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Auditoria de Tiragem e Circulação: IVC

ANO XX - Nº 235

SETEMBRO DE 2010

marketing direto

Dificuldade em encontrar peças:

Este é um dos resultados da pesquisa Hábitos de Compra que a CINAU realizou com reparadores de quatro estados brasileiros; o estudo mostrou também quem compra o que, e onde - Pág. 92

Exclusivo!

Nesta edição:

diagramas do novo Uno

O novo Fiat Uno ainda é um lançamento, mas o nosso especialista em eletrônica embarcada, Válter Ravagnani, já conseguiu os diagramas elétricos - Pág. 64

CONSULTOR OB Acompanhe a partir desta edição uma série especial com tudo sobre Suspensão. Este mês, o tipo MacPherson - Pág. 82 CADERNO PREMIUM Se uma Gallardo já é bom, imagine uma preparada para a GT3. Acompanhamos o movimento de boxes durante a corrida e também a manutenção, na oficina deste puro sangue italiano - Pág. 86

IGD-P 1,07 agosto


Setembro 2010

:: Editorial

:: Expediente DIRETOR GERAL Cassio Hervé SECRETÁRIA Solange Ferreira Roberto REDAÇÃO Jornalista responsável: Alexandre Akashi - MTB 30.349 editor@grupogerminal.com.br Repórter: Bruna Paranhos bruna.paranhos@grupogerminal.com.br Consultores Técnicos: Arthur Gomes Rossetti arthur.rossetti@grupogerminal.com.br Marco Antônio Silverio Jr. marco.antonio@grupogerminal.com.br Tel: (11) 2764-2862 Conselho editorial: Aleksandro Viana Amauri Cebrian D. Gimenes André Bernardo Carlos Bernardo Danilo José Tinelli Eduardo Freitas Topedo Francisco Carlos de Oliveira José Claudio Cobeio Julio César Orlando Ranieri Jr. Paulo Pedro B. Aguiar Jr. Sérgio Sehiti Torigoe PRODUÇÃO/INTERNET Coord. de Marketing: Daniela Pelosi Assistente: Eduardo Muniz Analista Web: Tiago Lins Estagiário Web: Murilo Santiago producao@grupogerminal.com.br DIRETOR COMERCIAL Eduardo Foz eduardo.foz@grupogerminal.com.br ATENDIMENTO Gerente: Ernesto de Souza ernesto.souza@grupogerminal.com.br

COMERCIAL Contatos Comerciais: Alessandra Macedo alessandra.macedo@grupogerminal.com.br

Aliandra Artioli aliandra.artioli@grupogerminal.com.br Carlos Souza carlos.souza@grupogerminal.com.br Assistente: Shelli Braz shelli.braz@grupogerminal.com.br Estagiária: Alessandra Del Moro alessandra.delmoro@grupogerminal.com.br SUCURSAL REGIÃO SUL Diretor: Eduardo Seger eduardo.seger@grupogerminal.com.br (51) 3337-8758 FINANCEIRO Gerente - Junio do Nascimento Assistente - Mariana Tarrega Auxiliar - Rodrigo Castro financeiro@grupogerminal.com.br GESTÃO DE PESSOAS Daniela Accarini rh@grupogerminal.com.br ASSINATURA E DATABASE Gerente: Mônica Nakaoka monica@grupogerminal.com.br Assistente: Alexandre P. Abade alexandre@grupogerminal.com.br Auxiliar: Giovana Consorti giovana.consorti@grupogerminal.com.br CENTRAL DE ATENDIMENTO AO LEITOR Luana Cunha e Talita Araújo De 2ª a 6ª, das 9h às 17h30 Tels: (11) 2764-2880 / 2881 leitor@oficinabrasil.com.br

Quem (não) quer vender e lucrar mais? Já faz alguns meses, nós, do jornal Oficina Brasil, em parceria com a CINAU (Central de Inteligência Automotiva), unidade de pesquisas do Grupo Germinal, buscamos informações para entender melhor as forças que movimentam o nosso aftermarket. Os dados obtidos, sempre extraídos da base da cadeia (a oficina), mostram que há enorme potencial de crescimento, porém existem gargalos que devem ser trabalhados para que o desenvolvimento ocorra. Um deles foi tema de capa da edição de Agosto, a escassez de mão de obra especializada. Outro destacamos nesta edição, nas páginas 92 a 94, e reza sobre a dificuldade que o reparador enfrenta para encontrar peças. Acreditamos que todos os participantes da cadeia do aftermarket querem vender e lucrar mais. Isso não é pecado, principalmente em uma sociedade capitalista que vive momentos de aumento de demanda (lembro aqui que a demanda nasce na oficina ao aplicar a peça produzida pela indústria, distribuída pelo atacadista, e comercializada pelo varejista). Se a oficina tem serviço, o resto da cadeia também tem. Assim, por que então dificultar o trabalho do reparador? Por que não o auxiliar com tudo o que ele precisa para que ele trabalhe mais e, assim, puxe todos os gráficos para cima? Nas conversas e entrevistas que tenho tido com representantes do setor, já ouvi mais de uma vez que os elos da cadeia se especializaram em comprar, mas não fizeram o mesmo em vender. E realmente, isso é uma verdade e dá margem para uma interpretação no mínimo curiosa: ninguém está satisfeito na posição que se encontra. O reparador quer ser varejo, o varejo, distribuidor, e este fabricante. Competem uns com os outros e depreciam o próprio mercado.

Enquanto isso, comendo pelas beiradas, outros atores surgem, com propostas novas que atraem atenção do gerador de demanda, que é livre para experimentar novos sabores. E ai surge um complicador: como atrair novamente a atenção da oficina? Vamos dar a dica mais uma vez: na hora de decidir onde comprar peças, o reparador valoriza em primeiro lugar a agilidade de entrega. Em segundo, a garantia, seguido da variedade de estoque, preço e assistência técnica. Vou colocar de outra forma: 1º: Agilidade de entrega; 2º: Garantia; 3º: Variedade de estoque; 4º: Preço/Condição de pagamento; 5º: Assistência técnica. Este mês, a CINAU buscou entender melhor o que e onde o reparador compra, e quais são as dificuldades que ele encontra neste momento. O estudo completo está publicado nesta edição, e foi batizado de Pesquisa CINAU Hábitos de Compra. Ao que tudo indica, o item três foi deixado de lado pelos canais de abastecimento, inclusive por quem mais deveria ter variedade de peças: a Concessionária. Nosso conselho editorial denuncia isso na página 95. Esta é uma oportunidade, e talvez ela não dure para sempre, pois o poder de reação deste canal é muito forte, quando ele quer. O estudo Hábitos de Compra é, portanto, um balizador para todos os players do aftermarket entenderem melhor o seu cliente ou o cliente do cliente,que também é seu cliente,não tenha dúvidas. Alexandre Akashi Editor

PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO Log & Print Gráfica e Logística S.A. DADOS DESTA EDIÇÃO

Jornal Oficina Brasil é uma publicação do Grupo Germinal. Trata-se de uma mídia impressa baseada marketing direto em um projeto de marketing direto para comunicação dirigida ao segmento profissional de reparação de veículos. Circulando no mercado brasileiro há 21 anos, é considerado pelo Mídia Dados como o maior veículo segmentado do país. Esclarecemos e informamos aos nossos leitores, e a quem possa interessar, que todos os conteúdos escritos por colaboradores publicados em nosso jornal são de inteira e total responsabilidade dos autores que os assinam. O jornal Oficina Brasil verifica preventivamente e veta a publicação do material que recebe, somente no que diz respeito à adequação e ao propósito a que se destina, e quanto a questionamentos e ataques pessoais, sobre a moralidade e aos bons costumes. As opiniões publicadas em matérias ou artigos assinados não apresentam a opinião do jornal, podendo até ser contrária a ela. Nós apoiamos: Filiado a:

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• Tiragem: 63.000 exemplares • Distribuição nos Correios: 60.723 (até o fechamento desta edição) • Percentual de distribuição auditada (IVC): 96,38% COMPROMISSO COM O ANUNCIANTE O Oficina Brasil oferece garantias exclusivas para a total segurança dos investimentos dos anunciantes. Confira abaixo nossos diferencias: 1º. Auditoria permanente do IVC (Instituto Verificador de Circulação) garante que o produto está chegando às mãos do assinante; 2º. Registro no Mídia Dados 2008 como o maior veículo do segmento do País; 3º. Publicação de Balanço Anual (edição de fevereiro 2008 e disponível em nosso site) contendo uma informação essencial para a garantia do anunciante e não revelada pela maioria dos veículos, como o custo de distribuição (Correio); 4º. No Balanço Anual é possível conferir as mutações do database de assinantes comprovando permanente atualização dos dados de nossos leitores; 5º. Oferecemos mecanismos de marketing direto e interativo, que permitem mensuração de retorno por meio de anúncios cuponados e cartas resposta; 6º. Certificado de Garantia do Anunciante, que assegura o cancelamento de uma programação de anúncios, a qualquer tempo e sem multa, caso o retorno do trabalho fique aquém das expectativas do investidor; 7º. Anúncios do tipo Call to Action (varejo), em que é possível mensurar de forma imediata o retorno da ação. Para anunciar ou obter mais informações sobre nossas ações de marketing direto fale com o nosso departamento comercial pelo telefone (11) 2764-2852.

SELO FSC Nº 15

A Germinal Editora e Marketing, consciente das questões ambientais e sociais, utiliza papéis Norske Skog Pisa com certificado FSC (Forest Stewardship Council) para impressão deste material. A Certificação FSC garante que a matéria-prima florestal provenha de um manejo considerado social, ambiental e economicamente adequado. Impresso na Log & Print Gráfica e Logística S/A – Certificada na Cadeia de Custódia – FSC


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Setembro 2010

:: Índice

:: Opinião do leitor

AVALIAÇÕES CARROS

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Avaliação do reparador Volkswagen Golf 1.8l

86

Caderno Premium Lamborghini Gallardo LP560 GT3

90

Em breve, na sua oficina Renault Logan 1.6l 8v

Riqueza de informações Participo do fórum do conceituado site de informações Oficina Brasil e quero deixar registrada minha satisfação em poder contar com um canal de informações rico como esse. Sou professor do Ensino Técnico, no Colégio COTIP/FUMEP/EEP, da cidade de Piracicaba, e do Colégio Técnico Armando Bayeux da Silva (Instituto Paula Souza), em Rio Claro, e desejo informar que utilizarei as informações que colherei no site e levar para os meus alunos que certamente serão agraciados e estarão sendo informados de todas as novidades relacionadas às atividades automotivas no Brasil e no mundo. Obrigado pela oportunidade de acesso a esse veículo de informação. Spaziante Cesar, por e-mail

MOTOS

42

Em breve, na sua oficina Yamaha XJ6

COLUNAS

78

Artigo Consciência ambiental chega ao setor automotivo

54

Agenda do Carro Oficinas participam de reunião com Comitê de Rede

95

Coluna do Conselho Faltam peças até nas concessionárias

20

Fórum Oficina Brasil Os 5 tópicos mais debatidos, sob o ponto de vista do administrador

6

IGD Demanda nas oficinas para de cair

74

Padrão de qualidade Software de gestão: aliado da oficina

80

Reparadores, eu vi O processo de diagnose

REPORTAGENS 88

Caderno Premium Hyundai apresenta ix35

12

Entrevista Rodrigo Carneiro, diretor da Distribuidora Automotiva

76

Evento Seminário da Reposição Automotiva debate ações para o aftermarket

84

Lançamentos Fiat Idea E.torQ e Chery Face

78

Meio ambiente Empresas ecologicamente responsáveis

45

Mercado O hábito de compra do reparador

58

Tecnologia Mais qualidade e garantia em polias e tensionadores

TÉCNICAS 60

Alexandre Pandolfi Peres Aprenda a parte elétrica - parte 7

72

Andre Luis Bernardo e Albino Buzolin Filho Dicas técnicas sobre o sistema EFI da GM

81

Consultor OB A troca do carburador pela injeção eletrônica - parte 2

82

Consultor OB Especial suspensão: tipo MacPherson - parte 1

100

Dicas do Conselho Carro reprovado na inspeção, e agora?

68

Fábio Ribeiro Diagrama elétrico da Meriva 1.4l 8v

70

Pedro Luiz Scopino Sistema de freio ABS - Honda Civic 1998

45

Rino Liciani Jr. Sensor de oxigênio em motocicletas

64

Válter Ravagnani Diagrama elétrico do novo Fiat Uno - parte 1

102

Boletim técnico

Diagramas elétricos Agradeço pelo carinho e respeito que vocês têm conosco, leitores do jornal Oficina Brasil. Os conteúdos são ótimos, principalmente os diagramas elétricos, além do resto é claro! Se for possível editar mais diagramas, como da S10, Ranger, Idea, Cross Fox e outros. Seria maravilhoso. Obrigado mais uma vez por tudo e parabéns pelo belo trabalho. Charles Jacson, por e-mail

:: Números CAL (Central de Atendimento ao Leitor) MEIOS DE CONTATO Cartas........................................................................6 E-mails............................................................230 Telefonemas........................................119 Fax...................................................................6 Site..............................................................1.498 Total...........................................................1.859

SOLICITAçõES Assinaturas....................................................1.018 Alterações de cadastro.........................731 Outras............................................................217 Total..................................................1.966 Dados referentes ao período de 01/08 a 31/08/2010

:: Orientações sobre assinaturas Para receber o Oficina Brasil Nosso jornal é distribuído gratuitamente para profissionais que atuam no aftermarket automotivo brasileiro. Para recebê-lo siga as instruções: 1) acesse o site www.oficinabrasil.com.br; 2) antes de iniciar o processo de preenchimento do cadastro, tenha o nº do seu CPF em mãos; 3) no menu da página principal, na parte da “Central de Atendimento ao Leitor”, selecione a opção “Para receber o Jornal”; 4) preencha todos os campos da ficha corretamente. Obs: Após a avaliação dos seus dados, em uma operação que leva em média 30 dias, caso esteja tudo correto com seu cadastro, você passa a receber o jornal no endereço indicado. Aos que já são assinantes É importante avisar a Central de Atendimento ao Leitor, pelo telefone e e-mail indicados abaixo ou por meio do site, qualquer alteração de endereço ou dados. Esse procedimento é indispensável para que você continue recebendo o jornal. Neste caso você deve acessar o site e clicar na opção “Alteração de cadastro” e seguir as instruções. Caso receba uma carta solicitando seu recadastramento, faça-o imediatamente acessando a área “Recadastramento no Jornal”, caso contrário sua assinatura será cancelada. Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento ao leitor, de 2ª a 6ª das 8h30 às 18h nos telefones (11) 2764-2880 ou (11) 2764-2881, ou envie um e-mail no endereço leitor@oficinabrasil.com.br Oficina Brasil: Rua Joaquim Floriano, 733 – 1º andar – Itaim Bibi – São Paulo SP – CEP 04534-012


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igd

demanda nas oficinas para de cair IGD (Índice Gerador de Demanda) sobe de 1,04 ponto para 1,07 ponto em agosto e confirma sazonalidade de julho Alexandre Akashi A demanda nas oficinas da Região Metropolitana de São Paulo parou de cair e fechou mês de agosto com 1,07 ponto, um aumento de 2,9% em relação a julho, que fechou com 1,04 ponto. Este resultado reforça a ideia de que julho é um mês tipicamente fraco para o setor de reparação automotiva, em virtude das férias escolares. O viés para os próximos meses é de demanda em alta, tendo como principal fator a inspeção ambiental veicular. Perfil de compra Tal como ocorreu em julho, 44% dos reparadores ouvidos pela CINAU afirmaram ter encontrado dificuldade em comprar peças em agosto. Já em relação à preferência de compra por canal, destaque para a Concessionária que subiu 2 pontos percentuais (pp),

e saltou de 22% em julho para 24% em agosto. Os canais tradicionais, Varejo e Distribuidor, perderam 5 pp e 3 pp, respectivamente, em relação a julho, quando fecharam com 58% (Varejo) e 19% (Distribuidor). Em agosto, o Varejo obteve 53%, e o Distribuidor, 16%. Outro destaque do mês foi o aumento da quantidade de peças Recebidas, que saltou de 1% em julho para 7%, em agosto. Uma explicação pode ser a dificuldade de encontrar peças para veículos mais antigos, uma vez que a idade média dos carros atendidos subiu de 9,5 anos para 11 anos. O aumento da idade média pode também explicar, em partes, a queda do valor do tíquete médio, que apresentou redução de 32%, tendo diminuído de R$ 435,71, em julho, para R$ 296,43, em agosto.

Realização CINAU: CONRE 3ª/5616 - Responsável técnico: Alexandre Carneiro – CONRE 3ª/6691-A/SP

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CASQUILHOS OU BRONZINAS O casquilhos são feitos em aço revestido com outros materiais, formando camadas. A última camada é de material antifricção. A forma do casquilho é de um semicírculo, e é montado aos pares, formando um círculo. A função do casquilho é proteger as peças, evitando o contato direto da biela com o virabrequim, diminuindo o desgaste e aumentando a eficiência do motor. Os mancais fixos do virabrequim, também chamados de munhões, são assentados sobre casquilhos. Portanto, devem ter grande resistência mecânica, capacidade de dissipar calor e facilidade

de deslizamento. Os casquilhos são presos aos mancais por meio de ressaltos, para não se deslocarem durante o funcionamento do motor. A lubrificação é feita através de um canal de óleo, com um furo existente na superfície da bronzina. Com o avanço tecnológico, em janeiro/2004, a Fiat eliminou o furo de lubrificação de 3 mm nos casquilhos da biela dos motores Fire 1.0 – 1.3 e 1.4. Os novos casquilhos são intercambiáveis com os anteriores. Portanto, os casquilhos de biela sem os furos podem ser montados em veículos anteriores que possuíam o furo e vice-versa.


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DA AGÊNCIA BEST CARS

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ENTREVISTA

Fotos: Oficina Brasil

Nossa preocupação é qualificar o aftermarket

Em entrevista exclusiva ao jornal Oficina Brasil, o diretor da Distribuidora Automotiva, Rodrigo Carneiro, conta como planeja fazer da Rede Pit Stop uma força do mercado de reposição automotivo, por meio da capacitação de varejo e reparador. Esta pode ser, talvez, a melhor forma de combater a concorrência no varejo e na reparação, que vislumbra cada vez mais fatias maiores do mercado de autopeças brasileiro Alexandre Akashi O tradicional mercado brasileiro de reposição automotiva atravessa um período que exige ações conjuntas para se fortalecer contra investidas de novos concorrentes, principalmente daqueles que atuam com peças importadas de baixos custos e qualidade. Além disso, o canal Concessionário é outro concorrente

que tem ampliado a participação no mercado de vendas de autopeças que antes era dominado pelo Varejo, sempre bem abastecido pelas Distribuidoras, conforme mostram os dados da Cinau. Ficar omisso a estes movimentos de mercado é o mesmo que entregar os pontos. Porém, é possível se defender e, muito mais do que isso, oferecer ao mercado como um todo capa-

citação profissional e qualificação para que varejo e aplicador ofereçam serviços de melhor qualidade ao consumidor final. É com este objetivo que o Grupo Comolatti, por meio da Distribuidora Automotiva (que reúne as distribuidoras de autopeças, pneus e acessórios Sama, Abouchar, Laguna e Matrix), tem investido na rede Pit Stop, um programa de associativismo inspirado no projeto

europeu do Group Auto Union International, que desenvolveu o Euro Garage, rede de oficinas presente em 30 países e que já conta com mais de 20 anos de história. O diretor da Distribuidora Automotiva, Rodrigo Carneiro, é enfático ao afirmar que é essencial investir na qualificação dos varejistas e aplicadores para que o aftermarket tradicional seja saudável e compe-

titivo, e se perpetue a longo prazo. Com mais de 15 anos de atuação no aftermarket automotivo, Carneiro atuou, antes, no mercado de cartões de crédito, e participou de uma das campanhas mais inovadoras do setor, que ofereceu pela primeira vez crédito a estudantes universitários. “O que fizemos foi gerar demanda futura para o banco, dando a oportunidade


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entrevista

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ao jovem de participar pela primeira vez do sistema bancário, com um produto de crédito que até então ele não tinha acesso”, revelou. É com esta visão de mercado que Carneiro busca difundir a rede Pit Stop. Acompanhe abaixo a entrevista que o executivo concedeu ao jornal Oficina Brasil com exclusividade, em que avalia a atual situação do aftermarket brasileiro, e mostra como o projeto da rede Pit Stop pode ajudar a manter unidos os participantes da cadeia de suprimentos. Jornal Oficina Brasil – Como o senhor avalia o futuro do aftermarket brasileiro? Rodrigo Carneiro – Assim como em todos os mercados, existem os cavaleiros do apocalipse dizendo que o varejo de autopeças vai desaparecer. Mas nas economias mais desenvolvidas do ponto de vista qualitativo e quantitativo, eles se fortaleceram nos últimos anos. A tendência para os próximos 20 anos é continuar crescendo fortemente. JOB – Mas lá fora, principalmente na Europa, o conceito de rede é muito forte. Isso é uma tendência? RC – Não tenho a menor dúvida e por isso estamos investindo na rede Pit Stop. A exemplo de outros mercados, as redes associativistas tendem a oferecer produtos e serviços de melhor qualidade e com isso ganhar share. Foi o que aconteceu no segmento de alimentos, e de farmácias, entre outros, que hoje operam em redes e estão realizando um trabalho de melhor qualidade.

de mercado. Temos um esforço de comercialização, promoção e comunicação muito forte para não perder a liderança e não perder share. Mas evidentemente estamos atentos e vamos continuar investindo fortemente na qualificação deste mercado, principalmente por meio da Rede Pit Stop.

Um dos pilares de sustentação do programa Pit Stop é a informação e qualificação de varejistas e aplicadores. Temos claramente que esta é a maior necessidade do mercado JOB – Mas para tanto é preciso investimento em aperfeiçoamento profissional e qualificação... RC – Sim, e não é por acaso que um dos pilares de sustentação do programa Pit Stop é a informação e qualificação de varejistas e aplicadores. Temos claramente que esta é a maior necessidade do mercado. JOB – Por que? RC – Porque o aplicador está melhor qualificado e há uma conscientização maior sobre a responsabilidade dele sobre a manutenção. Dessa forma, nos protegemos do ingresso de peças de má qualidade. Na Europa, por exemplo, a quantidade de peças oriunda da China é menor do que aqui no Brasil. Evidentemente que lá, na Europa, existe a inspeção de segurança que consegue identificar com mais clareza se o acidente foi causado por problemas mecânicos do veículo. JOB – O aplicador brasileiro está suficientemente qualificado para diferenciar esta qualidade?

RC – Esta é uma grande questão. Entendo que a partir do momento que ele tenha um nível de consciência maior, que ele valoriza a segurança veicular, a responsabilidade que ele tem ao aplicar uma peça, não só do ponto de vista da assertividade da aplicação, mas principalmente da origem da peça, ele vai se comportar de maneira diferente. JOB – E como a cadeia pode auxiliar o reparador nesta questão? RC – O mercado vem investindo na qualificação do reparador. Todas as filiais da Distribuidora têm auditório para treinamento. Por ano, treinamos mais de 40 mil pessoas. As fábricas promovem muitos treinamentos técnicos de peças, mas daí, a dizer que estão todos qualificados é prematuro.

