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O jornal que Campos Gerais lê DIRETOR / EDITOR: SANDRO ADRIANO CARRILHO

NA REDAÇÃO : R$ 3,00

CASTRO-PR, QUARTA-FEIRA, 19 E 20 DE MARÇO DE 2014 * ANO XXIV * Nº 2587 ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

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Castro, 310 anos fazendo história

Morro do Cristo, um dos principais cartões postais de Castro


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QUARTA-FEIRA, 19 E 20 DE MARÇO DE 2014

Salto de qualidade

Ayrton Baptista

A senadora Gleisi Hoffmann, se eleita governadora, terá tudo para promover um salto de qualidade no desenvolvimento econômico e social do Paraná. A declaração é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do alto de seu conhecimento eleitoral, em entrevista à “Gazeta do Povo” através de um cômodo e-mail. Já à noite do mesmo dia da publicação lá estava ele em São José dos Pinhais alimentando a campanha da ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Líder metalúrgico na década de 70 do século passado, logo Lula fixa-se como líder de uma nova corrente que surgiu até incorporar políticos e empresários, elegendo-se presidente da República após três eleições. Foi um bom Presidente, regular ou não soube conduzir o país? Isto depende, claro, da posição de cada eleitor ou de líderes desses eleitores. Eleitoralmente, entretanto, não há o que discutir. Ele sabe fazer campanha, mesmo sem recorrer a gestos como o seu longínquo antecessor, Jânio Quadros, com suas caspas aplicadas nos comícios em suas roupas escuras e os sanduíches devorados até sem fome para ressaltar a falta de tempo pela dedicação exclusiva ao seu eleitor. Não há comparação que se possa fazer entre os dois. Ainda que não tenda a cultura de Jânio, Lula ganha em esperteza e acaba sendo simpático até para s seus adversários. É este o Lula que talvez não tenhamos na presidência de volta agora em 2014, mas que tem tudo para retornar em 2018, o que ele próprio já admite, ainda que pelo silêncio. Pois Lula quer vencer no Paraná, por necessidade política ou afirmação de prestígio aqui pelas bandas do Sul. Lula pode ter São Paulo se Alexandre Padilha derro-

tar Alckmin, o Rio com Linderberg Faria. Mas como no Paraná só conseguiu colaborar com a eleição da senadora Hoffmann, ele joga tudo para conquistar o Palácio Iguaçu e logo contra um tucano bem visto pela cúpula do PSDB. O Estado não é só um dos membros mais importantes da federação brasileira. É o inexpugnável Paraná de todas as gentes, como lançou Bento Munhoz da Rocha Neto no tempo dos estadistas. Lula quer eleger a sua senadora do Paraná. E quer levar junto Osmar Dias, que já está sob as ordens de Dilma na vice-presidência do Banco do Brasil. Mais, muito mais, Osmar é irmão de um dos senadores que mais faz oposição ao sistema petista, Álvaro Dias. Muitos torcem pela chapa Gleisi- Osmar, de preferência vencendo o pleito. Ninguém mais torce, porém, do que Sérgio Souza, que aparece nas fotos sorridente e esperançoso em ficar com os restantes quatros anos da nossa senadora. É assim que todos vamos caminhar até outubro: Lula com Gleisi, Richa com ele mesmo. Até o momento é difícil prever este desfecho. Beto Richa, ainda que com as deficiências governamentais que se lhe apontam, continua favorito. E se esse favoritismo ficar explícito eis a turma do PMDB, no todo ou na sua maioria, engrossando as fileiras do atual ocupante do Palácio Iguaçu, se confirmar, azar de Lula, de Gleisi e de Sergio Souza. Outros pleitos virão e se subirmos para o planalto central, lá estará por certo “o velho” Lula, não mais como líder metalúrgico mas o bem sucedido político capaz de emplacar em 2018 e 2022. No mais, é correr para os abraços e provar que a oposição só terá chances após a era-Lula.

Como educar o consumidor no ponto de venda?

EDITORIAL

310 ANOS DE MUITA HISTÓRIA Uma terra rica em história e que respira mudanças. É assim que Castro chega aos seus 310 anos prometendo um salto no seu desenvolvimento. Cooperativa Castrolanda, Calpar, Tigre, Vapza e tantas outras e agora, mais recentemente, Cargill e Evonik.

Se é para nos orgulharmos da terra em que vivemos e tiramos o nosso sustento não temos o que reclamar. Mas o desafio ainda é grande. Se essas empresas apostam em Castro, nós cidadãos precisamos também fazer a nossa parte.

TARJA PRETA

Meditação: o caminho da criatividade

Sandro A. Carrilho

sentir falta, posso dizer de próprio punho que a saudade já é grande. Descanse em paz nosso Carlito. FERIADO NA COPA? O deputado Valdir Rossoni disse “não ver motivo para tanta histeria” ao saber da polêmica causada na Câmara Municipal de Curitiba quando os vereadores souberam do requerimento, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa, que sugere que não sejam considerados feriado os dias de jogos da Copa. “Não vejo porque toda essa discussão. Nós temos recebidos pedidos sobre essa questão. O que fizemos foi encaminhar uma sugestão que é um posicionamento dos deputados”, disse Rossoni, autor da proposta.

ELE NOS ENSINOU Com um talento fora do comum para a fotografia, Carlos Ernesto Kugler, o nosso Carlito Kugler, disse adeus a Castro e aos castrenses na noite de segunda-feira (17). Aos 80 anos, ele não só mostrou a sua arte, como ensinou. Esteve à frente da Kugler Artes Gráficas por várias décadas, ao ponto de torná-la a melhor gráfica do Paraná, requisitadíssima por quem é do meio. Se era para

