram menos do que os filhos ou já não se lembram do que aprenderam ou têm dois empregos para os sustentarem, não dispondo de conhecimentos e de tempo para os apoiarem. Para além de ser difícil envolver o aluno e a família, o processo é complexo e burocrático”, considera. Para que servem, objectivamente, os planos de recuperação? Para dar trabalho, para burocratizar, dado que sem plano, qualquer professor olha para um aluno com dificuldades e faz os possíveis e os impossíveis para o ajudar. Antes de a lei a isso obrigar já os professores faziam o previsto nos actuais “planos de recuperação”, só não perdiam tanto tem-

po a preencher “papeladas inúteis”. A Associação Nacional de Dirigentes Escolares chama, e bem, a atenção para o facto de “a atenção individualizada a um aluno não se decreta”. É necessário criar condições que não existem: as turmas têm um número demasiado elevado de alunos, dos quais vários com “planos de apoio” e de “recuperação”; os programas das diversas disciplinas são extensos; não há professores disponíveis para darem o número de aulas de apoio que seria desejável; o número de horas que os professores passam na escola é exagerado, têm que preparar aulas, corrigir trabalhos ou testes e, também, têm família, em muitos casos longe, mas têm. Os alunos que recuperam, iriam recuperar mesmo sem despachos e burocracias. Caros Senhores do Ministério da Educação o que os professores necessitam é de tempo. Se lhes derem tempo para se poderem sentar com um aluno e conversar calmamente, valeria mais de que todos os despachos e burocracia. Libertem os professores do emaranhado legislativo, de eficácia duvidosa e de desgaste confirmado, dêem-lhes tempo para substituir a família nas (poucas) dimensões onde isso for possível e teremos melhores resultados quer nas aprendizagens, quer nos comportamentos. A não ser assim… comecemos a elaborar “planos de recuperação” para professores. José António Almeida

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VISIT A À ASSEMBLEIA DA REPÚBLIC A ISITA EPÚBLICA “ A Assembleia da República é o coração da vida política e a alma da própria democracia, a casa representativa do povo português, eleita por todos nós, cidadãs e cidadãos de Portugal”. A A.R. é actualmente constituída por 230 Deputados eleitos por sufrágio universal e directo dos cidadãos eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro. Os Deputados representam todo o país e não apenas os círculos por que são eleitos. O mandato dos Deputa-

dos inicia-se com a primeira reunião da A.R. após eleições e cessa com a primeira reunião após as eleições subsequentes, sem prejuízo da suspensão ou da cessação individual do mandato. Os Deputados eleitos por cada partido podem constituir-se em grupo parlamentar, existindo na actual legislatura 6 grupos parlamentares correspondentes aos partidos políticos que os elegeram. São eles: Partido Socialista, Partido Social Democrata, Partido Popular, Bloco de Esquer-

da, Partido Comunista Português e Partido Ecologista “ Os Verdes”. Nós, alunos do 10º e 11º anos, turmas B, durante a preparação da visita sentimos, de imediato, alguma curiosidade em contactar com os Deputados e, quiçá entrevistar algum (s). Este nosso desejo concretizou-se, uma vez que nos foi possível entrevistar o Dr. Paulo Portas e o Dr. Vasco Cunha, cujas entrevistas transcrevemos.

tas e a Dr Vasco Cunha or aulo P ortas Por Paulo Dr.. P Entrevista vista a Dr Entre Quais as funções de um Deputado? Paulo Portas – A primeira função de um Deputado é fiscalizar os actos do Governo quando está na oposição; a segunda é contribuir para que o país tenha boas leis, não muitas, mas sim leis bem feitas; em terceiro lugar representar o país como um todo, porque o deputado é da nação, mas também estar particularmente atento ao seu círculo eleitoral que no meu caso é o distrito de Aveiro. Pode dar-nos alguns exemplos do seu trabalho como Deputado? P.P. Acho que são públicos e notórios, mas os mais próximos têm a ver com a defesa dos agricultores para que haja verbas de investimento para a agricultura; com a defesa dos princípios dos que são mais pobres, preferivelmente apoiar os pensionistas a pagar o rendimento de reinserção social a quem não quer trabalhar, bem como apoiar as pequenas e médias empresas que são a estrutura da nossa economia. Como decorre o seu dia-a-dia na Assembleia da República ? P.P- Sempre cheio de trabalho, muitas vezes sou o primeiro a entrar e o último a sair da Assembleia. Acha que para si isso é bom ? P.P- A minha avaliação é efectuada pelos eleitores. Eu, em consciência, sempre fui uma pessoa muito trabalhadora e com gosto pelo trabalho que faço.

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Acha o seu trabalho cansativo ? P.P - Por vezes é cansativo e, outras vezes é triste, porque se passam determinados acontecimentos na Assembleia que não revelam dignidade, nem elevam este hemiciclo como merece. É preciso manter o nível, ser resistente e seguir em frente. Pode relatar-nos um episódio que o tenha afectado, quer positiva quer negativamente, aqui na assembleia bem como no seu trabalho, em geral ? P.P- Pela positiva, posso referir que tenho orgulho em ter conseguido nesta Assembleia, mesmo não sendo um partido maioritário, os melhores aumentos das pensões com propostas assinadas por mim e pelo CDS. Pela negativa, todo e qualquer género de ofensa pessoal que se passe no plenário. Como vê o futuro da Economia em Portugal ? P.P- Este tipo de política económica praticada pelo nosso governo não é a mais correcta. Na minha opinião, o investimento em grandes projectos, por exemplo, o TGV não nos vai salvar dos problemas. Como vê o futuro da educação em Portugal? P.P- Vivo num país que, em cada 100 jovens 22 não têm emprego, portanto é preciso que a educação não os engane , seja mais exigente, sob pena destes, quando saem da escola para o mundo do trabalho, esse sim, exigente e muito competitivo, não conseguirem arranjar emprego. Assim, quem promete facilidades está a enganar as pessoas, e a educação deve estar ligada ao mundo das empresas, porque é nelas que está o trabalho. O pior que pode suceder a um país (o que acontece em Portugal) é que os jovens, acham que só têm alternativa indo para outros países, onde lhes seja reconhecido o seu mérito.

Pode explicar-nos o que é ser deputado? Vasco Cunha: Ser deputado é ter a consciência de que se está a representar um conjunto de milhares de pessoas que nos atribuíram um mandato político. Por isso, as nossas decisões não podem ser individuais nem egoístas. Elas têm de corresponder a um equilíbrio muito forte, entre aquilo que são as propostas políticas e partidárias que apresentamos e aquela outra parcela que corresponde aos anseios e expectativas dos eleitores que votaram em nós e que nos deram um mandato de representação para estar no Parlamento. Pode dar-nos exemplos do seu trabalho como deputado? V.C: Participo em três comissões, das Obras Públicas, do Ambiente e Poder Local e do Orçamento e Finanças. Faço propostas e sugestões, fiscalizo as leis que o Governo faz e recebo pessoas, por exemplo, escolas e instituições que querem apresentar os seus pontos de vista sobre aquilo que se passa na sociedade. Todavia, este é um resumo simples. Para além disto, visito e acompanho todos os assuntos que dizem respeito ao meu círculo eleitoral (de Santarém), reunindo ou falando com todos os responsáveis políticos e sociais nas mais variadas áreas de actividade. Aproveito para estudar e documentar-me com todas as informações e relatórios que se fazem sobre as áreas que me dizem respeito. Os Deputados têm de ter o maior número possível de informação para poder ter opinião sustentada sobre aquilo que se passa.


Agrupamento de Escolas Verde Horizonte Sempre quis ser deputado? V.C: Nunca pensei que algum dia viria a ser deputado. Por isso, apesar de estar temporariamente suspenso do exercício da minha actividade profissional sinto-me satisfeito com esta etapa da minha vida. Estive noutras tarefas políticas mas nem sempre tive a ideia de querer ser deputado. Fui deputado quase aos 40 anos. Fiz a minha carreira profissional até a um ponto em que a actividade política podia conjugar-se. Felizmente, posso dizer que gosto muito da minha actividade profissional. Mas também posso dizer que gosto bastante do exercício político de ser deputado. É isso que eu gostaria que acontecesse aos meus filhos e a todos os jovens. Que todos eles conseguissem fazer, um dia, aquilo que profissionalmente e do ponto de vista cívico e político mais desejam. Como vê o futuro da Economia em Portugal ? V.C: Está muito difícil. A situação do país não deixa muita margem de esperança para todos nós. Especialmente para os mais jovens ou para aqueles que estão desempregados. É preciso tomar medidas para que os desempregados consigam entrar no mercado de trabalho, sobretudo os mais jovens. É necessário dar voz a todos aqueles que estando longe dos centros de poder continuam a acreditar que é possível construir um Portu-

gal mais solidário e mais feliz do que aquele que actualmente existe. Em Mação isso tem sido possível porque vocês beneficiam duma equipa autárquica muito competente. Mas, infelizmente, há muitos locais do país onde tal não acontece. Como vê o futuro em relação aos jovens? V.C: Cada um de vós, os mais jovens, tem de ter a noção de que o mais importante para a nossa vida é o investimento que fazemos no conhecimento. Estudar e obter resultados é hoje o maior desafio das gerações mais novas. Trata-se de um objectivo individual mais competitivo do que aquele que as gerações anteriores tiveram. Mas é fundamental que todos aqueles que fizerem este investimento possam continuar a fazer o seu caminho com uma vida profissional. É preciso ter a ideia de que a pessoa que está a estudar tem direito a entrar no mercado de trabalho na área que mais gosta. Se for possível juntar aquilo que cada um de vós gostaria de fazer um dia ao exercício futuro desse trabalho, então cada um de vós será substancialmente mais feliz. Estudar ao longo de vários anos para conseguir entrar no mercado de trabalho e fazer aquilo que realmente se gosta é hoje um objectivo quase raro. É preciso que tal possa acontecer mais vezes... Como vê a Educação em Portugal? V.C: Infelizmente não vejo que a nossa

Educação esteja bem. Bem sei que esta pergunta dava para várias horas de conversa. Todavia tal não é possível. As escolas, onde se devem juntar os alunos, os professores, os pais e todos os auxiliares educativos, devem ser locais onde o ensino é o principal objectivo. Nos últimos anos parece que o ensino passou para um segundo plano e várias outras questões, algumas delas importantes, substituíram a ideia de uma comunidade empenhada naquilo que é fundamental que é a passagem do conhecimento entre gerações. Infelizmente, parece que a escola hoje é um lugar onde só os alunos têm direitos e onde os professores não têm um lugar essencial naquilo que sempre lhes foi destinado que é ensinar. Vejo muitas crises com os alunos e não vejo muita gente disponível para defender o papel essencial que os professores têm de ter na escola. Qual o papel da Assembleia da República como garante da Democracia em Portugal? V.C: A AR é um órgão de soberania que tem de cumprir com a sua quota-parte no desempenho da democracia em Portugal. Na essência, a AR fiscaliza o Governo e faz Leis. Contribui para um equilíbrio de poderes, onde o Governo, o Presidente da República e a Justiça têm um papel fundamental. É isso que está inscrito na nossa Constituição da República.

