Page 1

lĂ­deres

Cada vez somos mais

Levantamento realizado no verĂŁo de 2012 para verificar os Ă­ndices e tendĂŞncias de leitura em todas as freguesias do concelho de Vagos.


12

Índice de leitura

9 de janeiro 2013

Calvão

G. Boa Hora

Quem lê e o que lê? Não se pretendia uma sondagem formal ou muito exaustiva, mas os mais de 2500 inquéritos realizados por quatro jovens universitárias, representam uma mostra significativa do índice de leitura da população vaguense. De salientar que este número afigura-se como uma amostra superior a 12% da população total vaguense. Durante todo o mês de agosto e nos primeiros dias de setembro, as onze freguesias foram calcorreadas e, portaa-porta, foi-nos dada a oportunidade de conhecer melhor a população de cada uma das freguesias vaguenses, que hábitos de leitura têm (relativamente a imprensa escrita), que jornais leem e que títulos assinam e recebem em sua casa. Outro pormenor questionado era a preferência pelo formato papel ou pela via digital. Ou seja, o objetivo era, segundo o diretor Emídio Francisco, «dar a conhecer o bimensal a todos os vaguenses, por um lado e, por outro, aproveitar para mostrar o trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos onze anos». O resultado do estudo aqui está.

Taxa de analfabetismo ainda em vigor Do universo total de pessoas inquiridas, foram os adultos quem mais participou para o levantamento dos dados relativos ao índice de leitura no concelho de Vagos, em cerca de 65%. O total dos jovens questionados (até 25 anos) representa 9% e os idosos (com 65 anos ou mais) 26%. Do contacto estabelecido com esta última faixa etária verificou-se que uma parte significativa das pessoas idosas (sobretudo as que tinham mais de 75 anos de idade), apesar de ter respondido ao nosso questionário, não sabia ler ou escrever. As que vivem sozinhas não têm qualquer contacto com a imprensa escrita, apenas o têm aqueles idosos que moram com familiares mais novos e que têm por hábito ler frequentemente jornais. Dados que justificam os

apresentados nos dados dos Censos 2011 e que indicam que o município de Vagos tem uma taxa de 6.09, abaixo da média da zona centro (de 6.39) mas acima da taxa média de analfabetismo da região do Baixo Vouga (4.20) e até da nacional (5.23).

Jovens e as novas tecnologias

Covão do Lobo

Fonte de Angeão

Há quem defenda que o livro ou jornal, tal qual foram concebidos e criados (em formato papel), nunca irão terminar. Dizem que o gosto pelo folhear ou cheiro da tinta e papel não podem ser substituídos por objetos digitais. O que é certo é que as TIC (Tecnologias da Informação e Informação) têm ganho terreno e importância nas últimas décadas. Dos 2500 inquiridos, apenas 7% afirma que opta por esta via de informação. Sobretudo os jovens adultos. São eles que, na grande maioria, optam pelas versões digitais que os periódicos têm a complementar as suas edições impressas. Por ser menos dispendiosa, de mais rápida acessibilidade ou simplesmente pela familiaridade com as novas tecnologias, é a forma de leitura que os jovens adultos preferem para se atualizar.

Os emigrantes Num mês eleito, por excelência, para as merecidas férias, foi de forma natural que a nossa equipa encontrou, um pouco por todo o concelho, a presença dos nossos emigrantes na sua terra natal. Uma presença mais verificada nas primeiras freguesias onde se realizaram os inquéritos, a sul do concelho (Santa Catarina e Covão do Lobo sobretudo), nas quais a percentagem de emigrantes inquiridos ronda os 20% do total das pessoas contactadas. Percentagens que não se verificaram nas freguesias de Vagos ou Gafanha da Boa Hora, cuja taxa de emigração é elevada, já que a realização dos inquéritos foi feito no final do mês de agosto e início de setembro.

Ouca

Ponte de Vagos


13

Índice de leitura

9 de janeiro 2013

Soza

Stª Catarina

Análise dos números Por tão díspares serem os números quantitativos de freguesia para freguesia, os números são aqui apresentados em percentagem, possibilitando assim uma melhor perceção de tendências.