* Marcelo Murin Pode parecer uma utopia falar que o PDV tem uma atuação educativa no comportamento de compra do shopper, ou seja o consumidor no PDV, mas está aí uma grande oportunidade tanto para as indústrias como para os varejistas conduzirem o consumo de acordo com suas estratégias e ajudarem ao shopper em sua tomada de decisão. Mas como fazer isso acontecer na prática? Poderia citar algumas formas, mas vou me ater a apenas duas delas, as quais acredito serem mais impactantes e efetivas quanto aos resultados. Ambientação de gôndola: neste caso não seria apenas uma simples decoração da loja ou da seção, mas sim um trabalho relacionado com informações sobre o comportamento de compra do shopper, ou seja, estabelecer a ambientação de acordo com a árvore de decisão de compra. Desta forma, é possível estabelecer correlações entre as categorias e subcategorias que estiverem sendo ambientadas, ensinando ao shopper formas de uso das mesmas, ocasiões de consumo, inter-relações com outras categorias entre outros. Claro que as informações que serão apresentadas nas ambientações podem ser mostradas de várias formas, e aí dependerá muito da criatividade de quem a estará desenvolvendo, bem como do investimento disponível para tal. O importante é sempre ter em mente que o trabalho deve agregar valor ao shopper durante o processo de decisão para que o mesmo não sinta-se manipulado e sim adquirindo dados relevantes para sua vida no consumo dos produtos em questão. Capacitação de promotores de merchandising: aqui reside uma grande oportunidade muitas vezes perdida pelas indústrias. Quantas vezes já não entramos em uma loja

e perguntamos ao promotor onde estava o produto X? Será que o promotor a quem esta pergunta foi realizada trabalhava com a marca em questão? Se não, será que não perdeu uma excelente oportunidade de reverter uma venda no exato momento da decisão de compra? Pois é, ninguém dentro da escala hierárquica de uma indústria tem mais contato diário com o shopper, do que o promotor de loja. Tenho certeza que a grande maioria das empresas não aproveita este corpo a corpo da melhor forma. O trabalho do promotor de loja sim é de abastecimento, mas por que não aproveitá-lo para promover seus produtos no PDV? Afinal, seria uma forma de otimizar custo além de tudo. Portanto, é fundamental ter uma equipe de promotores de merchandising motivada, engajada, e acima de tudo capacitada com relação aos seus produtos e com técnicas de abordagem para poder converter tantos shoppers quanto possível. E por que educar o shopper no PDV é tão importante? Ora, em um mundo cada vez mais competitivo, impactado por milhares de produtos, marcas, inovações, alternativas de consumo, além de claro a grande concorrência que o varejo digital vêem exercendo no varejo tradicional, acredito que fica muito clara a importância de prestar um serviço adicional ao shopper. O pioneirismo nesta questão sem dúvida alguma também trará benefícios, pois sair na frente fazendo diferente, certamente marcará as mentes dos consumidores. Investir em educação é investir no futuro, sempre! Marcelo Murin é administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto

Castro, futura capital nacional do leite

Marcio Pauliki

O dia 19 de março é uma data especial para todos os paraenses. É nesta data que o município de Castro comemora 310 anos. A cidade faz questão de preservar as suas tradições e memórias, mas sem esquecer a modernidade e a tecnologia. Hoje o município é um dos mais importantes do Paraná e destaque na produção de leite. Justamente na semana em que Castro faz aniversário, estive reunido em com autoridades federais em Brasília. Um dos assuntos que discutimos foi o título de ‘Capital nacional do leite’ para a cidade. Cerca de 10 dos 100 maiores produtores nacionais de leite estão em Castro. A Castrolanda, uma das principais cooperativas do ramo no estado, está localizada no município. A cidade produz 180 milhões de litros de leite por ano e o seu rebanho chega a ser seis vezes superior à média brasileira. A vocação de Castro para a agricultura é clara, já que a cidade está entre os três maiores PIBs agrícolas do Paraná. Isso se deve, em grande parte, à produção de leite, o grande destaque da economia da cidade.

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CNPJ 81.405.763/0001-14 Fundado em 1º de outubro de 1.989 Diário desde 19/01/2005 Redação e Administração Benjamin Constant, 490 Tel. (42) 3232-5148 CEP 84.165-510 - Castro - PR Órgão oficial dos municípios de Castro, Tibagi e Arapoti

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CASTRO E REGIÃO

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Pelo menos 12% do valor bruto da produção do município – de R$ 894 milhões- vêm da bacia leiteira. Manter esses números é um desafio diário. Castro está constantemente lançando produtos, investindo em novas tecnologias e oferecendo novos serviços relacionados à produção de leite. Isso demonstra o empreendedorismo, a capacidade de inovação e a visão de negócio da população castrense. Conceder o título de ‘Capital nacional do leite’ para Castro é reconhecer a importância do município para a região. Uma cidade é feita pelas pessoas que nela vivem. Castro tem a sorte de contar com um povo alegre e trabalhador. Parabéns, população castrense, pelos 310 anos de uma história de lutas e conquistas! Marcio Pauliki é formado em administração pela UEPG, especialista em Gestão Empresarial pela FGV com cursos de extensão em Administração e Marketing pela London University (Inglaterra) e University of Berkeley (EUA).

Diretor-Editor SANDRO ADRIANO CARRILHO Reg. Prof. nº 2447/10/43V-PR sandrocarrilho@paginaum.com

Podemos conceituar criatividade como sendo um processo em que a partir de uma ideia ou pensamento criamos alguma coisa nova, original, que não existia antes. Inovação é o processo de recriar, inovar, reconstruir algo que já existia com melhoria. O importante é saber que a fonte de ambos é a ideia. A questão é de onde vem a ideia? A fonte da criatividade é o pensamento que aflora repentinamente e deve criar algo novo que tenha duas qualidades essenciais: ser útil, facilitar a vida de muitas pessoas; proporcionar alegria, felicidade a um grande número de pessoas. O processo de criatividade consiste em buscar a ideia e transformá-la em realidade. Uma ideia sem ação que transforme em um produto ou serviço útil a um grande número de pessoas é como fazer a declaração: Eu amo a humanidade. Não serve para nada. Muitas vezes ouvimos o comentário: Eu já tinha pensado nisso!. Aparentemente é um fato sem muita importância. Mas, se analisarmos de outra forma, significa que a mesma ideia foi captada por mais de uma pessoa. Assim é possível dizer que a ideia já existia em algum lugar fora do cérebro humano e foram sintonizadas pelas pessoas segundo algum padrão de vibração mental. Se a ideia está pronta em algum lugar significa dizer que não adianta treinar a mente para ser mais criativa. Todas as metodologias de treinamento para ser criativo, na verdade servem para sintonizar com o banco de ideias que está em algum lugar do universo. Assim é melhor treinar a mente para sintonizar este banco. Steve Jobs com toda certeza entendia do assunto. De alguma forma sabia que as ideias fluíam de algum lugar, por isso ele afirmou: Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. Tenha coragem de seguir seu coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente deseja. Os pensamentos do fundador da Apple junto com Steve Wozniak servem de parâme-

