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Beleza e Vida Saudável

Moda e beleza de mãos dadas Aparência, imagem, estilo. Três componentes que todas as pessoas têm que – ou deveriam – cuidar para que a sua presença inspire confiança. Quando assim é, a pessoa – independentemente da sua idade ou género – é mais bem-sucedida no seu trabalho e nas suas relações pessoais e sociais. Além disso, para que efetivamente se sinta feliz e realizado, é imprescindível que cada um goste de si tal como é e se sinta perfeito e bem consigo próprio em qualquer situação que se encontre. Mas, sobretudo, quando se olha ao espelho. Cada pessoa tem a sua beleza natural, única e pessoal, bastando por vezes realçá-la com alguns cuidados, sem ser necessário se submeter a transformações corporais. O vestuário e calçado, complementados e conjugados com determinados acessórios, poderão evitar opções que muitos têm e que, na esmagadora maioria das vezes, são caras, desnecessárias e dolorosas. «A nossa imagem e o nosso bem-estar refletem-se bastante na nossa maneira de estar, de agir e… de vestir». É a opinião de Sindy Martinez, uma jovem vaguense com formação em design de moda. As cores e os padrões que as pessoas escolhem demonstram

também a sua imagem e forma de estar e ser. Pode-se mesmo dizer que «a moda está intrinsecamente ligada com a beleza e a beleza com a moda». Sobretudo nos dias de hoje, em que deixou de haver uma ou duas tendências que eram seguidas por inúmeras pessoas para passar a existir inúmeras e incontáveis tendências: aquelas que são próprias de cada pessoa. «Hoje veste-se e usa-se quase tudo», confere Sindy Martinez,

garantindo que são as peças mais estranhas e mais excêntricas as mais procuradas pelas pessoas. Claro que estes fenómenos são mais visíveis nas grandes cidades e centros urbanos. No entanto, segundo a designer natural de Covão do Lobo, quando é avistado algo “diferente” nas pequenas cidades e vilas as pessoas tendem já a não criticar, mas antes a ver como um «sinal de mudança». Excentricidades à parte, neste verão

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prevê-se, nos homens, o uso do xadrez, os cortes e linhas por “blocos de cor” e o uso de papillons mesmo no dia-a-dia com camisas de manga curta. Também as calças serão mais curtas e mais justas do que o normal. Nas mulheres, continuarão a ser mais vistas as peças «bastante minimalistas», preferencialmente brancas e de cores “mais soft”. Padrões florais e plataformas irão continuar a ver-se.

Quem é Sindy Martinez? Com 24 anos, a jovem Sindy Martinez tem atelier [Sindy Martinez Atelier no Facebook] em Covão do Lobo desde 2010, antes de terminar a formação em design de moda e em modelação, em Coimbra, cidade onde reside e trabalha, na área da alfaiataria masculina. Inicialmente dedicada à moda e acessórios femininos, tendo lançado algumas coleções, curiosamente foi antes de começar a trabalhar em Coimbra que Sindy Martinez decidiu lançar uma marca própria. A “Monsieur Martinez” é exclusiva para homens. Podem-se encontrar peças variadas de camisaria, alfaiataria e acessórios como papillons, gravatas e artigos que conjugam a prata e a pele. Peças menos convencionais e que não se encontram facilmente nas lojas e que podem ser usadas em cerimónias ou simplesmente no dia-a-dia. Atualmente, peças para mulher faz apenas por encomenda. As peças podem ser adquiridas online, em breve, em www. monsieurmartinez.com, que se encontra em fase final de construção. Algumas peças vão estar também à disposição nalgumas lojas de Aveiro.


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Beleza e Vida Saudável

21 de maio 2014

Entrevista a Sara Fernandes, da Nutrisabores

Alimente-se bem e aumente a sua autoestima e bem-estar trabalho ou escola, …? Estas doenças de comportamento alimentar são multifatoriais. O que verifico é que há quase sempre uma forte componente emocional que necessita de ser trabalhada em conjunto com especialistas na área da psicologia. O que recomenda para se ter uma alimentação saudável? A planear as suas refeições, a trazer alimentos saudáveis consigo para evitar saltar refeições, a beber um copo de água antes de cada refeição, a mastigar muito bem cada garfada, a comer sempre um alimento proteico a cada refeição, a incluir legumes ou saladas às refeições, a evitar comprar algo que contenha ingredientes que não reconheça/consiga pronunciar ou a evitar comer 2h antes de se deitar.