Sociológico Analisando sociologicamente as diferenças entre freguesias, podemos ver onde o hábito de leitura é maior e mais frequente, onde se lê e o quê se lê. Por exemplo, na vila, onde há décadas que existem os quiosques, há um hábito de compra de exemplares de jornal bastante superior às restantes localidades do concelho, sendo por inerência a frequência de leitura substancialmente maior. Soza e Calvão estão num segundo nível, sendo bastante significativa a comunidade que tem por base a leitura de jornais que lhes chegam por assinatura. Se nas zonas mais rurais era frequente o alheamento da leitura de jornais, hoje há uma crescente aproximação, centrada na questão da proximidade com as notícias ditas “da terra”. Disso beneficia também o Jornal O PONTO, com crescimentos acentuados no número de leitores nas freguesias mais rurais. Ponte de Vagos é um exemplo claro desse anterior alheamento, sendo hoje, em termos percentuais, uma das freguesias líderes em consumo de leitura de proximidade. A igreja tem no concelho de Vagos uma forte presença, permitindo ao Terras de Vagos uma abrangência comparável com a força do arciprestado, sobretudo onde párocos houve que assim semeassem. É o caso se Santo António e Ouca.

Geográfica Também a vertente geográfica se faz notar. As freguesias mais a norte assumem uma maior proximidade com a imprensa regional de Aveiro do que as restantes. Já as do interior sentem o peso do barro e mantêm uma ligeira ligação à imprensa bairradina. Em Calvão, e

Stº André

sobretudo em Fonte de Angeão, sente-se o aroma gandarês abrindo campo à presença residual da imprensa de Mira enquanto coração da Gândara. Em Covão do Lobo, onde a ligação a Febres, Vilamar e Corticeiro faz parte do diaa-dia da população local, e a distância aos pontos de decisão sediados em Vagos é bastante maior, algumas novas também chegam de Cantanhede. Talvez por questões de proximidade, o Eco chega pela mão do diretor a um número significativo de assinantes em Soza e Vagos, ouvindo-se ainda alguns ecos em Santo António, Santo André e Ouca. A imprensa nacional, com o Jornal de Notícias à cabeça, tem uma boa abrangência que é quase homogénea na totalidade das freguesias, consolidada sobretudo pela presença em unidades de restauração e outros locais comerciais. A Vagueira, onde reside uma comunidade-dormitório pouco enraizada, alheada de questões locais, oriunda sobretudo de concelhos vizinhos, é o único local onde a imprensa regional lidera segundo este levantamento.

Vagos

NOTA: Condicionado pela diferente periodicidade dos jornais mais lidos no concelho, os gráficos apresentados têm por base a audiência por edição.

Stº António

O nosso jornal O Ponto Dado indicativo dos passos certos e do trilho traçado pelo Jornal O PONTO desde a sua fundação é a atual liderança absoluta no concelho de Vagos no que a assinaturas respeita. Em algumas freguesias o Jornal O PONTO representa per si metade de tudo o que é lido pela população. A crescente notoriedade é consolidada com a liderança do índice de leitura no concelho, superando, para além dos jornais locais, os regionais como o Diário de Aveiro e os nacionais como o Jornal de Notícias. A comunidade emigrante tem vindo a crescer enquanto assinante do nosso Jornal, optando cada vez mais pela assinatura por via digital, muito por culpa da celeridade de entrega. Cortados os apoios estatais ao envio dos exemplares em papel, as assinaturas ficaram bastante onerosas para os emigrantes, permitindo esta via digital uma enorme redução de custos. Também na juventude O PONTO marca a diferença. Não obstante o frequente alheamento da juventude face à realidade político-social, o jornal tem procurado ir ao encontro dos seus anseios em termos de conteúdos e, por outro lado, em formatos que lhes sejam próximos, como o sítio na net e as redes socias. A sua resposta é clara, proporcionando ao jornal uma liderança com margem alargada neste segmento. NOTA: o estudo possibilita várias outras análises aqui não publicadas por indisponibilidade de espaço e também por se poder tornar fastidioso.


14

9 de janeiro 2013

Fonte: Instituto Nacional Estatística

Divulgados dados definitivos dos Censos 2011

Ficha Técnica

Bimensário Regional Publicação Periódica n.º 123871 Tiragem desta edição: 3500 exemplares Contacto Tel/Fax 234 793 430 Email geral@oponto.net noticias@oponto.net opiniao@oponto.net Diretor Emídio Francisco TE 487 91 470 62 83 emidio@oponto.net Redação Georgina Prior TP 1278 91 470 50 14 georgina@oponto.net Ana Cipriano ana@oponto.net Fotografia Gabriel Sarabando www.gabrielsarabando.com Vítor Bicho Publicidade 93 8900 247 pub@oponto.net Propriedade e Edição Palavras Lidas, Lda Centro de Educação e Recreio Rua António Carlos Vidal 3840 - 411 Vagos Cont. nº 509 185 339 Dep. Legal nº: 169023/01 Impressão FIG-Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas 3020-265 COIMBRA Telef. 239 499 922 Fax: 239 499 981 e-mail: fig@fig.pt Distribuição Palavras Lidas / CTT

