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Especial

Mobiliário & Decoração

Rosa Martins Dina Oliveira


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Mobiliário & Decoração

20 de fevereiro 2013

Decoração da casa… estação a estação

Ideias para decorar a casa de banho

A decoração da casa não só é uma reflexão da personalidade, gosto e estilo de vida do proprietário, ela também pode expressar a mudança das estações do ano. Decorar por épocas permite, para além de uma lufada de ar fresco dentro de portas, combinar o interior com o exterior, para uma casa harmoniosamente decorada e onde apetece estar.

A decoração de uma casa de banho implica determinar que energia e que atmosfera se pretende para o espaço. Azulejos nas paredes, com cor ou sem cor? Um aspeto rústico, temático, clássico ou moderno? É importante decidir se é necessária muita, pouca ou nenhuma arrumação. Começar do zero ou redecorar a casa de banho? Ficam aqui algumas ideias inspiradoras para o projeto de decoração da vossa casa de banho:

Primavera A estação mais florida do ano traz com ela dias solarengos e agradáveis que requerem uma decoração mais leve e fresca, ou seja, os têxteis mais pesados e invernais podem ser substituídos por algodões, sedas e linhos suaves, de preferência em cores vibrantes e alegres. Os apontamentos de cores devem ainda estender-se a outros objetos decorativos: trocar velas escuras por versões mais claras e optar por peças em vidro e outras transparências, trocando ainda molduras e quadros para exibir imagens mais ligeiras e coloridas. Devem ser substituídos os tapetes pesados por versões mais delicadas. A primavera é ainda sinónimo de flores frescas, limpeza a fundo, projetos de organização e remodelação, tudo a tempo de uma Páscoa doce e bem decorada. Verão Rei do branco e dos pastéis, o verão requer simplicidade e descontração absoluta, ou seja, cortinas translúcidas e esvoaçantes, jarras de vidro com conchas e pedras apanhadas à beira-mar, têxteis floridos ou de inspiração náutica, um estilo “cottage chic” que é confortável e visualmente agradável. Tal como na primavera, deve-se optar por tonalidades frescas e airosas; podem-se ainda guardar os tapetes para revelar o chão, onde sabe tão bem andar descalço, e até reorganizar a mobília em torno de janelas ou portas de correr que dão para o exterior. A época mais quente do ano seduz ainda para passar mais tempo ao ar livre, por isso, deve-se aproveitar e dar uma nova vida ao jardim, pátio ou varanda.

Outono Tal como na primavera se prepara toda a casa para receber os dias mais longos e quentes, a chegada do outono é uma lembrança para preparar a casa para os dias mais curtos, escuros e frios que se avizinham. Está na hora de voltar a guardar ou substituir capas de almofadas, cortinas, tapetes e coberturas de sofá por texturas mais aconchegantes e em cores mais quentes (destaque para os vermelhos, castanhos e laranjas, sendo ainda uma boa altura para utilizar o preto). Em termos de apontamentos decorativos, pode-se apostar em peças de arte com uma palete mais escura, incluindo elementos em cobre, latão e ferro. As agradáveis mantas têm lugar garantido nas costas dos sofás e aos pés da cama, assim como os cestos de verga com lenha, pinhas ou um arranjo com bonitas folhas outonais. Inverno Embora frio e chuvoso, a chegada do inverno é sempre associado ao Natal, uma quadra festiva celebrada com pompa e circunstância e, de preferência, com boa decoração. Para além dos cenários natalícios, pode-se reorganizar a mobília em torno da lareira e apostar na iluminação, fazendo uso de candeeiros de mesa e de pé, assim como de velas para criar um ambiente quente e acolhedor. A tendência é para continuar a usar e a abusar das texturas e cores mais aconchegantes, enquanto se vê a chuva a bater nas janelas. Sendo a época do ano em que mais tempo se passa em casa, parte do qual convivendo com amigos e familiares, pode e deve-se apostar na decoração da mesa para receber os convidados com muito estilo.