Diz o dicionário que a alimentação saudável é a «alimentação ou nutrição na qual se deve comer bem e de forma equilibrada para que os adultos mantenham o peso ideal e as crianças se desenvolvam bem física e intelectualmente, dependendo do hábito alimentar». A grande maioria das pessoas já se preocupa por ter uma alimentação saudável, mas há aquelas que não optam pelas melhores soluções ou não sabe como fazê-lo. A procura do apoio de nutricionistas e terapeutas nutricionais tem aumentado nos últimos anos. O PONTO falou com Sara Fernandes, mestre em nutrição clínica e terapeuta nutricional, da Nutrisabores – conhecida dos vaguenses por ter criado, em parceria com o vaguense Fernando Batista o prato saudável -, que deu alguns conselhos e dicas para ter uma alimentação saudável e, consequentemente, uma vida mais saudável onde a autoestima e bemestar estão sempre em cima. Atualmente, os nutricionistas são cada vez mais procurados pelas pessoas. Qual a razão? De uma forma geral as pessoas começam a estar mais conscientes da importância que uma alimentação equilibrada e ajustada pode ter, não só para a sua saúde e aparência, mas também nos seus níveis de energia, autoestima e bem-estar. Estes são apenas alguns benefícios que uma grande parte das pessoas verifica assim que ajusta e melhora a sua alimentação no dia-a-dia. Mas o objetivo para essa procura deve-se mais à vontade de emagrecer ou mais pela maior preocupação com a saúde e para ter uma alimentação mais saudável? Por ambos os motivos, tenho clientes que me procuram apenas para emagrecer

e outros que pretendem diversificar e melhorar a sua alimentação que tende, na maioria dos casos, a ser rotineira e muitas vezes desequilibrada. E quem procura mais os nutricionistas? Homens, mulheres ou crianças? Principalmente as mulheres, no entanto tenho vários clientes do sexo masculino que me procuram para emagrecer e aumentar a massa muscular. Quais os conselhos que mais dá? De uma forma geral: evitar saltar refeições, tomar sempre o pequeno-almoço antes de sair de casa, beber um copo de água antes de cada refeição, incluir legumes/salada às refeições e evitar os alimentos açucarados e que incluam trigo. Na sua opinião, qual ou quais as causas dos maiores erros alimentares? Nalguns casos, penso que por falta de conhecimento de alternativas mais saudáveis, por algum desleixo e por descompensação emocional. Comer é uma necessidade básica e, simultaneamente, uma forma de prazer imediato. Quando estamos mais carentes, aborrecidos e ansiosos tendemos a procurar alimentos ricos em açúcar, baseados em farinhas (pão, bolachas, massas, bolos) e com gorduras de má qualidade (óleos vegetais refinados e hidrogenados), perdendo por vezes a noção das porções ingeridas. Estes alimentos elevam rapidamente os níveis de açúcar originando uma produção exagerada de insulina e uma redução abrupta da glicémia. Paralelamente, são extremamente viciantes, daí que quanto maior a ingestão de alimentos açucarados, maior tende a ser o apetite e a instabilidade emocional. Anorexia e bulimia são duas palavras que se ouve cada vez mais, tanto nos mais jovens como também nos adultos. São consequência das exigências do dia-a-dia, do stress, pressão do

Estamos a chegar ao verão e com ele vêm as preocupações com a imagem. As pessoas recorrem muito a dietas miraculosas, mudam hábitos alimentares ou optam mais pelos produtos light e diet. O que pensa destes recursos? Sou apologista de que uma alimentação saudável deve ser uma prática diária e para toda a vida. Desta forma não precisaríamos de fazer dietas drásticas e desequilibradas que afetam gravemente o nosso metabolismo a curto e a longo prazo. Quando ingerimos alimentos naturais, isto é, oriundos da natureza, e não processados pela indústria alimentar (light/diet…), o nosso organismo tem uma maior capacidade de reajustar e gerir o peso de uma forma mais eficaz. Estão na moda os sumos detox. É uma boa opção para se ter uma alimentação saudável? Os sumos detox podem ser uma forma fácil de adicionar vegetais e frutas na alimentação, no entanto não devem ser substituto de refeições. Os sumos com vegetais crus permitem obter um maior aporte de vitaminas, minerais e fibras, dependendo de como forem preparados, isto é, por uma centrifugadora ou liquidificadora. Optando por este último método, a fibra é ingerida, logo o grau de saciedade é maior assim como facilita a regulação da flora e do movimento intestinal, permitindo desta forma uma maior eliminação de resíduos tóxicos. É importante salientar que os vegetais e frutas devem estar isentas de pesticidas e herbicidas, por isso ser preferível adquirir hortícolas de agricultura biológica sempre que possível. Uma alimentação saudável, por si só, é suficiente para o bem-estar da pessoa ou deve-se, a ela, aliar a prática de exercício físico? A alimentação e a prática de exercício físico têm um papel primordial não só para a nossa saúde em geral como também para o nosso bem-estar físico e emocional. Quando combinadas, estes benefícios são potenciados. Que tipo de exercícios recomenda? A escolha da prática de exercício físico deve ter em conta o estado de saúde da pessoa, o objetivo pretendido e as modalidades preferidas por cada um. Sempre que se concilia estes três aspetos, a motivação é garantida.

