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Junho 2010

Jornal Escolar, Ano 19, Junho 2010 nยบ 4

O NOSSO HORIZONTE

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OS HERÓIS DO NOSSO TEMPO

Editorial REVER PARA MELHORAR O final do ano lectivo aproxima-se. Há uma avaliação que se faz pelas classificações, pelas notas. A par com ela, vai também a avaliação do empenho manifestado, da colaboração dada ao trabalho e ao ambiente da escola. Mas sinto-me na obrigação de propor, aos estudantes sobretudo, sem deixar de fora os agentes educativos, que olhem bem dentro de si e se perguntem: Que desenvolvimento se operou em mim, durante este ano? Cresci em competências científicas? Desenvolvi-me psicologicamente, moralmente, espiritualmente?... O nosso Colégio é uma escola católica. Os seus programas e os seus projectos têm em vista as aprendizagens científicas, as aprendizagens de relacionamento harmonioso com os outros, o educar da consciência para assumir responsabilidades dentro de uma comunidade. E tudo isso tendo no nosso horizonte uma Pessoa única - Jesus Cristo. Ele é Mestre em palavras e por todo o seu modo de viver, que nos propõe caminhos humanos de crescimento, de esperança e de felicidade; que nos ensina que o futuro se constrói com trabalho e regras de vida; que nos estimula para buscarmos a verdade autêntica das coisas, das atitudes, das pessoas…, em vez de ficarmos por “modas” e modos de pensar, de dizer e de viver banais. Temos bastante que rever, que alterar: em comportamentos, em hábitos, em linguagem, em apresentação, em modo de aplicação ao trabalho. Em sala de aula e fora dela, porque todo o espaço escolar é ambiente educativo. Há estudantes que se despistaram ou que talvez ainda não tenham percebido o que é uma comunidade educativa. Que misturam os tempos e as actividades. É preciso aprender a distinguir: recreio é uma coisa, sala de aula é outra; envolvência em projecto é uma coisa, fazer desse tempo lazer é outra coisa; amizade é uma coisa, brincadeira de mau gosto ou desrespeito é outra… Esta Casa foi sonhada e construída por muitos, com relevância para o sr. P. Baptista e para o sr. P. João Mónica, para formar homens e mulheres de qualidade. E com os princípios e os valores cristãos como lastro dessa formação. Longe de tolherem a seriedade científica, eles vêm dar-lhe nova luz e novo impulso.

Do grego Êros, pelo latim heros, o termo herói designa o protagonista de uma obra narrativa ou dramática. Variando consoante as épocas, as correntes estético-literárias, os géneros e subgéneros, o herói é marcado por uma projecção ambígua: por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, transcende a mesma condição, na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de atingir. Os Heróis do nosso tempo são aqueles que sobrevivem à verdade e resistem à mentira. São aqueles que lutam com amor e não usam armas. Heróis são os aqueles que lutam diariamente para viver e muitas vezes até para sobreviver. Os heróis dos nossos tempos são os que se esforçam por uma vida honesta e combatem a desonestidade. São os que vivem e deixam viver sempre de uma forma atenta. São os que combatem diariamente as injustiças mesmo que o façam de forma anónima. Heróis que abdicam de si mesmos para ajudar os outros. Heróis e heroínas que não sabem que o são. São os que sorriem quando a vida os força a chorar. São os que choram sempre que sentem alegria. Heróis livres no seu mundo e felizes no seu estar. Heróis dos nossos tempos são os que sobrevivem a guerras, a injustiças e a tantas outras atrocidades e continuam a sonhar. São homens, mulheres e crianças que sofrem e sobrevivem. Que nos fazem admirá-los pela força e pela

capacidade de resistência. Os Heróis dos nossos tempos são os que não olham a nacionalidade, raça ou religião. Heróis do nosso tempo somos nós e tantos outros. O verdadeiro herói é aquele que nunca o sonhou ser porque o é sem saber. Alunos do 9ºE A palavra herói tem um significado instável. Dependendo das necessidades de cada pessoa, o conceito de herói modifica. Mas na minha opinião, um herói é aquele que se sacrifica em prol dos outros, sem ter a intenção de querer ser prestigiado e honrado por isso. Na actualidade, arrisco dizer que todos nós somos heróis em algum momento da nossa vida. Por mais pequeno que seja o sacrifício que tenhamos feito, esse sacrifício pode não ser insignificante para aqueles que ajudamos e, no final do dia, iremos sentir-nos felizes e conseguiremos responder “sim”, se perguntarmos a nós mesmos: “Se eu morresse hoje, morria feliz?”, porque pior que morrer fisicamente é morrer no esquecimento. Posso afirmar que a pior sensação que se pode ter é sentir-se inútil, fútil e egoísta, e são essas sensações que se apoderam de nós quando não fazemos nada para a comunidade. Uma simples palavra, um gesto ou até um sorriso são suficientes para confortar uma pessoa, contribuindo para a sua felicidade. Concluo, assim, que ser feliz é fazer os outros felizes e ser herói é ser feliz. Catarina Pequeno, 9º B

Temos de rever, de avaliar também o nosso ano nestes aspectos. Eles não vão nas pautas das notas. Mas têm de estar no nosso coração e no nosso espírito. E vir à luz do dia! Só assim poderemos pensar um novo ano com optimismo e coragem, com alegria. Cada um de nós tem de viver o lema da Casa com sinceridade: cada um de nós tem de poder contar com o outro e dar garantia de que o outro pode contar connosco. Com alegria! Para construir homens e mulheres novos, um Colégio mais escola e mais católico! P. Querubim Silva - Director do Colégio

Ficha Técnica : Propriedade do Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação - Calvão VGS Colaboraram neste número: Alex Portilla, Alexandra Santos, Alunos de Espanhol do 11ºC, Alunos do 8º ano, Ana Branca, Ana Granja, Ana Margarido, Ana Paula Santos, Ana Rita Marques, Bárbara Lucas, Bárbara Pauseiro, Bruna, Camille Martins, Carlos Jesus, Cármen, Catarina Pequeno, Cátia Raposo, Clara Prior, David Oliveira, Elisabete Branco, Francisca Andrade, Francisco Oliveira, Francisco Simões, Inês Silva, Joana, Inês Viegas, Isac Ribeiro Jorge, Isaura Laranjeiro, João Santos, Josephine, Lucas Lopes, Luís Oliveira, Manuel da Rocha, Márcio França, Maria Carolina Dias, Mariana Melo, Mariana Oliveira, Miguel Pereira, Sílvia Pascoal, Sónia Mesquita, Teresa Gonçalves, Tiago Prior, Zulmira Ferreira

SEMANA DA LEITURA El 5 de marzo, nosotros, los alumnos de español de la clase de Humanidades - 11º C, participamos en una actividad organizada por la profesora Sónia Mesquita (responsable por la biblioteca), nuestra profesora de Español y otros profesores de lenguas de nuestro colegio. Esta actividad se integró en la celebración de la semana de la lectura que tuvo lugar en nuestra escuela del 1 al 5 de marzo. El objetivo de esta actividad fue

el de ofrecerle a los alumnos de 8ª y 9ª, la lectura del cuento “La gaviota blanca”, del escritor mozambiqueño Papiniano Carlos. Este cuento fue retitrado de un compedio de cuentos portugueses, traducidos al español, sobre la ciudad de Oporto,. Nos divertimos mucho y nos sentimos orgullosos de estudiar esta lengua y su cultura. Los alumnos de Español, 11ºC