Como transformar um espaço pequeno num maior

Há pequenos truques que podem ser usados para que um espaço pequeno na sua habitação pareça muito maior do que aquilo que é na realidade. Uma forma para conseguir tal façanha é optar por peças de mobiliário que, como função, para além da vertente decorativa, permitam arrumação. Ou seja, quanto mais versátil for o móvel melhor se consegue ter arrumação e, por conseguinte, obter mais espaço. Por outro lado, pintar o espaço em tons claros torna as divisões maiores, sobretudo os tons cremes e pastéis, uma vez que “iluminam”

o espaço. Também se pode optar por pintar as paredes, teto, portas, aros, rodapés e lambrins no mesmo tom monocromático (mesma cor em tons distintos), excelente para dar dimensão à divisão. Pode-se, por exemplo, utilizar o branco e dois tons de bege para se ter uma solução elegante e espaçosa. Incluir espelhos é outro truque a ter em conta. Colocado em lugar estratégico, como na parede que está no lado oposto à porta, traz a sensação de infinito. Ao contrário do que possa parecer, encostar os móveis à parede não

significa ter ou transmitir mais espaço na divisão. Dando-se mais espaço em redor das peças mobiliárias, como por exemplo colocar um sofá ou a cama no centro da sala ou do quarto, podese conseguir uma sensação de que se flutua na divisão. Além disso, tudo o que dobre, diminua ou seja removível é uma ótima solução para um espaço pequeno. Dar interesse ao teto com textura ou elemento decorativo pode também ser uma forma de tornar a divisão maior, já que atrai o olhar também para o teto e não apenas para a divisão. Outra solução passa pela não restrição do campo de visão apenas à divisão, bastando, para tal, aproveitar a vista que as cortinas abertas poderão dar do exterior. Tornar maior um espaço pequeno não significa que a divisão seja ocupada apenas com muitas coisas pequenas. Há que ter um elemento dominante, como um sofá ou uma cama, e que as outras peças estejam equilibradas com esta peça dominante. Por fim, manter tudo organizado e arrumado, permitindo ter espaço livre, dá sensação de muito espaço. Colocar livros por cores ou dispor recipientes interessantes para arrumação diversa podem ser soluções pelas quais pode optar para transmitir essa sensação.

Moderno e cosmopolita - Se o vosso ritmo e estilo são modernos, então nada como optar por uma decoração cosmopolita e intemporal, mesmo para a casa de banho. Colocação de relógios de parede, armários simples e sem grandes formas são exemplos do que se pode usar. Trazer a natureza para o WC - Se o vosso sonho é ter um ambiente de casa de praia ou trazer um pouco da natureza para o interior, nada como transformá-la em apontamento decorativo da casa de banho. Dar o vosso toque pessoal a um local que aparentemente é o local com menos interesse da casa, pode ser um sucesso. Opulenta e fria - Uma casa de banho com um toque mais frio e límpido pode ser conseguida forrando tudo a mármore. Relembrando os grandes banhos romanos, esta casa de banho pode ser dispendiosa, mas o efeito final é do mais zen que existe; é uma casa de banho que contempla o simplesmente elegante. Rústica mas moderna - Uma das sensações mais agradáveis que se podem ter ao entrar num banheiro é quando nos deparamos com um ambiente acolhedor. Este ambiente pode conseguir-se utilizando a madeira juntamente com alguns elementos antigos reciclados, como uma banheira de pés, que se recicla e que passa a ser o elemento decorativo mais forte da casa de banho. Moderna e com arrumação - Nada como usar estantes ou móveis com várias prateleiras para conseguir uma casa de banho moderna, cheia de arrumação. Se vocês não dispensam a arrumação e o orçamento não é grande, então complementar as loiças da casa de banho com estantes ou pequenos armários de arrumação pode ser uma solução inteligente.