* Orlando Oda tros para desvendar o caminho da criatividade. Uma delas diz: Penso apenas em acordar de manhã e trabalhar com pessoas brilhantes para criar coisas que, espero, sejam tão apreciadas por outras pessoas como são apreciadas por nós. Criar coisas que sejam apreciadas por outras pessoas é o mapa da criatividade. Não se falou em lucro, nem em reconhecimento pessoal. A criatividade significa criar algo novo com duas qualidades essenciais. Esse DNA precisa estar impregnado na pessoa para que possa entrar em sintonia com o banco de ideias. É ouvir a voz interior, o seu coração, a sua intuição. Mas é possível treinar a mente para ouvir a voz interior? Sim, por meio da meditação. Outra frase que ilustra o pensamento inovador do criador do I-phone: Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz. Caso contrário, levando em conta apenas o lado racional, você simplesmente desiste. É o que acontece com a maioria das pessoas. É necessário ser subjetivo. As pessoas objetivas demais só sabem pensar racionalmente, em linha reta. Provavelmente as pessoas racionais e objetivas que estão lendo este artigo já descartaram o pensamento de que existe um banco de ideias. Entretanto, todos os grandes mestres que a humanidade já conheceu, afirmaram que o caminho para acessá-lo é a meditação. Criatividade depende da sensibilidade, não depende de racionalidade. Albert Szent-Györgyi (Nobel em 1937) disse que criatividade consiste em ver o que todo mundo vê e pensar o que ninguém pensou. A inteligência racional só pensa o que todo mundo pensa. Quer ser criativo? Seja subjetivo, seja dócil, aprenda a ver com os olhos do coração e medite. Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.

19/03 · Aniversário de Castro Dia de São José

Previsão Clima/Tempo 19/3, à tarde

A) Os conceitos emitidos em artigos assinados podem não representar a opinião do jornal; B) É expressamente proibido qualquer reprodução de texto publicado; C) Página Um circula diariamente e gratuitamente nas cidades de Castro, Carambeí, Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Jaguariaíva, Arapoti, Palmeira e Ponta Grossa.

Fonte: Simepar


QUARTA-FEIRA, 19 E 20 DE MARÇO DE 2014

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Extensa programação nos 310 anos João Paulo Cobbe

Ao completar aniversário, cidade comemora seu crescimento DA ASSESSORIA Nesta quarta-feira (19) Castro comemora 309 anos de história. E, para marcar a data, a Prefeitura de Castro - através das secretarias municipais e em parceria com diversas instituições – promove diversas atividades comemorativas. No feriado municipal, a programação no Parque Lacustre inicia bem cedo, às 8 horas, com a Feira da Família Castrense. Tem ainda Passeio Ciclístico, doação de animais pelo Grupo AMA – Amizade Animal-, praça de alimentação, apresentação dos Violeiros do Iapó, aulão de dança da Diretoria de Cultura. Às 10 horas, no Parque Lacustre, será cantado parabéns ao município e servido bolo à comunidade. Em alusão aos 310 anos de Castro, o bolo terá 3,10 metros. Às 16 horas acontece show com a Turma do Sítio do Picapau Amarelo. Às 19 horas, no Ginásio Douglas Pereira, a equipe Lojas MM/Caramuru Futsal tem jogotreino contra o Concórdia, vicecampeão da Liga Nacional. Os

Foto aérea de Castro registrada no início de março ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia entrada). Às 20 horas, de volta ao Parque Lacustre, tem o show com o Grupo Talagaço. As festividades encerram com show de fogos. “No ano passado adotamos um perfil de festa que foi aprovado e deve ser mantido nestes anos, que é a participação da comunidade nas ações”, cita o prefeito Reinaldo Cardoso. Avanços Ao completar seus 310 anos, a cidade comemora seu desenvolvimento. A produção agropecuária do município, reconhecida nacionalmente devido à quantidade e qualidade de produção,

se destaca cada vez mais. Um exemplo disso é que Castro ficou em primeiro lugar no Paraná no que diz respeito ao Valor Bruto de Produção (VBP) 2012, conforme levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento. Com um total de R$ 1,12 bilhão, Castro ficou à frente de Toledo, que desde 2011 ocupava a primeira posição no Estado e que registrou R$ 1,10 bilhão. O prefeito R destaca que com as tecnologias e pesquisas aplicadas no município, Castro tem hoje o maior PIB Agropecuário do Paraná e um dos melhores do Brasil. Mas, faltava a industrialização. “Faltava, porque este

cenário também tem mudado significativamente”, frisa. Este processo de industrialização inclui iniciativas como a Unidade de Beneficiamento de Leite e Unidade de Negócios Feijão, da Cooperativa Castrolanda. As cooperativas Batavo, Capal e Castrolanda também trabalham na construção de um frigorífico de suínos em Castro, investimento que em sua fase final totalizará investimentos R$ 1 bilhão e criação de 1.800 empregos diretos e mais de 5.000 empregos indiretos. Incrementando este processo de desenvolvimento econômico, em fevereiro foi inaugurada a primeira biorrefinaria de proces-