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III

O DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR NO COLÉGIO No passado dia 15 de Março comemorou-se, um pouco por todo o lado, o Dia Internacional dos Direitos do Consumidor. Este dia foi instituído a 15 de Março de 1962, pelo presidente dos Estados Unidos da América, John Fitzgerald Kennedy, e visa, de uma forma muito sucinta, a protecção dos interesses dos consumidores. Como todos sabem, na nossa escola funciona, desde há uns anos a esta parte, a disciplina de Educação do Consumidor, no âmbito da Oferta de Escola no 8º ano, que tem como principal objectivo alertar os jovens, numa fase precoce da sua vida de cidadãos consumidores, para um consumo responsável e sustentável. Foi com base nestes princípios que as turmas do 8º ano se reuniram, neste dia, no Salão do Colégio, para assistir ao filme “louca por Compras”. O filme conta a história de Rebecca, uma consumidora compulsiva, que gasta todo o seu dinheiro em coisas inúteis, como roupas e acessórios de marca, acabando por ser obrigada a ven-

der tudo e repensar toda a sua vida. Para além de assistir ao filme os alunos do 8ºano prepararam, também, cartazes nas aulas de Educação do Consumidor, que foram afixados por toda a escola, com vista a chamar a atenção dos restantes alunos para a importância do consumo responsável e para cada pequeno gesto, que pode contribuir para sermos cidadãos mais activos num mundo melhor. Estas duas iniciativas relembraram-nos a importância de moderar o nosso consumo no dia-a-dia, e fazer pequenas economias, e, sobretudo, alertaram-nos para o facto de o consumo exagerado poder causar problemas financeiros graves nas famílias e que a publicidade (tantas vezes enganosa) nos influencia muito nas nossas próprias escolhas. Devemos, por isso, estar alerta e informados e não nos deixar levar por impulsos imediatos que poderão ser muito prejudiciais. De olhos postos no futuro é nossa obrigação zelar pela natureza

Todos os alunos do 8º Ano.

Pérolas…

Queremos um Planeta com vida! Todos queremos um planeta melhor! Mais alegre e não tão poluído. Queremos deixar um planeta livre de resíduos e com ar fresco para respirar às próximas gerações. Queremos… Queremos… Então, temos que agir! Cada um é responsável pelos seus próprios actos, por isso, tem de partir primeiro de nós. Temos que começar por sermos nós a querer mudar as nossas atitudes. São com pequenos gestos que se obtêm grandes fins. Pronto, é verdade, temos que admitir que a maior parte as vezes pensamos assim: “Oh, eu sou apenas uma pessoa! Mais um, menos um, não vai fazer grande diferença!” Exactamente, estamos errados! Porque não é só uma pessoa que pensa assim! Então, se todos pensarmos desta maneira, o planeta chega ao fim. Se nenhum de nós contribuir, não haverá um planeta com jardins verdes para as próximas gerações! Não haverá lagos nem paisagens bonitas! Temos que nos unir para que tenhamos um planeta sorridente. O futuro do nosso planeta depende de nós! Somos os totais responsáveis pela vida deste. O Planeta Terra está nas nossas mãos! Zulmira Ferreira, 9ºB

e pela qualidade de vida das gerações vindouras, uma vez que a Natureza é a única que não é reciclável.

ou quando se diz … o que não se sabe!... XI JORNADAS FAPAS Decorreram em Caminha as XI Jornadas organizadas pelo Fapas, tendo como anfitrião a Câmara de Caminha e o apoio de várias instituições (APA, ICNB, CCDR-N). Os duzentos elementos da audiência, provenientes de todo o país, regiões autónomas incluídas, tiveram oportunidade de escutar os oradores convidados, e participaram nos workshops e visitas. As actividades desenvolvidas pelos professores e alunos do Colégio de Nossa Senhora da Apresentação, de Vagos, com a colaboração dos encarregados de educação e da autarquia, entre outras entidades, foram apresentadas à audiência pela Profª. Clara Prior, que descreveu com detalhe a participação do colégio nas actividades propostas pelo Fapas, ao longo dos últimos três anos. O destaque foi para as actividades de conservação da natureza efectuadas nas dunas, complementadas com as de extensão cultural e recreativa. O trabalho apresentado foi bastante aplaudido.

O professor passava as respostas a limpo, pois o aluno tinha o braço direito incapacitado. Pergunta do professor no teste: D. José I tinha um primeiro ministro muito importante em Portugal, cujo nome era Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido por __________________. O aluno manda o professor escrever – Napoleão Bonaparte. Professor – Pensa, nunca se deve responder sem pensar primeiro na resposta. Aluno – Risque, escreva “o Maneta”.

# O professor explicava, numa aula de história, como se tinha dado o terramoto de 1755, em Lisboa. Pergunta do professor: - Lisboa foi invadida pela água do mar em 1755. Explique porquê. Aluno: - Deu-se um grande estrondo, as pessoas tiveram muito medo, mandaram-se ao mar e a água extravasou e invadiu a terra, afogando toda a cidade.

# Qual o título da grande obra de Dante? - O seu título é o “Alto de Barca do Inferno”.

Planeta Terra É importante preservarmos o que é nosso e pensarmos que, se isso não acontecer, as consequências serão desastrosas. Somos egoístas ao ponto de pensarmos que quando o planeta ruir já não estaremos cá. É um erro! O número de anos que falta para isso acontecer não é assim tão longo e pode-se encurtar ainda mais, se não forem tomadas as devidas precauções, e não podemos esquecer os nossos familiares e descendentes, eles pagarão pelos nossos erros! Apesar de todos os alertas, de todos os factos demonstrados, as pessoas limitam-se a falar sem tomarem atitudes, pensando que momentos desastrosos só acontecem aos outros, esquecendo-se em parte, que quando uma catástrofe acontece, prejudica globalmente e não apenas o local onde esta ocorreu. Para que a Terra volte a ser um lugar airoso e bonito, onde respirar não seja uma dificuldade, tem de haver uma mudança de comportamentos, uma renovação de mentes e isso tem de partir de nós próprios, não temos tempo para esperar que sejam os outros a tomar a iniciativa. Juntos podemos mudar o mundo, e mesmo que já haja resolução possível, morreremos a pensar que demos o nosso melhor. Catarina Pequeno, 9ºB


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IV /14 ENCONTRO COM A ESCRITORA ANA MARIA MAGALHÃES

PARTILHAR POESIA No dia 21 de Março, Domingo, foi Dia da Poesia. Como calhava num fim-desemana, a nossa escola comemorou-o na sexta-feira anterior. Para tal, saímos da rotina habitual, abandonando o Colégio, e dirigimo-nos para o Centro Social e Paroquial e para Pré-Escola, a fim de espalhar poesia pela freguesia de Calvão. A nossa tarefa iniciou-se no lar. O silêncio predominou nesta fase, onde o único som audível eram as palavras que saíam das bocas da Joana, da Josephine e da Ana. Apesar da idade, todos os presentes regressaram à sua juventude, pois ligaram os versos que ecoavam na sala a histórias e a episódios das suas vidas. No final, foram vários os que não conseguiram resistir a mostrar-nos cantigas e poemas antigos. Houve uma excelente comunicação entre nós e os espectadores, facilitando, por isso, a nossa leitura.

