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Noticias de e para feirantes, direcionadas aos profissionais do comercio ao ar livre Ano

XIX

Nº. 99

janeiro/fevereiro 2014

ASSOCIAÇÃO DE FEIRANTES DO DISTRITO DE LISBOA — Rua Varela Silva, Lt. 18—Loja A — Zona 2A—Ameixoeira 1750-403 Lisboa Tel./ Fax: 214 782 244 E-mail: afdlisboa@gmail.com / afdlisboa@hotmail.com

No passado dia 21 de janeiro a Associação de Feirantes de Lisboa esteve com as suas congéneres em Coimbra. pág. 5

O Feirante em e-book O seu jornal pode agora ser consultado em formato de ebook, bastando para isso aceder através do facebook.

Blogue: afeirantesdelisboa.blogspot.com

O espaço aqui apresentado é o resultado de um terreno onde era usual a realização da feira desta freguesia e que não reunia as condições necessárias para dar conforto aos feirantes no seu trabalho. Como é normal, também os visitantes necessitavam de algo melhor do que existia então. A referida feira teve assim um interregno, não para deixar de se realizar mas para ter lugar num sítio diferente, por decisão de quem de direito, de forma a permitir as necessárias obras. pág. 6

SEJA JORNALISTA! Envie-nos as suas notícias, opiniões ou simplesmente um coComo se não bastasse o número de feirantes que no ano transato desistiu das feiras do mentário para o email Relógio, Galinheiras e Ladra, por não suportarem o exagero do preço das taxas, surofeirante.jornal@gmail.com Pág. 6 gem agora…

“O FEIRANTE” Jornal destinado aos profissionais do comércio ao ar livre


FICHA TÉC*NICA

DIRECTOR * José Manuel Abranja, DIRECTOR ADJUNTO * Joaquim Tomas Henriques EDITOR * José Manuel Abranja, COLABORADORES * José Luís Freitas CRONISTAS * Joaquim Tomas Henriques REPÓRTERES * José Manuel Abranja e Joaquim Tomas Henriques, FOTÓGRAFOS * Paula Silva e António Cabral Alves DISTRIBUIDORES * Joaquim Tomas Henriques, António Cabral Alves, José Luís Freitas, Sérgio Abraão e Domingos Luís IMPRESSÃO * Gráfica Simbolomania

“ O FEIRANTE” Em Junho de 1995, a AFDL criou este órgão informativo, todo ele dedicado a feiras, feirantes e assuntos envolventes ´hoje, a sua existência é para todos uma mais valia, com distribuição gratuita dá aos feirantes a possibilidade de tornarem público os seus pensamentos, as suas ideias, as suas criticas e as suas sugestões, assim haja vontade e espirito verdadeiramente jornalístico.