samento de milho da Cargill no Brasil, no Distrito Industrial Tatsuo Yamamoto, com investimento de R$ 500 milhões no projeto. A nova unidade da Cargill, em operação parcial desde novembro de 2013, conta com 200 funcionários empregados diretamente e traz ao município a possibilidade de criação de 800 empregos indiretos, além de aumentar as oportunidades de negócio na região. Instalada em uma área de 352 hectares, a fábrica atende ao mercado nacional com solução de amidos e adoçantes para uso em produtos lácteos, balas, confeitos, bebidas, pães e na indústria de papel e papelão, além de nutrição animal. Do total, 2,5 hectares são ocupados pela fábrica da Cargill e o restante da área do distrito será utilizada por empresas clientes no conceito da biorrefinaria. E, a primeira cliente da Cargill a se instalar no complexo é a Evonik, que já iniciou a construção de sua unidade. A expectativa é que até 2020 quatro empresas parceiras estejam instaladas no local. “Com tudo isso, Castro vive um momento ímpar na produção agropecuária e também na indústria. Com todo o crescimento na agricultura e na indústria, Castro vem se tornando um município ideal economicamente, pois tem capacidade de produzir e industrializar”, destaca Dr. Reinaldo. E, para atender à demanda criada com este desenvolvimento, muitos outros investi-

mentos estão se concretizando. Entre os principais está a construção de 700 unidades habitacionais de interesse social pelo Programa Minha Casa Minha Vida, marcando o início do audacioso projeto 'Nova Castro'. Embora já tenha sido autorizada a construção das 700 unidades, o projeto totaliza mil unidades, com investimento de R$ 60 milhões e marca o início do projeto ‘Nova Castro’, empreendimento realizado pela Yamamoto Administradora de Imóveis e baseado na construção de unidades habitacionais de médio e alto padrão, hotel, centro de convenção, shopping entre outros. Concebida a partir do conceito de sustentabilidade, a nova cidade é fruto de anos de estudo. Além da instalação de grandes indústrias outro fator deve contribuir para que Castro tenha seu perfil econômico alterado é o projeto de expansão da Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN) nos Campos Gerais, desenvolvido pela Companhia Paranaense de Gás (Compagas). Assim, Castro será uma das poucas cidades não apenas do Paraná, mas do Brasil que terá gasoduto para atender a demanda de qualquer tipo de indústria. O projeto prevê a construção de 80 quilômetros de tubulação em Ponta Grossa, Carambeí e Castro - chegando até a região da Castrolanda - totalizando investimento de R$ 83 milhões.


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Quarta-Feira, 19 e 20 de Março de 2014

Castro e seu 'patrimônio tombado' Luana Dias Especial para o Página Um A arquitetura da cidade mãe do Paraná é atualmente um misto de prédios pequenos e médios, casas no estilo colonial e que ainda retratam a vida dos tropeiros que por aqui passaram e casarões históricos. Oito desse imóveis históricos foram tombados e hoje compõe o cenário de uma cidade histórica em pleno desenvolvimento e evolução. Conheça os prédios tombados em Castro Casa da praça – situada à Praça Getulio Vargas, nº 10 e de propriedade da Prefeitura Municipal Construída no final do século XIX pelo Coronel Manoel Ignácio do Canto e Silva, político de largo prestígio na então Província do Paraná e herói da Guerra do Paraguai, o imóvel constituise a exemplo da arquitetura de transição entre o colonial e o neoclássico e é fruto das transformações pelas quais passou a sociedade brasileira a partir de meados do século XIX. O imóvel que constitui testemunho de uma época, cujos exemplares são cada vez mais

raros no Paraná, sofreu algumas alterações na fachada frontal, e teve as telhas originais substituídas por telhas francesas, além de ampliações na parte posterior. O tombamento foi aprovado pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico em 31 de outubro de 1981. Casa de Sinhara - situada na Praça Getulio Vargas, nº 6 e de propriedade particular – Jose Carlos Avi Rodrigues Com a fachada principal voltada para a Praça Getulio Vargas, a Casa de Sinhara foi construída em alvenaria de pedra e taipa. Seus elementos confirmam o partido adotado pela arquitetura de transição entre o colonial e o neoclássico e são produto das transformações sócio econômicas a que foram submetidas a sociedade brasileira a partir de meados do século XIX. O imóvel sofreu várias intervenções, entretanto, não foi descaracterizado. As principais alterações foram a ampliação para instalação de banheiros e um quarto e a substituição do telhado original por outro, de telhas francesas. As esquadrias internas e externas, a maior parte do forro e o piso ainda são originais.

Fotos: Divulgação

O tombamento foi aprovado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico em reunião realizada no dia 21 de outubro de 1981. Casa situada na Praça Manoel Ribas, nº 120, antigas instalações do Jornal Página Um, de propriedade particular de Ronie Cardoso Filho Assim como a maioria das construções remanescentes relacionadas ao tropeirismo em Castro, este imóvel data do século XIX. No referido período, Castro ainda era movida pelas fazendas de invernadas onde engordavam as tropas de gado vindas do Rio Grande do Sul. A demanda tanto por bois para alimentação como por mulas para o trabalho agrícola nos cafezais paulistas que se expandiam, geraram incalculáveis fortunas. Neste mesmo período, em 1880, foi construída a casa de João José da Fonseca destinada para moradia e comércio. O tombamento justifica-se pela proteção de uma parte importante da paisagem urbana/ histórica de Castro, adotando igualmente, o partido da arquitetura de transição entre colonial e o neoclássico.

Casa da praça

Casa Emília Erichsen - Casa da Cultura

Casa de Sinhara

Estação Ferroviária de Castro

Casarão situado na Praça Manoel Ribas, nº 120

Fazenda Capão Alto

Casarão situado na Praça Manoel Ribas, nº 153

Museu do Tropeiro

Casa situada na Praça Manoel Ribas, nº 152, de propriedade particular de Luiz Carlos Kugler Construída em 1863 em alvenaria, pedra e paredes de pau-a-pique, o imóvel se situa dentro do partido adotado pela arquitetura de transição entre colonial e o neoclássico, mesclando elementos de ambos os estilos. De acordo com historiadores, a casa foi construída por um escravo ao qual fora prometido a alforria em troca do trabalho. Todavia quando da conclusão da obra, foi vendido para continuar a ser escravoconstrutor. O imóvel ainda mantém as esquadrias e coberturas originais. Casa Emília Ericksen Casa da Cultura, situada à rua Jorge Xavier da silva, esquina com Benjamin, de propriedade da Prefeitura Municipal Por longos anos, no prédio número 66 da Rua das Tropas, funcionou o jardim-escola de dona Emília, local em que várias gerações de meninas receberam as primeiras noções de educação. Em 1855, chegaram a Castro os membros da família Erichsen, composta pelo dinamarquês Conrado Erichsen, sua esposa, Emília e filhos. Para dar sustento aos seus filhos menores quando o esposo, Conrado Erichsen faleceu (em 1862), Emília Erichsen, senhora de aprimorada cultura, montou um estabelecimento de ensino para meninas, que se

