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Omovimento Jornal

Pirassununga, sábado, 27 de fevereiro de 2016 www.omovimento.com.br

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Política Prefeitura vai acionar MP para credenciamento de Centro de Hemodiálise Desde inauguração em 2012 as despesas são bancadas pelo município Fábio Mello Da Redação

Na noite da segunda-feira (22) foi realizada Audiência Pública promovida pela Secretaria de Saúde de Pirassununga na Câmara Municipal. Foram apresentadas as análises e o relatório do montante e fontes de recursos aplicados no sistema relativos ao 3º quadrimestre de 2015. Dentre os assuntos debatidos, um deles foi a respeito dos pedidos de credenciamento dos serviços de hemodiálise em Pirassununga, junto ao governo estadual, oficializando o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012 foi iniciado o tratamento e a inauguração do Centro (na Santa Casa de Misericórdia), porém com o custeio bancado pela Prefeitura. Quase quatro anos se passaram e o tratamento de mais de 70 pacientes em 15 leitos ainda é feito com recursos próprios. Devido a essa longa espera do encaminhamento do Departamento Regional da

Secretária Royce apresentou alguns dados da saúde municipal

Saúde (DRS), em Piracicaba o Município de Pirassununga, através da Secretaria de Saúde resolveu acionar a Justiça. “Nós vamos entrar com pedido no Ministério Público. Tivemos orientação inclusive de pessoas de Brasília. Eu tenho certeza que vai sair, não tem como. Nós mandamos a portaria para a DRS que nos devolveu para fazer um check list sobre a forma correta e da maneira que eles querem. A DRS é um problema e vamos para Justiça”, disse a secretária Royce Maria Victorelli Pires Vargas.

Repasse Na ocasião também foi anunciado que o valor de repasse que a Santa Casa de Misericórdia receberá neste ano de 2015 para os serviços de urgência e emergência (Pronto Socorro) será de R$ 5,5 milhões. A entidade não será obrigada a repassar valores para o PAM da Zona Norte, que receberá cerca de R$ 1,3 milhões este ano. “Só falta agora o plano de trabalho para enviar para Câmara e fechar a situação”, comentou Royce.

Vereador pede mudança em comissão para apreciar contas municipais

Léo disse que Luciana teria interesses pessoais ao ser relatora de comissão A apreciação das contas da gestão da Prefeitura Municipal do ano de 2012, do ex-prefeito Ademir Lindo já começa a causar polêmica. A data da votação foi definida pelo Legislativo e ocorrerá nesta próxima terçafeira (1º) e o clima esquentou entre os vereadores da base aliada governista e os de oposição, na sessão da última semana. O estopim foi um requerimento feito pelo vereador Leonardo Francisco Sampaio de Souza Filho, o Léo (PSDB) solicitando ao presidente da Câmara, Alcimar Siqueira Montalvão (PT) a nulidade da nomeação da vereadora Luciana Batista (PROS) como substituta do vereador João Gilberto (Gilberto Santa Fé – PDT), como relator da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Lavoura – que dará o parecer final (favorável ou não) das contas a serem votadas. Essa comissão era formada até então por João Batista de Souza Pereira (PV), Léo e Santa Fé, mas Luciana foi nomeada como substituta de Santa Fé e ficou com o cargo de relatora. De acordo com o vereador tucano, o caso apresenta “inexistência de neutralidade da vereadora, pois trata-se da irmã da atual prefeita municipal, interessada em afastar o titular das contas a serem examinadas”. O requerimento foi colocado em votação em plenário e rejeitado pela maioria (6 a 3). Léo acredita que ele deveria ser o relator por ser membro original da comissão. “Eu fui convocado para reunião de formação da comissão, mas não houve votação. Foi decidido antes. Foi indicado entre eles e passado diretamente para diretoria da Câmara. Eu fui notificado somente na hora que isso já estava definido. A vereadora já

sabia que seria a relatora e na primeira reunião já veio com a decisão dela pedindo a negativa das contas debaixo do braço. Eu me senti constrangido e não concordei”, disse Léo. O vereador Leonardo também disse que existem outros motivos na nomeação da vereadora. “Há interesse do Poder Executivo de nossa cidade na inelegibilidade do ex-prefeito. Não gostaria que a vereadora Luciana fosse a relatora desse processo. Eu gostaria de ser o relator. Só tem duas pessoas que são membros oficiais da comissão. A vereadora Luciana está chegando e pode ser membro”. Negativa O presidente Alcimar Montalvão rejeitou o requerimento. “Todos ouviram o requerimento do vereador Léo colocando em suspeição a vereadora Luciana alegando ser parte interessada no processo. Essa presidência não vê dessa maneira e atende ao pedido do presidente da comissão nomeando a vereadora Luciana”, disse. Durante a discussão, a vereadora Luciana Batista disse que “a partir do momento que fui notificada eu tinha um prazo para apresentar um relatório para não perder tempo por causa de picuinhas. Esse prazo venceu no dia 18. Meu relatório é baseado no parecer de um dos conselheiros do Tribunal de Contas e tudo que está lá nada foi tirado da minha pessoa”. Gilberto Santa Fé também se manifestou e disse que ele mesmo solicitou sua saída. “Eu não queria participar das contas que estai aí para não que não viessem dizer que seria revanche desse vereador. Eu não queria participar e por isso tomou-se essa decisão de escolher a pessoa que está no meu lugar”. (FM)

Edição de 27/02/2016  
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