Joaquim Tomás Henriques

A ASSOCIAÇÃO VOLTA A PEDIR ver a sua situação por um caminho que ainda iria piorar. Com o título que aqui apresentamos Pois este ano que passou a grande pode de alguma maneira criar a ideia maioria dos feirantes não ganhou para de que a Associação atravessa carên- as despesas. Vamos ter confiança e cias e necessita de algo. É claro que na pensar que isto vai dar a volta. atualidade isso não seria de grande ad- Mudando de assunto, no próximo dia miração, mas a verdade é que o titulo é 13 de fevereiro haverá Assembleiaem sentido figurado, significando que Geral para aprovação das contas relaa Associação volta a pedir em nome cionadas com o ano 2013, assim codos seus associados, como já o fizemos mo o plano de orçamento do ano o ano passado, solicitando aos senho- 2014. Entre outras coisas, será discures autarcas que não aumentem as ta- tida a necessidade de conseguir novos xas de ocupação de vendas, porque os membros para nos ajudarem, e quanfeirantes estão, como a grande maioria do em julho nas eleições para a nova dos portugueses, sem poder económico Direção não termos o mesmo problepara suportar aumentos. ma de não existirem listas candidatas Como conhecemos a grande maioria à Direção. A Associação precisa de dos senhores autarcas, quer parecer- gente nova, com novas ideias, pois os nos que são pessoas conhecedoras da novos tempos que atravessamos exitriste realidade e, como tal, acredita- gem mentes com outras soluções, mos que talvez não veremos aumentos. uma vez que tudo está em mudança. Já tivemos a confirmação da Junta de Esperamos muito sinceramente que Freguesia de Monte Abraão/Massamá venha essa gente nova, porque muitos que assim será e, por isso, a Associa- de nós já estão cansados. Cá os espeção espera igual decisão da parte das ramos com ideias novas, porque autarquias que têm a gestão de feiras e aqueles que por norma se regozijam lhe dedicam a atenção que as mesmas afirmando que tudo está mal, esses já merecem. há muitos anos que os conhecemos. Agora que começámos mais um ano, espero muito sinceramente que seja bem melhor que o anterior, pois muiCOMO VÃO AS FEIRAS? tos feirantes não conseguiram ultrapas- Neste inicio de ano vou nesta edição sar a crise e acreditem que nos tem de “O Feirante”, assim como nas prócustado ver partir colegas, que a conti- ximas, dar algumas informações sonuarem nas feiras e a suportarem as bre o que está de bem e o que está de despesas que elas acarretam era como mal em cada uma das feiras sob a “O FEIRANTE”

Um jornal feito por e para feirantes

nossa jurisdição. Para tal, faço aqui um apelo aos colegas feirantes, nomeadamente associados, para nos enviarem ou transmitirem de viva voz notícias sobre as feiras que fazem, de forma a podermos publicar no nosso jornal. As noticias que desejamos não têm de ser específicas, boas ou más, porque eu entendo que este jornal, que já tem um determinado peso no seio deste setor comercial e já lido por muita gente que não é feirante mas tem interesse em conhecerem as envolvências que às feiras dizem respeito, deve enaltecer as autarquias que melhor gerem as suas feiras e que sempre se mostram disponíveis para resolverem grandes ou pequenos problemas. É também por demais elementar denunciar os problemas de cada feira e que nos pareçam ser ignorados por quem de direito. Ou seja, que haja autarcas que não se importam em criar as melhores condições para os feirantes ou mesmo para os clientes. Só com este tipo de comportamento, a meu ver, a Associação presta um bom serviço aos seus associados, aos autarcas e ao público em geral. Sobre as feiras do Relógio, das Galinheiras e até da Ladra, cujo antigo vereador nunca nos quis receber nem sequer à Federação, tivemos uma reunião com a Dra. Luísa Martinez e um dos seus colaboradores o Dr. Eduardo Nascimento. Continua na página 6

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A AFDL publica o aniversário de cada Associado seu, com os votos de que passem ou tenham passado um dia magnífico FOTO

NOME

DATA NASCIMENTO

SÓCIO DESDE

José dos Santos Félix

01-01-1941

539

10-03-1997

António Cabral Alves

02-01-1953

104

10-10-1992

Vítor Manuel Lopes Pêgas

05-01-1966

699

17-06-1993

Manuel Pinheiro da Silva Vieira

10-01-1954

359

01-04-1994

Ana Paula Esteves da Silva

17-01-1962

153

10-10-1992

Amílcar Augusto Leal Farelo

20-01-1948

137

27-01-1994

Fernando Cabral Vaz

20-01-1949

1133

19-03-2008

Achada pão, Lda.

