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Sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

PONTO DE VISTA

AS TARIFAS E OS ÔNIBUS A população da Região Metropolitana de São Paulo tem vivido, desde os primeiros dias do ano, uma situação de insegurança danada em relação aos preços das passagens de ônibus, sejam eles dentro de seus respectivos municípios ou mesmo aquelas linhas intermunicipais que cortam toda a região. ESTICA-E-PUXA É um tal de aumenta o preço e recuo desses valores; o governo estipula o reajuste e a Justiça manda anular; um verdadeiro estica-e-puxa que está deixando o usuário de transporte público maluco. Afinal, não dá para saber com quanto dinheiro se deve sair de casa para pagar o ônibus, o trem ou o metrô. Disso tudo ainda advém aquela outra polêmica: se a pessoa pagou um preço maior e agora a tarifa está menor, quem lhe devolverá a diferença paga a mais? Vamos evitar um pouquinho mais esse problema, certo?! O NOVATO A questão é que, aqui na região, dos sete prefeitos que iniciaram um novo mandato, apenas um deles teve coragem o suficiente para recuar da medida que foi estipulada ainda antes que todos eles tomassem posse, anulando o decreto de dezembro que aumentava o valor das tarifas de ônibus. E pasme: o autor dessa medida foi justamente o político novato dentre todos eles, o jandirense Paulo Barufi (PTB). DANDO DE OMBROS Todos os demais, experientes em mandatos eletivos ora como prefeitos, como deputados ou vereadores, pelo menos até agora evitaram o assunto, dando inclusive de ombros para as manifestações e reivindicações contrárias aos reajustes que já aconteceram e ainda devem pipocar pela região. NÃO VIROU EXEMPLO A iniciativa de Barufi teve ações semelhantes em Guarulhos e na própria Capital paulista (só para citar duas cidades) e imaginava-se que tudo isso poderia servir de exemplo para todos os demais prefeitos da Região Metropolitana, o que não aconteceu. VALE O ‘LOBBY’ Aqui na região, os oito integrantes do Consórcio Cio-

este – que se diz e pretende debater as questões inerentes a Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e Cotia -, chegaram Barufi a se reunir logo na primeira semana, elegeram seu novo presidente, mas o tema – se foi tratado – não repercutiu da maneira que o povão desejava. Ou seja, mais uma vez está prevalecendo a vontade das empresas de ônibus, poderosíssimas em seus “lobbies” com as administrações públicas. NÃO DÁ! Aí surgirá alguém e dirá: mas as empresas têm de rever seus preços, seus custos, suas despesas... Mas, sinceramente, não dá para discutir conteúdo quando os reajustes vão na casa dos 11% contra uma inflação de 6%; não dá para discutir conteúdo quando o trabalhador, além de não ter aumento salarial nenhum, ainda está sujeito a engrossar a fila dos 12 milhões de desempregados do país; não dá para discutir conteúdo quando o país atravessa a maior crise político-econômica de sua história. Não dá... TEMPO DISPONÍVEL Ah...e por falar no Cioeste, assim como estava previsto o escolhido para presidir o consórcio regional durante este ano de 2017 foi o prefeito parnaibano Elvis Cezar (PSDB). Dos outros sete prefeitos que integram a entidade, Elvis foi o único reeleito para novo mandato à frente do Executivo municipal, o que lhe dá certa tranquilidade para se dedicar também um pouquinho para essa atividade paralela. O QUE É MELHOR Quanto aos demais, estão tão exacerbados, tão empenhados nesse início de seus novos mandatos, que não dava para imaginar mesmo que algum deles pudesse ainda se atirar, logo de cara, à presidência do consórcio. Portanto, deu o que todos esperavam: Elvis irá comandar o grupo de discussões que, segundo eles próprios, visa debater o que é melhor para a região Oeste. Que assim seja... A REELEIÇÃO Este jornal Página Zero traz nesta edição uma notícia

