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JULHO DE 2009

EDITORIAL O Jornal Opinião mudou de formato. Do tamanho standart, passou a partir deste exemplar para o formato berlinense. Mais conhecido como berliner - De Berlim, onde pela primeira vez um grande jornal do mundo adotou o tamanho de 440 mm x 295 mm. A medida cuja maior característica é o conforto no manuseio e leitura. Tal medida se deve a ânsia da equipe do Jornal Opinião de estar atendendo tanto aos leitores quanto aos anunciantes da melhor forma possível. Com objetivo de conquistar novos leitores, principalmente os jovens, e facilitar a leitura dos que têm o hábito de ler. È importante lembrar que o Jornal Opinião mudou a cara, não o jeito. Continua baseado no velho princípio da independência editorial, inovamos para fortalecer ainda mais a liderança no mercado regional. A prioridade do Jornal Opinião continua sendo o conteúdo local, O anunciante vai ganhar mais visibilidade; o jornal vai ficar muito bonito, mais moderno, de leitura mais gostosa e com a mesma credibilidade de anos de atividade. A mudança foi feita para seguir uma tendência mundial de inovação na mídia impressa. O leitor só tem a ganhar. Nossas marcas continuam as mesmas. Seu novo formato, trás um novo visual em cores e imagens, além da qualidade da informação, que tornam o produto mais dinâmico e atraente, aproximando-se ainda mais do seu público alvo.Jornal Independente, cujo objetivo é debater os rumos do Brasil e da nossa região a partir de uma visão da realidade crítica da daquela que é normalmente difundida pelos grandes meio de comunicação. As mudanças mostram que a cada dia aumenta mais nosso compromisso. O Jornal Opinião Regional reassume o papel de ser um jornal que é um verdadeiro registro histórico, que permite revelar a identidade de nossa gente, nossa cultura, nossos hábitos, nossa história, até por que assim como o leitor damos preferência ao jornal bem feito, sério, isento independente que está a serviço da comunidade e não deste ou daquele grupo de poder.

RUA ENG. CALDAS Nº 04. - CENTRO SOBRÁLIA MG. CEP: 35.145-000

AMOR EXIGENTE

Agindo diferente Por Heldo Armond de amor, mas nasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite, e fiquei com medo de levantar. Já apostei de correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada, e vi a Lua virar Sol. Já chorei ao ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual é a sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: Experiência... experiência!... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?” O texto acima foi desenvolvido por um dos candidatos ao processo de seleção da Volkswagen, que deveriam responder à pergunta: “Você tem experiência?” O autor dessa redação foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, provavelmente por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

“Já fiz cócegas na minha irmã, só pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Fiz bola de chiclete, que colou em todo o meu rosto. Já conversei com o espelho, e até brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado, pra tentar pegar estrelas. Já subi em árvore, pra roubar fruta. Já caí de bunda na escada. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola. Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas, sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-derosa e alaranjado. Já me joguei na piscina, sem vontade de voltar. Já bebi uísque, até sentir os meus lábios dormentes. Já olhei a cidade de cima, e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro. Já tremi de nervoso. Já quase morri

MEIO AMBIENTE. O PÚBLICO E O PRIVADO.

“O maior desafio é mudar mentalidades” RÔMULO PERENTONI AMORIM Biólogo, Pós-Graduado Gestão Ambiental Mestrando Meio Ambiente e Sustentabilidade

A hipocrisia é uma marca de nosso tempo, principalmente nas questões ambientais. Não é novidade para ninguém, que o planeta não agüenta tanto consumo, tanto lixo, tanta poluição das águas por esgoto e principalmente tanto desperdício. É irônico casar e se dar em casamento, trabalhar para acumular, gerar filhos e ao mesmo tempo. Fazer queimadas. Cortar árvores. Poluir rios e consumir, consumir... Como será resolvida esta equação? Como garantir saúde e sustento para nossos filhos, se o ambiente não possui qualidade. Se as terras não produzirem. Se secar todas as nascentes! O planeta não precisa do homem para