JOB – E como anda o desenvolvimento da rede? RC – Muito bem. É uma proposta nova, diferente, é a primeira rede associativista que chega ao Brasil neste segmento de negócio. Nós a lançamos há um ano e meio e já estamos com de mais 200 pontos de vendas, em cinco filiais (Ribeirão Preto, São Paulo, Campinas, Uberlândia e Curitiba). JOB – E o que falta para começarmos a ter produtos de qualidade certificada no aftermarket? RC – O Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) tem feito um trabalho sério, de esclarecimento da opinião pública com o programa Carro 100%, Caminhão 100% e Moto 100%. Porém, os organismos responsáveis pelo controle disto atuem mais objetivamente. É uma questão pragmática. A implantação da Inspeção Técnica Veicular intensificará a fiscalização. JOB – A Distribuidora Automotiva sofre muito com este mercado? Vocês chegam a perder share? RC – Não, porque investimos muito em programas de treinamento, com palestras técnicas e estamos muito atentos a toda e qualquer mudança

JOB – Qual o potencial de filiais que a Rede Pit Stop pode atingir? RC – Um total de 21 filiais. Estamos no começo do processo de expansão da Rede. Operamos com base no Modelo EuroGarage, uma bandeira do Grupo Auto Union International, que surgiu na Europa há 20 anos e hoje estão em 30 países. Neste período, já experimentaram erros e acertos suficientes para que a gente herdasse uma posição bastante madura e muito profissional do que está sendo construído. JOB – Mas ocorreram adaptações para o modelo brasileiro... RC – Sim. Estudamos o suficiente para tropicalizar a proposta de adaptá-la para as necessidades do nosso mercado, que é de três passos (distribuidor, revendedor e aplicador de autopeças), diferentemente


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entrevista

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do mercado Europeu que trabalha com dois passos (distribuidor e aplicador). Estamos desenvolvendo competências não só na comercialização via varejo de autopeças, como na aplicação. JOB – Quais os fundamentos do projeto? RC – O programa se sustenta por quatro pilares: um está baseado na imagem de marca. A nossa Marca traduz confiança, segurança, credibilidade e um padrão visual, com um modelo próximo de uma franchising. Outro é o comercial e Marketing, toda nossa capacidade de produzir processos de comunicação, e de ações de marketing, como por exemplo, o patrocínio do Christian Fittipaldi, na Stock Car e no Trofeo Linea. Temos também uma sustentação financeira, para desenvolver características financeiras que são as necessidades de reparadores e varejistas, e, por fim, sustentação tecnológica, por meio de um site de relacionamento onde eles têm muito acesso a informação da Rede, como um catalogo de peças e aplicações; um cadastro de produtos baseado em informações muito atualizadas de aplicações. JOB – Onde vocês pretendem chegar? RC – Todo nosso esforço é no sentido de melhor qualificar o ponto de varejo e reparação, que eles tenham a informação correta sobre o produto e a aplicação. Que eles sejam tão bem informados quanto a concessionária, para que eles possam competir de igual. Na Europa há um programa chamado Right to Repair, já conquistado,

Nosso esforço é qualificar o ponto de varejo e a reparação para que possam competir de igual com a concessionária

nua crescendo fortemente em 2010, como cresceu em 2008 e 2009.

onde cabe ao consumidor final escolher o local que deseja reparar o veículo, em igualdade de condições. Ele vai a um ponto de aplicação no mercado independente de reposição tal qual ele iria a uma concessionária para fazer a revisão ainda no período de garantia. Isso a Europa já conquistou e num futuro pretendemos chegar lá também. JOB – O projeto é uma resposta muito boa frente ao avanço da preferência de compra do reparador ao canal concessionária. Se ele se sente amparado pela cadeia tradicional, para que ele vai migrar para outros canais? RC – Eu gostaria de entender melhor por que ele está se abastecendo, quando o faz, da concessionária. O Brasil é o quarto produtor de autopeças e provê o mercado independente de soluções. O mercado da reposição automotiva tem

capilaridade e está presente em todos os municípios do país. E posso garantir que é muito mais ágil na entrega. Esse é o nosso negócio. JOB – Mas, independente disso esta é uma ideia que todos do aftermarket deveriam seguir. Como a concorrência da Distribuidora Automotiva enxerga o projeto? RC – Nós oferecemos isso para o mercado e por alguma razão os nossos competidores, que poderiam estar mais fortemente associados a nós, não entenderam ainda ou não quiseram investir nesta qualificação. A nossa decisão foi, é, e continuará sendo, de investir fortemente na qualificação deste mercado porque entendemos que quanto mais ele se fortalecer, nós estaremos fortalecidos, e os nossos competidores também. É questão de valor para a nossa organização investir no aperfeiçoamento

deste mercado e das relações que mantemos com os participantes deste mercado. JOB – Mudando um pouco de assunto, como estão as previsões para 2010? RC – Devemos fechar o ano com 10% de crescimento em faturamento em relação a 2009. As expectativas estão melhores, pois o final de 2008 e o primeiro semestre de 2009 não foram positivos. JOB – E em volume? RC – Não controlamos este fator, mas deve ser maior do que 10% porque alguns preços caíram em 2010 em relação a 2009. Houve deflação. JOB – E quais as expectativas para 2011? RC – Uma certa estabilidade, não estamos esperando nada muito acima de 2010, senão o próprio crescimento da frota brasileira, que conti-

JOB – A inspeção ambiental veicular em São Paulo trouxe aumento de vendas para a Distribuidora Automotiva? RC – Não temos como quantificar. Temos a sensibilidade de que as oficinas mecânicas têm apresentado aumento de demanda, mas não temos rastreado e identificado claramente o que isso representa para nós. Mas insisto: a preocupação não deve ser esta. Não devemos partir para a inspeção veicular preocupados em gerar negócios, devemos partir preocupados em gerar segurança veicular. JOB – Para finalizar, como a oficina interessada em participar da Rede Pit Stop pode se associar? RC – Num primeiro momento imaginávamos que o varejo promoveria a expansão da rede e por isso somente iríamos cadastrar oficinas clientes de varejos pertencentes à rede. Já entendemos que não, assim nós mesmos estamos promovendo o desenvolvimento da rede de aplicadores. Quem tiver interesse é só se cadastrar pelo site www.pitstop.com.br


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Fórum

monza com funcionamento irregular é destaque do mês murillo Fontana Administrador do fórum Dando continuidade ao nosso ranking mensal dos tópicos mais comentados no fórum do Jornal Oficina Brasil, no mês de Agosto o campeão foi o tópico “Monza pega falhando”, sobre um Monza 1.8 1994 que, após dar a partida com o motor frio, apresentava falha durante o funcionamento. O usuário “JOSE APARECIDO PIOVEZAN” informou sobre problemas de lubrificação e nos tuchos hidráulicos danificados, e o autor confirmou que a substituição dos tuchos solucionou o problema.

O vice-campeão do mês, “Focus 1.6 Flex ‘Afogando’”, apresentava um Focus 1.6 Flex com dificuldade de partida com o motor frio. O usuário “HASTENTEUFEL” postou sobre a importância da relação A/F (relação Ar/Combustível, utilizada pelo módulo para calcular a quantidade de combustível a ser injetado no motor com base no combustível utilizado – álcool, gasolina ou a mistura dos dois) para os sistemas de injeção flex e sobre uma possível perda desse parâmetro. O autor do tópico fez o procedimento de reconhecimento desta relação na concessionária e o problema

foi resolvido. Em 3° lugar, “Siena falhando”, um Siena 1.5 1999 apresentava falha durante as acelerações. O usuário “cprado” informou sobre falhas e testes no sistema de ignição e o autor do tópico confirmou que a solução foi a substituição de uma das bobinas. Em 4° lugar, “Parati Cli 1996”, o motor apresentava funcionamento acelerado. O usuário “Laurentino” informou sobre problema de bateria sem eletrólito ou danificada, e o autor informou que fez a substituição da bateria e solucionou o problema. Em 5° lugar, “Montana 05 1.8

Posição

Tópico

respostas

Data

1° 2° 3° 4°

Monza pega falhando Focus 1.6 Flex "Afogando" Siena falhando Parati cli 96 Montana 05 1.8 flex após retifica cortou pulso bicos e bobina

37 33 30 29

16/08/2010 20/08/2010 12/08/2010 18/08/2010

usuário que mais contribuiu JOSE APARECIDO PIOVEZAN HASTENTEUFEL cprado Laurentino

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15/08/2010

Fardin

O fórum do jornal Oficina Brasil na internet é ponto de encontro de reparadores de todo o País para troca de informações técnicas e ajuda mútua. Participe você também desta comunidade

flex após retifica cortou pulso bicos e bobina”, após a retífica do motor, não dava mais partida. O usuário “Fardin” informou sobre problemas no chicote do sensor de rotação, e o autor confirmou que um dos fios ligados ao conector do sensor estava partido. Neste mês, boa parte dos tópicos apresentava veículos com dificuldade de partida e/ ou funcionamento irregular. Quando se deparar com este tipo de problema, o reparador deve sempre se lembrar de confirmar algumas informações

importantes antes de fazer a substituição de componentes, como por exemplo: se o motor possui centelha na(s) bobina(s) e em todos os cilindros, se vazão e pressão suficientes de combustível e se existe compressão no motor. Desta forma, em mais da metade dos casos, é possível “isolar” o sistema causador da falha, evitando gasto de tempo e, principalmente, de dinheiro, trocando peças desnecessariamente. Um abraço e até mês que vem.


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em foco

Setembro 2010

em foco

Autopeças carbwel de São Paulo realiza evento beneficente A autopeças Carbwel situada na zona norte de São Paulo realizou no domingo dia 22 de agosto a final da 4ª Copa Carbwel, disputada por clientes, fornecedores e parceiros no complexo ‘Mundo da Bola’. O evento é alusivo a copa do mundo e a primeira fase teve início dia 1º de agosto. Além das comemorações futebolísticas, a Carbwel utiliza o evento para comemorar o aniversário da empresa, que este ano chegou ao 20º ano, e ao mesmo tempo arrecadar alimentos para doação. Desta vez a quantidade doada ultrapassou 1 tonelada, sendo entregue as instituições Alvorada Nova Arautos da Paz e Casa Lar Novo Mundo. O time campeão foi o da Peghasus Powered Motors e Mecânica Scopino, vencendo o time da Carrara e Mecânica Donha por 12 a 6.

Equipe campeã, formada pelas oficinas Peghasus e Mecânica Scopino

mTe-Thomson lança lambda planar universal Para complementar a linha de Sensores Lambda, a MTE-Thomson lançou o Sensor Lambda Planar Universal. O produto é a evolução da Lambda Convencional (Finger) e a grande vantagem é o seu rápido aquecimento. A recomendação é o uso da Planar Universal quando não é

encontrada no mercado aquela Lambda específica com o conector daquele veículo.Para sua aplicação, é preciso utilizar o conector antigo do veículo e seguir à risca todas as recomendações da bula, que vem junto com a embalagem. A Lambda Planar Universal

MTE-Thomson pode ser solicitada pelo número 8884. Para mais aplicações e produtos, é preciso consultar o catálogo online de peças no http://cattemperatura. mte-thomson.com.br ou faça o download pelo www.mtethomson.com.br, na guia lateral “catálogos”.

Campanha “Be-a -Bá” O Sindirepa - Sindicato da Indústria da Reparação de Veículos e Assessórios e o Senai de Ponta Grossa, em parceria com a Rodonorte e com apoio da FIEP, lançaram o programa “Be- a - Bá da Mecânica”, uma ação dentro da programação da campanha do “Mês da Conscientização da Manutenção Preventiva nos Veículos Automotores”. A campanha tem cunho sócio-educativo, com o objetivo de oferecer ao leitor informações básicas sobre mecânica automotiva leve e já capacitou 2,9 mil pessoas em 90 dias. Em cinco informativos, o programa “Be a Bá da Mecânica” possibilita ao leitor um posicionamento mais preciso e com conhecimento de necessidade de manutenção ou revisão dos carros. As edições abordam temas como “O Motor do Automóvel”, “O Sistema Elétrico”, “Sistema de Freios”, “Sistema de suspensão” e “Mantenha seu automóvel sempre novo”.


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em foco

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Bragança Paulista realiza o 4º Pit Stop ofic.car marco Antonio Silvério Junior

Com a presença de cerca de 30 clientes do Auto Center Top Stop, localizado no bairro da Lapa, em São Paulo, a MTEThomson realizou a palestra Seu Carro Fala, ministrada pelo consultor técnico Jeison Cocianji, que enfatizou os alertas dados pelo veículo antes dele falhar. A palestra é uma cortesia oferecida pela fabricante de sensores e válvulas termostáticas às oficinas da rede MTE-Thomson e também do programa Agenda do Carro. Mais informações pelo SIM (Serviço de Informações MTE-Thomson), no telefone 0800 704 7277 ou pelo e-mail sim@mte-thomson.com.br

O 4º Pit Stop realizado em 7 de agosto, pela Ofic.Car - Núcleo Automotivo de Bragança Paulista, grupo de 15 oficinas de reparação automotiva do município, atraiu 155 veículos para aplicação do Check List e verificação de diversos sistemas do automóvel, tais como freios, pneus, correias e cabo de vela, sistema elétrico, amortecedores e, principalmente, emissão de gases poluentes. Bragança Paulista é uma agradável estância climática a 90 km da capital e com uma frota aproximada de 60 mil veículos, que foi a pioneira na instituição do Mês da Manutenção Preventiva e do Projeto e Lei de Implantação da Inspeção Técnica Veicular, ambos em 2004.

Segundo a coordenadora do Núcleo Ofic.Car, Luciana Ferrari, este trabalho do Pit Stop envolveu um grupo de mais de 60 pessoas e na semana seguinte ao evento foi observado um aumento de serviços da ordem de 30% nas oficinas integrantes do grupo. “Foram quatro meses de trabalho para organizar o 4º Pit Stop e contamos com o apoio da Bosch, Dayco, Magneti Marelli-Cofap e Nakata, além de empresas locais”, comenta Luciana. Para garantir a ocupação do espaço e atender o maior número de veículos, a equipe da Ofic.Car trabalhou firme na divulgação, com distribuição de folhetos no comércio local, anúncios na TV, Rádio e jornal da cidade, além de 40 veículos adesivados circulando pelas ruas

da cidade com a data e o local do 4º Pit Stop. “Além da mobilização para o Pit Stop, realizamos diversas ações para os integrantes do Núcleo, com uma palestra motivacional com o Eduardo Martinez, profissional da Metalúrgica Schadek, e já temos mais dois cursos agendados com as empresas Dayco e Selênia”, explica Luciana. O Ofic.Car - Núcleo Automotivo de Bragança Paulista – é composto pelas seguintes empresas: Oficina do China, Mecânica Dentello, Almeida

Service Car, Roby Serviços, Gottardi Auto Elétrico, Lubricantes Lubrag, Mecânica Veja, SW Automecânica, Egidio Serviços Automotivos, Auto Socorro Lavapés, Automotive, Elite Auto Peças, Auto Mecânica Adilson, Simão Injeção Eletrônica e Carburadores e M Barboza.


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em foco

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Picape Hoggar tem filtro do ar da Cobreq lança sapatas de freio para Ford e Peugeot MANN+HUMMEL A TMD Friction do Brasil colocou no mercado de reposição as sapatas traseiras para os veículos EcoSport, Fiesta e Peugeot 208. Com a mesma qualidade existente no produto original, as novas sapatas traseiras, agora no mercado, abrangem os modelos EcoSport 1.0 Supercharger, 1.4, 1.6 e 2.0

da Ford - produzidos a partir de 2003. Também os veículos Ford Fiesta fabricados desde 2003, agora contam com sapatas traseiras Cobreq para estas motorizações: Fiesta 1.0 Supercharger, 1.3, 1.4 16V e 1.6. Já os proprietários de automóveis Peugeot 208 – 1.0, 1.4, 1.6 e 1.6 16V – dispõem deste produto para os modelos/ano 1998 em diante.

Divulgação

A MANN+HUMMEL é a fornecedora exclusiva do sistema de filtro do ar completo do Peugeot Hoggar, que acaba de chegar ao mercado. Parceira da Peugeot desde 2001, a MANN-FILTER já fornecia equipamentos para os modelos 206 e 207. O projeto do Hoggar é muito semelhante ao do Peugeot 207 e a mesma base foi utilizada para o desenvolvimento do filtro do ar da nova picape. O sistema de filtro do ar do Hoggar também será utilizado em outros modelos da Peugeot. Segundo o diretor de Vendas e Engenharia OE da MANN+HUMMEL, Marcos Vanussi, a expectativa é comercializar cerca de 33 mil peças por ano.


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em foco

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oficina, propaganda e rede A Convenção Bosch Service 2010 realizada no mês passado em um resort da Bahia com participação de mais de mil reparadores Bosch Service mostrou diversos benefícios de se fazer parte de uma rede orquestrada por uma fabricante de autopeças multinacional. Um dos principais foi a prestação de contas sobre o Fundo de Marketing, valor pago anualmente por cada uma das oficinas da rede para a divulgação da marca Bosch Service junto ao dono do carro. Cito esta ação em particular pois foi a primeira vez que vi uma rede de oficinas mecânicas preocupada em desenvolver uma marca junto ao dono do carro. No passado, redes como Dpaschoal, Caçula de Pneus e outras tantas fizeram um extraordinário trabalho de marketing, porém eram oficinas que tinham como base a venda de pneus e serviços undercar. No caso das Bosch Car Service é diferente, pois são oficinas mecânicas independentes, unidas por uma bandeira que atua principalmente

Alexandre Akashi

Alexandre Akashi

O vice-presidente de Aftermarket da Bosch, Rüdiger Saur

no segmento de componentes eletroeletrônicos automotivos. Acredito que muitas das oficinas que lá estavam não precisam de marketing para aumentar o número de clientes, pois são empresas renomadas que há anos atuam no mercado. Mas apesar disso, aceitam o investimento em publicidade exigido pela rede. Mas se não precisa, para que gastar? Para fortalecer a marca. A Chevrolet, por exemplo, tem investido em diversas campanhas publicitárias para chamar o cliente para as revisões nas concessionárias. Ocorre, porém, que há fila

de espera para ser atendido nas concessionárias, para uma simples revisão, pois o volume de carros é tão grande, graças ao aumento de vendas, que as oficinas da rede estão lotadas. Mas ainda assim fazem propaganda, pois isso fortalece a marca junto ao dono do carro, que passa a confiar no produto. Em resumo, é preciso estar sempre em evidência, para não cair no esquecimento. Organizada em rede, com mais de mil empresas, as Bosch Car Service são exemplo a ser seguido. A força que estas oficinas têm, quando juntas por um mesmo

objetivo é grande. Esta é uma percepção de mercado que aqui, no Brasil, ainda não tão valorizada quanto na Europa, onde metade das oficinas mecânicas pertence a uma rede, segundo o vice-presidente da divisão Automotive Aftermarket da América Latina da Bosch, Rüdiger Saur. Promoção Para fortalecer a marca, a Bosch tem realizado, anualmente, uma promoção que envolve a venda de serviços. Quanto mais o dono do carro gasta em uma oficina Bosch Car Service, maiores são as chances de ganhar. No ano passado, foram sorteados 10 viagens de navio para Punta Del Leste e Buenos Aires, além de aparelhos GPS, TVs e câmeras digitais. A próxima ocorre ainda este ano, e vai sortear viagens para Cancún, no México. A mecânica da promoção será a mesma: a cada R$ 150 gastos em serviços ou peças, o dono do carro recebe um cupom para concorrer à viagem. E o reparador também ganha, pois a reboque, a Wurth iniciou uma campanha promocional apenas para as oficinas Bosch Car Service do tipo quem comprar mais, leva. Cada produto tem um valor em pontos e a Bosch Car Service que acumular mais

pontos entre 16 de agosto a 17 de dezembro ganha uma viagem para duas pessoas para Cancún. Relacionamento O encontro foi uma oportunidade para estreitar relacionamentos entre os Bosch Service e fornecedores, como distribuidores e fabricantes de produtos que não concorrem com os produzidos pela Bosch, como Michelin, Ideal Work (uniformes), Total Lubrificantes e a já citada Wurth, que participaram do evento com estandes em uma área de exposição. Uma parceria com a Michelin possibilita as Bosch Service oferecer aos clientes pneus, com a vantagem de a oficina não precisar fazer estoque. Em 24 horas a fabricante promete entregar o pedido (exceto em regiões remotas, onde não há distribuidores), com descontos especiais para os Bosch Service. Também chamou atenção o projeto com a Ticket Car, que foi ao encontro para cadastrar os Bosch Service interessados em participar da rede Ticket Car, que possui mais de 300 mil veículos cadastrados. De acordo com o representante da empresa, Marco Aurélio Oliveira, do departamento de Superintendência Rede de Estabelecimentos, somente oficinas indicadas pelos clientes são convidadas para a rede.


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EM FOCO

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Valeo disponibiliza pôster de sistemas elétricos Encontrar a referência dos componentes de motor de partida e alternador da Valeo ficou mais fácil com o novo Guia de Referência que a fabricante de autopeças acaba de disponibilizar para o mercado de reparação. Em formato de pôster, o guia mostra de forma simples e direta as características e referências de todos os componentes de motor de partida e alternador comercializados pela Valeo no mercado de reposição, com foto código do componente e lista de aplicações. Os interessados podem solicitar o pôster pelo telefone 0800 0 12 15 11.

Delphi lança novas bombas d’água A Delphi lançou para o mercado de reposição 20 novas bombas d’água, que atendem a aplicações em modelos de veículos das plataformas Audi, Volkswagen, Fiat, Ford, General Motors, Mercedes-Benz, Renault, Hyundai, Mitsubishi, Suzuki e Chrysler. Com os novos lançamentos, as bombas d’água Delphi passam a cobrir mais de 70% da frota circulante da América do Sul. As bombas d’água da Delphi são produzidas com materiais de alta qualidade, atribuindo mais resistência ao veículo e melhorando seu desempenho. Desenvolvidas com os melhores componentes reconhecidos de mercado, o produto permite uma integração perfeita com o

sistema de funcionamento do veículo, o que pôde ser comprovado após uma série de testes que validaram o projeto no Centro Tecnológico da Delphi, em Piracicaba – SP. Os códigos referentes aos produtos são: WP1163, WP1164, WP1165, WP1166, WP1167, WP1168, WP1169, WP1170, WP1171, WP1172, WP1173, WP1174, WP1175, WP1176, WP1177, WP1178, WP1179, WP1180, WP1181 e WP1182.


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conveção Johnson controls foca exportação Com a presença de representantes dos distribuidores da Argentina, Paraguai e Uruguai, a Johnson Controls (JCI) realizou, no início de setembro, a Convenção dos Clientes da América do Sul, envolvendo clientes das baterias Varta, Prestolite, Heliar e Energizer, todas as marcas produzidas pela Johnson Controls – Divisão Power Solutions. Segundo o diretor de exportação, Carlos Roberto Banzato, este encontro já aconteceu em outras oportunidades, mas neste formato e com este nível de profissionalização e conteúdo é a primeira vez. “Esta convenção tem o objetivo de atualizar os clientes com relação às estratégias JCI e novas tecnologias. A principal mensagem é mostrar as tendências de mercado e melhores práticas que temos no mercado, de modo que os clientes se conscientizem da necessidade de crescer e do compromisso da JCI com o suporte total para que o resultado esperado aconteça. Este é o momento de

compartilhar as informações e divulgar práticas e ferramentas modernas que podem ajudar nossos distribuidores a crescerem e obterem melhores resultados”, explica ele. Perfil Na avaliação do diretor da JCI, o perfil do mercado de baterias nos outros países sulamericanos nos quais a Johnson Controls atua é muito similar ao Brasil, porém com uma grande diferença em níveis de crescimento e alguns com sérios problemas de barreiras de importação, como a Argentina, que será um ponto frágil a ser trabalhado juntamente com os Distribuidores. “Não podemos intervir nas negociações junto aos governos locais, mas devemos, sim, reconhecer o momento difícil de cada País e passar a mensagem que a JCI estará apoiando os nossos clientes para um crescimento futuro”, destaca Banzato. Hoje, a Johnson Controls – Divisão Power Solutions expor-

ta 1.3 milhões de baterias/ano e existe o objetivo da empresa de até 2015 crescer esse volume continuamente, para que a marca tenha 60% de market share nos mercados que atua. Com relação às marcas, ainda segundo a experiência de Carlos Banzato, em países como Paraguai, Uruguai e Bolívia as baterias Heliar tem um conceito de qualidade e durabilidade semelhante ao que o produto goza no Brasil, onde já é uma marca consagrada, em outros países, principalmente na Argentina, este conceito é atribuído às marcas Varta e Prestolite, onde estas baterias são sinônimo de qualidade , durabilidade e segurança. Na Venezuela, em particular, a marca que predomina é a Fulgor, uma marca local produzida pela Johnson Controls. Para os distribuidores Johnson Controls participantes da Convenção de Exportação, o encontro teve o mérito de alinhar as informações e ferramentas que a JCI disponibiliza

Equipe de distribuidores da América do Sul

a seus clientes, porém sem deixar de ter sempre no foco as particularidades de cada País e seus mercados. Para Gabriela Rey, que representava o distribuidor uruguaio Matrix, na cidade de Montevideu, com 22 anos de existência e uma carteira de 300 clientes, aproximadamente, existem diversas ações de marketing apresentadas na Convenção que podem ser implementadas no seu País e ajudar na superação de algumas dificuldades, em especial, na diferenciação com a concorrên-

cia, que é formada por muitas marcas, a grande maioria com qualidade bem inferior aos produtos das linhas de baterias Johnson Controls. Gabriela explica também que o comportamento do mercado de baterias automotivas em seu País é muito similar ao do mercado brasileiro, com a venda do produto a acontecendo tanto para aplicadores, quanto a varejistas, mas sem qualquer preocupação do dono do carro com a manutenção preventiva e a verificação periódica do componente.


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em foco

Setembro 2010

A última semana do mês de agosto marcou nas oficinas do GOE (Grupo de Oficinas Especializadas) mais uma oportunidade de demonstrar aos donos dos veículos a importância da marca do fabricante parceiro. Todos os colaboradores das oficinas do GOE literalmente vestiram a camisa da Valeo e, além disso, as oficinas foram enfeitadas com banners e bandeirolas. Houve distribuição de folders e brindes especiais como bonés, porta CD´s e brinquedos para os clientes que tiveram a aplicação de peças Valeo em seus veículos. Esta é uma forma de mostrar ao dono do veículo, que é a ponta de todo o circuito do aftermarket automotivo, conhecer e tirar suas dúvidas sobre o

Fotos: Divulgação

Goe divulga Valeo para clientes

Equipe da Fox Car

fabricante. Só pelo fato de se mudar o uniforme dos profissionais da reparação já é um motivo que chama a atenção do cliente da

Equipe da Pardal

oficina, e esta é uma oportunidade de explicar o que é a parceria da oficina com a fábrica, inclusive todas as oficinas do GOE são autorizadas Valeo, fa-

zendo serviços de garantia e até regulagem do braço da palheta do limpador de parabrisas, com uma ferramenta especial da Valeo.

Para o fabricante parceiro do GOE é uma chance de estar mais próximo da oficina e do Cliente final, afinal expor a sua marca ao consumidor é excelente.


A espécie evoluiu.

O mercado de reposição de autopeças também.

1950

1970

1920

Mais de 200 participantes. A Rede PitStop tem evoluído por todo o Brasil. A Rede PitStop surgiu há mais de 1 ano para integrar e fortalecer o mercado independente de reposição, reunindo fabricantes, distribuidores, lojas de autopeças e oficinas mecânicas. Com experiência internacional, a Rede já está presente em mais de 80 cidades do Brasil e tem crescido alicerçada em conhecimento técnico, benefícios exclusivos e tecnologia. Rede PitStop: quem faz parte, evolui. Mais informações: www.pitstop.com.br


2010

Conhecimento técnico de gestão.

Apoio

Referência em prestação de serviços.

Marca forte, com identidade visual única.

Benefícios e programas exclusivos.

Informações e serviços via web.

Garantia de abastecimento dos melhores fabricantes.

Perspectiva artística de Loja com identidade visual da Rede PitStop

1990


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EM FOCO

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Conarem dá certificado de Linha Rodabrill Tuning chega às lojas garantia nacional do serviço Já está à venda a nova linha da Rodabrill Tuning. Os proO Conarem, Conselho Nacional de Retíficas de Motores, criou a rede nacional de retíficas formada por 150 empresas de todo o País para dar atendimento com abrangência nacional. Esse serviço de pós-venda permite que o caminhão que teve o motor retificado em Pelotas–RS em empresas da rede Conarem e tenha problemas possa ser atendido prontamente em outra cidade. As retíficas que fazem parte do programa seguem a norma ABNT NBR 13032. Para realizar o reparo no motor, o consu-

midor recebe o certificado de garantia do serviço executado. Para promover a capacitação dos profissionais da área de retífica, o Conarem realiza palestras técnicas gratuitas em várias regiões do País para garantir qualidade dos serviços prestados pelas empresas associadas à entidade. A rede nacional de retíficas realiza, em média, 75.000 serviços/mês. Com a frota crescente de automóveis, máquinas, ônibus e caminhões a diesel, o volume de reparos aumentou em 12% nos últimos três anos.

Div

ulg

açã

o

dutos foram desenvolvidos com embalagem exclusiva inspirada no design de utilitários esportivos para colecionar. São quatro embalagens diferentes que trazem os tradicionais produtos da marca, com preços que variam entre R$ 8 (Lava Autos, Lava Autos com Cera e Pneu Pretinho) e R$ 12 (Cera Líquida). Além de ser vendido separadamente, o Rodabrill Tuning também está disponível em kits com duas unidades dentro de um caminhão cegonha. Foram criados quatro modelos diferentes, mas a empresa pretende lançar novas embalagens em breve. A linha Rodabrill Tuning estará à venda nos maiores varejistas de autopeças, centros automotivos, supermercados e lojas do ramo de todo o país.