20-01-1968

1168

15-01-2010

Domingos Joaquim Soares de Abreu Luís

28-01-1963

681

17-01-2002

Manuel António Gomes Miranda

29-01-1948

1145

20-05-2008

Paula Cristina / Vítor Rodrigues

31-01-1974

1148

03-06-2008

Albano Alves Pinto

22-01-1956

654

16-04-1999

Carlos Alberto Gomes Alves

25-01-1955

404

01-11-1994

Irene dos Santos Martins Pontes

26-01-1933

319

01-12-1993

Martibela Comercio

30-01-1962

198

01-01-1993

“O FEIRANTE” Jornal destinado aos profissionais do comércio ao ar livre

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A AFDL, publica o aniversário de cada Associado seu, com os votos de que passem ou tenham passado um dia magnifico FOTO

NOME

DATA NASCIMENTO

SÓCIO DESDE

Maria de Fátima Sódio Farracho

01-02-1959

1185

01-03-2011

Fernando Azevedo Rodrigues

04-02-1941

443

01-07-1995

Joaquim Tomás Henriques

05-02-1950

250

01-07-1993

Fernando Gregório Ribeiro

10-02-1943

105

10-10-1992

Ester dos Santos Ribeiro Alves

10-02-1964

1187

01-09-2011

Manuel Domingos dos Santos

12-02-1951

1113

05-09-2006

Francisco Manuel Alcario Saramago

14-02-1953

332

01-02-1994

Maria de Fátima Lopes Martins Fernandes

22-02-1956

1132

18-03-2008

Isidro Jorge Lopes Dias

23-02-1961

102

18-10-1992

Carlos Alexandre Martins Coelho

25-02-1981

1196

31-07-2012

Norberto António Ribeiro Pinto

25-02-1953

449

21-07-1995

Afonso Ângelo Amaral Teixeira

28-02-1949

607

27-11-1997

SOLICITAMOS AOS NOSSOS ASSOCIADOS Na organização deste nosso trabalho, ao selecionarmos os nossos associados aniversariantes deparamo-nos muitas vezes com fotografias pessoais um pouco desatualizadas ou de difícil visualização. Solicita-se assim a todos os amigos associados que façam a sua atualização quando possível. Informamos que encontrámos também nos nossos arquivos fichas de associados incompletas, incluindo a ausência da data de nascimento, pelo que não nos é possível, com muita pena nossa, mencionar o nome destes associados na lista de aniversariantes no mês correspondente. Poderá o associado quiçá entender que não deve divulgar a sua data de nascimento, para que as outras pessoas não tenham conhecimento. A nosso ver, cada um deve ter orgulho na sua data de nascimento e vê-la divulgada nesta página é sinal de que faz parte deste movimento associativista em que se encere a AFDL. “O FEIRANTE”

Um jornal feito por e para feirantes

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A Associação de Feirantes do Distrito de Lisboa, além da vertente para que está vocacionada, tem nestes últimos tempos apostado também na criação de parcerias de modo a proporcionar aos seus associados muitas vantagens compensatórias pelo seu associativismo. Destacamos naturalmente a parceria com a Renault Portugal por nos parecer uma das mais vantajosas para os feirantes que tenham necessidade de trocar a sua ferramenta de trabalho, que é como quem diz a sua viatura onde normalmente transportam os seus artigos para venda, ou quiçá adquirir uma viatura do tipo familiar. Seja num caso ou no outro pode o feirante ter a certeza que pelo simples facto de ser associado da AFDL, que por sua vez faz parte da FNAF, comprovando ser sócio terá um desconto que poderá ir desde os 16% até aos 27%, consoante a viatura desejada e cuja informação se disponibiliza no quadro ao lado. Esta parceria tem efeitos práticos em qualquer stand da respetiva marca, independentemente do ponto do país. Enquanto presidente da AFDL venho dizerte que por seres nosso Associado tens imensas vantagens com as várias parcerias existentes e que uma vez mais voltamos a destacar. No caso das farmácias, em Odivelas temos a Joleni junto aos correios, a Gonçalves junto ao Metro e ainda a 31 de janeiro junto ao Estádio 1º. de maio em Lisboa. Sobre Seguros, temos acordo com a Fidelidade, onde os associados conseguem bons preços sendo que existem seguros que são obrigatórios; será portanto necessário informares-te. Contabilidade, é-Fluxos de Manuela Vaz que apresenta preços sem qualquer concorrência. Viaturas, no quadro acima mostram-se os veículos e os descontos de cada um deles e no caso dos comerciais, como se comprova, os descontos são bem mais elevados. Saúde, também temos a parceria com o Lar Médico que com um preço pouco mais do que simbólico garante-te consultas e idas a casa, no concelho da Amadora; informa-te melhor. Faturação, o grupo PIE é o fornecedor de máquinas com várias funções, onde se pode utilizar TPA com envio direto às Finanças se tiverem ou quiserem enveredar por essa via; tudo isto com preços convidativos para quem for associado. Faturação manual, para os feirantes cujo volume lhes permite passar as faturas ou as