A nostalgia foi subitamente interrompida pelos risos quando cruzámos a porta do infantário. O espírito alegre era visível nas caras das crianças. Lemos poemas, trava-línguas e lenga-lengas. Tentámos ao máximo manter a atenção das crianças, através de jogos e de repetições dos versos ditos pelas duas Inês e pela Ana Granja. Todos se conseguiram abstrair dos seus espíritos traquinas. Todos quiseram participar activamente nas nossas leituras. O dia foi bastante positivo e ultrapassou as expectativas. Em ambos os sítios, apesar de bastante diferentes, deixámos uma mensagem bem presente: a poesia destina-se a qualquer faixa etária, a qualquer raça, a qualquer parte do planeta. A poesia é universal. Tudo é poesia. Ana Branca, Ana Granja, Inês Viegas, Inês Silva, Joana, Josephine

ENCONTROS COM ESCRITORES À Conversa com Alice Sarabando e Lília Cipriano na apresentação do livro

“Eu só Vejo Cores”

No passado dia 15 de Abril a nossa escola recebeu a visita de duas escritoras conterrâneas, a Professora Maria Alice Sarabando e Lília Cipriano, na apresentação do seu Livro “Eu só Vejo Cores”. Este projecto inédito, de escrever a duas mãos, nasceu há três anos quando a Lília tinha apenas doze anos. No final do ano lectivo 2006/2007, Lília aceitou o desafio da sua professora, Maria Alice Sarabando, para dar os seus primeiros passos na elaboração de uma história, que acabou por ser publicada. O Livro “Eu só vejo cores”, resulta de uma “conversa a duas” ou de uma partilha intergeracional dando assim voz aos sentimentos, às vivências e às contradições da adolescência: a família, os amigos, a escola, a música, um amor marcante... e a generosidade e a exigência dum projecto de vida que se afirma. Um trabalho que, apesar de ter tido um início “perro”, acabou por correr tão bem que as duas escritoras já se encontram a preparar novo trabalho.

Hoje, com quinze anos, a Lília continua a escrever e tem tempo para fazer tudo o que uma adolescente anseia. Segundo o que explicou às turmas do 7º ano que assistiram à visita, "é uma questão de organização". Um exemplo para todos os jovens que gostam de escrever. Natural de Parada de Baixo (freguesia de Calvão), Lília frequenta o 9º ano de escolaridade na Escola Básica do 2º e 3º Ciclos Dr. João Rocha Pai, em Vagos Maria Alice Sarabando é professora reformada desde Março de 2009 mas o gosto pela Literatura foi sempre uma constante. É autora de obras como “As mãos e o claro olhar”, “Eu posso fazer”, “Eros e Ágape”, “O jardim da casa”, “DUM BANENQUE – Passos de Moçambique”, “Um segredo” e “Um tribunal na sala de aula”. A Biblioteca Escolar E Grupo Disciplinar de Português

No âmbito da II Feira do Livro e como ponto da partida para a XI Feira de Prendas e Cultura, recebemos a visita da escritora Ana Maria Magalhães, no dia 16 de Abril de 2010, em mais uma iniciativa da responsabilidade partilhada do Grupo Disciplinar de Português e da Biblioteca Escolar. Em quatro sessões de trabalho com os alunos do 2º e 3º Ciclos, a co-autora de Uma Aventura assistiu a pequenas dramatizações, canções, leituras expressivas de excertos das suas obras, respondeu a inúmeras perguntas colocadas pelos alunos, partilhou histórias, vivências e aventuras e, por fim, autografou muitos livros. Durante as várias sessões a escritora ofereceu, ainda, alguns livros para “serem sorteados pelos alunos que gostem de ler”. Na sua opinião, “O que está a transformar as novas gerações são as escolas e esta rede de bibliotecas que vai fazendo um trabalho de “sapa”. Embora não tenham grande visibilidade - só se explodir uma biblioteca é que as televisões correm para lá - existe um trabalho feito todos os dias para as crianças, que desde a pré-primária se habituam a estar à vontade entre os livros. São os professores e as bibliotecas que fazem coisas fantásticas para incutir o gosto pela leitura nos mais jovens. Hoje, senti-o verdadeiramente aqui: na preparação cuidadosa de cada encontro, nas “surpresas” que prepararam sobre as obras que leram, no entusiasmo e atenção das crianças e jovens, na qualidade e diversidade das questões. Foi uma maratona um pouco cansativa, mas regresso a casa com a alma cheia de emoções e com uma vontade enorme de continuar a escrever. Questionada sobre a obra, referiu: “Fazemos os livros com muito cuidado. Procuramos que o texto seja muito simples e acessível, mas fazemos um trabalho muito sério de pesquisa para todos eles”. É por isso que já foram em trabalho ao Brasil, Macau ou a Cabo Verde, para sa-

berem bem sobre o que escrevem. “Vamos aos locais, tiramos fotografias, lemos livros sobre as terras e procuramos diversos tipos de vivências para que os leitores sintam que estão nos sítios que servem de palco às aventuras.” Dos livros que escreveram, o seu preferido é “Uma Aventura nas Férias de Natal” porque é auto-biográfico. “São as minhas aventuras de criança, que eu contei à Isabel e depois escrevemos o livro”, explicou. Recentemente publicaram uma outra obra, “Portugal – Histórias e Lendas” de que também gostou muito. Como são ambas professoras de História, foi com muito prazer que se aplicaram neste projecto. “É um livro com um tamanho perfeitamente normal que começa nos homens das cavernas de Foz Côa e que acaba na entrada de Portugal na União Europeia” e inclui também minibiografias dos principais escritores portugueses não contemplando os que ainda estão vivos. O livro inclui também algumas obras de arte para que as crianças as comecem a apreciar. Foi uma grande satisfação e um enorme privilégio poder contactar com uma escritora que “abriu o seu baú de memórias”, e que, em conjunto com a actual Ministra da Educação, Isabel Alçada, tem colocado gerações de alunos a ler, a sonhar e a gostar de ler. A Organização


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ENTREVISTA A UM ALUNO DO CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE CONTABILIDADE

Os estudos na área de Administração fazem parte do ensino do nosso Colégio há alguns anos. No entanto, só no passado ano lectivo se iniciou o curso profissional de Contabilidade. Mas … o que é a Contabilidade? E como é que o curso está a ser recebido? Fomos entrevistar um aluno do 11º ano de Contabilidade, para sabermos mais … Chama-se Hugo Simões e tem 16 anos. Olá, Hugo, desde já o nosso obrigado pela tua colaboração. Diz-nos: Por que é que escolheste este curso? - Porque naquela altura pareceu-me a escolha mais adequada! Para os nossos leitores ficarem mais esclarecidos, em que consiste a Contabilidade? - Contabilidade é a ciência que tem como objectivo de estudo o património das entidades, os fenómenos e variações, quer no aspecto quantitativo quer no qualitativo, registando os factos e actos de natureza económico-financeira que o afectam, estudando as suas consequências na dinâmica financeira. Que saídas tem este curso de Contabilidade? - Tem muitas saídas! Basta escolhermos uma área que esteja relacionada com

contabilidade! Quando entraste no curso, como foi o teu percurso até agora? - Acho que tem sido uma boa experiência. Gosto da área, pois é interessante! Não tem sido muito difícil, basta estarmos atentos na aula... por outro lado, temse tornado um pouco repetitivo “as disciplinas “ Achas que estás preparado para o estágio que se está a aproximar? - Sim, acho que até aqui aprendi o suficiente para poder estagiar. Acho que os professores foram profissionais e nos prepararam bem para podermos estagiar! Acredito que vai ser uma experiencia positiva! Para que tipo de sítios podemos ir estagiar? - Não sei bem, não estou muito dentro do assunto, visto que ainda não entrei em estágio, mas penso que podemos ir estagiar para muitos sítios, desde fábricas até bancos. Que conselhos dás a quem comece a estagiar? - Nesta área, acho que se devem esforçar para tirar boas notas nos módulos. Contud, acho que devem aproveitar o curso, porque é muito interessante e proporciona-nos grandes saídas em relação a esta área! Penso que no futuro não se vão arrepender! Na tua opinião, o que é preciso para ser um bom profissional? - Para se ser um bom profissional, é preciso dar o melhor de nós, aplicarmonos em tudo o que fazemos (trabalho) para que venha do nosso esforço e dedicação algo positivo. Hugo, mais uma vez o nosso obrigado pela tua disponibilidade e votos de muitas e boas contas.