Falsificação de lâmpadas atinge mercado automotivo Notícias sobre o aumento no índice de comercialização de produtos falsificados e de origem duvidosa são constantemente divulgadas pela imprensa. Prova dessa estatística são os números apontados no relatório da recém concluída CPI da Pirataria, que mostram que cerca de US$ 30 bilhões deixam de ser arrecadados

em função da comercialização de produtos adulterados. O segmento automotivo não está livre desse tipo de crime. A OSRAM, em comunicado oficial divulgado por meio de sua assessoria de imprensa, recomenda que o consumidor fique atento na hora da compra. “Há evidencias que comprovam a origem duvidosa

de uma lâmpada, como amassados na base, marcas e riscos na pintura da lâmpada. Além disso, elas geralmente são distribuídas em caixas brancas ou com desenho estilizado em fundo branco, sem o logotipo da marca, exemplificações de uso ou garantia de eficiência”, explica o documento. Segundo o posicionamento

da empresa, não só os motoristas devem buscar informações precisas sobre as lâmpadas, mas também os vendedores e distribuidores. “A OSRAM do Brasil não comercializa produtos em caixas brancas. Todas as embalagens da empresa são estilizadas com logotipo OSRAM e possuem clara alusão à aplicação dos produtos. Outro

ponto que merece destaque é a divulgação de informações técnicas, como tensão 12 ou 24V, potência, e ainda canais de comunicação da companhia e seus consumidores. Ou seja, a OSRAM oferece qualidade, segurança e total suporte àqueles que utilizam suas lâmpadas originais”, conclui o comunicado.


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em foco

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Aprendizado em alta

Fiat realiza nova promoção com reparadores

Para o reparador automotivo, não há tempo ruim quando o assunto é obter conhecimentos técnicos. Mesmo em dias frios de inverno, a vontade de aprender vence, e nem a distância é um obstáculo. A confirmação disso foi o Ciclo de Palestras Técnicas realizado no último dia de julho, no Senai Ipiranga, em São Paulo. Promovido pelo Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), em parceria com Senai e jornal Oficina Brasil, e patrocinado pela Fiat Automóveis, o evento contou com a presença de 163 reparadores de São Paulo e diversas cidades vizinhas, que saltaram bem cedo da cama para assistir a uma série de palestras técnicas, com o tema

Fotos Marcos Mesquita

Alexandre Akashi

Tecnologia Fiat. Assim, das 8h às 16h, aprenderam detalhes sobre a Reparação do Stilo, do Sistema Flex E TetraFuel, da Eletrônica de Bordo, Lubrificantes e Novas Tecnologias, além de conhecer mais sobre as Peças Genuínas Fiat e o

Portal do Reparador. “O evento foi um sucesso”, resume o diretor comercial do Grupo Germinal, Eduardo Foz, ao revelar que houve fila de espera com mais de 170 reparadores para este evento. “A busca por informações técnicas

Fiat realiza Ciclo de Palestras Técnicas em parceria com jornal Oficina Brasil, Sindirepa-SP e Senai, com mais de 160 inscritos

é imensa e este evento mostrou que quando uma montadora investe em relacionamento com o reparador, o resultado é imediato”, afirma Foz. Um fato que chamou atenção dos organizadores foi a presença de reparadores de outros municípios, como Santos, São Vicente, Campinas, Piracicaba e São José dos Campos. “Mais uma vez, isso mostra o interesse do reparador em obter conhecimento, mesmo que ele tenha de se deslocar de uma cidade para outra”, afirma o diretor do Grupo Germinal.

A Fiat acaba de lançar uma nova promoção voltada aos reparadores. Batizada de Clássicos Fiat - História do Futebol, a montadora irá premiar os reparadores que mais adquirem peças Genuínas nas concessionárias da rede. A promoção é do tipo juntou-trocou. Cada Real em compra de peças ou acessórios para veículos Fiat vale um ponto. O reparador junta os pontos e troca por prêmios, disponíveis no site www.reparadorfiat.com. br. Para juntar pontos basta cadastrar as notas fiscais no site. Além disso, a cada R$ 100 em compras o reparador ganha um cupom para concorrer a um carro zero km.


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em foco

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Dayco equipa novo fiesta (gasolina), a 4.250rpm. A correia HT Teflon é indicada mesmo para bombas de injeção de combustível com pressão superior a 2.000 BAR ou motores de 16 válvulas com dupla cames e temperaturas de funcionamento em torno de 120º C. Nos mercados norteamericano e europeu, esta correia foi validada para ser substituída até com 240.000 km.

Divulgação

A Dayco é a fornecedora original das correias dentadas de distribuição e respectivos tensionadores do novo Ford Fiesta. A correia dentada escolhida foi uma Dayco HT (High Tenacity) Teflon, que segundo a fabricante apresenta excelente desempenho e resistência mecânica/térmica. O novo Fiesta vem equipado com motor Sigma 1.6l 16v Flex com 115cv a 5.500rpm (etanol) ou 110cv a 6.250rpm (gasolina), com torque máximo de 159Nm (etanol) e 155Nm

Affinia lança filtro de cabine

Os reparadores contam com mais uma opção de marca de filtro de cabine, a Wix, produzida pela Affinia Automotive, que passa a disponibilizar o produto para uma gama de 138 modelos de veículos leves, de 19 montadoras, presentes no mercado nacional. Com 95% de eficiência na capacidade de filtragem, os filtros de cabine Wix trazem proteção à saúde dos motoristas, pois atendem o padrão de qualidade das montadoras, o que garante

a melhora da qualidade do ar que circula na cabine do veículo. A Wix recomenda a troca do filtro de cabine a cada 15 mil quilômetros, ou um ano. A falta de manutenção pode gerar mau cheiro e, ainda, prejudicar o sistema respiratório dos motoristas, produzindo rinites alérgicas, bronquite, coceira nos olhos, dores de cabeça e até causar doenças mais sérias, principalmente nos grandes centros urbanos, onde a poluição é maior.


Informe Publicitário

Atenção na escolha do analisador de gases Na cidade de São Paulo vivemos um tempo de inovação técnica no setor de oficinas onde o reparador está se adequando ou renovando suas ferramentas de trabalho e em especial o analisador de gases. As oficinas que pretendem prestar serviços nesta área de emissões e se interessam em adquirir um equipamento de analise de gases, além de verificar os preços oferecidos devem tomar os seguintes cuidados: - Adquirir seu equipamento de analise de gases de empresas que tenham condições de não somente vender, mas prestar assistência técnica adequada com profissionais treinados e qualificados especificamente para esta área. A empresa deve ter um conjunto equipamentos e gases para realizar a manutenção adequada dos analisadores, verifi-

car a faixa de medição, interferência de outros gases, linearidade etc. - Cuidado especial com equipamentos importados sem a correta adequação ao nosso combustível. Equipamentos sem esta adequação costumam ter um desgaste prematuro nas peças em contato com o vapor do combustível, principalmente o vapor corrosivo gerado pelo álcool e misturas. - Verificar se o equipamento possui o Selo de Aprovação do INMETRO. Conforme a portaria INMETRO Nº 155 de Agosto de 2005, só podem ser comercializados e utilizados os instrumentos de medição de gases de exaustão, comercializados depois de 1 de Julho de 2006 que tenham o selo de aprovação de modelo. O técnico reparador deve solicitar ao fabricante ou vendedor que

forneça o equipamento já selado para não estar sujeito às penalidades cominadas no artigo 8 da Lei 9.933, de 20 de Dezembro de 1999. A NAPRO é uma empresa que tem 24 anos de experiência na área de analise de gases e todos seus modelos fabricados e comercializados atendem as exigências do INMETRO.

Marcos Zillner é diretor de Engenharia da Napro Eletrônica Ind. Ltda


Yamaha XJ6: a sua primeira grande moto Arthur Gomes Rossetti

O consumidor de motocicletas no Brasil evoluiu e está cada vez mais exigente, de olho nas tendências estrangeiras e ávido por modelos modernos, velozes e economicamente viáveis. Foi pensando nesta proposta que a Yamaha passa a produzir na zona franca de Manaus os modelos XJ6 N (Naked) e XJ6 F (Full – carenada) em substituição às antigas FZ6 N e FZ6 S (linha Fazer 600), que tiveram a produção interrompida em novembro de 2009, mas que ainda permanecem em estoque a preços promocionais em algumas revendas da marca. E quem comparar a nova XJ6 com a extinta Fazer 600 verá que o design está muito

mais atraente, com ‘pitadas’ de moto italiana, de linhas agressivas, retas e atuais. Durante os 1.000 km percorridos durante o teste de rodagem o modelo não passou despercebido em um momento sequer, seguido de muitos questionamentos sobre preço, ‘que modelo é este’, qual a cilindrada, entre outras dúvidas de quem a admirava. O atraente preço sugerido de R$ 28,6 mil da versão ‘N’, idem à avaliada só foi possível perante uma racional economia no projeto, devido à nova proposta e filosofia da linha XJ6: atingir a um público que exige mais potência, porém que não abre mão da economia de combustível, maior conforto e design marcante. Apesar de a linha XJ6 pos-

Fotos: Oficina Brasil

A naked de 600 cilindrada chega com preço acessível, fácil tocada e mecânica simples

A XJ6 N é a 600 cilindradas de quatro cilindros mais barata do Brasil


Fotos: Oficina Brasil

caderno 2 rodas

suir um motor de quatro cilindros em linha e 600 cilindrada, compará-la a modelos como Honda Hornet 600, Kawasaki Z 750 e Suzuki Bandit 650 pode ser uma atitude desleal, pois os engenheiros priorizaram o torque a baixos e médios regimes de giro, o que a deixou muito mais agradável de conduzir nesta situação perante as rivais, porém virtude que se torna desvantagem quando o ponteiro do conta giros do tipo analógico ultrapassa os 9 mil RPM, onde o motor da Yamaha passa a ‘entregar os pontos’, bem no instante em que o motor das rivais ‘acorda’. O consumo de combustível surpreendeu, permanecendo acima dos 20 km/l sob tocada agressiva e mediana, em cidade e estrada. É uma moto que para a categoria, ‘não gasta nada’.

Setembro 2010

Compacto, o motor da XJ6 requer ferramental específico

Comportamento Para conseguir definir o prazer de conduzir uma XJ6 utilizarei a palavra ‘versatilidade’, pois em perímetros urbanos o conjunto motor, ciclística, freios e suspensão supera qualquer expectativa,

com respostas aptas ao que este cenário exige, como potência previsível na medida certa, boa maneabilidade para encarar o trânsito e resistência a ‘buraqueira’ e surpresas a sua frente. Na estrada o desempenho

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A bomba de combustível é alojada internamente do tanque

não é ruim, porém também não é dos melhores. Acima das 7 mil RPM o motor se mostra levemente áspero, e as seis marchas parecem ser um pouco curtas. Mas esta percepção poderá surgir nos motociclistas acostumados com extrema

performance e se considerado o preço cobrado pelo modelo, vale o que custa. Veja a seguir os detalhes da avaliação técnica que contou com a colaboração da oficina Bruno Racing, localizada na cidade de Campinas, interior


de São Paulo e pertencente ao reparador Bruno Gramola Filho. Motor Aqui tudo mudou e quando comparado ao potente projeto de 98cv utilizado na Fazer 600, pode-se dizer que apenas a estrutura foi mantida. Os

pistões continuam a serem feitos em material forjado, porém o cabeçote, os dutos de admissão de ar, a tubulação de escapamento, o mapa da injeção eletrônica e a embreagem mudaram por completo, com desempenho em acordo com a nova proposta da moto. Agora são 77,5cv de potência a ‘ape-

nas’ 10 mil RPM e 6,01 kgf.m de torque já a 8.500 RPM. E, aliás, a programação da injeção se mostrou perfeita ao nosso combustível e impressionou pela ótima velocidade de resposta quando exigido mais do punho direito, assim como a ausência de engasgos e irregularidades de funcio-

namento, mesmo durante a fase fria. Mecanicamente ela é uma moto fácil de trabalhar, porém uma gama maior de ferramentas é necessário, fato natural em modelos de média e alta cilindrada. “O reparador que se propor a trabalhar neste modelo deverá estar munido do ferramental adequado para valorizar o seu serviço e evitar aborrecimentos perante o cliente”, avalia Bruno Gramola Filho. Ao levantar o tanque basculante de combustível, que abriga internamente a bomba de combustível, percebemos que a acessibilidade de componentes como a ‘flauta’ (rampa de injeção), bicos injetores, caixa do filtro de ar e sensores é facilitada. O, porém fica no momento de remover as velas de ignição, que a exemplo do modelo YZF-R1 (avaliada nas edições de abril e maio de 2010) é necessário afastar cuidadosamente o radiador para conseguir encaixar a chave de vela. Como em todo projeto moderno, o motor também faz parte da estrutura da moto, fixado ao quadro tubular de aço em quatro diferentes pontos. O sistema de escapamento

passa a ser do tipo 4x2x1, com abafador central localizado abaixo do cárter, com catalisador integrado. Além de concentrar a massa e colaborar para o rebaixamento do centro de gravidade, este desenho gerou o fim do desconfortável aquecimento do assento, gerado em modelos com as saídas de escape superiores. Caso seja adaptado ponteiras esportivas, o comportamento dinâmico do motor será alterado, assim como a emissão da gases poluentes, que poderá gerar reprovação na cidade de São Paulo quando for necessário realizar a inspeção veicular. E para falar a verdade, ‘é um pecado’ querer trocá-lo, pois além do design inovador, o ronco é muito gostoso de ouvir, bem característico das motos ‘quatro bocas’. Durante a análise de gases o modelo foi aprovado com louvor, apresentando índices de apenas 0,01% de CO (monóxido de carbono) e 21 PPM de HC (hidrocarboneto/ combustível não queimado). Transmissão O escalonamento das seis marchas está mais curto, o que favorece o torque em baixos e médios regimes de


cadernO 2 rOdas

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do cabo ele passou a ficar dentro dos padrões. Apenas para colocá-la em neutro foi um pouco difícil, sendo necessária certa ‘manha’ para conseguir.

A motocicleta apresentou índices quase nulos de CO e HC

Sob o banco estão a bateria, o retificador de voltagem, o sensor de queda, o relê de partida e a caixa de fusíveis

giro, e a transmissão final é feita através de corrente. O acionamento da embreagem é através de cabo e se mostrou

bem macio, acima da média. O pedal de acionamento das marchas estava levemente duro, mas após a regulagem

Freios e Suspensão O ponto de maior destaque da ciclística da XJ6 é sem dúvida os freios. Eles são extremamente sensíveis e eficientes e basta um leve esforço ao manete e pedal para que a velocidade seja diminuída em total segurança. Os cilindros mestres são da marca Brembo e as pinças da japonesa Nissin. Na dianteira figuram dois grandes discos flutuantes de 298mm de diâmetro externo e pinças de dois pistões cada. Na traseira está um solitário disco rígido de 245mm de diâmetro externo mordido por pinça simples. O sistema antitravamento ABS não é oferecido pela Yamaha nem como opcional. A suspensão é telescópica convencional na dianteira (sem a opção de regulagem) e monoamortecida na traseira, esta com opção de até sete regulagens na pré-carga da mola, sem o cilindro externo de nitrogênio. Ambas possuem 130mm de curso, com superior vantagem para o conjunto dianteiro, que mostrou ‘copiar’ melhor as irregularidades do piso quando em tocada esportiva, em curvas de alta velocidade. Foi

nesta condição que o conjunto traseiro por duas vezes gerou uma ligeira deficiência, que não chegou a causar sustos,

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mas que avisou sobre os limites do projeto. Parecia que ela estava avisando ‘cuidado, você está exigindo demais!’.

Opinião do especialista

O motor tem o funcionamento regular, de manutenção relativamente simples e completamente confiável. O desempenho superesportivo não é o seu forte, justamente para ser robusto e não ter muito desgaste interno, projetado para uma boa desenvoltura a baixos e médios regimes, aliado a alta economia de combustível, raro na categoria. Os freios são muito bons e a suspensão tem os amortecedores de funcionamento básico, onde o único recurso existente é o de regulagem da pré carga da mola traseira, que ainda apresenta o indesejável balanço nas curvas de alta devido a ausência do sistema de regulagem de retorno. Por Bruno Gramola Filho Bruno Racing (Manutenção e preparação de motos) (19) 3256-6404 www.brunoracing.com.br


Verificando o sensor de oxigênio com o Rasther

Rino Liciani Jr. Tel: (19) 3867-0444 www.brubicar.com.br

O Sensor de Oxigênio, também conhecido como sonda lambda, tem a função de identificar a qualidade da mistura pós-queima. A análise precisa deste sensor é muito importante para obtenção de informações que irão detectar qual o motivo que está gerando a mistura inadequada. Sabemos que é este sensor que analisa a queima dos gases, mas, para que isso ocorra, muitas informações são passadas para o Módulo de Controle, a fim de que o

débito de combustível (TI), o avanço de ignição e o ângulo de permanência (TIG) sejam calculados. Como, muitas vezes, a sonda é substituída sem necessidade, é aconselhável fazer a análise com o auxílio do Scanner Multimarcas Rasther. Antes de começar a execu-


CADERNO 2 RODAS

tar os testes, vamos falar mais um pouquinho deste sensor: A sonda lambda fica estrategicamente instalada no escapamento antes do catalisador, onde se obtém resultados da queima do combustível. Para que este sensor consiga gerar sinais de leitura, é necessário que a cápsula de dióxido de zircônio, que é o coração da sonda lambda, esteja a uma temperatura aproximada de 300°C. Existem duas maneiras para alcançar esta condição de trabalho: uma delas é quando a sonda está instalada no cabeçote, logo na saída dos gases. Este tipo de sonda normalmente tem apenas o fio do sinal para o MCE, pois o aquecimento é feito pelos

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gases de combustão. Neste modelo de sonda, a temperatura de trabalho é alcançada em poucos segundos. Sabemos que a temperatura da queima ultrapassa o range dos 300°C, e, consequentemente, a obtenção do aquecimento se dá pela própria combustão. A outra maneira ocorre quando a sonda fica estrategicamente instalada em local mais distante da boca de fogo, sendo necessária a utilização de uma sonda, conhecida como universal, com aquecimento próprio. É também utilizada nos motores Mix (álcool e gasolina). Neste segundo caso, muito comum em vários modelos, é utilizada uma sonda de quatro fios.

Este tipo de sonda tem aquecimento próprio e não depende da temperatura dos gases de combustão. Desses quatro fios, dois são responsáveis pelo aquecimento da sonda logo após a L15, conforme esquema ao lado. Sonda com aquecimento próprio Nas motocicletas como no caso da Mirage e das Harley Davidson a sonda fica estra-

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CADERNO 2 RODAS

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tegicamente longe da saída do duto do cabeçote, sendo necessário assim a utilização de sondas com aquecimento próprio. O range de sinal emitido pela sonda fica entre 0,1 Volt a 0,9 Volt, onde: A voltagem ideal com o motor na temperatura normal de trabalho está próxima a 0,4 Volt, porém, na fase fria do motor, é comum obter uma variação aproximada de 0,7 Volt. A variação da sonda poderá ser facilmente observada através do auxílio do Scanner. Neste momento conseguese visualizar o valor e o gráfico em tempo real, dando a dimensão da velocidade de resposta. Atenção: Para considerar o teste de sonda lambda satisfatório, deve-se avaliar a velocidade

de resposta do sinal gerado. É muito importante que o sinal seja extremamente rápido, caso contrário, a motocicleta poderá apresentar falha em seu funcionamento, principalmente nas retomadas de aceleração. Antes de se avaliar as

condições da sonda lambda, é fundamental verificar as condições do óleo do motor, filtro de ar, aterramento do chassi e condições da vela de ignição.


www.oficinabrasil.com.br/agendadocarro

Comitê de Rede recebe oficinas da Agenda Alexandre Akashi A reunião de agosto do Comitê de Rede do Programa Agenda do Carro, formada por técnicos das empresas patrocinadoras (Dayco, Heliar, MTE-Thomson, Osram, Sabó, Tecnomotor e Valeo) contou com a participação de dois integrantes da Agenda, os proprietários das oficinas Fort Service, Agnaldo Domingues Fernandes, e Auto Elétrico Torigoe, Sérgio Torigoe, que apresentaram suas opiniões a respeito do programa. Entre as sugestões feitas pelos reparadores, destaque para a substituição do termo “Manutenção Preventiva”, no site da WebMotors, para “ Inspeção Veicular e Manutenções”, e a criação de um Pop-up da Busca de Oficinas na home do site da WebMotos, com os dizeres: “Inspeção Veicular-Procure aqui”. A participação dos reparadores foi bastante proveitosa para o Comitê de Rede entender melhor as necessidades das oficinas que

participam do programa. O Comitê de Rede é responsável pela avaliação, auditoria e realização de eventos com as oficinas da Agenda. Inspeção Ambiental O Sindirepa-SP acaba de anunciar que criou uma Comissão de Avaliação da Inspeção Ambiental Veicular do Município de São Paulo com objetivo de promover a discussão de temas relacionados à inspeção, como registro e avaliação de ocorrências oriundas de oficinas com as devidas evidências. A proposta tem como intuito melhorar os serviços de pré e pós-inspeção nas oficinas que fazem parte do Programa de Seleção de Oficinas para Atendimento Pré e Pós-Inspeção Veicular Ambiental em Veículos/Motocicletas do Ciclo Otto e do Ciclo Diesel. Por isso, a comissão vai levantar as principais dúvidas dos reparadores, bem como colher informações junto à Controlar para permitir a melhoria contínua dos serviços de reparação.

Novas na rede Oficinas aprovadas

Cidade

Estado

Galu´s Auto Part´s

São Bernardo do Campo

SP

Safety Car

São Paulo

SP

Tuca Auto Shop

São Paulo

SP

Centro Automotivo Fuscão

São Paulo

SP

Auto Mecânica Fabio

São Paulo

SP

Vip Lub

São Paulo

SP

Gerson Auto Center

São Paulo

SP

Barra Sul Auto Center

Rio de Janeiro

RJ

Eletric Eletronica Automotiva

Rio de Janeiro

RJ

Pit Stop Dayco - Agora você, mecânico, tem uma opção que lhe proporciona ainda mais confiança: tensionadores e polias Dayco. Você pode instalar no sistema de transmissão correias, polias e tensionadores de uma só marca: Dayco, tendo com isso 100% de garantia de uma transmissão segura. Heliar - A Mondial Assistance - líder mundial em assistência e seguro viagem é a nova responsável pelo serviço de assistência 24 HORAS HELIAR. Assim os consumidores da marca estão em boas mãos e muito bem assessorados em caso de pane elétrica! Divulgue aos seus clientes este benefício! Em caso de pane elétrica da sua Bateria Heliar ligue para 0800 702 5002. MTE-Thomson - Lançamento! Conheça o novo Sensor Lambda Planar Universal. Ele é a evolução da Lambda Convencional (Finger) e a grande vantagem é o seu rápido aquecimento. Solicite-o pelo número 8884! Sabó - A empresa disponibiliza para o mercado de reposição os retentores originais do volante do motor com flange integrada para os motores Fire 1.0 e 1.3 8v. O reparador poderá adquirir tanto o retentor em PTFE sem mola com flange de chapa, ou o de borracha com mola e flange de alumínio. Tecnomotor – Neste ano completamos 30 anos, porém desde o ano 2000 vislumbramos a necessidade de uma especialização e aprimoramento dos profissionais na área automotiva, e criamos a Rede ECOCAR. As Oficinas selecionadas participam de vários Cursos Técnicos e Administrativos ao longo do ano, e ganham assim destaque no mercado. Visite nosso site: www.ecocar.com.br. Para mais informações, contatar nayara@ecocar.com.br.


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padrão de qualidade

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tecNologia

Nytron investe em qualidade e amplia garantia Manter a equipe motivada e comprometida com a empresa é tarefa do gestor, que precisa ter habilidade para identificar talentos e direcioná-los corretamente

Polias e tensionadores com 12 meses de garantia. Este é o principal benefício do novo processo produtivo dos componentes fabricados pela Nytron, que traz também como vantagens menor risco ambiental, uma vez que não utiliza produtos cancerígenos. O segredo é a fórmula do tratamento de superfície das peças, que passaram a ser banhadas por um processo batizado de zinco branco trivalente. Antes, a Nytron utilizava o banho por oxidação negra. “O novo processo apresenta benefícios práticos e estéticos, como maior durabilidade, não contém substâncias cancerígenas, diminui o impacto no meio ambiente e melhora a aparência da peça”, afirma o diretor da Nytron, Luiz Aparecido Rodrigues. Rodrigues explica ainda que existe um outro tipo de banho, muito similar ao utilizado pela Nytron e amplamente empregado pelas

demais fabricantes, chamado de banho de zinco branco hexavalente, que visualmente não apresenta diferença, porém utiliza substâncias cancerígenas, como o cádmio e chumbo. “Este tipo de banho (hexavalente) é proibido por lei na Europa, mas aqui no Brasil ainda não”, afirma Rodrigues. Segundo ele, apenas uma montadora no Brasil tem como padrão este cuidado com o banho branco, enquanto as demais ainda trabalham com o método tradicional de oxidação negra ou banho de zinco branco hexavalente. Investimento Para fazer a atualização tecnológica, a Nytron informa que realizou investimentos na ordem de R$ 1,2 milhão, nos últimos 18 meses, e além disso, renovou a certificação ISO 9001:2008, via IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, que garante o controle de qualidade em todo o processo de fabricação dos produtos. Assim, a Nytron está preparada para dar passos mais

Divulgação

alexandre akashi

O diretor da Nytron, Luiz Aparecido Rodrigues (ao centro), com o gerente mancional comercial/marketing, Aldo Luiz Ferreira (esq). e o técnico da qualidade, Amauri Guimarães: polias e tensionadores mais ecológicos

largos, rumo à exportação dos produtos para o continente europeu. Atualmente, já atua em mercados da América do Sul, como Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia. “Este ano trabalhamos para que 7% de todo nosso faturamento venha de exportações”, afirma o gerente Nacional Comercial e de Marketing, Aldo Luiz Fer-

reira. Infelizmente, não há como o reparador nem o consumidor final diferenciar uma peça banhada pelo processo de zinco branco trivalente, sem componentes cancerígenos, de outra que recebeu o tratamento hexavalente, porém, ao realizar este investimento, a Nytron, empresa que atua 100% no aftermarket, sai na

frente da concorrência, inclusive das que são fornecedoras das montadoras. É de se esperar, portanto, que esta ação seja copiada em breve pelas montadoras, que passarão a solicitar dos fornecedores o mesmo investimento, ainda mais por se tratar de uma tecnologia mais amigável com a saúde e meio ambiente.


