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Jardins da Primavera

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16 de abril 2014

Planeamento ou modificação de um jardim

Ao planear um jardim tem de se ter em atenção as características do solo (topografia, necessidades de água, entre outros). De seguida enumeramos alguns aspectos práticos a ter em consideração na criação de um jardim: • se possível reduzir declive, no caso de existirem declives devem-se fazer “rock gardens”; • evitar relvados em declives, reduzir relvados ao mínimo, usar grama ou outras Gramineas eficientes; • evitar excesso de plantas por área; • não esquecer a criação de sombras; • planear os jardins a pensar no futuro tamanho das plantas, exigências de água, sombras; • ordenamento adequado das plantas: separar zonas de relvado, herbáceas, árvores e arbustos; • rega separada para as diferentes zonas. Aconselha-se a utilização de plantas resistentes à seca e mais em particular plantas nativas portuguesas. Estas últimas têm como vantagens a poupança de água; a contribuição para a manutenção da biodiversidade, a valorização do Património Nacional e a criação de viveiros para a propagação destas plantas. Podem ser elas, entre outras: • • • • • • • •

Aroeira (Pistacia lentiscus) Estevas (Cistussp) Giestas (Spartium junceum; Genistasp; Cytisussp) Jasmineiros (Jasminumsp) Madressilvas (Lonicara caprina e Lonicera etrusca) Medronheiro (Arbutus unedo) Murta (Myrtus communis) Romanzeira (Punica granatum)

• Sanguinho das sebes (Rhamnus alaternus)

Que tipo de piscina escolher? Entre a piscina insuflável que se pousa sobre a relva e a piscina das “stars”, de centenas de milhares de euros, a escolha do tipo de piscina é extremamente vasta. A sua escolha dependerá das suas preferências pessoais, do seu orçamento, do modo de montagem. Piscinas Fora do Solo (Elevadas) Este termo designa uma gama muito ampla de produtos cujo único ponto em comum é poderem ser instaladas sem proceder a obras de terraplenagem. Estas estruturas são em geral menos custosas do que as piscinas enterradas e podem ser instaladas facilmente. No entanto, o facto de ficarem assentadas no solo dálhes um aspeto de elemento acrescentado, que pode prejudicar a estética do seu jardim. Certas piscinas fora do chão são concebidas de maneira a poderem ser enterradas para limitar o impacto estético, mas neste caso o preço torna-se menos interessante e a fiabilidade mais arriscada, segundo o tipo de produto. Piscinas em betão É a piscina de pedreiro por excelência. Este tipo de construção exige tecnicidade e competência e a instalação será portanto confiada a profissionais. Naturalmente, o preço será em consequência afetado! Para mais, as piscinas em betão ditas “ projetadas “ permitem uma larga quantidade de formatos e dimensões. A qualidade da realização dependerá essencialmente do know-how do pedreiro e das condições da obra, cujo prazo de execução é necessariamente longo.

Perigos no jardim! As piscin

as fazem a alegria de miúdos e graúdos, ma s note que uma criança afo ga-se em poucos segundos em apenas alguns centímetros de água. Esteja sempre por perto e crie barreiras.

Piscinas Pré-fabricadas São pré-fabricadas em fábrica, o que permite limitar sensivelmente o seu custo de fabrico e de montagem, garantindo ao mesmo tempo uma qualidade constante se escolher um construtor reconhecido. Estas piscinas podem ser em módulos de aço, em módulos de aço revestidos com polímeros, alumínio, cofragens perdidas, betão pré-esforçado... Este tipo de piscina permite uma enorme liberdade de formas e uma solidez equivalente, ou até mesmo superior, à das piscinas em betão. Algumas podem ser instaladas diretamente pelo comprador, o que lhe permite realizar importantes economias suplementares. Monoblocos Estas piscinas em poliéster são inteiramente produzidas em fábrica antes de serem entregues diretamente ao domicílio do comprador. A instalação é rápida, já que tudo é pré-fabricado; no entanto trata-se de uma operação bastante delicada e deve portanto ser efetuada por um profissional. Consideradas as limitações ligadas ao transporte, esta solução deve ser reservada a piscinas pequenas e a propriedades de fácil acesso.