O que é o Conselho Geral e para que serve... O Conselho Geral que veio substituir a Assembleia de Escola, eleito por um quadriénio, de acordo com o Decreto lei nº 75/2008 de 22 Abril, é um órgão orientador da política geral da escola, que produz e aprova, no âmbito das suas competências. Acompanha e aprecia a execução da Direcção executiva relativamente aos diferentes aspectos da vida da escola. É constituído por 7 professores, 4 Encarregados de Educação, 2 alunos, 2 auxiliares da Acção Educativa, 1 representante do Centro de Saúde, 2 representantes da comunidade e 3 representantes da Autarquia e o Director Executivo. Este órgão aprova: · O Regulamento Interno, o Projecto Educativo, o Plano Anual de Actividades, bem como, as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento e os contratos de autonomia e aprecia o relatório da conta de gerência e os resultados da avaliação interna; · Autoriza a constituição das asses-

sorias à Direcção; · Reúne ordinariamente uma vez por ano trimestre para cumprimento das suas competências; · Elege o Director Executivo. Anualmente é da sua competência também: · Emitir pareceres sobre o plano anual de actividades e apreciar o relatório intermédio e final de execução; · Definir linhas orientadoras para a elaboração do orçamento e o relatório da conta de gerência; · Apreciar os resultados da avaliação interna; · Promover e incentivar o relacionamento com a comunidade educativa. A Presidente do Conselho Geral da nossa Escola, deixa aqui uma mensagem dirigida a todos os alunos.

Ser cciidadão é… Ter direitos como: ser ouvido, ter uma nacionalidade, discordar, escolher, comunicar (…) mas também é ter deveres como: ouvir o que os outros dizem, respeitar, controlar-se, dar o exemplo (educação, ajudar os outros…). Ser cidadão é também ter liberdade, pois sem ela não poderíamos discordar. Viveríamos numa ditadura, e logo não poderíamos dizer o que pensávamos. Eu cheguei à conclusão de que ser cidadão é ter direitos, deveres e liberdade. Amélia Silva, n.º1 do 5ºA

“Vitorioso não é aquele que vence mas aquele que se levanta diante de uma derrota”. J. Talbot Horizontes

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A importância da biodiversidade Num mundo em constante mudança, impulsionada pelo ritmo acelerado da inovação tecnológica, por um sistema económico ávido de crescimento constante, pela necessidade (ganância?) de nós, seres humanos, controlarmos tudo o que nos rodeia perdemos, na maior parte do

tempo, a noção de que não somos os únicos habitantes da Terra. O planeta Terra pode ser visto como um amplo sistema cujos componentes interagem uns com os outros numa dinâmica que permite manter o equilíbrio, mais todos os elementos que compõem o Sistema Terra dependem uns dos outros e qualquer mudança ocorrida num deles altera drasticamente o equilíbrio existente. Sendo a Terra o único planeta no qual se reconhece a existência de vida (é o único em que existe Biosfera - conjunto de todos os seres vivos ou organismos que existem no planeta) esta é um componente importante no equilíbrio do sistema. Todos os seres vivos detêm um papel fundamental no sistema que intervêm, desde o organismo mais simples como um fungo ou uma bactéria, até à raposa ou azinheira, passando pela toupeira, abelha e pela minhoca. Uns têm o papel de predadores mantendo a população de roedores estável; alguns ao revolverem os solos mantêm os níveis de gases necessários a outros organismos; outros alimentamse dos organismos mortos decompondo-os em nutrientes necessários a outros seres; alguns realizam a fotossíntese renovando os gases atmosféricos; outros ainda são essenciais na polinização dos mais variados tipos de plantas. Uma espécie por si pode não ser importante, mas as relações por ela estabelecidas com o ambiente e com outras espécies podem ser significativas. Assim, podemos afirmar que Horizontes

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qualquer mudança introduzida na Biosfera pode perturbar o intrincado Sistema Terra. A todo o instante o planeta Terra experimenta grandes e graves alterações, consequentes da acção directa ou indirecta do ser humano: diminuição de habitats e sistemas naturais, alterações climáticas, perda de biodiversidade. A sobrexploração de florestas, mares, lagos e rios; a produção agrícola intensiva e consequente sobrexploração dos solos; a elevada taxa de construção em extensas áreas territoriais; a exploração de pedreiras; a poluição das águas, solos e ar; a introdução de espécies alóctones (exóticas), ao longo de décadas tem destruído habitas naturais e rompido as dinâmicas dos ecossistemas. Ou seja, o ser humano está a alterar o Sistema Terra, ao modificar os seus componentes a um ritmo que não permite a manutenção do equilíbrio. Em 2010 celebra-se o Ano Internacional da Biodiversidade, evento que pretende não só consciencializar os cidadãos e respectivos governos para a problemática da diminuição da biodiversidade, mas também tomar algumas medidas concretas para reforçar a conservação da biodiversidade promovendo o bem-estar do ser humano bem como o desenvolvimento da economia. À primeira vista a biodiversidade não parece muito importante, mas ela assume um papel crucial para a espécie humana, uma vez que aproximadamente 40% da economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos. O Ser Humano é elemento integrante de vários ecossistemas, logo se a biodiversidade é importante para o bom funcionamento dos ecossistemas, é importante para o Ser Humano. Mas o que é a biodiversidade? Traduzindo à letra biodiversidade significa diversidade de vida, num sentido mais amplo ela engloba não só os seres vivos, mas também a sua variedade genética, a variedade de funções ecológicas desempenhadas por cada organismo no ecossistema que integra, a

variedade de comunidades, habitats e ecossistemas. Estima-se que existam na Terra entre 10 a 50 milhões de espécies, das quais só se tem registo de 1.750.000, aproximadamente. Baseando-se na actual taxa de perda de espécies no planeta, estima-se que no ano 2000 um décimo de todas as espécies já havia desaparecido e essa proporção ascenderá a um terço em 2020. De acordo com o Livro Vermelho sobre os Vertebrados, em Portugal, das espécies de vertebrados que existem 42 por cento estão ameaçados. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano. Um exemplo das consequências da perda da biodiversidade, mencionado no livro “Sustentando a vida” de Aaron Bernstein e Eric Chivian, é a de uma rã descoberta nos anos 80 em florestas virgens da Austrália. Essa rã transporta a cria no estômago, o que causou espanto na comunidade científica, uma vez que, em outros animais, a cria seria destruída pelas enzimas e ácidos do estômago. Os estudos preliminares indicaram que as rãs bebés produziam substâncias que as protegem daquela destruição, o que se tornou uma pista para tratamentos de úlceras gástricas, no entanto esta espécie foi declarada extinta. Outro exemplo é o de algumas substâncias usadas no tratamento de duas formas comuns de cancro infantil (leucemia linfoblástica e linfoma de Hodgkin): a vincristina e a vinblastina são extraídas de uma planta existente nas florestas tropicais de Madagáscar (pervinca de Madagáscar). Por causa da destruição das florestas, essa espécie está ameaçada na natureza. O principal impacto da perda de biodiversidade é a extinção de espécies, mas os seus efeitos são mais amplos e podem ter implicações directas no modo de vida do ser humano, pelo que impedila é uma prioridade. Sendo o ser humano o principal responsável pelo acelerado ritmo da perda de biodiversidade, cumprenos travá-la. Professora Helena Antunes


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O adiar de soluções para um problema já imediato A expectativa era grande, esperava-se muito, mas o mundo obteve pouco! As alterações climáticas estão na ordem do dia. Estudos demonstram que a temperatura do planeta tem aumentado e consequentemente as calotes polares estão a diminuir (entre outras alterações). Culpa – O Efeito de Estufa, Culpados – todos nós! O planeta e os seus habitantes necessitam do efeito de estufa. Sem ele, a Terra teria uma temperatura média de 18º negativos, impossibilitando a vida tal como a conhecemos. Mas em níveis excessivos, o efeito também é prejudicial. Como resolver o problema: Reduzindo as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera (o CO2 é o principal, mas não único, responsável pelo efeito de estufa). Problema: Todos nós emitimos CO2, todo o desenvolvimento está dependente da energia, das indústrias e dos transportes – sectores todos altamente emissores deste gás (entre outros). Associada está também a grande desflorestação que vai ocorrendo em diversas partes do planeta. Mais, as questões ambientais não são limitadas por fronteiras, e todo o planeta se repercute. Daí a importância de definição de metas / estratégias globais, à escala planetária, envolvendo todas as nações, e não só as mais poluentes. Mas: Tais soluções envolvem custos elevados, não só na sua aplicação, como também têm implicações no desenvolvimento local do país e no tecido empresarial. Em 1990, quando do protocolo de Quioto, foram estabelecidas metas quantitativas. Os países assinantes (os EU não o assumiram) implementaram estratégias com vista a atingir essas metas. Não

se conseguiu o ideal, mas alguns passos importantes foram dados – veja-se as políticas de implementação de energias alternativas em Portugal (painéis solares e aerogeradores). Foi no entanto um período de grande desenvolvimento, pelo que, apesar das estratégias tomadas, as emis-

sões progrediram 41% (com um pico entre 2000 e 2008), sendo igualmente problemático que os grandes “sugadores” de CO2 – oceanos e florestas – estejam a armazenar cada vez menos (a função de poços de carbono está simplesmente a esgotarse). Muito se esperava de Copenhaga: O texto do acordo de Copenhaga fala do limite máximo de 2ºC para o aumento da temperatura média da Terra no futuro. Prevê a constituição, até Fevereiro do próximo ano, de uma lista de promessas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono ou para conter o seu crescimento. E aponta um mecanismo para o reportar e verificar dos esforços dos países em desenvolvimento. Cria ainda o Fundo Climático de Copenhaga, com 30 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) para os países pobres nos próximos três anos. E promete mais 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020. Segundo o acordo, os países que o adoptarem prometem fazer mais esforços para combater as alterações climáticas, mas sem qualquer compromisso legal. Ao recusar fixar os objectivos vinculativos, os países travaram as ambições de Copenhaga. Na verda-

de, dois dos seus membros, a China e os Estados Unidos, emitem, sozinhos, 40 por cento de gases com efeito estufa no planeta. Os Estados Unidos não avançaram números de redução do CO2: estão em segundo lugar no ranking de poluidores mundiais logo a seguir à China. A União Europeia e o Japão anunciaram objectivos firmes para Copenhaga: uma redução de 20 por cento para os europeus, de 25 por cento para os nipónicos, mas ao nível da emissão de gases de 1990 até 2020. Os Estados Unidos não avançam objectivos específicos de redução. A China e a Índia recusam objectivos vinculativos. Os grandes poluidores, apesar de recentes, juntamse à União Africana para exigir que os países ricos reduzam 40 por cento, até 2020, mas calculados em relação às emissões de 1990. É difícil conciliar interesses tão contraditórios mas, entretanto, as emissões para a atmosfera continuam a aumentar. Todos nós (e as gerações futuras) vamos pagar esta factura. Professora Luísa Gonçalves

Sou alguém muito… Jubilosa e atenciosa Util Despreocupada com a opinião dos outros Intensa Terna nos sentimentos Energética nos acontecimentos Carinhosa, Amiga dos meus amigos Responsável Poderosa Inteligente Namoradeira Tímida Envergonhada Irónica Respeitável Orgulhosa Judite carpinteiro 10.ºC , n.º10

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Chama-se Quaresma, ao período de 40 dias de jejum e penitência, que antecedem a festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias, em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. A Quaresma, que começa na quartafeira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve - se aproximar de Deus procurando o seu crescimento espiritual. Nesse tempo Santo, a Igreja Católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas: a oração; a penitência e a caridade. Essencialmente, este período é um retiro espiritual votado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa

da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 D. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

A Semana Santa em Mação… A Semana Santa em Mação sempre foi um momento solene da vila, marcado principalmente pelo Dia de Passos. Em Maio de 1936, na Revista “Terras do Tejo” n.º 6, encontra-se um artigo de duas páginas sobre a Procissão dos Passos onde se lê “Mação tem dias grandes: os dos mercados, os da Feira dos Santos, os da Semana Santa, os das festas de Verão, mas o de Passos é o Dia Maior”. Sobre o dia de Passos diz refere a mesma revista: “Domingo, logo de manhã cedo armam-se os Passos e enfeitam-se de espadanas e lírios roxos e círios. Em frente deles a rua juncada e no junco ajoelham gentes simples com a fé brotando dos olhos comovidos e dos lábios murmurantes”. Especial destaque nesta procissão para os “anjinhos” que transportam os emblemas da paixão do Senhor. Integrados nas Celebrações Pascais estão também os Terços, que decorrem na Quaresma, todos os domingos de madrugada, até à Páscoa.