EvEnto Artigo

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Consciência ambiental chega ao setor automotivo Por Mauricio Prado Alves*

A realidade sustentável, presente em diversas atividades comerciais, chegou ao setor automotivo com a implantação de programas de gestão ambiental nas atividades diárias das concessionárias. Pela própria atividade potencialmente poluidora, a prática vem se tornando tendência no setor e torna-se fundamental, já que atende às legislações ambientais, como a Política Nacional de Meio Ambiente, lei de crimes ambientais e outras legislações nas esferas estaduais e municipais. Ao aderir à implantação de um programa de gestão ambiental, as empresas do setor automotivo demonstram não apenas seus esforços para cumprir com as regras legais ambientais e gerar o menor impacto possível ao seu redor e ao meio ambiente, mas mostram que estão em consonância com o crescente apelo do consumidor, que opta cada vez mais por serviços e produtos de melhor qualidade ambiental. Para ser considerada uma atividade adequada dentro dos padrões ambientais alguns fatores são avaliados, como: a

redução de consumo de energia elétrica, o aproveitamento de água de chuva, a utilização de insumos que não degradem o meio ambiente e, principalmente, a destinação adequada de todos resíduos gerados. Pela avaliação da Servmar Ambiental e Engenharia, especialista no tema e responsável pelo projeto piloto implantado na Toriba Veículos (VW) e Sampa Motors (Honda), o programa de gestão ambiental traz ganhos para todos os envolvidos: o concessionário agrega valor ao produto e ao serviço devido à grande aceitação do consumidor, que se sente mais confortável em entregar seu carro para reparos em um local que leva a sério a questão ambiental. Outro ponto positivo é a segurança do desempenho das atividades diárias, sem gerar nenhum passivo ambiental. Mesmo em uma escala ainda pequena, já há modelos de gerenciamento de resíduos que demonstram o sucesso da iniciativa, como o piloto desenvolvido pela Servmar nas duas concessionárias. O trabalho consistiu em visitas técnicas às instalações com objetivo de realizar um diagnóstico am-

biental e de elaborar um plano de gerenciamento de resíduos. A ideia é abastecer as empresas com as diretrizes necessárias para adequação das legislações ambientais e, consequentemente, uma melhor qualidade ambiental de suas atividades. Ao atender a esses parâmetros ambientais, a Sampa Motors foi beneficiada por um certificado fornecido pela Honda, que constatou o atendimento dos requisitos ambientais, como o gerenciamento adequado dos resíduos e redução dos impactos ambientais através do compromisso das melhorias contínuas de seus processos. Quanto ao questionamento do investimento, o que aparentemente pode parecer alto, os recursos destinados aos programas de gestão ambiental se comprovam necessários e efetivos, com benefícios diretos. Além do ganho ambiental e de imagem no mercado, os custos do gerenciamento de resíduo passam a ser pequenos quando comparados às sanções que as empresas podem sofrer e às penalidades fixadas em lei, como de crime inafiançável, que responsabilizam diretamente os diretores das concessionárias.

Diante desse cenário de ganhos comerciais, sociais e ambientais, a adoção a um programa de gestão ambiental se torna uma exigência cada vez mais presente entre as empresas do setor. Além de se tornar uma ação imprescindível para tornar o planeta mais saudável.

* Mauricio Prado Alves é engenheiro e Diretor Técnico da Servmar Ambiental e Engenharia. Integra a câmara de petróleo da CETESB e o Comitê Gestor da ReLASC Brasil (Rede Latino Americana de Prevenção e Gestão de Sítios Contaminados)

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técnicA

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técnicA

Colaborou com este artigo Alexandre Pandolfi Peres Alekareka Assistência 24 Horas alekarekaassistencia@hotmail.com Alekareka é consultor técnico e ministra cursos sobre eletrônica embarcada

Dando continuidade a esta série de matérias sobre o conceito da elétrica veicular na prática, falaremos sobre outros componentes e sinalizadores, que nada mais são que um ‘liga e desliga’. Com esta filosofia didática, vamos aprender um pouco mais deste assunto que deixa muito reparador de ‘cabelo em pé’. Luz de ré Nada mais é que um liga e desliga o interruptor ou ‘cebolinha’ como e chamado, e fica rosqueado na carcaça do cambio. Dela vai sair dois fios. Um fio é linha 15, corrente quando

Divulgação

Parte 7 – De maneira simples aprenda parte elétrica liga a chave. O outro fio vai para as lâmpadas traseiras de ré. Num teste rápido para saber se é a cebolinha com defeito é muito fácil. Basta juntar os dois fios da ‘cebolinha’. Se acender as lâmpadas de luz de ré, a cebolinha esta ruim. Obs: Deixe a ignição ligada! Luz de freio Nada mais é que um liga e desliga. Antigamente o interruptor ou ‘cebolinha’ como é chamado, ficava no cilindro (burrinho) mestre. Atualmente fica localizado no pedal de freio. Dele saem dois fios. Um fio é

Interrupter de freio

linha 15 (corrente) quando liga a chave e o outro fio vai para as lâmpadas traseiras de freio. Num teste rápido para saber se a ‘cebolinha’ está com defeito é fácil. Basta juntar os dois fios da ‘cebolinha’ com a chave liga-

da e se acender as lâmpadas, o defeito é a ‘cebolinha’. Luz de cortesia As luzes de cortesia de um veículo são acionadas nos interruptores de porta com


técnica

corrente positiva ou negativa. Funcionamento do sistema da lâmpada de cortesia com ‘terra’ A lâmpada recebe um positivo e um terra direto, por isso quando você quer ler alguma coisa é necessário mudar o botão da lâmpada, e se desejar deixar no modo automático que nada mais é que no interruptor da porta. Este está ‘aterrado’ e parafusado no batente da porta. Quando a porta é aberta, o interruptor faz a ligação do terra. Automaticamente a lâmpada que já possui o positivo direto que é linha 30 (corrente direta da bateria), se acenderá. O princípio de funcionamento é o mesmo para interruptor positivo. Obs: É possível também utilizar relês temporizadores juntos, que ao sair do veículo a luz se apaga devagar, mas a ligação é a mesma, porém acrescentamos o relê para ambos, seja um sistema positivo ou negativo. Freio de estacionamento Quando você aciona a alavanca do freio de estacionamento, a lâmpada indicadora no painel do veículo acende. Isto acontece porque existe um interruptor debaixo da alavanca, que nada mais é que um liga e desliga. Em alguns veículos o interrupttor chega a ser de lateral de porta, idêntico ao utilizado como luz de cortesia.

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Dica extra - Volkswagen Fox

Obs: Nem as chaves originais funcionam.

painel acesas por um período de 45 minutos, para o ‘destravamento’ do sistema do imobilizador. Após este período desligamos a chave e a ligamos novamente. O motor tem que pegar normalmente. OBS: Quando ligar a chave, espere a luz do CODE apagar, que significa que o sistema reconheceu a chave. Caso você não tenha sucesso neste procedimento repita-o novamente! Não habilitando, o procedimento muda. Peça a senha do imobilizador, e a chave para o proprietário do veículo. Se ele não souber a senha (que é algo normal), proceda da seguinte maneira: Com um scanner que ‘puxa’ senha via tomada de diagnóstico, ‘puxe’ a senha e habilite novamente pelo scanner, que ele próprio informará o passo a passo.

Para a solução, devemos deixar o veículo com a ignição ligada e as luzes do

Obs: Antes de habilitar, apague as chaves anteriores utilizando o scanner!

Funcionamento do sistema da luz de freio de estacionamento Um fio sai do interruptor e vai direto para a lâmpada do painel. A lâmpada recebe uma corrente linha 15 e o

interruptor está parafusado na carcaça, que ao ser puxado envia ‘terra’ para a luz acender. Às vezes o interruptor é duplo, aí a ligação é idêntica a cebolinha de freio.

ImObIlIzadOres VW Devido a nossa caminhada de trabalho no dia a dia, observamos por várias vezes o travamento do sistema imobilizador em alguns modelos da Volkswagen. Só de fazer um auxílio de bateria (a famosa chupeta) em um Cross Fox, Fox ou Space Fox, o veículo poderá acender a luz do CODE e não entrar mais em funcionamento. Isto pode acontecer numa troca de bateria, bateria muito fraca, e quando tentamos dar partida no veículo, ou ainda quando o usuário tenta ligar o veículo com outra chave. O que acontece é que o sistema entra em travamento no imobilizador.

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técNica

Parte 1 - Diagramas elétricos do Novo Uno Fire Evo 1.0l e 1.4l 8v Flex

Colaborou com este artigo Válter Ravagnani Esta dica foi retirada da enciclopédia automotiva Doutor-ie. Para saber mais sobre a enciclopédia ou sobre a consultoria técnica automotiva prestada pela Doutorie, ligue para (48) 3234 6781 ou visite a loja virtual www.doutorie.com.br

Nesta edição a Doutor-ie Tecnologia Automotiva disponibiliza em primeiríssima mão, o diagrama elétrico do sistema de injeção eletrônica Magneti Marelli IAW 7GV. Extraído do acervo da Enciclopédia Automotiva Doutor-ie, esse diagrama equipa os veículos Novo Uno com os motores Fire Evo 1.0 e 1.4 8V Flex. Nas Próximas edições traremos mais diagramas e particularidades desses veículos.


tĂŠcnica

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tĂŠcnica


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téCnICa

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Chevrolet Meriva - Sistema Multec HSFI 2.3

Controle do motor Multec HSFI 2.3

Colaborou com este artigo Fábio Ribeiro, proprietário da Ciclo Engenharia Para conhecer mais sibre suas publicações, visite o site www.cicloengenharia.com.br

Nesta edição trazemos os diagramas do controle do motor do Chevrolet Meriva 1.4l X 14 YFH a partir de 2008 e 1.8l X 18 XF 2006 - 08, o Multec HSFI 2.3.


técnica

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Pin-out da unidade de controle do motor

term. Descrição A02 Linha 30 protegida pelo fusível 05 A03 Sensor de pressão do AC pino C A04 Sensor de pressão do AC pino B A05 Interruptor do pedal de freio pino 4 A07 R07 - Relé do compressor do AC pino 1 A11 Módulo de controle da carroçaria pino 75 A13 Interruptor do pedal de freio pino 2 A16 R05 - Relé principal pino 85 A19 Linha 30 protegida pelo fusível 05 A20 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 1 A23 R02 - Relé da bomba de combustível pino 85 A24 R09 - Relé da 1ª e 4ª velocidade do ventilador do radiador pino 4 A31 R08 - Relé da 3ª velocidade do ventilador do radiador pino 4 Relé da segunda velocidade do ventilador do radiador pino 85 (Sem AC) A33 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 5 A35 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 2 A36 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 6 A37 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 4 A39 Relé da 1ª, 2ª e 3ª velocidade do ventilador do radiador pino 4 A39 Relé da primeira velocidade do ventilador do radiador pino 85 (Sem AC) A41 Sinal de velocidade A43 Módulo de controle da carroçaria pino 99 A49 Sensor de pressão do AC pino A A50 Sensor de posição do pedal do acelerador pino 3 A51 Relé da partida a frio pino 85 A52 Linha 15 protegida pelo fusível 26 A53 Sensor de nível de combustível pino 2 Módulo de controle da carroçaria pino 89 A54 Imobilizador pino 7 A61 Não identificado A64 Imobilizador pino 2

term. Descrição B01 Bobina de ignição pino A B03 Eletroválvula de purga do canister pino A B05 Sensor de rotação pino 02 B09 Acelerador eletrônico pino B B10 Sensor de temperatura da água pino B B12 Acelerador eletrônico pino C B13 Acelerador eletrônico pino A B15 Acelerador eletrônico pino E B16 Acelerador eletrônico pino H B17 Bobina de ignição pino A B22 Sensor de rotação pino 01 B26 Sensor de pressão absoluta pino 4 B31 Acelerador eletrônico pino E B32 Acelerador eletrônico pino H B33 Bobina de ignição pino C B37 Sensor de rotação malha B40 Eletroinjetorr da partida a frio pino A B42 Sonda lambda aquecida pino A B43 Sensor de temperatura do ar pino 2 B44 Sonda lambda aquecida pino B B45 Sensor de pressão absoluta e de temperatura do ar pino 1 B46 Acelerador eletrônico pino D B47 R05 - Relé principal pino 87 B48 R05 - Relé principal pino 87 B49 Bobina de ignição pino C B52 Sonda lambda aquecida pino C B56 Interruptor de pressão do óleo B57 Eletroinjetor 1 B58 Eletroinjetor 3 B59 Eletroinjetor 4 B60 Eletroinjetor 2 B62 Sensor de temperatura da água pino A B62 Sensor de detonação pino 2 B63 Sensor de pressão absoluta pino 3 B64 R05 - Relé principal pino 87

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Sistema de freio antibloqueante ABS - Honda civic 1998 Colaborou com este artigo Pedro luiz Scopino, proprietário da Auto Mecânica Scopino, consultor do jornal Oficina Brasil, vicepresidente da AESA-SP e integrante do Grupo GOE

Teremos neste encontro sobre freio antibloqueante um ABS que está aplicado em uma linha de veículos conhecido pelos reparadores pelo seu baixo índice de manutenção, também com boa parte de seus proprietários dispostos a ter seu veículo em perfeito funcionamento, estamos falando sobre o Honda Civic. Um sistema de freio ABS presente praticamente em todos os modelos, já que estamos falando de segurança ativa no veículo, o sistema aplicado no Civic tem um sensor por roda, e algumas curiosidades, pois muito se fala em freio ABS com sistema de pastilhas e discos de freio na dianteira e na traseira do veículo. E na verdade não importa esta questão, pois no Civic temos o freio dianteiro com pastilhas e discos e na traseira sistema com patins e tambores de freio. Vamos aos detalhes do CIVIC 1.6 de 1996 a 2000: Alimentação elétrica: O aterramento da ECU é feito pelos pinos 16 e 19. A alimentação direta da bateria, linha 30,

passando por um fusível de 20 A e um de 40 A temos os pinos 17 e 18 da ECU. A linha pós-chave de ignição chega ao pino 15 após passar por um fusível de 10 A. Estes fusíveis de proteção estão caixa dentro do vão do motor, identificados na própria tampa de fechamento. Componentes Unidade eletrônica Uma ECU de 20 pinos, distribuídos em duas fileiras paralelas temos o pente da unidade eletrônica que está ligada aos quatro sensores de velocidade, interruptor de pedal de freio. A ECU faz o controle de sinais recebidos dos quatro sensores e segue comparando a velocidade entre os mesmos, havendo variação de sinal considerável (cerca de 10%) é o momento de entrar em ação com acionamentos de solenóides específicas para executar a modulação hidráulica. Esta modulação varia entre as solenóides que estão junto da unidade hidráulica.

Tambor de freio com roda fônica

Sensor próximo do anel dentado

AlimentAção elétricA PINOS / SISTEMA CIVIC ATERRAMENTO 16 – 19 POSITIVO 15 – 17 – 18 Unidade hidráulica Com uma ação de controle do tipo 4K (quatro canais) a unidade hidráulica está incorporada à unidade eletrônica (ECU) sendo controlada pelo módulo eletrônico. A sua construção permite a

Sensor dianteiro e anel dentado

livre passagem do fluido de freio que vem do cilindro mestre com destino às rodas do veículo. Assim, ocorrendo qualquer falha no sistema em que a ECU identifique risco à segurança é acionada a lâmpada de anomalia e o sistema estará excluso, e assim o ABS não funcionará, mas o sistema hidráulico funcionará como se o veículo não fosse aplicado com ABS. A bomba de recirculação faz parte da unidade hidráulica. As oito solenóides estão dentro e são moduladas pela unidade hidráulica: Isolamento traseira direita; Diminuição traseira direita; Isolamento traseira esquerda; Diminuição traseira esquerda; Isolamento dianteira direita; Diminuição dianteira direita;


técnica Isolamento dianteira esquerda; Diminuição dianteira esquerda.

Traseiro direito – pinos 01 e 03 Traseiro esquerdo – pinos 08 e 09

Sensores São do tipo indutivo, de dois fios apenas, e posicionados de forma fixa e perpendicular às rodas dentadas. No eixo dianteiros temos as engrenagens fixas no anel externo das juntas homocinéticas fixas e o sensor na manga de eixo, e no eixo traseiro temos a fixação na parte externa do cubo de roda, que é o próprio tambor de freio e o sensor de velocidade no espelho de freio. Em ambos os eixos não há regulagem prescrita. O torque de aperto dos parafusos de fixação é de 10Nm. O valor de resistência deve estar entre 600 a 900Ohms.

Comentários A troca preventiva do fluído de freio é uma das formas de manter bem o funcionamento do sistema ABS do Civic. O fluído é perecível e uma vez contaminado pode danificar ou emperrar as válvulas solenóides de descarga e isolamento do sistema. A comunicação com scanner automotivo neste ABS é simples, e está compatível com boa parte dos scanners nacionais. Ao ser ligada a ignição a ECU aciona pelo pino 21 a lâmpada ABS no painel de instrumentos, e depois da checagem inicial a mesma é apagada. O conector de diagnóstico está ligado aos pinos 11 e 12 da ECU e se encontra abaixo do painel de instrumentos lado passageiro, abaixo do porta luvas. O interruptor de pedal de freio está ligado direto à linha 30 ao pino 14 da ECU. Uma dica

Os sensores estão ligados à ECU eletrônica da seguinte forma: Dianteiro direito – pinos 04 e 05 Dianteiro esquerdo – pinos 06 e 07

muito útil neste sistema do CIVIC é em relação à folga excessiva no rolamento de roda traseira, o que vai gerar uma folga no cubo traseiro e diferença na distância entre engrenagem dentada e sensor. Os relés de alimentação elétrica e de acionamento da bomba de recalque estão dentro da unidade eletrônica. Na próxima edição, veremos o Sistema ABS do Chrysler Grand Cherokee.

Unidade elétrica/hidráulica

71 Fotos: Divulgação

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Reservatório do fluído

Lâmpada do ABS


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técnIcA

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Andre Luis Bernardo e Albino Buzolin Filho Especialistas em reparo de módulos automotivos (19) 3284-4831 www.designmecanica.com.br contato@designmecanica.com.br

Apesar de ser um sistema aplicado em veículos já com uma certa idade, como Monza, Kadett e Ipanema, entre 1991 e 1996, o sistema EFI da General Motors, com apenas um bico injetor possui vários defeitos interessantes, que inclusive podem apresentar algumas dificuldades de solução. O sistema é representado pela sigla TBI que significa Injeção no Corpo de Borboleta, um sistema desenvolvido pela divisão AC Rochester da GM Corporation. O EFI possui bico injetor de baixa impedância característico nos veículos single point, e não apresenta sonda,tendo um potenciômetro para o ajuste de CO. O EFI possui ainda distribuidor com bobina impulsora e módulo HEI que é responsável pela ignição e também envia sinal para o módulo de injeção para que haja pulso no injetor. É preciso tomar muito cuidado com módulos HEI que encontramos no mercado porque alguns não apresentam qualidade e o veiculo pode perder rendimento. Outros queimam muito rápido e é preciso lembrar sempre de colocar pasta térmica atrás do módulo HEI antes de montá-lo.

Divulgação

Dicas técnicas sobre o sistema EFI da GM

ECU - Sistema EFI utilizado em veículos GM no passado

Casos e soluções A seguir, apresentaremos alguns problemas que já enfrentamos com estes veículos, e que deram certa dor de cabeça para resolver. Já tivemos um veículo que demorava para pegar, mas insistindo ligava. O correto é verificar primeiramente a pressão de combustível. Se estiver correta (entre 1,8 a 2,2 bar), pode ser avaria no relé

da injeção, localizado na caixa de fusível. Este relé da injeção fica ligado em paralelo com o sensor de pressão de óleo do motor. Por este motivo, se o relé de injeção apresentar mau funcionamento, a bomba será alimentada quando houver pressão de óleo no motor, o que dificulta a partida do motor. A ventoinha também apresenta um problema específico. Ela fica ligada direto, mesmo

com o carro frio. O certo é verificar primeiramente o sensor de água. Se ele estiver ok, o problema é interno no módulo de injeção, sendo necessário o reparo ou a troca do módulo. Já tivemos casos também de bico injetor aberto direto, e quando viramos a chave, pode até encher a câmara de combustível. Para diagnosticar este problema é preciso verificar se há curto-circuito no chicote do bico na lataria do veículo. Se isso não estiver ocorrendo, então o defeito é ocasionado pelo módulo. Neste caso a solução é o reparo ou a troca do módulo. Quando fazemos reparo no alternador (às vezes nem é preciso mexer nele para este problema surgir), o veículo passa a morrer em lombadas ou quando o desaceleramos. Isso é ocasionado pela falta de sinal do sensor de velocidade. Assim, primeiramente, é preciso verificar se o fio marrom que alimenta o negativo do sensor, que está afixado no parafuso do alternador, não está quebrado. Por último, como dia, é preciso tomar cuidado com o pré filtro do tanque principalmente nos veículos a álcool, que apresentam problema de falta de combustível principalmente nas curvas.


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padrão de qualidade

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padrão de qualidade

Sistema de Gestão garante economia de tempo e dinheiro dentro da oficina Bruna paranhos

Um programa informatizado instalado na oficina alavanca o trabalho administrativo e o atendimento ao cliente, gerando economia de tempo. Eles são como um grande banco de dados, que arquivam as informações de todo o gerenciamento da empresa. Exigência no mercado atualmente, o ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial), sigla usada em português, são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma empresa em um único sistema. Atualmente existem softwares no mercado que gerenciam todo o sistema de uma oficina, desburocratizando os serviços. Os sistemas tecnológicos podem ser usados em todos os setores, do atendimento, passando pelo estoque, departamento financeiro, pós-vendas, pesquisas, entre outras. O padrão de qualidade do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva) determina que os centros automotivos possu-

am, mesmo que de tecnologia básica, esse tipo de sistema computadorizado.“Imagina só controlar fichas de estoque manualmente, por exemplo. É um processo demorado, que demanda uma série de burocracias e atrasa o atendimento. Por isso é preciso um sistema capaz de facilitar o trabalho”, explica José Palácio, auditor o IQA. Um exemplo claro de como utilizar esse sistema de gestão é eficaz é o maior interesse do cliente: O tempo do reparo. Se você utiliza um sistema de préordem de serviço, o software já calcula o preço e o tempo esperado para a conclusão do serviço. Ou seja, os sistemas direcionam como administrar o tempo usado no reparo. Existem programas mais simples, para ordem de serviço, até os mais sofisticados para gestões administrativas e financeiras. Controle Se por algum motivo o reparo passou do tempo previsto, com horas a mais, é sinal de que algo está errado dentro da oficina. O sistema também controla as horas gastas no conserto.

Bruna Paranhos

Softwares ajudam na administração e no bom atendimento ao cliente

Júnior, da Scattini “Tudo ficou mais organizado com agilidade e rapidez no atendimento”

Isso ajuda a comprovar o tempo usado no reparo e é honesto com o cliente, pois não se cobra a mais pelo serviço. “Ele ajuda a detectar onde está o erro para ser consertado de maneira correta, melhorando a qualidade do atendimento”, disse Palácio. O sistema de gestão também auxilia no orçamento. A avaliação é imediata e sai com o do tipo de peça usada, se há disponibilidade em estoque, tempo de espera e de reparo. Eles são montados por módulos, divididos conforme as funções da oficina, como no estoque para evitar prejuízos com peças com baixo giro, por exemplo.

Também pode ser utilizado na administração, logística e controle das peças, planejamentos, cadastro de fornecedores, compras, emissão de notas fiscais, CRM, acompanhamento de vendas, relatórios, entre outros. Além disso, os sistemas auxiliam na qualidade de atendimento, inclusive com pesquisas de satisfação com os clientes. Caso real Na oficina, os resultados para quem tem o sistema são indiscutíveis. Na Scattini Funilaria Pintura de Autos Ltda., em Moema, São Paulo, o software de gestão foi implantado há cinco anos. Está em todos os setores das três unidades do centro automotivo, em 12 computadores interligados por antenas, além de via internet. A oficina atende em média 350 carros por mês e tem 70 funcionários. O proprietário da oficina, Alcides Scattini Júnior, diz que as mudanças causaram impactos positivos desde o setor administrativo até a reparação dos carros. “Tudo ficou mais organizado. Para o cliente, isso trouxe agilidade e rapidez no atendi-

mento. Prezamos pela qualidade”, disse. Na oficina, o software auxilia na entrada e saída de veículos, com um backup composto por fotos dos carros reparados. “Podemos saber como o carro entrou e como saiu da oficina, e tudo isso fica em arquivo. Se por ventura o carro voltar dali um tempo, sabemos o motivo”, ressaltou Junior. O sistema também arquiva dados sobre tempo de reparação, disponibilidade de peças, entre outros. Além disso, há um comunicador interno, onde os funcionários acessam as mensagens reportadas pelo SAC (Atendimento ao Cliente) com informações sobre o carro. “A mensagem fica no computador até ser lida pelo funcionário e sabemos se ele tomou ciência ou não”, disse o proprietário. Para o dono da oficina, o investimento valeu à pena. “Antes era tudo no papel e burocratizado. Agora consigo trabalhar da minha casa, via internet. O sistema facilitou o atendimento e a rotina da oficina. Quem ganha com a tecnologia também é o cliente”, concluiu.


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lançamento

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evento

Profissionais do aftermarket se reúnem para discutir estratégias, inovações e ações coletivas Seminário da Reposição Automotiva 2010 foi marcado pela troca de experiências internacionais, além de destacar cases de sucesso em processos de garantia e a inspeção ambiental veicular Bruna Paranhos

Cerca de 500 profissionais do setor da reposição automotiva se encontraram no dia 3 de agosto no Seminário da Reposição Automotiva 2010, o mais expressivo evento do ramo no Brasil. Com o tema “Estratégia, Inovação e Ações Coletivas. Uma nova abordagem para o crescimento do Aftermarket”, foram mostrados no encontro as perspectivas de mercado para o ano, as tendências

e inovações, que possibilitaram discutir assuntos de interesse de todo o setor. O Seminário da Reposição Automotiva foi realizado pelo GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) que integra as principais entidades representativas do setor - Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), Sicap (Sindicato do Comércio

Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo), Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) e organizado pelo Grupo Photon. Mercado Europeu O presidente e CEO do Grupo Auto Union, o alemão Hans Eis-

ner, falou sobre a formação da cadeia produtiva do aftermarket na Europa. Destacou a Right to Repair, legislação europeia que compõe o universo automotivo no continente há algum tempo e que regulamenta desde o funcionamento das oficinas, as regras comerciais de distribuição de autopeças, a comercialização de veículos, direitos da reparação e proteção do design das montadoras. A lei permite ainda que os veículos façam a revisão em

oficinas independentes mesmo durante o período de garantia. Hans Eisner ressaltou que a questão da segurança é o que mais preocupa na Europa. No continente, há mais de 300 milhões de carros e a expectativa é que o número cresça para 324 milhões até 2015. Para atender a demanda, existem 287 mil oficinas. O setor, como um todo, movimenta 90 bilhões euros em vendas. O alemão também falou da


EvEnto

Inspeção veicular A segunda palestra do dia foi sobre inspeção veicular e campanha Carro 100%, com o diretor e conselheiro do Sindipeças, Antonio Carlos Bento.