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20 de fevereiro 2013

Decoração deve iniciar depois de aprovado um projeto global

Simplicidade, elegância, intemporalidade e funcionalidade Quem procura uma decoradora de interiores? São sobretudo aquelas pessoas que querem fazer um trabalho de decoração geral e não sabem por onde hão de começar. O papel da decoradora será o de orientação tendo por base o que o cliente precisa, gosta e pretende para o espaço que quer decorar. Somos procurados desde pessoas ou casais novos ou até mesmo de 3ª idade. Trata-se, sempre, de pessoas que não têm muito tempo ou, pelo contrário, que ainda não têm uma noção do que realmente querem. E em que momento é que a procuram mais, ainda em fase de acabamentos ou depois de já concluída a construção? O ideal seria ainda na fase de acabamentos, mas a grande maioria procura apenas na fase de escolha do mobiliário e acessórios. No entanto, há um conjunto de pormenores (azulejos, papel de parede, pavimentação ou a própria tinta) que deveria de constar no projeto global e que, geralmente, não fica. Daí eu aconselhar às pessoas a iniciar esse projeto ainda na fase de acabamentos, para que tudo seja pensado de forma global e não particular, cingindo-se apenas ao pormenor do móvel ou papel. Em tempos de crise, as pessoas descuram a decoração de casa ou ainda fazem dela cartãode-visita para os familiares e amigos e até mesmo para o bemestar de quem a habita? Acho que, atualmente, as pessoas pensam na decoração de forma diferente. Se calhar não descuram mas pensam em concretizá-la de forma diferente, reaproveitando móveis que já tenham, dando-lhes um outro acabamento para um padrão mais contemporâneo, ou tentando rentabilizar recursos. No entanto, a preocupação com a decoração ainda é algo presente nas pessoas. Mas essa preocupação é mais demonstrada pelas pessoas que já têm casa e pretendem redecorar ou pelas pessoas que estão a ocupar um espaço novo? Os jovens que estão ainda a construir ou adquirir casa têm essa preocupação mas de uma forma muito contida em termos de custos, porque ainda a estão a pagar. Têm que gerir mais os recursos e orçamento que têm disponível. Geralmente,

primeiro é preciso estudar o cliente… Sim, sem dúvida. Cada cliente é um caso e a mesma solução não serve para todos ou até mesmo para a grande maioria das pessoas. Em muitas das situações, o cliente é um casal ou uma família que podem ter ideias opostas. Neste caso, apesar de ser difícil, tem que se chegar a um consenso porque ambos terão que viver na mesma casa e partilhar o espaço. Para tal, tenho que tentar descobrir o que há em comum entre eles, embora podendo ser mínimo, jogar com isso e depois eles, entre si, têm que se entender e alguns têm que dar o braço a torcer. Mas, de facto, todos os pormenores têm que ser personalizados em função dos gostos e ideias dos clientes e o papel de uma decoradora é fazer essa leitura.

e porque não há valores concretos para se decorar/mobilar uma casa – depende dos gostos e da qualidade das peças pretendida –, as pessoas apresentam um teto máximo até onde podem gastar. Que cuidados se deve ter ao decorar uma casa? Acima de tudo, a funcionalidade deve estar sempre presente. As pessoas devem-se cingir somente àquilo que é essencial e não colocar peças que são desnecessárias, não só visualmente como funcionalmente. Antigamente as pessoas não podiam ver um canto livre que tinham que comprar uma peça; acho que, hoje em dia, as coisas têm que ser pensadas. Daí a importância da criação de um projeto inicial, onde cada pormenor seja pensado e incluído de uma forma global e não ao acaso. A existência de um projeto permite decorar a casa ou habitação à medida que se tem possibilidade, não sendo obrigatória a decoração integral num curto espaço de tempo? Exatamente. Pode-se optar por não comprar tudo para uma mesma