Por volta das 2h da manhã, um grupo de homens reúne-se e percorre algumas ruas da Vila, rezando o Terço. Na madrugada de domingo de Páscoa tem lugar o último Terço, que é o chamado Terço da Farinheira, onde geralmente participam algumas dezenas de pessoas. Percorrem algumas ruas da Vila e fazem uma pequena procissão, desde a Igreja Matriz até à Igreja da Misericórdia. É uma tradição de grande importância na vida dos Maçaenses, que se tem prolongado ao longo dos tempos e reúne várias centenas de pessoas naquela que é a mais emblemática celebração religiosa do Concelho.

TRÍDUO PASCAL de 2010 Quinta-feira Santa, 1 de Abril 18.30h – Eucaristia da Ceia do Senhor – Lava-Pés 21.30h – Procissão da Condenação do Senhor Sexta-feira Santa, 2 de Abril 15h – Via Sacra 18h – Adoração da Cruz 21.30h – Procissão do Enterro e Sermão da Soledade Sábado Santo, 3 de Abril 22h – Vigília Pascal Domingo de Páscoa, 4 de Abril 12h – Procissão da Ressurreição e Eucaristia 15.30h – Visita Pascal

Textos/ informação retirada da Internet Programa e fotografias cedidas pelo Padre Amândio

O que é a Quaresma ??????

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Violência?? A violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo, ou objecto. Ninguém nasce vocacionado para a violência, ou para qualquer outro comportamento, como garante Carolino Monteiro, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Os factores genéticos e ambientais têm um peso idêntico na formação da personalidade dos indivíduos. Atendendo a que o primeiro ambiente educativo é a família, muitos dos comportamentos desenvolvem-se no seio da mesma sem que os pais e outros familiares se apercebam. Javier Urra, psicólogo forense cuja experiência de trabalho está directamente ligada a jovens conflituosos, no seu livro “O pequeno ditador, da criança mimada ao adolescente agressivo” refere que a tirania infantil é como uma onda, resulta de um processo continuado. Aquilo que tinha graça numa criança de quatro anos torna-se insuportável na fase da adolescência. As crianças crescem em desequilíbrio, os seus comportamentos são resultado de uma falha educativa. Para o mesmo autor ser pai, fisiologicamente é muito fácil, mas educar, transmitir valores, ética, tentar que as crianças e jovens sejam solidários, felizes, isso é mais difícil. Implica pensar antecipadamente nas coisas, ser coerente, ter perspectivas. Este autor, numa entrevista, revelou que considera a sociedade em Portugal e Espanha demasiado permissiva. Outrora toda a comunidade actuava, hoje comportamentos desadequados, como danificar um bem público, é para ser resolvido pela polícia, Horizontes

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professores ou pais, um cidadão comum não se atreve a intervir. Essa permissividade social faz com que seja difícil educar. A escola é local de excelência para desenvolver competências não apenas académicas mas também pessoais e sociais. Nos últimos anos muitas são as notícias de actos de violência dentro dos espaços escolares, factos isolados ou de violência continuada sobre indivíduos ou grupos (bullying). De acordo com Manuel Matos, investigador e docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto. A violência na escola é um assunto “velho” com uma nova visibilidade. Segundo Augusto Cury, o uso da agressividade é sinónimo de fraqueza e não de inteligência. Matos entende o recurso à violência “como uma situação que vem na sequência de um destino trágico que é o facto de estes alunos não terem um projecto”. Neste sentido, a escola deverá ajudar estes alunos, a construir o seu projecto de vida, e não responsabilizar apenas as famílias nas quais também reina muitas vezes a ausência de projectos. Para o mesmo, o essencial é não perder de vista que “os actores da violência são muito mais vítimas do que autores”. De acordo com um estudo realizado em Portugal com jovens, do 6º, 8º e 10º anos, por Margarida Gaspar de Matos e Susana Fonseca Carvalhosa da Equipa do projecto Aventura Social e Saúde (disponível na internet). Os resultados sugerem que são os jovens com 13 anos se envolvem mais em actos de violência, e que aos 11 anos são normalmente vítimas. Apresentam um perfil de afastamento em relação à casa, família e à escola, referem problemas de relação social, consideram difícil arranjar novos amigos, envolvem-se com maior frequência em experincias de consumo de tabaco e álcool. No âmbito da promoção de estilos de vida saudáveis nos adolescentes, este estudo reforça a importância já reconhecida dos contextos sociais do jovem, assim a família, o envolvimento escolar, a relação

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com os professores e o estabelecimento de laços de amizade com os pares aparecem aqui como factores potencialmente protectores de situações de envolvimento em actos de violência na escola. Votando a referir Javier Urra, “educar no respeito e no afecto, transmitir valores, impor limites e exercer a autoridade sem medo devem ser as linhas orientadoras dos pais (e professores, direi eu). Os pais (e professores) têm de cumprir o seu papel. Para isso o que se requer é amor, lógica, técnica arte e conhecimento. As crianças, terão que aprender a lidar com sentimentos de frustração, medo, tristeza ,agressividade… Não é fácil mas não é impossível, podemos recorrer à leitura dos

contos de fadas, que ajudam as crianças a resolver conflitos, entender sentimentos identificando-se com as personagens. “Ler um conto de fadas a uma criança


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Violência

Violência Doméstica

é muito mais do que contar-lhe uma qualquer história. É dar-lhe asas e respostas para a vida. (retirado do artº de Ana Esteves da revista Pais e Filhos, Abril/ 2007) No nosso Agrupamento comemorouse no dia 31 de Janeiro o “dia da não violência nas escolas”, actividade dinamizada pelo Núcleo de Educação Especial e Serviços Especializados. Os alunos, sensíveis ao problema da violência, reflectiram e participaram na actividade, elaborando trabalhos, com frases alusivas ao tema, os quais estiveram expostas no átrio da secretaria da EB2,3,Sec. ou nas respectivas escolas. Sugestões de leitura: Javier Urra: - “O pequeno ditador, da Criança Mimada ao Adolescente Agressivo”; Augusto Cury: - “ Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes”; - “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes”. Elaborado por: Olga Pereira

Baseado nos autores referidos no texto

Hoje em dia a violência doméstica, assim como já há muitos anos, é um tema que atormenta muitas famílias no nosso país e no resto do mundo. Este tema ainda não é facilmente abordado por todos. Cada vez mais, as nossas gentes apesar de conhecerem os problemas, tentam omiti-los, deixando-os passar despercebidos. O medo de represálias faz-se sentir, embora já se notem algumas mudanças nas mentalidades mais actuais. Torna-se, por isso, importante alertar e sensibilizar. No passado mês de Novembro, em Mação, realizou-se, a Marcha contra a Violência Doméstica, na qual participaram algumas turmas do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte. Os formandos da Turma EFA2, do 1ºAno elaboraram os panfletos que foram distribuídos pelas ruas, com o objectivo de sensibilizarem a população para este flagelo. Os meios de comunicação são uma ajuda preciosa para a divulgação do tema. Com a ajuda de todos podemos diminuir estes “crime”. Colabora!!... EFA2 - 1ºano

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Outra forma de Violência!!... O que é o Bullying? É um termo inglês utilizado para descrever violência física ou psicológica, actos intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz(es) de se defender, por vezes só apenas por prazer. É frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.

Existem vários tipos de Bullying O Bullying tem várias vertentes de violência, como a Física, a mais comum, em que os Bullies batem nas vítimas, pontapeiam-nas, beliscam-nas, empurram-nas e agridem-nas; temos também a violência Verbal em que os Bullies, gozam, colocam apelidos e insultam os familiares ou a própria pessoa; Moral, os Bullies difamam, discriminam e tiranizam as vítimas; também Sexual, os Bullies abusam das vítimas, assediando-as e até podem mesmo violá-las sexualmente; Psicologica, os Bullies intimidam as vítimas, ameaçam, perseguem, aterrorizam e humilham-nas; Materialmente, os Bullies roubam a vítima e destroem materiais pessoais e finalizando com a violência Virtual, os Bullies, por meio da internet ou telemóvel, gozam, insultam e ameaçam.

Bullying Curiosidades acerca do Bullying

Judite Carpinteiro e Manuel Bento 10º C

- Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do Bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os Bullies sofram de qualquer défice de auto-estima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, um acréscimo de comportamentos agressivos, o acto de encarar as acções de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em acções obsessivas ou rígidas. É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância. - Também tem sido sugerido que um défice em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser factores de risco em particular.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adoptada pela ONU em 1838. Quando esta declaração foi criada, estava a decorrer a II Guerra Mundial. Perante este cenário de holocausto, os países consideraram que era importante criar uma declaração que salvaguardasse os direitos dos Homens. O objectivo era que cada indivíduo da sociedade visse definidos e defendidos os seus direitos, como são o direito à vida, à liberdade, a constituir uma família, direito ao apoio a nível da saúde, direito à educação, entre outros. Decerto que nenhum de nós que vemos, normalmente, defendidos estes direitos, não nos imaginamos a viver sem usufruir de alguns deles. Dito de outra forma, talvez não nos consigamos imaginar a viver em certas condições. Mas o que é certo, é que quase todos sabemos, que milhares de pessoas, em todo o mundo, vivem sem verem respeitados estes direitos e em condições muitas vezes miseráveis. E nós conhecemos situações em que os seus direitos são desrespeitados. Sem fazer um esforço, negamos esta afirmação. Mas, no entanto, quem não sabe que alguns países ainda mantém pena de morte. Isso não é desrespeitar

desrespeitar esses direitos. Mantêm leis que violam esses direitos e, em casos mais graves, cooperam com frentes revolucionárias, mantendo milhares de homens em escravatura. Outras vezes, essa situação serve ainda como forma de ascensão ao poder. Ainda que pensemos o contrário, cada um de nós deve ter um papel activo na preservação dos direitos do homem. Uma forma simples de o fazer, é denunciar os casos que presenciamos no dia-a-dia, aqueles de que temos conhecimento. Mas, infelizmente, o que sucede muitas vezes é que os cidadãos ignoram essa realidade, porque preferem não se “cansar”. Cansar? Incomodar? Não podemos jamais pensar assim, quando se trata de defender os direitos de uma espécie da qual nós mesmos fazemos parte. Hoje assistimos à violação dos direitos dos outros, mas não sabemos nunca se amanhã não seremos nós os desrespeitados e, se assim sucedesse, gostaríamos muito e ficaríamos eternamente gratos por terem lutado por nós quando não tínhamos possibilidade de o fazer. Por vezes, os grandes feitos nascem dos pequenos actos, e esses têm de ser feitos por cada um de nós. Porque se nós, indivíduos da sociedade, vulgares como todos os outros, não defendermos os nossos direitos, ninguém mais o fará. Sofia Martins, 12ºB

Quem são os Bullies? Estes indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. São aqueles a que chamamos “agressores” aqueles que praticam alguns dos tipos de Bullying existentes.

