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Oferta Formativa

E agora?

2014/2015

Que escola?

Profissional ou regular?

Que curso?

Quais as saídas?

Com ou sem estágio?

Qual a

empregabilidade?

“O que queres ser quando fores grande?”. Quantas vezes lhe fizeram esta questão? Quando somos mais novos, temos sempre a resposta “na ponta da língua” e, por vezes, até enumeramos mais do que uma profissão. À medida que os anos vão passando e que temos que tomar uma decisão quase que em definitivo, em vez de se dissiparem, as dúvidas vão aumentando, sobretudo quando nos despedimos do 3º ciclo e entramos no secundário. Optar por ensino regular ou pelo profissional que no decorrer do curso permite contactar com o mundo do trabalho através dos estágios e, no final dos três anos, ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir estudos? Para ajudar na tarefa, conheça as escolas do concelho de Vagos e as ofertas formativas que têm para o ano letivo 2013/2014. Conheça ainda, na primeira pessoa, três jovens alunos que optaram por um curso profissional e se encontram em fase de estágio. Um especial Oferta Formativa para todos os que, depois dos exames e antes das merecidas férias, têm que traçar metas e objetivos para o futuro.


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Oferta formativa

4 de junho 2014

À semelhança do ano passado, o Agrupamento de Escolas de Vagos (AEV) irá abrir candidaturas para os quatro cursos científicohumanísticos do ensino regular: ciências e tecnologias, línguas e humanidades, ciências socioeconómicas e artes visuais. Contudo, os últimos dois não abrem na escola vaguense há anos, se bem que «no ano letivo passado estivemos muito próximos de abrir artes visuais», pelo que o diretor disse acreditar na sua abertura este ano.

Agrupamento de Escolas de Vagos

Novo ano trará maior proximidade entre alunos e empresas

Em conversa com a nossa redação, Hugo Martinho anunciou ainda a abertura de três turmas de três níveis diferentes para o ensino vocacional (aprovada pela rede, falta apenas a aprovação do Ministério da Educação e Ciência): artes manuais e desporto para o 2º e 3º ciclos e, para o secundário, cozinha (como forma de dar continuidade ao CEF de cozinha que este ano termina). Em termos de cursos profissionais, dado que no ano passado apenas abriram um curso, este ano apenas poderá abrir um novo curso. Tendo três áreas que pretendia abrir, a direção do Agrupamento optou por um curso com duas variantes: técnico de eletrónica, automação e comando e técnico de eletrotecnia. «Mas como se tratava de um curso muito direcionado para os rapazes, decidimos pedir alteração - que ainda carece de aprovação – de eletrónica, automação e comando para o técnico de turismo, por forma a dar resposta ao género feminino», explicou Hugo Martinho. Haverá ainda a manutenção do curso de educação e formação de adultos, com

unidades de curta duração que permitirá aos alunos que ainda não terminaram o 12º ano e tenham apenas algumas disciplinas em atraso as consigam terminar com estas unidades. Uma oferta tida em conta para que não exista duplicação de oferta. «O objetivo das escolas do concelho é dar o maior leque de possível de escolhas e opções aos alunos vaguenses para que não sejam obrigados a ter que ir para outros concelhos, nomeadamente Aveiro», sublinhou. Por outro lado, houve um esforço por parte do Agrupamento para conciliar a oferta formativa com os interesses do tecido empresarial local e da região. No seguimento do almoço de trabalho entre o AEV e algumas empresas e entidades empresariais do concelho, foi realizada uma visita ao grupo Prifer, em Albergariaa-Velha. «Tínhamos mais duas empresas para visitar, mas não nos foi possível», lamentou o diretor, defendendo que este tipo de visita ajudava a melhor elucidar os alunos (sobretudo os do 9º ano) pela área a seguir. «Acreditamos que os alunos não têm noção das empresas que existem no concelho e que necessidades em termos de mão-de-obra têm», acrescentou. Razão pela qual, no início do próximo ano letivo, serão agendadas visitas periódicas às empresas da região destinadas aos alunos do 9º ano. Para já, até ao final deste ano letivo, será a vez de os professores visitarem as empresas para também conhecerem melhor a realidade local.