tornou o primeiro Jardim de Infância do Brasil. Apesar de não ter sido construído com a finalidade de abrigar um estabelecimento educacional, foi tombado em 1991, pelo uso que desempenhou como o primeiro Jardim de Infância no País e pela sua importância arquitetônica. O imóvel tem edificação em taipa, provavelmente da década inicial do século XIX e constitui bom exemplo da arquitetura adotada no Paraná durante a fase do tropeirismo. Estação ferroviária de Castro, localização na Avenida Miguel Couto, s/n, de propriedade da Rede Ferroviária Federal S.A. Com uma estrutura arquitetônica bastante simples, a estação ferroviária de Castro, inaugurada em dezembro de 189, foi construída em alvenaria de tijolos sobre embasamento de pedras. A estrutura da cobertura em tesouras de madeira tem duas águas, cobertas por telhas cerâmicas do tipo francesa. Na área da plataforma, a água da cobertura avança para criar a área coberta de acesso, apresentando no conjunto da estrutura uma seqüência de mãos francesas em madeira, engatadas em suportes também em madeira, na plataforma com uma cobertura estruturada sobre apoios metálicos. As paredes são rebocadas e têm poucos detalhes. Destacam-se os pilares estruturais arrematados na parte superior

por frisos em relevo. Internamente o piso é revestido, na parte original, com ladrilhos, e na parte recuperada com placas de ardósia. Fazenda Capão Alto, de propriedade particular da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. Fundada em 1704, a Fazenda Capão Alto localiza-se em terras de sesmaria concedidas a Pedro Taques de Almeida e é o marco histórico para a fundação da cidade de Castro e o berço dos Campos Gerais. Em suas instalações existe um sítio arqueológico com ruínas de uma capela, em taipa (e possíveis restos mortais de padres Carmelitas), além das casas utilizadas como senzalas para escravos. Tombada em 1983 como patrimônio cultural do Paraná, a Capão Alto esta em processo de tombamento como patrimônio cultural nacional pelo IPHAN. Museu do tropeiro, de propriedade da Prefeitura Municipal Casa do século XVIII que pertenceu a Carneiro Lobo, o Museu do Tropeiro foi construído sobre uma base de pedras com colunas de madeira que sustentam toda a estrutura da cobertura. As paredes são construídas em sistema de pau-a-pique e a cobertura é de telas de barro. O imóvel abriga atualmente um dos mais importantes acervos do Pais.


Quarta-Feira, 19 e 20 de Março de 2014

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TÍTULO SE DEVE AO EMPENHO DOS IMIGRANTES HOLANDESES

Reconhecida como ‘capital do leite’ Divulgação

Contribuição da Castrolanda está na sua produção Carla Ticiane Localizada às margens da rodovia PR-151, que liga Curitiba à São Paulo, Castro possui cerca de 67.084 habitantes, conforme o censo de 2010. Com área de 2.533,247 quilômetros quadrados, o município fica à 40 km de Ponta Grossa e a 156 km de Curitiba. Nacionalmente, o município é conhecido por títulos que lhe foram dados ao longo dos anos como de “Cidade Mãe do Paraná”, por ter sido a primeira cidade fundada no Estado do Paraná, quando se emancipou de São Paulo. Outro título muito importante, que mostra o potencial produtivo e econômico da cidade, é o de ‘capital nacional do leite’, por ser o município que mais produz leite no país. Um título que se deve ao empenho dos imigrantes holandeses que se instalaram na cidade e criaram animais com

Castrolanda representa aproximadamente 85% da produção total de leite no município

excelente qualidade genética com a utilização de tecnologia de ponta. Qualidade atribuída à Cooperativa Castrolanda, responsável por aproximadamente 85% da produção total. No último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Castro apareceu com produção anual de 210 milhões de litros de leite, sendo que deste total, 137,8 litros de leite são provenientes da Castrolanda.

Em 2011 a cooperativa produziu 182, 667 milhões de litros de leite. Assim, em 2011, o segmento ‘lácteos’ da Castrolanda foi responsável por 30% do movimento financeiro da cooperativa, ou seja, R$ 388,371 milhões. Em 2010 haviam sido produzidos 166,299 milhões de litros de litros de leite. Em 2002 a Castrolanda produziu 90 milhões de litros de leite. Em dez anos

a produção aumentou 100%, média de 10% ao ano O gerente da área de negócios do leite da Cooperativa, Henrique Junqueira, ressalta a contribuição da Castrolanda nesta conquista ao município mantendo a essência da cooperativa, organizando a cadeia de leite, desde o fornecimento até a comercialização do produto, sem esquecer da industrialização do leite com a inauguração da fábrica inaugurada em dezembro de 2007. “Entre todas as ações, podemos destacar alguns pontos importantes. Um deles é a assistência técnica, que desde ao inicio da atividade sempre foi prestada ao produtor. A utilização da tecnologia para consegui produzir leite com resultado econômico e isto reverte na produtividade”, destaca. Outras essenciais foram fundamentais para o peso que a cooperativa representa no município. “A Castrolanda há mais de 60 anos opera na região e nunca atrasou um pagamento. Vale ressaltar a eficiência na comercialização do leite, a segurança ao produto no investimento da comercialidade, no canal estabelecido entre ambos”.