Bruna Paranhos

necessidade de preparação dos profissionais do setor, uma vez que a tendência de mercado é o aumento da demanda. Por isso a importância de formação e treinamento nas oficinas “A concorrência aumentará. Os donos de oficina devem ter tino comercial também na venda de peças. Esse será o grande desafio”, disse Eisner. Na Europa, a legislação específica para a questão da reparação automotiva conta com uma campanha de conscientização desde 2007. “É um lobby da indústria ao governo da União Europeia que visa evitar o monopólio e promover a concorrência saudável no aftermarket”, disse. A legislação rege regulamentação do bloco de mercado, as diretrizes e as restrições e está em vigor desde 1º de junho de 2010. O projeto foi estudado por quatro anos e conta ainda com uma rede de atividades de comunicação com internet, folhetos, imprensa e conferências pela Europa. Com essa nova legislação todos têm acesso a informações sobre reparação e peças das montadoras, e isso dá liberdade aos clientes em escolher o melhor lugar para reparar seu carro. “É a lei da concorrência. Todos podem obter as informações técnicas. Fomos bem sucedidos e hoje conseguimos acessar o know-how das empresas amparados pela legislação. A lei oferece ao consumidor final o poder da escolha”, concluiu.

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Sentados à mesa, representantes de toda a cadeia do aftermarket automotivo debatem soluções para o setor

Em síntese, a palestra tratou da consolidação do programa de inspeção veicular, os desdobramentos no país e a necessidade da discussão ampliada junto à cadeia produtiva de reposição, para que os profissionais estejam preparados para o atendimento da inspeção técnica. Bento falou também dos impactos sociais da avaliação preventiva, como economia no combustível – em média R$ 115 por ano -, manutenção mais baixa, prevenção de multas e segurança no trânsito, valorização na hora da revenda, preservação do meio ambiente e a responsabilidade social. Em dados, o Brasil é o quinto colocado em número de mortes por acidentes de carro, segundo a OMS. Além disso, 84% das mortes são homens. Para o meio ambiente e saúde, a inspeção veicular pode gerar um bilhão e meio de redução na emissão de gases. “A emissão de gases diminuiu em quase 30% na cidade de São Paulo após a implementação da inspeção na cidade”, ressaltou.

Para o mercado, a instalação da inspeção técnica veicular pode gerar até 65 mil novos postos de trabalho em oficinas, indústrias automotivas e de autopeças, entre outros. “A arrecadação tributária aumenta, além disso, cria-se um novo mercado: a reciclagem e a remanufatura, que além de gerar renda, ajuda o meio ambiente”, disse. Segundo pesquisa do Datafolha, 77% dos brasileiros são a favor da inspeção veicular. Bento apresentou também as conquistas do projeto de Carro 100%, Caminhão 100% e Moto 100%. “Conquistamos grandes avanços e o programa virou uma bandeira de um movimento que engloba entidades, órgãos governamentais e setores que perceberam a importância da manutenção preventiva para reduzir mortes, acidentes e emissão de gases”, disse. Garantia, Pirataria e NF Eletrônica A garantia de produtos foi o tema da terceira apresentação do dia. Jeser Madureira, da Valeo, e Rodrigo Jimenez, da Mondial

Assistence Brasil, apresentaram um case com estudos iniciais sobre a garantia das autopeças. Segundo o estudo, a garantia é importante, pois não se trata apenas da substituição de um componente, mas das questões tributárias, qualidade, laboratórios de ensaios, entre outros, formam um conjunto complexo no mercado que possui especificações técnicas. A apresentação também abordou a relação oficina e consumidor e os bastidores que envolvem o varejo, a distribuição e o fabricante. Um case sobre o combate a pirataria foi apresentado por Flávio Augusto Nunes de Meirelles, do IMEPPI – Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual. Meirelles falou sobre um projeto elaborado para a indústria ótica que obteve sucesso e como resultado, mais de 17 milhões de produtos pirateados destruídos. Segundo ele, o que ocorre hoje com a indústria de autopeças já aconteceu com a indústria óptica. O impacto da Nota Fiscal Eletrônica e os benefícios dessa nova tecnologia no marcado foi

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palestrado por José Guarino, da Radar Fiscal. A utilização da NF-E, a contribuição para o mercado de reposição e os benefícios na competição equilibrada e os riscos do profissional em se manter na informalidade foram o foco principal da palestra. Segundo Guarino, todos os elos da cadeia produtiva devem estar alinhados e preparados, pois se o negócio é informal, as chances de sobreviver no mercado nos próximos anos são mínimas. Próximos passos Os temas apresentados terão desdobramentos e fazem parte do plano de ações do GMA. Por exemplo, a partir do evento que contou com a presença do diretor do Denatran, Alfredo Peres, será encaminhada uma carta ao Ministério das Cidades com cópia aos líderes dos partidos da Câmara dos Deputados solicitando a implantação da Inspeção Técnica Veicular por meio de resolução, seguindo o modelo adotado pelo Ministério do Meio Ambiente para o Programa de Emissões de Poluentes, delegando aos órgãos estaduais a gestão da parte operacional. A questão da garantia de autopeças, assunto complexo que envolve todos os elos da cadeia (fabricantes, distribuidores, varejo e oficinas), também será amplamente debatida para garantir melhorias no sistema que é adotado hoje e que é considerado complexo e lento. O combate à pirataria de autopeças faz parte da pauta do GMA que está adotando um plano de ações focado no varejo e contará com a consultoria do IMEPPI e também terá um disque denúncia.


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EM BREVE, NA SUA OFICINA

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MEIO AMBIENTE

Responsabilidade com o futuro Empresas do setor automotivo investem em programas de sustentabilidade

Empresários e executivos pensam cada vez mais na responsabilidade ambiental e a sustentabilidade. Muitos já adotaram programas voltados ao setor como maneira de contribuir para a redução dos danos ambientais. A Hidromar, de Londrina, e a Sabó já possuem ações voltadas à sustentabilidade. A Hidromar planta uma árvore nativa a cada elevador automotivo vendido. A ação conta com o apoio dos clientes, que são os agentes multiplicadores dos princípios da sustentabilidade. Quando o equipamento é entregue ao comprador, ele sai da fábrica com um Selo Verde e o proprietário recebe também um certificado personalizado, que oficializa a participação na ação. Para a implantação do projeto, a empresa firmou parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) da Prefeitura

Fotos: Divulgação

Bruna Paranhos

Em Londrina, Hidromar promove plantação de árvores nativas

e com o Viveiro Municipal de Londrina, órgão responsável pela formação das mudas das árvores que serão plantadas pela indústria. Segundo a diretora comercial da Hidromar, Lorena Fornasier, a ação nasceu da preocupação da empresa com a qualidade de vida. “Encontramos uma forma de repor e recompensar a natureza por parte do que precisamos retirar para embalar e transportar nossos produtos”, diz Lorena, referindo-se à madeira utilizada para embalar os elevadores automotivos. As árvores são plantadas

em praças públicas e em áreas urbanas que precisam de recuperação de mata ciliar, como a do fundo do vale Rio das Pedras, localizado na zona Leste da cidade, e região onde está instalado o parque fabril da Hidromar. Além disso, a empresa coordena outras iniciativas para ampliar o projeto, que visa estimular a realização de atitudes conscientes e sustentáveis, com o Instituto de Qualidade Automotiva (IQA) e o Sindirepa. Em breve, o site da empresa contará com dicas importantes sobre responsabilidade ambiental e sustentabilidade, com orientações de reciclagem, des-

carte e destino correto de materiais de centros automotivos, entre outros. “Além de fazermos a nossa parte em relação aos cuidados com o meio ambiente, também queremos reforçar as ações do Sindirepa e do IQA, que estão sendo realizadas junto ao setor de reparação automotiva em todo o país para a conquista da certificação ambiental destas empresas e estabelecimentos,” finaliza a diretora. Coleta Seletiva e reuso de água A Sabó possui um Programa de Coleta Seletiva desde 2002. A empresa mantém um PEV

(Ponto de Entrega Voluntária) disponível para a comunidade em torno de suas filiais que já coletou toneladas de resíduos. A receita gerada é totalmente revertida para instituições assistenciais. Além do PEV, a Sabó se preocupa em destinar de forma ambientalmente adequada todos os resíduos gerados em suas unidades (São Paulo e Mogi Mirim). A empresa também possui equipamentos de controle ambiental para tratar os efluentes líquidos e emissões atmosféricas. Além disso, todos os colaboradores são treinados para reduzir o consumo de água e energia usada na fabricação dos sistemas de vedação e condução e parte da água usada nesses processos são do reaproveitamento da chuva. A preocupação com o meio ambiente faz parte das ações em todas as etapas de produção do Grupo Sabó. A maioria das plantas do grupo são certificadas segundo a norma ISO 14001, do sistema de gestão ambiental cujo objetivo é planejar, implementar, avaliar e analisar as atividades, práticas e procedimentos que estão relacionados com o meio ambiente numa organização. As melhorias constantes no processo de concepção dos produtos e na linha de produção evitam ou re-


MEIO AMBIENTE

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Sabó tem ponto de coleta seletiva que pode ser usado pela vizinhança

duzem a produção dos resíduos industriais comuns nesse tipo de indústria. A divulgação das atividades ambientais é feita por meio do site da empresa, programas de relacionamento com o mercado, como o Caderninho Sabó, mídias segmentadas, feiras e eventos. “Através das certificações a empresa vem conquistando novos mercados com garantia de qualidade e responsabilidade ambiental. Estimula maior conscientização ambiental dos colaboradores,

incentivando a redução no consumo de água, energia elétrica e resíduos”, destacou Paulo Márcio M. de Souza, engenheiro ambiental da Sabó.

Preocupação na oficina Exemplos de preocupação com o meio ambiente também devem partir da oficina. A manutenção de veículos gera resíduos nocivos à natureza e muitos profissionais já se preocupam com o descarte desses detritos como maneira de diminuir os impactos no meio ambiente e com geração de economia dentro do centro automotivo. Atentas aos modelos de gestão, algumas oficinas já contam com reutilização de água, adaptações para economia de energia, coleta seletiva de lixo

e sistemas de armazenamento de óleo. Na mecânica Scopino, em São Paulo, já existe um sistema de armazenamento de óleo, que é recolhido a cada 40 dias e passa por um processo de refino para que seja reutilizado em outras finalidades. Além disso, a oficina implementou a coleta de óleo de cozinha na comunidade com a distribuição de garrafas Pet e coleta seletiva de lixo. A oficina ainda repassa as peças velhas para empresas que reutilizam o material. O dono da mecânica Scopino, Pedro Luiz Scopino, disse que as mudanças causaram impactos no ambiente de trabalho. “O local ficou limpo e agradável, tanto para os clientes quanto para os funcionários”, afirmou. Os telhados ecológicos também ajudam na captação de energia solar, além de gerar economia na hora de pagar a

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Tanque separador de água e óleo

conta. O telhado reduz a temperatura interna da oficina e alguns podem possuir sistema de captação da água da chuva. Na Tecnocar, a instalação do telhado resultou na queda em 50% do consumo de energia. Na Tecnocar também foi instalado um sistema coletor que separa o óleo dos demais produtos químicos. Os resíduos são armazenados em tambores instalados na oficina

e somente a água é despejada na rua. No setor administrativo, as oficinas investiram em papel reciclado de empresas que possuem certificado de reflorestamento. “Todos elogiam a iniciativa da consciência ambiental na oficina”, disse o dono do centro automotivo, Roberto Kazlauskas. “Se cada um fizer um pouco quem ganha é a humanidade e o planeta”, concluiu.


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técnica

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RepaRadoRes, eu vi

alexandre akashi editor do jornal Oficina Brasil editor@grupogerminal.com.br

A cada dia que passa, os automóveis ganham novos dispositivos eletrônicos de controle de combustão, com principal objetivo de emitir menos gases poluentes. Consequentemente ficam mais econômicos. Esta busca sempre existiu, e nos últimos 20 anos com a adoção da injeção eletrônica evoluiu rapidamente, até que a arte de acelerar se transformou em uma ação indireta. Antes, o pedal do acelerador era ligado por cabos à borboleta, bastava apertar e pronto, uma janela era aberta e o motor sugava todo ar que podia, que arrastava a quantidade de combustível controlada apenas por um furo previamente calibrado, sem se importar se era excessivo ou não para aquela situação específica. Hoje, o pedal é coadjuvante. Independentemente da pressão que o motorista exerce nele, quem decide o quanto a borboleta vai abrir e o quanto de combustível será injetado no motor é um microcomputador que calcula em segundos se o desejo do condutor em ganhar velocidade é compatível com as condições que o veículo está trafegando. Assim, o módulo de injeção ordena ao corpo de borboleta deixar passar apenas o volume exato de ar necessário para queimar todo o combustível que foi despejado pelos bicos injetores na câmara de combustão. E quem controla isso é o sensor de oxigênio, a sonda lambda, que incessantemente fareja quanto de oxigênio sobra da queima.

Foto: Bosch

a dura arte do diagnóstico automotivo

Componentes do sistema de injeção

Se houver muito, é porque a queima não está perfeita, seja por excesso de ar ou falta de combustível, assim, o módulo tende a ajustar esta mistura para que o motor funcione com o máximo de aproveitamento. Leituras Neste processo é fundamental que alguns parâmetros do motor estejam em ordem: o vácuo, a tensão da bateria e a velocidade de trabalho da sonda lambda. Se qualquer um destes três itens estiver fora das medidas ideais, o módulo tende a injetar mais ou menos combustível em uma tentativa de equilibrar a combustão. É simples. Um carro com problema de vácuo, com um motor que não aspira ar suficiente para encher a câmara de

combustão, tende a falhar, pois o módulo vai mandar os bicos injetarem menos combustível. O sintoma é de falta de potência. O que causa problema de vácuo? Desde um filtro entupido a anéis gastos, e também fuga de compressão. Tensão da bateria. O que a bateria tem a ver com a combustão? Tudo. O sistema é eletrônico e por isso trabalha alimentado por eletricidade, fornecida pela bateria. O próprio módulo utiliza eletricidade da bateria (na maioria dos carros atuais, se a bateria estiver com menos de 9V, o módulo não funciona), e os bicos injetores também. Além disso, sem tensão na bateria, as velas não geram a faísca necessária para a explosão da mistura ar-combustível na câmara de combustão. E

não adianta trocar as velas e os cabos de velas, pois com carga baixa, a qualidade da faísca não supre as necessidades da mistura, e o carro falha. A queima não é perfeita, falta oxigênio na saída dos gases, a sonda lambda acusa essa falta e ordena ao módulo compensar isso injetando menos combustível. Conclusão: o carro perde potência. Já deu para perceber que é muito importante avaliar a condição de funcionamento da sonda lambda, pois é ela quem informa se a mistura está boa ou não e, a partir deste diagnóstico, o módulo aumenta ou diminui o tempo de injeção de combustível, e acata ou não o desejo do motorista por mais velocidade, pois agora, quem decide é o computador, por mais pesado que seja o pé do condutor.


Consultor oB – EspECial suspEnsão Consultor oB

na prática: substituição do carburador por injeção eletrônica Marco antonio silvério Junior

Dando continuidade ao consultor OB do mês de agosto, agora serão apresentados alguns métodos práticos de como fazer a instalação de um sistema de injeção eletrônica em veículos originalmente carburados. Como exemplo, dois motores muito populares e fáceis de trabalhar serão utilizados, o AP e o VW a ar 1.5l e 1.6l. Em ambos os casos, tudo deve começar com planejamento feito a partir das necessidades do cliente e de qual sistema será utilizado. Lembre-se que é possível utilizar tanto uma UCE original da marca quanto uma unidade programável que se aplica a qualquer motor e tem diversas possibilidades de ajuste. Nos motores AP 1.6l, 1.8l ou 2.0l pode ser aplicado o sistema Marelli IAW 1AVB, que saíram nestes mesmos motores de 1997 a 2002. O IAW 1AVP, de alguns modelos a partir de 1998, também é compatível, porém será necessário eliminar o imobilizador presente na central. Os principais itens necessários para a conversão e os preços médios são: O distribuidor e o coletor de admissão são perfeitamente compatíveis. Atenção para os modelos a álcool, que possuem uma saída de água do cabeçote para aquecer o coletor de admissão que precisa ser fechada, assim

Motor ap Coletor de admissão completo, com bicos injetores, flauta e sensores

R$ 950,00

Distribuidor para injeção eletrônica com sensor Hall

R$ 300,00

Bobina de ignição Mi com 2 pinos

R$ 90,00

Chicote completo da injeção

R$ 550,00

Módulo de injeção Marelli IAW 1AVB

R$ 550,00

Bomba de combustível externa Monza/ Kadett

R$ 90,00

Sonda lambda 4 fios

R$ 130,00

Sensor de detonação

R$ 80,00

Filtro de ar tipo esportivo

R$ 70,00 Motor a ar

Coletor de admissão completo com sensores, corpo de borboleta, flautas e bicos injetores Cavalete do Alternador

R$ 1.450,00 R$ 70,00

Bomba de combustível

R$ 90,00

Sonda lambda 4 fios

R$ 130,00

Módulo de injeção Bosch MP 9.0

R$ 550,00

Chicote completo da injeção

R$ 280,00

Atuador de marcha lenta

R$ 150,00

Distribuidor com sensor Hall

R$ 200,00

Jogo de cabos de Vela

R$ 150,00

Velas de ignição

R$ 60,00

Filtro de ar tipo esportivo

R$ 70,00

como o alojamento da bomba de combustível original. Para isso existem tampões próprios. Para instalar a sonda lambda é preciso retirar a saída de escapamento logo após o coletor e soldar uma porca onde a sonda será fixada. O sensor de detonação deve ser preso junto ao bloco do motor, preferencialmente na direção de um dos cilindros e apertado com 2,5kgf.m de torque. É comum existir uma área já faceada e com rosca. A instalação da bomba elétrica pode ser feita logo na saída do tanque de combustível e o filtro instalado no cofre do motor utilizando sempre mangueiras especificas para suportar a pres-

são do sistema. Jamais utilize as mangueiras originais do veiculo, apenas o caminho por onde elas passam, onde estarão bem protegidas. A ligação dos relés de injeção e bomba elétrica, não tem segredo, o ideal é acompanhar o esquema elétrico com atenção e ter muito cuidado para não deixar os fios em contato direto com a lata do carro, principalmente os que vão para a bomba de combustível, pois percorrem um caminho mais longo e com a movimentação pode descascar provocando um curto circuito, por isso use sempre fusíveis conforme o esquema. Os conectores do chicote têm desenhos específicos, assim

a ligação é simples e instintiva, raramente dois sensores ou atuadores são do mesmo formato, a atenção maior deve ser para o posicionamento. Utilize os furos já existentes no painel corta fogo para passar o chicote por dentro do carro, onde ficará a central. Motores VW a ar Para estes motores, o melhor método de fazer a conversão é instalando o kit completo da Kombi 1.6 a partir de 1997, e só serve nos cabeçotes dos motores 1.5l e 1.6l que possuem entrada para dupla carburação. O motor também deve estar equipado com alternador. Os itens necessários e preços médios são: Usando como exemplo um fusca, a bomba de combustível deve ser instalada em baixo do tanque de combustível e as mangueiras passam por dentro do carro, novamente muito cuidado para evitar o contato com a lata, tanto das mangueiras quanto dos fios. O módulo irá ficar posicionado dentro do compartimento do motor, no lado direito, assim como os relés, que utilizarão os fios de alimentação e pós chave diretamente dos chicote original do carro. Segundo Denis Paes, experiente preparador de veículos de competição e proprietário da NY Motorsports, o tempo de trabalho para instalar um sistema de injeção eletrônica gira em torno de 2 dias e costuma cobrar cerca

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Fotos: Divulgação

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Qualquer veiculo com motor a ar pode ser transformado para injeção eletrônica facilmente com o kit da Kombi a partir de 97

A passagem do chicote original pode ser usada para o da injeção eletrônica também

O coletor para injeção eletrônica é perfeitamente adaptável nos motores AP carburados

de R$500,00 para os motores AP e R$700,00 para os motores a ar. Assim o custo total em um motor AP ficaria em torno de R$3300,00 e no motor a ar cerca de R$3900,00. Em ambos os casos é possível substituir a unidade de injeção e chicote original por uma programável que custa cerca de R$1500,00 e os sensores e atuadores permanecem os mesmo. Neste caso o ideal é consultar os revendedores autorizados da marca que sempre estão dispostos a prestar informações de ajuste e instalação. Veja esquema elétrico do sistema elétrico IAW1AVB no site do Oficina Brasil.


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CONSULTOR OB

Setembro 2010

CONSULTOR OB

Arthur Gomes Rossetti e Marco Antônio Silvério Júnior

A partir da edição de setembro a coluna Consultor OB traz a você leitor um resumo dos principais tipos de suspensão encontradas nos veículos automotores. Veremos a história de como o sistema surgiu, os principais benefícios e problemas encontrados com o uso, ferramental e procedimentos necessários para a correta manutenção, entre outras informações. Para inaugurar esta série de cinco capítulos, falaremos inicialmente sobre o conjunto de suspensão tipo ‘MacPherson’ (lê-se ‘Mecfêrson’), amplamente utilizada nos automóveis leves e médios. A maioria das literaturas não contempla a letra ‘a’, ficando somente o nome ‘McPherson’, porém em nossa matéria utilizaremos o nome original.

O criador do projeto MacPherson, Earle Steele MacPherson

História Projetar um sistema de suspensão é um desafio muito maior do que imaginamos, pois além de oferecer robustez, níveis aceitáveis de conforto, facilidade de manutenção, dimensões compactas e custo economicamente viável para produção em larga escala, o projeto escolhido deve também ser indiscutivelmente seguro. Com esta filosofia o engenheiro automotivo norte-americano Earle Steele MacPherson, desenvolveu em meados dos anos 1930 um inovador sistema de suspensão que une um amortecedor em formato de torre a uma mola do tipo helicoidal, formando assim uma estrutura resistente, leve e compacta, atendendo perfeitamente as necessidades dos veículos de pequeno e médio porte de tração dianteira ou traseira. O primeiro veículo equipado com o sistema criado por MacPherson foi o Chevrolet Cadet em 1945. A utilização da mola do tipo helicoidal não é uma regra, pois a estrutura poderá ser

Vista da suspensão dianteira do Opel Vectra com sistema independente MacPherson

equipada também com molas do tipo pneumáticas ou hidropneumáticas. Benefícios, vantagens e desvantagens A construção da suspensão

MacPherson pode ser considerada como uma das opções mais compactas, simples e baratas disponíveis, e atualmente a lista de automóveis que a utiliza é extensa, partindo dos modelos populares 1.0,

chegando até os sedãs médios de luxo como Audi, BMW e Mercedes. Para montá-la bastam poucos itens, tais como amortecedor em formato de torre, mola, batentes, rolamento superior,

Fotos: Divulgação

Parte 1 – Os diferentes tipos de suspensão: sistema MacPherson


Fotos: Divulgação

CONSULTOR OB

bandeja inferior, pivô, e em alguns casos manga de eixo separada (como utilizada nos Chevrolet Corsa e Vectra) e barra estabilizadora, item que no início do projeto era fundamental para o controle e limitação dos esforços longitudinais. Devido à baixa complexidade do conjunto o reparador consegue substituir os componentes rapidamente, assim como os posteriores ajustes necessários como alinhamento, cambagem e cáster (este último após a suspensão ter sofrido um grande impacto ou esforço além do normal no sentido longitudinal). Outra virtude encontrada é a independência entre uma roda e outra, que resulta em superior nível de conforto quando comparada a uma suspensão com eixos interligados e dependentes. Uma das principais desvantagens do sistema é a limitação quanto ao porte e peso do veículo que a utiliza. Em 90% dos casos a utilização é em veículos compac-

Bandeja com regulagem de cambagem para adaptação

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tos ou sedãs, mas existem também algumas camionetes e SUV’S que a utiliza, como exemplo o Chevrolet Captiva, Ford Ecosport e Hyundai Tucson. Neste caso o projeto é idêntico ao dos compactos, porém com dimensões maiores e de superior resistência. Devido a simplicidade construtiva a robustez fica limitada, mesmo em veículos como o Captiva. Em comparação aos sistemas de feixe de molas ou Twin-I-Beam (os quais Torre dianteira do Chevrolet Captiva veremos nas próximas edições), o conjunto MacPherson nunca será Devido à suspensão ser um visto em um caminhão, por item ativo de segurança em um exemplo. veículo, a utilização de peças recondicionadas nunca deverá Principais problemas ser considerada. Os problemas mais comuns Segundo o engenheiro meencontrados neste tipo de sus- cânico e conselheiro editorial pensão em ordem crescente de do jornal Oficina Brasil, Paulo ocorrência são referentes à: fol- Aguiar, da Engin Engenharia ga nos pivôs e buchas de ban- Automotiva, “o sistema de susdeja, fim de vida útil do amor- pensão MacPherson é o que metecedor e batentes, rolamento lhor se adaptou as condições de dos batentes e por último a pavimento brasileiras, porém mola, seja helicoidal, as montadoras poderiam dar pneumática ou hidrop- maior atenção à resistência dos neumática, que ge- componentes, que em alguns ralmente costuma casos estão aquém do esperaapresentar a maior do. Por exemplo, podemos citar vida útil de todos os pequenos batentes plásticos os componentes da linha Ford Fiesta e Ecosport, citados. de durabilidade inferior a dos concorrentes. Existem também veículos que possuem as buchas de bandeja que mesclam material plástico, a exemplo dos Volkswagen Fox e Polo, que desgastam rapidamente. Seria interessante também se os fabricantes independen-

tes melhorassem a resistência dos componentes como as bieletas, buchas e batentes, que também apresentam baixa durabilidade”, avalia. Para realizar a manutenção básica a oficina deverá dispor de itens para a desmontagem e montagem tais como elevador (ou macaco jacaré e cavaletes), encolhedor de molas (que deve ser utilizado com extrema atenção para que não ocorra nenhum acidente), chaves especiais do tipo allen ou torx, extratores de pivô e terminal, soquetes alongados, goniômetro para aferição do ângulo da bandeja traseira da linha Peugeot e Renault, Volkswagen Fusca e derivados. A mesa alinhadora é comumente vista em casas especializadas em suspensão, e requer um maior investimento financeiro. Portanto pense bem antes de adquiri-la, pois uma parceria em local especializado neste serviço pode valer mais a pena.