Sara Rocha – curso de técnico de auxiliar de saúde

Chega ao fim curso «pertinente»

Com o final deste ano letivo chega ao fim o curso profissional de técnico de auxiliar de saúde. Um ciclo de três anos que preparou onze alunas dos 24 inicialmente inscritos (dez eram alunos de São Tomé que viram

alteradas as condições de financiamento que os obrigou a desistir do curso) para esta área, seja em contexto hospitalar, de clínicas ou lares. «Com este curso preparámos técnicos que trabalham juntamente com a equipa médica, muito próximo do enfermeiro,

e fazem tarefas de higienização, limpeza de quarto ou espaços, muda de camas, ajudam a dar banho aos doentes sejam acamados, a alimentar e a preparar refeições. São capazes, ainda, de proceder a outro tipo de trabalhos nomeadamente ajudar a recolher amostras biológicas e a fazer o seu transporte até ao laboratório, transporte de processos médicos ou dos utentes para as consultas, mobilização e transferência dos doentes de uma cama para uma maca ou cadeira de rodas, mas também preparar o cadáver para depois a agência funerária e família poderem ver e trabalhar nele», enumerou a coordenadora do curso. O primeiro ano deste curso decorreu na escola, sobretudo com a parte teórica. Conhecimentos que contaram com a colaboração de um enfermeiro. O estágio curricular decorreu no ano passado em ambiente de lar e, este ano, encontram-se a terminar o estágio em contexto hospitalar (a grande maioria no hospital de Aveiro, mas também num centro de reabilitação e numa clínica privada). «Temos recebido feedback muito positivo das entidades por onde têm passado»,

contou a docente Carla Lourenço. Por ser uma área onde não se encontram muitos técnicos especializados, de acordo com a coordenadora caso houvesse mais alunas «arranjaria estágio para o dobro ou o triplo». Pelo contrário, o AEV acabou por não ter estagiários para responder a todas as solicitações das unidades hospitalares da região, sendo o hospital de Aveiro, por questões económicas e de proximidade, a escolha para albergar a maioria das alunas. E é pela falta de mão-de-obra especializada que Carla Lourenço defende que a continuidade do curso seria «pertinente». Uma das alunas que se encontra em estágio é Sara Rocha (18 anos). Residente na freguesia da Gafanha da Boa Hora, decidiu frequentar este curso depois de ter sentido necessidade de aprender um pouco mais sobre a área para poder ajudar os avós. «A minha avó está acamada depois de ter sofrido um AVC e o meu avô teve um enfarte, não conseguindo, sozinho tratar dela. Nós damos uma ajuda mas com o curso aprendi técnicas que não conhecia, consegui lidar melhor com a situação e a prestar mais e melhor apoio», contou. Apesar de ser uma atividade que requer “estofo” para desempenhar estas funções, Sara Rocha não se imagina a seguir outra área. Pelo contrário, pretende prosseguir estudos e, se conseguir, arranjar entretanto emprego na área.

Elisabete Santos

Auxiliar de ação médica e assistente operacional no Hosp. Aveiro «Os estagiários aprendem todas as nossas funções e acompanhamnos em tudo. Acabam mesmo por aprender e fazer de tudo um pouco, desde limpezas específicas, o acompanhamento ao doente a qualquer serviço lá fora, acompanhamento no banho, do corpo à morgue. É uma função que se torna difícil de desempenhar em termos emocionais e temos alunos que se adaptam bem e outros menos bem. Mas este tipo de estágios permite colocar os alunos à prova, por forma a verificarem se esta é mesmo a opção certa. A Sara conseguiu-se adaptar muito bem. Está cá desde o final de abril e tem que fazer 210 horas. Para certas pessoas são poucas horas, mas ela demonstrou que queria aprender. Recomendo a Sara. Aliás, pode ficar comigo no serviço que não me importo.»