Junqueira explica, que devido a isto, 2013 foi o terceiro ano que a Castrolanda distribuiu as sobras aos cooperados, com 6 centavos por cada litro produzido. “Isto tudo junto leva a condição favorável para que tenha e se mantenha como maior produtor de leite do Brasil. Não podemos deixar de destacar a atitude do produtor, que faz com que a Castrolanda tenha estes números tão comemorados”, acrescenta. Segundo o gerente, outro ponto importante é o processo de capacitação, a assistência técnica e a consultoria com o Centro de Treinamento para agropecuarista. “Os eventos que fazemos ao longo do ano, como a Agroleite também estimula ao produtor que tem perto da casa dele, tecnologia de primeira. Vamos ter leilão do gado leiteiro nos próximos dias, a expojovem. Tudo isto cria ambiente favorável para crescimento da produção”, complementa. Além da produção recorde de leite, a cooperativa tem procurado agregar valor à produção trabalhando também com a industrialização do produto, completando a cadeia produtiva de leite, que vai desde o fornecimento dos insumos agrícolas aos cooperados até o abastecimento das prateleiras com produtos industrializados. Na área de leite também já houve avanço em relação à Unidade de Beneficiamento de Leite, que tem como finalidade produzir produtos em parceira com empresas que já possuem a própria marca, com interesse em colocar os produtos fabricados pela Castrolanda no Mercado. Castrolanda se sente honrada em fazer parte desta história A Castrolanda, formada por 754, integra um seleto grupo de cooperativas de sucesso do país. A matriz está localizada

na Colônia Castrolanda, em Castro. A unidade está posicionada entre as maiores e melhores cooperativas devido à estratégia adotada há mais de 10 anos para todas as áreas de atuação, que tem relação com o crescimento. O bom desempenho vem sendo conquistado nas diferentes áreas de atuação, fruto da integração, diversidade e da geração de valor, que cumprem a missão no desenvolvimento sustentável da Cooperativa. A Castrolanda possui unidades em Ponta Grossa, Piraí do Sul, Curiúva, Ventania e Itaberá (SP). Toda a estrutura funcional conta com 834 colaboradores. O faturamento anual é de R$ 1,543 bilhões. De acordo com o gerente da área de negócios do leite da Cooperativa, Henrique Junqueira, a missão da cooperativa é agregar valor ao cooperado, contribuir para que o cooperado enriqueça e tenha qualidade de vida, e, isto, a cooperativa tem conseguido fazer. “O desenvolvimento do cooperado é o desenvolvimento do município, principalmente na atividade leiteira. O resultado, ou seja, o dinheiro que é gerado desta cadeia produtiva é investido no mercado municipal, dentro do município. Diferente de outros segmentos ou outra atividade, no qual a arrecadação não fica aqui”, ressalta. O gerente explica que quando falou da produção de 2013, considerando o preço do litro de leite numa média de R$1 real, significam cerca de 180 milhões que ficaram em Castro. “A Castrolanda se sente honrada e satisfeita em conduzir uma cadeia produtiva com sucesso que reflete no município e na comunidade como todo. Isto é cumprir o seu papel social, porque nós recolhemos impostos e fazemos tudo que está conforme a legislação”, conclui.

NO SETOR AGROPECUÁRIO

Município possui maior PIB do PR Em 2013, Castro foi classificado como o município do Estado com maior Produto Interno Bruto Agropecuário, ultrapassando a marca de outros municípios, que estavam na liderança há anos como Toledo com R$1.105.186.644,68. Conforme dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural de Ponta Grossa, a cidade mãe do Paraná ficou com R$1.127.491.214,76. A riqueza do município se divide em algumas culturas fortemente agropecuárias. Da lista divulgada pelo Deral, a soja aparece com 21% da produção, contra 15% do leite bovino, 12% do frango de corte, 10% do milho 10%, 8% feijão e demais produtos somam 34%. Dentro desta porcentagem estão riquezas que até mesmo quem vive por aqui desconhece como aveia, canola, centeio, abóbora madeiras, pinhão, flores, mudas de eucalipto entre outros. Esta diversidade chama atenção, principalmente porque

João Paulo Cobbe

Soja liderou o ranking como maior produtividade em Castro a produção rural está semi industrializadas com as fábricas de leite, abatedouro, a Cargill que inaugurou a fábrica recentemente, indústrias de máquinas entre outras diversidades, quando nas regiões do Paraná a produtividade é focada apenas em um produto. No levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) soja aparece com produção de

258.990 toneladas, milho com 287.700, feijão 37.400, a produção do bovinos com 94.476 cabeças, 2.052.042 cabeças de galináceos, 138.149 de suínos, ovinos com 11.286 e 584 eqüinos. Conforme o IBGE, a economia do município é movido pelo setor agropecuário, seguido da industria, que tem crescido com a vinda de diversos investimentos à cidade.


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Características estão nas ruas e praças Divulgação

Muitos esquecem que atrás de um construção existe muita história Carla Ticiane Castro é um município paranaense, localizado às margens do Rio Iapó, que se destaca turisticamente pelos estilos arquitetônicos preservados ao longo dos anos. A cidade colonizada por imigrantes alemães e holandeses é marcada pela origem de seus povos. As características estão nas ruas, nas praças, nas casas que reforçam o potencial turístico, atraindo pessoas dos mais diversos lugares. Estes são seduzidos pela beleza. No entanto, muitos, até mesmo os próprios castrenses se esquecem que atrás deste visual existe uma história, que vale ser lembrada, principalmente, na data de hoje. De acordo com a coordenadora do  Museu do Tropeiro, Amélia Podolan Flügel, o povoamento da região dos Campos Gerais iniciou oficialmente com a concessão da sesmaria