O que fazer diante do colapso da humanidade? Norman de Paula Arruda Filho

Elvis

que, se já era do conhecimento de boa parte da classe política, não teve assim tanta divulgação à sociedade em geral, e trata da possibilidade de reeleição dos prefeitos que acabaram de assumir seus postos. DOAÇÕES PROIBIDAS Quem não se lembra, no início do ano passado, que boa parte dos deputados federais e senadores se debruçaram em cima de cinco ou seis medidas que adotaram como “minirreforma eleitoral”? Pois é! Alguma coisa andou, como por exemplo a proibição de doações financeiras por parte de empresas jurídicas às campanhas eleitorais, já adotada no pleito de outubro último. SÓ A IMPRESSÃO Naquela época se alardeou enormemente que dentro dessa “minirreforma” os atuais mandatários também seriam impedidos da reeleição. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, sim, a medida, dando a impressão para a maioria do eleitorado que a coisa já estava certa. RETORNO À ORIGEM Que nada! No finalzinho do ano, com o argumento de que, ao ser impedido de ser reeleito, o prefeito, o governador ou o presidente teria o direito de permanecer pelo menos 5 anos no poder (e não apenas 4 como é atualmente), o senador Antônio Carlos Valadares (PSB de Sergipe) pediu e conseguiu que o processo retornasse à CCJ a fim de reavaliação de seu conteúdo. REVENDO PLANOS Com isso, muitos prefeitos que fizeram campanha e discursos admitindo que teriam de ser rápidos em suas ações para provar a eficiência de seu trabalho, já que não teriam o direito à reeleição, agora podem reformular seus planos, podendo pensar novamente na possibilidade de estenderem seus mandatos por até oito anos.

Valadares

Lucena

TUDO ‘MINI’ O problema do Brasil é que tudo aqui é “mini”: “minirreforma eleitoral”, “minirreforma da Previdência”, “minirreforma tributária”... E quem nasceu para ser “mini”, pelo jeito nunca será grande... SALÁRIOS CONGELADOS Essa também é do finalzinho do ano passado: o deputado federal Roberto de Lucena (do PV de São Paulo) apresentou ao Plenário da Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa congelar por 5 anos os salários de todos os políticos do país. É VERDADE! Está rindo e assustado por quê? É verdade! Apoiado no argumento da contundente e avassaladora crise econômica pela qual o país atravessa e também que os reajustes lá em cima – em Brasília – acabam tendo efeito cascata nos subsídios de todos os demais políticos, Lucena colheu assinaturas desde abril de 2016 e, com o mínimo exigido de 171 delas, apresentou a PEC na Câmara Federal. POLÍTICOS ‘COMPROMETIDOS’ O deputado diz: “Isso é cortar na própria carne e é o mínimo que podemos fazer. É um gesto que materializa o nosso compromisso e a nossa fé na recuperação do Brasil”. Para ele, “a classe política deve demonstrar que está comprometida com o país, liderando o processo de transição da crise, sendo a primeira a sinalizar o seu compromisso com a recuperação da economia e do crescimento da nação”. O deputado e o leitor que nos desculpem, mas não dá para aguentar: há, há, há e mais há, há, há! LÁ LONGE... Alguém aí acredita que isso pode dar certo? Aqui na Suécia pode ser... mas lá naquele longínquo país chamado Brasil...sei não! É muito difícil de acreditar, né?!

PONTO DE VISTA

Acabe com a miopia financeira! Samuel Magalhães Quem tem dívidas tem problemas! E quando temos um problema não conseguimos pensar em outra coisa, senão nele. Não temos olhos para mais nada, a não ser para o tal do problema. Dessa forma, criamos uma espécie de miopia financeira, aonde a única coisa que enxergamos são as nossas dívidas. Como diriam os estudiosos da física quântica, tudo em que focamos, expande. Se focarmos nos problemas, a única coisa que conseguiremos é torná-los ainda maiores do que já são. Como fazer então para sair dessa situação tão incômoda sem ficarmos atormentados com tamanhas dificuldades? Simples: devemos focar na solução! Veja, existe uma dívida a ser paga, já sabemos disso. Não importa se ela é gigante ou pequenininha. Se você pudesse pagar, já teria pagado. Se não pagou é porque não dispõe de recursos suficientes no momento para quitar este débito. Um velho sábio disse certa vez: “O que não tem solução, solucionado está!”. E eu concordo em gênero, número e grau com ele. Ou seja, se