respetivas guias de transporte manualmente, necessitam de ter livros para ambas as coisas e consegui-los a um preço imbatível, fruto da parceria com a gráfica Simbolomania. Comunicação, nesta área todos os feirantes poderão falar entre si completamente grátis, desde que adiram ou tenham aderido ao pacote criado especificamente para a parceria em vigor e com vantagens notadas no volume da fatura no final de cada mês, graças à TMN, atual Meo. Área jurídica, acordo com o Dr. António Penteado para assuntos relacionados com a Associação de Feirantes do Distrito de Lisboa, ou com qualquer feirante associado, que necessite de consulta jurídica ou solução para algum problema do foro pessoal, ou quiçá relativo a feiras ou suas envolvências. Assuntos Bancários, desde 22 de outubro que em reunião nas nossas instalações, José Manuel Abranja, Joaquim Tomas Henriques e José Luís Freitas pela FNAF e estes dois últimos com António Quintela e Vítor Pimenta representando a AFDL ficou acordado desde esta data a parceria entre a nossa instituição e o Banco Bic que traz a cada feirante que prove ser associado da AFDL, ou qualquer outra Associação ligada à FNAF, inúmeras vantagens, como isenção de custos na gestão de contas e para além de outras que

aconselhamos informares-te junto desta entidade bancária, temos acima de tudo o chamado TPA. Este aparelho é já muito usual entre os feirantes e para os nossos associados tem um custo de apenas 10,00€ (dez euros) mais IVA. Mas se isso não fosse só por si uma vantagem, o mesmo equipamento permite a utilização de vários cartões de crédito onde naturalmente as comissões têm uma percentagem diferente. Ou seja, em multibanco a comissão é de 0,90 com um teto máximo de 1,50€; quando o cartão utilizado seja o de crédito logicamente os valores sobem um pouco. Mas isso poderá ser explicado melhor pela entidade bancária o que nos leva a aconselhar que nada perdes por te informares. Se não és ainda associado aqui encontras um enorme conjunto de motivos para aderires ao associativismo, porque ganhas direito a tudo o que aqui referimos e que pelas suas vantagens a quota que já sendo pouco mais do que simbólica agora fica quase nula com os ganhos obtidos nas citadas parcerias. Só com muitos associados teremos aquela força que necessitamos e se tu te juntares a nós teremos um elo a colaborar na defesa desta profissão e que vai dando motivos de orgulho em ser feirante.

A Associação de Feirantes do Distrito de Lisboa esteve com a Associação de Feirantes do Distrito do Porto, Douro e Minho e a Associação de Feirantes do Distrito do Ribatejo e concelhos limítrofes, no passado dia 21 de janeiro em Coimbra, no Pátio da Inquisição, em Assembleia-Geral da FNAF — Federação Nacional das Associações de Feirantes, onde foram analisadas as contas desta Federação e, naturalmente, o plano de orçamento para o ano de 2014. Foi ainda feita uma síntese de retrospetiva da atividade da FNAF durante o ano civil de 2013. O encontro foi ainda aproveitado para apresentar o plano de atividades para o ano de 2014, onde também se recordou que o referido ano é o último deste segundo mandato levado pela atual direção, que desde 2009 tem estado a cargo da AFDL e sob a presidência de José Manuel Abranja. “O FEIRANTE” Jornal destinado aos profissionais do comércio ao ar livre