Museu de Terra Nova fundado em 1933

das Paragens do Iapó, ao paulista Pedro Taques de Almeida e sua família, em 1704. “A partir de 1750, intensificou-se o fluxo de tropas de muares entre o sul e o centro da Colônia e, nesta rota, os tropeiros atravessavam os Campos Gerais, pousando nos lugares mais favoráveis”, relata. Quando encontravam o rio Iapó alagado, precisavam permanecer acampados até que pudessem atravessá-lo, com os animais em segurança. “Este pouso aos poucos foi

congregando mais moradores que estabeleceram ranchos a fim de comercializarem com os tropeiros. Assim nasceu o pouso do Iapó. O povoado foi crescendo e tornou-se Vila Nova de Castro em 1789, sendo uma das mais importantes da época, evoluindo a seguir, até se tornar Cidade em 1857”, complementa. No período do Brasil Colônia e do Império, Castro, tornou-se um importante centro unificador, pois além de administrativamente abranger uma

extensão de terras correspondente a   mais da metade do território do Estado do Paraná, ainda entrelaçou famílias de São Paulo e do Sul. Alguns moradores de Castro, exercendo funções militares, foram desbravadores do sudoeste do Paraná e   fundadores de cidades no Rio Grande do Sul. Colonização Em 1855, o município começou a ser colonizado com a chegada de imigrantes alemães, fundando colônias. O início do século XX outros imigrantes chegaram e outras colônias fundadas como dos neerlandeses da Colônia em Carambeí, que até 1993 integrava o município. Os japoneses chegaram em 1958 impulsionando a agricultura com novas técnicas de plantio e produção. A famosa colônia Terra Nova, localizada a 15 Km do centro da cidade, foi fundada a partir de 1933. O local possui atrativos a Casa do Colono, a Igreja Santa Terezinha, a Trilha Ecológica. Os principais cultivos da localidade são o milho e a soja. Entre os anos de 1951 e 1954, famílias holandesas chegaram a Castro trazendo consigo tratores, equipamentos agrícolas e gado, dando origem a colônia e a Cooperativa Castrolanda. Localizada a 06 Km do centro da cidade, a colônia mantém suas tradições através da arquitetura típica, do grupo folclórico, gastronomia, língua entre outros.Além destes grupos étnicos que consolidaram-se formando colônias, há muitas outras imigrações presentes no Município e que contribuíram para a formação sócio-cultural da população castrense. Destacam-se a presença negra, eslava (poloneses, ucranianos, russos, etc), italiana, árabe, japonesa, existindo ainda, remanescentes de povos indígenas. Atrativos marcaram a história Castro é o terceiro município mais antigo do Paraná. Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão do prefeito Dr. Lauro Lopes e diversos atrativos, devido ao seu forte poten-

cial turístico. A padroeira de Castro é Sant’Ana, que levou o nome da capela, mas a verdadeia história do lugar religioso muitos desconhecem. A capela foi construída em 1740 por Inácio taques de Almeida, que recebeu as terras onde foi levantado o lugar religioso, onde hoje fica a Igreja Matriz. A doação aconteceu de José Góes de Moraes, que queria marcar o local representando a fé. O primeiro sinal religioso foi uma cruz seguido da construção de uma capelinha. “Segundo a tradição religiosa devocional da época “quem festejasse a gloriosa santa não teria detrimento em seu crédito nem falência nos bens de fortuna”, segundo informações da comunicação da Prefeitura. Em 1755 o local foi reformado e passou a receber mais devotos. O primeiro batizado no local foi em 1762 pelo primeiro vigário da Freguesia do Iapó. O lugar religioso atraiu mais moradores na região. Em 1810, devido às condições da estrutura, o lugar começou ceder espaço para a construção da Igreja Matriz. O Museu dos Tropeiros foi construído no século XVII pela família Carneiro Lobo. O local é o mais vivo exemplo da época em que Castro surgiu como cidade, originando-se dos Pousos dos Tropeiros, que passavam por ali. Atualmente, através de muita divulgação, o atrativo recebe visita de turistas e historiadores de todo país. Ele Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas. Muitos outros locais merecem destaque e serem citados como Casa da Cultura Emilia Erichsen, Morro do Cristo, Rio Iapó, Saltos,Prainha, Fazenda Capão Alto, Fazenda Potreiro Grande, Sítio Santa Olívia, Colônia da Castrolanda entre muitos outros. A polêmica em torno das datas Este é o quarto ano que o aniversário de Castro será comemorado no dia 19 de março. Até 2010 as festividades eram comemoradas em 21 de janeiro. A alteração foi proposta pela Prefeitura, através do projeto de Lei 06/2010. O assunto foi bastante questionado na época e virou polêmica. No dia 24 de fevereiro o projeto foi apresentado em sessão na Câmara, foi devolvido à Prefeitura, se tornou pauta de audiência e, depois de uma votação, onde 48 pessoas votaram, a maioria decidiu pela mudança da data. Foram 34 contra 14 contra. O pro-

jeto foi colocado novamente no legislativo em abril do mesmo ano. Curiosidades Significado do Nome O nome se originou do latim “Castru”, que significa fortaleza. Foi uma homenagem a Martinho de Melo e Castro (1716 – 1795), Ministro dos Negócios Ultramarinos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790. O homenageada foi um ministro colonialista, que subscreceu o célebre alvará de Maria I, acabando com as fábricas brasileiras No livro de Os Iapoenses, escrito por Oney Barbosa Borba, o autor relata o histórico que levou ao nome. Conforme cita na obra, foi diplomata e político português que desempenhou cargos de grande relevância nos reinados de D. José e de D. Maria I e que se notabilizou como reformador do sistema colonial português quando exerceu as funções de Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar. Foi primeiro-ministro de D. Maria I. Era filho de Francisco de Melo e Castro e de Maria Joaquina Xavier da Silva. Divulgação

Martinho de Melo e Castro

Martinho de Melo e Castro teve um filho - Manoel Bernardo de Melo Castro - que viajou para o Brasil no ano de mais ou menos 1754/1756 na comitiva de Mendonça Furtado. Mendonça Furtado viera para o Brasil, enviado por Marquês de Pombal, para ser o vice-rei do Pará e Maranhão. Martinho de Melo e Castro era integrante da sua comitiva e foi enviado para unificar a vila que então existia no estado que hoje é o Amapá e, nessa missão criou a Vila de São José de Macapá, sendo o seu primeiro governador, nome que se atribuía ao administrador daquela época. Onde hoje é a cidade de Macapá foi o construtor da Igreja Matriz. Retornou a Belém, onde sucedeu a Mendonça Furtado, sendo então o vice-rei do Pará e Maranhão. Divulgação

Visão parcial da cidade em 1875


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ENTREVISTA

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A principal dificuldade foi realmente a saúde. Quando nós assumimos o Hospital Anna Fiorillo Menarim, estávamos com o índice de pessoal estourado, o setor de obstetrícia estava fechado e havia um risco eminente de o Hospital fechar por conta da falta de investimentos na estrutura.