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Adaptações e upgrade Devido à grande quantidade de veículos que receberam modificações para visar o aumento de potência, os reforços estruturais são necessários para que a dirigibilidade seja eficaz e segura. Para suprir esta demanda, a exemplo dos mercados europeu e norte americano, diversas empresas nacionais passaram a oferecer componentes para serem adicionados paralelamente ao sistema de suspensão MacPherson, como por exemplo, as buchas em material de superior dureza (PU), barras de tração que diminuem o deslocamento longitudinal das bandejas, barras estabilizadoras de superior rigidez, ‘unibal’ de competição em substituição as bieletas convencionais, barras de tração etc. Lembre-se que qualquer tipo de modificação deve ser feita somente por empresas consolidadas no mercado, com produtos devidamente testados e aprovados. Dê preferência aos fornecedores das categorias de competição, que utilizam como laboratório de testes o ambiente mais extremo e exigente: as pistas. Após as modificações para melhora do nível de desempenho oferecido pela suspensão, o nível de conforto poderá diminuir deixando o veículo ‘duro’ em comparação ao acerto original.


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Face chega para entrar na briga dos compactos Divulgação

O compacto chinês traz uma lista extensa de equipamentos de série e preço bem atraente marco antonio Silvério Junior

Com motor 1.3l, o compacto desenvolve 84cv de potência e 11,4kgm.f de torque

FICHa tÉCnICa motor DOHC 16V Cilindros Cilindrada Diâmetro x curso Taxa de compressão Potência Torque Transmissão Suspensão Eixo dianteiro

Eixo traseiro

Rodas Pneus Capacidades Peso em ordem de marcha Carga útil Tanque de combustível Porta-malas Dimensões Comprimento Largura Altura Entre eixos Desempenho 0 a 100km/h Velocidade máxima

4 em linha 1297 cm3 73 x 77,5 mm 10,8:1 84 cv a 5750 rpm 11,4 kgfm a 3500 rpm Manual de 5 marchas Suspensão independente, McPherson, molas espirais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora Freios disco sólido Eixo rígido com braços arrastados, molas espirais, amortecedores pressurizados e barra tensora lateral Freios tambor Aro 14" Liga leve 175/60 R14 1040 kg 460 kg 45 litros 324 litros

Por dentro, o carro é aconchegante, com boa posição de dirigir

Motor 1.3l 16v utiliza Gerenciamento Bosch e motor de partida Valeo

3700 m 1,578 m 1,564 m 2,39 m 16s 156km/h

Suspensão traseira com eixo rígido

Para combinar com o estilo jovem do Face, o lançamento foi feito na casa noturna Anzu Club, em Itu, onde o diretor executivo da marca, Luis Curi, falou sobre as pretensões da empresa. A estratégia para tornar o modelo competitivo é oferecer mais por menos, sendo que os principais concorrentes, VW Fox e Renault Sandero com configuração de opcionais parecida chegam a custar R$13 mil a mais. O Face possui uma única configuração de motor e opcionais, o que simplifica os processos de produção e ajuda a reduzir custos. A lista de equipamentos é grande e conta com freios ABS com EBD, air bag duplo, ar-condicionado, travas e vidros elétricos nas quatro portas, travamento de portas a distância, sensor de estacionamento, entre outros. Já o acabamento, ainda é modesto e apresenta alguns pontos fracos. Habitáculo O habitáculo é aconchegante. No banco de trás o conforto é garantido para até dois adultos, com espaço suficiente para as pernas. Na frente se encontra boa posição para dirigir, com regulagem de altura do volante e do banco que tem assento e encosto envolventes, porém até demais, o motorista e passageiro ficam praticamente sem movimentos laterais. Apesar de questionável, cinza com amarelo, e possuir falhas nas costuras dos bancos, o interior do Face é agradável. As maçanetas acompanham o desenho da forração de porta conferindo um visual interessante, junto aos botões de acionamento dos vidros elétricos bem posicionados. A alavanca do freio de mão tem um formato diferente que facilita seu acionamento.

Impressões Andar no Face é tranquilo, para pessoas pouco exigentes e que não costumam exigir muito do carro. A suspensão traseira utiliza eixo rígido com uma barra transversal (similar a do Chevette) e na dianteira é independente, do tipo McPherson. Apesar de uma pouco dura, não apresenta grande desconforto nas situações cotidianas, mas já começa a provocar barulhos internos, como nos cintos do banco de trás, que tem certa folga na fixação com a carroceria. O funcionamento dos freios ABS com EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem) é um pouco duvidoso, pois ao acionar fortemente o freio a cerca de 80km/h não se sente nenhuma oscilação do pedal, ele baixa cada vez mais e as rodas não ameaçam travar como normalmente acontece em veículos com ABS, o carro continua a frenagem tranquilamente como se não fosse uma situação de emergência. O motor 1.3l 16v com duplo comando de válvulas no cabeçote e gerenciamento eletrônico Bosch ME7.9.7 - Motronic é um ponto forte do Face. Desenvolve potência de 84cv a 5750rpm e torque de 11,4Kgf.m a 4500rpm. O câmbio está bem escalonado e mesmo com o torque máximo aparecendo em 4500rpm, há boa dose disponível a cerca de 3000rpm. O desempenho só não chega a ser excelente por conta do alto peso, são 1.040kg, provocado pela utilização de componentes de baixa tecnologia, com isso a aceleração de o a 100km/h demora 16s. Por comparação, um Fox 1.0 4 portas (principal alvo do Face) pesa 1.009kg, sendo 12cm mais comprido e 7cm mais largo. Mesmo com 12cv a menos, faz de 0 a 100km/h 1,8s mais rápido.


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Fiat Idea ganha versão Sporting Com a adoção dos novos motores E.torQ, a minivan passa pela primeira reestilização desde que foi lançada, em 2005

alexandre akashi

Minivan esportiva. Este é o novo apelo do Fiat Idea, que já figura como opção de compra nas concessionárias da marca. A proposta não é inédita. Anos atrás, a Chevrolet disponibilizava aos consumidores a versão SS (Super Sport) da Meriva. De esportivo mesmo, somente o visual, uma vez que o conjunto propulsor-transmissão é o mesmo das demais versões, que por sinal são sete no total: uma de entrada, Attractive, com motor 1.4l 8v flex (idêntico ao anterior, sem mudanças), e câmbio manual, duas Essence com motor flex E.torQ 1.6l 16v (câmbio manu-

al ou Dualogic), duas Sporting com motor flex E.torQ 1.8l 16v (manual e Dualogic), e duas Adventure também com motor flex E.torQ 1.8l 16v (manual e Dualogic). O que realmente mudou no Idea foi a frente e a traseira, com novos conjuntos óticos. Saem os faróis retangulares e entram os elípticos, que a primeira vista fazem lembrar os da família Punto, porém com pequenas sutilizas no recorte lateral inferior. Esta alteração mexeu com as laterais, o capô e o parachoque dianteiro. Uma das grandes novidades é a lanterna traseira em novo formato e iluminação por leds. Desenvolvida pela Magneti Ma-

Lanternas traseiras com leds são diferencial do novo Idea

Por dentro não houve mudanças: compacto e espaçoso

relli, as lanternas do Idea inauguram a utilização da tecnologia de iluminação por leds em veículos compactos nacionais. Adventure No processo de reestilização da parte frontal, a Fiat abusou um pouco na versão Adventure, com aplicação de uma pesada máscara de plástico em alusão a um quebra-mato e a adoção da inscrição ADVENTURE na grade, que ganhou detalhe cromado. O objetivo foi dar ao carro um ar de robustez. Visualmente, o efeito deu resultado. Quem observa o Idea Adventure pelo retrovisor percebe um veículo mais imponente, apesar de ser uma minivan. E.torQ Os motores que equipam o Idea são os mesmos E.torQ presentes no Punto, e também o mesmo 1.4l 8v flex. Inclusive a Fiat já divulgou os novos motores E.torQ para toda a família Palio (Palio, Siena, Weekend e Strada), sendo que Palio e Siena mantém ainda os propulsores 1.0l 8v flex e 1.4l 8v flex. Assim, a Fiat populariza os motores produzidos em Campo Largo (PR), e dá adeus definitivamente à parceria com a GM. Os propulsores E.torQ foram desenvolvidos pela FPT Powertrain Technologies, em-

presa que pertence ao Grupo Fiat. A base dos E.torQ vem dos antigo Tritec, que a Chrysler produzia no Brasil, no Paraná. Assim, a nova família de motores da FPT tem algumas semelhanças com os antigos Tritec, como um único comando de válvulas, para as 16 válvulas. Outra similaridade é o bloco do motor, que não mudou em relação ao antigo. O resto, segundo a FPT, é novo, ou pelo menos foi retrabalhado. Neste processo, a FPT buscou privilegiar o torque, e tirar do propulsor a maior quantidade de força possível a 1.500rpm e 2.500rpm. Segundo a fabricante, 80% do torque máximo está disponível a 1.500rpm e 93% a 2.500rpm. O 1.6l 16v desenvolve 115 cv de potência (gasolina), e 117 cv (etanol), com torque máximo de 16,2kgfm e 16,8kgfm (g/e) a 4.500rpm. Já o 1.8l 16v flex tem potência de 130cv/132cv (g/e) e torque máximo de 18,4kgfm/ 18,9kgfm (g/e) a 4.500rpm. Em movimento Diferentemente do Punto, o Idea é um carro pequeno por fora e espaçoso por dentro. Em outras palavras, em linha ao conceito Fiat de automóvel compacto que impera desde o lançamento do Uno. Se fosse

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maior, seria um mini SUV, muito bom para famílias com crianças. Mas é uma minivan e, como todas, apresenta posição de dirigir elevado, quase sentado. Apesar disso, a ergonomia do modelo é bastante agradável, mas infelizmente nenhuma das versões dispõe de regulagem de profundidade do volante. Assim como no Punto, o motor 1.6l 16v flex é o suficiente para proporcionar um bom desempenho ao modelo. O cambio Dualogic também está bem escalonado e programado de forma a minimizar os trancos típicos da troca de marchas das transmissões automatizadas. Já a versão Adventure, que tem alguns centímetros a mais de altura do que as demais, ficou bem agradável com o novo motor E.torQ 1.8l 16v flex. Mesmo com o câmbio automatizado, o carro é bastante esperto. O mesmo vale para a versão Sporting, que divide o conjunto motor-câmbio. Porém, em curvas, é preciso ficar atento, pois apesar de tudo, trata-se de uma minivan e não de um esportivo. Em outras palavras, é bom ficar atento à velocidade e não se empolgar antes de entrar nas curvas, pois a probabilidade de faltar pista é grande.


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Muito mais do que uma 'simples' Gallardo

A nova Lamborghini Gallardo é levada ao extremo nas pistas precisando basicamente de manutenção preventiva

Marco Antonio Silvério Junior A versão brasileira da GT3, denominada de GTBr3 está fazendo a sua quarta temporada e conta com algumas das mais desejadas máquinas do mundo preparadas para a competição. Uma delas é a Lamborghini Gallardo LP560 GT3, que no Brasil fica a cargo da empresa Via Itália, autorizada da marca no Brasil, que possui uma equipe exclusiva para acompanhar dois destes bólidos nas corridas que acontecem em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O desenvolvimento e montagem do LP560 é feito na Reiter Engineering, empresa alemã especializada em Lamborghini’s de rua e pista. A versão GT3 da Gallardo possui tração apenas nas rodas traseiras enquanto a que anda nas ruas conta com tração integral e diversos equipamentos eletrônicos como

ABS, Controle de tração, estabilidade, e outros que fazem até os menos experientes contornarem curvas em alta velocidade sem causar um acidente, porém na categoria não são utilizados. A regulamentação do campeonato é feita pela federação máxima do automobilismo, a FIA, e as regras buscam o equilíbrio entre os carros, já que a diferença de potência ou capacidade de contornar curvas é grande entre os carros que estão autorizados a participar do campeonato. O equilíbrio é feito utilizando lastros (pesos), limitações na altura do carro e restrições nas borboletas. Segundo o gerente de pós-vendas da Via Itália e responsável pela equipe, Hilton Lellis, a Lamborghini tem restrições na altura do carro e na entrada da admissão, “as borboletas de aceleração tem 80mm de diametro cada, com as restrições limitam a entrada de ar para 47mm”, explica Lellis.

Powertrain O motor é um V10 de 5.2 litros com quatro comandos de acionamento variável e 40 valvulas com controle da injeção eletrônica feito por um sistema Euro12 da empresa EFI Technologies, além de bicos injetores e flautas especiais. Os escapamentos possuem pequenos abafadores, pois as regras impõem um limite de decibéis que podem ser emitidos. A refrigeração é garantida por dois grandes radiadores localizados na frente do carro onde tem ventilação de sobra. Devido ao longo caminho percorrido são necessários 20l de liquido refrigerante. A potência de 570cv @ 8000rpm e torque de 54kgf.m @ 6500rpm, mas com as restrições na admissão esses valores caem e não foram feitos cálculos para especificar o quanto, já que a cada corrida essa retrição pode mudar. Toda essa cavalaria é transmitida por uma embreagem que utiliza dois

discos, para aumentar a área de atrito sem precisar aumentar o diâmetro, que quanto menor melhor para posicionar o câmbio mais baixo e assim baixar o centro de gravidade do carro ajudando a performance nas curvas. No volante do motor está a roda fônica e existe mais uma parte depois da embreagem que funciona de cremalheira para o motor de partida. O câmbio é mecânico de 6 velocidades, porém o engate das marchas é feito por um sistema eletrohidraulico que proporciona maior rapidez e precisão nas trocas. As semelhanças com aviões não ficam apenas nas incríveis velocidades alcançadas, o tanque de combustível também são parecidos. São feitos de uma borracha especial que aceita deformação, para em casos de colisão não haver risco de explosão. Esse tanque tem capacidade para 100l de combustível e fica aloja em um compartimento atrás


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Premium do cockpit. Durante o abastecimento são necessários dois mecânicos, um acopla o tanque que despeja o combustível e o outro acopla uma espécie de reservatório para recolher os gases que saem do tanque, pois são altamente tóxicos e inflamáveis. Lambo de corrida As maiores modificações e acertos durante as provas são em cima da suspensão, onde os pilotos buscam a melhor adequação a pista. Diversos componentes de suspensão, freio e outros são usinados pela própria Reiter Engineering especialmente para estes veículos, buscando sempre performance e desprezando qualquer conforto. A suspensão é do tipo braços sobrepostos na dianteira e multilink na traseira, ambos com sistema coilover, ou seja, amortecedores pressurizados e molas helicoidais no mesmo conjunto, com regulagem de carga na abertura e fechamento do amortecedor, além de ajuste da altura e carga da mola. Os freios utilizam o conjunto de discos e pinça do maior diâmetro possível dentro das rodas de 18 polegadas. As pinças possuem 6 pistões e todos os flexíveis são de material especial para não sofrerem deformações com as altas temperaturas alcançadas. A caixa de direção possui motor elétrico para acionar a bomba hidráulica. Devido as altas cargas sofridas pelo chassi, é necessário que periodicamente o carro seja completamente desmontado e posicionado sobre a mesa de alinhamento para corrigir possíveis deformações. “Quando o carro começa a pedir muitos ajustes de suspensão durante as corridas é possível que o chassi esteja começando a se deformar” explica Lellis.

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06 03 01. Motor preparado pela Reiter Engineering 02. Motor V10 5.2l desmontado para alinhamento da carroceria 03. Embreagem usa dois discos para aumentar área de atrito 04.Conjuntos de suspensão dianteira e traseira 05. Carroceiria desmontada na mesa de alinhamento 06. Os dois radiadores ficam posicionados à frente para melhor ventilação 07. Equipe que acompanha os carros nas provas da GTBr3

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Hyundai ix35 surpreende pelo equilíbrio

Alexandre Akashi O Hyundai ix35 poderia ser chamado de novo Tucson, porém será um modelo com personalidade própria, independente, e que trás uma mensagem: os coreanos querem assumir de vez as operações no Brasil. O novo produto não irá, portanto, substituir o antigo Tucson, que segundo o Caoa (até então representante exclusivo da marca no País), começou a ser produzido no Brasil, na planta de Anápolis, em Goiânia (tem até comercial na TV). Infelizmente o Caoa nunca possibilitou teste drive do Tucson e, assim, não há como comparar com o ix35, para saber se o novo modelo apresenta evoluções, porém é possível dizer que o ix35 surpreendeu pelo equilíbrio do conjunto powertrain-suspensão-eletrônica embarcada.

Powertrain O motor é a parte mais fraca do carro e o câmbio automático de seis velocidades, o mais forte. Lamentavelmente a Hyundai somente oferta dois tipos de motorização: 2.0l e 2.4l, ambos quatrocilindros de 16v, gasolina. Seria interessante um motor V6, mais potente. No entanto, os propulsores da nova família, batizados de Theta II (os mesmos que equipam os carros da Kia) são bastante interessantes. Com apenas 2.000cm³ de cilindrada desenvolve 166hp de potência a 6.200rpm e 20,1kgfm de torque máximo, a 4.600rpm. Já o 2.4l desenvolve 177hp de potência máxima a 6.000rpm e 23,1kgfm de torque máximo a 4.000rpm. Nada mal, porém é preciso lembrar que o ix35 é um veículo grande e pesado. A versão 2.0l com câmbio manual pesa 1.470kg em ordem de marcha, e

com câmbio automático, 1.485kg, enquanto a versão com motor 2.4l (disponível somente com câmbio automático e com tração 4x4 integral), pesa 1.585kg. Assim, em certas ocasiões chega a faltar motor. No entanto, a Hyundai acertou no câmbio. A versão avaliada foi a automática de seis velocidades, presente tanto na versão com motor 2.0l quanto 2.4l. Apesar de mais potente, o ix35 com motor 2.4l não é tão melhor em desempenho quanto o 2.0l, por uma simples razão: é 100kg mais pesado, graças ao motor maior e ao sistema de tração integral (4x4) controlado eletronicamente. Undercar O ix35 apresenta dois tipos de suspensão, sendo na dianteira McPherson e, na traseira, Multilink, ambas suportadas por mola helicoidal e amortecedores hidráulicos. Acoplado aos eixos, a versão

O novo SUV coreano chega equipado com dois motores: 2.0l e 2.4l, ambbos a gasolina com 16 válvulas

2.0l vem com rodas de 17 polegadas e pneus 225/60, com freio a disco nas quatro rodas, ventilados na dianteira, com

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O painél apresenta boa simetria

lidos. Ambos saem de fábrica com sistema antibloqueante (ABS) de quatro canais, com EDB (distribuidor eletrônico de frenagem), e ESP (sistema anti-capotamento).

280mm de espessura, e sólidos na traseira, com 262mm. A versão 2.4l chega com rodas de 18 polegadas e pneus 225/55. Os discos de freios são maiores, de 300mm na frente, ventilados, e 284mm atrás, só-

Em movimento Dirigir o ix35 foi uma surpresa agradável. A Hyundai acertou a mão no projeto do carro, com exceção do motor. A opção de um V6 não faria mal ao modelo. Até a Tucson tem. Mas, críticas à parte, o que chamou atenção foi o conforto e a maciez do veículo. A suspensão é firme, sem deixar o carro duro, e o câmbio

automático de seis marchas é suave, não dá tranco e permite explorar da melhor forma possível as faixas máximas de torque e potência do motor, tanto o 2.0l quanto o 2.4l. Com isso, as respostas às acelerações e retomadas de velocidades surpreenderam de forma positiva, pois o ix35 mostrou agilidade às solicitações de força e potência, principalmente em ultrapassagens de baixa velocidade. Este comportamento indica que no trânsito intenso tipicamente urbano o ix35 pode ser uma boa escolha. Boa notícia A apresentação do ix35 marcou uma nova fase da Hyundai no Brasil, que provavelmente

será benéfica ao consumidor, pois foi possível perceber a preocupação dos executivos coreanos em agradar a imprensa especializada. Pode-se, assim, esperar al- Detalhe da lanterna traseira gumas melhorias para breve, principalmente a ainda as versões intermediarias, respeito de assistência técni- de R$ 93.000 (2.0l 4x4 automáca, que atualmente não é uma tico), de R$ 103.000 (2.0l 4x2 das melhores, tendo em vista o automático com piloto autovolume de carros que a marca mático e ar-condicionado dual zone) e a de R$ 108.000 (2,0l vende no país. Em tempo: os preços do ix35 4x4 automático). Infelizmente variam de R$ 88.000 (2.0l, 4x2, as versões com motor 2.4l ainda manual) a R$ 115.000 (2.0l, 4x2, não chegaram às concessionáautomático com teto solar, oito rias e, portanto não tiveram os air bags e câmera de rê). Há preços divulgados.


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logan 1.6l 8v é hi-torque, mas a injeção deixa a desejar O não tão novo motor 1.6l 8v da série K7M da Renault está disponível para a versão Expression do Novo Logan, aposentando o 1.6l 16v e a versão Privilége. Esta versão custa a partir de R$32.690,00 com pintura sólida e sem nenhum opcional, que são vendidos em pacotes. O mais simples custa R$5 mil, e inclui direção hidráulica, ar condicionado, vidros e travas elétricas. Com todos os opcionais chega a R$42.140,00, segundo o site da montadora, levando entre outros, Air Bag duplo e freios ABS. A novidade no Novo Logan fica por conta da remodelagem da carroceria e do motor Hitorque, que apesar de ter 17cv a menos em comparação ao 16v, disponível ainda no Sandero Stepway, não se nota tanta diferença, pois tem apenas 0,5kgf.m de torque a menos, além de estar presente em rotações mais baixas. O Logan tem o apelo de ser o veículo funcional, ou seja, tem acabamento e design modesto em contrapartida as grandes dimensões fazem dele um forte concorrente, a começar pelo entre eixos, fator determinante para o espaço no habitáculo, que é 5cm maior que o do Jetta por exemplo. A largura também surpreende, é 10cm maior que os concorrentes.

acerto irregular da injeção eletrônica, nas saídas de farol e trocas de marchas é difícil evitar solavancos. Ao acelerar levemente o motor demora um pouco e depois responde de uma vez. Na transmissão, o sistema de varão para acionamento das marchas não atrapalha, mas o barulho na movimentação da alavanca deixa uma má impressão. Impressões O escalonamento é bom e perAs grandes dimite manter velocimensões ajudam dades de 70km/h e o trabalho da sus90km/h, em baixas pensão, que não rotações, 1800rpm apresenta mudane 2500rpm respecças, assim como tivamente em quinos freios permaneta marcha, porém a cem os mesmos. A Módulo de controle da 120km/h a rotação dirigibilidade fica injeção não traz nenhuma fica em 3750rpm, prejudicada pelo identificação que no quesito ru-

Fotos: Oficina Brasil

O motor realmente entrega bom torque numa faixa extensa de rotação, mas o controle eletrônico demonstra fortes irregularidades

ído não é bom para o Logan, devido a falta de isolamento acústico no capô. RElAçãO dE MARChAS 1ª 3,72:1 2ª 2,05:1 3ª 1,39:1 4ª 1,03;1 5ª 0,80:1 Ré 3,55:1 Diferencial 4,21:1 Marcha X Velocidade X Rotação 70km/h 90km/h 120km/h 4ª marcha 2500rpm 3250rpm 5ª marcha 1800rpm 2500rpm 3750rpm

Reparabilidade O novo conjunto de motor e câmbio não apresenta dificuldades na repração, e em relação ao multivalvulas esta mais simples e barato. Este motor está equipado

com quatro injetores de gasolina para a partida a frio, o que melhora o controle de emissões nessa fase. O sistema de ignição perdeu em tecnologia e volta a ter bobina dupla e cabos de vela. As velas são as NGK BKR6EK, com gap de 0,9mm. O óleo utilizado no motor é o semi sintético 10w40, e quando o filtro de óleo for substituído, deve trocar também o anel de aço que faz a vedação. O acionamento da embreagem é feito por cabo de aço com regulagem e no câmbio, a troca e aferição do nível do óleo está bem simples, pois possui borboleta de fácil remoção para o acesso, assim com o coxim, que pode ser substituído soltando apenas três parafusos.

O sistema de injeção Pouco foi possível descobrir sobre o sistema de injeção, pois não havia nenhuma etiqueta no módulo que pudesse identificar o sistema e a versão utilizada, além de nenhum scanner conseguir ler seus parâmetros, mesmo no modo global. O veículo foi levado até uma concessionária para fazer uma leitura, porém, lamentavelmente, a Renault não autorizou o acesso as informações. O motor já esta equipado com o sistema OBDBr-2, com dois sensores de oxigênio, um antes e outro depois do catalisador, para diagnosticar possíveis falhas de funcionamento, tanto do primeiro sensor de oxigênio com do catalisador. Alguns veículos já estão saindo de fábrica preparados para o padrão OBDBr-2, porém com apenas um sensor de oxigênio. Quando o motor está completamente frio, há uma forte oscilação da marcha lenta e falhas de aceleração, que diminui gradativamente conforme o motor esquenta, mas não chega a sumir completamente. Sem acesso ao diagnóstico, não foi possível identificar se esse comportamento é normal ou realmente existia alguma anormalidade com o veículo testado. A borboleta de aceleração é robotizada e ao ligar o contato ouve-se um ruído característico de ajuste da mesma, o estranho é que continua durante todo o tempo que o contato fica ligado sem funcionar o motor, o que pode causar uma redução no tempo de vida útil. No dinamômetro A potência de 95cv a 5250 rpm e o torque de 14,1kgf.m a


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2850rpm foram superados, o motor 1.6 Hi-torque entregou 98,3cv e 14,5kgf.m de torque, disponível desde as 2800rpm, como declarado, porém o interessante é que se mantém até 4500rpm. A medição foi feita em quarta marcha que tem relação de 1,03:1 e é a mais próxima de 1 pra 1, por isso os resultados obtidos são mais precisos. Nas três puxadas os resultados foram praticamente os mesmos, sem variação significativa, por isso pode-se dizer que o motor não perde potência quando é muito exigido. Também foi feito um teste com o ar condicionado ligado para ter uma idéia da sua influência no desempenho. O resultado foi uma perda aceitável de potência, 4cv, já no torque, apesar de o máximo ter caído apenas 0,5kgf.m, se mostrou muito instável nas baixas rotações, pois nas 2800rpm onde já tinha praticamente todo o torque disponível, o valor caiu para 12,8kgf.m, voltando a subir somente a partir das 3500rpm para atingir o máximo as 4500rpm.