Oferta formativa

Ensino Básico Ensino Regular  Do Pré– Escolar ao 3.º Ciclo Curso Vocacional (aguarda aprovação)  Cozinha, Artes Manuais e Eletricista de Instalação

2014/2015

Ensino Secundário    

Ciências e Tecnologias Línguas e Humanidades Ciências Socioeconómicas Artes Visuais

Cursos Profissionais (aguardam aprovação)  Eletrónica e Automação:  Técnico de Eletrónica, Automação e Comando  Eletricidade e Energia  Técnico de Eletrotecnia  Hotelaria e Restauração  Técnico de Restauração, Variantes Serviço de Cozinha/Pastelaria e/ou Serviço de Restaurante/Bar Cursos de Educação e Formação de Adultos  EFA —Escolar (aguarda aprovação)

Oferta Formativa

Cursos Científico-Humanísticos

Investe no Teu Futuro.

Informações em www.aevagos.edu.pt


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Oferta formativa

4 de junho 2014

EPADRV

Da formação à prestação de serviços para a comunidade Para o próximo ano letivo 20142015, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos (EPADRV) coloca à disposição dos jovens vaguenses – e de todo o país também – diversos cursos de várias áreas. Em termos de profissionais, tem abertas as inscrições de técnico de manutenção industrial/variante eletromecânica, técnico de produção agrária nas variantes de animal, vegetal e transformação, técnico de gestão equina, técnico de restauração nas variantes de cozinha/ pastelaria e restaurante/bar. Em termos de Curso de Educação e Formação (CEF), irá abrir na área de jardinagem/espaços verdes e na área animal, bem como os cursos vocacionais (para alunos com 6º ano completo) na área de agropecuária (nas áreas animal, vegetal e transformação). «Pretendemos ainda abrir dois Cursos de Especialização Tecnológica (CET) na área de veterinária (segunda edição em parceria com a Universidade Vasco da Gama) e na área da gestão hoteleira, em parceria com o ISLA do Porto», informou ainda o diretor. O curso de processamento e controlo de qualidade alimentar não foi aceite pela rede mas se houver alunos será mais fácil conseguir autorização para abrir. O objetivo da direção da EPADRV é «não diversificar muito» para além de quatro

áreas. A ideia é consolidar nas áreas de manutenção, restauração, agrária e gestão equina e, pontualmente, abrir o curso de turismo ambiental e rural. Tanto a nível dos cursos profissionais como dos vocacionais. E qual a razão? Por um lado, a ideia é não duplicar a oferta existente no concelho e nos municípios limítrofes. Por outro, pretende-se «potenciar» estas áreas de atividade. «Reconhecemos que são áreas prioritárias e que há necessidade de especialização desta mão-de-obra, sobretudo em manutenção industrial», afirmou Fernando Santos.

Centro HassTec e unidade de transformação para o próximo ano É este o motivo do próximo investimento da EPADRV: criar um centro HassTec (ver notícia em baixo) na área da manutenção industrial, e de uma unidade de transformação para a área agrária. Investimentos que irão complementar a oferta do polo de restauração, aberto à comunidade escolar e local todos os dias da semana durante o almoço, e que presta serviços pontuais em determinados eventos quer da escola como de entidades e associações do concelho