Assinatura Anual

Nacional: 15.00 Euros Internacional em PDF: 15.00 Euros

HORÁRIO 9.30 - 18.30*

*Salvo saídas em reportagem

Combate ao analfabetismo em Vagos verifica-se de década para década 6,09%. É esta a taxa de analfabetismo no concelho de Vagos de acordo com os censos 2011, efetuados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Uma percentagem que está acima da taxa registada na zona do Baixo Vouga (de 4,20) e do país (5,23%), mas ligeiramente abaixo da média verificada na zona centro (6,39). Uma taxa elevada mas sofreu uma redução comparativamente às duas últimas duas décadas. Recorde-se que, em 1991, a taxa cifrava-se nos 13,5% e em 2001 10,2%. Novas mentalidades e novas leis e reformas na área da educação, a par das melhores condições e novos estabelecimentos escolares, têm contribuído para a redução do abandono escolar. Numa altura em que o ensino é obrigatório até atingir a maioridade (18 anos) ou a conclusão do ensino secundário, no concelho de Vagos as freguesias vão-se despedindo das velhinhas escolas primárias e dos edifícios de jardim-de-infância, seja por causa da redução do número de alunos, seja, futuramente, pela concentração dos alunos nos centros educativos. Na carta educativa está prevista a construção de cinco, mas o município avança, para já, com a construção de dois: o das Gândaras (Fonte de Angeão) e o das Gafanhas (Gafanha da Boa Hora). Também a escola João Rocha Pai, em Vagos, começa a albergar,

aos poucos, os alunos do 1º ciclo. E se até ao secundário o número de alunos é semelhante ao número de alunas, no ensino superior regista-se precisamente o inverso: há mais mulheres a frequentar e prosseguir estudos nas faculdades e universidades (1244 mulheres e 1030 homens). Também é no sexo feminino que se verifica maior taxa de analfabetismo. Por freguesias, é Covão do Lobo, seguida de Santa Catarina, que apresenta a maior taxa de analfabetismo. Aliás, é no sul do concelho que se registam os números mais elevados quando comparativamente com a média do concelho. Pelo contrário, mais a sul verificam-se dados bem abaixo, sobretudo em Vagos, Soza e Santo António de Vagos. Residentes vaguenses com ensino superior encontram-se sobretudo nas freguesias de Vagos, Gafanha da Boa Hora e Calvão. Mais vaguenses e mais idosos De acordo com os dados definitivos dos Censos 2011, tornados públicos pelo INE no final do ano transato, no concelho de Vagos residem 22.851 pessoas (mais 834 pes-

soas que 2001, o que representa um aumento na ordem dos 3,79%), dos quais 10.984 são do sexo masculino. O grupo etário que mais se destaca é o compreendido entre os 25 e 64 anos de idade (12.251 pessoas), seguindo-se o da 3ª idade (4.482). De facto, o número de pessoas com 65 ou mais anos tem vindo a aumentar: 3.480 idosos registados em 2001 para 4.482 em 2011. Pelo contrário, e acompanhando a tendência nacional, o número de crianças (entre os 0 e 14 anos) tem vindo a reduzir (3.852 em 2001 para 3.405 em 2011). Percentualmente, o número de idosos cresceu 7,39% enquanto o das crianças sofreu um decréscimo de 11,60%, dados acima das médias nacionais (5,54% e -5,09% respetivamente). Mais trabalhadores nos serviços que na indústria A nível do emprego, a taxa de atividade no concelho de Vagos cifra-se nos 46,98%, na qual o sexo masculino lidera em quase 10% relativamente ao sexo feminino (51,63% e 42,67% respetivamente). Dos 10.735 vaguenses economicamente ativos, apenas 9.690 estão empregados. A agricultura e pescas continuam a ser “chão que deu uvas”, sendo o sector que menos emprega (apenas 474). O que mais emprega é o sector dos serviços (5.824 pessoas), enquanto no sector secundário, da indústria, estão empregados 3.392 pessoas. No que diz respeito ao desemprego, aquando da realização dos censos encontravam-se desempregados 1.045 vaguenses, o que representa uma taxa de quase 10%. Também aqui o sexo feminino é o mais prejudicado (cerca de 10,86%).

Índice de Leitura  

Realização de um inquérito no concelho de Vagos sobre o índice de leitura dos vaguenses.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you