CARACtERIStICAS téCNICAS Motor Numero de cilindros Numero de valvulas cilindrada Potência máxima cv (ISO/ABNT)/ rpm Torque maximo mkgf (ISSO/ABNT)/ rpm Alimentação

Bobina individual só no 16v, aqui bobina dupla e cabos de vela

transmissão Tração caixa de marchas Direção Direção Suspensões Dianteira

Traseira

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RENAUlt lOgAN 1.6 8V HI-tORqUE 4 8 1598 92 cv (gasolina)@ 5.250 rpm / 95 cv (álcool) @ 5.250 rpm 13,7 mkgf(gasolina)@ 2.850 rpm / 14,1 mkgf(álcool)@ 2.850 rpm Injeção Elêtronica Multiponto Seqüencial Dianteira Manual (5 afrente e 1 ré) Hidraúlica, diâmetro giro 10,5 m Tipo McPherson, triângulos inferiores, amortecedor hidraulicos telescopicos com molas helicoidais e barra estabilizadora. Rodas semi-independentes, molas helicoidais e amortecedores hidraulicos telescópicos verticais com barra estabilizadora.

Freios Dianteiros

Cabo de embreagem tem regulagem

Por baixo com a remoção do protetor de carter o acesso é fácil

Primeiro sensor de oxigênio

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Módulo e bomba hidráulica do freio ABS

Segundo sensor de oxigênio e catalisador ficam longe do motor, ao contrario da tendência de aproximar do motor para aproveitar melhor a temperatura

Borboleta para manutenção do óleo da caixa de marchas

traseiros Pneus Pneus Caracteristicas fisicas Volumes Volume do porta malas (litros) Número de lugares Lugares Massas Massa (kg) Carga útil (kg) Performance Aceleração de 0 a 100km/h (seg) Velocidade máxima Combustível Capacidade do tanque (litros) Combustível Dimensões Altura (mm) Entre-eixos (mm) Comprimento (mm) Largura sem retrovisores (mm)

Discos ventilados com 259 mm de diâmetro Tambores com 203 mm de diâmetro 185/65 R15

510 5 1040 430 12,2 s (gasolina) / 11,8s (álcool) 173 Km/h (gasolina) / 175 Km/h (álcool)

Sem a caixa de ar o motor fica bem exposto

50 Flex: Gasolina e/ ou Álcool 1534 2630 4288 1740


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LANÇAMENTO

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MERCADO

Estudo CINAU revela hábitos de compra do reparador Pesquisa exclusiva indica como e onde o mecânico se abastece; mostra ainda as dificuldades para encontrar determinadas peças e as consequências disso para a oficina

Alexandre Akashi

de encontrar peças.

No cotidiano da oficina, o reparador já tem em mente quais canais de abastecimento ele deve procurar quando precisa de peças específicas. Estudo inédito da CINAU (Central de Inteligência Automotiva), unidade de negócios de pesquisas do Grupo Germinal, mapeou o comportamento de compra do mecânico e descobriu alguns eventos interessantes. Já era conhecido o fato de que o preço para o reparador é apenas o quarto item mais importante em um universo de cinco variáveis: agilidade de entrega, diversidade de estoque, garantia, preço e assistência técnica. Em outras palavras, não adianta ser o canal mais barato, se não há disponibilidade da peça, diversidade de estoque (para eventuais trocas) ou se não pode contar com um mínimo de garantia.

Já na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a CINAU realiza medições mensais para determinar o IGD (Índice Gerador de Demanda), com a apuração do índice de dificuldade de encontrar peças, que em julho e agosto apresentou o mesmo resultado: 44% dos entrevistados afirmaram não encontrar peças com facilidade. Este foi, inclusive, o motivo da pesquisa: conhecer quais canais tem apresentado pior índice de atendimento ao reparador e as conseqüências disso. Outro fator motivador foi o depoimento do proprietário da oficina Engin Engenharia Automotiva e Conselheiro Editorial do jornal Oficina Brasil, Paulo Aguiar, que afirma estar cada vez mais difícil encontrar tudo em um único lugar. “Se precisamos de três tipos de peças diferentes para fazer um serviço, não conseguimos comprar tudo em um único lugar: o distribuidor tem uma peça, o varejo outra e o concessionário a terceira, e isso faz como que um serviço que ficaria pronto em algumas horas demore o dia inteiro”, diz Aguiar. Em outras palavras, os canais de fornecimento de peças não têm conseguido atender o reparador com eficiência e quem sai prejudicado nesta história é a oficina.

Hábito de Compra A pesquisa CINAU Hábito de Compra revelou quais peças o reparador compra nos principais canais de abastecimento disponíveis – Varejo, Distribuidor e Concessionário (veja tabela), em quatro estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Além disso, mostrou também que no interior de São Paulo e nos demais estados (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), 58,3% das oficinas enfrentam dificuldade

Cenário A dificuldade em encontrar peças no mercado de reposição

não é uma unanimidade. Se por um lado 58,3% dos reparadores têm dificuldade, outros 41,7% não. Assim, o primeiro passo é identificar quais peças estão em falta e para quais veículos. Mas antes, é preciso saber qual é o perfil de compra dos reparadores. A pesquisa indicou que a maioria se abastece do varejo (42,4%), seguido do distribuidor (29,7%) e da concessionária (18,6%). Há uma parcela de 9,3% que se abastece de outros canais (recebem do cliente, importadoras etc.). É interessante notar que os resultados deste estudo da CINAU estão bem alinhados com o perfil de compra do reparador levantado pelo IGD, cuja pesquisa reúne universo de reparadores da Região Metropolitana de São Paulo (veja matéria na página 6). Em outras palavras, o perfil é muito similar, o que valida o IGD como base para estes quatro estados brasileiro. Veículos Conhecendo o perfil de compra, o passo seguinte é identificar quais veículos apresentam maior dificuldade em peças no mercado de reposição. De acordo com o estudo, as francesas Peugeot e Citroën são as campeãs neste quesito, com 22,6% e 22,1% de

TEM DIFICULDADE EM ENCONTRAR PEÇAS?

representatividade respectivamente (números percentuais ponderados pelo share de emplacamento, referente ao mês de julho da Fenabrave). Em terceiro lugar a marca mais difícil de encontrar peças é a Toyota, com 7,9%. Em quarto, a Renault, com 6,9%, em quinto, a Honda, com 6,1%, em sexto, a Ford, com 5,8%, em sétimo a Hyundai, com 5%, e a GM, em oitavo, com 1,5%. Fiat e Volkswagen empatam com 1,3% cada. Assim, é possível afirmar que as oficinas que atendem veículos franceses e Toyota têm maiores chances de ficar com carros parados à espera de peças, do que aqueles que atendem somente as marcas

com maiores volumes de vendas (GM, Fiat e Volkswagen). Entre os modelos com maior incidência de dificuldade de peças, o Peugeot 206 e o Citroën C3 foram os mais citados pelos reparadores, seguido do Renault Clio, Peugeot 106 e Toyota Corolla. Também entraram na lista os Ford Fiesta, Escort e Ka, GM Omega, Fiat Palio e Honda Fit. Peças E quais as peças são mais problemáticas? O estudo identificou as 15 peças que o repara-


mecado

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Peças mais difíceis de achar

O Peugeot 206 é o veículo que os reparadores consideram mais difícel de encontrar peças...

... em segundo lugar, o Citroën C3...

dor encontra mais dificuldade para adquirir. Em primeiro lugar aparecem os componentes de injeção eletrônica (9,6%), seguidos de embreagem (8,4%), peças importadas em geral (8,4%), sensores (6,6%), suspensão (4,8%), amortecedor (4,2%), câmbio (3,0%), pastilhas (3,0%), bico injetor (2,4%), bobinas (2,4%), rolamento (2,4%), correias (1,8%), mangueiras (1,8%) e módulo (1,8%). Das 15 peças mais difíceis de encontrar, cinco pertencem à categoria eletroeletrônica (componentes de injeção eletrônica, sensores, bico injetor, bobinas e módulo), quatro do sistema de powertrain (embreagem, retentores, correias e mangueiras), quatro do sistema undercar (suspensão, amortecedor, pastilhas de freio e rolamentos) e uma geral (pe-

ças importadas). Esta diversidade aponta para uma generalização na falta de peças no aftermarket, e corrobora com a percepção do proprietário da oficina En-

Marcas

... seguido pelo Renault Clio. Aqui, uma diferença: apesar de a Toyota aparecer em terceiro lugar como a marca com peças mais difíceis de encontrar, ao extratificar por modelos, o Clio é o terceiro carro mais citado pelos reparadores

Mais difíceis

de encontrar peças

Peugeot

22,1 %

Citroën

19,5 %

Toyota

7,9 %

Renault

6,9 %

Honda

6,1 %

Ford

5,8 %

Hyundai

5%

GM

1,5%

Fiat

1,3 %

Volkswagen

1,3%

O Toyota Corolla é somente o quinto colocado na lista dos carros com peças mais difícies de encontrar no mercado, porém a Toyota é a terceira em marca


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lançamento

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gin Engenharia Automotiva e Conselheiro Editorial do jornal Oficina Brasil, Paulo Aguiar, de que é difícil encontrar tudo em um único lugar e, portanto, o reparador tem de garimpar as peças que precisa nos diversos canais. A pesquisa CINAU comprova isso. Metade dos entrevistados afirmou que tem dificuldade para encontrar embreagem (uma peça comum na reparação automotiva) no varejo, e outros 50%, no distribuidor. Porém, o canal concessionária, que responde por 7% da preferência de compra para este componente, não foi citado, o que possibilita interpretar que quando ele procura por embreagem na concessionária, o faz porque precisa de uma embreagem específica (como a do Peugeot 206 ou Citroën C3), que ele sabe que somente lá ele consegue encontrar. Para outras, ele nem cogita este canal. Outros exemplos, indicam que se o carro em manutenção for, por exemplo, um Fiat Palio ou um Volkswagen Gol G4 e o serviço troca de pastilhas e discos de freios (produtos de alta liquidez e grande oferta de marcas), a compra das peças será feita no distribuidor, local de preço mais em conta e disponibilidade imediata, e o tempo para realizar o serviço será de até 24 horas. Dificuldade em encontrar peças é um alerta ao mercado, pois sempre vem acompanhado de preços mais elevados. O IGD (Índice Gerador de Demanda), medido mensalmente pela CINAU já mostrou isso (veja matéria da página 80, na edição de Julho 2010). Canais A pesquisa mostra claramente onde o reparador compra o que, e também que ele tem encontrado dificuldades nos canais tradicionais de abastecimento. O item que ele considera mais difícil de achar são os componentes de injeção eletrônica, e o primeiro local que

ele procura este produto é na Concessionária, seguido do Varejo e do Distribuidor. Porém, o estudo indicou que o canal Concessionária não tem conseguido suprir a necessidade, e o canal alternativo, o Varejo, também tem apresentado dificuldades. Outro exemplo são os sensores, que o reparador também tem como primeira opção de compra a Concessionária e, depois, o Varejo. Segundo a pesquisa CINAU, 100% dos entrevistados afirmaram não conseguir encontrar o item no canal Concessionária. Já autopeças como amortecedor e suspensão, que o reparador busca primeiramente no Varejo, apresentam dificuldade de compra neste canal na ordem de 20% (suspensão) e 38% (amortecedor), segundo a pesquisa. O canal alternativo para amortecedor e suspensão é a Concessionária e depois o Distribuidor. Porém, neles, o reparador encontra dificuldades na ordem de 38% e 25%, respectivamente, para amortecedor, e de 40% em ambos canais, para suspensão. Um item que o reparador busca primeiramente no Distribuidor são pastilhas de freios, porém segundo o estudo, a dificuldade de encontrar o produto neste canal chega a 50%. Assim, ele se sujeita a pagar mais caro no Varejo, canal indicado como alternativo, e que não apresenta dificuldade de fornecimento. Este estudo, portanto, joga uma luz no que ocorre atualmente no mercado de autopeças de reposição, em que o reparador tem driblado as dificuldades de abastecimento dos canais para atender o cliente. Efeitos Como consequências, quando o reparador não encontra a peça necessária para realizar o serviço, 35% dos veículos ficam parados nas oficinas entre 6 a 10 dias. Outros 34%, ficam até 5 dias,

Tempo de espera pela peça

perfil de compra por canal

Metodologia A pesquisa Hábitos de Compra é um levantamento realizado por meio de plano amostral aleatório, equiprovável, simples e sem repetição no database de oficinas reparadoras das quatro principais praças, de acordo com o perfil da distribuição da frota circulante nacional segundo o RENAVAM. Os dados foram obtidos através de entrevistas e 14%, esperam entre 11 a 20 dias. Esta demora provoca atrasos no trabalho das oficinas, e reduz a rentabilidade do negócio, uma vez que o carro

telefônicas, de maneira direta, sem indicações, sem opções, sem orientação por essa ou aquela marca, peça, produto ou serviço. O plano amostral observou a divisão por UF e entre CAPITAL e INTERIOR: MG-CAPITAL 9,5%; MG-INTERIOR 9,5%; RJ-CAPITAL 7,4%; RJ-INTERIOR 7,4%; RS-CAPITAL 8,4%; RS-INTERIOR 9,5%; SP-CAPITAL 25,3% e SPINTERIOR 23,2%. Os dados foram obtidos durante a semana 20 a 24 de agosto de 2010.

fica parado, ocupando espaço que poderia ser utilizado para atender outro cliente. Em outras palavras, a consequência da dificuldade de

encontrar peças representa para o reparador ficar com o carro do cliente parado na oficina por um prazo médio de 10 dias.


COLUNA DO CONSELHO

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COLUNA DO CONSELHO

Dificuldade de encontrar peças de reposição ocorre também nas concessionárias AMAURI Cebrian D. Gimenes

ANDRÉ LLuis Bernardo

CARLOS Eduardo Bernardo

José Claudio COBEIO

Francisco CARLOS de Oliveira

EDUARDO Topedo

DANILO José Tinelli

JÚLIO César de Souza

Orlando RANIERI Jr.

PAULO Pedro B. Aguiar Jr.

Sergio Sehithi TORIGOE

É um fato. Por haver muitos mais veículos em circulação (e consequentemente nas oficinas), até mesmo nas montadoras nacionais de maior tradição como Ford, GM, VW e Fiat faltam diversos itens, e o prazo para entrega gira em torno de uma semana. Já temos percebido isso a algum tempo, e mesmo os nossos clientes, que são os proprietários de veículos, estão indignados, com falta de itens de acabamento e casos de garantia, onde o carro passa semanas na autorizada esperando peças. Ainda não podemos dizer onde exatamente está a falha, mas muitas redes de concessionárias trabalham com estoque único, que fica muito limitado e o sistema de compartilhamento de informações é impreciso. Quando uma não tem algum item, o vendedor faz uma pesquisa para saber qual filial tem, e muitas vezes quando encontra, há apenas uma peça, que está reservada ou já foi vendida. Se não houver a pronta entrega em nenhuma concessionária é necessário fazer um pedido, e o tempo de entrega estipulado é de sete a dez dias. É preciso ser dito que montadoras que estão há muito menos tempo no Brasil, como as japonesas e francesas, quando não tem a pronta entrega, disponibilizam em 24 horas, ou seja, a logística funciona, não é preciso ter um estoque imenso com itens de pouca circulação, mas se a fábrica possui o item, não é aceitável precisar aguardar mais de uma semana para receber um reservatório de água de um Fiat Dobló, que por sinal é campeão em falta de peças. Entre as mais difíceis de encontrar também estão os sensores de oxigênio da VW Kombi 1.4, VW Polo Classic 1.8 e para os motores Fiat Fire 8v a gasolina. Mas o problema pode não ser apenas nas redes autorizadas, pois também há peças que estão no chamado B.O.,

e não tem disponibilidade nem mesmo para pedido, como aconteceu com os blocos dos motores Power da Volkswagen e potenciômetros de borboleta do Palio Adventure 1.8. Na rede independente até se encontram peças, porém dificilmente conseguimos comprar todas de um orçamento no mesmo lugar, além de muitas peças de qualidade duvidosa estarem sendo oferecidas pelos balconistas, e o que mais ouvimos quando perguntamos sobre o produto é “nunca tive problema com esta marca”, mas todo cuidado é pouco, pois podemos comprometer todo um trabalho e até a credibilidade com o cliente por usar uma peça de má qualidade que adquirimos no lugar de uma original ou de uma marca de nossa confiança. Os conselheiros André Bernardo e Carlos Bernardo da oficina Design de Campinas não sentem ainda problemas graves com falta de peças, então talvez esteja concentrado em São Paulo devido ao aumento de demanda gerado pela inspeção veicular ambental comprovado no IGD (ìndice Gerador de Demanda), divulgado na última edição, o que não pode ser usado para explicar a demora para entrega de peças nas concessionárias, até porque acontece com produtos não relacionados a inspeção. Mas a escassez de itens de reposição originais e marcas reconhecidas nas lojas de autopeças, não justifica abrirmos mão da qualidade para dar conta da maior quantidade de veículos, pois assim, ao invés de aproveitar a boa fase, que provavelmente veio para ficar, vamos começar a ter imprevistos desnecessários. Por enquanto, observamos estas falhas de abastecimentos em modelos específicos, porém fica aqui um alerta, pois se isso começar a ocorrer com carros mais populares, estaremos todos com um grande problema nas mãos.

Dobló: campeão em falta de peças

Kombi e Pólo: faltam sensores de oxigênio de alguns modelos

Palio Adventure: potenciômetros da borboleta são difíceis de achar


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AvAliAção do RepARAdoR

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AvAliAção do RepARAdoR

volkswagen Golf apresentou mais problemas que o esperado Fotos: Oficina Brasil

Descuido com óleo lubrificante exigiu a retífica do motor antes dos 100 mil km rodados Arthur Gomes Rossetti Desejado por um público seleto e melhor remunerado há uma década, atualmente a grande maioria dos Volkswagen Golf da 2ª geração brasileira e 4ª européia está nas mãos de proprietários de poder aquisitivo limitado, que o adquiriu em função de alguns atrativos como o generoso conforto, o bom pacote de opcionais e preço atraente, vantagens estas que se invertem no momento da manutenção devido o alto custo para aquisição das peças de reposição. Por outro lado repará-lo é relativamente simples e não chega a atrapalhar a vida do reparador. Para descobrir como anda a saúde do modelo, avaliamos na oficina Design Mecânica localizada na cidade de Campinas, interior de São Paulo, de propriedade dos conselheiros técnicos André Bernardo e Carlos Bernardo, um Golf produzido em 2001 equipado com motor 2.0 8v a gasolina aspirado e câmbio mecânico, com pouco mais de 90 mil km rodados. O veículo chegou de guincho e o principal motivo da ida a oficina foi o acendimento permanente da luz indicadora de baixa pressão de óleo no painel quando em funcionamento. Mais uma vez à falta de informação técnica oficial por parte da Volkswagen foi alvo de críticas por parte do Conselho Editorial. “Assim como fez a Fiat, a Volkswagen poderia criar um portal para que nós reparadores pudéssemos acessar os procedimentos corretos de manutenção, o que garantirá a excelência do nosso serviço e o perfeito funcionamento do veículo, agregando mais valor à marca”, comenta o engenheiro

Vida curta! O motor não chegou nem aos 100 mil km

mecânico e conselheiro editorial Paulo Aguiar da Engin Engenharia Automotiva, oficina da zona sul de São Paulo. Motor O veículo é utilizado em curtos trajetos, muitas vezes durante a fase fria, que colaborou em muito para a criação e acúmulo da borra de óleo. A primeira visita a oficina dos irmãos Bernardo foi em fevereiro de 2009 com então 74 mil km rodados. O foco da intervenção foi à eliminação da borra de óleo, com a remoção do cárter para limpeza mecânica, substituição do óleo e filtro, do respiro antichama e tubulação, junta da tampa de válvulas e aplicação de produto tipo ‘flush’. Na época o serviço surtiu efeito e a luz indicadora de baixa pressão de óleo no painel que acendia de maneira intermitente passou a funcionar

perfeitamente, apagando antes mesmo de o motor entrar em funcionamento. Após 15 dias corridos e apenas 250 km rodados o veículo retornou a oficina apresentando alto consumo de combustível, baixo rendimento e instabilidade de funcionamento do motor, como se estivesse ‘afogado’. Após análise dos sensores e atuadores foi descoberto que o sensor MAF (fluxo de ar) havia queimado. Segundo o Conselho Editorial este componente é o ponto fraco da família Golf e Audi A3, independente de a motorização ser aspirada ou turbo. Segundo o conselheiro Amauri Gimenes da Vicam Centro Técnico Automotivo, “o reparador deverá ficar extremamente atento no momento da compra deste item, pois além de recomendar apenas o original Volkswagen, é necessário conferir também o

código da peça, que muda em acordo com o motor, não sendo intercambiável entre as versões 1.6, 1.8 e 2.0. É um erro muito cometido pelas oficinas e já recebi um Golf com esta peça errada”. Uma das possíveis causas para a breve vida útil da peça é a proximidade com o respiro do motor, que permite a impregnação de vapores de óleo no sensor. Após oito meses e 10 mil km percorridos o veículo voltou a apresentar o acendimento intermitente da luz indicadora de baixa pressão de óleo no painel. Ao analisar o motor foi constatado novamente a presença de borra de óleo. Mais uma vez o serviço de ‘flush’ foi efetuado, assim como a remoção do cárter, troca do óleo e filtro, etc. Em agosto de 2010 o veículo chegou à oficina de guincho de-

vido o acendimento permanente da luz indicadora de baixa pressão de óleo no painel. O teste de pressão de óleo indicou valores baixos e a análise de gases constatou o consumo de óleo pelos cilindros. Após remover o cabeçote foi possível constatar que o diâmetro interno dos cilindros ultrapassava em certos pontos 0,4mm do diâmetro original ‘standard’ de 82,5mm, resultando na necessidade de retífica geral do motor, com a troca dos pistões e anéis, bomba de óleo, juntas, velas de ignição, ou seja, todos os componentes relacionados ao procedimento. Como possível causa para a vida curta deste motor que teve seu fim antes dos 100 mil km rodados, podemos citar as duas principais: funcionamento excessivo durante a fase fria e a troca do óleo lubrificante com prazos extensos, próximos ao recomendado pelo manual do fabricante. Para que o problema não se repita é necessário antecipar a troca do óleo recomendada pelo manual do fabricante. Segundo o reparador Gilmar Aparecido Garcia da Design Mecânica, “preventivamente a troca poderá ser efetuada entre 2 a 3 mil km rodados, quilometragem esta abaixo da recomendada pelo manual, porém inimiga da formação de borra de óleo”, arrisca. A viscosidade do óleo recomendada para este motor é a 10W40 de base semi-sintética, num total de 4,5 litros. O sistema de injeção da versão avaliada é a Bosch Motronic 5.9.2V3, multiponto seqüencial, de manutenção simples e que dificilmente apresenta a queima do módulo (ECU). Tenha cuidado no momento de efetuar a


VOLKSWAGEN GOLF

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Característiscas do sistema de ar com tecido emborrachado ou de neoprene. O comando do ar condicionado pode ser o climatronic digital, que tem a função de regular a temperatura interna do carro automaticamente.