Cátia Raposo, 10ºF

a integração no mundo do trabalho. O ano foi longo e doloroso, mas pudemos sempre contar com o apoio e a ajuda da nossa directora de turma e de todos os nossos professores. Seguido do esforço e cansaço das aulas, finalmente chegaram os últimos dias. A ansiedade e o nervosismo de saber para onde íamos estagiar auOS ESTÁGIOS DOS CURSOS mentavam cada vez mais à medida que os dias pasPROFISSIONAIS savam. Porém, tudo iria Desde o início do ano lectivo, os começar com a Assinatura professores foram-nos alertando para dos Protocolos de Estágio, um mouma nova etapa da nossa vida que vi- mento tão esperado por todos nós. ria a começar no final das nossas au- Sabíamos que era um momento las, no mês de Maio. Essa etapa era muito importante, pois era onde irí-

A PÁSCOA NO COLÉGIO Foi celebrada no dia 26 de Março a Páscoa no Colégio, algo que vem como tradição desde há muito tempo. Começámos com a reunião dos alunos nas respectivas salas. Foi-nos feita a apresentação de um PowerPoint que esclarecia o conceito de Via Sacra, que acabou por não acontecer, na rua, devido às condições climatéricas. Ficámos a conhecer as 15 estações existentes e a importância de cada uma. Já desejosos de encher as barriguinhas, seguiu-se um lanche partilhado, um momento mais descontraído em que pudemos conviver um pouco mais com os nossos colegas. Por voltas das amos ter o primeiro contacto com a empresa onde iríamos fazer o nosso estágio e teríamos de causar uma boa impressão. Nesse dia, todos tivemos dificuldades em saber o que vestir e como ir na cerimónia, uma vez que tínhamos de ir um tanto formais. O local da cerimónia estava esplêndido, desde a sua decoração aos pequenos petiscos que lá havia para quem quisesse comer depois das apresentações. Tudo conseguiu superar as minhas expectativas. Durante a mesma, a maior parte de nós encontrava-se apoderada pelos nervos, sem saber muito bem como reagir quando fossem apresentados à empresa, outros, pelo contrário, sentiam-se aliviados pelo representante desta não ter conseguido ir, seguindo-se por uma ansieda-

onze horas e com a fome saciada, partimos para o salão para ver uma adaptação da Via Sacra, excelentemente representada pelo grupo “Teat(r)amus”, destacando o papel de Jesus Cristo, interpretado por Patrícia Francisco que impressionou e comoveu muitos. Com o espírito da Páscoa presente em todos nós, depois da peça, o nosso Director, Padre Querubim, benzeu os símbolos que representavam cada turma e a presença de Cristo nesta; deixou-nos com um espirituoso discurso. E foi assim que o nosso dia da Páscoa foi passado.

Carmen, 10ºE

de ainda maior, pois quando chega-se ao primeiro dia de estágio, não saberiam para onde e a quem se dirigir. A felicidade também era um dos sentimentos que estava entre nós, uma vez que conseguíamos ver que todo o esforço e empenho valiam a pena. Assim, tudo correu como esperávamos. É bastante útil esta oportunidade e iniciativa que nos proporcionam a nós, alunos, para melhor conhecimento e contacto com a empresa, tornando mais fácil e ajudando a nossa integração dentro da mesma e dando-nos a possibilidade de esclarecer as nossas dúvidas junto do representante, como por exemplo, a questão do horário de trabalho. Elisabete Branco, 11º D

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VI / 16 CONCURSO LITERÁRIO “João Grave” Integrada na V Semana Cultural de Vagos, decorreu, no dia 25 de Abril de 2010, no Largo do Município, a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Literário João Grave, subordinada ao tema “Biodiversidade”. A participação do Colégio, apesar de mais reduzida que em anos anteriores, permitiu o reconhecimento das competências de escrita dos alunos dos vários ciclos, uma vez que os vencedores das categorias B, C e D foram alunos da nossa escola, a saber: Categoria B – Maria Carolina Lourenço Dias, com o texto “A Árvore”;

BIODIVERSIDADE, UMA RIQUEZA DO MUNDO Alheado, contemplo dentro de mim um pedaço de céu azul e, nos desenhos revoltos das nuvens, a imaginação cavalga até ao fundo dos Oceanos, onde recifes de coral se escondem, onde cardumes se protegem… Absorto, fixo o olhar preso na paisagem verde-água, onde um rio sinuoso atravessa a floresta tropical, espelho de habitats imensos que a mão humana acaricia e destrói. Atravessa o meu pensamento a alfa a beta a gama diversidade. Escorre pelos meus dedos Natureza viva como lágrimas de orvalho ou líquenes ou musgos ou fungos… Alheado, encontro a memória povoada de definições, carregada de incertezas que palpitam num futuro incerto qual Biodiversidade, sistema em permanente evolução num espaço e tempo finitos. Genes, espécies e ecossistemas de uma vasta extensão territorial. Mãe da Humanidade sem a qual esta não sobrevive. Absorto, grito por dentro a extinção das espécies, a erosão da diversidade biológica, e afago um estatuto jurídico que a acalenta… E o sol resplandece, infinito, na minha alma!... Alexandre Alferes

Categoria C – Alexandre Maia Roldão Alferes, com o texto “Biodiversidade – Uma riqueza do Mundo”; Categoria D – Jeniffer Domingues Jesus, com o texto “Luta por um final feliz”. Por questões de “espaço”, divulgamos apenas os textos premiados nas Categorias B e C. Numa outra oportunidade, daremos a conhecer o texto vencedor na categoria D.

Pelas Artes Visuais As Artes Visuais neste período estiveram em várias frentes, sempre com trabalhos inovadores, ou não fosse a criatividade um cunho distintivo entre os alunos desta Turma. Assim, desafiados pelas Ciências, participámos num concurso acerca da Biodiversidade, dentro das actividades da Escola da Unesco, recuperando do Ponto Electrão, electrodomésticos, computadores e afins e recriámos novos seres da fauna animal.

Estivemos presentes na Semana Cultural de Vagos, com a construção de painéis e da montagem de imagens para a tenda dos amis pequenos.

Dentro dos espaços verdes do Colégio, cada aluno explorou um Projecto Artistico, desenvolvendo intervenções em Land Art.

Contámos também com uma palestra de um Designer Industrial, Nelson de Jesus, que nos mostrou o trabalho que desenvolve na empresa e todo o aspecto criativo e as ferramentas informaticas que utiliza no desenvolvimento dos seus projectos. Estamos de momento com a nossa energia canalizada para o Trail-O. Saberão o que será quando virem o fruto do nosso trabalho. Prof. Carlos Jesus


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Teatro em Inglês “Camp Mosquito” No passado dia 22 de Abril todos os alunos do 2º ciclo foram assistir a uma peça de teatro no âmbito da disciplina de Inglês. O nome da peça era “Camp Mosquito”. Os actores eram de origem britânica e chamavam-se Jason, Brad e Nancy. Representaram muito bem as suas personagens. O Jason era o general do “Camp Mosquito”, a Nancy e o Brad eram os adolescentes campistas que naquele momento passavam férias no campo. A Nancy representava uma personagem má, que fazia asneiras e que culpava sempre o Brad, que na peça se chamava Franky. O Jason (general), no entanto, nunca conseguia ver as coisas feias que a rapariga fazia e acabava também por culpar o Franky. Durante a noite, a rapariga roubou a taça do Camp Mosquito para ser ela a vencedora do concurso, contudo, foi descoberta e no fim o Franky é o vencedor. O bem acaba por triunfar contra o mal. Adorámos esta actividade porque

Participação nas Competições do PmatE

foi tudo muito divertido e aprendemos coisas novas, principalmente vocabulário relacionado com as férias. Também foi bom ouvir o Inglês com um sotaque diferente do que estamos habituados, uma vez que na televisão e nas canções é tudo muito mais americano do que british. Esperemos que voltem no próximo ano.