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os direitos do Homem? Claro que sim, afinal “todo o ser humano tem direito à vida”. Todos nós vemos centenas de lojas espalhadas pelo país, onde se vendem marcas desportivas bastante conhecidas, cujos produtos, são por vezes adquiridos, apenas pelo seu prestígio. Mas o que nós também parecemos ignorar, é que os produtos de algumas dessas marcas, foram fabricados por indivíduos, entre os quais crianças, em condições miseráveis. Agora pergunto: Será que algum de nós compraria algum desses produtos, se soubéssemos que foram produzidos, pelos nossos filhos, mantidos em condições miseráveis? É duro meter as coisas nestes termos, mas por vezes, torna-se necessário ferir a sensibilidade de cada um, para que as pessoas deixem de ignorar constantemente e assumam um papel mais activo no combate a esta problemática. Esta situação assume ainda maior injustiça, quando os próprios países fundadores são, muitas vezes, os primeiros a


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A COMIS SÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS - CPCJ DE OMISSÃO MAÇÃO A Lei nº 147/99, de 1 de Setembro, em Ø Sujidade;

vigor desde Janeiro de 2001 com aplicação ao território nacional, define o regime jurídico da intervenção social do Estado e da comunidade, nas situações de menores em perigo e carecidos de protecção, nomeadamente nas situações que ameacem a segurança, a saúde, a formação, a educação ou o desenvolvimento dos menores, criança ou jovem; propondo-se à promoção dos seus direitos individuais, económicos, sociais e culturais. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Mação foi criada pela Portaria Nº 406/ 2003 de 19 de Maio e tem a sua sede na Rua 5 de Outubro, nº 25 – 6120-752 Mação (Junto ao Serviço de Acção Social da Câmara Municipal de Mação – Antiga Escola Secundária). Contactos: 241 571541 e 96 851 68 11. Dada a complexidade de uma área de intervenção como a de fazer cumprir os direitos de cidadania das crianças através da sua promoção e protecção, competem, em primeira linha, às entidades públicas e privadas com atribuições em matéria de infância e juventude e às comissões de protecção e, em última instância, aos tribunais; garantir uma protecção especial às crianças, mas esse dever cabe também a todas as pessoas, singulares ou colectivas, com idênticas responsabilidades na sociedade mais alargada, colaborarem, contactando a CPCJ da sua área de residência, para colocar questões, esclarecer dúvidas, ou denunciar situações. A criança é um ser de direitos que todos nós devemos ver protegidos, não importa a sua raça, cor ou religião. De seguida serão referidas algumas das diferentes situações de perigo e risco em que uma criança pode incorrer, para que todos as consigam identificar e, eventualmente, denunciar, no sentido de prevenir, respeitar e promover os direitos das crianças. Tipologia das situações de perigo: 1- Abandono: Criança abandonada ou entregue a si própria, não tendo quem lhe assegure a satisfação das suas necessidades físicas básicas e de segurança. Indicadores: ØFome habitual; ØFalta de protecção do frio; ØNecessidade de cuidados de higiene e de saúde; ØFeridas;

ØDoenças. Requisitos: Para que se possa falar desta situação requer que algum (s) do (s) indicadores se verifiquem de forma reiterada. 2- Negligência: Situação em que as necessidades físicas básicas da criança e a sua segurança não são atendidas por quem cuida dela (pais ou outros responsáveis), embora não de uma forma manifestamente intencional de causar danos à criança. Negligência - Sintomas: Ø Atraso nas aquisições das competências instrumentais: · Linguagem · Motricidade Ø Perturbações do comportamento alimentar: · Roubo de alimentos · Tendência a comer “até não poder” Ø Perturbações do humor e do controlo emocional · Sonolência · Apatia · Depressão · Hiperactividade · Agressividade Ø Desenvolvimento pessoal e social · Problemas de aprendizagem · Absentismo/Abandono escolar · Pobre desenvolvimento pessoal com os pares · Comportamentos para chamar a atenção dos adultos · Fantasia · Comportamentos anti-sociais Ø Ausência persistente dos pais na procura/acompanhamento das crianças/jovens · Incumprimento do calendário de vacinas · Falta a consultas de pediatria · Ausência nas reuniões de pais Indicadores:

Ø Eritema genital; Ø Pediculose (afecção cutânea produzida por piolhos); Ø Unhas, sujas e por cortar; Ø Hematomas ou outras lesões inexplicadas/explicação contraditória; Ø Acidentes frequentes por falta de supervisão de situações perigosas; Ø Atraso no desenvolvimento sexual. Outros: Ø Alimentação-hábitos/horários e em quantidades inadequadas; Ø Vestuário inadequado em relação à época e ao tamanho; Ø Lesões resultantes de exposições climáticas adversas (sol/frio); Ø Carências vitamínicas; Ø Cárie dentária; Ø Unhas quebradiças, grandes e/ou sujas; Ø Infecções persistentes ou doença crónica que não mereceu tratamento médico. Requisitos: Para que se possa falar desta situação requer que algum (s) do (s) indicadores se verifiquem de forma reiterada. A professora tutora e representante do Ministério da Educação na CPCJ de Mação, Eulália Ribeiro

Na negligência prolongada - Sinais físicos: Ø Atraso ou baixo crescimento; Ø Cabelo fino; Ø Abdómen proeminente; Ø Arrefecimento persistente; Ø Mãos e pés avermelhados; Ø (Necessário excluir qualquer patologia que medicamente justifique a sintomatologia). Carências higiénicas: Horizontes

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(Des)Acordo Ortográfico “A minha pátria é a língua portuguesa”. Fernando Pessoa

Numa época de globalização, esta afirmação possui mais valor do que nunca. É a nossa língua que nos identifica, que nos permite comunicar e que facilita a coesão nacional e até uma aproximação entre todos os seus falantes. É, portanto, a nossa identidade. Contudo, convém que, para garantir a unidade entre os falantes, não se deturpe o que os une: a língua. De que nos serve comunicarmos numa língua única, se o fazemos com erros sistemáticos ou, dito de uma forma mais tolerante, com flutuações atribuídas ao uso dos falantes que permitem variações tão amplas que o próprio falante acaba por não saber como pode expressar-se correctamente ou se o faz de uma forma sistematicamente incorrecta. Duas correntes opõem-se actualmente e já há bastante tempo relativamente ao tão referido Acordo Ortográfico (AO). De um lado, os mais renitentes que vêem estas mudanças como precipitações não calculadas, do outro, os que apelidam os primeiros de “Velhos do Restelo” e que consideram a mudança como útil, inevitável e como garantia da unidade entre os falantes, isto é, como tábua de salvação da permanência da própria língua no panorama global, da sua sobrevivência. A preocupação com o prestígio internacional do português fez com que em 1990 se tentasse o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que visava uma ortografia oficial una da língua portuguesa pondo, assim, termo às duas normas oficiais existentes, então como até agora, e divergentes entre si, a saber: a norma brasileira e a norma dos restantes países de língua oficial portuguesa. Desengane-se, porém, quem julgue que tal preocupação e tais tentativas de unificação se iniciaram apenas em 1990. De facto, após a Implantação da República em Portugal (1911) realizou-se em Portugal uma reforma ortográfica que alterou a língua escrita aproximando-a da actual e afastan-

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do-a dos étimos pelos quais se regia – latino ou grego – com alterações em palavras como pharmacia, orthographia, lyrio, diccionario, caravella, estylo, diphthongo…e muitas outras mais. Esta modificação originou uma parte da divergência entre as duas ortografias (a de Portugal e a do Brasil). Ao longo de várias décadas, foram introduzidas outras alterações na norma do Brasil, realizadas várias tentativas de uniformização das duas grafias, e, todavia, estas permaneceram sempre divergentes. Em 1945 o Acordo Ortográfico passou a lei em Portugal, contudo não viria a realizar-se a sua ratificação sob a forma de Decreto-Lei. Posteriormente, várias tentativas foram feitas voltando a não se concretizar o entendimento e sendo apontadas como principais dificuldades para tal factos de duas ordens divergentes: por um lado, o facto de Portugal viver um período conturbado após o 25 de Abril de 74 e, por outro, o teor de uma das alterações que visava suprimir os acentos nas palavras proparoxítonas (esdrúxulas). Como os partidários do AO continuam a considerá-lo como garantia da unidade intercontinental da língua que lhe permitiria um maior prestígio internacional, a sua persistência mantém-se e, após 1988, foi criado o “Anteprojecto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa” que foi ainda sujeita a críticas e levou em 1990 ao Acordo Ortográfico. A questão pertinente que se coloca é a mesma que se colocou anteriormente e que sempre impossibilitou a aplicação do Acordo: estará este texto capaz de uniformizar a língua, visto ser esse o seu objectivo, dando regras precisas e inquestionáveis? Isto é, o falante português, brasileiro, angolano, moçambicano, enfim, o falante de língua portuguesa, ao aplicar as regras de ortografia da língua portuguesa tem que ter obrigatoriamente uma norma perfeitamente definida que se aplique à totalidade da língua não podendo existir nela lacunas, omissões, confusões, dualidades, ou até aplicações contraditórias. Vejamos, a norma portuguesa num dos casos de hifenização indicava rigorosamente (como deve acontecer numa norma) que quando o prefixo termina numa das vogais a ou o, sendo este seguido de palavra iniciada com as mesmas

vogais, se deve colocar o hífen (exemplos: auto-avaliação, extra-escolar) e as palavras cujo prefixo termine em i levariam um hífen se este fosse seguido de uma palavra iniciada por i, h, r ou s (exemplos: antisemita, anti-religioso). Ora, pelo AO, passariam estas palavras a escrever-se sem hífen, o que, convenhamos, aparentemente simplifica, pois a nova norma diz que deixa de haver regra distinta de acordo com a vogal em que termina o prefixo, ou seja, estas palavras deixam de levar o hífen (exemplos: autoavaliação, extraescolar, antissemita, antirreligioso). Mas, há sempre um mas, existem palavras que actualmente na língua portuguesa de Portugal não possuem hífen e que, com o Acordo, “admirem-se as turbas”(espantem-se as multidões), passariam a tê-lo, iniciando-se uma nova fase de implementação do hífen (exemplos: microondas que passa a micro-ondas, arquiinimigo que passa a arqui-inimigo). Porquê? Perguntaria qualquer incauto falante…Ora,porque sim… Confuso?... Garantimos que isto não é nada! O busílis da questão reside na orientação do próprio Acordo. Cegos pela vontade de unificar o unificável, de conjugar o que por si já se encontrava conjugado em duas variantes da mesma língua, e na tentativa de aceitar alterações introduzidas na norma brasileira aleatoriamente pelo uso, criou-se algo que se baseia não na etimologia da palavra, isto é, na origem da palavra recorrendo à sua evolução gramatical com raiz no grego ou no latim, mas atendendo e baseando-se nas alterações aleatórias do uso, muitas vezes baseadas na pronúncia do falante. Não cabe num artigo desta natureza e extensão a explicação cabal e pormenorizada nem do AO, nem das suas incoerências. Não temos pruridos para tal. Admitimos até a nossa impossibilidade de o fazer, neste momento. Recomendamos a leitura do AO que se divide em quatro textos, a saber: Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa que é um tratado de 1990 composto por um preâmbulo e quatro artigos; o anexo I do mesmo Acordo que é constituído por uma lista de 21 bases ortográficas que discriminam um novo alfabeto e características gerais de uma nova ortografia, dando exemplos; o anexo II que sendo um texto explicativo e