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Continuação da página 2

Fomos informados de que o novo vereador, o Dr. Duarte Cordeiro, nos iria receber assim que a sua agenda o permitisse. Foi pena que nestes últimos anos o seu antecessor não tivesse igual postura, pois muita coisa estaria certamente melhor nas referidas feiras onde se depara em cada domingo com um verdadeiro abandono de feirantes, por não suportarem o elevado preço de taxas praticado pela Câmara de Lisboa. Na sequência desta noticia não pode a Associação deixar de agradecer a cedência de mais uma hora no passado mês de dezembro, resultado do nosso pedido na citada reunião. Concluímos que são estes pequenos mas grandes gestos que os feirantes dão valor. Sobre a feira de Cascais foram feitas obras a que a Associação deu notícia no devido tempo, expondo agradecimentos ao Dr. Fernando Ferreira, que não sendo o que os feirantes desejavam também não era possível fazer melhor. Entretanto estamos a aguardar nova reunião com o novo vereador, a fim de falarmos sobre Carca-

velos, cuja feira foi mudada para local provisório por um ano e já lá vão treze e as condições estão muito longe de serem as minimamente desejáveis. Relativamente à feira de Adroana, sempre fizemos sentir que pela sua distância ela iria morrendo aos poucos e, infelizmente, é isso que está a acontecer. Por isso aguardamos uma reunião com quem de direito para tentarmos que as feiras de Cascais venham a ser o que já foram. Também em Odivelas já fizemos sentir que o estacionamento é o problema que necessita de intervenção e aproveitamos para a agradecer à PSP pelo trabalho neste passado mês de dezembro, não deixando haver feirantes ilegais fora do perímetro. Na câmara tivemos a promessa de que logo que haja verba disponível a feira da Arroja será requalificada. A junção de Forte da Casa e Póvoa de Sta. Iria numa só junta trouxe duplo problema sobre as respetivas feiras, sendo que a primeira há muito que está voltada ao abandono e necessita de intervenção no

Como se não chegasse o número de feirantes que no ano transato desistiu das feiras do Relógio, Galinheiras e Ladra, por não suportarem o exagero do preço das taxas, surgem agora novas taxas cujo aumento ronda os 12% o que nos leva a chamar a atenção dos feirantes. Esses agentes económicos que foram, na sua maioria, com reconhecidas dificuldades, conseguindo resistir ao torpedo entre as vendas e as despesas referentes a cada uma das feiras aqui referidas, são agora contemplados com este “prémio” gentilmente oferecido pela Câmara Municipal de Lisboa. Não somos leigos ao ponto de não saber que as câmaras são autónomas nesta área e fazem aumentos segundo a vontade

sentido de melhorar a sua performance. Quanto à segunda está com uma obra bem bonita que parece uma pequena maravilha, mas com muitas interrogações em relação à sua funcionalidade e prática para os feirantes. Isto porque continuam as equipas de arquitetos que assumem obras sobre feiras, a executar os trabalhos sem antes convocarem as Associações para colherem opiniões validadas pela experiência de funcionamento. Sobre Sintra, com as feiras do seu concelho nomeadamente a do Cacém, agora ao domingo, não foi um trabalho fácil da parte da Associação, dado alguns atritos anteriores que agora parecem ter ficado ultrapassados. Haveria muito mais para falar sobre determinadas feiras, como Monte Abraão, Terrugem, S. João das Lampas, onde realmente foi feita uma feira para feirantes. Também devia escrever sobre a Brandoa, mas para não dizer tão pouco de cada uma ficará a promessa de o fazer na próxima edição deste jornal. Joaquim Tomás Henriques

que têm. Se fosse para apresentar o preço por m2 a €0,40 ou a €0,50, ou a €0,60/€0,70/€0,80 já era alto mas aceitável; mas passarem para €1,60/m2 aos lugares fixos e €2,40 aos ocasionais ainda que só para os inscritos depois de março de 2010, com exceção de feirantes da feira da Ladra, é passarem aos feirantes um atestado de estupidez! Perante esta situação, a AFDL e a FNAF já fizeram saber do seu repúdio e desacordo, pois o que se pretende é povoar de novo as feiras, nomeadamente a do Relógio que cada vez tem menos feirantes e dar-lhe a dimensão de outrora, mas isso só poderá acontecer com a redução de taxas e não com aumentos. A Associação pretende que a Câmara reveja a sua posição!