A moda dos sumos detox Quais as vantagens dos sumos detox? Que cuidados a ter? Estes sumos podem ser uma excelente alternativa para quem não tem a rotina de consumir a quantidade recomendada de frutas e vegetais diariamente. Tornase num método prático, cómodo e acima de tudo saboroso incluir estes alimentos e todos os seus contributos nutricionais. O facto de incluirmos as frutas e vegetais crus permite que não haja a perda de uma série de elementos nutricionais mais sensíveis na água de cozedura (muitas vezes descartada) ou quando sujeitas às elevadas temperaturas dos vários tipos de confeção. No entanto, a adoção destes sumos no dia-a-dia não descartam a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, não devendo ser tomados como substituto de refeição de forma continuada e/ou prolongada. Acima de tudo, a alimentação deve ser variada e completa, não se devendo cingir a alimentação exclusivamente aos sumos.

Deixamos três receitas para experimentar. Receita #1 2 maçãs 2 cenoura 1/2 pepino com casca 1 chávena de espinafres baby Hortelã 400ml de água gelada 1-2 colheres de sopa de sementes de chia Receita #2 2 maçã 1/4 de beterraba 1/2 courgete 2 folhas de couve Salsa 400ml de água de côco 1-2 colheres de sopa de sementes de linhaça Receita #3 2 rodelas de abacaxi 1/2 papaia 1 rodela fina de gengibre (opcional) 1/2 curgete 1 chávena de agriões Hortelã 400ml de água gelada 2 colheres de sementes de sésamo


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Beleza e Vida Saudável

21 de maio 2014

A alimentação educa-se É sobejamente conhecido o valor do leite materno enquanto alimento exclusivo ao longo dos primeiros meses de vida, de tal forma que, não raras vezes, se entra no extremo oposto de viver “ a culpa” quando por algum

motivo fisiológico não se consegue amamentar ou “ser alvo de críticas mais ou menos perniciosas” quando de forma pensada e consciente se decide simplesmente não fazê-lo. Mas muito se tem falado sobre leite

materno, menos atenção se tem dispensado ao período de diversificação alimentar, sobretudo após “a liberação” da alimentação, com introdução do regime alimentar familiar. Pois se já per si preocupam situações em que de forma impensada e pouco responsável se dão a pro-var alimentos indevidos em idades muito precoces, mais preocupantes se tornam as situações em que a oferta diária de determinados alimentos se faz por convicção, acreditando que o que estamos a dar aos nossos filhos é o melhor para crescerem de forma saudável, como tantas vezes certos anúncios televisivos nos fazem crer. É o caso, por exemplo, dos flocos de cereais, dos produtos com chocolate de leite, das bolachas com recheio de fruta ou de leite, dos queijinhos aromatizados. A publicidade a estes produtos (tendo fruta ou leite faz pressupor que “são saudáveis”), as-

sim como o colorido das embalagens em que são apresentados, pretende camuflar um alimento desprovido de vida, fruto de um processo químico que o torna repleto de açúcares refinados, corantes, conservantes e aditivos alimentares, e que muitas vezes servimos logo ao pequenoalmoço! Um simples exemplo de aditivo alimentar que muito tem preocupado a comunidade médica é o Glutamato monossódico, substância que ativa o sabor dos alimentos, tornandoos mais apetitosos, estimulando o cérebro no sentido de criar rápida dependência pelo alimento (é por este motivo que muitos de nós não consegue comer apenas uma batata frita de pacote sentindo imediata necessidade de mais). Este aditivo que torna o alimento “viciante” encontra-se presente em grande parte dos alimentos processados que as crianças mais gostam sendo um potente excitante das células cerebrais, podendo criar tanta dependência como a nicotina ou o álcool. Mas, se é missão quase impossível retirar esses alimentos às crianças que os consomem diariamente, tentemos investir mais nos pequenos lactentes que não conhecem estes paladares, e, após o seu conhecimento, tentemos educar no sentido da responsabilidade das escolhas, tal

como fazemos por exemplo, com a escolha dos amigos… Sim, porque escolher um alimento pode ser algo semelhante a escolher um amigo. À primeira vista pode dar a sensação que nos faz muito bem, por ser uma companhia agradável, por nos fazer rir e esquecer os problemas diários. Mas todos sabemos que os verdadeiros amigos são muito mais do que isso… A questão não está em deixar de viver com o que temos, com o que gostamos ou apreciamos, a questão está em ensinar a escolher o melhor, em qualquer área da vida. Ensinar algo que é fundamental nos nossos dias, vivendo numa sociedade consumista, em que há o culto da marca, do supérfluo, do descartável. Ensinar a ver para além do que se mostra apetitoso ou agradável. Ensinar a reconhecer o essencial. Eis a dura, mas maravilhosa tarefa de quem educa!

Por Natália Belo Médica Pediatra


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