Agrupamento de Escolas Verde Horizonte argumentativo se refere a antecedentes e que justifica opções tidas no próprio AO e, por último, uma rectificação que corrige algumas inexactidões do AO. Passemos a uma breve análise, por isso nada pormenorizada, devido também à sua extensão, do segundo texto supramencionado, o anexo I, que se divide em 21 tópicos, apelidados de bases, assim: Ponto 1- introduz no alfabeto as letras W, K e Y; Ponto 2- determina o uso do h no início e no final da palavra com a lacuna de não referir a palavra húmido que determinaria a impossibilidade do uso do h (aguardamos esclarecimento pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa); Ponto 3- aponta a homofonia de alguns grafemas consonânticos (ch/x; g; j; s/ss/ c/ç e x; s colocados no final de sílaba (nas várias posições na palavra – início, interior e fim de palavra); x e z com valor fonético semelhante; letras interiores s, x e z. Não se prevêem as divergências entre o uso do português de Portugal e o do Brasil (exemplos: champô/xampu, chichi/xixi); uso do g/j (exemplos: alforge/alforje, beringela/berinjela); uso do ss/ç (exemplos: missanga/miçanga) e em elementos toponímicos (exemplos: Singapura/ Cingapura, Sintra/Cintra). Ponto 4- indica o uso de consoantes em sequência com supressão das consoantes mudas, isto é, o uso do c em cç e ct e o uso do p em pt, pç e pt, que ora se podem conservar, ora se podem eliminar; o b torna-se facultativo em bd e em bt; igualmente de uso facultativo é o g em gd (ex: amígdala ou amídala); bem como o uso do m em mn (ex: amnistia ou anistia, omnipotente ou onipotente) e do t na sequência tm (aritmética ou arimética). Ponto 5- regula as vogais átonas e, i, o e u com razões etimológicas e históricofonéticos (evolução pela pronúncia); Ponto 6- refere as vogais nasais, a sua ortografia nos vários casos (com til, m ou n); Ponto 7- aponta os ditongos orais e distribui-os em dois grupos principais dependendo do segundo elemento do ditongo ser i ou u; refere ditongos representados por vogal e semivogal e ditongos representados por vogal com a consoante nasal m; Ponto 8- regula o uso do acento agudo e do circunflexo e os casos em que não é obrigatório o acento gráfico para distinguir as palavras oxítonas homógrafas (isto é, palavras agudas com a mesma grafia), mas heterofónicas (com outras fonias –

pronúncia) e as excepções. Define, além das excepções, casos de dupla acentuação referentes às várias pronúncias do português de acordo com a variante; Ponto 9- define as palavras paroxítonas (graves) que na acentuação gráfica vão receber o acento agudo e circunflexo e as que não serão acentuadas graficamente. Prevêem-se usos facultativos e casos de dupla acentuação; Ponto 10- refere os casos em que as palavras levam e não levam acentuação gráfica nas vogais tónicas grafadas i ou u das palavras oxítonas e paroxítonas; Ponto 11- indica os casos em que nas palavras proparoxítonas (esdrúxulas), reais ou aparentes, se aplica o acento agudo; os casos em que se aplica o acento circunflexo e os casos em que as palavras tanto podem levar o acento agudo como o circunflexo; Ponto 12- refere os casos em que deve ser utilizado o acento grave; Ponto 13- informa da supressão de acentos em palavras derivadas e aponta o caso dos advérbios terminados em _mente, derivados dos adjectivos com acento agudo ou circunflexo e das palavras derivadas que contêm sufixos iniciados por z com formas de base que possuem vogal tónica com acento agudo ou circunflexo; Ponto 14- suprime o trema, excepto em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que o possuam; Ponto 15- refere o emprego do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares – nas palavras compostas por justaposição; na toponímia composta; nas palavras compostas quando designam espécies botânicas e zoológicas; nas palavras compostas com bem, mal, além, aquém, recém e sem; nas locuções; na ligação de duas ou mais palavras que ocasionalmente se possam combinar, formando assim os chamados encadeamentos vocabulares; Ponto 16- refere os casos em que se emprega o hífen nas formações por

prefixação, recomposição e sufixação; os casos em que inequivocamente não se emprega e aponta o seu uso em palavras de origem tupi-guarani (origem de étimos provenientes de povos originários do Brasil); Ponto 17- coloca o emprego do hífen na ênclise (colocação dos pronomes átonos depois do verbo) e na tmese (figura que divide o verbo para lhe intercalar o pronome – exemplo: dir-se-ia), bem como nas ligações da preposição de com formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver; Ponto 18- regra os casos em que o apóstrofo é indicado e os casos cujo uso é inadmissível; Ponto 19- indica quando devem ser utilizadas as minúsculas e as maiúsculas iniciais e ressalva a possibilidade de que obras especializadas possam observar outras regras, provindas de códigos ou normalizações específicas, provindas de entidades científicas ou normalizadoras que sejam reconhecidas internacionalmente; Ponto 20- refere, na divisão silábica, os casos em que as sucessões de duas consoantes podem ou não ser divididas; a divisão de vogais e dos digramas (conjuntos de duas letras que representam um único som) e Ponto 21- afirma a garantia da possibilidade de (na área das assinaturas e firmas) pessoas, firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos com registo público poderem manter a escrita actual. Podemos, com estes 21 pontos que constituem pouco mais do que tópicos das mudanças a efectuar, ajuizar da extensão e da complexidade da reforma implementada pelo Acordo Ortográfico. O presente artigo será concluído no próximo número. Professora Anabela Ferreira

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Veganismo… uma filosofia de vida Apesar de ser um tema praticamente desconhecido para a maior parte dos portugueses, a verdade é que em determinados países (Brasil, Estados Unidos da América, …) este tipo de filosofia de vida é uma realidade em crescimento, revelando-se até assunto de grandes discussões e manifestações. A dúvida que revelo em relação ao veganismo é se será realmente um modo saudável de viver, terá alguma lógica para a natureza… Primeiro é necessário esclarecer o conceito “veganismo”, pois a maioria das pessoas não estão informadas em relação a esta filosofia de vida confundindo-a até com vegetarianismo, no entanto, o veganismo é muito mais do que cumprir um regime alimentar que exclui todos os tipos de carne bem como alimentos derivados. O veganismo é, como já referi, uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos dos animais, é caracterizada por ser o regime mais rigoroso em relação a esses direitos. Baseia-se em princípios que proíbem todos os produtos relacionados com os animais. No vestuário e adornos, artigos em pele, couro, lã, seda, camurça, adornos com pêlos, penas, pérolas, marfim, etc, são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Deste modo, um vegano só veste tecidos de origem vegetal (algodão, linho) ou sintéticos (poliéster). Na alimentação são vegetarianos estritos, ou seja, a sua dieta é composta unicamente por alimentos de origem vegetal (cereais, frutas, legumes, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal). Evitam ao máximo o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e de limpeza que tenham sido testados em animais. Apenas violam os seus princípios quando não há alternativas disponíveis ou em caso de emergência. No que toca ao entretenimento boicotam qual-

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quer actividade que implica escravidão, posse ou deslocamento do animal do seu habitat natural, tal como circos com animais, touradas e jardins zoológicos. Não caçam nem pescam, boicotando também estes desportos. Os veganos referem que existem inúmeras razões para uma pessoa optar pela sua filosofia de vida, nomeadamente por motivos de saúde, ambientais, de defesa animal, económicas e até religiosos. Comecemos pelos motivos de saúde, neste caso ao preferirem uma dieta exclusivamente à base de produtos de origem vegetal conseguirão obter todos os nutrientes que o corpo humano necessita para estar em equilíbrio? Muitos veganos defendem ser a melhor alimentação que o ser humano pode ter, demonstrando sempre em congressos e documentários realizados, que estão bem de saúde desde que se tornaram vegetarianos estritos. Um destes exemplos é Alex Bourke, presidente da Sociedade Vegana da Inglaterra e vegano há 15 anos. Defendem que a maior parte dos nutrientes essenciais ao ser humano estão presente nos alimentos que ingerem (origem vegetal), o que é verdade, pois a vitamina C, o cálcio, e muitas proteínas são encontradas nestes alimentos, no entanto, existem questões a ser levantadas. A vitamina B12 também essencial e presente no leite e nos ovos, apenas é ingerida pelos veganos através de suplementos comercializados actualmente. Outro facto, é que é raro encontrar alguém que goste de todo o tipo de alimentos vegetais, levando esta pessoa a ter que comprar mais suplementos. Os suplementos podem não parecer um problema mas, se pensarmos um pouco, não existem produtos feitos em laboratórios totalmente naturais. A nível ambiental, os objectivos dos veganos são os melhores, na realidade apenas querem proteger o planeta, no entanto, quem está à frente de manifestações e debates para reunir mais pessoas a este modo de vida não tem noção que se todos nós nos tornarmos veganos possivelmente teremos um grande problema mundial idêntico ao que temos hoje. Vejamos, actualmente, entre outras coisas, estamos a destruir o planeta com a construção de inúmeras infra-estruturas nomeadamente fábricas para a produção de alimentos, vestuário e tudo o mais, no entanto, se o número de veganos aumentar exponencialmente teremos que construir infra-estruturas também para a produção de alimentos de origem vegetal e possivelmente teremos que começar a utilizar produtos menos naturais para acelerar a

produção de alimentos de origem vegetal pois não haverá o alimento necessário para tantas pessoas. A defesa dos animais é um acto muito nobre, a defesa dos seus direitos é essencial, e a realidade é que muitos animais ainda não são respeitados, no entanto este facto é uma questão de mentalizar a humanidade para esta situação. Se nos tornarmos todos veganos como iremos controlar o aumento de algumas espécies que actualmente são utilizadas para a nossa alimentação? É uma questão à qual não sei responder, pois a natureza apenas se mantém em equilíbrio se houver um determinado número de espécies num determinado espaço de tempo. É problemático pois o aumento de espécies vai levar ao aumento de consumo de alimento em todo o planeta e a outros problemas. Economicamente, ser vegano é uma vantagem, pois como se pode comprovar, actualmente alimentos de origem vegetal são mais baratos que os restantes (carne, peixe). No entanto, muitas empresas e particulares passariam por grandes dificuldades económicas se produtos como a carne e o peixe fossem excluídos da ementa dos humanos. A nível religioso, o tema é verdadeiramente complexo, não tendo capacidade para fazer uma avaliação mais aprofundada do que referir que o veganismo é apoiado por diversos movimentos religiosos, principalmente pela defesa dos direitos dos animais. Em suma, é possível verificar o quão complexo é este tema e, certamente que não referi todos os problemas que o veganismo pode trazer ao nosso planeta, pois, apesar das intenções dos veganos serem as melhores, se a sociedade neste momento se tornar toda ou apenas mais de metade vegana, iria ocorrer um colapso no planeta. Acho que o principal a reter das vantagens e desvantagens que apresentei neste texto é o facto da natureza necessitar de equilíbrio. Sei que a situação que o planeta atravessa presentemente não é agradável mas é tudo uma questão de mentalização da humanidade, não podemos ser tão radicais como são os veganos, tudo na natureza precisa de harmonia e equilíbrio. Carla Matos nº3, 11ºA