Maria Carolina Dias e Mariana Melo, 5ºE

No dia 28 de Abril, 18 pares/ equipas de alunos do 3º Ciclo participaram nas Competições do PmatE - Equamat (Matemática), Dar@Língua (Português) e Geo@net (Ciências) -, realizadas na Universidade de Aveiro. Após os treinos realizados em casa e no Colégio, chegara a vez de competir com equipas provenientes de escolas de todo o país. As competições iniciaram-se cedo: às nove, já havia alunos a prestar provas. Nós, os alunos do Colégio, chegámos atrasados, o que nos deu direito a mais de uma hora de espera ao Sol, com uma gigantesca fila à nossa frente. Depois da espera, entrámos na enorme tenda que tinha sido montada apenas para a realização das provas.

Com alguma ansiedade à mistura, cada equipa procurou dar o seu melhor. A equipa Melgas, constituída pela dupla Ana Jorge Ferreira e Francisco Simões, alcançou o 3º lugar a nível nacional, na prova Dar@ Língua – 9º ano. Depois de prestadas as provas, fomos almoçar numa cantina fora da Universidade. Já de volta, passámos a tarde a conviver e a experimentar jogos espalhados pela UA, entre os quais corridas de sacos, escalada e uma espécie de “tiro ao alvo”, com bolas de râguebi. A seguir aos jogos e à entrega de prémios estava na hora de voltar para casa. Para o ano há mais!... Francisco Simões, 9ºD

Mais um dia no Colégio De Calvão...

“Mais pas du tout comme les autres!”

Campeonato de Jogos Matemáticos No dia 12 de Março, pelas 7h30m, reuniu-se um pequeno grupo de alunos, prontos para um dia fantástico e cheio de emoção nos Jogos Matemáticos. Depois de chegar o autocarro, lá nos pusemos a caminho de Santarém! Foi uma viagem longa, mas divertida, pois, acima de tudo, havia muita energia e boa disposição. Quando chegámos ao local dos jogos, deparámo-nos com imensa gente: cerca de 2200 alunos, provenientes de 440 escolas de todo o país. Esperava-nos, pois, uma tarefa árdua, mas, mesmo assim, não iríamos desistir – estávamos ali para dar o nosso melhor. O dia correu lindamente: entrámos na universidade e um grupo de jovens recebeu-nos muito bem, oferecendo-nos várias coisas conso-

ante os nossos jogos. Em seguida, dirigimo-nos para o pavilhão, onde estavam todos os participantes, com o objectivo de realizar as eliminatórias que determinariam os finalistas de cada grupo de jogo. Como nenhum dos elementos do nosso grupo passou à final, fomos logo almoçar. Mas o dia não acabou por aqui… De tarde, no regresso ao Colégio, ainda vimos e comemos muitos chocolates, na Feira do Chocolate, em Óbidos. Havia lindas e enormes esculturas feitas desta deliciosa iguaria… dava mesmo vontade de comer aquilo tudo! Resumindo e concluindo, apesar de não termos ganho nada nos jogos, vivemos um dia inesquecível! Mariana Oliveira e Miguel Pereira, 7ºD

No dia 23 de Abril, dia do Francês, para ganhar um almoço vindo directamente de Paris, Champs-Elysées, os alunos do 8º ano tiveram de participar num “Quem quer ser milionário” mas em “versão rebuçados”. Primeiro, dividimos, em vários grupos, as duas turmas em competição; depois tivemos de responder a perguntas extremamente difíceis, do género: “Quel est le moyen de transport que le cycliste utilise?”. Como se não bastasse tamanha dificuldade, tivemos de fazer figuras tristes, por exemplo, vestir soutiens, utilizar malas de Barbie e pinguins de peluche, lenços velhos e fazer uma passagem de modelo. Como conseguimos ultrapassar esse tormento, tivemos direito, para além do tal almoço, a um saco de rebuçados e a sorte de não haver fotógrafos… (“Isso, pensavam eles!”) Tiago Prior, 8ºA

Já passava da uma e meia do dia 23 de Abril, quando um bando de alunos de Francês do Ensino Secundário se reuniu para festejar mais um dos magníficos dias do Francês. No meio de tantas danças, imitações, teatros

e declarações de amor ou, como se diz em português correcto “graxa às professoras”, o tempo foi pouco. Então, na Quinta-feira seguinte, dia 29, os alunos do 10º ano continuaram com a festa... Foi passada a fazer as melhores publicidades do mundo com as coisas mais bizarras do mundo. Desde cuecas de fio dental, papel higiénico, correntes e até máscaras de relaxamento, tudo serviu para preencher a manhã destes mini francófonos. Depois de tanto trabalho só faltava o melhor da festa, os típicos croissants e pains au chocolat. Agradecemos às professoras organizadoras e pedimos sempre mais. Ana Margarido, 10ºE


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Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Prof. Doutor Alexandre Ventura Bispo de Aveiro, D. António Francisco Director do Colégio, Padre Doutor Querubim José da Silva.

Professores, Pais e Educadores participantes das jornadas

Etienne Verhack, Secretário Geral do Comité Europeu do Ensino Católico, no intervalo.

Professor Doutor Mário Pinto, D. António Marcelino,Bispo Emérito de Aveiro; Dr. Jorge Cotovio, Secretário-Geral da APEC (Associação Portuguesa de Escolas Católicas).

Sarau Desportivo integrado na Feira de Prendas e Cultura


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FESTA DOS AVÓS E DOS NETOS No passado dia dezasseis de Abril, nós (alunos do 6º ano das turmas A e B) tivemos o prazer de realizar a festa de convívio com os idosos que vieram de várias instituições do concelho de Vagos e Mira, nomeadamente de: CPS Calvão, BetelPonte de Vagos, Centro Social e Bem Estar de Ouca, Associação da Boa Hora, Centro Social de Santa Catarina, CSP de Fonte de Angeão e CSP do Seixo de Mira. O espectáculo que planeámos nas aulas de Área de Projecto teve também a colaboração de outras disciplinas. Quisemos proporcionar a este público momentos de alegria e de

boa disposição. Para isso, empenhámonos bastante durante os ensaios e tivemos o cuidado de seleccionar apenas as actividades que despertassem o interesse dos nossos convidados. A festa realizou-se no pavilhão desportivo do Colégio com a presença de 126 idosos e 20 acompanhantes. A partir das catorze horas, os idosos começaram a chegar ao nosso Colégio. Nós encaminhámolos até aos seus lugares, pois muitos têm dificuldades na mobilidade. A proximidade que estabelecemos desde o início com estas pessoas e a simpatia de todos, fez

com que desaparecesse aquela ansiedade da nossa actuação. Os apresentadores do espectáculo iam anunciando, de forma divertida e alegre, o programa da festa: danças e cantares tradicionais, grupos de mágicos, a peça de teatro “Fada Oriana”, o momento de humor com “Bucha e Estica”, folclore, a peça “Namoro à Antiga” e acabámos o espectáculo de mãos dadas entoando a canção “Passo a Passo”. No final do espectáculo, após ouvirmos com atenção a mensagem do nosso Director Padre Querubim, partilhámos com os idosos um delicioso lanche. Não faltaram

as saborosas papas de abóbora que foram bastante apreciadas por todos. Valeu a pena o nosso empenhamento e dedicação, pois temos a certeza que este dia foi emocionante para todos. Os sorrisos, as palavras e os gestos dos “Avós” foram de uma enorme gratidão. Sentimos que todos demos o melhor de nós. Foi uma forma de concretizar o nosso lema deste ano lectivo: «Conta comigo, conto contigo. Com alegria!» Alunos do 6º A e B

(Ana Francisca, Eunice, Mariana Manco, Maria Madeira, Sara e Tatiana)