você acredita que seu caso é insolucionável, você já decidiu que não iria pagar o que deve e ponto final. A dor de cabeça deixou de ser sua e passou a ser dos seus credores. Se esse for o seu caso, só espero que não tenha contraído sua dívida com algum agiota. Mas caso você acredite que, por mais calamitosa que seja sua situação, ela é solucionável, pare de pensar no problema e comece a pensar na solução. O problema você já conhece de cor e salteado. Pensar nele não irá resolvê-lo, pelo contrário, irá drenar suas energias que deveriam estar sendo utilizadas, adivinha aonde? Acertou, na solução! Imagino que esse problema já venha se arrastando há algum tempo. Se até agora você não conseguiu resolvê-lo, não será fazendo as mesmas coisas que você já fez que irá mudar essa realidade. É preciso fazer algo diferente! Mudar o modo de pensar e, principalmente, o de agir! Sair das dívidas requer esforço e esforço em dobro! É preciso se esforçar para ganhar mais e também para gastar menos. É o resultado desses esforços que irá te permitir ter

o capital necessário para pagar o que deve. Obviamente, não será em um mês que você irá resolver isso. Muitas vezes levará vários meses. Algumas vezes, pode levar até mais de ano. O mundo das finanças pode ser meio perverso. Muitas vezes, o problema que você demorou um mês para criar, precisa de anos para ser resolvido. Perder o controle financeiro pode custar muito caro, tanto em termos monetários quanto psicológicos. Fato é: não adianta chorar o leite derramado! Pare de reclamar, de se lamentar e comece a agir. Problemas não se resolvem por si só. É preciso

E X P E D I E N T E

que você tome uma atitude para que consiga solucioná-los o quanto antes. Quanto mais tempo demorar, mais a dívida cresce e maiores serão as dificuldades na hora de solucioná-la. Não importa o tamanho do seu problema, a melhor hora para enfrentá-lo é agora. Portanto, pare de focar nas dívidas e foque no que você fará para aumentar sua renda e diminuir seus gastos para quitá-la. Se você foi capaz de criar o problema, você também é capaz de solucioná-lo! Samuel Magalhães é coach especializado em finanças e negócios

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Há anos ouvimos as notícias sobre a guerra na Síria. Os bombardeios, execuções em massa, crueldades sem tamanho e violações de praticamente todos os direitos humanos tornaram-se parte do cotidiano dos noticiários, ganhando cada vez menos destaque. No entanto, um chamado da Organização das Nações Unidas nos últimos dias nos fez despertar novamente para as barbáries que acontecem na região. Atrocidades descritas pela ONU como “o colapso total da humanidade”. Em meio ao fogo cruzado do exército governamental e dos rebeldes anti-regime, famílias são destruídas, homens civis desaparecem, crianças são cruelmente fuziladas. Os poucos sobreviventes não possuem mais onde morar e vivem encurralados sem sequer ter o que comer ou beber. Diante disso, a Organização das Nações Unidas, por meio de porta-vozes, demanda por providências tanto dos envolvidos nessa guerra contra a humanidade, quanto da sociedade como um todo. No último mês de dezembro, após denunciar o ataque a uma casa que mantinha como reféns mais de 100 crianças desacompanhadas, o Fundo para a Infância das Nações Unidas (Unicef) pediu a retirada de milhares de crianças da cidade síria de Aleppo. Jens Laerke, porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em entrevista para a Euronews reafirmou o apelo da ONU aos militantes para que permitam aos civis sair da área de confronto. O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, descreveu a situação de Aleppo como um verdadeiro inferno na terra. Como presidente do Capítulo Brasileiro da iniciativa PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável) da ONU, me vejo incumbido de levar o tema também para as discussões das Instituições de ensino e entre os milhares de acadêmicos signatários do PRME em todo o mundo. Propósito, valores, metodologia, pesquisa, parcerias e diálogo são os seis princípios da educação executiva responsável, definidos no ano de 2007, em uma força-tarefa internacional que contou com sessenta reitores de universidades e representantes oficiais das principais escolas