Reinaldo fala de seu governo Fotos: João Paulo Cobbe

De 0 a 10, Reinaldo dá nota 7 para sua administração LUANA

P1 – O senhor é candidato a reeleição? Como o senhor desenha a política de Castro para os próximos anos?

DIAS

ESPECIAL PARA O PÁGINA UM

Em pelo menos 10 dos 310 anos da cidade de Castro, o atual prefeito Reinaldo Cardoso deu sua contribuição e participou de forma direta nas ações do município. Onze anos após o seu segundo mandato, ele retorna a administração municipal para assumir novos desafios, novos cenários de governo estadual e federal, e uma Castro que também enfrenta nova fase.

Reinaldo – Não sou candidato a reeleição. O que esperamos para Castro nos próximos anos é que seja dada continuidade ao que planejamos e executamos atualmente.

P1 – De 0 a 10, qual é a nota que o senhor daria a sua

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Página Um – Todo governo precisa oxigenar, o senhor pretende fazer mudanças na sua equipe? Reinaldo Cardoso – Não! Eu tenho por experiência própria que as mudanças não costumam dar certo. O que pretendo, portando, é equacionar o trabalho da equipe.

P1 – Como o senhor avalia a atenção dispensada pelos Governos Estadual e Federal ao Município de Castro? E como é a relação de ambos os Governos com Castro? Reinaldo – Nós conseguimos trilhar tanto com o governo do Estado como com o Federal uma boa relação. O Governo do Estado está nos ajudando como pode, tem alguns investimentos grandes que merecem destaque, como o do Gasoduto, assim como alguns repasses feitos pelo Federal, ainda que ambos estejam com dificuldades financeiras, o que limita investimentos.

P1 – Entre as principais dificuldades da atual gestão municipal são perceptíveis os danos causados pelo déficit na saúde, através das transições do Hospital Anna Fiorillo Menarim e na segurança,

parte interna da prefeitura, trabalhamos com novos projetos, ou seja, preparamos Castro, inclusive para esse período, porém não podemos fazer garantias, se o País for bem, nos vamos também.

Eu tenho experiência própria que mudanças não costumam dar certo. O que pretendo, portanto, é equacionar o trabalho da equipe.

através da polêmica em torno do trabalho desenvolvido pelas agentes de trânsito e estacionamento regulamentado (zona verde). Como o senhor avalia esses dois calos e como está trabalhando com eles? Reinaldo – A principal dificuldade foi realmente a saúde. Quando nós assumimos o Hospital Anna Fiorillo Menarim, estávamos com o índice de pessoal estourado, o setor de obstetrícia estava fechado e havia um risco eminente de o Hospital fechar por conta da falta de investimentos na estrutura. A partir daí trabalhamos para preparar o Município para o desenvolvimento em todos os setores,

tirando inclusive, a administração hospitalar do Município e entregando-o a uma empresa terceirizada. O plano ‘B’, caso essa administração não seja feita a contento será uma nova licitação. Em relação a segurança e agentes de trânsito, foram feitos investimentos em capacitação e hoje temos um trabalho com muito mais bom senso, mas ainda existe resistência por conta das mudanças. A partir desse ano vamos implantar um projeto que já estava pronto quando assumimos a gestão e que deve trazer muitas melhorias de um modo geral. P1 – Qual foi a sua participação sua na definição da programação da festa de aniversario de Castro? As festividades devem se repetir nos próximos anos? Reinaldo – Eu apenas dei autorizações, então se eu me conceder a esse mérito, estarei mentindo. Já para os próximos anos queremos manter as festividades, inclusive com grandes shows, mas sempre valorizando a cultura, o esporte e os cidadãos locais.

P1 – A partir de 30 de maio os governos estadual e federal devem frear os repasses

aos Municípios por conta do período eleitoral. O Município de Castro está preparado para essa fase? Reinaldo – Durante o ano passado, ao mesmo que trabalhamos na arrumação da

“Eu tenho fé que vamos conseguir organizar a cidade através de uma administração cada vez mais participativa e produtiva. Com a participação dos conselhos, igrejas, associações é possível darmos o rumo que queremos para o Município”

atual administração como prefeito de um terceiro mandato? Reinaldo – Nota 7. Porque é uma administração nova e que encontrou muitas dificuldades. Muitos dos nossos secretários não tinham experiência de gestão pública quando assumiram a atual administração. Considerações finais “Eu tenho fé que vamos conseguir organizar a cidade através de uma administração cada vez mais participativa e produtiva. Com a participação dos conselhos, igrejas, associações é possível darmos o rumo que queremos para o Município”.


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Aproveitando o agradável ambiente que o Restaurante Casantiga proporciona, o casal Ana e Sérgio Luis Riesemberg Marques, cheio de mimos com o netinho Marco Henrique Fotos: Márcia Ferraz

Muita cor e magia enfeitaram a festa de Enzo. Em meio a balões coloridos e muitas brincadeiras, comemorou seu primeiro ano de vida ao lado de Nathane Ferraz e Anthony Richard. A recepção aos familiares e amigos foi no SindiCastro com decoração exclusiva da Cia da Festa que levou a assinatura das designer Fabiane Antunes e Loris Machado

Com muito carinho o casal Agnes Gomes Buriti e Zeno Johann recebem amigos e clientes no tradicional Restaurante Casantiga, na ultima sexta, com som ao vivo de Rivelino e sua Orquestra. Sucesso sempre!

No Memorial da Imigração Holandesa ocorreu a Balada 360°, reunidos muitos castrenses e visitantes. Em destaque a bela Rubia Tobias Luana Kielita e Paulo Valenga no Balada 360º

A Associação Verdes Anos realizou atividades no ultimo fim de semana no Parque Lacustre, dentro das comemorações dos 310 anos de Castro. As equipes participantes da Gincana Verdes Anos realizaram provas físicas e artísticas; abrilhantando ainda mais as comemorações dos 310 anos de Castro

19/3 Ana Carolina R. Kachinski Camila Addison Pavei Elisa Gianisella Karini Machado Margareth Risden

José Silva Lima Maria José R. G. Martins Selma Larocca Teixeira Rafael Doria de França


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