Mario Meier Ishiguro ISHI AR CONDICIONADO AUTOMOTIVO CURSOS & SERVIÇOS Bal. Camboriu - SC 55 (47) 3264-9677 ishi@ishi.com.br Skype: mario.meier.ishiguro Acesse o site e conheça nossa empresa: www.ishi.com.br

O reparador Gilmar A. Garcia alerta sobre os prazos para a troca do óleo lubrificante

No cofre o diagnóstico é relativamente simples de efetuar

limpeza do corpo de borboleta quando dotado de acelerador eletrônico, que poderá danificar as engrenagens internas se forçado com a ponta dos dedos. Para a remoção dos bicos injetores é necessário remover também o coletor de admissão. Lembre-se de contemplar esta etapa no orçamento, e durante a montagem o reparador e conselheiro editorial Danilo Tinelli da Auto Mecânica Danilo recomenda aplicação das juntas originais, pois houve casos de empenamento da peça após aplicação de juntas do tipo paralela. Em 2006 a Volkswagen promoveu o recall da galeria de combustível, que pode apresentar fissuras, provocando vazamento de combustível. Portanto preste atenção nas condições da peça durante a manutenção. Um ponto crítico e que costuma apresentar frequentes problemas é a carcaça plástica que aloja a válvula termostática. A peça trinca com o passar do tempo, permitindo o vazamento do líquido de arrefecimento e a despressurização do sistema, podendo chegar ao ponto de superaquecimento caso o condutor não preste atenção ao ponteiro no painel de instrumentos e deixe de desligar o motor. Outro item relacionado ao sistema de arrefecimento que costuma apresentar problemas é o motor da ventoinha do radiador no lado do motorista (motor maior), que apresenta baixa vida útil. O conselheiro Sérgio Seihiti Torigoe, do Auto

Elétrico Torigoe afirma que o recondicionamento da peça não é recomendado. “Se mesmo original o motor não dura muito, dependendo de quem o recondiciona poderá durar menos ainda”, arrisca o engenheiro elétrico. A bobina de ignição muitas vezes poderá apresentar falhas intermitentes (ora funciona bem, ora não). Ao trocá-la, lembre-se de contemplar os cabos e as velas corretas. O código Bosch poderá ser o F 000 KE0 P06 (código simplificado SP6, mais fria, recomendada para regiões com temperaturas ambientes altas ou sob utilização severa) ou F 000 KE0 P07 (código simplificado SP7, de maior grau térmico). A NGK disponibiliza o jogo através do código BKUR6ET-10, com 1,0 mm de abertura entre o eletrodo central e o massa. Recentemente o reparador e conselheiro editorial Francisco Carlos de Oliveira da Stilo Motores, oficina da zona norte de São Paulo, recebeu um Golf 2.0 idem ao avaliado que apresentava o seguinte problema: Com o motor em funcionamento ao desligar o contato ele demorava a parar e as luzes do painel piscavam semelhante a uma ‘árvore de natal’. O veículo havia passado por duas oficinas, porém o problema persistia. Após horas verificando a bateria, o chicote elétrico, painel e alternador, foi descoberto que algum reparador havia feito uma ‘gambiarra’ para que a luz da bateria no painel permanecesse funcionando

corretamente. Até uma lâmpada chegou a ser adaptada no meio do fio que a alimentava. Ao se deparar com a etiqueta que indicava a potência de 70A do alternador, Carlos desconfiou e entrou em contato com a oficina de um concessionário Volks. De lá veio à informação que o alternador correto para o Golf 2.0 é de 90A. Após a instalação do alternador correto o problema foi solucionado. “Como o veículo que costuma utilizar alternador de 70A é o Gol, achei estranho e melhor confirmar se a peça era de fato a correta”, afirmou Carlos. O engenheiro mecânico, reparador e conselheiro editorial Julio Cesar de Souza da Souza Car, comenta que sempre que substitui a correia dentada recomenda ao cliente a troca da bomba d’água, pois houve dois casos em que o rotor travou ocasionando a quebra da carcaça e a consequente quebra da correia. Em ambos as válvulas do cabeçote foram ‘atropeladas’. Transmissão O câmbio mecânico do Golf foi extremamente elogiado pelos reparadores, que destacaram a facilidade para remoção no momento de trocar a embreagem, boa durabilidade dos componentes e engates precisos, acima da média. Por outro lado quando equipado com câmbio automático tiptronic, aí ‘o bicho pega’, pois 100% do Conselho Editorial apontou o componente como uma caixa

Com relação ao Golf 2.0, vamos fazer alguns comentários sobre o sistema de ar condicionado deste modelo: O GOLF 2.0 é equipado com um bom sistema de ar condicionado, bastante eficiente, porém é um modelo conhecido das oficinas de refrigeração. O sistema é praticamente o mesmo dos modelos 1.6, com quem compartilha os mesmos defeitos e qualidades. O sistema trabalha com cerca de 750g de fluido refrigerante R134a e com cerca de 170 ml de óleo PAG 46 (SP10). O compressor é o 7V16 da Sanden, com 7 pistões e 160 cc de fluxo variável, o que dispensa o uso de termostato no evaporador, desta forma o compressor não precisa ficar desligando e ligando quando a temperatura no evaporador é muito baixa. O compressor se auto ajusta através de uma válvula compensadora de fluxo termostática (torre), diminuindo e aumentando sua cilindrada automaticamente. Compressor SANDEN SD7V16 Um detalhe para quem retira o compressor, no motor 2.0, não pode esquecer de colocar uma bucha espaçadora junto da orelha de fixação dianteira superior, pois caso esqueça dela, ao apertar o compressor, a carcaça do compressor quebra. Outro dano comum é a válvula compensadora de fluxo do compressor travar aberta e manter o compressor em cilindrada mínima, fazendo o sistema perder a aficiência. Placa de válvulas com a válvula compensadora de fluxo termostática SANDEN Há a opção de colocar o compressor da DELPHI, o CVC de 6 pistões, variável também e menor cilindrada que substitui o compressor Sanden e equipa os modelos GOLF á partir de 2005. O compressor CVC do Golf é muito parecido com o do ASTRA, mas cuidado, ele gira no sentido contrário! Compressor CVC DELPHI O sistema de ventilação possui filtro antipólen, localizado na parte externa junto ao parabrisa do lado direito. Se recomenda trocar este filtro a cada 6 meses ou pelo menos 1 vez por ano. O sistema de reciclo também eventualmente deixa de funcionar, coletando somente ar externo. Ele fica abaixo do filtro antipólen. A Caixa de ventilação do Golf (BORA e AUDI A3) com o tempo, pode vir a soltar pedaços de espuma pelos difusores. Essas espumas são os revestimentos internos das portinholas que controlam o fluxo de ar e a dosagem de ar quente, bem como o reciclo de ar. Quando se soltam, as portinholas podem permitir a passagem de ar para outros compartimentos da caixa, contaminado a ventilação com ar quente ou passando ar para o parabrisa, etc. Para reparar este problema é necessário remover o painel e revestir as portinholas

Comando analógico O sistema de arrefecimento do condensador e do radiador é dotado de 2 eletroventiladores com duas velocidades cada. O eletroventilador principal, o maior, do lado do motorista, é comum apresentar problemas de derretimento dos porta escovas do motor e por isso pode deixar de funcionar, sem que o dono do carro perceba, pois quase não afeta a temperatura do motor, mas causa grandes danos ao sistema de ar condicionado, reduzindo sua eficiência e causando desgaste prematuro ao compressor. Eletroventilador principal com duas velocidades Existem eletroventiladores paralelos no mercado, mas nem sempre com a mesma durabilidade (Se o original já não dura muito, imagine um paralelo, que pode colocar em risco o arrefecimento do motor...) A central dos eletroventiladores (centralina) que fica abaixo da bateria, eventualmente pode entrar água e deixar de funcionar. Centralina dos eletroventiladores Eventualmente ocorre o derretimento do porta fusível de 30 A, no suporte que fica junto a bateria. Este porta fusível alimenta a centralina dos eletroventiladores. Fusível de 30 amperes derretido, alimenta os eletroventiladores pela centralina. O consumo de corrente elevado dos eletroventiladores, pode causar este problema. Na linha de alta pressão está localizado o transdutor de pressão que informa ao comando eletrônico a pressão do fluido na linha de alta pressão. O transdutor pode apresentar vazamentos de fluido refrigerante e o plug for montado sem o anel vedante, a parte interna do terminal pode pegar umidade e danificar o transdutor. As Válvulas de serviço de alta e baixa pressão também apresentam vazamentos e a tampa plástica original, é só um tapa pó, essas tampas não impedem vazamentos de fluido refrigerante. Essas válvulas são itens comuns de troca em oficinas de ar condicionado. Transdutor de pressão com umidade O sensor de temperatura externa fica do lado do motorista, no parachoques, próximo ao farolete auxiliar. Em caso de problemas nesta linha, poderá aparecer no painel, uma idicação de temperatura externa de – 40°C e inibir o funcionamento do compressor. Sensor de temperatura externa O evaporador e o radiador de ar quente também são itens que apresentam vazamentos e são itens de troca somente com a retirada do painel.


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problemática e que ‘gosta de uma oficina’. Segundo Carlos Napoletano Neto, diretor técnico da Brasil Automático cursos e treinamentos, quando equipado com caixa automática o Volkswagen Golf utiliza a da marca JATCO (Japan Automatic Transmission Corporation) modelo JF506-E. Ela possui 5 velocidades à frente e é a mesma da versão 1.8 turbo. A quantidade total de fluído do tipo DEXRON III ou ELFMATIC SYN 3 é de 7,8 litros incluindo o conversor de torque. O fabricante recomenda que a troca deva ser feita a cada 100.000 km ou dez anos, o que vencer antes. O gerenciamento é totalmente eletrônico, onde os maiores problemas são as falhas elétricas ou mecânicas dos solenóides (são nove deles no total) que acabam por danificar a caixa. Tirando este problema eletrônico, o conjunto mecânico dela é muito resistente e robusto, que suporta até 400cv no eixo de entrada. É a mesma utilizada no Land Rover Freelander, Jaguar, Audi A3 Turbo e alguns Mazdas. O conselheiro Danilo Tinelli recomenda também a lubrificação interna de ambas as flanges (bolachas) de saída do câmbio, com graxa específica a base de bissulfeto de molibdênio. “Lembre-se de sempre aplicar coifas originais e de qualidade, pois as paralelas ressecam e rasgam com facilidade”, comenta o reparador. Suspensão e direção A grande parte dos Volkswagen Golf possui rodas com aros acima de 15”, chegando aos de 20” em alguns casos, com pneus de perfil baixo que inevi-

tavelmente sobrecarregam todo o conjunto de bandejas, braços e pivôs. A unidade avaliada possui rodas originais de 15” com pneus de perfil ‘alto’, sendo que no geral os componentes estavam em boas condições. Por outro lado as unidades que frequentaram as oficinas do Conselho Editorial costumam apresentar o conjunto de suspensão com as bandejas, buchas e pivôs com excesso de folga e rangidos ao passar por valetas ou depressões. “Muitas vezes o rangido só para após trocar as buchas da barra estabilizadora e aplicar um pouco de vaselina”, comenta Paulo Aguiar da Engin Engenharia Automotiva. Segundo Júlio Cesar da Souza Car, a caixa de direção é difícil de apresentar problema, mas os braços axiais insistem em ficarem folgados e gerar barulho ao passar por pisos irregulares. Freios e undercar Os reparadores se queixaram da má qualidade de alguns componentes paralelos como pastilhas e discos, que deverão ter preferência pelos originais. Fique atento também ao perfeito funcionamento do sistema ABS, que em 2001 sofreu recall na unidade de controle. No modelo avaliado, não houve a presença de avarias. Habitáculo A principal reclamação foi a de barulho dentro do painel, oriundo de encaixes e fixações que podem afrouxar com o passar do tempo e o acabamento emborrachado que reveste os botões do painel e vidros, que descascam com o passar do tempo.

Ficha técnica Motor 2.0 gasolina Dianteiro, transversal, 4 cilindros, 8v Cilindrada: 1984 cm3 Diâmetro x curso: 82,5 x 92,8 mm Potência: 116 cv a 5200 rpm Torque: 17,3 kgfm a 2400 rpm Taxa de compressão: 10,4:1 0 - 100 Km/h: 10,5 s Câmbio Mecânico de 5 marchas a frente mais ré, tração dianteira 1ª – 3.778:1 2ª – 2.118:1 3ª – 1.360:1 4ª – 0.971:1 5ª – 0.769:1 Ré – N/i Diferencial – 4.235:1 Carroceria Dimensões: Comprimento: 4150 mm Largura: 1735 mm Altura: 1458 mm Entre-eixos: 2515 mm Peso: 1197 kg Peso / potência: 10,31 kg / cv Peso / torque: 69,19 kg / kgfm Volumes Porta-malas, de 330 l; tanque de combustível, 55 l Suspensão Dianteira: Independente tipo McPherson, molas helicoidais e barra estabilizadora Traseira: Semi-independente com molas helicoidais Freios Disco ventilado na dianteira e rígido na traseira, com ABS e EBD Direção Hidráulica progressiva do tipo pinhão e cremalheira; Diâmetro de giro 10,9 metros Rodas e pneus Liga leve 195/65 R15 Principais equipamentos de série Ar-condicionado, duplo airbag, trio elétrico, CD player, alarme, banco do motorista com regulagem de altura Garantia 1 ano sem limite de km (em 2001) e 3 anos sem limite de km (após 2005)

direto do paredão, a opinião de outros reparadores

O reparador Ederson Jean Schramm acessou o site www.oficinabrasil.com.br e opinou sobre o veículo. Veja o que ele disse: “É um excelente carro e sem muito mistério em sua parte mecânica, principalmente no sistema de injeção. Particularmente sou fã”.

Bobina delicada que costuma apresentar falhas

dicas do conselho André Bernardo: Quando equipado com motor 1.6 8v SR (importado), tenha cuidado com o manuseio do corpo de borboletas e evite forçar com os dedos. Cuidado também no momento de desligar a bateria e antes de fazer deixe o veículo descansando por um período mínimo de 20 minutos. Como conseqüência o motor poderá ficar ligeiramente acelerado e a troca do corpo poderá ser necessária. Quando equipado com motor 1.8 Turbo de 180cv e acelerador eletrônico com sistema de injeção 3.8.3, o motor poderá ficar sem aceleração devido a não ter 5 volts na saída do pino da ECU que comanda a abertura. A solução neste caso é a reparação da ECU. Quando equipado com motor 2.0 e injeção sistema Digifant, temos dois tipos de programa para este veículo. Quando atualizado errado, algumas leituras poderão ficar fora de padrão, como exemplo a tensão da bateria. Se o velocímetro parou de funcionar e a luz do ABS acender, o scanner poderá não conseguir comunicação. Neste caso remova o plug do ABS. Se neste instante o scanner conseguir comunicação, o problema está no corpo do ABS. Evite a utilização de bobinas de ignição paralelas, que são mais sensíveis a falhas e queima. Carlos Bernardo: Quando equipado com motor 1.8 Turbo de 180cv, o rolamento tensor da correia dentada costuma apresentar vazamento de óleo no pistão de acionamento. Lembre-se de incluir esta peça no orçamento quando for trocar a correia dentada. Danilo: Tenha cuidado ao remover o cabo do velocímetro para que o pinhão plástico não caia dentro da caixa de marchas. Caso isto aconteça, a caixa de marchas deverá ser aberta para a remoção do pinhão. Paulo: A bomba de combustível correta a ser utilizada é a VDO de 4 bar de pressão, pois as paralelas podem até conseguir atingir o mesmo valor, porém sem a vazão adequada. Torigoe: O conector da bomba de combustível localizado na tampa poderá apresentar mau contato, despressurizando o sistema de alimentação em alguns momentos. Antes de trocar a bomba de combustível, verifique a situação dos pinos. Muitas vezes os reparadores ‘deslizam’ por causa deste problema e trocam a bomba sem precisar e sem eliminar o problema. Caso os motores das fechaduras apresentem emperramento, a troca da peça será necessária devido a não haver peças de reposição internas. Caso o marcador de combustível fique inoperante, é possível trocar apenas o sensor de nível do tanque. A bolsa do air bag do motorista apresenta dificuldade acima da média no momento da remoção. O sistema de alarme, travas e vidros elétricos são conjugados e apresentam um alto grau de complexidade para a reparação.


volkswagen golf

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99

inDiCe De DuraBiliDaDe e reComenDação: volkswagen golf 2.0 8v asPiraDo gasolina noTa Tópicos

Acessibilidade

Disponibilidade de Peças

itens

amauri

andré

Carlos Bern.

Carlos stilo

Danilo

Julio

Paulo

Torigoe

Filtro de ar

8

8

7

5

8

8

7,5

7

Filtro de óleo

8

7

7

5,5

8

8

7

6

Filtro de combustível

8

7

6

6

6

7

8

7

Filtro do ar-condicionado

7

7

6

---

---

8

7,5

8

Reservatório do sistema de arrefecimento

8

8

7

7

8

8

7

8

Tensores

7

7

6

5

5

6

7

6

Correias

7

8

6

5

7

6

6

6

Coxins de motor e câmbio

5

8

7

6

6

3

6

7

Sensores do sistema de injeção e ignição

8

8

7

5,5

5

8

5

7

Cabos e velas de ignição

8

7

6

4

6

6

4

7

Bateria

7

9

7

8

8

6

7

4

Conjunto de embreagem

5

8

5

7

7

6

6,5

6

Amortecedores da suspensão

5

8

6

8,5

6

8

7

6

Discos e pastilhas de freio

8

9

7

9

8

8

8

6

Válvulas injetoras de combustível

8

7

6

4

6

8

8

7

Bomba de combustível

8

6

6

6

6

7

6

7

Concessionária

8

7

6

9,5

6

0

5

5

Autopeças

5

7

7

7

4

5

7

3

Processo de diagnóstico

Geral

8

8

6

9

7

6

7

5

Durabilidade

Geral

7

9

7

8

6

7

6

7

Informações técnicas

Geral

8

9

6

8

2

6

6

5

TOTAL:

151

162

134

133

125

135

138,5

130

MEDIA:

7,2

7,7

6,4

6,7

6,3

6,4

6,6

6,2

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Recomenda? Média final

Sim Não

nOTA: 7,2

nOTA: 7,7

anDrÉ luis Bernardo - Design mecânica (19) 3284-4831 - conselheiro.andre@oficinabrasil.com.br www.designmecanica.com.br Recomendo. É um carro muito bom, mas o seguro é bastante caro, assim como algumas peças de reposição. O motor e o conjunto mecânico são muito bem equilibrados e o diagnóstico não chega a ser tão complicado.

nOTA: 6,7

Sim

6,7

amauri Cebrian Domingues gimenes - vicam Centro Técnico automotivo (11) 2601-9501 - conselheiro.amauri@oficinabrasil.com.br Recomendo. É um ótimo veículo, com boa durabilidade apesar da fragilidade da suspensão. A única observação é o preço das peças que é um pouco alto mas não chega a atrapalhar.

nOTA: 6,4

Sim

Carlos eDuarDo BernarDo - Design mecânica (19) 3284-4831 - conselheiro.andre@oficinabrasil.com.br Recomendo. Carro bom e resistente desde que faça manutenção preventiva. Fique atento ao período para a troca do óleo e sistema de ignição.

francisco Carlos de oliveira - stilo motores (11) 2977-1124 - stilo@stilomotores.com.br - www.stilomotores.com.br Recomendo. Ele é confortável, robusto, possui boa estabilidade, mas a maioria dos proprietários atuais não faz manutenção preventiva e não tem condições de mantê-lo como se deve.

nOTA: 6,3

nOTA: 6,4

nOTA: 6,6

nOTA: 6,2

Eis a frágil carcaça plástica da válvula termostática

mais no site O leitor que acessar a matéria no site www.oficinabrasil.com.br terá acesso ao esquema elétrico de injeção do motor 2.0 8v a gasolina com sistema Bosch Motronic 5.9.2V3 a partir do ano 1998 até 2004 no formato PDF, cedidos pelo CDI (Centro de Documentação e Informação) do Sindirepa – SP. Para mais informações sobre como se tornar sócio do CDI ligue 0800 - 55 44 77 ou acesse www.sindirepa-sp.org.br.

Danilo José Tinelli - auto mecânica Danilo (11) 5068-1486 - conselheiro.danilo@oficinabrasil.com.br O veículo possui um bom desempenho, mas quando usado a maioria está em mau estado de conservação e a desvalorização é alta.

Júlio Cesar de souza - souza Car (11) 2295-7662 - conselheiro.julio@oficinabrasil.com.br Recomendo. O carro tem alguns problemas crônicos como à suspensão e o sistema de arrefecimento frágeis, mas é uma mecânica boa para se trabalhar.

Paulo Pedro Bueno aguiar Júnior - engin engenharia automotiva (11) 5181-0559 - conselheiro.paulo@oficinabrasil.com.br Recomendo. O Golf é um carro bem conhecido pelo reparador. Apresenta alguns pontuais problemas de injeção, mas o item mais frágil é o sistema de suspensão.

sergio sehiti Torigoe - auto elétrico Torigoe (11) 7729-2667 - conselheiro.torigoe@oficinabrasil.com.br Recomendo. É um veículo com custo de manutenção e seguro elevado, porém com excelente dirigibilidade e conforto.


100

Setembro 2010

Da agência Best cars

Dicas DO cOnselhO Divulgação

O carro reprovou na inspeção, e agora? Conselho Editorial apresenta algumas dicas para ajudar na solução do problema Recentemente o reparador e assinante do jornal Oficina Brasil, Ari da oficina Mekcar de São Paulo, entrou em contato conosco se queixando que por diversas vezes avalia criteriosamente o veículo do cliente, monta o orçamento, efetua os reparos com toda atenção e cuidado, e por fim nem sempre o mesmo é aprovado na inspeção veicular, gerando desconforto e estresse para o proprietário e oficina. Ele gostaria de saber como os reparadores do Conselho Editorial costumam lidar com este tipo de situação e o que fazem para aumentar as chances de aprovação. Veja o que eles responderam:

Veja a seguir algumas dicas comentadas pelos conselheiros editoriais Antigamente eu aplicava orçamentos do tipo ‘receita’ antes de colocar as mãos no veículo, ou seja, recomendava para princípio de diagnóstico a troca de peças básicas como filtro de ar, filtro de combustível, óleo de motor e filtro, velas, cabos e em alguns casos bobina, para depois verificar como estava a situação dos gases emitidos. Percebi que esta não é a melhor saída devido a não saber como o motor estava antes. Agora, primeiro faço a análise dos gases e a partir daí tenho uma idéia de qual sistema devo começar a reparar. Desta maneira economizo tempo, acho o defeito mais rapidamente enquadrando o motor dentro dos limites e o meu cliente economiza nas peças. amauri cebrian Domingues gimenes – Vicam centro técnico automotivo (11) 2601-9501 – conselheiro. amauri@oficinabrasil.com.br

Evite afirmar ou prometer que o veículo passará na inspeção, pois os limites impostos para este ano estão mais estreitos e as variáveis para que a reprovação aconteça são inúmeras. Recomende também realizar a inspeção logo após o check up na oficina, com o mesmo combustível, sem abastecê-lo. Caso o cliente more próximo ao posto da Controlar, recomende a utilização do carro por um período mínimo de 30 minutos ou 15 km, para que chegue bem aquecido (regra válida para motores arrefecidos a água). Motores arrefecidos a ar (Fusca, Brasília, Kombi antiga carburada) devem realizar a inspeção ligeiramente mais frios, para diminuir o efeito ‘blow by’ (excesso de vapor de óleo em direção a admissão). Júlio cesar de souza - souza car - (11) 2295-7662 conselheiro.julio@oficinabrasil.com.br

Após efetuar o serviço, nunca deixe o cliente levar o carro para a inspeção, pois o ideal é exigir um pouco mais das marchas, fazendo com que o catalisador fique bem ativo e ‘aceso’, além de deixar o motor ligado enquanto aguarda na fila para ser atendido. Nos casos em que deixei o cliente levar o carro, 70% foram reprovados. Francisco carlOs de Oliveira slito Motores (11) 2977-1124 stilo@stilomotores.com.br www.stilomotores.com.br

Escolha a fila que possui veículos mais novos a sua frente, pois os veículos mais antigos poderão contaminar o aparelho e prejudicar a medição seguinte. Fique atento também se o inspetor procede da maneira correta. Por mais de uma vez presenciei o inspetor deixar o carro ‘morrer’ ao colocá-lo na linha de inspeção. Todos sabemos que o momento da partida é uma situação de extremo enriquecimento da mistura, que ‘lava’ o catalisador, diminuindo a sua eficiência. As chances de reprovação após este fato são aumentadas. Paulo Pedro Bueno aguiar Júnior engin engenharia automotiva (11) 5181-0559 conselheiro.paulo@oficinabrasil.com.br


102

Setembro 2010

bolEtIM téCnICo

Mais casos para você aprender e colecionar Colecione as dicas práticas extraídas do cotidiano das oficinas e enviadas pelos leitores e colaboradores do Oficina Brasil. Você também pode enviar a sua dica e auxiliar no crescimento do acervo de informações das reparadoras.

Dica: 466

Dica: 467

Chevrolet Kadett 1.8 EFI 1993 Defeito: Veículo para de funcionar ao passar por trepidações

Fiat Uno 1.0 Fire Flex 2007 Defeito: Motor não pega

O problema se arrastava por certo tempo e até a bomba de combustível havia sido trocada, sem conseguir resolver o problema. Realizamos os testes de pressão e vazão no sistema de alimentação, sensores de injeção e ignição, mas tudo estava ok. Partimos para a verificação do aterramento e chicote elétrico, mas não havia nada de errado. Foi aí que resolvemos remover a proteção da bomba elétrica de combustível externa, e com o veículo funcionando movimentamos o plug de alimentação elétrica, o que provocou o desligamento do motor.

O veículo havia acabado de sair da funilaria, e chegou a nossa oficina de guincho. Segundo o proprietário, a bateria, o motor e o câmbio tinham sido removidos para o conserto da lataria. O Scanner não acusou códigos de falhas, e com o auxílio de um spray desengripante conseguimos funcionar o motor, que possuía álcool no tanque. Medimos a pressão e vazão da bomba, que estava dentro do normal. Desativamos a bomba de combustível original e instalamos a bomba para socorro, mergulhada em um recipiente com 100% de gasolina. Após algumas partidas o veículo pegou. Ao verificar o A/F percebemos que estava na opção gasolina (13.0).

Solução: Substituir o plug de alimentação da bomba no chicote, que estava com os contatos avariados. Jairton Pietro Lorenço de Araraquara – SP – Dica enviada por e-mail

Solução: Ajustar o A/F para 9.0 (álcool) e o veículo voltou a funcionar normalmente, assim como o sistema de partida a frio. Jairton Pietro Lorenço de Araraquara – SP – Dica enviada por e-mail

Dica: 468

Dica: 469

Citroën Xsara Picasso 2.0 Defeito: Falha de aceleração com o código de falha P0170.

Chevrolet Meriva 1.8 Flexpower Defeito: Baixo desempenho e alto consumo de combustível

Este defeito foi o mesmo ocorrido no fórum, depois de trocar a bomba de combustível o defeito aparece e a sonda trabalha com 800mv em marcha lenta. Neste caso foi trocado a sonda-lambda devido a oxidação no conector, provocado por um vazamento de água, mas o problema persistiu. Efetuamos o reset dos parâmetros através do scanner, mas o veiculo não entrou em funcionamento.

O proprietário chegou se queixando de um fraco desempenho aliado ao alto consumo de combustível. Verificamos as velas, cabos, filtro de ar, bicos injetores, enchemos o tanque com combustível de qualidade, mas o problema persistia. Ao verificar os parâmetros como sonda lambda, sensores e atuadores, ambos estavam ok também. Solução: Através de uma dica obtida em treinamento sobre veículos Flex, descobrimos que é preciso ‘zerar’ a luz indicadora de manutenção no painel (sigla ‘INSP’. ao ligar a chave), pois a ECU interpreta que o veículo precisa ir a um concessionário GM para realização da manutenção e passa a operar com o avanço de ignição limitado. Isto ocorre após mil km após o acendimento da luz. 1º Passo: Com a chave de ignição ligada no primeiro estágio, selecione o modo odômetro parcial; 2º Passo: Desligar e ligar a chave de ignição para que a palavra ‘INSP.’ apareça; 3º Passo: Pressione o botão do odômetro e permaneça desta maneira. Desligue e ligue a chave de ignição. 4º Passo: O odômetro irá piscar e depois surgirará uma série de ‘traços’. Isto significa que a luz indicadora de manutenção foi zerada (Ok). Obs: Este procedimento deve ser feito antes mesmo de ‘colocar as mãos’ no motor. A dica vale para a maioria dos veículos GM atuais. Claudio Cobeio da Cobeio Car – Conselheiro Técnico do jornal Oficina Brasil

Solução: Com a dica enviada pelo Carlos Eduardo, instrutor da escola Argos, desligamos os conectores do módulo de injeção e tudo se estabilizou. Obs: O veiculo às vezes não desligava com a presença este defeito. Daniel Barci proprietário da Barci Serviços Automotivos - Dica enviada por e-mail

Envie a sua dica sobre soluções e cuidados práticos para ser publicada nesta seção Rua Joaquim Floriano, 733 - 4º andar - São Paulo, SP - CEP 04534-012 ou redacao@oficinabrasil.com.br Acesse o www.oficinabrasil.com.br e veja a coleção completa do Boletim Técnico que já foi publicado no jornal.


Jornal Oficina Brasil - setembro 2010  

Edição de setembro de 2010 da maior mídia impressa do segmento de reparação automotiva.

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