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Perfeição (i)mortal Na actualidade, a preocupação da sociedade para com o seu próprio corpo é muito frequente. A ambição pelo corpo perfeito levou a que cada vez mais pessoas procurem a cirurgia estética para a cura do seu “mal”. Cerca de 88% são mulheres e dentro do grupo das mulheres, 63% têm idades compreendidas entre os 21 e os 50 anos. A cirurgia estética a que me refiro é a lipoaspiração, que, ao contrário do que a maioria das pessoas que a procuram pensam, não serve para uma eventual perda de peso, mas sim para modelar certas zonas do corpo. Porém, já nos demos conta de notícias de jovens que faleceram devido a cirurgias como a lipoaspiração, e agora o caso mais recente e nacional do treinador de futebol Manuel Machado. E porque será que acontecem complicações numa cirurgia tão segura como referem os médicos? A lipoaspiração é um tratamento cirúrgico que remove depósitos de gordura, através , tal como o sugere o nome, da aspiração da mesma. Os resultados desta cirurgia têm grande longevidade. Como

já referido, o objectivo é puramente o da perfeição estética e nunca deve ser usada como forma de emagrecimento, visto que nem sequer é adequada a pessoas que sofram de obesidade. Claro que o facto de os resultados serem de longa duração abona a favor da cirurgia, seduzindo as pessoas ambiciosas e que não estão satisfeitas com o seu corpo. Mas, para além deste “conto de fadas”, existem os pontos fracos. Entre eles, encontram-se o preço elevado que varia entre os 2000 e os 4000 euros e o facto de os resultados não corresponderem às expectativas, o que

acarreta problemas psicológicos. As pessoas interessadas na cirurgia estética devem informar-se, antes de tomarem uma decisão, principalmente na escolha da clínica/médico onde a cirurgia se irá realizar para não correr riscos. Riscos? Aqui está o ponto crucial da questão, pois os riscos só se correm em casos de falta de higiene e segurança do local ou de experiência do médico/cirurgião. “Se todos os critérios técnicos de segurança forem respeitados, os riscos são mínimos”, refere um cirurgião plástico. Mas, infelizmente, há cada vez mais médicos falsos, impostores que, sabendo da falta de informação ou da “cegueira” pelo perfeito, se fazem passar por especialistas e realizam as cirurgias estéticas. Por vezes chegamos ao cúmulo de os supostos consultórios/clínicas se localizarem em andares sem condições algumas para a prática médica de cirurgia. O preço exerce, na escolha da clínica/médico, um papel fundamental, visto que os utentes vão optar pelo valor monetário mais baixo, principalmente da classe média baixa o que pode levar a que depois paguem juros, falo da própria vida. Há que ter em conta que é importante a realização da lipoaspiração em ambiente limpo e com todas as condições técnicas e de higiene, atendendo a que há risco de infecções generalizadas, embolias gordurosas, tromboflebites ou trombose venosa e edemas, que, como noticiado, já provocaram a morte a jovens ambiciosas e desejosas da perfeição. É muito importante que as pessoas que pretendam realizar cirurgias deste tipo pensem em todas as probabilidades e estejam conscientes do perigo. Este tipo de cirurgia não é uma necessidade médica e existem alternativas para nos sentirmos mais satisfeitos com nosso corpo, tais com a prática de exercício físico em detrimento do sedentarismo e uma alimentação equilibrada. Então quero deixar bem clara a minha crítica pelo facto de existirem falsos médicos com falsas clínicas, que podem pôr em risco a vida dos utentes, que cegos pela perfeição, caem nas garras dos impostores ambiciosos pelo poder. Algo terá de ser feito, pois não é admissível que as pessoas sejam prejudicadas.

Para finalizar, coloco a seguinte questão/reflexão: “Será que vale a pena realizar a cirurgia que, apesar da “imortalidade” dos resultados, pode ser mortal, apenas pela busca de perfeição?” Na minha opinião existem alternativas mais viáveis que já referi, mas para quem, mesmo assim, opta pelo método cirúrgico, aqui fica um conselho, não se deixem enganar pela perfeição e procurem especialistas (é possível aceder a todas as informações dos médicos), para não correrem riscos e não darem aos falsos médicos o que eles pretendem. Liliana Lopes nº10 11ºA

Sou alguém muito… Honesto Egoísta não sou, mas sim Leal, como um cardeal Inteligência não me falta Orgulhoso sou com a malta. Feliz e Infeliz Generoso e muito poderoso! Util e inútil Estúpido não me parece que seja Irónico quando ela me beija Responsável e até Amável sou! Hélio Figueira 10.ºC , n.º5

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A importância do pequeno-almoço para as crianças

O pequeno-almoço é uma refeição de extrema importância, em todas as idades, e de um modo muito particular nas crianças. Normalmente, esta refeição é compartilhada com a família, sendo fundamental que os pais assumam um papel fulcral atribuindo a devida importância a esta refeição. Verifica-se que as crianças que não comem de forma suficiente e equilibrada logo pela manhã se tornam desatentas e agitadas ou fracas e sonolentas. Isto sucede porque, quando em jejum ou mal alimentado, o nosso organismo ataca as nossas reservas de açúcar para conseguir manter o nível de energia. Apesar de obter assim alguma energia, não consegue a suficiente para responder às exigências físicas e intelectuais que lhe são feitas. O jejum prolongado põe em funcionamento outros mecanismos prejudiciais à saúde. Por outro lado, a falta do pequeno-almoço vai fazer com que a criança fique com mais fome para a refeição seguinte (lanche da manhã ou almoço), pelo que irá, provavelmente, comer insaciavelmente nessa próxima refeição, o que poderá contribuir para uma futura obesidade.

Mas qual a importância do pequeno-almoço? - Quebra o jejum nocturno (que nas crianças pode ser de 12 horas ou mais); - Permite uma distribuição equilibrada dos alimentos ao longo do dia, evitando refeições mais pesadas; - Assegura que as nossas capacidades se mantenham constantes; - Permite “recarregar baterias”, fornecendo os elementos de que o corpo precisa para funcionar bem ao longo do dia.

O que deve conter um bom pequeno-almoço? Um bom pequeno-almoço deve fornecer cerca de um quinto das nossas necessidades calóricas diárias. Ou seja, deve ser uma das principais refeições, tão nutritiva como qualquer outra. Para além disso, é importante que o pequeno-almoço contenha três elementos Horizontes

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fundamentais: - Leite, porque fornece cálcio e proteínas valiosas que permitem construir, manter e renovar os tecidos. - Pão ou cereais, porque fornecem energia de uma forma constante, devido aos hidratos de carbono complexos que os constituem. - Fruta, porque contém vitaminas e minerais necessários para nos proteger das doenças e manter o corpo em equilíbrio. No caso de não se beber leite e se optar por outro produto lácteo (iogurte, queijo ou requeijão), é importante que o pequeno-almoço inclua uma outra bebida (de preferência um sumo natural), porque o corpo, após uma noite inteira sem ingerir líquidos, precisa de ser rehidratado.

Sugestões para contornar um “problema” chamado pequenoalmoço Para quem tem dificuldade em tomar o pequeno-almoço ou beber leite, aqui ficam algumas sugestões: - Varie sabores de leite (com chocolate, com sabores: morango, baunilha, …) e experimente fazer batidos com diferentes frutas. - Se não tem fome logo que acorda, prepare um pequeno-almoço saboroso para comer assim que sinta fome. Algumas ideias: pacotinhos de leite, iogurtes com cereais, iogurtes líquidos, uma sanduíche bem recheada, etc.

Consumir leite: só ao pequenoalmoço? A resposta é, obviamente, não. O leite pode e deve ser consumido ao longo de todo o dia, sendo um alimento ideal para quebrar os intervalos entre as refeições que, muitas vezes, têm tendência a tornar-se excessivamente longos. Pode-se beber, por exemplo, a meio da manhã (quando o pequeno-almoço já se consumiu na azáfama do princípio do dia); durante as refeições principais (um bom truque, para as crianças que sofrem de falta de apetite); ou à hora de deitar (um copo de leite pode mesmo ser um bom indutor do sono). No entanto, não é necessário cair em excessos: tal como os outros alimentos do seu grupo, o leite deve ser consumido diariamente, de forma moderada (a Nova Roda dos Alimentos recomenda duas a três porções diárias de lacticínios). Professora M. Manuela M. Alves

Origem do Brasão de Mação “O BRASÃO de Mação, aprovado em 1930, é vermelho, com uma ovelha no centro. Em chefe, um cacho de uvas folhado e acompanhado por duas abelhas, tudo em ouro. Orla de prata cortada por fachas onduladas de azul. Coroa Mural de prata de quatro torres. Bandeira amarela com um listel branco em letras pretas. Cordões e borlas de ouro. Lança e haste douradas. O vermelho, que significa vitórias, ardis e guerras, deriva de ter sido Mação quarter general das tropas de Lippe em 1762. As indústrias de tecelagem de lã, fabricação de curtumes e exportação de gados que caracterizam, desde tempos remotos a vida económica de Mação, estão representados na ovelha. As uvas e as abelhas simbolizam a agricultura em dois dos seus produtos característicos: o vinho e o mel. As correntes, que fertilizam Mação, estão representadas por faixas onduladas de azul e prata. Ruben Gaspar nº 15, 8ºB

Lenda de Cardigos Conquistada por D. Afonso Henriques em 1135. Na época romana tinha o nome de Brucharia, de onde derivaram os de Bichieira, Abrichieira, Bichoeira. A origem da palavra é o insecto bruchus, cuja larva vive de flores e sementes das leguminosas. A 25 de Setembro de 1522 a coroa tomou posse dos Casais de Bustelim, ou Vustelim, termo do conselho da Bicheira, conselho e povoação do Priorado do Crato, na presença de dois juízes ordinários e outros homens bons e principais da dita povoação, junto do ribeiro de Vustelim. Três anos depois começou a edificarse em Bustelim a igreja paroquial e esta freguesia foi apartada da de Amêndoa, a que antes pertencia. Tudo consta de uma carta, dirigida a D. João III por Afonso Vaz, contador de el-rei no Priorado de Crato, no ano se 1525. Foi elevada a vila pela mesma concessão que beneficiou Belver, Envendos e Carvoeiro, em 18 de Maio de 1518. Para a sua criação muito concorreu Pedro Anes. Assim se formou a Vila Nova de Cardigos, que pouco suplantou a antiga Bicheira, nome que desapareceu dos documentos oficiais em 1836. Foi sede de comarca durante 200 anos, desde 1605. Rui Esteves Marques nº16, 8ºB


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Segurança Informática A segurança é uma das principais preocupações da sociedade actual, mas em relação à informática a maioria dos utilizadores continua a exibir autênticos comportamentos de risco. A área da segurança informática é bastante vasta, mas pode ser classificada em três categorias principais: a segurança das máquinas, a segurança dos dados e a segurança das pessoas. Apesar de estas três categorias estarem obviamente interligadas, podem até certo ponto ser tratadas de forma independente. A segurança das pessoas tem a ver com comportamentos que se supõem do senso comum, mas que muitas vezes são ignorados, como o não revelar informação pessoal online, ter cuidado com as fotos e vídeos que são publicados, não marcar encontros com pessoas que se conheceram através da internet, etc. A segurança dos dados tem a ver, com algo que os utilizadores raramente fazem e muitas vezes se arrependem: cópias de segurança. Mas vamos focar-nos hoje na segurança das máquinas, o que implica falar de coisas como vírus, Cavalos de Tróia, spyware, entre outros. Vamos tentar explicar primeiro o que é um vírus informático. Um vírus é um programa de computador, tal como um processador de texto, ou um jogo ou um leitor de música. A diferença é o objectivo desse programa. Enquanto que um processador de texto é feito para ajudar os utilizadores (nós) a criar textos, um jogo é feito para que o utilizador passe alguns momentos agradáveis a jogar e um leitor de música é feito para que o utilizador ouça música através do computador, um vírus é feito para se esconder do utilizador e para realizar acções às escondidas. Como por exemplo, enviar cópias do vírus para todos os contactos de Messenger do utilizador ou copiar-se para todas as pen que sejam inseridas no computador. Tudo isto de forma completamente escondida. E estes são os vírus mais “simpáticos”, porque há alguns que, além de fazerem isto começam a tentar descobrir passwords dos utilizadores, como por exemplo a password de acesso ao e-mail ou, pior ainda, a password de acesso à conta bancária ou o número de um cartão de crédito. Depois de descobrir esta informação, os vírus são ainda capazes de a transmitir ao seu criador através da internet.