de negócios e instituições acadêmicas do mundo. Em 2017, o PRME completa dez anos. Diante de todas as mudanças pela qual a sociedade passou nesse período, é clara a necessidade de uma reflexão acerca de tudo que já foi realizado e alcançado, mas principalmente, a hora pede urgência no planejamento do que deverá ser feito, quais são os principais desafios a superar nos próximos anos e qual o nosso verdadeiro papel dentro do contexto atual. Precisamos avaliar como as articulações do PRME podem contribuir para que os problemas da humanidade sejam superados nos mais diferentes locais e das mais variadas formas. Após anos debruçados nos princípios do PRME e do Pacto Global da ONU, o desafio de mobilizar um número ainda maior de empresas e instituições nessas iniciativas torna-se ainda mais relevante quando consideramos a multiculturalidade do cenário e seu impacto para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, lançados pela ONU em 2015. Enquanto o povo da Síria vive algo inimaginável para o século XXI, sem mais tempo para esperar por ajuda, precisamos correr e ampliar a conexão entre instituições e diferentes empresas para que, juntas, possam traçar parcerias e contribuições em projetos, pesquisas e ações em prol do desenvolvimento sustentável. É preciso entender que um mundo globalizado consiste em muito mais do que conexões via web, e que a inovação vai além de questões tecnológicas. Nosso verdadeiro compromisso é renovar a cooperação entre a comunidade internacional e promover uma parceria global ampla que inclua todos os setores interessados e as pessoas afetadas pelos processos de desenvolvimento, assim como definido no 17º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Somente por meio da parceria e da contribuição mútua, as barreiras da multiculturalidade poderão ser superadas para, assim, proporcionarmos resultados eficazes que nos permitam mudar a realidade chocante que estamos presenciando e impedir que a humanidade entre em um colapso total. Norman de Paula Arruda Filho é presidente do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE) e do Capítulo Brasileiro do PRME da ONU

Se a oportunidade não existe, crie Odilon Medeiros Sempre discuto com os meus clientes sobre a necessidade de criar, de empreender. Percebo que, lamentavelmente, nem todos conseguem ver um palmo além do nariz; outros se assumem “conservadores” e ponto final. E a grande maioria prefere apenas se lamentar. Culpar a todos pelos insucessos: é a crise, é a gestão, são os dirigentes. Todos são culpados, menos ele mesmo. Mantive contato com um empresário que só livrou a própria mãe: todas as demais pessoas eram culpadas do seu fracasso empresarial. O interessante é que nas proximidades, mas, bem perto mesmo, o seu concorrente ia muito bem. Fui visitar o tal concorrente e não observei nada de anormal, nem ilícito. Não pessoal, não estou n e g a n d o q u e o m o m e n to econômico esteja muito crítico. O que estou afirmando, categoricamente, é que ficar se lamentando, se sentindo um coitadinho, sofrendo da síndrome do pobre coitado, não vai levar a lugar nenhum. Enquanto essas pessoas gastam as suas energias para se lamentar, outras gastam as energias para criar, agir, se sentir e ser produtivo. Outro dia recebi uma mensagem, que falava que dois profissionais distintos foram prospectar o mesmo mercado em uma determinada região. O primeiro percebeu que naquele local ninguém usava o produto e informou à empresa que ali não havia mercado porque NINGUÉM usava o produto; o segundo, quando chegou ao mesmo local comunicou à empresa que aumentasse a produção pois NINGUÉM ali usava o citado produto. Con-

seguem perceber a diferença? Na sua vida, você também pode agir assim: ver alguns fatos como obstáculos ou como motivadores. Não estou dizendo que é tudo fácil, mas pode ter certeza de uma coisa: se você agir, criar, for proativo, as chances de sucesso serão enormes. A vida é feita de escolhas e você pode optar em acreditar ou não no que estou escrevendo. Mas, para defender a minha tese, fortalecer o que estou dizendo, quero relatar um fato: recentemente, nas redes sociais e na imprensa, circulou a informação que um homem foi às ruas do Recife buscar emprego de uma maneira diferente: fez um cartaz e se colocou à disposição para trabalhar. A foto que ilustra esse artigo fala por si só. O que ele fez? Criou a oportunidade! O seu nome é Thomaz Richard Cordeiro, 33 anos. No meu entendimento isso é ter proatividade, é ser criativo e estrategista. Características que fazem a diferença no comportamento de um profissional de sucesso e, portanto, apreciadas pelos gestores. Parabéns ao Thomaz pela iniciativa e pelo novo emprego. Pelo novo emprego, sim, pois ele já foi contratado! E você? O que tem feito? Reclamado, chorado ou criado oportunidades? Lembre-se: a vida é feita de escolhas e você tem o direito de escolher o que quer para si: seja lamentação ou sucesso. Pense nisso. Aja e seja feliz! Odilon Medeiros é Mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, coach, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em Vendas, consultor e palestrante

Página Zero Edição nº 1274  

Edição de 13 de janeiro de 2017