e região. Com o centro HassTec «teremos uma estrutura diferenciadora» e que estará operacional como mais uma «valência potenciadora» para os alunos. Um centro que permitirá prestar serviços à comunidade empresarial local, que «escusa de investir milhares de euros em tornos e fresas mecanizadas que depois utilizarão raramente e, deste modo, os nossos alunos deixam de aprender no âmbito do “faz de conta” para se sentirem úteis à sociedade e que têm mais responsabilidade naquilo que fazem», explicou o diretor. O mesmo se pretende com a unidade de transformação: aproveitar os produtos que são produzidos e que são excedentes ou subaproveitados para confeção de queijo, queijo fresco e curado, iogurtes variados ou pickles. A ideia é colmatar uma «lacuna» do ponto de vista pedagógico, transferir o ambiente e objetivo do polo de restauração para as outras áreas e fazer sentir aos alunos que são uma mais-valia na escola e na comunidade. Apenas na gestão equina é que não existe ainda projeto para desenvolver a atividade nestes moldes. Para a criação destas duas estruturas, que irão avançar no próximo ano letivo, a escola conta com o apoio de empresas locais com quem se encontra a estabelecer protocolos.

Sandra Jesus – curso de manutenção industrial

Excelente aluna depois da «exclusão de partes» optada há 3 anos Qualquer indústria, empresa ou até mesmo escola precisa de técnicos de manutenção. Aliás, este é um sector essencial em qualquer local ou área de atividade. Quem o afirma é Vítor Silva, diretor do curso de manutenção industrial – variantes eletromecânica e elecatrónica, que decorreu nos últimos três anos na EPADRV. Pela sua importância, o curso irá agora abrir para mais um ciclo de três anos, mas apenas na variante de eletromecânica. «A EPADRV está bem equipada nessa área, mas na parte do comando numérico (maquinação assistida por computador) os alunos têm tido aulas práticas em empresas ou no IEFP de Aveiro, com quem tem protocolos». Por esse motivo, a direção prepara-se para investir na aquisição de novos equipamentos de comandado numericamente computorizado (CNC): um torno e uma fresa. Com esta aquisição, a escola profissional vaguense passará a centro HassTec, «o que nos dará regalias em termos de assistência e formação». Dos estágios nos últimos anos, o docente Vítor Silva confirma que tem recebido feedback «muito positivo» por parte das empresas por onde os alunos têm passado. «No ano passado a nota mais baixa

foi 17; a Sandra Jesus foi exceção: teve 20 no estágio e a empresa fez uma carta de recomendação a ela e à escola pelo empenho, dedicação e conhecimentos que tinha. Foi excelente a todos os níveis», disse, orgulhoso da aluna. Residente em Bonsucesso (Aveiro), Sandra Jesus (19 anos) confessa que escolheu o curso por «exclusão de partes». A irmã frequentava o curso e a escola a frequentar estava mais que

decidido. Pelo contrário, a escolha do curso profissional a seguir é que foi por mera «exclusão de parte», apesar de ser uma área mais procurada pelo sexo masculino – aliás, a turma tem apenas 2 alunas num universo inicial de quase de 20 alunos e que atualmente está reduzida a 10. Uma opção de que não se arrepende. «Não me imagino a fazer nem a trabalhar noutra coisa», refere. Com aulas teóricas de mãos dadas com

as aulas práticas, foi no 2º ano que iniciou o estágio. Sandra Jesus foi colocada na Atena – automação industrial, na Palhaça (Oliveira do Bairro). «Quando cheguei estavam a montar uma linha de produção, comecei a trabalhar logo nesse projeto e consegui adaptar-me muito bem, pondo na prática a teoria que sabia». Também ali, num mundo «mais masculino que feminino», sempre foi «bem tratada e respeitada». Sandra Jesus garante que a experiência proporcionada pelo estágio permitiu evoluir e adquirir mais conhecimentos, acreditando que os próximos alunos do curso, com os novos equipamentos CNC, estarão mais bem preparados para o estágio e para o mercado de trabalho. No futuro, Sandra pretende prosseguir estudos – frequentando um Curso de Especialização Tecnológica (CET), na área, na Universidade de Aveiro – e, ao mesmo tempo, trabalhar, também na área. Este é um curso que não tem problemas no que diz respeito à taxa de empregabilidade. «A grande maioria dos alunos que terminou o curso em 2012 (cerca de 80%) está colocada e a trabalhar na área», confere o coordenador do curso, dando nota que a grande maioria é contratada pela empresa onde realizou o estágio. «É um sector onde a mão-de-obra especializada está em falta e, por isso, é muito procurada e bem remunerada», salienta.