Os Cavalos de Tróia são um tipo de vírus. Tal como na lenda (se não conhecem podem pesquisar na Biblioteca e/ou na internet sobre a “Lenda do Cavalo de Tróia”), um vírus do tipo “cavalo de Tróia” apresenta-se disfarçado como se fosse um jogo ou uma animação engraçada, mas por trás desse jogo ou animação instala um vírus. Uma ameaça muito séria é também o Spyware. O Spyware não é exactamente

um vírus, porque não tenta “infectar” as pens nem se envia para os nossos amigos, mas, como o próprio nome diz, fica a espiar tudo o que fazemos no computador. Quais os sites que visitamos, quais os programas que usamos, que música ouvimos, etc. Pode parecer que não tem muita importância (mas na verdade tem), mas ninguém gosta que nos estejam a espiar. Muito menos o nosso próprio computador! Então o que podemos fazer para nos proteger dos vírus e spyware? Bem, primeiro que tudo há que compreender que os vírus e spyware apenas afectam o Windows, em qualquer das suas versões XP, Vista ou 7. O Windows é um tipo de programa de computador chamado “sistema operativo”, que serve para pôr o computador a funcionar. Existem outros sistemas operativos, como por exemplo o MacoS ou o Linux, que não têm vírus. A primeira regra para quem precisa de usar um computador em segurança é: não usar Windows! Mas a verdade é que mais de 90% dos computadores vendidos actualmente vêm com o Windows instalado e a maioria dos utilizadores não sabe (ou prefere não saber) utilizar outros sistemas. Para os utilizadores de Windows a única salvação é a utilização de um programa anti-vírus e/ ou anti-spyware. Actualmente, a maioria dos anti-vírus tem também funções de antispyware, mas nem todos... No entanto,

todos os dias aparecem novos vírus, pelo que o programa anti-vírus precisa ser actualizado com regularidade. Mesmo assim, há algo mais que nos pode proteger de vírus de forma ainda mais eficiente que um anti-vírus actualizado: usar a cabeça. Devemos sempre desconfiar de mensagens que nos chegam através do Messenger ou do e-mail e que nos pedem para clicar num certo endereço de internet. Mesmo que seja uma mensagem de alguém que conhecemos bem! Porque estas mensagens podem ser falsificadas e ter sido enviadas por outra pessoa qualquer. Devemos também evitar usar e instalar programas de origem “duvidosa” (podem trazer os tais Cavalos de Tróia). Há muitas outras regras e técnicas de proteger um computador contra vírus, mas estas são as mais simples e possíveis de ser utilizadas mesmo sem grandes conhecimentos técnicos. Para quem é um utilizador mais “avançado” outra regra importante é não usar a conta de administrador do Windows para trabalhar no dia-a-dia. Um facto que a maior parte dos utilizadores ignora é que o Windows reconhece dois tipos de utilizadores, os “Administradores”, que podem fazer tudo no computador (até estragá-lo) e os “Utilizadores limitados”, que não podem, por exemplo, instalar programas. Um utilizador inteligente tem uma conta de administrador para realizar as tarefas de manutenção do sistema (instalar ou remover programas e hardware) e uma outra conta limitada que utiliza para trabalhar (ir à internet, escrever e imprimir documentos, etc). Esta simples técnica elimina o risco de vírus quase por completo. Bem, o artigo já vai longo. Se estiverem interessados, continuamos no próximo número. Este artigo foi escrito num computador com Linux. Ilídio Vicente

Certificado Cisco Network Security

Horizontes

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CONCURSO DE TEXTO 2010

Tema: Diferenças Normas de participação: 1. Os textos concorrentes devem ser redigidos em folha A4, times new roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. 2. Cada trabalho apresentado deverá conter entre 25 e 40 linhas, excepto os do 1º escalão que deverão conter entre 15 e 25 linhas. 3. Cada participante poderá concorrer com um ou mais textos, desde que o faça com pseudónimos diferentes. 4. Todos os participantes devem concorrer com pseudónimo, devendo enviarem envelope separado, a sua identificação ( nome, idade, data de nascimento, escola, ano e turma (no caso de se tratar de um aluno), residência e contacto telefónico. Cada trabalho deverá estar identificado, para além do pseudónimo, com o escalão em que concorre. O supracitado envelope identificado, no exterior, com o pseudónimo e escalão, será aberto durante a reunião do júri, após a selecção dos trabalhos premiados. Critérios de selecção: - Criatividade; - Espírito de síntese; - Correcção linguística e organização textual.

Tendo presente a sensibilização para o tema indicado e a necessidade de promoção da escrita, o Núcleo de Educação Especial do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte irá promover um concurso, de âmbito concelhio, destinado a premiar os melhores trabalhos apresentados. Objectivos: - Sensibilizar os alunos e a comunidade envolvente para a problemática enunciada; - Promover o gosto pela escrita e pela leitura; - Reforçar as potencialidades criativas; - Promover a divulgação de textos inéditos. Destinatários: Podem concorrer crianças, jovens e adultos, residentes/ trabalhadores no concelho de Mação. Horizontes

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Prazos: Envio de trabalhos: entre os dias 13 e 30 de Abril, para o Agrupamento de escolas verde Horizonte ao cuidado do Núcleo de Educação Especial. Selecção dos premiados: Durante o mês de Maio Entrega de prémios: Mês de Junho, em data a designar. Escalões: 1º - crianças entre os 7 e os 10 anos 2º - Crianças entre os 11 e os 14 anos 3º - Jovens entre os 15 e os 18 anos 4º - Adultos com idade superior a 18 anos. ( Relativamente aos primeiros 3 escalões aceita-se a participação de concorrentes não-residentes no concelho, desde que frequentem este agrupamento de escolas).

Júri: O júri terá um número ímpar de membros e será presidido pelo Sr. Director do Agrupamento. Os restantes elementos serão professores do agrupamento e um representante dos pais. Estes serão convidados pela organização. As suas decisões serão soberanas e definitivas, não podendo ficar sujeitas a qualquer tipo de recurso ou reclamação. Os elementos do júri estão impedidos de participar no concurso. Trabalhos premiados e prémios: 1. Os textos que obtiverem melhor classificação serão divulgados, a par dos respectivos autores, através da Internet, na página do Agrupamento e no Jornal Horizontes. 2. Será atribuído um prémio por cada escalão a concurso. 3. Os prémios serão constituídos por livros e/ou Cds, de acordo com o escalão etário a que se destinem. Núcleo de Educação Especial


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A Herança Muçulmana Os alunos do 5.º Ano deram largas à imaginação na disciplina de História e Geografia de Portugal! Foi-lhes proposto que fizessem réplicas dos mecanismos trazidos para a Península Ibérica pelos Muçulmanos e que eram utilizados para captar, elevar e distribuir a água (nora, picota, tanque, açude e levada). Os alunos utilizaram diversos materiais, tais como madeira, barro, plasticina, cartolina, esferovite, cortiça e algumas

pedrinhas. Alguns alunos fizeram cartazes e explicaram a utilidade de cada um dos mecanismos utilizados pelos Muçulmanos. Os trabalhos foram expostos no átrio da escola desde o dia dezoito de Fevereiro e o dia 2 de Março para que pudessem ser observados e apreciados. Lamentamos que alguns alunos não demonstrassem respeito pelos autores dos trabalhos e tenham retirado peças expostas. De todos os mecanismos expostos, no

total de trinta, aquele que teve mais sucesso foi a picota! Com esta exposição viajámos na História! Bruna Santos , n.º3 Dalila Marques, n.º4 Daniela Lopes, n.º 6 Inês Maia, n.º8 Joana carvalho, n.º9 Leonor Castanho, n.º14 Mónica Giblote, n.º 17

II Campeonato SuperTmatik Quiz História de Portugal Os alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico participaram no c a m p e o n a t o SuperTmatik de História de Portugal. Este campeonato tem como objectivos fomentar o gosto pela aprendizagem da História de Portugal; contribuir para a aquisição, consolidação e ampliação de conhecimentos sobre a história do nosso país; reforçar a componente lúdica na aprendizagem da História de Portugal e ainda promover o convívio entre alunos, professores e restante comunidade escolar. A competição iniciou-se com a realização dos campeonatos intra-turma para apuramento dos campeões SuperTmatik de turma. Em seguida, os campeões de turma pertencentes ao mesmo escalão (ano de escolaridade) participaram no torneio inter-turma, para apuramento do campeão escolar, por escalão de competição. Foram apurados como campeões

inter-turmas os alunos Maria Leonor Castanho Bento do 5.ºA e João Pedro Martins Lourenço do 6.º C que irão disputar a final nacional online que decorrerá de 9 a 23 de Abril.

que durante esse período, os alunos se ambientem ao SuperTmatik online e ao tipo de prova que irão realizar. A final nacional online decorrerá de 9 a 23 de Abril e os alunos dispõem de três tentativas para realizar o melhor tempo no SuperTmatik.. Apenas o melhor resultado de cada aluno será contabilizado para efeitos de posicionamento no Ranking Nacional do SuperTmatik 2010. Professora Ligia Silva

A partir de 16 de Março e até 7 de Abril, os alunos seleccionados poderão aceder a uma aplicação online que será utilizada na competição da final nacional e que estará disponível numa versão limitada, com acesso livre em www.eudactica.com, na secção “Campeonatos”, botão “supergame”. Pretende-se Horizontes

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Curso de Educação e F ormação Formação

erdes Ver Jardinagem des er dinagem e Espaços V Jar Os alunos deste curso sugerem a consulta deste calendário antes de realizar as actividades a desenvolver nesta época.

VEREADOR DA CUL TURA VISIT A ULTURA VISITA AUNOS DO CEF-1A No passado dia 11 de Março, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Mação, Dr. Vasco Estrela, apresentou-se à turma do CEF -1A, acompanhado pelo professor António Bento e pelo senhor Director, José António Almeida, tendo apresentado aos alunos algumas publicações periódicas editadas pela Câmara Municipal de Mação. Esta visita aconteceu no âmbito da Semana da Leitura na nossa escola, tendo como objectivo não só motivar os alunos para a leitura das publicações – Informação Verde Horizonte e Mação Revista Informativa, como também a divulgação das diferentes actividades culturais promovidas pela Câmara, muitas delas dirigidas a um público jovem. Como tal, os alunos ficaram mais elucidados acerca das possibilidades que lhes são oferecidas para conhecerem melhor o concelho onde residem. Larissa Teixeira, n.º7 Sílvia Raimundo, n.º 10

AproxiMação Orientação Escolar e Profissional 2009/10 A Santa Casa da Misericórdia de Mação, através do Contrato Local de Desenvolvimento Social: Projecto AproxiMação, em parceria com o Serviço de Acção Social da Câmara de Mação, tem vindo a desenvolver desde Fevereiro do presente ano, sessões de Orientação Escolar e Profissional junto dos alunos das turmas do 9º ano, da Escola Básica do 2º, 3º Ciclos e Secundária de Mação. O objectivo destas sessões é proporcionar aos alunos um melhor conhecimento das suas preferências e aptidões, bem como das possibilidades de futuro a nível escolar e profissional, para que possam fazer no final 9º ano uma escolha acertada e ponderada para o seu futuro.

Avaliação/Apoio Psicológico nas Escolas EB1 do Agrupamento Verde Horizonte Dando continuidade a um trabalho que tem sido já desenvolvido nos últimos anos pelo Serviço de Acção Social da Câmara Municipal de Mação, e em parceria com este organismo, bem como o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, A Santa Casa da Misericórdia de Mação, através do Contrato Local de Desenvolvimento Social: Projecto AproxiMação tem vindo a proporcionar sessões de avaliação / apoio psicológico aos alunos das escolas EB1 do Concelho. Esta actividade visa colmatar as necessidades sentidas ao nível do diagnóstico e intervenção de problemáticas na infância, como as dificuldades de aprendizagem ou os problemas comportamentais, entre outros.

Programa Construir o Futuro A tomada de uma decisão acertada para o nosso futuro escolar e profissional implica não só termos consciência das nossas preferências e das nossas capacidades, mas também algum conhecimento e reflexão prévia sobre o mundo do trabalho. Isto traduz-se numa maturidade vocacional, condição necessária para uma boa tomada de decisão no que diz respeito ao delineamento de um Projecto de Vida. O programa “Construir o Futuro”, que se irá desenvolver a partir do presente mês de Março do junto dos alunos do 1º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, tem como objectivo a preparação precoce para o trabalho, através da realização de acções de desenvolvimento vocacional, no contexto escolar. Este programa enquadra-se também, no plano de acção do Projecto AproxiMação - Contrato Local de Desenvolvimento Social, cuja entidade Coordenadora e Gestora é a Santa Casa da Misericórdia de Mação.