SOBRE A FESTA DOS AVÓS… Aqui estão três horas de escritura a respeito dos Avozinhos e Netinhos Logo no Domingo à tarde, ainda a decorrer a festa das comemorações do 25º aniversário de abertura do Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação de Calvão, eu fui abordado por uma senhora que me perguntou se eu tinha gostado da Festa dos Avós e dos Netos, ao que eu respondi, sem exagerar, que achei formidável!... Ora, dá-se o caso que agora, tanto o meu neto como a minha filha querem, a todo o custo (não custa nada), que eu ponha por escrito aquilo que mais me agradou na festa dos avozinhos e dos netinhos. E então, cá vai um pequeno resumo do que vi e apreciei. Para começar: quero agradecer imenso a responsabilidade dos jovens netinhos que estavam a receber os avozinhos à sua chegada. Como eu e a minha esposa não fazíamos parte dos grupos dos avozinhos que vinham dos lares, fomos no meu carro, e logo que estacionei, aparecem dois ou três netinhos que quase não nos deixavam sair do carro, tal era a sua preocupação de nos quererem ajudar. Eu perguntei se era ali a Festa dos Avós e eles, a sorrir como só os netinhos sabem fazer, disseram logo que sim e que nos levavam à sala. O que eu logo notei na sua atenção é que viram que a minha esposa tem dificuldades em se deslocar; eles, imediatamente, se põem um de cada lado dela, para a ajudar! Lá fomos guiados por eles e entrámos na sala enquanto diziam: vocês vão para as cadeiras da fren-

te, visto que são os primeiros! Muita responsabilidade, notei eu, nos netinhos. Até posso aqui juntar um caso engraçado: eu quis telefonar e, devido ao barulho, saí da sala; pois o netinho que estava a fazer de porteiro mandou-me para dentro e não queria deixar-me sair!... Mais uma vez, mostra de responsabilidade. Com respeito ao desenrolar do programa de animação, danças, cantares, ilusionismo, etc, etc, atendendo aos autores, que deviam ser quase todos amadores, atendendo às suas idades, pois não digo que esteve bem, digo mesmo que esteve formidável!... Até posso aqui juntar um caso que dá para rir: chegou lá uma senhora com um tacho de papas e eu estava tão entretido e com tanta atenção ao que se estava a passar no palco, que uma senhora que estava na cadeira ao meu lado, disse para mim: “Olha, vamos ter papas!” E pergunto eu: “Quê? Vamos ter aqui o Papa?” “Não! Vamos ter papas para comer!”- diz a senhora. E eu estava a gostar tanto do que estava a ver que até já pensava que vinha o Papa e tudo! Ainda falando das papas, que não era o Papa, mas sim uma papada feita por quem sabe o que eram as papas noutro tempo, creio que até as papas tiveram sucesso na nossa festazinha de Avós e Netos!... Os netinhos, felizmente, não sabem dar o valor ao quanto valiam as papas no tempo de muitos avozinhos que lá estavam. Está-me a lembrar aqueles ran-

chos de pessoas que iam daqui para o Alentejo e arredores, andavam por lá seis meses e o comer dessa gente era papas ao almoço e papas à ceia! Eles tinham um cozinheiro que pouco mais sabia do que fazer papas, mas estava lá para que o resto do rancho não perdesse tempo a fazer a refeição. Até me está a lembrar que, um certo dia, andando no mesmo rancho pai e filho, o filho, por ainda não estar bem habituado àquelas andanças de comer só papas durante seis meses seguidos, deu-se em sentir mal do estômago, e então pediu ao cozinheiro para lhe fazer qualquer coisa mais leve para o estômago. O cozinheiro, sensível ao apelo, lá arranjou um arrozinho de miúdos; o pior é que pôs a malga em cima da mesma mesa onde estavam as outras com papas; por sorte ou pouca sorte, o pai do rapaz que tinha feito o pedido ao cozinheiro entrou primeiro na sala onde eles comiam as papas; o pai do rapaz, viu aquela comidinha diferente, agarra na malga e toca a comer; enquanto o filho entra e não entra, procura o comerzinho que tinha pedido, já o próprio pai tinha quase tudo no estômago; e quando vai ter com o pai e se queixa, responde o pai já com a última colherada virada à boca: “Éh, filho, olha que eu não dei por ela! Só agora é que estou a sentir um sabor diferente das papas”. E o pobre filho lá ficou com as dores

no estômago e ainda com a raiva de ser o próprio pai a comer-lhe o comer que tanto lhe tinha custado a pedir. E pronto! Já me alonguei demais com a conversa das papas; do que peço desculpa aos senhores leitores ou leitoras. Digo, mais uma vez, que gostei da Festa dos Avós e Netos; se me pedirem uma nota eu dou cem por cento. Isto, tanto na organização, como no teatro no palco, como cá em baixo. Parabéns! E que o Padre João Mónica continue com o seu riso, lá junto de Deus; visto que foi ele também o alvo de muita coisa que se passou nesta festa do 25º aniversário do Colégio. Como sou muito sentimental, quero também falar na presença dos idosos que, apesar de ser tudo muito bonito, faz pensar nas diferenças que existem entre avós e netos; enquanto uns, e muito bem, saltavam, brincavam e riam, os outros, que também já foram netos, estavam para ali de braços, pernas e olhos mortos. Mas são as leis da vida, e aí nada há a fazer; senão continuar com estas festazinhas que, se nada trazem a um corpo velho e cansado, trazem alegria ao coração. O Isac


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X /20 FINAL NACIONAL DAS OLIMPÍADAS DO AMBIENTE Durante as férias da Páscoa descobri que, após ter participado na 2ª eliminatória das XV Olimpíadas do Ambiente, tinha sido seleccionado para a Final Nacional que se realizaria nos Açores. Embora alguns possam não saber, o Colégio já havia estado representado na fase final das duas edições anteriores, ou seja, esta final apenas apresenta um carácter especial por ter sido realizada fora do continente, num local de flora luxuriante e por razões que mais tarde se relatarão. Foi já no dia 5 de Maio, quarta-feira, que, logo após ter terminado as aulas, rumei de comboio a sul, até Lisboa. Foi lá que passei a primeira noite enquanto olímpico, conheci melhor os meus companheiros, agora amigos de aventura e passeei à beira Tejo, porque o avião do dia seguinte seria muito cedo, e só depois de acordar percebi, o quanto muito cedo aquele despertar se revelava: 6 da manhã (mais valia ter ficado pelas aulas!). Depois dos processos rotineiros de check in, embarque e voo, e já um pouco enjoados com mudanças de altitude aliadas à comida do avião, eram 11h nos Açores, mais uma hora no continente, quando aterrámos na Horta. Sobre nós caíram logo olhares atentos daquelas que nos esperavam e, percebemos mais tarde, nos circundavam em qualquer recanto da ilha: as vacas. Tudo o que fizemos desde que chegámos ao hotel, confortável e acolhedor, no dia 6 de Maio, até às provas escritas e cerimónia de entrega de

prémios, já no dia 8, passando pelas provas orais, as sessões cinematográficas e debates até aos percursos pedestres pelo vulcão dos Capelinhos, seguiu o programa estabelecido e que pode ser consultado no site das XV Olimpíadas. Contudo, algo aconteceu e pelo qual ninguém estava à espera: uma certa nuvem de cinzas proveniente do vulcão islandês de nome impronunciável, da qual toda a gente já ouviu falar, resolveu aparecer e obrigou-nos a passar mais uns dias no Faial. Dando a minha opinião, enquanto mero estudante e jovem despreocupado, verdade seja dita: em boa hora apareceu a nuvem! Se a nuvem não tivesse aparecido