Assim as obras aconteceram e o espaço está digamos capaz de receber os feirantes de regresso paO novo mercado do peixe ra ficarem de vez. Quem olha à vista desarmada vê um espaço giro e capacitado, embora nos pareça existirem ali ruas sem aproveitamento comercial ou de passagem de peões, mas vamos dar ao recinto o benefício da dúvida pois só quando o mesmo estiver a ser totalmente a ser utilizado veremos os defeitos ou a perfeição. “O FEIRANTE”

Um jornal feito por e para feirantes

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EM

2º. EPISÓDEO

Estou sozinho por não ter ninguém de família uma vez que não tenho mãe desde tenra idade e o meu pai há cerca de três anos, mas como ele foi sempre uma grande referência segui o que ele gastaria de me ver seguir. Arranjei um trabalho para custear os meus estudos e suportar as despesas do doutoramento. Amigos verdadeiros não sei se tenho e os colegas de faculdade não teriam paciência para me acompanhar se os tivesse convidado. Esta é a forma de pensamento do ser humano em geral e que no fundo é muito difícil de compreender. Talvez por isso eu ingressei nesta área da humanidade psíquica e mental, pois tenho a noção de não existirem doutorados nesta área ou a existirem serem muito poucos. Não sei mesmo se não serei o primeiro e único, mas também isso me dá força para continuar. — E então o que pensa fazer no futuro numa área onde ninguém se tem debruçado desinteressadamente? — Talvez feche a porta da casa que o meu pai me deixou por tempo indeterminado e parta pelo país sem destino específico e vou contactando com pessoas diversas, de modo a captar o estado psíquico de cada um e a força mental. Irei fazendo o parelelismo e escrevendo para um dia a própria humanidade tirar através do meu trabalho os seus dividendos.

N

o final da sua prova de doutoramento tentava aparentar uma certa calma. Enquanto esperava para ouvir os resultados, sabia que o júri da defesa estava reunido numa outra sala onde ele não podia ter acesso, a fim de concluírem a avaliação do desempenho do seu exame e do trabalho antes apresentado. A verdade é que os minutos que iam passando pareciam não ter fim e tornavam-se numa eternidade por si imaginada, até que finalmente ouviu o som de uma porta a abrir e foi através dela que viu sair as três pessoas que lhe iriam transmitir o resultado pelo qual ansiava. E quando minutos depois lhe foi dito que o seu trabalho na defesa do doutoramento tinha muito de positivo e a maneira como o revelou na sua apresentação dava-lhe um registo digno de louvor e, por tal motivo, passava desde então a ser considerado doutor na área da humanidade psíquica e mental e recebia do júri os Parabéns. Isto era no fundo o que ele já imaginava ouvir, mas uma coisa é a imaginação e a outra é ouvir na realidade o que o deixou bastante emocionado. Respirou fundo! Quis dizer muita coisa mas jamais encontrou forma de as dizer e, como tal, ficou-se pelo obrigado.

R

egressou a sua casa e deixou passar alguns dias e enquanto isso resolveu ir elaborando um currículo para enviar sabe-se lá para onde. Depois começou a pensar que afinal ele tinha trabalho pois fora daí que tinha conseguido suportar os seus gastos e ainda ir retirando o suficiente para atingir a sua pretensão académica. Porém, a sua cabeça era um turbilhão de pensamentos e o que agora o invadia era se deveria continuar com esse trabalho que nada tinha a ver com o seu grau académico. Mas isso teria ou não demasiado valor para a sua maneira de ser? Era em pensamento a pergunta que fazia a si próprio. Isto porque acabava de completar o seu currículo e ainda que tivesse de cor quase tudo quanto lá constava, a verdade é que resolveu começar a lê-lo e consequentemente a leitura do mesmo dava-lhe a sensação de que estava um currículo bastante elaborado e depois de o ter lido até ao final, apesar das pausas que foi fazendo concluiu que qualquer firma que o recebesse certamente encontraria mil e uma razões para o contratar.