ADENDA: por lapso, na última edição onde se lê “O projecto “EMPRESÁRIOS NA ESCOLA”...em parceria com a Câmara Municipal de Mação...” deve ler-se “O projecto “EMPRESÁRIOS NA ESCOLA”...em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Mação, Projecto “AproxiMação”, Contrato Local de Desenvolvimento Social...”. Horizontes

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GESTEMPRE Vimos, mais uma vez, trazer aos leitores do jornal Horizontes notícias da Gestempre que, para quem ainda não conhece, é a empresa criada pelos alunos do 12ºB do Curso Profissional de Gestão, no âmbito do Projecto EMPRE da TagusValley, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Mação-Projecto “AproxiMação”, no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social. Desde a última edição deste jornal, a empresa tem desenvolvido diversas actividades. Importa referir que nos foi atribuído um parceiro

CEFER’s A CEFER’s, empresa criada pelos alunos da turma 2A do Curso de Educação e Formação de Práticas TécnicoComerciais no âmbito do projecto EMPRE, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Mação-Projecto “AproxiMação”, no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social, realizou o seu 1º stand de vendas no dia 12 de Fevereiro. Os sócios da empresa quiseram proporcionar aos seus clientes a possibilidade de agradarem aos seus “mais que tudo” com uma flor (com um poema de um autor português) ou com um “derretecorações”, um porta-chaves em feltro feito pelas alunas da turma, com a ajuda de uma professora. Os sócios da CEFER’s ficaram satisfeitos com o resultado das vendas e com o facto de os seus clientes continuarem a celebrar o amor, apesar da crise (e do Carnaval!), pelo que gostariam de deixar aqui o seu agradecimento a todos os que concorreram para o sucesso do negócio. No dia 8 de Março, os sócios da CEFER’s juntaram-se às comemorações

internacional, através da plataforma do projecto que, tal como nós, são estudantes do nível secundário, da região das Astúrias, Espanha. Temos estabelecido com o nosso

parceiro contactos via e-mail, numa base semanal e efectuámos, também, o respectivo Estudo de Mercado. Estamos ainda a elaborar o nosso catálogo, que iremos, oportunamente, apresentar ao nosso parceiro internacional para posteriores encomendas e divulgação dos nossos produtos.

do Dia Internacional da Mulher, promovendo uma venda de flores na nossa Escola. Todas as flores, que foram postas à disposição dos clientes da empresa, continham um singelo cartão, em que foi inscrita uma frase carregada de significado, cuja pretensão foi homenagear todas as Mulheres. Mais uma vez, os clientes da empresa deram o seu valioso contributo para o êxito do evento. Os sócios da CEFER’s encontram-se, no momento em que esta notícia está a ser escrita, a preparar a realização do 3º

No que respeita às actividades a desenvolver na escola, estamos a preparar o Segundo Evento promovido pela Gestempre, que consistirá num stand de vendas de produtos alusivos à época Pascal e que terá lugar no átrio da Secretaria da nossa escola, na última semana de aulas do 2º Período. Devido à necessidade de fechar a edição deste jornal, não podemos anunciar o resultado daquele evento. No entanto, aproveitamos a ocasião para publicitar a nossa participação na Semana Cultural do nosso Agrupamento, entre os dias 12 e 16 de Abril, onde contamos com a presença de todos os leitores deste jornal. A Gestempre deseja, desde já, a todos os leitores do Horizontes, bem como a todos os amigos e clientes da empresa, uma Páscoa Feliz.

stand de vendas da empresa, que irá ter lugar no dia 19 de Março (Dia do Pai), do qual esperam obter os bons resultados dos anteriores eventos, sempre com a inestimável colaboração dos seus clientes, aos quais desejam uma Páscoa Feliz.

Sorteio de um Jantar Romântico Realizou-se no dia dos namorados um jantar romântico, promovido pela turma do 8º B, no âmbito do Empreendorismo, desenvolvido em parceria com TagusVally (Associação para a promoção e desenvolvimento do Tecnopólo de Abrantes), Câmara Municipal de Mação e o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, tendo como função básica, o desenvolvimento de capacidades empreendedoras nos jovens adolescentes, através da criação e gestão de uma empresa na escola. O projecto consistiu na venda de rifas no mês de Janeiro, decorreu com muita motivação e empenho de todos os jovens da turma, sempre dispostos a aceitar a aposta, souberam cativar a população na compra das mesmas, de forma a concretizarem o seu objectivo. Na data agendada foi efectuado o sorteio, e a feliz contemplada oriunda do nosso concelho, mas residente em Abrantes, deslocou-se com o seu marido, até ao restaurante o “ Cantinho”, deliciando – se com o jantar. Os jovens da Turma e a sua Directora de Turma, agradecem a todos as pessoas que ajudaram e não deixaram de acreditar que o prémio sempre sai a um feliz contemplado. Horizontes

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A Matemática é uma disciplina com características muito próprias, sendo utilizada em praticamente todas as áreas do conhecimento científico e, principalmente no quotidiano da sociedade. É uma das disciplinas mais importantes na solução de problemas do dia-a-dia, no entanto, sempre foi considerada pelos alunos como sendo uma disciplina bastante difícil e com pouca relevância para a sua vida diária. A Matemática, quando comparada a outras disciplinas destaca-se por possuir uma linguagem própria, que a torna uma disciplina “diferente”, seja pelo misticismo do mundo dos números, ou das formas geométricas. Com a finalidade de melhorar a relação existente entre os alunos e a escola em si e abordar sobre uma perspectiva ou ângulo diferente a Matemática,

implementou-se na escola EB 2 e 3/S de Mação o Plano da Matemática I (PMI). Ao longo dos três anos do projecto, na escola realizaram-se correcções ao plano inicial, em função das reflexões que se efectuaram. Do trabalho realizado, destaca-se a formação de pares pedagógicos; o trabalho colaborativo dos professores e o trabalho entre as escolas. Passados os três anos é possível reconhecer nos alunos uma evolução positiva na atitude e motivação face à Matemática e no domínio de alguns conceitos e procedimentos. Neste ano lectivo de 2009/2010, iniciouse uma nova etapa com a implementação do Plano da Matemática II (PMII), onde para além do 2º e 3º ciclos, também o 1º ciclo está a ser abrangido. Novos desafios se colocam todos os anos, sempre diferentes, implicando novas estratégias para

se ultrapassar as dificuldades evidenciadas pelos alunos. Tal tarefa revela-se bastante difícil, no entanto, aproveitando alguma da experiência já adquirida no anterior PMI, foram desenvolvidas actividades tais como o Atelier da Matemática, Concurso de Calculo Mental, SuperTmatic, Olimpíadas da Matemática, tentando implementar-se uma Matemática mais dinâmica. Pretende-se que os alunos “descubram” a Matemática através de desafios e problemas/tarefas de investigação levando a que exista uma matemática experimental. Ou seja, pretendese que o aluno adquira novas perspectivas sobre a disciplina de Matemática, onde não basta fazer contas, mas sim descobrir as coisas e compreendê-las. Professor João Gonçalves

Entrevista com… Gonçalo Simões Gonçalo Simões, 18 anos, natural de Mação. Ganhou em 2009 a medalha de ouro nas Olimpíadas Portuguesas da Matemática (O.P.M.), facto que o levou às Olimpíadas Internacionais. Estudou na nossa escola até ao ano lectivo de 2009/ 2010, tendo concluído o ensino secundário na área de Ciências e Tecnologias com média de 18,8, é hoje aluno do Instituto Superior Técnico de Lisboa, no curso de Matemática Aplicada à Computação. Ana Matos (A.M.) – Como é que ocupas os tempos livres? Gonçalo Simões (G.S.) – Costumo estar com os meus amigos, jogar futebol, jogar computador, ver séries, etc. A.M. – Como é que surgiu o teu gosto pela matemática? G.S. – Vem desde pequeno, não sei bem como surgiu. Foi algo de que sempre gostei. A.M. – Como é que lidas com o facto de toda a gente de conhecer pelas tuas notas, e pelas OPM? G.S. – Sinto-me como qualquer outra pessoa, nunca me senti descriminado por isso. A.M. – Qual foi a sensação de teres ganho as OPM? G.S. – Foi excelente, foi uma experiencia muito gratificante, o culminar de muito trabalho e o reconhecimento do Horizontes

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meu valor. A.M. – O que é que te levou a repetir a participação nas OPM ano após ano? G.S. – Participei durante vários anos porque queria ganhar, e só consegui no último ano. Depois porque os problemas são sempre diferentes, são novos desafios, uns divertidos outros nem tanto. Também pelo convívio com pessoas com os mesmos interesses, pois criam-se amizades que ficam para a vida. E hoje se pudesse voltava a participar, não só pelos novos desafios, mas porque há novos “adversários” e os antigos também melhoram e treinam mais. A.M. – Como é que te sentiste nas experiências internacionais a que as OPM te levaram? G.S. - Senti-me bem, foram novos desafios embora muito mais técnicos, desafios que precisavam de muito mais bagagem, que felizmente tive a sorte de adquirir em Coimbra. No entanto, embora a preparação portuguesa seja já muito boa, não se compara em nada à preparação efectuada por outros países, por tudo isso, e tendo sido a minha primeira (e única) participação em olimpíadas internacionais, acho que foi uma óptima experiência e acho que me saí muito bem. A.M. - O que é que retiras de mais positivo de toda esta experiência? G.S. – Retiro muita coisas positiva: as amizades, os conhecimentos adquiridos,

mentalidade de nunca desistir por mais difícil que o desafio seja… A.M. - Estas experiências condicionaram/ influenciaram a escolha do teu curso? G.S. - Claro que condicionaram. Se não tivesse tido nenhuma destas experiências provavelmente nem teria pensado em ir para matemática, quanto mais escolher realmente este curso. A.M. - Quais são as tuas perspectivas de futuro? O que é que te vês a fazer quando acabares o curso? G.S. - Não tenho perspectivas, estou a fazer uma coisa de cada vez. Agora penso em fazer o curso, depois logo vejo. Não me vejo em lado nenhum daqui a 3 anos, tal como no 10º ano não sabia para que curso queria ir e não me imaginava em matemática. A.M. – Matemática: hobbie ou obrigação? G.S. – Começou como hobbie, continua a ser um hobbie, mas já se estendeu a obrigação. Agradecimentos a Gonçalo Simões. Ana Teresa Matos, 12ºA


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Sudoku Sudoku é um jogo de raciocínio e lógica. Apesar de ser bastante simples, é divertido e viciante. Basta completar cada linha, coluna e quadrado 3x3 com números de 1 a 9.

Qual a operação? Objectivo deste jogo é aprender a resolver sozinhos os problemas, deste modo calcula aplicando as operações matemáticas que quiseres, de forma que o resultado obtido seja 6. Verás que é muito fácil.

Encontra na sopa de letras o nome das Juntas de Freguesia de Mação e algumas das Aldeias tuas conhecidas:

Soluções “HORIZONTES” Nº 1 - Bolas numeradas (26); - Quadrado mágico ; - Folhas ao vento ; - Dominós 6/2; - Triângulos ; - Tinta para o tecto (8 litros); - Carta escondida (Ás de ouros); - Sequência de figuras (A).

ORTIGA, ABOBOBEIRA, MACÃO, ENVENDOS, CARDIGOS, CAPELA, CERRO, LADEIRA , CORGA, RODA, PENHASCOSO, CARVOEIRO, CASTELO, PEREIRO, SANTOS, AMENDOA, GALEGA, SERRA, CABO, MOITA Horizontes

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