MISSÃO: SALVAR O PLANETA DOS RESÍDUOS LABORATORIAIS Eis que certo dia, os agentes especiais do 12ºA foram chamados para uma missão de alto risco: tratamento dos resíduos do Laboratório de Química. Resíduos altamente perigosos que, se forem parar ao meio ambiente, vão destruir o nosso planeta. Perante esta situação os agen-

tes puseram mãos a obra. Mas por onde começar a missão de salvar o planeta? Foi então que surgiu a ideia de falar com outra pessoa, uma aliada, para os ajudar nesta situação. Entraram em contacto com a Eng. Alexandra Passos, técnica do IDAD, que os aju-

não teríamos navegado ao encontro de baleias sardinheiras e golfinhos comuns, não teríamos resgatado uma tartaruga, não teríamos visitado tantas vezes o “Peter´s Café”, não teríamos conhecido melhor os seniores do Inatel de Castelo Branco, nossos companheiros retidos, não teríamos visitado o museu da Horta, nem o veleiro da senhora holandesa que nele vivia há 7 anos, nem a central faialense de tratamento de lixos, nem o Parlamento açoriano ou os prados verdejantes onde a calma abundava, nem teríamos visitado a lavandaria, porque ninguém estava preparado para tantos dias fora de casa, ou visitado as lojas tradicionais de bons produtos regionais, ou passado as frescas noidou a traçar a melhor estratégia para esta missão. O primeiro passo foi a sensibilização dos alunos do Colégio para os perigos que estão eminentes num laboratório. Esta sensibilização foi feita no passado dia 14 de Abril de 2010 para todos os possíveis cientistas que existem no secundário. Por volta da 13H30min já os agentes estavam no local previsto para a troca de informação, certificaram-se que o local estava preparado para o evento e com a chegada da aliada, Eng. Alexandra Passos, iniciou-se o processo de sensibilização. Tudo correu como previsto, e os agentes avaliaram esta primeira etapa da sua missão como muito positiva. Os agentes vão continuar a sua missão mas cabe a cada um de nós fazer a sua parte. O grupo: Bárbara Lucas, Camille Martins, David Oliveira, Sílvia Pascoal

tes em festas divertidas de dança e karaoke. Porém, e acima de tudo, se não tivéssemos passado mais alguns dias por terras açorianas, não teríamos desenvolvido tão fortes laços de amizade entre participantes e até com a organização, vivendo momentos inesquecíveis que para sempre adornarão a nossa memória. Em conclusão o saldo de toda esta epopeia insular é bastante positivo, pelas férias forçadas, que serviram para recuperar algumas energias a meio do 3º Período, e pelos amigos que esperamos encontrar num futuro próximo por esse mundo fora. Concluindo, aconselho vivamente todos os alunos a participar nas Olimpíadas do Ambiente, já que não custa aprender a ser ambientalmente mais correcto, e até porque nunca se sabe quando serão seleccionados e viajar para lugares espectaculares e trazer uma nova visão do nosso Portugal (o próximo ano é no Algarve). Não posso deixar de agradecer ao grupo de ciências que tem vindo a aderir a este projecto, esperando que Expressoalunos a até professores participem nas diversas categorias, à organização do concurso e a todos os grandes amigos que fiz, tanto finalistas como monitores. Felicito ainda o Colégio pelo cartaz que, embora não tenha ganho, apesar de na minha opinião o merecer, esteve entre os nomeados para logótipo das XVI Olimpíadas do Ambiente! Lucas Lopes , o feliz participante

RENOVAÇÃO DE MATRÍCULAS 2010/2011 1. DATAS, HORÁRIOS 30 de Junho de 2010 Das 9.30h às 12.30h e das 14.30h às 17.00h 2. ANOS, CURSOS, OPÇÕES 2º Ciclo Básico (5º e 6º) 3º Ciclo Básico (7º, 8º e 9º) Secundário - Curso de Ciências e Tecnologias - Curso de Artes Visuais - Curso de Línguas e Humanidades - Curso Profissional de Técnico de Contabilidade - Curso Profissional de Técnico de Restauração: Cozinha e - Pastelaria - Curso Profissional de Técnico de Instalações Eléctricas 3.DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA Fotocópia da certificação do escalão de abono de família Fotocópias do NIF (Número de Identificação Fiscal) do aluno, pai, mãe e encarregado de Educação


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O CANGURU SEM FRONTEIRAS

ENTRE PALAvRAS O fórum de discussão e leitura “Entre Palavras” decorreu em duas fases: debate na escola e debate em Aveiro. O debate na escola serviu para seleccionar quatro alunos para a fase distrital. Este foi dividido em duas partes. Na primeira, debateuse o tema: “Redes Sociais”, em que se tinha de escolher uma posição (a favor ou contra) e defendê-la. Foi um debate aceso em que os “contra” conseguiram defender melhor as suas ideias. Na segunda parte, o tema foi “Desemprego”. Neste, cada pessoa apresentava as suas ideias e soluções para resolver este problema e defendia-as. No fim, quatro alunos foram seleccionados através de votação e/ou escolha do moderador do debate. Além destes dois temas, havia um outro que não foi debatido: a “Res-pública”, em que se debatia até que ponto os cidadãos deviam participar nas escolhas do Governo. Os quatro alunos escolhidos tiveram de optar por um dos temas e preparar um trabalho escrito sobre ele, que seria enviado para os júris que decidiriam se o trabalho tinha qualidade suficiente para ser debatido na fase seguinte. O trabalho do Colégio (sobre as “Redes Sociais”) foi seleccionado. Após a sua aprovação, os mesmos quatro alunos tiveram de desenvolver uma apresentação oral que seria mostrada nas distritais. Depois de desenvolver a apresentação, os alunos deslocaram-se a Aveiro onde, num pequeno anfiteatro, várias escolas fariam as suas apresentações. Depois das apresentações, o júri votava numa escala de um a cinco. Infelizmente, o júri era constituído pelos professores que acompanhavam os quatro alunos de cada escola, o que fazia com que as votações decorressem de uma forma injusta e

parcial. De todos os grupos e escolas, as quatro mais votadas (das quais a equipa do Colégio não fazia parte) uniam-se em pares, formando duas equipas de oito elementos. Estas tiveram meia hora para se prepararem para um pequeno debate em que o tema era “Redes Sociais”. Depois de um debate pouco aceso, os júris (que nesta fase já não eram os professores) escolheram uma das equipas que seria a vencedora e passaria à fase seguinte: as nacionais. Concluindo, este concurso foi marcado por aspectos positivos tais como a boa organização e os debates acesos em partilhas de ideias na escola, mas também por aspectos negativos, como a votação extremamente injusta e influenciada da segunda fase e a inexistência de um verdadeiro debate até à fase final desta. Francisco Simões, 9ºD

No dia 25 de Março realizouse uma actividade matemática, o Canguru Sem Fronteiras. Quando ouvimos a campainha das 15h aproximámo-nos da sala destinada à nossa competição. Havia uma grande movimentação e nervosismo fora das salas por causa daquelas provas de que toda a gente falava. Antes de entrarmos nas salas para começarmos as provas, a professora Guida Reis chamou-nos um a um para entrarmos na sala sem grandes barulhos. Sentámonos a pares e para separar coloca-

mos uma das nossas mochilas no centro da mesa. Na nossa sala éramos 37 alunos do 2º Ciclo e mais alguns do 3ºCiclo. Quando terminou o tempo a professora disse-nos para entregarmos os testes, um a um. Passados umas semanas recebemos os resultados daquelas provas. Os nossos parabéns ao Telmo Francisco do 6ºE, que foi o que obteve a maior pontuação, na nossa categoria. Alexandra Santos e Luís Vieira 5ºE