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O que produz a Prilux: é mais para a agricultura ou para a jardinagem? Sempre foi mais para a agricultura do que para jardim, embora haja uma gama de produtos que fabricamos que dá para as duas regas. Para além das tubagens todas, fabricamos aspersores, micro-aspersores.. Temos uma lamela em termos de filtragem única que é utilizada em retro lavagem para fazer a limpeza de filtros, as electroválvulas, que desde há muitos anos éramos os únicos fabricantes na Europa. Podemos dizer que produzimos cerca de 80% daquilo que utilizamos em regas. As máquinas para a hidrotomia são montadas e desenvolvidas e programadas cá, embora alguns componentes sejam comprados fora. A nível de todos os automatismos de entradas analógicas ou digitais para este tipo de sensores foi desenvolvido por nós. Temos ainda um sistema único no mundo que foi desenvolvido por nós que se chama monocabo. Consiste num cabo de 3 condutores que consegue trazer a informação das electroválvulas ou dos sensores que climatizam uma ou mais estufas.

Jorge Neto – Administrador da Prilux

No poupar (água) é que está o ganho Que sistemas de rega existem no mercado? É importante distinguir sistema de rega de jardim e sistema de rega agrícola. Hoje a diferença é muito grande porque o sistema de jardim é simples onde há uma cobertura uniforme para o relvado ou canteiro à qual o automatismo dá resposta suficiente com programação de hora e frequência. Alguns fazem medição de humidade e pouco mais do que isso. Há sondas para medir a precipitação e regular a necessidade de rega. A exigência é outra na parte agrícola? A parte agrícola tem evoluído muito e pode-se fazer tudo a nível de rega. Podemos saber a quantidade de água que devemos colocar, a quantidade de nutrientes na água, sabermos exatamente através do nosso portátil o que está a acontecer, etc. Podemos medir a vapo-transpiração do terreno e perceber o que a planta necessita.

A rega tradicional está ultrapassada? Aquela rega que existia há uns anos, de aspersores, quase não existe. Aplica-se a duas ou três culturas específicas e a evolução da rega sempre foi no sentido de não dar água a mais. Que fatores há que ter em conta quando se escolhe um sistema de rega? O sistema tem que ser pensado e adequado à cultura que queremos, o tipo de terreno, a inclinação e a incidência do sol e do calor e, aí sim, sabemos que tipo de aspersor ou gotejador colocar. Mas há a hidrotomia que nos permite condicionar todos os fatores e por isso é cada vez mais usada. Em termos de custos também é diferente, certo? Na agricultura atual já se investe mais. Já se utilizam outros tipos de sonda, já se mede as temperaturas, a humidade do ar, já se vê na drenagem quanta água está a sair… É para poupar água que em algumas culturas se faz a recirculação,

onde se utiliza a mesma água e os mesmos ingredientes durante cerca de um mês até saturar. Este sistema pode aplicar-se a qualquer cultivo? Sim, mas neste momento ainda há limitações. Em alfaces ou plantas de folhas é facilmente aplicável, já no tomateiro é mais complicado. Em semihidrotomia já se consegue aplicar a qualquer cultura. O que é semi-hidrotomia? Para além da água tem em complemento um saco de substrato com alguma matéria orgânica que vai combatendo alguma deficiência de nutrientes da água. É sólido e a planta vai ali buscar qualquer coisa! Mas a hidrotomia ainda não é frequente na nossa região. Nas nossas culturas que sistema é mais usado? Até há uns anos era a rega por aspersão, hoje é a gota a gota. No milho, por ex-

emplo, a gota a gota de fita é já muito comum por várias razões. Devido à economia de água, de permitir a colocação de nutrientes localizados na planta e por ser um sistema mais barato que permita a amortização do investimento no final de cada cultura. As pessoas nem sempre são proprietárias dos terrenos e portanto não vão querer fazer investimentos avultados com tubos e gotejadores. Estes fatores levaram à generalização da fita, que deve mesmo ser o sistema mais utilizado no mundo! E nos jardins, o mais utilizado mantém-se o aspersor? Sim, temos 3 ou 4 tipos de aspersor. Deixou de ser o aspersor de impacto para ser aquele rotor, que é um aspersor que praticamente não se ouve o que é uma mais-valia porque as regas devem ser durante a noite ou madrugada. Há também um sistema, que é menos utilizado, que é o tubo gota a gota para colocar debaixo da relva.

Jardins da Primavera - ed 302 de 16 de abril de 2014  

Com o sol a raiar é tempo de tratar bem po seu jardim. Não perca as sugestões de tratamento e rega neste "Jardins da Primavera!

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