sobreviver. Já existia antes e vai continuar existindo depois que nós formos. Outra difícil conta é a depredação dos bens públicos. Paga-se impostos para manter a cidade limpa, arborizada, praças agradáveis e ao mesmo tempo, os próprios habitantes beneficiados destroem e poluem o que está para servir toda a comunidade. Muitos reclamam da qualidade dos serviços públicos, da conservação das praças, do estado da saúde, da educação e outros. Mas ao mesmo tempo, despeja lixo nas ruas, cortam-se árvores, depreda-se as praças e tudo o que é público. Será porquê? Afinal estes bens são dos Prefeitos, Secretários, Vereadores, Juiz ou de todos?

A GRANDE MURALHA * Prof. Milton Mendes Botelho

TEL: (33) 3232-1889 Email:opiniao_regional@yahoo.com.br opiniao_regional@hotmail.com Diretores: Jair Rodrigues Dias Colaboradres: .Helvânio Carvalho Junior Joelino Braga De Senna Gabriel Perez Dias

Designer: Jair Rodrigues Dias Jornalista Responsavel Jair R. Dias MTB 13294-MG Todas as matérias assinadas são responsabilidade de seus autores.

Quando somos jovens, parece que possuímos super poderes, nada poderá nos atingir, não nos faltam coragem para enfrentar tudo. Mas, nem sempre sabemos avaliar os perigos, e por isso, geralmente, cometemos erros que nos custarão muito caros no futuro. Isto tem um lado bom e outro ruim. De bom, tem que aprendemos com os erros, ganhamos maturidade e experiência. De ruim, é que a juventude passa muito rápida, quando percebemos já somos pai/mãe e as responsabilidades são maiores.

verifique seu potencial físico. Lembro-me de quando jovem jogava futebol, meu cérebro era tão rápido quanto minhas pernas. Hoje, o cérebro continua rápido, mas as pernas não.

Pode parecer careta, mas comece a fazer um teste,

ensinamentos e sua história

Recentemente, entrei em um consultório médico para fazer um teste ergométrico, subi na esteira e me colocaram naquele monte de eletrodos. Pensei, agora vou receber aquela notícia fatídica, “você está envelhecendo”. Comecei a caminhar, o coração batendo Mas, é bom que a vida seja assim! Se ficássemos sempre cada vez mais forte, o médico sempre perguntava: parados no mesmo lugar, dificilmente aconteceria algo - Pode aumentar a velocidade? de novo, estaríamos condenados a uma certa morte em Eu rapidamente respondia, “pode”, em um tom de vida. tranquilidade, achando que convencendo o médico eu O mais impressionante disso tudo, é que não estaria me convencendo que estava ainda com toda percebemos, mas deixamos de ser quem somos a cada energia. Mas, os minutos se passaram e eu já não tinha dia. Eu fui uma criança um dia. Aquela criança não existe tanta empolgação para respondê-lo quanto ao aumento mais, portanto, eu, criança, já morri. Parece assustador, da velocidade da esteira. Finalmente, terminou o teste. mas é a pura realidade. Não há como mentir, o resultado afirmou que ainda estou Pior é quando percebemos que o jovem que você era já bem, mas, não tão jovem quanto antes. Ofegante e meio morreu. Mesmo que você não admite, isso é irreversível. trêmulo, sai convencido que tenho que sepultar mesmo Você jamais voltará a ser jovem novamente. Não existe “o eu jovem”. Mas, longe de ser velho. no mundo algo mais valioso que a juventude. Se Não quero ser como a Grande Muralha da China, que no perguntar a um jovem quanto ele quer pela sua juventude, passado foi imponente, causava espanto e sinônimo de ele responderia que não há dinheiro no mundo que possa ignorância da humanidade. Quero ser alguém que possa comprar a juventude de alguém. No entanto, alguns dão olhar para o passado e poder me orgulhar da minha sua juventude de graça para as drogas, álcool e outras trajetória. Poder perceber que fui várias pessoas: criança, coisas desse gênero. adolescente, jovem ... se eles já morreram, ficaram seus

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