MAIS MAT No dia 29 de Abril de 2010, decorreu uma competição chamada MaisMat, na Universidade de Aveiro. Alguns alunos do 2º ciclo, participaram na dita competição e partiram do Colégio por volta das 9h30min da manhã. Chegando lá, verificámos que havia uma grande fila, pois participavam quase todas as escolas do País. Entretanto, havia muitas diversões: insuflável em forma de escalada, corrida de bicicletas, … Esperámos cerca de meia-hora pela nossa vez e, enquanto isso, jogámos vários jogos. Quando chegou à nossa vez, recebemos um lápis e um caderno para os cálculos e entrámos na tenda da competição. Ficámos todos espantados, pois eram mais de mil computadores ( Magalhães dois ). Os níveis eram vinte, mas só conseguimos chegar ao treze. Depois de realizadas as provas, fomos para um outro concurso de estatística, onde jogámos alguns jogos do site, “Alea”. Teve de ser rápido porque estavam outras escolas à espera para entar. Algum tempo depois fomos almoçar, num jardim da universidade. O almoço foi tipo pic-nic: uma sande, uma banana, um kit-kat e

um sumo. Alguns de nós foram ao bar comprar um gelado e os restantes ficaram a brincar. A seguir fomos para um insuflável em forma de escalada onde cerca de metade dos nossos alunos ficaram muito tempo à espera de andar. Enquanto isso, os outros alunos foram divertir-se nas outras actividades disponíveis. Chegou a hora de regressar ao colégio. Foi um dia bem passado. Para o ano há mais. Francisca Andrade e Bárbara Pauseiro, 5ºE


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BI-CAMPEÃO NACIONAL DO DESPORTO ESCOLAR VOLEIBOL Depois de na época passada a equipa de voleibol feminino do Colégio de Calvão ter levantado o troféu de Campeão Nacional em Setúbal, desta vez jogando em casa garantiu mais um título na competição organizada de forma brilhante pela EAE de Aveiro. Os jogos do torneio de voleibol, decorreram no Pavilhão Municipal da Pampilhosa Mealhada, nos dias 21,22 e 23 de Maio. O Núcleo de Voleibol do Colégio de Calvão e em especial esta geração de atletas juvenis, estabelecem um impressionante recorde de conquistas no seu historial em competições do desporto escolar: 6 títulos distritais , 4 títulos regionais, 2 títulos nacionais e medalha de bronze nos Jogos da FISEC. As "meninas de Calvão" carimbaram o seu 2.º título nacional consecutivo ao vencerem, na final a Escola de Alverca por 3 - 1, Nota de destaque desta competição escolar, vai para o equilíbrio competitivo, visto que 5 das 6 escolas participantes eram compostas por atletas de clubes federados. Os próximos dias serão de muito trabalho, visando os preparativos para representar Portugal nos Jogos da FISEC, que na edição deste ano serão realizados em

Tours - França de 5 a 11 de Julho. Pessoalmente gostaria de agradecer a todos os que  contribuíram para que mais esta nossa caminhada fosse premiada com "ouro"  Parabéns as nossas verdadeiras guerreiras atletas que merecem todo o destaque: Sónia Prior, Jessica Pequeno, Verónica Matias, Cândida Vargas, Ana Gil Costa, Alexandra Calhau, Maria Abrantes, Mafalda Lourenço, Angélica  Jesus, Sara Vallejo e Inês Almeida. auxiliares - atletas juniores: Marcela França e Stephanie Matias. "Merecemos esta vitória que representa a força do nosso trabalho desenvolvido nestes últimos 7 anos com a base desta geração de atletas. Estou muito orgulhoso. Parabéns a todos os Encarregados de Educação que deram todo o apoio necessário para que o desfecho desta caminhada fosse uma realidade. Esperamos ansiosos que as novas directrizes do desporto escolar e federado da nossa escola permitam que os nossos sonhos desportivos continuem sendo uma realidade." Abraço, com alegria, Márcio França

COLÉGIO É PENTA-CAMPEÃO NACIONAL DE BASQUETEBOL JUVENIL A Equipa de Juvenis Femininos do Colégio de Calvão – BASQUETEBOL sagrou-se Penta-Campeã Nacional do Desporto Escolar. Este ano, a competição dos desportos colectivos, decorreu nos dias 21,22 e 23 de Maio em Anadia, organizada pela Equipa de Apoio às Escolas (EAE) de Aveiro e Estarreja, reunindo mais de mil jovens atletas de diferentes escolas em representação diferentes Direcções Regionais de Educação do país. Após vencer as Fases Distrital e Regional, nossa equipa em representação do centro, manteve a sua invencibilidade, superando na sua trajectória até à final, as seguintes congéneres: E.S. Mem Mantins DRELVT (59 x 7); EB 2/3 André Resende – DREA (64 x 29); ES de Vila Real de Santo António – DREALG (67 x 40); ES Boa Nova – DREN (59 x 46). A par do bom desempenho alcançado esta época na vertente federada, onde nossas meninas estão a disputar a fase final do Torneio Inter-Associações, a perspectiva passa agora por preparar a participação, em representação de Portugal, nos 62º Jogos Internacionais da FISEC (Federação Internacional de Desporto das Escolas Católicas). Depois de Valeta 2004 (Malta), Madrid 2005 (Espanha), Kecskemét 2006 (Hungria), Nyíregyháza 2007 (Hungria), agora será a vez de levarmos o nome e a gente de nossa terra para conhecer Tours (França), competindo e convivendo de 5-11 de Julho, com jovens de diferentes partes do mundo (França, Espanha, Itália, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Índia, etc.). Importa ainda dizer que a grande maioria das Escolas que participam nos Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar nas diferentes modalidades (Andebol, Basquetebol,

TRICAMPEÕES - CAMPEONATOS REGIONAIS DO DESPORTO ESCOLAR Realizando mais uma vez uma grande prestação, o Colégio de Calvão, em representação do distrito de Aveiro sagrou-se tricampeão dos Campeonatos Regionais Escolares da Região Centro jogados no passado fim de semana no Pavilhão de Inatel, na cidade de Viseu.

Mais de 140 alunos/atletas fizeram do Ténis de Mesa a modalidade sua. O Colégio de Calvão foi campeão em equipas femininas e masculinos, ambos apurados para o nacional da modalidade no final do mês de Maio. Calvão ganhou pelo segundo

ano consecutivo em Iniciados Masculinos (sub-15), com um conjunto formado por atletas dum escalão inferior(Sub-13), e em femininos triunfou EB Maceda, também representante aveirense.

Voleibol, Futsal, Atletismo, Natação, etc.), também competem na vertente federada, elevando assim o nível desta competição. Tornam-se diminutas as hipóteses de evolução, consistência e sucesso numa existência exclusiva no Desporto Escolar. Sem dúvida, a conquista deste título pela quinta vez, deve ser associada não ao mero acaso, mas à conjugação de diversos factores: - A participação incondicional por parte dos pais de mais de uma centena de atletas; - O trabalho global e integrado de todos os treinadores nos diferentes escalões do Colégio de Calvão – BASQUETEBOL; - O desenvolvimento de projectos, entre outros, como: - o “Dia Ticha Penicheiro – Convívio Nacional de Minibásquete Feminino”, - o “Intercâmbio Desportivo Escolar” (Amibasket – Cabo Verde) e o “Centro Nacional de Treinos (Federação Portuguesa de Basquetebol / Colégio de Calvão / Câmara Municipal de Vagos)”, - A Organização do “Campus Basket” (Associação Básquete em Movimento); - O reconhecimento por parte do Desporto Escolar da dimensão e qualidade do trabalho realizado; - O apoio de algumas empresas (Marisqueira Costa Nova, Tecplásnova, Tutti-Promo, Reviclap), entre outras e para além das instituições já referidas. Por fim, o nosso muito obrigado à todos, e em especial, à do Direcção do Colégio de Calvão, que desde sempre, através de uma visão alargada e sábia, é a grande responsável e teve o condão de tornar realidade a nossa actual grandeza desportiva. Entendemos assim, que o Desporto é um forte aliado como factor de diferenciação, identidade e mais valia na concretização dos valores do nosso Projecto Educativo. Prof. AntónioVeleirinho


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