divisão ou até para toda a casa na mesma altura, mas quando se compra deve-se ter em conta o alinhamento inscrito no projeto. Se o projeto inicial for seguido, não se corre o risco de se comprar hoje uma peça e amanhã querer comprar outra e que não condiz com nada. Todas as aquisições devem ser coerentes com o pré-estabelecido, mesmo que sejam feitas num período de tempo mais alargado. Quando as pessoas já têm casa e necessitam de redecorar, a maioria opta por redecorar tudo ou apenas as prioridades? Normalmente, as pessoas cometem o erro de apenas redecorar superficialmente. Poderá ser o suficiente, mas às vezes não chega. Há casos em que é suficiente mudar somente as almofadas ou os cortinados, mas noutros não é o suficiente e as pessoas gastaram dinheiro e poderão ter para terminar de “lavar a cara” à divisão que pretende redecorada. Esse é um erro muitas vezes cometido e que, por vezes, não funciona. Para decorar um espaço,

Que estilo é que as pessoas preferem mais? As pessoas preferem mais o contemporâneo. Optam, essencialmente, por aquilo que é prático e não apenas no visual, porque uma peça pode ser muito bonita mas no dia-a-dia não ser funcional, acabando por ser descartado. É o que eu sinto que o cliente exige mais. Mas isso não significa que haja pessoas com gosto pelo rústico ou moderno. Tem a ver com a personalidade da pessoa. E o espaço a decorar reflete muito essa personalidade, daí haver espaços tão díspares.

A cor a ser utilizada em cada espaço também tem a ver com a personalidade do cliente. Acima de tudo com a personalidade. Mas tem também a ver com o gosto e até com a sensação que se quer causar e transmitir. Por exemplo, o quarto pretende-se o mais relaxante possível mas para uma sala de crianças coloca-se mais cor para as estimular. Utiliza-se a cor de acordo com o fim do espaço que estamos a trabalhar. A cor escolhida deve também estar inserida o estilo e no projeto que se definiu. Pessoalmente, eu opto sempre - e transmito ideia para os meus clientes – por cores que transmitam calma e que sejam mais suaves. Penso que, em casa, ninguém quer andar irritado, mas sim descontraído e relaxado. Mas há quem opte por cores que antes eram impensáveis (como o laranja, verde ou vermelho) para destacar algum pormenor da divisão. Não costumo muito trabalhar espaços para crianças ou para estabelecimentos comerciais, onde se usam cores mais agressivas e estimulantes. E nas casas não sou adepta dessas cores muito fortes. Há quem as adapte, mas eu não sou muito a favor e quanto muito uso apenas nalguns pormenores. Sou adepta das cores mais suaves e tento transmitir isso aos meus clientes, sempre que posso, sensibilizando-o que o risco de se fartar ou cansar

rapidamente daquela cor é maior do que se for uma cor neutra e suave. Quem é Sandra Jesus? Com 30 anos, Sandra Jesus é licenciada, desde 2007, em design de interiores pela Escola Superior de Artes e Design, de Matosinhos. Desde essa altura que tem trabalhado e desenvolvido projetos na área de design de interiores. A’O PONTO, confessou que este sempre foi um gosto que teve e que sempre a cativou. «É muito importante, para o dia-a-dia de uma pessoa, o espaço onde trabalha e vive e, pelo gosto que tinha na área, por que não formar-me na área e ajudar as pessoas?», disse. Empregada, atualmente, numa loja de mobiliário no concelho de Vagos, desde nova que sempre ajudou a mãe que trabalha igualmente na área. «Aliás, foi com a minha mãe que fui ganhando conhecimentos, comecei a ter sensibilidade na área e fui cultivando o meu gosto». Para já, e por causa do local onde trabalha, tem desenvolvido projetos de decoração de interiores em habitações e não tanto aos espaços comerciais como gostaria. «Gosto de trabalhar a parte doméstica e particular, mas tenho noção que a parte do comércio é uma aposta, porque cada vez mais é importante ter um projeto bem concebido senão não se torna atrativo».

Fábrica: Gafanha do Areão, 404 3840-265 GAF. BOA HORA Tel. 234 797 358 Exposição: R. Prof. F. Corujo, 73 r/c 3830-524 GAF. ENCARNAÇÃO Tel. 234 361 920

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