Abílio Mota

Administrador Atena Automação Industrial «A Sandra Jesus é uma pessoa que gosta daquilo que faz, é muito dedicada e tem tido uma disponibilidade muito grande. Normalmente temos sempre bastantes estagiários ao longo do ano; neste momento temos oito estagiários. Sou também professor na UA e uma preocupação que tenho é que eles se integrem quando aqui chegam, num ambiente de produção normal, mas por outro lado gosto também que levem também alguma coisa de proveitoso daqui. Nesta área há bastante falta de mão-de-obra especializada. Neste momento, é mesmo muito difícil conseguir pessoas para trabalhar em maquinação ou tornos, eletricistas ou para automação industrial. Por exemplo, os eletricistas e mecânicos que cá temos vieram de cursos profissionais como os da Sandra e acabaram por ficar. Acho que este tipo de cursos tem viabilidade. Muitos destes técnicos ganham mais que engenheiros, licenciados ou professores. Como há muita falta desta mão-de-obra especializada, estes técnicos acabam por ser muito bem remunerados.»


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4 de junho 2014

À semelhança dos últimos anos letivos, o Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação, de Calvão, tenciona manter os cursos existentes em anos anteriores, apresentando um novo CEF (Curso de educação e formação) na área de cabeleireiro.

Colégio de Calvão

Oferta formativa de continuidade e complementar

Para além deste novo curso destinado ao 3º ciclo, o Colégio irá manter os cursos de ensino regular do 5º ao 12º ano (apesar de não se prever a abertura do curso de artes e ciências socioeconómicas) sob o regime de contrato de associação, pretende-se dar continuidade aos cursos profissionais de técnico de contabilidade, técnico de restauração cozinha/pastelaria e serviço de mesa restaurante/bar e técnico de instalações elétricas. Foi ainda efetuada candidatura para abertura de cursos vocacionais de práticas manuais e tecnológicas. «Mas outros programas poderão surgir no horizonte», afirmou o padre Querubim Silva, referindo-se a um novo programa que a tutela, em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), pretende criar para jovens dos 15 aos 29 anos de idade e que apresentem abandono escolar ou desemprego. «Um programa que certamente irá implicar parceria com as escolas, dado que a estes jovens dever-lhes-á ser facultado complemento de habilitação, seja por formação em determinada área ou por

uma espécie de reciclagem de formação para que tenham acesso a determinada empresa», explicou o diretor do Colégio de Calvão. Com cerca de 1100 alunos e cerca de 80 professores, o diretor espera que no novo ano letivo se mantenham estes números, ao contrário de anos anteriores em que, para fazer face às restrições impostas pela tutela, foi necessário recusar a vinda de alunos ou até mesmo dispensar docentes. Sobre o Colégio de Nossa Senhora da Apresentação, o diretor destaca a «oferta educativa complementar» com enfoque no desporto, música e teatro, em paralelo com a «atenção personalizada» dentro da filosofia da escolha livre da escola dos encarregados de educação para os seus educandos. De salientar que o Colégio conta, ainda, com três psicólogos para orientação dos alunos e de um médico e enfermeiro que prestam serviços em determinados dias da semana. «Mediante protocolo com uma entidade médica e o pagamento de taxa mensal, alunos e respetiva família têm gratuitidade na consulta de clínica geral e diversos benefícios com parceiras da entidade, desde farmácias ou clínicas de fisioterapia», acrescentou o diretor.