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odavia, algo o chamou à realidade: como é que qualquer empresa o poderia contratar se ele próprio não conhecia nenhuma em Portugal, ou até mesmo no estrangeiro, que dada a sua natureza necessitasse de um elemento doutorado em humanidade psíquica e mental? Isto porque fosse que empresa fosse, grande ou pequena, o seu gestor não encontraria certamente motivos razoáveis para o contratar e se isso por acaso viesse a acontecer que lugar lhe atribuiriam e que trabalho lhe seria exigido, para que a respetiva empresa visse na sua contratação uma mais valia. Como aliás ele sempre sonhou enquanto estudava, poder um dia ser considerado indispensável. Na conclusão dos seus inúmeros pensamentos chegou à decisão de transcrever o seu currículo para o facebook e torná-lo publico. Continua na próxima edição

ENCONTRA À SUA DISPOSIÇÃO O MAIS SABOROSO

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Verticais: 1-Localidade do Ribatejo; Marca de Carros. 2-Labuta; Absorve oxigénio. 3-Dona Maria (iniciais) Pesquisa ossos. 4-Produto para o cabelo. 5Instituição. 6-Instrumento de orientação; Nome masculino. 7-Grito; Elas sem roupas. 8-No meio da corda; Nome feminino; afirmativo. 9-Comerciantes de feiras. 10-Naquele lugar; Andara para a rua. 11-Companheira de Sanção; Nota musical. 12-Amedrontado; Ofertei. 13-Cura; Homem que vive só; crustáceo.

PALAVRAS PERDIDAS

MANO DESENHOS

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viagem corrida ténis calções camisola fita meta atleta atleƟsmo treino colegas adversários subida descida

“O FEIRANTE”

estrada terra relva mato derrotado vencedor campeão

No quadro acima estão perdidas vinte e uma palavras em várias posições. São as mesmas que estão elencadas ao nosso lado esquerdo. Se gosta desta salada de letras não deixe de tentar encontrá-las.

Um jornal feito por e para feirantes

soluções O Mano - Desenho Uma oportunidade para testar a sua capacidade de ser ou não um bom observador! Tente por isso encontrar as sete diferenças existentes. 1— Pescoço do homem 2— Ombro do homem 3— Calças do homem 4– Cabelo da mulher entre os peitos 5—Perna da mulher 6—Posição da perna do cavalete 7— Ponta da corda

I R A

SOLUÇÕES DAS PALAVRAS CRUZADAS

9 10 C A L I

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2 3 F D A M I N A I

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1 A L V E R C A

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Horizontais: 1-Sigla da Associação; Onde se expõem os artigos. 2-Mistura de água e terra; Zona de Lisboa. 3-Olhei; Lar; Agarrar. A-Estrada Nacional (iniciais) Escreva o seu nome; Imposto. 5-Televisão Italiana; Isolado; Cumprimento (calão); Nome de pão. 6-Criar molde; Nome de poeta. 7-Objeto redondo; Identificador de venda; Elas Artigo definido feminino plural. 8-Presnte do verbo ser na segunda pessoa; Destino Pena. 9– limpa o ranho; Pequeno país europeu. 10-Levanta; Grande superfície. 11-Dei, em sotaque de certas zonas do Alentejo; Mulher que gosta demasiado de si própria. 12-Raiva; Segue; Explorar letras. 13Depois da carne; Ama.

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O feirante 99  

Jornal da Associação de Feirantes do Distrito de Lisboa

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