Patrícia Pinguelo – técnico de restauração, variante de serviço de mesa restaurante/bar

Restauração com muita procura dos alunos… e empregadores A restauração sempre foi um dos cursos com maior aceitação no Colégio de Calvão. A comprovar esta realidade está na abertura deste curso – tanto na variante de cozinha/pastelaria como serviço de mesa restaurante/bar – nos últimos cinco anos e a crescente procura por parte dos alunos. No início deste ano a escola viu-se mesmo obrigada a ter que recusar a inscrição de alunos. A turma ficou constituída por 31 alunos, mas metade ficou com a variante cozinha/pastelaria e a outra metade com a variante de serviço de mesa restaurante/bar. «Temos notado que esta última tem falta de mão-de-obra, daí termos restringido as candidaturas», explicou a coordenadora do curso Gladys Nascimento. A docente salientou que a procura do curso pelos alunos se prende, na grande maioria, pela prática (mais atrativa do que cursos mais teóricos). Contudo, há ainda «boas exceções» de alunos que optam por este curso para fazer

carreira no sector da cozinha e/ou restauração. Inclusivamente, cinco alunos que passaram por este curso no colégio de Calvão já terminaram curso superior nesta área ou noutras relacionadas. «E os que vão terminando o curso têm sempre colocação em hotéis ou restaurantes do distrito ou região», acrescentou, garantindo que as entidades que recebem os estagiários vão percebendo da sua mais-valia e vão contratando. A compro-

var isso está a resposta afirmativa para os 90 estágios que estão a decorrer neste momento para os alunos dos três anos. «Antes proporcionávamos estágio curricular apenas no 11º e 12º, mas verificámos que iniciando no 10º estimulávamos mais os alunos, responsabilizando-os e colocando-os em contacto com a realidade que é o mercado de trabalho», explicou Gladys Nascimento. Com boa taxa de empregabilidade, a docente

admitiu a falta de especialização e qualificação dos profissionais destas áreas, daí a boa aceitação por parte das entidades e empresas que acolhem os estagiários. Patrícia Pinguelo (19 anos), de Ílhavo, encontrava-se, até ao ano passado, a frequentar o 12º anos do curso de ciências e tecnologias do ensino regular. Com algumas disciplinas em atraso, decidiu mudar de curso, optando pelo serviço de mesa. A ideia era seguir «uma qualquer engenharia» e nada a faria imaginar que iria enveredar pelo curso de restauração, apesar de já ter servido num restaurante durante as férias de verão. Agora não se arrepende da sua transferência e lamenta não ter decidido mais cedo. A dias de começar o estágio na Marisqueira da Vagueira, na Praia da Vagueira, na área de serviço de mesa restaurante/ bar [começou na passada segunda-feira, aquando do fecho desta edição], Patrícia Pinguelo espera colocar em prática todos os conhecimentos que adquiriu neste 1º ano.

Isabel Oliveira,

Gerente da Marisqueira da Vagueira «É a primeira vez que recebemos estagiários na área de restauração – serviço de mesa em restaurante e bar. Temos recebido os da variante de cozinha/pastelaria e posso confirmar que vêm muito bem preparados. Aliás, o Colégio de Calvão é uma das escolas de onde vêm mais bem preparados os alunos. Aqui, ensino a fazer de tudo, desde a preparação de alimentos para servir (saladas ou frutas), sopas, caldeiradas ou grelhada de marisco. Mas também a lavar a louça ou limpar a cozinha. Neste estágio que inicia segunda [passado dia 2] a estagiária irá preparar a mesa para que tudo esteja pronto para quando entrar o cliente. Cortar pão, fazer entradas, ter vinhos frescos e sala limpa serão algumas das tarefas que irá fazer, no início com supervisão, mas depois, no final, com quase total independência. Esta é uma área em que é necessária mais mão-de-obra especializada porque é necessário profissionalismo. Quando preciso de contratar recorro sempre às escolas porque os alunos têm formação e postura completamente diferente e profissional perante o cliente.»


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O PONTO - ED 305 - oferta formativa 2014-15